Marinando

kafkaEu, hoje no Diário Económico sobre a redução do número de pessoas a receber subsídios de desemprego.

Havendo com certeza alguma relação com o aumento do emprego, essa relação não é proporcional. Isto significa que haverá mais gente a frequentar cursos do IEFP e a fazer o eufemístico “trabalho socialmente necessário” bem como muita gente que, sem trabalho, não dispõe de qualquer apoio público.

O resto pode ser lido aqui

Uma nota: fomos convidadas quatro pessoas ( duas ditas de esquerda, duas ditas de direita) para escrever para o DE sobre este assunto. Fico muito satisfeito com o que escrevi, não porque esteja bem particularmente escrito ou seja uma perspectiva original do assunto. Não está nem é uma coisa nem outra. Estou satisfeito porque dos quatro convidados, dois atacam o Governo, um defende o Governo e o quarto, eu, nem uma coisa nem outra. Estou fartinho de comissários dos Partidos e de politiquice. Sabiam que há ideias, práticas e Mundo além da vossa paroquiazinha Governo/Oposição?

Palhaços, balões e apitos

kafkaEu, hoje no Diário Económico

O programa eleitoral proposto por António Costa parece ter sido aceite tanto pela ala centrista como pela ala lunática do PS. É natural.

 

 

Sem nada que fazer

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O INE publicou hoje as estatísticas do comércio internacional de Abril. Ainda não vi o spin dos social-democratas do Governo mas já aí está o dos social-democratas da oposição. Para estes, o que foi publicado é assustador. As importações cresceram mais que as exportações muito em virtude do aumento das compras de automóveis de passageiros (os social-democratas da oposição chamam-lhes popós). Apesar de o cenário encomendado pelo PS prever superavit externo, dizem que é treta, que a realidade não se compadece com unicórnios. Presume-se que a partir de Outubro a realidade mude em instantes.

Esta permanente desvalorização da melhoria da cobertura das importações pelas exportações (que volta a melhorar em Abril) faz todo o sentido. Na cabeça dos social-democratas, quem exporta e importa é o Governo. As pessoas e empresas não têm nada que ver com o assunto. Sendo assim, estas publicações servem para uns se vangloriarem (ou desculparem) e outros menosprezarem ou regozijarem (quando corre “mal”). Uns e outros parecem julgar-se acima de trabalhadores e empresários que, esses sim, são os responsáveis pelo que vai correndo bem. Neste caso, a única coisa que os governos podem fazer é atrapalhar e aí podem ser responsáveis se a coisa dá para o torto.

Por definição, como fica demonstrado, social-democrata é um imbecil presumido sem nada que fazer.

Pré-aviso acerca da privatização da distribuição de água

Já sei que vos ireis queixar que o preço da água sobe. Por agora, cá na empresa consumimos 1,82€ de água em Abril. O valor total da factura são 18,75€, ou seja, 90,3% da dita são taxas e impostos (as que chama tarifas não passam de taxas disfarçadas).

factura

Coisas que me tiram do sério (1)

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Uma é a explicada neste post do JM Ferreira de Almeida. E tira-me do sério porque não compreendo de todo esta mania de pessoas (que de resto aparentam ser inteligentes) insistirem que o problema da gestão pública ou privada está nas pessoas e que se resolve escolhendo ou nomeando pessoas com mais qualidade e competência. Não está.

Não existe qualquer razão para que no Estado haja piores ou melhores gestores que no sector privado, nem sequer esse é um problema. A questão é o que diferencia uma e outra actividade são os incentivos, não são as pessoas, que dessas há boas e más, competentes e incompetentes em todo o lado. Por natureza, a probabilidade de a gestão privada ser melhor e mais eficaz é infinitamente maior. E porquê?

1 – Suponhamos uma empresa pública cujo orçamento anual é 1 milhão de euros que resulte em parte de transferências do Orçamento de Estado. Graças à qualidade da gestão, consegue produzir e entregar o mesmo serviço ou produto com um orçamento 20% inferior. Ora o que acontece no ano seguinte? Obrigatoriamente a transferência do OE será reduzida no pressuposto que passa a ter um orçamente de apenas 800 mil euros. O que isto provoca é um incentivo perverso que, em princípio, leva a que quem a gere não tente racionalizar o orçamento porque se sabe condenado a dispor de menos recursos se o fizer;

2 – O que obriga os gestores privados* a andar em bicos de pés e a procurar a excelência são a concorrência e a possibilidade de falência (a maioria dos incentivos são muito mais pela negativa que pela positiva). Por definição, uma empresa pública está impedida de falir e não tem nada a temer da concorrência. Assim sendo, o que se espera de um gestor público? Que tente suplantar a concorrência? Que queira ser eficiente e por via do lucro (que é o alfa e o ómega das empresas privadas e ao mesmo tempo uma afronta ao contribuinte que exista nas empresas do estado), manter-se no mercado e evitar a falência? Obviamente que não.

3 – Uma empresa pública, também por definição, é tutelada pelo poder político cujo mercado não tem nada que ver com o mercado empresarial. Os políticos estão no mercado dos votos e, naturalmente, vão sujeitar aquilo que tutelam a esse objectivo que, bastas vezes, é conflituante com uma boa gestão;

4 – Em virtude do modelo de gestão pública e com carradas de boas intenções sujeitam-se a empresas do estado a constrangimentos burocráticos e legais que não existem para as empresas privadas. Por muito infernal (que é) que seja a gestão destas à custa deste problema, as regras não são as mesmas, têm uma liberdade de decisão que o gestor público não tem.

 

Resumindo: não existe qualquer possibilidade de, em média, a qualidade da gestão pública ter sequer uma fracção da qualidade da gestão privada, pura e simplesmente porque não é possível alinhar os incentivos correctamente e porque a gestão pública é muitas vezes submetida a interesses políticos. As pessoas são o que são e reagem a incentivos. Ponto.

*Obviamente falo de gestores privados que gerem no mercado, não dos que gerem empresas rentistas encostadas ao estado. Esses não são gestores, são o que a Ayn Rand chamava pull-peddlers.

Photoshop

kafka2Esta semana no Diário Económico escrevi sobre o mesmo assunto que o André Amaral.

Num país onde impera o “capitalismo de favor” ou “capitalismo de estado”, o que é uma “instituição independente”? Num sítio onde tudo depende da vontade do poder político e burocrático podem existir instituições independentes?

O resto aqui

 

E vergonha, não?

kafka2A história abaixo é só mais uma das que cada vez mais vão sendo publicadas nas redes sociais. O que nos resta é perguntar se a tutela política da Autoridade Tributária, a liderança da mesma e respectivos funcionários, bem como os imberbes alapados na AR não têm vergonha disto? Não há esperança que a tenham, todos estão confortáveis, para eles não passamos de um incómodo e toleram-nos apenas enquanto nos conseguirem espremer. Isto exigiria vernáculo sólido, mas falta-me o fôlego.

Via Aventar

A história de uma família de Massamá, com três crianças, que está a ver a vida virada do avesso por conta da cobrança no IVA de recibos verdes desde 2008. O casal fez um pagamento de 5 mil euros da dívida numa repartição (possuem recibos a comprovar) e, oito meses depois, as finanças só dão como pagos 2.800 euros. Os salários estão penhorados e a casa deve ir a leilão.

Mário Pereira & Andreia Dias Continuar a ler

“Socialmente” quê?

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“Na sequência do se pedido de emprego, queira comparecer em ……… no dia…. pelas…., a fim de lhe ser apresentada uma proposta para participação em projecto de trabalho socialmente necessário”

 

Bem, cá em casa somos absolutamente a favor do controlo de todo e qualquer subsídio, sendo por princípio contra todo e qualquer subsídio, mas isto (a somar a outras coisas) é inenarrável. O que é “trabalho socialmente necessário”? Que merda é esta? E se quem se lembra desta coisas fosse apanhar no cu? Esta carta vinda do IEFP e cheia de ameaças foi recebida por uma senhora com 50 anos, pela primeira vez desempregada, que há 32 anos faz descontos para a Segurança Social e cujo subsídio é menos de 50% do que ganhava quando tinha emprego. Há 15 dias foi obrigada a comparecer na apresentação de um curso de geriatria onde, entre 29 pessoas, 27 nunca fizeram qualquer desconto e foi-lhes proposto o curso de 4 horas por dia, pago a 15€ por hora, mais 4€  por dia para subsídio de refeição durante três meses. Quem está a receber o subsídio de desemprego (receba 400, 500 ou 1000€) não seria pago caso o frequentasse. Estes azeiteiros, cujo líder é o azeiteiro-mor, o Ministro Scooter (esse gnomo mal amanhado), que mereciam era ser corridos à chapada, criam assim a profissão de Frequentador de Cursos do IEFP. Quanto aos outros, os que andam há décadas a sustentar-lhe as masturbações são intimados a fazer “trabalho socialmente necessário”. Pois, caro Ministro Scooter vá gozar com o raio que o parta e enfie o socialismo onde mais lhe aprouver.

 

Pirâmides e capachos

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Nota prévia: a vasta experiência que tenho de lidar com os funcionários da Autoridade Tributária (Ex-DGCI) faz-me respeitá-los, só tenho a dizer bem e de todos os serviços do estado que eventualmente necessitei, foram sempre os mais profissionais e mais disponíveis para me ajudar resolver os problemas que fui tendo. Dão dez-zero até ao SNS, a médicos, enfermeiros e professores.

Tanto a tutela como as chefias da Autoridade Tributária conhecem bem a pirâmide aqui acima e sabem o que devem fazer com cada parcela da mesma. Deixar em paz a base, ajudar os do meio e perseguir os do topo. Não fazem nada disso. Perseguem a pirâmide toda, penalizam a base sempre que podem, esmagam os do meio, com penhoras, multas, coimas e processos e quanto aos do topo, se der muito trabalho (não é fácil agarrá-los), pois que paguem os de baixo. É esta a filosofia Tributária, a filosofia do “Chefe”, quanto mais e melhor um gajo faz, mais tem que fazer, os calões, pois coiso, pô-los a cumprir dá muito trabalho ao “chefe”.

Soube que o Sr Brigas Afonso se demitiu e já vai tarde. Um “académico da casa”, um calhau com olhos sem a mínima noção de coisa nenhuma, um ignorante e um caceteiro, que ordenou um arrastão de penhoras nos últimos quinze dias de Dezembro de 2014 revelando uma total falta de noção da realidade das empresas e da economia (até do calendário, por Deus!) que meteu os inspectores na rua atrás dos poucos tostões que os do meio da pirâmide ao lado eventualmente têm. Imagino que fosse um bom capacho do Secretário de Estado respectivo que no que respeita a ignorância e caceteirismo não lhe fica atrás. Estamos entregues a “chefes” destes que não merecem nem de perto, os subordinados que lhes calharam, que são bem melhores que eles e ainda são o que vai valendo ao miserável do contribuinte neste fascismo tributário sem qualificação.

A propósito de gins e de vir

picture_kafka_drawingEu, hoje, no Diário Económico

Vem Devagar Emigrante

A meio de um gin (ou de meia dúzia) ocorreu a alguém que jovens que emigraram e rapidamente perceberam que há lugares onde o trabalho e o mérito são premiados, onde é possível imaginar um futuro acolheriam de braços abertos o regresso a esta nossa desesperança.

My take

picture_kafka_drawing“A young lady has felt that my treatment of women in my lyrics and social comments has not been particularly positive. And there’s no reason why it should be. You should take your lumps along with everybody else because women do stupid fucking things, just like the guys do. And if I say guys are stupid and a woman does something stupid, don’t be a whimp about it, just because you got that thing between your legs is no problem.” – Frank Zappa

 

My turn. Maria João, para o peditório das gajas já dei. Não me sobra uma centelha de respeito por seja quem for queira discriminação positiva ou ter prerrogativas especiais porque tem aquela coisa entre as pernas, porque tem uma cor de pele mais escura, porque tem preferências sexuais diferentes, porque tem um dedo a mais ou um fetiche por cavalos. Uma pessoa é uma pessoa, e nos conselhos de administração, o que há, são pessoas. Quero lá saber se são gajas ou não. E quanto a boicotes, devo começar a boicotar empresas em cujos conselhos de administração a média de alturas seja superior a 1,70m ou tenha menos de 50% de canhotos ou mais de 30% sejam gordos ou não fumadores?

Nas sociedades desenvolvidas as mulheres não são discriminadas em coisa nenhuma e, quanto a mim, mal. Sabes o que diz a minha sogra? Filhos são nossos, do pai, serão ou não. Portanto, para mim, o Dia da Mulher, (pelo menos da minha) é todos os dias, quanto a hoje, podem fazer um rolinho.

Já o Nelson Évora, sim é ridículo. Qual empatia? Empatia é ser eu a dar banho à cria todos os dias e a dar os biberons da madrugada. Empatia é ser eu quem passa a ferro e faz o jantar. Empatia é ouvir-vos quando a única coisa que vocês precisam é um saco de pancada para descarregar. Empatia é perceber que hoje, amanhã, depois de amanhã, no dia seguinte e no outro ainda vos dói a cabeça e não vos apetece. E vocês porem-se nos nossos sapatos? Fazem a mínima ideia do que é ser homem, pai, marido, branco e heterossexual? Não, não fazem, nem vos passa pela cabeça a carga que temos que suportar nem as bestas que socialmente somos. Somos nós os únicos culpados e responsáveis pelos males do Mundo. Se alguma coisa corre mal, garanto, a culpa é dos gajos como eu e a gente carrega-a. Pro peditório do gajedo, não dou. Aguentem-se, o que têm no meio das pernas não vos dá direito a serem pessoas especiais, são iguais a mim e aos outros homens todos.

Parasitas

evil-clownDeclarações da Segurança Social vendidas por dois mil euros

O segurança do supermercado estava atento aos pobres com quem se cruzava na rua. Se lhe pareciam esfomeados dirigia-se a eles e perguntava-lhes se tinham fome. Ele podia ajudá-los. Um ou outro recusava. Os que precisavam mesmo de comer sob pena de morrerem, aceitavam ouvi-lo e parte deles aceitava também a proposta. O pobre devia ir ao supermercado onde ele trabalhava e roubar 4 maçãs. Em troca de uma, o segurança garantia-lhe que não teria problemas nem ninguém daria conta do roubo.

No fundo é isto, entre advogados, TOCs e funcionários públicos, juntaram-se vários parasitas a viver à custa do desespero e da fragilidade alheia. E o Estado que temos está cheio de gente desta.

Relapsa

kafka2Hoje tive uma reunião na contabilidade para analisar o balanço de 2014 e o orçamento de 2015. Quando cheguei estava uma das miúdas da empresa (não tem 30 anos) a atender uma senhora idosa. A Sra tinha uma notificação da AT com uma dívida por atraso de cumprimento numa qualquer obrigação fiscal. Pelo que percebi, a sra teria o nome ligado a uma empresa do filho (provavelmente por questões de crédito ou outras) que se teria atrasado a pagar um qualquer imposto. Dizia a sra que está à espera de receber a reforma e não tem dinheiro para multas. às tantas, depois de perceber a que dizia respeito a carta perguntou á menina de quanto era a multa e a resposta foi 337,5€. A seguir perguntou: “Quanto é em dinheiro antigo?”. A miúda ficou a fazer a conta de cabeça e respondi-lhe eu (que lidei com “dinheiro antigo”): “São sessenta e sete contos e quinhentos”. E diz a sra literalmente: “ò meu Deus e onde é que eu tenho tanto dinheiro?”
Aquela merda doeu-me, mas é isto. Lá está, uma senhora com um processo fiscal, uma perigosa evasora fiscal, uma relapsa digna de lapidação

Bavas

kafka2O meu texto de hoje no Diário Económico

Portugal seria um bom campo de estudo para os virólogos. Não é de agora que políticos e outros altos responsáveis são atacados pelo vírus “Bava” assim baptizado após a audição parlamentar ao dr Zeinal Bava. Não sabiam, foi engano, erro dos serviços, da secretária, interpretação, etc. Nunca são responsáveis por nada, foi assim com Murteira Nabo, António Vitorino e António Costa e é assim com o primeiro-ministro (PM) que, coitado, julgava que entre 1999 e 2004 os descontos para a Segurança Social (SS) dos trabalhadores independentes eram opcionais.

O resto aqui

Em adenda ao texto publicado no Diário Económico e dada a falta de espaço acrescentaria o que segue abaixo. Sim, já sei que as beatas fiscais socialistas se vão contorcer nos habituais números de processos de intenções e psicanálise de vão de escada. Um gajo habitua-se. Continuar a ler

Zé dos Plásticos

O Zé dos Plásticos é um super-herói cujo arquinimigo é o Saco de Plástico. Dormimos todos mais descansados sabendo que o Zé dos Plásticos está a tento aos ataques do Saco de Plástico, ao ambiente plastic-free e às dores nas costas das velhinhas que já não os carregam com compras.

zedosplasticos

Crechimento

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Por estes dias tem sido notícia o crescimento do Produto Interno Bruto indígena. Do lado do Governo tenta-se dar como certo que este crescimento se deve à “estratégia” utilizada por eles mesmos, sendo que seriam eles os responsáveis pela melhoria da coisa. Do lado da oposição e principalmente do PS desvaloriza-se e considera-se “anémico”, sem importância, esquecidos que estão dos gritos de “espiral recessiva” e “segundo resgate negociado às escondidas”.

O que verdadeiramente enoja em tudo isto é que, uns tentam-se aproveitar e outros menosprezar o esforço feito por um povo inteiro, que sugado, roubado e enganado, cerrou os dentes, suportou e suporta sacrifícios e consegue o que ainda há pouco era inimaginável. Não, nem o Governo fez nada por isto, pelo contrário, nem os socialistas têm o direito de diminuir o que nós, que não temos culpa nenhuma do que estes animais andaram a fazer durante décadas, conseguimos. O que o Governo fez (salvo raras excepções de que é exemplo a Secretaria de Estado do Turismo que de facto tem ajudado) foi tirar-nos meios e literalmente roubar-nos os escassos recursos que tínhamos. Os socialistas, no meio de uma lata inacreditável depois deterem falido o estado, pedido o resgate e ter-nos sujeitado a esta desgraça, vêm, inimputáveis, diminuir o nosso esforço e sacrifício como se fosse coisa de somenos. Sim, são todos iguais, cópia uns dos outros, tudo farinha do mesmo saco.

Se Portugal recupera, deve-o aos portugueses anónimos que perceberam o que estava em causa. E sem manifs, sem debates à segunda, sem o apoio dos jornaleiros – vendidos por um prato de lentilhas – , sem alarido, cerraram os dentes, aguentaram desempregos, falências e dificuldades e puseram as mão à obra. Fomos nós que trabalhámos e produzimos para que lentamente as coisas melhorem e a duras penas. E assim continuaremos. Por isso, ao Governo, que reze uma Avé Maria de agradecimento ou vão todos a pé a Fátima pelo povo que vos calhou em sorte pastorear e aos jarretas do PS que vão insultar a mãezinha deles, não sem antes lhe cravarem os 20 paus que ela ganhou ontem de pernas abertas.

Da messiânica ignorância

kafka2Há uns anos, quando o Governo do sr Engenheiro resolveu aumentar a Taxa Autónoma (em sede de IRC) com efeitos retroactivos a Janeiro do ano anterior, num Quadratura do Círculo, o mais recente Messias socialista manifestava satisfação pelo facto de as empresas pagarem mais em Taxa Autónoma pois, segundo o iluminado, significaria que tinham lucros mais altos. Agora, vem numa entrevista dizer outra do mesmo calibre:

“Esta crise começou quando o capitalismo deixou de assentar numa ideia fundamental do senhor Ford.[…]A ideia de que era necessário pagar a cada um dos seus operários o ordenado suficiente para que eles pudessem comprar os carros que ele produzia.”

Podia começar por dizer que talvez a Ferrari ou a Airbus devessem pagar aos seus trabalhadores para que estes pudessem comprar os produtos que fabricam mas talvez nem assim o Messias percebesse.

A Ford na altura desse famoso aumento dos salários tinha uma força de trabalho permanente de apenas 14.000 trabalhadores mas contratava anualmente cerca de 52.000. Isto implicava custos de formação e adaptação elevadíssimos. Para evitar tamanha rotação de trabalhadores, Henry Ford não aumentou o salário para 5$/dia, metade desse valor eram bónus condicionados a regras fiscalizadas por uma coisa chamada Socialization Organization. Esta organização fiscalizava o comportamento dos trabalhadores visitando-os inclusive em casa. Beber alcool ou jogar implicava o corte do bónus. As mulheres não eram elegíveis para esse bónus a não ser que sustentassem a família sozinhas e os homens também deixavam de o ser se as respectivas senhoras trabalhassem fora de casa. Ou seja, ao contrário do mito ignorante (que o Messias acredite nele não espanta) o que levou Henry Ford a tomar a medida foi pura racionalidade de gestão, de (espanto!) redução de custos e aumento de produtividade.

Os escravos somos nós

kafka2A carga fiscal em Portugal está mais ou menos na média da UE, o problema é que o esforço fiscal (ou seja, a receita dos impostos medida em % da capacidade dos contribuintes de a pagar) é a mais alta da Europa. Em 2010 já era 165% da média. O que isto significa, provavelmente, é que já foi ultrapassado esse limite e nesta altura devem estar a acumular-se dívidas fiscais que entram na contabilidade do Estado como receita mesmo que as pessoas não as consigam pagar. Desde o Paulo Macedo, a Autoridade Tributária permite-se todos os abusos, os media propagam a propensão dos tugas para a fuga fiscal, no estado fazem-se juras de combate à fuga e evasão fiscal, etc. Pois. A ideia que os portugueses fogem muito ao fisco é um mito, uma aldrabice muito conveniente aos Governos, ao Estado e à miserável imprensa formatada no marxismo requentado das Universidades.
A fuga ao IVA em Portugal é igual à da Dinamarca, só atrás da Holanda, Finlândia e Suécia (e não é por muito), metade da francesa, à frente do UK e Alemanha, menos de metade que em Espanha e menos de um quarto que em Itália! Se há escravos fiscais somos nós.

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Palhaços

pav_o_coloridoNão ia voltar ao assunto do pavão desossado  até porque a paciência para animais esgota-se-me em casa com o Ozzy (cruzado de griffon e labrador, um simpático e um querido) e com as duas  gatas (a Mimi e a Angelina Jolie) que partilham o escritório comigo. Mas não há maneira, animal que é animal volta à carga e não nos deixa alernativa.

Desta vez é um mamífero (?) no JN que também não sabe sequer ouvir. Já não se pede que saiba ler, ou que consiga pensar e cagar ao mesmo tempo. Na entrevista do Secretário de Estado do Turismo que o bípede refere, este distribui louros por toda a gente excepto a si próprio que, com a excepção dos privados envolvidos, merece mais que ninguém. Mas pronto, há sempre cavalgaduras dispostas a fazer fretes, Tenho para mim que estas inanidades vêm escritas da sede concelhia do PS, escritas pelos miúdos a cheirar a mijo. É a vida.

Palhaço

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Sou um expatriado no Porto. Quando fomos para lá (viemos para cá) viver, a ideia era ficarmos uns (poucos) anos e regressarmos a Lisboa. Entretanto apaixonamo-nos pela cidade e pelas gentes, nasceu a cria e o regresso foi posto de parte. Com a idade que temos nunca vivemos tanto tempo em lado nenhum, fomos sempre saltimbancos. Fomos dois cidadãos do Mundo até o Porto nos agarrar e prender, já não sairemos daqui.
Expatriado e enamorado da cidade custa-me que quem julga geri-la seja um otário como o Rui Moreira. Filho de pai rico – e não passa disso, de um beto mal habituado, por muito estimável que seja – não passa de um otário, faz o papel do Presidente do Conselho a quem os Ministros fingiam ir a despacho. A filha da putice que cometeu na página do FB sobre o Secretário de Estado do Turismo, talvez o primeiro e único governante que passa a vida a distribuir louros por toda a gente excepto a ele próprio (que os tem e merece). O Pavão sem asas conhecido por Rui Moreira, eleito há pouco à custa de no PSD promoverem a abécula do Menezes, julga-se alguém. Pois, ó otário, o turismo no Porto não te deve nada. Deve à Ryannair, deve aos portuenses cuja criatividade e dinamismo foram libertados pelo Rui Rio, deve – sim, deve – ao trabalho de sapa deste e do anterior Secretários de Estado e ao Turismo de Portugal. O Presidente da Câmara, calhau com olhos, marionete, fantoche do Pizarro, que se fique pela frequência de senhoras de má vida que para pouco mais serve a não ser para legitimar o que putos a cheirarem a cueiros na Concelhia do Partido Socialista decidirem.  

Cerca de 2006 quando a Ryannair negociava com a ANA as taxas do Aeroporto, este pavão sem penas escreveu no Público, indignado, contra tal negociação. Agora quer recolher louros que, numa longa lista de responsáveis, ele não se inclui. Voltasse atrás e até na abestunta do Menezes votava. Qualquer merda é melhor que esta boneca de trapos, marioneta do PS local e dos Azeredos desta vida. Um inútil com a mania que é gente.

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picture_kafka_drawingTenho andado num processo de crédito com o Banco. Duas coisas que me são exigidas são declarações da Autoridade Tributária e da Segurança Social em como a empresa não tem qualquer dívida a estas entidades. Sendo um processo moroso, a última declaração da Segurança Social (de Setembro ou Outubro de 2014, depois de me terem emitido outra em Junho 2014) caducou e precisei pedir uma nova. Foi pedida a 20 de Dezembro e finalmente esta semana dignaram-se – já fora do prazo a que estão obrigados e que são dez dias úteis – a emitir a dita declaração. Só que emitiram-na com uma dívida de 276 euros incluindo juros de mora a contar desde Maio último. Ora, nunca recebemos nenhuma carta nem pedido de liquidação desta situação à SS. Eu explico.

Em 2012 pagámos recibos verdes a um prestador de serviços que em 2013 fez a respectiva declaração e num anexo qualquer incluiu o nosso número de contribuinte, dando-se o caso de o que lhe pagámos ser mais de 80% do rendimento dele nesse ano (coisa que não fazíamos ideia nem tínhamos que fazer, não sabemos a quem mais emite recibos) o que nos obriga a entregar 5% do que lhe pagámos à SS. Seja como for, lá na chafarica onde esta gente vegeta, deviam saber que quando se pedem este tipo de declarações não é para limpar o cu a elas, é porque há outras coisas em jogo que podem ser (e no caso são) críticas. Assim que recebemos a guia paguei – e cheira-me que se protestasse iam mas é cobrar ao Totta, mas não posso fazê-lo – e no mesmo dia voltamos a pedir nova declaração que, se cumprirem a lei, não demorará mais de 10 dias úteis. Pois. Só que isto é o suficiente para nos obrigarem a reformar uma livrança pesada e a liquidar 20% da mesma. A quem cobro os juros que pagamos pelas livranças? A quem peço ressarcimento pelo transtorno, juros, custos e despesas que a incompetência destas amibas provocam? A quem exijo que alombe com as responsabilidades que nos permitem pagar o salário a estes incompetentes?

 

O Novo Regime Contributivo da Segurança Social

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Na semana passada surgiram notícias sobre os descontos para a Segurança Social nos recibos verdes que assustaram a maioria dos trabalhadores independentes e criaram uma enorme confusão. A meu pedido, este texto foi-me enviado por uma Técnica Oficial de Contas e é uma tentativa de ajuda aos ditos trabalhadores, na esperança de que os que nos lêem ainda vão a tempo de resolver os eventuais problemas que lhes tenham sido criados.

Um pequeno texto a propósito desta matéria, ainda muito confusa, quer para os contribuintes, quer para os próprios serviços da segurança social que, muitas vezes, não possuem conhecimentos adequados à correcta informação dos contribuintes.

Assim, em jeito de resenha, importa referir que o sistema contributivo especifico dos trabalhadores independentes sofreu enormes alterações nos últimos anos, nomeadamente desde 2010.

Até então, a base de incidência contributiva, isto é, valor sobre o qual eram pagas as contribuições, era “escolhido” pelo próprio trabalhador independente, não cabendo aos serviços da segurança social qualquer responsabilidade na definição daquele valor, estando definido por escalões, e que poderiam sofrer alterações, a pedido do próprio trabalhador independente, 2 vezes no ano.

Por outro lado, havia também 2 regimes, e consequentemente 2 taxas contributivas – o regime obrigatório e o regime alargado – sendo a grande diferença o direito a baixa médica de que beneficiava o trabalhador independente que optasse pelas contribuições no regime alargado.

Com a aprovação do Novo Regime Contributivo da Segurança Social, o principio da igualdade levou a legislador a condicionar a base de incidência contributiva aos rendimentos efectivamente auferidos pelo trabalhador independente, aproximando este do regime habitual do trabalhador por conta d’outrém.

Isto significa que, na pratica, anualmente, durante o mês de Novembro, a Segurança Social fixa oficiosamente o escalão sobre o qual o trabalhador independente deverá contribuir nos 12 meses seguintes.

E hoje em dia, como é efectuado esse posicionamento? Com base no IRS do ano anterior!

Ora, considerando os valores declarados no anexo B da modelo 3 do ano de 2013, o trabalhador independente, poderá saber desde logo, qual será o escalão sobre o qual irá ser “obrigado” a contribuir a partir de Novembro de 2014. Para tal, basta aplicar os seguintes coeficientes:

– 70% do valor da prestação de serviços anual;

– 20% do valor das vendas de mercadorias anual;

– 20% do valor da prestação de serviços do sector de restauração e bebidas e similares;

Assim, chegados ao valor do rendimento relevante anual, facilmente encontramos o duodécimo mensal que caberá num dos seguintes escalões, com a correspondente contribuição mensal:

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O que vimos acontecer recentemente e que tanta azáfama jornalística causou, não foi mais, do que os serviços a cumprirem, ainda que tardiamente, a sua função: fixação da base de incidência, com base no rendimento relevante apurado através dos rendimentos declarados no IRS de 2013 de cada um dos trabalhadores independentes. Nada de novo. Continuar a ler

Novas Igrejas e novos beatos

Lembrei-me disto por causa da repetida presença da deputada Isabel Moreira nos media ontem e hoje devido à coisa das subvenções vitalícias. É off-topic mas pronto. No vídeo acima o Frank Zappa participa no Cross Fire, programa na TV que julgo ainda existe. Como é tão evidente hoje que até dói, está carregadinho de razão. Faltou-lhe dizer aos idiotas que o acompanhavam que liberdade de expressão é a liberdade de dizer o que os outros não querem ouvir. Lembrei-me porque há tantas letras do Zappa que, fosse hoje, e os idiotas seriam outros. A direita religiosa foi substituída pelos novos censores da esquerda lunática. O que de alguma forma confirma o que intuo, que os “progressistas” são os novos conservadores. E radicais. Temas como Bobby Brown Goes Down, Dinah Moe Hum, Jewish Princess, etc seriam hoje atacadas pela Brigada Lunática (em Portugal bem representadas pelo BE, Livre e parte considerável do PS) como se não houvesse amanhã. O mínimo que chamariam ao Zappa seria misógino, homofóbico, fascista, reaccionário e assim. Como os tempos mudam. O culminar de tudo isto são os novos beatos, os moralistas a quem o Diácono Anacleto Louçã veio dar voz e que, agora, estão representados na deputada mais beata de que tenho memória. A (diz que) constitucionalista Isabel Moreira a quem o pai (pouco menos que um traidor assumido de gente séria e os Botelho Moniz que o digam) não deu chá nenhum quando ela era pequena. Não suporto beatos, nunca suportei, mas deputada e beata está pouco menos que acima de morcão.