Sobre Bruno Garschagen

Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Católica de Lisboa / Universidade de Oxford (Visiting Student). Podcaster do Instituto Ludwig von Mises Brasil e especialista do Instituto Millenium.

O maior inimigo de Marx

O maior inimigo de Marx é a realidade. A solução do marxismo para esse pequeno inconveniente foi criar teoricamente uma nova realidade que se enquadrasse na utopia, que ele, numa tentativa de legitimá-la, batizou de socialismo científico.

E muita gente acreditou – e continua a acreditar.

 

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Mário Soares e a sua receita econômica infalível para falhar

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Mário Soares continua a sugerir a mesma e equivocada receita para resolver a crise de Portugal:

1- A Europa está toda em crise. Uma crise profunda. Portugal, Espanha, Itália. Neste momento, também Holanda, Bélgica, Finlândia, Suécia.

2- É preciso uma grande mudança. Acabar-se com o neoliberalismo e essa situação de pagar aos mercados acima dos Estados.

3- Estou convencido de que a Europa tem saída, como teve a América. É preciso acabar com a austeridade e produzir mais moeda. Tem que dar a manivela [incentivar o crescimento econômico], mudar completamente de política.

4- Por que a América saiu da crise? Porque fabrica moeda. Quando o Banco Central Europeu fabricar moeda, é evidente que tudo isso passa.

5- Toda a América Latina é contra as privatizações. Vocês, brasileiros, conhecem bem isso.

Com relação ao ponto 5, sim, dr. Soares, nós brasileiros conhecemos bem o que é isso de ter empresas estatais nos impedindo de ter acesso a bens e serviços. Conhecemos bem o que é não ter acesso a serviços importantes, como telefonia, porque o governo brasileiro achava que deveria ser proprietário de empresa de comunicações e nos obrigava a pagar caro para ser acionista da estatal quando queríamos apenas ter uma linha telefônica a preço baixo.

Nós brasileiros conhecemos bem isso e não queremos mais.

Crony capitalism made in Brazil

Na Folha de S. Paulo:

Governo e dono da Azul querem TAP e JetBlue

BNDES e empresário se unem para a criação de uma gigante da aviação

MARIANA BARBOSA JULIO WIZIACKDE SÃO PAULO

O empresário David Neeleman, dono da Azul, está criando um fundo de investimento destinado à compra da companhia aérea portuguesa TAP e da americana JetBlue, que ele fundou.

A ideia, no futuro, é integrar as três empresas, formando uma superaérea nacional com rotas para Europa, África e EUA.

Por razões estratégicas, o governo federal decidiu participar do negócio como sócio via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Folha apurou que o banco deverá ter cerca de 20% de participação no fundo, investindo inicialmente US$ 600 milhões. Os fundos privados que hoje são acionistas da Azul também devem entrar no negócio liderado por Neeleman. O empresário entrará com recursos próprios, adquirindo 5% de participação.

O investimento total será inicialmente de US$ 3,2 bilhões, valor que deve dobrar.

Os recursos serão usados na compra da TAP e da JetBlue. A companhia portuguesa deverá custar US$ 1,5 bilhão (valor da dívida).

No Brasil, a versão mais bolchevique da Raquel Varela, que não tarda a lá chegar

O vídeo acima mostra todo o amor que a professora do departamento de filosofia da Universidade de São Paulo (USP), Marilena Chauí, sente pela parte da sociedade brasileira que trabalha e é obrigada (mediante tributos) a pagar o salário de professores de universidades públicas que a tratam dessa forma tão carinhosa.

O comportamento de Marilena Chauí, notoriamente conhecida por exibir nas palestras sua gentileza maoísta, não é um caso único nas universidades públicas brasileiras.

Com pouco esforço, Raquel Varela não demora a se tornar uma versão portuguesa da professora brasileira.

 

Leitura recomendada

Ela nos odeia. Ela nos abomina. Ela quer o nosso fim! Ou: Por que Marilena não nos conta quanto ganha com os livros didáticos adotados pelo MEC?

Em Portugal, o que rende é o “empreendedorismo” em rent-seeking

Sent from my iPad

A exploração colectivista é uma vergonha

Raquel Varela queria que andássemos nus?

Quem é Raquel Varela ?

José Sócrates será sempre José Sócrates

Vi ontem a entrevista do ex-primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, pelo site da RTP, e ao vê-lo e ouvi-lo tive a mesma impressão exposta neste texto do JPC. E fiquei assustado com o elevado grau de ressentimento exibido pelo ex-PM.

Tendo morado em Lisboa (2007-2009), pude acompanhar uma parte do governo (sic) Sócrates e o desastroso ambiente político e econômico que ele criou.

Como futuro comentarista da RTP, poderá moldar a história de seu governo a seu favor, e não será surpresa que consiga convencer uma parte da sociedade portuguesa de que, afinal, ele não é tão ruim quanto o atual primeiro-ministro Passos Coelho, e assim se oferecer de forma mais ou menos explícita como a melhor escolha para Portugal.

Não é novidade na história um político se aproveitar da terra devastada para voltar ao poder; e não é novidade que a sociedade escolha politicamente aquele que parece o menos pior, mesmo que o aparentemente menos pior tenha sido um dos piores.

Mudança política exige uma mudança cultural anterior

Enquanto não houver uma mudança cultural que permita à sociedade portuguesa perceber que a mentalidade de que cabe ao estado ser o grande agente social (político, econômico, cultural, etc.) é a origem da falência do país, não adianta esperar que um governo à esquerda ou à direita dê jeito na crise actual (se é que existe uma direita portuguesa capaz de forma um governo).

Esperar que um ambiente cultural e político como o de hoje em Portugal possa permitir o florescimento de políticos à esquerda ou à direita que pensem diferente do resto da sociedade, e que, uma vez no poder, sejam capazes de resolver o problema, é retomar a velha crença do retorno de D. Sebastião.

(Isto, claro se se acredita que uma mudança substantiva passe artificialmente pela política e não pela sociedade).

O mesmo vale para o Brasil.

Nova tradução de “Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo”, de Hans-Hermann Hoppe

A tradução que fiz do excelente livro “Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo”, de Hans-Hermann Hoppe, está sendo lançada hoje pelo Instituto Mises Brasil em seu site, com prefácio de Stephan Kinsella.

Recomendo vivamente a leitura.

Obama, o pacifista

Texto do jornalista brasileiro Guga Chacra no site do jornal O Estado de S. Paulo:

O governo de Barak Obama realiza uma ampla campanha de bombardeios no Paquistão, no Yemen e na Somália, com milhares de mortos. As armas do presidente são os Drones – aviões não tripulados controlados remotamente. Ao menos 2.000 supostos militantes da Al Qaeda ou de organizações afiliadas foram mortas, além de um número incerto de civis, calculado em centenas, incluindo mulheres e crianças.

Para muitas pessoas que não acompanham de perto a política de segurança dos EUA, pode parecer uma surpresa, especialmente no exterior, onde Obama desfruta de uma imagem de pacifista. Mas, na realidade, o presidente americano está no comando destas operações secretas com Drones que vem sendo criticadas por organizações de direitos humanos, juristas e boa parte da imprensa americana.

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com José Manuel Moreira

Meu entrevistado de hoje no Podcast do Instituto Mises Brasil é José Manuel Moreira, doutor em Economia e Filosofia e professor catedrático de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Aveiro. É também autor de três livros altamente recomendáveis para todos os interessados no pensamento Austríaco e nas ideias da liberdade: Hayek e a História da Escola Austríaca de EconomiaThe Salamanca School, escrito em parceria com o professor André Azevedo Alves, já entrevistado no podcast, e Liberalismos: entre o Conservadorismo e o Socialismo.

Este podcast e os anteriores também estão disponíveis na iTunes Store do IMB.

Austeridade sim, mas de carro importado e fato impecável

Ao ver as notícias sobre a política portuguesa daqui do Brasil pela SIC Internacional, as imagens apresentadas contradizem as informações. Políticos que ao mesmo tempo em que falam de crise, medidas de austeridade e aumento de impostos chegam às reuniões com seus BMWs e outros carros importados, bem vestidos com fatos e gravatas impecáveis. Nada contra a vestimenta; sou daqueles que acreditam que a civilização será salva pelo vestuário highbrow, não pela política.

Mas o facto é que sempre imagino a qualidade  e a fartura da comida, dos vinhos e do café servidos após as tais reuniões sobre austeridade. Fico a morrer de inveja, a sério. Eu até dispensaria, de bom grado, a reunião e os debates sobre austeridade, crise, e outras vulgaridades. Meu mundo por um bacalhau à lagareiro.

O problema é que quando a imagem da boa comida e dos bons vinhos viram fumaça sempre me pergunto quem é que paga a conta e se o discurso de salvar o país da crise não seria um mero jogo retórico para salvar o governo, o estado e as respectivas carreiras políticas. Mas quem sou eu para provocar quem quer que seja com questões impertinentes?

Ideologias totalitárias, ódio e ressentimento

É o título do meu artigo publicado hoje no site do OrdemLivre:

Roger Scruton, no ensaio «The Totalitarian Temptation» (do livro A Political Philosophy: Arguments for Conservatism), ao analisar as ideologias totalitárias dos revolucionários franceses, do marxismo e do nazismo, dizem que tanto aquelas como estes têm uma fonte única, que é o ressentimento. O filósofo político britânico vê o ressentimento “como uma emoção que emerge em todas as sociedades” e considera-o “um desdobramento natural da competição por vantagens”, seja a conquista do poder, de privilégios, de benefícios, etc.

A Escola Austríaca e as Relações Internacionais

No Podcast do Instituto Mises Brasil desta semana eu entrevisto Lucas Grassi Freire, mestre e doutorando em Relações Internacionais pela Universidade de Exeter (Inglaterra), onde desenvolve um instigante trabalho de investigação de metateoria nessa área utilizando ensinamentos da Escola Austríaca, fruto de seus estudos anteriores sobre a metodologia econômica e a filosofia da ciência na obra de Ludwig von Mises para a monografia de graduação em economia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, Lucas explica como os conhecimentos prévios da Escola Austríaca o têm ajudado nos estudos acadêmicos do doutoramento em Relações Internacionais.

Para que serve o governo?

Depois de tudo o que li na imprensa portuguesa e neste Insurgente, e na sequência dos recentes posts do André Abrantes Amaral, do Ricardo G. Francisco e do BZ, pergunto-me quais são as responsabilidades, obrigações e funções de um governo (neste caso, o de Portugal, mas que pode ser aplicado aos demais). Se um governo é, também, a representação política de uma sociedade parece-me que não será absurdo afirmar que tal grupo de indivíduos o legitime mediante votos por acreditar que a elite política eleita não actuará contra aqueles que o elegeu. Mas isto, sabemos na prática, é wishful thinking em grau máximo.

O que parece ter se tornado hábito na actuação dos governos, de qualquer governo, e em particular o de Portugal, é este agir não para o bem da sociedade que representa, mesmo que o desejo e o discurso o sejam nesse sentido, mas para salvar-se a si próprio e aos que dele dependem em maior ou menor grau; salva-se o estado e o governo, e a sociedade, que compulsoriamente os financia, que arranje uma forma de sobreviver ao naufrágio.

Não questiono as boas intenções e a sincera vontade do governo do PSD de ajudar a salvar a economia portuguesa (destroçada, é bom lembrar, também pelo governo). Porém, os mais puros sentimentos não se sustentam diante de decisões políticas que os envenenam, provocando-lhes morte lenta e dolorosa.

Já passou da hora de o governo português decidir se quer ajudar a sociedade portuguesa, o que começa por não atrapalhar e prejudicar, ou se o objectivo último é tão-somente salvar o governo.

Sociedade sem governo é possível; governo sem sociedade é exercício de ficção.

Qual dos dois é o PM verdadeiro?

Tendo vivido alguns anos em Lisboa, e ao ter presenciado uma parte do desastroso governo do PS, já de volta ao Brasil acompanho com horror e temor as notícias e análises sobre o governo do PSD, que prometeu o que podia e descumpriu o que não poderia. Sendo eu um filho adoptivo de Portugal, que alimenta um amor pelo país que jamais sentiu pelo Brasil, sinto-me destroçado pela crise económica provocada por sucessivos governos e que parece encontrar neste governo actual mais um aliado do que um inimigo.

E no meio desse turbilhão político e das justificativas do governo do primeiro-ministro Passos Coelho sobre o que é ou não é possível de fazer, não consigo mesmo compreender porque é que há um PM para os portugueses e outro para a imprensa estrangeira; um que parece lidar politicamente com a realidade (e a reconhecer que a solução está na iniciativa privada, não no governo) e outro que parece recusar-se a ouvir a si mesmo como conselheiro.

Em entrevista à revista VEJA, a maior e mais influente revista brasileira, eis algumas respostas do PM que os portugueses ainda não viram:

1- O objetivo é tirar o Estado da economia, acabar com o Estado patrão, dono de empresas. Pretendemos atrair capital novo para Portugal, recebendo empresas que podem ter relevância para internacionalizar a nossa economia e tornar nossas empresas mais competitivas.

2- Queremos que os empresários tenham menos receio de contratar novos funcionários, tornando mais flexível o número de horas de trabalho e resolvendo melhor os conflitos trabalhistas. A maioria da população está de acordo com essas mudanças, porque a crise a fez refletir sobre isso. 

3- Se quisermos um país mais competitivo, o que só pode surgir do lado privado, teremos de reduzir o peso do setor público. Teremos de corrigir também a rede assistencialista de tal modo que aqueles que realmente precisam da ajuda social possam recebê-la, sem abusos.

Se estamos de acordo quanto a isto porque é que isto não é promovido à actuação política em vez de ficar restrito ao plano da retórica? O governo do PM que os portugueses têm visto, infelizmente, é bastante diferente do que concedeu entrevista à revista brasileira, como temos visto diariamente neste Insurgente.

Essas duas dimensões da realidade fazem-me lembrar o discurso do governo brasileiro sobre a situação económica do país e a realidade da economia nativa enfrentada pela sociedade brasileira e que ludibriou durante muito tempo quase toda a imprensa europeia.

O país dos políticos, definitivamente, não é o mesmo dos indivíduos que nele habitam.

Leitura recomendada

A moralidade do Capitalismo

Propostas

Desonestidade

Crescimento vs política de crescimento

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Acerca “auto-sustentabilidade” da RTP

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A honestidade política ainda não regressou de férias

As tais “medidas de austeridade”

Mudança na TSU: contas detalhadas

Abrir caminho para uma sociedade socialista

- Rex Inutilis

- Incompetência despesista reincidente

- O desafio

- Portugal vs. estado

A tragicomédia constitucional portuguesa e o Orçamento para 2013

As Opções de Passos Coelho

Desobediência civil

Para entender o tamanho do problema político-económico do Brasil e a desgraça que está por vir

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No Podcast do Instituto Mises Brasil de hoje uma entrevista que fiz com o brasileiro Adolfo Sachsida, mestre e doutor em economia pela Universidade de Brasília, pós-doutor em economia pela Universidade do Alabama e pesquisador da Diretoria de Macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Sachsida cita quais são os erros da equipe económica do governo Dilma Rousseff, a insistência do governo em utilizar políticas de demanda, a manipulação do índice de preços e a bolha imobiliária que está a ser criada no país.

O economista mostra que o Brasil que a Europa vê com otimismo é irreal.

Por que se deve ser pró-livre mercado e não pró-empresário

Basicamente, porque cada empresário vai se comportar de uma determinada forma, de acordo com seu caráter e princípios (se houver) e os incentivos do setor em que atua. Num ambiente de livre mercado, mesmo os maus empresários serão obrigados a trabalhar para atender o consumidor porque estará exposto à concorrência.

Lembrei dessa posição do liberalismo ao ler esta reportagem sobre o preço dos automóveis no Brasil no site do jornal O Globo:

— Lucro de montadora no Brasil é maior que em qualquer lugar do mundo, pelo menos o dobro. O mercado automobilístico no Brasil é protegido, taxam-se os importados e há concentração forte das vendas nas quatro grandes marcas. Lá fora, as maiores têm cerca de 30% do mercado — afirma ele.

Muita gente ainda acha que o preço absurdo dos bens em Terras de Vera Cruz são o resultado quase exclusivo da inegável e pornográfica carga tributária, que no setor automobilístico atinge 32% do preço final, o dobro do registrado no mercado internacional. Além da carga tributária, há o igualmente obsceno Custo Brasil, mas esse parágrafo que reproduzi acima parece-me expor o problema central que é a política protecionista adotada pelo governo que beneficia segmentos específicos da atividade econômica em detrimento de todos os outros e prejudica diretamente a sociedade.

Não se engane com a retórica oficial: quando o governo escolhe os vencedores, ou seja, aqueles setores que terão algum imposto reduzido ou qualquer outro benefício, quem paga a conta somos todos nós.

Entrevista com João Pereira Coutinho para o podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil

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Em julho, aproveitei a vinda do João Pereira Coutinho ao Brasil para entrevistá-lo para o Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil. Ele, que tem dois livros publicados (Vida Independente e Avenida Paulista), veio participar do lançamento de Por que Virei à Direita, do qual é coautor junto com Luiz Felipe Pondé e Denis Rosenfield. A conversa teve como eixo central a crise européia, o problema do euro e de que forma isto afeta a liberdade, e também o papel do coletivismo na Europa e a influência do politicamente correto aí e aqui.

As entrevistas anteriores estão disponíveis no site do IMB, incluindo a que fiz com o Insurgente André Azevedo Alves.

Ayn Rand, agora, também fala alemão

AP

No jornal brasileiro Valor Econômico:

O enredo do polêmico romance da escritora Ayn Rand, “Atlas Shrugged” (1957) (“A Revolta de Atlas”, no Brasil), não poderia ser mais relevante para a Alemanha diante dos desdobramentos da crise financeira – pelo menos é isso que afirma um jovem executivo de Munique, Kai John, que publicou uma nova tradução do clássico libertário. No romance, os cidadãos mais inteligentes e mais produtivos (isto é, os alemães!) se ressentem profundamente de sustentar os membros mais fracos da sociedade e se rebelam, deixando a sociedade em frangalhos. É um destino que pode se abater sobre o continente se Angela Merkel e o Parlamento alemão se recusarem a fortalecer as desordenadas economias da União Europeia (UE). Uma série de operações de socorro financeiro fez com que John, 36, vice-presidente de uma empresa de serviços financeiros, se sentisse como o herói de Rand, John Galt: “Chegou a hora de conscientizar os alemães de que o coletivismo tem seus limites”.

 

É, meus amigos, a Europa está na merde

Na CNNMoney:

After socialist victory, panic in Paris?

By Katherine Ryder, contributor

FORTUNE — “Merkozy” is what the press dubbed the symbolic marriage of fortune between German Chancellor Angela Merkel and French President Nicolas Sarkozy, describing their efforts to hold Europe together through economic crisis. Now a new portmanteau has been coined, mashing the names — and pessimistically describing the relationship — between Merkel and France’s new socialist president, Francois Hollande, as “Merde.”

Quando o racismo está nos olhos de quem vê

No Brasil, a Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial apresentou denúncia e o Ministério Público Federal de Uberlândia (cidade de Minas Gerais) investiga se há racismo num vídeo que reúne dois cantores (sic) brasileiros, Alexandre Pires e Mr. Catra, e o jogador de futebol da equipa do Santos, Neymar. Peço que observem no vídeo abaixo (aviso desde já que o que se toca vai ferir vossos ouvidos) a cor da pele dos três protagonistas:

Se a coisa avançar será talvez a primeira vez no Brasil em que negros serão processados por racismo contra si mesmos. Incrível, não?

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Alfredo M. Peringer

No Pocast do Mises Brasil da semana passada entrevistei o economista e professor brasileiro de economia e finanças Alfredo Marcolin Peringer, que está preparando um livro sobre ciências sociais com o objetivo de também investigar os fundamentos filosóficos e epistemológicos da Praxeologia. Autor de dois livros (Monetarismo vs Keynesianismo vs Estruturalismo – Inflação, Desemprego e Taxas de Juros e Economia Heterodoxa vs Economia Ortodoxa – Os Planos Econômicos Brasileiros), além de diversos trabalhos e artigos acadêmicos sob a perspectiva da Escola Austríaca, Peringer contou nesta entrevista ao Podcast do Mises Brasil sobre a abordagem que utilizará no novo livro.

O professor também apresentou e justificou o ponto de partida histórico escolhido, explicou de que forma a filosofia de Santo Tomás de Aquino ajudou na construção teórica da praxeologia, dissertou sobre a grande contribuição da Escola de Salamanca para a ciência praxeológica e acerca do contributo da teoria de Hayek para o seu objeto de investigação e a respeito da grande contribuição de Ludwig von Mises para a ciência econômica.

Este podcast e os anteriores também estão disponíveis na iTunes Store do IMB.

A fantástica história do discurso racialista e igualitário contra as indefesas bonecas de pano

É o título do meu artigo para o OrdemLivre.org sobre uma excentricidade ocorrida no Brasil na semana passada:

Vivemos tempos curiosos. Não é raro eu sentir que há dois mundos paralelos que muitas vezes se sobrepõem estabelecendo uma mixórdia monumental. Nunca imaginei que fosse ver um discurso racial e político tendo como objeto da discussão bonecas de pano.

(…)

Ao afirmar que o objetivo é, primeiro, “convencer a pessoa a tratar com isonomia, com igualdade (brancas e negras)”, o presidente do Cedine inaugura uma nova categoria de pensamento político ao criar um tipo de igualdade que faria corar os mais radicais próceres do igualitarismo desde a Revolução Francesa: a obrigatoriedade da isonomia e do igualitarismo com relação a bonecas de pano feitas com tecidos de cores diferentes.

Churchill só lutou contra Hitler porque fora hipnotizado pelos judeus?

Winston Churchill não lutou contra o nazismo porque previamente identificou no regime liderado por Adolf Hitler a grande ameaça contra a liberdade e a vida dos europeus. Churchill agiu sob efeito de hipnose realizada pelos judeus para que tivesse uma posição contrária à Alemanha nazista.
Maluquice? De fato.
E o maluco que acreditou piamente nessa história atendia pelo nome de Rudolph Hess, o terceiro homem mais importante do 3º Reich, atrás de Hitler himself e de Hermann Göring. A informação está nas notas escritas pelo médico psiquiatra Henry Dicks, do Exército Britânico, que acompanhou Hess no período em que esteve preso na Inglaterra, e que consta no livro The Pursuit of the Nazi Mind – Hitler, Hess and the Analysts, que será lançado em junho. A obra é o resultado dos estudos do professor, historiador e psicanalista Daniel Pick, do Birkbeck College (University of London), sobre as notas escritas por Dicks.
Hess afirmou ao médico que Churchill havia sido hipnotizado pelas forças judias do mal que tentavam matá-lo porque “ele era a única pessoa que sabia sobre os poderes psíquicos secretos” dos judeus. Ele também jurou de pés juntos que os alemães só agiram de maneira cruel nos campos de concentração porque também estavam hipnotizados pelos judeus. (Se essa história se espalhar nos hospícios logo Napoleão será reduzido a uma referência de segunda categoria).
Capturado em 1941 depois de voar até a Escócia para, sem autorização para tanto, negociar uma paz com a Grã-Bretanha, o que lhe valeu uma ordem de Hitler para ser assassinado se voltasse para a Alemanha, Hess foi preso e encontrou-se com Churchill, que dele disse nas suas memórias sobre a Segunda Guerra: “Ele (Hess) era um caso médico, não criminal, e assim deveria ser considerado”.
The Pursuit of the Nazi Mind parece ser um livro imperdível.

Millôr Fernandes (1923-2012)

Uma parte dos portugueses há de ter lido o Millôr Fernandes na imprensa da Corte ou no livro lançado pelo Independente naquela maravilhosa coleção de capa amarelinha. Pois ontem à noite, aos 88 anos e uma vida de exercício laborioso da genialidade, Millôr se foi. Artista versátil, escreveu e desenhou, gravando na cultura brasileira o seu humor surpreendente.

Frasista de primeira grandeza, afirmou sobre a morte: “O pior não é morrer. É não poder espantar as moscas”.

Outras frases:

“Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado.”

‎”Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim.”

‎”Nada é mais falso do que uma verdade estabelecida.”

‎”Se é gostoso faz logo, amanhã pode ser ilegal.”

‎”A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a Direita acredita cegamente em tudo que lhe ensinaram, e a Esquerda acredita cegamente em tudo que ensina.”

‎”Toda uma biblioteca de Direito apenas para melhorar quase nada os dez mandamentos.”

‎”Por mais violento que seja o argumento contrário, por mais bem formulado, eu tenho sempre uma resposta que fecha a boca de qualquer um: ‘Vocês têm toda a razão.’ “

Isto de morrer é muito chato, pá!

A teoria política de Thomas Jefferson

 

No site The Future of Freedom FoundationThomas E. Woods Jr. resenha o livroLiberty, State, & Union: The Political Theory of Thomas Jefferson, de Luigi Marco Bassani:

Those who would question the view of Jefferson as a Lockean natural-rights theorist on property contend that he viewed property not as a natural right that may never be curtailed, but as a purely conventional right that individuals enjoy at the sufferance of the community. One way of advancing that claim is by making an argument from omission: in the Declaration of Independence, such critics point out, Jefferson substituted “pursuit of happiness” for “property” in the familiar triad of “life, liberty, and property.” That is supposed to indicate that Jefferson wished to remove property from the list of rights man enjoys by nature. Bassani takes on that argument convincingly, providing an impressive body of evidence showing that the enjoyment of property was one of the indispensable ingredients of a truly happy human life.

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Fábio Barbieri

 

No Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil da semana passada eu entrevistei Fábio Barbieri, doutor em Economia e professor da Universidade de São Paulo (USP). A entrevista está dividida: 1ª Parte e 2ª Parte.

Barbieri explicou a teoria Austríaca do intervencionismo, tema de sua palestra na III Conferência de Escola Austríaca que será realizada em São Paulo nos dias 12 e 13 de maio. O professor também explicou porque o falibilismo deve ser um dos elementos estruturais do pensamento liberal, falou sobre sua história acadêmica e a respeito dos seus estudos sobre a complexidade em economia e teoria do processo de mercado.

Este podcast e os anteriores também estão disponíveis na iTunes Store do IMB.

Porque os agentes privados odeiam o sistema privado?

É o título do meu artigo publicado no OrdemLivre:

A crença ilusória de que há uma benevolência intrínseca no estado e no governo, entendido aqui como a união dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, é apenas a manifestação de algo mais profundo que talvez ainda careça de uma resposta convincente no que se refere a, pelo menos, duas questões: por qual razão os indivíduos recusam-se a aceitar a sua posição inicial de agentes privados para se escorarem numa promessa de redenção e proteção pelo estado? Porque os agentes privados rejeitam o sistema privado? CONTINUA

Direito, Legislação e Liberdade em português (do Brasil) e disponível na internet

Livro altamente recomendável de F. Hayek, Direito, Legislação e Liberdade está disponível na internet graças ao valioso trabalho do Portal Libertarianismo.

O livro foi publicado no Brasil em 1985 pela editora Visão, do empresário Henry Maksoud Plaza, que escreveu o texto de apresentação da obra e supervisionou a tradução, financiada pelo Instituto Liberal e realizada por Anna Maria Capovilla, José Ítalo Stelle, Manoel Paulo Ferreira e Maria Luiza X. de A. Borges.