A inutilidade dos sindicatos segundo Fernando Pessoa

Diz Fernando Pessoa, esse liberal desconhecido, em Ideias Filosóficas sobre os sindicatos no tempo dele (ainda muito se adequa ao nosso tempo):

“Um sindicato ou associação de classe — comercial, industrial, ou de outra qualquer espécie — nasce aparentemente de uma congregação livre dos indivíduos que compõem essa classe; como, porém, quem não entrar para esse sindicato fica sujeito a desvantagens de diversa ordem, a sindicação é realmente obrigatória. Uma vez constituído o sindicato, passam a dominar nele — parte mínima que se substitui ao todo — não os profissionais (comerciantes, industriais, ou o que quer que sejam), mais hábeis e representativos, mas os indivíduos simplesmente mais aptos e competentes para a vida sindical, isto é, para a política eleitoral dessas agremiações. Todo o sindicato é, social e profissionalmente, um mito.

Mais incisivamente ainda: nenhuma associação de classe é uma associação de classe. No caso especial da sindicação na indústria e no comércio, o resultado é desaparecerem todas as vantagens da concorrência livre, sem se adquirir qualquer espécie de coordenação útil ou benéfica (…)

Nem resulta da acção do sindicato qualquer coordenação útil que compense estas desvantagens todas. Não tendo uma verdadeira base de liberdade, o sindicato não coordena a classe como indivíduos; não tendo nunca uma direção profissionalmente superior, o sindicato não coordena a classe como profissionais; não tendo outro fim senão o profissional e o económico, o sindicato não coordena a classe como cidadãos”.

Parece que está a falar da Fenprof.

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Diferenças Privado vs Público

Esta imagem da Iniciativa Liberal mostra bem as diferenças entre quem trabalha no sector privado e no sector público. As diferenças entre quem trabalha no privado e quem trabalha para o Partido do Estado (mesmo que haja uma parte que trabalhando no público, não deseje pertencer a esse “partido”). Aquela coisa do Artigo 13° da Constituição, o Princípio da Igualdade, só serve quando dá jeito aos socialistas não é? Pior do que isto tudo é que é uma parte do privado que sustenta todo o público.

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O PS sabe bem onde ir buscar votos e aponta ao seu eleitorado alvo sem medos com todos os meios que tem (entenda-se dinheiro de impostos para comprar votos). O PSD disse alguma coisa em relação a isto? Aliás, algum partido com lugar no parlamento disse? Eu nada vi nas redes sociais. Rui Rio anda mais ocupado a dizer pelo Twitter que a ideologia do PSD é a verdadeira social democracia. Ainda bem para ele e para o PS-B… ou PSD, desculpem. Faz muito bem a Iniciativa Liberal, como novo partido sem medos de desagradar a quem tiver de ser, em mostrar de forma clara isto às pessoas.

 

 

Placa do “I amsterdam” retirada por ser “demasiado individualista”

O “I amsterdam”, um dos ícones da capital da Holanda, foi removido depois de uma proposta avançada pelo GroenLinks – uma espécie de Bloco de Esquerda lá do sítio. A campanha do “I amsterdam” tinha sido lançada há já quase 15 anos na capital pelo VVD (o Partido Popular para a Liberdade e Democracia, dos melhores da Europa para mim). A desculpa foi que a placa, já quase um monumento, passava uma mensagem de individualismo (veja-se lá, começa com I am) e era um sinal de turismo em massa.

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Photo by Pixabay on Pexels.com

Agora dizem que querem passar uma mensagem de “diversidade, tolerância e solidariedade”. Quando eles perceberem que a diversidade vem exactamente dessa individualidade que querem destruir e quando perceberem que é exactamente por fazerem disparates como estes que a tolerância vai diminuir, bem que podem ver a solidariedade a começar a cair.

E por falar em tolerância… em Cuba o Estado anda a prender artistas e a passar novas leis de censura. Não vão encontrar isto nas notícias em Portugal. Não vão encontrar os partidos do sistema a falar disto. Google it.

 

 

PCP – Partido Capitalista Português

Então o PCP é acusado de querer despejar reformados para “rentabilizar” um prédio. O PCP que passa a vida a bater no proprietário e a pedir aumentos no IMI tem centenas de propriedades (a valer dezenas de milhões e várias subavaliadas). O PCP que passa a vida a bater em quem despeja também despeja. E vai-se a ver e o PCP que passa a vida a bater no especulador também especula e tem as contas a depender já há muito tempo dos negócios imobiliários. Vai-se a ver e o PCP afinal é o Partido Capitalista Português.

Ai do português-cidadão comum que compre uma propriedade, faça obras e fale em “rentabilizar” alguma coisa. Para o PCP e companhia a propriedade deve ter uma função social (entenda-se expropriar para dar às elites comunistas). Mas quando a propriedade é do PCP a história, como bem sabemos, é obviamente outra.

Isto fez-me lembrar uma frase da velha senhora: Communism was the regime for the privileged elite, capitalism the creed for the common man.

Mais um reforço para o Clube dos Insurgentes Políticos

Dentro da vaga de novas aquisições do Clube dos Insurgentes Políticos encontram-se dois jogadores, e amigos, com elevada qualidade. O Jorge Miguel Teixeira, o qual provavelmente ainda está em treinos e por isso ainda não fez o gosto ao pé, e o João Pinheiro da Silva que já nos presenteou com este belo livre. Dentro desses novos reforços encontra-se ainda um outro que, apesar de algumas vezes mais conformista e institucional, certamente menos vezes do que aquelas em que está mais Insurgente e anti-sistema (entre a ordem e o caos como diria o Homo Deus Jordan Peterson), se apresenta, para o panorama português, como um Liberal Radical. Coisa fácil em Portugal onde qualquer não socialista é logo identificado como um radical. Para ele todo o dia é derby.

É esse o seu género. Se bem que há uns dias, pelo que me diz, em que acorda mais para o Neoliberal. É o liberal das claques. Provavelmente pela idade. O tempo passa e passará, o novo ficará para trás, o neo sumirá, o velho irá aparecendo, e aí provavelmente o seu género será Liberal Clássico. O que já vê o jogo da central. Fica mais bonito que apenas um Velho Liberal.

Para o blog este é mais um reforço que é pela liberdade individual, pela liberdade de escolha e, já noutros patamares, pela autonomia. Interessado no liberalismo inglês do século XIX (Gladstone é dos poucos jogadores que admira sem reservas, tal e qual um Jardel na área). Fascinado pelo liberalismo adaptado de Fernando Pessoa, que resulta bem como o Coentrão a defesa esquerdo, o seu jogador nacional de eleição (O Pessoa, não o Fábio). Influenciado pelo Liberalismo de Mises, Friedman e Hayek (juntamos os Paul e já posso fazer uma referência aos Cinco Violinos). Apaixonado pelos discursos de Reagan e Thatcher (apesar de muitas vezes os jogos não terem correspondido aos treinos com estes dois). Encantado com as selecções liberais dos Quatro Tigres Asiáticos.

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Na imagem, jovem promessa Fábio Coentrão Pessoa em passada acelerada em partida contra o Clube do Socialismo Fofinho (o qual tem adeptos em todos os partidos que estão no Parlamento).

Esse jovem reforço, como quem leu isto com atenção já percebeu há bastante tempo e já está cansado da brincadeira, sou eu. Sou por um Liberalismo de “não intervenção”. Viver e deixar viver. Regras gerais e abstractas, mas legítimas, para coordenar o jogo e cada um que siga os seus objectivos. Contra ditaduras. Contra a ditadura da maioria que se tem traduzido no fenómeno do politicamente correto, onde um grupo maioritário quer usar a política para impor comportamentos a outros através de um constante policiamento social. Contra a ditadura da minoria, onde um pequeno grupo minoritário com fortes interesses se une e usa a política para se favorecer e restringir a liberdade dos restantes indivíduos (seja a actual elite política que se beneficia e desenha a vida da população, sejam grandes grupos económicos – Reis do capitalismo de compadrio, sejam os sindicatos para se protegerem do mercado livre ou outros grupos de interesses sociais que têm conseguido vantagens para si à custa dos restantes cidadãos). Um parágrafo tão sério, depois de umas quantas tiradas de brincadeira de futebol. Já não se pode confiar em ninguém.

Durante as próximas jornadas escreverei não só sobre política do dia-a-dia – essencialmente será defesa dos jogadores liberais, aviso já, e comentário desportivo feroz aos jogadores socialistas e aos conservadores estatistas, mas também farei alguns resumos de obras essenciais ou que esteja a ler e ache relevante. Irei começar com A Economia numa Lição de Henry Hazlitt, antigo, e com o 12 Regras para a Vida de Jordan B. Peterson, novo. Tantas vezes fui procurar coisas depois de ver referência às mesmas nO Insurgente. Certamente haverá muita gente que o faz também. E, para terminar, até porque é muito importante, sou um orgulhoso membro do Instituto Mises Portugal e do novo partido Iniciativa Liberal. O resto vão sabendo durante a temporada.