O Insurgente

Fevereiro 9, 2012

Uma bosta, eh o que eh

Filed under: Política Fiscal,Portugal — Helder Ferreira @ 23:14


Ha dois dias tive uma reunião que se não servisse de mais nada, servia para vos mostrar porque eh que isto a que chamam pais não permite futuro nenhum a ninguém e quem se for embora ja vai tarde..
Sendo certo que ha problemas na Justiça e noutras frentes, nada bate a burrocracia. Imaginem que têm uma empresa que vai acumulando stocks ao longo dos anos. Pode ser têxtil, farmacêutica ou metalomecânica ou outra merda qualquer. Somos obrigados a fazer contagem física do inventario pelo menos uma vez por ano (eventualmente quatro vezes) e declara-lo por referência. Mas ao mesmo tempo temos que relacionar essa referência com a factura do fornecimento. Por exemplo: recebemos a mesma referência em vários fornecimentos e em varias facturas. Recebemos, conferimos, armazenamos e despachamos. Ah medida que vamos recebendo, vamos juntando. Pois como havemos de relacionar a referência com a factura? Sei la se as 352 t-shirts, os 58.267 comprimidos genéricos ou os 23.324 parafusos que existem em stock são relativos a esta ou aquela factura? Não que tenha qualquer importância para o fisco, serve apenas para fazer com que toda e qualquer empresa cometa ilegalidades e possa, consequentemente, ser multada. Não serve para mais merda nenhuma.

Depois (porque isto eh so um exemplo) diz-se que somos pouco produtivos por culpa da gestão. Porque os trabalhadores portugueses no Luxemburgo ou na Alemanha são produtivos. Pois são. Todos os que se vão embora deste contexto merdoso a que chamam pais o são, sejam operarios, gestores, fieis de armazem, taxista ou engenheiros. Isto eh que não presta mesmo para nada, de todo.

Nota: estou sem alguns acentos no teclado

Dezembro 30, 2011

never give in except to convictions of honor and good sense

Filed under: Portugal,Videos — Helder Ferreira @ 21:14

“Never give in, never give in, never; never; never; never – in nothing, great or small, large or petty – never give in except to convictions of honor and good sense”

– Winston Churchill

Sabem aqueles livros do Peter Drucker, do Brian Tracy, das suecas, das sumidades professorais das Universidades portuguesas, dos que presumem a Art of War do Sun Tzu e assim? Esqueçam lá isso. Tudo para o lixo. O Miguel Gonçalves não é um entertainer, não é um cromo, não é um palhaço. Em 2012, procurem-no. Dá dez-zero aos gurus de secretária cuja característica principal é debitar sentenças sem nunca terem criado um único emprego. Bom Ano a todos.

Dezembro 13, 2011

Já que falamos no assunto….

Filed under: Educação — Helder Ferreira @ 19:21

Via www.fle.pt

Na Dinamarca a escolha da escola foi consagrada em 1915, por meio de um sistema de cheque ensino, que permite aos pais escolherem a escola dos seus filhos, independentemente de serem escolas do Estado, das comunidades locais ou privadas.

O sistema educativo da Dinamarca é bem reconhecido, principalmente, pela enorme variedade e diversidade dos projectos educativos impulsionados pelo mecanismo da livre escolha.

No site oficial do ME da educação Dinamarquês, lê-se:

Na Dinamarca, há nove anos de escolaridade obrigatória. Compete aos pais a escolha:

1. se num estabelecimento publico

2. se numa escola privada

3. se em casa

O objectivo é que todas as escolas e locais de ensino que obedecem aos padrões de qualidade por Lei sejam reconhecidas e recebam financiamento público, independentemente da sua ideologia, religião, etnicidade e motivação para o seu estabelecimento.

Desde 2001 que foram introduzidos mecanismos para o aperfeiçoamento da liberdade e autonomia da escola com vista a melhorar a qualidade no sistema publico. Os resultados Pisa demonstraram os resultados positivos destas medidas e, assim, em Dezembro de 2010, foram introduzidas metas mais ambiciosas para 2020:

a) todas as crinças devem saber ler no ano 2 (aos 8 anos);

b) antecipação das aprendizagens do ano 9 (15 anos) para o ano 8 (14 anos);

c) redução do numero de alunos com necessidades educativas especiais;

d) melhorar a qualificações científicas dos professores;

e) reformar e reforçar as regras de acesso de professores;

f) clarificação de objectivos de cada escola e maior transparência nos resultados.

Para ler mais sobre este assunto explore o nosso dossier sobre a Dinamarca em www.fle.pt -> Dossiers -> Dinamarca.

No debate nacional sobre a A Escolha da Escola, verificamos que existe alguma confusão entre o direito de escolha, que é o direito dos pais e das famílias, e o risco das escolas fazerem selecção de alunos. Importa esclarecer, que o direito de escolha é dos pais e não da escola. Cabe ao Estado garantir que assim seja. Leia as reflexões de AHC no Expresso Online.

Outubro 20, 2011

Da ‘alegria’ com a diminuição dos vencimentos dos funcionários públicos

Filed under: Blogosfera,Economia,Política Fiscal — Helder Ferreira @ 10:43

Pela Maria João Marques

A maluquinhos avulsos que se manifestam por caixas de comentários revoltando-se contra o regozijo dos que não trabalham para o estado pela suspensão dos subsídios de Natal e de férias aos funcionários públicos, aproveito para fazer uma declaração de interesses, apoiando como apoio esta medida do governo. Apesar de trabalharmos desenfreadamente para vendermos o mais possível  fora deste país doente, a minha empresa vende também em Portugal. Este ano, com todos os aumentos de impostos, temos tido um abrupto decréscimo das vendas por cá – e não vai haver Natal. Para o ano teremos mais impostos e a diminuição do rendimento disponível dos funcionários públicos. Os nossos clientes, cá, vão vender menos, nós teremos destino semelhante. Tudo isto depois de uma década em que estivemos permanentemente fazendo por sobreviver - e sobrevivendo bem, diversificando mercados e produtos - a um estado que tudo fez para nos complicar a vida (os aumentos temporáriosde impostos iniciaram-se em 2002 e regulamentação e burocracias nem vale a pena referir – o SIMPLEX é uma miragem que nem chegou às camadas exteriores das imbecilidades regulamentares portuguesas). Logo, para mim, que não sou directamente afectada pela diminuição dos vencimentos dos funcionários públicos, esperam-me dois anos que de súbito se aguçaram.

 

Agradece-se, assim, que os maluquinhos avulsos se restrinjam às caixas de comentários; se alguém tem a ousadia de me afirmar presencialmente da minha alegria com o OE2012, é provável que ouça algumas palavras azedas. Mais ou menos as mesmas que ensaiei quando fui obrigada a questionar-me se a poupança – muito necessária – com os vencimentos da função pública teve como fim a consolidação orçamemental ou apenas permitir que o governo gaste o valor poupado com os funcionários públicos noutro lado, naqueles subsídios que tem dito, para meu alívio e com a minha concordância, não ir distribuir.

Outubro 4, 2011

Do dolo e das sinapses

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política Fiscal,Portugal — Helder Ferreira @ 23:08

Dolo: (jurídico) vontade livre e consciente de realizar uma conduta tipificada na legislação penal.

A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) responsabilizou criminalmente 6.460 administradores e gestores de empresas que se apropriam dolosamente dos impostos que retêm aos seus trabalhadores (IRS) e do IVA recebido previamente dos clientes.

Isto vinha hoje num jornal dito de economia, escrito por uma jornalista que de economia parece perceber tanto quanto eu percebo da Teoria das Cordas. Minto, nem sequer é perceber da economia, é ter dois neurónios funcionais e meia dúzia de sinapses. Ora bem, a responsabilização criminal pela DGCI decorre de esses gestores terem declarado os salários pagos e a vendas efectuadas. Se não o tivessem declarado, o DGCI ia responsabilizar o raio que a parta.
A jornalista Lígia Simões é tão obtusa, mas tão obtusa, que não percebe a relação de causalidade entre isto que escreve e as falências que só no segundo trimestre de 2011 foram quase 900 por mês:

Mas só nos primeiros meses de 2011, o número de arguidos mais do que duplicou face a igual período do ano anterior: até Junho foram constituídos 2.054 administradores e gestores, um aumento de 104% face ao mesmo período de 2010 (1.007 arguidos), o que reflecte a aposta do Fisco no combate a esta forma de criminalidade tributária.

“Criminalidade tributária” diz ela. O que está em causa não é dolo nenhum, os tais gestores que agiram “dolosamente” de acordo com a inadvertida jornalista não entregaram o dinheiro desses impostos de “que se apropriaram dolosamente” porque não tinham dinheiro para o fazer. Por muito que pareça estranho à mente simples da jornalista, o IVA tem que ser entregue ao Estado mesmo quando a empresa não o recebe dos clientes. Ter a obrigação de entregar o IVA não significa que a empresa o tenha “recebido previamente dos clientes”. Mais, mesmo que o receba, a facturação pode não ser suficiente para cumprir todos os compromissos incluindo o pagamento do IRS e da TSU. É o que costuma dar em insolvência, caso a jornalista, na sua profunda simplicidade, não o saiba, aqui fica o esclarecimento. As empresas tornam-se insolventes quando ficam sem acesso a dinheiro para pagar os compromissos.
Para ajudar à festa, segundo a jornalista, Azevedo Pereira, director-geral dos Impostos, diz que “a cada vez maior firmeza no sancionamento das infracções fiscais constituem um instrumento de dissuasão”.
Ora este já não deve ter um problema de sinapses, é muito pior: é burro mesmo. Como se quem está insolvente pudesse ser dissuadido de falir pela “firmeza no sancionamento das infracções fiscais”.

Azevedo Pereira: Não tens dinheiro para pagar o imposto? Pagas na mesma.
Gestor/empresário: Foda-se! Pago como se não tenho dinheiro?
Azevedo Pereira: Pagas.
Gestor/empresário: Como?
Azevedo Pereira: Com dinheiro
Gestor/empresário: Mas eu não tenho dinheiro.
Azevedo Pereira: Paga e pronto.
Gestor/empresário: Com o quê?
Azevedo Pereira: Com dinheiro.
Gestor/empresário: Não tenho.
Azevedo Pereira: Paga mas é

Olha, e se metessem pelo recto acima o “apropriam dolosamente dos impostos que retêm aos seus trabalhadores (IRS) e do IVA recebido previamente dos clientes” ?

Agosto 10, 2011

Are we not men?

Filed under: Nanny State Watch,Política,Teoria,União Europeia,Videos — Helder Ferreira @ 02:07

Há uns anos no jornal Público saiu um artigo do Eduardo Prado Coelho em que ele falava da despersonalização a propósito do terrorismo. No sentido em que o terrorista suicida despersonaliza-se para que lhe seja possível despersonalizar as vítimas do acto terrorista. Ou seja, escolhe desumanizar-se, “coisificar-se” para depois desumanizar e “coisificar” os que perdem a vida em consequência dos actos que pratica. Como se o que os rodeia fosse meta-real, como se o sofrimento e a morte não passasse de um filme de acção. Bem sei que o Eduardo Prado Coelho não faleceu, que se desconstruiu, but he was into something….

Estes, não são pessoas, são bestas. Jacarés, leopardos e leões também atacam os mais fracos da manada, mas, ao menos, fazem-no por sua conta e risco. Quase sempre sozinhos. Estes, têm o comportamento das hienas, dos abutres e dos ratos e é assim que devem ser tratados. Não é uma escolha das pessoas, é uma escolha deles próprios quando decidiram deixar de ser gente, de deixar de ser volitivos e passaram a animais, sem sequer a nobreza de um leopardo, de uma leoa ou um jacaré. Foram eles próprios que se despersonalizaram, foram eles próprios que escolheram viver pelo instinto mais primário, próprio de hienas e abutres (talvez nem estes pobres animais). Escolheram não ser gente, pois que sejam tratados em conformidade com a sua própria escolha. A escolha é o que define um ser humano, estes, abdicaram da escolha, pois que se aguentem então.

 

Junho 29, 2011

Que horror!

Filed under: "Educação Fiscal",Política,Política Fiscal,Portugal — Helder Ferreira @ 22:28

Hoje pela manhã ouvi uma pessoa a falar da injustiça que é as taxas moderadoras nos Hospitais serem iguais para todos sem discriminar pelo rendimento. Falava de saúde, mas podia ser de outro serviço qualquer daqueles que o estado diz que presta de forma tendencialmente gratuita ou mesmo, mesmo, gratuita. Sei lá, podia ser da educação ou até, quem sabe da Justiça. E ouvi uma pessoa, podiam ter ouvido muitas, paletes delas, porta-contentores delas, que isto o que está na moda é o utilizador- pagador. É a vida. Esta coisa da social-democracia que a malta gosta tanto, dos impostos progressivos, da justiça social, por deus!, é muito complicada para as mentes simples dos pastores que nos desgovernam (ou querem desgovernar) e respectivos cães de guarda. Pois pagar os serviços que o estado presta de acordo com o rendimento não é?

Ora bem, tomai lá ò social-democratas encartados, no vosso sistema fiscal que paga os serviços do estado e que desconheceis, funciona assim:

1)   Salário mensal: 700€; IRS a reter: 28€; Contribuições: 77€*

Total pago ao estado anualmente: 1.470€

2)   Salário mensal: 1.500€; IRS a reter: 210€; Contribuições: 165€*

Total pago ao estado anualmente: 5.250€

3)   Salário mensal: 5.000€; IRS a reter: 1.375€; Contribuições: 550€*

Total pago ao estado anualmente: 26.950€

Ou seja, o acesso aos serviços do estado não custam o mesmo para todos e há discriminação de acordo com o rendimento, só que ela é feita no momento de pagamento desses serviços e não no momento da sua utilização. Por isso, almas penadas, ide, ide reformar a vossa social-democracia falida, mas ao menos tende o cuidado de conhecer e quiçá, perceber como é que ela funciona.

 

*Neste exemplo considerei apenas os 11% de contribuições sociais que aparece nos recibos de vencimento, se tivesse considerado o total de 34,75% muito social-democrata ficava com um nó no cérebro, fi-lo para os poupar à utilização de mais de dois neurónios, não fossem entrar em curto-circuito. Muito obrigado.

 

Fonte dos números: Direcção Geral das Contribuições e Impostos

Decência? Qual decência? Ah! Já sei

Ando aqui há dias com esta atravessada. Esta no sentido da pergunta do Carlos Botelho, esta aqui: há aqui alguma decência que me escapa?

Neste Contrato Social em que involuntariamente me envolvi e que, diria de passagem, até aceito – que remédio? -, a prestação dos serviços do estado são pagos de acordo com a capacidade/rendimento de cada um. Já a sua distribuição é cega perante o rendimento, a condição, a classe, o que lhe queirais chamar. E bem, a redistribuição é feita nos impostos, não no acesso aos serviços e esta parte é mais ou menos pacífica, é no fundo what social-democracy is all about. Ora a decência no meio disto é que pagando nós para que o estado preste determinados serviços à população, na qual nos incluímos e pelos quais pagamos de acordo com a capacidade que temos para o fazer, mesmo que às vezes não a tenhamos, a decência diria que o estado os prestasse efectivamente. Lembrar-vos-ia que em 2010, a actividade da minha pobre empresa rendeu ao estado mais de dez vezes o lucro líquido da coisa, ou seja mais de dez vezes a parte que coube aos sócios, à empresa, que serviu para investimento, para capitaliza-la e assim. E o estado presta os tais serviços pelo quais se faz pagar principescamente?

Funciona assim:

- A segurança das instalações e equipamento da minha empresa são garantidos pelo estado? Não, tenho que pagar a uma seguradora e uma empresa de segurança para que o façam;
-A segurança da mercadoria que é transportada para os meus clientes é garantida pelo estado? Não. Tenho que pagar a uma seguradora para que o faça, o estado limita-se a recolher multas por pormenores burocráticos kafkianos;
- O acesso atempado à saúde dos colaboradores da minha empresa é assegurado pelo estado? Não. Tenho que fazer seguros de saúde se quiser que tal aconteça;
-O direito aos créditos sobre o clientes relapsos ou literalmente vigaristas é assegurado pelo estado? Não. Tenho que contratar seguros de créditos caríssimos ou advogados e até hoje, nunca, repito, nunca, consegui receber dez tostões de dívidas de clientes através do sistema judicial;
-etc, etc, etc, mais um gigantesco etecetera

Ou seja, há aqui alguma decência que me escapa ou para que preciso eu do estado e porque hei-de paga-lo, exactamente?

Abril 5, 2011

Coisas que se cruzam

Filed under: Portugal — Helder Ferreira @ 10:35

Gosto muito dos nossos democratas encartados. Já há uns tempos que quase todos pedem um Governo de maioria absoluta que “possa tomar as decisões necessárias” . No fundo não se distinguem dos outros que acham que “isto só vai lá com um Salazar”. Ambos entendem que isto do processo democrático é uma chatice. Onde já se viu ter trabalho para chegar a consensos, debater, fazer cedências e assim essas coisas que dão uma trabalheira e podem até ocupar as segundas e sextas feiras.

Pelos vistos os Bancos portugueses já não querem emprestar dinheiro ao estado. Pudera. Onde é que o iam arranjar?

O Metro do Porto está sem dinheiro para pagar salários, o Metro de Lisboa falido, a REFER anda a pão e água. Mas nem tudo são tristezas. De acordo com o coiso que ainda é Primeiro Ministro (e arrisca-se a continuar a sê-lo) vamos poder viajar de TGV entre o Poceirão e Caia. Lembra-me um filme do Woody Allen, não me lembro bem qual.

Nestes dias dou razão ao José Gil quando disse que em Portugal falta a relação simbiótica corpo a corpo e corpo a espaço, mas considero que o pensamento está incompleto. Também falta a relação simbiótica corpo a pára-choques de um camião TIR em alguns casos.

Março 23, 2011

I want this Country to realise we stand on the edge of oblivion

Filed under: Política,Portugal — Helder Ferreira @ 10:58

 

Março 17, 2011

De multar os sonolentos ao volante

Filed under: Portugal — Helder Ferreira @ 23:51

“There’s no way to rule innocent men. The only power government has is the power to crack down on criminals. Well, when there aren’t enough criminals, one makes them. One declares so many things to be a crime that it becomes impossible for men to live without breaking laws.” – Ayn Rand

Março 14, 2011

Já Basta

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 20:03

Não tenho a certeza acerca do que V Exas, os nossos (des)governantes, pensam ou até sequer se pensam. Mas apostaria que estão tão fartos de nós, Vossos súbditos, como nós Vossos servos, estamos fartos da competência de V Exas. Agradecemos o sacrifício feito por V Exas em prol do fim dessa coisa ultrapassada a que costumávamos chamar Portugal; agradecemos os Vossos trabalhos hercúleos a favor de um sistema fiscal mais justo que nos pôs a pagar tanto, que já quase não nos sobra nada para gastarmos mal gasto; agradecemos os Vossos esforços para que pelo menos algumas famílias de pessoas da Vossa agremiação melhorassem de vida; agradecemos a V Exas os negócios altruístas que proporcionastes a alguns com o nosso dinheiro, não fôssemos nós desbaratá-lo em inutilidades; agradecemos que em virtude da Vossa superior dedicação e inteligência nos tenhais salvo da crise internacional, coisa que já fizestes pelo menos cinco vezes no último ano e pouco; agradecemos que tenhais acabado com os privilégios das classe parasitas. Professores, médicos, juízes, empresários, escriturários, taxistas, pensionistas, reformados, imigrantes e emigrantes, alunos, pais, mães, crianças, avós, bisnetos e mulheres a dias. Enfim, os portugueses esses ignóbeis parasitas do esforço de V Exas; agradecemos a Vossas Exas que nos tenhais endividado até aos cabelos para as próximas décadas. Por tudo isto e por muito, muito, muito mais, muito obrigado a V Exas e que a terra vos seja pesada. Um fraga de granito pelo menos. Porque Já Basta.

Deste Vosso servo salvo por vós

P.S. O meu filho pede de o favor que diga a Vossas Exas se podem ir apanhar onde o sol não brilha, morrer longe, ter meninos pela barriga das pernas, nesse linguajar que, garanto-lhe, dito por ele soa ao Ires Dirae do Requiem de Mozart. Peço desculpa pela criança mas como com certeza compreendeis, não posso ensiná-lo a respeitar os mais velhos, não vá ele ficar traumatizado e acabar por não conseguir tornar-se um bom cidadão, contribuinte, servo da Vossa estirpe

Direcção Geral de Portugal, Ryder Cup 2018 e parasitagem

Filed under: Desporto,Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 01:04

Governo prepara redução do IVA para o golfe

Já houve muito quem se escandalizasse com esta “preparação” do Governo. Para os esquecidos, Portugal é candidato à organização da Ryder Cup 2018. Manuel Pinho é o líder da Comissão de Candidatura que escolheu a Herdade da Comporta da família Espírito Santo como local onde se realizaria a prova, caso Portugal ganhasse a sua organização. A decisão final será tomada, julgo, no próximo mês e esta “preparação” não é alheia a esse facto.
Como já escrevi há um ano, para nos poupar a mais uma estupidez de quem nos desgoverna e tendo em conta o génio do Dr Manuel Pinho que até dá aulas numa Universidade em Nova York, ele que crie um fundo de investimento para financiar isto mas que deixe os contribuintes em paz. Eu invisto o que puder e há no meio do golfe quem possa investir muito mais que eu (put your money where your mouth is), o contribuinte é que não tem nada que, mais uma vez, estar a pagar o enriquecimento e os caprichos do Director Geral de Portugal.
Cambada de parasitas.

Março 11, 2011

PEC I, II, III, IV….

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 19:56

Março 8, 2011

Partido Socialista Desorientado?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 17:55

Eu, e os meus colegas deputados do PSD no Parlamento Europeu pedimos à Comissão que indicasse quais os países com melhores práticas nesta matéria, bem como quais as recomendações que tem sobre medidas como a imposição de preços máximos fixados pelo Estado ou de um número mínimo de gasolineiras low-cost por determinado raio de quilómetros…

Paulo Rangel, Eurodeputado do PSD

Há dias numa conversa com o Paulo Pedroso no twitter, e a propósito de eu escrever que o PSD encaixaria bem na Internacional Socialista, ele respondeu-me que estes meus excessos me descredibilizam. Há pior ainda que isto acima, mas não me lixem. Quem é capaz de escrever a alarvidade acima além de ultrapassar a Internacional Socialista pela esquerda, encaixaria bem era no Komintern. Pobres de nós.

Março 2, 2011

Este blog anda necessitado de alguma ortodoxia

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:59

Mais valia estar calado

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:38

Pobre país o meu. Divide-se entre sentados e instalados, entre deolindas e katias vanessas. Faltam-lhe as Marias Albertinas.

Janeiro 23, 2011

Da eleição

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:00

Já reflecti. Tenho cinco candidatos, todos socialistas. Uns mais radicais com sonhos norte-coreanos, outros menos radicais que sonham com gajas de babete e joelheiras, de Purdey a tiracolo. Outros ainda com a bíblia do Caines no psiché, mas todos, sem excepção, socialistas, colectivistas, uns perfeitos donos de escravos versão soft-core. Pois para mim, votar num socialista é como para um vegan comer um bife do lombo ensanguentado. Sendo que não posso votar amanhã porque estarei longe da freguesia a tentar produzir para pagar as cagadas e masturbações intelectuais dos candidatos, podem contar comigo para lhes oferecer uma mensagem caso haja segunda volta. Entretanto podem ir morrer longe.

Adenda: são seis, conforme me lembra no comentário, o @lpedromachado. Tinha-me esquecido do chihuahua de Viana do Castelo, o socialista madeirense já estava incluído no grupo dos cinco.

Janeiro 22, 2011

Um liberal insuspeito

Filed under: Política,Religião,Teoria — Helder Ferreira @ 23:47

Lo privado y lo público. Mario Vargas Llosa

Que los gobiernos elegidos en comicios legítimos puedan ser derribados por revoluciones que quieren traer el paraíso a la tierra (aunque a menudo traigan más bien el infierno), qué remedio. O que lleguen a surgir conflictos y hasta guerras sanguinarias entre países que defienden religiones, ideologías o ambiciones incompatibles, qué desgracia. Pero que semejantes tragedias puedan llegar a ocurrir porque nuestros privilegiados contemporáneos se aburren y necesitan diversiones fuertes y un internauta zahorí como Julian Assange les da lo que piden, no, no es posible ni aceptable.

Janeiro 16, 2011

Farto desta gente

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:35

Cavaco também quer trabalhadores do privado a pagar a crise
“Não sabe que as reduções de rendimentos só foram aplicadas a funcionários públicos? Não percebo” Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva, economista, Presidente da República.

Então não percebe nada de coisa nenhuma. A falta de vergonha na cara do candidato a Presidente da República e actual detentor do cargo, ao fazer uma afirmação do calibre da frase acima, merece resposta. Merece a resposta de mais de seiscentos mil desempregados que têm estado a pagar a crise que ele ajudou a criar. Se há coisa que não esperava é tamanha desfaçatez e falta de respeito pelas pessoas que lhe fizeram a carreira. Não é admissível que desvalorize o sacrifício de milhares de empresas e de tanta gente que não sabe se chega ao fim de 2011 com rendimento sequer. Como compara o sacrifício da redução de salário de alguns com o das pessoas que todos os dias deixam de o ter? Se não percebe, no mínimo, que não ofenda de forma tão gratuita quem tem sido atingido com mais dureza pelas dificuldades criadas pela casta de que ele faz parte.

Sugestão: ele e o resto da casta de eleitos que fixem os salários nas empresas privadas. Que decidam por mim quanto hei-de pagar às pessoas que contrato.

Dezembro 27, 2010

Arroz de cabidela

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:15

* 1 galinha ;
* 0,5 dl de azeite ;
* 3 colheres ( sopa ) de vinagre ;
* 1 cebola grande ;
* 2 dentes de alho ;
* 100 gr de toucinho ;
* 1 folha de louro ;
* 1 malagueta ;
* 1 tigela de arroz ;
* Sal q.b.

Confecção :

Aproveite o sangue da galinha deitando-o numa tigela com três colheres de sopa de vinagre para que não coalhe.
Numa panela ponha a refogar no azeite a cebola e os alhos picados.
Junte-lhe a galinha cortada aos bocados pequenos e os miúdos ( excepto o fígado ), o toucinho cortado, o louro e a malagueta cortada ao meio.
Refogue tudo, tempere com sal e deixe estufar em lume brando.
Cubra a carne com água quente, tape a panela e deixe cozer até a galinha ficar macia.
Depois de cozida retire a galinha e rectifique a água para que fique na proporção de 3/1 para a cozedura do arroz. Assim que levantar fervura junte o arroz.
Três ou quatro minutos antes de ficar pronto junte o sangue, misture-o bem, junte também a carne e deixe apurar.

The Raven

Filed under: Livros — Helder Ferreira @ 21:59

Once upon a midnight dreary, while I pondered weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
`’Tis some visitor,’ I muttered, `tapping at my chamber door -
Only this, and nothing more.’

Ah, distinctly I remember it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; – vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow – sorrow for the lost Lenore -
For the rare and radiant maiden whom the angels named Lenore -
Nameless here for evermore. (mais…)

Dezembro 24, 2010

Santo Natal, rapaziada

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 02:23

But there is one thing that I have never from my youth up been able to understand. I have never been able to understand where people got the idea that democracy was in some way opposed to tradition. It is obvious that tradition is only democracy extended through time. It is trusting to a consensus of common human voices rather than to some isolated or arbitrary record. The man who quotes some German historian against the tradition of the Catholic Church, for instance, is strictly appealing to aristocracy. He is appealing to the superiority of one expert against the awful authority of a mob. It is quite easy to see why a legend is treated, and ought to be treated, more respectfully than a book of history. The legend is generally made by the majority of people in the village, who are sane. The book is generally written by the one man in the village who is mad. Those who urge against tradition that men in the past were ignorant may go and urge it at the Carlton Club, along with the statement that voters in the slums are ignorant. It will not do for us. If we attach great importance to the opinion of ordinary men in great unanimity when we are dealing with daily matters, there is no reason why we should disregard it when we are dealing with history or fable. Tradition may be defined as an extension of the franchise. Tradition means giving votes to the most obscure of all classes, our ancestors. It is the democracy of the dead. Tradition refuses to submit to the small and arrogant oligarchy of those who merely happen to be walking about. All democrats object to men being disqualified by the accident of birth; tradition objects to their being disqualified by the accident of death. Democracy tells us not to neglect a good man’s opinion, even if he is our groom; tradition asks us not to neglect a good man’s opinion, even if he is our father. I, at any rate, cannot separate the two ideas of democracy and tradition; it seems evident to me that they are the same idea. We will have the dead at our councils. The ancient Greeks voted by stones; these shall vote by tombstones. It is all quite regular and official, for most tombstones, like most ballot papers, are marked with a cross.

Orthodoxy, G. K. Chesterton

Dezembro 17, 2010

Terminus Chronicles*

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 22:16

Estar fora” hoje é uma coisa muito relativa, esta coisa da net é ubíqua e um gajo acaba por nunca estar verdadeiramente “fora”. Seja como for, estive uns dias fora deste jardinzinho e ao regressar casa fiquei na dúvida se teria sido teletransportado para outro planeta. Se fui, espero que isto seja Marte, que sempre é um deus que dá algum jeito no meio de uma aflição. Pois parece que fomos teletransportados eu, a minha família e mais três países inteiros que atravessei a conduzir acima da velocidade máxima que a lei permite em cada um deles.
Vem isto a propósito da ideia do seguro para financiar o despedimento dos novos trabalhadores. Parece-me óbvio que mexer num detalhe – o despedimento – do código do trabalho, sem cuidar de todo o edifício regulatório do mesmo, mais da Justiça, da burocracia e, no fundo, de todos os impedimentos ao crescimento da economia e do emprego, já é imbecil quanto baste e não resolve coisa nenhuma. Agora esta ideia do tal seguro não tem ponta por onde se pegue. De há muito que se sabe que as empresas estão na generalidade subcapitalizadas. A isso soma-se agora dificuldades de liquidez, falta de crédito e tesourarias completamente desbaratadas. Pois alguém que, estou seguro, detém uma inteligência superior e a melhor das boas vontades, lembra-se de lançar mais um imposto sobre o trabalho com a declarada intenção de facilitar a contratação e a criação de emprego. Go figure.
Aqui neste planeta está um frio do caraças e é curioso que a Zon, a Vodafone, as Finanças e o condomínio conseguem enviar-me as contas na mesma.

 

*Ver “Foundation” de Isaac Asimov

Dezembro 13, 2010

Da liberdade de saber ou da cobiça do pensamento dos outros

Filed under: Media,Religião — Helder Ferreira @ 00:50

Wikileaks, a eterna cobiça do pensamento dos outros por Susana Toscano

Li há imensos anos um conto de que esqueci o autor e que, a propósito da tecnológica febre Wikileaks que agora nos devora, ressuscitou na vaga memória que guardei dele.
Contava a história de um homem que não suportava a incerteza sobre a sinceridade das palavras que os outros lhe dirigiam. Suspeitava de tanto entendimento, de tanta cortesia, duvidava que não houvesse muito mais maus pensamentos e maus instintos do que aqueles que eram confessados e vivia a suspirar por um mundo de franqueza e de transparência. Ele não se contentava com as aparências, queria saber se cada um dizia exactamente o que pensava, sem nenhuma espécie de ocultação, era disso, acreditava ele, que dependia a felicidade sem sombras. E vivia tão amargurado com as suas dúvidas que um dia um mago lhe deu o dom de ler os pensamentos alheios, com a condição de nunca deixar que os outros conhecessem essa sua capacidade, teria que apanhar os outros desprevenidos para lhes captar os segredos. (mais…)

Dezembro 8, 2010

Ácido

Filed under: Cartoons,Videos — Helder Ferreira @ 23:39

 

O site www.adultswim.co.uk é uma mina

Novembro 18, 2010

The dark side of the (Ground)force

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:57

Na história dos despedimentos na Groundforce em Faro tudo tresanda, cheira pior que um traque horas depois de se ingerir uns grelos salteados. Concluiu-se rapidamente que os trabalhadores eram uns calões cheios de regalias, trabalhavam três horas e meia por dia, eram demasiados, etc. Foi num suspiro que desapareceram das notícias. Por um lado há alguma verdade nisto, falta saber que raio de incentivos (e quem os cria) é que existem neste tipo de empresas para que as coisas sejam diferentes.

Ora bem. A estrutura accionista das duas empresas de handling – a Portway e a Groundforce -  é de ir às lágrimas. No meio de um labirinto de compra daqui, vende dali, percentagem por aqui, percentagem por ali, ajeita assim, costura assado, no fim da história, são as duas detidas por esse magnífico empresário: o estado. Para início de conversa porque é que o estado, por vias travessas, quelhos e becos, detém duas empresas concorrentes? Faltam jobs for the boys?

Enquistados de marxismo requentado e estupidez, não vendo para lá da luta de classes que, vinte anos depois, suscita na melhor das hipóteses um bocejo na pior, uma raiva surda contra eles próprios, os sindicatos fartam-se de gritar pelos direitos adquiridos, contra o patronato e as administrações. Não lhes ocorre, porque ainda vivem em 1846, que o que exigem tem a consequência lógica do que acontece neste caso. Nem quero procurar saber quantos administradores existem na Groundforce por trabalhador que é para não me irritar ainda mais. Os sindicatos podiam perfeitamente estar a ganhar isto se percebessem um mínimo de concorrência e de mercado, mas não. Aquelas cabeças não vão mais longe que a interpretação do Álvaro Cunhal da Revolução de 1383-1385

Para ajudar à festa, o esquema está montado de maneira que a Autoridade da Concorrência vela para que…não haja concorrência. Os 336 trabalhadores despedidos dispõem-se a criar uma nova empresa de handling para concorrer com a Portway e a Groundforce – não esquecer que o proprietário tanto de uma como de outra é o bendito estado – em Faro mas…não podem.

Depois a culpa é do neoliberalismo, dos patrões, da Merkel, dos especuladores, dos bancos e assim. Aguentem-se.

Novembro 16, 2010

Every man for himself! Run for the hills!!

Filed under: Economia,Política — Helder Ferreira @ 22:06

Espanha repete que situação do país não é igual à da Irlanda e Portugal

Portugal não precisa de ajuda e é diferente da Irlanda – Teixeira dos Santos

“Portugal não vai pedir ajuda só porque a Irlanda o faz”

Austria Witholds Funds To EU Greece Bailout Package, Says Greece Hasn’t Met Commitments To EU On Public Finances
Finland Opposes Aid To Ireland

Novembro 13, 2010

De regresso à terra

Filed under: Política,Portugal — Helder Ferreira @ 21:15

Nos últimos dias tenho ouvido e lido da imanência do regresso à terra, ao cultivo. De como inevitavelmente todos regressaremos à agricultura e de como é urgente esse regresso quais filhos pródigos. Da intemporalidade da vida simples do campo. Deve ser isso a tal da New Age que nos há-de salvar a todos. Seja como for, tanta conversa sobre o regresso à terra, lembrou-me um post de 2004 (tanto tempo?) no incontornável Jaquinzinhos do João Caetano Dias. É assim que se dá cabo do que se quer preservar: sufoca-se.

O Monstro das Bolachas por João Caetano Dias

Para que é que precisamos de um Ministério da Agricultura? Para distribuir subsídios contrata-se um banco, que o fará com eficácia alocando meia dúzia de funcionários. Uma ou duas funções necessárias de fiscalização concessionam-se. Testes laboratoriais fazem-se nas universidades. Fazia-se uma boa limpeza.

Acontece que este ministério é um excelente representante da burocracia à portuguesa. É assim “O Monstro das Bolachas”: (mais…)

Novembro 12, 2010

Da legitimidade e da abestunta

Filed under: Educação,Portugal — Helder Ferreira @ 23:42

Ontem de manhã ouvi na rádio uma coisa a propósito da educação sexual nas escolas. Um senhora dizia que há casos de pais que querem saber o que é ensinado, outros que não se interessam, outros ainda que recusam que os filhos assistam a aulas da dita educação. A seguir ouvi que um senhor da CONFAP – Confederação Nacional da Associaçõs de Pais terá dito que não tem conhecimento de recusas por parte dos pais e que “isso seria ilegítimo”. Ilegítimo. Esta abestunta (um bichinho, primo da abécula, que voa a dois milímetros do chão com os tomates a roçar pela água) diz que é ilegítimo os pais quererem para os filhos a educação que entendem melhor para eles e terem uma palavra a dizer sobre o assunto. A abécula do senhor da CONFAP é que sabe. A transviatura terá filhos, ao menos?

Novembro 10, 2010

Pois II

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:22

Hoje ouvi Pina Moura e Vítor Bento a desdramatizar* a questão do recurso ao FMI – Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Dos meus parcos conhecimentos do assunto, não vejo de facto qual seria o problema. Se o Orçamento de Estado para 2011 já foi obviamente condicionado e, de certa forma, imposto por intervenção externa, de que é prova o pára-arranca da negociações PS-PSD com viagens a Bruxelas do PM e do Presidente do PSD, qual é exactamente o problema? Só vejo vantagens. Por um lado a possibilidade de financiamento a um custo muito mais baixo durante o necessário ajustamento que, a bem ou a mal, vai ser feito, por outro um controlo mais efectivo da execução orçamental, da qual tudo depende. Pesados os prós e contras, quanto mais adiarmos esse recurso, mais duro será o ajustamento. É melhor não esperarmos até estarmos encostados à parede.

Leitura complementar: Pois

 

* certinho, direitinho que não tardamos a pedir ajuda

Novembro 9, 2010

Não há nada como o futuro*

Filed under: Política,Portugal,Teoria — Helder Ferreira @ 22:53

Big Bang! E seis biliões de pessoas, entre elas dez milhões de portugueses, tinham emprego, viviam bem, eram felizes na terra do leite e do mel, do Estado Social. De repente, apareceu o capitalismo, o neo-liberalismo e as políticas de direita. Os empregos desataram a ser destruídos, apareceu a pobreza, a destruição do Estado Social, o caos, a fome e a peste.

É mais ou menos assim não é?

Nota: estive a ver a SICn.

* os amanhãs que cantam ou a teleologia colectivista

Pois

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:21

Vade retrum FMI por Manuel Castelo- Branco

O penúltimo parágrafo do post:

No entanto, impedir a entrada do FMI, é absolutamente critico. Só a disciplina orçamental, aceleração das reformas, corte na despesa corrente, anulação dos investimentos já comprometidos, deverá ser um imperativo nacional.

Ou seja, só o impossível, a bold, pode impedir a entrada do FMI aka Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Sendo assim andamos a perder tempo porquê?

Nota: há ainda a aparente possibilidade de a China substituir o FEEF embora a um preço mais elevado.

Novembro 7, 2010

Smaug

Filed under: Desporto,Livros — Helder Ferreira @ 23:20

O Tolkien está no meu top três e, depois do bom trabalho feito para o cinema com O Senhor dos Anéis,  mal posso esperar que apareça O Hobbit. Sempre quero ver o que fazem com o Smaug, um dos meus personagens favoritos vá lá saber-se porquê.

Outubro 27, 2010

Porquê? ou The Hedgehog and The Fox

Filed under: Economia,Educação,Portugal — Helder Ferreira @ 23:57

Com certeza haverá outras razões porque o actual Ministro das Finanças é considerado um técnico competente, ou porque apesar de o Estado já consumir 50% da pouca riqueza que produzimos anualmente se considera não ser ainda suficiente, ou porque os dirigentes de ambas centrais sindicais preparam uma greve geral contra o Orçamento Geral do Estado para agora estarem muito preocupados por o mesmo orçamento não ser aprovado. Mas o que de facto revela porque Portugal tem tão baixo índice de empreendorismo e risco, porque é um país de “funcionários” cheios de direitos adquiridos, porque os portugueses fazem filas para adquirir a Via Verde ou o DEM para pagar a iniquidade das SCUTS, o que o revela, dizia, são a maioria dos comentários as estes quatro posts no Blasfémias.
Ajudar as micro-empresas por Carlos Loureiro
Legislar preços numa economia de mercado por João Miranda
Legislar preços numa economia de mercado II por João Miranda
Porquê? por João Miranda

A ignorância nos comentários é tão atroz que dá vontade de fugir. E é com gente desta, obrigatoriamente com um mínimo de educação formal, que se espera desenvolver um pais? Gente que não faz ideia sequer do que significa o trade-off entre preço e prazo de pagamento? Gente que demonstra não saber sequer fazer uma conta aritmética? Pode pedir-se-lhes que saibam qual é o custo de oportunidade na relação taxa de juro-desconto-prazo de pagamento, que arrisquem, que criem empresas e emprego, que saibam um mínimo de como se gere e qual é o papel das empresas? Como?
Se alguém espera que seja a educação formal e putativo empreendorismo que fará desenvolver o país, é melhor esperar sentado. Por mim, confio mais em alguém com a 4ª classe que conheça o valor do trabalho e se preocupe em ganhar dinheiro, que nesta classe educada e justificadamente ignorante.

 

Adenda meio off-topic: acabo de perceber que o CDS vota contra o Orçamento e lamenta o desfecho das negociações entre PS e PSD, assim à maneira das centrais sindicais. Definitivamente endoideceram todos de vez e o que me chateia mesmo é que não encontro as chaves do manicómio.

I WANT EVERYONE TO REMEMBER WHY THEY NEED US

Filed under: Portugal — Helder Ferreira @ 00:05

“I want every man, woman and child to understand how close we are to caos” Soa tanto a Orçamento 2011, não soa? Government 101.

Outubro 26, 2010

Break the law. Are you with me?

Filed under: Portugal — Helder Ferreira @ 01:26


Pendurem roupa na varanda, atravessem fora das passadeiras, mijem na rua, não respeitem limites de velocidade, paguem ao ESTADO fora de prazo, não paguem as SCUTS, não peçam facturas, não registem os filhos antes dos seis meses, taguem a AR, a Fundação Mário Soares e o Palácio de S Bento, passem na Via Verde sem pagar, não declarem ofertas em dinheiro, fumem nos bares e cafés, cuspam no chão, não peçam número de contribuinte para os bebés, aldrabem os contadores da EDP e das Águas e a box da Zon e da MEO, deixem caducar o BI, vão às putas, passem de carro ou de mota a queimar o vermelho, passem cheques carecas ao ESTADO.

Outubro 23, 2010

quis custodiet ipsos custodes?

Filed under: Agenda — Helder Ferreira @ 23:38

V

There is something terribly wrong with this Country, isn’t there?

Filed under: Agenda — Helder Ferreira @ 22:45

 

Remember, remember, the fifth of November…

Outubro 21, 2010

É cortar a direito

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 23:53

Quando o PSD lançou a iniciativa Cortar Despesas, pareceu-me uma boa iniciativa. Queixamos-nos tanto de que os Partidos estão longe das pessoas e aí está uma proposta para nos ouvir.

Saiu o relatório final e dei-lhe uma vista de olhos na diagonal sendo que me parece que há muitas propostas válidas, outras nem por isso. Detive-me na página treze em duas propostas:

  • Venda de medicamentos em unidose – o Sá Peliteiro pode explicar melhor que eu mas, dadas as regras existentes, a unidose sai mais cara que venda em caixa. Basta, por exemplo, que cada medicamento vendido tenha obrigatoriamente que ser acompanhado pela respectiva bula no “respeito” pelo princípio da informação ao consumidor. Ora em muitos casos é mais caro o fabrico da bula que do comprimido! “-Ah mas nesse caso não precisa bula”, “-Então e a lei serve para quê? Para nada? Se não precisa de bula para um comprimido, precisa para seis porquê?”. Por outro lado, ainda dentro das regras, a embalagem é inviolável desde o fabrico à venda ao consumidor na tentativa de garantir a fiabilidade do anunciado. Na unidose, não há a garantia* de que o comprimido comprado é o comprimido anunciado. Entre outras questões que se levantam que outros poderão explicar melhor.
  • Limitar a 10% as derrapagens nas obras públicas – salvo excepções que aparentemente configuram nuns casos, corrupção, noutros poucos, problemas reais, a maior parte das derrapagens devem-se ou à ineficiência e incumprimento de prazos dos serviços do estado na concessão de licenças e aprovação de projectos ou à prática terceiro-mundista destas de criar dificuldades para poder vender facilidades. Os exemplos são muitos, demasiados. Em vez de focar as derrapagens, mais vale focarem-se na eficiência/eficácia dos serviços burocráticos do estado, esses sim os maiores responsáveis pelo despautério nas obras públicas.

* Não que isso me preocupe, um selo de garantia de qualquer organismo do estado ou reconhecido por este não vale o papel em que for impresso. A única garantia que me interessa é a do mercado.

Página Seguinte »

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 354 other followers