O Insurgente

Janeiro 22, 2011

Coelho ao poleiro!

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 16:14

Face ao estado podre desta república corrupta, ladra e imoral, é impensável votar num dos responsáveis pela situação. Quem não quiser continuar a premiar com o votinho do costume os corruptos e os cúmplices da destruição de Portugal só tem de votar no candidato Coelho, o único verdadeiramente anti-sistema (a prova disso é a perseguição que lhe fazem na Madeira, através do poder judicial). Sabe-se que não tem hipóteses de ganhar, portanto uma boa votação (5%? 7%?) era uma chapada nos desavergonhados do sistema.

Para os direitistas/liberais/conservadores que ainda têm ideias de votar no Cavaco, pensem nisto: um traidor trata-se com firmeza e sem complacências. Cavaco Silva é socialista, é guardião desta república socialista, nada faz para a mudar (nem para apoiar quem a queira mudar), dá-se muito bem com todas as falsas elites que mandam em Portugal, já disse que não ia demitir o governo, e obviamente não quer mesmo reformar o estado (ainda ontem teve a lata de propor um aumento suplementar de impostos para se evitar os cortes – ridículos – que se anda a tentar impor à função pública… tragicamente é este o mal menor que a “direita” consegue pôr no poder…). Mais vale então votar no candidato anti-sistema e arriscar uma vitória da esquerda na segunda volta. Que se lixe, não há-de ser muito pior do que com Cavaco (de qualquer forma, quem manda é Sócrates). Indivíduos sem princípios não devem ser sempre recompensados só por haver outros ainda piores (embora da mesma espécie socialista). Uma travessia do deserto só ia fazer bem à direita, dava-lhe a oportunidade de sanear os traidores e de pôr gente nova na primeira linha.

Coelho ao poleiro!

Dezembro 24, 2010

Atacador de Moura

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 09:30

Como tudo indicava, e ontem se confirmou no debate com Cavaco Silva, Defensor de Moura foi a carne para canhão dos socialistas nestas eleições. Foi o escolhido para os ataques mais duros contra o actual presidente. O António Balbino Caldeira explica esta jogada.

Dezembro 11, 2010

Socialismo ou roubalheira?

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 18:34

The source elaborated on the depth of Guebuza’s
business interests, which range across the economy. He said
that Guebuza is in on almost all of the “mega-project”
multi-million dollar deals via contractual stipulations to         
work with the Mozambican private sector. One example is
Guebuza’s involvement in the 2007 purchase of Cahora Bassa
Hydroelectric Dam (HCB) from the Portuguese Government for
$950 million. $700 million of this was paid by a private
consortium of banks, which was arranged by a Guebuza proxy,
for which Guebuza received, while he was a sitting president,
an estimated commission of between $35 and $50 million. The
Portuguese bank which arranged the financing turned over its
shares in BCI Fomento, one of the largest Mozambican
commercial banks, to a Guebuza-controlled company.

Não deve surpreender ninguém que após décadas de desmontagem das falácias socialistas estas se repitam.

como cá, a conversa de político sobre a necessidade do estado na economia não passa de areia para os olhos, para eleitor ver. Na verdade, o estado assume um papel na economia porque é indispensável que a classe inútil e sanguessuga por excelência – a classe política – se sirva enquanto está no poder (há alguns que, sem se rirem, chegam mesmo a falar em “espírito de missão”). Desengane-se quem ainda pensar que os políticos têm ideais, uma ideologia (mesmo que errada) ou um mero sentido do bem público. Não têm. Estão no poder unicamente para se servirem e para perpetuarem a exploração dos cidadãos e usarem os bens ‘públicos’ para seu próprio interesse. Esta regra tem muito poucas excepções. Raros são os cidadãos que se sujam para ousarem lutar na arena política contra o poder com vistas a reduzi-lo, mais raros ainda aqueles que não se deixam corromper a meio da sua tarefa. É natural que isto suceda dada a natureza sanguessuga do estado.

Aquilo que distingue a actividade política da de uma máfia é somente a sofisticação manhosa que a primeira teve a inteligência de colar às suas práticas e métodos.

Houvesse mais Wikileaks por aí, e mais ainda se saberia do que o poder faz nas nossas costas.

A liberdade de saber

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 15:44

É irrelevante a motivação dos responsáveis da Wikileaks. Apenas importa saber se o que revelam é verdadeiro ou falso, e até agora nada foi desmentido.

O efeito das fugas é a sociedade ficar a saber os segredos do poder. Este, ao guerrear a sociedade com extorsão (impostos), leis e regras esmagadoras da actividade económica e da vida em geral da comunidade ou ainda a actividade policial que aplica cegamente os ataques do poder político, não pode esperar que a sociedade coopere (ou pelo menos, não toda a sociedade). É expectável que haja pelo menos uma parte desta que não aceite ser tratada como súbdita, meramente útil a pagar impostos e a respeitar tudo aquilo que os seus pretensos representantes aprovam. Neste sentido, é expectável que não haja respeito pelo que o estado considera confidencial. Além da divulgação de informação confidencial dever ser livre (ao abrigo da liberdade de expressão), é preciso dizer que essa divulgação é útil e indispensável mesmo. Por princípio (o poder tem de ser controlado e cerceado o mais possível), mas também porque não há nenhum motivo para que seja dado o benefício da dúvida a empregados ou detentores do poder, tal é o historial de tramóias ou puros actos mafiosos por parte destes (há mesmo quem argumente que são precisamente as pessoas mais imorais que se vocacionam para ocupar o poder, mas esta é outra conversa, até porque haverá sempre honrosas excepções, etc). Mais: numa sociedade de informação, livre, é utópico esperar que os cidadãos se auto-censurem, tenham bom senso e não divulguem informações sensíveis para a integridade do estado. Haverá sempre alguém a quebrar o bom senso. Querer acabar com esta divulgação é, na realidade, aprovar um ataque à oposição mais subversiva vinda da sociedade (subversiva no sentido de não ser institucionalizada, por partidos ou associativismo político). É perseguição política.

O alegado medo de uma transparência total como um perigo totalitário não tem sentido. A ideia de transparência tem sido mal vista, com alguma razão pois os abusos na busca de transparência têm sido todos por parte do estado em direcção aos cidadãos. É normal e legítimo que um cidadão não queira ser observado e escrutinado em todos os aspectos da sua vida. Essa transparência é que é negativa, pois ninguém dá o direito ao estado de invadir a liberdade de uma pessoa inocente. Já o estado, e seus membros, é à partida (e assume-no claramente) culpado, visto que detém o monopólio da força e da execução da justiça dentro da sociedade, e é normal e justo que seja escrutinado pela sociedade. Quanto mais transparência no estado, melhor.

Que a Wikileaks continue o seu trabalho, e que mais ‘Wikileaks’ apareçam.

Cortar na gordura

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 15:17

Carlos César disse ontem que desviou dinheiro destinado a obras num campo de futebol para o subsídio extra aos funcionários açorianos que terão corte de salário, conseguindo com isso que este na prática se mantenha intacto.

Este tipo de práticas nada tem de inovador. Por todo o país, as câmaras e o governo em geral têm feito aquilo que se chama “cortar nas gorduras” (obras em estruturas públicas, iluminações de Natal, subsídios a festas ou a associações recreativas locais por exemplo). Pretensamente, com o ataque às ditas gorduras, mantêm-se a carne e o osso do estado. Mas sabendo-se que o grosso da despesa do estado vai para salários, o que fica saliente é que este tem cortado em tudo o que é prestação ao cidadão-pagador em prol de uma manutenção da situação dos seus funcionários. Isto evidencia a essência puramente parasitária do estado. Evidencia que os serviços prestados ao cidadão são um mero rebuçado, pondo este a pensar que o estado existe para o servir. Chegar-se-à a um ponto em que, por aperto orçamental, toda a gordura será cortada (mas com o pessoal da câmara instalado e, claro, a receber o dele).

No fundo, podemos pensar no efeito terapêutico disso. Talvez aí as pessoas acordem, vejam com clareza que são governados por meros parasitas e reajam.

Dezembro 9, 2010

Sakineh Ashtiani libertada?

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 21:28

A confirmar-se, é uma triste notícia para os amigos de Israel, que aproveitam todos os pretextos possíveis para diabolizarem o regime iraniano. Ficam com menos uma causa por que lutar.

 

Leitura complementar: A direita cínica e imoral.

Novembro 1, 2010

Sócratismo laranja

Filed under: Política,Portugal — filipeabrantes @ 09:56
  • a comunicação e a propaganda prevalecem sobre a verdade
  • a estratégia e a agenda prevalecem sobre o interesse do país
  • a sobrevivência e o acesso ao poder justificam todas as mentiras
  • todos os políticos mentem —> versão alternativa: «he may be a son of a bitch, but he’s my son of a bitch»
  • encenações dissimulam qualquer recuo
  • princípios? o que é isso?
  • o povo é burro, acredita em tudo
  • viram as últimas sondagens?
  • aquele Pacheco já se calava
  • temos muitas ideias mas medo de as apresentar, o país que espere
  • o site das propostas de cortes é muito moderno (Ferreira Leite, aprende…)
  • aprovar aumentos sucessivos de impostos não é socialismo
  • usar à descrição palavras pomposas como responsabilidade ou intransigência
  • a oposição não ganha eleições, é o governo que as perde
  • quem tem isso dos «princípios», nada percebe de política
  • nunca assumir erros
  • fazer cara feia em situações de fragilidade
  • o facebook é fixe

A credibilidade do PSD

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 09:25

Primeiro, pediram desculpa pelo volte-face a que se prestaram aquando da aprovação do PECII de Maio. Eram contra um aumento de impostos, mas acabaram por se desdizer e aceitaram-no.

Seis meses depois, durante várias semanas mentem descaradamente aos portugueses prometendo a não viabilização de um orçamento com aumento de impostos. Este novo aumento, apesar da cedência parcial do PS nas deduções fiscais, manteve-se e esta semana lá vai o PSD abster-se e garantir a viabilização do orçamento. Ou seja, dizem uma coisa, fazem outra. Como Sócrates (a quem o PSD tanto gosta de chamar de ‘ilusionista’). Pelo meio, envolveram-se em teatrinhos e em cenas ridículas de merceeiro com o Ministro das Finanças. É agora suposto que os portugueses vejam o PSD como um partido responsável, sério e que obriga o PS a ceder na sua criminosa irresponsabilidade. Balelas, como é óbvio, mas o povo é estúpido e sempre se vai enganando alguns pelo caminho.

Um dos ensinamentos destes primeiros meses de liderança, independentemente de se concordar com a sua repetida colaboração com o PS, é que Passos Coelho não é mais credível do que Sócrates. Não tem qualquer pudor em enganar caso ache necessário. Em seis meses, duas manipulações grosseiras da opinião pública. Nesta última, andou desde finais de Agosto a lançar areia para os olhos dos portugueses. Foi intransigente até finais de Setembro (isto é, manteve simplesmente a palavra dada), decidindo-se pela negociação. Do pedido de desculpas de Maio, passou para uma justificação do novo volte-face, desta vez proclamada com voz grossa e adjectivação incisiva contra o Governo.

Sobre o seguidismo dos simpatizantes/militantes do PSD, não há muito a dizer. Passaram, com uma facilidade impressionante, do puritanismo anti-Sócrates para o relativismo da mentira. Apetece perguntar o que o Tiago Azevedo Fernandes perguntava há dias no seu Twitter: “É assustador tantos comentadores aceitarem como normal o bluff e a quebra de palavra dos políticos. Serão eles próprios assim?”

Outubro 29, 2010

A coragem de Cavaco

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 10:15

Lê-se no blog mar salgado que Cavaco Silva deve ser valorizado por não ter fugido. Espantoso. É que também só faltava que depois de assistir impávido e servido de bandeja a governação de Sócrates se tivesse demitido a meio (com medo de Sócrates talvez? cansado dos seus inúmeros e inúteis passeios pelo país rural…? ninguém sabe..).

Por outro lado, e pensando bem, essa até teria sido uma atitude consistente perante a passividade com que exerceu a presidência. Deixou Sócrates governar à vontade, em nome da sacrossanta “estabilidade governativa”, apesar da criminosa irresponsabilidade dessa governação. Para ter um presidente da república que nada faz, que cria falsos conflitos como o do estatuto dos Açores, que se envolve em polémicas ridículas como a das escutas, que em defesa do Tratado de Lisboa pressiona para a (ainda maior) submissão de Portugal a potências estrangeiras, que aprova leis progressistas como as do aborto e dos casamentos gays (que, homem que fosse, teria vetado, nem que passassem na mesma depois), que em vez de criticar duramente o governo se põe com discursos cínicos e manhosos, enfim, se é para ter um presidente banana realmente mais vale que fuja.

Cavaco Silva, só por muito sectarismo ou ignorância se pode dizer que serve a direita*. É pena que esta mantenha as ilusões e se apronte a lhe entregar o voto outra vez.

*era interessante já agora que os seus apoiantes dissessem que grandes diferenças teria havido com um Alegre ou um Soares na presidência nos últimos cinco anos.

Outubro 21, 2010

O papão do multiculturalismo

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 09:00

Todas as sociedades são multiculturais. O problema não é pois o multiculturalismo, mas sim algum multiculturalismo. O factor de sucesso de uma sociedade multicultural não é político, nem jurídico, como diz Henrique Raposo. Na Alemanha, os turcos vivem entre si, como em França o fazem por exemplo os imigrantes de origem magrebina ou da África negra. Não vale a pena o Henrique dizer que não há comunidades mas sim indivíduos porque a realidade fala por si. Se uma série de indivíduos com características minoritárias (religiosas, raciais, ou linguísticas) decide conviver com outros indivíduos com características semelhantes, podemos falar de uma comunidade. Distinguir multiculturalismo de cosmopolitismo, assumindo que neste a segregação não é tão forte, parece um jogo semântico porque não há forma de distinguir com rigor um e outro. Por outro lado, dentro de um mesmo país a integração/segregação dos imigrantes tem nuances. Os alemães e franceses das grandes cidades são tendencialmente mais tolerantes, havendo no entanto uma forte segregação (ou ‘guetização’, como diz a esquerda) entre os nacionais e os estrangeiros, que se concentram massivamente em bairros periféricos. Os alemães e franceses das zonas rurais são bem menos tolerantes mas, contrariamente ao contexto anterior, os imigrantes vivem no meio dos nacionais e esforçam-se mais para se integrar. Isto para dizer que falar de ‘multiculturalismo’ é um bocado fácil, devendo ser deixado esse jargão para os políticos (sempre em busca da nova moda para ganharem popularidade). Este é um ponto prévio.

Mas o problema das críticas ao multiculturalismo nem é tanto a sua falta de rigor. É sobretudo o seu lado romântico e utópico. Sendo que a extrema-direita não está sequer perto de chegar ao poder na Alemanha ou em França, é de supor que o fluxo de imigração se vá manter inalterado. E mesmo que ele seja moderado, o número de imigrantes nestes dois países é hoje suficientemente grande e as cisões culturais existentes tão fortes que é ilusório apelar ao respeito da lei e das regras por parte de todas as comunidades minoritárias. Por um lado, a pressão demográfica destas comunidades sobre os nacionais (muçulmanos e negros fazem muitos filhos) faz que dentro de poucas décadas elas se tornem relevantes e consigam competir em termos de acesso aos lugares políticos (vedar este acesso por via legal só teria efeito temporariamente, e nem se vê bem como isso poderia ser feito pois quem tem direito à nacionalidade tem automaticamente direito a votar e a ser eleito mal atinja a maioridade), e com isso que consigam mudar as próprias leis de acordo com os seus interesses. Por outro lado, não me parece que os governos francês e alemão se preparem para parar o fluxo migratório e comecem a expulsar em massa os turcos ou magrebinos para os respectivos países (única solução prática contra a pressão demográfica). Tal provocaria fortes resistências e o mais provável seria que eclodisse uma guerra civil, com possíveis atentados terroristas (afinal falamos de muçulmanos…) e ataques de membros destas comunidades contra os civis indígenas.

Goste-se ou não, hoje na Europa está a criar-se o cenário para um choque cultural violento. Quem o quiser evitar, tem que defender intransigentemente a liberdade: garantindo o direito à auto-determinação de zonas maioritariamente turcas e/ou muçulmanas ou de uma determinada etnia africana por exemplo; garantindo o direito à discriminação nos serviços públicos ou no trabalho (primeiro ser atendido num serviço público não é nenhum direito, depois um empregador devia ser livre de assumir que só contratava brancos ou católicos se o quisesse – estas duas medidas iriam favorecer a concentração comunitária e a segregação, de que poderia resultar a saída voluntária do país por parte dos discriminados ou o avanço para a criação de movimentos autonomistas); permitindo as câmaras não aceitarem mais estrangeiros (ou restringindo-lhes os direitos cívicos); vedando-lhes ou dificultando-lhes o acesso à nacionalidade; ou ainda não os incluindo no sistema de segurança social (enquanto ainda são minoritários tal seria possível sem grandes tumultos, isentando-os, claro, da respectiva contribuição).

O multiculturalismo não é um problema em si, não é por isso nenhum papão, nem está em falência. Só se torna um problema quando se quer integrar à força povos com culturas demasiado diferentes sob o mesmo ordenamento jurídico e administrativo. Foi esta ideia iluminista que faliu.

Outubro 20, 2010

Árabes ou palestinianos?

Filed under: Médio Oriente — filipeabrantes @ 09:44

O neo-nasserismo de Helena Matos. Por Miguel Madeira.

Mas a deriva nasserista/baathista/pan-árabe de Helena Matos cai no erro de todos os nacionalismos que julgam que o que faz uma nação é um passado partilhado; não é – o que faz uma nação é o desejo de viver um presente e um futuro partilhado (e quando esse desejo existe, facilmente se inventa esse tal passado partilhado) – o caso mais paradigmático é mesmo o de Israel (uma nação deliberadamente criada por indivíduos que decidiram, de forma racional e voluntarista, constituir uma nova nação em vez de continuarem a pertencer às nações em que tinham vivido durante séculos), mas praticamente todas as nações surgidas no século XX andam lá perto (há uns séculos atrás, quem ouvia falar em “checos”? O que havia era “boémios”, “morávios” e talvez mais um ou outro grupo; e que moçambicanos havia no século XIX? E paquistaneses antes da partilha da Índia? E bangladeshis? E os moldavos, que só são uma nação porque viram que a Roménia estava ainda mais falida que eles? E , já agora, em 1760 qual era a diferença entre o que veio a ser os EUA e o que veio a ser o Canadá?).

A verdade é que os “palestinianos” poderiam ser tão só e apenas “árabes” durante séculos, mas a partir do momento em que, após 1948, nos campos de refugiados começaram a aparecer grupos “palestinianos”, que tiverem que lutar tanto contra Israel como contra a repressão jordana e egípcia (o primeiro morto da Fatah foi morto pelos jordanos, não pelos israelitas), surgiu uma identidade nacional palestiniana, distinta (embora não necessariamente contraditória) da identidade árabe, como das identidades tribais e clânicas pré-existentes. E a prova disso é que durante décadas o grupo palestiniano mais importante foram os “nacionalistas palestinianos” da Fatah, enquanto nunca ninguém ligou muito aos “nacionalistas árabes” da Saika ou da FLA, nem à primeira direcção da OLP, de Ahmed Shukeiri (que havia sido largamente escolhida pela Liga Árabe) – ou seja, os “palestinianos” consideram-se um povo, e é isso que os faz um povo (creio que foi Alexandre Herculano – será que os liberais do Blasfémias não o leiem?! – que disse “Nós somos portugueses porque quisemos ser portugueses”).

Outubro 17, 2010

Fisco em greve

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 20:38

Eis uma greve que, por uma vez, deve merecer todo o apoio dos liberais:

Fisco: trabalhadores marcam greve de 20 dias em Novembro

Oxalá se mantenham firmes e determinados na luta pelos seus direitos e não venham a desistir da greve.

Sobre Oakeshott

Filed under: Teoria — filipeabrantes @ 02:38

Ler o Rui Botelho Rodrigues:

Ao reconhecer a necessidade de manter, “conservar”, instituições existentes, o conservador reconhece, por um lado, que vivemos num mundo cuja característica fundamental é a mudança permanente, e que a acção humana (deliberada, racional) é necessária para contrariar essa característica fundamental da realidade. Assim, a proposta de “conservar” certos aspectos do presente legados do passado é também um caso de engenharia social (no primeiro sentido) tal como as propostas racionalistas. Mais do que isso, reconhecendo que na ausência de esforços conscientes de conservação certas instituições desapareceriam, o acto de conservar constitui – como todos os actos – uma mudança (um desvio do curso natural das coisas) e um produto da avaliação racional entre os efeitos da acção e da inacção. Neste sentido o ímpeto conservador é tão racionalista e tão culpado de engenharia social como os planos milenares de certos comunistas auto-proclamados racionalistas. Isto, naturalmente, nada diz sobre o conteúdo dessa engenharia, quer moral, político ou económico – mas os conservadores certamente julgam que sim, caso contrário não notariam esse facto básico como se se tratasse de um atentado à civilização. Infelizmente, aquilo que os conservadores chamam de «engenharia social» – no primeiro sentido – é comum a qualquer pessoa que exponha qualquer ideia sobre filosofia política.

Depois existe a “engenharia social” coerciva, ou seja, a imposição pela força de ideias políticas. Os conservadores têm, até certo ponto, razão. Existem ideólogos que pregam o uso da violência para avançar os seus planos mirabolantes de “mudança social”, fundada na revelação (pela Deusa Razão), geralmente algum tipo de comunismo milenar. A razão dos conservadores acaba, porém, neste ponto. Antes como depois da “era racionalista” existiram planos maquiavélicos de “engenharia social” coerciva, geralmente de inspiração cristã e, para variar, de aroma comunista. Estes episódios não põem, porém, de forma alguma em causa o Cristianismo (como religião), tal como os “engenheiros coercivos” que usaram a bandeira racionalista não põem em causa o Racionalismo (como método) – ao contrário do que os conservadores pregam. E se a proposta dos conservadores é a conservação do status quo, e este status quo é estatista (e por definição coercivo) os conservadores são também culpados do segundo tipo de engenharia social: a imposição pela violência dos seus valores – com a diferença de que não é necessária uma revolução para instaurar o regime pela força; é apenas preciso mantê-lo pela força.

Setembro 24, 2010

De perseguidos a perseguidores

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 21:14

Um excelente texto sobre as relações íntimas do sionismo com os movimentos de extrema-direita: De perseguidos a perseguidores: a lição do sionismo. Por João Bernardo.

Um fascismo sionista

No Executivo Sionista foi Vladimir Jabotinsky quem encabeçou a oposição da direita radical à presidência de Chaim Weizmann, moderado e conciliador. Jabotinsky foi-se autonomizando progressivamente do Executivo, demitindo-se em 1923, dois anos depois de ter sido eleito para esse órgão, e lançou em 1925 a Organização Revisionista Sionista, que converteu mais tarde em União Mundial do Movimento Revisionista, enquanto tendência interna do sionismo. No Congresso Sionista Mundial de 1931 os revisionistas contaram com 25% dos delegados, constituindo a terceira maior tendência, o que mostra que de modo algum podiam ser subestimados e possuíam uma efectiva capacidade de pressão. No congresso seguinte, em 1933, apesar de divididos internamente eles obtiveram cerca de 20% dos delegados e continuaram a formar a terceira maior tendência. Na sequência deste congresso, abandonaram a Organização Sionista e fundaram em 1935 a Nova Organização Sionista, continuando no entanto a ser correntemente designados como «revisionistas» .

A convicção de que o revisionismo era um fascismo foi muito corrente na época e parece-me inútil investigar se no seu íntimo Jabotinsky era fascista ou se procurava apenas usar o fascismo em benefício próprio, porque os efeitos seriam os mesmos e não há dúvida de que os seus seguidores eram fascistas confirmados. Wolfgang von Weisl, director financeiro da Nova Organização Sionista, declarou numa entrevista em 1936 que, «ainda que houvesse diversas opiniões entre os revisionistas, em geral eles simpatizavam com o fascismo» e que «ele pessoalmente era um apoiante do fascismo». E Mussolini, especialista na matéria, classificou Jabotinsky como «fascista» durante uma conversa que teve em 1935 com alguém que seria em breve o mais alto dignitário da sinagoga romana.

Setembro 15, 2010

A dura realidade das ‘expulsões’ de ciganos

Filed under: Internacional,União Europeia — filipeabrantes @ 08:22

Obrigados a saírem do país, muitos ciganos de facto saem para voltarem – literalmente – no minuto seguinte. Podem então ficar provisoriamente (até 3 meses, segundo as normas europeias) em França até novo mandado de expulsão. Seguido da respectiva viagem turística à fronteira.

É esta a situação que faz alguns tontinhos compararem o presidente francês a um nazi. Não há paciência.

Agosto 31, 2010

A direita cínica e imoral

Filed under: Double standards,Internacional — filipeabrantes @ 09:11

Manifestações em Lisboa contra uma anunciada lapidação no Irão podem ter um efeito de pressão residual mas são respeitáveis e se forem genuínas (se por exemplo não se esconderem por trás de outras causas, como a luta genérica contra a pena de morte – como aqui se adverte – ou a mudança do regime iraniano por dentro ou por ataque externo) fazem todo o sentido. Apesar de, segundo consta, a lapidação não se efectuar no Irão há já vários anos, a hipótese de o voltar a ser é preocupante. O que faz menos sentido é a visão maniqueísta e cínica de alguns críticos da manifestação do último sábado (como é o caso de João Pereira Coutinho, neste artigo). A causa é justa e pessoas que se juntem e se manifestem pacificamente na luta por uma causa justa dificilmente são criticáveis. Não merecem ser achincalhados e tratados de ‘pornográficos’. Só uma pessoa cínica (daquelas cuja História não costuma recordar, diga-se) e sem os valores certos pode censurar outras pessoas por se manifestarem contra uma prática injusta e selvagem. Se observarmos bem as reacções negativa de alguma direita à manifestação de Sábado, elas visam a menorização da mesma e o apelo à guerra. Pura e simplesmente. É evidente que a maioria (ou totalidade) destes críticos nunca participará numa provável guerra contra o Irão (quer física, quer financeiramente – afinal os contribuintes americanos servem para isso mesmo). O que os motiva é a paranóia do ataque ao “regime iraniano”. Pouco importa que as aventuras no Iraque e no Afeganistão se estejam a revelar um longo e penoso fracasso, o que parece motivar estes críticos é a fuga para a frente e a extensão dos “direitos” ocidentais e da democracia (esse novo dogma da direita!) pelo mundo fora. Esta duplicidade de comportamentos revela grande irresponsabilidade e imoralidade: apelar a uma guerra que pode facilmente tornar-se devastadora (sobretudo para o povo iraniano, mas também potencialmente para as nações envolvidas no ataque) e global (dados os governos que andam a pressionar o Irão e a impor-lhe sanções) pelo progresso nos costumes iranianos é enquanto método não só completamente desproporcionado e patético como também imoral por se aceitar a morte de milhares de inocentes por ganhos que não a justifica (porque os fins não justificam os meios).

Claro que alguns dos críticos são simplesmente desonestos e fingem a simpatia pelos direitos dos iranianos quando na verdade o que querem é que o “regime” de Ahmadinejad seja riscado do mapa, em benefício de Israel.

Agosto 2, 2010

Estratégia e liberalismo

Filed under: Teoria — filipeabrantes @ 15:11

Interessante a série de reflexões do Rui Botelho Rodrigues sobre a estratégia que os liberais devem adoptar no combate político.

Estratégia I

Estratégia II

Estratégia III

Sobre este assunto, ler também o debate entre Rothbard e Konkin, aqui e aqui.

Julho 31, 2010

Domingos Névoa é inocente, ponto

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 13:51

Não é assim, senhora professora?

Leitura complementar: Um pequeno tratado de analfabetismo jurídico

Não toques no meu privilégio

Filed under: Double standards — filipeabrantes @ 09:55

Muito me separa ideologicamente do Henrique Raposo, mas diverte-me ver as reacções histéricas e indignadas face a alguns dos seus posts contra a função pública e os seus privilégios. Há tempos foram os enfermeiros (ficaram chateados porque o Henrique Raposo lhes disse que não mereciam ganhar mais), agora parece que saiu da toca uma espécie de ‘grupo de amigos dos funcionários públicos’ a respeito de um – aparentemente – infame ataque à ADSE e a quem dela usufrui. Aqui, aqui, aqui, aqui, e ainda aqui, podem ler-se algumas das mais divertidas reacções à nova diatribe anti-funcionários públicos do HR. Aqueles que passam o tempo a condenar posts/textos ad hominem são os mesmos que não hesitam em atacar pessoalmente quem ouse apontar o dedo ao corpo parasita dos funcionários públicos. Independentemente da razão da crítica A ou B, é sintomático que tanta gente se sinta tocada pessoalmente com este tipo de reparos (em geral ajustados). Será isto um fenómeno associado às castas de intocáveis, típicos das sociedades mais atrasadas?

Se quer levar com um ataque pessoal  ou ser insultado, já sabe, critique a função pública (os seus privilégios, o seu peso no orçamento e a sua  imoral parasitagem da sociedade), é só esperar.

Outra lição a reter: numa sociedade socialista e decadente como a portuguesa, é de certeza bom sinal ser insultado à esquerda e à direita, é sinal de que talvez se esteja a dizer algo acertado.

Leitura complementar: A falácia do pagamento de impostos na função pública, por BZ

Julho 21, 2010

Esquerdices

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 10:11

Os mesmos iluminados da esquerda que acusam o PSD de neoliberalismo (era bom que fosse verdade) são os mesmos que o acusam de querer um regresso ao anterior regime, o fascismo. O facto de o fascismo ser uma política estatista e corporatista não interessa nada, parece. Afinal um liberal é um fascista para estes comedores de palha.

Quem criou verdadeiramente o estado social em Portugal não foi este homem

?

E já agora, quem foi que disse isto

“We  are socialists, we are enemies of today’s capitalistic economic system  for the exploitation of the economically weak, with its unfair salaries,  with its unseemly evaluation of a human being according to wealth and  property instead of responsibility and performance, and we are all  determined to destroy this system under all conditions.”

?

Esta esquerda é ridícula. Se não fosse cleptomaníaca, só daria mesmo vontade de rir.

Indignados de pacotilha

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 09:32

Parece que o Exmo Senhor Professor Doutor Jorge Miranda é contra os “despedimentos arbitrários”. Como o percebo. Um homem que nunca criou um emprego na vida, preferindo passá-la bem aconchegado na sua redoma tranquila da Faculdade de Direito de Lisboa a doutrinar e estupidificar os portugueses para as tretas do regime, dificilmente conseguiria perceber o que está em causa nesta matéria. A imposição de uma ‘justa causa’ para um despedimento só consegue ser defendida por socialistas, burocratas e por ‘intelectuais de regime’ como ele. Nada de novo, portanto.

guardião de regime

Julho 19, 2010

A coerência de um intelectual-artista

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 23:53

Começa com uns nomes simpáticos a quem não concorda com a cultura subsidiada, chamando a estes “tontos”, “filisteus”, “taberneiros”, “analfabetos”.

Continua, na caixa de comentários deste post:

Se o Pedro Mexia tivesse algum argumento não precisaria de recorrer ao insulto.

Comentário por JoaoMiranda — Julho 13, 2010 @ 11:03

(…) Em vez de argumentar contra esse tal contra-argumento (que se calhar ninguém defende, mas que lhe dá jeito para caricaturar o oponente) o Pedro Mexia trata de forma depreciativa quem não concorda consigo.

Comentário por JoaoMiranda — Julho 13, 2010 @ 11:40

João, quem é que não trata de forma depreciativa quem não concorda connosco? Talvez o Kant, mas daí para baixo não há discussão sem agressividade. Veja, nesta caixa de comentários, a bela alusão do seu colega às putas.

Comentário por Pedro Mexia — Julho 13, 2010 @ 11:45

E continua assim, uns dias depois:

Irkutsk

Sou como o Miguel Strogoff: tenho que chegar a Irkutsk, e para cumprir essa missão aguentarei em silêncio insultos e chicotadas. Estou obrigado a uma missão e a um segredo, e nada me desviará disso. Irkutsk nunca esteve tão perto.

às 11:42

Julho 17, 2010

Concentração

Filed under: Agenda — filipeabrantes @ 17:01

Ocorre durante o fim-de-semana a concentração motard de Faro. Para os comerciantes e população farenses são 3 dias de festa e alegria*, tão raros na cidade desde que o S.C. Farense desceu às divisões inferiores. So lets ride…

Live to Ride, Ride to Live

Programa do festival no acampamento, aqui.

_

_

_

*inclusive para os penetras do costume, que teimam em tentar estragar o ambiente (e ganhar umas massas, já agora)

Long journey

Filed under: Diversos,Videos — filipeabrantes @ 07:27

Robert Plant & Alison Krauss – Your Long Journey

A burca, o espaço público e a liberdade

Filed under: Cultura,Double standards,Nanny State Watch — filipeabrantes @ 07:18

Faz sentido que o estado proíba as burcas no espaço público? Tanto como proibir as mulheres de andarem com as mamas à mostra fora das praias. Numa sociedade livre, o conceito de ‘espaço público’ seria obviamente absurdo, visto que todo o espaço teria um proprietário bem definido. Ora, é precisamente este conceito que enviesa todo o debate à volta deste assunto. À falta de um proprietário/gestor bem definido, legítimo e responsabilizável pessoalmente, temos o ‘espaço público’, gerido pelos burocratas do estado (câmaras ou governos). Aqueles que argumentam que o estado pode proibir burcas na rua estão implicitamente a legitimar o estado a gerir o dito ‘espaço público’. Esta não é uma visão liberal, mas quem a defende tem pelo menos a obrigação de ser coerente e aceitar qualquer decisão do gestor estado em representação (mais ou menos fidedigna) da maioria das pessoas. Quem defende esta ideia – de que o gosto da maioria deve ditar as regras dentro dos espaços não-privados como as estradas ou ruas, praias ou praças – entra em contradição quando protesta face a pretensos abusos do estado, alegando violações às liberdades individuais. Ou os indivíduos têm liberdades inalienáveis ou não têm, não podem é ter consoante os casos, segundo a conveniência e o gosto pessoal de quem discute. Defender que os polícias possam multar uma mulher que vista uma burca é incompatível com protestos contra a instalação de vídeo-vigilância ou contra que se fume nas ruas. Pensar que esta contradição é irrelevante, e dizer que se deve ser moderado e ‘discutir caso a caso’, é abrir a porta a todos os abusos (o que aliás tem acontecido, para contentamento dos governantes)

Há quem diga que é uma questão de bom senso. Este argumento é pouco sério. Primeiro, ninguém sabe o que é isso do bom senso. O que é bom senso para uns será extravagante para outros e vice-versa. Depois, aquilo que é visto como ‘de bom senso’ vai evoluindo com o tempo. Ou seja, o bom senso não é palpável, não se distingue com rigor e confronta-se com a liberdade das minorias dissonantes dos códigos do momento (que podem ter hábitos vestimentares proibidos porque retrógrados ou vanguardistas). É por exemplo irracional impedir mulheres mais vanguardistas de andarem de bikini nas praias (parece que é moda na América). Apesar de Portugal ser um país muito católico e conservador pode ser que a moda pegue – nunca se sabe… – e as pessoas comecem a aceitar essa peça de roupa na praia. Eu cá acho que o bikini deve deixar de ser proibido.

Também se ouve o argumento da segurança. Debaixo de uma burca pode estar um/a fugitivo/a ou mesmo um barbudo com explosivos ao peito. Acontece que um fugitivo ou um barbudo se podem dissimular de várias maneiras. A mais simples é logo usar um boné de basebol e óculos escuros. Vai-se proibir a conjugação destes dois acessórios? O barbudo também pode esconder os explosivos por baixo de uma parka. Proibição das parkas?

Quem não gosta de ver mulheres de burca na rua (haverá mais do que 10 ou 20 mulheres que diariamente usarão burca em Portugal?) não deve exigir do estado que as persiga. Isso não é liberal. O mais inteligente, justo e liberal é deixar que elas andem nas ruas e esperar que a censura social e a rejeição se exerçam livremente sobre elas (através do insulto ou da discriminação privada no dia-a-dia).

Julho 2, 2010

Irão abre bancos a investimento estrangeiro

Filed under: Internacional — filipeabrantes @ 10:09

Em contraste com o proteccionismo do governo português, patente no uso da ‘golden share’  para inviabilizar um negócio privado, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, face às novas sanções impostas pelos EUA, parece optar pelo caminho inverso. Decidindo acabar com a limitação ao investimento estrangeiro nos bancos iranianos, mostra uma faceta liberal que merece registo e satisfação.

The Iranian government has lifted a cap on the percentage of shares in Iranian banks that can be owned by a foreign individual or company, reports Bloomberg.

President Mahmoud Ahmadinejad signed an order on June 27 for government departments, including the Ministry of Economy and Finance, to implement the banking law amendment approved by the parliament in May, added Bloomberg.

The original law, which applied to both Iranians and foreigners, restricted the amount of shares in a bank that a single company could own to 10 percent and an individual to 5 percent. Iranian ownership of banks is still subject to the limits, Bloomberg reports.

The US Congress on June 24 approved sanctions on Iran that bar access to the American financial system for banks that do business with the country. The measures also punish foreign suppliers of gasoline to Iran.

Face às sanções injustas e criminosas* de que o seu país é alvo, gestos como este, de paz e liberdade, mereciam pelo menos uma breve referência por parte dos nossos ‘media’ (sempre prontos a destacar-lhe as frases bombásticas e provocações insignificantes). Ainda estão a tempo…

l

l

*Limitações à importação de energia ou ameaças de boicote a empresas que negociem com empresas iranianas, como todas as sanções económicas, prejudicam em primeiro lugar a população do país visado. Estas sanções são tanto mais inaceitáveis que, segundo foi dito na altura das últimas eleições presidenciais no Irão, a maioria da população desaprova as políticas do actual presidente. Ou seja, pagarão os inocentes pelo pecador. Mais: se ao que dizem o presidente iraniano é mesmo um louco, autista e prepotente, é de esperar que nada faça perante as sanções, tal como agiu Saddam Hussein durante anos. Sabe-se que os líderes de regimes encurralados e ameaçados, raramente recuam face a sanções (ver casos de Cuba, Iraque ou Coreia do Norte) e que muitas vezes a aplicação destas pretende, na verdade, dar um primeiro passo em direcção a um ataque militar. Se calhar é mesmo esse o objectivo.

Junho 18, 2010

Não fará falta

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 19:23

Apoiante de ditadores e assassinos comunistas, inimigo confesso da liberdade, ateu imoral, saneador exímio do PREC, vendido ao PS no fim da vida por um prato de lentilhas, Saramago é tudo aquilo de que Portugal não precisa. Não fará falta aos amigos da liberdade.

Junho 10, 2010

Abramos alas para as ideias

Filed under: Política,Portugal — filipeabrantes @ 09:12

O nível intelectual dos jovens, contrariamente ao discurso dos trogloditas e velhos do Restelo do costume, está muito bem e recomenda-se. Como exemplo temos a circular pelo país uma magnífica redacção sobre a crise actual (está disponível na internet, para os interessados) de uma jovem estudante, ao que parece, do ensino básico, de seu nome Inês Medeiros [será familiar da actriz e cineasta Maria de Medeiros?]. A redacção é sobre a crise, a política, as ideias, a sórdida mesquinhez do salazarismo ou sobre a esquerda do Século XXI, entre outros assuntos. Vale a pena ler pois, apesar da juventude aparente, dá uma lição a muitos ignorantes que escrevem umas coisas disparatadas sobre a presente crise. Aqui ficam uns excertos do texto da Inês:

(mais…)

Junho 3, 2010

Serviço militar obrigatório e escravatura

Filed under: Videos — filipeabrantes @ 03:52

Maio 25, 2010

Deputados vão receber mais dinheiro para viagens e transportes

Filed under: Double standards,Política,Portugal — filipeabrantes @ 18:10

Tenho a certeza de que só uma explicação não-demagógica e bem argumentada poderá justificar que deputados continuem a mamar tenham decidido aumentos encapotados em proveito próprio.

Até lá, vou continuar a pensar que os deputados deviam de ser pagos voluntariamente por quem os elege. Quem sabe não viessem a ganhar mais do que actualmente…

Partido do Norte?

Filed under: Política,Portugal — filipeabrantes @ 12:23

Movimento Pró Partido do Norte

A confirmar-se, a criação de um partido regionalista no Norte é uma excelente notícia. É mais que tempo de os portugueses prejudicados pelo centralismo lisboeta se unirem e reivindicarem mais poderes e autonomia. Certo é que será preciso que figuras carismáticas (e populistas no bom sentido) avancem, pois só assim um partido deste tipo poderá ter algum sucesso. Em todo o caso, são sempre de louvar estas iniciativas. Não só a Norte, como por exemplo no Algarve (que teria muito a ganhar com uma maior autonomia).

Apesar dos eventuais obstáculos constitucionais aqui referidos, a sua criação pode vir a ser no futuro uma séria ameaça à prepotência do governo central, e portanto um avanço para a liberdade.

O Manifesto do movimento:

(mais…)

Maio 24, 2010

Aumentos na PSP e GNR

Filed under: Diversos,Justiça — filipeabrantes @ 22:35

Por uma vez, o governo parece saber bem o que anda a fazer. Há que pagar bem e manter satisfeitos aqueles que protegem o poder. Esta notícia dá o sinal de que vêm aí mais “ataques ao estado social”. Alguns reais (previsíveis cortes na função pública e noutros serviços do estado – menos na segurança, claro…), outros nem tanto (aumentos de impostos).

Rand não é Ron Paul

Filed under: Diversos,Double standards,Internacional — filipeabrantes @ 22:25

Rand Paul’s Problem, and Ours, de Justin Raimondo (Antiwar.com)

It’s true that Rand got his start in the libertarian movement, as a supporter of and spokesman for his father, but good sense may not be hereditary, and, in any case, Paul the younger seems not to have inherited his father’s backbone. Can you imagine Rand standing up to the bully Rudy Giuliani – or even daring to raise the issue that motivated Giuliani’s grandstanding outburst? I can’t.

Instead, what we have seen is a sustained attempt by Rand to transform libertarianism into “constitutional” conservatism: when asked to describe his politics, Rand regularly disdains the libertarian label and avers that he’s a “constitutional conservative.” You know, as opposed to those unconstitutional conservatives – the sort who want to give the President the power to suspend habeas corpus, lock up “enemy combatants” in Guantanamo, and throw away the key.

(…)

Since he’s spent so much time apologizing for, and running away from, his own comments – now claiming that he would have that’s something he really ought to get down on his hands and knees and beg forgiveness for – and maybe (just maybe!) libertarians will think about supporting him. Until that apology – or “clarification” – is forthcoming, I wouldn’t give Rand Paul the time of day. voted for the 1964 Civil Rights Act – why doesn’t he spend a few moments backtracking from his morally reprehensible refusal to take nuking Iran “out of the equation”? Now

Maio 5, 2010

Liberdade conveniente

Filed under: Diversos,Justiça — filipeabrantes @ 17:11

Miguel Sousa Tavares negou a liberdade de expressão a quem o acusou de plágio. Por isso, irá receber a escandalosa quantia de 100 mil euros de indemnização. Agora, parece que vai alegar o direito à mesma liberdade de expressão na sua defesa contra Armando Vara, que o acusou de difamação e de calúnia. Tirando a injustiça da coisa, nem que fosse por motivos pedagógicos era bom que fosse condenado a pagar os 250 mil euros exigidos por Vara. Talvez percebesse que a liberdade deve ser defendida em qualquer circunstância, e não só quando nos convém.

Abril 23, 2010

Presidente da República veta aberração

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 19:59

Segundo avança a Rádio Renascença, Cavaco Silva irá vetar o casamento homossexual. Uma excelente notícia, vinda de um Presidente que pouco tem servido os interesses de quem o elegeu. Está de parabéns.

Abril 10, 2010

Justiça

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 22:12

Aplicar a pena de morte (podia ser em praça pública) para estes indivíduos parecia-me perfeitamente adequado, segundo os mais básicos princípios de justiça (olho por olho, dente por dente):

A caça ao homem

Filed under: Double standards,Religião — filipeabrantes @ 22:00

Esta perseguição ao Papa, uma verdadeira caça ao homem, não tem motivações genuínas. Os meios de comunicação social progressistas (quase todos) apresentam todos os dias “novos casos”, uns mais “chocantes” do que os outros. É, no mínimo, muito estranho que de repente tantos casos surjam. Durante meses e meses nada se falou, mas ultimamente é todos os dias, o que aponta para uma conjugação de esforços no sentido de atacar a Igreja Católica e, em particular, de encurralar o Papa (que peça desculpa por tudo e por nada, que resigne… enfim, só lhes falta exigirem ao Papa que se humilhe com vergastadas em praça pública em jeito de redenção).

Os ataques não são genuínos porque os seus autores não estão minimamente preocupados com as vítimas dos pedófilos. Sabe-se que os media de esquerda (quase todos, repito) não se importam com a pedofilia e com pedófilos à solta, como o prova o caso da Casa Pia. Esta gente pretende apenas atacar um dos seus alvos de sempre, a Igreja. Agora é este tema, como podia ser qualquer outro (condenação do uso do preservativo, defesa da vida humana antes das 10 semanas, denúncia da imoralidade da homossexualidade e da destruição social que provoca, etc.). Não são para levar a sério. É mais uma luta ideológica dos imorais.

Março 29, 2010

Konk

Filed under: Cartoons — filipeabrantes @ 09:56

Ver desenhos do cartunista francês Konk, aqui.

Alguns exemplos da sua obra:

(mais…)

Março 26, 2010

Ron Paul sobre a reforma da saúde

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 23:56

via Daily Paul

Março 24, 2010

A estratégia de um democrata

Filed under: Política — filipeabrantes @ 09:56

Para conseguir a aprovação pelo congresso americano da reforma da saúde, Nancy Pelosi revelou-se, como aqui se conta, uma “estratega calculista, dura e intransigente”. Veja-se então os métodos adoptados pela senhora Pelosi:

Incansável, Pelosi telefonou, conversou, almoçou, escreveu, perseguiu todos os membros da bancada democrata que lhe interessavam. Garantiu que aqueles que apoiassem a reforma teriam as costas quentes no que diz respeito ao financiamento das respectivas campanhas eleitorais. E fez todos os acordos possíveis com os congressistas que estavam indecisos – incluindo, segundo fontes citadas pela imprensa sob anonimato, assegurar-lhes que terão bons empregos à sua espera no caso do voto lhes custar a reeleição.

E querem-nos convencer de que a política é uma actividade nobre. Só não vê quem não quer.

Página Seguinte »

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 2.436 outros seguidores