E vergonha, não?

kafka2A história abaixo é só mais uma das que cada vez mais vão sendo publicadas nas redes sociais. O que nos resta é perguntar se a tutela política da Autoridade Tributária, a liderança da mesma e respectivos funcionários, bem como os imberbes alapados na AR não têm vergonha disto? Não há esperança que a tenham, todos estão confortáveis, para eles não passamos de um incómodo e toleram-nos apenas enquanto nos conseguirem espremer. Isto exigiria vernáculo sólido, mas falta-me o fôlego.

Via Aventar

A história de uma família de Massamá, com três crianças, que está a ver a vida virada do avesso por conta da cobrança no IVA de recibos verdes desde 2008. O casal fez um pagamento de 5 mil euros da dívida numa repartição (possuem recibos a comprovar) e, oito meses depois, as finanças só dão como pagos 2.800 euros. Os salários estão penhorados e a casa deve ir a leilão.

Mário Pereira & Andreia Dias Continuar a ler

“Socialmente” quê?

scooter

“Na sequência do se pedido de emprego, queira comparecer em ……… no dia…. pelas…., a fim de lhe ser apresentada uma proposta para participação em projecto de trabalho socialmente necessário”

 

Bem, cá em casa somos absolutamente a favor do controlo de todo e qualquer subsídio, sendo por princípio contra todo e qualquer subsídio, mas isto (a somar a outras coisas) é inenarrável. O que é “trabalho socialmente necessário”? Que merda é esta? E se quem se lembra desta coisas fosse apanhar no cu? Esta carta vinda do IEFP e cheia de ameaças foi recebida por uma senhora com 50 anos, pela primeira vez desempregada, que há 32 anos faz descontos para a Segurança Social e cujo subsídio é menos de 50% do que ganhava quando tinha emprego. Há 15 dias foi obrigada a comparecer na apresentação de um curso de geriatria onde, entre 29 pessoas, 27 nunca fizeram qualquer desconto e foi-lhes proposto o curso de 4 horas por dia, pago a 15€ por hora, mais 4€  por dia para subsídio de refeição durante três meses. Quem está a receber o subsídio de desemprego (receba 400, 500 ou 1000€) não seria pago caso o frequentasse. Estes azeiteiros, cujo líder é o azeiteiro-mor, o Ministro Scooter (esse gnomo mal amanhado), que mereciam era ser corridos à chapada, criam assim a profissão de Frequentador de Cursos do IEFP. Quanto aos outros, os que andam há décadas a sustentar-lhe as masturbações são intimados a fazer “trabalho socialmente necessário”. Pois, caro Ministro Scooter vá gozar com o raio que o parta e enfie o socialismo onde mais lhe aprouver.

 

Pirâmides e capachos

fisco

Nota prévia: a vasta experiência que tenho de lidar com os funcionários da Autoridade Tributária (Ex-DGCI) faz-me respeitá-los, só tenho a dizer bem e de todos os serviços do estado que eventualmente necessitei, foram sempre os mais profissionais e mais disponíveis para me ajudar resolver os problemas que fui tendo. Dão dez-zero até ao SNS, a médicos, enfermeiros e professores.

Tanto a tutela como as chefias da Autoridade Tributária conhecem bem a pirâmide aqui acima e sabem o que devem fazer com cada parcela da mesma. Deixar em paz a base, ajudar os do meio e perseguir os do topo. Não fazem nada disso. Perseguem a pirâmide toda, penalizam a base sempre que podem, esmagam os do meio, com penhoras, multas, coimas e processos e quanto aos do topo, se der muito trabalho (não é fácil agarrá-los), pois que paguem os de baixo. É esta a filosofia Tributária, a filosofia do “Chefe”, quanto mais e melhor um gajo faz, mais tem que fazer, os calões, pois coiso, pô-los a cumprir dá muito trabalho ao “chefe”.

Soube que o Sr Brigas Afonso se demitiu e já vai tarde. Um “académico da casa”, um calhau com olhos sem a mínima noção de coisa nenhuma, um ignorante e um caceteiro, que ordenou um arrastão de penhoras nos últimos quinze dias de Dezembro de 2014 revelando uma total falta de noção da realidade das empresas e da economia (até do calendário, por Deus!) que meteu os inspectores na rua atrás dos poucos tostões que os do meio da pirâmide ao lado eventualmente têm. Imagino que fosse um bom capacho do Secretário de Estado respectivo que no que respeita a ignorância e caceteirismo não lhe fica atrás. Estamos entregues a “chefes” destes que não merecem nem de perto, os subordinados que lhes calharam, que são bem melhores que eles e ainda são o que vai valendo ao miserável do contribuinte neste fascismo tributário sem qualificação.

A propósito de gins e de vir

picture_kafka_drawingEu, hoje, no Diário Económico

Vem Devagar Emigrante

A meio de um gin (ou de meia dúzia) ocorreu a alguém que jovens que emigraram e rapidamente perceberam que há lugares onde o trabalho e o mérito são premiados, onde é possível imaginar um futuro acolheriam de braços abertos o regresso a esta nossa desesperança.

My take

picture_kafka_drawing“A young lady has felt that my treatment of women in my lyrics and social comments has not been particularly positive. And there’s no reason why it should be. You should take your lumps along with everybody else because women do stupid fucking things, just like the guys do. And if I say guys are stupid and a woman does something stupid, don’t be a whimp about it, just because you got that thing between your legs is no problem.” – Frank Zappa

 

My turn. Maria João, para o peditório das gajas já dei. Não me sobra uma centelha de respeito por seja quem for queira discriminação positiva ou ter prerrogativas especiais porque tem aquela coisa entre as pernas, porque tem uma cor de pele mais escura, porque tem preferências sexuais diferentes, porque tem um dedo a mais ou um fetiche por cavalos. Uma pessoa é uma pessoa, e nos conselhos de administração, o que há, são pessoas. Quero lá saber se são gajas ou não. E quanto a boicotes, devo começar a boicotar empresas em cujos conselhos de administração a média de alturas seja superior a 1,70m ou tenha menos de 50% de canhotos ou mais de 30% sejam gordos ou não fumadores?

Nas sociedades desenvolvidas as mulheres não são discriminadas em coisa nenhuma e, quanto a mim, mal. Sabes o que diz a minha sogra? Filhos são nossos, do pai, serão ou não. Portanto, para mim, o Dia da Mulher, (pelo menos da minha) é todos os dias, quanto a hoje, podem fazer um rolinho.

Já o Nelson Évora, sim é ridículo. Qual empatia? Empatia é ser eu a dar banho à cria todos os dias e a dar os biberons da madrugada. Empatia é ser eu quem passa a ferro e faz o jantar. Empatia é ouvir-vos quando a única coisa que vocês precisam é um saco de pancada para descarregar. Empatia é perceber que hoje, amanhã, depois de amanhã, no dia seguinte e no outro ainda vos dói a cabeça e não vos apetece. E vocês porem-se nos nossos sapatos? Fazem a mínima ideia do que é ser homem, pai, marido, branco e heterossexual? Não, não fazem, nem vos passa pela cabeça a carga que temos que suportar nem as bestas que socialmente somos. Somos nós os únicos culpados e responsáveis pelos males do Mundo. Se alguma coisa corre mal, garanto, a culpa é dos gajos como eu e a gente carrega-a. Pro peditório do gajedo, não dou. Aguentem-se, o que têm no meio das pernas não vos dá direito a serem pessoas especiais, são iguais a mim e aos outros homens todos.

Parasitas

evil-clownDeclarações da Segurança Social vendidas por dois mil euros

O segurança do supermercado estava atento aos pobres com quem se cruzava na rua. Se lhe pareciam esfomeados dirigia-se a eles e perguntava-lhes se tinham fome. Ele podia ajudá-los. Um ou outro recusava. Os que precisavam mesmo de comer sob pena de morrerem, aceitavam ouvi-lo e parte deles aceitava também a proposta. O pobre devia ir ao supermercado onde ele trabalhava e roubar 4 maçãs. Em troca de uma, o segurança garantia-lhe que não teria problemas nem ninguém daria conta do roubo.

No fundo é isto, entre advogados, TOCs e funcionários públicos, juntaram-se vários parasitas a viver à custa do desespero e da fragilidade alheia. E o Estado que temos está cheio de gente desta.

Relapsa

kafka2Hoje tive uma reunião na contabilidade para analisar o balanço de 2014 e o orçamento de 2015. Quando cheguei estava uma das miúdas da empresa (não tem 30 anos) a atender uma senhora idosa. A Sra tinha uma notificação da AT com uma dívida por atraso de cumprimento numa qualquer obrigação fiscal. Pelo que percebi, a sra teria o nome ligado a uma empresa do filho (provavelmente por questões de crédito ou outras) que se teria atrasado a pagar um qualquer imposto. Dizia a sra que está à espera de receber a reforma e não tem dinheiro para multas. às tantas, depois de perceber a que dizia respeito a carta perguntou á menina de quanto era a multa e a resposta foi 337,5€. A seguir perguntou: “Quanto é em dinheiro antigo?”. A miúda ficou a fazer a conta de cabeça e respondi-lhe eu (que lidei com “dinheiro antigo”): “São sessenta e sete contos e quinhentos”. E diz a sra literalmente: “ò meu Deus e onde é que eu tenho tanto dinheiro?”
Aquela merda doeu-me, mas é isto. Lá está, uma senhora com um processo fiscal, uma perigosa evasora fiscal, uma relapsa digna de lapidação

Bavas

kafka2O meu texto de hoje no Diário Económico

Portugal seria um bom campo de estudo para os virólogos. Não é de agora que políticos e outros altos responsáveis são atacados pelo vírus “Bava” assim baptizado após a audição parlamentar ao dr Zeinal Bava. Não sabiam, foi engano, erro dos serviços, da secretária, interpretação, etc. Nunca são responsáveis por nada, foi assim com Murteira Nabo, António Vitorino e António Costa e é assim com o primeiro-ministro (PM) que, coitado, julgava que entre 1999 e 2004 os descontos para a Segurança Social (SS) dos trabalhadores independentes eram opcionais.

O resto aqui

Em adenda ao texto publicado no Diário Económico e dada a falta de espaço acrescentaria o que segue abaixo. Sim, já sei que as beatas fiscais socialistas se vão contorcer nos habituais números de processos de intenções e psicanálise de vão de escada. Um gajo habitua-se. Continuar a ler

Zé dos Plásticos

O Zé dos Plásticos é um super-herói cujo arquinimigo é o Saco de Plástico. Dormimos todos mais descansados sabendo que o Zé dos Plásticos está a tento aos ataques do Saco de Plástico, ao ambiente plastic-free e às dores nas costas das velhinhas que já não os carregam com compras.

zedosplasticos

Crechimento

kafka2

Por estes dias tem sido notícia o crescimento do Produto Interno Bruto indígena. Do lado do Governo tenta-se dar como certo que este crescimento se deve à “estratégia” utilizada por eles mesmos, sendo que seriam eles os responsáveis pela melhoria da coisa. Do lado da oposição e principalmente do PS desvaloriza-se e considera-se “anémico”, sem importância, esquecidos que estão dos gritos de “espiral recessiva” e “segundo resgate negociado às escondidas”.

O que verdadeiramente enoja em tudo isto é que, uns tentam-se aproveitar e outros menosprezar o esforço feito por um povo inteiro, que sugado, roubado e enganado, cerrou os dentes, suportou e suporta sacrifícios e consegue o que ainda há pouco era inimaginável. Não, nem o Governo fez nada por isto, pelo contrário, nem os socialistas têm o direito de diminuir o que nós, que não temos culpa nenhuma do que estes animais andaram a fazer durante décadas, conseguimos. O que o Governo fez (salvo raras excepções de que é exemplo a Secretaria de Estado do Turismo que de facto tem ajudado) foi tirar-nos meios e literalmente roubar-nos os escassos recursos que tínhamos. Os socialistas, no meio de uma lata inacreditável depois deterem falido o estado, pedido o resgate e ter-nos sujeitado a esta desgraça, vêm, inimputáveis, diminuir o nosso esforço e sacrifício como se fosse coisa de somenos. Sim, são todos iguais, cópia uns dos outros, tudo farinha do mesmo saco.

Se Portugal recupera, deve-o aos portugueses anónimos que perceberam o que estava em causa. E sem manifs, sem debates à segunda, sem o apoio dos jornaleiros – vendidos por um prato de lentilhas – , sem alarido, cerraram os dentes, aguentaram desempregos, falências e dificuldades e puseram as mão à obra. Fomos nós que trabalhámos e produzimos para que lentamente as coisas melhorem e a duras penas. E assim continuaremos. Por isso, ao Governo, que reze uma Avé Maria de agradecimento ou vão todos a pé a Fátima pelo povo que vos calhou em sorte pastorear e aos jarretas do PS que vão insultar a mãezinha deles, não sem antes lhe cravarem os 20 paus que ela ganhou ontem de pernas abertas.

Da messiânica ignorância

kafka2Há uns anos, quando o Governo do sr Engenheiro resolveu aumentar a Taxa Autónoma (em sede de IRC) com efeitos retroactivos a Janeiro do ano anterior, num Quadratura do Círculo, o mais recente Messias socialista manifestava satisfação pelo facto de as empresas pagarem mais em Taxa Autónoma pois, segundo o iluminado, significaria que tinham lucros mais altos. Agora, vem numa entrevista dizer outra do mesmo calibre:

“Esta crise começou quando o capitalismo deixou de assentar numa ideia fundamental do senhor Ford.[…]A ideia de que era necessário pagar a cada um dos seus operários o ordenado suficiente para que eles pudessem comprar os carros que ele produzia.”

Podia começar por dizer que talvez a Ferrari ou a Airbus devessem pagar aos seus trabalhadores para que estes pudessem comprar os produtos que fabricam mas talvez nem assim o Messias percebesse.

A Ford na altura desse famoso aumento dos salários tinha uma força de trabalho permanente de apenas 14.000 trabalhadores mas contratava anualmente cerca de 52.000. Isto implicava custos de formação e adaptação elevadíssimos. Para evitar tamanha rotação de trabalhadores, Henry Ford não aumentou o salário para 5$/dia, metade desse valor eram bónus condicionados a regras fiscalizadas por uma coisa chamada Socialization Organization. Esta organização fiscalizava o comportamento dos trabalhadores visitando-os inclusive em casa. Beber alcool ou jogar implicava o corte do bónus. As mulheres não eram elegíveis para esse bónus a não ser que sustentassem a família sozinhas e os homens também deixavam de o ser se as respectivas senhoras trabalhassem fora de casa. Ou seja, ao contrário do mito ignorante (que o Messias acredite nele não espanta) o que levou Henry Ford a tomar a medida foi pura racionalidade de gestão, de (espanto!) redução de custos e aumento de produtividade.

Os escravos somos nós

kafka2A carga fiscal em Portugal está mais ou menos na média da UE, o problema é que o esforço fiscal (ou seja, a receita dos impostos medida em % da capacidade dos contribuintes de a pagar) é a mais alta da Europa. Em 2010 já era 165% da média. O que isto significa, provavelmente, é que já foi ultrapassado esse limite e nesta altura devem estar a acumular-se dívidas fiscais que entram na contabilidade do Estado como receita mesmo que as pessoas não as consigam pagar. Desde o Paulo Macedo, a Autoridade Tributária permite-se todos os abusos, os media propagam a propensão dos tugas para a fuga fiscal, no estado fazem-se juras de combate à fuga e evasão fiscal, etc. Pois. A ideia que os portugueses fogem muito ao fisco é um mito, uma aldrabice muito conveniente aos Governos, ao Estado e à miserável imprensa formatada no marxismo requentado das Universidades.
A fuga ao IVA em Portugal é igual à da Dinamarca, só atrás da Holanda, Finlândia e Suécia (e não é por muito), metade da francesa, à frente do UK e Alemanha, menos de metade que em Espanha e menos de um quarto que em Itália! Se há escravos fiscais somos nós.

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Palhaços

pav_o_coloridoNão ia voltar ao assunto do pavão desossado  até porque a paciência para animais esgota-se-me em casa com o Ozzy (cruzado de griffon e labrador, um simpático e um querido) e com as duas  gatas (a Mimi e a Angelina Jolie) que partilham o escritório comigo. Mas não há maneira, animal que é animal volta à carga e não nos deixa alernativa.

Desta vez é um mamífero (?) no JN que também não sabe sequer ouvir. Já não se pede que saiba ler, ou que consiga pensar e cagar ao mesmo tempo. Na entrevista do Secretário de Estado do Turismo que o bípede refere, este distribui louros por toda a gente excepto a si próprio que, com a excepção dos privados envolvidos, merece mais que ninguém. Mas pronto, há sempre cavalgaduras dispostas a fazer fretes, Tenho para mim que estas inanidades vêm escritas da sede concelhia do PS, escritas pelos miúdos a cheirar a mijo. É a vida.

Palhaço

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Sou um expatriado no Porto. Quando fomos para lá (viemos para cá) viver, a ideia era ficarmos uns (poucos) anos e regressarmos a Lisboa. Entretanto apaixonamo-nos pela cidade e pelas gentes, nasceu a cria e o regresso foi posto de parte. Com a idade que temos nunca vivemos tanto tempo em lado nenhum, fomos sempre saltimbancos. Fomos dois cidadãos do Mundo até o Porto nos agarrar e prender, já não sairemos daqui.
Expatriado e enamorado da cidade custa-me que quem julga geri-la seja um otário como o Rui Moreira. Filho de pai rico – e não passa disso, de um beto mal habituado, por muito estimável que seja – não passa de um otário, faz o papel do Presidente do Conselho a quem os Ministros fingiam ir a despacho. A filha da putice que cometeu na página do FB sobre o Secretário de Estado do Turismo, talvez o primeiro e único governante que passa a vida a distribuir louros por toda a gente excepto a ele próprio (que os tem e merece). O Pavão sem asas conhecido por Rui Moreira, eleito há pouco à custa de no PSD promoverem a abécula do Menezes, julga-se alguém. Pois, ó otário, o turismo no Porto não te deve nada. Deve à Ryannair, deve aos portuenses cuja criatividade e dinamismo foram libertados pelo Rui Rio, deve – sim, deve – ao trabalho de sapa deste e do anterior Secretários de Estado e ao Turismo de Portugal. O Presidente da Câmara, calhau com olhos, marionete, fantoche do Pizarro, que se fique pela frequência de senhoras de má vida que para pouco mais serve a não ser para legitimar o que putos a cheirarem a cueiros na Concelhia do Partido Socialista decidirem.  

Cerca de 2006 quando a Ryannair negociava com a ANA as taxas do Aeroporto, este pavão sem penas escreveu no Público, indignado, contra tal negociação. Agora quer recolher louros que, numa longa lista de responsáveis, ele não se inclui. Voltasse atrás e até na abestunta do Menezes votava. Qualquer merda é melhor que esta boneca de trapos, marioneta do PS local e dos Azeredos desta vida. Um inútil com a mania que é gente.

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picture_kafka_drawingTenho andado num processo de crédito com o Banco. Duas coisas que me são exigidas são declarações da Autoridade Tributária e da Segurança Social em como a empresa não tem qualquer dívida a estas entidades. Sendo um processo moroso, a última declaração da Segurança Social (de Setembro ou Outubro de 2014, depois de me terem emitido outra em Junho 2014) caducou e precisei pedir uma nova. Foi pedida a 20 de Dezembro e finalmente esta semana dignaram-se – já fora do prazo a que estão obrigados e que são dez dias úteis – a emitir a dita declaração. Só que emitiram-na com uma dívida de 276 euros incluindo juros de mora a contar desde Maio último. Ora, nunca recebemos nenhuma carta nem pedido de liquidação desta situação à SS. Eu explico.

Em 2012 pagámos recibos verdes a um prestador de serviços que em 2013 fez a respectiva declaração e num anexo qualquer incluiu o nosso número de contribuinte, dando-se o caso de o que lhe pagámos ser mais de 80% do rendimento dele nesse ano (coisa que não fazíamos ideia nem tínhamos que fazer, não sabemos a quem mais emite recibos) o que nos obriga a entregar 5% do que lhe pagámos à SS. Seja como for, lá na chafarica onde esta gente vegeta, deviam saber que quando se pedem este tipo de declarações não é para limpar o cu a elas, é porque há outras coisas em jogo que podem ser (e no caso são) críticas. Assim que recebemos a guia paguei – e cheira-me que se protestasse iam mas é cobrar ao Totta, mas não posso fazê-lo – e no mesmo dia voltamos a pedir nova declaração que, se cumprirem a lei, não demorará mais de 10 dias úteis. Pois. Só que isto é o suficiente para nos obrigarem a reformar uma livrança pesada e a liquidar 20% da mesma. A quem cobro os juros que pagamos pelas livranças? A quem peço ressarcimento pelo transtorno, juros, custos e despesas que a incompetência destas amibas provocam? A quem exijo que alombe com as responsabilidades que nos permitem pagar o salário a estes incompetentes?

 

O Novo Regime Contributivo da Segurança Social

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Na semana passada surgiram notícias sobre os descontos para a Segurança Social nos recibos verdes que assustaram a maioria dos trabalhadores independentes e criaram uma enorme confusão. A meu pedido, este texto foi-me enviado por uma Técnica Oficial de Contas e é uma tentativa de ajuda aos ditos trabalhadores, na esperança de que os que nos lêem ainda vão a tempo de resolver os eventuais problemas que lhes tenham sido criados.

Um pequeno texto a propósito desta matéria, ainda muito confusa, quer para os contribuintes, quer para os próprios serviços da segurança social que, muitas vezes, não possuem conhecimentos adequados à correcta informação dos contribuintes.

Assim, em jeito de resenha, importa referir que o sistema contributivo especifico dos trabalhadores independentes sofreu enormes alterações nos últimos anos, nomeadamente desde 2010.

Até então, a base de incidência contributiva, isto é, valor sobre o qual eram pagas as contribuições, era “escolhido” pelo próprio trabalhador independente, não cabendo aos serviços da segurança social qualquer responsabilidade na definição daquele valor, estando definido por escalões, e que poderiam sofrer alterações, a pedido do próprio trabalhador independente, 2 vezes no ano.

Por outro lado, havia também 2 regimes, e consequentemente 2 taxas contributivas – o regime obrigatório e o regime alargado – sendo a grande diferença o direito a baixa médica de que beneficiava o trabalhador independente que optasse pelas contribuições no regime alargado.

Com a aprovação do Novo Regime Contributivo da Segurança Social, o principio da igualdade levou a legislador a condicionar a base de incidência contributiva aos rendimentos efectivamente auferidos pelo trabalhador independente, aproximando este do regime habitual do trabalhador por conta d’outrém.

Isto significa que, na pratica, anualmente, durante o mês de Novembro, a Segurança Social fixa oficiosamente o escalão sobre o qual o trabalhador independente deverá contribuir nos 12 meses seguintes.

E hoje em dia, como é efectuado esse posicionamento? Com base no IRS do ano anterior!

Ora, considerando os valores declarados no anexo B da modelo 3 do ano de 2013, o trabalhador independente, poderá saber desde logo, qual será o escalão sobre o qual irá ser “obrigado” a contribuir a partir de Novembro de 2014. Para tal, basta aplicar os seguintes coeficientes:

– 70% do valor da prestação de serviços anual;

– 20% do valor das vendas de mercadorias anual;

– 20% do valor da prestação de serviços do sector de restauração e bebidas e similares;

Assim, chegados ao valor do rendimento relevante anual, facilmente encontramos o duodécimo mensal que caberá num dos seguintes escalões, com a correspondente contribuição mensal:

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O que vimos acontecer recentemente e que tanta azáfama jornalística causou, não foi mais, do que os serviços a cumprirem, ainda que tardiamente, a sua função: fixação da base de incidência, com base no rendimento relevante apurado através dos rendimentos declarados no IRS de 2013 de cada um dos trabalhadores independentes. Nada de novo. Continuar a ler

Novas Igrejas e novos beatos

Lembrei-me disto por causa da repetida presença da deputada Isabel Moreira nos media ontem e hoje devido à coisa das subvenções vitalícias. É off-topic mas pronto. No vídeo acima o Frank Zappa participa no Cross Fire, programa na TV que julgo ainda existe. Como é tão evidente hoje que até dói, está carregadinho de razão. Faltou-lhe dizer aos idiotas que o acompanhavam que liberdade de expressão é a liberdade de dizer o que os outros não querem ouvir. Lembrei-me porque há tantas letras do Zappa que, fosse hoje, e os idiotas seriam outros. A direita religiosa foi substituída pelos novos censores da esquerda lunática. O que de alguma forma confirma o que intuo, que os “progressistas” são os novos conservadores. E radicais. Temas como Bobby Brown Goes Down, Dinah Moe Hum, Jewish Princess, etc seriam hoje atacadas pela Brigada Lunática (em Portugal bem representadas pelo BE, Livre e parte considerável do PS) como se não houvesse amanhã. O mínimo que chamariam ao Zappa seria misógino, homofóbico, fascista, reaccionário e assim. Como os tempos mudam. O culminar de tudo isto são os novos beatos, os moralistas a quem o Diácono Anacleto Louçã veio dar voz e que, agora, estão representados na deputada mais beata de que tenho memória. A (diz que) constitucionalista Isabel Moreira a quem o pai (pouco menos que um traidor assumido de gente séria e os Botelho Moniz que o digam) não deu chá nenhum quando ela era pequena. Não suporto beatos, nunca suportei, mas deputada e beata está pouco menos que acima de morcão.

Fasci portoghese di combattimento II

Fasci-fullO que é grave e profundamente grave neste caso GALP/REN vs Fisco é a atitude e reacção do Estado personificada no Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Um reacção perfeitamente fascista mas que é prática comum tanto no personagem como na Autoridade Tributária. Quem se atreve a protestar contra a dita, a primeira coisa com que tem que se haver é com inspecções fiscais. E não interessa se o protesto tem qualquer implicação com situações anteriores. O que eles sabem é que é impossível ao contribuinte estar absoluta e totalmente livre de problemas. Usam assim, todo o poder do estado que no mínimo é esmagador para meter na ordem o contribuinte tresmalhado e fazê-lo servir de exemplo a eventuais insurgentes que se lembrem de ir contra o que a Autoridade Tributária decide extorquir-lhes esteja na lei ou não, seja legítimo ou não. E nós todos sabemos que é assim e raros somos os que podemos ou estamos dispostos a pagar o preço de afrontar o Leviatã.

Sem medo das palavras, o comportamento do Secretário de Estado (e não é de agora) é fascista do mais execrável. E neste Governo (em anteriores também mas neste é pior) os fascistas parecem ter roda livre.

Fasci portoghese di combattimento

Fasci-fullTenho lido por aí as reacções à recusa da REN e da GALP em pagar a contribuição extraordinária ao estado. Invariavelmente arrancam-se vestes, apela-se para o moralismo gramsciano do tempo e fazem-se comparações espúrias. Até já li que estão a praticar fuga fiscal(!). Coisas destas inclusive vindas de quem tem a obrigação de saber mais alguma coisa.

Ora bem, nem a GALP nem a REN estão a recusar cumprir a lei. Como qualquer contribuinte podem protestar o pagamento de qualquer imposto desde que cumpram certos pressupostos. Tanto quanto sei, neste caso é muito simples: entregam uma garantia bancária ao fisco e mandam o assunto para os tribunais. Se a experiência nos diz alguma coisa é que, no fim, o estado perde. É assim em mais de 90% dos casos de protesto de contribuintes só que a maioria de nós “paga e nã bufa” porque protestar é caro e pode ser mais caro que o imposto supostamente em dívida. O fisco deve ser a entidade mais criminosa que anda por aí, ninguém, nem a Máfia e as Tríades (se cá andarem) cometem tantos roubos, ilegalidades e abusos como a Autoridade Tributária. Não é de admirar que a REN e a GALP tenham razão e se têm, fazem muito bem em proceder como estão a proceder.

Os indignados lembram a anedota russa: um génio apareceu a um camponês russo e propôs-se dar-lhe o que ele quisesse com uma condição apenas, o vizinho receberia a mesma coisa em dobro. O camponês pediu ao génio que lhe tirasse um olho. A anedota podia ser com um português que o resultado seria credível na mesma.

Fascismo levado à prática: DL 166/2013

kafkaTranscrição da conversa telefónica (fictícia) entre o Ministro da Economia e eu um destes dias. Não o conheço de lado nenhum, nem me apetece. Mas por ter tido responsabilidades de gestão em empresas (e imagino que não começou como CEO) tem a obrigação de não embarcar nos sonhos húmidos d@s colegas.  Isto aqui ao lado é um desenho de Franz Kafka muito apropriado ao assunto.

 

A conversa (atenção às almas sensíveis: vernáculo abundante)

Eu: Tou? Então meu, tá tudo?
O Ministro: ……
Eu: tudandar, na mesma. E se não anda empurra-se. E os teus putos, tão fixes?
O gajo:……..
Eu:….. Boa. Olha, liguei-te por causa daquela merda que tu e os teus colegas aprovaram há um ano, o DL 166/2013. Lembras-te? Desde hoje de manhã estou a receber mails de clientes preocupados com os papéis.
O gajo:…..
Eu: Claro que lembras pá, não te faças esquecido. Aquele da regulação das transacções comerciais, meu. Foda-se! Já te esqueceste?
O gajo:…..
Eu: Não, caralho! Aquele do não sei quê das práticas restritivas ao comércio….sim, esse. Como é que aprovaste aquela cagada, meu?
O gajo:……
Eu: Tou farto de avisar que essa merda de fumar ganza marada durante os Conselhos de Ministros dá asneira. Já te disse que te arranjo da boa, é só dizeres quanto e quando. Mando-te isso e depois pagas-me, não é problema. Mas olha, voltando ao DL 166/2013…
O gajo:…..
Eu: quero lá saber dessa merda. Se não te aguentas e não podes fazer grande coisa demite-te ora essa. Tu assinaste aquilo pá, não me fodas!
O gajo:….
Eu: ouve….
O gajo:….
Eu:…ouve! Lá que a tua colega da agricultura tenha sonhos húmidos c’o Mussolini é problema dela. Que vá mas é tratar das crias em casa. Que a não sei quantos von Haffe tenha batido com a cabeça quando era pequenina, ela que vá chatear quem lhe fez as orelhas, o Pedro que se dedique a cuidar do vice dele que bem precisa e a Maria Luís devia ter mais com que se entreter em vez de andar atrás de quem a faz fazer boa figura. Ou achas que quem faz diminuir o desemprego são vocês?…
O gajo:….
Eu: o caralho, pá! Que eles aprovem aquela merda não me espanta, sabem lá alguma coisa de alguma coisa? Não sabem nada de coisa nenhuma. Nem eles nem o marido da Cavaca que o promulgou. Outro…
O gajo:……
Eu: …já te disse há um bocado que não quero saber dessa merda pra nada. Que os gajos aprovem, percebo. Eles é que não percebem nada de coisa nenhuma. Agora tu pá? Como é que aprovas uma cagada daquelas?
O gajo: …….
Eu: ouve….tu andas nisto das empresas há décadas. Foda-se! Já geriste uma quantas, sabes como é que as coisas funcionam e o que nos custa. Tás a gozar comigo não estás?
O gajo:….
Eu: olha, ó Toni, diz-me que raio de negócios é que fazias quando gerias empresas? Queres ver que às tantas não gerias merda nenhuma?
O gajo:…..
Eu: gerias, os tomates. Queria ver-te fazer negócios de acordo com aquilo. Hahahahahahaha. Não me lixes. Quer dizer, ainda por cima se um gajo for multado por não cumprir aquela cagada vocês decidiram que uma pequena empresa pode levar com coimas entre 3.000€ e 150.000€ e 20% reverte para o fiscalizador que é logo a ASAE. Tás mesmo a ver o que é que isso vai dar, não estás?
O gajo:……
Eu: tou a perder tempo contigo, já vi. Olha, pelo andar da carruagem tu e o teu Partido inteiro mais três quartos do PSD deviam era fundir-se com a ala alegrista-galâmbica do PS. Olha, que te nasça um pessegueiro nos entrefolhos e aos teus colegas um silvado e um monte de urtigas também! Tchau!

Gremlins e prostitutas

caradecu

Ainda pensei ser educado e escrever este post com modos, só que tanto o *gremlin da Cultura como as prostitutas rascas da mesma (que se auto designam “autores”) não o merecem. A educação reserva-se para quem o merece.

Os comerciantes de produtos sujeitos à nova Taxa da Cópia Privada que conheço têm margens nos mesmos que variam entre 4% e 7%. Com os dados disponíveis construí a tabela abaixo.

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Como se verifica o que as prostitutas e o gremlin da Cultura defendem é o roubo descarado e ainda têm a lata de se insurgir contra os comerciantes que reflictam a dita taxa no preço dos produtos. Não têm vergonha na cara? Chulos, é o que é.

*direitos de autor: @jmcest no twitter

Socialist delusion

kafka

Escreve o Joaquim Couto no Portugal Contemporâneo

O capitalismo moderno, assente na propriedade privada, na livre-iniciativa, nos mercados, na concorrência e num sector financeiro independente, não funciona em Portugal. Era bonito o sonho, pá! Mas acabou-se, acordamos e constatamos a realidade.

 

O que às vezes entristece é ver liberais (ou os que dizem que o são) adoptar a retórica e a linguagem socialista. A ver: capitalismo, desde pelo menos Marx que o inventou, não é assente em nada disso, capitalismo é só a propriedade privada dos meios de produção, mais nada. O resto é mercado livre. E sendo assim, onde tem andado o mercado livre em Portugal? É que eu não dou por ele. O que existe é o que os americanos chamam crony-capitalism, um sistema em que os meios de produção sendo nominalmente privados são na realidade condicionados, decididos e orientados pelo Estado e por quem o gere episodicamente. Mercados? Quais mercados? Os dos preços administrativamente fixados (ver Bancos) ou quando não o são, via concessões e protecção a interesses especiais como é o caso da GALP ou da EDP? Qual concorrência? A que põe a ASAE, o Fisco e todo o poder do estado em cima das PME impedindo-as de crescer e combater os instalados? Qual sector financeiro independente? O que há décadas vive de legislação até fiscal que o favorece, o que financia Partidos e interesses espúrios ligados à captura do estado? Um bom exemplo é o BCP. De um Banco revolucionário e que modernizou sozinho todo o sistema financeiro, tornou-se propriedade partidária de facto à custa da única vez que se deitou na cama com o Governo e fez um favor a Guterres, Sousa Franco e Vítor Constâncio, sabe-se lá em troca de quê.

O envolvimento patético dos “capitalistas” na ruína do País, a falência das grandes empresas e o compadrio descarado, assim como o desrespeito total pelos pequenos acionistas e pela poupança privada, demonstram o óbvio: o capitalismo não cai bem connosco.

Qual envolvimento patético? Há 390 mil empresas em Portugal, 390 mil proprietários de meios de produção. É capaz de afirmar quantos destes 390 mil estão envolvidos na ruína do país? Veja lá bem quem são, onde, como e quando esses seus “capitalistas” se envolveram na ruína do país e quem é o Deus Ex-Machina deles todos. E quando o perceber, falaremos então de capitalismo, mercado livre e Portugal.

Para já fico por aqui e quanto à conclusão do Professor Pedro Arroja (por quem tenho grande apreço e respeito) vale o que vale e é muito pouco nesta altura, holismos não costumam dar grande resultado e normalmente dão em tragédias. Continuo a considerar que ele está a percorrer um círculo e há-de voltar ao sítio de onde partiu, é uma questão de tempo.