Governo Socialista a tentar comprar votos de funcionários públicos

Não sei se foi para agradecer pelos votos das últimas eleições ou se já estão a preparar as autárquicas… mas as medidas para os funcionários públicos continuam. O PS quer fazer crescer o partido do Estado.

No programa de governo são referidos aumentos de 3% ao ano para a função pública, mais progressões na carreira e mais novos funcionários públicos para contratar. Um aumento de despesa ainda maior (!) do que estava estimado há uns meses no programa de estabilidade.

Mas o mais chocante para mim é ”Funcionários públicos que faltem menos ao trabalho vão ser compensados”. No sector privado, quando a pessoa falta há consequências. O normal é ir trabalhar os dias acordados. No público, com dinheiro dos contribuintes, até vamos dar um bónus qualquer a quem faltar menos. É vergonhoso.

Convém ainda referir que esta medida foi justificada com o facto da taxa de absentismo da função pública ser muito alta. Hoje descobre-se que afinal faltam dados e nem se sabe qual é a taxa. Conclusão: governo que é agradar ainda mais à função pública.

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Um Pesadelo Socialista

Leitura muitíssimo recomendada do artigo de opinião de Jose Manuel Fernandes n’O Observador: “Se isto não é um pesadelo, o que será um pesadelo?

[…] Mas não é este o país com que o PS sonha, porque neste país ele só vê defeitos. E por isso passa a vida a criar novos regulamentos, a tratar de ter bem controladas as entidades reguladoras e a procurar que tudo passe pelo gabinete de um ministro ou de um secretário de Estado.

Há décadas que os socialistas acham que é assim – criando mais regras, mais organismos, mais secretarias de Estado, por fim mais ministérios – que se consegue criar os instrumentos do crescimento. Orientar o crescimento. E prescientemente dizer aos investidores onde devem investir – ou então complicar-lhes a vida se acharem que querem investir onde não devem.

Há décadas que este modelo não funciona. Se funcionasse Portugal não estaria a perder posições no ranking da riqueza dos países europeus – hoje só temos oito países da Europa mais pobres do que nós, se mantivermos o actual diferencial de crescimento para os nossos parceiros em 2025 só teremos quatro países atrás de nós (a Bulgária, a Croácia, a Roménia e eventualmente a Grécia).

No entanto insistimos no mesmo modelo. Porquê, se insanidade é continuar a fazer sempre a mesma coisa e esperar conseguir resultados diferentes? […]

Política na nota biográfica de Fernando Pessoa

(…)

Ideologia política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário.

(…)

Posição social: Anticomunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.

Excerto da nota biográfica de Fernando Pessoa

A isto juntam-se noutros textos passagens já conhecidas de vários leitores como:

“Economicamente o Estado é um mito. O Estado administra sempre mal. O Estado drena a energia particular”

“De todas as coisas “organizadas”, é o Estado, em qualquer parte ou época, a mais mal organizada de todas. E a razão é evidente”

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Extorsão Fiscal (III)

Insistindo ainda no tópico do inferno fiscal em que se tornou Portugal, podem verificar no gráfico abaixo (retirado deste postQuanto custa o seu aumento?do Hélder Cervantes cuja leitura se recomenda) que cada aumento de 100 euros no salário líquido para o trabalhador implica em média um aumento de 240 euros para a entidade empregadora.

De notar também que a partir de um salário bruto de cerca de 3000 euros, a maior fatia do salário vai para o estado sob a forma de impostos, cabendo ao trabalhador receber menos de metade do valor do trabalho produzido.

Que incentivo é que os trabalhadores têm para se esforçarem para ganharem mais e que incentivos é que as empresas têm para aumentarem os salários? E quem de facto explora os trabalhadores em Portugal?

Leitura Complementar: Extorsão Fiscal (I), Extorsão Fiscal (II), O Esmiframento Dos Contribuintes e a Penalização Dos Que Mais Produzem.

Para Que Serve a Televisão Pública? Intervenção do Chega Censurada No Dia 30 de Outubro.

Via o Gato Político no twitter e que pode ser observado por qualquer leitor que tiver uma box de televisão que possa ver programas dos dias anteriores.

Custa a acreditar, mas em pleno século XXI em Portugal, existe uma televisão pública, financiada com o dinheiro de todos nós, que no passado dia 30 de Outubro, que durante o seu programa “3 às 16” na RTP3 entre as 16:36 e as 16:41 interrompeu a emissão em directo do parlamento durante cinco minutos, cinco minutos esses que coincidiram com a intervenção do deputado André Ventura do Partido Chega. E qual foi a justificação apresentada para censurar a intervenção de um deputado eleito de forma absolutamente legítima? “Voltaremos à emissão quando assim se justificar“.

A liberdade de expressão significa precisamente que se possam expressar pontos de vista diferentes, contrários e muito incómodos. Por muito que se discorde ou antipatize com uma pessoa, nunca se lhe pode retirar a voz e a oportunidade de expressar livremente a sua opinião. E já agora, historicamente, a censura acaba por ter sempre o efeito oposto ao pretendido – em vez das ideias serem abafadas, são amplificadas.

A Coreia do Norte aqui tão perto…

O Esmiframento Dos Contribuintes e a Penalização Dos Que Mais Produzem

Este tema já foi referido neste blogue aqui e aqui, mas nunca mé de mais referi-lo. Portugal é o quarto país da OCDE que mais sobrecarrega com impostos os maiores rendimentos (fonte).

Numa altura em que a carga fiscal se encontra num máximo recorde desde a fundação de Portugal em 1143, o governo acha que esta política fiscal não desencoraja suficientemente o investimento e o trabalho dos portugueses, sobretudo daqueles que mais produzem e mais riqueza criam, ao ponto de:

  1. Querer aumentar ainda mais a progressividade do IRS (fonte)
  2. Querer obrigar ao englobamento de outro tipo de rendimentos no IRS (fonte)

Isto será seguramente o resultado de termos tantos políticos de carreira, que nunca trabalharam a sério numa empresa, que nunca criaram um emprego que fosse e que nunca se tiveram de preocupar com o pagamento de um salário. Mas mesmo os políticos menos informados, menos experientes e até “menos inteligentes” deveriam ser capazes de relacionar um aumento de impostos com um diminuir de actividade económica.

Para quê trabalhar mais ou investir (arriscando o seu capital, o seu esforço, e o seu tempo) se os frutos do nosso trabalho e do nosso investimento vão maioritariamente para o estado (ver por exemplo aqui ou aqui ou na imagem abaixo)?

Inevitavelmente, os resultados serão estes:

  1. Diminuição do investimento
  2. Menos trabalho e menores salários
  3. Maior emigração

A “progressividade” fiscal tem um efeito particularmente perverso na economia porque afecta muito desproporcionalmente aqueles contribuintes que mais produzem, mais investem e que mais riqueza criam. Estes serão os mais propensos a mudar de país ou a reduzir a sua actividade económica – e são precisamente estas pessoas que o país mais precisa. Por muita “desigualdade” que viesse a criar, não haveria melhor para o desenvolvimento económico nacional que existissem em Portugal muitos Steve Jobs, Bill Gates, Jeff Bezos, Mark Zuckerbergs, ou muitos mais Belmiros de Azevedo e Américos Amorim.

No entanto, em vez de saudar e celebrar o sucesso profissional e económico em Portugal, este mesmo é diabolizado e altamente penalizado – é claramente preferível não fazer nada ou procurar o sucesso no estrangeiro. Isto explica em grande parte porque é que o tecido empresarial português é tão minúsculo, tão pobre e tão pouco dinâmico quando comparado com outros países da Europa, da América e da Àsia. Nem sequer 20 empresas no índice PSI 20 Portugal consegue colocar.

A grande preocupação dos socialistas é sempre só uma: como posso ir buscar mais riqueza a quem produz, para distribuir por quem não produz. É que mesmo para distribuir riqueza, primeiro é preciso criá-la. Mesmo os socialistas deveriam ser capazes de compreender que uma política que desencorage a criação de riqueza resultará sempre em menos riqueza para distribuir.

António Costa, um político em todos os aspectos medíocre, agarra-se a algumas frases que memoriza e repete até à exaustão: “que Portugal está a convergir com a Europa”. O que António Costa não refere é que, mesmo Portugal estando a beneficiar de uma conjuntura económica favorável sem precedentes, Portugal só cresce acima da média Europeia porque:

  • As maiores economias da Europa – a Alemanha, a França, o Reino Unido e a Itália (que estão a anos luz de Portugal) – têm tido um crescimento anémico. (fonte)
  • Existem 19 países da União Europeia a crescer mais do que Portugal. (fonte)
  • Portugal tem sido sistematicamente ultrapassado por vários outros Países da Europa que começaram de um ponto de partida mais baixo. De facto, Portugal em vias de se tornar o quinto país mais pobre da União Europeia em 2019, sendo já o terceiro país mais pobre da Zona Euro. (fonte)

Enfim, Socialismo é isto mesmo. Nivelar por baixo. Apenas quando formos todos igualmente pobres, os socialistas ficarão satisfeitos com o fim das desigualdades. Continuaremos mais vinte anos estagnados.

Leitura complementar: Extorsão Fiscal (I), Extorsão Fiscal (II), Portugal é o 4o país da OCDE com o limite de taxação mais elevado

Obrigado CGP. Começa agora a etapa seguinte da Iniciativa Liberal

💙 Como Liberal acredito que a natureza humana não é perfeita. Por isso, receio concentração de poder e sou muito cauteloso em relação a quem quer ir para o poder. Sou e serei sempre céptico em relação a pessoas que estejam na política até as conhecer melhor (e espero isso também dos outros). E o Carlos Guimarães Pinto foi alguém que tive o privilégio de conhecer melhor. O Carlos não é alguém que quis ser profissional da política, ele é um profissional que quis ter a experiência de fazer política.

Conheci o Carlos ainda antes dele estar na política. Lembro-me de ser dos poucos juntamente com ele no círculo liberal a defender a criação de um partido liberal há uns anos. Cresci politicamente a ler o que ele escrevia nO Insurgente. E posso dizer que cresci pessoalmente e politicamente ao estar com ele na mesma comissão executiva da Iniciativa Liberal, durante este ano que passou. Um sincero obrigado por tudo.

Como o Carlos sempre disse (!) a Iniciativa Liberal não é um partido de caras, mas sim um partido de ideias. As pessoas vão e as ideias ficam. E as ideias certas ficarão, isso eu posso-vos garantir. Mas também é fundamental que as pessoas com essas ideias e com competência fiquem. E outras novas venham e ajudem as que já cá estão. Felizmente graças a várias pessoas isso já está a acontecer (e o Carlos está a ajudar e já assegurou que ajudará a que isso aconteça). A luta continua 🙂, mas desta vez também no Parlamento com o João Cotrim de Figueiredo. As ideias liberais, o espírito de irreverência, a mentalidade combativa e a campanha criativa continuarão.

#PortugalMaisLiberal
Ps: foto minha da noite eleitoral. Será das mais importante num futuro livro sobre a IL.

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