Joana Amaral Dias na capa da Cristina (2)

Joana Amaral Dias incomoda parceiro de coligação

Cabeça de lista por Lisboa da coligação AGIR deixou-se fotografar despida para a capa da próxima edição da revista “Cristina”. Gil Garcia do Movimento Alternativa Socialista revela-se incomodado.

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Joana Amaral Dias na capa da Cristina

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Ora aqui está uma acção de campanha de Joana Amaral Dias “despida de preconceitos” com a qual Rui Tavares e Garcia Pereira, por muito progressistas que sejam, não podem (ainda) competir.

Ramiro Marques sobre controlo da linguagem e do pensamento

Reproduzo de seguida um texto enviado por Ramiro Marques:

Controla a linguagem e és dono do pensamento

Ramiro Marques

“Two programmes taught at Washington State University have set out clear restrictions upon the language students can use, banning terms such as “The Man”, “Coloured People” and “Illegals/ Illegal Aliens”. The terms have been forbidden by certain professors on the basis that they are “oppressive and hateful”, according to one of the syllabuses reported by Campus Reform.” (Fonte: The Independent, 31 de agosto de 2015).

A intolerância cresce nas universidades sob o lema e o programa político “controla a linguagem e és dono do pensamento”. Como é que os novos marxismos totalitários estão a usar o controlo dos departamentos de ciências sociais e humanas das universidades para impor uma nova linguagem ao serviço de um projeto político e ideológico que visa arrasar com o cânone cultural ocidental? A principal estratégia é o reforço da censura sobre a linguagem. O controlo da linguagem é a primeira fonte de doutrinação. Uma vez amestrados, os jovens estudantes ficam preparados para aceitar a censura como natural porque imposta sob o pretexto da promoção da igualdade. Quando a domesticação cultural e linguística estiver concluída, os próprios jovens se encarregarão de, através da autocensura, fazerem uso acrítico da nova linguagem sem se aperceberem que são sujeitos passivos de um experimentalismo político que visa o controlo total da sociedade através da destruição da “velha” cultura, tida como opressora das minorias, e a sua substituição pela mais radical das igualdades: a ausência de masculino e feminino como resultado da diferenciação biológica. Tome-se nota: “Tutors have been requested to consider asking students which pronouns they wish to be addressed by, warning against assuming gender-binary pronouns “he” and “she”. (Fonte: The Independent). Continuar a ler

O país está diferente

Concordo com a ideia central do artigo, mas acrescentaria que o país está muito menos estruturalmente diferente do que deveria estar e que, também por isso, 2016 continua a ser um ano de alto risco: O país está diferente. E a oposição recusa admiti-lo. Por José Manuel Fernandes.

Não há volta a dar: desde finais de 2012, meados de 2013, que os indicadores económicos estão a melhorar. Batemos no fundo, já estamos a recuperar. É isso que está a tornar a vida mais dura à oposição.

O lobby rentista dos manuais escolares

Um excelente texto de António Araújo sobre o escandaloso lobby rentista – patrocinado pelo Estado, como geralmente acontece nestes casos – dos manuais escolares “oficiais”: 42,70 €.

Os «cadernos de exercícios» ou «cadernos de actividades» são uma, entre muitas, das habilidades deste negócio milionário. O Ministério, no seu site, indica apenas o preço do manual. Mas depois todos os professores exigem o «caderno de actividades», sem o qual a aprendizagem da matéria é impossível. Sei bem que, nos termos da lei, é proibido obrigar a compra em conjunto do manual e do caderno de actividades. Também sei que quem já tenha o manual pode comprar só o caderno de actividades, ou vice-versa. Mas porque é que o MNE não publicita também o preço dos cadernos de exercícios e de actividades? No caso da Biologia, o livro custa 32,74€. Mas, depois, o «manual de auto-avaliação» carrega a factura com mais 9,96€.

Aliás, a pouca-vergonha é tanta que, regra geral, manuais e cadernos de actividades vêm ambos embrulhados no mesmo celofane. Se vou ao balcão de uma papelaria e peço «o livro de Biologia do 11º ano», entregam-me o manual mais o caderno de actividades, tudo por atacado. Chamam-lhe «bloco pedagógico». E depois apresentam a conta: 42 euros.

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O perigo de radicalização do PS

O Miguel Noronha já aqui simpaticamente o recomendou, mas ainda assim não quero deixar de dar conta do meu artigo de hoje no Observador, aproveitando adicionalmente para chamar mais uma vez a atenção para as declarações de ontem de Ferro Rodrigues e de António Arnaut, que a meu ver reforçam a sua pertinência: A radicalização do PS: entre Fernanda Câncio e Ascenso Simões.

John Locke nasceu há 383 anos

lockeMiguel Morgado (via Facebook) sobre os 383 anos do nascimento de Locke:

Há 383 anos nasceu John Locke. Quando preparei a primeira edição portuguesa – por incrível que pareça era mesmo a primeira… – dos “Dois Tratados do Governo Civil” para as Edições 70, escrevi isto na contracapa:
“John Locke foi uma das figuras maiores da civilização ocidental moderna. Locke foi o pensador da subjectividade, dos direitos naturais, da crítica das ideias inatas, da tolerância religiosa, da separação radical entre o Estado e a(s) igreja(s), da liberdade racional, do governo representativo baseado no consentimento popular, da separação de poderes, da revolução contra a tirania, do direito de propriedade e do direito à acumulação de propriedade, do desenvolvimento económico e tecnológico assente na capacidade humana de transformação do mundo. Ele foi o filósofo da epistemologia, da política, da religião, da educação; o economista, o constitucionalista, o exegeta, o assessor político, o professor universitário e o médico. Com “Dois Tratados do Governo Civil”, Locke define um dos momentos mais importantes da história intelectual da Europa.”

O PS ao serviço de uma maioria “patriótica e de esquerda” ?

Curiosidades do presente: António Arnaut quer uma maioria “patriótica e de esquerda”.

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Leitura complementar: A radicalização do PS: entre Fernanda Câncio e Ascenso Simões.

O “logo veremos” e os seus riscos

Carta de um indeciso aos seus semelhantes. Por Rui Ramos.

António Costa, nesta campanha, representa o “logo veremos”. Logo veremos se ele vai afrontar a mitológica Merkel, ou, pelo contrário, fazer tudo o que ela lhe mandar (o que quer dizer “uma postura activa na Europa, sem submissão nem aventureirismos”?). Logo veremos se vai acabar com a austeridade ou, pelo contrário, como o Syriza, aplicar uma dose ainda maior. Logo veremos como vai governar: sozinho, com a direita, ou com os comunistas. Logo veremos se mandará votar num candidato presidencial “radical” (Nóvoa), ou num candidato “moderado” (Maria de Belém). Em “eleições decisivas”, António Costa fez do PS uma escolha que deixa tudo por decidir.

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A Venezuela não interessa a ninguém (3)

How Hugo Chavez Trashed Latin America’s Richest Economy

Chavez isn’t around anymore, but this is clearly his crisis. He took a country that was muddling along, and put it on course to become a basket case. There are worse kinds of rulers than that — those who massacre their own people or lead their nations into hopeless wars. But in terms of basic macroeconomic management Hugo Chavez has to go down as one of the most disastrous leaders the world has seen quite in a while.

(via Ricardo Valente)

Varoufakis, o tóxico

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Tsipras’ Gamble

Another homeless parliamentarian is Yanis Varoufakis, the former finance minister who, despite the extremely high number of votes he received in January, is considered so toxic that no party has been willing to include him in their lists so far.

(via Nuno Garoupa)

Flanagan’s suicide notes

After Shooting, Alleged Gunman Details Grievances in ‘Suicide Notes’

In Flanagan’s often rambling letter to authorities, family and friends, he writes of a long list of grievances. In one part of the document, Flanagan calls it a “Suicide Note for Friends and Family.”

He says he has been attacked by black men and white females
He talks about how he was attacked for being a gay, black man
He says has suffered racial discrimination, sexual harassment and bullying at work

A source with direct knowledge of his complaints against the station said a pair of tweets sent today and attributed to him accurately reflect previous complaints he lodged against the two people he killed today. These are the two Tweets: “Alison made racist comments,” and, “Adam went to hr on me after working with me one time!!!”

A Venezuela não interessa a ninguém (2)

Being the ex-President’s daughter pays off: Hugo Chavez’s ambassador daughter is Venezuela’s richest woman

Venezuela’s Food Shortages Trigger Long Lines, Hunger and Looting

In a national survey, the pollster Consultores 21 found 30% of Venezuelans eating two or fewer meals a day during the second quarter of this year, up from 20% in the first quarter. Around 70% of people in the study also said they had stopped buying some basic food item because it had become unavailable or too expensive.

Food-supply problems in Venezuela underscore the increasingly precarious situation for Mr. Maduro’s socialist government, which according to the latest poll by Datanálisis is preferred by less than 20% of voters ahead of Dec. 6 parliamentary elections. The critical situation threatens to plunge South America’s largest oil exporter into a wave of civil unrest reminiscent of last year’s nationwide demonstrations seeking Mr. Maduro’s ouster.

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Ainda sobre os abusos do fisco

Com uns dias de atraso relativamente à publicação, aqui fica o meu artigo mais recente no Observador: Os abusos do fisco não acontecem por acaso.

O difícil puzzle das pensões

Reforma das pensões: há soluções técnicas, não há solução política. Por Margarida Corrêa de Aguiar.

Não deveríamos estar condenados à recorrente adopção de ajustamentos avulsos ou paramétricos agravando a iniquidade intergeracional e reduzindo a adequação das pensões sem ultrapassar em definitivo as ameaças à sustentabilidade do sistema de pensões, como tem sido a experiência dos últimos dez anos.

Persistir na pedagogia da reforma estrutural, como não me canso de fazer, funciona como um antídoto, embora reconheça a sua duvidosa eficácia.

Diário de Notícias: declínio e degradação de um jornal histórico

Em 2009, o Diário de Notícias vendia cerca de 45.000 exemplares em, banca. Hoje em dia, as vendas em banca andam em torno dos 10.000 exemplares. Ainda assim, é estranho como uma publicação que atingiu um nível tão abismal de degradação interna continua a conseguir esses números, provavelmente justificados essencialmente pela habituação de alguns (cada vez menos) leitores a um jornal com forte marca histórica em Portugal.

Exemplos da degradação do Diário de Notícias não faltam mas esta nota de direcção é paradigmática do estado a que o histórico jornal chegou. Basicamente, como resumiu Eduardo Cintra Torres, a direcção do Diário de Notícias não lamenta ter mentido nem pede desculpa. Desculpa-se a si mesma e culpa a vítima da mentira.

Hoje, o DN está praticamente reduzido a um orgão de propaganda, ainda por cima mal feito, quase sempre mal escrito e sem qualquer respeito pelos leitores nem pelos visados nas “notícias” que vai publicando. A propósito, vale a pena ler este comentário da Rita Carreira: DN e filosofia de jornalismo

Diz o DN que a responsabilidade pelos erros da história é do Fernando Alexandre e da sua decisão de não responder às perguntas do jornal. Quando li isto, fiquei perturbada. A história é baseada num depoimento oficial que existe e ao qual o jornal teve acesso. O erro advém de esse documento ser mal citado por duas formas: desrespeito pelo contexto da citação e transcrição incorrecta da citação. Qualquer pessoa que trabalha no jornal poderia ter corrigido este erro sem precisar de acesso ao Fernando Alexandre, bastava verificar a fonte original da citação. Isto é factual, não está sujeito a interpretação.

Quando eu leio uma história do DN, exactamente o que é que eu devo pensar? Que o jornal tem carta branca para citar erradamente documentos oficiais, especialmente quando os autores da citação não verificam os factos da história? Que o editor do DN não se sente responsável por evitar erros deste tipo no futuro? Que o DN é um jornal que não tem implementado um processo de controle de qualidade?

Leitura complementar: Fernando Alexandre e a luta contra a corrupção no MAI; Fernando Alexandre, a luta contra a corrupção no MAI e os erros do DN; Fernando Alexandre, a luta contra a corrupção no MAI e os erros do DN (2).

Resumo esquemático das alternativas eleitorais (2)

O resumo esquemático das alternativas eleitorais feito pelo Carlos Guimarães Pinto tornou-se viral e superou já as 5.000 partilhas nas redes sociais e tem – compreensivelmente – suscitado inúmeras tentativas de resposta por parte de socialistas (como por exemplo esta no Aventar).

Continuo no entanto a achar, como já escrevi, que o mais sintomático é que o diagrama do Carlos vale mais do que todos os cartazes pirosos e ineptos da coligação PSD/CDS juntos.

Eleições antecipadas na Grécia

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Tsipras vai convocar eleições antecipadas na Grécia

A decisão terá sido tomada durante o encontro de hoje entre o primeiro-ministro grego e os seus colaboradores mais próximos e não é completamente inesperada. Depois de meses de intensa disputa com os credores internacionais e de apoiar o “não” no referendo à proposta da troika (o “não” venceu), Tsipras acabou por ceder aos credores e aceitar condições ainda mais duras, em troca de um terceiro resgate.

O resultado no Parlamento grego foi a rebelião dentro do seu partido. Para aprovar as medidas necessárias para vir a beneficiar do terceiro resgate, Tsipras ficou a depender de partidos na oposição, já que perdeu o apoio de cerca de um terço dos seus próprios deputados.

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O factor Sócrates

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José Sócrates: Operação Marquês feita para “condicionar as próximas eleições e impedir a vitória do PS”

Numa carta enviada ao Jornal de Notícias e à SIC, o ex-primeiro-ministro José Sócrates escreveu que foi preso “sem que existissem quaisquer provas” e que a sua prisão é feita por motivos políticos e não judiciais.

Fernando Alexandre, a luta contra a corrupção no MAI e os erros do DN (2)

Diário de Notícias publica direito de resposta. Por Fernando Alexandre.

O Diário de Notícias publica hoje o meu direito de resposta à caluniosa ‘notícia’ da autoria de Carlos Rodrigues Lima. Como mostro, para além do jornalista demonstrar desconhecer o meu depoimento ao Ministério Público (que terá sido a base da sua ‘notícia’), toda a sua argumentação assenta na deturpação duma passagem do meu depoimento, a qual cito ipsis verbis.

Aproveito para agradecer a todos o apoio neste processo e deixo-vos aqui a minha resposta:

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Quando a ditadura fiscal nos bate à porta (2)

O João Miguel Tavares respondeu no Público ao meu artigo desta semana no Observador (Quando a ditadura fiscal nos bate à porta).

Tentarei voltar ao tema se arranjar tempo para escrever alguma coisa em condições. Eventualmente no meu próximo artigo para o Observador.