O Insurgente

Maio 22, 2013

No Brasil, a versão mais bolchevique da Raquel Varela, que não tarda a lá chegar

Filed under: Brasil,Educação,Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:08

O vídeo acima mostra todo o amor que a professora do departamento de filosofia da Universidade de São Paulo (USP), Marilena Chauí, sente pela parte da sociedade brasileira que trabalha e é obrigada (mediante tributos) a pagar o salário de professores de universidades públicas que a tratam dessa forma tão carinhosa.

O comportamento de Marilena Chauí, notoriamente conhecida por exibir nas palestras sua gentileza maoísta, não é um caso único nas universidades públicas brasileiras.

Com pouco esforço, Raquel Varela não demora a se tornar uma versão portuguesa da professora brasileira.

 

Leitura recomendada

Ela nos odeia. Ela nos abomina. Ela quer o nosso fim! Ou: Por que Marilena não nos conta quanto ganha com os livros didáticos adotados pelo MEC?

Em Portugal, o que rende é o “empreendedorismo” em rent-seeking

Sent from my iPad

A exploração colectivista é uma vergonha

Raquel Varela queria que andássemos nus?

Quem é Raquel Varela ?

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Março 28, 2013

José Sócrates será sempre José Sócrates

Filed under: Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 13:54

Vi ontem a entrevista do ex-primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, pelo site da RTP, e ao vê-lo e ouvi-lo tive a mesma impressão exposta neste texto do JPC. E fiquei assustado com o elevado grau de ressentimento exibido pelo ex-PM.

Tendo morado em Lisboa (2007-2009), pude acompanhar uma parte do governo (sic) Sócrates e o desastroso ambiente político e econômico que ele criou.

Como futuro comentarista da RTP, poderá moldar a história de seu governo a seu favor, e não será surpresa que consiga convencer uma parte da sociedade portuguesa de que, afinal, ele não é tão ruim quanto o atual primeiro-ministro Passos Coelho, e assim se oferecer de forma mais ou menos explícita como a melhor escolha para Portugal.

Não é novidade na história um político se aproveitar da terra devastada para voltar ao poder; e não é novidade que a sociedade escolha politicamente aquele que parece o menos pior, mesmo que o aparentemente menos pior tenha sido um dos piores.

Março 4, 2013

Mudança política exige uma mudança cultural anterior

Filed under: Diversos — Bruno Garschagen @ 15:38

Enquanto não houver uma mudança cultural que permita à sociedade portuguesa perceber que a mentalidade de que cabe ao estado ser o grande agente social (político, econômico, cultural, etc.) é a origem da falência do país, não adianta esperar que um governo à esquerda ou à direita dê jeito na crise actual (se é que existe uma direita portuguesa capaz de forma um governo).

Esperar que um ambiente cultural e político como o de hoje em Portugal possa permitir o florescimento de políticos à esquerda ou à direita que pensem diferente do resto da sociedade, e que, uma vez no poder, sejam capazes de resolver o problema, é retomar a velha crença do retorno de D. Sebastião.

(Isto, claro se se acredita que uma mudança substantiva passe artificialmente pela política e não pela sociedade).

O mesmo vale para o Brasil.

Fevereiro 25, 2013

Nova tradução de “Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo”, de Hans-Hermann Hoppe

Filed under: Economia,Livros,Política,socialismo,Teoria — Bruno Garschagen @ 14:30

A tradução que fiz do excelente livro “Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo”, de Hans-Hermann Hoppe, está sendo lançada hoje pelo Instituto Mises Brasil em seu site, com prefácio de Stephan Kinsella.

Recomendo vivamente a leitura.

Fevereiro 6, 2013

Obama, o pacifista

Filed under: Política — Bruno Garschagen @ 14:24

Texto do jornalista brasileiro Guga Chacra no site do jornal O Estado de S. Paulo:

O governo de Barak Obama realiza uma ampla campanha de bombardeios no Paquistão, no Yemen e na Somália, com milhares de mortos. As armas do presidente são os Drones – aviões não tripulados controlados remotamente. Ao menos 2.000 supostos militantes da Al Qaeda ou de organizações afiliadas foram mortas, além de um número incerto de civis, calculado em centenas, incluindo mulheres e crianças.

Para muitas pessoas que não acompanham de perto a política de segurança dos EUA, pode parecer uma surpresa, especialmente no exterior, onde Obama desfruta de uma imagem de pacifista. Mas, na realidade, o presidente americano está no comando destas operações secretas com Drones que vem sendo criticadas por organizações de direitos humanos, juristas e boa parte da imprensa americana.

Dezembro 12, 2012

Mais uma razão para se reduzir o estado português

Filed under: Humor,Política,Portugal,Videos — Bruno Garschagen @ 19:46

Outubro 19, 2012

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com José Manuel Moreira

Filed under: Brasil,Economia,Ludwig von Mises,Política,Portugal,Teoria — Bruno Garschagen @ 16:15

Meu entrevistado de hoje no Podcast do Instituto Mises Brasil é José Manuel Moreira, doutor em Economia e Filosofia e professor catedrático de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Aveiro. É também autor de três livros altamente recomendáveis para todos os interessados no pensamento Austríaco e nas ideias da liberdade: Hayek e a História da Escola Austríaca de EconomiaThe Salamanca School, escrito em parceria com o professor André Azevedo Alves, já entrevistado no podcast, e Liberalismos: entre o Conservadorismo e o Socialismo.

Este podcast e os anteriores também estão disponíveis na iTunes Store do IMB.

Outubro 18, 2012

Austeridade sim, mas de carro importado e fato impecável

Filed under: Economia,Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 15:57

Ao ver as notícias sobre a política portuguesa daqui do Brasil pela SIC Internacional, as imagens apresentadas contradizem as informações. Políticos que ao mesmo tempo em que falam de crise, medidas de austeridade e aumento de impostos chegam às reuniões com seus BMWs e outros carros importados, bem vestidos com fatos e gravatas impecáveis. Nada contra a vestimenta; sou daqueles que acreditam que a civilização será salva pelo vestuário highbrow, não pela política.

Mas o facto é que sempre imagino a qualidade  e a fartura da comida, dos vinhos e do café servidos após as tais reuniões sobre austeridade. Fico a morrer de inveja, a sério. Eu até dispensaria, de bom grado, a reunião e os debates sobre austeridade, crise, e outras vulgaridades. Meu mundo por um bacalhau à lagareiro.

O problema é que quando a imagem da boa comida e dos bons vinhos viram fumaça sempre me pergunto quem é que paga a conta e se o discurso de salvar o país da crise não seria um mero jogo retórico para salvar o governo, o estado e as respectivas carreiras políticas. Mas quem sou eu para provocar quem quer que seja com questões impertinentes?

Setembro 21, 2012

Ideologias totalitárias, ódio e ressentimento

Filed under: Política — Bruno Garschagen @ 17:48

É o título do meu artigo publicado hoje no site do OrdemLivre:

Roger Scruton, no ensaio «The Totalitarian Temptation» (do livro A Political Philosophy: Arguments for Conservatism), ao analisar as ideologias totalitárias dos revolucionários franceses, do marxismo e do nazismo, dizem que tanto aquelas como estes têm uma fonte única, que é o ressentimento. O filósofo político britânico vê o ressentimento “como uma emoção que emerge em todas as sociedades” e considera-o “um desdobramento natural da competição por vantagens”, seja a conquista do poder, de privilégios, de benefícios, etc.

A Escola Austríaca e as Relações Internacionais

Filed under: Internacional,Ludwig von Mises,Política — Bruno Garschagen @ 15:33

No Podcast do Instituto Mises Brasil desta semana eu entrevisto Lucas Grassi Freire, mestre e doutorando em Relações Internacionais pela Universidade de Exeter (Inglaterra), onde desenvolve um instigante trabalho de investigação de metateoria nessa área utilizando ensinamentos da Escola Austríaca, fruto de seus estudos anteriores sobre a metodologia econômica e a filosofia da ciência na obra de Ludwig von Mises para a monografia de graduação em economia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, Lucas explica como os conhecimentos prévios da Escola Austríaca o têm ajudado nos estudos acadêmicos do doutoramento em Relações Internacionais.

Setembro 18, 2012

Para que serve o governo?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 17:26

Depois de tudo o que li na imprensa portuguesa e neste Insurgente, e na sequência dos recentes posts do André Abrantes Amaral, do Ricardo G. Francisco e do BZ, pergunto-me quais são as responsabilidades, obrigações e funções de um governo (neste caso, o de Portugal, mas que pode ser aplicado aos demais). Se um governo é, também, a representação política de uma sociedade parece-me que não será absurdo afirmar que tal grupo de indivíduos o legitime mediante votos por acreditar que a elite política eleita não actuará contra aqueles que o elegeu. Mas isto, sabemos na prática, é wishful thinking em grau máximo.

O que parece ter se tornado hábito na actuação dos governos, de qualquer governo, e em particular o de Portugal, é este agir não para o bem da sociedade que representa, mesmo que o desejo e o discurso o sejam nesse sentido, mas para salvar-se a si próprio e aos que dele dependem em maior ou menor grau; salva-se o estado e o governo, e a sociedade, que compulsoriamente os financia, que arranje uma forma de sobreviver ao naufrágio.

Não questiono as boas intenções e a sincera vontade do governo do PSD de ajudar a salvar a economia portuguesa (destroçada, é bom lembrar, também pelo governo). Porém, os mais puros sentimentos não se sustentam diante de decisões políticas que os envenenam, provocando-lhes morte lenta e dolorosa.

Já passou da hora de o governo português decidir se quer ajudar a sociedade portuguesa, o que começa por não atrapalhar e prejudicar, ou se o objectivo último é tão-somente salvar o governo.

Sociedade sem governo é possível; governo sem sociedade é exercício de ficção.

Setembro 10, 2012

Qual dos dois é o PM verdadeiro?

Filed under: Brasil,Economia,Política,Portugal — Bruno Garschagen @ 21:45

Tendo vivido alguns anos em Lisboa, e ao ter presenciado uma parte do desastroso governo do PS, já de volta ao Brasil acompanho com horror e temor as notícias e análises sobre o governo do PSD, que prometeu o que podia e descumpriu o que não poderia. Sendo eu um filho adoptivo de Portugal, que alimenta um amor pelo país que jamais sentiu pelo Brasil, sinto-me destroçado pela crise económica provocada por sucessivos governos e que parece encontrar neste governo actual mais um aliado do que um inimigo.

E no meio desse turbilhão político e das justificativas do governo do primeiro-ministro Passos Coelho sobre o que é ou não é possível de fazer, não consigo mesmo compreender porque é que há um PM para os portugueses e outro para a imprensa estrangeira; um que parece lidar politicamente com a realidade (e a reconhecer que a solução está na iniciativa privada, não no governo) e outro que parece recusar-se a ouvir a si mesmo como conselheiro.

Em entrevista à revista VEJA, a maior e mais influente revista brasileira, eis algumas respostas do PM que os portugueses ainda não viram:

1- O objetivo é tirar o Estado da economia, acabar com o Estado patrão, dono de empresas. Pretendemos atrair capital novo para Portugal, recebendo empresas que podem ter relevância para internacionalizar a nossa economia e tornar nossas empresas mais competitivas.

2- Queremos que os empresários tenham menos receio de contratar novos funcionários, tornando mais flexível o número de horas de trabalho e resolvendo melhor os conflitos trabalhistas. A maioria da população está de acordo com essas mudanças, porque a crise a fez refletir sobre isso. 

3- Se quisermos um país mais competitivo, o que só pode surgir do lado privado, teremos de reduzir o peso do setor público. Teremos de corrigir também a rede assistencialista de tal modo que aqueles que realmente precisam da ajuda social possam recebê-la, sem abusos.

Se estamos de acordo quanto a isto porque é que isto não é promovido à actuação política em vez de ficar restrito ao plano da retórica? O governo do PM que os portugueses têm visto, infelizmente, é bastante diferente do que concedeu entrevista à revista brasileira, como temos visto diariamente neste Insurgente.

Essas duas dimensões da realidade fazem-me lembrar o discurso do governo brasileiro sobre a situação económica do país e a realidade da economia nativa enfrentada pela sociedade brasileira e que ludibriou durante muito tempo quase toda a imprensa europeia.

O país dos políticos, definitivamente, não é o mesmo dos indivíduos que nele habitam.

Leitura recomendada

A moralidade do Capitalismo

Propostas

Desonestidade

Crescimento vs política de crescimento

Estamos preparados para outro estado?

Acerca “auto-sustentabilidade” da RTP

O que faria o PS?

Assim, não é difícil ser liberal em Portugal

A honestidade política ainda não regressou de férias

As tais “medidas de austeridade”

Mudança na TSU: contas detalhadas

Abrir caminho para uma sociedade socialista

- Rex Inutilis

- Incompetência despesista reincidente

- O desafio

- Portugal vs. estado

A tragicomédia constitucional portuguesa e o Orçamento para 2013

As Opções de Passos Coelho

Desobediência civil

Agosto 31, 2012

Para entender o tamanho do problema político-económico do Brasil e a desgraça que está por vir

Filed under: Brasil,Economia — Bruno Garschagen @ 16:15

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No Podcast do Instituto Mises Brasil de hoje uma entrevista que fiz com o brasileiro Adolfo Sachsida, mestre e doutor em economia pela Universidade de Brasília, pós-doutor em economia pela Universidade do Alabama e pesquisador da Diretoria de Macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Sachsida cita quais são os erros da equipe económica do governo Dilma Rousseff, a insistência do governo em utilizar políticas de demanda, a manipulação do índice de preços e a bolha imobiliária que está a ser criada no país.

O economista mostra que o Brasil que a Europa vê com otimismo é irreal.

Agosto 29, 2012

Por que se deve ser pró-livre mercado e não pró-empresário

Filed under: Brasil,Economia,Política — Bruno Garschagen @ 19:38

Basicamente, porque cada empresário vai se comportar de uma determinada forma, de acordo com seu caráter e princípios (se houver) e os incentivos do setor em que atua. Num ambiente de livre mercado, mesmo os maus empresários serão obrigados a trabalhar para atender o consumidor porque estará exposto à concorrência.

Lembrei dessa posição do liberalismo ao ler esta reportagem sobre o preço dos automóveis no Brasil no site do jornal O Globo:

— Lucro de montadora no Brasil é maior que em qualquer lugar do mundo, pelo menos o dobro. O mercado automobilístico no Brasil é protegido, taxam-se os importados e há concentração forte das vendas nas quatro grandes marcas. Lá fora, as maiores têm cerca de 30% do mercado — afirma ele.

Muita gente ainda acha que o preço absurdo dos bens em Terras de Vera Cruz são o resultado quase exclusivo da inegável e pornográfica carga tributária, que no setor automobilístico atinge 32% do preço final, o dobro do registrado no mercado internacional. Além da carga tributária, há o igualmente obsceno Custo Brasil, mas esse parágrafo que reproduzi acima parece-me expor o problema central que é a política protecionista adotada pelo governo que beneficia segmentos específicos da atividade econômica em detrimento de todos os outros e prejudica diretamente a sociedade.

Não se engane com a retórica oficial: quando o governo escolhe os vencedores, ou seja, aqueles setores que terão algum imposto reduzido ou qualquer outro benefício, quem paga a conta somos todos nós.

Agosto 15, 2012

Entrevista com João Pereira Coutinho para o podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil

Filed under: Brasil,Economia,Política,União Europeia — Bruno Garschagen @ 15:07

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Em julho, aproveitei a vinda do João Pereira Coutinho ao Brasil para entrevistá-lo para o Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil. Ele, que tem dois livros publicados (Vida Independente e Avenida Paulista), veio participar do lançamento de Por que Virei à Direita, do qual é coautor junto com Luiz Felipe Pondé e Denis Rosenfield. A conversa teve como eixo central a crise européia, o problema do euro e de que forma isto afeta a liberdade, e também o papel do coletivismo na Europa e a influência do politicamente correto aí e aqui.

As entrevistas anteriores estão disponíveis no site do IMB, incluindo a que fiz com o Insurgente André Azevedo Alves.

Ayn Rand, agora, também fala alemão

Filed under: Internacional,Teoria,União Europeia — Bruno Garschagen @ 14:50

AP

No jornal brasileiro Valor Econômico:

O enredo do polêmico romance da escritora Ayn Rand, “Atlas Shrugged” (1957) (“A Revolta de Atlas”, no Brasil), não poderia ser mais relevante para a Alemanha diante dos desdobramentos da crise financeira – pelo menos é isso que afirma um jovem executivo de Munique, Kai John, que publicou uma nova tradução do clássico libertário. No romance, os cidadãos mais inteligentes e mais produtivos (isto é, os alemães!) se ressentem profundamente de sustentar os membros mais fracos da sociedade e se rebelam, deixando a sociedade em frangalhos. É um destino que pode se abater sobre o continente se Angela Merkel e o Parlamento alemão se recusarem a fortalecer as desordenadas economias da União Europeia (UE). Uma série de operações de socorro financeiro fez com que John, 36, vice-presidente de uma empresa de serviços financeiros, se sentisse como o herói de Rand, John Galt: “Chegou a hora de conscientizar os alemães de que o coletivismo tem seus limites”.

 

Maio 9, 2012

É, meus amigos, a Europa está na merde

Filed under: Política,União Europeia — Bruno Garschagen @ 17:24

Na CNNMoney:

After socialist victory, panic in Paris?

By Katherine Ryder, contributor

FORTUNE — “Merkozy” is what the press dubbed the symbolic marriage of fortune between German Chancellor Angela Merkel and French President Nicolas Sarkozy, describing their efforts to hold Europe together through economic crisis. Now a new portmanteau has been coined, mashing the names — and pessimistically describing the relationship — between Merkel and France’s new socialist president, Francois Hollande, as “Merde.”

Maio 8, 2012

Quando o racismo está nos olhos de quem vê

Filed under: Brasil,Videos — Bruno Garschagen @ 23:03

No Brasil, a Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial apresentou denúncia e o Ministério Público Federal de Uberlândia (cidade de Minas Gerais) investiga se há racismo num vídeo que reúne dois cantores (sic) brasileiros, Alexandre Pires e Mr. Catra, e o jogador de futebol da equipa do Santos, Neymar. Peço que observem no vídeo abaixo (aviso desde já que o que se toca vai ferir vossos ouvidos) a cor da pele dos três protagonistas:

Se a coisa avançar será talvez a primeira vez no Brasil em que negros serão processados por racismo contra si mesmos. Incrível, não?

Abril 11, 2012

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Alfredo M. Peringer

Filed under: Brasil,Economia — Bruno Garschagen @ 16:23

No Pocast do Mises Brasil da semana passada entrevistei o economista e professor brasileiro de economia e finanças Alfredo Marcolin Peringer, que está preparando um livro sobre ciências sociais com o objetivo de também investigar os fundamentos filosóficos e epistemológicos da Praxeologia. Autor de dois livros (Monetarismo vs Keynesianismo vs Estruturalismo – Inflação, Desemprego e Taxas de Juros e Economia Heterodoxa vs Economia Ortodoxa – Os Planos Econômicos Brasileiros), além de diversos trabalhos e artigos acadêmicos sob a perspectiva da Escola Austríaca, Peringer contou nesta entrevista ao Podcast do Mises Brasil sobre a abordagem que utilizará no novo livro.

O professor também apresentou e justificou o ponto de partida histórico escolhido, explicou de que forma a filosofia de Santo Tomás de Aquino ajudou na construção teórica da praxeologia, dissertou sobre a grande contribuição da Escola de Salamanca para a ciência praxeológica e acerca do contributo da teoria de Hayek para o seu objeto de investigação e a respeito da grande contribuição de Ludwig von Mises para a ciência econômica.

Este podcast e os anteriores também estão disponíveis na iTunes Store do IMB.

A fantástica história do discurso racialista e igualitário contra as indefesas bonecas de pano

Filed under: Brasil — Bruno Garschagen @ 16:22
É o título do meu artigo para o OrdemLivre.org sobre uma excentricidade ocorrida no Brasil na semana passada:

Vivemos tempos curiosos. Não é raro eu sentir que há dois mundos paralelos que muitas vezes se sobrepõem estabelecendo uma mixórdia monumental. Nunca imaginei que fosse ver um discurso racial e político tendo como objeto da discussão bonecas de pano.

(…)

Ao afirmar que o objetivo é, primeiro, “convencer a pessoa a tratar com isonomia, com igualdade (brancas e negras)”, o presidente do Cedine inaugura uma nova categoria de pensamento político ao criar um tipo de igualdade que faria corar os mais radicais próceres do igualitarismo desde a Revolução Francesa: a obrigatoriedade da isonomia e do igualitarismo com relação a bonecas de pano feitas com tecidos de cores diferentes.

Churchill só lutou contra Hitler porque fora hipnotizado pelos judeus?

Filed under: Política — Bruno Garschagen @ 16:20
Winston Churchill não lutou contra o nazismo porque previamente identificou no regime liderado por Adolf Hitler a grande ameaça contra a liberdade e a vida dos europeus. Churchill agiu sob efeito de hipnose realizada pelos judeus para que tivesse uma posição contrária à Alemanha nazista.
Maluquice? De fato.
E o maluco que acreditou piamente nessa história atendia pelo nome de Rudolph Hess, o terceiro homem mais importante do 3º Reich, atrás de Hitler himself e de Hermann Göring. A informação está nas notas escritas pelo médico psiquiatra Henry Dicks, do Exército Britânico, que acompanhou Hess no período em que esteve preso na Inglaterra, e que consta no livro The Pursuit of the Nazi Mind – Hitler, Hess and the Analysts, que será lançado em junho. A obra é o resultado dos estudos do professor, historiador e psicanalista Daniel Pick, do Birkbeck College (University of London), sobre as notas escritas por Dicks.
Hess afirmou ao médico que Churchill havia sido hipnotizado pelas forças judias do mal que tentavam matá-lo porque “ele era a única pessoa que sabia sobre os poderes psíquicos secretos” dos judeus. Ele também jurou de pés juntos que os alemães só agiram de maneira cruel nos campos de concentração porque também estavam hipnotizados pelos judeus. (Se essa história se espalhar nos hospícios logo Napoleão será reduzido a uma referência de segunda categoria).
Capturado em 1941 depois de voar até a Escócia para, sem autorização para tanto, negociar uma paz com a Grã-Bretanha, o que lhe valeu uma ordem de Hitler para ser assassinado se voltasse para a Alemanha, Hess foi preso e encontrou-se com Churchill, que dele disse nas suas memórias sobre a Segunda Guerra: “Ele (Hess) era um caso médico, não criminal, e assim deveria ser considerado”.
The Pursuit of the Nazi Mind parece ser um livro imperdível.

Março 28, 2012

Millôr Fernandes (1923-2012)

Filed under: Brasil — Bruno Garschagen @ 20:15

Uma parte dos portugueses há de ter lido o Millôr Fernandes na imprensa da Corte ou no livro lançado pelo Independente naquela maravilhosa coleção de capa amarelinha. Pois ontem à noite, aos 88 anos e uma vida de exercício laborioso da genialidade, Millôr se foi. Artista versátil, escreveu e desenhou, gravando na cultura brasileira o seu humor surpreendente.

Frasista de primeira grandeza, afirmou sobre a morte: “O pior não é morrer. É não poder espantar as moscas”.

Outras frases:

“Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado.”

‎”Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim.”

‎”Nada é mais falso do que uma verdade estabelecida.”

‎”Se é gostoso faz logo, amanhã pode ser ilegal.”

‎”A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a Direita acredita cegamente em tudo que lhe ensinaram, e a Esquerda acredita cegamente em tudo que ensina.”

‎”Toda uma biblioteca de Direito apenas para melhorar quase nada os dez mandamentos.”

‎”Por mais violento que seja o argumento contrário, por mais bem formulado, eu tenho sempre uma resposta que fecha a boca de qualquer um: ‘Vocês têm toda a razão.’ “

Isto de morrer é muito chato, pá!

Março 26, 2012

A teoria política de Thomas Jefferson

Filed under: Livros,Política — Bruno Garschagen @ 22:02

 

No site The Future of Freedom FoundationThomas E. Woods Jr. resenha o livroLiberty, State, & Union: The Political Theory of Thomas Jefferson, de Luigi Marco Bassani:

Those who would question the view of Jefferson as a Lockean natural-rights theorist on property contend that he viewed property not as a natural right that may never be curtailed, but as a purely conventional right that individuals enjoy at the sufferance of the community. One way of advancing that claim is by making an argument from omission: in the Declaration of Independence, such critics point out, Jefferson substituted “pursuit of happiness” for “property” in the familiar triad of “life, liberty, and property.” That is supposed to indicate that Jefferson wished to remove property from the list of rights man enjoys by nature. Bassani takes on that argument convincingly, providing an impressive body of evidence showing that the enjoyment of property was one of the indispensable ingredients of a truly happy human life.

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Fábio Barbieri

Filed under: Brasil,Economia,Ludwig von Mises — Bruno Garschagen @ 22:01

 

No Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil da semana passada eu entrevistei Fábio Barbieri, doutor em Economia e professor da Universidade de São Paulo (USP). A entrevista está dividida: 1ª Parte e 2ª Parte.

Barbieri explicou a teoria Austríaca do intervencionismo, tema de sua palestra na III Conferência de Escola Austríaca que será realizada em São Paulo nos dias 12 e 13 de maio. O professor também explicou porque o falibilismo deve ser um dos elementos estruturais do pensamento liberal, falou sobre sua história acadêmica e a respeito dos seus estudos sobre a complexidade em economia e teoria do processo de mercado.

Este podcast e os anteriores também estão disponíveis na iTunes Store do IMB.

Março 12, 2012

Porque os agentes privados odeiam o sistema privado?

Filed under: Brasil,Teoria — Bruno Garschagen @ 15:10

É o título do meu artigo publicado no OrdemLivre:

A crença ilusória de que há uma benevolência intrínseca no estado e no governo, entendido aqui como a união dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, é apenas a manifestação de algo mais profundo que talvez ainda careça de uma resposta convincente no que se refere a, pelo menos, duas questões: por qual razão os indivíduos recusam-se a aceitar a sua posição inicial de agentes privados para se escorarem numa promessa de redenção e proteção pelo estado? Porque os agentes privados rejeitam o sistema privado? CONTINUA

Direito, Legislação e Liberdade em português (do Brasil) e disponível na internet

Filed under: Brasil,Economia,Livros — Bruno Garschagen @ 15:00

Livro altamente recomendável de F. Hayek, Direito, Legislação e Liberdade está disponível na internet graças ao valioso trabalho do Portal Libertarianismo.

O livro foi publicado no Brasil em 1985 pela editora Visão, do empresário Henry Maksoud Plaza, que escreveu o texto de apresentação da obra e supervisionou a tradução, financiada pelo Instituto Liberal e realizada por Anna Maria Capovilla, José Ítalo Stelle, Manoel Paulo Ferreira e Maria Luiza X. de A. Borges.

Março 5, 2012

A conclusão do euro

Filed under: Economia,União Europeia — Bruno Garschagen @ 20:19

É o título do capítulo final do livro A Tragédia do Euro, de Philipp Bagus, publicado hoje pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil:

O arranjo institucional da União Monetária Europeia tem se revelado um desastre econômico.  O euro é um projeto político; interesses políticos impulsionaram a moeda europeia rumo ao seu caminho mortificante e, como consequência, estes interesses estão travando uma desenfreada batalha entre si.  E os argumentos econômicos lançados para disfarçar a verdadeira agenda por detrás do euro não lograram êxito em convencer a população geral de suas vantagens.

O euro foi bem sucedido tanto em servir como um veículo para centralizar a Europa quanto para alcançar o objetivo do governo francês de estabelecer um Império Europeu sob seu controle — restringindo a influência da Alemanha.  A política monetária foi o meio político para a criação da união política.  Os defensores de um projeto socialista para a Europa viram no euro o seu trunfo contra a defesa do modelo liberal clássico para a Europa que vinha expandindo seu poder e influência desde a queda do Muro de Berlim.  A moeda única foi vista como uma etapa rumo à centralização e à integralização política.  A lógica das intervenções impulsionou o sistema europeu rumo à unificação política sob um estado centralizado sediado em Bruxelas.  Uma vez que os estados nacionais são abolidos, o mercado europeu se torna uma nova União Soviética.

Podcast do Instituto Mises Brasil

Filed under: Brasil,Economia,Ludwig von Mises,Política — Bruno Garschagen @ 18:58

No mais recente Podcast do Instituto Mises Brasil eu entrevisto Anthony Ling, Arquiteto e Urbanista e autor do blog Rendering Freedom, que explicou o conceito de “seasteading”, cujo objetivo é construir comunidades autônomas e independentes em áreas de alto mar que hoje não pertencem a nenhum país, e sobre os dois projetos dos quais participou, um do Seasteading Institute e outro do Blueseed.

Anthony falou sobre o projeto de regularização fundiária promovido pelo Instituto Atlântico para a concessão de títulos de propriedade à comunidade do Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, nos moldes do que foi feito no Peru, baseado na ideia do economista Hernando de Soto, e também sobre urbanismo de mercado, de que forma a regulação urbana provoca o surgimento de favelas e contribui para desde o aumento do trânsito até a falta de bons restaurantes em uma cidade, e de como ruas públicas “gratuitas” danificam a cidade.

Os podcasts anteriores estão disponíveis na página do Instituto Mises Brasil e na iTunes Store.

Fevereiro 9, 2012

“Bancos que não trabalham direito têm que falir”, afirma Steven Horwitz

Filed under: Brasil,Economia — Bruno Garschagen @ 17:02

O jornal brasileiro O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem sobre o evento realizado pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil na cidade de São Paulo em que se discutiu o fim do banco central.

O jornal também aproveitou para entrevistar o economista e professor Steven Horwitz, para quem “Um sistema competitivo sem um banco central funcionaria melhor porque produziria a quantidade correta de dinheiro, da mesma forma como os mercados são melhores do que um planejamento central para produzir a quantidade correta de sapatos ou alimentos”.

Leitura recomendada

Lançamento: “O Fim do FED – Por que Acabar com o Banco Central”, de Ron Paul.

Folha de S.Paulo destaca “O Fim do FED”.

Janeiro 20, 2012

Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil

Filed under: Brasil,Ludwig von Mises,Portugal — Bruno Garschagen @ 17:10

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Peço licença para uma divulgação duplamente Insurgente: no podcast desta semana do Instituto Ludwig von Mises Brasil, eu entrevisto André Azevedo Alves, que “analisa a crise de Portugal segundo a perspectiva da Escola Austríaca, explica seus estudos que a aproximam da teoria da escolha pública, discorre sobre o conceito de ação humana e sobre os fundamentos epistemológicos do individualismo metodológico e dos limites do conhecimento científico”.

Janeiro 9, 2012

Mussolini, a mula nacional

Filed under: Diversos — Bruno Garschagen @ 19:42
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Esta resenha publicada no jornal brasileiro O Estado de S. Paulo  fez-me colocar o livro Mussolini, de Pierre Milza, na lista de leituras prioritárias.

Para Milza, o totalitarismo do Duce nada devia ao nazismo em termos de domínio ideológico da sociedade – com a diferença fundamental de que, no fascismo, o poder convergia para o Estado, e não para o Partido, e em cujo regime o líder “não tentará desmantelar o que subsiste de estado de direito e não criará um verdadeiro estado policial”. A censura era um dos pilares do fascismo, mas, na prática, o que havia era autocensura. Além disso, o regime afrouxou o controle sobre o cinema, tornando-o estrategicamente mais próximo de Hollywood do que da estética nazista, para satisfazer a “clientela pequeno-burguesa”.
(…)

Jornalista de talento, Mussolini conhecia o poder da comunicação para a formação da opinião pública e jogou boa parte de sua energia na modelagem de sua imagem perante os italianos. Cultivou um perfil de multiatleta e de homem de modos rudes e honestos, como um “galo da aldeia”, que o identificava com a massa de camponeses italianos. Era também o ditador que “trabalhava”, isto é, que se interessava obsessivamente pelos detalhes de governo, em parte porque não confiava em seus assessores. Desse modo, seu perfil diferenciava-se do de Hitler, que odiava o cotidiano administrativo, e aproximava-se do de Salazar, o ditador-gerente de Portugal. Galeazzo Ciano, seu genro e chanceler, dizia, enfastiado: “Com esse homem não se pode dormir nem comer; ele lê tudo, sabe tudo”.

O Duce se dizia “a mula nacional”, como se o poder fosse um fardo, e não uma realização pessoal, e nisso ele se igualava aos demais tiranos da Europa: via-se como um messias, com um destino fora de série e que toma decisões baseado em seu instinto. Cria-se uma espécie de “religião patriótica”, em que Mussolini aparece como guia incontestável, às vezes como o próprio Deus – uma “tradição semântica própria da extrema esquerda italiana”, isto é, “a personificação de um socialismo intransigente, portador das esperanças do proletariado”, como diz Milza.

Janeiro 6, 2012

Podcast do Instituto Ludwig von Mises Brasil

Filed under: Brasil,Ludwig von Mises — Bruno Garschagen @ 20:20

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Graças a uma parceria com o Instituto Mises Brasil, a partir de hoje (e semanalmente) apresento o podcast do site.

O novo produto diversifica ainda mais o conteúdo disponível no site com o intuito de oferecer mais um instrumento de difusão qualitativa da filosofia liberal, notadamente o pensamento da Escola Austríaca.

A ideia é apresentar e aprofundar discussões de temas variados sob a perspectiva liberal e o instrumental teórico da Escola Austríaca com uma seleta lista de entrevistados.

A primeira entrevista está disponível aqui.

Novembro 22, 2011

Empresas brasileiras na disputa pela TAP

Filed under: Brasil,Economia,Portugal — Bruno Garschagen @ 17:16

Do site brasileiro Melhores Destinos:

TAM, GOL e Avianca são cotadas para comprar a TAP

O governo português deve iniciar no próximo mês o processo de privatização companhia aérea TAP. A meta é que até meados de 2012 a venda seja concluída e a maior companhia aérea portuguesa passe a ser controlada por outra companhia. Enquanto a disputa não começa oficialmente, nos bastidores especialistas já apontam as favoritas para arrematar a TAP, entre elas as brasileiras TAM, GOL e  o grupo Avianca-TACA que é liderado pelo boliviano naturalizado brasileiro Germán Efromovich. A disputa, porém, não será fácil, já que também devem participar a gigante europeia IAG, que controla Iberia e British Airways.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o presidente da TAP, Fernando Pinto, confirmou que a venda deve ser iniciada em dezembro, com perspectiva de que a empresa seja privatizada integralmente, embora o martelo ainda não tenha sido batido. “Essa é uma das partes importantes a serem definidas”, disse. “A ideia é ter uma definição do parceiro até metade do ano que vem.” O governo português também ainda não decidiu se a privatização será por leilão ou se seguirá outro modelo.

Novembro 14, 2011

A apropriação indébita da tradução portuguesa de A República, de Platão

Filed under: Brasil,Livros,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:37
Antes mesmo de ir morar em Portugal, em 2007, já conhecia a qualidade das traduções e edições da Fundação Calouste Gulbenkian. Já vivendo em Lisboa, tive a grata oportunidade de comprar vários volumes num período de saldo. Um dos livros era A República, de Platão, na conhecida tradução de Maria Helena da Rocha Pereira, obra que recomendo vivamente. Para meu espanto e horror, leio o seguinte post no blog do poeta brasileiro Érico Nogueira:

Platão plagiado
Caros,
A editora Martin Claret, plagiadora notória, aprontou mais uma das suas: apropriou-se indevidamente da conceituada tradução da República de Platão, assinada por ninguém menos que Maria Helena da Rocha Pereira e publicada pela Fundação Gulbenkian. Na edição da torpe Martin Claret, a tradução é creditada a um certo Pietro Nassetti — que decerto não existe. Por favor, divulguem, indignem-se, façam alarde e barulho. É simplesmente inacreditável que não fechem a Martin Claret, figurinha carimbada nos tribunais, vira e mexe acusada de plágio e apropriação indébita. É uma vergonha.

E um escândalo editorial.

Entrevista de Passos Coelho no Brasil

Filed under: Brasil,Portugal — Bruno Garschagen @ 16:35

Em entrevista a uma TV brasileira, Passos Coelho comenta a crise na Europa e o seu projeto de governo para Portugal.

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