Recordando Leonard Liggio (6)

Leonard Liggio e a tradição da liberdade. Por João Carlos Espada.

Leonard Liggio pensava que todos esses preconceitos continentais partiam de um erro original: a crença de que a liberdade é uma invenção moderna, em ruptura com a tradição cristã medieval. Daí as suas insistentes contribuições sobre temas relacionados com a tradição pré-moderna da liberdade e com o contributo crucial do cristianismo para a emergência do conceito de liberdade da pessoa e da sua consciência.

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Guião para a antecipação das legislativas

Três passos para antecipar as legislativas. Por David Dinis.

Chegado aqui, há três passos que deviam ser considerados para que este acordo se faça sem que seja entendido como uma manobra política.

– A antecipação deve ser por dois meses, para início de julho, que é quanto basta.
– A antecipação deve ser feita com um acordo entre partidos para mudar a Constituição e a lei eleitoral já no início da legislatura, alterando de vez os prazos para eleições (para que nada disto se tenha de discutir outra vez).
– E, já agora, deve ser feita num compromisso entre os principais partidos sobre os objetivos que devem ser cumpridos no próximo orçamento (e nos seguintes). O Governo terá de entregar um documento desses a Bruxelas em abril e talvez não fosse mau que ele e António Costa se entendessem nisso. Não é nas medidas, é só nos objetivos – e depois logo se via. É capaz de ser pedir demais, mas, enfim, sempre me ensinaram que a pedir nunca se é modesto. E quem sabe, se for o Presidente a fazê-lo…

Recordando Leonard Liggio (5)

Leonard Liggio, R.I.P. Por Steve Davies.

At the close of his life Leonard left a large and rich legacy, of institutions he had helped to build and strengthen, and of persons whose lives he had touched and whose thinking and careers he had nurtured. His intellectual legacy, both directly and through the work of people he directly inspired and influenced is perhaps the one that will live longest. There are several elements of classical liberal thinking that have only survived or attracted renewed interest because of his efforts. The most important are the class theory and analysis of classical liberalism, the critique of expansionist and interventionist foreign policy and reaffirmation of traditional liberal ideas about peace and international order, the classical liberal approach to historiography and the study of history, and rich and growing tradition of Christian and particularly Roman Catholic liberalism. As with all intellectual builders he leaves a work unfinished in all of these areas and with much more to do, but his own work, his character and his life leave a model to all of us.

Leitura complementar: Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade.

“A máquina de fazer comunistas”

É com alguma tristeza que assinalo (pelo que o jornal já representou para a cidade e para o país) que as crónicas de Jorge Fiel vão sendo uma das poucas razões que subsistem para ler o Jornal de Notícias: A máquina de fazer comunistas.

Houve um tempo, algures entre a adolescência e o início da vida adulta, em que descontente com o Estado Novo e entusiasmado pelas leituras de Marx, Engels, Lenine, Trotsky e Mandel, acreditei que a propriedade coletiva dos meios de produção era a condição para uma sociedade mais justa, em que cada um receberia de acordo com as suas necessidades e daria segundo as suas possibilidades. Já gordo, velho, careca e dependente de óculos de leitura, continuo a achar muito sedutora a ideia de uma sociedade sem exploradores nem explorados, mas, depois de Stalin, Mao e Fidel terem falhado catastroficamente as tentativas de levar à prática a generosa teoria marxista, converti-me à superioridade da economia de mercado.

Recordando Leonard Liggio (4)

Leonard Liggio, R.I.P.: A Great Teacher Passes. Por Lawrence W. Reed.

“A teacher,” wrote journalist and educator Henry Brooks Adams, “affects eternity; he can never tell where his influence stops.”

With Leonard P. Liggio, who seemed to many of us to have been around forever, influence began decades ago and runs so deep that he easily meets Adams’s description. It is among the highest honors to be thought a “teacher,” and especially if what you taught was as right, true, and noble as it always was with Leonard.

Leitura complementar: Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade.

Recordando Leonard Liggio (3)

Remembering Leonard Liggio (Tom G. Palmer)

Leonard Liggio was an important pillar in the modern libertarian movement and someone who connected modern libertarian ideas with their historical antecedents. Tom G. Palmer comments on Liggio’s impact on ideas and libertarianism.

Leitura complementar: Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade.

Recordando Leonard Liggio (2)

Statement on the Passing of Leonard Liggio. Por Ron Paul.

As a lecturer for IHS, CATO, and numerous other libertarian organizations, Leonard taught and inspired generations of young students to devote their lives to studying and spreading the ideas of liberty.

I first meet Leonard in the mid-seventies when I was embarking on my political career. I am pleased to be one of the many whose interest and understanding of the freedom philosophy was deepened by Leonard Liggio. I was honored to receive his support for my presidential campaigns.

All those who value individual liberty, sound economics, and peace should be thankful for Leonard Liggio’s often lonely efforts to build the liberty movement and spread the ides of freedom.

Leitura complementar: Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade.

Recordando Leonard Liggio

Leonard Liggio RIP. Por Alberto Mingardi.

Leonard was himself a sort of humane, smiling version of Wikipedia. He had a profound understanding of the history of political thought, rooted in an extremely detailed knowledge of the history of political facts. (…) Intellectuals are very often, and almost by definition, “me!me!me!” persons. Leonard wasn’t. He put the values he believed in and cherished–the ideas of liberty–above any stupid ego play. But, furthermore, he also really cared about other people. He didn’t dream of having disciples, he didn’t want to make converts, he was a truly radical libertarian that never rejoiced in sectarianism. He did care to help youngsters to grow their own way, by pursuing those very ideas he held dear. This is the reason why he is and will be so sorely missed by all those had the privilege of crossing his path.

Leitura complementar: Leonard Liggio: uma vida dedicada à liberdade.

Um documento de estratégia orçamental para a legislatura

Uma excelente sugestão, na linha desta outra do Rui A.: Senhores candidatos a PM: Queremos um DEO! Por António Carrapatoso.

Não podemos continuar com jogos florais: nas eleições os candidatos não podem ser vagos, devem apresentar um documento de estratégia orçamental para a legislatura. Detalhado, preciso, sem subterfúgios

PS 45%; PSD 28%; CDU 10%; BE 4%; CDS 4%

Sondagem da Católica coloca PS à beira da maioria absoluta

Assim, se as eleições fossem hoje – e respondendo já depois de António Costa assumir a liderança do PS – 45% dos inquiridos votariam no PS, percentagem que em anteriores cenários eleitorais já valeu ao PS uma maioria absoluta. No PSD votariam 28% da amostra e 4% no CDS-PP, o que representa para a atual coligação uma queda superior aos 10 pontos percentuais, face à última sondagem.

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João Grancho apresentou a demissão

Um desfecho natural: Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário demite-se

O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, demitiu-se esta sexta-feira, por “motivos de ordem pessoal”, avança o Ministério da Educação e Ciência em comunicado.

A demissão chega, apurou o Observador, na sequência da notícia do jornal Público desta sexta-feira, que dá conta que João Grancho plagiou dois textos académicos numa comunicação que apresentou num seminário espanhol quando era presidente da Associação Nacional de Professores, em 2007.

Entrevista a Alexandre Mota – Instituto Mises Portugal

Uma entrevista interessante dada por Alexandre Mota, o novo presidente do Instituto Ludwig Von Mises Portugal, ao jornal Vida Económica: O caminho para o progresso é o Estado “sair da frente”

Vida Económica – O que é o Mises Portugal, o que defende e o que pretende?
Alexandre Mota
– O Instituto Ludwig von Mises Portugal é um “think tank” liberal, português, na linha dos vários institutos Mises congéneres em todo o mundo. Temos como lemas a liberdade, a propriedade e a paz e pretendemos revolucionar as ideias em Portugal. É um objetivo difícil, mas de outra forma não seria tão excitante.

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Ironias do destino…

be careful what you wish for. Por Rui A.

Há oito anos, na sequência da OPA lançada pela SONAE à PT, os trabalhadores da empresa, representados pelos sindicatos, manifestavam-se violentamente contra as pretensões de Belmiro de Azevedo, a quem chamavam, com fina ironia e desprezo aristocrático, “o tubarão das mercearias”. Oito anos depois, os trabalhadores e os sindicatos da mesma empresa, entretanto confiada a outro género de peixes de águas mais profundas e a vorazes animais de rapina, estão muito apreensivos com a possibilidade da sua empresa ser “vendida a retalho pela Oi”.

O multiplicador keynesiano em acção

Um caso estranho – entre muitos – em que o popularmente famoso multiplicador keynesiano não parece ter funcionado, apesar de uma forte e inequívoca aposta no investimento público: Câmaras com a corda na garganta

Um dos municípios mais desequilibrados do ponto de vista financeiro, com cerca de 20 milhões de euros em dívida, Vila Nova de Poiares é um local sui generis. Tem piscina municipal, centro cultural, parque de desportos radicais, uma imponente “Alameda” onde se realizam eventos ao ar livre, uma enorme cruz no centro da localidade, um jardim com estátuas que evocam profissões tradicionais da região e um sem número de outras coisas vistosas. Mas não tem saneamento básico. Em média, cada um dos 7200 habitantes deve 2776 euros mas a Câmara só recolhe receitas de 890 euros por munícipe.

“Se forem reeleitos, que orçamento é que conseguem fazer para 2016?”

Andar num labirinto e não encontrar saída. Por David Dinis.

Este Governo chegou ao seu último orçamento adiando os problemas. Sem meios, sem imaginação, sem ousadia. Espero que quem vier perceba que a história não acabou aqui: ela ainda mal começou.

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O bloqueio do Governo e do país

Quatro anos depois, quase no mesmo ponto. Por José Manuel Fernandes.

Quatro anos depois, a despesa corrente vale exactamente o mesmo: 44,6% do PIB. É como se, depois de tantas batalhas, tivéssemos voltado à estaca zero. Diz muito sobre o bloqueio do país – e do Governo

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A Europa asfixiada pelo estatismo

Los eurócratas, a la desesperada. Por Juan Ramón Rallo.

El problema de Europa no es su insuficiente gasto público. En el año 2013, tras varios ejercicios de una supuesta austeridad insoportable y asfixiante, los Estados que componen la eurozona gastaron 4,8 billones de euros: un 15% más que en 2007 y una suma equivalente al 49,8% de su PIB (frente al 46% que pesaba en 2007). Contrasten esas cifras con las de EEUU, el presunto paradigma del crecimiento impulsado por la activa participación del sector público en la economía: en 2013, EEUU gastó 6,14 billones de dólares (aproximadamente otros 4,8 billones de euros) que equivalían al 36,6% de su PIB, esto es, 13 puntos menos que la eurozona.

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Os economistas de António Costa

Aí está, aparentemente, a equipa de conselheiros económicos de António Costa:

Dentro da sala estavam pelo menos cinco são ex-governantes de José Sócrates. Trata-se de Emanuel dos Santos, ex-secretário de Estado do Orçamento, Sérgio Vasques, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Costa Pina, ex-secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Fernando Medina, ex-secretário de Estado do Emprego, Luís Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças.

Além dos ex-governantes de Sócrates, estão também nomes como Brandão de Brito, Eduardo Paz Ferreira, Fernando Medina, ex-secretário de Estado do Emprego, João Cravinho, também ex-ministro socialista, João Leão, Luís Nazaré, Manuel Caldeira Cabral, Paulo Trigo Pereira, Pedro Lains, Ricardo Cabral, que assinou em julho uma proposta de reestruturação da dívida com Pedro Nuno Santos e Francisco Louçã. A comitiva conta também com as economistas e eurodeputadas Maria João Rodrigues e Elisa Ferreira.

Além dos 17 economistas apontados, estavam também reunidos com Costa e Ferro Rodrigues os deputados Pedro Nuno Santos, Vieira da Silva, e João Galamba, também economistas.

Propostas orçamentais pormenorizadas para 2016 e 2017

uma proposta. Por Rui A.

Nas próximas eleições legislativas de 2015, em vez de apresentarem ao eleitorado os tradicionais programas de governo e declarações de princípios, papelada com patuá mais do que gasto e a quem já ninguém liga nenhuma, que tal avançarem com propostas orçamentais pormenorizadas para, pelo menos, 2016 e 2017, considerando as contas conhecidas (e auditadas pelos serviços da troika) do estado e as políticas de cada partido?

Leonard Liggio (1933-2014)

Obrigado por tudo.

Leonard Liggio on the Rise of the Modern American Libertarian Movement

IN MEMORIAM: LEONARD LIGGIO

Leonard P. Liggio, Executive Vice President of Academics at Atlas Network, passed away October 14, 2014 at the age of 81.

Leonard’s career advancing liberty spanned seven decades, during which time he served as the President of the Mont Pelerin Society, the Philadelphia Society, and the Institute for Humane Studies, where he later continued to serve as its Distinguished Senior Scholar. He was a professor at George Mason University, a visiting professor at the Universidad Francisco Marroquín, a board member of the Competitive Enterprise Institute, and a Trustee of Liberty Fund.

Alex Chafuen and the late John Blundell once wrote that, if F.A. Hayek was the great architect of the revival of classical liberalism, then Leonard has been its “great builder, building a worldwide movement… one career at a time.”

As decapitações do ISIS e a “comunhão na culpa”

Porque é que o ISIS decapita os reféns? Por Rui Ramos.

A tendência natural é para pensar que o ISIS é simplesmente demente e apocalíptico. Talvez seja. Mas nem por isso deixa de ter razões para fazer o que faz. O ISIS não enfrenta Israel, mas inimigos fracos. Interessa-lhe, portanto, não a reputação de vítima, mas a fama de potência violenta e implacável, adequada para desmotivar qualquer resistência. Por outro lado, o ISIS é o resultado de enxertos de gente de procedência vária. O terror é-lhe útil. Cria o que Tucídides chamava a “comunhão na culpa” entre a sua tropa heteróclita. Limita contactos com o inimigo e, em consequência, as mudanças de campo frequentes nas guerras da região. E a intervenção ocidental, desde que limitada, ajuda-o a retratar os seus adversários como fantoches americanos.

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