Pelos 40 anos do 25 de Abril, o Estado a que estamos destinados…

Estado nutricionista. Por José Manuel Moreira.

Pelos 40 anos do 25 de Abril, a TSF recorda-nos histórias dos “Dias em que tudo era possível”. Lembrei-me desses excessos por causa das taxas sobre produtos com excesso de sal, açúcar e gordura.

Último episódio de um “progressismo” que, depois do tabaco e do álcool, transformados em alvos das máfias do contrabando e roubo, avança agora sobre novos pecados.
Abençoada classe que, habituada a engolir de tudo, incluindo sapos, se preocupa com o que o povo ingere!

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A insustentabilidade do Estado Social em Portugal

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Mesmo após alguns anos de ajustamento e de “austeridade”, o Estado em Portugal continua com um nível insustentável de despesa, em particular no que diz respeito ao chamado “Estado Social”. Daí que, como referi recentemente em entrevista à Rádio Renascença, a via para a sustentabilidade passa por fazer com que o Estado gaste menos – e preferencialmente também bastante melhor e permitindo maior liberdade de escolha – nos sectores da Educação, Saúde e Segurança Social. Qualquer programa político que ignore esta realidade não deve ser considerado credível. Poderá até ser um popular, mas será um programa para levar o país rumo ao abismo.

Alguns gráficos interessantes da 11ª avaliação do FMI. Por José Manuel Fernandes.

Em 2012 Portugal gastava 22% do PIB com o chamado “estado social”. Isso compara com os 20,4% de média da Zona Euro e com os 18% da União Europeia como um todo. Não está mal como resultado depois do “maior retrocesso social de sempre”, ou do famoso “recuo civilizacional”, ou de tantas outras barbaridades que por aí se proclamaram.

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Ana Catarina Mendes e Adolfo Mesquita Nunes

Ana Catarina Mendes e Adolfo Mesquita Nunes entrevistados por Anabela Mota Ribeiro

São a geração de 70, nascida aquando da democracia. Não se envergonham de ser políticos porque tudo é política, como dizia Bertold Brecht. Isto num tempo em que ser político parece uma nódoa, e se vive a descrença nos agentes políticos e nas instituições. Como se chegou aqui? Quais foram os passos, quem foram os protagonistas?

O verso do dramaturgo alemão é trazido por Adolfo Mesquita Nunes, Ana Catarina Mendes concorda. Ele é secretário de Estado do Turismo, ela é deputada do PS. Não acham que os seus pais, a geração dos seus pais, tenha feito tudo fazendo a democracia. Abrindo a sua história, entram também na História do país, e do que é ser de esquerda e de direita nos 40 anos do 25 de Abril.

O “princípio da igualdade” aplicado aos salários

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Alguns gráficos interessantes da 11ª avaliação do FMI. Por José Manuel Fernandes.

Comparando agora o que se passou desde 2008 no sector público e no sector privado também se chegam a conclusões interessantes. No sector público se compararmos o momento inicial e o momento final, ficámos praticamente onde estávamos: os custos unitários começaram por subir em 2009 (o famoso ano de eleições), depois cairam para valores próximos dos de 2008 por efeito de um primeiro corte salarial (ainda com Sócrates), a seguir encontramos um fosso provocado pelo corte dos dois subsídios em 2012, regressando depois os custos unitários ao seu valor de 2008 por efeito das desicões do Tribunal Constitucional. Já quando olhamos para o sector privado verificamos que esses custos unitários têm vindo a cair, situando-se hoje cerca de 7% abaixo do valor que tinham no primeiro trimestre de 2009.

Estes números contrariam a ideia de que têm sido os funcionários públicos os mais sacrificados pelas políticas dos últimos anos. Bem pelo contrário.

Leitura complementar: O “princípio da igualdade” aplicado ao desemprego.

O “princípio da igualdade” aplicado ao desemprego

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Em resumo: o sector privado sofreu um ajustamento brutal em termos de desemprego enquanto no Estado a conservação do emprego foi a norma geral. Faltou apenas acrescentar que os casos de perda de emprego no Estado recaíram esmagadoramente sobre os mais jovens e contratados a prazo.

Alguns gráficos interessantes da 11ª avaliação do FMI. Por José Manuel Fernandes.

Sem surpresa (ver o que escrevi aqui) o sector mais afectado foi o da construção, onde desapareceram quase metade dos empregos. A dimensão dos números do desemprego, que suspreenderam os economistas, pode ter aqui uma explicação, pois este sector é muito mão-de-obra intensivo. A seguir, na perda de emprego, vem a indústria e depois, com uma perda de emprego na casa dos 15%, aparece-nos a agricultura (eis outro mito que desaparece: afinal parece que não é nos campos que os desempregados das cidades estarão a reencontrar trabalho). O sector dos serviços aguentou-se menos mal, mas mesmo assim fica atrás da Administração Pública, o sector que melhor se comportou no que respeita à conservação do emprego.

Artigos de opinião de Milton Friedman

Milton Friedman published more than eight hundred popular and public policy columns and articles between 1943 and 2006.

This comprehensive listing of Milton Friedman’s commentary pieces, including his columns for the Wall Street Journal, New York Times, San Francisco Chronicle, and Newsweek, can be sorted by title, contributors, source, and date.

Francisco Assis, Bruno Maçães e Pedro Lomba

Uma boa análise de José Manuel Fernandes, ainda que falte acrescentar que, no que diz respeito às eleições europeias, a dificuldade de encontrar diferenças políticas substanciais tendencialmente conduzirá a um debate focado em aspectos essencialmente pessoais: O fanatismo dos “anti-fanáticos”

É curioso que Assis, um político que ocupou o seu primeiro cargo público aos 25 anos (presidente da Câmara de Amarante) se junte ao coro dos que procuram desqualificar os mais novos apenas por serem mais novos – ou “pequenos”, na sua linguagem alegórica. É curioso mas vai bem com os espírito do tempo. Depois de o 25 de Abril ter proporcionado uma ruptura geracional que permitir que gente com menos de trinta anos chegasse a secretário de Estado e a ministro (para não falar dos que chegaram a directores de jornais ou a presidentes de empresa), agora, que supostamente temos à nossa disposição “a geração mais bem preparada de sempre”, um exército de “senadores” passa a vida a desqualificar os que, mais novos, começam a mostrar o seu valor e, como é natural e saudável, o seu atrevimento. Resmas de ex-políticos que no passado tiveram a oportunidade de levar o país por outro caminho sentam-se hoje nos aerópagos que lhes são generosamente oferecidos para perorarem sobre a corrente “ausência de estadistas”, um discurso que, se tivessem um mínimo de pudor, deveriam evitar.

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O PPE, o PSE e a mutualização da dívida

Twins. Por Gabriel Silva.

Portanto, o PPE, e por consequência o PSD e CDS, são favoráveis a essa mutualização. Tal como o PS. Tal como o PSE que apoio Shultz. Tal como Shultz, que apenas constata não estar de momento na agenda, ao que Junker acena que sim, dizendo que se terá «mais tarde voltar a essa questão». A agenda de Shultz, de Junker, de Rangel, de Nuno Melo, de Seguro é pela mutualização da dívida. Mas não gostam de aparecer juntos na fotografia.

Rui Rio e as Presidenciais

Interessante, pelo que diz e pelo que sugere, esta muito bem focada entrevista de Rui Rio: Rui Rio defende entendimento entre partidos para mudar regime político

O antigo autarca não excluiria também que «num quadro alargado, esse entendimento, dada a relevância do Presidente da República para este efeito, passasse por uma situação em que o candidato é comum, como foi o general Ramalho Eanes».

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A tentação da extrema-esquerda

Aqui está um desfecho lógico na sequência do deslizamento para a extrema-esquerda por parte de algumas figuras tradicionalmente ligadas ao Partido Socialista: Alfredo Barroso explica apoio à lista do Bloco

Fundador do PS está com “a luta contra o odioso pacto orçamental, uma das bandeiras da campanha do Bloco”. Para Barroso, o tratado é “um ‘buraco negro’ em que a democracia está destinada a desaparecer, se nada mudar”.

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“The problem with socialism is that eventually you run out of other people’s money”

Em França, o austeritarismo-neoliberalista-libertarianista parece ter tomado definitivamente conta do Partido Socialista.

Ou isso, ou acabou o dinheiro: França congela pensões e salários e reduz gastos sociais

O novo primeiro-ministro francês avançou algumas das medidas que permitirão poupar 50 mil milhões de euros entre 2015 e 2017. O plano antecipa cortes repartidos pelo Estado, municípios e contribuintes. “Não podemos viver acima das nossas possibilidades”, avisou Valls.

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“pink elephants will fly over Mare Nostrum”

France is the new cauldron of Eurosceptic revolution. Por Ambrose Evans-Pritchard.

Britain is marginal to the great debate on Europe. France is the linchpin, fast becoming a cauldron of Eurosceptic/Poujadist views on the Right, anti-EMU reflationary Keynesian views on the Left, mixed with soul-searching over the wisdom of monetary union across the French establishment.

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Programa da 27ª edição do Fórum da Liberdade

Aqui fica o programa da 27ª edição do Fórum da Liberdade, que se realizará nos próximos dias 7 e 8 de Abril, mais uma vez na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, no Brasil.

Integrarei com muito gosto o painel de encerramento, juntamente com Leandro Narloch e Jeffrey Tucker.

Pessoalmente, estou também bastante curioso para assistir ao painel imediatamente anterior, que reunirá Gustavo Franco, Andrew Schiff e Marcelo Rebelo de Sousa.

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Motivos de cessação do Rendimento Social de Inserção

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(via Vitor Cunha: Motivos de cessação de RSI)

Quase 20 mil beneficiários perderam RSI por alteração de rendimentos

Segundo dados oficiais da Segurança Social (SS), a que o i teve acesso, verificaram-se 33 913 cessações do RSI desde que as novas regras entraram em vigor.

Uma dessas novidades é o limite do património mobiliário (contas bancárias, carros, etc.) ter passado de 100 mil para 25 mil euros. A alteração de rendimentos, de acordo com a SS, fez com que 19 521 beneficiários perdessem o RSI nos últimos dois anos.

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Primeiro-ministro francês pede a demissão

Assim vai a governação da outrora luminosa esperança da esquerda europeia, François Hollande: Primeiro-ministro francês demite-se

O pedido de demissão de Jean-Marc Ayrault terá sido apresentado no decorrer do almoço com François Hollande, que anteriormente esteve reunido com Manuel Valls, ministro do Interior do Governo liderado por Ayrault. Uma escolha do Presidente que surge como resposta imediata ao desastre político que foram as eleições autárquicas para o PS francês, derrotado em toda a linha.

Vida difícil para Hollande…

A outrora grande esperança da esquerda europeia passou rapidamente de “bestial” a… “socialista neoliberal”: Après la défaite, la fronde des parlementaires PS

«Le temps du Parlement est venu», poursuit Christian Paul, qui indique que «le vote de confiance au Parlement (sur le pacte, NDLR) n’est pas automatique». «A ce stade, la confiance n’est pas acquise», explique lui aussi le député PS Laurent Baumel (Gauche populaire), qui appelle à un changement de ligne. Pour ce député PS, les classes moyennes et populaires doivent de nouveau être prises en compte par le gouvernement qui les a délaissées. «Sur le terrain, nos électeurs nous ont expliqué clairement qu’ils avaient pris prétexte de ces municipales pour envoyer un message à François Hollande».

Derrota esmagadora da esquerda nas eleições municipais em França

Os resultados da segunda volta das eleições municipais francesas confirmam e acentuam a derrota esmagadora do Partido Socialista: Municipales : la déroute se confirme pour le PS

Une abstention toujours forte, de nouvelles mairies Front national, de grandes villes perdues par les socialistes : le second tour des municipales accentue les tendances du premier.

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Ontem, no Porto Canal e na RTP

Para os interessados, aqui fica o video do Especial Informação de ontem do Porto Canal dedicado aos 4 anos de Pedro Passos Coelho na liderança do PSD, no qual fui um dos convidados juntamente com Manuel Carvalho, do Público, e Pedro Bacelar de Vasconcelos, da Univ. do Minho.

No que diz respeito a aparições mediáticas insurgentes, mais ou menos à mesma hora, mas na RTP e com muito mais bom gosto, a Maria João Marques esteve no Prós & Contras, que pode ser visto aqui.

Entretanto, ontem pelas 19:00, também no Porto Canal, o Luís Aguiar-Conraria foi o convidado em estúdio no programa Testemunho Directo, que pode ser visionado aqui.

Last but not least – e mais uma vez no Porto Canal – Pedro Arroja teve o seu habitual espaço de comentário no Jornal Diário (mas não consegui encontrar video).

Resposta de José Rodrigues dos Santos às críticas sobre a entrevista a Sócrates

José Rodrigues dos Santos defende-se de críticas sobre entrevista a Sócrates

RESPOSTA DE JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS AOS COMENTÁRIOS PUBLICADOS NESTA PÁGINA À ENTREVISTA FEITA PELO JORNALISTA A JOSÉ SÓCRATES, NO DOMINGO, DIA 23 DE MARÇO DE 2014, NA RTP1:

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O aborto e a cultura da morte nos hospitais ingleses

Aborted babies are being used to heat UK hospitals. This is the culture of death

That’s right – institutions created to protect life are being fuelled by burning the remains of the dead. Some bureaucrat somewhere obviously regarded this as “efficient recycling”. It’s more akin to cannibalism.

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Palestrantes para a 27ª edição do Fórum da Liberdade

Aqui fica a lista actualizada dos palestrantes confirmados para a 27ª edição do Fórum da Liberdade, que se realizará nos próximos dias 7 e 8 de Abril, mais uma vez na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, no Brasil.

Já tendo tido oportunidade de assistir, considero o Fórum da Liberdade o mais impressionante evento deste tipo no mundo e será um prazer e uma honra participar este ano como palestrante.

Fórum da Liberdade – 26 anos de história

A Primavera no Egipto

Tribunal condena à morte 529 apoiantes de Morsi

Um total de 529 simpatizantes do antigo Presidente egípcio Mohamed Morsi, deposto pelo exército no verão passado, foram hoje condenados à morte por instigar a violência, mas a maioria encontra-se em parte incerta.

A condenação foi anunciada pelo Tribunal Penal de Minia, no Cairo, adiantando que apenas 153 dos condenados estão detidos.

(via Helena Matos: Alguém recorda ao certo o que se disse quando caiu o ditador Mubarak?)