Preocupam-me os brancos e nulos.

Somando a totalidade de eleitores inscritos que sejam candidatos e que destes sejam cônjuges, irmãos, pais, primos, tios, cunhados, padrinhos, vizinhos-do-lado-e-de-cima, colegas de escola primária e secundária e antigos co-membros da tuna, … será, talvez!, possível chegarmos aos 25% de votos.

Agora vejam lá o que justifica alguns deles terem votado em branco ou nulo.

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Frédéric Bastiat

Lorsque la Spoliation est devenue le moyen d’existence d’une agglomération d’hommes unis entre eux par le lien social, ils se font bientôt une loi qui la sanctionne, une morale qui la glorifie.

Nascido a 30 de Junho de 1801.
Continuar tão actual no Portugal de 2013 diz muito sobre o que escreveu e do estado a que este país chegou.

Bocejo

Na sequência da posição oficial do PS segundo a qual serão outros a resolver o que Sócrates legou (base para o seu programa de putativa alternativa governamental), o Sr. socialista que portou a voz de António Seguro, disse:
”                                                     .”

A sério. Foi isso que não ouvi.

Pode ser que venha por aí, abrindo caminho pelo nevoeiro

No PS a luta pela herança do anterior Secretário-Geral aquece estes dias de nevoeiros matinais. Talvez a meteorologia explique estes acessos de saudosismo socialista que leva aos jogos florais que vamos vendo entre a Frente dos Verdadeiros Herdeiros de Sócrates e a Verdadeira Frente de Sócrates Herdeira. Ao intervalo o resultado é um empate, mas o espectáculo de falta de vergonha de muitos dos que colaboraram, apoiaram e governaram com o estudante parisiense promete mais e melhores jogadas desenhadas pelos estrategas de ambas as equipas, perdão…, Frentes.
O PS não aprendeu nada com os passados 10 anos e anseia pelo Messias que emergindo do nevoeiro volte a prometer criar (qual devindade de poderes infinitos) 150.000 novos empregos numa só legislatura e levante em êxtase o Nobre Povo.

Entretanto, caso os Verdadeiros Crentes não tenham reparado, de tão distraídos que andam com estes jogos florais, os impostos continuam a aumentar (leia-se “factura sobre a despesa estatal que era suposto ser paga pelos marcianos“). Já me disseram que tenho de deixar de dizer “esbulho” porque torno-me incompreensível para os socialistas de todos os partidos.

Estou indignadíssimo

Com quem ajudou a que o resultado do esforço de quem trabalha, investe, poupa e paga impostos tenha sido malbaratado durante décadas. Estou indignado com muitos dos que hoje, esta semana, este ano, descobriram este adjectivo. Tivessem memória e estariam indignados com as escolhas que fizeram, quando puderam optar e votaram nas utopias e falácias que lhes ofereciam sem etiqueta de preço. Tivessem memória e lembrar-se-iam dos muitos que sempre avisaram que chegaríamos a este estado de penúria se não se tentasse atalhar caminho noutra direcção. Faço, por isso, minhas as palavras que ouvi há pouco a um exaltado manifestante: “tenham vergonha, pá!”.

Indignados ou não, serão os mesmos de sempre a pagar a factura deixada pelos incompetentes que saciaram a ambição de poder e as suas clientelas penhorando o dinheiro dos contribuintes.

Coisas que me apoquentam numa manhã de Verão

Alertado pelas numerosas entrevistas televisivas com futuros ex-Governadores Civis dou-me conta que o fim destas repartições estatais e dos correspondentes cargos de representação do estado central pode levar ao caos.
Sem Governadores Civis como se aprovarão os concursos (sorteios promocionais)? Que será das muitas instituições, associações, agremiações várias que recebiam transferências das empresas, vindos das sobras não entregues desses concursos (vulgo reversões) de acordo com a escolha dos serviços dos G.C.?
Sim, era (também e quase só) para isto que serviam os governos civis.

Um título enganador

Governo arrisca pagar milhões se não relançar TGV até Março

Não é verdade.
Quem vai pagar são os mesmos de sempre: os contribuintes.
É para eles o peso da responsabilidade, das consequências da desgovernação socialista.
Ao contrário do que disse Almeida Santos, o “povo” contribuinte não partilha nem sofre com o governo as consequências da crise. Ao governo nada acontece.
Têm dúvidas?
Vejam os resultados das sondagens e digam-me se os eleitores (o que não é o mesmo que dizer os contribuintes) pretendem responsabilizar o governo ou não.

Desculpem apontar o óbvio, mas…

Será que já se poderá dizer sem rodeios que um dos problemas do partido que Sócrates construiu é a elevada percentagem de gente incompetente que o enche e que com ele aceita trabalhar? Incompetente como em “não têm a menor noção como gerir uma nota de 5 euros”. Incompetente como em “pode-se sempre aumentar os impostos”. Incompetente como em “não se percebe como funcionam mas parece que se pode sempre pedir aos mercados que comprem dívida estatal”?
Já se poderá dizê-lo sem que em redor baixem os olhos, envergonhadamente, os praticantes do “cuidadinho como o politicamente correcto”?
Ainda não é altura de apontar o dedo e pedir responsabilidade política e pessoal pelo desgoverno a que isto chegou?

E não me esqueci dos milhões dos meus concidadãos que votaram duas vezes nesta maioria.
Incompetentes.

Concurso para o TGV (Lisboa-Poceirão) foi anulado

Negócios:

O despacho dos Ministérios das Finanças e das Obras Públicas justifica a decisão com “a significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira de Portugal” após a data de lançamento do concurso, que se traduziu “em dificuldades acrescidas na obtenção de fundos pela iniciativa privada e no agravamento do custo associado à obtenção do próprio financiamento”.

Agora digam-me lá se esta gente não tem andado a gozar com a malta?
Aguardo para ver as fantasias que vão ser incluídas no próximo OE e quão disponível estará a oposição (descontando já a extrema esquerda) para evitar que a palhaçada continue à conta dos nossos bolsos.

Notícias bota-abaixistas

Via Businessweek:

Portugal may be slipping behind Spain and Ireland in the dash to cut budget deficits, and credit conditions in the economy are the tightest since the height of the global financial crisis in 2008, JPMorgan Chase & Co. said.

“Spain and Ireland look to be tracking their fiscal objectives for the year,” said David Mackie, chief European economist at JPMorgan, in an e-mailed note. While Greece has shown “some slippage,” in Portugal “the situation looks more worrisome, with the lack of budgetary progress reflecting faster expenditure growth than would be consistent with the fiscal objective.”
(…)
Portuguese government spending, excluding interest payments, rose 5.7 percent in the first seven months of the year, while total income increased 3.6 percent, Portugal’s Finance Ministry said last month.