Humor: E se a campanha de Trump não passasse de uma “traquinice”?

Até onde pode ir a interferência do intervencionismo na vida pessoal?

Porque hoje é fim-de-semana, riam com um exemplo de intervencionismo que só agora me foi chamada a atenção: é ilegal ser gordo no Japão!

Um dia, para “baixar os custos de saúde”, que é afinal um “custo para todos”, ainda chegará a moda cá. Por agora, ainda podem rir😉

 

O plano de Paulo Portas

Paulo Portas, em reacção às críticas de Manuel Monteiro: Paulo Portas em Luanda demarca-se de polémica interna no CDS-PP

“Nunca dei troco a polémicas de natureza interna, muito menos a pessoas que até já fizeram partidos contra o CDS ou saíram até do CDS. Sendo muito breve, o meu plano é sempre o das relações do Estado português”, disse Paulo Portas, em declarações à imprensa.

manel_monteiro_paulo_portas

Sei o plano que apresentaste no Verão passado…

Na realidade, foi na Primavera passada mas o Verão é uma boa altura para fazer o necessário balanço: O plano macroeconómico do PS e a realidade

Independentemente do final que o filme que estamos a viver venha a ter, há no entanto uma coisa que é certa: o plano macroeconómico do PS chocou de frente com a realidade.

Estrasburgo, 19 de Agosto de 2016

Judeu esfaqueado em Estrasburgo por homem que gritou “Allahu Akbar”

Os truques do Público (2)

publico_campanhas_truques

Jornalismo lixo no Público. Por josé.

Este jornalismo é lixo porque não é jornalismo mas propaganda política pura. E com custos ocultos.

Ditadura fiscal não poupa ninguém

Fisco ataca casa de padres e pobres

As cartas das Finanças começaram a chegar no mês passado e dizem respeito a residências paroquiais, salas de catequese, conventos e largos existentes em frente às igrejas. Em Paço de Sousa, Penafiel, até as casas mandadas construir pelo padre Américo, fundador da Casa do Gaiato, para alojar pessoas em extrema dificuldade financeira vão, pela primeira vez em 66 anos, pagar imposto. E, em Braga, 20 padres já se dirigiram à diocese para contestar o pagamento de IMI em prédios com fins sociais e pastorais, isentos pela Concordata. Aveiro, Bragança, Leiria e Setúbal são outras dioceses em que o pagamento do imposto foi solicitado.

Leitura complementar: Quando a ditadura fiscal nos bate à porta; Da ditadura fiscal à miséria moral.

Make Trump Great Again!

donald_trump_hillary_clinton

Se eu acreditasse nesse tipo de conspirações (em regra, não acredito), pensaria que, sendo Hillary Clinton uma candidata com profundas fragilidades a vários níveis e muito dificilmente elegível, a campanha de Trump até ao momento poderia ser um exercício cuidadosamente projectado para a tornar POTUS não obstante essas mesmas fragilidades: Trump campaign chairman Paul Manafort resigns

The resignation comes as the campaign seeks to correct course after weeks of damaging controversies and self-inflicted wounds, effectively evaporating Trump’s steady footing against Clinton in the polls and his post-convention bump. Trump is now trailing Clinton in every major poll.

Continue reading “Make Trump Great Again!”

Os truques do Público

publico_campanhas_truques

Um extraordinário critério “jornalístico” do Público para o destaque na primeira página (que é o que mais interessa, já que poucas pessoas lêem os artigos do jornal): interessam mais os 475.000 euros que a coligação PaF gastou num contrato publicitário do que o militante do PS que decorou salas pela módica quantia de 751.000 euros…

Caixa Geral de Depósitos, 2016

Serviço Público de Blogosfera: documento de apoio a futuras comissões de inquérito*. Por Rodrigo Moita de Deus.

CêGêDê. Por CCC.

As opções editoriais sobre crianças

O Observador noticía no artigo intitulado Omran e Aylan, as opções das crianças sírias a tragédia de duas crianças sírias que simbolizam o drama da guerra na Síria.

omranaylan omran

E a propósito do cartoon de  Khalid Albaih, divulga as imagens  tão brutais quanto virais de Kurdi e de Omran Daqneesh.

Espero que continue a ser mantida a discrição do Observador e dos restantes orgãos de comunicação social em relação às crianças feridas e mortas, vitímas dos ataques terroristas, islâmicos ou não.

Nice

Sobre esta temática, valerá a pena recordar o que escrevi há seis anos por, de algum modo, permanecer actual.

(…) A propaganda terrorista usa o distanciamento moral das consequências dos seus actos e mensagens sanguinárias. Quem os pratica é como se nunca os tivesse feito. Ninguém com os cinco alqueires bem medidos pode justificar um homem-bomba ou um atentado a um meio de transporte público.
As vítimas, os sobreviventes, os familiares e amigos vivem uma situação traumática fácil de entender mas, por certo, difícil de (sobre) viver. A presença permanente de jornalistas em buscas de imagens e histórias sensacionais e emotivas, muitas vezes com a parva pegunta do “como se sente?” é constante e passam a estar associados a parte da tragédia. Nestas ocasiões, é bom recordar um princípio: as vítimas são seres humanos, não são seres com lágrimas, prontos a serem retratados. E neste ponto, existe uma clara diferença entre culturas e os media na relação com a morte e a tragédia. É diferente, para pior, o tratamento que, por exemplo, os media árabes fazem das notícias que envolvem mortos e feridos. Há linhas que no Ocidente não se devem ultrapassar.
Nos atentados de Londres, a BBC, a ITN ou a Sky basearam boa parte da sua informação visual em imagens amadoras. Blogues, twitter, facebook noticiaram histórias que foram aproveitados por aqueles meios mas todos eles desempenham um papel importante de informação mas também na passagem da sensação de vulnerabilidade.
O acto terrorista lança um desafio ao estado, ao indivíduo, através dos media. Existe uma estreita relação entre todos os actores neste processo. O que se deseja é que as respostas dadas pelo estado, vítimas e media sejam reponsáveis.

Quem o comete sabe que o assassinato de inocentes é um meio para atingir um fim – a fractura social – e que a sua divulgação multiplica o seu impacto. A lógica terrorista é ser a primeira página. Por essa razão, é preciso ser crítico, até na terminologia usada. Para a generalidade dos media, o contexto é importante e as imagens apresentadas, por definição, retratam, realidade simplificada . Enxaguada a destruição e a dor, existe um fascínio pelas causas e não pelas consequências – as vítimas. Desta realidade resulta uma consequência: o jornalista passa a “narrador” dos terroristas . É comum assistir durante as entrevistas (um dos estilos jornalísticos mais difíceis de fazer bem) a que sejam os terroristas a controlar (e claro, a distorcer a realidade). A informação deve tratar com cuidado e conhecimento o terrorismo. Não pode legitimar, não pode apenas reproduzir a propaganda.

 

 

Manuel Monteiro sobre Paulo Portas, o CDS e o MPLA

CDS foi a Angola defender “interesses” de Paulo Portas, acusa Manuel Monteiro

Manuel Monteiro diz-se “profundamente chocado” por ver “a direita portuguesa ou alguns responsáveis da direita portuguesa mais preocupados com os seus negócios e com os seus interesses particulares do que com os interesses do país”. As críticas duras do ex-líder do CDS, em entrevista à SIC Notícias, surgem na sequência da polémica participação de Hélder Amaral, do CDS-PP, no congresso do MPLA, onde o responsável fez um discurso que terá deixado Assunção Cristas “chocada”, segundo o i. (…) “Este partido, ao tomar estas posições, está, no fundo, na minha perspetiva — e eu assumo totalmente a responsabilidade pelo que vou dizer — a fazer uma cedência aos interesses pessoais e de negócios do seu anterior presidente, o Dr. Paulo Portas”, afirmou Manuel Monteiro em entrevista à SIC Notícias na noite de quinta-feira.

It’s never too late to say you’re sorry?

Donald Trump pede desculpa por “algumas coisas que disse”

Donald Trump mudou de equipa de campanha (pela segunda vez em dois meses) e, agora, poderá estar, também, a mudar de estratégia comunicacional. “Por vezes, no calor dos debates e dos discursos sobre uma vasta gama de temas, não se escolhem bem as palavras ou dizem-se as coisas erradas”, afirmou Donald Trump na quinta-feira.

“Eu fiz isso e, acreditem ou não, eu lamento tê-lo feito. Lamento, em particular, casos em que posso ter causado dor pessoal”, acrescentou o candidato republicano.

O pedido de desculpas poderá ser uma tentativa de virar o jogo na campanha eleitoral, perante a queda nas sondagens protagonizada por Trump e pelo Partido Republicano. Como recorda o The Guardian, numa entrevista em que se falava sobre declarações de Trump sobre o republicano John McCain, Donald Trump deixou claro: “Não gosto de me arrepender de nada”, afirmava Trump. “Dizemos coisas, fazemos coisas e, francamente, aquilo que disse está dito“, notava o empresário há cerca de quatro meses.

Hélder Amaral, o CDS e o MPLA

Assunção Cristas furiosa com o enviado do CDS ao congresso do MPLA, Hélder Amaral

O i sabe que a direção aguarda a chegada de Hélder Amaral para esclarecer as declarações e, se necessário, acertar nova reação. Michael Seufert, ex-deputado do CDS na Assembleia da República, afirmou ao i que, na sua opinião, “o CDS não deveria enviar uma delegação a congressos de partidos totalitários”.

José Miguel Cerdeira, economista militante do CDS, resumiu: “De um ponto de vista patriótico e de proteção dos interesses nacionais, percebe-se uma presença de representação, sendo, mesmo assim, duvidosa. Contudo, o entusiasmo manifestado é totalmente despropositado.
No mínimo, colide com outros valores do CDS como o respeito pela democracia e pelo pluralismo. Foi demasiado além do que a cortesia diplomática exige. E isso tem custos.” Francisco Rodrigues dos Santos, presidente da “jota” do CDS, não tardou também a pronunciar-se sobre a polémica. Na sua página pessoal de Facebook, escreveu: “A Juventude Popular não se revê em nenhuma outra força juvenil que baseia a sua matriz no marxismo-leninismo. Seja cá dentro ou lá fora.
A JCP ou a JMPLA.” Ao i, o líder da Juventude Popular tornou a sublinhar que “o CDS e o MPLA são partidos antagónicos”, contrariando o deputado Hélder Amaral.

(…) José Ribeiro e Castro, um antigo presidente dos centristas, também mostrou o seu desagrado perante o sucedido. “O congresso do CDS talvez venha a contar também com a presença de delegações do Partido Comunista de Cuba e do Partido do Trabalho da Coreia do Norte”, ironizou.

A renacionalização da TAP e o Porto

Líder do PS-Porto descontente com Governo por causa da TAP

Se a privatização não servia os interesses do Porto, com a “renacionalização” também não se viram melhorias. É esta a opinião do deputado e presidente da concelhia do PS do Porto, Tiago Barbosa Ribeiro, que está descontente com a companhia aérea e com a decisão de cortar rotas directas a partir do aeroporto Francisco Sá Carneiro. O socialista também não está satisfeito com o Governo e pede mais.

Continue reading “A renacionalização da TAP e o Porto”

A CGD e o “regular funcionamento das instituições” em Portugal

Caixa Geral de Depósitos: Governo vai mudar a lei para aprovar administradores chumbados

BCE aprovou nova administração, mas não aceita oito administradores porque a lei portuguesa impõe limitação à acumulação de cargos. O Governo diz que vai mudar a lei para a tornar menos exigente.

A ministra da festa cor de rosa e da reforma agrária

O meu texto de ontem no Observador.

‘Faço já a declaração de interesses: não tenho nada contra festas, nem contra revistas cor-de-rosa, nem contra ministros divertindo-se, nem contra fotografias de pessoas aperaltadas em eventos sociais. Eu própria passei uma parte das férias num local com alguma influência britânica onde ainda se valoriza o vestir bem para jantar, no fio da navalha entre a formalidade e a informalidade. Percebo, portanto, que a ministra da administração interna, Constança Urbano de Sousa, tenha decidido ir a uma festa durante as férias e nela se tenha feito fotografar.

Mas a ministra não é uma capitalista impenitente como eu. Detenhamo-nos, então, por momentos nesta propensão que os socialistas têm, mesmo agora extremados à esquerda e adeptos da luta de classes, de se aliarem a eventos com uma inegável frivolidade social e a revistas de fofocas. Afinal os socialistas empedernidos nunca resistiram ao luxo. Veja-se como os Castro celebraram a miséria cubana contratando Christian Louboutin para fornecer as fardas para os Jogos Olímpicos. Ou Bernie Sanders, que prometia uma revolução socialista americana e acabou a comprar uma casa cara num lago idílico (os Adirondacks, lá perto, são dos sítios que me estão atravessados na garganta para visitar).

De resto, o comportamento da ministra é consistente com o de António Costa, agora ‘chocado’, quase lacrimejante (levem-lhe chá de verbena), mas que também se fez fotografar numa praia algarvia, risonho e feliz da vida. Nem sei se este género de ação não terá magicado pelas cabecinhas do PS que se supõem génios de estratégia política. A mensagem seria inspirada em Pangloss: estamos no melhor dos mundos, a governação está encarrilhada, como podem ver corre tudo tão bem que até nos podemos despreocupadamente dedicar a festas e riso durante as férias. Afinal é este governo que acredita nos poderes mágicos do otimismo, porventura depois de terem lido meia dúzia de best sellers de autoajuda: se acreditares que vai correr bem, então vai correr bem. E, se não correr, a comunicação social amiga finge que sim e os papalvos dos eleitores pensarão que as suas desgraças individuais não se replicam pelo resto da população.

Houve o problema do costume em se tratando de um governo socialista: a realidade. Estava António a rir na praia e Constança na festa cor de rosa quando já o país ardia como se não houvesse amanhã. Que não tenham arrepiado a estratégia propagandística ‘ministros, festejemos ostensivamente a boa governação’, mostra uma falta de senso e de noção e de respeito atroz e perturbante.

Claro que Constança Urbano de Sousa teve de abandonar as suas festas cor-de-rosa para fazer controlo de danos. Desde aí tivemos entrevistas da ministra quase todos os dias, declarações à comunicação social, textos elegíacos sobre a senhora em jornais, tentativas de culpar a União Europeia. E descobrimos que afinal a reação mais ajuizada da ministra da administração interna aos fogos que consomem as florestas é mesmo participar em festas.’

O resto está aqui.

O acesso do Fisco a todas as contas bancárias

Bem a CNPD, mas infelizmente é praticamente certo que as reservas colocadas serão insuficientes para travar o apetite do monstro fiscal que tritura todos os direitos, liberdades e garantias que encontra pela frente: Acesso do Fisco a todas as contas bancárias. Governo invoca acordos com UE e EUA

O projeto que prevê o acesso do Fisco a todas as contas bancárias é, no essencial, uma consequência “dos compromissos internacionais com caráter vinculativo assumidos pelo Estado português”, adiantou o Ministério das Finanças ao Observador, na sequência das reservas emitidas pela Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) sobre a legalidade desta legislação que foram noticiadas esta quarta-feira.

O reforço do acesso pelo Fisco aos dados das contas bancárias é justificado com o combate internacional à evasão fiscal, através da troca de informação com autoridades fiscais de outros países.

Leitura complementar: Quando a ditadura fiscal nos bate à porta; Da ditadura fiscal à miséria moral.

Por um fio

Alguém devia enviar ao Sr. Fergus McCormick a declaração ontem proferida pela D. Ana Catarina Mendes, estabelecendo peremptoriamente que para o ano é que é «o país está (…) a voltar a um ciclo de crescimento após um longo ciclo de políticas erráticas e de austeridade», e isto tudo a propósito dos dados mais recentes da economia portuguesa.

O Sr. McCormick, para quem não esteja a par, é o vice-presidente da DBRS e responsável directo pela área da avaliação de risco dos soberanos.

A DBRS é a única das quatro agências de rating que avaliam periodicamente Portugal que conserva uma notação para dívida pública portuguesa acima do «lixo».

No caso de a DBRS se juntar às outras três, o BCE, quer dizer, o Banco de Portugal por sua conta e risco exclusivos deixa de poder continuar a comprar as montanhas de dívida pública portuguesa que vem comprando, as taxas de juros disparam, o governo converte-se à austeridade, a geringonça muito provavelmente estala, nós muito provavelmente somos ejectados dos (odiados) mercados e, com sorte, somos resgatados, eventualmente por uma troika que, legitimamente desconfiada deste manicómio que não se governa nem deixa governar de Portugal, só avança com a massa contra uma revisão constitucional que permita pôr termo ao deboche financeiro em que vivemos há 43 aninhos fazer consolidação orçamental a sério. «Ai sim? Quem manda aí são vocês? Pois ide ao Totta».

Vejo já uma série de pessoas honestas e verdadeiramente patrióticas a esfregar as mãos, a torcer para que venha a troika. A sério: duvido que o sistema político aguente um novo resgate. Mas passemos.

E a que propósito vem a DBRS numa tarde amena de Agosto?

Vem, porque o Sr. McCormick quis ser amigo de Portugal e decidiu avisar que «os dados do PIB do segundo trimestre revelados na sexta-feira aumentaram a nossa preocupação relativamente às perspectivas de crescimento, que parece continuar a abrandar no terceiro trimestre».

Ora, a dívida pública portuguesa está de momento com um outlook estável, «mas», com o crescimento a desaparecer, «estão a aumentar as pressões vindas de várias frentes».

Várias, além da falta de crescimento em si?

A 21 de Outubro, lembra o Sr. McCormick, a DBRS reverá a sua avaliação de risco à dívida pública portuguesa e, não por acaso, isso acontecerá seis dias após o prazo para Portugal apresentar a Bruxelas medidas adicionais de consolidação no valor de 460 milhões de euros (0,25% do PIB), capazes de garantir uma «correcção duradoura do défice excessivo». Esse compasso de espera será suficiente para a DBRS avaliar a natureza das medidas apresentadas e o impacto da sua adopção na geringonça.

Saber-se-á por essa altura também já se os contribuintes portugueses serão chamados arcar com os custos de novos reforços de capital na banca, incluindo o anunciado mas ainda não explicado aumento de capital previsto para a CGD.

Apoiarão os partidos da extrema-esquerda essas duas iniciativas? – interroga-se o Sr. McCormick. Não é claro, responde.

Várias, portanto.

Por partes: primeiro as primeiras coisas. E para resolver o primeiro dos problemas que afligem o Sr. McCormick – o do crescimento – talvez pudesse servir a declaração da D. Ana Catarina, onde ela, esquivando, é certo, o problema de fundo, garante, porém, que pode não haver crescimento, mas a taxa de desemprego está muito baixa, não há investimento, mas vai haver, a economia não mexe, com diz o PR na sua linguagem patusca, mas o povo está carregadinho de confiança e a única pessoa que destoa é Passos. (Para os mais cépticos, que julgarão que eu estou a inventar, é abrirem o link lá em cima e lerem a declaração do PS apresentada pela D. Catarina.)

O resto logo se verá, que isto não há como um dia atrás do outro com uma noite pelo meio. E se o Outono que aí vem for quente de escaldar, já estamos prevenidos. Melhora? Não. Mas é o que se pode.

Como sempre, será uma grande surpresa que ninguém tinha previsto

Havia uma altura em que eu mantinha um acervo de avisos à navegação que iam sendo feitos a este governo e a esta governação. Desde bancos, agências de rating, UTAO, CFP, Comissão Europeia, Banco Central Europeu, etc. Até que desisti, dada a quantidade infindável de notícias que vão surgindo. Recentemente saiu mais uma. Até à próxima, que não deve tardar.

DBRS: ÚLTIMA CHAMADA (Paulo Gorjão)

É a terceira vez, no espaço de pouco mais de um mês, que a DBRS — a única agência de notação que atribui a Portugal a categoria de investimento não especulativo, o que segundo alguns observadores permite ao BCE englobar Portugal no seu programa de quantitative easing — se pronuncia sobre Portugal.

A primeira foi a 6 de Julho. Adriana Alvarado, a analista responsável por acompanhar Portugal, destacou que a DBRS centraria a sua atenção na forma como “o Governo [iria] responde[r] à Comissão, se lhe fo[sse] exigida a apresentação de medidas adicionais”. Enfim, como sabemos, António Costa e Mário Centeno continuam a resistir, ainda que a Comissão o tenha exigido explicitamente.

A segunda vez que se pronunciou foi a 27 de Julho. Adriana Alvarado, uma vez mais, veio avisar que se houvesse desvios na execução orçamental, o Governo deveria “reagir rapidamente”. Segundo os dados oficiais da Direcção-Geral do Orçamento tudo está sob controlo, mas a verdade é que quase ninguém acredita nisso, interna e externamente.

Sensivelmente a dois meses da próxima avaliação do rating de Portugal pela DBRS, agendado para 21 de Outubro, a agência de notação pronunciou-se pela terceira vez. Esqueçam a Adriana Alvarado. Num claro upgrade, desta vez é o próprio responsável pela análise de ratings soberanos da DBRS, Fergus McCormick, quem se pronuncia publicamente sobre Portugal. Uma simples entrevista, aliás, foi o suficiente para de imediato subirem os juros de Portugal. Calculem como seria catastrófica a perda da categoria de investimento não especulativo. Adiante. O que disse McCormick?

O responsável da DBRS alertou para o facto de o baixo crescimento económico estar a dificultar o problema relacionado com os elevados níveis de dívida pública e privada, o que por sua vez está a reforçar a pressão sobre o rating de Portugal. Acresce que McCormick não se esqueceu igualmente de frisar a resistência de António Costa em cortar na despesa, tal como exigido por Bruxelas.

Enfim, como não concordar inteiramente com Pedro Passos Coelho quando destacou no Pontal o óbvio ululante: “esta solução de Governo está esgotada, e não tem nada para oferecer do ponto de vista económico, a não ser estagnação e conflito com os credores”. Repito, estagnação e conflito com os credores. É isso que o futuro nos reserva.

Aniversário do Plano Macroeconómico do PS

Celebra-se por estes dias o 1º aniversário do plano Macroeconómico detalhado que o PS apresentou a eleições. O plano foi louvado pela imprensa e muitos comentadores como algo inovador, como a demonstração da preparação técnica do PS para governar. Os leitores mais frequentes do blog lembrar-se-ão que, por inúmeras vezes, pedimos aqui que fosse disponibilizado o modelo que deu origem ao plano, sempre sem sorte. Na altura, coloquei aqui em causa se os pressupostos e resultados eram realistas. Passado quase 1 ano da sua apresentação, podemos hoje verificar como está a correr a implementação desse plano.

Nos gráficos abaixo podem ver na primeira coluna aquilo que os economistas do PS previam que iria acontecer em 2016 se o PS fosse governo. Na segunda coluna, aquilo que os economistas do PS previam que iria acontecer em 2016 se o PSD/CDS se mantivessem no poder. Na terceira coluna, podem ver o que está realmente a acontecer até ao final do 2º semestre.

cente1

cente2

cente3

Os gráficos falam por si: Os números homólogos indicam que temos um terço do crescimento, um terço do emprego criado e um crescimento da dívida pública em vez da pevista queda. Não só a economia está bastante pior do que o plano original do PS, como está bem pior do que o PS previa que iria estar se PSD/CDS fossem governo. Reparem que isto não são números do PSD ou do CDS. São os próprios números do PS que dizem que a economia estaria melhor se eles não tivessem sido governo. Veremos se os próximos 6 meses reverterão a situação. Cá estaremos para acompanhar.

Para além de Mário Centeno, estiveram envolvidos na elaboração desse plano as seguintes pessoas:

Vítor Escária
Fernando Rocha Andrade
Francisca Guedes de Oliveira
João Nuno Mendes
João Leão
Manuel Caldeira Cabral
Paulo Trigo Pereira
João Galamba
José Vieira da Silva
Elisa Ferreira
Sérgio Ávila

Greedy super PACs and the death of the Tea Party

How We Killed the Tea Party. Por Paul H. Jossey

Greedy super PACs drained the movement with endless pleas for money to support “conservative” candidates—while instead using the money to enrich themselves. I should know. I worked for one of them.

Serviço Público Insurgente – músicas do Vinyl já estão online

Coisas que realmente interessam – as músicas da Season 1 da série Vinyl já estão disponíveis no Spotify:

Sobre os muitos lugares vazios no Rio

Empty seats all around Olympic Stadium embarrassing for Rio Games organisers

IOC offers new excuse for empty seats at Olympic events

Portugal’s “Doom Loop”

portugal_doom_loop

Portugal Gaining On Italy In The European Banking “Doom Loop”

The graphic also shows that Portugal’s doom loop metric has soared over the past two years. Portuguese banks have been gorging on Portuguese sovereign debt, taking it from 7 percent of total assets to 10 percent – the same level as Spain. If they continuing loading up at this pace, they will reach Italian levels by 2018.

This is worrying because Portugal has a government debt-to-GDP ratio of 129 percent (just below Italy’s 136 percent) and is set to fall short of its deficit target for a third year running. Spain, with debt to GDP at 101 percent, will fall short for the 9th straight year. And slowing growth means that current budget projections may prove overoptimistic yet again, leading to ratings downgrades.

What does this mean from a practical perspective? Well, we calculate that a 15 percent fall in the bond prices of their respective sovereigns would erase 35 percent of Italian bank capital, 22 percent of Portuguese bank capital, and 18 percent of Spanish bank capital.

Abusos de poder na fronteira ao serviço do INE

Operação STOP. Por José Meireles Graça.

Que não cabe nas funções da GNR coagir cidadãos a prestarem declarações fora do âmbito de processos criminais ou da realização dos fins de fiscalização do cumprimento de normas legais, ou de segurança e protecção de pessoas e bens, não carece de demonstração. E por isso o graduado que anuiu à requisição e que instruiu os seus homens para a cumprirem não entende a sua função nem os seus deveres: a ordens ilegais, se o seu cumprimento puder dar origem à prática de crimes, não é devida obediência. E mandar parar pessoas para as submeter a interrogatórios grotescos para defesa de um vago, e abstracto, interesse público, é, claramente, um abuso de poder.

Portugal, 2016: o jornalismo a que temos direito

Agora está tudo bem. Por Alexandre Homem Cristo.

(…) não foram apenas BE e PCP que mudaram a forma como encaram os factos políticos, mas também vários jornalistas que, cobrindo temas sociais, abdicaram do dramatismo que marcou os últimos anos. Não é necessário um grande esforço de memória para recordar como, entre 2013 e 2015, o debate público foi invadido de notícias sobre crianças com fome nas escolas, sobre jovens que emigravam em fuga pela ausência de oportunidades profissionais, sobre estudantes que desistiam do ensino superior por falta de recursos, sobre idosos abandonados em condições de pobreza, sobre famílias carenciadas para as quais o Estado não tinha resposta. Mas, desde as eleições legislativas, essas notícias desapareceram. Afinal, em Portugal já não há fome, pobreza, abandono dos estudos e emigração?

(…) Aconteça de forma voluntária (por motivações políticas) ou de forma involuntária (por recurso preguiçoso às fontes partidárias), esta súbita ausência implica que parte do nosso jornalismo está demasiado apoiado nas fontes e agendas partidárias, em vez de construir as suas próprias notícias e reportagens. E o problema vai muito além da questão da fiabilidade das notícias. Está, sobretudo, no enfraquecimento do próprio jornalismo.

Ficamos a aguardar pelo rasgar de vestes da esquerda portuguesa

PET_9942

Leopoldo Lopez: 14 anos de cadeia num julgamento condenado pelas Nações Unidas, pelos Estados Unidos e pela União Europeia. Teremos direito a um voto de protesto no parlamento português?