não conta para o mapa

“(…) os números mostram que Portugal não conta para o mapa: representa apenas 0,1% dos pedidos de protecção da propriedade intelectual feitos na Europa; perdeu cinco lugares no ranking (era 30º em 2017 e, apesar da melhoria em termos nominais desceu cinco lugares, para 35º); fica a anos-luz dos países parceiros comerciais com os quais se quer comparar, sendo inclusivamente ultrapassado por países como Barbados, Arábia Saudita ou República Checa; e, entre as entidades portuguesas que mais pedidos fizeram, dominam os centros de investigação e as universidades, em claro contraste com a realidade dos parceiros de referência, onde, pelo contrário, dominam as empresas (…) segundo Catarina Maia, responsável pelo serviço de licenciamento de tecnologia no INESC-TEC, “as empresas portuguesas não conhecem e não reconhecem o sistema de patentes como um instrumento útil de gestão. Por outro lado, a integração dos doutorados em empresas não tem dado o contributo que deveria para a mudança desta realidade, porque a maior parte [desses doutorados] não tem sequer sensibilidade para este tema, o que mostra que o problema também tem origem na academia”. O INESC-TEC é a instituição portuguesa que mais pedidos de novas patentes submeteu ao IEP em 2018.”, no Público de 13/03/2019 (p.25)

Como reforça a Catarina, mais à frente na mesma peça, o problema apenas tenderá a agravar-se com a digitalização e a progressiva transição para a Indústria 4.0.

Anúncios

Um simulacro de concorrência

“A Caixa Geral de Depósitos volta a carregar nas comissões. Pouco mais de um mês após a última atualização de comissões, em que uma das principais novidades foi o disparo de 60% do preço das transferências online, o banco liderado por Paulo Macedo volta a encarecer alguns serviços e produtos bancários. Desta vez entre os principais alvos estão os clientes com a “conta pacote” mais barata da instituição, as contas de estudantes universitários com mais de 26 anos, mas também os levantamentos de dinheiro ao balcão com caderneta que quase triplicam de preço. As mexidas entram em vigor em maio.” (via ECO – Economia Online)

Não é só a CGD. Mas quem paga é o consumidor de serviços financeiros.

Os impostos europeus

“O imposto Google era confiscatório. E porquê? Porque os impostos, sendo instrumentos de coerção, têm de basear-se em regras e princípios gerais da lei.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre a melhor de aumentar a pressão fiscal em Portugal.

Maduro pede aos seus grupos paramilitares uma “resistência activa”

A Venezuela continua parada sem electricidade. Hoje é mais um dia sem trabalho e sem aulas devido a apagão. A inflação já é de vários milhões %. As pessoas atiram dinheiro às ruas. Uma caixa de notas de nada vale. Imaginem que algo, um iogurte por exemplo, custava 1 euro e em pouco tempo passava a custar 10 000 euros. É disso que falamos. Isto é o socialismo aplicado totalmente na prática.

E, apesar disto tudo estar a acontecer, Maduro continua a sua caminhada de ditador socialista que não larga o poder e pedir aos grupos paramilitares que o apoiam que comecem uma resistência activa. Tempos ainda mais perigosos se aproximam na Venezuela.

Vai haver um recorde de greves com António Costa?

Segundo noticia o Observador há poucas horas os Polícias iniciam greve de fome por tempo indeterminado: “É um protesto inédito para esta força de segurança: PSP inicia nesta terça-feira uma greve de fome sine die à frente da residência oficial do PR. Sindicato diz que vai até às últimas consequências”. Já é a segunda greve de fome, depois da do enfermeiro, num curto espaço de tempo.

Mas a Geringonça não trazia Paz Social? Não ia virar a página da austeridade? Pois, ao que parece não aconteceu. O país continua estagnado economicamente e António Costa começa a ver os sindicatos (vários do PCP/BE) em acção.

Segunda esta notícia da Sábado de 15/02: “Desde 1 de janeiro deste ano já foram entregues 112 pré-avisos de greve só na Função Pública. (…) Em 2016, o primeiro ano de António Costa como primeiro-ministro, o número de greves até desceu face ao ano anterior – 85 greves no último ano de Passos Coelho contra 71 greves no primeiro ano de Costa – mas, nos dois anos seguintes, este número foi duplicando – para 123 greves em 2017 e 248 greves no ano passado”. Só na Função Pública.

A 29/01, o Público noticiava: “No ano passado (2018) entraram 733 pré-avisos de greve no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, mais 120 do que em 2017 e mais 245 do que em 2016.”

É possível que este seja o ano com mais greves desde os anos 90.

O Governo está-se nas tintas para a CNE

“A lei é para cumprir, mas isso não significa seguir à risca a interpretação da Comissão Nacional de Eleições (CNE). (…) “O Governo cumpre a lei 72-A aprovada pela Assembleia de República em 2015 e toma boa nota da interpretação da CNE enquanto organismo competente na matéria”, disse fonte oficial do gabinete do primeiro ministro ao Negócios. Esta resposta foi dada no mesmo dia em que António Costa, acompanhado da ministra da Saúde, inaugurou o novo centro de saúde de Odivelas, no distrito de Lisboa.”, no Negócios de hoje 12/03/2019 (p.10)

O Governo toma boa nota!… Enfim, como eu disse há dias, a proibição da CNE seria um presente envenenado para o (ex) ministro do desinvestimento. É que, para não ser a ofensa total à CNE, agora andam outros a fazer as suas inaugurações!! (A proibição da CNE é mais do que uma simples interpretação; afinal, o próprio Governo o admite, a CNE é o organismo competente nesta matéria. À atenção do Presidente da República.)

não entregou

“O dinheiro transferido pelo Estado para o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) no ano passado não foi suficiente para a instituição cumprir todos os seus compromissos financeiros. A entrega de verbas relativas a encargos com a Segurança Social dos contratos dos seus professores e funcionários teve que ser adiada para o início deste ano por falta de liquidez. Em causa estão 800 mil euros.”, no Público de hoje 12/03/2019 (p.16).

A isto se chama “double standards”…