Imaginem se fosse o neoLiberal do Passos Coelho

Dois Motoristas foram detidos pela polícia por se recusarem a trabalhar. Isto seria considerado literalmente fascismo pela esquerda no tempo do neoLiberal do Passos Coelho. Agora nem se ouvem.

Já imaginaram o que seria colocar em causa o direito à greve? Usar meios do Estado para forçar as pessoas a trabalhar? Não precisam de imaginar. Está a acontecer hoje, em Portugal, com um governo socialista apoiado por dois partidos de extrema-esquerda. Parece que a conversa dos direitos é só para quando são os outros no poder. Desta vez não dava jeito.

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35 milhões para demolir prédio? Sim. 20 milhões para ala pediátrica do S.João? Não.

É de notar também que hoje o seguinte foi noticiado:

“Por lei tem de ser o operador, neste caso a EDP Distribuição, a cortar ou a repor a eletricidade. Autarquia decidiu avançar para o corte da luz sem obedecer à lei nem a regras de segurança.”

A Número 1 do PSD por Lisboa às Legislativas quer Estado a construir casas

Recebi o print abaixo no Whatsapp de manhã. Achei que só podia ser mentira, mas depois fui ver e era mesmo verdade. A pessoa que vai substituir Passos Coelho como número 1 em Lisboa pelo PSD quer mais socialismo na habitação. É este o estado do PS(D), cada vez mais um PS.B.

Rui Rio desde que entrou virou o partido mais para o socialismo, disse abertamente para os liberais saírem, quis aliar-se ao PS, colocou de parte quem apoiava Passos Coelho, etc.. A número um de Lisboa dizer isto é só mais um sinal do estado em que o PSD está.

Nota: não esquecer que há 15 dias Teresa Morais afastou-se (pelo menos da linha da frente) do PSD e acusou Rui Rio de rejeitar “o contributo dos ditos ‘passistas’, como rejeitou desde sempre o legado de Pedro Passos Coelho”, acrescentando que não se consegue rever no “partido mediano e ideologicamente puro, onde só cabem amigos e acólitos subservientes”.

Obrigado às 30 mil pessoas que votaram Iniciativa Liberal!

Obrigado às 30 mil pessoas que votaram Iniciativa Liberal!

Tivemos mais de 2% nas cidades de Lisboa e Porto (concelhos), 1.29% no distrito de Lisboa, 1.16% no distrito do Porto e 0.9% a nível nacional com poucos meses de trabalho sério. O resto do país virá a seguir aos poucos.

Há muitos poucos meses uma sondagem dizia que apenas 1% dos portugueses sabia que a Iniciativa Liberal existia (que existia!) e 0% tinha intenção de votar neste novo partido.

Estamos contentes, mas longe de satisfeitos. É difícil, mas estamos confiantes para eleger um deputado nas legislativas em Outubro se fizermos as coisas bem! As bandeiras da redução da carga fiscal e da despesa pública, da descentralização, da concorrência e da liberdade de escolha do indivíduo continuarão. A mudança de Portugal começou ontem.

Hoje, depois de uma campanha fantástica nos últimos meses com poucos recursos e sem o colinho da comunicação social como outros (e com muitos erros nossos obviamente que servem de aprendizagem) tivemos estes resultados. Fomos dos partidos com custo (de campanha) por voto mais baixo. Com um ano de vida chegámos aqui! Vejam onde está o PAN passado 10 anos de vida (depois de ter 1% na primeira eleição). É possível!

Menos Estado, Mais Liberdade.

Ps: A Iniciativa Liberal que os socialistas diziam ser o “partido do twitter” tem uma conta de twitter com 8 mil seguidores e teve… 30 mil votos. A batalhas das ideias continuará por muito que tentem menosprezar. Obrigado.

Voto? Iniciativa Liberal.

Foi com muito orgulho que vi muitos autores d’O Insurgente a fazerem declarações de voto no novo partido Iniciativa Liberal aqui no blog (mesmo sabendo que alguns deles sempre foram cépticos em relação a partidos liberais).

Queria escrever algo personalizado para o blog, mas como estou sem tempo e a partir da meia-noite é ilegal fazer qualquer tipo de campanha (é o dia da reflexão, que não serve para coisa alguma), reproduzo aqui parte do texto que publiquei no Observador há dias.

“Eu, assumidamente liberal, já votei. Fiz uso do voto antecipado e para tal estive uma hora e meia à espera (a desfrutar do melhor que a ineficiência estatal tem para oferecer). Votei na Iniciativa Liberal (IL), como muitos que já o fizeram, com convicção. Mas poderia ter sido até por exclusão de partes, visto que nos partidos grandes temos por um lado Paulo Rangel, que ao longo dos anos já disse várias vezes que nem ele é liberal nem o PSD é um partido liberal, acompanhado de Rui Rio que ainda recentemente reiterou que o PSD “na sua origem e agora não é um partido liberal”, e por outro lado Nuno Melo que já afirmara que “é preciso não esquecer que não somos liberais, o CDS tem uma matriz democrata-cristã”.

Votei na IL, um partido que recebeu elogios de intelectuais liberais e liberais-conservadores, entre outros, como o Alberto Gonçalves, o João Pereira Coutinho, o André Azevedo Alves, o Rui Albuquerque e, com o seu estilo peculiar, o Vasco Pulido Valente. Tendo em conta os nomes que citei, não seriam certamente dois, alegadamente, beatos socialistas que me fariam mudar o voto. Votei num partido que tem muitos liberais ligados às organizações, redes e blogues liberais que andam há anos e anos a combater o socialismo que impera no país e nos partidos grandes, como o Insurgente e o Blasfémias.

Votei num partido que recebe ataques de figuras socialistas como a Fernanda Câncio, o Daniel Oliveira, adjuntos de Ministros, entre outros. Desde acusações de fascismo, de neoliberalismo e da IL ser um grupo de órfãos do Passos Coelho até insinuações sobre a origem dos fundos que a IL recebe. Até Pacheco Pereira se quis juntar a esta lista de pessoas que não consegue conceber como é que cidadãos doam dinheiro voluntariamente a um partido para o mesmo defender “Menos Estado e Mais Liberdade”, como a IL faz. É verdade que parece impensável neste país onde todos os partidos vivem à custa de dezenas de milhões de euros dos pagadores de impostos, mas essa é uma vitória que a IL já conseguiu.

Votei num partido que, com o pouco dinheiro que tem recebido de forma voluntária, arriscou na colocação de vários cartazes irreverentes com mensagens disruptivas para combater sobretudo o socialismo. Votei num partido que teve um cartaz temporariamente expropriado de forma ilegal por uma empresa pública. Votei num partido cujo candidato afirma sem medos que “todo o indivíduo tem direito a dirigir a sua própria vida”, quer em termos económicos quer em termos sociais. O Estado deve estar fora do bolso e do quarto dos portugueses. Não importa se é para ter prazeres “tradicionais” ou prazeres “avançados”, não quero o Estado na minha cama a condenar ou a promover qualquer tipo de comportamentos. Votei num partido que segue os ensinamentos do liberal Fernando Pessoa, que quer que o Estado saia o máximo possível da vida privada das pessoas e da economia.

Votei num partido europeísta, que defende os valores europeus, que sabe que, mais do que algum liberalismo económico e disciplina orçamental a que a UE felizmente nos obriga, a UE “é uma influência positiva em domínios nos quais o nosso país tem ainda muito por onde evoluir. É o caso da transparência, da justiça, da exigência cívica, da concorrência, e da cultura do mérito”, como diz o cabeça de lista Ricardo Arroja. Mas votei também porque a Iniciativa Liberal não é cega. A UE não é perfeita, obviamente. A IL é contra a burocracia da União Europeia nalgumas áreas da economia, contra a harmonização fiscal, contra o politicamente correto do policiamento da linguagem (a favor de uma internet livre!) e sobretudo contra o afastamento de uma parte das elites de Bruxelas em relação ao cidadão comum.

Votei num partido que combate os privilégios e que expõe as desigualdades perante a Lei que existem entre funcionários públicos e funcionários privados a nível nacional. Num partido que expõe e combate vícios do sistema como presenças, viagens e votações falsas. Votei num partido que quer um Estado como árbitro, como um regulador que pouco interfere. Não quer um Estado como árbitro e jogador. Votei num partido que não quer que o Estado use dinheiro de impostos para salvar as empresas amigas de políticos do regime.

Votei num partido que defende menos Estado, mas que aceita que o Estado possa financiar algumas funções sociais, sendo depois os privados a prestar o serviço (como acontece em parte com a educação e a saúde em vários países europeus como a Holanda, por exemplo). Votei num partido que defende uma redução drástica da carga fiscal e da despesa pública, com pequenos excedentes orçamentais para ir pagando a dívida pública que os socialistas de rosa e laranja nos deixaram. Votei num partido que pretende que o Estado deixe de ter o peso elevado que tem na economia, começando com reformas adaptadas localmente como as que foram feitas na Irlanda e na Estónia, de que são exemplos a grande descida do IRC ou a eliminação e simplificação de várias legislações que complicavam a vida das empresas.

Vejo o Liberalismo como uma filosofia sobre o Governo e a Iniciativa Liberal como um instrumento para o país seguir o caminho de aproximar o poder dos indivíduos, famílias e comunidades sempre que possível, limitando e diminuindo gradualmente o poder do Estado, para que as pessoas tenham a Liberdade de seguir os seus projetos de vida do modo que quiserem e com quem quiserem com o que é seu, desde que respeitem a liberdade e propriedade dos outros.

Finalmente, votei na Iniciativa Liberal porque é um novo partido que não faz parte do sistema. É uma iniciativa de cidadãos, a maioria sem qualquer experiência política, que tem de trabalhar dez vezes mais sobretudo ao nível das redes sociais por não ter a projeção mediática (em bom português, o colinho da comunicação social) que é dado a outras forças políticas. Votei porque a IL defende o princípio do “Vive e deixa viver”. Votei na IL porque é um partido que de forma criativa combate o socialismo e o estatismo patente de esquerda e de certa direita. A IL é um projeto de longo prazo com uma batalha cultural difícil pela frente, mas que tudo fará para que esta Onda Liberal, sem a licença de ninguém e com a Iniciativa de muitos portugueses, continue a crescer.”

Vota Iniciativa Liberal

Relato de um Liberal no desfile do 25 de Abril

Como já tinha acontecido no ano passado, este ano voltei a ir ao desfile do 25 de Abril. Deixo aqui a partilha que fiz no dia 25 (ver post original aqui):

“Hoje, pela segunda vez, desci a Avenida da Liberdade com a Iniciativa Liberal. Felizmente, fomos mais que o ano passado e, feliz ou infelizmente, também fomos mais apelidados de fascistas do que no ano passado.

Ao que parece cantar “nem socialismo nem fascismo”, “está na hora do socialismo ir embora”, “menos Estado, mais Liberdade”, “Portugal Liberal” e “a ditadura fiscal é o atraso de Portugal” não é bem visto entre muitos que lá estavam. Já o Bloco de Esquerda (incluindo a líder, cabeça de lista às europeias e deputados) cantar a pedir a morte do Presidente do Brasil é normal e aceitável.

Deixar a extrema-esquerda apropriar-se do conceito de Liberdade, quando eles na prática defendem o oposto na maioria dos temas, foi o maior erro de todo o campo não-socialista dos últimos 40 anos. Pouco a pouco vamos mudar isso.”

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Muito mais houve claro. Mas as diferentes reacções às diferentes canções e palavras de ordem penso que resumem bem e provam que ainda há muito a fazer.

Novo partido Iniciativa Liberal rejeita subvenção de campanha

Carlos Guimarães Pinto, Presidente da Iniciativa Liberal, explicou hoje que “no caso das subvenções de campanha, o roubo ao contribuinte é tão descarado que só há um caminho possível: não aceitar receber um euro de subvenção de campanha e lutar por mudar a lei”. E afirmou ainda que “enquanto for presidente do partido Iniciativa Liberal não aceitaremos um euro de subvenção de campanha. Até a lei mudar e acabar com esta imoralidade, é fundamental não ser conivente com ela”.

A explicação do Carlos Guimarães Pinto sobre como funciona o uso do dinheiro (de impostos) da subvenção de campanha está muito bem formulada neste artigo que saiu hoje no Observador. Deixo o seguinte excerto:

Alguns defendem que as subvenções para campanhas são importantes para que os partidos possam divulgar a sua mensagem sem estar dependentes da influência de financiadores privados. Infelizmente, pela forma como é atribuída, a subvenção para campanhas eleitorais não só não serve o objetivo de divulgação da mensagem política como contribui para desequilibrar ainda mais o campo eleitoral para o lado dos partidos de regime.

Há três formas essenciais de divulgar a mensagem política: internet, televisão e cartazes de rua. A divulgação através da internet é essencialmente gratuita. A parte que não seria gratuita – o pagamento por publicidade online – está proibida em períodos de campanha, pelo que a subvenção não pode ser usada para isso. O dinheiro da subvenção também não pode ser utilizado para comprar espaços televisivos. Os tempos de antena são gratuitos e o estado ainda permite que os partidos gravem esses tempos de antena nos estúdios da RTP sem qualquer custo adicional. Ou seja, a subvenção para campanhas não servirá para divulgar a mensagem através da internet ou da televisão, os dois meios essenciais para o fazer. Restam os cartazes. Mas mesmo aqui a lei do financiamento partidário apenas permite que 25% da subvenção de campanha seja gasta em cartazes. Para que possam receber mil euros para divulgação da mensagem através de cartazes, os partidos têm que gastar mais 3 mil euros noutro tipo de despesa de campanha.

Se não servem para financiar os principais meios de divulgação de mensagem política, para que servem então as subvenções de campanha? Para festas, comícios, jantares, sedes de campanha e brindes.

Conclusão, legalmente a subvenção de campanha só pode quase exclusivamente financiar (através do dinheiro dos nossos impostos) o pagamento de festas, jantaradas, comícios, espaços, etc. dos partidos.

Acho que é muito importante saber isto, especialmente até numa altura em que já se sabe que os partidos receberão cerca de 4 milhões de dinheiro de impostos no fim das eleições europeias. E também numa altura em que já se sabe que o partido Aliança e a coligação Basta, apesar de “novos”, também já orçamentaram despesas suficientes para poderem vir a receber a subvenção se elegerem um deputado europeu. Tudo a querer viver do sistema. Tudo a querer viver do dinheiro de impostos.

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