O Insurgente

Maio 12, 2008

Relembrando Revel

Arquivado como: Política, Teoria — Helder @ 12:01 am

Faz pouco mais de dois ano que faleceu Jean-François Revel. É uma altura tão boa como qualquer outra para relembrá-lo com um excerto de um artigo essencial.

DEMOCRACY: If You Can Keep It - Jean-François Revel, um reaccionário.

The totalitarian phenomenon is not to be understood without making allowance for the thesis that some important part of every society consists of people who actively want tyranny: either to exercise it themselves or–much more mysteriously–to submit to it. Democracy will therefore always remain at risk. Never will history see the end of the totalitarian temptation, for it is rooted, not in some socio-historical determinism, but in human nature: Marx can provide us no explanation for Marxism.

Maio 10, 2008

Alien V

Arquivado como: Desporto — Helder @ 11:51 pm

*Vinha no carro com a cria e diz-me ele: ” @€£$-%&!!! A Vanessa Fernandes é um alien!”

Maio 9, 2008

Strange economics

Arquivado como: Economia — Helder @ 7:32 pm

Workers and employers - Don Boudreaux

Let’s reflect on an implicit presumption — indeed, I’m sure, a presumption held unawares — that undergirds many familiar discussions of workers’ relationships with employers.

This common presumption is that employers generally are philanthropic benefactors of their employees.

Consider that many pundits, politicians, and ordinary folks believe that workers are expendable - that one of the surest and least-painful ways for firms to cut their costs and improve their bottom lines is to fire workers. This belief make sense only if workers contribute little to firms’ profits. Put differently, this belief make sense only if, in employing workers, firms don’t expect much in return.

In short, this belief makes sense only if most workers are overpaid.

A worker who is not overpaid is a worker whose compensation reflects pretty accurately that worker’s contributions to his employer’s revenues. So if a firm fires workers who are not overpaid, that firm suffers a loss of revenue at least equal to the compensation that that firm would have to pay those workers in order to keep them in its employ. Such properly paid workers are not expendable; firing them is not key to improving the firm’s bottom line.

Of course, if workers are underpaid, the above holds true with special ummpphhh. An underpaid worker is one who contributes more to his employer’s revenues than that employer pays to keep that worker on the job. So firing underpaid workers is an especially bad deal for their employers.

So in this view – what we might call the “Progressive” view - workers are seen as contributing little to their employers (which is why employers can so blithely fire workers). At the same time, employers are seen as contributing enormously and philanthropically to their workers. “Enormously” because the presumption is that the typical worker’s next-best employment option would pay him or her much less than he or she makes in the current job, and “philanthropically” because the presumption is that the worker is paid more than he or she is worth to the employer.

Strange economics.

O segredo do Jedi

Arquivado como: Media, Política, Portugal — Helder @ 7:21 pm

Depois de duas hipérboles, quatro anáforas, seis anástases, dois quiasmos e uma apóstrofe eis que surge… Diz Palpatine:

Relativamente à publicidade, Sampaio defendeu que os órgãos de comunicação social deveriam divulgar os seus anunciantes

Jorge Sampaio, Lisboa, Portugal em Maio de 2008.

Ora bem, ainda há pouco a desfolhar uma revista vi uma publicidade com cores esverdeadas e as letras bê, é, ésse. Acho que era um anúncio do BES. Vi outro meio cinza, meio preto, com um automóvel no meio e quatro argolinhas. Estava escrito: AUDI.

Maio 8, 2008

Fásssista!

Arquivado como: Economia, Internacional, Política, Portugal — Helder @ 11:53 pm

António Costa na Quadratura do Círculo acabou de tratar da “crise alimentar” e, quem o ouvisse, diria estar em presença de um neo-liberal selvagem do piorio. Ultrapassou Pacheco Pereira e Lobo Xavier a duzentos à hora pelo lado liberal.
Fez um ataque violento e correctíssimo à PAC e às políticas proteccionistas da UE e dos EUA (faltaram os outros), mencionou a especulação de forma cuidada (faltou relacioná-la com as fotocopiadoras de notas dos Bancos Centrais) sem pedir o linchamento dos investidores dos fundos, desvalorizou um pouco a questão dos bio-combustíveis e chamou a atenção para a formação do cartel do arroz. É difícil pedir mais.

Maio 7, 2008

A ler

Arquivado como: Política, Teoria — Helder @ 12:04 am

Os conselhos do grande P.J. O’Rourke no LA Times. O meu preferido é este abaixo mas há mais e vale a pena ler.

2. Don’t be an idealist!

Don’t chain yourself to a redwood tree. Instead, be a corporate lawyer and make $500,000 a year. No matter how much you cheat the IRS, you’ll still end up paying $100,000 in property, sales and excise taxes. That’s $100,000 to schools, sewers, roads, firefighters and police. You’ll be doing good for society. Does chaining yourself to a redwood tree do society $100,000 worth of good?

Idealists are also bullies. The idealist says, “I care more about the redwood trees than you do. I care so much I can’t eat. I can’t sleep. It broke up my marriage. And because I care more than you do, I’m a better person. And because I’m the better person, I have the right to boss you around.”

Get a pair of bolt cutters and liberate that tree.

Who does more for the redwoods and society anyway — the guy chained to a tree or the guy who founds the “Green Travel Redwood Tree-Hug Tour Company” and makes a million by turning redwoods into a tourist destination, a valuable resource that people will pay just to go look at?

So make your contribution by getting rich. Don’t be an idealist.

Maio 6, 2008

Miserável

Arquivado como: Comentário, Educação, Política, Portugal — Helder @ 10:04 pm

Miserável. Miserável é a única palavra que me ocorre ao ouvir o que a Ministra respondeu à última pergunta da Constança Cunha e Sá. Perguntou-lhe porque razão os pais ainda não podem escolher a escola em que põem os filhos. A resposta da Ministra é sintomática deste fascismo light que nos pastoreia. A Ministra é contra essa opção porque:
1 Segundo os estudos que conhece, a liberdade de escolha não melhora os resultados, as médias e essas coisas agregadas todas;
2 Segundo o PISA os países em que há liberdade de escolha não têm melhores resultados que os outros.
3 Há o risco de aumentar a desigualdade entre as escolas e entre os alunos (esta é de rir…)

Nem por um instante passou pela cabeça da senhora que, nesta questão, essa discussão sobre os resultados é, quando muito, secundária. A liberdade de escolha tem que ver com as opções das pessoas, é um direito que nos assiste a todos e não pode estar dependente do que uma pseudo-fascista, outra Torquemada de saias acha melhor para nós, nem de nenhum desígnio colectivo imposto pela clique “eleita”.

Maio 5, 2008

Ganham sempre

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Helder @ 11:53 pm

WHATEVER THE QUESTION, CAP IS ALWAYS THE ANSWER: - Johan Norberg

Say what you like about the French and their agricultural protectionism, but they are consistent. In 2003, the French agricultural minister Herve Gaymard defended the CAP by saying that poor countries should not concentrate on large-scale farming and export markets:

“…food cannot be left to the mercy of market forces”

Today we have a food crisis because poor countries have not been able to develop large-scale farming and export markets, partly because of the CAP. But obviously, the French agricultural minister Michel Barnier explains that the probem is too much markets and too little protectionism.

“What we are now witnessing in the world is the consequence of too much free-market liberalism”

Prós & Prós

Arquivado como: Comentário, Economia, Internacional, Política — Helder @ 11:43 pm

Pelo que vou percebendo o diagnóstico está feito e o caminho traçado: a culpa pela “crise alimentar mundial” é do capitalismo, do mercado e dos especuladores. O Gen Loureiro dos Santos “viaja” um bocadinho mais mas no fim vai dar no mesmo. Deve ser da qualidade do ácido.
A haver uma tragédia assim (mais uma vez) se branqueiam as decisões dos responsáveis pelo socialismo da PAC, os subsídios aos produtores americanos e aos biocombustíveis, as restrições à exportação, a emissão desenfreada de dólares, etc, etc . Enfim, mais do mesmo.

Maio 3, 2008

Pois…

Arquivado como: Economia, Política, Portugal — Helder @ 4:58 pm

Coisas que só existem em Portugal Henrique Raposo no blog da Atlântico

Pessoas acharem que um contrato de 3 anos é emprego “precário”.

Pessoas acharem que a autonomia - em relação ao sindicato - de uma comissão de trabalhadores de uma dada fábrica é um atentado aos “direitos adquiridos”.

Maio 2, 2008

As if they were intellectuals sitting around a seminar table

Arquivado como: Economia, Livros, Política — Helder @ 5:23 pm

Much discussion of the decisions of businessmen in general by intellectuals proceeds as if employers, landlords, and others operating under the systemic pressures of the marketplace are free to make arbitrary and capricious decisions based on prejudice and misinformation - as if they were intellectuals sitting around a seminar table - and pay no price for being mistaken.

Thomas Sowell - The Vision of the Anointed: Self Congratulation as a Basis for Social Policy, Cap VII, pp 188.

Portugal Séc XIX

Arquivado como: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 12:49 am

Li com atenção a entrevista do Ministro do Trabalho ao jornal Público de hoje. Infelizmente, por distracção pus o jornal no lixo e o que aqui vai é de memória. Ficaram-me duas ou três notas.
Uma pessoa que conheço, economista, trabalhou alguns anos numa empresa do PSI20. Há algum tempo aceitou uma proposta melhor e mudou para outra. Dois dias depois de lá estar recebeu outra proposta irrecusável, de uma terceira, e mudou de novo.
O Ministro diz que na questão do emprego a parte mais fraca é o trabalhador. Que não é uma questão ideológica, é um facto que o empregador é a parte mais forte no contrato. Ora bem sendo que é verdade na maior parte (?) dos casos, também o é que um trabalhador hoje não é o operário do Séc XIX. No tipo de economia que existe ou em que nos estamos a transformar (baseada em serviços ou indústria de que incorpora alta tecnologia), a maior parte dos postos de trabalho que se criam ajudam a fortalecer o poder negocial dos trabalhadores. E nos casos em que a especialização não é complicada (comércio, restauração, etc) é a concorrência e a necessidade de não perder tempo que leva os empregadores a querer evitar a rotação excessiva de pessoal (com efeitos nos contratos a prazo) e a manter os melhores elementos que vão aparecendo*.
As prateleiras das livrarias estão cheias de livros sobre o capital humano, sobre a importância das pessoas nas organizações, sobre case studies como a Gore, a Google, a Microsoft, a Martifer, etc. Não faria mal ao Ministro deixar de imaginar fresas, limadores e charruas e passar a pensar em capital humano.
Infelizmente ainda há quem, como o secretário geral da UGT elogie o trabalhador português porque ele “aprende fazendo”. Sei o que isso é porque aprendi a gerir gerindo e sei que é a receita para o desastre. No caso dos “trabalhadores” é precisamente isso que pode condená-los: aprender a fazer fazendo significa que não se sabe fazer mais nada a não ser o que sempre se fez.

O Ministro disse ainda qualquer coisa como “o contrato a prazo pode ser uma boa opção a curto prazo mas não creio que o seja a longo prazo”, “ as empresas não podem…” isto ou aquilo e devem “aqueloutro”, etc.
A questão é só esta e é, sim senhor, ideológica: este Ministro e quase todos os outros julgam que sabem mais sobre como são e como devem ser geridas as empresas. O que é engraçado é que nunca criam uma. Não pagam um salário, não investem numa máquina, não avalizam um empréstimo, não põem nada no fio da navalha. Nada. Nem o nome. Usam o “pull” da vida política para se elevarem a cargos empresariais. Ayn Rand chamava-lhes pull-peddlers.
Acerca dos contratos a termo dizia que no curto prazo podem ter resultados na cotação das empresas na bolsa, mas a longo prazo não acrescentam riqueza, etc, etc. Uma coisa que gostaria que me explicassem é onde ficam as PMEs que são 400 mil e são responsáveis por 50% do emprego. Também têm valorização das acções cotadas? Ou é o Ministro que se limita a ser imbecil quando fala de leis que têm que ser cumpridas por todos como se só se aplicassem a alguns?
Quando na entrevista o Ministro deu a Suécia como exemplo, o entrevistador perguntou-lhe se queria “…importar empregadores da Suécia?” Porquê empregadores? Porque não trabalhadores? Porque não um povo inteiro? E entrevistadores já agora. Pelos vistos o problema em Portugal são os empregadores. Têm uma solução simples: desfaçam-se deles. Fechem-lhes as empresas, acabem-lhes com a raça. Com certeza tanto os trabalhadores como o Ministro como o entrevistador ficariam bem melhor. Sem trabalho, mas satisfeitinhos.
Para acabar, há uma coisa que nos entrava o progresso e a criação de riqueza e que, enquanto a geração no poder não bater as botas, não se resolve: não existe um antagonismo empregador/trabalhador. Esse antagonismo só aproveita aos órfão do marxismo que necessitam da pobreza, da luta de classes e do misticismo da teleologia historicista para manter o controlo sobre o resto da sociedade. Empregador e trabalhador são a fonte da criação de riqueza e um não existe sem o outro, por isso, toda esta treta dos códigos do trabalho neo-liberais e idiotices afins só servem para empatar. A liberdade contratual é o único Código do Trabalho justo.

Emprego já!

Arquivado como: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 12:17 am

Acabo de ouvir uma rapariga chateadíssima na manifestação de hoje em Lisboa porque é licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais e ainda não encontrou emprego nessa área. Acho mal. Alguém devia ser obrigado a dar-lhe um emprego já ou, se não houver ninguém disponível, outro devia ser obrigado a criar uma empresa que, de alguma maneira, precisasse de uma rapariga licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, loira, com óculos escuros, lenço vermelho, camisa azul, idade, altura e peso indefinido. Contrato sem termo, claro. E bem pago.

Maio 1, 2008

Os livros das férias

Arquivado como: Livros — Helder @ 12:37 am

Abril 29, 2008

Cogumelos ou ácido?

Arquivado como: Política, Portugal — Helder @ 11:48 pm

O Pedro Santana Lopes é um líder da direita conservadora - José Miguel Júdice agora mesmo.

Nuno Rogeiro na SicN

Arquivado como: Comentário, Economia, Internacional, Política — Helder @ 10:20 pm

Já disse tanto disparate que me recuso a…olha outro! Só espero que vossas exas o tenham ouvido. Ouviram? É ao contrário. Começou com o Soylent Green (google it) e já vai no colapso de Estados.

Só uma nota: as cambalhotas para atribuir ao capitalismo a responsabilidade pela “crise” alimentar seriam cómicas, não fossem trágicas.

Adenda: sobre o Soylent Green o Rogeiro disse que não dizia de que é que era feito o dito para não estragar, a surpresa, o filme, o costume. Soylent Green é um excelente filme dos anos setenta. Uma distopia Malthusiana ou Ehrlichiana (esse vulto bi-neurónico) e o alimento (SG) é feito a partir dos cadáveres humanos. Segundo o Rogeiro (eu é mais bolos) vamos por aí.

Celebração

Arquivado como: Videos — Helder @ 9:56 pm

Foi ontem à noite no Santiago Alquimista. How should I put it? Olha…quem esteve, esteve, quem não esteve, estivesse. Só me ocorre Celebration of the Lizzard, não sei bem porquê.

Senhoras e senhores, YEAR…LONG…DISASTER! Este foi o tema antes do encore com It Ain’t Luck.

Abril 27, 2008

Ah pois

Arquivado como: Economia, Internacional, Política, Portugal — Helder @ 11:57 pm

O Presidente parece preocupado com o alheamento e a ignorância dos jovens no que respeita ao 25 de Abril e à política. Olha que preocupação. Se o Presidente tivesse tempo preocupava-se com outra ignorância, por exemplo esta que encontrei num comentário a um artigo de um jornal sobre os problemas dos preços da alimentação.

The problem isn’t the food it’s the people - do something about the population first.

Perguntem aos putos o que é a eugenia, se ouviram falar de Malthus, de “The Population Bomb” e o que foi que o Paul Ehrlich e outros propuseram para resolver o problema do “excesso” de população (continuam respeitáveis, no entanto). Se sabem quem foi Julian Simon e qual é o saldo histórico nas discussões entre catastrofistas e optimistas. Há muitas ideias perigosas por aí e se há coisa que os putos pensam é que o Salazar era um filho da puta. Por aí não têm que se preocupar. O pior são os Louçãs e engenheiros aparentados.

Abril 26, 2008

Importante

Arquivado como: Política, Portugal, Teoria — Helder @ 8:55 pm

Não me lembro de ler em tão poucas páginas toda uma doutrina e um projecto político coerente, determinado e reflectido. Um documento importante, penso eu de que. Lê-se de um fôlego. E há trechos surpreendentes.

Como se levanta um Estado - Oliveira Salazar, Ed Atomic Books

Já referido neste post n’O Insurgente.

Pero que las hay, las hay

Arquivado como: Desporto — Helder @ 8:35 pm

Jorge Ribeiro - falhou o penalty contra o Benfica. Já assinou contrato;

Ruben Amorim - uma semana antes de o Belenenses ir jogar à Curraleira assina pelo clube dos galináceos.

He, he. Lindo.

Adenda: quem vai mudar do Estrela da Amadora para o SLB na próxima época? O Maurício? O Faquirá? Até quarta-feira saber-se-á. He, he.

I do know…

Arquivado como: Diversos, Videos — Helder @ 12:45 am

….you’re no good. Gosto da Amy Winehouse. Ouvi agora na TV que ontem à noite deu uma cabeçada num gajo e um soco noutro! Ha! Um soco ainda vá, agora, uma tolada é obra. Grande Amy!

As lecas

Arquivado como: Ambiente, Comentário, Economia, Portugal — Helder @ 12:24 am

Esta gente da Quercus não sobrevivia um ano no mundo das empresas. Infelizmente a prática que demonstram vem da teoria que lhes é ensinada como verdade. Marx anda “por aí”. Ora senão vejam: o angariador de fundos recebia 10% de comissão porque os valores eram baixos. Se os projectos envolvem valores maiores, aqui d’El Rei que 10% já é demais. Olha que caralho. Vai daí há que estabelecer um salário porque senão o angariador ganha demasiado. O problema é que nem lhes passa pela cabeça que as pessoas reagem a incentivos, logo, o angariador não vai fazer o esforço necessário para angariar fundos em que que os 10% prévios sejam superiores ao salário que lhe passa a ser pago, pelo contrário, para ele só faz sentido angariar fundos num valor inferior. Fosse a Quercus uma empresa e definharia, devagar, lentamente até desaparecer. O ambiente, está entregue a isto.

Dizem eles:

“No âmbito do novo contrato, podemos dizer que para que este recurso humano signifique um custo mais elevado para a Quercus do que o recurso humano mais bem pago na associação terá de ser responsável por estabelecer parcerias para projectos que ultrapassassem os 525.000 euros por ano”.

Considera-se que um angariador de recursos, pago à comissão, é um custo. E é gente desta que normalmente se indigna com os recibos verdes. Ó otários: ele é que arranja a guita para que a Quercus se divirta. Vocês têm um projecto, ele arranja quem o financie e faz-se pagar por isso e através disso. Não é custo nenhum.

Olha que novidade do c….!

Arquivado como: Comentário, Política, Portugal — Helder @ 12:20 am

O Presidente da República estranhou que os jovens entre os 17 e os 29 anos saibam tão pouco e estejam tão alheados da política.
Em relação a elas não sei como é que as coisas se passam, o que querem (ninguém sabe) ou porque é que pensam mais nisto e menos naquilo. Já quanto a nós, entre os 17 e os 29 anos quem, alguma vez, se preocupou com a política? Uma minoria. Para ajudar nunca as coisas foram tão fáceis. Com a testosterona no máximo, com tanta gaja tão disponível (não há memória de coisa igual, são umas ardidas), quatro ou cinco jogos de futebol na TV por semana e os pais (os que podem) pagam o que for preciso. Os que precisam têm mais que fazer, têm que trabalhar para poder comer. Onde entra a política como prioridade? Em lado nenhum, há mais que fazer.

Abril 25, 2008

Estava em todo o lado

Arquivado como: Diversos, Videos — Helder @ 11:07 pm

Abril 24, 2008

Diz o Rodrigo aka RAF

Arquivado como: Diversos — Helder @ 9:46 am

1984”, algures no século 21… - RAF no 31 da Armada

Na televisão, um acólito prega ao povo a necessidade de mais regulação, e de controlar o grande capital. Novas leis que sejam capazes de pôr na linha este capitalismo insuficientemente fiscalizado. O Sarbanes-Oxley Act, o Patriot Act, as QI Regulations, as NIC’s, Basileia II e todas as regras em vigor desde a última crise são insuficientes, o actual estado de coisas prova que é preciso ir mais além.

Meneses Obama

Arquivado como: Comentário, Internacional, Política — Helder @ 12:07 am

Em todo o lado há Obamas. Com a excepção do Santana Lopes que quer ser o Berlusconi, todos querem ser o Obama. É Obama p’raqui Obama p’rali. Toma lá um Obama, dá cá um Obama. Pois bem, o verdadeiro Obama lusitano é o Meneses. melhor: o Obama é que é o Meneses americano. Perdão, norte-americano. Como? Perguntais. Assim:
Há meses atrás o Obama era o candidato que iria unir a América, representava o fim do “problema racial”, era, enfim o pós-candidato para a pós-américa. O que se tem verificado nas últimas semanas é o contrário. No que respeita à raça, nada o separa dos líderes negros da estirpe de Jesse jackson e do Al Sharpton a não ser a dissimulação (e o facto de não ser negro). A vitimização e o ressentimento estão lá.
Apesar das hossanas ao discurso a seguir aos disparates do Rev Wright, não clarificou, não uniu. Chamar racista à avó, piorou a coisa. O despedimento de uma apoiante na campanha que chamou a atenção a uns miúdos que trepavam a uma árvore (disse-lhes para não se comportarem como macacos) que, azar dos azares, eram da cor certa só piora. A conversa sobre os bitter, gun freaks, religion lunatic blue collar whites também não ajudou. O debate na ABC, onde pela primeira vez o espremeram um bocadinho é mais uma. Em suma, à medida que o tempo passa, Obama vai-se revelando uma mistura de LFM-Ribau-Gomes da Silva-PSL saído dos quadros dos Black Panthers, com melhor voz, reconheço. Quando for despedido na convenção democrata ou, o mais tardar, nas eleições de 2009 sabemos o resultado: foram eles, os malandros que lhe fizeram a cama. À Meneses.

Abril 23, 2008

Seja feita a vossa vontade

Arquivado como: Internacional, Política — Helder @ 10:44 pm
I will (…) finish the war in Iraq in sixty days.

- Hillary Clinton, April 23rd, 2008

I’m a qualified brain surgeon! I only do this job because I like being my own boss!*

Arquivado como: Internacional, Política — Helder @ 8:52 pm

Do MEPs ever stop and think before they vote?

There was a delicious moment in the European Parliament today. MEPs were voting to approve the budget, despite the fact that, for the 13th year in a row, the Court of Auditors had refused to endorse it, and despite the fact that the Budget Commissioner was boasting that “over 40 per cent” of the Commission’s spending could now be accounted for.

Do MEPs ever stop and think before they vote? (mais…)

Contratos a prazo

Arquivado como: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 4:13 pm

As contribuições sociais nos contratos a prazo vão aumentar de 34,75% para 37,75% (um aumento de quase 10%). Resultado das corridas: a empresas vão continuar a contratar a prazo e a cortar a diferença nos salários líquidos. Sem espinhas. Aumentem as contribuições para 80% ou 90% ou 300%. Para quê tanta parcimónia?

Soma nula IV

Arquivado como: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 3:58 pm

Há de facto contratos de trabalho disfarçados de recibos verdes mas, nesses, a história dos 5% de contribuições não vão resolver nada. A curto prazo há-de parecer que resolve nos casos em que não houver dispensa dos trabalhadores mas, rapidamente os 5% (ou 10% ou 15% ou 80%) serão descontados nos pagamentos a efectuar a esses no futuro e nos recibos dos novos trabalhadores. A solução para todos estes assuntos é simples: Zimbabwe. Ou Coreia do Norte.

Ao cuidado dos socialistas

Arquivado como: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 3:28 pm

Se a proposta para o novo Código do Trabalho é assim tão boa, porque se perderam cinco anos?

Abril 22, 2008

Soma nula II

Arquivado como: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 7:26 pm

O que é que isto:
Razia nas PME e no emprego com dívida a crescer

tem que ver com o post abaixo?

Tem tudo a ver. Com a ideia parva que é preciso dividir os custos da protecção social entre trabalhadores e empresas (como se esse custo não estivesse incluído/deduzido no que o trabalhador recebe), o efeito provável da medida prevista é por um lado o aumento de desemprego, por outro acelerar a morte de PME’s e o aumento de produtividade/trabalhador nas empresas maiores. Uma empresa que tenha cem trabalhadores a recibos verdes consegue, num prazo relativamente curto passar a produzir o mesmo com noventa, despedindo dez e amortizando o impacto da tal taxa social ou, pelo menos, parte. Uma empresa que tenha dois ou três trabalhadores a recibos verdes não consegue absorver coisa nenhuma: paga e pronto. No contexto crítico, bem pior do que mostram as estatísticas, em que as PMEs estão, é só mais um prego no caixão de muitas.

Prós & Contras

Arquivado como: Comentário, Economia, Política, Portugal — Helder @ 12:21 am

Pedro Passos Coelho vai por um caminho perigoso, o de ganhar o meu voto e o de mais meia dúzia de gajos. Pedro pá: não há gente para votar nisso. O pessoal quer é saber que o estado toma conta deles, por isso, arranja duas ou três ideias que sustentem a chulice. Por outro lado é de admitir que Portugal seja um país de frouxos masoquistas. Pelos vistos há cerca de trezentas mil PME’s. Trezentas mil. Como é que é possível que um país em que isto existe seja tão socialista. O Grande Capital é obviamente e como sempre socialista. Mas nós, os outros? Como?

Adenda: o Pedro Passos Coelho insiste demasiado na CGD. Há coisas mais importantes, a segurança social e a educação por exemplo.

Prós & Prós II

Arquivado como: Comentário, Política, Portugal — Helder @ 12:04 am

Fátima Campos Ferreira faz a confusão do costume. PPC diz que quer diminuir o peso do Estado e que quer um Estado forte e a senhora fica sem perceber: “Espere aí, espere aí! Afinal você quer um estado forte ou…?”. Como para FCF e para a generalidade da rapaziada um Estado forte é um paquiderme paralisado pelo próprio peso, a ideia do PPC é incompreensível. Força é tamanho e eu é que sou misógino. E é a isto que estamos condenados. O homem não vai longe.

Abril 21, 2008

Prós & Prós

Arquivado como: Comentário, Política, Portugal — Helder @ 11:11 pm

O painel é esquisitíssimo. Dois candidatos de um lado, dois sei lá o quê de outro. Debatem o PSD e Portugal ou a insustentável leveza de Meneses?
Os dois sei lá o quê podiam, ao menos, discutir, propor doutrina.

The leopard that can’t change its spots

Arquivado como: Comentário, Política, Portugal — Helder @ 11:00 pm

Zita “Centralismo Democrático” Seabra. Quer dizer: o presidente eleito tem o apoio das “bases” e as “bases” têm que ser respeitadas. E coitadinho do crocodilo que os malvados dos jornalistas não o deixaram festejar um aniversário. Estes dois (Zita Seabra e Ângelo Correia) são boa companhia para o ministro A.S.S. do “jornalismo de sarjeta”

E insistem. E os filhos e o c*****o. Fossem dar sangue.

Ao cuidado

Arquivado como: Teoria — Helder @ 7:25 pm

Leitura aconselhada ao PM José “é a lei que dá a liberdade” Sócrates

Experience shows that legality often prevails over justice when the insistence upon rights makes them appear as the exclusive result of legislative enactments or normative decisions taken by the various agencies of those in power. When presented purely in terms of legality, rights risk becoming weak propositions divorced from the ethical and rational dimension which is their foundation and their goal.”

~ Joseph Ratzinger, Benedict XVI ~

Abril 20, 2008

Até pode ser

Arquivado como: Desporto, Portugal — Helder @ 9:49 pm

Os lampiões até podem empatar a coisa, ganhar inclusive, mas que não jogam nada, mas mesmo nada, isso não jogam. Pelo menos metade das equipas que jogaram no Dragão este ano deram mais luta. Coitados.

Coisas simples

Arquivado como: Economia, Política — Helder @ 9:09 pm

The Goal Is Consumption por Don Boudreaux

Producers exist to satisfy consumers; production is the means and consumption is the end.  Protectionism is a policy built on the premise that consumers exist to satisfy producers.

Mas pronto, até parece que Adam Smith não disse o mesmo há mais de duzentos anos. Nós é que não há maneira de aprendermos.

Abril 18, 2008

Página 94

Arquivado como: Internacional, Política, Portugal — Helder @ 7:41 pm

A propósito da demissão do LFM, o José Silva no Norteamos indigna-se e revolta-se contra o monstro do neo-liberalismo e socorre-se do Professor José Manuel Moreira e do que este terá detectado no repugnante sistema instalado. Pois.

Na página 94 do livro de História da cria cá de casa (8º ano) explica-se como nasceu um novíssimo sistema económico no Séc XVII e XVIII. Chamam-lhe “capitalismo comercial”(sic). O parto deveu-se ao aparecimento das companhias de comércio que recebiam privilégios do Estado e monopólios, eram protegidas pelas tarifas alfandegárias, etc.
Rapaziada de uma forma geral e José Silva em particular: o que eles chamam o nome horrível é na verdade o mer-can-ti-lis-mo. E foi isso a que se referiu o professor José Manuel Moreira. Não foi a neo nem paleo nem proto nem ultra-liberalismo, foi a neo-mercantilismo. E, de facto, o conluio mercantilista entre o Estado e os negócios que tanto irritaram Adam Smith estão aí de novo.

José Manuel Moreira:

Que tal se, em vez de incentivar tanta indignação, dedicássemos mais esforço a descortinar a moral que sustenta o neo-mercantilismo e a compreender o papel das medidas intervencionistas e da sobre-regulação nas decisões e critérios de escolha de determinados homens certos para os lugares certos? O prémio seria descobrir as verdadeiras motivações para tanto nó e tanto caso de amor correspondido.

Adenda: há pouco na SicN falava Paula Teixeira da Cruz que, um dia num frente a frente, disse favorecer uma espécie de neo-proteccionismo comercial. Back to Adam Smith’s XVIII Century. Depois digam que é o neo-liberalismo.

Adenda II: Não é grave, Mário Soares faz a mesma confusão e safa-se.

Arriba Ribau!

Arquivado como: Política, Portugal — Helder @ 7:09 pm

Ribau: uma doutrina, um programa, uma ideia

“É preciso um equilíbrio (…) para não gastarmos tempo de mais, porque o partido está numa situação em que tem de arrumar [a situação] bem e o mais depressa possível. Não podemos deixar que se arraste o tempo. Em Junho queremos estar todos a apoiar solidariamente a selecção nacional de futebol”, no Campeonato da Europa.

Smells like gun oil

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Helder @ 2:06 pm

Across Globe, Empty Bellies Bring Rising Anger no New York Times

Não faltará quem acuse o mercado, a especulação e o capitalismo pela desgraça e pela fome que aí anda. Claro que não. Já os subsídios aos bio-combustíveis, as tarifas alfandegárias, a PAC e similares norte-americano, japonês e outros, o condicionamento à exploração agrícola em zonas protegidas, as proibições e tarifas à exportação, a “criminalização” ecofascista dos transgénicos, etc, etc, isso não. As acções deliberadas e optimizadas para reduzir à fome e à miséria milhões de pessoas, por parte de governos, ecofascistas e organizações avulsas ficarão, com certeza impunes e lavadinhas. Cambada de f…, não vale a pena.

Adenda: Behind the Food-Price Riots por Vince Reinhart

With a dramatic rise in the prices of foodstuffs, riots have flared up in dozens of hotspots around the world. Panicky politicians are responding with precisely the wrong policies, including production subsidies and trade controls. (mais…)

Abril 17, 2008

Resposta

Arquivado como: Comentário, Economia, Política — Helder @ 8:11 pm

Ginásios notificados para justificar manutenção de preços

A Direcção-Geral do Consumidor (DGC) enviou notificações neste sentido a três cadeias de ginásios, segundo noticia a rádio TSF, que se arriscam a enfrentar eventuais processos nos tribunais se as suas explicações não forem aceites e não baixarem os preços. 

Aqui vai a resposta tipo:

Ginásio “Entre os Glúteos”
Rua do Buraco do Meio, nº 0
1111-111 Fim do Mundo em Cuecas

V. Ref Not 000PQP* N/ Ref VPC*

Exmo Sr Secretário de Estado dos Preços dos Ginásios

Laurentino

Caro Laurentino pá,

não baixámos os preços porque não nos apeteceu.

Vai dar sangue

Ginásio Entre os Glúteos

P’la Gerência

(ass ilegível)

Abril 16, 2008

O meu pai tinha razão II

Arquivado como: Comentário, Internacional, Política, Portugal — Helder @ 10:03 pm

Caro Filipe, fui ler o Ferreira Fernandes e que diz ele? Que a carta do Rosa Coutinho apareceu num jornal sul-africano em 75 e:

Pois é, o documento é falso. Basta lê-lo.

Eu li-a e sei porque é falsa: porque sim.

E que sei eu? O seguinte: é verdade que a dada altura e por ordem do palhaço, a PSP foi substituída por patrulhas conjuntas dos três movimentos. Só estando lá se pode saber o que isso significou e as consequências que teve, nomeadamente em Luanda. Na minha família houve quem o sentisse na pele;
É verdade que o verme favoreceu o MPLA tanto quanto pôde e a desgraça que se seguiu tem a mão dele e do PCP;
É verdade que na casa onde eu morava com os meus pais e irmãos, numa quase aldeia perto da Gabela, 400 km a sul de Luanda, entraram três soldados (um do MPLA, outro da FNLA e outro da UNITA) fortemente armados (incluindo um RPG, desse lembro-me que me assustou) cujo papel era desarmar os brancos. Para quê e por ordem de quem? Do filho da puta. Não levaram duas caçadeiras do meu pai que estavam no armário do meu quarto, porque, por sorte, foi o soldado da UNITA que lá entrou e eu tinha um poster com a bandeira desse movimento por ali. Tanto quanto me lembro, no caso e na zona as coisas correram bem, não houve problemas, noutros sítios não foi assim. Há quem possa testemunhar e talvez o Ferreira Fernandes possa fazê-lo.
De comunistas arrependidos, meu caro, quero distância. Alguns até dão em neo-cons e outros em social-democratas, vê lá.

As caçadeiras acabaram por ficar onde estava guardadas.

Lindo!

Arquivado como: Desporto, Portugal — Helder @ 9:18 pm

He, he…visto daqui dá gosto, 4-3. Não há quem valha à lampionagem. He, he.

Lagartagem e lampiões

Arquivado como: Desporto, Portugal — Helder @ 9:15 pm

Tá bonito, tá. Eu queria os lampiões na final mas vá…olha a lampionagem empatou. He, he. Não jogam nada, nadinha, não valem um caracol e ainda acabam a ganhar isto. O Nuno Gomes até já marcou!!!
Vá lá, os lagartos merecem ganhar a coisa. Força lagartagem!

Abril 15, 2008

Paradoxo VI

Arquivado como: Economia — Helder @ 10:36 pm

Water is more useful than diamonds, yet is a lot cheaper.

Paradoxo V ou…

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Helder @ 9:42 pm

…religion meets Milton Friedman

Financial Compensation for Organ Donors is Working

Only one country in the world has eliminated the shortage of transplant kidneys.  Only one country in the world has legalized financial payments to kidney donors.  That country is Iran.

Paradoxo IV

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Helder @ 9:20 pm

China rages over attack on disabled torch bearer

A wheelchair-bound Chinese torch bearer has rocketed to national fame after fending off protesters in Paris, becoming a symbol of China’s defiance of global demonstrations backing Tibet.
(…)
“We should give him some moral education,”(ao atacante) she said, adding that there was no need to stop buying French goods.
“We can handle it more rationally, most French people are very friendly,” she said.

Grande Ditador Vitalício

Arquivado como: Diversos — Helder @ 9:05 pm

Só para avisar que, como se pode ver pela quantidade de posts abaixo, tomei conta da tasca. Expulsei os outros gajos todos e, agora, quem manda nisto sou eu. Ha!

Paradoxo III

Arquivado como: Comentário, Economia, Internacional, Política — Helder @ 8:56 pm

A verdade é que no que respeita ao comércio livre, quer seja local quer seja internacional, não existe paradoxo nenhum: os agregados pobres são a favor, os agregados ricos contra. E as razões são também transparentes, os primeiros sabem que só o comércio livre os pode libertar da pobreza (ainda não inventaram método melhor) e os ricos sabem que só o proteccionismo mercantilista (uma variante antiga do socialismo) lhes pode manter os privilégios e as mordomias.

Já agora alguém que me resolva outro paradoxo: cada vez há mais pobres e esfomeados mas a procura ajuda a disparar o preço dos alimentos. A população duplicou de repente ou é só mais uma das contradições idiotas dos alter-globalizadores?

Exactamente

Arquivado como: Política, Portugal, Religião — Helder @ 6:54 pm

A questão religiosa por Rui Alburquerque no Portugal Contemporâneo. Aproveito para dizer que assino por baixo.

os liberais, em obediência aos seus princípios fundamentais de reconhecimento das instituições naturais da sociedade civil e a carga de tradição (que os liberais respeitam como selecção natural de procedimentos espontaneamente seleccionados pelos indivíduos) que a Igreja Católica tem e de que é depositária na sociedade portuguesa, não podem senão privilegiar a posição da Igreja Católica, e defender que os poderes públicos a devem tratar em consonância com o seu peso específico na sociedade portuguesa. Isto, repito, independentemente das convicções íntimas e confessionais, agnósticas ou ateias que cada qual tenha.

Paradoxo II

Arquivado como: Comentário, Economia, Internacional, Política — Helder @ 6:21 pm

Mientras e apesar das barreiras à exportação que estão a ser criadas em alguns países, outros (e em alguns casos os mesmos) aceleram a liberalização do comércio e a queda das barreiras alfandegárias. Ele é líbios a plantar trigo na Ucrânia e ucranianos no gás líbio, neo zelandeses e chineses a comerciar alegremente, australianos e indianos, brasileiros e egípcios, ugandeses e indianos, etc, etc. Há uma coisa em comum: com a excepção da Nova Zelândia e da Austrália nenhum dos outros é rico. O liberalismo e a globalização estão bem e recomendam-se, mudaram foi de hemisfério

Paradoxo I

Arquivado como: Comentário, Economia, Internacional, Política — Helder @ 4:40 pm

“When goods don’t cross borders, armies will” (Frederic Bastiat)

Na recruta no exército um dos exercícios no manuseamento de armas era a desmontagem, limpeza e montagem da G-3. No fim da instrução, a maior parte de nós era capaz de a montar em menos de um minuto e de olhos vendados. Estas coisas vão-se esquecendo mas nos últimos tempos, parece-me sentir o cheiro do óleo e o barulho das peças a bater umas nas outras. Um exagero, dirão quase todos. Veremos.
No WSJ

If nothing else, Speaker Nancy Pelosi’s ploy last week to change House rules in order to kill the Colombia Free Trade Agreement is exposing how extreme her protectionism is.

Há uma onda proteccionista que, curiosamente ou nem por isso, está centrada nos países ricos. Pelo menos confirma uma coisa: o proteccionismo é a defesa dos ricos contra os pobres. Veja-se por exemplo o que está em causa no acordo de comércio livre entre os EUA e a Colômbia. Lido o que lá está fica-se com a sensação que quem devia estar contra seriam os colombianos mas não, são, como sempre, os ricos e particularmente os esquerdistas amigos da Humanidade que, como diz o Henrique Raposo, nunca me pagou um copo. Os pobres e a liberdade que vão morrer longe.

A canalha

Arquivado como: Diversos — Helder @ 8:51 am

o nome “Ribau” faz-me lembrar o efeito de Doppler. Não tarda nada desaparece.

Abril 13, 2008

O meu pai tinha razão

Arquivado como: Política, Portugal — Helder @ 10:54 pm

Trinta e quatro anos depois confirmo que o ódio de estimação do meu pai tinha razão de ser. Para ele, o Almirante Rosa Coutinho valia pouco menos que um verme. Ainda não li Holocausto em Angola mas se lá está o que diz António Barreto, o verme não devia morrer descansado.

O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac-simile, uma carta do Alto-Comissário (mais…)

No Ronald Reagan

Arquivado como: Internacional, Política — Helder @ 5:51 pm

Mr. Obama, You’re No Ronald Reagan por John Podhoretz

Leaders of movements diagnose social ills. Candidacies for public office are extended job interviews, and Rule Number One of a job interview is Don’t Offend the Boss.

Via Instapundit

Socialistas

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Helder @ 1:29 pm

Silvio Berlusconi

“To put it in a nutshell, my view can be summarised in two points: ‘Market if possible, state if necessary’ and ‘rule-based trade versus unregulated free-trade’,” he told the Financial Times.

Estão bem uns para os outros, sujeitá-los ao Fustuarium talvez não seja de excluir.

Abril 11, 2008

Uma boa ideia

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Helder @ 2:24 pm

The Tax Me More Act

We recently suggested that if Bill and Hillary Clinton are eager to pay more taxes, they should write a personal check to the U.S. Treasury to compensate for the lower tax rates they so frequently decry. And lo, here comes legislation to make it easier for the former first lady and other pseudo-populists to do just that.

California Republican John Campbell yesterday introduced in the House his “Put Your Money Where Your Mouth Is Act,” which would amend the tax code to allow individuals to make voluntary donations to the federal government above their normal tax liability. The bill would place a new line on IRS tax forms to make this easy. (mais…)

Abril 10, 2008

Obama

Arquivado como: Diversos — Helder @ 7:54 pm

O Obama entregou a avó para defender um racista. Um filho da puta de um ingrato, é o que é.

Abril 9, 2008

Desregulação e a sub-prima

Arquivado como: Economia, Internacional — Helder @ 10:50 pm

Foreign Affairs

The most striking fact about the ongoing financial mayhem is that it is concentrated not in lightly regulated hedge funds but in more heavily regulated commercial and investment banks. It is banks that created subprime mortgage securities. It is banks that mispriced them. And it is banks that filled their own coffers with this toxic paper, losing hundreds of billions of dollars. A somewhat breathless March 31 Financial Times article proclaimed the closing of the worst month for hedge funds since the collapse of the infamous Long Term Capital Management in 1998. But the average fund tracked by the Chicago-based firm Hedge Fund Research declined by a mere 2.4 percent in March, bringing the cumulative fall for the first quarter of 2008 to 2.7 percent. By contrast, the bank-heavy financial services component of the S&P 500 fell 12.3 percent in the first quarter.

Hedge funds, for the most part, have weathered the storm remarkably well. Their occasional failures have stemmed mainly from errors that were not of their own making. Because banks have mismanaged themselves so thoroughly, they have had to mobilize capital by calling in loans to hedge funds, forcing the funds to sell off positions precipitously. Forced sales have driven down the value of the hedge funds’ remaining holdings, undermining their creditworthiness and triggering a further calling in of loans, further forced sales, and further losses. This vicious circle has caused a few funds to go bust. But the trigger was not reckless behavior in unregulated hedge land. It was subprime losses in the regulated banking system.

Por aqui não se passa sem que sofra o calor do fogo.*

Arquivado como: Política, Portugal — Helder @ 10:25 pm

Fernando Cruz Gabriel num comentário no Cachimbo de Magritte.

“cerca de 35% de eleitores portugueses que votam sempre PSD ou CDS”. Muitos deles são, em rigor, socialistas. Dos restantes, na sua grande maioria creio que vêem qualquer projecto baseado nas ideias defendidas na Atlântico como algo estranho ao corpo político nacional (o que é verdade) e intrinsecamente indesejável ( o que não é necessariamente verdade). Nem vale a pena falar de liberalismos: o conservadorismo português nada tem em comum com os conservadorismos anglo-saxónicos. Ocasionalmente é ultra-montano (nisto aproxima-se do conservadorismo francês); frequentemente é corporativo e proteccionista (e nisto é semelhante ao germânico). Nada é imutável, mas não creio que o ethos cultural português permita encarar esses 35% de votantes como uma potencial base eleitoral.

*Dante - A Divina Comédia

19

Arquivado como: Diversos — Helder @ 8:40 pm

Fácil, fácil. Muito mais fácil do que pensava. E já lá vão trinta e oito maços de tabaco a menos. 130 aéreos, um jantar decente para dois, um Quinta do Crasto tinto, depósito e meio de gasóleo, meia dúzia de livros na Amazon, um par de jeans jeitoso, um fato de surf novo (aos preços que eu arranjo), dois bilhetes de avião para Barcelona… Que se lixe o tabaco, portanto.

Abril 8, 2008

Desregulação e liberalismo puro e duro

Arquivado como: Diversos — Helder @ 10:05 pm

Don Boudreaux

…despite what some pundits mysteriously assert, America during the past twenty-five to thirty-five years has emphatically not been a laissez-faire society. Not even close. So why do so many persons on the political left see in the economic data of the past three decades a compelling case for even greater government control over our lives and pocketbooks? And why don’t more of these same persons on the left respond to those of us who advocate less government by pointing to the evidence of continued and widespread growth in prosperity by saying proudly “See! We’re right and you’re wrong: government intervention does work well!”

Land of the free, home of the regulated

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Helder @ 2:53 pm

O Zappa dizia que o elemento constituinte do Universo é a estupidez, que é mais abundante que o hidrogénio.

Ao ler o que se tem escrito sobre a necessidade de mais regulação dos mercados que, nas palavras de um director-adjunto d’O Público têm vivido numa lógica de total desregulação e de liberalismo puro e duro (sic), confirma-se a sabedoria do autor de “Keep it greasy.”

Abril 6, 2008

Gorisms

Arquivado como: Ambiente — Helder @ 1:59 pm

Estou aqui a ver o Middlesbrough vs Manchester United  na televisão e, no jogo, cai um nevão como não vejo há muito. Pergunta: o nevão é falsificável?

Abril 3, 2008

13

Arquivado como: Diversos — Helder @ 6:45 pm

Treze dias sem fumar. Perdi dois quilos.

The ghost of Herbert Hoover

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Helder @ 3:47 pm

Por estes dias tem-se ressuscitado a Grande Depressão e as culpas do livre mercado. Hillary dizia há dias que as palavras de McCain soam a Herbert Hoover. É não é?

To hear Mr. Schumer and his fellow-traveling columnists tell it, Hoover’s great policy blunder was to do nothing, all the while insisting that everything was fine. But the problem with Hoover’s economic policy isn’t that it was passive but that it was actively destructive.
In 1930, he signed the Smoot-Hawley Tariff Act, setting off a wave of protectionist retaliation that undid the globalization of the preceding decades and did far more harm to the world economy than the stock-market crash ever did. Two years later, amid a bad recession, he undid the Calvin Coolidge-Andrew Mellon tax cuts, raising the top marginal income-tax rate to 63% from 25%. The recession became a Depression.
Now, since we’re talking Hoover, which Presidential candidate has a similar agenda of protectionism and tax increases? Hmmm.
Oh, that’s right. Just the other day, one of the candidates for President was saying she’d withdraw from Nafta if the Mexicans didn’t do what she demanded, and she wants “a pause” in free trade. She also wants to repeal the Bush tax cuts, more than doubling the rate on dividends back to 39.6% from 15%.
Her Democratic opponent agrees with her, except that he’d raise taxes even more, including by eliminating the $102,000 cap on income subject to the 6.2% payroll tax (12.4% when you include employers), and raising the capital gains tax to at least 25%, and maybe even 28%, from 15%. Add up all of Barack Obama’s tax increases and his proposals would get entirely too close to Hoover’s top marginal rate of 63%.
Maybe we should be afraid of Hoover’s ghost.

No WSJ.

Lose, lose

Arquivado como: Comentário, Internacional, Política — Helder @ 12:36 am

Parece que na série de TV o Obama já ganhou. Há protestos contra a misoginia dos amer…, perdão, norte-americanos. Dizem que esta vitória na ficção televisiva diz muito sobre a aceitação dos amer…, perdão, norte americanos do feminismo e das suas conquistas. Se ganhar a Hillary é só substituir misoginia por racismo e feminismo por afirmative action. Os americ…, perdão, norte-americanos, são umas bestas, é o que é.

Paneleirices

Arquivado como: Comentário, Desporto, Justiça, Portugal — Helder @ 12:22 am

Época futebolística 2003/2004. À entrada para a 31ª Jornada, a quatro do fim do campeonato:

FCP - 75 pontos

SCP - 67 pontos

SLB - 64 pontos

SCP e SLB ainda tinham que defrontar-se em Alvalade. O Pinto da Costa terá pago 2500 Euros ao árbitro do jogo da 31ªa jornada (contra o Beira-Mar em jogo que acabou 0-0). O Pinto da Costa é burro, decididamente. Gajas.

Abril 2, 2008

Doze

Arquivado como: Diversos — Helder @ 11:24 am

Dias sem fumar. Um a um consigo. Rrrrrrrrrrrr….

Março 29, 2008

Do casamento

Arquivado como: Cultura, Política — Helder @ 12:46 pm

Há bastante tempo, houve um Governador da Califórnia que fez ao casamento mais ou menos o que o BE quer fazer agora. Quem foi? (mais…)

Março 13, 2008

Ainda as escolas

Arquivado como: Educação, Política, Portugal — Helder @ 9:47 am

Por Francisco José Viegas

…a verdadeira reforma, aquela que este sistema de avaliação há-de esconder, essa não me parece que esteja a ser feita. Coisas simples: o que defende o ME sobre a utilização de calculadoras no ensino básico?; o que diz o ME sobre o programa de ensino de Português?; por que razão entrega de mão beijada o ensino da Literatura e da Filosofia?; por que razão se continua a autorizar o aumento do preço do livro escolar (vem aí, vem aí, preparem-se…)?; foram os professores ouvidos sobre as reformas curriculares? Eu queria um ME que se preocupasse com isso. Argumentarão que a avaliação é o primeiro passo para que o ME deixe de tratar todos os professores como «os professores» e passe a distinguir os bons, os maus e os outros. Mas a fazer o quê, nas escolas?

did I mention…?

Arquivado como: Comentário, União Europeia — Helder @ 9:44 am

Ainda n’O Público há mais um artigo engraçado, este sobre o colete de forças em que se meteram os países da EU com o Protocolo de Quioto. Uns querem isentar algumas indústrias de cumprir as metas do protocolo (como a Alemanha fez com a indústria do carvão em 2004) outros não, uns querem impor tarifas aos produtos importados dos países que não assinaram ou não cumprem as medidas previstas na coisa, outros são contra, enfim, como de costume, sol na eira e chuva no nabal, há almoços grátis e cão que ladra não atira pedras ao do vizinho. Uma confusão, portanto.

“did I mention that Spitzer is a Democrat?” II

Arquivado como: Internacional, Media, Política — Helder @ 9:17 am

No Público de hoje

Eliot Spitzer demitiu-se após admitir ligações a uma rede de prostituição. A prática não acompanhou o discurso deste republicano e ex-procurador.

No artigo no interior do jornal nem uma palavra sobre a filiação partidária ou sobre o facto de ser delegado da Hillary Clinton, nada. Já sobre o seu substituto ficamos a saber que sim, que é um apoiante da candidata Democrata. Enfim.

“did I mention that Spitzer is a Democrat?”

Março 11, 2008

Geração enganada

Arquivado como: Comentário, Política, Portugal — Helder @ 1:20 am

vforvendettahead.jpgUm dos melhores e mais importantes artigos nos últimos tempos para o caminho a ser tomado pelos partidos de centro-direita é o escrito pelo João Marques de Almeida, publicado no Diário Económico de ontem. Vem no sentido de vários posts escritos pelo André Amaral n’O Insurgente e no Blogue Atlântico ou pelo Adolfo Mesquita Nunes no Arte da Fuga e, também, n’O Insurgente .Na geração dos recibos-verdes, até aos quarenta anos, a que eu acrescentaria a geração esquecida, dos que eram demasiados jovens no 25A, existe uma enorme pulsão libertária. É uma geração que vota maioritariamente à esquerda só e apenas por repulsa ao discurso moralista/tradicionalista da direita. É uma geração que entende que todos devem ser livres de viver como entenderem e ninguém tem nada que ver com isso. Ora, neste voto há um equívoco enorme: é que se há ideologias que querem regular comportamentos individuais (e aqui não falo de extrema esquerda ou extrema direita), são as de esquerda. Seja no que respeita ao ambiente, à saúde, à educação, é à esquerda que se tentam regular modos de vida e comportamentos.Como escreve JMA é è esquerda que estão os novos moralistas. A regulação dos estilos de vida e dos comportamentos seriam o suficiente para que esta geração fugisse da esquerda a sete pés, mas não, a direita portuguesa tem, regra geral, discurso pior ainda e perfeitamente contrário à sua tradição conservadora de defesa do valor individual.Esta geração é sensível à ideia de que os comportamentos não têm que ser regulados. É na direita liberal/conservadora que desde a WWII se situa a liberdade de escolha, o empecilho tem sido sempre a ideia atávica da utilização do poder do estado para impedir a ruptura com as tradições, com o belo resultado que se tem visto. Numa perspectiva evolucionista da tradição esta nasce da livre interacção dos indivíduos e, por isso, é que não pode nem deve ser regulada. A direita tem que, rapidamente, perceber que liberdade quer: a de Isaiah Berlin ou a outorgada pelo poder do estado. É fácil não abdicar de convicções no que concerne à tradição e ao mesmo tempo respeitar a natural evolução desta. É só isto que esta geração pede. Que todas as instituições, indivíduos e associações participem na vida pública em liberdade, mas que não interfiram directamente na Lei, que cada um seja livre de levar a vida que quiser e que, desde que não prejudique outrem, o seu comportamento não seja motivo de discriminação institucional. Os que berram mais alto e exigem a estatização dos comportamentos só fazem mais barulho. Mais nada.O PSD (por exemplo) que comece pelo artigo do JMA e pelos do André Amaral e do AMN. Tem público garantidamente. A liberdade económica pode ficar para depois, trate-se agora da liberdade cívica que, certamente, rende votos. Marques Mendes ia no bom caminho. Pense-se nisso.