Harmonia de Esquerda

Em debate na SIC Notícias, Helena Roseta acaba de dar o exemplo da votação da Constituição como exemplo de cooperação e harmonia da esquerda, para rebater o argumento de José Matos Correia de que o PCP foi o principal inimigo do PS durante décadas. Afirmou-o enquanto deputada à Constituinte (pelo PSD, então PPD), dizendo que tem memória. E fez isto, ironicamente, no dia em que fazem exactamente 40 anos em cima do cerco a São Bento, quando o PCP ensaiava os passos para impedir o estabelecimento de uma democracia em Portugal.

Para termos ideia do grau da harmonia de esquerda referida, vale a pena ler as declarações da própria Helena Roseta, bem como as de Manuel Alegre, ao Público. Especialmente enternecedoras são as referências às armas distribuidas aos militantes do PS para combater o PCP numa potencial guerra civil. O video abaixo também é um exemplo de harmonia e camaradagem.

Do empreendedorismo

No seguimento disto.

A utilidade pessoal e social do empreendedorismo não se mede pelo valor acrescentado dos negócios. Existe uma panóplia de actividades tão diversas quanto é diversa a criatividade humana. Algumas terão alto valor acrescentado e potenciarão a criação de fortunas. Outras não. Servirão apenas para garantir a subsistência do empreendedor. Mas a verdade do princípio geral permanece: A iniciativa do empreendedor é a fonte de toda a produção que permite aos homens viver e melhorar as suas condições de vida.

O objectivo de qualquer forma de vida é sobreviver. O homem não é diferente. Apenas tem uma forma de vida mais complexa dada a sua natureza. Assim sendo, menosprezar os casos de empreendedorismo que surgem de necessidade é uma atitude idiota que ignora toda a história da humanidade. Os homens não nascem – no sentido filosófico – para trabalhar por conta de outrém ou para serem funcionários do estado. Nem para explorar “oportunidades” exógenas que aparecem sabe-se lá como.

E isto é apenas olhando para os princípios. Em termos económicos, afirmar que o empreendedorismo gerado por necessidade e o “autoemprego” contribuem para o “crescimento anémico” da economia é risível. Se o crescimento é anémico, tal deve-se a razões que nada tem a ver com o empreendedor: Por definição, o PIB cresce com a actividade de uma nova empresa que gera transacções. Ceteris paribus, se a empresa não existisse o PIB seria menor. (Por exemplo se o empreendedor ficasse em casa a escrever uma treta sobre empreendorismo.)

O “autoemprego” não é uma coisa má. Sendo verdade que nos países mais ricos a taxa de “autoemprego” tende a ser mais baixa, esses países não ficaram ricos por acaso (excepto os com petróleo ou acasos similares, mas isso é diferente). Em Portugal, como amplamente descrito n’O Economista Insurgente, entre a mentalidade anti-empresas e o sistema fiscal e regulatório, os incentivos para as empresas ficarem pequenas são enormes. Só ultrapassando isto será possível as empresas crescerem; e assim diminuir naturalmente a taxa de “autoemprego”.

Não questiono que o estado não tem de ajudar a criar empresas. Pelo contrário. Acho é que também não deve impedir ou dificultar. No meio disto, se há um direito adquirido de um subsídio de desemprego, também não vejo tragédia em que o estado adiante esses fundos por forma a que o receptor possa abrir uma empresa.

Números não é com eles

No site da TVI24:

«Portugal tem menos ricos, mas estão mais ricos: é a conclusão do relatório da riqueza “Global Wealth Report”, publicado esta terça-feira pelo Credit Suisse, e que traça o panorama da riqueza mundial.

O estudo refere que este ano Portugal conta com 51.000 ricos, menos do que os 76.000 milionários registados na edição anterior do relatório. Ainda assim, o património médio passou dos 42 mil euros, no ano 2000, para os 65 mil euros este ano.

Portugal, Brasil, Noruega estão entre os países que perderam mais de 25% de riqueza. A Grécia está no fundo da tabela, com perdas de 55%.»

Há tanto disparate nestes singelos dois parágrafos que até fica difícil escolher por onde começar. Mas façamos o esforço:

  • O dito relatório não tem tal conclusão, nem poderia.
  • Se o conjunto de milionários diminui, especialmente por efeito de valorização do dólar, como refere o relatório, então é previsível que sejam o milionários borderline a sair do conjunto, fazendo subir o património médio dos que permanecem. Isto não quer dizer de todo que os membros do conjunto estão mais ricos. Podem até estar menos.
  • Mas mais ainda, o valor de património médio que subiu e está indicado na peça ronda dezenas de milhar de euros. Isto não faz milionários. Estes valores são de património médio da população em geral, não dos tais milionários.
  • Extraordináriamente, apesar do património médio da população ter subido, a peça informa-nos que Portugal perdeu 25% da riqueza no periodo. Lendo o relatório, percebe-se que o que caiu 25% foi a capitalização bolsista das empresas cotadas…

Portugueses quase sempre fazem doutoramentos por necessidade

Uma tese de doutoramento da Universidade de Coimbra conclui que a maioria dos doutoramentos feitos em Portugal surge da necessidade, gera turbulência nas faculdades e contribui para a “anemia” do ensino superior.

A tese de doutoramento, iniciada em 2012, constata que a maioria dos doutoramentos portuguêses surgem alavancados pelo desemprego, o que leva a que estejam associados a investigação “por necessidade”, ao invés de “por vocação”, indiciando que não contribuem para o crescimento do conhecimento, disse à agência Loser o autor da tese, Tulius Detritus.

O desemprego como alavanca para o doutoramento leva a que as pessoas “sejam empurradas para a academia, muitas vezes impreparadas, o que pode resultar em teses que são autênticas tretas”, sublinhou.

A consequência de doutoramentos assentes na necessidade e na procura de “emprego” (Portugal tem uma taxa de desemprego jovem elevada) leva a “uma turbulência de faculdades que se regista em Portugal, com um carrossel de entra e sai de centros de estudos e observatórios diversos, sem que venha nada de bom para o crescimento do conhecimento nas universidades portuguesas”, referiu o autor da tese.

A aposta nesse tipo de investigação através de políticas estatais “não tem dado resultado”, sendo que por outro lado a diminuição no investimento em inovação e desenvolvimento (I&D) e em educação acaba por ser “preocupante”, indiciando uma “não aposta na criação de empregos”.

(inspirado nisto)

Entrismo para totós

Trotsky-Annenkov_1922_sketchHá algo irónico no que se está a passar no PS. Um conjunto misto de personalidades está a empurrar o partido para a extrema-esquerda. Dele fazem parte algumas figuras históricas da ala mais à esquerda do partido, deslumbradas com a sua própria retórica de acusação de extremismo ao governo Passos; mas também algumas figuras jovens que se tornaram notáveis por via de uma oposição radical ao governo. Um misto de esquecimento geriátrico com ignorância histórica.

É engraçado que uma dessas figuras seja o lider do PS-Porto. Um ex-bloquista que poucos meses antes das eleições escreveu no JN que o PS e a esquerda deviam ultrapassar o “PREC” e entender-se, unindo a esquerda. Se isto não um belíssimo exemplo da estratégia que Trotsky apelidou de “entrismo”, há uns bons 80 anos, não sei o que seria.

Guião para uma tragédia grega

ezgif.com-video-to-gif
O Bloco teve um resultado tão bom que isso deu força a Costa para seguir a mesma linha. Por isso resolveu passar a ter uma estratégia tonta. Os valores históricos socialistas fervilham em antecipação das repercussões que isso terá na Europa.

Um grande resultado

AntonioCostaNo seguimento de um fraco resultado do partido nas europeias, António Costa defenestrou António José Seguro e delineou uma estratégia para conseguir um melhor resultado. A estratégia resultou. O Bloco de Esquerda teve um resultadão.

Pontos nos is

antonio_costa_barreteNos dois debates em que participou, António Costa evidenciou um desconhecimento e ignorância tais sobre assuntos chave para um potencial primeiro-ministro que a única conclusão racionalmente possível é que ele não cumpre os requisitos mínimos para o cargo.

Começou por dizer que o crescimento que Portugal tem apresentado advém do consumo e é acompanhado de aumento da dívida. Por um lado, está errado na questão do consumo. Pelo outro, confunde aumento da dívida pública, inevitável nominalmente enquanto houver défice (e proporcionalmente enquanto não aumentar a taxa de crescimento do PIB), com aumento do endividamento externo da economia.

Depois insiste na tese rocambolesca que a “troika” veio para Portugal por iniciativa do PSD. Com a consequência que no seguimento de divulgação de cartas confidenciais de Passos Coelho, somos diariamente relembrados do descalabro que o governo anterior causou ao país. Além da chico-espertice de citá-lo fora de contexto no episódio “a troika está cá a nosso pedido”, como se o sujeito da frase fosse o próprio e não o país.

Finalmente tivemos o episódio dos 1000 milhões de cortes previstos no programa do PS, cuja natureza ele mostrou desconhecer totalmente. Algo que a sua forma habitual de citar o programa e o “estudo macroeconómico” como dogma deixava antever, mas que a pergunta da jornalista e insistência de Passos Coelho tornaram gritantemente óbvio.

Se com tamanha inadequação e incapacidade gritantes os portugueses enfiarem o barrete, não se poderão queixar do resultado.

A idade é tramada

Parece que Freitas “Equidistante” do Amaral escreveu um artigo em que acusa o primeiro-ministro de manipular números, fugir à verdade, usar meias-verdades, ser antidemocrático e ser autoritário no controlo da comunicação social. Ele não saberá que o PM já não é Sócrates?

Testemunho Especialista

Segundo o JN, «Costa acusa Governo e Carlos Costa de criarem ilusão de ausência de custos com Novo Banco». A observação é pertinente, não fosse Costa um perito na criação de ilusões de ausência de custos.

Call for Liberty II – Já este sábado

Convidado pelo Instituto Ludwig von Mises Portugal, este Sábado estarei na UNL em Campolide para conversar com o Ricardo Campelo de Magalhães e o Mário Amorim Lopes sobre esse hipopótamo que é o estado. A minúscula não foi por lapso, é mesmo mau feitio.

10440904_10207255014159483_5219990833408223867_n

Contas de La Palisse

Durante 2014, o défice comercial foi de 10,7 mil milhões de euros. Uma média mensal de 890 milhões de euros, portanto. Variou mensalmente entre 637 milhões, no melhor mês, até 1132 milhões, no pior. Por isso, um aumento de 1000 milhões “só no mês de Abril” não é nada de extraordinário.

A multiplicação do erro

Primeiro o Observador, depois o Notícias ao Minuto e por fim o Jornal de Negócios. Todos noticiam que de acordo com um relatório da MasterCard o turismo aumentou em Lisboa mas que as receitas diminuiram. O site Notícias ao Minuto até inclui a expressão bombástica de que os turistas «deixam cada vez menos dinheiro».

Sendo o dito relatório expresso em dólares americanos, cujo valor médio no primeiro semestre de 2014 foi de 0,72 euros e no primeiro semestre de 2015 de 0,89 euros, será que algum dos senhores jornalistas preocupou-se em corrigir o efeito de câmbio?

… Perseverare Diabolicum

A aprovação de hoje da criminalização do “enriquecimento injustificado” é apenas mais uma instância da capacidade do governo de persistir em erros.

Primeiro foram os infâmes decretos lei 197 e 198 de 2012, recentemente reforçados com ainda mais kafkianas obrigações de comunicação regular, ou mesmo em tempo real, ao fisco de dados operacionais das empresas. Uma ideia peregrina originária do governo anterior, este controlo fiscal que excede tudo o que é razoável foi tomada a peito pela núncica criatura numa crescente teia que parece ter o objectivo de desencorajar qualquer alma incauta que ainda alvitra ter uma empresa.

Depois temos o extraordinário episódio da taxa parasita do estrumpfe dos óculos. Cavaco ainda vetou a monstruosidade, mas o governo conseguiu persistir no erro. A atitude de nem sequer mudar uma vírgula no idiótico diploma, dá corpo à ideia do dizer romano que dá título a este post.

Hoje temos a ideia de estimação da justiceira ministra a ser novamente votada apesar de ser gritantemente inconstitucional – para nada dizer sobre a ofensa que é à decência. As únicas alterações feitas sendo as de tornar o infâme conceito ainda mais difuso e arbitrário no sentido de tentar dar a volta ao Tribunal Constitucional.

Se não querem voltar a ser governo basta não se candidatarem. Tornar o país irrespirável para alcançar esse objectivo é totalmente desnecessário.

On Debt and Taxes

No Portuguese Insurgent: On Debt and Taxes.

The stated objective of The Economist’s piece is to make the case for eliminating incentives to excessive leverage that undermine the financial system. This ignores the simple fact that the system’s instability stems from its design rather than from the amount of credit it grants. Over the last hundred years, the total leverage of the financial system – particularly banking – has increased constantly as required reserves progressively decreased; to the point where at the beginning of the ongoing crisis many of the world’s largest banks, especially in America, had reserve ratios close to 2%.

Momento WTF

No site do Jornal de Negócios, há um link para um video da Bloomberg onde discutem vários assuntos brevemente, entre os quais a possibilidade de saída do Euro por parte da Grécia. O título é “Será mais fácil a Grécia sair do euro com uma moeda forte“. O conteúdo do video não tem nada a ver.

Catch 22

O pensamento liberal reconhece a dificuldade política de defender a liberdade. Da tocqueviliana tendência da democracia para criar um rendilhado de regras que tudo controla à buchananiana tendência para o estado não parar de crescer por consequência das vontades circunstânciais dos eleitores. Passando pelo tullockiano paradoxo de como sai barato tirar benefícios do estado fazendo pressão e pela misesiana frustração de estar rodeado por socialistas.

Os liberais estão, portanto, genericamente de acordo que o estado não tem grande remédio e que o seu caminho inexorável é o da erosão da liberdade. O melhor que se pode fazer é ir resistindo, dificultando a tarefa aos colectivistas e estatistas, obtendo a ocasional vitória numa batalha de uma guerra perdida à partida.

Neste contexto, os liberais costumam estar entre a espada e a parede. Por um lado tendem a criticar os erros sucessivos dos governantes. Por outro, muito raramente se chegam à frente para fazer melhor, dada a impossibilidade teórica de o fazer. Reformar o estado? Impossível. Lutar contra a burocracia sem cara? Impossível.

No século XIX houve quem usasse a expressão “liberal de poltrona” (armchair liberal) para descrever a tendência liberal para ficar sentado no sofá a dizer mal da situação, nada fazendo para mudá-la. Em vários momentos ao longo da vida, todos os liberais se sentam na poltrona; uns mais tempo, outros menos.

Coisas geniais

Como refere o Miguel Noronha aqui em baixo, Paulo Trigo Pereira afirmou, em declarações à Renascença, que

«A proposta que está no [Cenário Macroeconómico apresentado pelo PS] é substituir o consumo presente em relação ao consumo futuro. As pessoas consomem mais no presente e consumirão menos no futuro. A necessidade disto é porque estamos numa situação em que é necessário relançar a procura agregada em Portugal.»

A questão aqui é que fazer isto continuadamente é empurrar o problema com a barriga para a frente. Chega uma altura em que não se tratará de “consumir menos”, será mesmo “não consumir”. O que foi feito até ao início do programa de ajustamento foi isso mesmo: Antecipação de consumo. É essencial entender que a redução de consumo que sofremos é a consequência do excesso de consumo anterior. Tal como que défices presentes (ou passados) implicam mais impostos futuros (ou presentes). Não há, realisticamente no nosso contexto, crescimento da economia que consiga mitigar esta realidade.

Perca peso já!

miracle

As medidas e “cenário macroeconómico” que o PS apresentou ontem são piores que aqueles produtos dietéticos que têm uma nota em letra pequena a dizer «obterá melhores resultados se mantiver uma alimentação equilibrada». É que o processo milagroso através do qual surgirão receitas fiscais para colmatar o aumento de despesa nem sequer é semi-claro, como a dita «alimentação equilibrada».

Do sectarismo

A crispação faz parte da luta política. Se as pessoas não concordam entre si, vão também dizer coisas pouco agradáveis umas às outras. Faz parte. Evidentemente, há limites ao que é razoável; sendo que a definição do que é razoável variará com tanta latitude quanto as ideias políticas. Tipicamente, uma pessoa tenderá a ser mais exigente nos limites quando é ela o alvo de crítica e será mais tolerante quando é ela a criticar. Quando esses limites são ultrapassados, fala-se em sectarismo, que por definição implica (não exaustivamente) ódio, a atribuição de intenções maliciosas e o julgamento pessoal em função de características de pertença a um grupo.

Vem isto a propósito das declarações de Passos Coelho sobre o falecimento de Mariano Gago e das indignações subsequentes; a mais saliente das quais, o artigo de Nuno Saraiva no DN. É irónico que Saraiva comece o artigo referindo a hipocrisia habitual nas declarações sobre a morte de figuras públicas e depois se lance sobre Passos Coelho por este não ter demonstrado a hipocrisia habitual. Ou pelo menos não na magnitude habitual. É também irónico que Saraiva acuse Passos de “sectarismo”, atribuindo-lhe mesmo um “ódio político inexplicável e intolerável”, ao mesmo tempo que classifica as suas acções políticas como “malfeitorias”. Exemplos mais óbvios de double standard serão poucos.

Independentemente dos defeitos da governação de Passos Coelho (e estou certo que os defeitos que eu vejo são muito diferentes dos vistos por Nuno Saraiva), fazer o juízo de que ele segue as políticas que segue com a intenção de deliberadamente praticar o mal é que é o exemplo paradigmático de “sectarismo”. É ir ainda mais longe do que os idióticos cartazes do PS que afirmam a vontade de Costa dar mais dignidade aos portugueses, presumivelmente em comparação com Passos que quererá dar menos.

Do mesmo modo a (modesta) reserva de Passos Coelho, relativamente aos elogios que fez a Mariano Gago, é justificável. É inegável que Gago foi ministro no governo responsável pela falência da República Portuguesa e pela necessidade de intervenção exterior (também é certo que dadas as suas funções, terá sido provavelmente dos ministros com menor responsabilidade nesse facto). Mencioná-lo, apesar de verdade, seria insensível nas circunstâncias. Chamar a atenção para o facto óbvio de que foi um adversário político não é nada. Quem quiser ver sectarismo a sério, que olhe para o que ocorreu quando morreu Margaret Thatcher.

Observatório Insurgente de Observatórios Inúteis

Simpson-DohEm tempos, O Insurgente trouxe-vos, caros leitores, a Lista de Observatórios Portugueses, com a finalidade de ajudar o governo a encontrar onde cortar na despesa. Agora numa óptica internacional, com o lúdico objectivo de expor o ridículo, apresentamo-vos o Observatório Andaluz da Públicidade Não-Sexista, cortesia do igualmente ridículo Diário de Notícias.

Pão e Circo

Depois da “festa” da Parque Escolar e das noites em branco à porta do E.P. de Évora, o PS traz agora “música e animação para toda a família”. Sempre é mais fácil do que apresentar um plano concreto de governação.

842015164950

Primavera quente

tickingbombPoderia ser que na sequência da recontagem da recontagem, o PCP iniciasse hostilidades com fim à revolução e estabelecimento de um governo patriótico de esquerda, fazendo uma explosão ser sentida em toda a Grande Lisboa e tremer o grande capital financeiro. Mas não, o que houve foi uma “queima controlada” que resultou numa explosão em Sesimbra que até fez tremer o meu prédio em Lisboa. Parece que foi o excesso de calor, segundo Augusto Pólvora, presidente da C.M. de Sesimbra. I kid you not, este é o nome dele.