OS INTERESSES DO GAY LOBI E O OPORTUNISMO DOS POLÍTICOS

“Health Economics”: Uma pequena lição para heterófobos e homófobos

Esta “democratização duma doença à base de uma mitologia, tanto quanto a abominável injustiça de deslocar fundos de tantas doenças curáveis, não têm precedente histórico…criamos um monstro constituido por demasiados interesses e reputações.”
Dr. James Chin, ex-epidemiologista da Organização Mundial de Saúde, falando da maneira como são atribuidos os fundos para o combate contra HIV/SIDA

O Senado dos EUA, no dia 16 de Julho, aprovou uma proposta para gastar $48 mil milhões durante os próximos cinco anos para combater HIV/SIDA a nível mundial. O Presidente Bush tinha pedido $30 mil milhões durante cinco anos mas já indicou que concordaria com um número superior.

Já em 2003 Bush tinha lançado o que o Senador Democrático Joseph Biden classificou como o “maior programa de saúde pública na história do mundo”.

Mais pormenores sobre esta legislação podem se encontrar em:

http://www.newsmax.com/us/Senate_Funding_aids/2008/07/16/113552.html

Os proponentes da medida expressaram o seu desejo de ver outros países ricos aumentar as suas despesas a favor da mesma causa.

Considerações pertinentes
Antes, porém, de congratular os apoiantes desta medida, aparentemente louvável, seria aconselhável chamar a atenção dos contribuintes (e não só os dos EUA) para certos factos pertinentes, factos verdadeiramente aterradores. Afinal são os contribuintes que pagam estes fundos.

Michael Fumento, cita o grupo Fair Allocations in Research que analisa as estatísticas sobre gastos federais em comparação com os números mortos por cada doença: gastam-se nos EUA 21 vezes mais com a SIDA quanto com o cancro—e 78 vezes mais do que se gasta em doenças coronárias e 97 vezes mais do que com as doenças cardio-vasculares. A acrescentar às quantias puramente médicas mais $1.2 mil milhões são gastos em apoios às vítimas da HIV/SIDA, enquanto não existe qualquer programa semelhante para as vítimas de outras doenças.

Segundo Robert England, chefe de Health Systems Workshop, escrevendo na revista oficial da Ordem dos Médicos inglesa, British Medical Journal: “Although HIV causes 3.7 percent of {worldwide} mortality, it receives 25 per cent of international health-care aid.”

“In the fight against AIDS, profiteering has trumped prevention,” declared Sam L. Ruteikara, co-chair of Uganda’s National AIDS-Prevention Committee, in a Washington Post essay this week. “AIDS is no longer simply a disease; it has become a multibillion-dollar industry”.

“Consider: A 2008 WHO/UNAIDS/UNICEF report demands AIDS drugs for every victim worldwide, requiring spending hikes from $8.1 billion now to $35 billion by 2010. Yet AIDS remains incurable. Conversely, an African with non-resistant tuberculosis is curable with merely $25 of drugs.”

E outra consideração pertinente

The skewed priorities even hurt AIDS efforts. “UNAIDS’ perpetuation of the myth that everyone is at risk of AIDS has led to billions wasted on prevention programs,” says Dr. James Chin, a former top AIDS epidemiologist at the World Health Organziation,who has long declared the UN figures to be to too high and insists they still are. Chin insists. “Insufficient outreach programs for those in the highest-risk population have clearly led to infections that could have been prevented…

There is no precedent in history for such myth-driven ‘democratization’ of a disease, nor for the abominable unfairness in allocating funds away from so many curable illnesses…We have created a monster with too many vested interests and reputations at stake.”

Todas estas citações e muito mais podem se encontrar em:

http://www.nypost.com/seven/07032008/postopinion/opedcolumnists/a_myth_that_kills_118302.htm?page=0

e em:
http://www.nypost.com/seven/06232008/postopinion/opedcolumnists/aids_fight_follies_116764.htm

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CLODOVIS E LEONARDO BOFF, IRMÃOS SEPARADOS

Mais boas novas da América Latina. A chamada teologia da libertação está em declínio e o último golpe é o abandono por Clodovis Boff desta corrente que tantos estragos tem causado. Podem encontrar os documentos em português no sítio da
Chieza Espresso:

http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/205773?eng=y

The liberation theology that once united them now divides them. The former criticizes it at its roots, and has passed over to the Ratzinger camp, while the latter continues to defend it, and feels betrayed. The complete texts of the dispute at this site.

FOBIA E HISTERISMO

Não tenho o hábito de ver um desagradável e pouco inteligente programa que passa no canal SIC Notícias aos Sábados. Ontem à noite um acidente de zapping ocasionou uma excepção. Ouvi as palavras ‘Manuela Ferreira Leite’ e ‘casamento homossexual’ e parei logo. O que ouvi foi elucidativo. Mas só me surpreendeu pelo excesso. O programa cujo nome (bastante apropriado) é O Eixo do Mal, pode-se descrever em inglês como ‘one long sneer’. Não existe em português uma tradução exacta da palavra inglesa sneer que se emprega como verbo ou substantivo, ou sneering como adjectivo. ‘ Escárnio’ ou ‘sarcasmo’, talvez, mas nem a primeira palavra nem a segunda traz exactamente o sentido inglês. Sneer é o que as pessoas fazem quando detestam ou desprezam mas faltam-lhes os argumentos para criticar. É esse o tom normal de quase todos os participantes nestas sessões esquerdistas de maldizer.

Desta vez resolveram atacar a nova líder do PSD e pegaram numa parte da sua recente entrevista televisiva onde ela respondeu à pergunta: qual a sua posição quanto ao casamento de homossexuais. A MFL respondeu mais ou menos o seguinte: que ‘não era tão retrógrada que pudesse apoiar a discriminação contra os homossexuais. Pelo contrário, considerava que a opção sexual era do foro íntimo de cada um. Mas que não podia apoiar o casamento dos homossexuais porque o casamento tinha fundamentalmente a ver com a constituição de uma família.’

O que ela foi dizer! O Daniel Oliveira perdeu a cabeça e em tom histérico, torcendo os lábios e ficando ainda mais feio que o normal, gritou que Manuela Ferreira Leite era homofóbica. Que ainda não era reconhecido em Portugal, mas que o dia havia de chegar em que a homofobia fosse tratada como o racismo. O que o DO quer evidentemente dizer é que a oposição ao casamento dos gays seja criminalizada.

O seu objectivo é aterrorizar os políticos com um epíteto inventado pelo Lóbi Gay precisamente para esse efeito. Em vez de argumentos temos gritos e insultos.

Como não me canso de repetir uma fobia é um estado de espírito irracional. O que o DO sofre é de uma fobia contra argumentação lógica. Qualquer pessoa pode ter uma aversão racional à homossexualidade: aliás é o estado normal da imensa maioria da população A fortiori é também a opinião da imensa maioria ser contra o chamado casamento dos homossexuais. A exibição de ontem à noite era realmente contraproducente para a causa de DO. Muitos espectadores ficaram, com certeza, esclarecidos quanto aos verdadeiros desígnios do lóbi.

SHOOTING THE MESSENGER

Uma velha arma, usada pelos tiranos para tratar de notícias incómodas, era a de matar quem as trouxesse.

É o que acontece cada vez que alguém ousa falar da frequência das DST (doenças sexualmente transmitidas) entre os homossexuais. Não importa a fonte de tais notícias, a idoneidade dos organismos investigadores ou a seriedade dos meios de comunicação envolvidos: quem ousa divulgar essas notícias é logo alvo dos mais escabrosos e desonestos ataques de parte dos activistas ‘gay’.

A alta taxa de SDT entre os homossexuais, junto com alguns grupos de toxicodependentes e praticantes de prostituição, em comparação com a população em geral, tornou-se há muito tempo mais um assunto tabu.

A quantidade industrial de comentários ao meu recente post sobre o fim de uma mitologia, e que mais uma vez mostrou a cegueira, iliteracia funcional e má fé de muitos comentadores, impede uma resposta adequada a cada um.

Se quiseram realmente respostas aconselho que façam uma pesquisa Google com as palavras “anal sex Africa”. Podem assim passar umas horas divertidas no estudo de algumas das 671 000 entradas. São muitos mensageiros, não são? Se tiverem tempo para isso podiam até fazer uma queixa à Google e pedir a retirada de tantas entradas homófobas.

Entretanto, posso sim, dar uma dica em resposta a uma pergunta: a que se refere ao sexo oral.

Se consultarem os seguintes endereços, irão encontrar dados sobre a ligação entre a prática de sexo oral com cancro da garganta. Aqui, evidentemente, não se trata de discriminar os homossexuais. Mas de todos os aficionados de tal desporto.

http://www.newscientist.com/article/dn11819-oral-sex-can-cause-throat-cancer.html

http://timesofindia.indiatimes.com/articleshow/3121378.cms

Quanto à minha alegada obsessão com o homossexualismo, só um reparo. Os heterossexuais têm não só o direito mas sim o dever de se interessarem quanto às consequências de práticas cujas consequências custam muito caro ao Serviço Nacional de Saúde, infelizmente pago por todos nós. No Reino Unido (esse paradigma de justiça distributiva socialista!) já recusam tratamento nos hospitais a obesos e fumadores. Pessoalmente não sou a favor desse tipo de discriminação. Mas podem ter a certeza que um dia os nossos tiranetes irão se lembrar de discriminar os homossexuais do mesmo modo.

CENSURA E HATE CRIMES

No século XIX, no mundo anglo da Rainha Vitória, havia três assuntos tabus: religião, política e sexo. Pessoas educadas achavam que não podiam tocar neles sem chocar as sensibilidades. Em geral os apoiantes de tais tabus eram conservadores. Estes eram bastante severos com os transgressores que ficavam condenados ao ostracismo social.

Hoje também temos trás tabus mas o mundo deu uma grande volta. Hoje quem não só apoia tabus mas é ainda mais severo com os transgressores é alguma esquerda excitável. Este até reclama não só o ostracismo (a arma do politicamente correcto) mas também a criminalização. Reivindica a penalização dos chamados hate crimes, isto é a discussão de determinados assuntos. Os assuntos também mudaram. Hoje são: o aquecimento global; o islamismo; o homossexualismo.

George Orwell e 1984 já estão ultrapassados.

Qual será o próximo tabu?

ORGULHO GAY E O FIM DE UMA MITOLOGIA

The Aids scare was one of the most distorted, duplicitous and cynical public health panics of the last 30 years. (Brendan O’Neill)

O Verão chegou e por esse mundo fora, inclusive em Portugal, começa o ritual das manifestações do chamado orgulho gay. Só que este ano vai haver pouco orgulho e algum desconforto. Ou assim seria se os apaniguados tivessem um pingo de vergonha nas respectivas caras.

A Organização Mundial de Saúde acaba de divulgar os resultados das suas investigações sobre o alastramento de HIV/SIDA. Eis a bomba que está (ou devia estar) a causar uma explosão entre as múltiplas organizações que ganham a vida a semear o pânico entre diversas camadas da população menos informadas.

Afinal, depois de mais de duas décadas a insistir que a temida doença atingia todos, (mesmo todos: lembram-se desses anúncios televisivos?), parece que não houve nenhum alastramento entre heterossexuais e que a epidemia atinge principalmente os grupos de risco (surpresa, surpresa!!!) nomeadamente: homens que fazem sexo com homens; certas categorias de toxicodependentes; e pessoas que praticam a prostituição.

Durante todos estes anos fomos massacrados com propaganda enganosa a tentar nos convencer que até na escola primária as crianças deviam ter aulas sobre o sexo e a terrível doença; que os homossexuais deviam poder ser doadores de sangue, porque os heterossexuais também constituíam um risco; enfim, e sobretudo, que os homossexuais não deviam ser discriminados por motivo algum.

Entretanto, segundo os números oficiais, gastou-se um bilião de dólares por ano em propaganda de vária ordem nesta área. Quem lucrou foi a indústria dos preservativos e os diversos elementos envolvidos na publicidade enganosa.

Como diz Brendan O’Neill no jornal Guardian, no seu blogue de Junho 12:

The Aids scare was one of the most distorted, duplicitous and cynical public health panics of the last 30 years

Ver:

Guardian – The exploitation of Aids

e também:

Fox News – World Health Organization Admits Threat of Global AIDS Epidemic Is Over

e ainda:

Independent – Threat of world Aids pandemic among heterosexuals is over, report admits

A OMS diz que é só em África que existem números significativos de heterossexuais atingidos por HIV/SIDA, e é desse continente que vêm os poucos europeus heterossexuais que contraíram SIDA.

Pergunta-se por que será que assim acontece e o senso comum indica uma resposta. São as práticas anti-higiénicas que favorecem a transmissão de doenças, tanto em África como entre os orgulhosos ‘gays’.

Entretanto, o Senhor Lula, Presidente do Brasil, quer criminalizar qualquer crítica aos homossexuais. Ainda não sabemos se vai pedir que o seu país saia da OMS.

Sabemos, sim, pelos exemplos do ano passado, que a autora deste texto irá ser acusada de homofobia.

Sabemos também que as conclusões da OMS não irão receber a publicidade devida. Foi com o receio duma discussão séria sobre saúde e SIDA que o lóbi gay intentou a caça aos ‘homófobos’.

But Truth will out!

VACLAV KLAUS CONTRA FERREIRA LEITE

O presidente da República Checa Vaclav Klaus, felizmente para o povo checo, é melhor economista e melhor político que a nossa MFL. Eis o que ele disse do ‘NÃO’ irlandês.

Czech president Vaclav Klaus, who is supported by the country’s largest political party, called the Irish referendum vote a “victory of freedom and reason” and said “ratification cannot continue”.

His view was echoed in the Czech senate.

“Politicians have allowed the citizens to express their opinion only in a single EU country,” Mr Klaus said.

“The Lisbon treaty project ended with the Irish voters’ decision and its ratification cannot continue,” he wrote on his own website, according to Czech news agency CTK.

The resounding Irish no was a “victory of freedom and reason over artificial elitist projects and European bureaucracy,” he said.

Premysl Sobotka, Czech senate chairman, also said there was “no sense” continuing with ratification, according to the agency.

The Czech Republic, traditionally one of the more Euro-skeptic of the EU’s 27 member states, is one of nine countries which have not yet ratified the treaty.

Ler o artigo aqui.

A CAÇA ÀS BRUXAS CONTINUA

Entre os bispos da Igreja da Inglaterra há de tudo inclusive o Senhor Bispo de Stafford, Gordon Mursell, uma espécie de Torquemada dos nossos dias, mas mais desequilibrado do que o seu antecedente espanhol.

In a parish newsletter, the bishop said that people who refuse to join the fight against global warming are like Josef Fritzl, the insane criminal in Austria who locked his daughter and her children in a cellar for 24 years. For Mursell, being sceptical about the conventional wisdom on climate change is akin to the monstrous crime committed by Fritzl. He says: ‘You could argue that, by our refusal to face the truth about climate change, we are as guilty as he is.’

Os insurgentes, e os leitores que concordam com as posições deste blogue quanto às causas das modificações climáticas, agora ficam sabendo que, segundo a opinião do eminente prelado anglicano, somos todos uns Fritzl, culpados de crimes hediondos, e presumivelmente merecedores de castigos pesados.

Um excelente artigo sobre o actual histerismo à volta das alegadas mudanças climatológicas e o papel desempenhado nestes fenómenos pelas actividades humanas encontra-se em:

http://www.spiked-online.com/index.php?/site/article/5219

NOVA REVISTA BRITÂNICA

Leitura recomendada

Standpoint, uma nova revista política britânica, já está disponível na net. Dirigida por Daniel Johnson esta publicação mensal vem preencher uma lacuna no panorama do jornalismo britânica: um espaço dedicado à discussão política e cultural séria. A imprensa do Reino Unido nas últimas décadas, em comparação com a dos Estados Unidos, tem mostrado uma marcada pobreza face ao quase-monopólio de órgãos da ortodoxia do centro-esquerda. Espera-se agora ouvir a voz dum conservadorismo moderno e liberal.

Pode-se aceder à Standpoint aqui:

http://www.standpointmag.co.uk/about-us

Este primeiro número traz vários artigos de grande interesse com destaque para um texto de Michael Nazir-Ali, Bispo anglicano de Rochester, sobre os malefícios do multiculturalismo e o colapso do cristianismo no Reino Unido. Este prelado é de origem paquistanês, nascido numa família católica e convertido ao anglicanismo na juventude. Ocupa o décimo lugar na hierarquia da Igreja da Inglaterra e as suas posições contrastam com a do Arcebispo da Cantuária que advoga a inclusão da sharia (direito muçulmano) no sistema jurídico inglês. O Bispo de Rochester, pelo contrário, é favorável a uma política activa de proselitismo junto da comunidade islâmica com o objectivo da conversão ao cristianismo.

Outro artigo trata do papel destacado da Inglaterra na promoção do comércio livre, a luta contra o proteccionismo económico e o princípio da globalização. Entre as recensões de livros, encontra-se uma valiosa crítica a um recente livro revisionista (Human Smoke de Nicholson Baker) sobre a Segunda Guerra Mundial. Fredric Smoler submete a interpretação tendenciosa do autor à uma analise cuidadosa e incisiva.

Há muito mais. Esperamos o próximo número com interesse. Bem haja!

DATAS ALEGRES

DATAS ALEGRES

Comemorou-se o dia 25 de Abril de várias formas e em vários sítios. Nos Estados Unidos, por exemplo, em milhares de escolas a data foi dedicada à luta contra a “homofobia” com o título de Day of Silence. Os alunos foram exortados a manter o silêncio durante as aulas e trazer à volta do pescoço dísticos com palavras de solidariedade com pessoas discriminadas por causa da sua orientação sexual. A campanha foi organizada pelo lóbi dos gays, lésbicas e “trans-gender” e teve lugar em vários estados. Opositores da campanha apelaram aos pais para manter os filhos em casa nesse dia. Segundo porta-vozes dos opositores mais de 45 por cento dos alunos faltaram à escola. Ver: http://americansfortruth.com/news/day-of-silence-scam-places-children-at-risk.html

Numa altura em que a tolerância de práticas homossexuais nunca esteve tão generalizada, a moda de organizar protestos contra a homofobia está a alastrar-se. Em Portugal, durante o mês de Maio a campanha irá entrar pelas nossas casas a dentro.

A revista da TVCabo, TVCine do mês de Maio anuncia o seguinte:

No dia 17 de Maio comemora-se o Dia Mundial da Luta Contra a Homofobia. Neste dia há que ressalvar a igualdade de direitos dos homossexuais, e para assinalar a data o TVCine 2 vai passar entre 12 e 18 de Maio o Especial Queer Cinema.
Dia 12 – Fabulous! A História do Cinema Gay & Lésbico, às 21.30
Dia 13 – Rapazes de Sonho, às 21.30
Dia 14 – Deuses e Monstros, às 21.30
Dia 15 – Um Homem Sem Importância, às 21.30
Dia 16 – As Horas, às 21.30
Dia 16 – Shortbus, às 23.30
Dia 17 – O Homem da Sua Vida. Às 23.15
Dia 18 – Odete, às 21.30
Dia 18 – O Banquete de Casamento, às 23.15

http://americansfortruth.com/news/day-of-silence-scam-places-children-at-risk.html

GORDON BROWN E “NEW LABOUR”

GORDON BROWN E “NEW LABOUR”

Lamento ter de discordar de Carlos Manuel Castro e também de AAA sobre a política actual no Reino Unido. É preciso ter em conta os seguintes factos:

1. Mas antes de mais é preciso fazer um reparo quanto às conclusões do CMC. Não foi o povo britânico que repudiou Brown e “New Labour” nas recentes eleições locais mas, sim, um pequeno segmento desse mesmo povo. Quando dois terços do eleitorado fica em casa e 25 por cento dos que votam continuam a votar no New Labour, significa que só 26.25 por cento do eleitorado deu-se ao trabalho de votar contra New Labour. Amalgamar os números ao eleitorado inteiro é cometer um erro que se faz constantemente (também em Portugal). É um erro tipicamente mediático que tem pouco a ver com analises sérias.

2. O chamado New Labour não merece ser defendido por liberais. Para mim esse regime constitui a antecâmara dum novo fascismo. Longe de estadista, Blair foi o protótipo do demagogo populista. Transformou o país que foi o berço do liberalismo clássico na sociedade mais vigiada do mundo livre. Levou à lenta extinção do Estado de Direito (Rule of Law). Politizou o sistema judicial através do seu amigo Lord Falconer o Lord Chancellor. Este último acha que os juízes deviam ser escolhidos para representar os diversos grupos do povo incluindo a nomeação de juízes deficientes. O governo de Blair e as suas ONGs promoveram activamente o culto do politicamente correcto a todos os níveis da sociedade, incluindo a polícia, e apoia legislação para açaimar a expressão livre. Apoiou uma política essencialmente anti-família e subsídio-dependente.Traiu as promessas de um referendo sobre a “Constituição Europeia”. Ao longo de duas décadas tem vindo a entregar a feitura das leis a Bruxelas.

3. Durante a vigência do regime Blair a diferença entre ricos e pobres cresceu exponencialmente apesar da forte carga fiscal que só atinge esses ricos sem possibilidades para aproveitar a existência de paraísos fiscais. O próprio Blair nunca escondeu as suas predilecções para o convívio com esse tipo de pessoa. Entretanto, a proporção da população que trabalha para o Estado não cessou de crescer. Hoje excede mais de cinco milhões, os quais, com os seus familiares, constituem uma clientela enorme para quem domina o Estado.

4. Quanto a Gordon Brown, o relativo sucesso da economia britânica deve-se às políticas de Thatcher e à sua recusa da política monetária europeu e à não-adesão ao euro. O papel de Gordon Brown não foi muito mais do que o de um competente (?) guarda livros. Quem conhece o pensamento político deste político sabe que ele adere às ideias do “old labour” e à ortodoxia socialista. Assim, Brown é capaz de não partilhar o entusiasmo de Blair pelas “causas fracturantes”: o único ponto a seu favor. É duvidoso, todavia, que este homem hesitante terá a firmeza de se opor aos seus colegas.

Conclusão: “New Labour” é mais uma estratégia dos pensadores da social-democracia para garantir a sobrevivência do socialismo. Assemelha-se bastante ao nosso “liberalismo social” que já foi classificado neste blogue como “liberal-fascismo”.

EDUQUÊS, COMPETIÇÃO E FILOSOFIA DE EDUCAÇÃO

EDUQUÊS, COMPETIÇÃO E FILOSOFIA DE EDUCAÇÃO

http://www.city-journal.org/2008/18_1_instructional_reform.html

School Choice isn’t enough, por Sol Stern.

O esplêndido artigo acima citado esclarece a importante diferença entre medidas administrativas para promover o melhoramento do ensino e as urgentes mudanças de filosofia necessárias para alterar métodos de instrução e o conteúdo do currículo.

Embora as senhas de ensino sejam de experimentar, a geografia muitas vezes não as permite (uma só escola situada num vasto território, por exemplo). Também não se elimina uma péssima filosofia de educação com senhas. A ideia da competição eventualmente acabar com as más escolas ou o mau ensino pode ser verdade ao longo prazo e em determinadas zonas. Só que durante esse longo prazo milhares de alunos podem ser sacrificados.

Mais importante, mais prático e mais fundamental é acabar com o ‘brainwashing’ que é o principal objectivo dos chamados ‘institutos superiores’ de educação. E nesses recintos que os magos da educação progressista dedicam os seus esforços no sentido de alterar o que chamam os ‘preconceitos burgueses’ dos jovens aspirantes a educadores. Até desaparecer essa mafia nada feito.

Sol Stern no seu artigo analisa os êxitos e os falhanços do sistema dos senhas e chama a nossa atenção para o principal problema.

NEWSPEAK, NEWTHINK E LIBERALISMO FASCISTA

Ao assistir a qualquer debate sobre a campanha presidencial americana, verificamos que o que distingue os liberais dos conservadores no discurso político reside principalmente em duas areas. Primeiro, tudo que diz respeito à procriação da espécie; e segundo, o papel do Estado na vida dos cidadãos e no livre funcionamento do mercado.

Para os liberais americanos dos nossos dias quem condena o intervencionismo do Estado e aprova, por exemplo, as posições de um Milton Friedman sobre a economia do mercado, não é um liberal mas sim um neoliberal: classificação pejorativa que implica atitudes retrogradas e reaccionárias. Verdadeiro liberal é quem reivindica a total descriminalização do aborto (e o apoio do Estado para as relevantes medidas clínicas). Verdadeiro liberal é quem cede às reivindicações do ‘lobi gay’ incluindo casamento entre homossexuais e a adopção de crianças por casais gay. Verdadeiro liberal é o apoiante do antinomianismo nas relações entre os indíviduos e a prosseguição de um estilo hedonista de vida. Na realidade os liberais da actualidade só se entusiasmam verdadeiramente pela liberdade se for no campo sexual. A liberdade económica é uma reivindicação reaccionária, protofascista. Quanto às liberdades políticas muitos liberais contemporâneos mostram uma estranha tolerância no que diz respeito a regimes autoritários como, por exemplo, o cubano.

Só se consegue explicar esta confusão se conhecermos um pouco da história. Na realidade a esquerda socialista americana abraçou o respeitável título de liberal para fugir à onda anticomunista nos anos quarenta: o tempo do Senador Joseph McCarthy. Nessas alturas, os comunistas e socialistas americanos estavam a pensar na sua própria liberdade política, pedra de toque do liberalismo clássico. Foi só muito mais tarde, com o avanço do feminismo militante que o liberalismo no campo dos costumes substituiu o liberalismo político como pilar da nova versão do liberalismo.

O chocante nos nossos dias é constatar que o uso (ou deturpação) do termo liberalismo ter atravessado o Atlântico e penetrado na Europa e especialmente em Portugal. Temos agora também os nossos ‘liberais sociais’, cuja actividade mais visível se encontra no apoio às reivindicações do ‘lobi gay’ e à procura imparável de homofobia em todos os quadrantes.

No entanto o liberalismo genuíno é como um banco de três pernas. Ele não se mantém de pé se uma das pernas estiver partida ou enfraquecida. Os três suportes de um regime liberal são a liberdade do mercado, a liberdade política e a liberdade moral. Dos três, em ordem de prioridade, o primeiro será o mais notável, o mais necessário embora não suficiente. Se não houver liberdade de mercado no senso pleno, tanto a liberdade política quanto a liberdade moral ficam fragilizadas. Por sua vez a liberdade do mercado e a liberdade moral ficam enfraquecidas na ausência de liberdades políticas. Um regime autoritário raramente resiste à tentação de interferir tanto no mercado como na vida particular das pessoas. A liberdade é realmente indivizível.

A liberdade moral tem como princípio básico que um vício não é necessariamente um crime. Um vício pertence à esfera particular e só se transforma em crime se interferir com a liberdade dos outros. É por isso que se podem tolerar certos vícios entre adultos e ao mesmo tempo tratá-los como crimes se envolverem o aliciamento de crianças. Os menores são considerados vulneráveis e sem competência plena para proteger a sua própria liberdade. No entanto muitos ‘liberais sociais’ pregam a redução da idade de consentimento em nome de princípios liberais. (Vide o Partido Liberal-Democrático Britânico).

Uma das virtudes mais queridas do liberalismo clássico é a da tolerância. No entanto, para muitos ‘liberais’ modernos a tolerância não é suficiente. Exigem mais que a simples não-intervenção: exigem a aceitação de práticas, longamente rejeitadas pela comunidade, como se fossem normas. Até vão ao ponto de invocar intervenção estatal para impor essa aceitação. Exemplo flagrante é a imposição nas escolas de um certo tipo de ‘educação sexual’. Outro é a invenção do chamado ‘hate crime’, em que se torna susceptível de denúncia à polícia qualquer discussão da homossexualidade, da religião ou de questões referentes ao racismo. Em nome da tolerância candidatos a pais adoptivos são obrigados a comprometerem-se a educar os filhos no sentido ‘anti-homofóbico’, mesmo se tal atitude seja contra a sua fé religiosa. Em nome dessa pseudo-tolerância agências de adopção católicas são ameaçadas de fechar por não aceitarem a prática de adopção por casais homossexuais.

Quem combate tais práticas ou regras ditas homofóbicas, é classificado como sendo da extrema-direita se não pior.

O regime que mais peca neste sentido é o regime New Labour do par Blair/Brown que dirige a sociedade mais vigiada do mundo. Qualquer análise política do actual estado da sociedade que, historicamente, pariu e desenvolveu o verdadeiro liberalismo, levanta os mais graves receios de que estamos na presença de uma nova espécie de fascismo. George Orwell escreveu sobre um futuro socialismo fascista. O Newspeak, porém, não tem limites. Hoje enfrentamos a ameaça do liberal-fascismo na roupagem do liberalismo social.

‘AQUECIMENTO GLOBAL’: leitura obrigatória

Dennis Dutton, fundador e editor de Arts and Letters Daily, um dos mais conhecidos e prestigiados sites na net, agora inaugurou com Douglas Campbell um site dedicado inteiramente a debater o ‘aquecimento global’. A julgar pelos critérios de A & L Daily, podemos contar com uma fonte imprescindível e objectiva de informação sobre este tema.

http://climatedebatedaily.com/

Climate Debate Daily is intended to deepen our understanding of disputes over climate change and the human contribution to it. The site links to scientific articles, news stories, economic studies, polemics, historical articles, PR releases, editorials, feature commentaries, and blog entries. The main column on the left includes arguments and evidence generally in support of the IPCC position on the reality of signficant anthropogenic global warming. The right-hand column includes material skeptical of the IPCC position and the notion that anthropogenic global warming represents a genuine threat to humanity.

O PARLAMENTO EUROPEU COMO MODELO DE DEMOCRATICIDADE

Daniel Hannan, membro britânico do PE denuncia no seu blogue as tentativas de calar os membros eurocépticos. Com modelos destes o que podemos esperar dos pequenos bajuladores?

… the European Parliament has put itself so at odds with natural justice, with democratic principles and with its own rules of procedure that it is doubtful whether we can still call it a parliament. Let me close with an apposite quotation from Edmund Burke:
“Who that admires and from the heart is attached to true national assemblies must but turn in horror and disgusts from such a profane burlesque and parody of that sacred institution”.

Eurosceptic MEPs to be punished

O PAPA E O AQUECIMENTO GLOBAL

A comunicação do Papa Bento XVI no dia do Ano Novo irá tratar da questão do ambientalismo. Um interessante artigo sobre a posição do Vaticano e a posição contrária de alguns meios católicos nos Estados Unidos é publicado hoje na revista on-line Front Page. O autor é Joseph d’Hippolito e o título é The Pope vs. Global Warming.. Pode-se ler aqui.

Uma companhia de malfeitores?

Estatísticas pouco conhecidas mas extremamente relevantes

Do The Timesde Londres num artigo: Obituary for the late Mr Common Sense.

Can you imagine working for a company that has a little more than 600
Employees and has the following statistics?

29 have been accused of spouse abuse
7 have been arrested for fraud
19 have been accused of writing bad cheques
117 have directly or indirectly bankrupted at least 2 businesses
3 have done time for assault
71 cannot get a credit card due to bad credit
4 have been arrested on drug-related charges
8 have been arrested for shoplifting
21 are currently defendants in lawsuits
84 have been arrested for drink driving in the last year
Which organization is this?
It’s the 635 members of the House of Commons, the same group that cranks out hundreds of new laws each year designed to keep the rest of us in line.

Quer dizer: são estes alguns dos componentes do Nanny State

SOBRE O BE E A DEMOCRACIA

O apoio do BE a figuras como Castro e Chavez não deve surpreender ninguém e O Insurgente tem vindo a prestar um bom serviço ao desmascarar a sua sinuosa política.
Os trotskistas, desde que emergiram na cena internacional nos anos trinta, e em particular com o aparecimento em vários países de diversos agrupamentos inspirados pelo pensamento de Leon Trotsky, sempre se apresentaram como defensores da democracia. Como foram perseguidos até as últimas consequências pelos estalinistas, parecia convincente essa pose aos olhos dos incautos e superficiais. Todavia era e é só uma pose. A falta de democracia que os trotskistas lamentavam era a falta de democracia interna no seio dos partidos comunistas. Queriam o direito ao faccionismo, nada mais. O chamado centralismo democrático só lhe convinha se fossem eles a ocupar a maioria. Trotsky, ele próprio, não era nenhum icone de democracia e as suas actuações antes de perder o poder não eram muito diferentes das do seu grande inimigo.

Quem conhece a trajectória dos diversos grupos trotskistas sabe bem quais são as políticas e os políticos que eles têm apoiado ao longo de três quartos de século. A sua política de infiltração em partidos existentes, conhecida como ‘entrismo’, durante estas décadas equipou-os com uma grande experiência de estratagemas de disfarce e a capacidade de fazer alianças com as mais inesperadas aglomerações, artísticas e outras como minorias sexuais, etc.

Um dos palcos principais deste tipo de actuação tem sido a América Latina, onde até nasceu uma Quarta Internacional inventada por um tal de Pousadas. Não é de admirar, por conseguinte, que os trotskistas indígenas prestem a sua homenagem ao último especimen revolucionário que veio a surgir por essas bandas.

OS HOMOFOMANIACOS (2)

Tem muita razão o Carlos.G.Pinto em indicar a hipocrisia do Gay Lobby. Quando lhes convém eles tentam convencer as pessoas menos informadas dos seus desígnios benignos quanto às crianças e à sociedade em geral. Indignadíssimos quanto às tentativas de excluir homossexuais de empregos ligados à educação de crianças. Indignadíssimos quanto a acusações de pedofilia, indignadíssimos com quem os denuncia. Inventaram a designação de homofobia para tentar desviar as atenções e armarem-se em vítimas.

Para verificar os verdadeiros propósitos do Gay Lobby, basta analisar algumas das obras nas listas de leitura dos departamentos de Women’s Studies, Gender Studies e Queer Studies em Universidades americanas de grande prestígio. Eu própria tive ocasião de prosseguir uma tal análise para efeitos duma conferência que fiz em Washington sobre o assunto de ‘Gender as Identity’.

No meu blog Portolani Redux reproduzi amplas citações de tais obras. Podem encontrá-las aqui:

Nesse artigo podem ler citações de obras de distintas professoras universitárias que pregam a prática de incesto, sexo com crianças, sexo em grupo, a existência de cinco sexos, e a destruição da família. E até explicações quanto à conveniência de não assustar a classe operária com demasiada franqueza a respeito dos seus propósitos e do seu programa: a destruição da sociedade capitalista.

SOBRE A FÉ LAICA

Para quem tenha recuperado ou nunca foi contaminado pelo vírus, é perfeitamente evidente que existem diversas formas de religião laica. Os contaminados, precisamente porque estão possuídos irracionalmente por uma fé, têm problemas no uso da razão. Daí a grande dificuldade em manter um debate racional com eles. Pior, quando se trata de pessoas de inteligência, cultura ou autodisciplina fracas, a ameaça à fé suscita fúrias e excessos de linguagem impróprios de pessoas civilizadas.

Karl Popper explicou bem a natureza das teorias pretensamente científicas, tal como o marxismo, o freudianismo, a astrologia, etc. Popper conseguiu convencer grande parte da academia a aceitar a sua explicação da distinção entre teorias científicas e teorias não-científicas e enunciou o critério da falsificabilidade nos sehguintes termos. Qualquer teoria que não admite a possibilidade de existirem condições permitindo a sua falsificação não pode ser classificada como uma teoria científica. As teorias mencionadas, marxismo, etc. são circulares. Quem critica as teorias freudianas sofre de problemas reprimidos que não o deixam enfrentá-los. Assim o chamado homófobo é na realidade uma pessoa que sofre de impulsos homossexuais recalcados. Mais ele protesta, mais estará a confirmar que realmente sofre desse recalcamento.

O mesmo sucede com o marxismo. Quem critica as teorias marxistas assim faz porque a sua origem ou educação burguesa alimenta as suas atitudes classistas. Nenhum fenómeno, mesmo a implosão da União Soviética, pode infirmar as leis do socialismo científico. São sempre explicáveis em termos marxistas. O proletário que recusa seguir o ‘seu’ partido é vítima da consciência falsa e é um alienado. Mais ele protesta que não, mais está a confirmar a sua alienação.

Até indivíduos de vasta cultura podem ser vítimas destas fés laicas. António José Saraiva, mostrou-me uma vez um bilhete que tinha acabado de receber do seu colaborador e amigo Oscar Lopes. AJS tinha, poucos dias antes, enviado ao OL um recorte de jornal noticiando um dos mais recentes atropelos aos direitos humanos na URSS. Desde que AJS tinha recuperado do seu marxismo tentava em vão convencer o amigo a também abrir os olhos. O bilhete de OL, escrito à mão dizia simplesmente: ‘Não merece a pena insistir, António, não consegues abalar a minha fé.’ Foi essa a resposta do grande professor da literatura, ateu e ‘socialista científico’. A diferença entre Oscar Lopes e os pigmeus que poluem a blogosfera com as suas asneiradas é que o Professor Oscar Lopes era uma pessoa educada.

PRECONCEITOS E INTELIGÊNCIA

Para quem se interessar por seguir o debate sobre o Professor Watson e o que significam as palavras “preconceito”, “inteligência” e, sobretudo, “liberdade”, é aconselhada a leitura de um importante artigo na revista on-line Slate. Começa assim:

Last month, James Watson, the legendary biologist, was condemned and forced into retirement after claiming that African intelligence wasn’t “the same as ours.” “Racist, vicious and unsupported by science,” said the Federation of American Scientists. “Utterly unsupported by scientific evidence,” declared the U.S. government’s supervisor of genetic research. The New York Times told readers that when Watson implied “that black Africans are less intelligent than whites, he hadn’t a scientific leg to stand on.”

I wish these assurances were true. They aren’t. Tests do show an IQ deficit, not just for Africans relative to Europeans, but for Europeans relative to Asians. Economic and cultural theories have failed to explain most of the pattern, and there’s strong preliminary evidence that part of it is genetic. It’s time to prepare for the possibility that equality of intelligence, in the sense of racial averages on tests, will turn out not to be true.
If this suggestion makes you angry—if you find the idea of genetic racial advantages outrageous, socially corrosive, and unthinkable—you’re not the first to feel that way.

O resto pode-se ler aqui: http://www.slate.com/id/2178122/entry/2178123/

Preconceito: Sentimento? Erro? Crime?

Quando se fala de um preconceito ser erro, crime ou simples sentimento, será talvez mais correcto falar da expressão do preconceito em questão. Isto é, quando levarmos os nossos preconceitos a uma expressão prática que afecta os outros. O preconceito escondido no fundo das nossas almas não pode ser avaliado. Teremos também de julgar o contexto do acto, a sua natureza e os seus efeitos práticos. Consagrado exemplo do condicionamento da liberdade de expressão é o caso de gritar ‘Fogo!’, por mera brincadeira, num recinto cheio de gente capaz de fugir em pânico e se magoarem.

Até há pouco tempo os portugueses não sabiam o que é viver numa sociedade multi-étnica ou pluri-religiosa e ainda menos em sítios desses onde imperam o fanatismo e a violência. Como nos Balcãs, como na Irlanda do Norte ou como no Médio Oriente. Em tais sociedades é natural que as pessoas conscientes aconselhem, ou até incentivem legislação, no sentido de desencorajar expressões de preconceitos nacionais, raciais ou religiosos. Em regiões mais sofisticadas julgo ser simplesmente um caso de mau gosto exprimir considerações ofensivas em público.

Na realidade, as maneiras e os modos mudam ao longo do tempo. Já não se usa assoar-se na toalha da mesa da sala de jantar. (Sim, Erasmo de Roterdão, no século dezasseis, condenou essa prática num seu livro de pedagogia!) Hoje pessoas com um certo nível de educação, sejam elas adeptas do ‘politicamente correcto’ ou não, acham sinal de má educação tecer considerações preconceituosas sobre grupos humanos. Somos, em geral, mais sensíveis às possibilidades de ofender.

Agora, quanto ao erro há alguma coisa importante a acrescentar. O maior erro neste campo é o de não reconhecer os nossos preconceitos e, por essa causa, chegar a conclusões erradas. Exemplo flagrante foi um recente poste de Pedro Arroja onde tece considerações irreflectidas sobre uma suposta ligação entre o desenvolvimento económico da Irlanda e o fervor católico do seu povo. O autor desse poste é conhecido pelas suas convicções: por conseguinte é razoável concluir que o seu erro se deva ao preconceito e não a qualquer investigação séria. O facto é que o zelo religioso na Irlanda tem vindo a diminuir de maneira flagrante nos últimos anos, precisamente em paralelo com o desenvolvimento económico. O que veio primeiro fica para estudar. (Muitos pensam que o desencanto com a religião ancestral foi provocado pelas revelações da pedofilia entre o seu clero.) Muitos sociólogos e economistas atribuem o sucesso da Irlanda na União Europeia a três características valiosas num mundo cada vez mais globalizado. Primeiro, o facto que a língua nacional tanto em casa como em público (apesar dos esforços governamentais em sentido contrário) continua a ser o inglês. Segundo, um sistema educativo de razoável qualidade (certamente superior ao inglês). Terceiro que a República da Irlanda herdou as instituições e práticas administrativas e judiciais do seu colonizador, mantendo padrões que já começam a desaparecer na própria Inglaterra. Estes três factores por si só seriam suficientes para explicar o desempenho económico da Irlanda em comparação com, por exemplo, Portugal. Alias, se o catolicismo viesse ao caso, então Portugal devia ter um desempenho melhor do que realmente tem.

Evidentemente se um observador tiver os olhos vedados pelo preconceito religioso não vai considerar outras hipóteses. E é aqui que reside um dos perigos mais graves do preconceito. Assim temos que deduzir que o maior argumento instrumental a favor da liberdade de expressão é de possibilitar a discussão e revelação dos preconceitos. Foi aqui que o erro dos que queriam açaimar o Professor Watson se revelou mais grave do que qualquer erro cometido por ele próprio.

Fraude, incompetência e desperdício

In a damning indictment of the Brussels institutions, the clear message of the EU’s very own Court of Auditors report is one of fraud, mismanagement and waste.

Mais uma vez, (será o fatídico número 13) o Tribunal de Contas da União Europeia chumbou as contas da UE. As palavras citadas são do Bruges Group e podem ser lidas no seu site. No site deste importante think tank podem encontrar-se ligações ao relatório na integra.

E o Primeiro Ministro de Portugal tem imenso orgulho em presidir a uma organizacão que, pelas próprias acusações do seu TC, só pode ser de malfeitores.

Quem quiser pode, através do Bruges Group, fazer o download do relatório em PDF, mas cuidado, são duzentas e tal páginas!

António Rosmini: padre liberal reabilitado

Padre liberal, no sentido clássico, antes denunciado pela Igreja, será beatificado no dia 18 de Novembro. Ler tudo aqui http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/175502?eng=y

Rosmini anticipated by more than a century the statements on religious freedom affirmed by Vatican Council II. He was a critic of Catholicism as a “religion of the state.” He was a tireless defender of the freedom of citizens and of “intermediate bodies” against the abuses of an omnipotent state.

It is not surprising, therefore, that those spreading Rosmini’s thought in the Catholic camp today are above all the proponents of a form of liberalism open to religion, which in Europe has its leading figures in the “Vienna school” of Ludwig von Mises and Friedrich von Hayek.

RACISMO, ANTI-RACISMO E A ESTRATÉGIA DO AÇAIME

Periodicamente assistimos a uma epidemia de açaimite.
Todos sabem o que é um açaime. O meu grande pastor costuma trazer um açaime quando sai de casa, não por ele ser capaz de morder num transeunte, mas porque a lei assim manda. Há também quem tente silenciar o seu cão colocando o açaime. Mas a açaimite epidémica não se aplica à raça canina; chega também aos humanos. Os que desejam evitar debates, para os quais não se sentem preparados, tentam açaimar os outros.
É o caso corrente do Professor Watson, que teve a infelicidade de tocar num assunto tabu dum modo algo superficial.

A seguir, como é usual, caíram-lhe em cima todos os bem-pensantes, ansiosos para exibir as suas credenciais anti-racistas. Ai de quem ousasse chamar atenção para os perigos da açaimite. Ficaram logo colocados entre os apoiantes do Professor Watson. Não importa a defesa dos direitos de livre expressão. Não importa citar Voltaire ou J.S. Mill. Apoiar o direito de expressão de alguém cujas opiniões não cumpram os preceitos do cânone é prova irrefutável do pior reaccionarismo, conservadorismo, racismo, fascismo, e por aí fora.

O mais aflitivo nestes casos é que os falsos anti-racistas nem sabem do que estão a falar. Não estudaram o assunto, não conhecem a sua complexidade. Simplesmente repetem uns lugares comuns e fazem apelo à vitimologia. Recomendo a essa gente a leitura de alguns livros. Em primeiro lugar, a magnífica trilogia do professor (negro) Thomas Sowell, e especialmente o volume intitulado Race and Culture. Segundo, America in Black and White: One Nation, Indivisible. Este livro do casal Stephan e Abigail Thernstrom, de quase 700 páginas é uma mina de ouro para quem queira seriamente estudar o assunto. Os dois eminentes professores não negligenciam qualquer faceta do racismo na América. E apontam factos surpreendentes, capazes de ofender os amantes de lugares comuns, sejam a favor de brancos ou de negros. A minha edição é de 1997 e traz na página 535 as seguintes palavras:

The “disabilities” of Chinese, Japanese, and other Asian immigrant groups were far from “permanent”, we now see. Asian Americans have achieved spectacular economic and social mobility in recent decades. Though less than 4 percent of the population, they are currently 19 per cent of the student body of Harvard and 11 per cent of all the physicians in the United States. In 1992, 47 percent of Asian Americans aged twenty-five to forty-four were college graduates, a rate two-thirds higher than that for non-Hispanic whites. Some 63 percent held managerial, professional, technical, or administrative jobs in 1990, again well ahead of non-Hispanic whites. Average annual income for US-born Asian families, according to the 1990 Census, was $47,840, more than a third above the national average. The median family income of Chinese Americans born in the United States was $56,762, 61 percent above the national average, native-born Japanese Americans had incomes 50 percent above the national average.

Talvez ainda mais surpreendente é o facto que os piores números entre os vários grupos brancos encontram-se nos italianos e nos irlandeses. E isto apesar do facto que os imigrantes irlandeses não tiveram que enfrentar os problemas linguísticos comuns às gentes da Europa continental.

MAIS UM IGNÓBIL NOBEL

Al Gore é coroado como principe dos aldrabões

Na semana em que um juiz britânico se pronunciou a favor de uns pais que levantaram objecções à apresentação do filme de Gore (An Inconvenient Truth) na escola dos filhos, o prevaricador recebe o prémio Nobel.

O juiz apontou vários erros científicos no filme. Melanie Phillips, uma lutadora contra a nova eco-religião, reproduz as palavras do juiz e exprime hoje no seu blogue a sua indignação e refere os seus leitores ao comentário sobre o filme de Marlon Lewis do CEIn Point, Competitive Enterprise Institute de New York.

Eis a conclusão de Marlo Lewis:

Vice President Gore calls global warming a “moral issue”, but for him it is a moralizing issue a licence to castigate political adversaries and blame America first for everything from hurricanes to floods to wildfires to tick-borne disease. Somehow Gore sees nothing immoral in the attempt to make fossil energy scarcer and more costly in a world where 1.6 billion people still have no access to electricity and billions more are too poor to own a car.
Nearly every significant statement that Vice President Gore makes regarding climate science and climate policy is either one sided, misleading, exaggerated, speculative or wrong. In light of these numerous distortions, AIT is ill-suited to serve as a guide to climate science and climate policy for the American people.

Ler o comentário completo em:
http://www.cei.org

Uma premiada com mérito especial

DORIS LESSING, Nobel de Literatura 2007
Uma premiada com mérito especial

Foi com agrado e prazer que recebi a notícia do Nobel de Literatura deste ano.
Não tanto por pensar que Doris Lessing seja uma escritora maior. Até pode ser.
O que me agrada é que ela é tudo menos politicamente correcta. Foi sempre rebelde desde a juventude na África Austral. Uma rebeldia que a levou à esquerda e mais tarde à dissidência. O que não abandonou foi o seu feminismo inteligente e pensado.

Espero que esta nomeação leve a um conhecimento mais alargado em Portugal da sua obra e, em particular, do seu notável livro de 2001: The Sweetest Dream, Harper Collins, Londres e New York. O sonho mais doce é o sonho da Utopia, do socialismo, e a história é do desencanto e o despertar para a realidade. É um livro sobre a vida de uma certa classe média contemporânea: os intelectuais e aspirantes a intelectuais de Hampstead e arredores. Inesquecível é a figura de Comrade Johnny, o comunista idoso e impenitente. Ao longo do livro ficamos a conhecer as suas taras. Vive os fins do século vinte com a glória de ter combatido na guerra civil de Espanha. Só que o seu combate foi no East End de Londres, onde viveu na clandestinidade para esconder o seu paradeiro da família, dos amigos e dos camaradas, e donde emergiu para contar aos admiradores as suas aventuras a combater o fascismo. Filho de família, com mãe rica, sempre gozando de fama imerecida, lembra figuras similares portuguesas.

Citar só o Comrade Johnny e este livro não será, talvez, o mais justo tributo à Doris Lessing, mas a recordação dele é o que imediatamente me saltou à cabeça quando ouvi a notícia. Parabéns, Doris! Hei de falar mais de ti noutra ocasião.

TOLERÂNCIA E EXCENTRICIDADES

A tolerância britânica para com as excentricidades dos islamistas sectários parece estar a chegar aos limites. O Times de hoje relata vários casos que, para o comum dos mortais, parecem absurdos.
1. Estudantes de medicina que recusam assistir a aulas sobre doenças relacionadas com alcoolismo ou sexo.
2. Estudantes de medicina que recusam tratar doentes do sexo oposto.
3. Empregados de supermercado que recusam atender clientes compradores de bebidas alcoólicas.
4. Farmácias propriedade de muçulmanos que recusam vender a pílula contraceptiva.

É óbvio que os prevaricadores constituem uma ínfima minoria dos muçulmanos residentes na Grã-Bretanha e as suas atitudes vêm sendo condenados pelos seus correligionários civilizados. O que é significativo, porém, é que a grande empresa Sainsbury’s cedeu aos seus empregados que passaram a ficar isentos do dever de atender uma parte da clientela.

Ler o artigo aqui.

COMEMORAR O 5 DE OUTUBRO

Com algumas memórias muito especiais

Hoje é o dia em que oficialmente se comemora a fundação da República Portuguesa. Não se sabe, porém, qual delas. A data indica que é de facto a instauração da Primeira República que hoje se comemora. A República da bagunça. Da corrupção e da incompetência, do caos económico e financeiro. A República que envergonhou os portugueses e produziu a palavra francesa portugaisé para indicar uma nação em estado de desgraça.

Certamente a intenção dos membros da actual classe política não será de comemorar a Segunda Republica, essa que nasceu no 28 de Maio de 1926. O propósito dos generais que agiram nesse dia era de acabar com a Primeira República o que de facto conseguiram, estabelecendo mais tarde o Estado Novo. Conclusão, portanto, é de estarmos a comemorar a Terceira República. Mas essa tem a sua data própria: o 25 de Abril. Quanto a ignorar regimes e olhar a data como homenagem à nação, já existe para esse efeito o dia 10 de Junho.

Eliminando todas essas hipóteses só podemos concluir que o que se está de facto a comemorar é o derrubo da monarquia: processo que se iniciou dois anos antes com o regicídio. Se reflectirmos um pouco sobre as desgraças que se seguiram a este hediondo acto, parece realmente questionável o mérito de tal comemoração.

Eu, pessoalmente, vou celebrar a data doutra forma. Nunca fui adepta do Estado Novo, mas para mim a oposição anti-salazarista, herdeira da Primeira Republica, deixou de merecer o meu respeito no processo que levou ao assassinato de Humberto Delgado em 1965. Assim vou comemorar o dia 5 de Outubro deste ano lançando na internet o meu livro sobre esse processo: chama-se As Misérias do Exílio: Os Últimos Meses de Humberto Delgado, publicado em edição impressa em 1998. Publicado e boicotado. Agora todos os interessados podem lê-lo, gratuitamente, necessitando só de acesso à internet e uns cliques no rato. Foram reproduzidas na íntegra as 260 páginas da versão impressa incluindo os tais documentos classificados por Álvaro Cunhal de apócrifos.

O endereço é: http://lanca.patricia.googlepages/com/home

Para aguçar o apetite podem ler o Prefácio à Edição Electrónica no

www.portolanispecial.blogspot.com

Termino esta minha homenagem ao 5 de Outubro com desejos de um bom feriado a todos os insurgentes e a seus leitores.