seis anos de idiotice útil

Foi no dia 15 de Setembro, há seis anos, que milhares de pessoas sairam à rua, por esse Portugal fora, para desfilar ordeiros ao ritmo do bombo da extrema-esquerda. Os manifestantes protestavam contra o ‘neoliberalismo’ da Troika, a favor da preservação da sociedade clientelar do Estado, e porque estava um belo dia de fim de Verão. Ali ensaiou-se uma magnífica geringonça social, que viria a dar frutos eleitorais três anos volvidos.

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Google e a sua interferência nas eleições

PCP = Partido Com Património (Isento de IMI)

Da (in)coerência e (i)moralidade.

As imagens acima foram retiradas daqui, daqui e daqui.

Mark Knight’s Serena Williams cartoon

Shocking ‘death threat’ development over ‘racist’ Serena cartoon

The Aussie cartoonist at the centre of an international firestorm over a ‘racist’ depiction of Serena Williams says his wife and daughter have been targeted with death threats.

Cartoonist suspends Twitter account amid Serena Williams backlash

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Intenções versus Resultados

Citando Thomas Sowell, “o melhor argumento a favor do socialismo é que soa bem; o melhor argumento contra o socialismo é que não funciona.

Nota pessoal adicional: o socialismo nunca pode funcionar quer em teoria, quer na prática.  Ainda que o socialismo funcionasse, existe a questão da moralidade e da legitimidade associada com a coerção inerente ao socialismo e a consequente subjugaçao dos direitos e interesses individuais ao interesses colectivo.

Dou de barato que todos os partidos, incluindo os partidos que constituiem a geringonça, são bem intencionados. Todos os partidos desejam o que no seu entender é o melhor para a sociedade. As propostas que apresentam vão no sentido de criar um país melhor. No entanto, e como muito bem Adolfo Mesquita Nunes chama a atenção neste artigo, as políticas não podem ser medidas pelas suas intenções, mas apenas e só pelos seus resultados.

Por ignorância ou simplesmente por cegueira ideológica, acontece frequentemente que os partidos apresentem propostas com uma determinada intenção, mas cujo resultado é precisamente o oposto. Este precisamente o caso da Taxa Robles – que o Bloco de Esquerda propôs para tentar fazer penitência dos seus pecados; e que Rui Rio, apesar de ser (ou por causa de ser) licenciado em Economia, por ingenuidade e/ou inabilidade, acabou por apoiar ainda que noutro formato.

As leis da economia são poucas mas básicas. Aqui o termo lei é para indicar que são independentes da vontade, da intenção e da retórica de qualquer pessoa:

  1. Quanto maior a oferta, menor o preço; e simetricamete, quanto menor a oferta maior o preço.
  2. Quanto maior a procura, maior o preço; e quanto menor a procura, menor o preço.
  3. Quanto menor o preço, maior a procura e menor a oferta. Quanto maior o preço, menor a procura e maior a oferta.
  4. Impostos e taxas a serem pagas pelo lado da oferta representam um preço menor pelo que a oferta será menor. Impostos e taxas a serem pagas pelo lado da procura representam um preço maior, pelo que a procura será menor.
  5. Subsídios do lado da oferta representam um preço maior pelo que a oferta será maior; e subsídios ao lado da procura representam um preço menor, pelo que procura será maior.
  6. Quanto maior forem as restrições forem colocadas a determinadas transacções, menores dessas transacções irão ocorrer (basta imaginar quantos casamentos teriam lugar se não existisse a possibilidade do divórcio).

Estas leis aplicam-se a todos os mercados, incluindo o mercado laboral, o mercado de arrendamento e também ao mercado de habitação que é o foco da taxa Robles. Acresce neste caso, como chamou bem a atenção o Carlos Guimarães Pinto, existe um tempo muito longo no ajuste da oferta à procura pelo simples facto de que as casas demoram tempo a ser construídas e reabilitadas.

Isto é, o único resultado possível da implementação da Taxa Robles, cuja anunciada intenção é baixar o preço da habitação, é precisamente um aumento dos preços devido à redução da oferta que inevitalmente daí advirá.

Existe ainda o argumento do pseudo-moralismo (também conhecido como inveja) em que se argumenta que não é correcto/moral ganhar tanto dinheiro em pouco tempo ou com pouco esforço. Quando o especulador acerta, é verdade, pode ganhar bastante dinheiro – e nessse caso, o estado irá arrecadar o seu quinhão (o estado tem todo o interesse em que os especuladores sejam bem sucedidos). No entanto, quando o especulador se engana, este pode perder dinheiro, mesmo muito dinheiro – e neste caso o estado nem uma palavra de consolo lhe dá. Além disso, num mercado livre, todos podemos ser especuladores – até mesmo, imagine-se, o Ricardo Robles! Por isso ninguém está numa posição privilegiada. Se acham que é fácil enriquecerem por via da especulação, eu digo: Força – boa especulação! O que o país precisa é de mais Ricardos Robles, e de menos Taxas Robles.

Leitura complementar: Taxa Robles, por Adolfo Mesquita Nunes

O Sonho Americano, por Obama

Young Obama Said the American Dream Is to Be Donald Trump (Vice News)

[Americans have] a continuing normative commitment to the ideals of individual freedom and mobility, values that extend far beyond the issue of race in the American mind. The depth of this commitment may be summarily dismissed as the unfounded optimism of the average American—I may not be Donald Trump now, but just you wait; if I don’t make it, my children will.

Bem, se até Obama – o Santo da Esquerda – disse, quem sou eu para contrariar!!!

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Dez anos depois do Lehman Brothers, a dívida continua a aumentar

“Dez anos depois, mudou alguma coisa? Sim, mudou. Para melhor? Sim, no balanço, mudou para melhor. É suficiente para acomodar os riscos financeiros? Não, não é suficiente.”

Destaque do meu artigo de ontem no ECO – Economia Online. Sobre as lições da crise do subprime.