O Insurgente

Setembro 2, 2010

Diluição do conceito de género

Filed under: Blogosfera,Comentário,Diversos,Justiça,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 16:53

Emerge a notícia, saudada obviamente nos locais do costume, de que o governo aprovou hoje uma proposta de lei que retira os processos de mudança de sexo e de nome próprio da sede judicial onde hoje em dia são apreciados, tornando-os num mero acto administrativo praticado pelas conservatórias.

Para além da dúvida que me fica sobre se a decisão abrange os processos de mudança de nome próprio tout court, caso em que me interrogo se foram sequer ponderados os problemas de segurança jurídica que daí possam advir (não me parece, tendo em conta a origem), sobre o grosso do tema não tenho muito a acrescentar àquilo que já escrevi inspirado num caso concreto há algum tempo, e para o qual remeto: Ver de bancada.

A crescente diluição do conceito de género, transitando de um cenário em que era algo definido fisicamente pelo nascimento para o domínio da escolha livre de um indivíduo e da “identidade de género”, conjugada com o conceito positivo de não descriminação e da igualdade de género que conquista cada vez mais território nos ordenamentos que nos rodeiam, fazem antever tempos curiosos.

Trivial Pursuit

Filed under: Religião — Miguel Botelho Moniz @ 15:58

Notícia do dia: Stephen Hawking exclui Deus como criador do Universo

«O cientista considera que a prova que sustenta o seu argumento é o facto de ter sido observado, em 1992, um planeta que girava em torno de uma estrela distinta do sol.

Hawking alega que essa observação comprova a possibilidade de existirem outros planetas e universos o que significa, em seu entender, que se a intenção de Deus seria criar o Homem, estão os restantes universos seriam redundantes.»

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és

Filed under: Double standards,Internacional,Política,Portugal — Maria João Marques @ 14:03

O primeiro ministro fez hoje uma noitada em Tripoli a assistir à cerimónia de aniversário da revolução líbia, depois de ter tido uma reunião política – o encontro 5+5 da bacia do mediterrâneo -, que durou escassos 20 minutos.

O socialismo foi criado por génios

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:19

A forma como se conseguiu pôr um prestador de serviços a cobrar IVA tem piada. Torna-se num agente do estado e de borla. Todos os três meses é a mesma coisa com impressos preenchidos e cheque entregue nos cofres do estado. Até lá é cobrar, fazer de mau e separar contas. Quem inventou este sistema foi um génio.

Mártires da eco-religião

Filed under: Ambiente,Religião — Miguel Botelho Moniz @ 10:18

«A gunman police shot to death after he took hostages at Discovery Channel’s headquarters said he hated the company’s shows such as “Kate Plus 8″ because they promote population growth and its environmental programming because it did little to save the planet.

(…)

It wasn’t the first time Lee, a homeless former Californian, had targeted Discovery’s headquarters. In February 2008, he was charged with disorderly conduct for staging a “Save the Planet Protest.” In court and online, he had demanded an end to Discovery Communications LLC’s shows such as TLC’s “Kate Plus 8″ and “19 Kids and Counting.”

Instead, he said, the network should air “programs encouraging human sterilization and infertility.”

“Humans are the most destructive, filthy, pollutive creatures around and are wrecking what’s left of the planet with their false morals and breeding cultures,” Lee wrote in a bitter manifesto on his website.»

(Associated Press)

Dia 2

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 09:59

No meu quarto há duas toalhas de cor azul (uma para as mãos e outra para o banho) e duas toalhas cor-de-rosa. É a isto que chamam um “reforço e difusão dos estereótipos opressivos e enraizados numa sociedade patriarcal e compartimentada”? (Não deve ser exactamente assim, mas não tenho a verborreia dos ideólogos do género.) Para esclarecer a dúvida, alguém devia chamar uma brigada de costumes.

Empresas com medo de hostilizar o Estado

Filed under: Economia,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 09:00

Credores do Estado recusam aparecer em lista pública
A lista, publicada anualmente no site do Ministério das Finanças, ficou deserta. Ninguém quer hostilizar o Estado

(Fonte: Jornal de Negócios)

Blogue recomendado

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 08:00

Espectador interessado

Setembro 1, 2010

Racionalismo iluminista e liberalismo

Filed under: Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:00

Quanto menos, melhor. Por Rui Albuquerque.

O Despotismo Esclarecido, o Terror da Revolução Francesa, o historicismo marxista e o Estado Social contemporâneo são, todos, resultado do racionalismo iluminista, e todos eles se propõem dar resposta às mesmas perguntas: «o que deve ser o bom governo e quem deverá governá-lo?» Por outras palavras: como devem proceder os governantes para, através da soberania, trazerem a felicidade para os seus povos e que legitimidade devem procurar eles obter para exercerem os amplos poderes que para esses fins reclamam? As respostas são historicamente conhecidas: o Despotismo concentrou a soberania nas mãos de um homem e deu-lhe poderes plenos para atingir as finalidades «racionais» do seu governo; o Terror fez o mesmo com um pequeno comité ditatorial, com o qual «tentou» salvar a Revolução e as «liberdades» que ela entretanto supostamente alcançara; as várias experiências do «socialismo real» procederam de modo muito parecido com o do Comité de Salvação Pública, e transpuseram a figura teórica da «vanguarda do proletariado» para comités políticos dirigentes, participados por um muito reduzido número de elementos; o Estado Social é determinado pela via democrática para ampliar, quase ilimitadamente, as suas faculdades de ingerência na vida e na propriedade dos cidadãos. Seja um governo de um, de poucos ou de muitos, o princípio racionalista de determinação, através do governo, das «leis» que conduzirão à «felicidade» dos povos é o princípio estruturante de todas estas formas de organização política. A legitimidade de actuação encontra-se, nestes casos, nos fins a atingir e não tanto nos meios utilizados para os alcançar.

(…)

A tradição liberal clássica nada tem a ver com este tipo de racionalismo. Podemos mesmo dizer que os pressupostos do liberalismo se podem encontrar no problema epistemológico da razão humana e do uso desta pela soberania. Deste ponto de vista, Hayek foi, a meu ver, o mais importante filósofo liberal de sempre, porque, ao longo das suas obras sobre teoria política, ele explicou as razões pelas quais o governo não deve, por princípio, intervir, e fundamentou a defesa do governo limitado na teoria do conhecimento, o que a torna dificilmente refutável. Os motivos não são difíceis de enunciar: porque o governo não sabe e porque não pode antever racionalmente as consequências dos seus actos e das suas decisões, deve deixar a decisão no nível mais próximo dos directos interessados, como se deve abster de dispor sobre assuntos concisos e particulares, devendo ficar-se por enunciar regras gerais e abstractas. O problema do governo é, assim, antes de mais, um problema epistemológico: o que podem os governantes conhecer e antever para que possam racionalmente decidir e planificar a vida e os interesses de milhões e milhões de seres humanos?

Obama’s Endgame

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00


(via António Costa Amaral)

The Fountainhead, 6 de Setembro, na Cinemateca

Filed under: Agenda,Cultura — André Azevedo Alves @ 18:56

The Fountainhead, dia 6 de Setembro (segunda-feira), na Cinemateca, pelas 21:30.
(via A Arte da Fuga)

A inevitabilidade III

Filed under: Agenda,Ambiente,Justiça,Media,Religião — ruicarmo @ 18:42

A última manifestação no Largo do Camões, acabou por ser tornada no habitual divertimento público e respectiva contagem de cabeças. Entretanto esquecido (provavelmente por não ter tido lugar na Palestina ou noutro qualquer ponto do Médio Oriente), convém recordar um pouco de alguma da essência humana, nos acontecimentos macabros que tiveram lugar entre 1993 e 2003, no então Zaire. E que terão custado dois milhões de mortos. O título da reportagem da revista Spiegel, a propósito de um relatório da ONU sobre o assunto (em 2010) é avassalador: Hell on earth.

A inevitabildade II

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Religião — ruicarmo @ 17:55

For centuries, Afghan men have taken boys, roughly 9 to 15 years old, as lovers. Some research suggests that half the Pashtun tribal members in Kandahar and other southern towns are bacha baz, the term for an older man with a boy lover. Literally it means “boy player.” The men like to boast about it.

Having a boy has become a custom for us.

How can you fall in love if you can’t see her face.

We can see the boys, so we can tell which are beautiful.

It’s not homosexuality, they aver, because they aren’t in love with their boys.

Once I grow up, I will be an owner, and I will have my own boys

Excertos de um artigo de Joel Brinkley Não sendo propriamente novo – salvo erro antes da invasão do Afeganistão – a revista Pública apresentou uma boa capa e reportagem sobre o tema.

Máxima da eco-religião

Filed under: Ambiente,Religião — ruicarmo @ 17:37

Colocar vidas humanas em risco, por um qualquer momento mediático.

Daniel Oliveira faz dura crítica a Francisco Louçã

Filed under: Blogosfera,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 14:31

(…)Quem faz política usando a irracionalidade alheia não é só intelectualmente preguiçoso. É eticamente leviano e politicamente irresponsável.

(Daniel Oliveira no Arrastão)

Rumo ao paraíso

Filed under: Comentário,Cultura,Economia,Política,Teoria — ruicarmo @ 12:38

Uma cartilha de sacrifícios que se justifica, sem qualquer margem de dúvida. Água e luz racionados, fecho e expropriação de supermercados (!), consequente escassez de bens básicos. Pequenos sacrifícios na busca legítima do socialismo do século XXI, capaz de proporcionar coisas boas, verdadeiramente espantosas.

Para nós, neo-liberais fica a receita de sucesso e uma lição de vida socialista: é preciso muito mais estado na vida das pessoas.

Dia 1

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 09:54
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Estou instalado mais uma vez no bairro judeu de Budapeste. Uma sinagoga, meia dúzia de restaurantes kosher e algumas lojas com uma estrela de David bem visível visível (e um Mr. Chaim, na equipa do hotel, que, como o nome indica, fala hebreu); são estes os frágeis sinais de outros tempos. Entretanto, reparei que o Central Kavehaz está fechado. Parece que está em reformas, e que, para já, não vai ser substituído por um banco. Mas há muito que estou preparado para essa fatalidade. É o tempo. É só o tempo. Daqui não saímos vivos e o melhor é não nos preocuparmos muito.

Budapeste, 2010

Agosto 31, 2010

Fim

Filed under: Blogosfera,Videos — Miguel @ 23:31

Tudo tem um fim. A minha participação no Insurgente inciada há mais de cinco anos termina aqui. Aos meus ex-co-bloggers deixo votos de boas insurgências: Keep up the good fight! Para já, regresso ao meu papel de simples anónimo da blogosfera. Pode ser que nos vejamos por aí!

Ron Paul: Prepare for the Worst

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Prepare for the Worst | Ron Paul

Socialismo televisivo

Filed under: Media,Política — ruicarmo @ 19:32

El Estado es el peor empresario del mundo. Especialmente cuando se pone a empresario de la comunicación. Y lo pagamos Tú & Yo.

Por cá, espero sentado (e a pagar de forma principesca) o fim da existência de um conjunto inexplicável de canais de televisão e rádio do estado.

Sinais (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel @ 15:59

Tavares Moreira no Quarta República

O formidável argumento segundo o qual o pessimismo não cria empregos – utilizado para justificar uma permanente exibição de optimismo “pacóvio”, como se este fosse criador de emprego – cai dolorosamente por terra quando as notícias do desemprego chegam com este estrondo… Mas julgam que os optimistas vão desarmar? Eu julgo que não…”jamais”!

A impossibilidade do socialismo

Filed under: Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:00

Não temam o socialismo. Por Pedro Sette Câmara.

Eu não tenho medo do socialismo. Ele é impossível; ele nunca acontecerá. O que me dá medo é o que acontece quando tentam implementá-lo.

Leitura complementar: Stefania Fernandez e a Venezuela de Chávez; Socialism: An Economic and Sociological Analysis; The Road to Serfdom / O Caminho da Servidão.

A Outra Palestina

Filed under: Double standards,Media,Médio Oriente,Política — Miguel @ 12:16

Um excelente artigo do Henrique Raposo no Expresso online

A Palestina vive uma guerra civil larvar, mas os media ignoram este facto. O Hamas e a Autoridade Palestiniana adiam ad eternum as eleições, mas os media ignoram o facto. Porquê?

A inevitabildade

Filed under: Double standards,Médio Oriente — ruicarmo @ 11:46

A notícia queima. O mufti da Arábia Saudita, máxima autoridade religiosa do país, acaba de emitir uma fatua que permite (permitir é um eufemismo, a palavra exacta deveria ser impor) o casamento de meninas na idade de 10 anos. O dito mufti (hei-de lembrar-me dele nas minhas orações) explica porquê: porque a decisão é “justa” para as mulheres, ao contrário da fatua anteriormente vigente, que havia fixado em 15 anos a idade mínima para o casamento, o que Abdelaziz Al Sheji (esse é o nome) considerava “injusto”. Sobre as razões deste “justo” e deste “injusto”, nem uma palavra, não se nos diz sequer se as meninas de 10 anos foram consultadas. É certo que a democracia brilha pela inexistência na Arábia Saudita, mas, num caso de tanto melindre, poderia ter-se aberto uma excepção. Enfim, os pedófilos devem estar contentes: a pederastia é legal na Arábia Saudita. Outras notícias que queimam. No Irão foram lapidados dois homens por adultério, no Paquistão cinco mulheres foram enterradas vivas por quererem casar-se pelo civil com homens da sua escolha… Fico por aqui. Não aguento mais.

O texto é de José Saramago. Hei-de descobrir um prémio honroso para entregar a quem descobrir no autor e naquelas palavras um benfício a Israel.

Adenda: Mais duas sentenças judiciais que punem, como poucas, o adultério. Uma sociedade casta tem um preço elevado  no Irão.

Sinais

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel @ 10:43

21 de Agosto:José Sócrates afirmou que há sinais de “paragem na subida do desemprego” citando dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional

31 de Agosto: A taxa de desemprego em Portugal voltou a subir em Julho, para 11 por cento, o que constitui um novo máximo histórico, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Eurostat

A contar (0)

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 09:31

A temporada lírica do Teatro Real de Madrid parece-me, este ano, menos interessante (e a direcção musical de López Cobos desaparece de cena). No entanto, começa com um Eugene Oneguin, já na próxima semana, que lamento ter que deixar para trás quando, hoje à tarde, levantar voo em Barajas após uma noite a algumas horas em Madrid. (A viagem é feita, também, de perda(s).) Mas venham a Madrid. Se López Cobos deixar saudades ou se tropeçarem numa dessas encenações muito modernas e provocadoras, há sempre uma barra ou um comedor manchego, asturiano ou extremeño disposto a redimir a vibrante capital espanhola. Tudo condimentado com muito sal, fumo, touros e colesterol. Não aconselhável a “civilizados”, portanto.

A direita cínica e imoral

Filed under: Double standards,Internacional — filipeabrantes @ 09:11

Manifestações em Lisboa contra uma anunciada lapidação no Irão podem ter um efeito de pressão residual mas são respeitáveis e se forem genuínas (se por exemplo não se esconderem por trás de outras causas, como a luta genérica contra a pena de morte – como aqui se adverte – ou a mudança do regime iraniano por dentro ou por ataque externo) fazem todo o sentido. Apesar de, segundo consta, a lapidação não se efectuar no Irão há já vários anos, a hipótese de o voltar a ser é preocupante. O que faz menos sentido é a visão maniqueísta e cínica de alguns críticos da manifestação do último sábado (como é o caso de João Pereira Coutinho, neste artigo). A causa é justa e pessoas que se juntem e se manifestem pacificamente na luta por uma causa justa dificilmente são criticáveis. Não merecem ser achincalhados e tratados de ‘pornográficos’. Só uma pessoa cínica (daquelas cuja História não costuma recordar, diga-se) e sem os valores certos pode censurar outras pessoas por se manifestarem contra uma prática injusta e selvagem. Se observarmos bem as reacções negativa de alguma direita à manifestação de Sábado, elas visam a menorização da mesma e o apelo à guerra. Pura e simplesmente. É evidente que a maioria (ou totalidade) destes críticos nunca participará numa provável guerra contra o Irão (quer física, quer financeiramente – afinal os contribuintes americanos servem para isso mesmo). O que os motiva é a paranóia do ataque ao “regime iraniano”. Pouco importa que as aventuras no Iraque e no Afeganistão se estejam a revelar um longo e penoso fracasso, o que parece motivar estes críticos é a fuga para a frente e a extensão dos “direitos” ocidentais e da democracia (esse novo dogma da direita!) pelo mundo fora. Esta duplicidade de comportamentos revela grande irresponsabilidade e imoralidade: apelar a uma guerra que pode facilmente tornar-se devastadora (sobretudo para o povo iraniano, mas também potencialmente para as nações envolvidas no ataque) e global (dados os governos que andam a pressionar o Irão e a impor-lhe sanções) pelo progresso nos costumes iranianos é enquanto método não só completamente desproporcionado e patético como também imoral por se aceitar a morte de milhares de inocentes por ganhos que não a justifica (porque os fins não justificam os meios).

Claro que alguns dos críticos são simplesmente desonestos e fingem a simpatia pelos direitos dos iranianos quando na verdade o que querem é que o “regime” de Ahmadinejad seja riscado do mapa, em benefício de Israel.

Despesismo estatal incentiva o crime

Filed under: Economia,Justiça,Política,União Europeia — Miguel @ 00:02

Reuters

Cash-strapped Bulgaria and Romania hoped taxing cigarettes would be an easy way to raise money but the hikes are driving smokers to a growing black market instead.

Criminal gangs and impoverished Roma communities near borders with countries where prices are lower — Serbia, Macedonia, Moldova and Ukraine — have taken to smuggling which has wiped out gains from higher excise duties.

Bulgaria increased taxes by nearly half this year and stepped up customs controls and police checks at shops and markets. Customs office data, however, shows tax revenues from cigarette sales so far in 2010 have fallen by nearly a third.

Agosto 30, 2010

Stefania Fernandez e a Venezuela de Chávez

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 23:45

A construção do “Socialismo do Séc. XXI”, na prática: The Killing Fields Of Caracas

Ever since Chavez became president in 1999, Venezuelan cities have become hellholes in which murder rates have more than quadrupled. At 233 per 100,000, or one murder every 90 minutes, the rate in Caracas now tops that of every war zone in the world, according to an official National Statistics Institute study released Wednesday.

In fact, crime is the defining fact of life in today’s Venezuela. About 96% of all murder victims are poor and lower-middle class, the very people Chavez claims to represent. “Don’t venture into barrios at any time of the day, let alone at night,” warns the Lonely Planet guide to Venezuela to hardy adventure travelers.

By contrast, the murder rate in cartel-haunted Juarez, Mexico, is 133 per 100,000, with Mexico’s overall rate 8 per 100,000, about the same as Wichita, Kan. Colombia, fighting a narcoterror war since 1964, has an overall rate of 37 per 100,000, slightly higher than Baltimore at 36.9. The overall U.S. rate is 5.4.

Make no mistake, a murder rate like Caracas’ is a crime against humanity. The absence of personal security renders all other human rights moot. By coincidence, that’s just what Chavez seeks to eliminate as he turns his country into a Cuba-style socialist state. Instead of Castroite firing squads or Stalinesque gulags, Chavez outsources the dirty work of socialism to criminals while throwing dissidents in jail and threatening to censor newspapers.

Rui Tavares, colunista para todo o serviço

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 21:00

Ainda, e de novo, Rui Tavares: A caminho do grau zero de pensamento político ? Por Vítor Dias.

Rand Paul – National Defense and Foreign Policy (2)

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

Rand Paul National Defense/Foreign Policy

Palhaçada

Filed under: Desporto,Justiça,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:41

É lamentável o ponto a que chegou o caso Queiroz. Será desta que os dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol vão assumir as suas responsabilidades?

Leitura complementar: É assim que eles querem, podem e mandam.

Spiegel de parabéns

Filed under: Comentário,Media — ruicarmo @ 18:26

Uma boa entrevista (um género jornalístico raro) da revista alemã Spiegel, a um ser menor.

O Verão ainda não acabou II

Filed under: Internacional,Política,Religião — ruicarmo @ 17:50

Pelo menos 19 mortos.  Quando os mujahideen querem brincar no quintal russo, acontecem tragédias. Presumo que o Roberto, os israelitas e, apesar de tudo, o Bush não sejam os autores materiais e morais da carnificina.

O Verão ainda não acabou

Filed under: Ambiente,Teoria — ruicarmo @ 17:22

De tempos a tempos, o fóssil comunista dá ao mundo irrefutáveis provas de vida. Na fotografia  que ilustra a notícia do Guardian, o olhar do senhor fardado é toda uma legenda.

Critérios de análise económica em Portugal

Filed under: Double standards,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:33

É mais ou menos esta, de facto, a orientação analítica que está em vigor – não só nos blogues oficiais dos abrantes, mas também na generalidade dos media nacionais e respectivos analistas independentes: Regras de análise económica para abrantes. Por João Miranda.

9. Se um indicador for desfavorável atacar a credibilidade da fonte.

10. Justificar os maus indicadores com factores que não dependem do governo (crise internacional, preço do petróleo, desvalorização do euro, valorização do euro).

11. Se um indicador piora ligeiramente alegar que estabilizou. Se melhora ligeiramente falar em retoma sustentada.

12. Evitar gráficos que dêem uma visão gobal dos indicadores, excepto quando os gráficos são favoráveis.

Leitura complementar: A vida difícil dos abrantes; Quem não tem um amigo em Londres?

Todo um programa… (3)

Filed under: Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:00

A doutrinação do Público. Por Nuno Gouveia.

Graças a Deus que já não estamos limitados à imprensa nacional para seguirmos a actualidade internacional. É muito raro prestar atenção ao que escrevem os jornalistas portugueses (com uma ou outra honrosa excepção) sobre os Estados Unidos. Os nossos jornalistas não descrevem a realidade: eles são uns meros transmissores de uma certa América, funcionando como ideólogos que transformam peças noticiosas em artigos de opinião. Por isso não vale muito a pena ligar ao que escrevem. Se quisermos conhecer este tipo de opiniões mais vale ler os originais, como o The Nation ou o Huffington Post, pois esses são mesmo órgãos assumidos de esquerda. Têm a credibilidade não pretenderem passar pelo que não são: isentos.

(…)

Quando é Barack Obama a falar na importância de Deus, ou Al Sharpton a falar em Fé num discurso público, nada disso é descrito como fundamentalista ou radical. Mas quando um conservador fala em Fé e em Deus, então só pode ser um perigoso fundamentalista religioso. Será que esta gente não se apercebe da duplicidade de critérios que utilizam? Depois queixem-se que os jornais vendem cada vez menos.

Leitura complementar: Todo um programa…; O legado de José Manuel Fernandes e o futuro do Público; O Público e o Bloco de Esquerda.

Quem não tem um amigo em Londres?

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:13

Não é só a situação económica do país que se deteriora. Bem vistas as coisas, somos nós que estamos a viver pior. Somos nós, cada um dos constituem os milhões que somos, que temos vindo a empobrecer e vamos continuar a empobrecer nos anos que aí vêm. Com menos dinheiro, menos esperança e cada vez menos expectativas. O fenómeno do empobrecimento continuado do país, que não é mais que a degradação da nossa qualidade de vida, menos dinheiro na carteira, menos cuidados de saúde e pior ensino, começou no terceiro governo de Cavaco. Foi na legislatura do ‘oásis’, lembram-se? E continuou a desenrolar-se lentamente, caprichosamente, primeiro provocando um ligeiro incómodo que, esperava-se, passaria depressa, depois, acentuando-se, impondo-se e marcando definitivamente as nossas vidas.

Há quase vinte anos que estamos nisto. Vinte anos. Para mim e os da geração a que pertenço é mais de metade da vida. Chamam-lhes ‘os melhores anos’, os mais produtivos, mais criativos e originais. Para muitos, já eram. Vinte anos é demasiado tempo para continuar a viver o dia-a-dia da maneira definida pelos outros. Em muitos países, vinte anos é o necessário para se exigir uma atitude diferente.

É pena que o tempo passe tão depressa. Ainda ontem Guterres dizia que o país era um pântano e por isso se ia embora. Não se queria sujar. Sujámo-nos nós e sujos continuamos a chafurdar na lama à procura de coisa nenhuma. O tempo vai passando e se a geração dos 30/40 anos hipoteca os seus sonhos ou se vai embora, a que tem 20 e até para os miúdos com 10 anos de idade o futuro não se pode dizer que seja risonho.

Na década de 60, os portugueses, sem saber ler nem escrever, desistiam e emigravam. Hoje, letrados e licenciados parecem fazer o mesmo. Juristas, economistas, gestores, estudantes, professores, investigadores, até enfermeiros. Um autêntico êxodo. Quando gente instruída prefere ir-se embora a mudar de governo, fica-se com a impressão que o problema é de fundo. Não há nada mais desonroso para um país que o seu povo querer ir embora. África, Suíça, e para Londres, claro. Nos dias que correm, quem não tem um amigo em Londres, não existe.

Em destaque

Filed under: Diversos — Miguel @ 07:35

Esta semana, em destaque a Economic Freedom Network.

A contar (1)

Filed under: Videos — Carlos M. Fernandes @ 01:18

(…) fêmeas de carne e osso, meu general, mandadas por avião com isenção alfandegária oficial das montras de Amsterdão, dos concursos de cinema de Budapeste, do mar de Itália, meu general (…)

Gabriel García Márquez, O Outono do Patriarca

Karády Katalin (1910-1990)

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