Ascensão e Declínio

Um estudo financiado pela NASA conclui que a civilização industrial está condenada ao colapso irreversível. Parece que o estudo começa por apontar o óbvio («The fall of the Roman Empire, and the equally (if not more) advanced Han, Mauryan, and Gupta Empires, as well as so many advanced Mesopotamian Empires, are all testimony to the fact that advanced, sophisticated, complex, and creative civilizations can be both fragile and impermanent.»), passando depois para o requentado («… accumulated surplus is not evenly distributed throughout society, but rather has been controlled by an elite. The mass of the population, while producing the wealth, is only allocated a small portion of it by elites, usually at or just above subsistence levels.»).

As civilizações, de facto, ascendem e declinam. A história ensina-nos isso. Parece-me é pouco provável que a civilização industrial acabe à conta de causas inerentes à repetição pouco original de argumentação marxista. Acho bastante mais provável que a civilização industrial acabe por governos, através de agências supostamente dedicadas à investigação e exploração aero-espacial, financiarem estudos da treta a pessoas cujo objectivo político é precisamente o fim da civilização industrial…

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Precisamente por isso

Escreve o subscritor posterior por incúria do manifesto dos jarretas: «No entretanto encolhemos, empobrecemos, subjugamo- nos e, como de costume, quem paga esse preço nem sequer terá tempo de vida para receber as benesses possíveis

Precisamente, Pacheco Pereira. Por isso algumas almas avisadas estão há anos a chamar a atenção para como a governação desastrosa de socialistas de esquerda e de direita levaria inevitavelmente a uma conta a ser paga pelas gerações futuras. As tais que levam com a conta sem nunca receber nenhuma benesse em troca. As tais que lhe deram a si e aos restantes jarretas uma vida confortável a que provavelmente não terão elas próprias acesso, a não ser que fujam. É por isso um atentado à inteligência que pessoas responsáveis pelo estado calamitoso do país venham colocar-se numa posição moralista sobre os sacrifícios que estão a cair sobre as gerações dos seus filhos e netos; especialmente numa altura em que salta à vista que grande parte da motivação para tal vem apenas dos cortes nas suas próprias reformas.

Aqui há dias, o Pacheco Pereira chamou a atenção para que os decisores políticos de hoje estão a tomar decisões que afectam a futuro. Um futuro em que já não estarão por aí para responder pelas decisões. Se fosse verdade, seria óptimo. Infelizmente, a julgar pelo tempo de antena dado aos irresponsáveis que puseram Portugal no seu actual estado, desenvergonhadamente continuando nas mesmas argumentações e falácias estafadas, nunca assumindo a responsabilidade pelas asneiras, e desfacetadamente a sugerir que o nada que propõe resolveria alguma coisa, vemos que está errado. Continuam por aí, incluindo o próprio Pacheco Pereira, e nunca se calam.

Notável Rasto de Devastação

Este manifesto de figuras notáveis da nossa república, com referência explícita à reestruturação da dívida alemã do pós-guerra, tem uma importância clarificadora: Os notáveis, que desempenharam funções governativas e/ou influenciaram as decisões políticas da III República, admitem que as suas políticas estatistas e socialistas são o equivalente económico e social à devastação da Segunda Guerra Mundial.

Se 8 é bom, 9 é melhor!

Felicitações a todos os insurgentes pelo 9º aniversário da criação do blogue.

Em jeito de comemoração, lançamos um pequeno quiz para opinar sobre qual a razão pela qual o nosso estimado Comandante, o Miguel Noronha, subtraiu um ano ao total:

  1. Foi um corte por causa do Programa de Ajustamento da “troika”
  2. O Comandante não quis contar com o ano que esteve em sabática
  3. O ano em que o Jorge Sampaio ainda era presidente não conta
  4. Aquela cena do Paulo Fonseca ir a Leverkusen deixou-o confundido
  5. None of the above

Insurjam-se!

Da insustentabilidade das taxas de juro

Para todos os que estão preocupados com as “taxas usurárias” que o governo português pagou pela última emissão de dívida a 10 anos, deixo aqui a evolução das taxas desse tipo de obrigações no mercado secundário desde 1994:

portugal

Se a diferença, ainda assim existente, entre as taxas portuguesas e de outros países, continuar a parecer-vos “insustentável”, vejam a evolução do mesmo tipo de taxa para Alemanha (desde 1980): Continuar a ler

Gordo e anafado

O argumento aqui referido pelo João Galamba, usado por muita gente à esquerda, é o equivalente a dizer, de um tipo que enfardou até não poder mais, que o estômago cheio é um “entrave” a que ele continue a comer. O estado português endividou-se para financiar despesas correntes. Isso significa que consumiu, no passado, o que podia estar a consumir hoje e vir a consumir no futuro, não se tivesse endividado. Dívida é isso mesmo: Consumir no presente, adiantadamente, o consumo futuro.

O problema de crescimento da economia portuguesa é resultado, em grande medida, do estado gordo e anafado que esta tem de sustentar. O peso é tal que não deixa grandes meios libertos para investir – condição necessária do crescimento económico. Esse peso materializa-se primeiramente em impostos (que, diga-se de passagem, o João Galamba até estaria disposto a subir), mas também numa série de políticas inimigas do investimento, como burocracia, compadrio e corrupção; o peso também se sente na diminuição de algumas transferências para os cidadãos, pecuniárias ou em serviços, que também contribuem para a diminuição do rendimento líquido – que permite consumir e investir – e que agravam esta diminuição que já ocorre diretamente pela via fiscal.

Se o peso do estado já era grande, se o mastodonte que o povo português leva às costas já era insuportável há anos (daí o insignificante crescimento económico que Portugal mostrava há mais de um década), o crescimento dramático e rápido da dívida pública apenas veio agravar esta situação. A austeridade mais não é que o povo a suportar o gordo e anafado estado. Por isso, estas posições do João Galamba e da esquerda são tremendamente desonestas. Dão a entender que há um caminho em que o empanturrado estado pode continuar a comer sem que o povo sinta o seu peso. Não há.

Além disso, é extraordinário que alguém oriundo do partido com maior quota-parte de responsabilidade no crescimento do estado e da dívida venha dizer que esta última é insustentável e tem de ser reestruturada. Não só é de uma tremenda cara de pau, como acaba também por ser uma enorme admissão de falhanço: Se a dívida é insustentável, então é o próprio estado que é insustentável. O modelo que o seu partido teve um papel primordial a estabelecer é insustentável. E como sempre tudo acaba num apelo a que uma terceira parte arque com a conta.

O Tó-Zero deve estar à beira de um ataque de nervos

negociosEscreve o Jornal de Negócios: «O presidente francês quer reformar o Estado e cortar na despesa para criar folga para baixar a carga fiscal sobre as empresas porque estas são “as únicas capazes de gerar empregos sustentáveis” e o combate ao desemprego é a sua “primeira prioridade”.»

Duas moedas (II)

No gráfico abaixo podemos ver a evolução do índice de desvalorização anual de duas moedas diferentes num determinado país desde 1967.

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Sem mais nenhuma explicação, qual das duas moedas escolheria para fazer as suas poupanças?

A linha verde corresponde à desvalorização anual do poder de compra do dólar (sempre acima de zero, sempre a desvalorizar). A linha amarela corresponde à desvalorização anual do poder de compra do ouro (valores negativos correspondem a valorização).

Parece haver necessidades de alguma explicação adicional, certo Carlos? :)

A mentira e o decôro

Diz Raquel Varela que Medina Carreira mente ao dizer que o estado social estará falido dentro de poucos anos porque a maior parte dos impostos é gasta nele. Diz que mente e sem decôro. Diz que os impostos e contribuições pagos pelos trabalhadores são suficientes para os gastos do estado social.

É uma questão de perspectiva. O dinheiro das receitas do estado não chega, comprovadamente, para tudo. Daí défices e dívida acumulada. Ela parece achar que os impostos devem ser gastos quase todos no estado social e que as restantes funções e obrigações do estado que se lixem. Incluem-se aqui os salários de centenas de milhares de funcionários públicos que não trabalham no estado social (educação, saúde e segurança social), nomeadamente a administração pública, conservatórias, repartições, polícia, entidades fiscalizadoras, entidades reguladoras, manutenção de estradas e da via pública, etc, etc. Inclui-se também nessas verbas desnecessárias o investimento público (que presumo ela gosta que seja mantido). Ele, por outro lado, chama a atenção para o facto das contribuições para a segurança social serem insuficientes para os seus gastos e por isso terem de ser complementadas com impostos, que, em teoria, servem para pagar o funcionamento do estado para além de outras funções sociais como a educação e a saúde.

Mas ao vermos o parágrafo acima, percebemos que a posição de Medina Carreira é razoável, de senso comum. Quanto muito, podemos ser picuinhas e argumentar que ele deveria ter dito “estado falir” em vez de “estado social falir” (assumindo a dúbia posição de que as despesas sociais são prioritárias; algo que se comprovaria facilmente ser ponto contencioso quando começassem a cair pontes e outras estruturas públicas, ou encerrassem serviços da administração pública generalizadamente, por todo o lado). Já a posição de Raquel Varela é claramente enganosa. Ela omite, parece que deliberadamente, os restantes gastos do estado, associando-os a transferências para privados, PPPs e coisas do género, quando são muito mais do que isso. É preciso cara de pau para acusar quem quer que seja de mentira e falta de decôro.

Com a continuada série de disparates escritos ou ditos por Raquel Varela a progredir sem parar, fico na dúvida se o problema dela é falta de inteligência ou falta de honestidade. Se calhar um misto das duas. Deixando de lado os episódios menos relevantes dos escuteiros e do rapaz das T-shirts, o trabalho acedémico dela parece focalizar-se em completos disparates: A “inexistência” da dívida pública, a confusão entre gestão empresarial e propriedade privada nos Hospitais EPE e ainda esta suposta autosustentabilidade do estado social. É obra. E o mais extraordinário é haver quem a leve a sério, na “academia” e fora.

A diferença entre Portugal e Irlanda

Antes da crise, a esquerda detestava que comparassem Portugal com a Irlanda. Esta comparação mostrava claramente as deficiências da governação portuguesa. Quando a crise estalou, foram vários os que se congratularam com a enorme recessão irlandesa. Parecia um alívio; afinal não estávamos assim tão mal, nem eles tão bem. (Jindungo no c* do vizinho para mim é limonada, etc, etc.) Agora que a Irlanda aparenta sair deste periodo conturbado de forma mais sólida que Portugal, a esquerda volta a dizer que as coisas não são comparáveis. Mas argumenta de forma curiosa: Diz que o ponto de partida era diferente, sem reconhecer quais as políticas que leveram a esse ponto de partida.

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Quando o PS e António Guterres chegaram ao poder, as despesas relativamente ao PIB de Portugal e Irlanda eram muito próximas. Foi nessa altura que a Irlanda reformou o estado, preparando-se para a futura “moeda única”, enquanto Portugal maquilhou contas, fez SCUTs e gastou o dinheiro adicional que veio da baixa de juros em consumos não reprodutivos. O peso da despesa pública irlandesa baixou de 41% do PIB para 31,2%, enquanto em Portugal manteve-se inalterada (o que significa que estruturalmente aumentou, pois os juros diminuiram para metade, em termos reais, durante o primeiro mandato de Guterres). De facto, o ponto de partida faz muita diferença.

Adicionalmente, o próprio processo de ajustamento é muito diferente. Como se pode ver nas barras do gráfico acima, as receitas em função do PIB aumentaram em Portugal e baixaram na Irlanda, durante o ajustamento.

É um bocado como a estória da formiga e da cigarra. Quando chega o inverno, a cigarra queixa-se do ponto de partida.

Sem o mínimo pudor

Na capa do i de hoje, aparece João Cravinho a comentar que “sem uma reestruturação da dívida, ficamos esfolados.”
Isto vindo de quem era ministro das obras públicas na altura em que inventou este mecanismo genial de desorçamentação, conhecido como PPPs, é de uma falta de sentido de pudor inacreditável. Há gente que não sabe mesmo ficar calada.

Auto-seleção

Hipótese: A diferença no desempenho das escolas públicas comparadas com as privadas não é explicada pelo nível de vida, como pode ser constatado aqui, nem pela qualidade dos professores (assumindo que os salários relativamente elevados do público tendem a atrair os melhores professores).

Se esta hipótese for válida – e os indicadores disso são fortes – a explicação terá de estar em: (1) métodos de gestão da escola, (2) viés de seleção por parte da escola dos melhores alunos, ou (3) viés de seleção da escola por parte dos pais dos alunos.

É possível que estes três factores tenham todos influência, embora com pesos relativos diferentes. É difícil, senão impossível, estudar estes efeitos, porque teriam de ser isolados em grupos de controlo para análise. O (1) e (3) estão correlacionados, por exemplo. É provável que os métodos de gestão da escola influenciem a escolha dos pais.

Tenho outra hipótese como consequência: Que a explicação (3) é a preponderante. É costume observar que os portugueses que trabalham fora de Portugal têm produtividade mais elevada do que os que cá ficam; que têm reputação de ser excepcionais trabalhadores, etc. Muitas vezes, esta diferença é justificada pela qualidade dos empresários portugueses. A mais provável explicação é que se trata de um efeito de auto-seleção: Os portugueses que se dão ao trabalho de emigrar, com toda a disrupção que isso lhes causa, são à partida mais propensos à iniciativa, espírito de sacrifício e perseverança que os tornam em média melhores trabalhadores. Do mesmo modo, os pais que – não sendo ricos – fazem o esforço financeiro de colocar os seus filhos em escolas privadas são também os que se envolverão mais no dia a dia da sua educação, tendendo a trazer melhores resultados.

Os heróis do governo (4)

incredibleO Homem Irrevogável

Chefe da família de heróis do governo. Abnegado na função – diz-se mesmo alérgico aos super poderes – vai-se regularmente sacrificando no interesse superior da nação. Num contexto de falta de oposição responsável ao governo, podemos sempre contar com ele para dar voz a um ponto de vista contrário.

Os heróis do governo (3)

taxmanO Super Fiscal

O grande defensor do contribuinte, criando sempre novas formas deste contribuir e assim cumprir o seu objectivo de existência. Sabe todas as refeições que fazemos e controla cada vez que uma senhora vai ao cabeleireiro. Não há mercadoria que circule que não seja electronicamente rastreada e dívida fiscal que não vá a tribunal, depois de paga.

Enfoque noticioso

Simpson-DohO Jornal de Negócios deu a uma notícia o título: «Pires de Lima quer que fusão com a Oi crie valor para os accionistas da PT». Lendo o artigo, percebemos que questionado por um deputado sobre o negócio, o ministro respondeu que «o tema da fusão da PT e da Oi escapa ao controlo do Ministério da Economia» e que soube do assunto «ao mesmo tempo que todos os outros portugueses». No fundo, falando genericamente, Pires de Lima disse desejar que o negócio corra bem e que os accionistas portugueses ganhem com isso. Nada que merecesse ser notícia, no fundo; mas a ser, bem que o Negócios podia ter escolhido colocar a coisa de forma a que não parecesse que o ministro se estava a meter no negócio. Os tiques socialistas-intervencionistas prevalecem até na imprensa, realmente. Para isto, mais valia o Jornal de Negócios debruçar-se sobre o processo de divórcio Guimarães/Carrilho.

Definição de Paraíso Fiscal

Lê-se no Jornal de Negócios que o secretário de estado para os assuntos fiscais, Paulo Núncio, explicou que o orçamento do estado para 2014 torna mais «restritivas» as condições para um país sair da lista de «paraísos fiscais».

Parece-me que seria benéfico para todos simplificar esta tarefa. Escusamos de andar às voltas com picuinhices para saber o que é um paraíso fiscal. Face ao inoxerável caminho do nosso rectângulo no sentido de se tornar um inferno fiscal, podíamos acordar que qualquer território que não padeça do infortúnio de ter à frente dos assuntos fiscais tal inefável núncica figura, seria, por exclusão de partes, um paraíso.

Ferreira Leite, Kant e La Palice

Disse Manuela Ferreira Leite: «O crescimento é impossível com a recessão.»

Kant distinguia as proposições entre analíticas e sintéticas. Sendo as primeiras formalmente verdadeiras por si só, por definição, enquanto as últimas são verdadeiras mediante a sua relação com a realidade (isto é, outros conceitos não contidos na proposição). As proposições analíticas são por isso como as convencionalmente chamadas “lapaliçadas”: Se não estivesse morto, estava vivo.

Isto para dizer que o que MFL afirmou cai dentro desta definição de proposição analítica. Evidentemente, havendo recessão, definida como contração, ou diminuição, da economia, não pode haver crescimento da mesma. Não havendo grande tradição portuguesa no uso desde tipo de proposições, apesar de tudo tivemos as lendárias declarações de Américo Tomás («É a primeira vez que estou cá desde a última vez que cá estive»; «Hoje visitei todos os pavilhões, se não contar com os que não visitei»).

Se a moda pega, vai ter piada.

Vitórias e derrotas

autarquicas

As eleições de ontem são inequivocamente uma derrota dos partidos que estão no governo. Não há aqui nenhuma surpresa. O que surpreende é que o PS não tenha conseguido um melhor resultado, que não tenha cavalgado a onda de insatisfação contra o governo. Quer dizer, surpreender, surpreender, não surpreende. Afinal de contas o líder do partido é o Tó-Zero. Além disso, graças à RTP, os portugueses são recordados semanalmente com uma prova de vida do responsável pela nossa calamidade.

Assim sendo, não surpreende na verdade que o PS tenha tido menos votos (em termos absolutos e relativos) que em 2009. A surpresa talvez esteja nas vitórias comunistas à custa do PS, Évora, Beja e Loures.

Olhando para as alterações agregadas relativamente às eleições de 2009, os vencedores claros são os independentes e os brancos/nulos. Apesar de alguns dos independentes serem dissidentes, não deixam ainda assim de simbolizar o protesto que muitos eleitores decidiram fazer contra os partidos. Protesto especialmente claro no facto do número de pessoas que foi explicitamente à mesa de voto para entregar o boletim em branco, ou nele escrevinhar algo mais criativo, ter mais de duplicado, atingindo o total de 6,8% do total. Quase o triplo do Bloco de Esquerda.

Welfare for the rich

g-helicopter-bigRicardo, quando dizes:

«Ora, independentemente das considerações que possamos ter acerca do QE, os números de cima representam também um enigma especialmente desconfortável para aqueles que acreditam sem reservas na Globalização…»,

estás a desviar o foco do problema principal. O aumento da desigualdade não pode ser visto independentemente do QE, do aumento da massa mometária, da inflação e do “debasement” da moeda. Nem a globalização está directamente relacionada com o efeito, mas isso é outro assunto.

A desigualdade de rendimentos só aumentou nos EUA depois do fim do sistema Bretton Woods. O corolário da teoria austríaca de que a inflação e expansão de crédito beneficia aqueles que estão mais acima na cadeia de circulação monetária, nomeadamente o sistema financeiro, é comprovada empiricamente por este facto. TARP, bailouts e QE são isso mesmo: Welfare for the rich.