O Insurgente

Maio 9, 2012

É, meus amigos, a Europa está na merde

Filed under: Política,União Europeia — Bruno Garschagen @ 17:24

Na CNNMoney:

After socialist victory, panic in Paris?

By Katherine Ryder, contributor

FORTUNE — “Merkozy” is what the press dubbed the symbolic marriage of fortune between German Chancellor Angela Merkel and French President Nicolas Sarkozy, describing their efforts to hold Europe together through economic crisis. Now a new portmanteau has been coined, mashing the names — and pessimistically describing the relationship — between Merkel and France’s new socialist president, Francois Hollande, as “Merde.”

Maio 8, 2012

Quando o racismo está nos olhos de quem vê

Filed under: Brasil,Videos — Bruno Garschagen @ 23:03

No Brasil, a Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial apresentou denúncia e o Ministério Público Federal de Uberlândia (cidade de Minas Gerais) investiga se há racismo num vídeo que reúne dois cantores (sic) brasileiros, Alexandre Pires e Mr. Catra, e o jogador de futebol da equipa do Santos, Neymar. Peço que observem no vídeo abaixo (aviso desde já que o que se toca vai ferir vossos ouvidos) a cor da pele dos três protagonistas:

Se a coisa avançar será talvez a primeira vez no Brasil em que negros serão processados por racismo contra si mesmos. Incrível, não?

Abril 11, 2012

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Alfredo M. Peringer

Filed under: Brasil,Economia — Bruno Garschagen @ 16:23

No Pocast do Mises Brasil da semana passada entrevistei o economista e professor brasileiro de economia e finanças Alfredo Marcolin Peringer, que está preparando um livro sobre ciências sociais com o objetivo de também investigar os fundamentos filosóficos e epistemológicos da Praxeologia. Autor de dois livros (Monetarismo vs Keynesianismo vs Estruturalismo – Inflação, Desemprego e Taxas de Juros e Economia Heterodoxa vs Economia Ortodoxa – Os Planos Econômicos Brasileiros), além de diversos trabalhos e artigos acadêmicos sob a perspectiva da Escola Austríaca, Peringer contou nesta entrevista ao Podcast do Mises Brasil sobre a abordagem que utilizará no novo livro.

O professor também apresentou e justificou o ponto de partida histórico escolhido, explicou de que forma a filosofia de Santo Tomás de Aquino ajudou na construção teórica da praxeologia, dissertou sobre a grande contribuição da Escola de Salamanca para a ciência praxeológica e acerca do contributo da teoria de Hayek para o seu objeto de investigação e a respeito da grande contribuição de Ludwig von Mises para a ciência econômica.

Este podcast e os anteriores também estão disponíveis na iTunes Store do IMB.

A fantástica história do discurso racialista e igualitário contra as indefesas bonecas de pano

Filed under: Brasil — Bruno Garschagen @ 16:22
É o título do meu artigo para o OrdemLivre.org sobre uma excentricidade ocorrida no Brasil na semana passada:

Vivemos tempos curiosos. Não é raro eu sentir que há dois mundos paralelos que muitas vezes se sobrepõem estabelecendo uma mixórdia monumental. Nunca imaginei que fosse ver um discurso racial e político tendo como objeto da discussão bonecas de pano.

(…)

Ao afirmar que o objetivo é, primeiro, “convencer a pessoa a tratar com isonomia, com igualdade (brancas e negras)”, o presidente do Cedine inaugura uma nova categoria de pensamento político ao criar um tipo de igualdade que faria corar os mais radicais próceres do igualitarismo desde a Revolução Francesa: a obrigatoriedade da isonomia e do igualitarismo com relação a bonecas de pano feitas com tecidos de cores diferentes.

Churchill só lutou contra Hitler porque fora hipnotizado pelos judeus?

Filed under: Política — Bruno Garschagen @ 16:20
Winston Churchill não lutou contra o nazismo porque previamente identificou no regime liderado por Adolf Hitler a grande ameaça contra a liberdade e a vida dos europeus. Churchill agiu sob efeito de hipnose realizada pelos judeus para que tivesse uma posição contrária à Alemanha nazista.
Maluquice? De fato.
E o maluco que acreditou piamente nessa história atendia pelo nome de Rudolph Hess, o terceiro homem mais importante do 3º Reich, atrás de Hitler himself e de Hermann Göring. A informação está nas notas escritas pelo médico psiquiatra Henry Dicks, do Exército Britânico, que acompanhou Hess no período em que esteve preso na Inglaterra, e que consta no livro The Pursuit of the Nazi Mind – Hitler, Hess and the Analysts, que será lançado em junho. A obra é o resultado dos estudos do professor, historiador e psicanalista Daniel Pick, do Birkbeck College (University of London), sobre as notas escritas por Dicks.
Hess afirmou ao médico que Churchill havia sido hipnotizado pelas forças judias do mal que tentavam matá-lo porque “ele era a única pessoa que sabia sobre os poderes psíquicos secretos” dos judeus. Ele também jurou de pés juntos que os alemães só agiram de maneira cruel nos campos de concentração porque também estavam hipnotizados pelos judeus. (Se essa história se espalhar nos hospícios logo Napoleão será reduzido a uma referência de segunda categoria).
Capturado em 1941 depois de voar até a Escócia para, sem autorização para tanto, negociar uma paz com a Grã-Bretanha, o que lhe valeu uma ordem de Hitler para ser assassinado se voltasse para a Alemanha, Hess foi preso e encontrou-se com Churchill, que dele disse nas suas memórias sobre a Segunda Guerra: “Ele (Hess) era um caso médico, não criminal, e assim deveria ser considerado”.
The Pursuit of the Nazi Mind parece ser um livro imperdível.

Março 28, 2012

Millôr Fernandes (1923-2012)

Filed under: Brasil — Bruno Garschagen @ 20:15

Uma parte dos portugueses há de ter lido o Millôr Fernandes na imprensa da Corte ou no livro lançado pelo Independente naquela maravilhosa coleção de capa amarelinha. Pois ontem à noite, aos 88 anos e uma vida de exercício laborioso da genialidade, Millôr se foi. Artista versátil, escreveu e desenhou, gravando na cultura brasileira o seu humor surpreendente.

Frasista de primeira grandeza, afirmou sobre a morte: “O pior não é morrer. É não poder espantar as moscas”.

Outras frases:

“Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado.”

‎”Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim.”

‎”Nada é mais falso do que uma verdade estabelecida.”

‎”Se é gostoso faz logo, amanhã pode ser ilegal.”

‎”A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a Direita acredita cegamente em tudo que lhe ensinaram, e a Esquerda acredita cegamente em tudo que ensina.”

‎”Toda uma biblioteca de Direito apenas para melhorar quase nada os dez mandamentos.”

‎”Por mais violento que seja o argumento contrário, por mais bem formulado, eu tenho sempre uma resposta que fecha a boca de qualquer um: ‘Vocês têm toda a razão.’ “

Isto de morrer é muito chato, pá!

Março 26, 2012

A teoria política de Thomas Jefferson

Filed under: Livros,Política — Bruno Garschagen @ 22:02

 

No site The Future of Freedom FoundationThomas E. Woods Jr. resenha o livroLiberty, State, & Union: The Political Theory of Thomas Jefferson, de Luigi Marco Bassani:

Those who would question the view of Jefferson as a Lockean natural-rights theorist on property contend that he viewed property not as a natural right that may never be curtailed, but as a purely conventional right that individuals enjoy at the sufferance of the community. One way of advancing that claim is by making an argument from omission: in the Declaration of Independence, such critics point out, Jefferson substituted “pursuit of happiness” for “property” in the familiar triad of “life, liberty, and property.” That is supposed to indicate that Jefferson wished to remove property from the list of rights man enjoys by nature. Bassani takes on that argument convincingly, providing an impressive body of evidence showing that the enjoyment of property was one of the indispensable ingredients of a truly happy human life.

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Fábio Barbieri

Filed under: Brasil,Economia,Ludwig von Mises — Bruno Garschagen @ 22:01

 

No Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil da semana passada eu entrevistei Fábio Barbieri, doutor em Economia e professor da Universidade de São Paulo (USP). A entrevista está dividida: 1ª Parte e 2ª Parte.

Barbieri explicou a teoria Austríaca do intervencionismo, tema de sua palestra na III Conferência de Escola Austríaca que será realizada em São Paulo nos dias 12 e 13 de maio. O professor também explicou porque o falibilismo deve ser um dos elementos estruturais do pensamento liberal, falou sobre sua história acadêmica e a respeito dos seus estudos sobre a complexidade em economia e teoria do processo de mercado.

Este podcast e os anteriores também estão disponíveis na iTunes Store do IMB.

Março 12, 2012

Porque os agentes privados odeiam o sistema privado?

Filed under: Brasil,Teoria — Bruno Garschagen @ 15:10

É o título do meu artigo publicado no OrdemLivre:

A crença ilusória de que há uma benevolência intrínseca no estado e no governo, entendido aqui como a união dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, é apenas a manifestação de algo mais profundo que talvez ainda careça de uma resposta convincente no que se refere a, pelo menos, duas questões: por qual razão os indivíduos recusam-se a aceitar a sua posição inicial de agentes privados para se escorarem numa promessa de redenção e proteção pelo estado? Porque os agentes privados rejeitam o sistema privado? CONTINUA

Direito, Legislação e Liberdade em português (do Brasil) e disponível na internet

Filed under: Brasil,Economia,Livros — Bruno Garschagen @ 15:00

Livro altamente recomendável de F. Hayek, Direito, Legislação e Liberdade está disponível na internet graças ao valioso trabalho do Portal Libertarianismo.

O livro foi publicado no Brasil em 1985 pela editora Visão, do empresário Henry Maksoud Plaza, que escreveu o texto de apresentação da obra e supervisionou a tradução, financiada pelo Instituto Liberal e realizada por Anna Maria Capovilla, José Ítalo Stelle, Manoel Paulo Ferreira e Maria Luiza X. de A. Borges.

Março 5, 2012

A conclusão do euro

Filed under: Economia,União Europeia — Bruno Garschagen @ 20:19

É o título do capítulo final do livro A Tragédia do Euro, de Philipp Bagus, publicado hoje pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil:

O arranjo institucional da União Monetária Europeia tem se revelado um desastre econômico.  O euro é um projeto político; interesses políticos impulsionaram a moeda europeia rumo ao seu caminho mortificante e, como consequência, estes interesses estão travando uma desenfreada batalha entre si.  E os argumentos econômicos lançados para disfarçar a verdadeira agenda por detrás do euro não lograram êxito em convencer a população geral de suas vantagens.

O euro foi bem sucedido tanto em servir como um veículo para centralizar a Europa quanto para alcançar o objetivo do governo francês de estabelecer um Império Europeu sob seu controle — restringindo a influência da Alemanha.  A política monetária foi o meio político para a criação da união política.  Os defensores de um projeto socialista para a Europa viram no euro o seu trunfo contra a defesa do modelo liberal clássico para a Europa que vinha expandindo seu poder e influência desde a queda do Muro de Berlim.  A moeda única foi vista como uma etapa rumo à centralização e à integralização política.  A lógica das intervenções impulsionou o sistema europeu rumo à unificação política sob um estado centralizado sediado em Bruxelas.  Uma vez que os estados nacionais são abolidos, o mercado europeu se torna uma nova União Soviética.

Podcast do Instituto Mises Brasil

Filed under: Brasil,Economia,Ludwig von Mises,Política — Bruno Garschagen @ 18:58

No mais recente Podcast do Instituto Mises Brasil eu entrevisto Anthony Ling, Arquiteto e Urbanista e autor do blog Rendering Freedom, que explicou o conceito de “seasteading”, cujo objetivo é construir comunidades autônomas e independentes em áreas de alto mar que hoje não pertencem a nenhum país, e sobre os dois projetos dos quais participou, um do Seasteading Institute e outro do Blueseed.

Anthony falou sobre o projeto de regularização fundiária promovido pelo Instituto Atlântico para a concessão de títulos de propriedade à comunidade do Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, nos moldes do que foi feito no Peru, baseado na ideia do economista Hernando de Soto, e também sobre urbanismo de mercado, de que forma a regulação urbana provoca o surgimento de favelas e contribui para desde o aumento do trânsito até a falta de bons restaurantes em uma cidade, e de como ruas públicas “gratuitas” danificam a cidade.

Os podcasts anteriores estão disponíveis na página do Instituto Mises Brasil e na iTunes Store.

Fevereiro 9, 2012

“Bancos que não trabalham direito têm que falir”, afirma Steven Horwitz

Filed under: Brasil,Economia — Bruno Garschagen @ 17:02

O jornal brasileiro O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem sobre o evento realizado pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil na cidade de São Paulo em que se discutiu o fim do banco central.

O jornal também aproveitou para entrevistar o economista e professor Steven Horwitz, para quem “Um sistema competitivo sem um banco central funcionaria melhor porque produziria a quantidade correta de dinheiro, da mesma forma como os mercados são melhores do que um planejamento central para produzir a quantidade correta de sapatos ou alimentos”.

Leitura recomendada

Lançamento: “O Fim do FED – Por que Acabar com o Banco Central”, de Ron Paul.

Folha de S.Paulo destaca “O Fim do FED”.

Janeiro 20, 2012

Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil

Filed under: Brasil,Ludwig von Mises,Portugal — Bruno Garschagen @ 17:10

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Peço licença para uma divulgação duplamente Insurgente: no podcast desta semana do Instituto Ludwig von Mises Brasil, eu entrevisto André Azevedo Alves, que “analisa a crise de Portugal segundo a perspectiva da Escola Austríaca, explica seus estudos que a aproximam da teoria da escolha pública, discorre sobre o conceito de ação humana e sobre os fundamentos epistemológicos do individualismo metodológico e dos limites do conhecimento científico”.

Janeiro 9, 2012

Mussolini, a mula nacional

Filed under: Diversos — Bruno Garschagen @ 19:42
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Esta resenha publicada no jornal brasileiro O Estado de S. Paulo  fez-me colocar o livro Mussolini, de Pierre Milza, na lista de leituras prioritárias.

Para Milza, o totalitarismo do Duce nada devia ao nazismo em termos de domínio ideológico da sociedade – com a diferença fundamental de que, no fascismo, o poder convergia para o Estado, e não para o Partido, e em cujo regime o líder “não tentará desmantelar o que subsiste de estado de direito e não criará um verdadeiro estado policial”. A censura era um dos pilares do fascismo, mas, na prática, o que havia era autocensura. Além disso, o regime afrouxou o controle sobre o cinema, tornando-o estrategicamente mais próximo de Hollywood do que da estética nazista, para satisfazer a “clientela pequeno-burguesa”.
(…)

Jornalista de talento, Mussolini conhecia o poder da comunicação para a formação da opinião pública e jogou boa parte de sua energia na modelagem de sua imagem perante os italianos. Cultivou um perfil de multiatleta e de homem de modos rudes e honestos, como um “galo da aldeia”, que o identificava com a massa de camponeses italianos. Era também o ditador que “trabalhava”, isto é, que se interessava obsessivamente pelos detalhes de governo, em parte porque não confiava em seus assessores. Desse modo, seu perfil diferenciava-se do de Hitler, que odiava o cotidiano administrativo, e aproximava-se do de Salazar, o ditador-gerente de Portugal. Galeazzo Ciano, seu genro e chanceler, dizia, enfastiado: “Com esse homem não se pode dormir nem comer; ele lê tudo, sabe tudo”.

O Duce se dizia “a mula nacional”, como se o poder fosse um fardo, e não uma realização pessoal, e nisso ele se igualava aos demais tiranos da Europa: via-se como um messias, com um destino fora de série e que toma decisões baseado em seu instinto. Cria-se uma espécie de “religião patriótica”, em que Mussolini aparece como guia incontestável, às vezes como o próprio Deus – uma “tradição semântica própria da extrema esquerda italiana”, isto é, “a personificação de um socialismo intransigente, portador das esperanças do proletariado”, como diz Milza.

Janeiro 6, 2012

Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil

Filed under: Brasil,Ludwig von Mises — Bruno Garschagen @ 20:20

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Graças a uma parceria com o Instituto Mises Brasil, a partir de hoje (e semanalmente) apresento o podcast do site.

O novo produto diversifica ainda mais o conteúdo disponível no site com o intuito de oferecer mais um instrumento de difusão qualitativa da filosofia liberal, notadamente o pensamento da Escola Austríaca.

A ideia é apresentar e aprofundar discussões de temas variados sob a perspectiva liberal e o instrumental teórico da Escola Austríaca com uma seleta lista de entrevistados.

A primeira entrevista está disponível aqui.

Novembro 22, 2011

Empresas brasileiras na disputa pela TAP

Filed under: Brasil,Economia,Portugal — Bruno Garschagen @ 17:16

Do site brasileiro Melhores Destinos:

TAM, GOL e Avianca são cotadas para comprar a TAP

O governo português deve iniciar no próximo mês o processo de privatização companhia aérea TAP. A meta é que até meados de 2012 a venda seja concluída e a maior companhia aérea portuguesa passe a ser controlada por outra companhia. Enquanto a disputa não começa oficialmente, nos bastidores especialistas já apontam as favoritas para arrematar a TAP, entre elas as brasileiras TAM, GOL e  o grupo Avianca-TACA que é liderado pelo boliviano naturalizado brasileiro Germán Efromovich. A disputa, porém, não será fácil, já que também devem participar a gigante europeia IAG, que controla Iberia e British Airways.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o presidente da TAP, Fernando Pinto, confirmou que a venda deve ser iniciada em dezembro, com perspectiva de que a empresa seja privatizada integralmente, embora o martelo ainda não tenha sido batido. “Essa é uma das partes importantes a serem definidas”, disse. “A ideia é ter uma definição do parceiro até metade do ano que vem.” O governo português também ainda não decidiu se a privatização será por leilão ou se seguirá outro modelo.

Novembro 14, 2011

A apropriação indébita da tradução portuguesa de A República, de Platão

Filed under: Brasil,Livros,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:37
Antes mesmo de ir morar em Portugal, em 2007, já conhecia a qualidade das traduções e edições da Fundação Calouste Gulbenkian. Já vivendo em Lisboa, tive a grata oportunidade de comprar vários volumes num período de saldo. Um dos livros era A República, de Platão, na conhecida tradução de Maria Helena da Rocha Pereira, obra que recomendo vivamente. Para meu espanto e horror, leio o seguinte post no blog do poeta brasileiro Érico Nogueira:

Platão plagiado
Caros,
A editora Martin Claret, plagiadora notória, aprontou mais uma das suas: apropriou-se indevidamente da conceituada tradução da República de Platão, assinada por ninguém menos que Maria Helena da Rocha Pereira e publicada pela Fundação Gulbenkian. Na edição da torpe Martin Claret, a tradução é creditada a um certo Pietro Nassetti — que decerto não existe. Por favor, divulguem, indignem-se, façam alarde e barulho. É simplesmente inacreditável que não fechem a Martin Claret, figurinha carimbada nos tribunais, vira e mexe acusada de plágio e apropriação indébita. É uma vergonha.

E um escândalo editorial.

Entrevista de Passos Coelho no Brasil

Filed under: Brasil,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:35

Em entrevista a uma TV brasileira, Passos Coelho comenta a crise na Europa e o seu projeto de governo para Portugal.

Outubro 19, 2011

Boaventura Sousa Santos, o regime e o rap

Filed under: Brasil,Portugal,Videos — Bruno Garschagen @ 13:21

O André Azevedo Alves destaca o post no qual Alexandre Homem Cristo apresenta as duas razões pelas quais a história será obrigada a mencionar Boaventura Sousa Santos numa nota de rodapé.

Isto em Portugal.

No Brasil, a nota de rodapé explicará que o professor cruzava o Atlântico para cantar rap.

Outubro 7, 2011

Lançamento: Ron Paul explica “Por que Acabar com o Banco Central”

Filed under: Brasil,Economia,Política — Bruno Garschagen @ 15:19
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Começa a ser vendido nas livrarias brasileiras, a partir da próxima quarta-feira, o livro O Fim do Fed – Por que Acabar com o Banco Central, do congressista americano Ron Paul. A obra apresenta um vigoroso ataque contra a existência do Federal Reserve (FED). Uma resenha com o resumo do argumento central do livro pode ser lida aqui.

A edição é uma parceria do Instituto Mises Brasil com a editora É Realizações, e eu tive o privilégio de traduzir em parceria com Monica Magalhães, mestre em Filosofia e Políticas Públicas na London School of Economics e doutoranda em Políticas Públicas em Saúde na Universidade Harvard.

Quem não quiser esperar a chegada dos livros nas livrarias pode comprar diretamente pelo site da editora.

Parabéns à equipe do Mises Brasil e da É Realizações pelo lançamento.

Setembro 15, 2011

Mark Pennington @ King’s College London (2)

Filed under: Educação,Videos — Bruno Garschagen @ 20:26

 

André Azevedo Alves publica a ótima notícia de que “Mark Pennington, autor do muito recomendável Robust Political Economy: Classical Liberalism and the Future of Public Policy, vai ser Professor Catedrático de Political Economy no King’s College London“.

Pennington terá como colegas de universidade e departamento John Meadowcroft, editor da excelente coleção Major Conservative and Libertarian Thinkers, que é um de meus sonhos de consumo bibliográfico e com quem escreveu Rescuing Social Capital from Social Democracy (com versão integral para download), e Paul Lewis.

No ano passado, tive a sorte de participar de sua palestra “Democracy and the Deliberative Conceit” (vídeo acima), no Christ Church College, em Oxford, promovida pela Oxford Libertarian Society.

Agosto 11, 2011

Os criminosos de Londres são filhos do Welfare State e do multiculturalismo?

Filed under: Diversos — Bruno Garschagen @ 20:15

É uma pergunta que ainda me faço e que estou submetendo à análise e cotejamento das informações veiculadas pela imprensa, pelos artigos de opinião e pelos estudos produzidos sobre as consequências do Welfare State e do multiculturalismo.
Por ora, recomendo alguns textos:

Inglaterra

British Degeneracy on Parade, por Theodore Dalrymple.

British rioters the spawn of a bankrupt ruling elite, por Theodore Dalrymple.

Raised to rampage, por Allison Pearson.

London riots: This is what happens when multiculturalists turn a blind eye to gang culture, por Damian Thompson.

Anarchy in the UK, The Economist.

These rioters are Tony Blair’s children, por Harriet Sergeant.

London riots: Absent fathers have a lot to answer for, por Cristina Odone

The nanny state cannot fix problem parents, por Cristina Odone.

Cameron sets out his stall, por James Forsyth.

A Conservative Disposition, por John Gray.

Portugal

Reino Unido: o medo de viver, por dos Santos.

A respeito dos motins em Inglaterra, por Samuel Paiva Pires.

Estados Unidos

Britain tackles the welfare state, por George F. Will.

The Sun Never Sets on the British Welfare System, por Anne Coulter.

London Riots: What Nobody Dares to Say, por Gary North.

Sons of anarchy, por Cal Thomas.

Brasil

London Calling, por Martim Vasques da Cunha.

Julho 21, 2011

O impressionante caso do suicida que deixou um longo ensaio filosófico

Filed under: Diversos — Bruno Garschagen @ 16:10
No dia 2 de junho, publiquei no meu blog a assustadora história, contada por Theodore Darlymple no City Journal, de Stephen Griffiths, estudante de PhD na University of Bradford, na Inglaterra, que nas horas vagas era um assassino em série.
Hoje recebo por email de um amigo brasileiro, Felipe Ortiz, outra história impressionante. Em 18 de setembro do ano passado, Mitchell L. Heisman, de 35 anos, se suicidou com um tiro na cabeça nas escadarias do Memorial Church Saturday, da Universidade de Harvard, em frente a um grupo de 20 turistas.
Nada de novo, você deve estar a pensar. Pois. À diferença dos outros suicidas, Heisman, formado em psicologia, criou o site Suicide Note para lá publicar o que supostamente seria um impressionante tratado filosófico niilista, ou, talvez numa perspectiva mais adequada, uma justificativa filosófica para o seu suicídio, com 1.905 páginas. Eis o sumário:

Exordia:

Freedom of Speech on Trial

How the Very Act of Repressing this Work Can Verify Its Freedom of Speech Hypothesis

An Experiment in Nihilism

What the hell happened to reason?

Part I:

God is Technology

How the Singularity of Monotheism Transcended Biology and Primed the Technological Genesis of God

The Seditious Genius of the Spiritual Penis of Jesus

How Christianity’s Subversion of Kin Selective Altruism Evolved into the Modern Idea of Social Progress

Absolute Purity

The Secularization of Hell within the Desecration Machine of Auschwitz

Part II:

A Vendetta Called Revolution

How Ethnic Hostility between Anglo-Saxons and the Normans Who Conquered Them Evolved into Liberal Democracy

Converse Cognates

Why the Norman Conquest was the World-Historical Ass-Kicking that Deflected the English-speaking World from the German Path to Nazism

Creating God and the Evolution of Genetic Suicide

Why Liberal Democracy Leads to the Rational Biological Self-Destruction of Humans and the Rational Technological Creation of God

Terminus:

The Punchline

Background Research for an Experimental Elimination of Self-Preservation and other Biasing Biological Factors

Selected Bibliography

(What suicide note would be complete without a bibliography?)

Para deixar essa história ainda mais cinematográfica foi criada uma página no Facebook em homenagem a Heisman e que atraiu admiradores.
O sumário levanta questões que me interessam, mas meu interesse em ler esse texto, confesso, foi realmente despertado pela afirmação de Alex Klein, do blog Ivygate, de que o Suicide Note é um texto bem-humorado. O que dizer de um sujeito que escreve um longo e bem-humorado ensaio para justificar o seu suicídio e efetivamente se mata nas escadarias de uma igreja? Uma tragédia, concordo. Mas haveria uma forma mais desgraçadamente bem-humorada de fazê-lo?

Julho 12, 2011

A crise portuguesa vista por um economista brasileiro

Filed under: Brasil,Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 19:35

O economista brasileiro Rodrigo Constantino escreveu em sua coluna no jornal O Globo, um dos mais importantes do Brasil, sobre a crise económica de Portugal:

Terremoto em Lisboa
Rodrigo Constantino, O GLOBO

“Ninguém – e sobretudo o Estado, entidade anônima e dispersa – é bom fiscal de si mesmo.” (Fernando Pessoa)

Semana passada, quando eu visitava Lisboa, a agência de risco Moody’s rebaixou os títulos da dívida soberana portuguesa para “lixo” especulativo. O país quebrou. O terremoto que se abate sobre Portugal desta vez não é fruto do acaso, mas sim uma construção deliberada dos homens. Sua principal causa chama-se irresponsabilidade fiscal; seu maior culpado: o governo.

(…)

O parasitismo do Estado social arruinou o país. Há estagnação econômica e elevado desemprego. A dívida pública explodiu. A principal doença que mina o sistema político português, segundo Carreira, está no fato de os partidos servirem “como agências de empregos e de negócios das suas ávidas clientelas, integradas por muitos dos seus filiados e pelos ‘amigos’ de sempre, que gravitam à sua volta”.

Julho 11, 2011

Contra os gênios da internet

Filed under: Diversos — Bruno Garschagen @ 16:52

O desconhecimento sobre determinados conceitos produz confusão e equívocos estridentes. O mínimo que se espera de uma crítica, é que, primeiro, se apresente a definição com que se está a trabalhar e, a partir daí, se apresente os fundamentos do argumento contrário.

Jogar palavras ao vento só faz espalhar as folhas da relva, o que pode inicialmente impressionar os incautos, mas que não resiste ao teste da necessária calma e prudência analítica.

Conservadorismo e liberalismo não são palavras passíveis de serem destacadas de seus significados específicos e exigem um enquadramento adequado. Sem o conhecimento dos instrumentos teóricos básicos, lamento, não há conversa, muito menos debate, só uma mera opinião equivocada, que pode atiçar os gênios da internet, mas que é tão oca como os homens do célebre poema de T. S. Eliot.

Sei bem que a quantidade de gênios no Brasil foi anabolizada pelas redes sociais. Primeiro, dominaram o Orkut, essa expressão máxima da vulgaridade real num espaço virtual; em seguida, promoveram uma invasão bárbara no Facebook e no Twitter. Não há mais idiotas ou estúpidos no Brasil; só gênios; gênios com pedigree e coleira; gênios com carteirinha de sindicato. Quanto mais ignorantes, maior a expressão da sua genialidade individual.

Não há tema que esses gênios da internet não dominem com suprema insipiência e que manifestam com extrema platitude. Não importa para eles conhecer um assunto, mas ter uma opinião histérica a respeito de. Não raro, sua principal fonte de informação e de conhecimento é a opinião de seus camaradas compartilhadas nas redes sociais. Já vi especialistas, de Marx a Mises, que nunca abriram um livro desses autores, mas que escreviam com uma autoridade juramentada.

A dislexia consciente também é uma característica notável porque não se trata de uma doença, mas de uma escolha estratégica de forma a tumultuar a conversa sem ter razão. Quem se atreve ingenuamente a questionar os gênios da internet utilizando os instrumentos vulgares do debate de ideias é bombardeado com questionamentos reiterados daquilo que o interlocutor nunca escreveu e sequer pensou. O objeto específico daquela discussão inicial é completamente soterrado por considerações completamente descabidas, que jogam o assunto para um lado completamente equivocado e desconhecido de antemão.

A desordem, insisto, é estratégica. Sem os instrumentos teóricos básicos adequados, os gênios da internet sabem que não podem se arriscar numa conversação em que são estrangeiros, pois assim seriam obrigados a expor somente sua agressividade gestapiana sem as frases panfletárias utilizadas desordenadamente.

Raramente sou alvo dos gênios da internet porque aprendi a reconhecê-los com a urgência que a minha saúde e sanidade mental exigem. Acredito, como Eric Voegelin afirmou em suas Reflexões Autobiográficas, que aqueles nunca podem ser interlocutores; no máximo, objetos de estudo. Este texto é um alerta às pessoas de boa-fé: é impossível um “debate de ideias” com a reincarnação da barbárie.

Os gênios da internet não podem ser ignorados, porque são perigosos e astutos; devem ser combatidos com os instrumentos que a civilização nos legou em forma de tradição, nunca com as armas que eles escolhem, porque senão rapidamente somos envolvidos por uma espiral inebriante que entorpece o raciocínio e desgasta o espírito. Num eventual encontro verbal com eles, traga sempre a discussão para o seu terreno, ignorando a perturbação que tentam impingir à conversa.

É um erro fatal se deixar levar pelo turbilhão de salitre e breu com aparência de discussão. Quando o gênio da internet tentar puxar a discussão para a trincheira dele, ignore essa tentativa e continue no seu caminho, reto e prudente. Siga apresentando a substância de suas ideias e expondo, violentamente se necessário, a inconsistência e o perigo daquilo que o seu interlocutor destila com a saliva escorrendo pelos caninos.

Lembre-se sempre que os gênios da internet são uma minoria estridente com aparência de maioria dominante. Sua necessidade de atenção e a vacuidade daquilo que manifestam como suposto pensamento são o seu calcanhar de Aquiles. Quanto mais alto o grito, maior a estupidez; quanto mais agressivo o comportamento, mais raso o pensamento; quanto mais alto o nível de intolerância, maior o grau de ignorância.

Os instrumentos mais eficazes contra os gênios da internet são essa tradição da civilização a que damos o nome de ironia, sarcasmo, sátira, zombaria. Os gênios da internet são mal-humorados. Mesmo quando afirmam o contrário, ratificam o mau humor. O uso adequado daqueles instrumentos derrubam um por um como pinos de um boliche histórico.

Quando se deparar com um desses gênios da internet, caro leitor, lembre-se sempre: o bom humor é o que nos salva.

PS: Texto publicado no meu blog pessoal.

Uma triste estatística

Filed under: Brasil,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:43

Do site brasileiro Consultor Jurídico:

Aumenta o número de presos portugueses no Brasil

O número de portugueses detidos nas prisões brasileiras aumentou 41,8% entre dezembro de 2008 e o mesmo mês de 2010, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça. Em dezembro do ano passado, estavam presos no Brasil 95 cidadãos portugueses. Dois anos antes, eram 67. A maioria dos prisioneiros portugueses no Brasil foram apanhados em flagrante quando atuavam como “mulas”, ou seja, como correio das drogas. As informações são da Agência Brasil.
Os presos do sexo masculino foram os responsáveis pelo aumento. O número de homens de nacionalidade portuguesa presos no Brasil cresceu 66,7% em dois anos, passando de 48 para 80. Já o número de mulheres caiu de 19 para 15.
O aumento da quantidade de portugueses que cumprem pena nas prisões brasileiras acompanha a tendência de subida do número total de presos europeus, que cresceu 57,8% nesses dois anos.
Os maiores aumentos percentuais foram registados entre cidadãos de países do Leste europeu, como a Romênia, com 192,6%, passando de 27 para 79 presos. Apesar de ter tido uma subida menor, Portugal é o segundo país da Europa com mais presos no Brasil, perdendo apenas para a Espanha. Os espanhóis totalizam 175 detidos em prisões brasileiras.
O tráfico internacional de drogas está na origem de quase todas as detenções de portugueses no Brasil, segundo o grupo de trabalho da Defensoria Pública da União que acompanha a situação dos presos estrangeiros no país. “É muito raro portugueses conseguirem a liberdade provisória, porque não têm vínculos com o país. Acabam ficando presos durante todo o processo”, diz o defensor público federal Gustavo Henrique Virginelli. Para ele, as atuais dificuldades financeiras da Europa, e em Portugal em particular, tornam muitos portugueses presas fáceis dos traficantes.

Abril 22, 2011

São Josemaría Escrivá no cinema

Filed under: Religião,Videos — Bruno Garschagen @ 15:16

ROMA ELOGIA FILME SOBRE GUERRA CIVIL ESPANHOLA E JOSEMARÍA ESCRIVÁ

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 25 de março de 2011 (ZENIT.org) – O filme “There be Dragons”, drama histórico ambientado durante a Guerra Civil Espanhola, no qual São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975) desempenha um papel protagonista, recebeu elogios em Roma, por parte de representantes da Igreja e da cultura.

(…)

O filme, que estreia nos cinemas da Espanha hoje, e nos Estados Unidos em maio, evoca os anos da juventude do fundador do ‘Opus Dei’ (Charlie Cox) e sua atitude em relação à guerra.

Robert (Dougray Scott) é um jornalista que, ao investigar a figura do fundador da “Obra” para escrever uma longa reportagem, descobre que seu pai, Manolo (Wes Bentley), com quem não tem contato há oito anos, foi amigo de Escrivá durante a infância.

A partir desse momento, a trama leva o jornalista, e com ele o público, a descobrir surpresas inimagináveis ​​que mudarão para sempre sua vida.

Março 24, 2011

Subida do IVA é piada de mau gosto

Filed under: Economia,Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:03

Como é, PSD? Nem ganhou a eleição e já propõe aumento do IVA?

Quando as finanças pessoais vão de mal a pior vossas senhorias do partido não reduzem drasticamente as despesas domésticas?

Subir impostos para impor aos portugueses o pagamento da fatura dos equívocos do estado que vossas senhorias pretendem administrar só se explica porque a riqueza a ser expropriada é produzida por outros que não aqueles que querem expropriá-la. A vossa solução para a crise é apertar o cinto dos outros? O Rui Carmo tem sugestões gratuitas e sem incidência do IVA.

A justificativa de subir o IVA de 23% para 24% ou 25% para compensar a não redução das reformas mais baixas só é válida se o PSD quer explicitamente assumir o papel de Robin Hood da política nacional.

Vossas senhorias só podem estar de brincadeira.

Março 16, 2011

Qual foi o real objectivo da “Geração à rasca”?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 15:12

Ao acompanhar do Brasil as notícias e comentários sobre a manifestação da “Geração à rasca” fiquei sinceramente sem o conhecimento sobre se o real objectivo do protesto era protestar contra:

1- O sistema legal, laboral e político, que impede o empreendedorismo, a prosperidade, a criação de novos empregos e o aumento dos salários e, por isso, deve ser profundamente reformado para que a intervenção estatal não atrapalhe e piore a vida; ou

2- O sistema legal, laboral e político, que não mais garante os benefícios que tal geração está a sustentar e que não mais vislumbra a possibilidade de aproveitá-los no futuro por acreditar ser aquele um direito social inegociável.

É ingenuidade ou extrema boa vontade acreditar que, apesar do discurso inarticulado, a geração protestava contra o primeiro ponto?

Março 12, 2011

Em vez da “Geração à Rasca” a “Geração à Tasca”

Filed under: Economia,Insurgentologia,Portugal — Bruno Garschagen @ 15:58

Convido todos os amigos, colegas, companheiros e leitores à grande manifestação “Geração à Tasca”, que deixará à rasca a manifestação dos precários, que desponta rumo ao anonimato.

O dia e a hora ainda serão definidos, mas o grande evento interplanetário, com a presença de representantes de outros planetas, deve ser realizado no Bairro Alto com um grande concerto dos Xutos e Pontapés, no que pedimos antecipadamente alguns xutos e poucos pontapés.

Só serão admitidas reclamações contra a precariedade se forem exclusivamente direcionadas à precariedade da imperial, dos vinhos, das ginjinhas e do whisky. O dress code sugere o uso de roupas verdes, em homenagem aos recibos e aos nobres colegas do planeta Marte.

Não será necessário levar uma folha A4, mas eu, pessoalmente, aceito notas de 100 e 500 euros (ou libras, em grande quantidade) e garrafas de single malt (escocês ou irlandês).

O primeiro-ministro não será convidado.

Tenho dito. Amén.

Fevereiro 2, 2011

OrdemLivre.org lança CD “Ideias de Liberdade” em Portugal

Filed under: Agenda,Diversos — Bruno Garschagen @ 17:13

Convido os leitores do Insurgente para o lançamento do CD “Ideias de Liberdade”, produzido pelo OrdemLivre.org em parceria com o International Policy Network (IPN). Será no dia 15 de fevereiro na Universidade Católica Portuguesa. O CD contém vários livros, dezenas de ensaios e artigos de autores liberais, além do vídeo completo e legendas em português da série Free to Choose, do economista Milton Friedman. Os CDs serão oferecidos aos que lá estiverem.

Eis as informações do local e a programação do evento:

Lançamento do CD “Ideias de Liberdade”

Dia: 15 Fevereiro
Hora: 13h
Local: Sala D. Henrique, O Navegador, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (IEP-UCP)

Intervenções:

- “O OrdemLivre.org e a defesa das liberdades no mundo do lusófono”, por Bruno Garschagen, Gerente de Relações Institucionais do OrdemLivre.org e colaborador da revista Nova Cidadania e Dicta&Contradicta (Brasil)

- “A ideia de liberdade”, por João Pereira Coutinho, PhD pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, colunista dos jornais Correio da Manhã e Folha de S. Paulo (Brasil)

- “O legado de Milton Friedman”, por Rodrigo Adão da Fonseca, licenciado em Direito e MBA pela UCP, Consultor e Director Executivo e docente na Escola de Negócios AESE.

Para já, agradeço imensamente ao IEP e ao professor João Carlos Espada pelo apoio para a realização do evento.

Janeiro 26, 2011

Acordo ortográfico é engenharia social aplicada ao idioma

Filed under: Brasil,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:57
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Desde o início reagi negativamente ao acordo. Não formulei argumentos de filologia comparada, mas político. Achava, como ainda acho, que um grupo de especialistas junto com o Estado não deveriam se unir para definir regras sobre alterações do idioma.

Sei que não é o primeiro acordo que se estabelece entre os dois países e que a vivacidade da língua costuma ser sistematizada e oficializada em dados momentos da história recente. Mesmo assim, os argumentos dos defensores do acordo, um dos quais a unificação da língua portuguesa entre os países lusófonos, sempre me pareceram uma espécie de engenharia social aplicada ao idioma. Unificar para quê, por quê?

Janeiro 23, 2011

Cavaco desfruta de enorme prestígio no Brasil

Filed under: Brasil — Bruno Garschagen @ 23:15

Recado de um espectador brasileiro ao nobre candidato

Filed under: Diversos — Bruno Garschagen @ 23:06

Janeiro 3, 2011

Não é a política o melhor o que o Brasil produz

Filed under: Brasil,Política — Bruno Garschagen @ 08:00

Dezembro 31, 2010

A arrogância fatal dos estúpidos liberais

Filed under: Brasil,Política — Bruno Garschagen @ 16:31

Meu texto no OrdemLivre.org:

Tenho acompanhado de perto os entendimentos e desentendimentos entre os liberais nas áreas política e econômica, tanto nos eventos quanto na internet. Uso as palavras ‘entendimento’ e ‘desentendimento’ porque as considero mais apropriadas do que debate, que pressupõe uma exposição de razões em defesa de uma opinião ou contra um argumento. Em palestras e conferências, por exemplo, o modelo utilizado não favorece qualquer tipo de discussão, mas a defesa de uma, vá lá, ideia pelo expositor. No que se refere à internet, o problema não é de meios ou de mecanismos propícios à discussão, mas a inabilidade, incompetência ou mesmo ignorância para esta, manifestações da estupidez honrada ou honesta e da estupidez elevada.

Dezembro 21, 2010

Pai Natal é servidor do Estado

Filed under: Diversos — Bruno Garschagen @ 13:49

Fico a saber por um telejornal brasileiro que o Pai Natal (no Brasil, Papai Noel), “recebe do governo da Lapônia uma ajuda de custo”. Era só o que me faltava como oferta de fim de ano: saber que o Pai Natal é funcionário público. Aquela roupa vermelha bolchevique sempre foi bastante suspeita.

De como a esquerda brasileira treinou os bandidos do Comando Vermelho

Filed under: Brasil — Bruno Garschagen @ 13:36

Este fime brasileiro mostra como nasceu o grupo criminoso Comando Vermelho, cujos integrantes, na convivência com terroristas de esquerda presos na Ilha Grande, aprenderam técnicas de guerrilha urbana depois utilizadas nos assaltos a bancos. O Comando Vermelho infernizou a vida da população do Rio de Janeiro a partir dos anos de 1970 e foi, durante anos, o mais perigoso e brutal grupo criminoso organizado do país.

Dezembro 3, 2010

Dependentes de drogas precisam de mais medicina, não de mais polícia

Filed under: Brasil,Política — Bruno Garschagen @ 12:27
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Texto meu de hoje no OrdemLivre.org:


Domingo passado, no dia em que policiais invadiam o Complexo do Alemão, reencontrei um amigo de infância. Soube que há 13 anos é viciado em drogas (começou com maconha, passou pela cocaína e hoje está mergulhado no crack). Já tentou vários tratamentos sem sucesso. O pai, com medo de que o filho fosse morto por traficantes por causa de dívidas, a exemplos de outros amigos dele, decidiu bancar o vício. A mesada do mês compra mais algumas horas de vida e uma certa sensação de segurança.

Na sala de sua casa, a conversa era interrompida com as notícias na TV sobre a operação da polícia no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Provavelmente, alguma droga que meu amigo consumiu e o pai pagou saiu de lá. As drogas, vocês sabem, são ilegais. Para evitar que o filho seja morto, aquela família comete um crime e financia criminosos. Um problema de saúde convertido em leis penais. Pergunto: criminalizar resolveu o problema? A criminalização foi a medida principal que culminou numa série de problemas acessórios, cada qual com suas especificidades, complexidades e necessidade de pesados investimentos na segurança pública. Adiantou?

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