Bruno Garschagen na Veja

O insurgente – e doutorando do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica PortuguesaBruno Garschagen nas páginas amarelas da Veja.

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A radicalização dos partidos de esquerda e o eleitorado

A ilusão do radicalismo. Por João Carlos Espada.

Parece estar a ocorrer uma radicalização do discurso da esquerda em vários países europeus. Mas resta saber qual é o alcance dessa radicalização: irão os eleitores acompanhá-la? Ou vão os radicais obter uma supresa semelhante à que o Partido Trabalhista britânico enfrentou nas eleições de Maio passado — quando os Conservadores obtiveram uma confortável vitória, que lhes era peremptoriamente negada pelas sondagens?

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Anthony Hervey

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Black Mississippi Confederate flag supporter dies after rally when ‘car full of jeering African American men forced him off the road’

A black Mississippi man who often dressed in Confederate regalia to support the state flag has died in a one-car accident.

The Highway Patrol says 49-year-old Anthony Hervey was killed Sunday when the 2005 Ford Explorer he was driving left the roadway and overturned on Mississippi Highway 6 in Lafayette County.

A passenger in Harvey’s car, Arlene Barnum, tells The Associated Press that Hervey swerved and crashed after another vehicle carrying four or five young black men pulled up alongside them, yelling and looking angry.

Presunção de inocência

Ainda que isso possa estar em conflito com alguns populismos vigentes, estiveram neste caso muito bem o Presidente da República e também o Tribunal Constitucional: TC volta a chumbar enriquecimento injustificado

Quando fez o pedido de fiscalização preventiva do documento ao TC, Cavaco Silva dizia ter dúvidas sobre a conformidade daquela lei com os “princípios do Estado de direito, da proporcionalidade, legalidade penal e presunção de inocência”. “Numa área com a sensibilidade do Direito Penal, onde estão em risco valores máximos da ordem jurídica num Estado de direito como a liberdade, não pode subsistir dúvida sobre a incriminação de condutas, tanto mais que a matéria em causa foi recentemente apreciada pelo Tribunal Constitucional tendo, então, merecido uma pronúncia de inconstitucionalidade”, dizia o Presidente da República em nota divulgada no site da Presidência.

Julho de 2015: o melhor mês de sempre d’O Insurgente

Ainda faltam alguns dias para o final do mês mas Julho de 2015 é já o melhor mês de sempre em termos de audiências n’O Insurgente. Depois de terminado o mês haverá números mais exactos, mas a média de visitas diárias deverá superar este mês pela primeira vez a marca das 11.000.

Obrigado a todos os leitores pela preferência.

Ouro não é dinheiro

Um muito recomendável artigo do Fernando Ulrich, ainda que pessoalmente a minha posição seja de maior cepticismo e prudência relativamente ao Bitcoin: Ouro não é mais dinheiro e não voltará a ser.

Mas Bernanke tem razão, e Ron Paul está errado. Ouro já foi dinheiro, mas não é mais. E não é dinheiro há muitos anos, décadas. Talvez há quase um século. Desde o momento em que os cidadãos foram proibidos de resgatar as cédulas de papel em espécie — moedas e barras de ouro —, para todos os fins práticos dos intercâmbios monetários, ouro não circula na economia há bastante tempo.

Se definirmos moeda como o “meio de troca universalmente aceito”, é claro que o ouro, hoje, não é dinheiro. Se definirmos moeda como “qualquer bem econômico empregado indefinidamente como meio de troca”, ouro também não pode ser considerado moeda — quase não se tem notícias de empresas que aceitam ouro como forma de pagamento ou de trocas comerciais liquidadas com o metal.

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As contradições internas do progressismo (2)

Swedish Nationalists Plan Gay Pride March Through Muslim Area: Left Is Outraged

Jan Sjunnesson, former editor-in-chief of Samtiden, the newspaper of the right wing Sweden Democrats, is organising Pride Järva – which he says will feature men kissing – to go through the Stockholm districts of Tensta and Husby. According to some estimates, these areas are up to 75 per cent Muslim.

Organisers said there was no dress code, adding: “You could take the opportunity to tan your belly and legs in the sunny weather.”

However, angry left wing and gay rights activists have taken to Facebook, denouncing the planned pride march as “right wing”, “xenophobic” and “pure racism”.

A counter-demonstration is now planned, with organisers claiming Järva Pride “pits two oppressed groups against one another.”

Taxpayer-funded gay rights group RFSL has distanced itself from the pride march, accusing it of promoting racism and white privilege, while some activists are even calling for the organisers to be arrested for “hate speech”.

Saí um Nobel para Blatter

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Relações que fazem sentido e que dão frutos.

Russian president Vladimir Putin believes FIFA president Sepp Blatter is worthy of the Nobel Prize.

“I think people like Mr. Blatter or the heads of big international sporting federations, or the Olympic Games, deserve a special recognition.” Putin said on a Swiss television station, according to Reuters. “If there is anyone who deserves the Nobel prize, it’s those people.”

Putin also said he doesn’t believe Blatter is personally guilty of corruption despite a widespread corruption scandal engulfing FIFA.

Estão avisados

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América, o Inverno está a chegar.

North Korea would “leave no Americans alive” should the two countries again meet on the battlefield, the hermit country’s leader, Kim Jong-un, threatened on Monday.

The country is in the midst of celebrating the 62nd anniversary of the armistice agreement that put a decades-long freeze on the Korean War. A peace treaty was never signed and Pyongyang has continued to celebrate the agreement as a victory in the war.

On Monday, after a weekend of pompous speeches by the reclusive country’s leaders, the streets in its capital city were decked with flags and banners as crowds cheered its “victory over U.S. imperialism.”

 

 

Só se pode negociar com tiranias de esquerda

O meu artigo de hoje no Observador: Só se pode negociar com tiranias de esquerda.

Não é segredo para ninguém que o regime angolano vive emprenhado em corrupção, que persegue e reprime os seus opositores, e que asfixia a economia com um apertado controlo estatal. Nem que, nos últimos meses, essa repressão se intensificou, com uma série de prisões políticas. Por isso, um grupo de intelectuais e académicos redigiu uma carta aberta (publicada em vários jornais europeus) pedindo a investidores e governantes que, nas suas relações com Angola, vejam para além dos interesses económicos e coloquem os princípios à frente. Percebo e simpatizo com a iniciativa, embora discorde da ideia de que os estados democráticos não devem negociar com estados autocráticos ou tiranias – mas isso é tema para um outro artigo. O que não percebo e não me causa simpatia é que estas cartas abertas e indignações bem-intencionadas só surjam em relação a certas tiranias, havendo outras que, sendo igualmente inimigas das liberdades mais básicas, recolhem compreensão e aplauso entre as elites.

Veja-se o caso da Rússia. O regime de Putin está inundado em corrupção, oprime todo o tipo de manifestação de oposição política, prende críticos do regime (quando não têm o azar de, por coincidência, encontrarem a morte numa viela), e persegue os homossexuais. No entanto, quando Tsipras foi a Moscovo reforçar laços políticos com Putin (uma espécie de vassalagem) e chantagear a União Europeia (que, apesar dos seus defeitos, é um dos maiores garantes de paz e liberdade no mundo), não houve cartas abertas de intelectuais indignados. Mas houve aplausos.

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all your [money] are belong to us

Face ao plano B (A?) do Syriza – agora revelado por Varoufakis – os gregos que levantaram os euros nos bancos (incluindo a mãe da ex-vice ministra das Finanças) fizeram bem em perceber que o dinheiro lá depositado não é realmente sua propriedade.

Sérgio Figueiredo acerca da polémica com Augusto Santos Silva

“Para acabar de vez com um monólogo patético e deprimente” de Sérgio Figueiredo (DN)

Sim, é verdade: Augusto Santos Silva não voltou à TVI24. Mas por ser malcriado, não porque a sua voz é incómoda. Qual liberdade de expressão!!! É de decência que se trata. E da ética que ele tanto apregoa. Há limites para tudo e, até hoje, evitei participar neste exercício de vitimização deprimente e patético. A armadilha traiçoeira que montou a Paulo Magalhães e a desconsideração soez que revelou por Fernando Medina autoqualifica a personagem e revela a raça de um egocêntrico. Se é assim com os amigos…

O surreal plano B de Varoufakis

O meu plano B está aqui, na algibeira.

O meu plano B está aqui, na algibeira.

Paira um estranho silêncio sobre Varoufakis. Não do próprio, embevecido pelo mediatismo que circunda a nova referência intelectual da esquerda antiga, mas dos media, em particular dos portugueses, sobre o seu plano B, assumido pelo próprio e confirmado por Ambrose Evans-Pritchard, do Telegraph:

E que plano B era esse? Consistia em desenvolver, à margem da lei, da Troika e do conhecimento público, um sistema bancário paralelo que permitisse um sistema de pagamentos entre contribuintes. O número fiscal serviria de identificador, análogo ao número do cartão de crédito, e, quando o sistema fosse activado, os contribuintes receberiam um PIN para validar as transacções. O sistema era vis-à-vis com o Euro até ao momento em que, palavras do próprio Varoufakis, fosse necessário converter em drachmas, algo que poderia ser feito numa noite. Mais grave ainda, Varoufakis convidou um amigo, professor na Universidade de Columbia, para entrar de forma ilícita no sistema do IRS, o que configura terrorismo de Estado.

Demasiado surreal para ser verdade? Existem transcrições verbatim do plano de Varoufakis. Sendo verdade, e tudo parece indicar que é, Schauble sai reforçado — não há espaço no Euro para a Grécia.

Adenda: foram publicadas as gravações.

Nem quero imaginar com teria sido se o achasse “reprovável”.

MedinaSocrates 270715

Confesso que inicialmente pensei tratar-se de mais um “tesourinho deprimente”. Uma declaração de amor proferida há uns valentes meses e recuperada agora. Estava enganado. É parte de uma entrevista públicada hoje.

O legado do PS segundo… o PS

António Costa e alguns apoiantes do Partido Socialista têm falado muito no legado deste governo na economia. Segundo eles, a queda do investimento público irá ter consequências graves na capacidade de crescimento futuro da economia. Para testar essa hipótese, olhemos para as previsões de crescimento económico realizados no princípio de 2011 (depois de anos de forte investimento público dos governos de Sócrates) e as previsões realizadas no princípio de 2015 (após anos de contração no investimento público pelo governo de Passos Coelho). Os valores em 0 correspondem ao crescimento previsto do ano em que é feita a previsão (2011 ou 2015) e os anos 1, 2, 3 aos anos seguintes.

Legado

Como se pode ver no gráfico, as projecções de crescimento económico futuro são hoje bastante superiores ao que eram há 4 anos quando o PS deixou o governo. Mas o mais interessante é que estas projecções têm exactamente o mesmo autor. O governo? O PSD? A Troika? Não, estas são as projecções feitas pelo próprio Partido Socialista em 2011 (no PEC IV) e em 2015 (no seu plano macroeconómico). É o próprio PS a admitir que o seu legado foi muitas vezes pior que o deste governo.

Passos Coelho e o TGV

É de salientar não apenas a sensatez da posição actual de Pedro Passos Coelho, mas também a substancial evolução desde 2009. Só lhe fica bem.

Passos Coelho. “Os portugueses não comem TGV’s” (2015)

O mote estava dado e Passos não se ficou por aqui nas críticas aos socialistas. “Depois de muitas facilidades, com muito dinheiro a correr no país ao longo destes anos, o que aconteceu foi o crescimento do desemprego e da estagnação da economia”, disparou o primeiro-ministro, antes de apontar o seu caminho: “Não podíamos continuar como estávamos. Os portugueses não comem TGV’s, os portugueses não comem autoestradas, nem comem dívidas. Têm de as pagar e suportar e, por isso, não se esquecem desse tempo em que se preparou esta crise que agora vencemos”.

Passos Coelho defende TGV ‘made in’ Portugal (2009)

Apenas alguns dias depois da entrevista de Manuela Ferreira Leite à RTP1, onde a líder do PSD disse que preferia acabar com o investimento no TGV a favor de uma redução de impostos para dar mais liquidez às empresas e às famílias, agora Passos Coelho vem insistir que “o TGV é um projecto estratégico que envolve compromissos assumidos por vários Governos”.

Uma decisão sensata

Ministro Poiares Maduro abandona a política no final da legislatura

“Por razões contratuais e também da natureza de uma carreira académica internacional, não era compatível continuar na política agora”, disse Miguel Poiares Maduro, reafirmando que sempre disse que pretendia ter uma carreira profissional independente da política. “Não regressar [à universidade] seria, de facto, abandonar a minha carreira académica internacional. Isso inverteria a relação que quero ter entre a política e a minha carreira profissional e que, aliás, sempre afirmei em inúmeras ocasiões”, adiantou.

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Um “exclusivo” JN de informação errada

JN

O Jornal de Notícias, num “exclusivo” jornalístico, descobriu que o Estado vai gastar mais 53 milhões de euros com as escolas com contrato de associação, já no próximo ano lectivo. A notícia até foi referida no telejornal das 13h na SIC. O problema é que a fonte “exclusiva” da notícia se chama Mário Nogueira e que a informação está objectivamente errada. Vamos por partes.

1. A notícia consta do seguinte: “O próximo ano letivo abre com mais 656 turmas com contrato de associação, uma despesa de quase 53 milhões de euros (…) Com este acréscimo de turmas abertas para os 5º 7° e 10º anos, no total teremos 1732 com contratos de associação a funcionar em 2015/2016, apurou a Federação Nacional de Professores Fenprof num levantamento que fez a nível nacional”.

2. Primeira falsidade: o número de turmas. O próximo ano lectivo não abre com mais 656 turmas com contrato de associação, nem há qualquer acréscimo de turmas. Pelo contrário: abre com um número total de turmas com contrato de associação inferior ao do ano lectivo anterior. Em 2014/2015, houve 1747 turmas; em 2015/2016, pela própria informação da Fenprof, haverá 1732. São 15 turmas a menos.

3. Segunda falsidade: o valor da despesa. Uma vez que não há acréscimo do número de turmas, não há aumento da despesa de 53 milhões de euros ou de 1 euro sequer. O que haverá é diminuição de despesa, até porque o valor pago por turma diminuiu.

4. Vou ser o mais sincero possível: não compreendo como é que uma “notícia” destas é publicada. Estamos em período pré-eleitoral, a única fonte dos dados (tanto o número de contratos de associação como a despesa) é o secretário-geral FENPROF (um sindicato de professores ligado ao PCP) e a informação não foi verificada – ou foi mal verificada, porque seria facílimo constatar que a notícia se apoia em informação errada através de dados do Ministério, informação publicada no relatório do Orçamento de Estado 2015 ou simplesmente cruzando notícias.

O Jornal de Notícias fica muito mal neste seu “exclusivo”, que mais não é do que uma encomenda da Fenprof. Eu sei que estamos em pré-campanha eleitoral e que a partir de agora é um vale-tudo. Que os partidos se comportem assim, é esperado. Mas que os jornais aceitem estas encomendas é tão incrível como inaceitável.

A ADSE só está bem quando é deficitária ? (2)

O meu artigo de ontem no Observador (O estranho caso da ADSE.) tem suscitado bastante feedback por vários meios (os comentários ao artigo são uma boa ilustração disso mesmo), uma parte substancial do qual – sem surpresa – de beneficiários do actual subsistema de saúde exclusivo dos funcionários e pensionistas do Estado.

Uma parte reconhece os problemas – de eficiência e equidade – na actual configuração do sistema. Outra parte nem por isso, preferindo, regra geral, focar a argumentação numa de entre várias concepções de “direitos adquiridos”.

Na impossibilidade de responder individualmente a todos, gostaria de deixar duas notas gerais:

1 – Não me parece eticamente condenável, a título individual, que quem tem ou teve oportunidade de beneficiar do subsistema de saúde exclusivo dos funcionários e pensionistas do Estado o faça dentro das regtras vigentes. Questão diferente é a de quem, por beneficiar do sistema, prefere não reconhecer os problemas de equidade suscitados pela ADSE ou a necessidade de equilíbrio financeiro do sistema.

2 – A quem se queixa do valor elevado da contribuição que paga para a ADSE, recordo que actualmente essa contribuição é voluntária, podendo optar por sair do sistema. É aliás curioso que no ano em que muitos previam um êxodo em massa e o colapso da ADSE por causa da subida da taxa para 3,5%, o resultado final tenha sido o meu saldo positivo de sempre. Não garante, claro, nada para o futuro, mas também isso deveria ser matéria de reflexão para quem tanto criticou as medidas tomadas para promover a sustentabilidade financeira da ADSE.

Leitura complementar: O estranho caso da ADSE.

Random thoughts

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All resitance is futile

Após aturado estudo nas redes sociais concluí que para ser inteligente e socialista é necessário sofrer de dissonância cognitiva (ou ser desonesto como provam o Galamba ou o Paes Mamede. O Costamessias nem sequer é inteligente). Um pouco como o Trilema de Zizek (roubado ao Impertinente). Socialist_3lemmaPor exemplo: o estado vai este ano gastar mais 3,6 milhões com alunos de escolas privadas. Alunos. Putos que escolheram ir para uma escola privada, mais perto de casa, melhor, etc. Socialistas dizem que o estado vai pagar mais 3,6 milhões às escolas privadas. De tanto amarem a Humanidade não são capazes de amar uma pessoa. Não há indivíduos, só colectivos. Borg.

Adenda: afinal o estado vai gastar menos com os alunos das escolas com Contrato de Associação, não mais. Fui induzido em erro pela capa mentirosa, aldrabona e inqualificável das folhas de papel pró cu do Jornal de Notícias. Já devia saber.

Da corrupção económica

Está em curso a concessão/privatização dos aterros sanitários. Em muitos Municípios, a recolha do lixo e limpeza das ruas está entregue a empresas privadas em regime de concorrência. Sendo quase todos os aterros públicos, estas empresas pagam pelo depósito do lixo. Ora que giro, que a SUMA (Mota-Engil) ganhou o concurso para a concessão de TODOS os aterros! Sendo a SUMA um gigante do Grupo Mota-Engil na área da recolha e tratamento do lixo que concorre com dezenas de outras empresas fica, sem espinhas, com TODO o negócio do lixo em Portugal inteiro (o lixo sempre foi negocio da Máfia, sim). Acresce que ainda há pouco tempo, a dita SUMA estava sob investigação pelo acordo feito em Gaia com o Ex-Presidente da Câmara (famosíssimo pelas viagens que não fez e que lhe foram pagas pela AR). Um acordo que tresanda e que dá à SUMA rendimento suficiente para pagar a criação deste novo monopólio. E, como de costume, a nossa fantástica imprensa entretêm-se a tentar pavimentar a ouro o caminho do Costamessias. É fodido.

Da corrupção moral

Câmara Municipal de Loulé. O novo Presidente, do Partido Socialista, reduziu de novo o horário dos funcionários para 35h/semana. Não satisfeito, decidiu dar-lhes folga no dia do respectivo aniversário. Ora, instalou-se a guerra a propósito disto. Há funcionários cujo aniversário calha ao fim de semana. Vai daí protestam e reivindicam pois entendem que não podem ser prejudicados relativamente aos que fazem anos durante a semana. É hilariante, não é? Enquanto numa das Freguesias (também PS) o respectivo Presidente acaba o segundo mandato e é alegremente convidado para vereador em Loulé. É a vida.

Da corrupção pura e dura

Uma Câmara Municipal PS. Cria um organismo camarário de apoio a determinada área da cultura e consegue 2 milhões de euros da Comissão de Desenvolvimento Regional para compra de equipamentos, que seriam alugados a agentes culturais que quisessem produzir arte na área. Ao mesmo tempo, na capital do Concelho são criadas duas empresas privadas cujo negócio é alugar o mesmo tipo de material. Um agente cultural dirige-se ao tal organismo camarário a solicitar aluguer do equipamento. Respondem-lhe que o equipamento está na sede em Lisboa mas que se pode dirigir às tais empresas privadas cujo negócio é alugar o tal equipamento. Cereja no topo do bolo: o sócio (ou proprietário) das empresas privadas é o adjunto do Presidente da Câmara e os equipamentos que estas alugam é o mesmo que a CDR pagou. É a multiplicação dos pães. Porque é que não dou pistas para que se saiba onde se passa isto? Porque não posso prová-lo. Mas se a PJ me perguntar, digo onde.

 

A impunidade dos progressistas

Ricardo_Paes_Mamede

Os enganados. Por Helena Matos.

Quem declarou que “A estratégia do Syriza foi perdedora desde o início” ou que “Governo grego foi de uma enorme imprudência” foram respectivamente os mesmos Ricardo Paes Mamede e António Costa que antes declaravam “Syriza já conseguiu mais do que qualquer Governo bem comportado na Europa” e “Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha”.

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Seria este o “Plano B” do Syriza ?

Varoufakis. Tsipras pediu-lhe “Plano B” em dezembro

O plano, explicou Varoufakis, passaria por fazer hacking (intrusão de sistemas informáticos) das informações fiscais dos contribuintes e das empresas, informações essas constantes dos servidores centrais do Fisco.

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Incompreensível

A notícia deve ser falsa. Por que razão haveria alguém de querer fugir de um paraíso socialista?

Metade da equipa de hóquei cubana foge para os Estados Unidos

Metade da equipa masculina de hóquei cubana, que competia nos Jogos Pan Americanos, em Toronto, fugiu para os Estados Unidos, revelou, no sábado, um jogador e fontes próximas da delegação.

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Moçambique: memórias de ‘colonialistas’ e ‘revolucionários’

Mais um interessante artigo de Gabriel Mithá Ribeiro, que tenho muito gosto seja actualmente investigador integrado no Centro de Investigação do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, relacionado com a pesquisa que tem vindo a desenvolver em Moçambique: A Quinta dos Animais à portuguesa.

Entretanto, com a independência de Moçambique, em 1975, os brancos foram embora. Mas Filomena Ribeiro ficou. Continuaram a trabalhar. Segundo o velho pastor, até que num dia de 1980 apareceram na quinta, de repente, uns agentes do governo da Frelimo chefiados pela senhora Lúcia, casada com o senhor Serôdio, ambos brancos dos serviços de veterinária. Cortaram os vários acessos à quinta e só permitiram que a proprietária entrasse e saísse pela estrada da sua habitação. As demais estavam-lhe vedadas.

Sem reagir, o pastor e demais trabalhadores viram o que estava a acontecer. Não percebiam as razões e temiam a Frelimo. A quinta estava a ser expropriada. O gado levado. Só nessa transferência, das oitenta cabeças de gado que então ainda existiam, quarenta terão morrido.

No fundo, interpreto eu, era um assunto entre brancos. O habitual conflito edipiano que, por vezes, ainda ouvimos em Moçambique. Os maiores carrascos dos brancos portugueses ditos ‘colonialistas’ foram outros brancos portugueses ‘revolucionários’. Os últimos contam-se entre os que mais ativamente, à época, alimentaram o ‘anti-portuguesismo’ e a ‘ação de limpeza’ da SNASP (Serviço Nacional de Segurança Popular), a versão pós-colonial africana da PIDE.

(…)

A antiga quinta de Dúlio Ribeiro, estatizada e coletivizada, em pouco tempo deixou de produzir e poucos anos depois acabou por ser desmantelada, como muitas outras empresas.

Toma, embrulha e aprende

As pessoas – principalmente as mulheres ocidentais, com óbvias manias de superioridade  – têm que respetar a diversidade, as especificidades culturais e legais de países como o Irão ou a Arábia Saudita.