O Insurgente

Maio 21, 2013

Da anestesia fiscal

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Política Fiscal,Portugal — Helder Ferreira @ 12:15

O meu artigo de hoje no Diário Económico

Anestesias

o princípio que orienta todo o sistema fiscal indígena é a anestesia e a opinião comum de que são as empresas que suportam o IRC, apesar de errada, sossega consciências e ilude

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Abril 18, 2013

Aristogatos

Filed under: Comentário,Double standards,Economia,Insurgentes nos media — Helder Ferreira @ 22:46

imageEu no Diário Económico
Qualquer reforma tem que começar por igualar todos os sistemas para todos os trabalhadores, da fiscalidade, às pensões, às leis laborais.

Março 5, 2013

Ersatz

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 21:20

O meu artigo de hoje no Diario Economico

kafka

Caro José Ribeiro, presumo que V. Exa seja o mesmo José Ribeiro que foi Embaixador de Angola em Portugal e na Suíça.

Queira que lhe invejo mais a geografia actual pelo carinho e memórias que tenho de Angola e dos angolanos. Nota-se que viveu entre nós pois há nos seus artigos alguma confusão, muitas contradições e dir-lhe-ia que tem pouco a ensinar e pelos vistos a aprender, com os media portugueses no que respeita à asneira. Nisso, caro José Ribeiro, a imprensa em Portugal está cheia de especialistas.

Janeiro 27, 2013

Integração europeia

Filed under: Double standards,Economia,Política Fiscal,socialismo — Helder Ferreira @ 17:48

kafka

São muitas vozes que se levantam na Europa contra os paraísos fiscais, as Zonas Francas e outro tipo de territórios que permitem a pessoas e empresas baixar a factura fiscal. Nesse sentido fiz um exercício que considera que esses territórios deviam ser expulsos da União Europeia e/ou sujeitos a sanções.

 

 

  1. Reino Unido – não se percebe a preocupação com as Falkland/Malvinas ao mesmo tempo que permitem que em território britânico existam paraísos fiscais como Gibraltar ou a Ilhas do canal. Expulsão;
  2. Holanda – o regime fiscal holandês configura concorrência fiscal desleal como demonstra o regime de tributação das SGPS que levou tantas portuguesas a saírem de Portugal e sedearem-se em Amsterdão. O Porto de Roterdão devia ser investigado. Expulsão;
  3. Itália – a República de San Marino é um paraíso fiscal e é inadmissível que os Governos italianos não façam nada para a anexar. Expulsão;
  4. Espanha – o Porto de Vigo é um  Porto franco e mais uma razão a somar à presença de Andorra que ajuda a que Espanha tenha vantagens fiscais sobre o resto da Europa. Expulsão;
  5. Áustria e Alemanha – o Liechenstein é um bode expiatório que na realidade serve os interesses do capital alemão e austríaco. A sua existência põe em risco a solidariedade europeia. Expulsos, os dois;
  6. Luxemburgo – Quase não são precisas palavras. O paraíso fiscal por excelência no coração da Europa. Expulsão;
  7. França – O que dizer do Mónaco? E da Córsega? Expulsão.
  8. Bélgica – depois do Depardieu e outros, o Bernard Arnault, CEO da LVHM o maior grupo de marcas de luxo do Mundo, também mudou a residência fiscal para a Bélgica o que demonstra a concorrência fiscal desleal desta última. Expulsa;
  9. Irlanda – com dois escalões de IRS e uma das corporate tax mais baixas da UE faz óbvia concorrência fiscal desleal. Expulsão;
  10. Países de Leste – apesar de grande variação (de flat taxes a IRCs zero) os países de Leste entretêm-se em criar sistemas fiscais competitivos que atraem investimento prejudicando o resto da União Europeia. Tudo expulso.
  11. Dinamarca – ao facilitar despedimentos, com um IRC abaixo da média da UE e tendo um sistema fiscal em que por exemplo os dividendos não são taxados, ou os prejuízos das empresas não têm tempo limite para ser amortizados, a Dinamarca prejudica a Construção Europeia. Expulsão;
  12. Suécia – entre muitas outras coisas os dividendos recebidos por sócio gerentes de empresas estão isentos de impostos. Óbvia infracção da solidariedade fiscal europeia. Expulsão;
  13. Finlândia – o caso finlandês é mais complicado mas pelo sim pelo não expulsa-se também.

Resta aplicar sanções económicas à Suíça pela União Europeia constituída por Portugal e Grécia, os únicos que não têm nada que lhes possa ser apontado no sentido de fazerem concorrência fiscal (leal ou desleal) ao resto da….wait. Pra onde é que foram?

 

Janeiro 18, 2013

Um pano encharcado

Filed under: Política Fiscal,Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 20:02

kafkaHoje de manhã cedo ouvi que o Governo se prepara para instalar mais pórticos em várias ex-SCUT e na A3 entre o Porto e a Maia. Segundo ouvi quer-se cada vez mais aprofundar o princípio utilizador-pagador e evitar o contribuinte-pagador (curioso que mesmo assim os impostos não baixam nunca, só sobem). Já há uns dois anos fiz o mesmo exercício abaixo relativamente a 2009 que demonstra que os automobilistas pagam o suficiente para alcatroar a Península Ibérica de cima abaixo sem precisar dos outros contribuintes para nada. Este é feito para 2010 porque é anterior à entrada em vigor das novas portagens nas SCUT. Sei também que houve quebra nas vendas de veículos novos e de combustíveis. Mas também sei que vários impostos aumentaram desde aí.

Receitas do Estado em 2010 de impostos pagos exclusivamente pelos automobilistas:

Imposto Sobre Produtos Petrolíferos – 3,239,600,000 € (Fonte: INE)

Portagens – 45,189,000 € (Fonte: Estradas de Portugal sendo que este valor é anterior à entrada em vigor das portagens nas SCUT que em 2011 renderam mais de 190 milhões)

Imposto único de Circulação – 323,000,000€ (fonte: DGCI)

Imposto Sobre o Registo de Automóveis – 831,000,000 € (fonte: INE)

Multas de trânsito: 41,600,000€ (Fonte: imprensa. Há a considerar que só no primeiro trimestre de 2012 este valor foi de 47,7 milhões e até Julho do mesmo ano atingiu 154 milhões. Isto é caça à multa ou é o quê?)

Fica ainda a faltar-me a receita fiscal de IVA relativa a combustíveis, veículos novos e manutenção dos mesmos. Mesmo excluindo estes, a receita total do estado via Galinha dos Ovos de Ouro aka automobilistas aka “utilizador” em 2010 atingiu um total de: 4,480,389,000€ (quatro mil quatrocentos e oitenta milhões, trezentos e oitenta e nove mil euros) mais o IVA que faz isto disparar.

Qual princípio utilizador-pagador? E um pano encharcado nas trombas não?

Nota: a receita do ISP inclui o gás propano ou butano mas não será significativo no valor total

Janeiro 10, 2013

Resolver

Filed under: Insurgentes nos media,Política Fiscal,Portugal — Helder Ferreira @ 12:14

O meu artigo no DE de hoje
kafka

Começou por falar-se numa taxa de IRC de 10% para novos investimentos, para IDE ou para empresas com facturação inferior a quinhentos mil euros anuais. Algures pelo caminho alguém terá tomado juízo e percebido que, a ser selectiva, a medida criaria mais problemas que os que resolveria

Dezembro 31, 2012

Momentos 2012

Filed under: Desporto,Videos — Helder Ferreira @ 18:08

Kelly Slater no Volcom Fiji Pro em tavarua e Dane Reynolds em Haleiwa, Oahu, Hawaii.

Kelly: a defining moment. Mais uma vez, ao fim de mais de vinte anos a a redefinir todo um desporto, numa onda apenas fá-lo pela milésima vez. Um tubo, um carve inacreditável e para finalizar, uma trancada em backside que só ele seria capaz. É ver. É logo no início do vídeo.

esta onda (clicar)

Dane: daquelas coisas que quem viu em directo na net ou ao vivo, só percebeu o que ele fez quando a imagem passou em super slow motion. Isto é completamente idiota, não é possível.

 

Go Galt

Filed under: Justiça,Política Fiscal,Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 17:48

kafka1)   No fim do mês levantai o salário em notas. Deixai ficar no banco exactamente o suficiente para as contas que são pagas via transferência bancária autorizada. Prestação da casa, energia, água, etc

2)   Das notas que levareis para casa dividi em envelopes: alimentação, combustível, lazer, etc

3)   O que vos for possível (se for) poupar, comprai lingotes, libras, etc de ouro ou guardai as notas num local seguro e, se for possível, noutra moeda que não o euro – dólares australianos, coroas norueguesas ou dólares canadianos;

4)   Qualquer compra seja onde for recusai factura;

5)   Se vos for possível encostai o carro e passai a ir para o trabalho de bicicleta;

6)   Pesquisai agricultura hidropónica e trocai com os vizinhos e amigos. Tomates, salsa, etc

7)   Ver quem tem família que produza alheiras, chouriços, azeite, queijos e carne para troca. Comprai peixe, tanto quanto possível, directo aos pescadores, em notas e sem factura;

8)   Acrescentai a esta lista nos comentários

Recuso

Filed under: Política Fiscal,Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 15:53

kafkaHoje de manhã ouvi por minutos o fórum da Antena 1. Uma senhora de Trás-Os-Montes queixava-se e bem do saque a que se sujeita, da estupidez política que há tanto tempo nos pastoreia. Terminou a pedir que os portugueses, já em Janeiro, se manifestem. Por mim, estou cheio, farto de manifestações inconsequentes e que pouco mais pedem que a manutenção do status quo e a continuação da chulice institucionalizada de gente que regra geral não contribui em nada para coisa nenhuma. Com a excepção da ascese colectiva que proporcionam aos manifestantes para que servem as manifestações? Para nada.

Almocei fora hoje e paguei 9 euros. Por alma de quem é que os estado há-de receber, directo, 1,7 euros do meu almoço? Por cada 10 euros que gastais seja no que for, quase 2 euros vão para o buraco negro das contas públicas. A que propósito? Durante um ano recusei-me a pagar as portagens nas SCUT e paguei o preço. Ainda agora me recuso a ter Via Verde ou qualquer outro dispositivo para pagamento das portagens. E pago o preço sabendo Deus a falta que me faz a diferença. O que sei é que alguém vai ter que suar as estopinhas para me obrigar a cumprir a Lei e pago para isso. Quereis mesmo protestar? Só há uma maneira: recusai-vos a pagar. Recusai pedir facturas nos restaurantes, nos mecânicos, nos cabeleireiros ou ao canalizador que faz um pequeno serviço em vossa casa. Trocai alheiras por vinho, maçãs por batatas, assistência informática por serviços sexuais. Qualquer coisa serve. Parti os cartões de crédito e passai a pagar tudo em notas, moedas e lingotes de 2,5g de ouro.

Em 2013 é do mais elementar patriotismo e dignidade individual recusar sustentar os proxenetas que nos pastoreiam. Um bom ano de fuga fiscal em 2013 é o que vos desejo. Abracinhos.

Dezembro 21, 2012

Dos constitucionalistas*

Filed under: Política Fiscal,socialismo — Helder Ferreira @ 00:22

kafkaOra bem, a coisa da TAP é de fazer chorar as pedrinhas da calçada. Aviso-vos no entanto que não me venham chatear com isto do BPN…perdão da TAP, daqui por uns tempos. Mas este post não é sobre esse assunto (Nossa Senhora nos acuda…), é a propósito da fiscalização sucessiva do Orçamento de Estado para 2013 que dizem (meu Deus…) o PS vai exigir. Hão-de arranjar-me um, só um, Orçamento de Estado desde 1975 que não mereça essa coisa da inconstitucionalidade (digo isto pelo que oiço aos Pais da Constituição da República e aos insígnes juízes do Tribunal mais fajuto e venal do Mundo e arredores). Por exemplo e assim de repente sem procura:

  • O aumento de dois pontos percentuais ou 10,5% do IVA, de 19% para 21% com a justificação que esses 2 pp serviriam para a sustentabilidade da SS foi constitucional (consignação de imposto)?;
  • O aumento de 2 cêntimos no ISPP em 2005 (2006?) que serviriam para pagar as SCUT foi constitucional (consignação de imposto)?;
  • No contexto de crise e violento aumento de desemprego o aumento dos salários da Função Pública em 2009 em 2,9% foi constitucional (equidade – newspeak)?
  • O aumento do IRS com efeitos retroactivos em 2010 foi constitucional (retroactividade dos impostos)?
  • O aumento da Taxa Autónoma em 2009 com efeitos retroactivos a Janeiro de 2008 foi constitucional (não carece de explicação)?;
  • A dupla tributação em muitos produtos, a tripla tributação nos automóveis (imposto sobre imposto sobre imposto), a tributação de despesas (!), o IRC sobre rendimentos não auferidos, o IVA entregue por vendas não cobradas, são constitucionais?
  • E a cereja no topo do bolo: a inflação do fim dos anos 70, início dos anos 80, foi constitucional (não vos vou explicar a relação entre inflação, aumentos de salários e escalões de IRS)?

Pois por mim mandava-se para fiscalização no Tribunal Constitucional todos os Orçamentos dos últimos trinta e sete anos.

*É da natureza dos bichos que rastejam saírem de debaixo dos calhaus de vez em quando. É como os Pais da Constituição da República. De resto, num país em que de repente se formaram, saídos do nada, milhares de especialistas em corporate finance até os constitucionalistas têm o tacho em perigo. Isto só dá malta que percebe bué da Constituição. A começar pelos que a fizeram a acabar no tal do Tribunal. Deve ser a Síndrome Relvas. Uma pandemia.

Dezembro 18, 2012

Carta aberta ao Álvaro

Filed under: Política Fiscal,Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 22:41

kafkaCaro Álvaro,

Espero que esta te encontre de boa saúde a ti e aos teus. Nós por cá vamos andando embora a distância que nos separa de ti nos deixe em cuidados, sei que não te esqueces que existimos. Quanto mais não seja para que possas brincar aos legos com as empresas e assim. Adiante.
Quando em 2011 votei no Partido que te escolheu, fi-lo pela negativa. Achei e continuo a achar que era importante livrarmo-nos do pior Governo de que tenho memória. Votei sem expectativas que o Governo que viesse a seguir fosse menos socialista que o anterior mas que, ao menos, houvesse algum pragmatismo, algum bom senso, por pouco que fosse. De todos vocês acreditei que dois seriam melhorzinhos, tu e o Francisco José Viegas. Não que fossem mudar alguma coisa de fundamental, nunca me passou pela cabeça que fizesses o que se impõe – acabar com o Ministério da Economia – mas pronto, que não fizesses tanta asneira como os teus antecessores. Não diria que tens tido uma acção pior que eles mas também não vejo o que tem de melhor, bastando para isso descontar não haver dinheiro para grandes brincadeiras. Um aparte: não estava à espera que escolhessem socialistas radicais, dignos de uma versão soft da URSS como são os Ministros do CDS, mas enfim, continuando. (mais…)

No Diário Económico

Filed under: Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 21:07

Eu, no Diário Económico de hojekafka

Há alguma coisa de terrivelmente errado com este país não há? Bem, se quereis saber de quem é a culpa basta-vos olhar um espelho.

Novembro 19, 2012

Notícias de Mordor

Filed under: Política Fiscal,Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 19:15

Fisco ameaça penhorar 40 mil contribuintes por não pagarem portagens

 

De acordo com a notícia no Jornal de Negócios até ao final de 2011 foram detectadas 628.300 (seiscentas e vinte e oito mil e trezentas) infracções ao pagamento de portagens, coimas e custos administrativos relativos às ex-SCUT e 471.000 (quatrocentas e setenta e uma mil) pessoas foram notificadas e a DGCI prepara-se para penhorar 40.000 (quarenta mil) pessoas.

Quatrocentas e setenta e uma mil pessoas notificadas. Isto é o quê?  Querem penhorar bens a quarenta mil pessoas. É isto o Estado de Direito, este poder discricionário dado ao estado para notificar, multar e penhorar a propriedade de pessoas em nome de empresas privadas? Se há 471.000 pessoas que não cumprem o erro estará onde? Nenhuma greve, nenhuma manifestação, nenhuma peregrinação a Fátima é comparável. Mas os indígenas indignam-se é com pintelhos. Presos nos dentes, claro.

O absurdo de pôr a DGCI a cobrar receitas em favor de empresas privadas sem passar pelos Tribunais  vem de Julho de 2011 através de um protocolo entre a DGCI, a DGITA e o Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias.

Como disse o @jmcest no twitter, a diferença entres isto e a máfia é a bênção legal.

Novembro 15, 2012

There is no money left

Filed under: Convidados,Internacional,socialismo,União Europeia — Helder Ferreira @ 12:26

Um texto escrito por um amigo grego que vive e tem uma empresa em Atenas. Um favor: se alguém se sentir compelido a comentar, se puder, faça-o em inglês. Obrigado.

 

By: “Gyro Boy”

There is no money left. It’s gone. Get used to it. You can go march and riot all you want but , but it won’t come back. It’s been neatly tucked away in Swiss bank accounts and off-shore companies, mostly by the same people who were supposed to be managing it for all of us. It’s a familiar story here in Greece. And it’s been happening for decades. So much money poured into Greece in the recent past, and we have so little to show for it. Greece owes more money than can ever be paid back and yet you would never guess it looking at it’s infrastructure. In Athens, there are so many bumps and potholes in the roads that it feels like you are on a perpetual roller coaster whenever you drive. Sidewalks for walking do not exist or are blocked by parked cars and motorcycles or trash bins or junk or trees or a million other things. And oh yeah, there are no rules, or better yet, no enforcement of the rules. In almost anything in Greece. It is the land of the spoiled brat phenomenon. Most Greeks are honest and decent people, but there is a minority that is unbelievably arrogant, pushy and self-entitled. Because there are hardly any consequences people are free to do whatever they want, and usually with no consequences whatsoever. This starts at a young age and is engrained in the culture, especially for boys.  But whatever Greeks are, and however the media wants to portray them, they don’t deserve this slow hell strangulation. No one does. (mais…)

Novembro 14, 2012

Directiva 10-289

Filed under: Insurgentes nos media,Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 12:15

Eu no Diário Económico de hoje

Não será demasiado supor que na CGTP julgam que se “luta contra o encerramento de empresas” parando de trabalhar.

Novembro 12, 2012

Dar a conhecer Portugal ao Mundo

Filed under: Portugal,Videos — Helder Ferreira @ 23:14

Ich bin ein Portugiesischzzzzsch, por @manuelparreira que não se chama Manuel nem é o tipo do Fawlty Towers

Novembro 8, 2012

Os devoristas

Filed under: Media,Política,Portugal,socialismo,União Europeia — Helder Ferreira @ 22:25

Pelo Antonio Maria

Quem andou a comprar dívida portuguesa não foi a Alemanha, foi a banca portuguesa e a Caixa (que se sobre endividaram junto do BCE, e a quem deixaram umas cautelas de risco elevado), assim como —pasme-se— o principal fundo de pensões do estado… português!

Desafio, pois, o PS do inseguro Seguro, o PCP do megafone Jerónimo, e o Bloco do reciclado Mao, a desfazerem este nó! Quem pagará a reestruturação que defendem para a gigantesca dívida pública portuguesa? Se a dita dívida está em boa parte sentada ao colo dos bancos indígenas à beira da falência, do banco público, igualmente insolvente, e do fundo de pensões do tal estado social, cuja liquidez dá para oito meses, a quem servirão as vossas desmioladas alternativas ao memorando da Troika assinado pelos três partidos do arco da desgovernação?

Se quiserem não pagar, ou pagar menos, já sabem quem ficará com o calote ao colo, não é? E então?

A Autoeuropa, a SAP e a Simens são algumas das empresas que funcionam bem em Portugal há décadas, ao contrário de tudo o que vem dos piratas do PS, dos piratas do PSD, dos piratas do BES, da Mota-Engil, do Grupo Mello e do resto da corja de imbecis e de ladrões que levaram o país à bancarrota e insistem em roubar o que resta.

Usar a Alemanha, a tia Merkel, e a Troika, como bodes expiatórios da pirataria local é mais uma prova de demência de uma parte dos indígenas da Tugolândia, que assim bem merece a má sorte que lhes caiu em cima.

Há uns séculos atrás a mesma corja de então expulsou sucessiva e alegremente os judeus, culpando-os da bancarrota do país. Expulsou os Jesuítas da Lusitânia do oeste e do Brasil. E, algumas décadas depois, extinguiu as ordens religiosas, para depois vender a pataco conventos e igrejas, cujas pedras foram usadas para fazer muros, casotas e tanques de água, deixando à vista até hoje cicatrizes escandalosas na paisagem de ruínas de pedra que abunda pelo país. Em todos estes casos citados o objetivo foi o mesmo: obter liquidez para tapar as finanças públicas arruinadas. Os criminosos de então são os mesmos de hoje: a corja dos rendeiros e dos burros com poder a soldo dos primeiros.

Ou seja, expulsámos, sucessivamente, gente que sabia fazer dinheiro, mas sobretudo gente culta e que sabia pensar. Ficaram, já então, a maltratar este pobre país, os burros do poder, os cretinos assessores, os rendeiros de sempre e os putos e putas da corte. A comandar ficaram e estão, lançando milho à populaça estupidamente agradecida — como galinhas. (mais…)

Novembro 5, 2012

Galambismos avulsos

Filed under: Economia,Política Fiscal,Portugal,Religião — Helder Ferreira @ 21:46

«A despesa pública é o q permite salvar o setor privado»

O ladrão assalta o merceeiro todos os dias e leva-lhe metade da facturação. Diz-lhe convicto:

-Se eu não viesse as compras ah tua loja ias ah falência

Eu a refundar. No Diario Economico de hoje

Filed under: Insurgentes nos media — Helder Ferreira @ 17:36

Refundemos

Embora o primeiro-ministro se tenha referido ao acordo com a ‘troika’, a verdade é que todo o Estado enquanto organização burocrática que trata dos interesses comuns dos portugueses precisa uma refundação. E vai tê-la a bem ou a mal.

Novembro 2, 2012

Um

Filed under: Portugal — Helder Ferreira @ 23:43

Este texto (ou meta-texto?) não foi escrito por uma pessoa qualquer

Novembro 1, 2012

Das alternativas

Filed under: Portugal — Helder Ferreira @ 23:19

Combate à economia paralela, impostos para quem os pode pagar, menos austeridade, mais estímulo, etc. Chavões e senso comum. Racionalidade: zero.

 

 

Combate à economia paralela

Quem proclama isto todos os dias está a imaginar paraísos fiscais, evasão em grande escala, negócios entre tipos de charuto e cartola. Mais o inevitável relógio de bolso com corrente de ouro e casaca. Demasiados filmes.

Hoje há centenas de milhar de portugueses que para sobreviver com um mínimo de comodidade fazem biscates, recebem pagamentos sem documentos, fazem pequenos trabalhos sem os declarar. Centenas de milhar, não são uns quantos. Para estas pessoas, a diferença entre cobrarem-lhes ou não impostos é a diferença entre comerem ou não, poderem ter dinheiro para um passe de transportes públicos ou para gasolina, ou para pagarem os livros escolares dos filhos ou para eventualmente poderem sair de casa de vez em quando ou jantarem fora uma vez por mês. Isto é a economia paralela, não são banqueiros e milionários, que esse não precisam, evitam pagar mais do que já pagam, e não é pouco, de forma legal. E mudam de sítio se os chateiam.

Impostos para quem os pode pagar

Os impostos são sempre suportados por quem os pode pagar até ao dia em que deixa de poder ou, no caso de quem pode, de querer.

If it moves tax it, if it still moves, regulate it, if it stops moving, subsidize it – Ronald Reagan

Menos austeridade

Menos austeridade para quem? No newspeak, mais impostos significa austeridade. Hão-de explicar-me onde é que aumentos de receita do estado é austero. Menos austeridade como? Não se paga a dívida que sucessivos Governos criaram? Por mim tudo bem. Não se pague, fora com a troika e FMI e o raio que os parta. Dêem-me é tempo para arranjar armas e munições.

 Estímulo

Dizem que o caminho é aumentar a despesa do estado para estimular o consumo e a economia. Nem vale a pena dizer nada.

Outubro 25, 2012

URRSSE

Filed under: Economia,Internacional,Política Fiscal — Helder Ferreira @ 23:54

Em Setembro de 2011 foi publicado um estudo sobre a exequibilidade e efeitos da Taxa sobre Transacções Financeiras (TTF) encomendado pela Comissão Europeia. A primeira reacção do Sr Barroso ao estudo foi de euforia. Confirmava uma receita aproximada de 0,1% do PIB europeu que, na altura, seria consignada ao Orçamento bruxelense. Uma maravilha. Até que ele ou alguém por ele o leu até ao fim.

 
Segundo o modelo utilizado, o estudo sugeria ou concluía o seguinte:

- a TTF diminuiria a liquidez dos mercados e aumentaria os custos de capital;
- provavelmente aumentaria a volatilidade no mercado;
- provocaria uma queda no PIB de cerca de 1,76%;
- a perda de receita de outros impostos equivaleria a cerca de 0,8% a 0,9% do PIB para uma receita da TTF de 0,1%

Ou seja, uma merda mesmo sem contar com a deslocalização das gestoras de activos (Londres, Estocolmo,etc) ou com a incidência fiscal da dita taxa. Aparentemente e como nisto dos modelos se se mete carne de um lado do outro saem chouriços, se se metem tomates sai polpa, alteraram o modelo e já dá resultados mais simpáticos e de acordo com o resultado que a Comissão Europeia e o Sr Barroso desejavam.
Seja como for, espantoso é Portugal embarcar nisto. Por um lado querem desincentivar o financiamento das empresas através de dívida (bancária, obrigacionista, etc) por outro propõem reduzir a liquidez da Bolsa. Querem que as empresas se financiem como? Do Orçamento do Estado?
A União das Repúblicas e Reinos Socialistas Soviéticos da Europa, soma e segue. Escondam o samovar.

Leitura complementar: Seria de bom tom deixar o sr Tobin descansar em paz; A taxa de Tobin e suas consequências

De taxar o capital (esse malandro)

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 23:19



Daqui
. Vamos lá então queixar-nos da produtividade e assim.

Outubro 23, 2012

No comments

Filed under: socialismo — Helder Ferreira @ 12:32

Protesto dos trabalhadores portuários junto ao Casino estoril, Via 31 da Armada

Os meus ex

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal — Helder Ferreira @ 12:18

O meu artigo no Diário Económico de hoje

Em Portugal queixamo-nos frequentemente de tudo o que nos falta. Na Saúde, na Educação, na Cultura, em quase todas as áreas sentimos necessidades que não são satisfeitas por uma razão ou por outra.

Felizmente para todos nós há áreas em que não existem necessidades por satisfazer. Por exemplo, não nos faltam ex-ministros das Finanças extremamente competentes.

Outubro 8, 2012

No DE de hoje

Filed under: Comentário,Economia,Política Fiscal — Helder Ferreira @ 12:44

Manjedoura

No fundo a convicção que existe e é humana é que o Estado existe para que alguns se possam servir à lista. Uma espécie de manjedoura mas com lacaios.

Setembro 26, 2012

Art imitates life

Filed under: Economia,Insurgentologia,Livros,socialismo — Helder Ferreira @ 22:35

A propósito do post do André aqui mais abaixo
Directive 10-289

In the name of the general welfare, to protect the people’s security, to achieve full equality and total stability, it is decreed for the duration of the national emergency that:

Point One. All workers, wage earners and employees of any kind whatsoever shall henceforth be attached to their jobs and shall not leave nor be dismissed nor change employment, under penalty of a term in jail. The penalty shall be determined by the Unification Board, such Board to be appointed by the Bureau of Economic Planning and National Resources. All persons reaching the age of twenty-one shall report to the Unification Board, which shall assign them to where, in its opinion, their services will best serve the interests of the nation.

Point Two. All industrial, commercial, manufacturing and business establishments of any nature whatsoever shall henceforth remain in operation, and the owners of such establishments shall not quit nor leave nor retire, nor close, sell or transfer their business, under penalty of the nationalization of their establishment and of any and all of their property.

Point Three. All patents and copyrights, pertaining to any devices, inventions, formulas, processes and works of any nature whatsoever, shall be turned over to the nation as a patriotic emergency gift by means of Gift Certificates to be signed voluntarily by the owners of all such patents and copyrights. The Unification Board shall then license the use of such patents and copyrights to all applicants, equally and without discrimination, for the purpose of eliminating monopolistic practices, discarding obsolete products and making the best available to the whole nation. No trademarks, brand names or copyrighted titles shall be used. Every formerly patented product shall be known by a new name and sold by all manufacturers under the same name, such name to be selected by the Unification Board. All private trademarks and brand names are hereby abolished.

Point Four. No new devices, inventions, products, or goods of any nature whatsoever, not now on the market, shall be produced, invented, manufactured or sold after the date of this directive. The Office of Patents and Copyrights is hereby suspended.

Point Five. Every establishment, concern, corporation or person engaged in production of any nature whatsoever shall henceforth produce the same amount of goods per year as it, they or he produced during the Basic Year, no more and no less. The year to be known as the Basic or Yardstick Year is to be the year ending on the date of this directive. Over or under production shall be fined, such fines to be determined by the Unification Board.

Point Six. Every person of any age, sex, class or income, shall henceforth spend the same amount of money on the purchase of goods per year as he or she spent during the Basic Year, no more and no less. Over or under purchasing shall be fined, such fines to be determined by the Unification Board.

Point Seven. All wages, prices, salaries, dividends, profits, interest rates and forms of income of any nature whatsoever, shall be frozen at their present figures, as of the date of this directive.

Point Eight. All cases arising from and rules not specifically provided for in this directive, shall be settled and determined by the Unification Board, whose decisions will be final.[1]

Atlas Shrugged, Ayn Rand

Setembro 7, 2012

Abrir caminho para uma sociedade socialista

Filed under: Economia,Justiça,Política Fiscal,Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 23:24

Hoje soube mais uma que, não sendo inédita, é das que por aí andam escondidas.
Uma pessoa que conheço era até há algum tempo administrador de uma pequena sucursal (vinte trabalhadores) de uma multinacional de bens de consumo. Em virtude da quebra nas vendas e dos prejuízos, a empresa mãe decidiu fechar a sucursal. Esta pessoa propôs ficar com ela e mantê-la aberta como independente e reestruturá-la ficando como cliente da multinacional, que aceitou o negócio.
O ex-administrador negociou com todos os trabalhadores uma redução no salário que todos aceitaram. Todos excepto o sócio maioritário: o estado. A Segurança Social não aceitou a redução dos salários, obrigou a pagá-los como estavam bem como todas as Contribuições. Resumindo, a empresa está insolvente, vai fechar, vinte pessoas vão para o desemprego e o meu amigo desgraçou-se. Fica com os encargos todos da empresa às costas quando poderia ter-se limitado a deixá-la fechar, sair, receber uma choruda indemnização e ir trabalhar para outro sítio qualquer. E este não tem problemas em arranjar trabalho, se não for cá é noutro país qualquer. Mais decente que este, seguramente.

Julho 30, 2012

O estado cuidará de vós

Filed under: Ambiente,Justiça,Política,Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 15:46

COMEÇOU O DESPEJO DO SURF CAMP DE RIBEIRA

Toda a história à volta da expropriação do terreno onde há anos se encontra instalado o Surf Camp de Ribeira D’Ilhas tresanda. A Câmara Municipal de Mafra decide, porque sim, expropriar os legítimos proprietários cuja vontade não interessa para nada, limitam-se a roubar com todo o poder do estado por trás e, literalmente, à mão armada. E a ver o que se preparam para fazer naquele espaço.
Precisamos de mais estado, o estado é a nossa Salvação mas pelo sim pelo não, escondam o pouco que resta e que burocratas, caciques e agentes do estado de uma maneira geral ainda não descobriram que vocês têm. Não tarda também terão que o entregar com uma arma apontada. Parasitismo e ladroagem é o que é.

Julho 2, 2012

4 €

Filed under: Economia,Portugal,socialismo — Helder Ferreira @ 22:03

Andava pela rua e encontrei uma amiga que não via há muito, uma amiga que foi Técnica Oficial de Contas e não gostou. Deixou a profissão, começou a trabalhar na noite e nesta altura está desempregada. Disse-me em lágrimas que não há quem lhe dê emprego. Não tem filhos, não é casada e o último namorado, escandinavo, pai e divorciado, teve que ir-se embora para o seu pais à pressa devida a doença de um dos filhos. Aconselhei-a a ir-se embora, a emigrar, a ir procurar melhor destino noutro sítio qualquer. Ou a trabalhar como free-lancer ou outra coisa qualquer, que isto de empregos em Portugal está condenado. Disse-me que o ex-namorado lhe pede frequentemente que vá ter com ele à Escandinávia. Ela não vai porque é frio e eles, lá, não são assim tão felizes.

E é isto.

Maio 4, 2012

Enfim

Filed under: Economia,Educação,Portugal — Helder Ferreira @ 23:05

Periodicamente aqui n’O Insurgente apanham-se conceitos engraçados, um deles e recorrente eh o “preço justo”. O que eh o “preço justo”? No caso que se refere aos preços praticados no Pingo Doce, qual eh o “preço justo” de um iogurte? E de um pão, da pasta de dentes, de um kg de cebolas, de um molho de salsa? Depende de quê e quem decide qual eh o “preço justo”?

Com o Miguel vos informou ai mais baixo, a margem liquida da JM eh 3,5% da facturação. Eh “justo” ou devia ser mais? Ou menos?

Ja agora, a diferença entre 50% ou 3,5% nos lucros não eh 46,5%, eh 93%.

Maio 2, 2012

Dumping

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:59

Hoje procurei viagens de avião Faro-Porto-Faro. Com ida a 28 de Maio e regresso a 2 de Junho encontrei a viagem por 20,11 euros. Eram 30,11 euros e a Ryannair faz um desconto de 10 euros. Chamem a ASAE saxavor, na TAP são mais de 200 euros nas mesmas datas

Micro sondagem

Filed under: Economia,Portugal — Helder Ferreira @ 22:47

Hoje por volta da 19:30 fui como eh meu costume ao Pingo Doce aqui perto de casa. Mines (Superbock, claro), umas aguas das pedras (por causa da azia, embora o meu Vitorpereirense Futebol Clube não faça por isso) e pão. Ora estava eu na fila para pagar enquanto a menina num’outra caixa defendia a iniciativa de ontem do seu empregador perante a indignação de um cliente. A que estava cobrar na minha fila ao ver-me sorrir com a discussão disse-me: “Tenho pena eh de não ter vindo trabalhar ontem”. Dei a ambas os parabéns pela promoção e respondeu-me a que trabalhou ontem e que estava envolvida na discussão com o tal cliente: “Nos ganhamos mais, temos mais um dia de ferias e os clientes pouparam imenso. Ganhamos todos”
Eh a vida, as alienadas das miúdas que trabalham naquelas caixas de sol a sol, exploradas pelo grande capital, humilhadas pelo patronato, os zombies, têm mais bom senso e noção da realidade que a colecção de onanistas intelectuais neo-aristocratas  que nos parasitam, toda junta. Puta c’os pariu.

Mais uma vez…depois digam que eh o neoliberalismo

Filed under: Economia,Política,Portugal — Helder Ferreira @ 20:56

Regulador pede à banca que cancele contas caucionadas

Isso. Ele eh a criação de dinheiro no BCE não chega as PME, mais a financeirização, mais a especulação, mais o diabo a quatro e no fim, mais uma vez, eh o estado, o regulador, que quer (e ha-de conseguir)  promover o fim de um dos ultimos instrumentos de credito ao dispor das empresas. Muitas das falências estão ligadas a dificuldades de tesouraria e as contas correntes caucionadas são o que permite a muita boa empresa sobreviver, criar emprego e crescer. Pois. Depois venham-me com a merda da conversa do neoliberalismo quando as falências dispararem mais uma vez.

Zombies

Filed under: Portugal,Religião — Helder Ferreira @ 11:43

Já sei. Isto da promoção do Pingo Doce devia funcionar assim:

1 – A Jerónimo Martins entregava ao estado 50% de todas as vendas do dia 1 de Maio (mais o IVA respectivo);

2 – Um organismo do estado especialmente criado para o efeito com 30.000 funcionários, 1.875 chefes, 4.600 motoristas, 23 jardineiros e uma frota de 2.500 BMWs encarregava-se de devolver aos consumidores uns 2,34% das compras mediante o preenchimento de um formulário de 12 páginas com selo branco da DGCI,  talão de compra e factura anexa e declaração de IRS. E pronto. Assim já estava tudo bem, as pessoas não eram “animais” e o Soares dos Santos seria um filantropo.

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