Trumpices

Conheço um presidente que se deu muito mal com o uso indevido do Facebook. Este, como é do conhecimento geral, é o presidente mais libertário e pacifista de sempre que exerce o mandato e “envia” bombas através do Twitter. Um senhor!

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Pedófilos na creche, Síria na ONU

Não virá grande mal ao mundo nem à ONU (vénia ao engenheiro Guterres), a Síria, um país com uma história, um presente e um futuro tão ricos quanto pacíficos contribuir para o desarmamento químico e nuclear do Planeta.

Syria to chair UN disarmament forum on chemical & nuclear weapons

NB: ainda a pagar a resolução

“Como é que o conjunto pré-identificado de activos não produtivos do NB passou de uma avaliação de 7,9 mil milhões de euros (pré-venda) para 5,4 mil milhões em Dezembro passado?”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre os resultados do NB e o mecanismo de capital contingente.

Portugal, 2018, pós-austeridade: a quimioterapia pediátrica no Hospital de S. João

Crianças fazem quimioterapia num corredor do S. João

Pais queixam-se das condições em que os filhos recebem tratamentos no Hospital S. João e no Joãozinho. Unidade garante que tem feito melhorias.

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Liberalismo iliberal, populismo e nacionalismo

Recusando o tribalismo. Por João Carlos Espada.

Muito diferente desta ideia de “viver e deixar viver” é a ideia de um certo liberalismo iliberal — que John Gray designa, na esteira de Raymond Aron, como “religião secular”. Este liberalismo iliberal entende a liberdade como conformidade com um modo de vida “correctamente liberal”. Este seria o modo de vida radicalmente autónomo, “libertado” de todo e qualquer vínculo particular — à comunidade local, à religião, à nação, a regras de conduta tradicionais (e, seguramente também, a normas clássicas de cortesia e de vestuário).

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Tertúlia: Liberalismo e Feminismo

O Instituto Mises Portugal organizará, dia 11 de Abril, uma tertúlia dedicada a explorar a relação entre o liberalismo e o feminismo. Terá como convidadas a nossa Maria João Marques e a Ana V. Martins e realizar-se-à na Sala D. Henrique, O Navegador do Instituo de Estudos Políticos da UCP, pelas 19 horas.

Aberração paritária (2)

No seguimento de
Aberração paritária
O sexo e as quotas

Agora que a Geringonça se prepara para mergulhar o país de cabeça na fossa séptica dos identity politics (“Parlamento quer medidas de acção afirmativa para afrodescendentes), será de esperar que tal abordagem política seja liberalmente reproduzida.

Estas novas causas progressistas, que dividem para reinar, são sim boas para criar circo quando falta pão. A promoção é praticamente gratuita. Basta convencer um punhado de óbvi@s representantes das “minorias” oprimidas que existem sinistras conspirações tácitas – e nebulosas barreiras sistémicas – ao seu progresso social, económico, ou mesmo humano. E logo se criam pequenas milícias de Che Guevaras de gente muito “resolvida”, resolvida a marchar pela revolução social.

Obviamente não há nada de razoável, correcto, sensato, moral ou justo em querer que o Estado imponha discriminações positivas para este ou aquele grupo, à laia de engenharia social de inspiração egalitária. Mas o marxismo cultural vive disso.

No que diz respeito às novas leis das quotas, é confrangedora a falta de princípios liberais dos nossos representantes, e de louvar quem, na política (not you Cristas), não se deixa levar em esganiçadas cantigas.

Agora que muito se fala de novos partidos liberais, e com pena minha que a Iniciativa Liberal pareça estar rendida ao politicamente correcto, é de louvar quem se atreve a dizer que a actual lei é uma aberração sob vários pontos de vista. O mais flagrante é impor uma discriminação positiva em detrimento do mérito profissional, levando ao extremo a condição de Estado paternalista.

Paternalista.

A corrupção e a inquestionável superioridade moral da esquerda

Sobre a corrupção — e a inquestionável superioridade moral da esquerda. Por Luís Rosa.

A corrupção não é de esquerda nem de direita, não é católica nem protestante, não é branca nem preta e não é do norte nem do sul. A corrupção atinge todos os países, partidos e grupos sociais.

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Bruno de Carvalho e o Sporting: the plot thickens…

Crise no Sporting: oposição a Bruno de Carvalho diz que vai agir

Pedro Madeira Rodrigues diz que “é hora de agir”, Dias Ferreira acha que Bruno de Carvalho “não tem condições” para continuar e para Carlos Severino o Sporting “não pode ser gerido por um ditador”.

Bruno de Carvalho anuncia afastamento da conta de Facebook

O presidente do Sporting voltou esta manhã às redes sociais para anunciar o seu afastamento do Facebook. “Que este meu afastamento do Facebook seja a vossa felicidade…”, escreveu num longo desabafo. (…) Não é a primeira vez que Bruno de Carvalho deixa as redes sociais. A última vez foi em maio do ano passado, tendo na altura justificado a sua decisão pelo efeito “perverso” que a utilização do Facebook acabou por ter, ao transformar proximidade em “intromissão” na sua vida pessoal.

O interessante Brasil de Lula

Na primeira vez que estive em Buenos Aires, em 2008, saí andando a esmo por Palermo e me deparei com uma bela casinha em estilo francês cujo letreiro dizia: “Museo Evita Perón”. Mesmo sem simpatias prévias pelo peronismo, entrei, e fiquei muito impressionado com o jornal do dia seguinte ao da morte de Evita, cuja manchete dizia: “Murió la Jefa Espiritual de la Nación”.

“Chefa Espiritual da Nação” não era simplesmente um epíteto que as massas deram a Eva Perón, mas um título que lhe foi concedido pelo congresso argentino. Naquele dia, lembro bem, fiquei contente ao pensar: nem o brasileiro mais insanamente pró-Lula pensaria em chamá-lo de “chefe espiritual da nação”.

Dez anos depois, me parece que a prisão de Lula começa a fazer as vezes de martírio, e, por tabela, operar sua canonização aos olhos de muitos brasileiros, incluindo muitos que admiro — são pessoas cujo trabalho editorial ou acadêmico é de primeira linha.

Recentemente, voltei ao Rio de uma temporada de seis meses na mesma Buenos Aires, e, tendo guardado certa distância da imprensa brasileira, fui descobrir o passo anterior dessa canonização. A esquerda brasileira já fala abertamente numa escalada do fascismo no Brasil, e todos os clichês — o ovo da serpente, etc. — são repetidos diariamente a respeito de todos aqueles que não estão carpindo a prisão de Lula.

Há cerca de vinte anos acompanho esses debates, e o ponto atingido agora é diferente de tudo o que já vi antes (não uso o clichê de Lula, “nunca antes na história deste país…” porque essa pretensão de originalidade parece ingênua).

As promessas de violência são explícitas, e, em ao menos um caso, foram cumpridas: uma pessoa que pediu a prisão de Lula na frente do Sindicato dos Metalúrgicos (onde Lula se resguardava da Polícia Federal) e devidamente empurrado contra um caminhão em movimento por um ex-vereador pró-Lula. No momento, o empresário está no hospital, com traumatismo craniano.

Assim, hoje, no Brasil, imaginar que um político que tenha sido condenado por um tribunal de primeira instância e por um tribunal de apelações no primeiro de seus nove processos de corrupção não está sofrendo perseguição política tornou-se “fascismo” na opinião de quem aparentemente não se importa com o fato de que seus correligionários jogam adversários políticos contra caminhões em movimento.

Dirão: ele é perseguido porque é o primeiro colocado nas pesquisas para a próxima eleição presidencial. Mas o que fazer? Isto agora é um salvo conduto para a justiça? Está-se concedendo foro privilegiado com base em pesquisas de opinião?

Os tempos no Brasil estão muito interessantes, argentinamente interessantes. Considerando as crenças que os partidários de Lula esperam que tenhamos, parece fácil imaginar que, além do título de doutor honoris causa que lhe foi dado por Coimbra e lhe será dado pós-prisão pela Universidad de Rosario, na Argentina, também queiram outorgar-lhe de uma vez o de “chefe espiritual da nação”.

Uma boa pergunta sobre Lula, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra…

Bruno de Carvalho suspende jogadores do Sporting… (3)

Jorge Jesus surpreendido e expectante com crise no Sporting

Jorge Jesus ficou surpreendido com a troca de acusações entre Bruno de Carvalho e o plantel do Sporting, estando agora expectante em relação ao desfecho desta crise que se gerou em Alvalade. (…) O técnico está, de resto, triste e abatido, por considerar que toda esta crise era completamente desnecessária, numa altura em que o Sporting ainda tem objetivos desportivos para alcançar esta temporada: inclusivamente tem uma espécie de final da Taça de Portugal, com a receção ao FC Porto, agendado para daqui a pouco mais de dez dias.

Sporting: reunião de jogadores com Bruno de Carvalho

O treinador Jorge Jesus, assim como o team manager André Geraldes, foi um dos responsáveis pela intermediação entre o dirigente e os futebolistas, permitindo que fosse encontrado um ponto de equilíbrio que possibilitou a reunião desta tarde.

Em suma, se houver entendimento entre jogadores e presidente do Sporting, não haverá sanções disciplinares.

Fábio Coentrão e Bruno de Carvalho

Fábio Coentrão: “Sou sportinguista desde pequenino”

Coentrão em lágrimas consolado por Bruno de Carvalho

Jesus defende Coentrão: «Se chorou, chorou. Se deu um soco no banco, deu um soco no banco…»

Coentrão devolvido de imediato ao Real Madrid

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Bernardo Lapa, homem da “Cultura”

A história de Bernardo Lapa, homem da “Cultura” Por Alberto Gonçalves.

Um ano depois, a companhia Cabaça dos Mafarricos, que Bernardo Lapa fundara com um amigo e cinco bonecos, adquirira largo prestígio no eixo Príncipe Real-Campo de Ourique. Restava um problema: estava-se em 2012 e a austeridade “neoliberal” restringia selvaticamente os subsídios à “Cultura”. Por motivos óbvios, a sra. Merkel e Pedro Passos Coelho não queriam expôr o povo ao exacto tipo de conhecimento patente nas obras da Cabaça dos Mafarricos. A peça inaugural, “Presos Por um Fio”, descrevia justamente (nos dois sentidos) a angústia de um licenciado em malabarismo – Tomás – que, por intervenção de um poder maligno e avesso à criatividade, se vê forçado a descer a trabalhos típicos da ralé. No derradeiro acto, desesperado pela falta de apoios, Tomás lança-se de um rés-do-chão e magoa-se um bocadinho. Na estreia, os seis espectadores aplaudiram de pé.

Nessa época, a contestação de Bernardo Lapa não se limitou aos fantoches. Politizado, marchou quase diariamente contra Israel, as touradas, a destituição daquela senhora brasileira, o exílio do cançonetista Tordo, o consumo de bacalhau, o aquecimento global, o arrefecimento global, o sr. Trump, a proibição das drogas, o boicote ao Haiti, perdão, a Cuba (ele confundia-os), o Belenenses e, claro, cantou a “Grândola” nas imediações de cada ministro da “direita”. Afinal, Bernardo Lapa era um homem da “Cultura”.

Bruno de Carvalho suspende jogadores do Sporting… (2)

Um recado mal recebido, uma indireta nas entrelinhas, uma reunião adiada: os bastidores da crise do Sporting

A esquerda “anti-fascista” e o fascismo

A esquerda “anti-fascista” tem muito em comum com os fascistas originais. Por Antony Muller.

No final, comunismo, socialismo, nazismo e fascismo são rótulos que se unem sob o estandarte do anti-capitalismo e do anti-liberalismo. São contra o indivíduo, contra a propriedade privada, e contra a liberdade empreendedorial.

Bruno de Carvalho suspende jogadores do Sporting…

Plantel do Sporting critica Bruno de Carvalho com mensagem partilhada por todos os jogadores

Bruno de Carvalho suspende todos os jogadores contestatários, a quem chama “meninos amuados”

O sexo e as quotas

Mudança de sexo, quotas e igualdade de género. Por Nuno Lobo.

É precisamente este contexto revolucionário e de duvidosa boa fé que os deputados à Assembleia da República devem ter em conta nas suas ponderações relativamente a duas propostas de lei do Governo, aparentemente distintas mas intimamente ligadas e mutuamente contraditórias, que vão por estes dias a votos: a possibilidade de as pessoas mudarem de sexo e nome no Cartão do Cidadão, agora com a alteração de não se exigir qualquer relatório médico que a justifique; e o aprofundamento da lei da paridade na composição das listas eleitorais dos partidos, que passarão a ter de incluir pelo menos 40% de mulheres (ou de homens).

Desde logo, a aprovação das duas propostas resulta na situação caricata de, por um lado, termos os partidos obrigados a compor as suas listas com pelo menos 40 mulheres e 60 homens (ou o inverso) por cada 100 candidatos, ao mesmo tempo que, pelo outro lado, poderão recorrer ao expediente de compor as listas com um sexo apenas desde que pelo menos 40% se dirijam ao registo civil e peçam para o mudar no Cartão do Cidadão. Todavia, por mais caricata que a situação possa parecer, as novas circunstâncias que decorrem da aprovação das duas iniciativas legislativas do Governo adquirem uma redundância ainda mais absoluta se forem olhadas através da lente com que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género olha a educação dos nossos filhos e tenta dirigir o futuro das suas vidas.

Seminário “A evolução da família portuguesa”, por Manuel Braga da Cruz

Seminário Adérito Sedas Nunes “A evolução da família portuguesa”, por Manuel Braga da Cruz.
11 Abril | 18h30-20h00
Sala de Exposições – Piso 2 Edf. BJPII – Universidade Católica Portuguesa

Não há sobrecarga turística em Chelas

Rule of Law

Da inutilidade

Segundo o SAPO24, «Informação de mais de 63 mil pessoas em Portugal pode ter sido usada pela Cambridge Analytica». Fica a dúvida: “Usada” como?

A notícia terá sido avançada pelo Expresso, que também afirma:

A [Cambridge Analytica] terá acedido, através da aplicação “thisisyousdigitallife”, a dados de utilizadores que foram usados ao serviço da campanha presidencial de Donald Trump, durante as últimas eleições presidenciais norte-americanas.

Apesar do voluntarismo e fascínio com as eleições americanas, os jornalistas portugueses, sejam do SAPO24, do Expresso ou do Público, tal como os portugueses em geral, incluindo os que usam o Facebook, não votam nelas.

A Legacy of Spies

Para a minha crónica de hoje no i pedi ajuda a George Smiley.

A Legacy of Spies*

Diplomatas dos dois lados da nova cortina fazem as malas e regressam a casa. Cansado, George Smiley respira fundo e afunda-se na cadeira. É em Freiburg, no sul da Alemanha, que nos diz adeus, precisamente agora que os espiões do seu tempo regressam.

Há precisamente dez anos leu “The New Cold War”, do jornalista Edward Lucas, e percebeu tudo. Primeiro, a negação; depois, a indiferença; a seguir, a raiva e a desorientação habitual dos governos que não se prepararam para a visão que Putin tem da Rússia. Presentemente, com o envenenamento de um ex-espião russo que trabalhou para os britânicos, ouve os noticiários, comentadores incluídos, a falarem do medo.

Olha pela janela e recorda-se do medo que serve para definir tudo. Sentiu-o em plena Guerra Fria, mas cedo o transformaram em certeza perante a incerteza do novo mundo. Sem URSS, e com os EUA como única potência mundial, a ameaça terrorista fazia isso mesmo: aterrorizava. De acordo com o que se dizia, o medo do tempo de Smiley era seguro, certo, concreto. Houve quem, no mercado livre que conquistava o mundo, no crescimento da China e na redução da pobreza em África, nas novas democracias no leste da Europa, visse uma ameaça mais grave que a que pairava na Guerra Fria; na sua guerra.

Tudo passa menos o medo, que é uma constante, nem damos valor ao que temos excepto quando o perdemos. Verdades eternas que se ignoram. Os que clamaram contra a abertura dos mercados chorarão os efeitos do fecho das fronteiras e do aumento das tarifas aduaneiras. A falta de diálogo conduzirá ao armamento, com dinheiro que podia, devia ser usado noutros domínios. Espiões serão mortos em Londres e em Paris (em Moscovo também), vidas secretas caminharão ao nosso lado, com a pequena grande diferença que são as novas tecnologias.

E enganem-se os que acalentam que o novo equilíbrio mundial porá termo ao terrorismo islâmico. Numa guerra fria, de nervos, tudo vale. Na primeira, EUA e URSS combateram no chamado Terceiro Mundo guerras indiretas com soldados que não eram seus. Nada nos garante que os extremismos islâmicos não sejam utilizados como novas armas para novos ataques numa nova guerra fria sem envolvimento direto dos seus principais intervenientes. Uma certeza podemos ter: George Smiley não terá saudades. Acena-nos da janela, deixando o legado para outro.

*Título do último romance de John le Carré

O cisma de Centeno

“Somos todos Centeno? Não, não somos. Vem isto a propósito da tese do ministro das Finanças sobre a carga fiscal e o PIB como base da receita fiscal e contributiva.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre o aumento da carga fiscal em Portugal.

Jordan Peterson on Donald Trump’s IQ

Jordan Peterson on Trump’s Intelligence

#nãosomostodoscenteno


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Venham mais cinco!

Cinco anos depois, Bruno de Carvalho ainda persegue o título de campeão

Bruno de Carvalho pede desculpa e diz que é hora de “baixar a cabeça”
Bruno de Carvalho no autocarro com a equipa
Bruno de Carvalho acusa Braga de “usar a tática da ‘casa mãe’”

“A Economia e o Futuro”, 4ª feira dia 4/04/2018

Esta 4ª feira (4/04/2018) terá lugar a 3ª sessão da edição de 2018 do “A Economia e o Futuro”, uma organização conjunta entre a Faculdade de Economia da Universidade do Porto e a Ordem dos Economistas.

Os convidados serão Manuel Caldeira Cabral (ministro da Economia) e João Miranda (fundador e CEO da Frulact). Os leitores d’ O Insurgente serão muito bem vindos. A partir das 17h00 na FEP.

Temos médicos a mais ou a menos?

O meu ensaio deste mês no Observador foi sobre a falta, ou o excesso, de médicos. Há opiniões para todos os gostos, e há forma de o determinarmos. Não temos é (ainda) os dados para o fazer.

P.S. – Para quem não acompanhou, o do mês passado foi sobre as listas de espera no SNS.

Não somos todos marxistas

Não somos todos marxistas. Por João Carlos Espada.

Ao contrário do que costuma ser dito sobre Marx, o que é distintivo da sua doutrina não é o impulso moral de indignação perante a pobreza das classes trabalhadoras. Esse impulso moral existiu em vastos movimentos sociais não marxistas e anti-marxistas, vários aliás de forte inspiração cristã. (…) O que foi distintivo do marxismo foi a atribuição de um carácter alegadamente científico à teoria da luta de classes. Marx reclamou ter descoberto as leis do desenvolvimento histórico, à semelhança das leis do desenvolvimento da natureza orgânica conjecturadas por Darwin. O marxismo seria por isso uma “doutrina científica” que explicava toda a história da humanidade com base em leis inexoráveis. Daí decorria que o socialismo e o comunismo sucederiam inexoravelmente ao capitalismo, da mesma forma que este sucedera inexoravelmente ao feudalismo, como este sucedera ao regime esclavagista e este, por sua vez, sucedera ao “comunismo primitivo”.