O Insurgente

Janeiro 30, 2012

O secretismo que envolve o ACTA

Filed under: Portugal,União Europeia — elisabetejoaquim @ 02:11
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Na véspera do acto em que 22 países europeus assinaram o ACTA neste 26 de Janeiro, 81 deputados ingleses submeteram a Early day motion 700 ao Parlamento em que afirmam que this House is deeply concerned by the secrecy surrounding international negotiations on the Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA) (…) and urges the Government to work to achieve release of details of the negotiations to hon. Members as soon as possible. A notícia foi encontrada através de um pequeno site, que noticia também que o Ministro de Estado David Lammy explicou que a disclosure of any documents without the agreement of all our ACTA negotiating partners would damage the United Kingdom’s international relations.

Tal como em Portugal, os grandes media britânicos têm feito um péssimo trabalho de informação no que respeita ao ACTA: é preciso ir a pequenos media ou ao jornalismo cívico de blogues para saber que o UK esteve incluído nos países que assinaram o ACTA esta semana. Numa pesquisa pelo google não encontro nenhum grande media que tenha dado destaque à notícia, e se nos fiássemos por esta notícia de site da BBC, ficaríamos até a pensar que o UK não faz parte da lista de países que assinou o ACTA esta quinta-feira.O deputado europeu Nigel Farage publicou esta semana na sua página de facebook que todos os deputados do UKIP irão votar contra o ACTA por se tratar de um projecto desenhado para não ser discutido pelos governos nacionais, procurando assim passar mais facilmente a nível supra-nacional.

Em Portugal, que também assinou o ACTA a 26 de Janeiro, não me parece que tenha havido alguma proposta de discussão do ACTA em Parlamento, nem encontrei comunicados dos nossos deputados europeus sobre as suas intenções de voto, apesar de todos terem assinado uma declaração sobre a falta de transparência do ACTA.

Quem pode, muda a sede para a Holanda; quem não pode, emigra ou empobrece

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:28

Este tipo de discurso político-sociológico – característico do CES, mas não só, e espalhado um pouco por todo país em versões mais ou menos sofisticadas – é parte do problema e não da solução.

A total incompreensão dos processos de mercado, uma concepção idealizada do Estado Social, uma sobranceria moral mal disfarçada e tudo isto embrulhado num marxismo temperado com umas pitadas de pós-modernismo.

Não é possível compreender o buraco em que o país está enterrado sem perceber as profundas implicações políticas, económicas, sociais e culturais da aceitação geral de que goza este tipo de pensamento: Classe média está em risco de “implosão”

No seu escritório, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, o investigador do Centro de Estudos Sociais folheia um jornal. Pode ser o do dia, o da véspera ou o da semana anterior, “não interessa”, diz – “Todos os dias há algo de novo: o acordo de concertação social, o anúncio de uma nova vaga de excedentários na função pública, o abandono da universidade pelos estudantes, as novas vagas de desemprego, o aumento das taxas moderadoras, a desmontagem do Estado Social – está tudo a acontecer de uma forma extraordinariamente rápida e intensa”, comenta. Aponta o livro editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que este fim-de-semana chega às bancas com o título A Classe Média: Ascensão e Declínio, e admite: “Se fosse hoje, provavelmente trocaria o termo “declínio” por “queda”".

Leitura complementar: A “Geração à Rasca”, os filhos de Boaventura e o Estado; Alice no país das ciências ocultas com metas claras.

Janeiro 29, 2012

Arbitragens em tons de encarnado…

Filed under: Comentário,Desporto,Double standards,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:47

O FC Porto jogou mal, tão mal que talvez tivesse perdido até com uma arbitragem competente, mas a verdade é que, depois dos escandalosos erros a favor do Benfica em Santa Maria da Feira, hoje em Barcelos o campo esteve inclinado contra o FC Porto. Os erros dos árbitros não desculpam a falta de qualidade de jogo do FC Porto mas, com arbitragens assim, de facto mais vale encomendar já as faixas

Lixo tóxico

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:40

Sarkozy anuncia “taxa Robin Hood” e levanta o véu sobre recandidatura

Este anúncio foi feito durante uma entrevista transmitida em nove televisões francesas. Sarkzoy diz esperar “criar um choque” com esta taxa Robin Hood, que leve a que a medida seja seguida por outros países – apesar de, por agora, ter uma forte oposição no seio da União Europeia.

(…)

“Sou Presidente do quinto país mais importante do mundo”, justificou-se, para dizer que não pode ser Presidente e candidato – pelo menos durante muito tempo.

A Escola Pravda de Jornalismo e o tal de serviço público

Filed under: Internacional,Justiça,Videos — João Luís Pinto @ 22:41

Depois do comentário do Carlos Fernandes, fica aqui a ligação para o vídeo da “reportagem” de Rosa Veloso relativa ao processo judicial de Baltasar Garzón e às manifestações em seu torno.

Extremistas polacos queimam bandeira da UE em protesto contra lei anti-pirataria

Filed under: Portugal,União Europeia — elisabetejoaquim @ 22:35
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Se o facto de que os polacos têm saído à rua e tomado conta das redes sociais para protestar contra o ACTA – que o seu primeiro ministro assinou no dia 26 – tivesse saído nos jornais portugueses, o título da notícia poderia ter sido algo semelhante ao título deste post.

Por cá, os portugueses usam redes sociais para partilhar o seu profundo desdém ideológico pelo extremismo que conspurca ocasionalmente as nossas ruas, e o nosso bom senso e bom gosto é de tal ordem que o facto de Portugal ter também assinado o ACTA nem chegou a enfeitar jornais, quanto mais t-shirts.

Tiro no pé na campanha de Ron Paul

Filed under: Eleições EUA 2012 — ruicarmo @ 22:13

Este pequeno nada é uma novidade na, até agora, bem estruturada e interessante campanha politica do candidato republicano Ron Paul.

Leitura complementar: No Avante não se lembraram.

Recomenda-se magnésio

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 21:32

A jornalista que escreve esta notícia parece estar muito atenta ao que se passa em Madrid mas “esquece-se” de referir o processo no qual Garzón já está a ser julgado – possível violação da confidencialidade da relação advogado-cliente –, e a trama pela qual vai ser julgado em breve, aquela que pode pôr em causa a sua reputação, mesmo entre aqueles que ainda idolatram o vaidoso herói: favores ao Banco Santander depois desta instituição, de acordo com a acusação, ter financiado  o seu período sabático em Nova Iorque.  Enfim, não é nada a que já não nos tenhamos habituado com o Público desde há algum tempo, quando o “jornal de referência” começou a sua queda vertiginosa no sentido da mediocridade.

Nota: dizem-me que a RTP, ao noticiar a mui progressista manifestação de Madrid, também se esqueceu de metade da história. É o “serviço público”, meus senhores.

Espaço para a solidariedade

Filed under: Desporto — ruicarmo @ 21:17

A derrota de hoje por 3 a 1 contra o Gil Vicente não altera em nada o grande objectivo do FCP para esta temporada: a taça da Liga. Espero que a primeira escolha do senhor Nuno Pinto da Costa consiga chegar ao fim do seu mandato com toda a dignidade.

Os desconhecimentos de José Lello

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Cultura,Economia,Energia,Política,Portugal — ruicarmo @ 21:09

Valem 685 mil euros.

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 20:45

A isenção jornalística como algo de incompatível com a existência do chamado serviço público de informação, a inauguração de mais uma capital europeia da cultura, o desaparecimento dos pequenos contribuintes, o escasso gabarito de Carvalho da Silva e a acção política consubstanciada no discurso confrangedor de Obama sobre estado da união são os temas de A voz dos donos, o artigo de opinião Alberto Gonçalves no DN .

O estranho mundo dos Direitos de Autor IV

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 14:48
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Desde ontem, quem abre o Pirate Bay depara-se com esta imagem:

O famoso site de pirataria lançou a campanha The Pirate Bay proudly promotes. O primeiro autor a assumir o potencial promotor da pirataria é o escritor Paulo Coelho (na imagem) que escreve no seu site que as vendas dos seus livros subiram desde que os seus leitores os partilham através da internet.

Pode-se aqui saber mais sobre a interessante experiência do escritor desde que publicou o seu primeiro livro até ao seu sucesso, levando-o a concluir sobre a pirataria:

With an object of art, you’re not buying paper, ink, paintbrush, canvas or musical notes, but the idea born out of a combination of those products.

‘Pirating’ can act as an introduction to an artist’s work. If you like his or her idea, then you will want to have it in your house; a good idea doesn’t need protection.

The rest is either greed or ignorance.

Deixem-me rir… (Versão: Vitor Garpar é ultraliberal e culpado pelo estado de Portugal)

“Cavaquistas” querem Vitor Gaspar fora por seu um ultraliberal.

Antes de mais, quem são esses Cavaquistas? Por onde andam? O artigo não refere um único nome. Se têm opiniões tão fortes, que venham a público assumi-las!

Depois, querem-no fora por ser um “ultraliberal”. O que é um “ultraliberal”. Na concepção deste liberal, há liberais soft (como Vitor Gaspar), clássicos (como eu) e ultraliberais (como alguns anarquistas que eu conheço pessoalmente). É risível que Gaspar seja um “ULTRA”.

“Eles” (quem, onde , quando, não se sabe portanto…) querem o “ultraliberal” fora, portanto. Porquê? Porque “está a “dar cabo” do modelo social e económico construído após o 25 de Abril“. Este curioso comentário merece-me os seguintes reparos:
1. Quem destruiu o modelo social foi quem deixou as contas públicas profundamente no vermelho, como creio ser do conhecimento dos “Cavaquistas” sondados pelo jornalista;
2. Portugal vive claramente acima das possibilidades dadas pela sua produtividade. O elevado desemprego num contexto de salário mínimo muito abaixo dos restantes parceiros Europeus;
3. O Modelo Social a que se referem é insustentável e nem os ricos países nórdicos o aguentaram e dele já se estão a afastar há algum tempo;
4. O povo tem dificuldade em perceber quem são os responsáveis e como ultrapassar a actual crise e estes senhores, que deveriam ajudar, só prejudicam com a sua busca de protagonismo para o seu “líder” numa altura em que este ainda se está a tentar recompor da sua gafe;
5. O que me lembra de dizer que se ele e “eles” aceitarem reduzir o seu peso para os cofres públicos, sobrará mais dinheiro para ajudar o próximo.

Obamatrollnomics

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 09:13

Facebook

O pouco valor da opinião de Miguel Sousa Tavares

Filed under: Blogosfera,Comentário,Política,Portugal — ruicarmo @ 00:00

Fact Check #1 – Miguel Sousa Tavares, por JCD.

Janeiro 28, 2012

André Abrantes Amaral no Combate de Blogs da TVI24 – 23:00

Filed under: Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:29

Esta noite, a partir das 23:00, o insurgente André Abrantes Amaral vai estar no Combate de Blogs da TVI24 para participar num debate sobre a austeridade e a recessão.

Pedro Soares – 17 imitações

Filed under: Videos — André Azevedo Alves @ 19:21

Pedro Soares – 17 anos, 17 imitações

O 5 de Outubro, um fenómeno lisboeta

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:00

Fados lisboetas. Por João Pereira Coutinho.

O governo prepara-se para acabar com o 1º de Dezembro e o 5 de Outubro e o edil António Costa já avisou: Lisboa continuará a festejar a implantação da República. Não se esperava outra atitude. Se virmos bem, a nossa desastrosa experiência republicana foi, do princípio ao fim, um fenómeno lisboeta.

Começou entre a pequena burguesia da capital, onde o Partido Republicano foi recrutando os seus discípulos; e acabou quando a ‘província’, cansada da violência, resolveu descer à cidade para desmontar o circo e iniciar cinco décadas de autoritarismo, desta vez partilhadas com o país inteiro.

A redenção sempre prometida e sempre iludida do “serviço público”

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:30

RTP, episódios de uma eterna servidão. Por José Manuel Fernandes.

Não espero – não posso esperar – que todos sejam heróis e sei bem que as democracias também são os melhores regimes possíveis precisamente porque os homens são imperfeitos. Daí que não acredite na redenção sempre prometida e sempre iludida do nosso “serviço público”, preferindo antes uma paisagem povoada pelo máximo de operadores, uma paisagem plural mesmo que feita de muitas imperfeições.

(mais…)

O estranho mundo dos Direitos de Autor III

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 15:42
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Lizzy Grant lançou um álbum em 2010 que não levantou ondas. Hoje Lana Del Rey, a autora comprou os direitos de autor do seu primeiro álbum e vai relançá-lo daqui a dois dias. A estratégia com a nova editora passou por uma renovação total da imagem da cantora (comparar Lizzy Grant e Lana Del Grey ao vivo) e, estranhamente, pela partilha gratuita de todo o álbum no youtube meses antes da sua saída oficial.

Os apologistas de que a partilha gratuita de propriedade intelectual tem efeitos negativos para o autor, nomeadamente na quantidade de dinheiro que o artista deixa de ganhar nas vendas (ou perde mesmo, segundo os mais fundamentalistas) devem estar atónitos. Então a rapariga prejudica voluntariamente as vendas do seu álbum ao distribuí-lo gratuitamente?

Só este single tem 23078903 visitas no YouTube, sem contar com as visualizações de uploads feitas por anónimos, os vídeos gravados ao vivo da cantora, e as covers. Veremos nos próximos dias que tipo de impacto teve esta estratégia na venda do seu CD e no sucesso da sua tournée de concertos.

Coisas a reter preliminarmente:

1. É falso que as editoras sejam um agente passivo da exploração do autor. As estratégias de marketing e de compreensão do público alvo são determinantes na comercialização do próprio autor. O fenómeno Lana Del Rey prova que o mesmo artista com o mesmo álbum pode ter um sucesso radicalmente diferente dependendo da editora que acrescenta ao valor do artista o seu know how. Não faz sentido encarar os Direitos de Autor como um mecanismo que protege  o autor da ganância de quem o comercializa.

2. É falso que proteger o trabalho dos autores de um uso gratuito do mesmo seja o garante da justa remuneração de um artista. O caso Lana Del Rey mostra que a tendência é ganhar consciência do potencial da gravação e reprodução gratuita para a abertura de mercados, o que terá um efeito positivo a médio prazo na remuneração do trabalho do artista. Não faz sentido encarar os Direitos de Autor como um mecanismo que protege o autor da imoralidade do mercado.

A prosperidade artificial da indústria do biodiesel em Portugal

Filed under: Ambiente,Economia,Justiça,Política — André Azevedo Alves @ 15:25

Biodiesel custou 70 milhões em 2011

Ontem, o Jornal de Negócios revelou que o custo de incorporar biocombustíveis no gasóleo triplicou no ano passado. A Autoridade da Concorrência estimou que os encargos para os primeiros três trimestres de 2011 foram de cerca de 53.9 milhões de euros, o que projectado para o total do ano, e com um desconto por via da queda do consumo, coloca o encargo anual, da medida estúpida, em 70 milhões de euros!

Esta incorporação do biodiesel nos combustíveis resulta de imposições comunitárias. Mas, como somos mais papistas que o Papa, em vez dos 5% a que estavamos obrigados (Decreto-Lei nº 117/2010, alterado recentemente pelo Decreto-Lei nº 6/2012), incorporamos quase 7%, segundo dados da APPB (Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis). Ou seja, estamos a alimentar determinadas empresas, como a Iberol, Fábrica Torrejana, Prio (Grupo Martifer), Biovegetal (Grupo SGC) e Sovena (Grupo Nutrinveste).

O 5 de Outubro e as comemorações da República

Filed under: Cultura,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 15:19

Feriados. Por LR.

Não me choca que o governo aponte para a eliminação dos feriados do 5 de Outubro e do 1º de Dezembro. Chocam-me muito mais as comemorações da República, com o branqueamento que fazem da história e todos os panegíricos chocantes ao que foi o período de maior bandalheira que Portugal alguma vez atravessou.

5 de Outubro de 1910: uma data traumática

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:00

Acerca da comemoração do 5 de Outubro de 1910. Por Miguel Noronha.

A 5 de Outubro de 1910 um punhado de revoltosos depôs o rei e instaurou um regime republicano que se revelou extremamente intolerante, autoritário, instável e tumultuoso. Acabou por matar ou exilar muitos daqueles que se lhe opunham e queriam um regime verdadeiramente democrático. Não admira que uma década e meia depois a ditadura militar tivesse sido recebida como alívio pela grande maioria da população e a memória traumáticas da Iª República tivessem facilitado a instauração e a longevidade da ditadura do Estado Novo.

O estranho mundo dos Direitos de Autor II

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 02:13

A quantidade de auto-proclamados defensores de Direitos de Autor e de opositores à imoral pirataria que partilha vídeos de música no Facebook.

Não devem ter lido a notificação do YouTube sobre o assunto:

O que é uma violação de direitos de autor? Ocorre uma violação de direitos de autor quando um trabalho com direitos de autor é reproduzido, distribuído, exibido, mostrado publicamente ou transformado num trabalho derivado sem a permissão do proprietário dos direitos de autor.

As eleições são em Março

Bloggers condenados à morte por difundirem corrupção, jornalistas presos. A culpa será dividida entre a entidade sionista e o braço armado do império norte-americano

Janeiro 27, 2012

Novos preços dos transportes em Lisboa e no Porto

Filed under: Economia,Energia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:31

Em termos da sustentabilidade económica, de pouco ou nada adiantarão os aumentos se não se avançar rapidamente para a privatização e real abertura à concorrência do sector dos transportes: O que muda no preço dos transportes

Os aumentos foram publicados nesta sexta-feira em Diário da República. A partir de quarta-feira, 1 de Fevereiro, o transporte público encarece em média 5% nos passes e bilhetes. Nos privados o aumento ronda os 4%. Mas há outras alterações. Confira as principais mudanças nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto

Bailout à Madeira em troca do fim da autonomia

Filed under: Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:28

Mais 1500 milhões de euros para pagar em 19 anos, em troca (?) da anulação da autonomia da Madeira e de mais algumas medidas simbólicas.

Em suma, uma “solução” nacional em linha com as práticas da União Europeia. Não augura nada de bom.

O 5 de Outubro e a maçonaria republicana

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:21

Do ruído e do silêncio na política portuguesa (II). Por Helena Matos.

Entre as datas que consagram a natureza do regime ou a independência do país, apenas a memória da primeira conta – PS opõe-se a extinção do feriado 5 de Outubro – Mas essa preferência pela comemoração do regime em vez do país é uma espécie de hábito.

Social Cooperation in the Market Economy

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 16:33

Social Cooperation in the Market Economy

Mozart, 256 anos

Filed under: Diversos — Carlos M. Fernandes @ 16:25

Esteve apenas 35 anos entre nós e deixou-nos um mundo diferente.  Foi Mozart, Rex tremendæ maiestatis.

O estranho mundo dos Direitos de Autor

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 16:08

Há várias coisas estranhas nos debates que têm vindo a lume acerca dos recentes esforços legislativos para proteger os Direitos de Autor. Há pessoas que são anti-taxas, mas a favor de compensações; ou que são anti-compensação mas a favor de direitos de autor; ou ainda anti-pirataria mas contra leis que protejam direitos de autor.

O artigo 82º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos que estabelece compensação devida pela reprodução ou gravação de obras serviu de base ao Projecto de Lei 118 que prevê que equipamentos de armazenamento de dados sejam taxados pelo seu potencial uso para cópia privada. O argumento de que o PL118 extrai um poder de taxar que não se pode deduzir do conceito de compensação é no mínimo bizarro na medida em que pressupõe outra asserção: que o Direito de Autor não é em si uma taxa.

No site da Sociedade Portuguesa de Autores, pode-se ler nas perguntas frequentes:

O direito de autor é um imposto, taxa?

Uma taxa ou imposto corresponde a uma exigência financeira, pela prestação de um serviço público cobrado pelo estado. Os valores cobrados a título de Direitos de Autor corresponde à remuneração devida ao autor, pela utilização das suas obras.

Um Direito de Autor é então uma remuneração segundo a SPA. Um tipo de remuneração especial que precisa do poder coercivo e sistemático do Estado para ser atribuída. O raciocínio da SPA é que na compra de um CD, uma percentagem do preço vai para os autores, assim pagos pela utilização da sua obra, e que por cada obra vendida os autores têm direito a receber parte da venda feita pelos editores. Neste raciocínio temos três intervenientes: o artista que produz a obra, a editora que a comercializa, e o Estado que protege o artista de uma eventual ganância das editoras, que poderiam explorar o artista ao lucrar enormemente com a comercialização do trabalho. O artista assim protegido recebe uma remuneração devida ou justa pelo seu trabalho e o trabalho de comercialização e marketing das editoras é encarado como meramente vampiresco e não como um acrescento no valor do produto.

Percebe-se porque é que a maioria dos autores sejam a favor de Direitos de Autor, o conceito de “remuneração justa” é sempre mais atraente do que o conceito de que o lucro que o autor consegue extrair da obra depende da capacidade do autor de negociar directamente com as editoras ou ainda de ter ele próprio a capacidade de rentabilizar o seu produto. Claro que esse trágico conceito de artista-vítima da sociedade que dele se alimenta ingratamente se tornou rapidamente útil às próprias editoras que podiam assim comprar o monopólio dos direitos de utilização da obra. Os raros autores que são contra Direitos de Autor são invariavelmente munidos de um certo modo empresarial de pensar, compreendem que estar protegido por uma bolha jurídica é também estar fechado a todas as potencialidades do mercado, que flui tanto melhor quanto mais aberto for: desproteger o seu trabalho, tornando-o acessível gratuitamente na internet por exemplo, é a maneira mais eficaz de fazer publicidade ao seu trabalho e garantir vendas físicas, compras de bilhetes de concerto, compra de merchandising, etc. Para além de perceber como o mercado funciona, estes artistas percebem ainda outra coisa: a sua pessoa e a sua obra não são separáveis. Num mercado livre, uma obra não pode dar lucro em prejuízo do seu autor ou viver independentemente dele: o sucesso da obra implica invariavelmente o sucesso do autor em si enquanto produtor.

Ser anti-pirataria comporta então já em si o admitir que o artista deve ser remunerado pela utilização que é feita da sua obra, desligando-se a obra do artista, como se este pudesse ser prejudicado pela utilização da primeira ou como se se pudesse sequer quantificar quanto ganharia o autor se a obra gravada ilegalmente tivesse sido comprada. Porque não perguntar em quanto cresceu o valor de mercado do artista em si pela sua obra ter sido amplamente reproduzida? Teria Homero sido o poeta que se tornou se não constituísse prática na Grécia Antiga gravar mentalmente e reproduzir a sua obra na praça pública?

Nos trilhos da paz e da cooperação “desinteressada”

Filed under: Ambiente,Cultura,Double standards,Médio Oriente,Política,Saúde — ruicarmo @ 12:48

Um modelo de import-export de grande sucesso na luta contra o imperialismo.

Profissão? Sindicalista

Filed under: Economia,Política,Portugal — Maria João Marques @ 12:15

Hoje de manhã na SICN, durante uns directos para o congresso da CGTP, a repórter em conversa com um dos delegados ao congresso perguntou-lhe a profissão; a resposta: sou sindicalista da área metalúrgica. Seria interessante sabermos quantos dos delegados ao congresso da CGTP e quantos dos quadros dirigentes da CGTP têm como profissão o sindicalismo. Daria talvez para entender quão afastadas aquelas pessoas estão das empresas e até da função pública e quanto da sua actividade tem apenas como objectivo preservar o seu poder e o seu modo de vida.

Outro dos delegados que se ouviu na SICN dizia que Arménio Carlos, o senhor que se segue, conseguirá conter as opiniões radicais que sempre se fazem ouvir. No momento pensei que o radicalismo referido seria de grupos da esquerda proponentes de sequestros de patrões ou acções semelhantes, mas após ler este artigo, questiono-me se para o senhor ouvido os radicais (talvez de extrema-direita, tal o ambiente anacrónico) não seriam os elementos um tudo-nada mais moderados da CGTP.

Em todo o caso, parece que a CGTP, que já era com Carvalho da Silva uma das organizações mais reaccionárias e imobilistas do país, vai endurecer sob Arménio Carlos. O que pode revelar-se bom: o comunismo, quando se torna mais transparente, não costuma ser apetecível.

Se ele o diz

Filed under: Media,Política,Portugal — ruicarmo @ 12:03

(…)Partilharam o mesmo tipo de narcisismo político que, por ignorância e sobranceria, só convive bem com um deserto de ideias à sua volta. Convergiram no deslumbramento de uma “modernidade” identificada com o financismo, com a deriva das novas tecnologias e com o circo comunicacional. Revelaram o mesmo tipo de reverência pela ideologia do sucesso, e uma negligência semelhante em relação à generalidade dos imperativos sociais. Demonstraram o mesmo tipo de tentações pelo controlo dos media, na base de uma também análoga relação de fascínio/pavor por eles. (…)

Pelo caminho, as fricções foram muitas e quase sempre do mesmo tipo. Devo dizer que nunca vi em José Sócrates convicções socialistas – no sentido europeu de “social-democrata” – mas antes uma atração pela paródia em que infelizmente o socialismo tantas vezes se tem tornado, deslumbrado com o capitalismo financeiro, as novas tecnologias e os malabarismos da comunicação. Vivendo sempre perto do mundo dos negócios e dos futebóis, e desprezando acintosamente o conhecimento, a cultura ou a educação, com o mais perigoso dos desdéns, que é o que se alimenta do ressentimento e da inveja. (…)

Manuel Maria Carrilho, A Repeteca.

 

Let them eat cake!

Filed under: Diversos — Ricardo Arroja @ 11:36

“With concern lingering about the future of the euro zone, the British prime minister David Cameron, donned his salesman’s cap Thursday and delivered a full-throated pitch to the throngs of executives and bankers gathered at the World Economic Forum here: invest in Britain instead (…) ‘Europe’s lack of competitiveness is its Achilles’ heel’, he told the hundreds of entrepreneurs and policy makers in the audience, and then ticked off a series of studies showing that European Union member countries were losing ground on productivity. By contrast, he argued, Britain is taking bold steps necessary to get back on track’ (…) Mr. Cameron then trotted out a surprise: Boris Johnson, the mayor of London, climbed to the stage to join Mr. Cameron’s calls for investment, taking on the unabashed air of a circus barker. ‘People of Davos and investors around the world, come to London to see what we’re doing!’ he called, pointing toward a video screen depicting shots of the city as it prepares to host the Olympic Games this summer. Mr. Johnson then rattled off a list of products made in London, including bicycles, TV antennas and chocolate cake exported mostly to France, adding ‘Let them eat cake, I always say.”, hoje no International Herald Tribune.

Extraordinário…

Janeiro 26, 2012

ETA passa a regular o trânsito

Filed under: Ambiente,Cultura,Double standards,Internacional,Justiça,Saúde — ruicarmo @ 23:24

Los «verificadores» de Batasuna constatan que ETA sigue activa y armada, pero sin intención de matar

El grupo de extranjeros designados por Currin asegura haber mantenido «contactos directos» con la banda. Esos «expertos» han mantenido encuentros con distintas formaciones políticas como el PSE

Leituras complementares: Eleições em Espanha; Terrorismo: fazer vista grossa e calar.

Do aniversário da revolução de Tahrir

Regista-se uma péssima forma de comemoração, que insiste em repetir-se.

Leituras complementares: Uma questão de poder, doutrinação e cultura e Uma questão de poder, doutrinação e cultura II.

the wisdom of lord Krugman

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 20:13

PS – é indecente terem-se esquecido dos aliens cuja invasão salvaria a economia — a sério!

Será que o Marxismo Falhou de Facto?

Filed under: Cultura,Teoria — Filipe Faria @ 19:37
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Na última semana veio a público no Reino Unido a notícia de que um casal ideologicamente progressista ocultou o sexo do seu filho para o poder educar como sexualmente neutro. Aos 5 anos de idade, os pais finalmente revelaram à sociedade que a criança era de facto um rapaz e que até hoje o tinham tratado como se não tivesse sexo, vestindo-o alternadamente como rapariga e como rapaz, entre outras coisas. A mensagem que eles quiseram passar à sociedade é simples: o género sexual é uma construção social e não biológica.

Para muitos este episódio parece uma piada; mas é apenas a hipérbole de algo mais profundo: na realidade esconde uma ideologia base que tem suportado muitas das reivindicações políticas: a crença na tábua rasa. Esta crença baseia-se na ideia de que os seres humanos são essencialmente produtos da socialização/educação e que não têm instintos, capacidades ou predisposições comportamentais inatas.

Apesar dos desenvolvimentos no campo da genética comportamental ou da psicologia evolutiva revelarem cada vez mais o contrário, isto é, que somos em larga medida produto da nossa biologia, o pensamento popular dominante ocidental assenta na falácia da tábua rasa. Mas porquê? A resposta é que, em termos culturais, o marxismo foi um vencedor.

Devido aos maus incentivos económicos que postula, o marxismo económico rapidamente se revelou caótico e incompatível com tendências básicas da natureza humana. Porém, o igualitarismo radical que Marx postulou perdura em termos culturais e tornou-se vitorioso. Esse igualitarismo baseia-se na falácia da tábua rasa; ou seja,  na crença rousseauniana do bom selvagem sem predisposições inatas que é posteriormente corrompido pela sociedade e torna-se mau, ou na tábua rasa lockeana que vê igualmente a mente à nascença como estando a zero, isto é,  desprovida de informação comportamental inata. Sob esta luz, é precisamente porque o homem é uma tábua rasa que os comunistas podem construir, através de engenharia social, o novo ser humano “socialista” do futuro.

Em boa parte, esta actual supremacia do marxismo cultural tem a sua origem nos departamentos universitários de humanidades e ciências sociais, onde imperam os estudos feministas, de género, de desenvolvimento, de cultura, pós modernistas, entre outros. Estas elites cognitivas lançam memes constantes para moldar a opinião popular e aconselham regularmente políticas públicas. Mas vão mais longe, montam igualmente uma polícia do pensamento (também apelidada de “politicamente correcto”) que está sempre pronta a atacar com processos legais e descrédito intelectual sempre que alguém conclui que existem profundas diferenças comportamentais inatas entre grupos de seres humanos, ou entre indivíduos em termos gerais.

Para além de advogarem a redistribuição de riqueza, estas pessoas são as que estão por trás dos grupos de pressão que advogam mais educação (pública, claro) para resolver qualquer problema social através do modelar/doutrinar do homem, ou por trás dos defensores das quotas na sociedade, porque claro, segundo dizem, quaisquer diferenças sociais são sempre o produto de discriminação e não resultado das características únicas de cada indivíduo ou dos vários grupos sociais. São igualmente as mesmas por trás da promoção do multiculturalismo e da integração forçada que está a ser efectuada contra a vontade dos indígenas das nações europeias.  Advogam amnistias, não só para imigrantes ilegais, mas também para criminosos com base na ideia de que com forte (re)educação e apoio estatal se escreve algo completamente diferente nas alegadas “tábuas rasas” destes indivíduos; ideia, aliás, satirizada brilhantemente por Stanley Kubrick na sua “Laranja Mecânica”.

Contudo, alguns teóricos políticos igualitaristas concedem que existem diferenças de capacidade inatas entre indivíduos (e.g. John Rawls, Ronald Dworkin…). Assim, como igualitaristas da sorte (luck egalitarians), defendem que a sociedade deve funcionar de modo a mitigar ou mesmo anular essas diferenças que seriam resultado natural das nossas desigualdades genéticas. Paradoxalmente, apesar de rejeitarem a falácia da tábua rasa acabam por a reforçar, pois acreditam que cada indivíduo pode agir contra os seus próprios interesses e pré-disposições numa base regular, de forma a atingir um ideal igualitário. Esquecem-se que os humanos têm uma autonomia reprodutiva descentralizada e não funcionam como formigas estéreis cuja única forma de replicação genética é trabalhar em prol da mãe reprodutora; ou tal como o sociobiólogo E.O. Wilson disse: “Karl Marx estava correcto, o socialismo funciona, mas ele aplicou-o à espécie errada” (“Karl Marx was right, socialism works, it is just that he had the wrong species”).

O marxismo económico falhou num relativo curto espaço de tempo, como não podia deixar de ser, e este marxismo cultural com base na tábua rasa irá falhar da mesma forma, mas calculo que irá levar bastante mais tempo até que se perceba que ele está por trás da maior parte dos erros a que assistimos politicamente.

Em relação ao rapaz de 5 anos que finalmente se pode revelar como tal: parabéns rapaz, se quiseres, já podes tirar o tutu.

Visionamento recomendado: Steven Pinker: The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature

Mudar os paradigmas da educação

Filed under: Ambiente,Cultura,Educação,Política,Teoria,Videos — ruicarmo @ 16:23

Uma explicação brilhante.

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