O Insurgente

Maio 28, 2012

O que está a dar é aumentar impostos…

Filed under: Comentário,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:07

Por estes dias, confesso alguma perplexidade no que vou lendo no Blasfémias.

O João Miranda sugere que (no curto prazo?) é mais ou menos indiferente aumentar impostos ou reduzir despesa do Estado:

Como a economia não ajusta instantaneamente, não interessa muito se o dinheiro é retirado via impostos ou via corte na despesa, em qualquer dos casos haverá uma queda da procura interna.

Já o LR desvaloriza os efeitos negativos do brutal aumento do IVA na restauração:

Baixar o IVA na restauração terá pouca ou nula expressão nos preços ao consumidor, como já não teve na subida. Os restaurantes facturariam praticamente o mesmo e o Estado teria menor receita.

Para mim, nada disto faz sentido, mas se calhar sou eu que não estou a perceber algum aspecto fundamental para a compreensão da lógica subjacente aos dois textos…

Uma medida positiva

Filed under: Comentário,Economia,Educação,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:53

Embora com alcance limitado em termos de redução de custos, esta é uma medida que vai no sentido positivo: Governo reduz financiamento ao programa MIT Portugal

O presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia alertou nesta segunda-feira para a redução de financiamento do MIT Portugal, um programa que nos últimos cinco anos custou 150 milhões de euros ao Estado.

(…)

Neste momento, decorrem as negociações para a renovação do programa para os próximos cinco anos, um processo que deverá estar concluído em Junho.

“Achamos que é realista pensar que o orçamento se vai manter ou até aumentar, mas ele não vai estar é totalmente dependente da FCT. Queremos continuar a fazer tudo de bom o que estamos a fazer, diversificando um pouco as fontes de financiamento”, referiu Miguel Seabra.

Manifestou-se seguro de que os financiadores irão aparecer, porque “os parceiros universitários e industriais americanos vêem nestas parcerias um enorme valor”.

“Os financiadores vão aparecer, de certeza. Se não aparecerem, é sinal de que as parcerias, afinal, não eram tão boas como dizem que eram. Eu tenho inteira confiança que isso vai acontecer”, sublinhou.

Destaco em particular a lógica subjacente que me parece correcta: a haver alguma justificação para este tipo de financiamentos, eles deverão sempre visar o phasing-out e a auto-sustentabilidade financeira dos projectos e iniciativas no domínio da ciência e tecnologia. Faço votos, embora sem grandes expectativas, de que a mesma lógica seja rapidamente aplicada no âmbito das políticas de ciência e tecnologia de uma forma muito mais abrangente.

Bailout municipal, mas sem alteração da estrutura de incentivos…

Filed under: Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:50

Infelizmente, não há sinais de medidas no sentido de uma maior descentralização de competências e responsabilidades, nomeadamente no que diz respeito à gestão orçamental e à captação de receitas próprias. Sem esse tipo de reformas, o sistema continuará a ter incentivos perversos no sentido do despesismo e da irresponsabilidade orçamental: Governo disponibiliza mil milhões de euros para as dívidas de curto prazo das câmaras

Detalhes

Filed under: Portugal — Carlos M. Fernandes @ 15:49

Nos últimos dias, as tropas protectoras de um ministro incompetente que não tem lugar numa democracia saudável começaram a esboçar uma nova linha de defesa. A ideia é simples: o país tem problemas muito graves e andamos a perder tempo com detalhes. Como se o problema principal de Portugal não fosse precisamente esse, ter um regime que, para além de meter o nariz em todos os recantos da sociedade, é dominado por homens sem qualidades que, por sua vez, são secundados por sabujos especializados em manobras de diversão. Usando o jargão das ciências da complexidade, podemos dizer que, se é verdade que os padrões de comportamento globais emergem das interacções locais entre as partes constituintes, das interacções entre partes podres só pode emergir um fedor insuportável. Isto vai ter um lindo fim, vai.

Gangrena (3)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 15:43
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Ministro amputado? Por Maria João Marques.

Não obstante o caso das pressões de Miguel Relvas a uma jornalista do Público não ter os contornos sinistros que inicialmente se pensou e ser, assim, menos grave, o ministro não deixa de estar numa situação insustentável dada a sucessão de casos que lhe são associados – crónica da Antena 1, excessiva casualidade e excessivas contradições no ‘caso das secretas’, pressões ao Público – e dado o ‘esclarece, não esclarece’ a que Relvas e o PSD se têm dedicado. E é precisamente por não estarmos em tempos de velocidade de cruzeiro que não nos podemos dar ao luxo de ter no governo um ministro amputado na legitimidade. O governo vai fazer um ano e ainda estão por iniciar reformas que diminuam de forma estrutural a despesa pública, dando lugar a questões sobre as reais vontade e capacidade do governo de as iniciar (e concluir). Com ministros diminuídos é que, com certeza, não tentarão qualquer reforma.

Leitura complementar: O caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado); Um sítio mal frequentado, já dizia Eça; A direita hipócrita e Miguel Relvas; A Crónica Hipocrisia da Direita Instalada; Uma oportunidade para Passos Coelho; A improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos Coelho.

Lufada de ar fresco na Primavera síria

Irão confirma envio de tropas para a Síria. Que não saiam do merecido descanso as almas pacifistas pois os objectivos são os melhores: salvar vidas. Catorze meses após o início da Primavera Síria, o balanço do objectivo iraniano não podia estar a correr melhor. Lamentável é a falta de consideração que o Irão demonstra pelo trabalho desenvolvido pela rapaziada libanesa do Partido de Deus. 

Privatizar sem destatizar (2)

Filed under: Economia,Portugal — Ricardo G. Francisco @ 15:21

Leia-se “privatizar sem acabar com os privilégios e os benefícios às empresas e pessoas da escolha do Governo”.

Mensagem: Não se preocupem, vamos privatizar mas só o contribuinte é vai ser lixado, as “Associações empresariais” e sindicatos podem estar descansados.

Ricardo Campelo Magalhães e Elísio Estanque, 30 de Maio, 21:30, em Coimbra

Filed under: Agenda,Economia,Insurgentologia,Política,Política Fiscal,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:30


(clique para aumentar)

O título da sessão é algo bizarro num páis no qual o Estado absorve cerca de 50% da riqueza gerada, mas o debate promete ser interessante.

Whatever gets you through the day

Filed under: Double standards,Justiça,Portugal — Miguel Noronha @ 14:12

Tem sido extremamente divertido observar, nos últimos dias, a actividade do antigo “núcleo duro” do socratismo que divide o seu tempo entre os casos Relvas e Freeport. Com igual facilidade obtêm condenações no primeiro processo e absolvições no segundo.

Legalize It (2)

Filed under: Diversos,Internacional,Política,Política Fiscal,Saúde,Videos — Ricardo Lima @ 13:21

Leitura Complementar: Legalize it ;Uma Droga de debate

A falta de sentido crítico nunca dá bons resultados

Filed under: Blogosfera,Internacional,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 12:54

Infelizmente, a situação relatada está longe de ser um caso único: Leer el Blog de Lew Rockwell puede ser malo para su salud. Por Angel Martín Oro.

Maioria PSD-CDS aumenta incentivos estatais ao divórcio

Filed under: Cultura,Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 12:37

Divorciados pela graça das políticas sociais. Amen. Por Helena Matos.

Privatizar sem destatizar

Filed under: Economia,Portugal,socialismo — Miguel Noronha @ 11:29

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, defendeu hoje em Singapura que o essencial no processo de privatização da TAP é manter a empresa como companhia de bandeira em Portugal, sem manifestar preferência por um parceiro europeu ou asiático

Pelos vistos o governo pretende continuar a interferir na gestão da TAP mesmo após a sua privatização. Pelos vistos a prática do governo actual não difere assim tanto da do governo anterior. Quando é que nos livramos da praga do “nacionalismo económico”?

No Fio da Navalha

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:51

O meu artigo para o jornal i deste sábado.

Os malefícios da colectivização

Há demasiado tempo que analisamos as questões políticas e económicas em termos meramente colectivos.

Tornou-se uma expressão tão corrente que até parece verdade. O conflito geracional entre novos e velhos, que vira aqueles que estão a iniciar a sua vida profissional contra os que a estão a terminar, ou já se reformaram, parece estar para ficar. De acordo com essa teoria, as gerações mais novas, percebendo que não irão receber uma reforma como retorno das suas contribuições para a segurança social, e questionando se valerá a pena continuar com esses descontos, viram-se contra os mais velhos, que contam com eles para viverem plenamente as suas reformas. O interessante nesta controvérsia é que, se é verdade que os pagamentos para a segurança social estão a ser postos em causa, já a tese do conflito entre gerações é mais duvidosa.

Na verdade, ao mesmo tempo que falamos de conflito geracional, sabemos que os filhos levam anos a sair de casa dos pais, havendo quem, por volta dos 30 anos, ainda não tenha a sua. Não há dia em que a imprensa não noticie casos de filhos desempregados, por vezes já casados e também eles com filhos, que subsistem porque são ajudados pelos pais. Casos em que membros dessa geração mais velha ajudam os da geração mais nova. E talvez não seja preciso ir tão longe. Vejamos o próprio leitor deste artigo, que é novo ou já se encontra reformado. Porventura tem algum problema com os seus pais, tios, avós, filhos, sobrinhos ou netos? Não tem, pois não? Não vê neles, nas pessoas concretas que conhece, qualquer empecilho para a sua vida, para o planeamento do que queira fazer dela, de como e quando quererá deixar de trabalhar. Se assim é, onde está o conflito geracional de que tanto se fala?

Há demasiado tempo que analisamos o quer que seja em política e em economia em termos meramente colectivos. Fazemo-lo quando estudamos os problemas e procuramos as soluções. Encaramos a sociedade como um conjunto de grupos. Ouvimos falar no interesse nacional, mas dividimos o país em classes profissionais, cada uma defendendo os seus interesses corporativos. Reduzimo-nos a esta crença na colectividade, porque nos deixámos cair no dogma dos malefícios da individualidade. Vemos o indivíduo como alguém egoísta, mau, que apenas pensa em si, cujos impulsos devem ser refreados pelo poder político, a administração pública e os grupos institucionais. Raramente associamos o indivíduo àquilo que cada um de nós é enquanto pessoa concreta. Enquanto avó, pai, tio, neto, filho e sobrinho que olha para o outro não como fonte de conflito, mas como uma família. Não numa perspectiva de confronto, mas de apoio. É surpreendente quando percebemos que esse indivíduo que nos dizem ser maléfico é aquela pessoa que está presente. Quando nos damos conta que se fala de conflito geracional porque colectivizámos as relações sociais. Porque vemos grupos e não pessoas. Porque o Estado não as deixa decidir, com medo de perder o controle do que não compreende.

Também se fala muito que os tribunais não dão vazão ao número incontável de processos, decidindo tarde e a más horas. Sendo advogado, posso confirmar na pele o quanto esta história é verdadeira. Mas também posso testemunhar os inúmeros negócios que se fecham todos os dias, apesar do Estado não cumprir a função indispensável que é administrar a Justiça. Os contratos que se assinam sabendo-se de antemão que o seu incumprimento, por qualquer das partes, conduz a uma batalha nos tribunais, da qual o único vencedor será o tempo. Apesar desses perigos, os negócios continuam e o cidadão comum persiste. Aquele homem e aquela mulher, aqueles indivíduos, quando vendem uma casa ou gerem uma empresa, continuam a assinar contratos. Fazem-no porque não têm outro remédio, mas também porque confiam. Crêem no outro, também um indivíduo, acreditam na sua honorabilidade e nas vantagens que tem em cumprir com a palavra dada. É olhando para os casos concretos que compreendemos que o colapso a que assistimos não é social, nem geracional, mas sim do modo como encaramos o Estado no meio de nós.

Solidariedade voluntária

Filed under: Política,Portugal,socialismo — Miguel Noronha @ 10:06

Banco Alimentar recolheu mais de duas mil toneladas de alimentos(…) As 2640 toneladas de alimentos recolhidas pelos 37.500 voluntários em todo o país foram “um sinal de coesão e o melhor sinal de mobilização da sociedade portuguesa” perante as dificuldades colocadas pela crise. No sábado, primeiro dia da campanha, às 18h, as doações ao Banco Alimentar registavam um aumento de 18% relativamente à recolha em Maio do ano passado, segundo Isabel Jonet.

O “voluntário” no título do post estará a mais mas foi colocado prepositadamente para diferenciar este acto genuinamente solidário daquela “solidariedade” que coercivamente é nos é exigida via impostos.

Contrariamente ao que alguns alegam mesmo numa altura de crise económica, com brutais aumentos de impostos, os individuos sabem ser solidários e participam macivamente em acções de entidades que julgam credíveis sem necessidade de mediação da Autoridade Tributária ou de políticos que só sabem ser solidários com o dinheiro alheio.

A socialização dos prejuízos da má gestão bancária

Resgate do Bankia vai ser feito com recurso a dívida pública espanhola

O depauperado sistema das cajas de ahorro espanholas é uma explosiva mistura de interferência públicas com má gestão privada. No concubinato entre políticos e banqueiros são invariavelmente os contribuintes que pagam a conta. Mas nem pensar em modificar o actual sistema. É demasidao perigoso, especialmente para os interesses instalados.

Dois mil milhões de euros para a cultura…

Filed under: Política,Política Fiscal — Carlos Guimarães Pinto @ 08:22

…ou o dobro do que irá ser poupado com o corte do subsídio de Natal e de férias aos funcionários públicos em 2012, é o que anda a pedir a esquerda bem pensante em subsídios à cultura anualmente. O mais extraordinário disto tudo é que há uns anos atrás provavelmente teriam sucesso nas suas pretensões.

A tremenda falta de noção de prioridades, e uma arrogância intelectual aliada a um raciocínio básico (se és contra os subsídios, és contra a cultura e, portanto, és um ignorante), começam a ser desesperantes.

Gangrena (2)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:13
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O ataque de Marcelo Rebelo de Sousa a Miguel Relvas e ao Governo é violento, mas não se pode dizer que os destinatários não se tenham colocado a jeito: Marcelo prevê Relvas “semi-morto” mesmo que não se demita do Governo

Ao avaliar o ano de Governo de Pedro Passos Coelho, o ex-líder do PSD chamou ao ministro dos Assuntos Parlamentares de o “berbicacho número um do Governo”.

Na análise feita na estação televisiva TVI, o social-democrata concluiu que mesmo que não se demita ou acabe demitido, Relvas “continuará mas num estado semi-morto”, em termos políticos.

(mais…)

Gangrena

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:13

Impressões. Por José Pedro Lopes Nunes.

Gangrena

Quando a gangrena surge num membro, pode ser necessária a amputação. De outra forma, pode resultar a morte.

Maio 27, 2012

Os Heróis de Viena

Filed under: Desporto — André Azevedo Alves @ 23:59
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O dia de maior glória da nossa história

Legalize It

Comentado pelo DavC, na caixa de comentários deste post:

Porque é que se há de manter uma actividade que é legítima ilegal? Porque é que eu não posso plantar cannabis e fazer disso um negócio? Porque é que o CEO da Unicer pode ser um respeitável senador da nação vendendo uma droga que é tão ou mais nociva do que a Marijuana? Sim, ninguém importuna o consumidor, mas importuna o produtor e distribuidor, e porque é que a produção e distribuição de certas drogas não pode ser um negócio respeitável?

A mercadoria se for legal não será oferecida aos adolescentes em maior quantidade do que já é, tal como o álcool é oferecido aos adolescentes independentemente de a idade ser legal ou não.

Eu não tenho que justificar a liberalização, os proibicionistas é que têm que justificar a proibição, essa é que implica uma tomada de posição do Estado. Mas eu justifico, porque liberalizar traria benefícios, económicos, sociais, fiscais e até de saúde pública. Seria possível ter um maior controlo estatístico sobre os consumos, seria mais fácil detectar problemas sérios e trata-los clinicamente, seria possível cobrar impostos sobre a venda, seria possível criar oportunidades de negócio para agricultores do interior, por exemplo…

Leitura Complementar: Uma Droga de debate

Os golos da final de Viena – Madjer e Juary

Filed under: Desporto,Videos — André Azevedo Alves @ 22:00
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FC Porto – Viena 1987 (Madjer)

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Foi há 25 anos, em Viena

Filed under: Desporto — André Azevedo Alves @ 21:35
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Aquela taça nas mãos
Final de Viena: Os títulos da imprensa
Final de Viena: O relato do jogo

O TóZé, a Alemanha e a linha do Equador

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política,Saúde,socialismo — ruicarmo @ 19:01

Ninguém acredita, por João Pereira Coutinho.

A Alemanha alimenta-se da desgraça dos outros, disse António José Seguro. E a que se deveu este arroubo de contornos vagamente xenófobos? Simples: a Alemanha emite dívida a juros baixos; o resto da Europa desunha-se a pagar muito mais. Como explicar este mistério

Não, com certeza, pelo facto de a Alemanha ter feito ajustamentos dolorosos (no tempo das vacas gordas) e ser um caso raro de crescimento no meio da estagnação geral, o que sempre consola os investidores. Para Seguro, a Alemanha paga pouco porque não quer ‘mutualizar’ a dívida, arcando parcialmente com as dívidas dos outros. Na cabeça de Seguro, a srª Merkel devia ignorar o seu eleitorado; rasgar a constituição do seu país; e ser mais amiga dos portugueses e gregos, desprezando os alemães. Seguro é ‘candidato’ a primeiro-ministro de um país que se situa a norte da linha do Equador. Mas, contado, ninguém acredita.

Síria, o quintal preferido

Da Rússia, Qatar, Arábia Saudita e Líbia. Parece que o processo de paz vai de vento em popa. Como tal, não tem havido muitas referências à entidade sionista para explicar os sucessos alcançados pelo país do senhor Assad.

O tamanho interessa

Quanto maior, pior.

O mundo é composto de mudança

Filed under: Ambiente,Cultura,Internacional,Media,Política,Portugal — ruicarmo @ 17:24

BE prepara saída de Anacleto Louçã.

Relvas é uma vítima no caso das secretas, afirma Marinho Pinto.

Chefe de gabinete de Mubarak condenado por corrupção.

Especulações sobre a sucessão de Chávez.

Quando o Prof. Marcelo se reformar já temos substituto

Filed under: Desporto,Internacional,Media,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 15:01
Fernando Santos defende referendo na Grécia para decidir permanência na UE :
O seleccionador de futebol da Grécia, Fernando Santos, acredita que nas eleições de Junho haverá uma clarificação política, mas defende que deveria ser feito um referendo sobre se o país deve ficar na União Europeia ou não.

Falando à Lusa sobre a crise social, política e económica na Grécia, o treinador português afirma não ter dúvidas de que esta já se está a repercutir no futebol grego: «A crise reflecte-se não só na diminuição do número de adeptos, mas também nos patrocinadores, na capacidade dos clubes angariarem receitas. Nas próximas épocas isso vai ser mais notório».

Diz-se mesmo convencido de que «os clubes gregos vão deixar de ter capacidade para comprar jogadores. Até há bem pouco tempo, clubes como o Olympiakos e o Panathinaikos podiam facilmente ir a Portugal buscar um jogador de qualidade e hoje isso não me parece que seja possível», referiu Fernando Santos, para quem, todavia, a situação social está longe de ser de crispação.

O treinador português admitiu que há três, quatro meses, antes do último apoio financeiro da ‘troika’, viveu-se um período de “crispação, com manifestações e confrontos, sobretudo no centro de Atenas”, mas agora, garante, “as coisas acalmaram”.

Pensar a Democracia com Tocqueville – 5 de Junho em Lisboa

Filed under: Agenda,Educação,Livros,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:00


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Os Assessores do PSD não dormem

Filed under: Media,Política,Videos — Ricardo Lima @ 13:51

Socialistas descobrem que impostos causam desemprego

Filed under: Política,Política Fiscal — Carlos Guimarães Pinto @ 13:40

PS com projecto para repor taxa mínima na restauração

“No último trimestre foram destruídos cerca de 15.900 empregos líquidos no sector de alojamento e restauração face ao último trimestre do anos passado, tendo sido destruídos 33.000 no espaço de um ano. No último trimestre foram destruídos cerca de 15.900 empregos líquidos no sector de alojamento e restauração face ao último trimestre do anos passado, tendo sido destruídos 33.000 no espaço de um ano”, lê-se no projecto de resolução socialista.

O projecto que pede ao Governo para voltar a colocar a taxa do IVA nos 13% na restauração foi entregue na sexta-feira no Parlamento e sublinha que o Orçamento do Estado para este ano previa um aumento das receitas daquele imposto de 13,6%, valor que foi revisto para 11,6% no orçamento rectificativo.

“Ora, no fim do primeiro quadrimestre do ano, a receita de IVA está abaixo 3,5% do montante colectado em período homólogo de 2011″, lê-se no texto do projecto a que a Lusa teve acesso.

Ventos e Tempestades

Filed under: Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo — Ricardo Lima @ 12:39

Pedro Marques Lopes, no DN :

Tenho muita dificuldade em imaginar o que um cidadão desempregado, com filhos para sustentar, casa para pagar, que já enviou centenas de currículos e não obteve qualquer resposta, que ou já perdeu o direito ao subsídio de desemprego ou vê esse dia a aproximar-se, pensou quando ouviu o primeiro-ministro a recomendar-lhe que visse a sua situação como uma oportunidade.

Se esse cidadão foi um dos portugueses que votou no partido de Passos Coelho, é provável que tenha pensado que tivesse sido uma gaffe, mais uma das inúmeras declarações pouco pensadas do primeiro-ministro. Afinal, uma das razões que levara o cidadão a votar no PSD teria sido o facto de se identificar com a figura do seu líder: um homem comum, trabalhador por conta de outrem, morador num bairro dos subúrbios de Lisboa, com filhos, com uma vida sem luxos, conhecedor das dificuldades normais duma família de classe média. Alguém como ele.

O que mais choca nas declarações de Passos Coelho, que anteciparam a divulgação dos números do desemprego que revelam que existem mais de um milhão de pessoas sem emprego ou em situação de subemprego, não é a evidente insensibilidade ou a falta de pudor na abordagem deste flagelo, é o flagrante desconhecimento da situação real do País. Naquele em que nós vivemos não há empresa que esteja a contratar quem quer que seja e os bancos não emprestam um tostão para novos projectos. Os mais jovens ainda têm a hipótese de emigrar… mas de que tipo de “oportunidades” estaria Passos Coelho a falar para as pessoas da idade dele? Estaria a aconselhar a emigração para estes também? A um homem ou mulher de 50 anos com filhos? Em que tipo de bolha vive o nosso primeiro-ministro que não lhe permite conhecer o drama dum cidadão de meia-idade sem dinheiro, nem perspectivas de o ter? Será que ignora o que representa para alguém enfrentar a família e admitir que não consegue providenciar o sustento, a sensação de inutilidade, o desespero, a angústia?

O Bruno Alves já aqui tinha abordado a falta de vergonha do Primeiro-Ministro:

A propósito de “oportunidade”, Passos Coelho perdeu uma de estar calado

Leitura dominical

Filed under: Media — ruicarmo @ 12:21

O meu caso com o caso Relvas, por Alberto Gonçalves.

Os comentários às eventuais ameaças de Miguel Relvas a uma jornalista do Públicosão um perfeito retrato do país. Na semana passada, escrevi aqui que o papel, a ambição, o estilo e o respeito pelas regras democráticas do sr. Relvas lembram demasiado o eng. Sócrates. Num ápice, Estrela Serrano correu a acusar-me de “falácia”, “desespero” e “desejo de proteger quem praticou a ameaça”. Como de costume, Estrela Serrano não podia estar mais enganada.

Em primeiro lugar, porque as “provas” da comparativa inocência do eng. Sócrates que Estrela Serrano exibiu no seu blogue (vaievem.wordpress.com) constituem evidências bastante razoáveis da respectiva culpa. Em segundo lugar, porque ao contrário de Estrela Serrano nunca aceitei cargos de nomeação política e nem sequer convivo com políticos (uma tentação recorrente em jornalistas com aspas), pelo que não me desespero com eventuais abalos nas carreiras deles. Em terceiro lugar, porque atribuir-me instintos protectores face ao sr. Relvas, cuja relevância no actual governo desde o início me pareceu uma afronta à credibilidade do mesmo, é, no mínimo, um indício da distância que separa Estrela Serrano do discernimento.

Não censuro a senhora, que se limita a presumir em mim os hábitos dela e da pátria em geral. No fundo, o amor à liberdade de expressão que Estrela Serrano descobriu agora é aquele que lhe faltava quando os antecessores do sr. Relvas procuravam, e às vezes conseguiam, silenciar jornalistas. À época, acrescento entre parêntesis, Estrela Serrano pontificava na Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), agremiação que, vá lá perceber-se, jamais encontrou vestígio de ilicitude na relação do governo de então com os media.

Estrela Serrano é muito portuguesa, e Portugal é um lugar onde as convicções derivam de simpatias partidárias, compadrio e arranjinhos à mesa do restaurante. De tão infantil, só a descrição da paisagem deprime: os que negavam os abusos do PS são os que hoje se indignam com os abusos do PSD; os que se indignavam com os abusos do PS são os que hoje negam os abusos do PSD. Contra toda a evidência e a favor de todo o compromisso, os apoiantes de uns perdoam-lhes o que condenavam noutros e os apoiantes dos outros indignam-se face ao que lhes era indiferente. Os primeiros perdem a razão que tinham. Os segundos não ganham razão nenhuma.

Gostaria, insisto, que Estrela Serrano não me julgasse pelos critérios que a orientam. Se digo que o presumível desvario do sr. Relvas não é inédito não pretendo dizer que o desvario é desculpável, mas que o indesculpável clima que o propiciou já vem de trás. O sr. Relvas faz o que quer na medida em que os seus parceiros de ofício sempre fizeram o que queriam. E o sr. Relvas sairá provavelmente impune na medida em que a impunidade tácita do ofício é regra da casa.

Se acontecer assim, é pena. Acho que, menos pelo episódio do Público do que pelo rústico enredo de espionagem que originou o episódio, o sr. Relvas não devia permanecer no governo. Acho que a direcção do diário em causa não devia ser selectiva na escolha das pressões que valentemente denuncia ou que estrategicamente esconde. Acho que o jornalismo que dorme com políticos não devia estranhar que os leitores fujam da promiscuidade. Acho que quem aguarda a sentença da absurda ERC devia esperar sentado. Acho que, em vez de alucinações, Estrela Serrano devia ter vergonha.

dealers morais e materiais deste mundo, uni-vos!

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 11:54
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=420191608011376&set=a.286441971386341.71912.286422301388308&type=1&ref=nf

Bootleggers and Baptists:

Bootleggers and Baptists, is a model of politics in which opposite moral positions lead to the same vote. Specifically, preachers demand prohibition to make alcohol illegal while the criminal bootlegger wants it to stay illegal so he can stay in business.

Is Atlas Shrugging?

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 10:30


Ayn Rand – Is Atlas Shrugging?

LEITURA RECOMENDADA — Atlas Shrugged por Ayn Rand (em inglês, em Português do Brasil)

Leituras adicionais – Atlas Is Shrugging e De novo, “Atlas Shrugged”

What is Money

Filed under: Diversos — António Costa Amaral (AA) @ 10:26

What is Money? por Robert Sadler:

There exists a certain amount of confusion today about what money truly is, how it originated and who should produce it (the government or private individuals). For this reason, it is useful to provide a brief summary of the origin or money and the differences between the various types of money. In this manner it will become clear that money should only be produced by the market.

The monetary use of a commodity is derived from its non-monetary use. When we consider how money comes into being (through indirect exchange) we know this must be the case ..

In the case of gold or silver, it is obvious that these commodities have a value independent of their monetary use. Gold has historically primarily been used as jewellery and today, like silver, it has many industrial uses that establish a non-monetary value.

It is clear now that paper money established by government fiat cannot have any non-monetary value. It is not a good (according to the definition by Menger) or a commodity that can be widely bought and sold. No man desires paper money for its own sake. It cannot satisfy any need of man .. It is arguably, an imaginary good, as described by Menger ..

.. the optimal money derives its value from its prior non-monetary use (i.e. that of being a valuable commodity). Paper money has no prior non-monetary use and thus derives its value from government legal tender laws. In other words, it has merely an imagined value. In free market, there would be no fiat paper money. Government has no place in the production of money. Free money protects the population from the costs of fractional reserve banking and stunts the growth of government. Furthermore, with free market gold money (or similar) inflation will be limited to the illicit activities of fractional reserve banks thus the length and depth of the business cycle will be greatly reduced.

O excesso de “agendas para o crescimento” faz mal à saúde da Europa

Filed under: Internacional,Política,Portugal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 10:00

Nem austeridade, nem crescimento. Por João Lamy da Fontoura.

Défice Oficial e Défice Contabilístico na América

Filed under: Economia,Internacional,Nanny State Watch,Política,Política Fiscal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 08:23
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Já se sabia que o Défice Oficial Americano em 2011 foi de 1.3 Triliões (Americanos) de Dólares.

O que foi nestes dias divulgado foi o Défice Contabilístico de 2011
(assumindo as práticas da Contabilidade, ou seja, contando como défice também os “Entitlement Programs”).
E o valor do défice de 2011 foi de 5 Triliões (Americanos).

Ou seja, só em 2011 a Dívida Estatal Americana aumentou em 5.000.000.000.000 (ou 5 x 1012 ou 5 x 1.0004).

A notícia tem um detalhe engraçado. Tem a versão de um funcionário sobre porque o Défice Oficial é diferente do Défice Contabilístico:

Jim Horney, a former Senate budget staff expert now at the liberal Center on Budget and Policy Priorities, says retirement programs should not count as part of the deficit because, unlike a business, Congress can change what it owes by cutting benefits or lifting taxes.

“It’s not easy, but it can be done. Retirement programs are not legal obligations,” he says.

É um prazer ouvir uma pessoa que, tal como eu, gosta de dizer a verdade por mais dura que seja.
Só não gosto muito desta verdade. Mas já há algum tempo que ela é evidente…

Precedentes Perigosos

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Ricardo Lima @ 02:51
Ministra defende «chips» de localização de pedófilos :

A ministra da Justiça mostrou-se hoje favorável à implementação de dispositivos eletrónicos de localização de crianças e adoção de legislação para referenciação de pedófilos.

«Naturalmente que defendo [a utilização de «chips»]. Há muitos anos que defendo um sistema que não é exatamente igual à Lei de Megan, de referenciação de pedófilos», afirmou Paula Teixeira da Cruz, na conferência promovida pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC) dedicada às crianças desaparecidas e exploradas sexualmente.

A Lei de Megan está em vigor nos Estados Unidos e obriga as autoridades a divulgarem junto da população a localização de pedófilos condenados por crimes sexuais contra menores. 

Born In Chains

Filed under: Videos — André Azevedo Alves @ 00:01
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Gent, Born In chains, Leonard Cohen, August 22nd 2010

Leonard Cohen – Born In Chains

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