Incompatibilidades aeronáuticas

Ryanair_cabinHoje foi notícia que os resultados da TAP para o primeiro semestre do corrente ano foram de 84 milhões de euros… de prejuízo. Cerca de um mês atrás a Ryanair apresentou os resultados para o primeiro trimestre fiscal (Abril a Julho): 197 milhões de euros… de lucro.

Também foi hoje notícia (visto na SIC mas, que eu saiba, ainda não replicado na imprensa escrita) que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, viajou para Bruxelas na Ryanair, não para aliviar um bocadinho de nada a carga fiscal dos contribuintes mas por “incompatibilidade de horários com vôo da TAP” (Mário Pinto obrigado pelo comentário).

Jogos de alto risco (3)

Sweden raises military alert level due to Ukraine crisis

Sweden put its top military staff on higher alert on Friday as a result of the situation in Ukraine, the armed forces said.
It is already participating in international manoeuvres in Finland, which borders Russia, and has moved its quick-response fighter jets to the island of Gotland in the Baltic Sea, off Sweden’s southeast coast.

Daniel Hannan on Douglas Carswell

Douglas Carswell will win big – with implications for both Conservatives and Ukip. Por Daniel Hannan.

I have no doubt that Douglas will win comfortably. He is immensely popular in his patch. As I’ve observed before, he is a Roundhead of the finest sort: an authentic champion of the brave, undeferential, independent-minded Essex people whose fathers rode with Cromwell’s troopers.

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Norman Tebbit on Douglas Carswell

The House of Commons needs men like Douglas Carswell: I would not campaign against him. Por Norman Tebbit.

For reasons which I have explained many times in the past, I have not resigned the Conservative Whip in the Lords and therefore cannot campaign against any Conservative candidate who might be put up against Douglas Carswell, much as I might wish to do so.

However I most certainly could not bring myself to to campaign against Carswell, either.

The House of Commons needs men of his quality.

Boaventura de Sousa Santos em versão rap

Boaventura de Sousa Santos vira rapper em ensaio de hip-hop baseado em sua obra

Jesus caminha/ caminha com alguém/ que pode ser ninguém/ Allah caminha/ nas ramblas de granada/ e não acontece nada

Uma opinião de Boaventura Sousa Santos. Por Paulo Tunhas.

É sempre bom as pessoas saberem que há pessoas como Boaventura Sousa Santos que se acham incumbidas da missão de representar os “cidadãos do mundo”. Para se precaverem, é claro. Não vá alguém lembrar-se de as extinguir em nome do mundo.

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Crítica a John Galt chega ao iOS

Bioshock chegou ao iOS! Apresentação iOS aquiTrailer (Xbox)Philosophy in Bioshock.

Para quem não conhece, Bioshock (wiki) é um jogo em que Andrew Ryan – magnata de ideais objectivistas – criou um refúgio chamado Rapture (i. e. “Arrebatamento“, onde se é “preso”) longe dos ideais de Washington, Vaticano ou Moscovo – como é dito na apresentação iOS. Nesta cidade subaquática, a liberdade extrema permitiu um progresso científico extremamente rápido sobretudo a nível genético e a corrupção fez o resto. Quando nós chegamos, Atlas pede-nos ajuda para destruir Ryan e o jogo consiste basicamente em ajudar as “Little Sister”, que precisam de ser “salvas” dos “Big Daddies” que as acompanham. A filosofia infiltra-se em todas as cenas e as referências constante a Rand e (se forem familiarizados com o tema) Nietzsche são constantes, sendo por vezes importantes para o desenrolar do jogo. Análise mais detalhada.

BD - LSTipo: first person shooter
Jogabilidade: aceitável
Gráficos: 60’s
História: excelente

A imagem é de uma convenção cosplay e recria na perfeição um Big Daddy e a respectiva Little Sister

Temos herdeiro para a CDU

‘Having achieved virtually none of the objectives it said it fought for, at a cost of 2,000 dead and 500,000 displaced, Hamas tries to make the case it won the war.

Exhausted, battered and traumatized from 50 days of fighting and incessant Israeli bombardment, Gazans are now pouring through the streets lined with the rubble of former buildings and breathing a collective sigh of relief. Whether flocking to reopened cafés or pulling cinder blocks out of their blown-out living rooms, as the ceasefire takes effect people are feeling they have withstood the worst and survived. It’s a sentiment Hamas is seizing on to try and claim “victory” in a war that has yet to end the seven-year siege of Gaza – which was supposed to have been its purpose when Hamas was launching rockets at Israel.

Rather than focusing on an agreement that doesn’t seems to get Palestinians anything more than they got at the end of the 2012 war, Hamas changed from its wartime claims that it was fighting a battle to end the blockade to new rhetoric about victory in survival and repelling the Israeli ground invasion.’

O resto em The Daily Beast.

A ilusão democrática

Um artigo muito interessante de Maria Fátima Bonifácio: As modernas ilusões democráticas.

A ilusão democrática – a ilusão representativa – não apenas não desapareceu como adquiriu nova vida, a avaliar pelo constante queixume de que os governos não passam de emanações de partidos que nos enganam com promessas falsas e apenas tratam dos seus interesses. A crítica tem razão de ser, embora não corresponda em absoluto à verdade. Mas falta compreender que a “representação” política é largamente uma ficção, mas uma ficção útil, a melhor ou menos má que se descortinou até hoje para tentar harmonizar os interesses contraditórios que dividem todas as sociedades. É frustrante? Será (para quem tenha ilusões), mas protege-nos da ditadura de “vanguardas” que fatalmente usurpam o poder em regime de democracia directa, e depois tiranizam as maiorias que lhes abriram o caminho e confiaram o mando. Foi assim nas Grandes Revoluções modernas, de Robespierre a Pol-Pot, foi assim na República Espanhola e até, em boa medida, na Iª. República Portuguesa.

Estratégia António vs. Estratégia António

Independente do resultado das primárias do PS, creio que a nação ficará bem servida dada a excelente qualidade das propostas inovadoras e fracturantes apresentadas tanto por António Costa como por António José Seguro.

AntonioEAntonio

PS (pun intended): quem é simpatizante do PS e ainda não se inscreveu para as eleições primárias pode fazê-lo aqui, depois de passar este teste de despistagem.

Cosmin Moti, herói do Ludogorets

LC: Ludogorets não teve guarda-redes nos penáltis! E ganhou!
Cosmin Moti, o grande herói da noite da Liga dos Campeões

O defesa central do Ludogorets foi para a baliza no desempate por grandes penalidades (por expulsão de Stoyanov, provocada por Fernando Varela), contra o Steaua Bucareste, e garantiu à sua equipa a qualificação para a Liga dos Campeões.

Ludogorets: Cosmin Moti, c’est fou !

Cosmin Moti Interview after PFC Ludogorets vs Steaua 6-5 ( Champions League ) 2014 HD Continuar a ler

Rotherham, socialismo e multiculturalismo

Não são monstros, são só socialistas. Por Vitor Cunha.

Durante 14 anos, Rotherham (população 257.600 em 2012) pouco viu de especial no que diz respeito a violações por grupos, banhos de gasolina e plateia infantil para violentas (redundância) violações. Nada de especial, não: já em 2006 se sabia da existência de profissões “alternativas” para jovens paquistaneses e outros denominados no Reino Unido como “asians” no tráfico sexual de crianças.

Já referi que a maioria das vítimas foram crianças brancas, do sexo feminino? Este facto é importante para que os socialistas bons me possam apelidar de racista. Note-se: nenhum dos responsáveis – como a senhora Thacker – é um monstro; são apenas socialistas na engrenagem da máquina socialista.

Histeria do disparate

O politicamente correcto obriga à histeria e acção colectiva de tudo e todos contra tudo e contra todos em doses equiparadas ou em excesso às do primeiro agressor. O caso da tshirt da Zara é um exemplo disso. A referência da tshirt não é aos prisioneiros judeus dos campos de concentração, mas sim aos filmes do Western dos EUA (confirmado pela Inditex). A estrela é a do sheriff local e as riscas, listadas horizontalmente, não são as mesmas usadas na vertical durante o Holocausto. Mas fica a intenção: antes de qualquer esclarecimento, censurar. A bem, note-se a ironia, de uma outra forma de fascismo. A do politicamente correcto.

Adenda – Já agora, a designação e referência do produto era Striped “Sheriff” t-shirt REF. 0371/550.

Zara

Problemas com o conceito de democracia

Não querendo agora discutir os subsídios às fundações privadas, as políticas culturais ou o valor da coleção do Museu do Brinquedo (conheço-a apenas por lá ter ido com as minhas crianças), esta notícia é muito curiosa pelo que se percebe da atuação de Basílio Horta e que parece ter vindo da cartilha aprendida por todos os socialistas. É mesmo todo um retrato da forma como os socialistas medem o mundo. A coleção é privada e tem (assumamos) interesse público. O que faz Basílio Horta? Apresenta uma proposta (na verdade, impõe) assegurando apenas o seu interesse e espera que a parte privada aceda prontamente e ainda agradeça profusamente. Faz lembrar sócrates negociando (não se preocupem, tenho aqui ao lado os rebuçados para a tosse) uma possível coligação em 2009, com o seguinte guião a apresentar aos outros partidos: ‘vossas excelências aceitam sem tirar nem por o nosso programa eleitoral como programa de governo e, em troca de nada, dão-nos os vossos votos; e sorridentes, se faz favor’. Ou António Costa, que já avisou que só aceita – e com benevolência e pleno de espírito ecuménico – o PSD se este renunciar às suas políticas e até pretende escolher o próximo líder do PSD. Ou seja, os socialistas só se sabem relacionar em submissão. A atitude que respeita a outra parte, que a aceita como igual com quem há que tomar decisões em conjunto, que não estabelece relações de poder humilhantes (e estes socialistas não só não aprendem com os seus erros como não aprendem com erros alheios; o episódio irrevogável do anos passado, mais o que o gerou, come to mind) – essa atitude é-lhes desconhecida.

E a hipocrisia de Basílio Horta é tanta (e a de sócrates, que se queixava que ninguém se tinha querido coligar com ele apesar das suas avassaladoras tentativas, e a de Costa se o deixarmos lá chegar) que claramente pouco se esforçou para chegar a um entendimento mas, ainda assim, recomenda insistência à parte privada. É a ordem natural das coisas: os privados a pedincharem coisas aos deuses do Olimpo socialista. Tu aí trabalha muito para me agradar e persuadir que eu, virtuoso e ser superior, como bom socialista, se estiver bem disposto, dou umas migalhinhas e olhem que as dou apenas por dias contados, não andem cá à procura de mimalhices intermináveis. Quem tinha um deadline, oficial ou oficioso, era a CMS, mas pode-se lá exigir à casta superior dos nossos autarcas que se sujeite aos tempos de um privado que tem algo com algum interesse público? Não é obrigação dos privados esperarem todo o tempo que os iluminados do PS e anexos entenderem por bem (e mesmo quando a situação a negociar se torna por alguma razão, com a passagem do tempo, impossível ou indesejável ou menos apelativa)? Ou até se aparece uma melhor proposta na autarquia ao lado? Obviamente que a um organismo do estado lhe tem de ser concedido toda a eternidade para o processo de decisão.

Todo um conceito de estado às avessas.