O Insurgente

Maio 9, 2013

SMN: vida digna?

Filed under: Economia,Nanny State Watch,socialismo — BZ @ 13:15

Quem defende a existência de Salário Mínimo Nacional acredita que a imposição de um valor mínimo de remuneração do trabalho é “garantia de vida digna”.

Mas na reportagem da SIC do passado sábado (video) um jovem sem-abrigo, a viver nas galerias da Gare do Oriente, para escapar à situação actual, disponibiliza-se trabalhar apenas como pagamento de um “cantinho para dormir”. E muitos outros jovens – que provavelmente vivem ainda com os pais e não na rua – também estão desempregados (segundo o INE, 42,1%). Para estes, uma vida digna começaria por um qualquer trabalho, mesmo que seja de baixa remuneração. Só assim poderiam provar quão produtivos podem (ou não!) ser, medida bem mais credível que algumas centenas de palavras escritas no currículo.

Vida digna? Acabem com o salário mínimo nacional.

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Maio 1, 2013

Doce 1º de Maio (2)

Filed under: Diversos — BZ @ 03:46

Olha… acertei! Mas é pouco :( :D

PingoDoce1Maio2013

 

 

 

 

Fonte: Pingo Doce

Abril 29, 2013

Doce 1º de Maio

Filed under: Comentário,Diversos,Portugal — BZ @ 17:03

O primeiro aniversário da maior promoção em Portugal é já no próximo dia 1 de Maio. Pela mensagem de Pedro Soares dos Santos, administrador-delegado do grupo Jerónimo Martins, o resultado da campanha foi satisfatória (Relatório e Contas 2012, pdf) [meus destaques]:

A rápida leitura de contexto por parte do Pingo Doce, a decisão de investir – a partir de 1 de Maio – no fortalecimento da sua posição competitiva e a convergência de esforços na Companhia com vista à protecção do seu nível de vendas levaram a que, em 2012, se tenha obtido um crescimento das vendas para os 3.063 milhões de euros (+2,4%), que se traduziu num reforço da quota de mercado. Mesmo se, no ano, não se conseguiu evitar uma descida marginal de 0,6% das vendas like-for-like, estou orgulhoso da combatividade mostrada pelo Pingo Doce, que foi capaz de orientar as suas equipas para uma política comercial que passou a oferecer, semanalmente, novas oportunidades de poupança imediata aos consumidores portugueses.

A decisão de investir em preço, que gerou uma deflação de 1,3% no cabaz, afectou negativamente a margem da Companhia, que viu o seu EBITDA cair para cerca de 171 milhões de euros, mas permitiu inverter, enérgica e sustentadamente, a tendência de queda da quota de mercado, que se vinha verificando nos primeiros meses do ano.

PingoDoceRC2012_2

Espero que, no próximo dia 1, o Pingo Doce continue a necessitar de promover a sua estratégia comercial. Talvez não em tão grande escala porque, como se pode verificar no gráfico acima, afectou a margem operacional. E, face aos entraves legislativos entretanto aprovados, equivalente promoção também não seria viável. Minha sugestão alternativa: desconto maior do que habitual em combustíveis BP ;)

Abril 20, 2013

Obama não cede à pressão!

Filed under: Comentário,Internacional,Justiça — BZ @ 18:29

pressure-cookerFace às circunstâncias do atentado em Boston espera-se que Obama mantenha alguma integridade e tome medidas legislativas, à semelhança do que aconteceu depois do atentado em Newtown.

Sendo assim, os legisladores norte-americanos deverão impor aos comerciantes a “obrigatoriedade de verificarem os antecedentes judiciais e psiquiátricos dos seus clientes antes de venderem”… panelas de pressão.

Abril 7, 2013

Chumbo constitucional: transportes públicos

Filed under: socialismo — BZ @ 17:45

Se fossem empresas privadas já há muito tempo que CP, Metros de Lisboa e Porto, STCP e Carris estariam fechadas. Face à escassez de fundos públicos e aos desequilíbrios organizacionais daquelas qualquer reestruturação está, à partida, condenada ao fracasso. A melhor opção será a declaração de falência (com venda em hasta pública dos activos), abrindo subsequentemente o mercado à livre concorrência.

Chumbo constitucional: cinema livre

Filed under: Cultura — BZ @ 16:42

Não só pelas dificuldades económicas do Estado, mas também por motivos morais, há que cortar na subsídiodependência dos cineastas portugueses. Se estes desejam produzir filmes, então existem, hoje em dia, inúmeros meios de angariar fundos, além dos cada vez menores custos de produção com o recurso a equipamento digital. Veja-se o exemplo do “The Right Juice” (crowdfunding no Indiegogo)

Chumbo constitucional: equidade

Filed under: Justiça,Política,Portugal — BZ @ 16:20

Como o chumbo do Tribunal Constitucional centrou-se na questão da equidade de sacrifícios entre sector público e privado então há que, imediatamente, implementar as seguintes medidas:

  1. Benchmarking de salários. Ou seja, alteração das remunerações na Função Pública para equivaler ao que trabalhadores do sector privado recebem.
  2. Abolição da ADSE.
  3. Possibilidade de despedimentos colectivos na Função Pública.

Chumbo constitucional: salários por dívida pública

Filed under: Diversos — BZ @ 15:53

Além da alternativa sugerida em anterior post, outra opção (não exclusiva):

Pagamento de salários da Função Pública com títulos de dívida, à semelhança do que Mário Soares fez em 1983/84, aquando do 2º pedido de ajuda ao FMI. Para equivalente efeito à então desvalorização do escudo, o posterior pagamento da dívida estaria, por exemplo, dependente de significativo crescimento económico.

Chumbo constitucional: “privatização” da CGD

Filed under: Política Fiscal,Portugal — BZ @ 15:39

A necessidade de encontrar, este ano, alternativas ao corte nos subsídios de férias dos funcionários públicos pode/deve passar pela privatização da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Para apressar o processo (e – como muitos sempre defendem – garantir a manutenção do banco público sob controlo português) o Governo criaria um imposto especial em que todos trabalhadores receberiam acções em troca de um (ou dois!) salários confiscados. Depois, a opção de venda dos títulos em bolsa caberia à vontade de cada um. Se, eventualmente, a CGD ficar nas mãos de algum banco estrangeiro isso dependerá apenas do arbítrio de cada português confiscado.

Março 26, 2013

Reféns do Estado Social

Filed under: Economia,Política Fiscal,Portugal,socialismo — BZ @ 08:57

No passado dia 11 de Março, Margarida Corrêa de Aguiar, convidada do programa “Olhos nos Olhos”, proferiu a seguinte declaração sobre a sustentabilidade da Segurança Social (minuto 60:15 do segundo segmento):

Nós não podemos prescindir das contribuições para pagar as pensões. (…)
Nós não podemos optar por um sistema em que as contribuições fossem canalizações para fundos de pensões ou PPRs porque precisamos desse dinheiro para financiar as pensões.
Nós não estamos em condições de prescindir de contribuições e, por exemplo, emitir dívida para pagar pensões.
Neste momento está fora de questão outras opções que passem por uma capitalização pura, isto é, colocar o dinheiro nos mercados financeiros.

Ora, “não se pode emitir dívida” mas a promessa de pagamento futuro de pensões, em troca das contribuições actuais, é isso mesmo: DÍVIDA (apesar de não titularizada).

A solução de Margarida Corrêa de Aguiar passa por criar “contas individuais” na Segurança Social com “rendimento/taxa de juro que reflita o desempenho da economia”. Medina Carreira traduziu perfeitamente esta opção: pagar pensões futuras apenas com o que se pode produzir. Ou seja, num futuro próximo, tendo em conta as alterações demográficas e baixo crescimento económico, as pensões terão necessariamente de ser reduzidas.

Mas porquê reduzir apenas as pensões futuras e não começar já pelas actuais? As “contas individuais” dos nossos pais/avós afinal também não renderam assim tanto como muitos políticos quiseram, no passado, fazer crer…

Março 12, 2013

Conversa de café: orçamentos

Filed under: Comentário,Economia,Política Fiscal — BZ @ 22:26

Considerem o orçamento de uma qualquer família X. Durante décadas, as expectativas de rendimentos futuros foram tão altas que, recorrendo ao crédito, gastaram sucessivamente mais do que recebiam. Ao longo dos anos mudaram para casas cada vez maiores (sempre remobiladas), trocaram frequentemente de carro, jantaram nos melhores restaurantes e fizeram férias nos quatro cantos do mundo. Poupança, nenhuma.

Mas a bonança acabou. Vieram as notas de cobrança dos empréstimos acumulados. Durante alguns meses ainda procuraram financiamento junto de empresas de crédito pessoal. Porém, os juros altíssimos praticados tornaram, a curto prazo, impossível o recurso continuado desta alternativa. Tornou-se premente a reformulação do orçamento familiar.

Venderam a casa e alugaram outra bem mais pequena. Os carros de luxo trocados por um usado. Refeições, no escritório e em casa. Férias, só em viagens imaginárias assistidas por recordações fotográficas de outros tempos.

O bem-estar social da família X é, agora, substancialmente menor que o de anos anteriores. Este é um desfecho que a ninguém surpreende. Comparativamente, porque então muitos não aceitam a realidade de que o Estado Social – que durante décadas tanto gastou – necessita, agora, obrigatoriamente, de reduzir de forma drástica as suas despesas?

Conversa de café: SMN

Filed under: Comentário,Economia,socialismo — BZ @ 01:32

Na passada semana a questão da subida, descida ou manutenção do Salário Mínimo Nacional foi assunto de muitas conversas de café no meu (e, provavelmente, vosso) bairro.

Tomando como exemplo um qualquer empregado destes estabelecimentos comerciais, a subida de 15 euros no SMN (i.e. de 485 para 500) acarreta, para o empregador, um acréscimo de 259,88 euros no custo anual [€15 x (1 + 23,75%) x 14]. Para compensar a perda i) o empregado teria de vender mais 531 cafés/ano (assumindo um preço, com IVA incluído, de 60 cêntimos/café) ou ii) o empregador aumentar o preço de cada bebida.

No entanto, se qualquer dessas acções fosse entendida como viável já teriam sido implementadas. Afinal, o empregador pretende sempre maximizar o lucro. Resta-lhe baixar a rentabilidade esperada do negócio. Talvez o dono do snack-bar aí da esquina possa suportar tal custo, baixando o seu consumo/poupança/investimento. Ou talvez isso seja, a médio prazo, mais uma razão para fechar, colocando no desemprego duas pessoas…

 

Março 1, 2013

Que Se Lixe a Troika – Quero OUTRA vida

Filed under: Comentário,Economia,Política Fiscal — BZ @ 08:31

O título acima é um pouco diferente do movimento que dá a cara pelas manifestações convocadas para amanhã (“Que Se Lixe a Troika – Queremos a Nossa Vida”). Mas ao contrário do que aqueles indignados pretendem, eu sei que, nos próximos anos, a vida como a conhecemos não volta.

O empréstimo da troika permitiu apenas adiar as muito necessárias reformas a que está obrigado um Estado endividado e ao qual (quase) ninguém deseja financiar. Mandar a troika às urtigas seria, na minha opinião, a melhor forma de finalmente “educar” milhões de portugueses que não entendem os reais danos causados por décadas de défices públicos.

Fevereiro 27, 2013

Os indignados já sabem usar calculadora?

Filed under: Comentário,Economia,Política Fiscal,Portugal — BZ @ 23:33

Sobre a próxima manifestação do dia 2 de Março, convocada pelo movimento “Que Se Lixe a Troika – Queremos as Nossas Vidas”, mantenho o que escrevi quase seis meses atrás:

Somos, em Portugal, a geração mais instruída de sempre? Então, antes de saírem à rua, tenham a necessária discência de fazer todas as contas de somar e subtrair.

Fevereiro 26, 2013

Subornos políticos

Filed under: Internacional,Política,socialismo,Videos — BZ @ 14:29

Dias atrás vi, na SIC (inclui video), reportagem sobre a campanha eleitoral de Silvio Berlusconi (meu destaque):

A poucos dias das eleições em Itália, que decorrem no próximo domingo e segunda-feira, Silvio Berlusconi volta a gerar polémica. O antigo primeiro-ministro e candidato, de novo, ao cargo, mandou milhões de cartas aos eleitores prometendo-lhes o reembolso do imposto sobre os imóveis, pago em 2012, se for eleito. Uma promessa que já levou os outros candidatos a acusar o político de estar a mentir e a tentar comprar o voto dos italianos.

E como classificar as promessas de gastos públicos senão de, também, tentativa de compra de votos? Berlusconi apenas o fez de forma diferente. Teve, no entanto, o cuidado de não dizer onde teria de cortar para cumprir a promessa. A rápida recuperação nas sondagens mostrou que a estratégia resultou.

Um eleitor mais racional deveria, sempre que ouve um político, fazer o seguinte exercício mental: “a quem é que este está tentar comprar votos?” Se condenar todo e qualquer suborno – mesmo quando saísse beneficiado – então temos liberal ;)

Gatunagem

Filed under: Economia,Política Fiscal,Portugal,socialismo — BZ @ 13:35

Nos últimos tempos tem sido frequente ouvir na praça pública a caracterização dos governantes como “gatunos”.

Quem com tanto vigor grita tal palavra infelizmente não está a pedir que a despesa do Estado seja radicalmente reduzida, de modo a, eventualmente, os impostos baixarem. Afinal pretendem é que o “roubo” afecte outros e não eles directamente. Moralmente são tão “gatunos” como os governantes que acusam.

Janeiro 24, 2013

Sem correntes

Filed under: Cultura,Justiça,socialismo,Videos — BZ @ 07:26

Escravatura? Perguntem a qualquer pessoa se é a favor e a resposta será um efusivo NÃO!

Ninguém deve ter o poder de apropriar-se do nosso mais precioso bem: a liberdade. Mas a história da Humanidade está repleta de exemplos daqueles que não tiveram a força e/ou o apoio para ripostar contra tamanha crueldade. Não sendo livres, o fruto do seu trabalho não lhes pertencia. Os “donos” definiam as regras de conduta e o respectivo castigo para os transgressores. Enfermidades? Quaisquer cuidados de saúde seriam administrados quando (e se) alguém “superior” assim o decidisse. Educação? Apenas o que fosse útil aos desígnios de quem ulteriormente deles fazia uso.

Porque tantos se conformaram com esta situação? Resposta: mínimos castigos para os cumpridores da “lei” da casa. A grande maioria, quando ameaçada de pesadas represálias, mesmo que injustas, baixa a cabeça. Resigna-se. Aceita.

Na nossa sociedade somos todos, hoje, escravos em part-time. O Estado é parcialmente nosso “dono”. E se a maioria é, ao mesmo tempo, oprimido e opressor (via voto, nas urnas, em políticas estatistas), que fazem vocês leitores quando a “chama da liberdade” aos poucos e poucos se apaga? Resignam-se? Aceitam?

Espero que NÃO!

Janeiro 18, 2013

Pedro Lains provoca “ataque cardíaco”

Filed under: Economia,Política Fiscal,Portugal,socialismo,Teoria — BZ @ 16:52

Pedro Lains citou e disponibilizou no seu blog um trabalho de Stéphane Sorbe, intitulado “Portugal – Assessing the Risks Around the Speed of fiscal Consolidation in an Uncertain Environment”.

Alguns comentários:

1. Trata-se de um “working paper” publicado pelo OECD Economics Departament Working Papers, não, como Lains afirma, um trabalho vindo “do coração da disciplina de Economia”. Não é, portanto, um relatório oficial daquela instituição mas isso não deve ser razão para, a priori, descartar quaisquer conclusões do autor. Vamos lá então!

(mais…)

Janeiro 14, 2013

Gulag português?

Filed under: Economia,Política Fiscal,socialismo — BZ @ 12:00

Considerem o seguinte cenário:

  1. 10% da população activa emigra.
  2. receitas fiscais descem de forma drástica.
  3. restante população activa recusa brutal aumento de impostos para tapar “buraco orçamental”, mas deseja manter o Estado Social, como está!
  4. credores perdem confiança na consolidação orçamental e deixam de emprestar dinheiro ao Estado português.

Face a esta realidade, pode um Estado sem dinheiro considerar inconstitucional o despedimento de funcionários públicos? Ou é preferível optar por uma política de não-emigração, à semelhança do que se faz na Coreia do Norte ou Cuba?

 

PS: os pontos 3. e 4. são um facto! O Estado só ainda não declarou falência porque um conjunto de instituições internacionais disponibilizou-se a financiar, temporariamente, o Buraco…

Janeiro 12, 2013

Estatísticas violentas

Filed under: Internacional,socialismo,Videos — BZ @ 12:42

Novembro 29, 2012

Manifestamente surreal

Filed under: Educação,socialismo — BZ @ 17:22

Público (meu destaque):

“Não tenho a mínima dúvida – na Constituição, a gratuitidade está relacionada com a obrigatoriedade e, a partir do momento em que o ensino secundário passa a ser obrigatório, tem necessariamente de ser, também, gratuito”, afirmou [o constitucionalista] Jorge Miranda, quando contactado pelo PÚBLICO.

E, claro, se deixasse de ser obrigatório também seria inconstitucional…

Ascensão da esquerda radical?

Filed under: Política Fiscal,socialismo — BZ @ 15:49

A recente aprovação do Orçamento de Estado veio, mais uma vez, mostrar que a classe política não tem cojones para fazer face ao “Monstro”. E cada vez mais ouço em conversas de café que – tendo sido enganados pelos habituais partidos de governo (PS, PSD e CDS) – a solução talvez passe pelo voto no Partido Comunista ou no Bloco de Esquerda. Este sentimento está a crescer mas provavelmente ainda não é suficiente para replicar os resultados eleitorais na Grécia. É que as sondagens indicam que o discurso (a la Hollande) de António José Seguro está surtir efeito. Até ao dia em que for eleito primeiro-ministro!

Ao contrário de muitos, não culpo PSD ou CDS. Talvez porque não me desiludiram. As minhas expectativas de partidos (mais ou menos) socialistas é que sejam… socialistas. E, por isso, não votei neles ;)

A realidade chocou com o titânico Estado Social. Não esperem que a classe política faça boa gestão dos botes salva-vidas. Estão por vossa conta e risco.

Novembro 25, 2012

Big Brother quer ver facturas

Quem de vocês está disposto a permitir que as Finanças conheça o vosso comportamento de consumo?

Foi ontem lançado um projecto-piloto para estar o novo sistema de comunicação electrónica de facturas à Autoridade Tributária e Aduaneira, no âmbito da obrigatoriedade decretada pelo Executivo e que entra em vigor já em Janeiro.

Esta medida obrigará as empresas a comunicar electronicamente os elementos das facturas que emitem no âmbito da sua actividade.

Nota: num futuro não muito distante todas as transacções serão obrigatoriamente efectuadas por via electrónica!

Novembro 21, 2012

E pagar em 11?

Filed under: Comentário,Política,socialismo — BZ @ 14:51

Económico: “Governo quer diluição de subsídio por 12 meses já em Janeiro”

E, assumindo que o trabalhador tira um mês seguido de férias, porque não distribuir o salário anual pelos 11 meses em que realmente produz? [Nota: tendo férias em diversos períodos do ano o salário mensal seria proporcional aos dias que trabalhou]

Mas o pagamento até podia ser à hora, dia, semana, quinzena, ciclo lunar, etc!!! Dasse, que mania esta de quererem impor comportamentos ao sector privado. >:(

Novembro 14, 2012

“Chupacabras” europeus

Na União Europeia continua o impasse. Os países-membros mais ricos desejam reduzir as contribuições para o orçamento daquela instituição. Pelo contrário, políticos dos países mais pobres, incluindo Portugal, querem mais fundos europeus.

Mas alguém consegue explicar porque razão, por exemplo, o Ministério de Finanças alemão cobrar impostos aos seus contribuintes, transferi-los mais tarde para a União Europeia, a burocracia da Comissão Europeia eventualmente atribuir fundos de coesão a Portugal, transferir o dinheiro para o Estado português e, depois de passar pelos trâmites burocráticos dos nossos Ministérios da Economia, Agricultura e Obras Públicas, chegar finalmente a algumas “sortudas” empresas portuguesas é preferível a deixar o consumidor alemão escolher o que fazer com o seu dinheiro, incluindo comprar directamente bens e serviços produzidos em Portugal???

Novembro 7, 2012

Não importa quem ganhou

Nenhum deles tem coragem para enfrentar o “relógio”:

US National Debt Clock

Novembro 6, 2012

Obama vai ser reeleito

Filed under: Eleições EUA 2012,Política,Sondagens — BZ @ 14:30

Por incompetência ou necessidade de manter o suspense, a comunicação social portuguesa diz que as eleições presidenciais americanas estão em empate técnico. Ainda explicam que o importante são os resultados do colégio eleitoral, não do voto popular. Mas, depois, referem apenas as sondagens sobre o voto popular em que, nestas sim, existe um empate.

Porém, tendo em conta as sondagens nos vários swing states, a vitória de Barack Obama é altamente provável. Por exemplo, o conceituado estatístico Nate Silver atribuiu uma probabilidade de 91,6% à vitória de Obama.

Asim vai a qualidade do jornalismo em Portugal :\

Outubro 21, 2012

“problema deles” não… nosso!

No Aventar, João José Cardoso faz a seguinte contra-proposta, gráfico incluído, ao post do CGP (meu destaque):

(…) eu encerrava o Ministério dos Juros da Dívida. Poupança: 7164,4 milhões.  A bem dizer, cruzando com os dados deste gráfico, a coisa ficava quase toda entre fronteiras. O BCP, o BPI e o BES* iam à vida? que chatice,  problema deles. É o mercado, estúpidos.

1. Infelizmente o João José Cardoso não é lá muito bom a matemática. Se tivesse feito simples conta de somar, notaria que os valores de 2010 apresentados no “seu” gráfico totalizam apenas 37.596 milhões de euros. Segundo último boletim mensal do Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (pdf) a Dívida Directa do Estado português ascendia, em 31 de Agosto de 2012, a 188.021 milhões de euros. Ora, é relativamente a este (crescente) montante – e não ao apresentado no gráfico – que corresponde, no Orçamento de Estado para 2013, a previsão de pagamento de “Juros e outros encargos” no valor de 7.276 milhões de euros. Sendo assim, é algo negligente  dizer que “a coisa ficava quase toda entre fronteiras”.

2. Para o João José Cardoso a falência do Estado português “é o mercado, estúpidos”. Tem apenas parte da razão! No mercado livre cabe apenas aos credores as consequências da má avaliação sobre a capacidade dos devedores pagarem as suas dívidas. O problema é que, no actual sistema financeiro baseado numa fraude avalizada pelo Estado (v.g. fractional reserve banking), quanto maior o risco de incumprimento do Estado, maior a probabilidade de falência da banca e, consequentemente,  maior o perigo para toda a economia (devido à necessidade do Estado “garantir” os depósitos bancários de clientes que nunca decidiram “investir” em dívida pública portuguesa). Por isso, caro João José Cardoso, o Estado negar o pagamento da dívida é problema não só da banca, é também nosso!

3. [ADENDA] Nos comentários abaixo, João José Cardoso explica que apenas sugeriu negar pagamento dos juros. Isso continuaria a traduzir-se num efectivo default… mas fica aqui a pergunta: partindo dessa decisão, onde arranjaria o Estado novos credores para pagar os 21 mil milhões de euros da dívida com fim de maturidade só nos próximos 14 meses? (página 3 do Boletim Mensal acima referido)

Outubro 16, 2012

Orçamento de Estado insurgente

Filed under: Economia,Política Fiscal — BZ @ 16:24

Público:

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, pediu aos deputados do PSD e do CDS-PP para apresentarem propostas para cortes da despesa do Estado entre 500 milhões a 1000 milhões de euros.

Fica aqui o desafio a todos os leitores d’ O Insurgente: ajudem Vítor Gaspar e coloquem as vossas sugestões nos comentários abaixo.

Outubro 12, 2012

No sector público não existem “armas” MAD

Em Portugal a greve e a rua são palavras que estão sempre na boca dos principais dirigentes sindicais. E não são palavras ocas, porque são passadas recorrentemente à ação.

São sindicatos de funcionários públicos e de trabalhadores de empresas públicas. Nas empresas privadas os sindicatos e comissões de trabalhadores formais e informais obtêm os resultados nas salas e gabinetes.

“A última arma?”, artigo de Ricardo G. Francisco no Diário Económico (meus destaques).

Nota: MAD = mutual assured destruction ;)

Outubro 10, 2012

Sobre a perseverança do irrelevante

Filed under: Insurgentes nos media,Política Fiscal — BZ @ 14:11

“Demagogia”, artigo de Tiago Loureiro no Diário Económico:

Perante a grande dificuldade em debater cortes a sério na despesa do Estado, seja por falta de coragem de uns ou por bloqueio ideológico de outros, tem crescido em Portugal uma prática particularmente nociva: a apresentação de propostas irrelevantes como solução para grandes problemas.

Outubro 4, 2012

Maias e o fim da história

Filed under: Economia,socialismo — BZ @ 18:23

A solução para tamanho desmando é aquele que a história, repetidamente, destinou a este tipo de episódios: o incumprimento. Não vale termos ilusões. Seja através das tesouradas gregas ou através dos reescalonamentos irlandeses e portugueses, é incumprimento que teremos. Na dívida pública, na dívida privada, na interna e na externa, com inflação ou sem ela, não há grande volta a dar nem será grande novidade. O maior problema desta crise é que nunca na história moderna tivemos tanto endividamento quanto aquele que hoje existe.

“O fim da história”, artigo de Ricardo Arroja na Vida Económica.

Outubro 3, 2012

Eleições EUA 2012: Swing states

Filed under: Eleições EUA 2012,Sondagens — BZ @ 08:23

Aproveitando o primeiro debate, esta noite, entre Obama e Romney, pedimos a vossa previsão das eleições nos estados em maior disputa. [resposta múltipla]

Nota: se pensam que Romney ganha todos os estados seleccionem apenas a resposta [Obama] “Perde todos”.

Outubro 1, 2012

El Bailout

Filed under: Comentário,Insurgentes nos media — BZ @ 15:32

Aproxima-se a vez da Espanha:

A Espanha encontra-se neste momento na iminência de solicitar um resgate europeu, depois da Grécia, Irlanda, Portugal e Chipre o terem também feito e após o meio-bailout (de 100 mil milhões de euros) à banca espanhola em Junho passado.

O resgate do Estado espanhol parece ser uma inevitabilidade.

“El Bailout”, artigo de Luís Tribuna no Diário Económico.

Passos Coelho lê O Insurgente?

Filed under: Política,Sondagens — BZ @ 15:07

Muito provavelmente não! Mas, no caso de algum dos seus assessores por aqui passar, já votaram na nossa sondagem? [resposta múltipla]

Neste momento os líderes destacados são: Miguel Relvas, Álvaro Santos Pereira e Assunção Cristas.

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