O Insurgente

Junho 25, 2009

That which is not seen

Arquivar em: Livros — Helder @ 00:57

Já chegou cá a casa a Bastiat Collection, uma coisa boa e imprescindível numa biblioteca simpática.

bastiatcollection

Junho 20, 2009

Ácido – Karma to Burn

Arquivar em: Videos — Helder @ 01:41

Próxima segunda-feira, dia 22 às 22h no Santiago Alquimista em Lisboa. De bónus levareis com Dollar Llama e Men Eater.

CARTAZ-KARMA

Richard Mullins é o baixista do Year Long Disaster e, também nos Karma to Burn, tudo roda à volta deste baixo fantástico. Só ouvisto. Aqui abaixo: “Thirty Four”

Vão lá, vão ao iutubi e descubram.

Junho 8, 2009

A espaços

Arquivar em: Internacional, Política, Portugal — Helder @ 00:16

Fui prestando atenção aos resultados das eleições como pude. Pelo meio parti uma garrafa de azeite na cozinha e com a neura fui comer fora. Durante o dia fiz 37 pontos stableford e fiquei em 23º gross (60 competidores) e 7º net, o que para um nabo como eu é um resultado extraordinário. Destas eleições interessa-me o seguinte:

1 20% dos vossos representantes são adeptos dos regimes mais assassinos do Séc XX, sendo que metade desses vossos representantes, se mantêm indefectíveis do que resta desses regimes v.g. Bernardino Soares e a “democracia” Norte-Coreana. É neste regime em que parte dos meus amigos gostaria de viver. Já outros preferem Cuba, Venezuela e “coisas” (no sentido Saramaguista) assim.Bom proveito;

2 Quem falou há tempos dos tiques estalinistas do avô cantigas estava certo, eleições só quando se ganham. Deve ser o primeiro caso que não contacta o principal adaversário para reconhecer a derrota e felicitá-lo. A arrogância do PM atingiu um novo patamar com a história do “vou continuar”;

3 Mais uma vez, as empresas de sondagens saem mal, muito mal na fotografia. Hão-de haver justificações e não sou competente para julgá-las. Vou ler o Pedro Magalhães e o Luis Aguiar-Conraria a ver se percebo;

4 Os governos que mais “progressistas”, que mais se demarcaram do mercado livre, que mais se mostraram intervencionistas, levaram um aviamento histórico. Os mais “neo-liberais” (pelo menos de acordo com a intelectualidade indígena) foram os que se aguentaram melhor. Deve ser isto o fim anunciado do capitalismo-fásssista-neo-liberal;

E pronto, há mais coisas que me incomodam nisto, nenhuma que me agrade por aí além e hoje choveu e esteve frio.

Nopta: a moção de censura do CDS é uma falta de juízo.

Junho 6, 2009

Assuntos pendentes II

Arquivar em: Blogosfera, Política, Teoria — Helder @ 23:44

Um outro assunto pendente é com este post do Miguel Morgado que é um comentário a um artigo do Rui Ramos no i.

O meu problema com o post do Miguel é a aparente mistura entre duas coisas distintas: liberdade e libertação. Isto porque não me parece de todo que o Rui Ramos quando diz que:

ele fez-se de esquerda para ser livre; eu fui para a direita pela mesma razão. Os caminhos da liberdade são muitos e misteriosos

se esteja a referir a uma ideia de libertação pessoal, ou a um caminho individual para a luz, mas sim a uma disposição para a liberdade, a reconhecer que a liberdade é um dado inerente à própria existência humana. É uma questão de natureza humana, não de condição. Libertação é outra coisa, é a noção Galambiana/Socretina de liberdade, algo que nos é outorgado, uma benesse dos Senhores.
Provavelmente não é nada disto que o Miguel Morgado quer dizer e eu é que não sei ler, mas também tenho quase a certeza que o Rui Ramos não escreveu o que o Miguel diz que ele escreveu. Ou então foi o Rui Ramos que achou que a ideia da liberdade esquerdista é a mesma que ele tem. Não é.

Assuntos pendentes I

Arquivar em: Internacional, Livros, Política, Teoria — Helder @ 22:57

Girl in Khmer Rouge uniform Um dos anjos Khmer
Denise Affonso é uma senhora simpática com ar de avó terna e, depois de ouvi-la a descrever o que passou no Cambodja Khmer e a propósito de uma passagem da sua apresentação do seu livro, era difícil dizer-lhe que não, que não tinha razão na atribuição de responsabilidades pelo genocídio Khmer, nem nas razões dessa putativa responsabilidade.
Denise disse a certa altura que os primeiros responsáveis foram a “comunidade internacional” e de maneira especial “a Europa e os EUA”. Disse ainda que a falta de atenção destes últimos se deveu ao facto de o Cambodja não ter “petrol”. Sobre a questão de o Cambodja não ter petróleo e da importância desse facto no alheamento da Europa e dos EUA, basta um nome: Sudão. O Sudão tem petróleo, parece que há um genocídio em curso e…? Este argumento da Denise Affonço não colhe, limita-se a ser mais um sound byte muito na moda. Quanto à responsabilidade. De vez em quando fico com a ideia que existe um presente mítico que se reflecte no passado, parece que em 1975 se vivia num qualquer mítico 2007 e que “O Bush” era o Presidente do Mundo. Recordaria que em 1986, o guru da Economia Paul Samuelson, discorria acerca da superioridade do modelo soviético de planeamento central, sobre o falido capitalismo ocidental. Três anos antes da derrocada da impossibilidade socialista! Data da altura dos Khmer o slogan: “Better Red Than Dead”, é da mesma altura a Constituição portuguesa que impõe o rumo ao socialismo, o RU pré-Thatcher era o sick man of Europe, os EUA batiam em retirada do Vietname, Sartre era o génio e Aron a besta fásssista, Brejnev e Honecker trocavam saliva, etc, etc. O que queria Denise Affonço? Tanto ela (como confessou que seguiu o seu marido comunista convicto e por isso não saiu de Phnom Phen) como muitos outros em todo o Mundo na mesma altura, sofreram na pele o resultado das ideias que defenderam. Por isso, se quer uma imagem dos responsáveis pela tragédia Khmer, diria a Denise Affonço que se olhasse no espelho.

Uma inversão soez

Arquivar em: Comentário, Internacional, Política, Portugal — Helder @ 02:18

Pergunta António Vitorino:

Quando os impactos dessas decisões europeias se fizerem sentir nas nossas vidas quotidianas, no nosso bem-estar, nas nossas ocupações profissionais como é que poderemos pedir responsabilidades a quem tiver decidido se nem nos dermos “à maçada” de ir votar?

Responde-lhe o António Amaral num post apropriadamente intitulado “Not in my name“:

é uma inversão soez que sejam os eleitores a precisarem de ter ‘cara’ para abordar os ‘eleitos’. Quanto muito, são os eurodeputados — os serventes públicos — aqueles que precisam de dar explicações.

Junho 5, 2009

A liberdade de expressão não é para pessoas moderadas (2)

Arquivar em: Diversos, Videos — Helder @ 01:28

I don’t believe there’s any word that should be supressed

– Zappa

É de ouvir o repugnante discurso do opositor do Zappa e trocá-lo pelos novos fascistas. E tantos que eles são, meu Deus!

A liberdade de expressão não é para pessoas moderadas

Arquivar em: Diversos, Videos — Helder @ 01:08

Em 85, Zappa testemunhou perante o Congresso americano num processo relativo às letras explícitas. Lembram-se na altura das acusações de fascista à administração Reagan (que não teve nada que ver com isto)? E se fosse em 2009? Safava-se ou era bem pior? Pelas três amostras abaixo, seria bem pior. E faltam “Jewish Princess”, “Tities and Beer”, “Dinah-Moe Humm” (Kiss my allright/ ’cause it’s real angora/Would you like some more-a?/ Right here on the floor-a?”) e tantas outras. Um mundo de putedo PC, é o que o dos reguladores é.

Frank Zappa: Statement To Congress, September 19, 1985

But occasionally you give the impression that you think parents are just silly to be concerned at all.

Mr. ZAPPA. No; that is not an accurate impression.

Senator GORE. Well, please clarify it, then.

Mr. ZAPPA. First of all, I think it is the parents’ concern; it is not the Government’s concern.


(mais…)

Maio 26, 2009

Microblogging

Arquivar em: Diversos — Helder @ 02:00

Ocorreu-me agora mesmo: o que é, é. E agora ____________________* ?

* Inserir nome a gosto: Obama, Pavio Curto, Santos Carlos, Zé dos Plásticos, Manel das Iscas, etc

Maio 22, 2009

Anedota

Arquivar em: Comentário, Portugal — Helder @ 00:36

Oliveira e Costa leva com mais seis meses de prisão preventiva e totalizará um ano (para já);
Descobriram agora que o Presidente do BdP é um dos mais bem pagos do mundo (além de um dos mais incompetentes, aparentemente), recebe cerca de 17,5 vezes o salário médio português. Se recebesse 1,5 vezes já podia ser incompetente à vontade…
Pobre país, o meu.

Manif

Arquivar em: Comentário, Portugal — Helder @ 00:25

Acabei de ver na tv uma manifestação de funcionários públicos. Não tenho ouvido, lido ou visto as notícias e não percebi bem de que serviço eram mas tinham umas bandeiras em que estava escrito PSP a azul. E fartavam-se de gritar a sigla da repartição/serviço. Quem eram? Gente da Prevenção e Segurança dos Patos?

Maio 14, 2009

Turquia

Arquivar em: Cartoons, Internacional, Política — Helder @ 23:05

Publiquei este cartoon vai para três anos e lembrei-me dele a propósito do debate de há pouco na TVI 24. Já agora fica este tweet certeiro do João Miranda:

Concordo com a entrada da Turquia na UE. 80 milhões de turcos dariam cabo do Centralismo Democrático que governa a união.

turquia1

Maio 11, 2009

Florida Keys

Arquivar em: Diversos — Helder @ 01:14

hay luv

Maio 10, 2009

IV

Arquivar em: Desporto — Helder @ 22:11

IV

Maio 4, 2009

Koniek

Arquivar em: Diversos — Helder @ 22:39

Vasco Granja (1925-2009)

Não é só um pedaço da minha infância, são os outros mundos possíveis que o Vasco Granja nos metia casa adentro quando a TV era a preto e branco, só havia dois canais e, no caso da RTP2, só funcionava umas seis horas por dia. É certo que levávamos com animação “de Leste” tenebrosa, mas também é verdade que o Vasco Granja falava do Tex Avery com entusiasmo, dos Loony Tunes, do Bugs Bunny (chegava a resumir o episódio), do Daffy Duck e de tantos outros. A gente(inha) sentava-se à espera. Um até sempre e um dia destes a gente(inha) encontra-se, se Deus quiser.

Maio 2, 2009

Agressões, figuras de estilo e Toqueville

Arquivar em: Blogosfera, Media, Política, Portugal, Religião — Helder @ 19:25

História 1

Votantes do Partido Socialista agridem Francisco Assis em Felgueiras;

História 2

Desacatos e pancadaria na Lota de Matosinhos entre apoiantes de Seabra e Narciso, mais o Presidente da Junta de Freguesia da Sra da Hora. Este caso é sintomático do que vem mais a baixo, basta procurar saber quais são as ocupações actuais dos intervenientes, mesmo após inquèrito e decisão do partido em que militam.

História 4

Um deputado do CDS PSD ameaça um do PS que lhe vai às trombas e insulta-o aos palavrões em resposta a acusações insinuações de corrupção (se bem me lembro)

História 3

Vital Moreira atravessa-se na manif da CGTP (uma espécie de braço armado do PCP) e leva nas ventas.

Desde há bastante tempo, com especial incidência a partir da altura em que o BE emergiu, que a linguagem dos líderes políticos é (voltou a ser?) acintosa, insultuosa, destinada quase exclusivamente a ofender, a diminuir e a acirrar ânimos de apoiantes contra adversários. O Governo PS e o PM então, têm demonstrado ser perfeitos especialistas na ofensa gratuita e na violência verbal. Vai desde “quem se mete com o PS leva” até ao “gosto é de malhar na direita!” para não falar das acusações recíprocas entre os deputados. O Ministro A.S.S. e Ana Gomes, por exemplo, não fazem outra coisa a não ser utilizar a violência na discussão política. Jornalistas mais engajados ou dados a provas de amor, ameaçam pegar em armas se o candidato A ou B ganhar eleições, outros insultam, amesquinham e vilipendiam (ó que palavra bonita) colegas, empresários, funcionários, professores ou juízes, conforme o gosto. Enfim. Acresce o fartar de vilanagem na utilização de recursos públicos, a aprovação da lavagem legal de dinheiro e mais as outras trezentas e oitenta e cinco mil demonstrações da maior falta de pudor, mais a insuportável disfunção da Justiça. Este é o caldo de cultura criado pelos que agora condenam, desculpam, e consideram indesculpável a atitude dos que agrediram ou tentaram agredir o apóstata Vital Moreira.

Quantos de nós, portugueses, lemos Toqueville ou mesmo o Anthony Giddens ou o Scrutton? Mil? Dez mil? Cem mil? E a democracia, por si só, é uma coisa assim tão excelente, mesmo quando nem sequer o papel instrumental é capaz de cumprir e parece divorciada do Estado de Direito? Nós, as pessoas normais para quem as questões próximas se sobrepõem a qualquer consideração teórica da vida em democracia, quando ouvimos “malhar”, ouvimos “malhar”, não ouvimos figuras de estilo. “Quem se mete com ______ leva”, leva mesmo, não é esmagado pela retórica.

Seria bom não nos esquecermos nunca que a civilização e o que ela tem de normativo, no que respeita às relações sociais, é um verniz frágil que pode não resistir à mais ligeira dificuldade. Viver numa democracia que necessariamente leva os homens vulgares, travestidos de elites, ao poder (e não há nada mais perigoso que homens vulgares com poder excessivo como é o caso português) implicaria uma ética diferente da ética republicana do Cardeal Pina Moura, do Primeiro Ministro José Sócrates ou do Pai da nacinha* Mário Soares. Uma impossibilidade, portanto. Ora os homens são homens e em época de dificuldade o primal scream troglodita sobrepõe-se ao verniz da civilização que tantos dão como adquirida. Quando um dos elementos da suposta elite leva nas ventas, leva poucas porque só colhe o que tem andado a semear. Tudo isto é de uma irresponsabilidade e de uma hipocrisia insuportáveis.

*”Nacinha” tem direitos de autor

Abril 24, 2009

E Agora Pavio Curto? II

Arquivar em: Blogosfera, Cartoons — Helder @ 01:28

Abril 23, 2009

Mais vómito

Arquivar em: Ambiente, Comentário, Economia, Media, Religião — Helder @ 23:36

vomito1Via tweet do Henrique Monteirocheguei a esta “notícia” que reza assim:
Dia da Terra: Reposição dos recursos vivos já é negativa. Além de Rajendra Pachauri ser um óbvio charlatão, um criminoso sem um mínimo de credibilidade, comparável ao Paul Ehrlich ou à Naomi Klein, resta a questão infantil e idiota da reposição de recursos, no sentido em que ele a apresenta. Imaginem um barril de 250 litros cheio de pistachios. Vai-se tirando e comendo um a um e metendo as cascas dentro do mesmo barril. Chega-se a um ponto em que, mesmo continuando a existir pistachios lá dentro, não compensa procurá-los (não é economicamente viável consumir mais desse recurso). Sabendo isso, muito, mas mesmo muito antes de chegar a esse ponto já se procuraram e encontraram alternativas. Amendoins, tremoços, etc. e assim sucessivamente até voltarmos aos pistachios outra vez. A extinção física dos recursos ou a extinção económica, que os novos religiosos confundem, são coisas diferentes, problemas diferentes, com soluções diferentes.
Quanto à pior situação da América do Norte e à boa situação das Caraíbas e da América Latina é preciso dizer sequer alguma coisa? Ou a revolução castrista/bolivariana são a solução para a religião do IPCC ?

Triste no meio desta merda é que até directores de jornais embarcam nestas charlatanices. Enfim. Já agora quem fodeu o Mar Aral de vez foi o capitalismo norte-americano?

Abril 22, 2009

E agora Pavio Curto?

Arquivar em: Blogosfera, Cartoons — Helder @ 22:49

pavio-curto-14

Abril 21, 2009

Holocaust Memorial, Miami, Florida

Arquivar em: Diversos — Helder @ 22:37

hol-miami

hol-miami-2

Abril 17, 2009

Quem ri por último….

Arquivar em: Desporto — Helder @ 19:54

…ri p’a dentro.

goloooo

Abril 15, 2009

Do Helder

Arquivar em: Diversos — Helder @ 00:08

Pronto, está bem. Não meti mais fotos que vos desanimem e, já agora, esta até é bem má mas intitula-se Pescadores, Key Largo, Helder 2009.

key-largo-fishing

Enfim. Já esta aqui abaixo intitula-se Amanhecer. (mais…)

Abril 14, 2009

Ilicitam insultivamente

Arquivar em: Portugal — Helder @ 23:41

Ouvia há pouco um tipo dizer que para combater a corrupção é necessário criminalizar o enriquecimento ilícito. O que é isso? Ocorre-me que a corrupção de que se vai ouvindo falar ou “des-provando” à tangente não envolve tráfego directo de riqueza.

Abril 9, 2009

Cores do dia II

Arquivar em: Diversos — Helder @ 01:16

Da minha janela, agora mesmo

janela-ii

Abril 8, 2009

Cores do dia

Arquivar em: Diversos — Helder @ 02:14

Há pouco da minha janela.

janela

Abril 6, 2009

São estes que nos pastoreiam

Arquivar em: Justiça, Política, Portugal — Helder @ 19:46

lobos0001José António Barreiros sobre a demissão de Alberto Costa por pressões sobre juízes. Hayek explicou em Road to Serfdom porque é que é inevitável que gente desta chegue ao poder. O Governo, a prazo, não passa de uma associação de malfeitores.

Não costumo usar os blogs aos serviço de questões pessoais. É estranho, mas é um modo de ser. Só que desta feita está em causa algo de nobre: a verdade num assunto de Estado.
Não quero entrar, nem entrei, por razões compreensíveis na questão Freeport, nem na matéria das pressões ou que se aleguem terem sido pressões. Não conheço os factos e só falo do que sei. Além do mais, desempenho um cargo na Ordem dos Advogados que me obriga ao dever de reserva.
Ora sucede que na sua edição de hoje o jornal Público recorda a demissão de Alberto Costa, actual ministro da Justiça, por despacho meu. Sob o título «Alberto Costa foi demitido de director da Justiça em Macau, há 21 anos, por pressões sobre juiz», o jornal relata as razões da demissão e a sequência da mesma.
O texto, que está todo aqui, tem, porém, uma omissão, pelo que na memória dos que lerem, ficará assim a pairar uma versão incorrecta dos factos e sobretudo uma versão que o demitido tentou passar para a imprensa quando de uma visita oficial sua ao território de Macau, em 2005 e que tive de desmentir então: a de que o acto de demissão fora, afinal, ilegal, e por iso anulado pelos tribunais.
Terei permitido tal omissão ao não ter aceite falar com o jornalista? Talvez. A discrição tem destes efeitos.
Cito, pois, aquilo que acabo de comunicar ao jornal, esperando publicação e para que fique assim mais substanciada a verdade:
«Demiti Alberto Costa por despacho fundamentado, que se baseava no que foi adquirido por um inquérito realizado pelo Procurador-Geral Adjunto do território: contactara um juiz por duas vezes com o propósito de que este arquivasse um processo e soltasse os dois arguidos presos. Estava em causa a televisão de Macau e a ligação desta a uma empresa de que eram sócios várias criaturas gradas ligadas ao partido socialista, mais uma empresa de um senhor chamado Robert Maxwell, que morreria mais tarde em condições estranhas. Após a minha saída do território o Governador Carlos Melancia revogou o meu despacho na parte em que fundamentava a demissão, não ignorando que isso abria a porta ao que veio a suceder: o demitido veio a recorrer para o STA e obviamente ganhou a causa, recebendo choruda indemnização.
Em suma: a razão substancial da demissão de Alberto Bernardes Costa não foi anulada pelos tribunais, foi anulada, sim, a habilidade do Governador, pela qual o meu despacho de demissão foi substituído por outro apto a ser anulado por vício de forma, ou seja por falta de fundamentação.
Quem quiser ler os documentos, pois está tudo documentado, é só ir aqui. Agradeço o favor de ser reposta toda a verdade».

Abril 4, 2009

Subscrevo na íntegra

Arquivar em: Justiça, Política, Portugal — Helder @ 04:29

Subscrevo na íntegra este artigo do João Miguel Tavares excepto na comparação com a credibilidade da Cicciolina. Ela deveria saber do que fala se defendesse a monogamia.

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da “decência na nossa vida democrática”, ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.

José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que “quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena”. Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro – se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.

Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra – feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: “Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras.” Reparem bem: não podemos “consentir”. O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?

À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser “terreno propício para as campanhas negras”; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.

Via João Miranda

Março 25, 2009

Mais ácido – Sexty Sexers

Arquivar em: Videos — Helder @ 00:40

Ainda não sei se vos hei-de convidar para ouver os Dollar Llama junto com outros amigos meus ou, o que não seria mau, se hão-de ser estes aqui abaixo. Para ouvir mais é ir ao Myspace dos gajos. Uns bascos do pior. Muito bons.

Março 24, 2009

Dollar Llama

Arquivar em: Videos — Helder @ 01:12

Cheira-me que daqui a pouco hei-de convidar-vos a ir ouvêr-los…
Para quem está cheio deste som mais grunge, ouça os novos temas. Talvez a meio caminho entre Mettalica e Megadeth. Estamos aqui estamos em Slayer. Lol. Muito bom roque ende role feito por portugueses.

Março 21, 2009

Chain gang

Arquivar em: Blogosfera — Helder @ 00:08

O André passou-me a bola da coisa da 5ª frase da página 161. O livro na mesa de cabeceira é o do Professor José Manuel  Moreira, Leais, Imparciais e Liberais, a cuja apresentação tive o prazer de assistir na FNAC de Santa Catarina, no Porto há dois dias. Já o que está mais à mão neste instante, é o livro de cozinha da Mafalda Pinto Leite, de quem tenho o gosto de ser amigo, Cozinha para quem não tem tempo. Ora a 5ª frase da página 161 (descontando a parte dos ingredientes) é parte da receita de …Churros e reza assim:

Em velocidade baixa, adicione os ovos, um de cada vez, batendo bem antes de adicionar o próximo.

E fica aqui a corrente.

Março 20, 2009

Zappa e o Papa

Arquivar em: Política, Religião, Teoria — Helder @ 23:04

frank-zappa

Some scientists claim that hydrogen, because it is so plentiful, is the basic building block of the universe. I dispute that. I say that there is more stupidity than hydrogen, and that is the basic building block of the universe.

Frank Zappa

Como não sou crente, cada vez que as pessoas se indignam à custa do que o Papa diz aqui ou ali, acabo surpreendido. Afinal se o Papa diz (por exemplo) o que disse há dias acerca da utilização de preservativos, qual é exactamente o problema que os indignados vêm na coisa? Que os que não cumprem a doutrina sejam impedidos de aceder à vida eterna, é isso? Li algures que a Igreja proíbe a utilização de preservativos. Então e qual é a pena para quem viola a proibição? Multa de 150 Euros? Cinco anos de cadeia? Forca?

Li também não sei onde comparações às reacções ao que dizem alguns clérigos islâmicos. Deve ser.Aliás, o Mundo está cheio de hereges escondidos com medo de serem mortos de acordo com as instruções papais. Ou meninas (hint) condenadas à forca depois de violadas.
Mais surpreendente ainda é que, normalmente, são os mesmos que se congratulam pela conquista da separação entre Igreja e Estado e que aparentam querer que a mesma se afaste totalmente da vida pública e se iniba de fazer política, são os mesmos, dizia, que parecem fazer equivaler as normas da Igreja às normas do Estado.

Quem tinha razão era o Zappa.

Parabéns a mim

Arquivar em: Diversos — Helder @ 22:40

tom_waits_smokeFaz hoje um ano que deixei de fumar, o que corresponde a uma poupança visível de 2.409 Eur. Houve outras poupanças e o recuperar de coisas muito mais importantes que tudo isto. Sempre soube que o tabaco me dava cabo do cabedal, mas não fazia ideia a que ponto.
Estou de parabéns porque não me chateia nada frequentar ambientes onde se fuma, quando como fora com amigos prefiro a companhia de fumadores, porque não me dão aquela impressão de estarem sempre a segurar uma moeda de 50 cts entre as nádegas, como os anti-tabagistas, e estou longe, muito longe de ter vontade de voltar a fumar.
Durante este ano, como teste, dei duas passas em cigarros. Foi como ter uma brasa no meio do peito.

Março 16, 2009

Doutrina Portas

Arquivar em: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 22:32

Hoje ouvi o Dr Paulo Portas na rádio, a falar sobre a baixa de impostos para as empresas que, nesta altura, têm maior dificuldade em captar encomendas e manter empregos, ou seja, as PME. Dizia ele que esta baixa de impostos “faz sentido do ponto de vista doutrinário” e mais ainda nesta “conjuntura”.
Eu gostava de perguntar-lhe é que raio de doutrina é essa? Essa do cherry-picking da baixa de impostos, a do transferir do Joaquim para o Manel, com o estado pelo meio a ficar com 65% dos recursos que tira ao primeiro. Deve ser a Doutrina Socialista da Transferência. DST, portanto.
Quem não tem encomendas fecha. Ponto.

Do ponto de vista das empresas e no que respeita à fiscalidade, o que é preciso não é baixa de impostos nenhuma, é que o estado deixe de cobrar impostos disfarçados de taxas e.g. taxa autónoma, e que deixe de cobrar impostos sobre rendimentos que não existem e.g. PEC e PC, ou sobre colecta presumida. O resto é a DST de que padecem os partidos portugueses do BE ao CDS.

Março 13, 2009

Soundbytes

Arquivar em: Media, Política, Portugal — Helder @ 00:52

Queria só chamar a atenção para o sound byte perfeito acerca destes anos de socratismo. Foi dito por Manuela Ferreira Leite e bem podemos esperar sentados que alguém o agarre, é demasiado bom. Na verdade desde a implosão das torres da Torralta em que o PM fez figura de parvo agarrado a um detonador falso, até à entrega falsificada dos Magalhães logo devolvidos pelos miúdos, que

temos vivido num longo intervalo publicitário

Na mouche.

Março 11, 2009

Fim

Arquivar em: Comentário, Media, Portugal — Helder @ 00:42

Hoje (ontem) gastei o último euro que prevejo gastar com a minha leitura diária dos últimos dez a doze anos. Antes disso já era leitor d’O Público mas, especialmente nos últimos dez anos não devo ter perdido mais de uma dúzia de edições. Mesmo quando estava fora acumulava Públicos em casa. Chega.
Já há algum tempo que para mim a leitura do jornal era cada vez mais irritante, rápida e na diagonal, um molho de papel cheio de opiniões e com muito, muito pouca informação. Há muito que passava à frente da abordagem que o jornal faz de certos temas: o aquecimento global, as questões de género, a economia (excepção ao suplemento), os blogues, a última página, as notícias sobre o Porto cidade, etc. Se quiser doutrina leio os originais, se quiser opinião, mesmo n’O Público, há páginas onde isso é assumido e para ignorância basto-me eu próprio. Compro o Jornal de Negócios, o DE, assino a Economist, a FP, o WSJ e o Motley Fool, tenho no feed mais de 100 blogues, mais o Twitter, o Facebook, o Star Tracker e o Linkedin, contactos em meio mundo civilizado. Para que preciso de me chatear todos os dias logo às oito horas com a ignorância doutrinária daquela gente? O Público que se mantém como o melhor jornal generalista português, pouco passa de um boletim doutrinário do espírito do tempo. Dá guarida, voz e um saco de moedas a gente que à primeira oportunidade o silenciaria, publica opinião como notícia e dá à ignorância um significado novo. Não pago para isso e tenho pena, muita pena que uma coisa que podia ter sido, nunca o venha a ser. Vão dar sangue.

Março 9, 2009

Falta de espelhos em casa

Arquivar em: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 16:18

Ouvi há instantes na rádio, o Presidente da República, a falar dos riscos da nova pobreza. Riscos esses que, entre outras razões, são criados “pelo enfraquecimento dos laços familiares”. Ouvir isto da boca de um estatista social-democrata não devia surpreender, que o estatismo não ajuda à vergonha na cara e à assunção de responsabilidades próprias mas, pelo menos, o PR teria a obrigação de pensar nas más consequências do estado social e do regime que ajudou a criar. Que também as há. Alguém lhe ofereça um espelho.

Março 4, 2009

Populismo e demagogia

Arquivar em: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 22:28

Ao contrário do que afirmou há minutos na SICN, o Luís Nobre Guedes caba de provar que é um populista e demagogo da pior espécie. Todo o comentário é um case study de populismo e demagogia digno de qualquer Anacleto que se preze. Se não é assim, ele e/ou outros que me expliquem onde e como é que os mercados financeiros não são/eram regulados. E o que é que a fraude do Madoff tem que ver com regulação? Mas nada disto espanta, já que agora somos todos socialistas:

CDS-PP quer que Governo e regulador expliquem descida dos juros e aumento das margens dos bancos

O CDS-PP vai pedir ao governo e ao regulador que expliquem na Assembleia da República por que razão as taxas de juro estão a descer e as margens de lucro (“spreads”) cobrados pelos bancos sobem, afirmou hoje o líder do partido.

Paulo Portas, que falava no final de uma reunião com a direcção da UGT, disse que o objectivo é saber “se estas práticas, quando unilaterais, são legais”.

“Estão a acontecer na sociedade portuguesa fenómenos pouco explicados em que a taxa de juro desce, mas os ‘spreads’ sobem, como [acontece] no crédito à habitação e no custo do dinheiro para as empresas”, salientou.

Março 3, 2009

Chafarica da Falta de Vergonha na Cara

Arquivar em: Economia, Internacional, Teoria — Helder @ 22:51

Department of Double Standards por Bryan Caplan

All ideology aside: If the government had followed a laissez-faire policy for the last six months, and output, employment, housing, and financial markets stood exactly where they stand today, what fraction of people would conclude that “Events decisively prove that laissez-faire is a disaster”?  Can you honestly give any answer less than 90%?

Março 1, 2009

Revel, o reaccionário

Arquivar em: Comentário, Livros, Política, Portugal — Helder @ 00:18

Nestes reveldias que se prometem de chumbo, dei por mim a lembrar-me de Jean-François Revel. Conheci-o com O Monge e o Filósofo mas, em fim de semana de congresso socialista, só me ocorre A Tentação Totalitária. A revisitar.

 

 

“La socialisation rend inéluctable l’augmentation de volume et de poids du pouvoir politique, du nombre et de la puissance de ceux qui l’exercent, le servent, le soutiennent ou gravitent autour de lui.” – , Jean-François Revel, La Grâce de l’État

Fevereiro 28, 2009

FCP-SCP

Arquivar em: Desporto — Helder @ 22:18

Mereciam perder os dois.

Fevereiro 27, 2009

A eco-religião, a hemorroida e o suicida

Arquivar em: Ambiente, Media, Religião — Helder @ 23:58

No New York Times, até a suavidade do papel higiénico é um problema, parece que  Soft Is Rough on Forests, por isso, meus caros é cuidar da hemorroida que vem aí o “papel lixa 8″. Como lhes tenta explicar o Don Boudreaux, o negócio deles do NYT, alas, também é Rough on Forests and maybe, just maybe, next in line.

Model this (2)

Arquivar em: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 22:51

O mercado está em quebra, ando aqui às voltas com cortes nos custos, os resultados de 2008 foram 46% abaixo dos de 2007. Não deve haver aumentos mas que se lixe, 65% dos resultados líquidos são para os sócios. Ah pois! Se esses 65% vão fazer falta? Claro que vão. Não há problema nenhum, os contribuintes logo me dão uma mãozinha. Ah! Entretanto já recomprei stocks a um cliente em dificuldades, a um preço 25% acima do preço de venda ao público. Porquê? Porque me apeteceu e o cliente é um tipo porreiro, pá!

Socialismo democrático

Arquivar em: Economia, Política, Portugal — Helder @ 22:34

BPI quer conhecer processo de venda das acções da Cimpor

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, afirmou esta sexta-feira ignorar “a técnica contabilística” que permitiu à CGD comparar os cerca de 10% das acções que o empresário Manuel Fino detinha na Cimpor, mas que vai perguntar aos auditores.

“Como os meus auditores são os mesmos que os da Caixa Geral de Depósitos (CGD), na próxima vez que estiver com eles vou-lhes perguntar como é que funciona essa técnica de comprar um activo acima do preço do mercado e depois isso proporciona uma redução das imparidades [perdas potenciais]“, disse Fernando Ulrich, em Lisboa, referindo-se à auditora Deloitte.

 

Fevereiro 26, 2009

Model this

Arquivar em: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 23:10

flipthebirdJulgo que há em Portugal perto de 210.000 empresas com menos de 250 trabalhadores. Enquanto empresário tenho 2, 10, 50, 230, 3.000, 35.000, pessoas a trabalhar na empresa. De acordo com o que algum investigador a tempo inteiro descobriu num gabinete com ar condicionado e janela para um jardim, munido de lápis, papel e um PC potente, ou um terminal ligado ao mainframe da Universidade, devo ser impedido de despedir pessoas enquanto a empresa tiver lucros. O investigador a tempo inteiro, criou um modelo complicadíssimo, cheio de integrais, variâncias e distribuições, algoritmos genéticos, meteu física quântica e a teoria da evolução ao barulho, microbiologia, fractais e desconstrutivismo e, no fim, pariu o seguinte: qualquer empresa que declare lucros deve ser proibida de despedir.
Sou só eu ou esta alarvidade ignora completamente a realidade, o dia a dia dos que não vivem na twilight zone? Devo então esperar até ter prejuízo, é isso? E quanto prejuízo e durante quanto tempo é admissível até que seja permitido despedir? E quando a empresa estiver completamente de rastos, já posso despedir?
O princípio parece ser que a criação de emprego e a destruição de emprego se assemelham ao ovo e à galinha. Não são. O despedimento não existe sem que haja criação de emprego anterior, por isso, o que devia preocupar os investigadores a tempo inteiro, de lápis e papel, mais terminal de mainframe e pc potente aliado ao onanismo, não é como se combatem os despedimentos, é como se criam e mantêm os empregos. O que não é exactamente a mesma coisa.

Uma vergonha

Arquivar em: Economia, Política, Portugal — Helder @ 00:19

Rendas: Proprietários propõem Sociedade Pública de Aluguer

A Associação Nacional de Proprietários (ANP) defendeu hoje a criação de uma Sociedade Pública de Aluguer para responsabilizar o Estado e dar credibilidade ao mercado de arrendamento.

Isto é uma vergonha. O que a ANP e outras “associações” do género merecem é que os mandem à merda. Um Estado Corporativo, mais cedo ou mais tarde, há-de dar nisto: “associações” de merdosos (de Pais, de Professores, de Proprietários, de Inquilinos, de Ferradores, de Estivadores, de Banqueiros, de Polícias, de Juízes, etc) à volta da manjedoura. Vão dar sangue. Credibilidade?

Fevereiro 25, 2009

Priestfest

Arquivar em: Videos — Helder @ 23:49

Lembram-se do “dois” (2001) há vinte e tal anos? Ah pois! Dia 17 lá estarei no Pavilhão Atlântico na Priestfest com Testament, Megadeth e Judas Priest. Ha!

P.S. Espero que toquem o Jonhy B. Goode :-)

Arbitrariedade tributária em Portugal (2)

Arquivar em: Economia, Justiça, Política, Portugal — Helder @ 22:44

A juntar ao post que o André linka aqui abaixo, ainda hoje ouvi mais uma história. Um amigo meu recebeu, há cerca de quatro meses, uma carta do fisco com um imposto a pagar relativo às vias de acesso ao Porto. Isto porque comprou e reabilitou a casa onde vive no centro da cidade. Aconselhado pelo advogado contestou o imposto. Ainda não recebeu qualquer resposta mas, há uns dias, o gestor de conta telefonou-lhe porque teria recebido uma comunicação do fisco a avisar da penhora de cerca de 600 euros da conta (que sorte que não era tudo!) em virtude da falta de pagamento do imposto. Conclusão, pagou e calou-se e o processo há-de ser resolvido. Um dia.

Fevereiro 22, 2009

Os violinos de Chopin

Arquivar em: Comentário, Media, Política, Portugal — Helder @ 22:05

Embora tenha pena de nós, por estarmos sujeitos a este tipo de gente, tenho ainda mais pena do Pedro Passos Coelho. É mais ou menos da minha idade e quando eu lia Os Cinco, o Sandokan, o Papillon, O Philip K. Dick, o Asimov, o Jean Larteguy  e assim, ele lia Voltaire, Sartre, Maquiavel, Derrida e Heidegger (presumo) e de romances (o horror, o horror) Tolstoi!! Tanta página de sofrimento coitado do PPC. Já agora, do Voltaire leu sobre a erupção do Krakatoa, foi?

Gostei do pudor do JPP, foi muito, muito simpático para a figurinha de carácter duvidoso.

Hubris (3)

Arquivar em: Comentário, Economia, Política — Helder @ 21:46

palhacosEuropa avança para regulação e fiscalização todos os mercados

“nenhum mercado financeiro, nenhum produto financeiro, nenhum actor dos mercados poder agir sem regulação ou fiscalização”.

O que ainda não os vi a fazer e que me parece absolutamente necessário é regular o que ainda não existe. Por exemplo, os CARDs (Certificates of Amortized Revolving Debt) estão bem reguladinhos, o que interessa é regular os T-CARDs (Twisted Certificates of Amortized Revolving Debt) ou os V-CARDS (Various Certificates of Amortized Revolving Debt), ou os F-CALDS (Fascist Certificates of Amortized Loving Debt). Estes últimos suponho que serão irreguláveis já que serão emitidos pelos Ministério do Amor do Governo Chavista da Ibersudamerica com sede em Sintra. Palhaços.

Foto RTP1

Já lá estou a 3 de Junho em Alvalade

Arquivar em: Diversos — Helder @ 00:04

ac-dc

Fevereiro 21, 2009

Já cheira a título

Arquivar em: Desporto — Helder @ 22:02

tiger-woodsTiger “Papa-Majors” Woods está de volta já no próximo fim de semana, após mais de seis meses de paragem. Uma excelente notícia a juntar a uma outra, mais plebeia, em que se faz notar que o Papa-derbies leva doze golos marcados em jogos capitais na europa. O irlandês Penn Altie não logrou (escrevi logrou!) o cut este fim de semana para o Johnnie Walker Classic em Perth, na Austrália, especula-se que por falta de cumprimento do contrato por parte do sponsor. John Bickerton segue na frente com 14 pancadas abaixo do par.Já cheira a título.

Fevereiro 19, 2009

De facto

Arquivar em: Teoria — Helder @ 23:35

Junksmith no Adam Smith Institute Blog

1980’s fashion is back. How long before 1980’s politicians make a resurgence too?

Situacionismo

Arquivar em: Media — Helder @ 22:45

A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração.
E, nalguns casos, de respiração assistida

À esquerda e à “direita” podem espernear, gozar e ironizar o que quiserem, o Pacheco Pereira está carregadíssimo de razão nos posts sobre o “Situacionismo“. O que se passou relativamente à apresentação da MFL ontem e à candidatura de Elisa Ferreira hoje, é absolutamente ridículo de tão desonesto. Como já escrevi várias vezes, os jornalistas (já não é alguns, é a classe) ou os patrões deles, não merecem a palha que comem.

Hubris (2)

Arquivar em: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 21:56

solomonLi com atenção o pdf no site do PSD onde são sintetizadas as vinte propostas apresentadas ontem por MFL. Há coisas boas como por exemplo o fim do PEC, coisas mais ou menos, como a alínea que prevê passos intermédios antes de tornar o IVA num imposto com lógica de tesouraria e coisas péssimas como qualquer medida que preveja “certas condições” para que as empresas beneficiem dela, que são várias. Enfim. Se tivesse alguma coisa que ver com isto proporia que qualquer medida neste pacote obedecesse às seguintes condições:
1) Que fosse uma regra geral aplicável a toda e qualquer empresa com sede em Portugal, independentemente da dimensão, número de trabalhadores ou volume de negócios – ver por exemplo fim do PEC, fim do PC, fim do Imposto de Selo, fim de qualquer incentivo fiscal a qualquer empresa ou sector, IVA com lógica de caixa, etc;
2) Que fosse uma regra que não carecesse de inspecção ou decisão discricionária por parte de qualquer agente do Estado – condição essencial para tentar fechar a porta à corrupção e ao favorecimento;
3) Que fosse uma regra que mais que focar-se no que há a fazer no mercado, se focasse no que há a fazer na burocracia do Estado – controlar desperdícios, agilizara a Justiça, acabar com regras que facilitam a corrupção, separar o Estado do mercado no que for possível (entre outras coisas acabar com as PPP, por exemplo, nem que fosse necessário nacionalizar o que houver a nacionalizar).
Além disto, o PSD, podia fazer outra coisa relativamente simples/complexa: ao invés de ouvir as Associações Empresariais que não passam de lóbis de meia dúzia de interessados, devia criar uma task-force de 250 a 500 pessoas (não têm Universidades de Verão?) que, em equipes de duas pessoas, visitassem o número de empresas necessário (a duas por dia durante cem dias – três meses) munidos destas propostas. Talvez aprendam alguma coisa e, mais que isso, podia ser um tremendo impulso à medida 12.
O que os estrategas,académicos, spin-doctors e especialistas devem perceber, é que o que propõem em várias desta coisas, é vender facilidades para dificuldades criadas pelo próprio Estado. E em algumas das propostas abrem as portas à corrupção e às mais variadas unintended consequences.

Leitura complementar: Hubris; O Falhanço da Força

Fevereiro 18, 2009

Hubris

Arquivar em: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 23:19

Li por alto as propostas que MFL apresentou hoje em nome do PSD e sou de opinião que a melhor proposta seria uma folha em branco. O Governo devia era tratar de pôr a Justiça e os Tribunais a funcionar e assegurar que os agentes do Estado acabam com desperdícios. Não sendo assim e já que têm que fazer alguma coisa pede-se, ao menos, alguma humildade.
O problema das propostas do PSD é o mesmo que muitas do PS: a arrogância, o Fatal Conceit hayekiano Não há maneira de o estado saber quais são as empresas ou os sectores com futuro; o estabelecimento de condições como por exemplo a isenção de TSU para empresas fundadas por pessoas com menos de 35 anos são sempre arbitrárias, sem qualquer critério de racionalidade económica ou de justiça além de potencialmente fomentarem a concorrência desleal e a corrupção; a descida de dois pontos percentuais na TSU é incompreensível se dizem querer defender as pequenas empresas porque, para isso, mais vale não mexer nessa taxa e olhar com olhos de ver para as dezenas de taxas, taxinhas e impostos escondidos. Para as empresas com menos de 10 trabalhadores, que são as que estão à toa, esses dois pontos percentuais podem ser menos que o que pagam em Imposto de Selo e taxa do lixo. Esta redução interessa a partir de uma determinada massa salarial (não fiz as contas) logo, não é bem para os pequenos; etc, etc.
As boas medidas, as que têm o efeito de alisar o terreno de jogo e salvaguardar os interesses de empresas e trabalhadores são medidas gerais, que não tenham um destinatário particular, como duas das propostas: 1) acabar com o PEC e 2) a conta corrente com o Fisco mas para todos, pequenos, grandes e particulares, se o fizerem só para alguns é certo e sabido que as consequências serão muito diferentes das esperadas(?).
Em suma, se têm que ter um plano de medidas: keep it simple, stupid! e geral. Alguma humildade é o que poderia distinguir o PSD das galinhas sem cabeça do PS.

Socialismo Democrático

Arquivar em: Política, Portugal — Helder @ 09:23

Segundo O Público, o Partido Socialista vai requerer,no Parlamento, o adiamento da votação das propostas do CDS e do PCP sobre taxas moderadoras porque corre o risco de perder a votação. Socialismo Democrático é um oxímoro, como se vai comprovando.

Fevereiro 16, 2009

Casagayto

Arquivar em: Media, Política, Portugal — Helder @ 21:43

Como não apareceu nada de novo, reposto este de Julho de 2008. E o resto é conversa para distrair o pagode. O que é certo é que a economia está a dar o estoiro, não tarda nada estamos todos a pedir e Sócrates mais os acólitos bolivarianos a mandar. Esquecido de que a revolução é burra.

A coluna do Pedro Mexia n’ O Público de Sábado era a propósito do livro Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo Sim ou Não? de Pedro Ferreira Múrias, Miguel Nogueira de Brito. Aparentemente na discussão do assunto, tanto os autores como as pessoas que o PM conhece, dividem-se entre os contratualistas – os que vêm o casamento como um contrato e os institucionalistas – que vêm o casamento exclusivamente como uma instituição. O Pedro Mexia (e segundo ele, o Pedro Múrias) parece não perceber duas ou três coisas:

1) O casamento é uma instituição pré-política, não é uma criação do Estado, logo, a visão legalista do casamento além de redutora é falaciosa;

2) A instituição casamento não é como a instituição SLB, DGCI ou ACD (Associação de Colunistas Distraídos);

3) Como qualquer instituição do género já pressupõe a figura do contrato e reduzi-lo a este é reduzir a Via Láctea à coluna do Pedro Mexia n’O Público.

O casamento como ele é (uma instituição pré-política) não precisa do Estado para existir, já o “casamento” que não seja o que é, não existe nem tem qualquer hipótese de existir sem a sanção do Estado. E desta nem o Pedro Mexia nem os “contratualistas” se livram por muito que esperneiem.

Palhaçada.

Fevereiro 14, 2009

Alice no País do Faz-de-Conta (2)

Arquivar em: Comentário, Portugal — Helder @ 00:47

Simpatizo pouco com a Dra Manuela Ferreira Leite porque espetou-me com o PEC  e pregou-me mais um prego na falência. Aumentou-me o IVA de 17% para 19%, pactuou com a mentira do famoso “choque fiscal” barrosão (Miguel Frasquilho não o fez, por exemplo) e, ainda enquanto Ministra das Finanças, revelou-se pouco mais que uma contabilista relativamente competente. Enfim. Já hoje, se estivesse no lugar dela mandava o PSD e o País à merda. Ela precisa disto? Destes idiotas todos, uns úteis, outros completamente inúteis?

Alice no País de Faz-de-Conta

Arquivar em: Comentário, Portugal — Helder @ 00:23

palhaco_01_finalCada vez mais me vejo num país de faz-de-conta, de gente que me parece perdeu toda a capacidade de pensar e imaginar o futuro miserável que nos espera. Hoje, no sobe e desce d’O Público (juro que não é embirração) com a seta para cima a propósito do novo regime de licença das grávidas e assim, escreveu alguém que assina com as iniciais P.F., que Portugal é “um pouco mais nórdico.” Juro que não sei em que mundo vive esta gente. A economia em 2009 vai contrair 2% a 3%, aquilo que vocês ouvem sobre os despedimentos e fechos de empresas é uma brincadeira comparado com a realidade cá fora, o OE prevê que, pela primeira vez em Portugal, a despesa do Estado ultrapasse os 50% do PIB (com a recessão será mais 51% ou 52%) e é num ambiente destes que se ampliam estes “direitos sociais” e o diabo a quatro. Já aí está fome e miséria, vem aí fome à séria para muita, muita gente e andamos aqui a brincar com”direitos sociais” de trigésima quarta geração. Senhores e senhoras, alguém tem que pagar isto e, se a economia não gerar os meios, quem paga? Por favor explicai-me vós que vos congratulais com estes vícios nórdicos, quem paga? QUEM PA-GA?
Quando oiço deputados na AR a reivindicar e a gritar números, fico sempre meio incrédulo com o eles próprios não perceberem a consequência do que gritam. Há dias uma deputada insurgia-se contra as pensões de 300€ com que sobrevivem 1.500.000 portugueses. Um milhão e quinhentos mil. Isto dá 450.000.000€ por mês, quatrocentos e cinquenta milhões de euros por mês(!!), no mínimo, 5.400.000.000€ por ano, cinco mil e quatrocentos milhões de euros por ano(!!!!). Um miserável aumento de cinquenta euros mensais a estas pessoas (pouco mais de um euro e meio por dia) passa a despesa para 6.300.000.000€, seis mil e trezentos milhões de euros por ano (!!!). É num ambiente destes, em que os mais pobres ainda não têm o mínimo, que nos pomos com merdas nórdicas que não temos riqueza para pagar. Por favor. Eu tenho um filho com catorze anos. Querem fazer dele um escravo que vos sustente a auto congratulação pseudo-nórdica?
Há pessoas, portugueses, novos e velhos, bebés e adultos, homens e mulheres com fome, sem meios de sobrevivência e vêm-me com isto. Isto não é um país, é uma vergonha. Uma vergonha e uma palhaçada.

Fevereiro 12, 2009

Random

Arquivar em: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 22:48

Populismo e mais um trunfo para os Anacletos

Eu ganho cerca de 5 mil euros – vivo na casa que minha mãe me ofereceu coitada e os contribuintes esses ladrões pagam-me o carro a gasolina as viagens os transportes os seguros a saúde os jornais e os almoços – e não me considero um homem rico. O meu escalão de IRS é de 42 por cento. E acho que devo ter deduções menores [no IRS] na saúde e educação»

Há umas semanas o putativo número dois d’O Partido já tinha demonstrado a ignorância sobre o sistema fiscal. O PM é só mais um que não sabe o que faz. Perdoemos-lhes, contribuintes.

Socialismo é: Portas defende que empresas ajudadas devem ser obrigadas a manter empregos. Já têm os TOC, na próxima semana defenderão a fixação de salários dos gestores (ainda não o fizeram?), na outra o controle do orçamento de marketing (já se discute a sponsorização pelas empresas “bailed-outadas”), depois o da produção, de seguida… Como dizia um amigo meu após a “partidarização/nacionalização” do BCP: mais 10.000 funcionários públicos, não tarda nada somos todos.

Sarsfield Cabral envelheceu muito desde a primeira vez que o vi na TV. Terá sido ainda a preto & branco?

O Twitter parece mesmo um sms grupal, como li já não m’alembra adonde, mas a twittada no debate de ontem na AR foi divertida, só tive pena de chegar tarde. Procurar por #deb15 em www.twitter.com.

Ouvindo os líderes que temos, do Obama ao Sarkozy, já só me ocorre a conversa do Steven Mallory com Roark, quando este o “resgata” em The Fountainhead da Ayn Rand.

…left, unarmed, in a sealed cell with a drooling beast of prey or a maniac who’s had some disease that’s eaten his brain out.

Fevereiro 10, 2009

C-o-m-u-n-i-s-t-a

Arquivar em: Media, Política, Portugal — Helder @ 23:10

É assim que Vítor Malheiros diz que por cá se vê Paul Krugman, como um c-o-m-u-n-i-s-t-a, cujo nome e opinião o director executivo d’O Público usa para justificar a sua. Isto a propósito das culpas a distribuir pela crise actual. Parece que Krugman diz (e Malheiros concorda) que os que não conseguiram pagar as dívidas que assumiram não têm culpa nenhuma na crise. A culpa é da ganância dos banqueiros.
Quanto a culpas não falta a quê ou a quem acusar mas, o que já me incomoda, é este apelo ao argumento de autoridade envolvendo o nome do Krugman para justificar tudo mais um par de botas. Ora bem, o homem ganhou o Nobel “for his analysis of trade patterns and location of economic activity”. Podiam de vez em quando usar as opiniões de outros, sei lá, do Edward Prescott por exemplo que ganhou o Nobel com Kydland “for their contributions to dynamic macroeconomics: the time consistency of economic policy and the driving forces behind business cycles”, ou do Roberto Barro que, ainda antes dos cinquenta anos, foi candidato ao Nobel e tem mais trabalhos publicados em áreas relacionadas a esta crise que o Paul Krugman. Podiam até, quando falam do “compre português” usar a opinião do próprio Krugman. Porque não? Mas bonito bonito era ler o Vítor Malheiros apoiar-se na autoridade do Gary Becker ou do James Buchanan e escrever que por cá são f-á-s-s-s-i-s-t-a-s.

Uma boa notícia

Arquivar em: Livros, Política — Helder @ 00:30

Trinta e dois anos depois é publicado de novo, em português, o O Caminho para a Servidão de Friedrich Hayek. Desta vez pelas Edições 70 e o prefácio é de João Carlos Espada.

hayek

Publicado em 1944, este manifesto liberal constituí uma das denúncias mais veementes dos totalitarismos do século XX, vindo a obra a ter um sucesso assinalável. Para Hayek, na sua natureza, o hitlerismo não se distingue do estalinismo, e a diferença entre socialismo e comunismo é uma mera questão de grau, pois todas estas ideologias contêm em si uma ameaça às liberdades públicas e individuais. Há, por isso, que abandonar o caminho para a servidão — que a obra denuncia — e trilhar o da liberdade.

Via Miguel Morgado

Prós e Prós

Arquivar em: Comentário, Portugal — Helder @ 00:12

Pelo que percebo do debate a culpa do aumento do desemprego é da existência de empresas. Acabem-se com as empresas que acaba o desemprego, então.

Snobismo sindicalista

Arquivar em: Comentário, Economia, Media — Helder @ 00:03

Há pouco no Prós e Prós houve um momento delicioso. Um empresário têxtil de Guimarães, que encarna na perfeição o estereótipo do “empresário retrógrado e anacrónico” (embora lhe falte o fato de bom corte e, provavelmente, o Ferrari), intervinha da bancada e ouviu-se a Carvalho da Silva um comentário desagradado: Assim estamos a levar o debate para um nível…  Pelos vistos, o nível das pessoas simples e trabalhadoras a que o dirigente sindicalista não está habituado.

Fevereiro 9, 2009

Hoje no Rádio Clube

Arquivar em: Insurgentes nos media — Helder @ 22:54

logorcp1Daqui a pouco, às 23h, os insurgentes Miguel Botelho Moniz e o André Abrantes do Amaral estarão à conversa no Rádio Clube. A discutir o que interessa. Não percam.

Adenda: Vão lá ouvir que eles já lá estão.

Pois

Arquivar em: Blogosfera, Política, Portugal — Helder @ 08:50

Rui Albuquerque no Portugal Contemporâneo

Uma das marcas mais salientes da direita portuguesa é, foi sempre, a sua profunda veneração pela esquerda. O fenómeno não é recente e é até mesmo muito anterior ao 25 de Abril: a direita indígena admira os líderes da esquerda (Afonso Costa, Álvaro Cunhal, Mário Soares, José Sócrates, Francisco Louçã), as ideias da esquerda, a “cultura” da esquerda. A direita portuguesa está cheia destes exemplares, verdadeiros basbaques que escancaram as goelas de espanto e de gozo perante a “inteligência” da esquerda. Esta, pelo seu lado, vota-os ao mais profundo desprezo e, de tempos a tempos, quando a ocasião o permite, dá-lhes merecidos tratos de polé. Quem tiver dúvidas acerca disto, facilmente as resolverá numa rápida incursão pela blogosfera portuguesa.

Pedido de desculpas

Arquivar em: Blogosfera — Helder @ 08:45

Ao Rodrigo Moita de Deus pelo insulto que publiquei mais abaixo, as minhas sinceras desculpas. Também ao Rui Albuquerque por ter misturado o excelente texto dele com aquele inqualificável disparate. A eles os dois e a quem mais se possa ter sentido atingido as minhas mais sinceras desculpas.

Retirei do post o texto do Rui que republico acima.

Fevereiro 8, 2009

Beluga e Cristal

Arquivar em: Política, Portugal — Helder @ 22:49

“A minha geração quer mais velocidade, quer chegar a Madrid no tempo em que agora chega ao Porto”, contrapôs.

Duarte Cordeiro, jovem socialista, via Gabriel Silva.

Da minha parte para o Duarte Cordeiro: olha ó jobem socialista, quando bieres ao Porto, tenta saber primeiro a matrícula da minha biatura e, de seguida, presta atenção ao atrabessar a rua. Oubiste ó filho duma nota de cinco?

Um marialva da direita portuguesa é alguém que gosta que lhe vão ao pacote

Arquivar em: Política, Portugal — Helder @ 22:32

(texto republicado mais acima)

basta que continuem a tratá-los bem. Que não falte a vaselina presumo.

Alice no país dos comedores de palha

Arquivar em: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 20:35

Título: Sócrates quer reduzir carga fiscal à classe média

Título alternativo: Sócrates mente mais uma vez

O secretário-geral do Partido Socialista (PS) e primeiro-ministro, José Sócrates, disse, este domingo, no Porto, que pretende limitar as deduções fiscais dos mais ricos, para poder aliviar a carga fiscal da classe média. 
«É preciso aliviar a carga fiscal da classe média, fazendo com que aqueles que são mais ricos possam deduzir menos naqueles que são os seus contributos para o Estado», disse na apresentação da moção que vai levar a Congresso aos militantes do norte.

Ou seja, os mais ricos passam a deduzir menos na matéria colectável e, portanto, a classe média fica com a carga fiscal aliviada. Sou só eu ou isto não faz sentido nenhum? Se a carga fiscal do meu vizinho aumenta em que é que isso diminui a minha? Ah, deve ser em percentagem da carga total porque pagar, continuo a pagar o mesmo. Ou mais. Mais uma treta à Sócrates. Nada disto é estranho, afinal, a ideia de igualdade socialista, é sermos todos igualmente pobres ou, ainda melhor, miseráveis.
 

Sócrates recordou o «enorme esforço» que o Governo que encabeça fez, no combate à evasão fiscal, afirmando que o Executivo «bateu todos os recordes» em termos de recuperação das dívidas ao Fisco. «É preciso continuar esse combate, mas, ao mesmo tempo, é preciso aliviar a carga fiscal da classe média», defendeu. 

Não sei se este Governo de aldrabões foi ou não eficaz no combate à evasão fiscal. Não tenho dados e julgo que ninguém tem. O que sei é que a recuperação de dívidas não tem nada que ver com combate à evasão ou fuga fiscais. Nada. SÃO DÍVIDAS DECLARADAS, NÃO TÊM NADA A VER COM EVASÃO.

Fevereiro 7, 2009

Eles vivem

Arquivar em: Economia — Helder @ 23:34

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Palha

Arquivar em: Comentário, Media, Política, Portugal — Helder @ 23:10

Um dos telejornais de hoje abriu com a notícia do que disse o Grande Líder Anacleto na Convenção Fanife. Que as empresas com lucros deviam ser proibidas de despedir. A frase manteve-se em rodapé enquanto o Anacleto dos Anacletos ia dizendo a homilia. Caríssimos comedores de palha, notícia seria se o Pastor Anacleto tivesse proposto a proibição do emprego. O efeito da proposta “concreta” (como o comedor de palha da SIC chamou à homilia do Anacleto-Mor) é exactamente o mesmo e pelo menos seria honesta.

Fevereiro 5, 2009

Cinco

Arquivar em: Economia, Política, Portugal — Helder @ 23:32

Quizz: destas cinco coisas, quantas se verificam no sistema fiscal português?

Tax system integrity is conceptualised in terms of five different, but interrelated dimensions: (a) collection of taxes in such a way that all groups are paying their fair share; (b) the use of taxes for the public good; (c) genuine consultation with taxpayers about the tax system; (d) respectful treatment of taxpayers; and (e) granting taxpayers the status of trustworthiness in the absence of information to the contrary.

Caixa de areia para a Elizabete Miranda

Arquivar em: Economia, Política, Portugal — Helder @ 23:25

Já tinha publicado acerca disto em Outubro de 2005. Para quem estiver minimamente interessado é fácil encontrar dados. Portugal não é, nem de perto, campeão de fuga ao fisco nenhuma. Mais, a diferença entre Portugal e a Noruega ou a Suécia é muito menor que entre estes e a Áustria ou os EUA. A Itália ou a Grécia têm economias informais muito superiores a Portugal. A Bélgica (for God’s sake!!) é tão informal como nós. Onde nos distinguimos é em sermos uns otários do pior, sodomizados pelo Estado como nenhuma outra nação europeia, sem qualquer garantia de defesa. Perceberam ou tenho que ir buscar a plasticina?

Quando se contam as histórias pela metade (3)

Arquivar em: Economia, Política, Portugal — Helder @ 22:13

Caro Paulo, percebes porque é que muitos colegas vossos não merecem a palha que comem? Claro que também há médicos, padres e militares assim mas, todos juntos, não fazem o mal que a Elizabete Miranda faz quando assina este artigo.
O RAF já explicou, o Bz nos comentários também. Qual é a dificuldade de perceber que dívidas fiscais não têm rigorosamente nada que ver com fuga ou evasão fiscal? Se a Elizabete Miranda quiser faço-lhe um desenho. Ou uma caixa de areia. Já agora preparem-se porque essas dívidas vão aumentar, e muito, este ano. Muitas empresas e contribuintes não hão-de conseguir pagar o IRC de 2008.

Quando se contam as histórias pela metade (2)

Arquivar em: Economia, Política, Portugal — Helder @ 22:08

Comentário de JMG ao post Quando se contam as histórias pela metade

Um incidente fiscal recente: Uma PME exportadora viu o seu edifício fabril, maquinaria e existências, arder completamente. Como a seguradora alegou, passados 4 meses, que o fogo era de origem criminosa, não pagou nada e o assunto marchou para o Tribunal, onde está estadeando há bem mais de dois anos. O edifício foi entretanto reconstruído e a empresa pretendeu hipotecá-lo. Está sem dinheiro a coitada. O Banco sugeriu o lease-back em vez da hipoteca e a empresa aceitou. Porém, na última restituição do IVA (a empresa, por exportar a maior parte da produção, tem sempre um saldo credor) o Estado deduziu, com juros, o IVA suportado nas facturas originadas pela reconstrução. Parece que não podia ter sido deduzido porque o edifício, afinal, acabou por ser vendido a uma locadora. A empresa, provavelmente, não existirá quando a sentença relativa ao incêndio transitar em julgado, porque não é certo que aguente até lá.

E o pior Ministro das Finanças da Europa diz que vai começar a devolver, repito, devolver, o IRS já em Abril. Roubam as pratas e devolvem lata. Porque razão nos outros anos só devolvem o que nos devem, sem juros, lá para Agosto?

Fevereiro 2, 2009

Em Sarajevo em 1914, na Alemanha em 1932 ou O Verniz

Arquivar em: Internacional, Política, Teoria — Helder @ 23:19

verniz_uvBloody foreigners por João Gonçalves

No Reino Unido, os trabalhadores domésticos de umas refinarias não querem portugueses e italianos a sonegar-lhes os postos de trabalho. Chamam-lhes “bloody foreigners” (malditos estrangeiros). O dr. Amado já veio protestar com a tradicional conversa da xenofobia: que não é permitida na UE e coisa e tal. Experimente o dr. Amado ir dizer isto aos ingleses inseguros ou, fosse o caso da coisa se passar cá, aos nossos. A falência do “sistema” que resultou dos arranjos políticos, financeiros e económicos decorrentes do fim da 2ª guerra mundial também passa por “números” como este. Aliás, a sorte do “sistema” é que, apesar de demasiado retóricas, as democracias estão relativamente bem implantadas, pelo menos no espaço europeu. Mesmo assim, nada garante que outra coisa não cresça na sombra contra o descalabro geral em curso. Ou seja, que o derradeiro refúgio dos desesperados seja, por exemplo, o nacionalismo e assim sucessivamente. Como em 1914 em Sarajevo. Como em 1932 na Alemanha.

Admirável Mundo Novo (2)

Arquivar em: Internacional, Teoria — Helder @ 22:58

aristotleAinda sobre este post de Salvador Massano Cardoso no 4ª República que republiquei aqui. Fui pensando na coisa durante o dia e a dúvida martelava-me o pobre neurónio. Qual o crime? Qual falta de ética? Quanto mais pensava na coisa mais concluía: não houve crime nenhum e a ética…enfim, a ética da coisa tem que se lhe diga.
Voltei ao 4R e li este comentário do autor do post. Bem me parecia.

A nossa lei permite que “Na fertilização in vitro apenas deve haver lugar à criação dos embriões em número considerado necessário para o êxito do processo, de acordo com a boa pratica clínica e os princípios do consentimento informado”.
“O número de ovócitos a inseminar em cada processo deve ter em conta a situação clínica do casal e a indicação geral de prevenção da gravidez múltipla”.

Além do já referido nunca se faria, entre nós, a implantação na senhora, por não reunir condições para a procriação medicamente assistida e nem possuir condições psicológicas para o efeito.

Ora com excepção de a senhora não ser um casal, tendo em conta o comentário, é clarinho como água que estamos em presença do mais escrupuloso respeito pela ética republicana. Como previsto na lei portuguesa, alguém decidiu que oito embriões era o número necessário para o êxito do processo, a prática clínica foi tão boa que todos se mostraram viáveis, e (provavelmente) respeitaram-se os princípios do consentimento informado. A não ser assim a senhora ou alguém por ela (o psiquiatra dela por exemplo) se encarregará de processar os médicos por um ou dois milhões. Quem decidiu sobre a inseminação estava na melhor posição para ter a situação clínica da senhora/casal em conta. Quem somos nós, médicos ou não, estranhos ao processo, não é? Quanto á prevenção da gravidez múltipla, parece que esse era mesmo o objectivo, logo… Onde está então a falta de ética? Em lado nenhum. A não ser, a não ser que a ética republicana…não vale a pena. Contemplemos as ruínas. Gosto daquele busto ali em cima. É de um gajo morto que escreveu umas coisas sobre estes assuntos.

Fevereiro 1, 2009

Admirável Mundo Novo

Arquivar em: Internacional, Teoria — Helder @ 23:23

Salvador Massano Cardoso no 4ª República

Há dias fiquei perplexo com a notícia do nascimento de oito gémeos. Oito! Como é possível? E sobreviveram todos. Os médicos que assistiram a senhora até se tinham enganado, pensando que era portadora “apenas” de sete! Apareceu à última hora um oitavo! Desculparam-se com a confusão de tantos crânios, colunas e membros visualizados nas ecografias. Ao serem inquiridos se a senhora tinha sido sujeito a algum tratamento, limitaram-se a responder que não estavam a autorizados a falar nisso por vontade dos pais.
Afinal a situação merece uma análise mais cuidada. A senhora já tinha seis filhos, facto que nos leva a perguntar porque é que queria mais. Sim, porque a Natureza não deverá ter proporcionado a “felicidade” de ter uma ninhada deste género. À primeira vista tudo leva a crer que a senhora deverá ter sido sujeito a qualquer tratamento. E foi, não de indução da ovulação, porque o seu historial em matéria de produção de óvulos já tinha dado provas de que era capaz, mas, sujeita a implantação embrionária! Como é possível? Afinal a senhora sofre de uma perturbação psiquiátrica que leva à necessidade de ter crianças, de ter muitos filhos. Trata-se de uma senhora divorciada. Os seus seis filhos anteriores não resultaram do seu casamento, e, neste momento, vive com os pais.
A situação está a desencadear uma polémica nos E.U.A.. A situação não é para menos. Médicos a implantar oito embriões, numa mulher previamente bem parida, e com perturbações psiquiátricas, andam a fazer o quê? Um crime que não consigo entender, revelando falta de escrúpulos e violação ética incompatível com a prática médica.

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Arquivar em: Internacional, Política — Helder @ 22:14

Via Excremento do Diabo, o Socialismo do Séc XXI

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