Sobre Helder Ferreira

Pai, surfista, golfista e comerciante. Lema: It's all bullshit

Mãe II

kafka2O texto publicado no Diário Económico tem 1000 caracteres com espaços. Não sei porquê tinha-o escrito com 2000. Fica aqui a versão mais longa.

 

 

Mãe

Os Governos de Portugal saídos de eleições são uma espécie de “Kinder Surpresa”. Sabe-se quem se candidata a PM que, ganhando as eleições, se torna um ditador posicional. Como todos os ditadores (de facto ou posicionais), distribui lugares e recursos, faz escolhas, promove este ou aquele e obriga-se a satisfazer clientelas e Partido, não vá o diabo tecê-las. Continuar a ler

Mãe

kafka2Eu no Diário Económico de ontem

Os governos de Portugal saídos de eleições são uma espécie de “Kinder Surpresa”. Sabe-se quem se candidata a primeiro-ministro que, ganhando as eleições, se torna um ditador posicional.

 

A causa das coisas

homer_dohHá pouco no twitter envolvi-me numa discussão bem disposta com o João Galamba e o Pedro Morgado (indefectível socialista) a propósito da entrevista do pobre do ex-Ministro da Saúde Correia de Campos à nova versão da Renova, o jornal Público. O dito rolo de papel macio de folha dupla intitula a entrevista assim:

“Vamos herdar uma dívida de mais de 1,5 mil milhões de euros na saúde”

Como em 2011 a dívida era 3 mil milhões de euros, achei piada ao título, só que o que Correia de Campos diz é:

“..vamos herdar uma situação de passivo [na saúde] pelo menos de 1,5 a 1,6 mil milhões.”

E, digo eu, o passivo em 2011 era de cerca de 6,4 mil milhões de euros. Primeira reacção dos ditos:

Isso são números completamente inventados. Ou seja, eu (ou alguém) estaria a mentir.

Ora como lhes mostro que 6,4mil milhões de passivo é resultado da auditoria do Tribunal de Contas em 2011, a segunda reacção é: Não sabes a diferença entre dívida e passivo. Como o ex-Ministro diz explicitamente “passivo“, a terceira reacção passa a ser, ele está a falar de “nova dívida”. Reafirmo eu: na entrevista Correia de campos é explícito, fala de “passivo”. Quarta reacção: eu conheço o homem já falei com ele sobre isso, ele refere-se a “nova dívida”. Repito o que o sr diz na entrevista: “..vamos herdar uma situação de passivo [na saúde] pelo menos de 1,5 a 1,6 mil milhões.”

Posto isto, perdei toda a esperança vós que aqui entrais. Discutir com a esquerda (e parte substancial da dita direita) é isto. Mas que é divertido, é.

 

Celebro efusivamente

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O João Miguel Tavares queixa-se em artigo no Público do assédio fiscal que alegadamente sofre por parte da Autoridade Tributária. Queixa-se ao mesmo tempo que escreve “Eu celebro efusivamente o aperto da malha tributária e a capacidade de pôr mais gente a pagar impostos”, certamente convicto (quando foi a lobotomia colectiva? eu devia estar no estrangeiro nesse dia) que o Estado e a AT, sendo pessoas de bem não assediariam ou atropelariam o mais elementar bom senso e civilidade.

Posto isto resta-me a mim celebrar efusivamente o assédio a que o JMT é sujeito pela AT e desejar que integre a lista pública de devedores ao fisco em lugar de destaque e a bold. E que lhe vão sendo exigidas coimas e cauções o mais possível. Que mil notificações e ameaças te inundem a caixa de correio caro JMT.

Life is too short

kafka2“If youngsters are being deterred from starting their own businesses then they are hardly to be blamed. Who wants to have to spend most of their time, effort and intellectual energy steering a path through a vast forest of regulations, directives and laws only to watch the taxman take a big, wet, juicy bite out of the little profit you have managed to earn. And, to top it all off, you then switch on the TV or open the morning newspaper only to be told that you are ‘the enemy of the people’. Contrast this with going for a job in the public sector which will give you a guaranteed income, a job for life and the steadfast loyalty and service of the political classes. It’s a no-brainer. Life is too short.”

Não desistiram

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Com isto das “pessoas reais” (segundo o Tiago Barbosa Ribeiro – Presidente da Concelhia socialista do Porto – e Ascenso Simões) dos cartazes do PS animei-me a contar-vos esta história (esta sim bem real) de dois putos meus amigos. Digo que são putos, embora tenham ambos trinta anos, porque os conheço desde que eram miúdos.

São ambos desportistas profissionais e com o aproximar do fim da carreira, há quatro anos decidiram lançar-se na indústria do desporto através da criação, produção e comercialização de uma marca de produtos usado na actividade deles. Durante um ano andaram a estudar, a pesquisar e a obter informação sobre o funcionamento em Portugal deste mundo das empresas, do sistema fiscal, da burocracia, regulação e regras. Ao fim de um ano desistiram, concluíram que não valia a pena. Perceberam que até no tempo que necessitariam para I&D (pelo menos um ano) seriam sujeitos a tanta perda de tempo, impostos e despesa com o Estado que tornava o negócio inviável. Passou-se outro ano e a um deles ocorreu informar-se do que seria necessário para ter a empresa noutro país da UE e como tornar a coisa viável. Um mês depois tinham: empresa criada em Inglaterra, contrato logístico em Espanha, nenhum encargo fiscal/burocrático e dedicaram-se ao I&D. Hoje comercializam um produto com algum sucesso em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Alemanha e Itália. Em Inglaterra pagam 20% de imposto dos lucros, não têm que guardar facturas de despesas (basta-lhes entregar extractos bancários), não pagam taxas autónomas, quase não têm burocracia, taxas alfandegárias baixas, um longo etc e têm um negócio em expansão.

Dizem-me ambos que não percebem porque é que o Estado e o Governo português se esforçam tanto para impedir as pessoas de investir e desenvolver negócios. Dois miúdos criativos, inteligentes e empreendedores. Uma perda para vocês todos, mas merecei-lo.

Nota: um nasceu em Lisboa, filho de pais alemães, aos 20 anos pediu a nacionalidade portuguesa e é mais português que eu. Viu-se várias vezes envolvido em polémicas e teve que passar a vida a demonstrar sentir-se e ser português. Insiste que quer um dia ter a empresa cá e que gostava de investir e ajudar Portugal, é uma das pessoas mais patriotas e com mais amor por este país que conheço; o outro nasceu na Argentina, viveu na Galiza até há alguns anos (foi para lá aos 2 anos), vive cá há 6 anos e é apaixonado por Portugal. Podia hoje viver em qualquer lado do Mundo mas escolheu isto.

Leitura complementar: O Miguel Desistiu. Life is too short

 

Random thoughts

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All resitance is futile

Após aturado estudo nas redes sociais concluí que para ser inteligente e socialista é necessário sofrer de dissonância cognitiva (ou ser desonesto como provam o Galamba ou o Paes Mamede. O Costamessias nem sequer é inteligente). Um pouco como o Trilema de Zizek (roubado ao Impertinente). Socialist_3lemmaPor exemplo: o estado vai este ano gastar mais 3,6 milhões com alunos de escolas privadas. Alunos. Putos que escolheram ir para uma escola privada, mais perto de casa, melhor, etc. Socialistas dizem que o estado vai pagar mais 3,6 milhões às escolas privadas. De tanto amarem a Humanidade não são capazes de amar uma pessoa. Não há indivíduos, só colectivos. Borg.

Adenda: afinal o estado vai gastar menos com os alunos das escolas com Contrato de Associação, não mais. Fui induzido em erro pela capa mentirosa, aldrabona e inqualificável das folhas de papel pró cu do Jornal de Notícias. Já devia saber.

Da corrupção económica

Está em curso a concessão/privatização dos aterros sanitários. Em muitos Municípios, a recolha do lixo e limpeza das ruas está entregue a empresas privadas em regime de concorrência. Sendo quase todos os aterros públicos, estas empresas pagam pelo depósito do lixo. Ora que giro, que a SUMA (Mota-Engil) ganhou o concurso para a concessão de TODOS os aterros! Sendo a SUMA um gigante do Grupo Mota-Engil na área da recolha e tratamento do lixo que concorre com dezenas de outras empresas fica, sem espinhas, com TODO o negócio do lixo em Portugal inteiro (o lixo sempre foi negocio da Máfia, sim). Acresce que ainda há pouco tempo, a dita SUMA estava sob investigação pelo acordo feito em Gaia com o Ex-Presidente da Câmara (famosíssimo pelas viagens que não fez e que lhe foram pagas pela AR). Um acordo que tresanda e que dá à SUMA rendimento suficiente para pagar a criação deste novo monopólio. E, como de costume, a nossa fantástica imprensa entretêm-se a tentar pavimentar a ouro o caminho do Costamessias. É fodido.

Da corrupção moral

Câmara Municipal de Loulé. O novo Presidente, do Partido Socialista, reduziu de novo o horário dos funcionários para 35h/semana. Não satisfeito, decidiu dar-lhes folga no dia do respectivo aniversário. Ora, instalou-se a guerra a propósito disto. Há funcionários cujo aniversário calha ao fim de semana. Vai daí protestam e reivindicam pois entendem que não podem ser prejudicados relativamente aos que fazem anos durante a semana. É hilariante, não é? Enquanto numa das Freguesias (também PS) o respectivo Presidente acaba o segundo mandato e é alegremente convidado para vereador em Loulé. É a vida.

Da corrupção pura e dura

Uma Câmara Municipal PS. Cria um organismo camarário de apoio a determinada área da cultura e consegue 2 milhões de euros da Comissão de Desenvolvimento Regional para compra de equipamentos, que seriam alugados a agentes culturais que quisessem produzir arte na área. Ao mesmo tempo, na capital do Concelho são criadas duas empresas privadas cujo negócio é alugar o mesmo tipo de material. Um agente cultural dirige-se ao tal organismo camarário a solicitar aluguer do equipamento. Respondem-lhe que o equipamento está na sede em Lisboa mas que se pode dirigir às tais empresas privadas cujo negócio é alugar o tal equipamento. Cereja no topo do bolo: o sócio (ou proprietário) das empresas privadas é o adjunto do Presidente da Câmara e os equipamentos que estas alugam é o mesmo que a CDR pagou. É a multiplicação dos pães. Porque é que não dou pistas para que se saiba onde se passa isto? Porque não posso prová-lo. Mas se a PJ me perguntar, digo onde.

 

Federemo-nos, portanto

kafkaEu, hoje, no Diário Económico

Há assuntos cuja discussão pode dar serões agradáveis com os amigos, ou debates acesos na televisão, mas que na prática não passam de diletantismo de ociosos.

Um dos melhores exemplos disto é a putativa federalização da União Europeia. Não é que na cabeça dos que nos pastoreiam não exista o projecto utópico de nos tornarmos todos um, nós, os alemães, os gregos e os estónios. A metáfora deloriana da bicicleta, que não pode parar (e tem sempre que aumentar a velocidade) sob o risco de cair, acaba por pretender isto mesmo.

O resto aqui

Marinando

kafkaEu, hoje no Diário Económico sobre a redução do número de pessoas a receber subsídios de desemprego.

Havendo com certeza alguma relação com o aumento do emprego, essa relação não é proporcional. Isto significa que haverá mais gente a frequentar cursos do IEFP e a fazer o eufemístico “trabalho socialmente necessário” bem como muita gente que, sem trabalho, não dispõe de qualquer apoio público.

O resto pode ser lido aqui

Uma nota: fomos convidadas quatro pessoas ( duas ditas de esquerda, duas ditas de direita) para escrever para o DE sobre este assunto. Fico muito satisfeito com o que escrevi, não porque esteja bem particularmente escrito ou seja uma perspectiva original do assunto. Não está nem é uma coisa nem outra. Estou satisfeito porque dos quatro convidados, dois atacam o Governo, um defende o Governo e o quarto, eu, nem uma coisa nem outra. Estou fartinho de comissários dos Partidos e de politiquice. Sabiam que há ideias, práticas e Mundo além da vossa paroquiazinha Governo/Oposição?

Palhaços, balões e apitos

kafkaEu, hoje no Diário Económico

O programa eleitoral proposto por António Costa parece ter sido aceite tanto pela ala centrista como pela ala lunática do PS. É natural.

 

 

Sem nada que fazer

kafka

O INE publicou hoje as estatísticas do comércio internacional de Abril. Ainda não vi o spin dos social-democratas do Governo mas já aí está o dos social-democratas da oposição. Para estes, o que foi publicado é assustador. As importações cresceram mais que as exportações muito em virtude do aumento das compras de automóveis de passageiros (os social-democratas da oposição chamam-lhes popós). Apesar de o cenário encomendado pelo PS prever superavit externo, dizem que é treta, que a realidade não se compadece com unicórnios. Presume-se que a partir de Outubro a realidade mude em instantes.

Esta permanente desvalorização da melhoria da cobertura das importações pelas exportações (que volta a melhorar em Abril) faz todo o sentido. Na cabeça dos social-democratas, quem exporta e importa é o Governo. As pessoas e empresas não têm nada que ver com o assunto. Sendo assim, estas publicações servem para uns se vangloriarem (ou desculparem) e outros menosprezarem ou regozijarem (quando corre “mal”). Uns e outros parecem julgar-se acima de trabalhadores e empresários que, esses sim, são os responsáveis pelo que vai correndo bem. Neste caso, a única coisa que os governos podem fazer é atrapalhar e aí podem ser responsáveis se a coisa dá para o torto.

Por definição, como fica demonstrado, social-democrata é um imbecil presumido sem nada que fazer.

Pré-aviso acerca da privatização da distribuição de água

Já sei que vos ireis queixar que o preço da água sobe. Por agora, cá na empresa consumimos 1,82€ de água em Abril. O valor total da factura são 18,75€, ou seja, 90,3% da dita são taxas e impostos (as que chama tarifas não passam de taxas disfarçadas).

factura

Coisas que me tiram do sério (1)

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Uma é a explicada neste post do JM Ferreira de Almeida. E tira-me do sério porque não compreendo de todo esta mania de pessoas (que de resto aparentam ser inteligentes) insistirem que o problema da gestão pública ou privada está nas pessoas e que se resolve escolhendo ou nomeando pessoas com mais qualidade e competência. Não está.

Não existe qualquer razão para que no Estado haja piores ou melhores gestores que no sector privado, nem sequer esse é um problema. A questão é o que diferencia uma e outra actividade são os incentivos, não são as pessoas, que dessas há boas e más, competentes e incompetentes em todo o lado. Por natureza, a probabilidade de a gestão privada ser melhor e mais eficaz é infinitamente maior. E porquê?

1 – Suponhamos uma empresa pública cujo orçamento anual é 1 milhão de euros que resulte em parte de transferências do Orçamento de Estado. Graças à qualidade da gestão, consegue produzir e entregar o mesmo serviço ou produto com um orçamento 20% inferior. Ora o que acontece no ano seguinte? Obrigatoriamente a transferência do OE será reduzida no pressuposto que passa a ter um orçamente de apenas 800 mil euros. O que isto provoca é um incentivo perverso que, em princípio, leva a que quem a gere não tente racionalizar o orçamento porque se sabe condenado a dispor de menos recursos se o fizer;

2 – O que obriga os gestores privados* a andar em bicos de pés e a procurar a excelência são a concorrência e a possibilidade de falência (a maioria dos incentivos são muito mais pela negativa que pela positiva). Por definição, uma empresa pública está impedida de falir e não tem nada a temer da concorrência. Assim sendo, o que se espera de um gestor público? Que tente suplantar a concorrência? Que queira ser eficiente e por via do lucro (que é o alfa e o ómega das empresas privadas e ao mesmo tempo uma afronta ao contribuinte que exista nas empresas do estado), manter-se no mercado e evitar a falência? Obviamente que não.

3 – Uma empresa pública, também por definição, é tutelada pelo poder político cujo mercado não tem nada que ver com o mercado empresarial. Os políticos estão no mercado dos votos e, naturalmente, vão sujeitar aquilo que tutelam a esse objectivo que, bastas vezes, é conflituante com uma boa gestão;

4 – Em virtude do modelo de gestão pública e com carradas de boas intenções sujeitam-se a empresas do estado a constrangimentos burocráticos e legais que não existem para as empresas privadas. Por muito infernal (que é) que seja a gestão destas à custa deste problema, as regras não são as mesmas, têm uma liberdade de decisão que o gestor público não tem.

 

Resumindo: não existe qualquer possibilidade de, em média, a qualidade da gestão pública ter sequer uma fracção da qualidade da gestão privada, pura e simplesmente porque não é possível alinhar os incentivos correctamente e porque a gestão pública é muitas vezes submetida a interesses políticos. As pessoas são o que são e reagem a incentivos. Ponto.

*Obviamente falo de gestores privados que gerem no mercado, não dos que gerem empresas rentistas encostadas ao estado. Esses não são gestores, são o que a Ayn Rand chamava pull-peddlers.

Photoshop

kafka2Esta semana no Diário Económico escrevi sobre o mesmo assunto que o André Amaral.

Num país onde impera o “capitalismo de favor” ou “capitalismo de estado”, o que é uma “instituição independente”? Num sítio onde tudo depende da vontade do poder político e burocrático podem existir instituições independentes?

O resto aqui

 

E vergonha, não?

kafka2A história abaixo é só mais uma das que cada vez mais vão sendo publicadas nas redes sociais. O que nos resta é perguntar se a tutela política da Autoridade Tributária, a liderança da mesma e respectivos funcionários, bem como os imberbes alapados na AR não têm vergonha disto? Não há esperança que a tenham, todos estão confortáveis, para eles não passamos de um incómodo e toleram-nos apenas enquanto nos conseguirem espremer. Isto exigiria vernáculo sólido, mas falta-me o fôlego.

Via Aventar

A história de uma família de Massamá, com três crianças, que está a ver a vida virada do avesso por conta da cobrança no IVA de recibos verdes desde 2008. O casal fez um pagamento de 5 mil euros da dívida numa repartição (possuem recibos a comprovar) e, oito meses depois, as finanças só dão como pagos 2.800 euros. Os salários estão penhorados e a casa deve ir a leilão.

Mário Pereira & Andreia Dias Continuar a ler

“Socialmente” quê?

scooter

“Na sequência do se pedido de emprego, queira comparecer em ……… no dia…. pelas…., a fim de lhe ser apresentada uma proposta para participação em projecto de trabalho socialmente necessário”

 

Bem, cá em casa somos absolutamente a favor do controlo de todo e qualquer subsídio, sendo por princípio contra todo e qualquer subsídio, mas isto (a somar a outras coisas) é inenarrável. O que é “trabalho socialmente necessário”? Que merda é esta? E se quem se lembra desta coisas fosse apanhar no cu? Esta carta vinda do IEFP e cheia de ameaças foi recebida por uma senhora com 50 anos, pela primeira vez desempregada, que há 32 anos faz descontos para a Segurança Social e cujo subsídio é menos de 50% do que ganhava quando tinha emprego. Há 15 dias foi obrigada a comparecer na apresentação de um curso de geriatria onde, entre 29 pessoas, 27 nunca fizeram qualquer desconto e foi-lhes proposto o curso de 4 horas por dia, pago a 15€ por hora, mais 4€  por dia para subsídio de refeição durante três meses. Quem está a receber o subsídio de desemprego (receba 400, 500 ou 1000€) não seria pago caso o frequentasse. Estes azeiteiros, cujo líder é o azeiteiro-mor, o Ministro Scooter (esse gnomo mal amanhado), que mereciam era ser corridos à chapada, criam assim a profissão de Frequentador de Cursos do IEFP. Quanto aos outros, os que andam há décadas a sustentar-lhe as masturbações são intimados a fazer “trabalho socialmente necessário”. Pois, caro Ministro Scooter vá gozar com o raio que o parta e enfie o socialismo onde mais lhe aprouver.

 

Pirâmides e capachos

fisco

Nota prévia: a vasta experiência que tenho de lidar com os funcionários da Autoridade Tributária (Ex-DGCI) faz-me respeitá-los, só tenho a dizer bem e de todos os serviços do estado que eventualmente necessitei, foram sempre os mais profissionais e mais disponíveis para me ajudar resolver os problemas que fui tendo. Dão dez-zero até ao SNS, a médicos, enfermeiros e professores.

Tanto a tutela como as chefias da Autoridade Tributária conhecem bem a pirâmide aqui acima e sabem o que devem fazer com cada parcela da mesma. Deixar em paz a base, ajudar os do meio e perseguir os do topo. Não fazem nada disso. Perseguem a pirâmide toda, penalizam a base sempre que podem, esmagam os do meio, com penhoras, multas, coimas e processos e quanto aos do topo, se der muito trabalho (não é fácil agarrá-los), pois que paguem os de baixo. É esta a filosofia Tributária, a filosofia do “Chefe”, quanto mais e melhor um gajo faz, mais tem que fazer, os calões, pois coiso, pô-los a cumprir dá muito trabalho ao “chefe”.

Soube que o Sr Brigas Afonso se demitiu e já vai tarde. Um “académico da casa”, um calhau com olhos sem a mínima noção de coisa nenhuma, um ignorante e um caceteiro, que ordenou um arrastão de penhoras nos últimos quinze dias de Dezembro de 2014 revelando uma total falta de noção da realidade das empresas e da economia (até do calendário, por Deus!) que meteu os inspectores na rua atrás dos poucos tostões que os do meio da pirâmide ao lado eventualmente têm. Imagino que fosse um bom capacho do Secretário de Estado respectivo que no que respeita a ignorância e caceteirismo não lhe fica atrás. Estamos entregues a “chefes” destes que não merecem nem de perto, os subordinados que lhes calharam, que são bem melhores que eles e ainda são o que vai valendo ao miserável do contribuinte neste fascismo tributário sem qualificação.

A propósito de gins e de vir

picture_kafka_drawingEu, hoje, no Diário Económico

Vem Devagar Emigrante

A meio de um gin (ou de meia dúzia) ocorreu a alguém que jovens que emigraram e rapidamente perceberam que há lugares onde o trabalho e o mérito são premiados, onde é possível imaginar um futuro acolheriam de braços abertos o regresso a esta nossa desesperança.

My take

picture_kafka_drawing“A young lady has felt that my treatment of women in my lyrics and social comments has not been particularly positive. And there’s no reason why it should be. You should take your lumps along with everybody else because women do stupid fucking things, just like the guys do. And if I say guys are stupid and a woman does something stupid, don’t be a whimp about it, just because you got that thing between your legs is no problem.” – Frank Zappa

 

My turn. Maria João, para o peditório das gajas já dei. Não me sobra uma centelha de respeito por seja quem for queira discriminação positiva ou ter prerrogativas especiais porque tem aquela coisa entre as pernas, porque tem uma cor de pele mais escura, porque tem preferências sexuais diferentes, porque tem um dedo a mais ou um fetiche por cavalos. Uma pessoa é uma pessoa, e nos conselhos de administração, o que há, são pessoas. Quero lá saber se são gajas ou não. E quanto a boicotes, devo começar a boicotar empresas em cujos conselhos de administração a média de alturas seja superior a 1,70m ou tenha menos de 50% de canhotos ou mais de 30% sejam gordos ou não fumadores?

Nas sociedades desenvolvidas as mulheres não são discriminadas em coisa nenhuma e, quanto a mim, mal. Sabes o que diz a minha sogra? Filhos são nossos, do pai, serão ou não. Portanto, para mim, o Dia da Mulher, (pelo menos da minha) é todos os dias, quanto a hoje, podem fazer um rolinho.

Já o Nelson Évora, sim é ridículo. Qual empatia? Empatia é ser eu a dar banho à cria todos os dias e a dar os biberons da madrugada. Empatia é ser eu quem passa a ferro e faz o jantar. Empatia é ouvir-vos quando a única coisa que vocês precisam é um saco de pancada para descarregar. Empatia é perceber que hoje, amanhã, depois de amanhã, no dia seguinte e no outro ainda vos dói a cabeça e não vos apetece. E vocês porem-se nos nossos sapatos? Fazem a mínima ideia do que é ser homem, pai, marido, branco e heterossexual? Não, não fazem, nem vos passa pela cabeça a carga que temos que suportar nem as bestas que socialmente somos. Somos nós os únicos culpados e responsáveis pelos males do Mundo. Se alguma coisa corre mal, garanto, a culpa é dos gajos como eu e a gente carrega-a. Pro peditório do gajedo, não dou. Aguentem-se, o que têm no meio das pernas não vos dá direito a serem pessoas especiais, são iguais a mim e aos outros homens todos.

Parasitas

evil-clownDeclarações da Segurança Social vendidas por dois mil euros

O segurança do supermercado estava atento aos pobres com quem se cruzava na rua. Se lhe pareciam esfomeados dirigia-se a eles e perguntava-lhes se tinham fome. Ele podia ajudá-los. Um ou outro recusava. Os que precisavam mesmo de comer sob pena de morrerem, aceitavam ouvi-lo e parte deles aceitava também a proposta. O pobre devia ir ao supermercado onde ele trabalhava e roubar 4 maçãs. Em troca de uma, o segurança garantia-lhe que não teria problemas nem ninguém daria conta do roubo.

No fundo é isto, entre advogados, TOCs e funcionários públicos, juntaram-se vários parasitas a viver à custa do desespero e da fragilidade alheia. E o Estado que temos está cheio de gente desta.

Relapsa

kafka2Hoje tive uma reunião na contabilidade para analisar o balanço de 2014 e o orçamento de 2015. Quando cheguei estava uma das miúdas da empresa (não tem 30 anos) a atender uma senhora idosa. A Sra tinha uma notificação da AT com uma dívida por atraso de cumprimento numa qualquer obrigação fiscal. Pelo que percebi, a sra teria o nome ligado a uma empresa do filho (provavelmente por questões de crédito ou outras) que se teria atrasado a pagar um qualquer imposto. Dizia a sra que está à espera de receber a reforma e não tem dinheiro para multas. às tantas, depois de perceber a que dizia respeito a carta perguntou á menina de quanto era a multa e a resposta foi 337,5€. A seguir perguntou: “Quanto é em dinheiro antigo?”. A miúda ficou a fazer a conta de cabeça e respondi-lhe eu (que lidei com “dinheiro antigo”): “São sessenta e sete contos e quinhentos”. E diz a sra literalmente: “ò meu Deus e onde é que eu tenho tanto dinheiro?”
Aquela merda doeu-me, mas é isto. Lá está, uma senhora com um processo fiscal, uma perigosa evasora fiscal, uma relapsa digna de lapidação

Bavas

kafka2O meu texto de hoje no Diário Económico

Portugal seria um bom campo de estudo para os virólogos. Não é de agora que políticos e outros altos responsáveis são atacados pelo vírus “Bava” assim baptizado após a audição parlamentar ao dr Zeinal Bava. Não sabiam, foi engano, erro dos serviços, da secretária, interpretação, etc. Nunca são responsáveis por nada, foi assim com Murteira Nabo, António Vitorino e António Costa e é assim com o primeiro-ministro (PM) que, coitado, julgava que entre 1999 e 2004 os descontos para a Segurança Social (SS) dos trabalhadores independentes eram opcionais.

O resto aqui

Em adenda ao texto publicado no Diário Económico e dada a falta de espaço acrescentaria o que segue abaixo. Sim, já sei que as beatas fiscais socialistas se vão contorcer nos habituais números de processos de intenções e psicanálise de vão de escada. Um gajo habitua-se. Continuar a ler

Zé dos Plásticos

O Zé dos Plásticos é um super-herói cujo arquinimigo é o Saco de Plástico. Dormimos todos mais descansados sabendo que o Zé dos Plásticos está a tento aos ataques do Saco de Plástico, ao ambiente plastic-free e às dores nas costas das velhinhas que já não os carregam com compras.

zedosplasticos

Crechimento

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Por estes dias tem sido notícia o crescimento do Produto Interno Bruto indígena. Do lado do Governo tenta-se dar como certo que este crescimento se deve à “estratégia” utilizada por eles mesmos, sendo que seriam eles os responsáveis pela melhoria da coisa. Do lado da oposição e principalmente do PS desvaloriza-se e considera-se “anémico”, sem importância, esquecidos que estão dos gritos de “espiral recessiva” e “segundo resgate negociado às escondidas”.

O que verdadeiramente enoja em tudo isto é que, uns tentam-se aproveitar e outros menosprezar o esforço feito por um povo inteiro, que sugado, roubado e enganado, cerrou os dentes, suportou e suporta sacrifícios e consegue o que ainda há pouco era inimaginável. Não, nem o Governo fez nada por isto, pelo contrário, nem os socialistas têm o direito de diminuir o que nós, que não temos culpa nenhuma do que estes animais andaram a fazer durante décadas, conseguimos. O que o Governo fez (salvo raras excepções de que é exemplo a Secretaria de Estado do Turismo que de facto tem ajudado) foi tirar-nos meios e literalmente roubar-nos os escassos recursos que tínhamos. Os socialistas, no meio de uma lata inacreditável depois deterem falido o estado, pedido o resgate e ter-nos sujeitado a esta desgraça, vêm, inimputáveis, diminuir o nosso esforço e sacrifício como se fosse coisa de somenos. Sim, são todos iguais, cópia uns dos outros, tudo farinha do mesmo saco.

Se Portugal recupera, deve-o aos portugueses anónimos que perceberam o que estava em causa. E sem manifs, sem debates à segunda, sem o apoio dos jornaleiros – vendidos por um prato de lentilhas – , sem alarido, cerraram os dentes, aguentaram desempregos, falências e dificuldades e puseram as mão à obra. Fomos nós que trabalhámos e produzimos para que lentamente as coisas melhorem e a duras penas. E assim continuaremos. Por isso, ao Governo, que reze uma Avé Maria de agradecimento ou vão todos a pé a Fátima pelo povo que vos calhou em sorte pastorear e aos jarretas do PS que vão insultar a mãezinha deles, não sem antes lhe cravarem os 20 paus que ela ganhou ontem de pernas abertas.