Esta semana, em destaque o blog O Minarquista
Novembro 23, 2009
Novembro 22, 2009
Está a chegar o Natal…
Ainda antes do Natal, o Benfica está já afastado de um dos seus objectivos para a presente época. Espero que seja um padrão para manter: Nilson e Lazzaretti abatem Benfica no primeiro desgosto de Jesus
O Benfica de Jorge de Jesus já não está na Taça de Portugal. Pela primeira vez esta época não marcou em casa. Um golo do defesa-central Lazzaretti, a meio da primeira parte, chegou para o Vitória de Guimarães seguir em frente.
Este foi o primeiro grande desgosto da temporada de Jorge Jesus, que viu os seus jogadores falharem golos em catadupa.
Ron Paul vs. Timothy Geithner
America the jobless: Ron Paul wins, Timothy Geithner loses?
Frustration at how Washington has managed the ‘jobless recovery’ is turning some members of Capitol Hill against Treasury Secretary Timothy Geithner – and in favor of a controversial measure by Rep. Ron Paul.
McCain 45%; Hayworth 43%
Seria positivo (e um sinal importante) para o GOP e para os EUA que John McCain perdesse as primárias para m candidato como Hayworth: Election 2010: Arizona Senate GOP Primary
Senator John McCain’s future in the U.S. Senate may be a little less assured than previously thought.
A new Rasmussen Reports telephone survey of likely 2010 Republican Primary voters in Arizona finds the longtime incumbent in a virtual tie with potential challenger J.D. Hayworth. McCain earns 45% of the vote, while Hayworth picks up 43%.
(…)
Hayworth, a conservative former U.S. congressman who now is a popular radio talk show host in Phoenix, is reportedly interested in the race but has not formally declared for it. He captures 59% of the male GOP vote, while McCain wins 58% of female voters.
Younger GOP voters like Hayworth more than their elders.
Descubra as Diferenças: Agora também ao Domingo
Em virtude de uma grave avaria do emissor de Monsanto, entre as 18 e as 21.40 desta passada sexta-feira, o ‘Descubra as Diferenças’, não foi transmitido como habitualmente. Ficam aqui as minhas desculpas, em nome da Rádio Europa e da Antonieta Lopes da Costa, a todos os ouvintes e, em especial, aos convidados desta semana, o Miguel Botelho Moniz e o Manuel Pinheiro.
No entanto, há sempre que ver as coisas pelo seu ladob positivo: O programa foi transmitido este Domingo, às 19 horas. E como o que é bom é para continuar e o Domingo é sempre um belíssimo dia para ouvir rádio, de agora em diante, o ‘Descubra’, além de ser emitido às sexta-feiras, pelas 18 horas, terá uma redifusão aos Domingos, sempre às 19H00.
É caso para dizer que ‘há males que vêm por bem’.
Bloco central engrossa
Bloco do centro. Por Paulo Pinto Mascarenhas.
É quase comovente ver Daniel Oliveira e José Miguel Júdice juntos e ao vivo no Expresso em defesa de José Sócrates e contra os malvados dos jornalistas que só pensam em revelar segredos.
Eleitorado cada vez mais céptico quanto à política económica de Obama
42% Rate Geithner’s Performance As Poor
Forty-two percent (42%) of Americans say Treasury Secretary Timothy Geithner has done a poor job handling the credit crisis and federal bailout programs, according to a new Rasmussen Reports national telephone survey.
Twenty percent (20%) rate Geithner’s performance in these areas as good or excellent. But 16% aren’t sure how he’s doing.
(…)
Investors feel a bit more strongly: 47% say Geithner has done a poor job, while 24% say his handling of the credit crisis and the bailouts has been good or excellent.
ClimateGate (3)
Climategate. Por João Miranda.
Os emails divulgados até ao momento contêm indícios de:
1. manipulação de dados para reforçar a tese do aquecimento global;
2. manipulação do processo de peer review, incluindo conspiração para boicotar jornais, rejeitar artigos de outros cientistas e forçar a demissão de editores de jornais importantes.
3. planos para ocultar informação ao público e boicotar regras de transparência das instituições em que trabalham e dos jornais onde publicam. Isto inclui planos para atrasar divulgação de informação e planos para destruir informação, inlcluindo emails.
4. planos para destruir a reputação de cientistas que defendem posições contrárias às suas.
5. conflito de interesses entre as posições políticas destes cientistas e a necessidade de eles fazerem um trabalho imparcial.
6. Manipulação do processo de selecção dos autores e papers que são considerados para os relatórios do IPCC.
7. Orientação da investigação para que ela produza resultados pré-determinados (favoráveis à tese do aquecimento global antropogénico).
Vacina Pandemrix contra a gripe A interdita a crianças e grávidas na Suíça
Vacina contra gripe A encomendada por Portugal divide autoridades suíças
“A autoridade suíça do medicamento continua a não autorizar a utilização da Pandemrix nas crianças com menos de 18 anos”, explicou hoje à AFP o vice-director da Swissmedic, o organismo do país equivalente ao Infarmed em Portugal. Da mesma forma, Hans-Beat Jenny informou que a vacina pandémica deste laboratório britânico continua também interdita a mulheres grávidas.
Em causa está o adjuvante que é administrado juntamente com a vacina e que visa potenciar o seu efeito. A Pandemrix não foi aprovada pelos Estados Unidos devido à presença do adjuvante esqualeno na sua composição, que alegadamente poderia causar danos à saúde dos que a tomam. Mas o Infarmed já esclareceu que o esqualeno tem sido utilizado em várias vacinas e é, aliás, uma substância que está naturalmente presente no organismo.
Leitura complementar: A gripe A e a vacina Pandemrix: risco de danos ao sistema nervoso e toxicidade; A vacina contra a gripe A e as crianças e as grávidas; Vacina Pandemrix desaconselhada a grávidas e crianças na Alemanha.
Vacina Pandemrix desaconselhada a grávidas e crianças na Alemanha
Germans want swine flu vaccines swapped
THE GERMAN Medical Association (BAK) has advised against giving young children and pregnant women the new swine flu vaccine Pandemrix, containing an immune system-stimulating compound.
(…)
Many leading paediatricians, virus experts and medical organisations are concerned about the “adjuvant” booster compound it contains and oppose its use in high-risk groups until more long-term data are collected.
“While Pandemrix contains no components that are completely unknown to us, the more components a vaccine has, the greater the chance of side effects,” said Prof Lothar Wieler of the Institute for Microbiology and Animal (Epizootic) Diseases at Berlin’s Free University.
“Thus I think young children would be better off with non-adjuvant vaccines.”
The EMA licensed Pandemrix in September in an expedited process of “rolling review”.
A GSK spokesperson confirmed yesterday that the company would monitor the effects of the vaccine in an ongoing clinical trial.
The company says it hasn’t had the opportunity to collect a significant amount of data on the use of Pandemrix, but that it has experience with similar vaccines for seasonal flu, bird flu, as well as data on the use of adjuvants.
But Germany’s DAK opposes the vaccine’s use in risk-groups saying that, since the risks of swine flu are lower than initially feared, it would be unwise to rely exclusively on new vaccines containing adjuvants if alternatives are available.
(via Portugal Contemporâneo: alemães rejeitam Pandemrix para grávidas)
Leitura complementar: A gripe A e a vacina Pandemrix: risco de danos ao sistema nervoso e toxicidade; A vacina contra a gripe A e as crianças e as grávidas.
Entrevista de José António Saraiva ao Correio da Manhã
José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’, em entrevista ao Correio da Manhã:
Correio da Manhã – O ‘Sol’ foi coagido pelo Governo para não publicar notícias do Freeport?
José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.
– Que problemas?
– Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.
– Depois houve mais alguma pressão política?
– Sim. Entretanto tivemos propostas de investimentos angolanos, e quando tentámos que tudo se resolvesse, o BCP levantou problemas.
– Travou o negócio?
– Quando os angolanos fizeram uma proposta, dificultaram. Inclusive perguntaram o que é que nós quatro – eu, José António Lima, Mário Ramirez e Vítor Rainho – queríamos para deixar a direcção.
(…)
– Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?
– Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare–se que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao ‘Diário Económico’ quando foi comprado pela Ongoing – houve uma mudança de orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva. E no processo ‘Face Oculta’, tanto quanto sabemos, as conversas entre o engº Sócrates e Vara são bastante elucidativas sobre disso.
Herman Von Rompuy e a cimeira de Copenhaga
Era só o que faltava. Por Gabriel Silva.
Novembro 21, 2009
Obama continua em queda nas sondagens (2)
Obama Below 50 in Gallup, What it Means
Obama’s decline comes at an historic pace. It ranks in the lower third of modern American presidents.
Crónica de um arquivamento anunciado
Como se previa, Pinto Monteiro mandou arquivar as escutas ao senhor primeiro-ministro: Pinto Monteiro arquiva escutas a José Sócrates
Ao contrário do juiz de instrução criminal de Aveiro e do procurador titular do inquérito, João Marques Vidal, que entendiam haver indícios de um crime de atentado contra o Estado de Direito, Pinto Monteiro “considera que não existem elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal contra o senhor primeiro-ministro ou contra qualquer outro dos indivíduos mencionados nas certidões”.
Jorge Ferreira (1961-2009)
Jorge Ferreira foi líder parlamentar do CDS-PP e mais tarde fundador do PND, mas foi através das suas iniciativas no âmbito editorial que o conheci. A Espírito das Leis, uma editora que foi um projecto pessoal de Jorge Ferreira, foi quem editou em Portugal a tradução do livro Escola Austríaca – Mercado e Criatividade Empresarial, de Jesús Huerta de Soto.
Do contacto pessoal que tive no âmbito dessa iniciativa retenho a memória de uma pessoa cordial, empenhada, frontal nas divergências de opinião e com genuíno gosto pelo debate de ideias.
Num contexto como o português, em que a classe política se caracteriza frequentemente pela vulgaridade, pela ignorância e pelo desprezo pelas ideias, posso testemunhar que Jorge Ferreira constituía uma importante excepção. Será, também por isso, sentida a sua falta.
Outros textos sobre Jorge Ferreira:
PEQUENA CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA – JORGE FERREIRA. Por João Gonçalves.
Na despedida do Jorge Ferreira. Por Pedro Correia.
Jorge Ferreira. Por Rui Costa Pinto.
O último post. Por Pedro Pestana Barros.
Obrigado, Jorge Ferreira! Por Leonel Vicente.
Jorge Ferreira. Por Paulo Pinto Mascarenhas.
Descanse em paz – Jorge Ferreira (1961-2009). Por Samuel de Paiva Pires.
Sempre tomou partido. Por Diogo Belford Henriques.
Morreu o Jorge Ferreira. Um lutador com e por princípios. Um bom amigo. Por Mário Nuno Neves.
Tributo a Jorge Ferreira. Por Sandro Neves.
Uma lição de vida. Por Pedro Félix.
Um adeus a Jorge Ferreira. Por Paulo Ferrero.
(post actualizado às 19:46)
Os emails do CRU e o aquecimento global
Já fui alertado por várias pessoas (a quem aproveito para agradecer) para estes desenvolvimentos. Como não tenho tido tempo para dedicar ao assunto, aqui ficam alguns links com mais informação para quem não quiser ficar limitado ao habitual bloqueio mediático da comunicação social portuguesa em tudo o que possa colocar em causa a poderosa indústria do “aquecimento global”:
ClimateGate
Rolo Compressor de Verdades Inconvenientes
CRU has apparently been hacked – hundreds of files released
Hadley CRU hacked with release of hundreds of docs and emails
Release of CRU files forges a new hockey stick reconstruction
Mike’s Nature trick
Porreiro, pá
Empresa de Godinho comprou sucata ao Exército esta semana
A O2 – Tratamentos Ambientais SA, empresa de Manuel José Godinho, único arguido detido no processo Face Oculta, continua a ganhar concursos públicos. O mais recente foi esta semana. E, desta vez, foi com o Exército.
Obama’s bogus stimulus (2)
The Obama administration and Congress are coming under increasing fire over blunders, duplicate counts and exaggerations in the reporting of jobs created or saved by its $787-billion economic stimulus program. Newspapers in several states have discovered overstated job totals, modest real employment gains from the program and cases in which the spending protected or created no jobs at all.
While it still is early in the process, this trend suggests there’s political spin at work designed to improve on results that likely will fall well short of President Barack Obama’s declared intent to create 3.5 million jobs by the end of 2010. This only adds to skepticism about the benefits of the massive stimulus spending program. And it confirms the ineffectiveness of the government as a job creator.
A nomeação de Van Rompuy e o futuro da União Europeia
Van Rompuy. Por Paulo Pinto Mascarenhas.
A nomeação de Van Rompuy é um óptimo sinal para a União Europeia precisamente por ser um low profile e um escolha fraca – é o sinal que o tratado de Lisboa não alterou o essencial da União Europeia, que vai continuar a ser uma comunidade de estados com interesses específicos.
Leitura complementar: Segunda linha; Herman Van Rompuy, o novo “Presidente da Europa”.
Obama continua em queda nas sondagens
Uma excelente notícia: Obama Job Approval Down to 49%
The latest Gallup Daily tracking results show 49% of Americans approving of the job Barack Obama is doing as president, putting him below the majority approval level for the first time in his presidency.
Although the current decline below 50% has symbolic significance, most of the recent decline in support for Obama occurred in July and August. He began July at 60% approval. The ongoing, contentious debate over national healthcare reform has likely served as a drag on his public support, as have continuing economic problems. Americans are also concerned about the Obama administration’s reliance on government spending to solve the nation’s problems and the growing federal budget deficit. Since September, Obama’s approval rating had been holding in the low 50s and, although it has reached 50% numerous times, it had never dropped below 50% until now.
Fernanda Câncio, José Sócrates e o respeito pela vida privada
Uma análise ponderada e pertinente do Luís Lavoura: Vida privada.
A jornalista Fernanda Câncio anda muito abespinhada com o facto de, nalguns meios de comunicação social, ser identificada como “namorada de José Sócrates”.
(…)
Eu como liberal tenho a defesa da vida privada em grande apreço, e abomino especialmente a prática, hoje em dia tão em voga, de as pessoas se outorgarem o direito de fotografar os seus semelhantes em qualquer ocasião sem previamente lhes pedir autorização. Estou portanto muito sensível aos problemas levantados por Fernanda Câncio. Sou no entanto da opinião que ela não tem razão, uma vez que namorar com alguém só é “vida privada” quando é feito dentro das nossas casas ou, pelo menos, com algum recato. Quando o namoro ocorre em público e, ainda para mais, quando decorre de forma razoavelmente ostensiva, então os namorados não podem dizer que esse namoro é “vida privada” – ele passou a ser vida pública.
Ora, Fernanda Câncio aparece publicamente, inclusivé em cerimónias semi-oficiais, como quando José Sócrates acompanha o primeiro-ministro de Cabo Verde a assistir a um espetáculo no CCB, a acompanhar José Sócrates como se fôra sua esposa. Isto é deveras ostensivo. É público, qualquer pessoa que esteja nessa cerimónia semi-oficial o pode ver e vê, mesmo que não faça qualquer esforço para isso. (Estou aliás convencido de que isto é feito propositadamente por José Sócrates, com o objetivo de não aparecer publicamente como um homem só.) Não pode portanto Fernanda Câncio vir alegar que se trata de “vida privada” e muito menos que a estão a “devassar”.
Respeito pela vida privada, sem dúvida. Mas quem se quer dar a esse respeito tem que ser claro em manter o recato dessa vida privada.
A aposta na economia high tech…
… tem como consequência: desemprego.
No debate que em Setembro contrapôs Jamais ao SIMplex, o João Galamba defendeu que o governo deveria discriminar positivamente as empresas de “valor acrescentado”, por considerar desinteressante que Portugal continue a ter empresas de mão-de-obra intensiva, ao bom estilo da “India ou da China”. Recordo-me bem daquilo que defendi nesse debate: que esta preocupação de querer fazer de Portugal uma Silicon Valley, sendo politicamente correcta, ignora o país real, e tem uma única consequência: desemprego.
Hoje, ao assistir na TV ao plenário dos trabalhadores da Fabricontex, lembrei-me desse debate, e das consequências de economias dirigistas, que sonham com um Portugal que não o é.
Ler ainda: No país dos visionários burocratas
Novembro 20, 2009
Não sabem nem lhes interessa minimamente saber
Já tínhamos dado por isso. Por José Gomes André.
Uma oportunidade
A modern, democratic president with a 64% approval rating at the end of his second term has reason to be proud and wonder if he could win again. It’s at precisely such a moment, however, when he should also remember that a properly functioning democracy never depends upon one man and requires the peaceful transfer of power.
We refer to Colombian President Alvaro Uribe, whose second term expires in August. When he took office in 2002 his country was beset by guerrilla terrorism. Millions of Colombians have benefited from his policy of “democratic security,” which has restored order and confidence in government. But now his supporters are trying to win a constitutional amendment that would allow him to run for a third term, and Mr. Uribe has not told them “no.”
(…)Mr. Uribe is supposed to be another kind of president, a reformer who understands that Colombia needs a government of laws and not of men. By strengthening the institutions that defend freedom over nearly eight years, he has built a better country. His final gift would be to preserve those gains by allowing the transition of power to a new leader.
Grandes ideias para melhorar as estatísticas dos regimes socialistas
Quando comparado com outros casos internacionais mais discretos (mas nem por isso necessariamente mais respeitáveis), Chávez tem, ainda assim, o mérito de assumir publicamente a sua vocação para a inovação contabilística: Chávez cambiará la forma de medir el PIB para ocultar la crisis de Venezuela
“No podemos permitir que se sigan calculando estas cosas con los viejos métodos del capitalismo (…) es perjudicial”, más ahora, cuando en Venezuela que se encuentra “en transición hacia el socialismo”, explicó Chávez.
Analistas venezolanos atribuyeron la caída económica del tercer trimestre, además de a los recortes en la producción petrolera, “a la muy incoherente política económica” basada en una supuesto exceso de regulación por parte del Estado, que ha generado una inflación galopante y la destrucción del aparato productivo. Venezuela lleva desde hace tiempos sumida en una estanflación (recesión económica más inflación) y en una dura guerra comercial con sus países vecinos.
Oliveira Martins e o Tribunal de Contas
Não quero deixar de assinalar que a recondução de Guilherme d’Oliveira Martins à frente do Tribunal de Contas é uma boa notícia, pela qual tanto o Presidente da República como o Governo devem ser louvados. Oliveira Martins tem sido capaz pela sua postura de atribuir à acção do Tribunal de Contas uma credibilidade que infelizmente falta a grande parte das instituições portuguesas, especialmente no domínio da regulação.
O mandato de Oliveira Martins à frente do Tribunal de Contas fica marcado por, nas últimas semanas ter recusado o visto prévio a várias obras rodoviárias lançadas pelo Governo.
Ainda hoje o Jornal de Negócios noticia que o Tribunal de Contas ‘chumbou’ mais um concurso para uma nova estrada. Desta vez, a recusa de passar o indispensável visto prévio recaiu sobre o contrato da concessão Baixo Alentejo, adjudicada ao consórcio liderado pela Edifer.
Fernanda Câncio, deplorando
Nas páginas do bem alinhado DN (where else?), a “jornalista de causas” Fernanda Câncio lá continua, penosamente, a desempenhar o seu papel: A jornalista que não quer ser identificada como namorada do primeiro-ministro. Por Paulo Pinto Mascarenhas.
A ironia…
No mesmo dia em que se diz que “não há falências de Estados” num lado a Forbes questiona se é a Ucrânia a próxima a juntar-se à lista.
Do artigo:
Ukraine’s finance minister said on Nov. 12 that the state railway was seeking to restructure a $550 million syndicated loan organised by Barclays after failing to repay a portion of it. Since then, investors and analysts have been examining the implications of the rail debt restructuring on Ukrainian sovereign debt and other quasi-state obligations.
‘The company has other external liabilities which have a sovereign guarantee. So the question then (is) are there cross default clauses back between these two separate liabilities and then back to the sovereign?’ said Tim Ash, head of CEEMEA research at RBS, in a client note released late on Thursday.
‘Will Ukraine default on its sovereign liabilities? Never say never.’
Nos mercados as coisas parecem feias… o facto de ter começado na empresa de comboios do Estado poderia ser uma mensagem interessante para os portugueses.
Supresas…
A ministra do trabalho ficou surpreendida com os numeros do desemprego.
O ministro das finanças ficou surpreendido com a queda da receita fiscal.
O governador do Banco de Portugal ficou surpreendido com o tamanho do défice.
Eu ficaria surpreendido se colocassem alguém que soubesse o que anda a fazer nesses lugares.
A decadência de um país
…sob o comando de um sacerdote da seita progressista.
Gibraltar: la Royal Navy practica el tiro con una bandera española
Una hipótesis diabólica para el ‘caso Faisán’
Rubalcaba sufre un ataque de ira por Sitel
Estas notícias e comentários anunciam que o caminho que Espanha tem trilhado chegou a uma bifurcação e que agora enfrenta dois ramais, um que pode conduzir o país a uma situação perigosa, outro que o pode transformar numa anedota. Ou, pior ainda, podem acontecer as duas coisas simultaneamente, e teremos finalmente uma Venezuela na Europa (ou outra, dado o estado abjecto em que já se encontra a III república portuguesa), cumprindo-se assim o ideal de Mário Soares e do seu séquito de aprendizes. Esperemos que não seja tarde demais para inverter o rumo. Quanto à economia, já estamos resignados: os estragos causados pelo governo de Zapatero são irreparáveis a curto prazo.
Pensamentos do dia
“Talvez o facto de termos visto milhões de pessoas votarem no sentido de ficar na completa dependência de um tirano tenha feito a nossa geração entender que escolher o nosso governo não é necessariamente garantir a nossa liberdade”.
Friedrich Hayek
“A civilização é o progresso em direcção a um sociedade de privacidade. Toda a existência do selvagem é pública, governada pelas leis da sua tribo. A civilização é o processo de libertação do homem relativamente aos homens”.
Ayn Rand
Cúmplices
A triste realidade de um país no qual a comunicação social, a educação e a economia está cada vez mais subordinada ao poder político e à máquina do Estado: O elefante sempre esteve no meio da sala. Por João Miranda.
É longa a lista de personalidades com responsabilidades que ao longo do ano de 2009 não viram, ou fingiram que não viram, o descalabro das contas públicas. Entre elas encontram-se o primeiro-ministro, o ministro das finanças, todos os membros do governo, jornalistas especializados em economia, académicos (incluindo economistas) e analistas políticos. Há excepções? Há. Mas são muito poucas. Este ano a opinião pública esteve dominada por apparatchiks.
Hoje às 18 horas, Miguel Botelho Moniz e Manuel Pinheiro
Esta semana eu e a Antonieta Lopes da Costa vamos estar em debate com Miguel Botelho Moniz e Manuel Pinheiro.
Para temas de conversa, temos:
1) O Fundo do Poço? - Na semana em que Portugal desceu mais uns lugares no ranking dos países menos corruptos, Mário Soares afirmou que o processo ‘Face Oculta’ é um “problema comezinho”, enquanto o Ministro da Economia sugere que se trata de espionagem política. Já chegámos ao fundo?
2) Chips nas matrículas – PSD, PCP e BE querem revogar lei dos chips nas matrículas. O CDS opôs-se à referida lei anteriormente, mas ainda não se pronunciou sobre a actual iniciativa. Vão os portugueses ver a sua privacidade defendida, ou acabará esta medida como moeda de troca numa qualquer outra iniciativa legislativa?
3) Presidente Europeu? – A União Europeia escolhe finalmente o presidente do seu Conselho Europeu. É mais um passo na unidade ou um novo foco de tensão com a Comissão?
4) Desemprego em alta – São já mais de 550 mil desempregados e a tendência é para piorar. O governo aposta no investimento público, apesar dos efeitos nefastos do défice para o emprego ainda existente. Como sair disto?
O “Descubra as Diferenças” tem podcast disponível aqui.
“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.
Só há uma solução viável
Nenhuma família, nenhum país, sobrevive a prazo onerando recorrentemente a sua situação patrimonial: Portugal gasta por sistema mais do que produz. Admito que esta não seja a melhor altura para restringir a despesa, mas em Portugal, já se viu, nunca há alturas boas. E não tenhamos ilusões: o Estado tem de parar de gastar o que pertence às famílias, tem de parar de onerar as gerações futuras. Tudo o resto é retórica de uma linha política que, alegando defender o bem-comum, promove a cleptocracia de Estado.
Herman Van Rompuy, o novo “Presidente da Europa”
Meet the President of Europe. Por Paul Belien.
The President of Europe has not been elected; he was appointed in a secret meeting of the heads of government of the 27 EU member states. They chose one of their own. Herman Van Rompuy was the Prime Minister of Belgium. I knew him when he was just setting out, reluctantly, on his political career.
(…)
In the mid-1980s, Van Rompuy, a conservative Catholic, born in 1947, was active in the youth section of the Flemish Christian-Democrat Party. He wrote books and articles about the importance of traditional values, the role of religion, the protection of the unborn life, the Christian roots of Europe and the need to preserve them. The undemocratic and immoral nature of Belgian politics repulsed him and led to a sort of crisis of conscience.
(…)
Now, Herman has moved on to lead Europe. Like Belgium, the European Union is an undemocratic institution, which needs shrewd leaders who are capable of renouncing everything they once believed in and who know how to impose decisions on the people against the will of the people. Never mind democracy, morality or the rule of law, our betters know what is good for us more than we do. And Herman is now one of our betters. He has come a long way since the days when he was disgusted with Belgian-style politics.
(via Gabriel Silva)
É hoje!
Esta capa não é a original, mas a para venda exclusiva nas lojas FNAC. Para os coleccionadores, é praticamente obrigatória a compra das duas edições.
Avançar Portugal (3)
André Macedo no i
A conclusão é evidente: há um ano, quando o ministro das Finanças apresentou o Orçamento, já se sabia que o cenário era negro e as previsões catastróficas. No entanto, Teixeira dos Santos achou que o défice ia ser de apenas 2,2% – na verdade, será de 8%. O divórcio entre o ministro e a realidade é gritante. Mas o nosso problema é maior do que o ego e as previsões falhadas de Teixeira dos Santos: é o futuro do país que assusta. Os números da OCDE prometem o pior: criar emprego – emprego verdadeiro, não público – vai ser quase impossível nos próximos anos. Até 2017 o saldo real será irrelevante, o que significa que vamos ter de nos habituar a sobreviver com taxas de desemprego esmagadoras. Não se pode dizer que ontem tenhamos conhecido a face oculta da economia. Já éramos sucata antes disso. O problema é que agora não há depois. O Estado não precisa só de banda gástrica. Precisa de um colete de forças: está louco. Louco e falido.
Não há apoios grátis
O ex-futebolista esteve presente num pequeno-almoço no Hotel Altis Belém no último dia da campanha, onde anunciou o seu apoio a Sócrates.
Contactado pelo CM, Luís Figo disse através do seu assessor que considerava “calunioso e um absurdo” a ideia que o seu apoio tivesse sido pago. “Não há qualquer envolvimento de Figo numa operação paga”, garantiu o assessor Miguel Macedo.
No entanto, a PJ de Aveiro terá escutado uma conversa com José Sócrates como interlocutor, em que se decide que, para pagar o apoio de Figo, seria feita uma engenharia financeira numa empresa pública.
Breve nota ao editorial do i
O jornal i tem hoje uma edição dedicada ao buraco orçamental. Começa com o editorial e tem depois, nas páginas mais centrais um aprofundamento do assunto. Infelizmente o editorial começa logo mal com uma frase errada “Os estados não vão à falência”.
Eu espero que esta afirmação seja corrigida brevemente. Uma rápida procura na google devolve um documento da Moodys onde estão listadas 12 falências soberanas apenas entre 1998 e 2006:
1) Paquistão (98)
2) Russia (98)
3) Ucrania (98 e 2001)
4) Venezuela (98)
5) Equador (99)
6) Peru (2000)
7) Argentina (01)
8 )Moldávia (01)
9) Uruguai (03)
10) Republica Dominicana (05)
11) Belize (06)
(mais…)
Avançar Portugal (2)
Com um curto interregno (entre Abril de 2002 e Março de 2005), o Partido Socialista está no governo desde 1995. Na última década o crescimento económico foi miserável e na próxima não se prevê que melhore. Já náo é credível atribuir a responsabilidade a terceiros. Um completo falhanço.
Avançar Portugal (1)
No i
Portugal enfrenta um longo período de estagnação económica que implicará uma incapacidade quase total para criar riqueza e emprego até 2017, apontou ontem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). No boletim ontem publicado com as previsões económicas para os 30 países membros da organização, a OCDE segue o guião adoptado nas últimas semanas pelo Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco de Portugal sobre a evolução da economia nacional: em 2009 a crise internacional não terá um impacto tão grande como esperado, mas ao longo da maior parte da próxima década o ritmo médio de criação de riqueza não ultrapassará 1,4%, o segundo mais baixo na OCDE.
“O crescimento recomeçou no segundo trimestre de 2009, mas continuará limitado na medida em que a redução do endividamento do sector privado condiciona a retoma”, aponta o capítulo sobre Portugal, ontem publicado no “Economic Outlook”. Tal como as restantes instituições (ver tabela), a OCDE reviu em alta as previsões para Portugal: em 2009 a economia encolhe 2,8% (em vez dos 4% anteriormente previstos) e em 2010 cresce 0,8%. Para 2011, a OCDE prevê um ritmo de expansão de 1,5%.
O problema fundamental coloca-se, no entanto, a médio e longo prazo: já com a crise internacional fora do cenário, Portugal volta a confrontar-se com as suas fragilidades estruturais, como o sobreendividamento (que vai limitar o consumo privado), o peso excessivo de bens não exportáveis na economia (o sector dos serviços, na maioria não transaccionáveis, pesa 66% na riqueza criada) e a competitividade baixa de parte das suas exportações (que terão crescimento escasso). Resultado: sem as “reformas estruturais que promovem a competitividade” – e que “são a chave para um crescimento mais alto via exportações”, aponta a OCDE – Portugal acumulará mais uma década de anemia económica. Os números ontem divulgados são preocupantes: o potencial de crescimento médio anual da economia portuguesa cai para 0,4% entre 2009 e 2011, para subir para uns magros 1% entre 2012 e 2017, o segundo nível mais baixo na OCDE.
Irrevelante
o posto de Alto Representante para a Política Externa foi inesperadamente atribuído à britânica Catherine Ashton.(…) escolha de Ahston, comissária europeia responsável pela política comercial desde Outubro de 2008, foi uma surpresa total que causou alguma consternação devido à sua reduzida experiência internacional, excepção feita ao último ano em Bruxelas. A escolha da comissária britânica, que pediu para ser julgada pelas suas acções, tem para já a vantagem de permitir a presença de uma mulher nos cargos de topo da UE, em resposta aos apelos de vários governos e deputados europeus.
Confesso que não estou nada preocupado com a escolha ou sequer com o cargo. Política externa comum a nível europeu é coisa que nunca existiu e não se prevê que venha a existir no tempos mais próximos. Que o diga o irrelevante Sr. PESC.
Drinking and heart disease
Uma notícia com prováveis externalidades negativas no Reino Unido: Drink half a dozen beers every day and have a healthier heart
The research was conducted among 15,000 men and 26,000 women aged from 29 to 69 who were followed for 10 years.
The results showed that those who drank a little – a glass of wine or a bottle of beer every other day – had a 35 per cent lower risk of a heart attack than those who never drank. Moderate drinkers, consuming up to a couple of glasses of wine a day or a couple of pints of ordinary bitter, had a 54 per cent lower risk.
The surprise was that heavy drinkers consuming up to a bottle of wine or six pints of ordinary bitter had a similar 50 per cent reduction in risk of a heart attack to moderate drinkers. Those drinking at even higher levels were still half as likely to suffer a heart attack as the teetotallers.
Segunda linha
Na linha do que já tinha acontecido com José Manuel Durão Barroso, as escolhas para presidente do Conselho Europeu e chefe da política externa – Herman Van Rompuy e Catherine Ashton – são apostas em figuras europeias de segunda linha e com fraca projecção internacional. Nessa medida, mesmo no contexto da má notícia para a Europa que foi a aprovação do Tratado de Lisboa, estas nomeações são um sinal positivo.
Novembro 19, 2009
Henry Handball Against Ireland
Thierry Henry handball against Ireland in the World Cup Play Off November 18th 2009
O respeito pelo Estado de Direito na América de Obama
The definition of “show trial”
Show trials are conducted by despots and dictators to give only a thin veneer of legality to political detentions and executions. If the state isn’t prepared to abide by the decision of the court, including dismissals and acquittals, then the use of the trial system is worse than useless. It demeans the federal system needed for Americans to seek unbiased justice.
(…)
As James Joyner also concludes, it’s impossible to see Holder’s assertion that the US will detain KSM no matter what the court finds as anything other than an endorsement for “a show trial and a sham.”
Leitura complementar: Obama anuncia sentença de morte para Khalid Sheikh Mohammed; Do Estado de Direito na América.
A vacina contra a gripe A e as crianças e as grávidas
Nem todos têm tantas certezas como a expressa na posição oficial da OMS: Crianças têm «melhor» imunidade com doença do que com vacina, diz especialista
O presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos disse, esta quinta-feira, que os especialistas estão divididos relativamente à vacinação das crianças contra a gripe A, acrescentando que, na sua opinião, seria preferível que as crianças não recebessem a vacina.
(…)
No entanto, o presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos reconhece que numa situação de pandemia quantas mais crianças forem vacinadas mais facilmente se poderá impedir a propagação da doença.
Ainda assim, José Manuel Lopes dos Santos entende que a vacina que está disponível em Portugal não é a melhor para a saúde das crianças e das grávidas, preferindo um fármaco com a composição semelhante à que está a ser usada noutros países.
(via Portugal Contemporâneo)
Leitura complementar: A gripe A e a vacina Pandemrix: risco de danos ao sistema nervoso e toxicidade.
E agora José?
O director do Sol revela à Sábado que foi pressionado para não divulgar notícias sobre o Freeport.
“Uma pessoa do círculo próximo do primeiro-ministro e que conhecia muito bem a situação do jornal e a nossa relação com o banco BCP disse-nos que os nossos problemas ficariam resolvidos se não publicássemos a segunda notícia do Freeport”, diz à SÁBADO o director do Sol, José António Saraiva – não revelando, porém, a identidade do autor da proposta. Ressalva, porém que não foi Armando Vara: “É evidente que Armando Vara era a pessoa que tinha o pelouro do Sol no BCP e que todos os assuntos relacionados com o Sol passavam directamente por ele, e isso nós sabíamos”, acrescenta José António Saraiva.(…)
Nessa fase, o Sol atravessava graves problemas financeiros e preparava-se para mudar de accionista, sendo que o BCP (accionista e financiador do jornal) dificultou todo esse processo, segundo especificou uma fonte oficial do jornal à edição impressa da SÁBADO(,,,)
Nos primeiros nove meses deste ano, a publicidade do BCP caiu 68% no Sol, segundo dados da Mediamonitor, da Maktest.
(via Elevador da Bica)
Curiosas coincidências
Miguel Morgado (Cachimbo de Magritte)
Ouvi há pouco no Rádio Clube Português o Miguel Pinheiro, director da revista “Sábado”, denunciar mais uma das muitas coincidências que caracterizam a vida pública aqui na ditosa Pátria. Ao que parece, o investimento publicitário das quatro grandes empresas semi-públicas – EDP, PT, GALP e CGD – nos jornais tem obedecido a padrões engraçados: o “Público” e o “Sol” viram as suas receitas publicitárias provindas destas quatro grandes empresas cair a pique, ao passo que o abençoado “DN” registou uma quase equivalente subida. Como o Miguel Pinheiro sublinhou, não foram as audiências dos respectivos órgãos de comunicação que justificaram estas transferências de investimento em publicidade. Claro que a resposta oficial das empresas foi não responder pelos números, e balbuciar que elas não se “regem por critérios políticos, blá, blá, blá, blá”.
Assim vai o Estado em Portugal…
Chefe do fisco que ajudava Godinho foi promovido por três directores-gerais
Ao longo de dez anos, três directores-gerais de Impostos aceitaram promoções e transferências entre postos de chefia do chefe das Finanças de São João da Madeira, recentemente suspenso pelo tribunal de Aveiro na sequência da operação Face Oculta.
Essas decisões foram tomadas, apesar dos avisos do director distrital de Finanças de Aveiro e mesmo depois de quatro condenações judiciais, duas delas por crime de abuso de confiança fiscal.
O Orçamento Rectificativo ao longo do ano
16 de Dezembro: Ministro das Finanças recusa fazer Orçamento Rectificativo
15 de Abril: Teixeira dos Santos afasta cenário de um orçamento rectificativo
04 de Maio: Teixeira dos Santos diz que “orçamento rectificativo não é oportuno”
01 de Julho: Teixeira dos Santos continua a rejeitar necessidade de orçamento Rectificativo
20 de Agosto: Governo afasta orçamento rectificativo
10 de Novembro: Ministro diz que ainda é cedo para saber se haverá Orçamento Rectificativo
19 de Novembro: Governo apresenta orçamento rectificativo
Change
“Do Estado de Direito na América” de Luciano Amaral (Gato do Chesire)
Era o tempo da arbitrariedade bushista: Guantánamo e os tribunais militares estavam ao nível do Gulag (não invento…). Agora, no luminoso tempo obamista, afinal Guantánamo não fecha. Mas, para compensar, Khalid Sheikh Mohammed (KSM, um dos autores do 11 de Setembro de 2001) vai ser julgado num tribunal civil em Nova Iorque. Há alguém preocupado com isto? Não vale a pena: o Attorney General (Eric Holder) garantiu que se KSM não for condenado também não será libertado, e o próprio Presidente garantiu que KSM será executado. A questão é: para que serve um julgamento com todas a garantias de processo se a condenação está garantida à partida? Deve ser para mostrar respeito pelo Estado de Direito (que isto é tanto lá como cá…).
Um governo de gente com muito azar
Já vamos, em menos de uma semana e tendo há pouco mais começado o período de vacinação generalizado das grávidas com a vacina da gripe A, no terceiro caso de morte uterina, situação com uma incidência média normal, como avançado pelas autoridades, de 300 casos por ano.
O desvio estatístico (que até é perfeitamente enquadrável nos valor que estão em cima da mesa) nem será porventura o mais relevante da situação. Relevante, pelo menos para mim, é o facto do director-geral da Saúde (particularmente zeloso do seu espírito científico) e do secretário de estado da tutela se terem apressado a menorizar a situação e a proclamar a mera coincidência temporal dos factos e a ausência de causalidade entre estes, mesmo antes de ser conduzida qualquer autópsia às vítimas, ou no caso da segunda vítima, mesmo antes da mãe ter sido operada para extrair o feto e de ter sido possível qualquer análise preliminar do mesmo.
É, sem dúvida, gente com muito azar e muito “científica”.
Por uma auditoria externa à Reserva Federal
“Americans Deserve a Transparent Fed” de Ron Paul e Jim DeMint (WSJ)
For nearly a century the Federal Reserve has operated in the shadows, away from the prying eyes of Congress, journalists and the American people. Created in 1913, the Fed was given enormous responsibility to protect the value of our currency. Yet in the last 96 years the U.S. dollar has lost more than 95% of its purchasing power. The Fed’s unprecedented actions over the past year in attempting to stabilize the financial system have now forced it into the spotlight, and caused millions of people around the country to question the opacity of the Fed’s financial transactions.(…) (mais…)
Testemunha de um crime hediondo
“Welsh hero of Ukraine recognised” na BBC News
A British man who became a hero in Ukraine for highlighting the famine there in the 1930s is being recognised by his former university.(…) His name, until relatively recently, has been virtually unknown in the West. But in Ukraine, he is held in the highest regard. Ukraine suffered a terrible man-made famine between 1932 and 1933. Between seven and ten million people are thought to have died. Ukraine now uses Gareth Jones’s ground breaking reports in its efforts to secure international recognition of the famine, known in Ukrainian as the Holodomor, meaning genocide.(…) At the time, in Britain, and in the West, the Holodomor, like other tragic chapters in Soviet history, was hardly acknowledged outside the Ukrainian community. Even in Ukraine itself, people only began to speak about “The Great Famine” in final years of Communism. To this day, Holodomor remains a sensitive subject not only for politicians, but for some Western historians as well.(…) (mais…)
Ginásios: Mais um serviço publico Insurgente
Ultimamente tenho dado por mim em várias discussões com colegas e amigos onde surge sempre um tema recorrente: os donos dos ginásios portugueses são uns porcos capitalistas. Porquê? Porque o governo baixou o IVA para 5% mas os preços dos ginásios não desceram. Este tema voltou a surgir agora em formato electrónico aqui mesmo n’O Insurgente de maneira que está na hora de mais um serviço público gratuito (infelizmente parece faltar-me o gene capitalista).
Pontos de partida:
- O preço nominal do ginásio não aumentou.
- O preço real do ginásio desceu (devido à inflação)
- A função de um empreendedor é maximizar o lucro (o horror!)
Novembro 18, 2009
Cauda da Europa (2)
Bom, agora que já ganhámos o direito a ir fazer figuras tristes à Africa do Sul queria dizer mais qualquer coisa sobre o assunto. Era para responder no tópico do BZ mas o texto tornou-se tão extenso que preferi colocar aqui para melhor leitura. A situação portuguesa é obviamente grave e as politicas que se seguem tendem a agrava-las (por exemplo, o novo regime contributivo a entrar dia 01 de Janeiro habilita-se a surtir o mesmo efeito que tiveram as alterações ao ordenado mínimo em Espanha: disparar o desemprego) e os nossos politicos não têm capacidade para mais a não ser darem os concursos publicos a ganhar aos amigos e saquear o país enquanto há. Nisso acho que o BZ concorda (genericamente) comigo.
Por outro lado, e o que queria passar (antes que me chamem Mr. Doom) é que o gráfico em baixo reconforta-me. Porque Portugal está bem? Não. Porque a acontecer o pior dentro da zona Euro o mais provável é ser outro país a levar com o primeiro “entalanço” – o que é positivo. Nós não queremos ser os primeiros a ter problemas de tesouraria e tudo indica que não vamos ser.
Sobre a “taxa multibanco” (2)
O que muitos não sabem (inclusive a DECO) é que os consumidores já pagam, por via indirecta, a dita “taxa multibanco”.
Se, por exemplo, visitarem o site do Millennium BCP podem verificar que este banco, por cada transacção efectuada nos seus terminais (TPA/POS), cobra aos comerciantes uma taxa de 0,9% até ao limite máximo de 1,5 euros. Além da mensalidade.
Actualmente, os comerciantes englobam tais despesas no preço dos produtos e serviços vendidos. Por motivos de transparência (e para beneficiar quem paga com dinheiro) pretende-se que os consumidores sejam informados sobre o que realmente estão a pagar. Tal como já acontece com o IVA pago!!!
PS: como se pode perceber do link acima, os 1,5 euros que tanto se fala representam apenas o máximo que se pode cobrar.
Obama anuncia sentença de morte para Khalid Sheikh Mohammed
Obama on terror trials: KSM will die
Americans who are troubled by the decision to send alleged Sept. 11 mastermind Khalid Sheikh Mohammed to New York for trial will feel better about it when he’s put to death, President Barack Obama said Wednesday.
During a round of network television interviews conducted during Obama’s visit to China, the president was asked about those who find it offensive that Mohammed will receive all the rights normally accorded to U.S. citizens when they are charged with a crime.
“I don’t think it will be offensive at all when he’s convicted and when the death penalty is applied to him,” Obama told NBC’s Chuck Todd.
Cauda da Europa
Nuno, o spread da Dívida Pública portuguesa pode, nos próximos meses, seguir a tendência da dívida grega.
Segundo o Boletim de Novembro (pdf) do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, o Estado português terá de refinanciar mais de 10 biliões de euros nos próximos três meses (cinco biliões em Novembro/09 e outros cinco em Janeiro/10). E só em Maio do próximo ano terá de angariar mais de 7 biliões de euros!
Nota: tudo isto sem contar com o agravamento do défice público, que também necessitará de financiamento…
Obama’s bogus stimulus
Bogus Stimulus. Por John Stossel.
Kudos to the Washington Examiner. They’re keeping tabs on the Obama administration’s phony stimulus claims. They’ve set up an interactive map that documents instances of government exaggeration– or lies –over how many jobs were “created or saved” by the $787 billion stimulus package.
The Examiner has found that just over 10 percent of the jobs supposedly “created or saved” are bogus. I’m not surprised.
O custo da dívida
Conforme pedido neste tópico deixo aqui um gráfico que contém os spreads entre a Alemanha e Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha. A informação recolhida é de Outubro de 2008 a Outubro de 2009 e a fonte é o próprio BCE e estamos a falar de financiamento a 10 anos (preferia o de 2 anos mas não encontrei os dados para todos os países).

Sobre a “taxa multibanco”
“Tens de prestar o serviço, mas não podes cobrar por ele” de Luís Rocha (Blasfémias)
Facilmente se generaliza a ideia de que prestar o serviço via ATMs é algo sem custos para os bancos (eles até destruiram empregos à custa disso…). Acontece que o negócio bancário de hoje é totalmente diferente do que era há cerca de 20/30 anos. De Instituições de Crédito, os bancos transformaram-se em Instituições prestadoras de serviços, muito por força do esmagamento da margem financeira que deixou há muito de ter 2 dígitos, que então permitia cobrir tudo.
Independents registering deep unease with Obama
Dems alarmed as independents bolt party
a flurry of new polls makes clear that Democrats are facing deeper problems with independents—the swing voters who swung dramatically toward the party in 2006 and 2008 but who now are registering deep unease with the amount of spending and debt called for under Obama’s agenda in an era of one-party rule in Washington.
A Gallup Poll released last week offered a disturbing glimpse about the state of play: just 14 percent of independents approve of the job Congress is doing, the lowest figure all year. In just the past few days alone, surveys have shown Democratic incumbents trailing Republicans among independent voters by double-digit margins in competitive statewide contests in places as varied as Connecticut, Ohio and Iowa.
Obama’s own popularity among independents has fallen significantly, too. A CBS News poll Tuesday showed the president’s approval rating among unaligned voters falling to 45 percent — down from 63 percent in April.
Um homem azarado
Os casos acumulam-se. É a licenciatura domingueira. É a engenharia chico-esperta na Guarda. É o apartamento na Braamcamp. É o empresário da comissão de honra que desaparece. É o ‘Face Oculta’. É o já esquecido Freeport. Mas aposto que é tudo uma questão de azar. Sócrates tem tido azar. É só isso. Sócrates, coitadinho, está sempre no local errado à hora errada. Alguém é capaz de dar um trevo de quatro folhas ao pobre homem? Faça-se o milagre dos trevos, por favor.
A razão do espanto
A Senhora Ministra do Trabalho ficou «surpreendida» com os números elevados do desemprego no país que ajuda a governar. Para acudir ao problema pediu «sugestões» aos parceiros sociais para «relançar o emprego». A atitude vale pela simpatia e modéstia, mas não devemos esquecer que o Estado Social em que vivemos sempre se preocupou em promover políticas que «fomentem» o emprego. Daí, provavelmente, o espanto da Senhora Ministra e o nosso também: como pode um estado que absorve mais de 50% do PIB em políticas sociais ter estes níveis de desemprego?
Alguém me explica o é que é uma “inocência superficial”?
Armando Vara “sente-se profundamente inocente”
ADENDA: O Joaquim esclarece que se trata de uma “inocência de 4º grau”.
Obama e o Irão
“O Candeeiro das Ilusões” de Fernando Gabriel (Díário Económico)
[O] presidente russo Medvedev (…) sugeri[u] no encontro com Obama em Singapura que a Rússia poderia não se opor a sanções ao Irão se as negociações diplomáticas em curso falharem. Antes de felicitarmos Obama pela descoberta da chave para o problema de segurança colocado pelo programa nuclear iraniano, convinha por precaução verificar se é mesmo da solução que se trata, o que exige responder a três questões. Será provável que o Conselho de Segurança da ONU aprove um regime sancionatório contra o Irão? Será possível aplicar eficazmente um hipotético conjunto de sanções económicas? Qual a resposta estratégica mais provável do Irão?(…)
Na eventualidade improvável de aprovação de sanções económicas, os apologistas da ideia supõem que o bloqueio eficaz da importação de combustíveis pelo Irão diminuirá o risco de guerra. Na verdade terá o efeito contrário. Quanto maiores forem as dificuldades económicas, mais intensa será a actividade das matilhas de terroristas que o Irão alimenta carinhosamente por todo o mundo. No limite, o Irão detonará o equivalente a uma bomba nuclear no centro da economia mundial: o bloqueio através de minas do estreito de Ormuz, o que provocará o confronto militar directo com as forças navais americanas. Além disso, os israelitas sabem que as promessas de leste não serão cumpridas e não vão aguardar pelo final do baile de máscaras para agir militarmente: é a sobrevivência enquanto nação que está em causa.
O dilema de Obama é o mesmo dos seus antecessores ideológicos progressistas e pacifistas: promover a segurança exige a ameaça credível de recurso à força e manter a paz pode exigir fazer a guerra. A Liga das Nações foi incapaz de resolver este dilema, com consequências históricas conhecidas; Obama continuará a preferir a luz equívoca dos candeeiros ocasionais à procura de soluções para os problemas de segurança que enfrenta.
Da promessa de +150000 ao resultado de -76900
A culpa só pode ser, naturalmente, das políticas neoliberais que têm sido levadas a cabo…
Perderam-se 178 mil empregos este ano e 77 mil na anterior legislatura
De acordo com os dados hoje publicados pelo INE, existiam, durante o terceiro trimestre deste ano (o último em que o anterior Governo esteve em funções), 5.017.500 pessoas empregadas em Portugal. Esse número é inferior em 76.900 pessoas do que o registado no primeiro trimestre de 2005, o último em que o Governo liderado por Santana Lopes assumiu o poder.
Desemprego sobe para os 9,8 por cento
A taxa de desemprego em Portugal disparou, durante o terceiro trimestre deste ano, para 9,8 por cento, o que representa o valor mais alto registado desde pelo menos 1983.
Dias Ferreira e José Eduardo Bettencourt no Núcleo Sportinguista de Portimão
Um video especialmente dedicado a todos os meus prezados camaradas insurgentes sportinguistas…
Clima de festa na celebração do 18º aniversário do Núcleo Sportinguista de Portimão




Era o tempo da arbitrariedade bushista: Guantánamo e os tribunais militares estavam ao nível do Gulag (não invento…). Agora, no luminoso tempo obamista, afinal Guantánamo não fecha. Mas, para compensar, Khalid Sheikh Mohammed (KSM, um dos autores do 11 de Setembro de 2001) vai ser julgado num tribunal civil em Nova Iorque. Há alguém preocupado com isto? Não vale a pena: o Attorney General (Eric Holder) garantiu que 
