O enorme aumento dos impostos indirectos

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Combustíveis sofrem maior aumento do imposto em 16 anos. O que mais sobe

Austeridade no Orçamento é sinónimo de aumento de impostos sobre o consumo. Vão render mais 700 milhões de euros. Mais de metade virá dos combustíveis. Governo promete aliviar se petróleo subir.

Leitura complementar: “O enorme aumento de impostos da ‘geringonça’”; As charlatanices orçamentais da “geringonça”.

Uma reacção interessante

Seria pouco relevante não fora o facto de a vontade de poder de António Costa ter colocado o PS, o governo e o país reféns da extrema-esquerda: TAP: PCP acusa Governo de “salvação da privatização”

O PCP acusou hoje o executivo do socialista António Costa de “salvação da privatização” da transportadora aérea TAP, prometendo insistir nas suas iniciativas legislativas no parlamento, além de apelar à luta dos trabalhadores pelo controlo público da empresa.

“O que o Governo do PS veio agora anunciar foi a salvação da privatização, num negócio de contornos pouco claros, onde o atual Governo do PS assume a manutenção de 50% do capital nas mãos do Estado mas abdica da gestão para o grupo económico em causa. Esta solução não corresponde às necessidades do país nem acautela o futuro da TAP e da soberania nacional”, lê-se em comunicado dos comunistas.

Leitura complementar: As charlatanices orçamentais da “geringonça”.

A austeridade de esquerda é mesmo diferente

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André Azevedo Alves: “O enorme aumento de impostos da ‘geringonça’”

A austeridade de esquerda é, no entanto, diferente. Em vez de se aplicar às “pessoas”, penaliza essencialmente os combustíveis, os automóveis e o tabaco (quem pagará a conta?). Um aumento de impostos que servirá para pagar a reposição dos salários na função pública para os níveis anteriores ao pedido de resgate externo e também a anulação dos cortes ainda em vigor nas pensões mais elevadas pagas pelo Estado.

As opções orçamentais são, obviamente, opções políticas e a este respeito a opção da “geringonça” é clara: retirar ainda mais recursos à população em geral para os canalizar para grupos com forte poder reivindicativo, nomeadamente os funcionários públicos e os pensionistas com rendimentos mais elevados.

Um sinal tranquilizador do Presidente Marcelo

Uma escolha realçada por João Marques de Almeida:

Marcelo Rebelo de Sousa escolheu Fernando Frutuoso de Melo para chefe da Casa Civil, A escolha não poderia ter sido mais acertada, dada a experiência e competência demonstrada por FFM nos anos que trabalhou na Comissão Europeia. Além disso, Rebelo de Sousa terá um canal directo para Bruxelas, sem depender das informações dadas pelo governo. Num momento em que Bruxelas faz parte da política nacional, o novo Presidente escolheu muito bem.

A descristianização e o suicídio da Europa

Viva a Vénus capitolina! Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada.

Esconder a Vénus capitolina e outras estátuas clássicas, que são honra e glória da civilização europeia, foi uma atitude vergonhosa. Que respeito merece um país que não assume a sua cultura e valores?

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Os fins não justificam todos os meios

Um artigo significativo e importante, em especial nos tempos que correm: A Europa e a liberdade. Por José Conde Rodrigues, Professor universitário e secretário de Estado em três governos do PS.

Diz Pablo Iglésias, líder do Podemos: “o que interessa é ganhar (…) a obrigação de um revolucionário é sempre, sempre, sempre, ganhar”. Ora, isto é pura conquista do poder. (Filipe Gonzalez, na passada semana, em entrevista ao El País, chamou o Podemos de “puro leninismo 3.0”!) Isto é dizer que os fins justificam todos os meios.

Estamos de regresso à democracia radical, de convenção, de assembleia, totalitária, tal como no período do terror de Robespierre (que Iglésias evoca, aliás, a abrir o seu último livro Disputar a Democracia), em pleno final da revolução francesa que tanto inspirou regimes sanguinários de todo o mundo.

“Cartas Persas”

Persas entre nós

Foi com as “Cartas Persas”, agora publicadas em Portugal, que Montesquieu começou a sua carreira literária. Miguel Morgado olha para a obra de um dos pensadores mais influentes da Ciência Política.

Um plano para o desastre

ApresentacaoCenarioMacroEconomico

CGTP quer que Governo resista às pressões da Comissão Europeia
Costa acrescenta mais medidas para a banca no Orçamento do Estado
Risco da dívida sobe para máximos do pós-troika

O melhor Janeiro de sempre

Se 2015 foi o melhor ano de sempre d’O Insurgente, a verdade é que 2016 começa também com novos recordes: depois de a página d’O Insurgente no Facebook ter superado a marca das 10.000 pessoas (com um reach semanal consistentemente acima das 300.000 pessoas), Janeiro de 2016 estabeleceu-se (por larga margem) como o melhor mês de Janeiro desde a fundação do blogue e o segundo melhor mês de sempre, com mais de 430.000 visitas contabilizadas no site.

Obrigado a todos os leitores pela preferência.

Sobre a parcialidade dos manuais escolares

A semente fértil do subdesenvolvimento. Por Gabriel Mithá Ribeiro.

Ler os manuais de História aprovados pelo nosso sistema de ensino comprova a sua parcialidade. Andamos a alimentar uma tosca e caríssima engenharia social destinada ao subdesenvolvimento das mentes.

Conquistas do laicismo triunfante

Três funerais e uma praga. Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada.

Note-se que, mais do que uma questão confessional, trata-se de uma elementar questão de coerência e de respeito pela liberdade das consciências. Não faz sentido que individualidades como o referido presidente do Tribunal Constitucional, ou o dr. Almeida Santos, à revelia das suas convicções e vontade expressa, sejam velados num templo cristão, como também não seria que o fossem, por absurda hipótese, numa mesquita ou numa sinagoga. Nem sequer o argumento da dignidade do mencionado espaço sagrado parece pertinente porque, para esse efeito, poder-se-ia utilizar o não menos solene panteão nacional de Santa Engrácia que, não obstante a denominação, não é um templo cristão, nem está afecto ao culto católico nem ao de nenhuma outra religião. Em última análise, os deputados falecidos, bem como os juízes dos tribunais superiores, poderiam também receber honras fúnebres nas instalações públicas onde se notabilizaram, sem desprestígio das instituições que serviram, nem desrespeito de espaços religiosos, abusivamente usados para finalidades de todo alheias à sua natureza confessional.

Sobre a submissão aos candidatos a Robespierre

Já perceberam ou querem que faça um desenho? Por Helena Matos.

A falência do modelo socialista – e ele tinha necessariamente de falir porque foi concebido para redistribuir a riqueza e não para a produzir – fez os socialistas não só descrer de Marx como, e esse é o nosso drama actual, fê-los regredir para Robespierre. Ver os actuais líderes dos socialistas portugueses a fazerem acordos com o BE ou os socialistas espanhóis a ponderarem uma aliança com uma criatura como Iglesias não é um problema político. É um problema civilizacional.

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O efeito “Tempo Novo”

Sampaio da Nóvoa

O meu artigo desta semana no Observador: “Tempo Novo” deu vitória a Marcelo.

Infelizmente para Nóvoa e para o PS, por cada activista progressista numa companhia teatral ou num obscuro departamento de humanidades ou ciências sociais a quem a mensagem radical-progressista do “Tempo Novo” entusiasmou a ponto de cegar e fanatizar, terá havido muitas pessoas comuns assustadas com o que ouviam que por isso decidiram votar no “Professor Marcelo”. Assim, mesmo com a tentativa de equiparar Nóvoa a uma espécie de messias (socialista, laico e republicano) do “Tempo Novo”, não houve desta vez equivalências que valessem ao candidato perante o juízo dos eleitores.

O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

O cenário de uma bancarrota sem resgate

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Uma reflexão muito pertinente: E se não houver segundo resgate? Por Rui Ramos.

Algures, Lovecraft explica que no género fantástico é um erro exagerar na fantasia. No caso do Esboço do Orçamento de Estado para 2016, o governo exagerou. Os leitores reagiram: a Comissão Europeia, o Conselho de Finanças Públicas, a Unidade Técnica de Apoio da Assembleia da República, as agências de notação, a imprensa nacional e internacional – começam a ser demasiados os que não acreditam na ficção governativa de que gastar mais é a via para equilibrar as contas.

(…)

No meio disto, começa a haver quem receie o pior. E o pior, segundo consta, seria um “segundo resgate”. É curioso. Os portugueses conseguiram mesmo convencer-se de que o ajustamento financeiro negociado em 2011 com a Comissão Europeia, o BCE e o FMI foi a maior calamidade que nos podia ter acontecido. Nunca quisemos compreender que foi uma ajuda. Nunca chegámos a entender que, sem o programa de ajustamento, teríamos tido uma bancarrota, em relação à qual a “austeridade” está como um resfriado para uma pneumonia. Não, o pior que nos pode acontecer não é um “novo resgate”. E portanto, há que fazer a pergunta: se não houver outro resgate? E se, quando nos faltar o dinheiro e o crédito, não houver ninguém para nos emprestar, para nos dar tempo, para confiar em nós?

Ascenso Simões sobre o Tribunal Constitucional e as presidenciais

Até já

Até ao fim do mundo. Por David Dinis.

É hoje, 6ª-feira, dia 29 de janeiro de 2016, que saio do Observador. É hoje que me despeço de si, com lágrimas a correr pela cara. São lágrimas, sim, de orgulho, de amor. Este é o meu até já.

Charlatanice pura

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Mesmo pelos padrões da geringonça, isto é tão absurdo que custa a acreditar: Governo quer excluir recuo nas medidas da austeridade do défice estrutural

Entre as medidas extraordinárias que a equipa de Mário Centeno estará a excluir do défice estrutural, estão a reposição dos cortes salariais da Função Pública e a redução da sobretaxa do IRS.

Não percebo como pode Mário Centeno prestar-se a este papel e como pode o resto do PS permanecer em silêncio face a algo como tão absurdo como catalogar uma série de medidas que geram (obviamente) despesa corrente como “medidas extraordinárias”.

Brevemente, num país perto de si…

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Parece estar em avançada fase de preparação o remake de um blockbuster de 2011. O filme de 2011 não deixou boas recordações, mas convém não esquecer que os remakes costumam ser ainda piores do que o original…

Bruxelas pede explicações e avisa que pode mandar orçamento para trás
Costa não fala em mudar rascunho do Orçamento e diz-se confiante
PS critica Fitch e considera que está a comparar “alhos com bugalhos”
Porfírio Silva diz que Bruxelas pode estar a “tentar tramar o governo português”
Esquerda quer Costa a bater o pé a Bruxelas como os grandes
Avaliação preliminar da Comissão aponta para défice de 3,4% este ano

That’s All Folks!

4 de Janeiro de 2016:

20 de Janeiro 2016:

Nóvoa nunca foi bom a Matemática…

É caso para dizer que Nóvoa terminou em beleza: Manuel Alegre exige a Nóvoa que corrija afirmação de resultado inédito

Histórico socialista lembra que a sua candidatura nas eleições de 2006 conseguiu mais votos que a de Sampaio da Nóvoa

Mestre Nódoa