O Insurgente

Maio 4, 2012

Enfim

Filed under: Economia,Educação,Portugal — Helder Ferreira @ 23:05

Periodicamente aqui n’O Insurgente apanham-se conceitos engraçados, um deles e recorrente eh o “preço justo”. O que eh o “preço justo”? No caso que se refere aos preços praticados no Pingo Doce, qual eh o “preço justo” de um iogurte? E de um pão, da pasta de dentes, de um kg de cebolas, de um molho de salsa? Depende de quê e quem decide qual eh o “preço justo”?

Com o Miguel vos informou ai mais baixo, a margem liquida da JM eh 3,5% da facturação. Eh “justo” ou devia ser mais? Ou menos?

Ja agora, a diferença entre 50% ou 3,5% nos lucros não eh 46,5%, eh 93%.

Maio 2, 2012

Dumping

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:59

Hoje procurei viagens de avião Faro-Porto-Faro. Com ida a 28 de Maio e regresso a 2 de Junho encontrei a viagem por 20,11 euros. Eram 30,11 euros e a Ryannair faz um desconto de 10 euros. Chamem a ASAE saxavor, na TAP são mais de 200 euros nas mesmas datas

Micro sondagem

Filed under: Economia,Portugal — Helder Ferreira @ 22:47

Hoje por volta da 19:30 fui como eh meu costume ao Pingo Doce aqui perto de casa. Mines (Superbock, claro), umas aguas das pedras (por causa da azia, embora o meu Vitorpereirense Futebol Clube não faça por isso) e pão. Ora estava eu na fila para pagar enquanto a menina num’outra caixa defendia a iniciativa de ontem do seu empregador perante a indignação de um cliente. A que estava cobrar na minha fila ao ver-me sorrir com a discussão disse-me: “Tenho pena eh de não ter vindo trabalhar ontem”. Dei a ambas os parabéns pela promoção e respondeu-me a que trabalhou ontem e que estava envolvida na discussão com o tal cliente: “Nos ganhamos mais, temos mais um dia de ferias e os clientes pouparam imenso. Ganhamos todos”
Eh a vida, as alienadas das miúdas que trabalham naquelas caixas de sol a sol, exploradas pelo grande capital, humilhadas pelo patronato, os zombies, têm mais bom senso e noção da realidade que a colecção de onanistas intelectuais neo-aristocratas  que nos parasitam, toda junta. Puta c’os pariu.

Mais uma vez…depois digam que eh o neoliberalismo

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 20:56

Regulador pede à banca que cancele contas caucionadas

Isso. Ele eh a criação de dinheiro no BCE não chega as PME, mais a financeirização, mais a especulação, mais o diabo a quatro e no fim, mais uma vez, eh o estado, o regulador, que quer (e ha-de conseguir)  promover o fim de um dos ultimos instrumentos de credito ao dispor das empresas. Muitas das falências estão ligadas a dificuldades de tesouraria e as contas correntes caucionadas são o que permite a muita boa empresa sobreviver, criar emprego e crescer. Pois. Depois venham-me com a merda da conversa do neoliberalismo quando as falências dispararem mais uma vez.

Zombies

Filed under: Portugal,Religião — Helder Ferreira @ 11:43

Já sei. Isto da promoção do Pingo Doce devia funcionar assim:

1 – A Jerónimo Martins entregava ao estado 50% de todas as vendas do dia 1 de Maio (mais o IVA respectivo);

2 – Um organismo do estado especialmente criado para o efeito com 30.000 funcionários, 1.875 chefes, 4.600 motoristas, 23 jardineiros e uma frota de 2.500 BMWs encarregava-se de devolver aos consumidores uns 2,34% das compras mediante o preenchimento de um formulário de 12 páginas com selo branco da DGCI,  talão de compra e factura anexa e declaração de IRS. E pronto. Assim já estava tudo bem, as pessoas não eram “animais” e o Soares dos Santos seria um filantropo.

Maio 1, 2012

O socialismo do Sec XXI eh tããão last week. Ou tão Sec XX

Filed under: Economia,Internacional,Religião — Helder Ferreira @ 21:56

O socialismo do Sec XXI continua tão rançoso, criminoso e miserável como o que o antecedeu no século passado. No farol do dito, a Venezuela, de exportador liquido de cafe passou a importador, a inflação (aumento de preços, va) que eh antes de mais um imposto sobre os mais pobres, ronda os 30%, o crime, que essencialmente atinge os mais desfavorecidos, torna Caracas (de acordo com a imprensa internacional) a segunda cidade mais insegura do Mundo, a produção de petróleo afunda desde a nacionalização das explorações das multinacionais, os escândalos de corrupção a envolver responsáveis governamentais sucedem-se e no passa nada. Porque no te callas? Mas por aqui neste cantinho neo-socialista e no CES, devem andar contentinhos enquanto os venezuelanos se afundam na miséria. Deve ser aquilo dos amanhãs cantantes.
Na Argentina seguem-lhes os passos, na Bolivia a mesma coisa. O Socialismo do Sec XXI, essa mistura de Teologia da Libertação e de Perfeitos Idiotas Latino-Americanos, cumpre a vocação de todos os socialismos. Miseria generalizada.
(Curioso ou nem por isso como foi necessário o PP ganhar as eleições em Espanha para recomeçarem as expropriações de interesses espanhóis na America Latrina).

Abril 29, 2012

Mais um (Smaug)

Filed under: Desporto — Helder Ferreira @ 21:59

Abril 24, 2012

“Quem não se arrepende de nada, ou é parvo ou santo”

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:04

Miguel Portas, 1958-2012

Apesar de enquanto politico fazer tanta falta a Portugal e ao Mundo como uma viola num enterro, sempre me pareceu que o Miguel Portas seria uma companhia seria extremamente agradavel e boa pessoa. Alguem de quem seria amigo se nos conhecessemos e ele achasse por bem. Vão da minha parte pesames ah familia e amigos.

(A frase do titulo eh dele)

Abril 21, 2012

Notas sobre o Barça-Real

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 20:49
  1. Raramente vejo jogos de futebol na TV com excepção dos jogos do Futebol Clube do Porto;
  2. Torcer pelo Real e ouvir os comentadores da Sport TV eh virtualmente impossivel;
  3. O Ronaldo não joga uma pissa em nenhum jogo grande, mas atira-se muito bem para o chão (arrancou dois amarelos perfeitos ao Barça);
  4. O melhor futebol que vi na televisão foi a selecção brasileira de 1982 (nunca vi o Ajax do Cruyff). Desde ai so o Barça chega perto. Por comparação com estas duas, o resto das equipas são 11 gajos ao pontape numa coisa redonda.
  5. O Mourinho ganha muito bem ao Barcelona com uma ajuda dos jogadores.

Acido. Bandas sonoras

Filed under: Videos — Helder Ferreira @ 20:29

Decimo ano no Liceu Marquês de Pombal. Um colega meu, filho de um piloto da TAP, tinha álbuns que não eram editados em Portugal que o pai lhe trazia dos EUA ou de Inglaterra. Chamava-se Jose Gomes e faleceu durante o nosso decimo primeiro ano do liceu numa Honda CB 500, na Avenida da India em frente aos Jeronimos. Foi a custa dele que pela primeira vez ouvi AC/DC e ficou ate hoje no top 5 ca de casa. No ano anterior tinha saído o álbum “Highway to Hell”, o ultimo com Bon Scott. Este “Walk all over you” do mesmo album eh a minha banda sonora para o Ze Gomes.

Abril 18, 2012

Sabiam que…

Filed under: Economia,Portugal — Helder Ferreira @ 22:38

…ao contrario do mito, as industrias transformadoras eram em 2011 o sector com maior numero de empregados em Portugal com 596.686 trabalhadores? Seguem-se serviços, retalho e construção com respectivamente 566.656,  353.122 e 305.217 empregados.

Fonte D&B Informa

Contexto, contexto, contexto

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 21:51

What Germany offers the world na Economist

Germany can offer lessons in how to get back into shape; but the essence of its model is rooted too deeply to be copied with ease.

 

Abril 16, 2012

Do Prós e Contras (segunda parte)

Filed under: Economia,Media,Política — Helder Ferreira @ 23:40

14 – Ó Fernando Alexandre, as pessoas julgam que fazem descontos para uma conta delas, como se fizessem depósitos num Banco;

15 – Exactamente, nem mais nem menos, tal como o ponto 14, pelo Fernando Alexandre;

16 – Os transportes públicos podem ou não ser estado social, há outras maneiras de garantir o acesso a eles que não passam necessariamente pela subsidiação das tarifas (e o Ricardo falou na TAP não foi?);

17 – “…as pessoas têm que ser orientadas…” diz a Sra D Fátima. Mussolini volta pá, estás perdoado;

18 – Este gajo largou a matemática logo na 3ª classe;

19 – Humm…e como se pagam esses “novos direitos sociais”?

20 – Meu deus, meu deus…

21 – O entendimento das relações causa-efeito deste (outro) barbudo, faz-me confusão. O Ricardo é um gajo cheio de paciência, de facto;

22 – Aqui de acordo, o défice democrático na UE é um problema;

23 – Aposto que este da sweat de capuz por baixo do blazer é artista…músico. Toca jambé e fez um curso no Chapitô;

24 – “…o discurso economicista…” Já cá faltava;

25 – Aplausos. E o Ricardo quer referendos (temos que discutir isso pá);

26 – Meu deus, meu deus, …

27 – “o que André defende…” temos psicanálise;

28 – Continua a psicanálise. Estes gajos não são capazes de argumentar;

29 – Este gajo devia ser posto no lugar do personagem do Clockwork Orange a ouvir as conversas do Berlin. Entre outras coisas, tipo queimarem-lhe o homem de palha;

30 – Olha, olha. O representante da teleologia esquerdista a acusar o André de falar de mundos que não existem (o gajo é do CES, não é?). Está tudo muito estranho;

31 – Aquele tipo que está muito orgulhoso dos impostos que paga pode pagar os meus também. Ia sentir-se especialmente orgulhoso, aposto;

31 – Ó pra ele a fazer a saudação nazi! (mas foi com a mão esquerda, não vale)

E pronto, mais uma vez se prova que não se vai a lado nenhum. Com a dificuldade notória em lidar com a matemática e os aplausos à twilight zone resta-nos empobrecer. Outra vez. Confesso que começo a ficar farto e enjoado deste sobe e desce.

P.S. Pelo que ouvi aos representantes dos barbudos, resta-me propor que se pague o Estado Social com poemas e grafitis, concertos de jambé no Metro e vendas de cinzeiros de bijuteria feitos de latas de bebidas recicladas.

Do Prós e Contras

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 22:57

1 – Hoje com o Ricardo Arroja e o André Abrantes do Amaral, já começou e promete. Não fosse a iliteracia da Sra D Fátima e o Ricardo começou por (bem) tentar centrar a discussão e fazer perceber que o Estado Social pode ser muitas coisas;

2-Humm, este diz que o consumismo vai fazer baixar a esperança de vida. Quando consumirmos como em 1900, ou no Século XV recuperaremos a fantástica esperança média de vida dessa altura;

3-”Paradigmático”. Ainda não foi “paradigma” mas é melhor que nada. E foi rápido, logo ao terceiro interveniente;

4 – Como é que se veste um blazer por cima de uma sweat de capuz por cima de uma camisa?;

5 – Bem o André (mas não disseste paradigma pá);

6 – O que este diz fica para memória futura. Já agora, como é que com 1 reformado por cada 1,7 activos se pagam as reformas?

7 – “…vivemos num momento histórico…” não é ainda “mudança de paradigma”, mas quase;

8 – “Ninguém diria que isto iria acontecer”. Ora essa Sra D Fátima, é bem feito por não ler O Insurgente, evitava a surpresa;

9 – Paradigma!!!!

10 – Outra vez este. Julga que se há desigualdade é porque há dinheiro. A aritmética cria dificuldades às pessoas. Rais parta a tabuada;

11 – Alguém que tire a camisa de ganga a este gajo. Há que lutar contra a propriedade privada;

12 – Aposta: este gajo (o da camisa de ganga por baixo do blazer) é sociólogo ou antropólogo e anda pelo CES;

13 – Na segunda parte do Prós & Contras alguém tem que falar do “Portugal positivo” senão arruino-me;

 

Da discriminação

Filed under: Double standards,Economia,Política — Helder Ferreira @ 22:34

Banco Mundial já tem novo presidente

Candidato proposto pelos EUA, Jim Yong Kim, inicia mandato a 1 de julho

Com certeza as eurodeputadas portuguesas e demais progressistas avulsos não vão deixar passar em claro mais esta afronta às mulheres. O norte-americano, médico e professor de políticas de saúde públicas Jim Yong Kim foi nomeado Presidente do Banco Mundial em detrimento da ex-Ministra das Finanças nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala. Como escreveu O Impertinente em Nem todos os obamas de Obama fazem felizes os obamófilos: episódio (54) – há um mais igual do que outra 

Simone Veil disse um dia que a igualdades entre os sexos só seria alcançada quando um homem competente fosse substituído por uma mulher incompetente.

Se o critério for bom devemos concluir que Barack Obama, o campeão das minorias e das igualdades, está a ir ao arrepio do caminho para a igualdade profissional entre o homem e a mulher, porque está a defender a candidatura de um homem incompetente para o lugar de presidente do Banco Mundial contra a candidatura de uma mulher competente para esse lugar, negra e nacional de um país em desenvolvimento – no tempo em se chamavam os bois pelos nomes costumava designar-se por país subdesenvolvido.

O candidato de Obama é Jim Yong Kim, um professor de políticas de saúde pública, reitor de uma universidade em Nova Inglaterra, sem background como economista nem como gestor, admirador de Noam Chomsky e das políticas «igualitárias» praticadas em Cuba.

A mulher em causa é Ngozi Okonjo-Iweala, ministra das Finanças da Nigéria por várias vezes, conhecida pelo seu combate à corrupção, graduada em Harvard e no MIT, com 20 anos de trabalho no Banco Mundial e as melhores qualificações possíveis para o cargo.

Está bem, pronto. O Jim Yong Kim é um enviado do Obamessias, já sei.Ungido, portanto.

Da saudação romana II

Filed under: Media — Helder Ferreira @ 12:44

Lula da Silva cumprimenta a população com a saudação nazi

Da saudação romana

Filed under: Media — Helder Ferreira @ 12:29

Breivik faz saudação nazi antes do início do julgamento no Correio da Manhã

A saudação de extrema-direita foi a forma utilizada hoje por Anders Behring Breivik para cumprimentar as pessoas presentes no tribunal de Oslo no DN (depois de alterar o título que era igual ao do CM)

Anders Breivik Behring fez uma saudação de extrema-direita no JN

etc, etc

 

 

 

 

 

Entretanto o Partido Socialista português…

 

 

Abril 4, 2012

One, two, three

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 23:37

Na historia do Mercedes em excesso de velocidade que transportava Mario Soares na A8, nao me incomoda que “O Fixe” tenha dito “O Estado paga a multa”. Ja sei que o socialismo eh uma sociedade de castas em que ha uns animais mais iguais que outros. Eh a vida e sei que para “O Fixe” o dinheiro do estado cai do céu, ou “aparece sempre”.
O que me incomoda eh a posição do motorista. Nao sei quanto ganha, se pouco se muito, sei que eh motorista e, portanto, ganha a vida a conduzir coisas com rodas e motor para o que precisa de ter carta de condução. Se ficar sem carta de condução durante uns tempos (e se for cumprida a lei e se eventualmente tiver algum antecedente fica mesmo) como fica esta historia? Eh isto a preocupação socialista com os outros e com os que precisam? E os neoliberalistas?

Salários em Portugal podem vir a ser pagos apenas em 12 vezes

Este ano ja ha muitas empresas a faze-lo, mas sabem o que eh mesmo giro? Eh que o fisco pressupõe sempre 14 salários e cobra o IRS de acordo. Ou seja, ao receber 12 salários em vez de 14, os contribuintes mudam de escalão, pagam mais mensalmente e, se as coisas funcionarem, la para Agosto do ano seguinte devolvem-lhes o IRS pago em excesso. Sem juros, claro. Emprestimo ao estado c taxa de juro zero. Getting sick of being pushed around.

Crédito barato chegou às PME? “Ainda não sabemos” – Mário Draghi

Nao sabemos? Sabemos, sabemos. Olha a OPA ah Brisa.

Acido. Body Count – Cop Killer

Filed under: Diversos,Videos — Helder Ferreira @ 23:04

E gosto de Body Count

Acido. Dead Kennedys – Police Truck

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 23:00

Dos filhos de notas de cinco e respectivas progenitoras

Filed under: Justiça,Portugal — Helder Ferreira @ 22:06

Skloka’ é o modo natural para aqueles que foram incitados a atacar outros, que foram transformados em bestas pelo desespero, que foram encostados à parede”

Nao tenho um problema com a existência de tribunais, policia, exércitos ou outras formas de autoridade para, a partida, protecção das pessoas e respectiva propriedade. Mas isto começa a raiar uma forma insidiosa de fascismo (light por enquanto). Ja me tinha desabituado da prepotência dos policias de transito broncos e ignorantes que tínhamos ha 30 anos, mas ao menos nao lhes chamaria umas bestas. Bem sei que a generalização eh injusta  mas nao sei porque razão, apos anos em que a melhoria na atitude e educação dos policias de transito melhorou imenso, ultimamente multiplicam-se os casos em que parecem querer ser ainda piores que os antecessores (que ao menos na sua maioria conheciam o pai).
Hoje. Operacao stop no Porto. Uma senhora estava parada num semáforo e atendeu (mal) uma chamada do filho. O policia mandou-a encostar e pronto, os procedimentos normais. A um comentário da senhora referida que so havia senhoras a ser autuadas, outro desalumiado fardado de azul ameaçou-a com maus modos que podia penaliza-la pelo comentário. Outro nescio ainda, fardado de azul, a olhar-lhe fixamente para as mamas (tinha um decote que nem sequer era generoso) diz-lhe: “Pra próxima venha melhor agasalhada que esta frio”. Houve ainda um terceiro descerebrado, fardado de azul também, que quando todo o processo estava terminado e a senhora se preparava para continuar a viagem, lhe diz “Espero voltar a encontra-la…noutras circunstancias”.
Nesta operação stop havia uma miúda, muito nova, a quem as lagrimas corriam. Se calhar, por uma desatenção ou erro, os animais que la estavam levaram-lhe metade do salário de um mês. Tudo isto e demasiado típico, bestas com poder. Que de repente, a um nível básico, instintivo (porque lhes falta inteligência para o racionalizar) percebem que as pessoas estão fragilizadas, ansiosas, com medo e com base nisso agem com elas como animais predadores, o fariam (sem ofensa para os animais). Sao eles a massa de que sao feitos os totalitarismos mas deviam ter cuidado, muito cuidado ou entao estar dispostos a fazer o que terao que fazer um dia destes. Porque nos, os que somos esmagados pelos impostos que pagamos ate por cada peido que damos, começamos a ficar fartos. Fartos de ser perseguidos, enxovalhados e tratados como gado.

Nao deixa de ser curioso que, de facto, na altura em que esta historia se passou so estavam mulheres a ser autuadas, tal como uma hora depois quando la passei. Falta de companhia? Vao as respectivas progenitoras, pela amostra cobram pouco.

Fevereiro 9, 2012

Uma bosta, eh o que eh

Filed under: Política Fiscal,Portugal — Helder Ferreira @ 23:14


Ha dois dias tive uma reunião que se não servisse de mais nada, servia para vos mostrar porque eh que isto a que chamam pais não permite futuro nenhum a ninguém e quem se for embora ja vai tarde..
Sendo certo que ha problemas na Justiça e noutras frentes, nada bate a burrocracia. Imaginem que têm uma empresa que vai acumulando stocks ao longo dos anos. Pode ser têxtil, farmacêutica ou metalomecânica ou outra merda qualquer. Somos obrigados a fazer contagem física do inventario pelo menos uma vez por ano (eventualmente quatro vezes) e declara-lo por referência. Mas ao mesmo tempo temos que relacionar essa referência com a factura do fornecimento. Por exemplo: recebemos a mesma referência em vários fornecimentos e em varias facturas. Recebemos, conferimos, armazenamos e despachamos. Ah medida que vamos recebendo, vamos juntando. Pois como havemos de relacionar a referência com a factura? Sei la se as 352 t-shirts, os 58.267 comprimidos genéricos ou os 23.324 parafusos que existem em stock são relativos a esta ou aquela factura? Não que tenha qualquer importância para o fisco, serve apenas para fazer com que toda e qualquer empresa cometa ilegalidades e possa, consequentemente, ser multada. Não serve para mais merda nenhuma.

Depois (porque isto eh so um exemplo) diz-se que somos pouco produtivos por culpa da gestão. Porque os trabalhadores portugueses no Luxemburgo ou na Alemanha são produtivos. Pois são. Todos os que se vão embora deste contexto merdoso a que chamam pais o são, sejam operarios, gestores, fieis de armazem, taxista ou engenheiros. Isto eh que não presta mesmo para nada, de todo.

Nota: estou sem alguns acentos no teclado

Dezembro 30, 2011

never give in except to convictions of honor and good sense

Filed under: Portugal,Videos — Helder Ferreira @ 21:14

“Never give in, never give in, never; never; never; never – in nothing, great or small, large or petty – never give in except to convictions of honor and good sense”

– Winston Churchill

Sabem aqueles livros do Peter Drucker, do Brian Tracy, das suecas, das sumidades professorais das Universidades portuguesas, dos que presumem a Art of War do Sun Tzu e assim? Esqueçam lá isso. Tudo para o lixo. O Miguel Gonçalves não é um entertainer, não é um cromo, não é um palhaço. Em 2012, procurem-no. Dá dez-zero aos gurus de secretária cuja característica principal é debitar sentenças sem nunca terem criado um único emprego. Bom Ano a todos.

Dezembro 13, 2011

Já que falamos no assunto….

Filed under: Educação — Helder Ferreira @ 19:21

Via www.fle.pt

Na Dinamarca a escolha da escola foi consagrada em 1915, por meio de um sistema de cheque ensino, que permite aos pais escolherem a escola dos seus filhos, independentemente de serem escolas do Estado, das comunidades locais ou privadas.

O sistema educativo da Dinamarca é bem reconhecido, principalmente, pela enorme variedade e diversidade dos projectos educativos impulsionados pelo mecanismo da livre escolha.

No site oficial do ME da educação Dinamarquês, lê-se:

Na Dinamarca, há nove anos de escolaridade obrigatória. Compete aos pais a escolha:

1. se num estabelecimento publico

2. se numa escola privada

3. se em casa

O objectivo é que todas as escolas e locais de ensino que obedecem aos padrões de qualidade por Lei sejam reconhecidas e recebam financiamento público, independentemente da sua ideologia, religião, etnicidade e motivação para o seu estabelecimento.

Desde 2001 que foram introduzidos mecanismos para o aperfeiçoamento da liberdade e autonomia da escola com vista a melhorar a qualidade no sistema publico. Os resultados Pisa demonstraram os resultados positivos destas medidas e, assim, em Dezembro de 2010, foram introduzidas metas mais ambiciosas para 2020:

a) todas as crinças devem saber ler no ano 2 (aos 8 anos);

b) antecipação das aprendizagens do ano 9 (15 anos) para o ano 8 (14 anos);

c) redução do numero de alunos com necessidades educativas especiais;

d) melhorar a qualificações científicas dos professores;

e) reformar e reforçar as regras de acesso de professores;

f) clarificação de objectivos de cada escola e maior transparência nos resultados.

Para ler mais sobre este assunto explore o nosso dossier sobre a Dinamarca em www.fle.pt -> Dossiers -> Dinamarca.

No debate nacional sobre a A Escolha da Escola, verificamos que existe alguma confusão entre o direito de escolha, que é o direito dos pais e das famílias, e o risco das escolas fazerem selecção de alunos. Importa esclarecer, que o direito de escolha é dos pais e não da escola. Cabe ao Estado garantir que assim seja. Leia as reflexões de AHC no Expresso Online.

Outubro 20, 2011

Da ‘alegria’ com a diminuição dos vencimentos dos funcionários públicos

Filed under: Blogosfera,Economia,Política Fiscal — Helder Ferreira @ 10:43

Pela Maria João Marques

A maluquinhos avulsos que se manifestam por caixas de comentários revoltando-se contra o regozijo dos que não trabalham para o estado pela suspensão dos subsídios de Natal e de férias aos funcionários públicos, aproveito para fazer uma declaração de interesses, apoiando como apoio esta medida do governo. Apesar de trabalharmos desenfreadamente para vendermos o mais possível  fora deste país doente, a minha empresa vende também em Portugal. Este ano, com todos os aumentos de impostos, temos tido um abrupto decréscimo das vendas por cá – e não vai haver Natal. Para o ano teremos mais impostos e a diminuição do rendimento disponível dos funcionários públicos. Os nossos clientes, cá, vão vender menos, nós teremos destino semelhante. Tudo isto depois de uma década em que estivemos permanentemente fazendo por sobreviver - e sobrevivendo bem, diversificando mercados e produtos - a um estado que tudo fez para nos complicar a vida (os aumentos temporáriosde impostos iniciaram-se em 2002 e regulamentação e burocracias nem vale a pena referir – o SIMPLEX é uma miragem que nem chegou às camadas exteriores das imbecilidades regulamentares portuguesas). Logo, para mim, que não sou directamente afectada pela diminuição dos vencimentos dos funcionários públicos, esperam-me dois anos que de súbito se aguçaram.

 

Agradece-se, assim, que os maluquinhos avulsos se restrinjam às caixas de comentários; se alguém tem a ousadia de me afirmar presencialmente da minha alegria com o OE2012, é provável que ouça algumas palavras azedas. Mais ou menos as mesmas que ensaiei quando fui obrigada a questionar-me se a poupança – muito necessária – com os vencimentos da função pública teve como fim a consolidação orçamemental ou apenas permitir que o governo gaste o valor poupado com os funcionários públicos noutro lado, naqueles subsídios que tem dito, para meu alívio e com a minha concordância, não ir distribuir.

Outubro 4, 2011

Do dolo e das sinapses

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política Fiscal,Portugal — Helder Ferreira @ 23:08

Dolo: (jurídico) vontade livre e consciente de realizar uma conduta tipificada na legislação penal.

A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) responsabilizou criminalmente 6.460 administradores e gestores de empresas que se apropriam dolosamente dos impostos que retêm aos seus trabalhadores (IRS) e do IVA recebido previamente dos clientes.

Isto vinha hoje num jornal dito de economia, escrito por uma jornalista que de economia parece perceber tanto quanto eu percebo da Teoria das Cordas. Minto, nem sequer é perceber da economia, é ter dois neurónios funcionais e meia dúzia de sinapses. Ora bem, a responsabilização criminal pela DGCI decorre de esses gestores terem declarado os salários pagos e a vendas efectuadas. Se não o tivessem declarado, o DGCI ia responsabilizar o raio que a parta.
A jornalista Lígia Simões é tão obtusa, mas tão obtusa, que não percebe a relação de causalidade entre isto que escreve e as falências que só no segundo trimestre de 2011 foram quase 900 por mês:

Mas só nos primeiros meses de 2011, o número de arguidos mais do que duplicou face a igual período do ano anterior: até Junho foram constituídos 2.054 administradores e gestores, um aumento de 104% face ao mesmo período de 2010 (1.007 arguidos), o que reflecte a aposta do Fisco no combate a esta forma de criminalidade tributária.

“Criminalidade tributária” diz ela. O que está em causa não é dolo nenhum, os tais gestores que agiram “dolosamente” de acordo com a inadvertida jornalista não entregaram o dinheiro desses impostos de “que se apropriaram dolosamente” porque não tinham dinheiro para o fazer. Por muito que pareça estranho à mente simples da jornalista, o IVA tem que ser entregue ao Estado mesmo quando a empresa não o recebe dos clientes. Ter a obrigação de entregar o IVA não significa que a empresa o tenha “recebido previamente dos clientes”. Mais, mesmo que o receba, a facturação pode não ser suficiente para cumprir todos os compromissos incluindo o pagamento do IRS e da TSU. É o que costuma dar em insolvência, caso a jornalista, na sua profunda simplicidade, não o saiba, aqui fica o esclarecimento. As empresas tornam-se insolventes quando ficam sem acesso a dinheiro para pagar os compromissos.
Para ajudar à festa, segundo a jornalista, Azevedo Pereira, director-geral dos Impostos, diz que “a cada vez maior firmeza no sancionamento das infracções fiscais constituem um instrumento de dissuasão”.
Ora este já não deve ter um problema de sinapses, é muito pior: é burro mesmo. Como se quem está insolvente pudesse ser dissuadido de falir pela “firmeza no sancionamento das infracções fiscais”.

Azevedo Pereira: Não tens dinheiro para pagar o imposto? Pagas na mesma.
Gestor/empresário: Foda-se! Pago como se não tenho dinheiro?
Azevedo Pereira: Pagas.
Gestor/empresário: Como?
Azevedo Pereira: Com dinheiro
Gestor/empresário: Mas eu não tenho dinheiro.
Azevedo Pereira: Paga e pronto.
Gestor/empresário: Com o quê?
Azevedo Pereira: Com dinheiro.
Gestor/empresário: Não tenho.
Azevedo Pereira: Paga mas é

Olha, e se metessem pelo recto acima o “apropriam dolosamente dos impostos que retêm aos seus trabalhadores (IRS) e do IVA recebido previamente dos clientes” ?

Agosto 10, 2011

Are we not men?

Filed under: Nanny State Watch,Política,Teoria,União Europeia,Videos — Helder Ferreira @ 02:07

Há uns anos no jornal Público saiu um artigo do Eduardo Prado Coelho em que ele falava da despersonalização a propósito do terrorismo. No sentido em que o terrorista suicida despersonaliza-se para que lhe seja possível despersonalizar as vítimas do acto terrorista. Ou seja, escolhe desumanizar-se, “coisificar-se” para depois desumanizar e “coisificar” os que perdem a vida em consequência dos actos que pratica. Como se o que os rodeia fosse meta-real, como se o sofrimento e a morte não passasse de um filme de acção. Bem sei que o Eduardo Prado Coelho não faleceu, que se desconstruiu, but he was into something….

Estes, não são pessoas, são bestas. Jacarés, leopardos e leões também atacam os mais fracos da manada, mas, ao menos, fazem-no por sua conta e risco. Quase sempre sozinhos. Estes, têm o comportamento das hienas, dos abutres e dos ratos e é assim que devem ser tratados. Não é uma escolha das pessoas, é uma escolha deles próprios quando decidiram deixar de ser gente, de deixar de ser volitivos e passaram a animais, sem sequer a nobreza de um leopardo, de uma leoa ou um jacaré. Foram eles próprios que se despersonalizaram, foram eles próprios que escolheram viver pelo instinto mais primário, próprio de hienas e abutres (talvez nem estes pobres animais). Escolheram não ser gente, pois que sejam tratados em conformidade com a sua própria escolha. A escolha é o que define um ser humano, estes, abdicaram da escolha, pois que se aguentem então.

 

Junho 29, 2011

Que horror!

Filed under: "Educação Fiscal",Política,Política Fiscal,Portugal — Helder Ferreira @ 22:28

Hoje pela manhã ouvi uma pessoa a falar da injustiça que é as taxas moderadoras nos Hospitais serem iguais para todos sem discriminar pelo rendimento. Falava de saúde, mas podia ser de outro serviço qualquer daqueles que o estado diz que presta de forma tendencialmente gratuita ou mesmo, mesmo, gratuita. Sei lá, podia ser da educação ou até, quem sabe da Justiça. E ouvi uma pessoa, podiam ter ouvido muitas, paletes delas, porta-contentores delas, que isto o que está na moda é o utilizador- pagador. É a vida. Esta coisa da social-democracia que a malta gosta tanto, dos impostos progressivos, da justiça social, por deus!, é muito complicada para as mentes simples dos pastores que nos desgovernam (ou querem desgovernar) e respectivos cães de guarda. Pois pagar os serviços que o estado presta de acordo com o rendimento não é?

Ora bem, tomai lá ò social-democratas encartados, no vosso sistema fiscal que paga os serviços do estado e que desconheceis, funciona assim:

1)   Salário mensal: 700€; IRS a reter: 28€; Contribuições: 77€*

Total pago ao estado anualmente: 1.470€

2)   Salário mensal: 1.500€; IRS a reter: 210€; Contribuições: 165€*

Total pago ao estado anualmente: 5.250€

3)   Salário mensal: 5.000€; IRS a reter: 1.375€; Contribuições: 550€*

Total pago ao estado anualmente: 26.950€

Ou seja, o acesso aos serviços do estado não custam o mesmo para todos e há discriminação de acordo com o rendimento, só que ela é feita no momento de pagamento desses serviços e não no momento da sua utilização. Por isso, almas penadas, ide, ide reformar a vossa social-democracia falida, mas ao menos tende o cuidado de conhecer e quiçá, perceber como é que ela funciona.

 

*Neste exemplo considerei apenas os 11% de contribuições sociais que aparece nos recibos de vencimento, se tivesse considerado o total de 34,75% muito social-democrata ficava com um nó no cérebro, fi-lo para os poupar à utilização de mais de dois neurónios, não fossem entrar em curto-circuito. Muito obrigado.

 

Fonte dos números: Direcção Geral das Contribuições e Impostos

Decência? Qual decência? Ah! Já sei

Ando aqui há dias com esta atravessada. Esta no sentido da pergunta do Carlos Botelho, esta aqui: há aqui alguma decência que me escapa?

Neste Contrato Social em que involuntariamente me envolvi e que, diria de passagem, até aceito – que remédio? -, a prestação dos serviços do estado são pagos de acordo com a capacidade/rendimento de cada um. Já a sua distribuição é cega perante o rendimento, a condição, a classe, o que lhe queirais chamar. E bem, a redistribuição é feita nos impostos, não no acesso aos serviços e esta parte é mais ou menos pacífica, é no fundo what social-democracy is all about. Ora a decência no meio disto é que pagando nós para que o estado preste determinados serviços à população, na qual nos incluímos e pelos quais pagamos de acordo com a capacidade que temos para o fazer, mesmo que às vezes não a tenhamos, a decência diria que o estado os prestasse efectivamente. Lembrar-vos-ia que em 2010, a actividade da minha pobre empresa rendeu ao estado mais de dez vezes o lucro líquido da coisa, ou seja mais de dez vezes a parte que coube aos sócios, à empresa, que serviu para investimento, para capitaliza-la e assim. E o estado presta os tais serviços pelo quais se faz pagar principescamente?

Funciona assim:

- A segurança das instalações e equipamento da minha empresa são garantidos pelo estado? Não, tenho que pagar a uma seguradora e uma empresa de segurança para que o façam;
-A segurança da mercadoria que é transportada para os meus clientes é garantida pelo estado? Não. Tenho que pagar a uma seguradora para que o faça, o estado limita-se a recolher multas por pormenores burocráticos kafkianos;
- O acesso atempado à saúde dos colaboradores da minha empresa é assegurado pelo estado? Não. Tenho que fazer seguros de saúde se quiser que tal aconteça;
-O direito aos créditos sobre o clientes relapsos ou literalmente vigaristas é assegurado pelo estado? Não. Tenho que contratar seguros de créditos caríssimos ou advogados e até hoje, nunca, repito, nunca, consegui receber dez tostões de dívidas de clientes através do sistema judicial;
-etc, etc, etc, mais um gigantesco etecetera

Ou seja, há aqui alguma decência que me escapa ou para que preciso eu do estado e porque hei-de paga-lo, exactamente?

Abril 5, 2011

Coisas que se cruzam

Filed under: Portugal — Helder Ferreira @ 10:35

Gosto muito dos nossos democratas encartados. Já há uns tempos que quase todos pedem um Governo de maioria absoluta que “possa tomar as decisões necessárias” . No fundo não se distinguem dos outros que acham que “isto só vai lá com um Salazar”. Ambos entendem que isto do processo democrático é uma chatice. Onde já se viu ter trabalho para chegar a consensos, debater, fazer cedências e assim essas coisas que dão uma trabalheira e podem até ocupar as segundas e sextas feiras.

Pelos vistos os Bancos portugueses já não querem emprestar dinheiro ao estado. Pudera. Onde é que o iam arranjar?

O Metro do Porto está sem dinheiro para pagar salários, o Metro de Lisboa falido, a REFER anda a pão e água. Mas nem tudo são tristezas. De acordo com o coiso que ainda é Primeiro Ministro (e arrisca-se a continuar a sê-lo) vamos poder viajar de TGV entre o Poceirão e Caia. Lembra-me um filme do Woody Allen, não me lembro bem qual.

Nestes dias dou razão ao José Gil quando disse que em Portugal falta a relação simbiótica corpo a corpo e corpo a espaço, mas considero que o pensamento está incompleto. Também falta a relação simbiótica corpo a pára-choques de um camião TIR em alguns casos.

Março 23, 2011

I want this Country to realise we stand on the edge of oblivion

Filed under: Política,Portugal — Helder Ferreira @ 10:58

 

Março 17, 2011

De multar os sonolentos ao volante

Filed under: Portugal — Helder Ferreira @ 23:51

“There’s no way to rule innocent men. The only power government has is the power to crack down on criminals. Well, when there aren’t enough criminals, one makes them. One declares so many things to be a crime that it becomes impossible for men to live without breaking laws.” – Ayn Rand

Março 14, 2011

Já Basta

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 20:03

Não tenho a certeza acerca do que V Exas, os nossos (des)governantes, pensam ou até sequer se pensam. Mas apostaria que estão tão fartos de nós, Vossos súbditos, como nós Vossos servos, estamos fartos da competência de V Exas. Agradecemos o sacrifício feito por V Exas em prol do fim dessa coisa ultrapassada a que costumávamos chamar Portugal; agradecemos os Vossos trabalhos hercúleos a favor de um sistema fiscal mais justo que nos pôs a pagar tanto, que já quase não nos sobra nada para gastarmos mal gasto; agradecemos os Vossos esforços para que pelo menos algumas famílias de pessoas da Vossa agremiação melhorassem de vida; agradecemos a V Exas os negócios altruístas que proporcionastes a alguns com o nosso dinheiro, não fôssemos nós desbaratá-lo em inutilidades; agradecemos que em virtude da Vossa superior dedicação e inteligência nos tenhais salvo da crise internacional, coisa que já fizestes pelo menos cinco vezes no último ano e pouco; agradecemos que tenhais acabado com os privilégios das classe parasitas. Professores, médicos, juízes, empresários, escriturários, taxistas, pensionistas, reformados, imigrantes e emigrantes, alunos, pais, mães, crianças, avós, bisnetos e mulheres a dias. Enfim, os portugueses esses ignóbeis parasitas do esforço de V Exas; agradecemos a Vossas Exas que nos tenhais endividado até aos cabelos para as próximas décadas. Por tudo isto e por muito, muito, muito mais, muito obrigado a V Exas e que a terra vos seja pesada. Um fraga de granito pelo menos. Porque Já Basta.

Deste Vosso servo salvo por vós

P.S. O meu filho pede de o favor que diga a Vossas Exas se podem ir apanhar onde o sol não brilha, morrer longe, ter meninos pela barriga das pernas, nesse linguajar que, garanto-lhe, dito por ele soa ao Ires Dirae do Requiem de Mozart. Peço desculpa pela criança mas como com certeza compreendeis, não posso ensiná-lo a respeitar os mais velhos, não vá ele ficar traumatizado e acabar por não conseguir tornar-se um bom cidadão, contribuinte, servo da Vossa estirpe

Direcção Geral de Portugal, Ryder Cup 2018 e parasitagem

Filed under: Desporto,Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 01:04

Governo prepara redução do IVA para o golfe

Já houve muito quem se escandalizasse com esta “preparação” do Governo. Para os esquecidos, Portugal é candidato à organização da Ryder Cup 2018. Manuel Pinho é o líder da Comissão de Candidatura que escolheu a Herdade da Comporta da família Espírito Santo como local onde se realizaria a prova, caso Portugal ganhasse a sua organização. A decisão final será tomada, julgo, no próximo mês e esta “preparação” não é alheia a esse facto.
Como já escrevi há um ano, para nos poupar a mais uma estupidez de quem nos desgoverna e tendo em conta o génio do Dr Manuel Pinho que até dá aulas numa Universidade em Nova York, ele que crie um fundo de investimento para financiar isto mas que deixe os contribuintes em paz. Eu invisto o que puder e há no meio do golfe quem possa investir muito mais que eu (put your money where your mouth is), o contribuinte é que não tem nada que, mais uma vez, estar a pagar o enriquecimento e os caprichos do Director Geral de Portugal.
Cambada de parasitas.

Março 11, 2011

PEC I, II, III, IV….

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 19:56

Março 8, 2011

Partido Socialista Desorientado?

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 17:55

Eu, e os meus colegas deputados do PSD no Parlamento Europeu pedimos à Comissão que indicasse quais os países com melhores práticas nesta matéria, bem como quais as recomendações que tem sobre medidas como a imposição de preços máximos fixados pelo Estado ou de um número mínimo de gasolineiras low-cost por determinado raio de quilómetros…

Paulo Rangel, Eurodeputado do PSD

Há dias numa conversa com o Paulo Pedroso no twitter, e a propósito de eu escrever que o PSD encaixaria bem na Internacional Socialista, ele respondeu-me que estes meus excessos me descredibilizam. Há pior ainda que isto acima, mas não me lixem. Quem é capaz de escrever a alarvidade acima além de ultrapassar a Internacional Socialista pela esquerda, encaixaria bem era no Komintern. Pobres de nós.

Março 2, 2011

Este blog anda necessitado de alguma ortodoxia

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:59

Mais valia estar calado

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:38

Pobre país o meu. Divide-se entre sentados e instalados, entre deolindas e katias vanessas. Faltam-lhe as Marias Albertinas.

Janeiro 23, 2011

Da eleição

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 00:00

Já reflecti. Tenho cinco candidatos, todos socialistas. Uns mais radicais com sonhos norte-coreanos, outros menos radicais que sonham com gajas de babete e joelheiras, de Purdey a tiracolo. Outros ainda com a bíblia do Caines no psiché, mas todos, sem excepção, socialistas, colectivistas, uns perfeitos donos de escravos versão soft-core. Pois para mim, votar num socialista é como para um vegan comer um bife do lombo ensanguentado. Sendo que não posso votar amanhã porque estarei longe da freguesia a tentar produzir para pagar as cagadas e masturbações intelectuais dos candidatos, podem contar comigo para lhes oferecer uma mensagem caso haja segunda volta. Entretanto podem ir morrer longe.

Adenda: são seis, conforme me lembra no comentário, o @lpedromachado. Tinha-me esquecido do chihuahua de Viana do Castelo, o socialista madeirense já estava incluído no grupo dos cinco.

Janeiro 22, 2011

Um liberal insuspeito

Filed under: Política,Religião,Teoria — Helder Ferreira @ 23:47

Lo privado y lo público. Mario Vargas Llosa

Que los gobiernos elegidos en comicios legítimos puedan ser derribados por revoluciones que quieren traer el paraíso a la tierra (aunque a menudo traigan más bien el infierno), qué remedio. O que lleguen a surgir conflictos y hasta guerras sanguinarias entre países que defienden religiones, ideologías o ambiciones incompatibles, qué desgracia. Pero que semejantes tragedias puedan llegar a ocurrir porque nuestros privilegiados contemporáneos se aburren y necesitan diversiones fuertes y un internauta zahorí como Julian Assange les da lo que piden, no, no es posible ni aceptable.

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