Anda tudo preocupado com a precariedade no trabalho (leia-se a possibilidade de existirem empregos que não estão garantidos para o resto da vida, independentemente da performance do trabalhador).
É o sr. ministro que, ao mesmo tempo, quer aumentar a contratação colectiva, reforçar a capacidade de adaptação das empresas à concorrência internacional (deve ser através da contratação colectiva) e reduzir o “peso excessivo” da precariedade nos jovens. Tenho as minhas suspeitas sobre qual dos objectivos vai ficar para trás.
É o PCP que refere os 1,2 milhões de trabalhadores afectados por este flagelo social, pretendendo uma mobilização nacional equivalente à que existiu aquando da luta contra o trabalho infantil. Acima de tudo é preciso assegurar “a garantia aos trabalhadores do seu vínculo de emprego”.
É ainda o BE, para quem o número de trabalhadores sujeitos à precariedade atinge os 1,8 milhões! Aproveitam para sugerir duas formas interessantes de combate ao desemprego/emprego precário: a integração das 117 mil pessoas que estão a recibos verdes na administração pública e a contratação de mais 100 inspectores de trabalho (aparentemente já prometida pelo governo).
Enfim, com tanta preocupação, nem consigo perceber como consegue sobreviver um país com mais de 150 milhões de trabalhadores precários…


