A greve da TAP vista do Porto

Queremos aviões novos. Por Jorge Afonso Morgado.

Vista do Porto, a questão é igualmente simples mas especialmente mais incómoda. A TAP não presta um serviço decente ao Porto. E não quer ser parte activa no crescimento do turismo na cidade. O aeroporto cresce (8%, apontando para um recorde de 7M de passageiros), o número de dormidas aumenta (mais de 13%, devendo superar os 2,5M). Enquanto a cidade ganha prémios – Best European Destination chega? -, a TAP acumula atrasos, desvios nas rotas e instabilidade nas frequências. Com o alheamento da TAP, valem–nos o regresso da British, o reforço da Lufthansa e da TAAG, o investimento da EasyJet, a novidade da Turkish e a sempre presente e “quase nossa” Ryanair. Acresce que a TAP usa na maioria dos voos para o Porto, aviões do tempo da televisão a preto e branco, como os Embraer onde um português médio não consegue pôr-se de pé ou os velhinhos Fokker. Aviões que já não se fabricam, para os quais é difícil arranjar peças (basta viajar neles para perceber), que começam a dar problemas sérios e que faziam uma bela figura num museu.

Uma greve da TAP é um direito inalienável. Para quem a convoca, rebentar com o que resta também. No caso do Porto, o melhor que se pode dizer é que quase não se nota. A concorrência, felizmente, funciona.

Leitura complementar: Contra a requisição civil na TAP; Assinemos já o manifesto contra a venda da TAP; TAP lidera rankings internacionais.

About these ads

Boas razões para estudar filosofia política

Elogio da filosofia política. Por Paulo Tunhas

Em todo o caso, a filosofia, e não é um dos seus menores benefícios, protege da facilidade da indignação. Não dos actos de aprovação e de desaprovação, é claro. Muito pelo contrário. Mesmo que, como dizia Hegel com razão, não deva ser edificante, deve-nos ajudar a julgar. Mas protege-nos da facilidade da indignação quando esta funciona quase como uma cumplicidade com aquilo que indigna, um caso desagradavelmente frequente. E a grande filosofia política protege-nos da facilidade das indignações políticas e do guarda-roupa retórico que fatalmente as acompanha. Quer dizer: impede-nos de levarmos muito a sério a quase totalidade dos discursos políticos que nos acompanham diariamente. Ou melhor: impede-nos de os levarmos à letra e convida-nos a traduzi-los, por difícil ou improvavelmente satisfatório que o exercício pareça, nas questões fundamentais que se repetem.

As requisições civis de 1977 e 1997 na TAP

TAP: As justificações das requisições civis de 1977 e 1997

O diploma de 1997 dizia que todos os trabalhadores, incluindo os que estão no estrangeiro, estavam convocados para esta requisição civil, enquanto em julho de 1977, o Governo – liderado por Mário Soares – considerou que uma greve da TAP degradava “a sua imagem como companhia internacional, na fase de franca recuperação económica em que se encontra”.

Leitura complementar: Contra a requisição civil na TAP; Assinemos já o manifesto contra a venda da TAP; TAP lidera rankings internacionais.

Greve da TAP: o que fazer?

Há greve. O que fazer?

Leitura complementar: Contra a requisição civil na TAP; Assinemos já o manifesto contra a venda da TAP; TAP lidera rankings internacionais.

John Hibbs, R.I.P.

John Hibbs, R.I.P. Por Michael Goldstein.

John Hibbs was an IEA author whose work led to a radical change in policy in the somewhat unfashionable field of bus transport. (…) John is almost certainly right that the 1985 Act prevented the ‘strange suicide of the British bus industry’ – traffic fell from 42 per cent to 6 per cent of the transport market between 1952 and the beginning of the 21st century, but that fall came to an end with the greater flexibility and more effective marketing techniques that were possible after the 1985 Act. Before the Act, many local authorities were still running routes determined by post-World War I timetables. He was a strong critic of those voices (still prominent today) who wished to re-regulate the industry believing it would usher in the days of decline again. John described the idea of franchising as ‘competition for a monopoly’ and incompatible with liberalisation and the best possible passenger service.

Desemprego cai 13% face ao ano passado

Número de desempregados inscritos cai mais de 13% em novembro

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego do continente e das regiões atingiu as 598.083 pessoas no final de novembro deste ano, menos 13,6% face ao período homólogo, segundo dados oficiais dados a conhecer esta sexta-feira.

Continuar a ler

Dennis O’Keeffe, R.I.P.

Dennis O’Keeffe, R.I.P. Por Steve Davies.

Over the years his academic work took a number of directions and involved work with several institutions. His great professional interest was always the sociology of education and he was always a fierce critic of the way that educational quality had been undermined by misguided ideas and practices. During the 1990s he undertook perhaps the major project of his academic life, a study of truancy. He was able to show that truancy was vastly more widespread than most realised and that the great bulk of it was not simple hostility to education by delinquent pupils but a perfectly rational decision by pupils to avoid certain subjects and teachers while attending other classes. The fault for him lay in the rigid control of schools by the state and a range of misguided pedagogical philosophies. These findings were of course unwelcome to both left and right at the time and in particular the Department of Education and so they were ignored.

In addition to this work Dennis undertook a number of very important major editing and translation projects for the Liberty Fund of Indianapolis, making use of his fluent command of French to rediscover the great tradition of French Classical liberalism. He edited and translated Benjamin Constant’s Principles of Politics and worked on the Fund’s continuing six volume complete works of Bastiat. He also translated the complete text of Gustave de Molinari’s ‘Evenings on the Rue St Lazare’ which the Liberty Fund will be bringing out in the near future.

Continuar a ler

Quanto mais concorrência, menos poder para chantagear

Lufthansa aproveita greve na TAP e vai fazer mais voos entre Lisboa e Frankfurt
Ryanair já reagiu à greve da TAP. Há voos a 19,99 euros

Leitura complementar: Contra a requisição civil na TAP.

A requisição civil na TAP e o interesse público

O meu artigo de hoje no Observador: Contra a requisição civil na TAP.

O interesse público correctamente entendido não passa por aplicar a requisição civil aos trabalhadores da TAP, mas sim pela completa desestatização do sector e pelo aumento, por via do mercado, das alternativas à disposição do público.

Proteger o interesse público implica garantir que os portugueses não continuarão no futuro – como tem lamentavelmente sucedido até agora – a ser forçados a sustentar a TAP. A única questão em aberto face à gravíssima situação a que chegou a empresa é se o interesse público será melhor servido por uma imediata privatização ou pela liquidação da empresa.

O artigo completo pode ser lido aqui.

Entrevista para o podcast do Instituto Mises Brasil

Foi com muito gosto que dei mais uma entrevista (salvo erro a terceira) ao Bruno Garschagen para o podcast do Instituto Mises Brasil, desta vez tendo como tema o artigo “Hayek’s Slippery Slope, the Stability of the Mixed Economy and the Dynamics of Rent Seeking”, recentemente publicado na Political Studies, a principal revista científica da Political Studies Association.

PODCAST 150 – ANDRÉ AZEVEDO ALVES

Para fechar o ano com chave de ouro depois de um 2014 muito produtivo na divulgação das ideias da Escola Austríaca no Brasil, incluindo o lançamento realizado no início desta semana do terceiro número da revista MISES, o Podcast do Instituto Mises Brasil foi conversar com André Azevedo Alves, professor e doutor em Ciência Política pela London School of Economics, sobre um artigo acadêmico escrito em parceria com o professor John Meadowcroft, do King’s College London, e publicado na edição mais recente da revista Political Studies.

Subjacente ao artigo (com primeira versão concluída em 2012) está uma série de ideias e uma linha de investigação que o John Meadowcroft e eu vimos tentando desenvolver já há alguns anos e relativamente à qual esperamos poder apresentar mais resultados nos próximos anos. Em 2014, por motivos de força maior, não foi possível avançar substancialmente nesta linha, mas espero que 2015 seja um ano mais produtivo a este respeito, com novos frutos a médio prazo.

Mais uma greve dos STCP: dias 6, 7, 8 e 9 de Janeiro

Trabalhadores da STCP marcam quatro dias de greve para janeiro

Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores da STCP afirma que a greve está agendada para os dias 06, 07, 08 e 09 de janeiro.

Leitura complementar: Esta semana há greve nos transportes públicos.

Sobre a PACC

Sobre a PACC, recordo este meu artigo de Julho no Observador: A prova, os professores e os sindicalistas;

O activismo político dos sindicalistas comunistas explica uma boa parte da contestação organizada à PACC. Mas seria errado negar que existe também em alguns professores uma estranha aversão à realização de exames. Se se pretende promover a qualidade do ensino e se há muitos candidatos para um reduzido número de lugares no Estado, é lógico que se tente seleccionar os melhores por meio de uma prova.

Continuar a ler

As greves nos transportes e o “serviço público” (3)

Corporativismo e desestatização. Por Manuel Villaverde Cabral.

Por um lado, é certo que a primeira motivação dos actuais sindicatos é preservar os privilégios corporativos do pessoal, evitando a todo o custo a privatização das empresas estatais, praticamente todas falidas. Basta ver que há muitos anos só há greves de alguma importância nas ditas empresas estatais. Esta é a tarefa da CGTP. Por outro lado, o PCP, que nunca está longe daquele género de movimentações sindicais, tem interesses mais vastos: arruinar as empresas, aumentar a dívida pública, sair do euro e, como remate, apresentar a sua alternativa à nossa cambaleante democracia eleitoral…

Leitura complementar: Esta semana há greve nos transportes públicos.

A crise política na Suécia

Sweden in Crisis. Por Carl Bildt.

After decades of adherence to more or less stable rules and predictable patterns, Swedish politics has entered uncharted territory in recent weeks. Many are shocked that the government collapsed and had to call a new election only two months after taking office. After all, Sweden had been a rare beacon of success in Europe in the years since the 2008 global financial crisis. So what happened?

Continuar a ler

As greves nos transportes e o “serviço público” (2)

Greve da PGA com adesão total, mas sindicato pondera novas formas de luta

Leitura complementar: Esta semana há greve nos transportes públicos.

Mais um contributo para a união da extrema-esquerda

joana_amaral_dias

Movimento Juntos Podemos pode dar lugar a um novo partido

O Juntos Podemos pode transformar-se num novo partido para concorrer às próximas legislativas. Nada está fechado. “A fórmula organizativa vai ser discutida e aprovada democraticamente”, afirma ao i Joana Amaral Dias, uma das promotoras da assembleia do Juntos Podemos, um movimento que se inspira no Podemos espanhol.

Monty Python – Life of Brian – PFJ Splitters

As greves nos transportes e o “serviço público”

O meu artigo de hoje no Observador: Esta semana há greve nos transportes públicos.

Curiosamente, um motivo omnipresente nas tentativas de justificação das greves por parte dos sindicatos é a defesa do “serviço público” de transportes. É no mínimo estranho que a defesa do “serviço público” de transportes passe pela negação sistemática do serviço de transportes ao público. Mas além de assinalar a notória incoerência argumentativa dos sindicatos nas suas tentativas de legimitar o boicote sistemático dos serviços de transportes, importa perguntar por que é que o sector dos transportes é um alvo prioritário e recorrente para greves.

O resto do artigo pode ser lido aqui.

Candidaturas IEP-UCP – Semestre de Primavera

Estão abertas candidaturas aos programas de MA in Governance, Leadership and Democracy Studies e de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

No semestre académico que se iniciará em Fevereiro, leccionarei a unidade curricular de Global Political Economy, obrigatória no MA in Governance, Leadership and Democracy Studies e opcional nos programas de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais.

iep_ucp_candidaturas

CP, TAP e “serviço público”

Doenças: CP ou TAP são questões de ‘patalogia não de ‘ideologia’. Por João Pereira Coutinho.

E quem fala na CP, fala na TAP, que prepara greve nos dias 27, 28, 29 e 30 de Dezembro. As datas comentam-se a si próprias. O que não se comenta é o estranho motivo que leva alguns comediantes a considerar estas empresas públicas como empresas de ‘serviço público’. Há quem fale em ‘ideologia’. Eu prefiro ‘patologia’. Se os defensores da CP ou da TAP tivessem o hábito recorrente de usar os respectivos serviços, a doença nacionalista passava-lhes depressa.

Abordo também o tema das empresas de “serviço público” de transportes – mas focado na questão das recorrentes greves – no meu artigo de amanhã no Observador.

Portugal com terceira maior subida do emprego da UE

Mais uma boa notícia relativamente à evolução recente do emprego em Portugal: Emprego em Portugal com terceira maior subida da UE ao crescer 1,4% no 3.º trimestre

Portugal registou, no terceiro trimestre do ano, a terceira maior subida da taxa de emprego na União Europeia, com um crescimento de 1,4% face ao trimestre anterior, segundo dados do Eurostat. (…) Já face ao mesmo trimestre do ano passado, o emprego aumentou 0,6% entre os países que partilham a moeda única e 0,9% no conjunto da UE, no terceiro trimestre. Neste caso, o crescimento do emprego em Portugal foi de 1,9%.

Henrique Leitão vence Prémio Pessoa

Um prémio justamente atribuído: Investigador Henrique Leitão vence Prémio Pessoa

Com 50 anos completos há pouco mais de um mês, o físico têm dedicado os últimos anos à investigação da história da ciência em Portugal. “Um interesse antigo, que se foi intensificando depois de finalizar o doutoramento”, contou ao Observador Henrique Leitão, acrescentando que se dedica a esta área a tempo inteiro desde 2002. Trabalhando na história da ciência como um todo, sobretudo nos séculos XV, XVI e XVII, o investigador valoriza sobretudo a história portuguesa. “O passado científico português é muito mais vivo do que se pensa.”

Transportes públicos: greves, greves e mais greves

Funcionários do STCP em greve hoje e amanhã
Trabalhadores do Metro de Lisboa em greve no dia 17
Metro de Lisboa volta a parar a 22 de dezembro
Trabalhadores da Refer marcam greve para 18 de Dezembro

Leitura complementar: Pela libertação do Metro de Lisboa.

Hoje na Grécia, amanhã em Portugal ?

Parlamento grego aprovou orçamento do Estado para 2015

Parlamento grego aprovou neste domingo o orçamento do Estado para 2015, um documento que não tem aprovação junto dos credores gregos e gerou uma ampla rejeição social.

Leitura complementar: O Tribunal Constitucional, o BES, o Orçamento 2016.

Rumo a uma tempestade perfeita em 2016 ?

Eurogrupo subscreve cepticismo de Bruxelas sobre o cumprimento da meta do défice público

Governo persiste no objetivo de baixar o défice público para 2,7% em 2015, mas o Eurogrupo subscreve os receios de Bruxelas de que haja uma derrapagem para 3,3%.

Continuar a ler