O Insurgente

Agosto 12, 2010

Da dificuldade de obter boa regulamentação nos dias que correm

Filed under: Economia,Política,Portugal — LA @ 17:41

Exemplar, este artigo de opinião do Presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal sobre a liberalização dos horários do comércio.
Bom, bom mesmo era conseguir do governo a criação de uma espécie de Anti-dog-eat-dog Rule ou a recuperação, explícita, da Lei do Condicionamento Industrial.

Agosto 5, 2010

É urgente para quem?

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — LA @ 10:30


Para os que trabalham usando as suas capacidades e competências, para os que poupam, para os que investem e empreendem, para os que pagam cada vez mais impostos, para os que alimentam a crescente fome de recursos estatal?
Para os que se ocupam a gastar impostos, taxas e contribuições, para os que tratam de gastar os resultados do investimento dos que arriscam, para os que gastam os frutos da prudente poupança das famílias, para os que ao longo de décadas transformaram o estado num monstro cada vez mais esfaimado?

Este cartaz, colocado (pelo menos) em Setúbal pela associação de munícipios da região é um exemplo do pensamento (generalizado no país) dos que se outorgam o direito de saber, melhor que cada um de nós, o que fazer com o nosso dinheiro. Dos que em nome da “justiça social” ou de outra treta sem fundamento nem concretização nos dizem que lhes entregar o nosso dinheiro é a melhor forma de contribuir para melhorar o nosso presente e futuro.

Que a demonstração que a realidade do país e das contas públicas fazem das capacidades destes gastadores dos dinheiros estatais em desbaratar recursos leve à conclusão contrária não só é esquecida como publicitam o seu contrário. Querem mais gastos estatais. E urgentemente.

Que proclamem a exigência, o direito a usar ainda mais recursos retirados aos contribuintes deve ser visto por aquilo que é: o medo de perderem poder numa altura em que o medo e a incerteza crescem entre os mais vulneráveis, os que não têm como resistir ao poder de coacção do estado para impor quer cada vez mais e complexa legislação quer mais e maiores taxas. Ou seja, precisam do medo de quem lhes paga as contas para se confortarem do medo de perderem o controlo dos recursos que o país ainda lhes entrega. Precisam que não haja quem se oponha a que uma parte cada vez maior do fruto do seu trabalho, poupança e investimento seja malbaratado por quem contribuiu para o estado a que isto chegou.
É urgente que paremos de confortar a sua fome por cada vez mais daquilo que não é, por direito algum, seu.

Julho 30, 2010

Só faltou acrescentar “social”

Filed under: Economia,Política,Portugal — LA @ 15:25

O líder do CDS-PP, Paulo Portas acusou hoje o Governo de dar mais poder às grandes superfícies, mas esquecer-se de tomar medidas para mais «justiça» junto dos produtores que esperam mais de 120 dias pelo pagamento dos seus produtos.
«(…)a grande superfície vende rapidamente e é dinheiro em caixa, mas o agricultor só é pago 120 ou 140 dias depois»

Seguindo o raciocínio, presumo que Paulo Portas gostaria que o governo (este ou outro em que ele participasse) legislasse sobre prazos de pagamentos ou outras “injustiças” no funcionamento dos mercados.
Pequenas coisas como estas declarações dizem muito sobre quem as faz.

Junho 30, 2010

Sócrates, socialistas de toda a espécie e a defesa do interesse nacional

Filed under: Economia,Política,Portugal — LA @ 23:35

No Finantial Times:

Colonial folly is not dead.(…)
Either the government really thinks it would be bad for PT or it simply wants to keep a Portuguese champion in Brazil. Both are terrible reasons to throw the deal into disarray and its own credibility to the wind.

Na SIC-N, Telmo Correia defendeu a intromissão estatal na PT merecendo a total concordância de Bernardino Soares.
Assim vai este país de esquerdistas.

Maio 20, 2010

Os marcianos que paguem a crise

Filed under: Economia,Política,Portugal — LA @ 12:24

O PCP continua a tentar fazer crer a quem lhe prestar atenção que os serviços e produtos providenciados por empresas estatais são grátis – ou deveriam sê-lo.
Agora promoveram um abaixo-assinado contra a cobrança de estacionamento no novos parques da estação ferroviária de Setúbal. Como se propõem pagar pelas obras que foram feitas, pela manutenção das mesmas e pelos serviços prestados? Não sabem nem lhes interessa.
Claro que não lhes interessa para nada que muitos dos milhões de euros que fazem com que Portugal esteja na situação trágica em que está se devam aos deficits abissais das empresas estatais ligadas aos transportes – como a CP ou a REFER. Claro que não têm nada a dizer sobre as causas desses deficits a não ser que para remediar as consequências se deveriam aumentar impostos, criar novos impostos e, claro, gastar ainda mais em obras ou outros projectos que expandam o sector público estatal ou favoreçam grupos cujos interesses estejam ligados à expansão da despesa estatal. Nada disto Vos parece contraditório com os discursos dos dirigentes comunistas que incessantemente disparam contra “os interesses do grande capital”? Claro que é.

Infelizmente, noutros partidos a situação não é muito diferente, como temos podido verificar nos últimos anos de governo do Partido Socialista ou nos cuidados que os dirigentes do PSD sempre têm tido em não perder, também eles, o rumo socialista apontado pela Constituição que impõe a intervenção estatal em todos os aspectos da vida dos cidadãos.
Nada no discurso e prática dos governos dos últimos anos defendeu os contribuintes. Quem trabalha, poupa e investe apenas pode contar com a sanha destruidora de riqueza que caracterizou a intervenção dos governos (deste em particular), do estado e dos seus funcionários, na vida de todos nós.
Para mal dos nossos pecados, os marcianos ainda não se dignaram a pagar as facturas dos disparates feitos em todos estes anos de estatização dos recursos dos portugueses. Creio bem que não será ainda neste momento trágico que o FMM (aka, Fundo Monetário Marciano) se dignará a provomer a solvência das empresas estatais ou do OE nacional.

Maio 11, 2010

Recordando desconhecimentos

Filed under: Política,Portugal — LA @ 23:21

Hoje dei por mim a ver na televisão uma Sra. Deputada do PCP a ser entrevistada na qualidade de relatora da comissão parlamentar de Ética sobre liberdade de imprensa (creio ser esse o nome da comissão).
Rita Rato é o nome da deputada comunista responsável por relatar as conclusões da referida comissão.
Ao ouvi-la falar sobre a diminuição da liberdade de expressão em Portugal recordei-me das palavras da Sra. Deputada do PCP em entrevista ao CM, após ser eleita:

- Mas se falarmos de atropelos aos direitos humanos, e a China tem sido condenada, coloca-se essa não ingerência na vida dos outros partidos?
- Não sei que questão concreta dos direitos humanos…

- O facto de haver presos políticos.
- Não conheço essa realidade de uma forma que me permita afirmar alguma coisa.

- Mas isto é algo que costuma ser notícia nos jornais.
- De facto, não conheço a fundo essa situação de modo a dar uma opinião séria e fundamentada.

- No curso de Ciência Política e Relações Internacionais, não discutiu estas questões?
- Não, não abordámos isto.
(…)
- Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas?
- Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso.

- Mas foi bem documentado…
- Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência.

- Mas não sentiu curiosidade em descobrir mais?
- Sim, mas sinto necessidade de saber mais sobre tanta outra coisa…

Tenho a certeza que a Sra. Deputada já satisfez a necessidade de saber mais sobre muitas outras coisas, sobre outras experiências. Como o exercício da liberdade de expressão em países como Cuba ou na Coreia do Norte, referências duradouras do PCP.

Abril 15, 2010

Será que não se podia importá-lo?

Filed under: Economia,Internacional,Política,Portugal — LA @ 21:38

Nas palavras do presidente checo:

“Para mim é inimaginável que os países possam admitir um tal défice como aconteceu nos últimos tempos” (…) “Como ministro das Finanças e como primeiro ministro eu nunca admitiria tal défice”

Não tenho a menor esperança de ouvir palavras destas aos candidatos à presidência da República Portuguesa ou a qualquer candidato a governante. Por cá preferimos continuar alegremente o nosso caminho para o abismo socialismo (tal como previsto na CRP).

Março 24, 2010

O mundo está cheio de botabaixistas

Filed under: Economia — LA @ 14:22

Marketwatch:

U.S. stocks opened lower Wednesday as a downgrade to Portugal’s sovereign credit rating sparked renewed concerns over the euro zone.

Marketwatch:

Gold futures fell below $1,100 an ounce on Wednesday after a downgrade of Portugal’s credit rating led to a sharp drop in the euro and safe-haven gains for the dollar.

Março 14, 2010

O Congresso pode não correr mal ao CDS

Filed under: Política,Portugal — LA @ 00:36

Há, claramente, um espaço não socialista (ou menos socialista) a preencher no espectro político português, no discurso e nas propostas de quem se dispõe a liderar organizações partidárias. Agora, se esse espaço garante votos suficientes para assegurar a presença em soluções de governo, em tempo útil de evitar que este país desça pelo cano abaixo, já tenho mais dúvidas – embora menos que há algum tempo. Mas isto sou eu a dizer; eu que sou um pessimista que gosta de ser surpreendido.

Março 2, 2010

Transferência publico-privada

Filed under: Educação,Portugal — LA @ 15:33

Face à diminuição da “clientela” (tendo em conta a demografia dos próximos anos), fica esta notícia à atenção de todos os candidatos ao mercado de trabalho do ensino. Deve ser também tida em atenção por todos os planeadores do Ministério da Educação tendo em conta o seu reconhecido mérito experimentalista.

Público:

Nos últimos dez anos, o ensino público perdeu mais de 98 mil alunos, do pré-escolar ao ensino secundário. No entanto, o número de estudantes nos colégios e externatos aumentou de 15 para 18 por cento do total da rede, em dez anos. (…)

(…) todas as reformas que vão sendo introduzidas [na escola pública] têm sempre a contestação dos professores, constata Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).
“A maior procura [do ensino privado] está ligada a uma ideia que passou de haver instabilidade nas escolas públicas e os pais temem que essa possa vir a condicionar as aprendizagens dos alunos”, acrescenta.

Fevereiro 7, 2010

De um país que vai cheirando cada vez mais mal

Filed under: Comentário,Política,Portugal — LA @ 17:16

Este país fede por todos os lados e há uma geração de politicozinhos com politiquices da treta que são uma espécie de lastro a puxar a coisa pelo cano abaixo.
Os contribuintes em geral, quem paga para alimentar as preocupações clientelares desta gente, continuam a encolher os ombros e a dizer que “eles têm de arranjar uma solução para o país”.
“Eles” têm claramente mais com que se preocupar. “Eles” foram os mesmos que conduziram esta república socialista ao abismo onde caímos. “Eles” estão mais preocupados em se irem safando o melhor que podem.

Há umas semanas, a propósito da minha participação no programa “Descubra as Diferenças“, o André Amaral comentava comigo (desculpa lá a indiscrição) que eu estava zangado com o país. Custa-me muito reconhecer que ele tem razão.
A apatia e a desresponsabilização de quem paga por esta bandalheira são as verdadeiras culpadas de termos deixado esta gente conduzir os assuntos do governo ao estado a que isto chegou.
Sim, estou bastante zangado por a maioria não ter prestado atenção às vozes de quem repetiu incessantemente o destino desta viagem socialista. Se os dias que correm não forem suficientes para mostrar que os limites da decência democrática já foram ultrapassados, que a honra e a responsabilidade na gestão do dinheiro dos contribuintes desapareceram da vida pública, então sim, eu desisto.
Por hora aguardo para ver se os contribuintes portugueses continuam a encolher os ombros à espera que “eles resolvam” ou se começam a dar sinais que estão fartos desta merda e desta gentinha sem qualidade. Temos de ser mais exigentes, mais participativos, mais atentos com as escolhas que são feitas, como se gasta a fatia cada vez maior dos nossos rendimentos tornados impostos. É um apelo à exigência de maior higiene na gestão do estado e dos seus instrumentos de governo.
Ou querem continuar a viagem cano abaixo?

Novembro 26, 2009

Solidariedade

Filed under: Comentário,Nanny State Watch — LA @ 12:53

Um dos voluntários da Comunidade Vida e Paz conta-me que os novos ocupantes dos ministérios do Terreiro do Paço deram ordens para que as carrinhas que fazem as rondas noturnas (distribuindo mais que alimentos…) deixassem de parar por ali. Era debaixo das arcadas do Terreiro do Paço que muitos sem-abrigo se acolhiam para passar a noite, mas agora tiveram de encontrar novos abrigos.

É certo que a notoriedade arquitectónica do espaço é maculada pela presença destes indesejáveis – pelo menos assim parecem pensar os novos mandantes dos ministérios ali residentes.
Não consigo, com alguma mágoa, deixar de pensar que são estes mesmos gestores da coisa estatal que não conseguem assegurar a boa gestão dos recursos públicos nem com estes contribuir para a existência de uma “rede de segurança” para os realmente necessitados.

Uma decisão destas pode parecer coisa pouca. Mas não é. Não o é para quem recebe a ajuda de instituições privadas de solidariedade nem para os muitos voluntários que a elas dedicam boa parte da sua vida.

Parece que vem por aí o Natal…

Novembro 17, 2009

Consequências totalmente inesperadas das políticas assistencialistas

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Portugal — LA @ 14:45

Via CM:

“O Rendimento Social de Inserção faz concorrência desleal ao nosso sector. E é cada vez mais difícil contratar pessoas, porque muitas preferem viver do subsídio a ter de trabalhar numa padaria. Acham mais vantajoso”, disse ao CM Carlos Alberto dos Santos, líder da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação. A crítica do presidente da ACIP à Segurança Social consubstancia-se na falta de 20 a 30 por cento de mão-de-obra no sector.

Via DE:

(…)relatório do INE que mostra um agravamento da taxa de desemprego portuguesa para 9,8% no terceiro trimestre. (…)
Segundo o relatório do INE, entre Julho e Setembro o número de desempregados aumentou para 547,7 mil indivíduos, um acréscimo de 26,3% face a igual período de 2008 e uma subida de 7,9% na comparação com o trimestre anterior.

Isto no mesmo país onde os recursos estatais e privados se mostram escassos para prover às situações de verdadeira necessidade, no suporte de uma “safety net”.

Novembro 12, 2009

Daquilo com que não se compram melões

Filed under: Comentário — LA @ 11:55

Um amigo referia-se, há uns tempos, ao dinheiro como “aquilo com que se compram melões”. Todos os dias, proletário suburbano que sou, vou para o meu local de trabalho à procura de justificar a continuidade dos meus rendimentos, para que não faltem melões lá em casa.
Trabalho integrado numa estrutura hierárquica em tudo semelhante à da maioria das organizações empresariais de maior dimensão. Tal como em muitas, na hora de tomar decisões, há quem mande e há quem obedeça, há quem planeia e quem executa. Tal como na maioria das organizações, há regras que vão do “dress code” até às chamadas “due diligences” para, por exemplo, contratar fornecedores.
Quem planeia e executa são Homens, com todos os defeitos e qualidades da condição humana. A rede que une estas pessoas baseia-se na confiança mútua, no respeito entre todos e no respeito pelas regras de todos conhecidas (internas ou da Lei geral).
Quem participa nesta rede de tem de actuar com responsabilidade. Individual, sem dúvida. Antes de alguém ser integrado numa destas organizações, faz-se o possível para obter referências que permitam antever se se comportará com a necessária responsabilidade face às tarefas que lhe venham a ser atribuídas. É a soma destes comportamentos individuais, balizados pelas regras de conduta que se afirmaram ao longo dos anos como as que melhor servem a organização, que a ajudarão (também) a posicionar-se para actuar em mercados competitivos.

Introduzo aqui outra palavra: honra.
O respeito por regras de Bem e o reconhecimento do Mal aprende-se ao longo da nossa infância e adolescência entre aqueles a quem mais nada obriga que o sentimento de amor e protecção, recorrendo aos costumes que se provou serem os que melhores avançavam o sucesso dos membros de uma civilização.

Para mim, responsabilidade e honra dificilmente devem ser separadas. Encontrá-las juntas deveria ser natural e expectável num profissional competente. Deveriam ser constantes na atitude que cada indivíduo tem perante a sua actuação em todos os caminhos da vida, no que a si mesmo diz respeito e à sua família. Esta última é para mim a fonte primária onde ambas são adquiridas. Ambos os conceitos ficam assim ligados ao nome que cada um de nós carrega. O meu comportamento ao longo da minha vida é testemunha dos meus pais, irmãos, avós… Não sendo eu crente, ainda assim tenho que o quarto mandamento é bem importante. Não esqueço, de modo algum, a influência de amigos, da escola, de todos os demais que connosco se cruzam, mas tenho a família como a grande definidora do carácter de cada indivíduo. Por outro lado sou um profundo crente do livre-arbítrio, na capacidade que cada um tem de decidir por si e actuar em seguida. Como decide e como actuará, não podem deixar de ser formatadas pelos valores que formaram cada ser humano.

Em suma, parece-me importante valorizar alguns conceitos que a passagem dos tempos parece empurrar para o esquecimento. As consequências do abandono destes valores não deixariam de ser negativas não só para quem os esquece como para aqueles que com eles lidam; seja numa empresa (para os colegas e accionistas), seja na rede familiar e de relações pessoais em que cada Homem participa.

Novembro 4, 2009

Chavez ordena: se vai à sanita, leve lanterna

Filed under: Internacional — LA @ 21:28

Na verdade, nada disto é cómico; é mesmo bastante trágico. Infelizmente, é previsível que o futuro traga males maiores aos venezuelanos.
Gostava era que todos os toinos que em Portugal e mundo fora andam há anos a louvar a revolução socialista de Hugo Chavez experimentassem limpar o rabo enquanto seguram uma lanterna.

Via O Estadão:

O presidente, em discurso numa reunião com ministros, transmitido pela televisão estatal e já reproduzido na internet, também recomendou aos venezuelanos que usem uma lanterna e evitem acender a luz, quando acordarem à noite para ir ao banheiro.

Via Ag. Lusa:

“Quem diminuir a média de consumo (de electricidade) não pagará o recibo, mas quem aumentar pagará o dobro e se repetir o comportamento no mês seguinte, ficará sem luz”, disse [o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez]

Setembro 27, 2009

Um liberal na A.R.

Filed under: Legislativas 2009 — LA @ 23:29

Parabéns Micha!

Portas fala antes de Sócrates terminar?

Filed under: Política,Portugal — LA @ 23:09

Lembram-se de Manuel Alegre ser interrompido…?

Adenda: Não falou, mas na SIC esteve no écran ao mesmo tempo que Sócrates e exibia sonoro um sorriso de vitória.

De derrota em derrota

Filed under: Política,Portugal — LA @ 22:01

O PCP volta a declarar vitória.

Futurologia

Filed under: Política,Portugal — LA @ 20:57

Se o PSD com M.Ferreira Leite tiver menos deputados que o PSD com Santana Lopes, se este vencer as eleições em Lisboa, se os resultados nas restantes autarquias não forem famosos, poderá o menino guerreiro lutar de novo pela liderança?

Se bem me lembro

Filed under: Política,Portugal — LA @ 20:30

Todos os demais partidos negaram que se iam coligar com o PS num governo liderado por José Sócrates.
Ou não?

O PSD teve o que mereceu

Filed under: Política,Portugal — LA @ 20:07

Mas o País, ainda assim, merecia melhor que novo governo de José Sócrates.

Setembro 4, 2009

Depois de tanta publicidade, espera-se uma audiência recorde

Filed under: Media,Política,Portugal — LA @ 17:26

Via CM:

A peça sobre o caso Freeport, que estava no alinhamento do ‘Jornal Nacional de Sexta’ de Manuela Moura Guedes na TVI, “está a ser ultimada”.
A garantia é da jornalista Ana Leal ao CM, uma das autoras do trabalho: ‘Estou a preparar a peça e acredito que irá hoje para o ar.’
A reportagem sobre o caso Freeport está prevista no alinhamento do noticiário desta noite, mesmo depois da suspensão do programa de Manuela Moura Guedes pela administração.

Setembro 2, 2009

A importância das “golden shares” no intervencionismo estatal (II)

Filed under: Economia,Política,Portugal — LA @ 18:46

Se o CDS fica a meio caminho na redução da participação do estado em empresas (como na CGD), ainda assim faz algumas propostas nesse sentido. Já o PSD parece não ter arriscado muito.
No grupo de propostas para a Economia do PSD, ponto 6:

Dar orientação à CGD para reforçar a sua actuação no financiamento das PME exportadoras

Isto apesar de no ponto 10 concluir que:

(…)em muitos sectores o Estado tem optado nos últimos anos por uma atitude “dirigista” da actividade empresarial privada, através de diversas formas e processos.

Não espero do PS nada que não seja o aprofundamento do intervencionismo estatal (nem falo dos partidos que claramente gostariam que a Liberdade fosse item de museu). Mas do PSD e do CDS as propostas que apresentam são meias tintas para mais do mesmo: a possibilidade dos governantes do momento terem uma palavra a dizer na condução da economia e da alocação de recursos, favorecendo as indústrias ou empresas que na sua sapiência consideram as fundamentais. Ou seja, continua-se ver propostas baseadas no príncípio que os eleitos pelo voto da maioria sabem melhor que cada um dos eleitores, que os contribuintes, que cada um de nós.
O que eu gostava de encontrar era a proposta de extinção do Ministério da Economia (o sonho político de tantos planeadores socialistas).
Só para começar.
Como é mesmo aquela famosa frase atribuída a Ludwig von Mises numa reunião da Mont Pelerin Society…?

Leitura complementar: A importância das “golden shares” no intervencionismo estatal

Setembro 1, 2009

A importância das “golden shares” no intervencionismo estatal

Filed under: Economia,Política,Portugal — LA @ 16:57

O Jornal de Negócios dá conta que o programa do CDS prevê a privatização de algumas das participações estatais “por exemplo, a ANA, Autódromo, Margueira, Lisnave, Inapa ou ZON”.
Muito bem, apoiado.
Infelizmente, o JN noticia que o CDS não “enquadra” todas as actuais participações estatais da mesma maneira.
Lá fui consultar o programa do partido. Da secção “Economia”, no ponto XII (meu destaque):

No sentido de adequar a dimensão do Estado aos serviços que este deverá prestar, tendo em conta as condições do mercado i) no inicio da legislatura deve ser definido um plano de alienações das participações do Estado, directas ou através da Parpública ii) deste Plano ficam de fora, naturalmente, a Caixa Geral de Depósitos e as participações na área da defesa, bem como todas aquelas onde haja compromissos assumidos pelo Estado e em que a manutenção da posição accionista seja condição para a execução dos referidos compromissos iii) devem ser alienadas participações que o Estado detém em empresas como, por exemplo, a ANA, Autódromo, Margueira, Lisnave, Inapa ou ZON iv) as golden share em empresas como a PT, EDP ou REN, ou as empresas do sector de transportes mais críticas e de elevada função social não se enquadram neste plano .

Como é mesmo aquela famosa frase atribuída a Ludwig von Mises numa reunião da Mont Pelerin Society…?

Julho 23, 2009

E o contribuintes agradecidos irão erigir-Lhe colossais estátuas douradas

Filed under: Economia,Política,Portugal,Religião — LA @ 13:54

SIC:

“Está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu”

Os últimos 35 anos de regabofe despesista dos governos socialistas (todos…) foram suportados pelos impostos de quem trabalha, poupa e investe. E foram-no de forma crescente. Um executivo que se gaba dos resultados atingidos com o aumento da receita em vez da dimuição do desperdício na despesa é o cuminar de um percurso de décadas em que se promoveu a falta de vergonha pública e estatal.

Não tenho grandes esperanças na alteração de rumo para o país nos próximos anos. Uma das razões é a diferença que existe entre quem são os eleitores (ou de outra forma, os que estão incritos como tal) e quem são os que pagam todo o regabofe. Só quando os partidos e em particular os seus dirigentes tiverem respeito pelo dinheiro dos contribuintes e tal evidenciarem nas suas propostas eleitorais, poderemos esperar uma mudança que nos tire do caminho para a subserviência do Indíviduo ao estado e aos seus líderes do momento.

No entretanto e como contribuinte agradecido, sugiro a criação de uma taxa sobre os raios solares (calculada em função do número de horas de exposição ao Sol de cada contribuinte) para financiar a necessária homenagem dos Lusitanos ao seu insubstituível Primeiro Ministro e Secretário Geral do Partido Socialista.

Junho 25, 2009

Coisas normais numa Economia Mista

Filed under: Economia,Política,Portugal — LA @ 17:06

“Face às dúvidas fortes que neste momento estão instaladas na sociedade portuguesa, é importante que os responsáveis da empresa de telecomunicações expliquem aos portugueses o que está a acontecer entre a PT e a TVI. É uma questão de transparência.”

Assim falou hoje o Presidente da República.

Eu fico sempre espantado pelo burburinho recriminatório que se ouve de cada vez que os governantes do momento usam as empresas estatais ou influenciam a gestão de participadas pelo estado para atingir objectivos que, à falta de demonstração, não parecem aumentar o valor de tais organizações.

O meu espanto é acrescido por nunca em tal altura, as vozes mais exaltadas, se lembrarem da solução ou pelo menos da panaceia mais óbvia: a privatização de tais empresas.
Estarei mais surdo que o habitual ou, entre ontem e hoje, já alguém propôs o fim das “golden shares” estatais?
Claro que não seria suficiente: dado o peso do estado como consumidor é natural que, ainda assim, algumas organizações tendam a não querer contrariar quem pode vir a decidir sobre negócios onde participem. Mas seria um bom começo.

Junho 22, 2009

A estratégia da “não-pressão”

Filed under: Política,Portugal — LA @ 17:44

JNegócios:

Manuela Ferreira Leite disse hoje que não vai pedir uma maioria absoluta aos portugueses, não porque ache que esse não seja um cenário possível para o resultado das eleições legislativas, mas porque considera esse género de apelos impróprios de uma democracia.
[...]não o faz “porque não é preciso”, porque “os portugueses sabem o que querem” e porque “estar a tentar pressionar o eleitorado para uma escolha não é próprio de uma democracia”.

Recordando as campanhas eleitorais passadas, os comícios foram sempre os locais próprios para de forma emocionada, gritando a plenos pulmões por cima da turba exaltada, os candidatos a PM apelarem à votação absolutamente maioritária no seu partido. Tendo isto em conta, parece-me coerente que Manuela Ferreira Leite afirme que não fará “apelos impróprios” aos eleitores.

Aguardo a apresentação do programa eleitoral do PSD ou pelo menos das principais propostas nele contidas para avaliar se considero impróprio um (possível) apelo ao voto no PSD.

Junho 7, 2009

Sondagem SIC legislativas

Filed under: Política,Portugal,Sondagens — LA @ 22:48

PS ganha. Com mais 6% que o PSD. CDS tem menos de 6%.
Desculpem-me os entendidos, mas tenho grandes dúvidas sobre a possibilidade de terem conseguido estimar os resultados.
Ainda assim é bom que a direcção do PSD tenha estes valores em conta. Há muito trabalho pela frente.
Também as discussões sobre alianças ante e pós eleitorais aumentarão.

Falta de maneiras eleitorais

Filed under: Política,Portugal — LA @ 22:07

Paulo Rangel confirma que Vital Moreira não o contactou a dar-lhe os parabéns pelo resultado.
Surpreendidos?

Jerónimo de Sousa

Filed under: Política,Portugal — LA @ 21:17

“… blá, blá, blá… vitória esmagadora… blá, blá, blá…”

Ilda Figueiredo está esfusiante com o discurso.

Vão sobrar croquetes

Filed under: Política,Portugal — LA @ 21:10

Desta vez o PS não trouxe excursionistas a visitar os salões do Altis.
Talvez isso explique as cadeiras vazias que as imagens da TV mostravam.

À terceira será de vez?

Filed under: Política,Portugal — LA @ 20:34

São duas eleições que o PS perde desde que José Sócrates começou a ter responsabilidade na escolha: primeiro com Mário Soares e agora com Vital Moreira.
De derrota e em derrota até…

Maio 28, 2009

Escolhidos a dedo

Filed under: Comentário,Política,Portugal — LA @ 17:17

Quando Mário Soares foi escolhido como candidato oficial (por oposição ao alternativo candidato do “milhão de votos”) do PS às presidenciais, não consegui deixar de entreter o pensamento que tal tinha sido uma escolha estranha. Porque raio haveria José Sócrates de apoiar quem, meses antes, tinha participado activamente na campanha de João Soares (seu filho) para o lugar de Secretário-Geral do PS. Se não me falha a memória foi até uma campanha assaz aguerrida (também o alternativo candidato do “milhão de votos” participou).
O resultado das presidenciais foi o que foi para o PS.
Novas eleições, nova escolha de candidato. O PS, guiado de forma inquestionável por José Sócrates, escolhe Vital Moreira para cabeça-de-lista. Um intelectual ex-comunista (pecado ultra capital para quem ainda o é) com um discurso e imagem pública a condizer.
Passados que são os primeiros dias de campanha, começam a acumular-se os momentos menos felizes do candidato. Contradições com a liderança, propostas desalinhadas com a posição da direcção partidária, prestações menos felizes nos debates televisivos. E ainda falta mais de uma semana.
Serei só eu ou mais alguém pensa que José Sócrates não tem feito nenhum favor ao PS com as suas escolhas de candidatos?

Maio 27, 2009

Estado com menos um Conselheiro

Filed under: Política,Portugal — LA @ 16:30

Sol:

Dias Loureiro apresentou a renúncia ao cargo de conselheiro de Estado numa audiência com Cavaco Silva ao início da tarde. E vai pedir ao PGR para ser ouvido no âmbito do processo BPN.

Maio 7, 2009

Não posso dizer que não me surpreendeu

Filed under: Livros — LA @ 09:48
Tags:

Ontem à tarde, a vendedora das Edições 70 na Feira do Livro disse-me que já não tinha nenhum exemplar de “O Caminho para a Servidão” de Friedrich August von Hayek porque esgotou o stock que tinham levado para o stand.
caminho

Março 11, 2009

Como decretar a criação de emprego qualificado

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — LA @ 17:23

Dado o decretado hoje pelo Conselho de Ministros “passa a ser proibido fazer o consumidor esperar em linha mais de 60 segundos” nas chamadas que efectuar para um “call center”.

É sem dúvida uma bem preparada e estudada medida para aumentar o emprego qualificado (por redistribuição forçada/decretada do stock de trabalho existente nos call centers), algo que é acarinhado pelo Primeiro Ministro como se viu no Verão passado, em Santo Tirso.

Fevereiro 11, 2009

“A crise é agravada pela demagogia intolerável do primeiro-ministro”

Filed under: Economia,Política,Portugal — LA @ 15:54

Alexandre Soares dos Santos (presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins) falou de manhã no congresso da Associação Portuguesa de Empresas Familiares onde recebeu o Prémio da Empresa Familiar.
(via PD):

A crise é agravada pela demagogia intolerável do primeiro-ministro, quando vem falar em como os ricos deveriam ajudar os pobres.

(Via JN):

Enfrentamos uma crise social enorme que está a ser ainda pior devido à acção dos políticos. Ainda no outro dia ouvi um político na televisão a falar do capital como uns malandros que tudo estragam e nada estão a fazer. Esquecem-se que 25 de Abril houve um, não dois. A iniciativa privada não tem que aturar isto e, se assim for, passem muito bem que nós temos para onde ir.(…)
É pena que tenhamos sindicatos que incentivam à greve numa altura em que as empresas estão mal. É uma atitude retrógrada e cretina e que mais que prejudicar o país prejudica os associados sindicais.

(Via TSF):

Mais grave ainda: temos um parlamento que, em vez de ser o lugar de preferência para controlar as acções do Executivo e para participar limita-se a discutir casamentos de homossexuais e sei lá o quê como se isso fosse uma prioridade do país.

Fevereiro 8, 2009

Estamos entregues à bicharada?

Filed under: Comentário,Justiça,Política,Portugal — LA @ 21:04

Em Setúbal, neste fim de semana, a realidade do dia a dia volta a mostrar-se através de mais assaltos à mão armada a estabelecimentos comerciais, com ameaças aos clientes e funcionários.
A vida dos cidadãos de Setúbal tal como a dos demais portugueses país fora, de norte a sul, vale cada vez menos perante a impotência com que o estado enfrenta a bandidagem e o abandono confirmado dessa missão. Por exemplo, ainda há dias, o governo mandou retirar as ATM (Multibanco) do interior dos tribunais não fossem os bandidos cair em tentação.

A falta de resposta do estado a estas situações poderá em breve criar uma situação incontrolável quer por potenciar o aumento da bandidagem quer, eventualmente, levando a que os cidadãos se sintam livres para se substituírem aos funcionários públicos (e respectivas instituições) pagos para de tal tratarem.
Ainda se lembram das “milícias populares” que há alguns anos atrás tanto incomodaram as cabeças pensantes desta democracia?

Não me venham com merdas sobre populismo e o respeito pela lei.
Que respeito merecem legisladores, leis e instituições que permitem que se tenha chegado a este regabofe?

Num ano eleitoral em que todos os partidos estarão nas ruas, feiras e mercados deste país, com bandeirinhas e altifalantes em elogios à capacidade de fazer obra dos respectivos líderes nacionais e locais, não nos devemos esquecer o abandono a que, pelos vistos, chegámos. Se não estamos entregues à bicharada, pouco faltará.

Estamos a falar do mesmo país em que os mais altos membros da magistratura se preocupam mais com as suas intervenções e imagem nos meios de comunicação que em responder aos problemas do crime grave e violento; em que juízes e procuradores trocam galhardetes sobre as suas posições públicas; em que os ministros da Justiça e da Administração Interna desapareceram para parte incerta ou se esconderam; em que os vários órgãos de polícia se degladiam para saber quem vigia quem, quem escuta os telefonemas de quem.

Se os eleitores e cidadãos deste país “os” tiverem grandes e no lugar, este vai ser o ano de recordar aos políticos de todos os partidos que se para algo serve o estado e os seus recursos (os impostos de todos nós), que todos tanto querem controlar, esse algo é a segurança de vidas e propriedade e a execução da justiça.

Fevereiro 6, 2009

Mais uma aposta governamental na criação de emprego

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — LA @ 11:36

O comunicado do governo em que se dá conta da aprovação da obrigatoriedade de os “veículos automóveis, reboques, motociclos e triciclos autorizados a circular em auto-estradas e vias equiparadas” serem equipados com o “Dispositivo Electrónico de Matrícula”, termina com o seguinte parágrafo:

O DEM é um projecto inovador com impactos positivos na modernização competitividade da economia portuguesa: vem dinamizar o sector da telemática e criar simultaneamente uma oportunidade de negócio para as empresas na área das novas tecnologias na ordem dos 150 milhões de euros.

Os argumentos mais fantásticos são utilizados para justificar esta imbecilidade.
E quanto à recolha de dados e sua protecção?

(…) a questão crucial do tratamento e protecção dos respectivos dados pessoais, exigem que a prestação deste novo serviço público seja assegurada, com carácter de exclusividade, pelo Estado, através de uma entidade empresarial própria – uma empresa pública, a SIEV, SA, – que garanta a idoneidade e a legitimidade de todos os procedimentos.

Fico mais descansado. Vai ser criada mais uma dependência estatal, criando mais alguns apetitosos empregos a pagar pelos impostos e taxas dos contribuintes. E estes servidores públicos não serão tocados pela famosa “fuga de informação” tão avassaladoramente presente no sistema judiciário. Aliás, sugiro que se venham a reproduzir no Ministério da Justiça os critérios de selecção e recrutamento aplicados para preencher os quadros da SIEV, SA.

Nada como assegurar uma crescente dimensão do sector estatal (ou dele dependente) em ano de eleições. Se de caminho se aumentar o controlo da liberdade e a captação de informação dos cidadãos (num país em que metade está ocupada a ouvir as conversas telefónicas da outra metade), melhor ainda.
Estende-se à nossa frente um amplo caminho para a servidão.

Fevereiro 2, 2009

Estímulos arriscados – II

Filed under: Economia,Internacional,Política — LA @ 16:30

Via Reuters (meu destaque):

Dallas Federal Reserve President Richard Fisher warned on Monday against “Buy America” provisions in a proposed fiscal stimulus law and said it could lead to devastating trade protectionism.

“Let me just be blunt. Protectionism is the crack cocaine of economics. It may provide a high. It’s addictive and it leads to economic death,”(…)

Fisher also urged Congress to balance the immediate need to stimulate growth with the long-term consequences of piling on debt that could be a drag for years to come.

“Our job is to maintain price stability while we engender the growth and employment of the United States … It is a very difficult balancing act, but it can only be done if it is buttressed by sensible fiscal policy,” Fisher said.(…)

“Right now the pressures are not on the inflationary side; they’re on the other side. Longer term, we have to be aware of the fact that we could have, as a result of all these initiatives we’ve taken … baked-in inflationary pressures.

“We’re very mindful of that and our exit strategy has to work with the fact that we cannot allow inflationary pressures to also take root. This is our job,” Fisher said.

Leitura complementar: Estímulos arriscados

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