O Insurgente

Maio 20, 2013

Que sentido para a Liberdade?

Convite Ferin Berlin

A liberdade é uma daquelas palavras que, um pouco como a velhinha pasta medicinal Couto, anda sempre nas bocas de toda a gente. Infelizmente parece que sofre de um mal congénito: a polissemia. (sintomatologia complexa que parece afectar alguns dos conceitos mais fundamentais do linguajar político contemporâneo.) Isaiah Berlin foi, provavelmente, o mais certeiro de entre os vários senhores doutores que procuraram diagnosticar o fenómeno.

É o que vamos discutir logo à tarde, a partir das 18:30h, na Ferin, em Lisboa. Até logo!

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Março 13, 2013

Fumo Branco!

Filed under: Religião — jtcb @ 18:18

Foi há poucos minutos que se começou a ver o aguardado fumo branco.

Num tempo quase record, depois de dois dias de Conclave e apenas 5 votações.

Temos Papa!

 

Janeiro 11, 2013

Assim vai a nossa sociedade civil

Filed under: Media,Política,Portugal — jtcb @ 13:56
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Fiquei espantado com a força da nossa dita sociedade civil. Enquanto escrevia este pequeno texto a “Petição contra o abate do Pitbull Zico e de todos os outros Zicos”, recolheu mais de mil assinaturas (MIL!). É extraordinário. Independentemente do teor ou do propósito da Petição, dá-nos conta de uma sociedade vibrante, participativa, interventiva. Afinal não somos um povo passivo e desinteressado. Quando as coisas nos interessam, quando elas nos tocam, reagimos, intervimos. Óptimo! Ainda bem que assim é.

Ao que parece, o cão em questão terá atacado uma criança de 18 meses que acabou por morrer, no Hospital, em consequência dos ferimentos. O texto da petição referencia o ataque, mas não a morte da criança… (notícias aqui e aqui)

Por mim, nada contra. Não assino a petição, mas sou daqueles românticos que se bate pelo direito de cada um poder expressar as opiniões que entender.

Mas é com alguma tristeza, confesso, que vejo que no mesmo espaço de tempo em que a petição em defesa do cão que mata uma criança recolhe mil assinaturas, outras duas (esta, a que já aqui fiz referência, e esta), que procuram salvaguardar direitos humanos, ficam-se pelas unidades.

Assim vai a nossa sociedadezinha muito civilizadinha.

Dezembro 23, 2012

“Defender o futuro reduzindo a despesa”

Filed under: Educação,Política,Política Fiscal,Portugal,Saúde — jtcb @ 12:43

Ora aqui está uma excelente réplica do António Maria Pinheiro Torres ao desafio lançado pelo Sr. Ministro das Finanças à “participação da sociedade civil na tarefa de refundação do Estado”. A “Carta Aberta ao Ministro das Finanças” foi publicada no Público, no passado dia 20. A Petição pode ser consultada e assinada aqui, e já só faltam menos de 300 assinaturas para que este contributo da sociedade civil não possa deixar de ser ouvido e discutido no plenário da Assembleia da República.

Parafraseando a tirada célebre de um ex-Presidente da República, apetece-me acrescentar que há mais vida para além da despesa.

Aqui fica a carta do António Maria:

Exmo. senhor Ministro das Finanças

Até Janeiro de 2013 dará entrada na Assembleia da República uma petição intitulada Defender o Futuro onde os seus subscritores, com diversas personalidades da nossa vida política, social, cultural e económica, fazendo eco das posições do Presidente da República, propõem ao Parlamento a reavaliação das diversas leis “fracturantes” aprovadas no consulado do Governo de Sócrates.
São essas leis as da Procriação Artificial, do Aborto, do Divórcio, do Casamento entre pessoas do mesmo sexo, da mudança de sexo e do financiamento do ensino particular e cooperativo.
Uma vez reunidas 4000 assinaturas (faltam apenas cerca de 500 para que tal aconteça) a petição será obrigatoriamente apreciada em plenário da Assembleia da República e pode bem vir a originar (espera-se) um ou mais processos de revisão destas leis, ou da respectiva regulamentação. O que terá consequências também a nível redução da despesa do Estado. Assunto sabidamente do interesse de vossa excelência.
Na verdade e actualmente, sem que tal decorra forçosamente do resultado do referendo de 2007 (onde a pergunta formulada respeitava unicamente à despenalização até às 10 semanas de gestação), o aborto em Portugal é completamente gratuito e confere à mulher que aborta o direito a uma licença de parentalidade de 15 a 30 dias e ao pagamento do respectivo subsídio correspondente a 100% do vencimento. Acrescem ainda os custos com as grávidas das ilhas: o pagamento de custos do avião, do alojamento em Lisboa (até duas pessoas), táxi na cidade e acompanhamento de um técnico social. Ou seja, basta que se ponha fim, no todo ou em parte, a esta gratuidade e subsídios injustos para que dezenas de milhões de euros/ano sejam poupados ao Orçamento do Estado (na Saúde e na Segurança Social).
Por outro lado, na sequência das novas regras que regem o divórcio, muitas mulheres tem sido precipitadas, mercê da perda do direito de alimentos, em situações sociais que as empurram para o Rendimento Social de Inserção, sobrecarregando assim o já tão esgotado orçamento da Segurança Social. Se os deputados entenderem (no que irão ao encontro do sentimento da comunidade jurídica) rever toda a nova legislação do divórcio que originou tantas e tantas situações de injustiça, pobreza e abandono, V. Exa. contará, também aqui, com uma significativa redução da despesa na Segurança Social.
Acresce que, mercê da lei da Procriação Artificial, e das regulamentações conexas, aumentam as situações em que os actos médicos implicados (altamente dispendiosos e de eficácia muito reduzida) beneficiam, em termos de custo e processos, de uma situação de vantagem em relação às pessoas em situação de doenças. O que, além de uma injustiça e desigualdade, constitui no orçamento da Saúde uma despesa na qual V. Exa. poderá contar com uma substancial redução de custos. Tudo de acordo com convenções internacionais a que o Estado português se obrigou, para protecção do embrião humano.
Começam hoje a ser reconhecidos os menores custos do ensino particular em comparação com o ensino estatal, pelo que, se os deputados entenderem que o serviço público de educação pode ser prestado por escolas estatais e não-estatais em pé de igualdade, e que às famílias deve ser dada a liberdade de escolha do ensino que pretendem para os seus filhos, da concessão desse serviço e da justiça e concorrência leal que daí resultará, poderá contar-se com uma muito significativa redução da despesa em Educação.
Existem outras consequências desta petição e dos resultados do trabalho de revisão das leis fracturantes a que os deputados serão chamados que não deixarão de ter outras consequências que interessam à missão política de V. Exa. e àqueles que um dia lhe sucederem nesse lugar. Na verdade, se forem seguidas as cautelas e preocupações em tempo manifestadas pelo Presidente da República, da revisão destas leis resultará um país onde a responsabilidade será um valor socialmente reconhecido, a natalidade corresponderá ao desejo das famílias e às necessidades da sustentabilidade do Estado Social, o sistema de Educação poderá ajudar a gerações de portugueses mais preparados e as famílias poderão encontrar um ambiente mais propício ao respectivo desenvolvimento. Tudo isso potenciando o crescimento do produto, a redução da despesa e a diminuição do défice. Isto é assunto de interesse maior de V. Exa. e de todos os portugueses em geral.
Esperando ter assim correspondido ao seu apelo à participação da sociedade civil na tarefa de refundação do Estado, subscrevo-me, com os meus melhores cumprimentos, de V. Exa., muito atentamente.

 

Novembro 22, 2012

Ouvido na rádio…

Filed under: Educação,Política,Portugal — jtcb @ 19:24
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Vinha eu para casa quando a rádio me deu conta das manifestações de estudantes em São Bento. Tratando-se de estudantes fico sempre com algum interesse, pelo que continuei a ouvir o noticiário. Brevíssima reportagem seguida dos inevitáveis testemunhos dos manifestantes. Um dos entrevistados, que se identificou como estudante do ensino público, estava claramente indignado e queixava-se: “pago mil euros!”

Pois. Em qualquer caso, essa propina, convém não esquecer, fica bastante abaixo do custo médio real por aluno — e eu, que nem sequer vi a cara do rapaz, não faço a mais pequena ideia se ele tem, ou não, qualquer justificação para ser subsidiado na sua formação.

Mas o que me pasmou foi o que o mesmíssimo jovem rematou, logo de seguida:

“eu tenho a certeza absoluta que dentro de 5 anos vou estar a pagar dois mil ou dois mil e quinhentos euros.”

Uma boa notícia? Será que temos aqui um jovem que finalmente percebeu que a formação que recebe tem um custo, e que é inevitável que o valor da propina (pelo menos) se aproxime desse custo?

Ou será que o rapaz, ocupado como anda com todas estas manifestações, já está a deitar contas à vida e prepara-se para ficar mais 5 anos a terminar a licenciatura?? (que, provavelmente, será uma licenciatura de 3 anos…)

Novembro 21, 2012

Importa-se de repetir?!

Filed under: Política,Portugal — jtcb @ 12:24

Cavaco: portugueses esqueceram o mar, a agricultura e a indústria

Desculpe, estou siderado, importa-se de repetir?

Parece que o senhor Presidente da República nos aconselha a “olhar para o que esquecemos nas últimas décadas e ultrapassar os estigmas”.

Há por aí muito esquecimento. Há sim senhor. Neste caso do Presidente da República que parece ter-se esquecido de quem foi o Primeiro Ministro que promoveu o maior abate da frota pesqueira e o abandono da agricultura da nossa história recente.

Novembro 2, 2012

Missão Impossível

Aqui fica a minha alfinetada de hoje no Diário Económico.

Dos partidos da oposição ao Provedor de Justiça, há um crescente coro, digno de uma tragédia grega, que exige ao Presidente da República que peça ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva do Orçamento de Estado(OE). (Esquecem-se que o PR já respondeu negativamente a esta questão em Julho.)

Há aqui dois riscos: um é o de transformar a natureza do regime, politizando os tribunais; o outro é o da incompetência e injustiça da própria pronúncia do TC.

O que está em causa são opções políticas e não averiguações de mera legalidade constitucional. E, goste-se ou não, há uma maioria na AR que está legitimamente mandatada para governar. É ela que será sujeita a escrutínio em eleições – e não o TC. São estas as regras do jogo democrático.

Mas, a admitir-se a fiscalização do OE, ela também teria que se pronunciar sobre todos os anteriores, porque todos violaram o princípio da necessidade de cobertura das despesas pelas receitas. E só a má fé ou a irresponsabilidade podem admitir que a emissão de dívida se inclua do lado da receita.

Seria extraordinário condenar um OE que tem que resolver os problemas criados por dezenas de outros anteriores, deixando-os a todos incólumes.

Há aqui um enorme paradoxo: ou respeitamos a Constituição ou respeitamos o OE. Isto porque um orçamento equilibrado que respeite todos os princípios de uma constituição como a nossa seria sempre um exercício impossível.

De uma vez por todas, temos que ter consciência que aquilo que é exigido pela nossa Constituição em termos programáticos está muito para além da nossa capacidade de geração de receita suficiente. Por isso, talvez possamos vir a ser forçados a fazer uma escolha entre o OE e a Constituição.

Em bom rigor, é a viabilidade da nossa Constituição que deveria ser, de uma vez por todas, avaliada.

O que está em causa não é a constitucionalidade do Orçamento. O que está verdadeiramente em causa é o custo da nossa Constituição.

Outubro 17, 2012

E que tal um orçamento “low cost”?

Filed under: Energia,Política,Portugal,socialismo — jtcb @ 14:08

E pronto, confirmam-se as piores suspeitas: em vez de se preocupar com o que realmente importa — cortar na despesa — este Governo continua entretido em parvoíces como esta da implementação por decreto de mangueiras “low cost” nas gasolineiras (privadas?!).  Parvoíces que não são apenas ridículas; são reveladoras de um modus operandi intervencionista que claramente põe em evidência quão estranha é a este Governo qualquer ideia de liberalismo.

Continuamos bem entregues…

Setembro 19, 2012

Um Ministério (aparentemente) cool

Para quem, como eu, se vai entretendo a plantar batatas, aqui ficam umas pequenas linhas sobre o Ministério que rege ofício. Hoje, no Diário Económico, em edição gratuita. E agora, se não se importam, vós sois muito boas pessoas, mas eu vou voltar para as serras, porque o ar nesta cidade está cada vez mais irrespirável.

Setembro 13, 2012

Pequenas coincidências

Ontem o André Azevedo Alves escreveu sobre a questão da “asfixia fiscal”. Tomei-lhe a deixa e variei o tema para a asfixia democrática. É disso que fala o meu pequeno texto publicado hoje no Diário Económico.

Entre socialistas e aprendizes de socialistas, é cada vez mais claro que a partidocracia vai ficando esgotada no que toca a alternativas de governação. A crise financeira e económica pode bem vir a dar lugar a uma muito mais séria crise de regime. A ver vamos…

Agosto 30, 2012

A Star is Born!

O discurso de Condoleezza Rice, ontem à noite, na Convenção Nacional Republicana foi, a todos os títulos, memorável. Muito mais que um discurso galvanizador do eleitorado republicano, foi o discurso de alguém que se afirmou como a principal reserva do partido republicano e referência nacional da política americana. Como ela própria sugeriu, ela pode, desde que o queira, ser Presidente dos EUA.

O discurso merece ser lido na íntegra (aqui ou aqui.). Ressalvo apenas algumas passagens que me parecem fundamentais.

Desde logo, a resposta à pergunta fundamental que vem sendo feita à administração Obama:

Where does America stand?  You see when the friends or foes alike don’t know the answer to that question, unambiguously and clearly, the world is likely to be a more dangerous and chaotic place.

Since world war ii, the United States has had an answer to that question.  We stand for free peoples and free markets.  We will defend and support them.

A resposta é claríssima e é complementada com a determinação que se exige a um estadista americano:

But we can only know that there is no choice, because one of two things will happen if we don’t lead. Either no one will lead and there will be chaos, or someone will fill the vacuum who does not share our values.

My fellow Americans, we do not have a choice.  We cannot be reluctant to lead and you cannot lead from behind.

Os EUA gostam de ser ver como líderes do chamado “mundo livre”. Foram-no, seguramente, desde a Segunda Guerra Mundial, quando o mundo estava dividido sob a influência de duas super-potências. Mas aí a liderança era o resultava da avaliação da dimensão e eficácia dos arsenais nucleares. Hoje, porém, vivemos num mundo aparentemente mais livre, mais globalizado, mais interdependente. Supostamente agora as batalhas seriam travadas no tabuleiro que é mais natural aos EUA — o tabuleiro do mercado livre. Mais eis que a antiga super-potência se vê agora ameaçada no seu próprio “backyard”. A China, nova potência, também joga no tabuleiro militar, é certo, mas é no económico que a sua ameaça se faz sentir.

China has signed 15 free trade agreements and is in the progress of negotiating as many as 18 more.  Sadly, we are abandoning the field of free and fair trade and it will come back to haunt us.

(…)

When the world looks at us today, they see an American government that cannot live within its means.  They see an American government that continues to borrow money, that will mortgage the future of generations to come.  The world knows that when a nation loses control of its finances, it eventually loses control of its destiny.

Eis a suprema ironia: a principal credora da hipoteca que está a ser lançada sobre as futuras gerações de americanos é essa mesma China. Não é preciso dizer muito mais. Como diriam os americanos, “do the math!”

E o discurso da estadista em ascensão termina com uma nota pessoal.

And on a personal note– a little girl grows up in Jim Crow Birmingham – the most segregated big city in America – her parents can’t take her to a movie theater or a restaurant – but they make her believe that even though she can’t have a hamburger at the Woolworth’s lunch counter she can be President of the United States and she becomes the Secretary of State.

Não se trata propriamente de uma nota pessoal. Trata-se de uma afirmação de liderança política como há muito não se ouvia nas democracias do chamado mundo livre.

Para quem quis ouvir, não é preciso muito mais: ela pode — basta que o queira.

Maio 21, 2012

Revolução: liberdade, ruptura ou conservação?

Março 29, 2012

Isaiah Berlin no Facebook

Filed under: Diversos — jtcb @ 00:57

O incansável Henry Hardy abriu um novo espaço no Facebook dedicado a Isaiah Berlin.

Recomenda-se.

Fevereiro 28, 2012

A tentação da Maçã

Filed under: Diversos — jtcb @ 18:50

“We have something you really have to see. And touch,” Apple said today in an invitation, which features a picture of an iPad screen. 

Genial!

( o “Apple event” é já no dia 7 de Março )

Fevereiro 6, 2012

A crise europeia vista da América

Filed under: Economia,Humor,Internacional,Política — jtcb @ 21:47

“It’s an ongoing Greek tragedy (..). We’re in the hands of the best efforts of European politicians. That’s a source of risk that’s difficult to forecast.”

(Stephen Wood, chief market strategist for Russell Investments, em entrevista à Bloomberg)

Janeiro 13, 2012

Sobre a liberdade e a propriedade privada

Filed under: Política,Teoria — jtcb @ 13:14

A propósito deste excelente post do BZ, achei que talvez fosse oportuno relembrar algo que “a nossa geração esqueceu”:

“O que a nossa geração esqueceu é que o sistema de propriedade privada é a mais importante garantia de liberdade, não só para aqueles que têm propriedade como para aqueles que não a têm. É apenas porque o controlo dos meios de produção está dividido entre muitas pessoas actuando independentemente que ninguém tem um poder completo sobre nós, que nós como indivíduos podemos decidir o que fazer connosco próprios.” (F. A. Hayek, The Road to Serfdom)

Este esquecimento sai caro. E, por vezes, o esquecimento paga-se com a liberdade.

Dezembro 28, 2011

O triunfo da tecnocracia ou a menorização da política

Filed under: Política,Teoria — jtcb @ 15:41

No Diário Económico de hoje:

O triunfo da tecnocracia ou a menorização da política.

Outubro 14, 2011

Comunista ou perigoso neo-liberal?

Filed under: Política,Portugal — jtcb @ 11:25

Depois das notícias que o Primeiro-Ministro nos deu ontem, só mesmo o Bernardino Soares para me alegrar. Então não é que o ilustre e sábio deputado na nação (o mesmo que aqui há uns anos tinha dúvidas sobre se a Coreia do Norte não seria uma democracia) aparece agora a qualificar os novos impostos como “roubo”?! Sim, ROUBO, nem mais nem menos.

Afinal, nem tudo está perdido.

Força, Camarada! Junta a tua à nossa voz!!

 

Setembro 28, 2011

Irresponsabilidade Ilimitada

Filed under: Política,Portugal — jtcb @ 22:51

A entrevista do Senhor Presidente da República foi, no mínimo, soporífera.

Lá mais para o fim o senhor, que se refere a si mesmo na terceira pessoa (no melhor estilo futebolístico), despertou-me do torpor com a ideia do crédito europeu ilimitado. Repito: ILIMITADO.

E, para que não restem dúvidas, o Senhor Presidente exemplifica, toma o caso concreto da Itália e recomenda como solução a compra ilimitada da dívida italiana. Perfeito! Afinal, qual é o problema? É só pôr a máquina do dinheiro a imprimir mais depressa.

Palavras para quê? É um artista português!

Setembro 15, 2011

Nuno Crato na RTPn

Filed under: Educação,Política,Portugal — jtcb @ 22:41

Liguem-se já. Vale a pena ouvir.

Julho 19, 2011

Regras de vestuário Vs. regras de jornalismo

Filed under: Media,Portugal,Religião — jtcb @ 16:05

 No Público de hoje vem uma notícia sobre a Universidade Católica, intitulada: “Católica cria regras de vestuário para alunos e professores”. Pelos vistos a notícia é de grande impacto para a vida deste país, já que o Público lhe dedica uma página inteira (a página 4) e dá-lhe uma chamada na primeira página do jornal. Muito bem. Como não há nada de muito importante a passar-se no mundo nestes últimos tempos, se calhar compreende-se…  

A notícia, em si, será relevante para o universo da Católica (onde me incluo, e por isso mesmo para mim tem algum interesse), mas duvido que tenha alguma relevância extra-muros. Aliás, como a própria notícia indica: “nesta matéria a UCP não é pioneira. Ainda há um ano, o Ministério da Educação aconselhava os professores a não usar havaianas, calções de praia, decotes e sapatos de salto alto durante os exames nacionais.”

Por outro lado, o texto da notícia não me merece grandes reparos — para além da opção editorial pelo destaque que lhe é dado. E aqui é que as coisas, a meu ver, se complicam. Ao lado da notícia aparece um “Comentário” de um jornalista do Público, sob o título: “Cristo entraria na Católica?” E, claro está, vêm logo as comparações subreptícias com os talibans ou com o laicismo do Estado francês. Tudo a propósito, claro…, num crescendo que prepara a estocada final de António Marujo — que, é bom que se perceba, nada tem que ver com o tema tratado pela notícia:

“O Conselho Académico de uma universidade católica poderia concentrar-se, por exemplo, na importância de criar alternativas à ditadura financeira dominante. E em que nela se ensinassem mais valores de acordo, por exemplo, com os apelos do Papa à “refundação do sistema financeiro” e menos com a formação de elites que reproduzem o desejo de lucro dos “mercados”.”

 Pois bem, já agora,também me apetece recomendar ao Conselho de Redacção do Público que se concentre um pouco mais nas opções editoriais que faz, e que, se possível, ocupe o seus redactores mais com o trabalho informativo e menos com a produção de comentários. Sobretudo comentários que, como este, não dizem respeito à notícia tratada mas apenas à agenda pessoal do jornalista que os escreve.

Junho 6, 2011

Post dedicado ao nosso futuro PM

Filed under: Humor,Legislativas 2011,Política,Portugal — jtcb @ 12:06

E depois da festa eis que ressurge a dura realidade. E, conhecidos que são os dotes vocais do nosso futuro PM, não resisto a dedicar-lhe as duas primeiras quadras do “Yesterday” da autoria de Paul McCartney e imortalizada pelos The Beatles.

“Yesterday,
All my troubles seemed so far away,
Now it looks as though they’re here to stay,
Oh, I believe in yesterday.

Suddenly,
I’m not half the man I used to be,
There’s a shadow hanging over me,
Oh, yesterday came suddenly.”

Ou muito me engano, ou estas linhas devem descrever na perfeição o actual estado de espírito de Pedro Passos Coelho. E não será apenas uma; na verdade são  muitas as sombras que pairam sobre ele…

Junho 5, 2011

PBN: o partido sem representação

Filed under: Legislativas 2011,Política,Portugal — jtcb @ 23:56

O Partido dos Brancos e Nulos aproxima-se perigosamente do Bloco de Esquerda, o último partido com representação parlamentar.

E, mais uma vez, ninguém fala neles, mas os votos brancos e nulos continuam a crescer. Hoje somaram 223.338 votos. Não são eleitores que encolheram os ombros e preferiram ir para a praia. São os votos, tão legítimos como quaisquer outros, de mais de duzentos e vinte mil de eleitores portugueses que não se revêem em nenhum dos partidos que se candidataram a estas eleições.

Quando se pensa sobre a democracia em Portugal, este é um número que não pode ser esquecido.

Sócrates à Presidência!

Filed under: Legislativas 2011,Política,Portugal — jtcb @ 21:22

Não sei se se deram conta, mas José Sócrates acaba de lançar a sua candidatura às Presidenciais de 2015.

 

Esta era a hora do Bloco…

Filed under: Legislativas 2011,Política,Portugal — jtcb @ 20:51

De entre as várias boas notícias desta noite eleitoral, destaco a relativa ao resultado do Bloco de Esquerda. Esta era a hora do Bloco. Este era o momento em que o Bloco poderia ter consolidado a sua posição, afirmando-se como uma verdadeira força alternativa à esquerda. Tanto quanto parece, não foi isso que aconteceu. E, a confirmarem-se estes resultados provisórios, o Bloco fica reduzido àquilo que sempre foi: uma mera voz de protesto de um radicalismo esquerdista completamente datado e sem nada para oferecer para o futuro.

Abril 27, 2011

Sobre o Estado de Direito no Egipto

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Política — jtcb @ 14:17

Para além dos confrades e demais papões que comem criancinhas ao pequeno-almoço, também há gente normal no Egipto. Ora leiam o “Statement by the Forum of Independent Human Rights Organizations“, publicado no insuspeito Journal of Democracy.

Abril 14, 2011

“800″ num cinema perto de si

Filed under: Portugal — jtcb @ 01:29

Ficámos a saber, pela boca do camarada Otelo, que bastam 800 militares para fazer uma revolução.

800? Só?

Então, desculpem lá, mas de que é que estão à espera?

Fevereiro 11, 2011

Venceu a Praça da Libertação

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Política — jtcb @ 17:39

Um dos pais fundadores da república americana terá dito qualquer coisa como:

“Quem sacrifica a liberdade à segurança não merece nem a liberdade nem a segurança.”

Os egípcios venceram a batalha pela liberdade. Assim possam vivê-la em segurança.

A forma como parece que os egípcios se souberam organizar espontaneamente durante estes dias parece ser um bom prenúncio disso mesmo. O que parece que eles querem é viver numa “Sociedade Aberta” e livre. Ora, por definição, num regime de abertura e de liberdade, o futuro é aberto e livre. A incerteza é a constante. Todos temos que nos habituar a isso.

Fevereiro 10, 2011

Está tudo doido!

Filed under: Internacional,Médio Oriente,Media,Política — jtcb @ 22:52

Acabo de ter uma experiência televisiva do outro mundo:

Primeiro vi o discurso de Hosni Mubarak. Fiquei estupefacto. Sem palavras.

Depois, vi o discurso de Suleiman. Siderado. Sem saber o que pensar.

Nos entretantos ia continuando a ver as imagens do Cairo e perguntava-me como era possível que aqueles milhares de pessoas se mantivessem pacificamente naquela manifestação que dura há mais de duas semanas.

E, de repente, numa mudança de canal, calhei num programa de FoxNews que mais parecia um circo, apresentado por um espécime de nome Glenn Beck. E este ultrapassou todas as minhas expectativas. Cilindrado.

Eu julgava que o estado de loucura do presidente e vice-presidente do Egipto eram inigualáveis. Enganei-me. Está tudo doido! E, se tudo isto não fosse tão sério, quase que me dava vontade de rir.

Resta-me continuar a ter esperança na moderação que os egípcios têm demonstrado naquela praça da libertação. Oxalá (e uso propositadamente a nossa palavra portuguesa com óbvia ressonância muçulmana) o dia de amanhã seja um dia de paz. Não só no Egipto, mas também na Jordânia, no Bahrain, etc, etc…

Janeiro 23, 2011

WtF…

Filed under: Presidenciais 2011 — jtcb @ 22:42

Primeira reacção aqui da plateia à minha beira depois do discurso de vitória do sr presidente:

um enorme bocejo…

 

e eu pergunto: mas quem é que escreve aqueles discursos?…

Brancos e Nulos duplicam o resultado!

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — jtcb @ 22:30

Gostava aqui de salientar um ponto que me parece muitíssimo relevante na análise destas eleições: o da expressão dos votos Brancos e Nulos.

Em 2001, aquando de uma outra re-eleição, o número de votantes foi sensivelmente o mesmo: 4,44 milhões em 2001, 4,48 hoje.

Mais, na altura, o PR re-eleito obteve 2,4 milhões de votos. Agora, ficou-se pelos 2,2 milhões.

Até aqui, nada de muito diferente. O que é diferente é a expressão dos Brancos e Nulos.

Em 2001, tivemos 82 mil votos brancos e 45 mil nulos.

Hoje foram 191 mil Brancos e 86 mil Nulos.

Os outros dados mantêm-se estáveis. Estes duplicaram!

Estamos conversados quanto à dimensão e ao crescendo do protesto.

Brancos e Nulos (4)

Filed under: Política,Portugal,Presidenciais 2011 — jtcb @ 21:15

Já “caçaram” o Coelho e agora vão atrás do candidato comunista.

 

PS: sim, sim, refiro-me ao Lopes…

Brancos e Nulos (3)

Filed under: Diversos — jtcb @ 21:07

A barreira dos 200 mil já foi ultrapassada!

Problemas de memória.

Filed under: Presidenciais 2011 — jtcb @ 21:02

Lembro-me de se ter feito um referendo histórico neste país, com um resultado que não agradava nada aos iluminados progressistas militantes, e que logo toda a opinião publicada veio a terreiro dizer (formalmente com razão) que o resultado não era vinculativo, porque a abstenção tinha ficado acima dos 50%.

E agora?

Formalmente, temos um PR eleito à primeira volta.

Mas, pergunto eu: e politicamente?

Brancos e Nulos (2)

Filed under: Presidenciais 2011 — jtcb @ 20:48

Já ultrapassaram a barreira dos 150 mil (and counting…).

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