25 anos sem Moscovo

“Normal Countries: The East 25 Years After Communism” de Andrei Shleifer (Harvard) e Daniel Treisman (UCLA)
(uma versão mais curta e editada deste artigio foi publicada no edição de Novembro/Dezembro da Foreign Affairs)

An anniversary is a good moment to take stock. We examine here what has changed in the countries that shook off Soviet-style tyrannies a generation ago. Gathering statistics on economic performance, living standards, health, and politics, we ask whether the facts support the prevailing narrative.

An accurate assessment matters not just for Eastern Europe. The negative view of postcommunist reform influences broader debates on global politics. Along with dire interpretations of the 2008 world financial crisis, it has caused some to see authoritarian state capitalism as the wave of the future. China is cast as a vibrant alternative to the dysfunctions of liberal democracy.

We find that objective evidence contradicts the conventional view. Media images aside, life has improved dramatically across the former Eastern Bloc. Since the start of transition, the postcommunist countries have grown rapidly. Their citizens live richer, longer, and happier lives. In most regards they look today just like other countries at similar levels of economic development. They have become normal countries—and in some ways “better than normal.”

Liberdade e as encruzilhadas da Europa

O meu artigo quinzenal no Diário Económico. Este é inspirado em Václav Klaus, o ex-presidente e ex-primeiro-ministro da República Checa.

Liberdade

Em Setembro deste ano, a revista “The Spectator” publicou uma pequena entrevista a Václav Klaus. Ex-presidente e ex-primeiro-ministro da República Checa, Klaus é um liberal clássico que, por diversas vezes, reconheceu a influência intelectual que Friedrich Hayek teve na sua vida política e na sua resistência ao comunismo.

Klaus foi também um dos principais opositores à adesão da República Checa à moeda única. Devido a ele, o debate sobre o euro centrou-se, não no saudosismo da moeda nacional, como sucedeu em Portugal, mas nos riscos económicos que uma moeda forte, e abrangendo economias tão diversas, acarreteria para os checos. Václav Klaus chamou a atenção que uma moeda única implicaria uma mesma política monetária, as mesmas taxas de juros e uma só taxa de câmbio para os países aderentes. Referiu ainda que, pelo contrário, no mercado de dívida, as taxas de juro não podiam ser únicas, mas variariam de acordo com os países emissores.

É sabido que Portugal se encontra numa encruzilhada, para a qual há poucas soluções: ou saímos ou continuamos no euro; continuando na moeda única, ou se reestrutura o estado, com um forte corte na despesa, ou se mantém a política de austeridade com impostos altos e cortes continuados nos salários e nas pensões, além de cortes graduais nas prestações sociais. Nenhuma é fácil e todas são dolorosas.

A entrevista referida em cima é importante, não só porque Klaus acertou onde outros falharam, ou não quiseram saber, mas também porque nos dá pistas para o futuro. E a ideia-chave de Klaus é que a Europa está em guerra com a liberdade. Uma União Europeia, burocrática, politicamente centralizada, não escrutinada democraticamente e que procura evitar a todo o custo que o mercado se exprima sobre as decisões políticas. O mercado, que mais não são que as escolhas dos consumidores; das pessoas. As nossas decisões.

É nessa medida que sugere para a Europa o modelo de uma organização de comércio livre sem que tenha em vista uma integração política. É a tal separação entre a política e a economia, para que não haja confusões entre as duas e as correcções do mercado sejam imediatas e não esmagadoras.

O modelo apresentado, não só abre portas para o crescimento económico que tantos políticos querem forçar, e precisamente por isso não acontece, como, e aqui está uma parte muito interessante do seu raciocínio, pressupõe o fortalecimento do próprio estado. Klaus opõe-se à ideia de um governo global ou transnacional, porque não democrático. Vê no estado, principalmente no estado-nação, o garante último da democracia liberal, a partir do qual se faz a integração económica que o projecto europeu inicialmente visava. A revista Britânica conclui que a Europa precisa de políticos assim, claros e que apresentem alternativas. Portugal também.

Adivinhem quem voltou (2)

Ferro Rodrigues agita plenário ao elogiar José Sócrates

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Agora é às claras. Está aí um novo PS, um Ps que se orgulha e defende o trabalho de Sócrates, e que aspira a fazer o mesmo. Louve-se a honestidade pré-eleitoral.

Uma chamada

CallForLiberty

Em Portugal há quem ache que devemos voltar ao trilho que trilhou a 3ª República. De volta à social-democracia, filha bastarda do socialismo; de volta à democracia cristã, versão beata do socialismo. De volta em volta, rumo ao socialismo, que desta é que vai ser.

Nós discordamos. Não acreditamos num sistema que trata adultos como crianças; que universaliza o assistencialismo; que perpetua a dependência. Acreditamos numa sociedade que é o resultado das escolhas e preferências espontâneas de todo e qualquer indivíduo, em plena posse das suas liberdades.

Se também acredita, convidamo-lo a estar presente na conferência “Call for Liberty” organizada pelo Instituto Ludwig von Mises Portugal, que vai ter lugar amanhã no polo da Foz da Universidade Católica Portuguesa. Irei ter a oportunidade de moderar um interessantíssimo painel que discutirá sobre Keynes e a influência que este tem tido na condução de políticas socialistas em Portugal. O seu contributo — liberal, conservador, social-democrata ou socialista — será bem vindo. A entrada é gratuita, requerendo somente registo prévio.

direito de resposta de António Costa

Na sequência do meu artigo de 4ª feira dia 29/10/2014 no Diário Económico, intitulado “Ao arremesso”, cujo conteúdo eu reitero integralmente, transcrevo em baixo “ipsis verbis” o direito de resposta do Dr. António Costa que ontem, dia 30/10/2014, foi publicado na edição impressa (p. 46) do DE.

DIREITO DE RESPOSTA

António Costa, presidente do PS e da Câmara de Lisboa, responde a Ricardo Arroja, economista e colaborador regular do Económico

Levantei três questões:

1. Último relatório de execução publicado em 17 de Setembro revela que estão por executar 4.700 milhões de euros, o que representa uma taxa de execução de 79%. O Governo respondeu que isso se reporta a Junho e que hoje já estão nos 83% e que chegarão aos 87% no final do ano.

Assim:

- confirmam atraso na execução do Qren que devia ter sido executado até Dezembro 2013;

- eu falei de factos oficiais e documentados, eles respondem com previsões;

- mesmo que cumpram o que prevêem ainda ficam por usar 2.700 milhões de euros…

- portanto atrasaram-se na execução e continuarão atrasados;

2. No OE2015 prevêem transferências da UE de 3.100 milhões de euros, o que representa menos 31% do que foi transferido este ano e representa contracção económica de 0,8%.

Responderam dizendo que confundo os fluxos da transferência com execução.

Ora:

- não confundo, comparei duas colunas do quadro da p. 104, ou seja, transferências 2014/2015 (-31%)

- podem executar mais do que a UE vai transferir? Teoricamente, sim. Mas não é crível. Sendo primeiro ano de novo quadro e tendo por isso direito a adiantamentos, o que é muito provável é que executem menos do que o volume de transferências…

- em qualquer caso, mais uma vez, eu falo de factos documentados, o Governo responde com previsões: o que é certo é que vamos receber para o ano menos 31% do que este ano.

3. O regulamento FEDER e o regulamento fundo Coesão permitem, pela primeira vez, financiar programa de reabilitação urbana para melhorar eficiência energética.

É uma grande oportunidade para Portugal. Reabilitação gera milhares de postos de trabalho e reanima toda a fileira industrial de materiais de construção.

Ora, o Governo desperdiça a oportunidade:

- limita-se a prever 200 milhões de euros, reembolsáveis, para reabilitação de edifícios de habitação de privados!!!

- na área metropolitana de Lisboa, por exemplo, só reservam 30 milhões de euros só para habitação social!!!

Uma piada punk

Isto teve tanta piada quanto a relevância do estudo sociólogo sobre a cultura punk em Portugal, que conclui que estes são subpolíticos e hiperpolíticos, e que por sua vez tem tanto interesse quanto este “ensaio” sociológico para reflectir sobre “a frustração popular contra o grande capital e as políticas de austeridade”

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Viva A Desigualdade (Não À Nivelação Por Baixo)

O Coeficiente de Gini (que mede a desigualdade na distribução do rendimento) é muitas vezes referido pela esquerda como um indicador do progresso do país, como por exemplo aqui, Francisco Louçã a afirmar que Portugal é “um país mais desigual que o Egipto” – isto mesmo considerando que o PIB per capita em Portugal é mais do dobro do que no Egipto (fonte).

O Coeficiente de Gini é um valor que varia entre zero caso em que a distribuição do rendimento é igual para toda a população (uma situação de “perfeita igualdade”) e o valor de um, caso em que todo o rendimento está concentrado em apenas um indivíduo .

Neste post eu quero contestar duas afirmações muitas vezes apresentadas como dados adquiridos e que fazem parte do léxico do “politicamente correcto”:

  1. A desigualdade na distribuição de rendimento é um bom indicador para medir o progresso do país e as injustiças sociais.
  2. A igualdade na ditribuição de rendimento é possível, desejável e saudável.

Num pequeno à parte, é curioso que a esquerda só se foque na desigualdade no que diz respeito ao rendimento. Poderia igualmente insurgir-se contra a desigualdade na beleza (sugerindo que pessoas mais bonitas façam cirurgias plásticas para ficarem mais feias);  contra a desigualdade de inteligência (sugerindo que as pessoas mais inteligentes tenham menos horas de aulas e menos acesso a livros); ou contra a desigualdade de talento (sugerindo por exemplo que o Cristiano Ronaldo jogue com um saco de pedras nas costas).

Avançando e constatando o óbvio: a riqueza para ser distribuida, primeiro tem que ser produzida. Se alguém por via do seu trabalho, engenho, risco e até sorte produz mais riqueza o que é que há de injusto? No mercado, as pessoas votam com euros – e as relações comerciais (compra e venda; contratos de trabalho; etc.) só se estabelecem se de livre vontade para mútuo benefício de ambas as partes. Ilustrando com um exemplo: se o Manuel ficar em casa o dia todo a ver “A Casa Dos Segredos” (* suspiros *) e se o José tiver dois empregos, qual é a injustiça neste caso na distribuição do rendimento? A economia não é um jogo de soma zero, e o facto de alguém ficar mais rico não implica que alguém fique mais pobre.

Mais, o Estado Social, aplica coercivamente dois mecanismos redistributivos em que ambos têm como efeito a redução do valor do Coeficiente de Gini: taxas de IRS progressivas (aqui não há igualdade) e prestações sociais.

No gráfico abaixo, pode-se ver o valor do coeficiente de Gini para Portugal em relação a outros países da OCDE, já depois de aplicados os mecanismos de distribuição referidos acima (fonte). Em 2011, Portugal apresentava um valor de para o coeficiente de 0,34 contra uma média de 0,32 nos países da OCDE.

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Muito mais importante que o Coeficiente de Gini como indicador de progresso são o PIB per Capita e o poder de compra das fatia da população mais pobre. Respondendo ao Francisco Louçã: é preferível ser pobre em Portugal ou no Egipto? Este ponto é colocado de forma eloquente pela Margaret Thatcher no video incluído no final deste post. Aparentemente, os socialistas ficam mais satisfeitos se os ricos forem menos ricos e os pobres mais pobres desde que haja menos diferença de rendimento entre eles.

Expondo ainda mais ao ridículo o uso e abuso do Coeficiente de Gini numa ideia já abordada neste post e respectivos comentários. Se o Bill Gates viesse amanhã viver para Portugal, o Coeficiente de Gini iria aumentar – quem em Portugal iria ficar prejudicado ou pior nesse caso?

Outro aspecto que não é capturado no Coeficiente de Gini é a chamada “mobilidade social”. A grande maior parte das pessoas deseja melhorar a sua condição; e a sua motivação e incentivo para o fazer será tanto maior quanto forem a possibilidade e o potencial de ganho que o indivíduo percepcione. Numa sociedade em que todos recebam por igual independentemente do mérito, o incentivo para o empreendedorismo e para a actividade económica em geral será praticamente nulo – como na antiga União Soviética, em que o Coeficiente de Gini deveria ter um valor muito próximo de zero

25 anos

Está de parabéns o Diário Económico, um jornal criado há 25 anos pela iniciativa privada. Apesar das tentações e desafios do sector, conseguiu manter-se o exemplo de sobriedade e neutralidade que se exige de um orgão de imprensa económica. Que continue a ajudar no combate à iliteracia económica em Portugal por muitos mais anos.

Tanto rasgar de vestes

GB

Não se aguenta.

A Syrian army helicopter dropped two barrel bombs on a displaced persons camp in the northern province of Idlib, camp residents said on Wednesday, and video footage appeared to show charred and dismembered bodies.

Footage posted on YouTube showed corpses of women, children and burning tents while people scrambled to save the wounded. “It’s a massacre of refugees,” a voice off camera said.

“Let the whole world see this, they are displaced people. Look at them, they are civilians, displaced civilians. They fled the bombardment,” the man’s voice said.

A man in another video of the Abedin camp, which houses people who had escaped fighting in neighboring Hama province, said as many as 75 people had died.

 

Mesmo.

Egyptian authorities on Tuesday ordered residents living along the country’s eastern border with the Gaza Strip to evacuate so they can demolish their homes and set up a buffer zone to stop weapons and militant trafficking between Egypt and the Palestinian territory, officials said.

The measure comes four days after Islamist fighters attacked an army post, killing at least 31 soldiers in the restive area in the northeastern corner of the Sinai Peninsula. After the attack, Egypt declared a state of emergency and dawn-to-dusk curfew there. Authorities also indefinitely closed the Gaza crossing, the only non-Israeli passage for the crowded strip with the world.

The buffer zone, which will include water-filled trenches to thwart tunnel diggers, will be 500 meters (yards) wide and extended along the 13 kilometer (9 mile) border.

 

 

 

Bom jornalismo

O jornal Expresso fez uma sondagem a 90 mil empresas para tentar perceber “O que as empresas querem”. Daqui, elaboraram a seguinte infografia.

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Portanto, o crítico para as empresas é:

  • 12% – compromissos laborais (contratos de trabalho)
  • 11% – licenciamento de empresas e projectos (alvarás, autorizações e tempo para aprovar projectos)
  • 21% – compromissos fiscais (impostos, taxas, tarifas e demais)
  • 12% – tribunais (tempo de resolução de contenciosos e outras disputas)
  • 44% – regulação

Sobre estes 44% que se referem a “regulação”, tanto a infografia como o conteúdo da notícia desconstroem na seguinte questão:

“Os procedimentos legais, estatutários e fiscais, bem como o tempo gasto, constituem um obstáculo relevante para a criação de empresas?”

A esta questão, 44% dos empresários apontaram como sendo o mais crítico para um ecossistema empresarial atractivo, saudável e funcional.


Título da notícia

Fraca regulação dos mercados preocupa empresários”

E subtítulo

Uma regulação mais forte em Portugal seria bem vinda, de acordo com 44% dos empresários.”

É, alguém chamado Pedro tem uma certa razão.

“Exercício de memória”

No debate parlamentar sobre o orçamento de Estado de 2015, o Primeiro-Ministro Passos Coelho acaba de elogiar o “exercício de memória” da deputada Cecília Meireles, e citou Manuela Ferreira Leite e os “avisos” que fez acerca de como as políticas económicas do governo de Sócrates conduziriam a “um endividamento insustentável do país” e a uma “situação insustentável para as finanças públicas”. Passos disse não só “recordar” esses avisos como “também” os deputados socialistas e os membros do “governo de então” que diziam ser aquela uma “visão catastrofista” que “nunca aconteceria”. Pena que Passos Coelho não se recorde de como, na altura, ele próprio andava a dizer o mesmo.

Constatar o óbvio

Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas, constata o óbvio: a escolha entre investimento, i.e., bens de capital, e consumo, i.e., bens de consumo, é uma escolha que pressupõe preterir de um bem em privilégio de outro. E reforça o ainda mais óbvio: consumo não é criação de riqueza, é distribuição e posterior destruição de riqueza, pois os bens deixam de estar disponíveis, embora este seja o objectivo ulterior de qualquer sociedade: vivemos para consumir, não para produzir, mas para podermos consumir temos de produzir, daí o adágio de Say.

Este problema económico não é exclusivo da dualidade investimento vs consumo, é extensível a todos os problemas que lidem com recursos escassos, em que escolhas têm de ser feitas. Às combinações possíveis que maximizam o output dá-se o nome de Fronteira de Possibilidades de Produção.

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Para um determinado nível de tecnologia, o país tem de escolher entre consumir e investir (ou entre produzir laranjas ou pêssegos, ou entre aumentar despesa saúde ou despesa educação, etc.). Para consumir mais os agentes têm de abdicar de investimento, pois diminui o rendimento disponível, e vice-versa. Ora, só existem três formas de mitigar este problema, sendo que apenas duas delas são sérias: 1) aumentar o nível de tecnologia, o que geralmente requer mais investimento e que poderá implicar abdicar de algum consumo no presente para que seja possível consumir mais no futuro (ineficiência dinâmica); 2) aumentar o endividamento externo; 3) ignorar o problema e gritar que as pessoas não são números e vidas não se medem assim.

Tendo em conta que o endividamento externo de Portugal chega agora aos 234% do PIB, resta apenas a primeira opção, perceber que maior investimento acarreta menor consumo. Ora, dado que as famílias e empresas são livres de decidir sobre a sua própria afectação de recursos, a mensagem de Teodora Cardoso é necessariamente para o Estado. Se o investimento público está em cima da mesa, há que encontrar as rúbricas em que cortar para compensar esse aumento; e se mais ajustes fiscais estão a ser considerados, então os impostos sobre o capital e sobre o trabalho deverão baixar — impostos que criam as maiores distorções ao crescimento económico —, e compensados com aumentos dos impostos sobre o consumo ou, idealmente, com reduções efectivas da despesa estrutural, aumentando assim o rendimento disponível dos agentes económicos capazes de investir.

Isto é constatar o óbvio, mas tendo em conta que o óbvio está longe de ter sido compreendido, constatar não basta. Torna-se necessário repeti-lo ad nauseum.

Uma empresa pública estratégica ao serviço do país

TAP enfrenta nesta quinta-feira segunda greve no espaço de apenas três meses

Mais um inestimável contributo para a economia e imagem do país e para a afirmação de Portugal como destino turistico de excelência. Um contributo só possível a uma empresa pública. Nem pensar em privatizá-la.

Aí está uma boa oportunidade…

… para o Bloco de Esquerda trazer de volta a discussão sobre a saída da NATO

Aviões russos intercetados na costa portuguesa
A Força Aérea Portuguesa intercetou esta quarta-feira dois bombardeiros russos Tupolev-95 a oeste da costa portuguesa que sobrevoavam águas internacionais e não chegaram a entrar no espaço aéreo português, apurou o Observador.

A informação foi divulgada, em comunicado, pela NATO que denunciou ter detetado “manobras aéreas incomuns” e de “grande escala” da Rússia no espaço aéreo sobre o Oceano Atlântico e os mares Báltico, do Norte e Negro, nos últimos dois dias.

Conferência Instituto Mises Portugal – 1 de Novembro no Porto

Conforme já por aqui foi publicitado várias vezes, realiza-se no próximo Sábado a partir das 14:00, no Porto (no Pólo da Foz da Universidade Católica), uma conferência organizada pelo Instituto Ludwig von Mises Portugal.

Pela minha parte, participarei num painel sobre finanças públicas, juntamente com José Bento da Silva (da Universidade de Warwick) e Ricardo Valente (da Faculdade de Economia do Porto), agendado para as 15:45.

Mais informações sobre a conferência estão disponíveis na página do evento no Facebook.

A entrada é livre, mas sujeita a inscrição aqui.

Breaking News: mais uma greve no Metro de Lisboa

Metro de Lisboa volta a parar a 13 de novembro

Os sindicatos dos trabalhadores do Metro de Lisboa marcaram uma nova paralisação de 24 horas, para o dia 13 de novembro, uma quinta-feira.

Leitura complementar: Pela libertação do Metro de Lisboa.

Não se pode fazer um programa europeu de troca de socialistas?

O Rui Carmo ontem já postou sobre o assunto, eu ontem também já disse umas coisas no facebook, mas apetece-me vir aqui também frisar o azar que temos com os socialistas que nos calharam. Houve umas criaturas tontas que saíram de Portugal para se juntar aos malucos que andam lá pelo Crescente Fértil, e desconfio que não o terão feito pela curiosidade com as paisagens do berço da civilização e por aí. Enquanto na Síria e no Iraque, terão feito o que os outros jihadistas fazem (ou já teriam provado em si próprios os mimos dos jihadistas mais convictos): matam gente, torturam, violam e escravizam mulheres não muçulmanas, aterrorizam as populações, degolam jornalistas e inocentes que foram para aquelas bandas para ajudar as pessoas.

Perante jihadistas que querem regressar, na Grã-Bretanha discute-se se se deve usar legislação da Idade Média para os julgar como traidores. Por toda a Europa se discute o que fazer com estes malucos que regressam e como lidar com o perigo que representam face à possibilidade de implementarem aqui as boas ideias terroristas que aprenderam no Levante.

Por toda a Europa? Não, há um pequeno recanto que resiste ainda e sempre ao bom senso e à sanidade. Situa-se no Largo do Rato, em Lisboa, na sede do Partido Socialista, onde aparentemente a preocupação não é com a população portuguesa que pode apanhar com as maluquices desta gente regressada, não é punir pessoas que se associaram a um bando criminoso inimigo da República Portuguesa. Não, no PS preocupam-se com a segurança das pessoas que prezam tanto a sua segurança que não se importam de matar e morrer em nome de Allah. As prioridades do PS, como de costume, estão em plena sintonia com os interesses dos portugueses.

O Governo que disse “Não” aos banqueiros

Banqueiros pediram a Maria Luís que injetasse dinheiro da troika no BES. Ministra disse que não

Na última semana de julho, cinco banqueiros pediram à ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, para injetar dinheiro da linha da troika no BES, segundo a SIC. O “não” da ministra obrigou o Banco de Portugal a optar pela medida de resolução que, a 3 de agosto, dividiu o antigo BES em dois: Novo banco e bad bank.

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Jean-Baptiste Colbert está vivo!

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Colbert está vivo e encarnou os proponentes do movimento “Plataforma Não ao TIPP“. O argumentário contra o Tratado Transatlântico não tem nada de novo, ou pelo menos nada de novo em relação às práticas económicas mercantilistas que vão do século XV ao século XVIII. É a mesma iliteracia económica que levou Adam Smith a escrever um livro em 1776, mas que, quase três séculos volvidos, ainda não foi bem entendida. É o medo da “desregulação dos mercados”, como se os mercados financeiros já não fossem globais, as commodities compradas a anónimos, o capital apátrida e os fluxos de capitais livres; é a mentira sobre o aumento do preço dos medicamentos, ignorando o efeito de um aumento da quantidade produzida e vendida, que faz com que o preço decresça (economias de escala por diminuição dos custos fixos médios); é o proteccionismo às empresas ineficientes locais, em tudo semelhante à lei do condicionamento industrial que protegia indústrias consideradas estratégicas, como por exemplo a indústria dos fósforos; é a fobia ao fracking, técnica de extracção de gás natural que aliviou a pressão sobre o preço do petróleo e a dependência do mesmo de países da OPEP. É isto e muito mais, e com mais ou menos condimento, é mercantilismo revisitado.

Turistas em Lisboa: somos pobres mas esquisitos

‘O turista insistente devia perceber que está muito bem visitar países que participaram na conferência de Bandung (a de 1955) e que precisam de se sujeitar a estas tormentas. Ou cidades como Paris e Roma, cuja reconhecida penúria as faz aceitar milhões de turistas anuais. Porque ter tantos turistas é um atentado à dignidade lusitana. Gente nova e diferente na cidade? Pfff. E o turismo como setor estratégico? Queremos ser um país de camareiros e empregados de mesa? Era o que faltava, que nós estamos todos destinados a trabalhar em empresas de tecnologia de ponta (que as qualificações da maioria da população não se adequem, é um pormenor; não sejamos picuinhas).’

Aqui.

Dar a César o que é de César, e a Jobs o que é de Jobs

6a00d8341c145e53ef0128778d9974970c-800wiA máquina estatal nos países desenvolvidos controla uma grande parte da economia. Domina os sectores da defesa, segurança, transportes, educação, segurança social e saúde. Noutros sectores, como a banca e a energia, a regulação e as responsabilidades que toma para si são de tal forma elevadas que só no papel é que não são públicos. Mas há quem pense que não é suficiente, que mesmo os poucos sectores que têm vindo a seguir as leis do mercado precisam de uma maior intervenção estatal. É nesta linha que vem o livro de Mariana Mazucatto. A narrativa é a de que, sem a intervenção do estado, os maiores casos de sucesso nos sectores não controlados pelo estado (como tecnologia e informática) nunca teriam acontecido. E parte daí para recomendar uma maior intervenção do estado como forma de multiplicar os casos de sucesso e garantir mais inovação. E, claro, uma maior taxação para financiar essa intervenção.

Para o fazer, a autora lista um conjunto de ligações entre projectos estatais e alguns sucessos da economia de mercado (com especial relevo para a Apple). Como o estado, mesmo o americano, está em todo o lado, não é complicado encontrar ligações mais ou menos longínquas entre programas do estado e os produtos da Apple. Os ecrãs tácteis dos iPads nunca existiriam sem o trabalho de um funcionário público inglês dos anos 60 que desenvolveu o primeiro ecrã táctil; a internet, já se sabe, foi inventada como mecanismo de comunicação militar. Tudo isto é mais ou menos como dizer que o senhor que inventou a roda tem de alguma forma mérito no último Ferrari. Uma das ligações mais directas e que recebe maior destaque no livro é um empréstimo que a Apple obteve do SBIC (um fundo público para pequenas e médias empresas) no “princípio da sua existência”. Claro que este “princípio de existência” foi em 1980, já a Apple tinha 4 anos, o Apple III tinha sido lançado e a Apple tinha uma equipa de engenheiros e uma linha de produção. A Apple obteve 0,5 milhões de dólares do SBIC, num ano em que teve 117 milhões de dólares em receitas e 11 milhões de lucro. Em Dezembro desse ano, a Apple faria o seu IPO, o maior de sempre desde a Ford 24 anos antes. Portanto, a situação está longe da narrativa de uma empresa sem capacidade de se financiar que graças à habilidade do estado em vislumbrar potencial obteve um financiamento que lhe permitiu crescer. Não, a Apple procurava financiamento, obteve-o de váios fontes, esmagadoramente do mercado, e aproveitou mais um dos disponíveis, que calhou de ser de organismo público.

O facto de o estado colocar à disposição um conjunto de recursos e ferramentas que agentes racionais não poderiam desperdiçar, não dá ao estado qualquer mérito daquilo que os privados consigam atingir. O caso da Apple é paradigmático. A Apple precisava de financiamento para crescer, o financiamento do Estado era o mais fácil e barato, a Apple aproveitou. Será que isto, por si só, dar algum tipo de mérito ao estado pelo que a Apple atingiu depois, ou até para justificar a existência do fundo? Não. Este tipo de fundos continuam a ser um desperdício, mesmo que existam alguns casos de sucesso. Por detrás destes bons investimentos, está um conjunto ainda maior de maus investimentos que desviaram recursos da economia, impedindo que florescessem outros projectos.

Os agentes estatais, políticos e burocratas, não têm os mesmos incentivos que os empresários. Um burocrata não vai à falência se um investimento não der certo, nem fica milionário se der. Um político não ganha eleições se fizer investimentos com retorno a 5 anos, nem as perde se o investimento correr mal. Por isso, um burocrata tenderá a ajudar as empresas daqueles que lhe são próximos ou, se for honesto, a seguir critérios processuais demasiado rígidos para um ambiente empresarial. Políticos não têm incentivos a escolher os projectos certos, mas sim aqueles que lha garantam uma maior visibilidade e votos. Nenhum dos agentes do estado tem incentivos a escolher a tecnologia ou o processo empresarial certo. A intervenção do estado não só será negativa por desviar recursos de agentes que têm os incentivos certos (empresários) para aqueles que não têm (burocratas), como tem ainda um efeito pernicioso adicional: o de distorcer os incentivos dos empresários. Quanto maior for o papel do estado na inovação empresarial, mais estes tenderão a alterar as suas opções devido a esse papel. Uma empresa privada pode deixar de prosseguir o investimento numa tecnologia, se o estado estiver a desviar recursos para uma tecnologia concorrente, mesmo que esta seja inferior. Se o estado tiver um papel importante no financiamento, empresários tenderão a desviar recursos de projectos rentáveis para projectos que lhes dêem mais hipóteses de obter fundos estatais.

O estado tem um papel no sucesso das empresas: o de garantir um ambiente seguro, o cumprimento de contratos e um nível mínimo de regulação que mantenha o sector a funcionar. Não cabe ao estado escolher vencedores no mercado ou liderar a inovação empresarial, sob o risco de deixarmos de a ter.

ao arremesso

“Há dias, no final do programa “Quadratura do Círculo” (23/10/2014), António Costa lançou-se numa ofensiva contra o Governo, mas estatelou-se ao comprido. Em apenas dois minutos, Costa perdeu o estado de graça.”, no meu artigo de hoje no Diário Económico.

Faz-se sentir o pulsar do novo PS

É claramente um partido que apoia as verdadeiras causas que importam. Num só fôlego, o partido liderado por António Costa quer criar o dia/noite contra a homofobia e a transfobia e defende de forma intransigente a segurança dos cidadãos portugueses que combatem ao lado do Estado Islâmico.

Fascismo levado à prática: DL 166/2013

kafkaTranscrição da conversa telefónica (fictícia) entre o Ministro da Economia e eu um destes dias. Não o conheço de lado nenhum, nem me apetece. Mas por ter tido responsabilidades de gestão em empresas (e imagino que não começou como CEO) tem a obrigação de não embarcar nos sonhos húmidos d@s colegas.  Isto aqui ao lado é um desenho de Franz Kafka muito apropriado ao assunto.

 

A conversa (atenção às almas sensíveis: vernáculo abundante)

Eu: Tou? Então meu, tá tudo?
O Ministro: ……
Eu: tudandar, na mesma. E se não anda empurra-se. E os teus putos, tão fixes?
O gajo:……..
Eu:….. Boa. Olha, liguei-te por causa daquela merda que tu e os teus colegas aprovaram há um ano, o DL 166/2013. Lembras-te? Desde hoje de manhã estou a receber mails de clientes preocupados com os papéis.
O gajo:…..
Eu: Claro que lembras pá, não te faças esquecido. Aquele da regulação das transacções comerciais, meu. Foda-se! Já te esqueceste?
O gajo:…..
Eu: Não, caralho! Aquele do não sei quê das práticas restritivas ao comércio….sim, esse. Como é que aprovaste aquela cagada, meu?
O gajo:……
Eu: Tou farto de avisar que essa merda de fumar ganza marada durante os Conselhos de Ministros dá asneira. Já te disse que te arranjo da boa, é só dizeres quanto e quando. Mando-te isso e depois pagas-me, não é problema. Mas olha, voltando ao DL 166/2013…
O gajo:…..
Eu: quero lá saber dessa merda. Se não te aguentas e não podes fazer grande coisa demite-te ora essa. Tu assinaste aquilo pá, não me fodas!
O gajo:….
Eu: ouve….
O gajo:….
Eu:…ouve! Lá que a tua colega da agricultura tenha sonhos húmidos c’o Mussolini é problema dela. Que vá mas é tratar das crias em casa. Que a não sei quantos von Haffe tenha batido com a cabeça quando era pequenina, ela que vá chatear quem lhe fez as orelhas, o Pedro que se dedique a cuidar do vice dele que bem precisa e a Maria Luís devia ter mais com que se entreter em vez de andar atrás de quem a faz fazer boa figura. Ou achas que quem faz diminuir o desemprego são vocês?…
O gajo:….
Eu: o caralho, pá! Que eles aprovem aquela merda não me espanta, sabem lá alguma coisa de alguma coisa? Não sabem nada de coisa nenhuma. Nem eles nem o marido da Cavaca que o promulgou. Outro…
O gajo:……
Eu: …já te disse há um bocado que não quero saber dessa merda pra nada. Que os gajos aprovem, percebo. Eles é que não percebem nada de coisa nenhuma. Agora tu pá? Como é que aprovas uma cagada daquelas?
O gajo: …….
Eu: ouve….tu andas nisto das empresas há décadas. Foda-se! Já geriste uma quantas, sabes como é que as coisas funcionam e o que nos custa. Tás a gozar comigo não estás?
O gajo:….
Eu: olha, ó Toni, diz-me que raio de negócios é que fazias quando gerias empresas? Queres ver que às tantas não gerias merda nenhuma?
O gajo:…..
Eu: gerias, os tomates. Queria ver-te fazer negócios de acordo com aquilo. Hahahahahahaha. Não me lixes. Quer dizer, ainda por cima se um gajo for multado por não cumprir aquela cagada vocês decidiram que uma pequena empresa pode levar com coimas entre 3.000€ e 150.000€ e 20% reverte para o fiscalizador que é logo a ASAE. Tás mesmo a ver o que é que isso vai dar, não estás?
O gajo:……
Eu: tou a perder tempo contigo, já vi. Olha, pelo andar da carruagem tu e o teu Partido inteiro mais três quartos do PSD deviam era fundir-se com a ala alegrista-galâmbica do PS. Olha, que te nasça um pessegueiro nos entrefolhos e aos teus colegas um silvado e um monte de urtigas também! Tchau!

As Limitações da Economia Como Ciência (Ou Quão Pouco Sabemos)

Este post é uma adaptação livre deste artigo no Zero Hedge.

Friedrich Hayek fez um discurso memorável na cerimónia de aceitação do prémio de ciências económicas em memória de Alfred Nobel de 1974 intitulado “A Pretensão do Conhecimento”. Neste discurso, Hayek explica porque é que os métodos científicos e modelos matemáticos das ciências exactas – em particular da física – não podem ser extrapolados para a economia e para os mercados porque estes são constituídos por milhões de agentes económicos individuais cujo o comportamento como ser humano único que cada agente é, é individual, complexo e imprevisível.

Richard Feyman (prémio Nobel da Física), numa entrevista à BBC coloca a mesma ideia relativamente às ciências sociais: “Because of the success of science, there is a kind of a pseudo-science. Social science is an example of a science which is not a science. They follow the forms. You gather data, you do so and so and so forth, but they don’t get any laws, they haven’t found out anything. They haven’t got anywhere – yet. Maybe someday they will, but it’s not very well developed.”

Recuperando a expressão da economia como “the dismal science”, o que é supreendente, é que apesar de todos os fracassos de teorias, modelos e previsões económicas, e em pleno século XXI muitos académicos, políticos, comentadores, jornalistas e economistas (* sigh *) continuam em reduzir a economia a um conjunto de modelos matemáticos e a repetir – como papagaios até ao infinito – uma série de “verdades absolutas” sobre a economia.

Então, e em especial para os muitos Keynes/Samuelsons/Krugmans/Galambas deste mundo, são aqui apresentados uma série de “truísmos” que dominam o pensamento económico ocidental vigente, para reflectirem até que ponto é que devem ser apresentados como dados adquiridos:

  • A poupança é má; e o consumo é bom para a economia.
  • O crédito (isto é, o endividamento) é bom e necessário para a economia.
  • Os estados não têm que ser geridos como empresas. Podem acumular prejuízos ano após ano e acumular volumes astronómicos de dívida.
  • Os estados gastam o dinheiro (retirado de forma coerciva aos seus cidadãos) de forma mais eficiente, mais útil e mais inteligente do que os próprios cidadãos.
    O interesse dos governantes está alinhado com o interesse dos seus cidadãos.
    Os políticos gastam o dinheiro dos contribuintes com tanto cuidado como gastam o seu próprio dinheiro.
  • Os estados devem intervir em alturas de crise para compensar uma redução da “procura agregada” (* suspiros *).
  • A despesa pública tem um efeito multiplicador positivo na economia (* suspiros, suspiros *).
  • O estado deve intervir no mercado e deve criar mecanismos de regulação porque o mercado, deixado a si próprio, tem muitas ineficiências e deficiências. O mercado, que representa milhões de agentes económicos individuais pode ser correctamente e eficientemente corrigido através das decisões de um punhado de burocratas fechados num escritório.
  • A regulação e supervisão central é legítima, eficiente é eficaz.
  • Os interesses dos reguladores estão alinhados com os interesses da população.
    É legítimo para o estado obrigar os cidadãos a pagarem por algo que não querem, se o estado achar que é bom para os seus cidadãos.
  • Os cidadãos precisam de ser protegidos deles próprios. Os cidadãos não conseguem ser responsáveis e por exemplo, poupar para a sua própria reforma.
  • O valor ideal permanente para a inflação é de 2% (nem 0,1% a mais, nem 0,1% a menos). A deflação é muito má para economia porque as pessoas adiam as compras e reduzem o consumo.
  • A inflação resulta da aceleração da economia e/ou da ganância dos empresários
  • A emissão de moeda apenas pode ser feita e regulada pelos estados através dos seus bancos centrais.
  • O sistema bancário de reservas fracionárias não é fraudulento, é estável e permite o aumento do crédito disponível para economia.
  • A emissão de moeda aumenta a riqueza; ou é um instrumento para crises – e não é pura e apenas um mecanismo de transferência sub-reptícia de riqueza.
  • Os bancos centrais – um punhado de burocratas fechados num escritório – consegue determinar o valor ideal da taxa de juro que se aplica a milhões de agentes económicos individuais. A taxa de juro não dever reflectir uma taxa de equilíbrio entre a procura de crédito e a oferta de crédito.
  • Os bancos centrais conseguem eliminar os ciclos económicos e promover prosperidade, crescimento, emprego, etc.
  • O planeamento central funciona – um bando de burocratas de gravata fechados num gabinete – conseguem incorporar e processar informação de milhões de agentes económicos individuais – de forma melhor do que os próprios indivíduos.
  • Taxar a produção e a criação de riqueza é producente.
  • O coeficiente de Gini é um indicador válido para medir o nível de bem-estar e as injustiças sociais; ao invés de medir o poder de compra dos percentis de rendimentos mais baixos.
  • O aumento do número de milionários ou o aumento da venda de bens de luxo, sobretudo em épocas de crise, é mau.
  • É legítimo e producente tirar a quem produz para dar a quem não produz. Retirar rendimento produzido de forma coerciva é uma forma legítima de “solidariedade”.
  • Não se devem vender empresas que dão lucro.
  • Não se devem vender empresas em altura de crise porque estão “sub-valorizadas”.
  • O estado deve ter empresas onde já existem empresas privadas (e.g.: banca, aviação) porque as empresas privadas não oferecem um serviço tão bom, praticam preços maiores; exploram os clientes.
  • Ainda que o estado tenha que oferecer saúde e educação gratuita (* suspiros *) à sua população, a melhor maneira de o fazer é gerir todos os recursos humanos e materiais ligados a esses sectores, e não por exemplo, pagar um vale/cheque por igual a todos os cidadãos por esses serviços prestados por entidades privadas
  • Alguém dizer que determinado projecto, empresa ou sector é “estratégico” implica que o projecto, ou empresa ou sector é “estratégico” e deve ser defendido a todo o custo. Nota: geralmente quem é o diz é alguém com interesse directo no projecto, na empresa ou no sector.
  • O interesse dos sindicatos está alinhado com o interesse dos desempregados. Os sindicatos defendem os interesses dos desempregados.
  • O interesse dos sindicatos da função pública está alinhado com o interesse dos utentes e cidadãos.
  • Os salários não representam um preço. Por exemplo, decretar por via legal um aumento do salário mínimo, não se traduz numa redução da procura por parte dos empregadores.
  • Se o governo não intervisse nos bancos (e por exemplo, não tivesse nacionalizado o BPN), seria o “caos”.
  • Fiscalidade “verde” é uma forma legítima de aumentar impostos.
  • Os problemas demográficos podem ser resolvidos através de políticas fiscais.

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