Tudo tem um fim. A minha participação no Insurgente inciada há mais de cinco anos termina aqui. Aos meus ex-co-bloggers deixo votos de boas insurgências: Keep up the good fight! Para já, regresso ao meu papel de simples anónimo da blogosfera. Pode ser que nos vejamos por aí!
Agosto 31, 2010
Sinais (2)
Tavares Moreira no Quarta República
O formidável argumento segundo o qual o pessimismo não cria empregos – utilizado para justificar uma permanente exibição de optimismo “pacóvio”, como se este fosse criador de emprego – cai dolorosamente por terra quando as notícias do desemprego chegam com este estrondo… Mas julgam que os optimistas vão desarmar? Eu julgo que não…”jamais”!
A Outra Palestina
Um excelente artigo do Henrique Raposo no Expresso online
A Palestina vive uma guerra civil larvar, mas os media ignoram este facto. O Hamas e a Autoridade Palestiniana adiam ad eternum as eleições, mas os media ignoram o facto. Porquê?
Despesismo estatal incentiva o crime
Cash-strapped Bulgaria and Romania hoped taxing cigarettes would be an easy way to raise money but the hikes are driving smokers to a growing black market instead.
Criminal gangs and impoverished Roma communities near borders with countries where prices are lower — Serbia, Macedonia, Moldova and Ukraine — have taken to smuggling which has wiped out gains from higher excise duties.
Bulgaria increased taxes by nearly half this year and stepped up customs controls and police checks at shops and markets. Customs office data, however, shows tax revenues from cigarette sales so far in 2010 have fallen by nearly a third.
Agosto 30, 2010
Agosto 29, 2010
Portugal: uma década perdida (2)
Gráfico da autoria de Luís Aguiar-Conraria. (ver também este)
Agosto 27, 2010
Um (bom) exemplo português
“Can Britain learn from Portugal’s liberalised drug laws?” de Joe Markham (IEA blog)
The drug policy of the UK has, for years, taken the line of being ‘hard on drugs’, aiming to stamp out use and drug related crime through ever tougher laws and regulations. It means that simply for possessing a class B drug such as cannabis, a person can be sent to prison for up to 5 years. For a Class A drug like ecstasy this is 7 years and intent to supply could lead to life imprisonment.
Despite these increasingly harsh measures, levels of drug use in Britain have remained among the highest in Europe. A 2007 report by the UK Drug Policy Commission showed that Britain had the second highest number of drug related deaths in Europe and the highest addiction rates and rates of multi-drug use.
Is the solution, then, to impose even harsher punishments on drug use? The same report concluded that while jail sentences had increased, drug use had become more common. The harsher sentences were seemingly having little or no effect
LEITURA COMPLEMENTAR: “Drug Decriminalization in Portugal:Lessons for Creating Fair and Successful Drug Policies” de Glenn Greenwald (Cato Institute)
O modelo eslovaco
Slovak Economy Minister Juraj Miskov plans to eliminate red tape and relax labor laws as the former advertising executive seeks to attract investors to what he says can be the Singapore of eastern Europe. Slovakia, which prospered by luring carmakers to the country, became less attractive to investors as former Prime Minister Robert Fico increased the state’s role in the economy, (…)
Singapore is the easiest country to do business in, according to 2010 rankings by the World Bank. Slovakia, which adopted the euro in 2009, slipped seven places to 42nd as Fico increased regulation and made it more difficult to fire workers.(…)
Slovakia became a favored destination for manufacturers such as Seoul-based Kia Motors Corp. after Fico’s predecessor, Mikulas Dzurinda, introduced a flat 19 percent tax rate for companies and individuals. Iveta Radicova, a member of Dzurinda’s party, replaced Fico as prime minister last month after her three-party coalition won a majority in parliamentary elections. Miskov said his ministry will push for a further cut in the tax rate once the budget deficit is in line with the European Union limit of 3 percent of gross domestic products, adding that he can “imagine” the rate falling as low as 15 percent.
…e o modelo chileno.
Quem dá mais?
[Fernando] Nobre quer novo escalão de IRS de 50%
Dão-se alvíssaras a quem achar um candidato presidencial que não queira aumentar o estado social(ista). Triste país onde as opções de voto se resumem a várias versões do socialismo.
Princípios de Economia
“Nine Principles of Economics” de Art Carden (Mises blog)
1. People Act (…)
2. Every Action Has a Cost (…)
3. People Respond to Incentives (…)
4. People make decisions at the margin. (…)
5. Trade makes people better off. (…)
6. People are Rational. (…)
7. Using markets is costly, but using government can be costlier still.(…)
8. Profits tell businesses that they are helping others, while losses tell businesses that they are wasting resources.(…)
9. We shouldn’t ignore the long-term and unintended consequences of policies and actions.(…)
Para uma curta elaboração destes princípios vejam o post original que segundo o autor foram baseados no 1º capítulo do livro “The Economic Way of Thinking”
A cigarra e a formiga
“It pays to riot in Europe” de Ambrose Evans-Pritchard (Daily Telegraph)
Dublin has played by the book. It has taken pre-emptive steps to please the markets and the EU. It has done an IMF job without the IMF. Indeed, is has gone further than the IMF would have dared to go.
It has imposed draconian austerity measures. The solidarity of the country has been remarkable. There have no riots, and no terrorist threats.
Yet as of today it is paying 5.48pc to borrow for ten years, or near 8pc in real terms once deflation is factored in. This is crippling and puts the country on an unsustainable debt trajectory if it lasts for long.
Yet Greece is able to borrow from the EU at 5pc and from the IMF at a staggered rate far below that (still too high for the policy to work, but that is another matter). These were the terms of the €110bn joint bail-out.
To add insult to injury Ireland is having SUBSIDIZE Greece to meet its share of the rescue fund.
I am sure you can all see the absurdity of this. It has moral hazard written all over it, and shows what happens once a dysfunctional system twists itself into ever greater knots rather confronting the core issue.
Corporativismo 1 – Consumidores 0
No Público
Infarmed proibiu o horário após queixa da concorrência. Mas em 2008 deu o seu acordo tácito ao pedido de alteração que recebeu.(…)
A acção do Infarmed relativa à farmácia Uruguai, em Benfica, e que pertence ao grupo da Associação de Farmácias de Portugal, aconteceu em Junho e surge depois das seis farmácias, que pertencem à Associação Nacional de Farmácias, terem interposto em Maio uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Lisboa contra a Uruguai e contra o Infarmed.
Agosto 26, 2010
O culto a S.Obama segundo Mário Soares
O Nuno Gouveia faz aqui um exímio trabalho de demolição do último panegírico de Mário Soares a S.Obama. Ficou apenas a faltar um comentário ao elogio que Soares faz a Benazir e Ali Bhutto cuja companhia é de todo desaconselhável.
Como é que eu me safo desta?
Escreve Vital Moreira a propósito do SNS
Só os liberais de direita radicais que rodeiam Passos Coelho é que não se dão conta que numa sociedade decente todos devem ter acesso aos cuidados de saúde sem terem de suportar individualmente os respectivos encargos no momento em que precisam deles
Não sei se estão a ver o meu problema: eu estou contra o SNS mas não “rodeio” Passos Coelho. Vital Moreira acaba de me declarar inexistente. (será que assim consigo isenção do IRS?)
O camarada Chico Lopes é um verdadeiro democrata

Exercendo o seu poder de opção, os norte-coreanos fazem um manguito às decandentes liberdades burguesas
O camarada Chico Lopes foi entrevistado na TVI24 e sobre a Coreia do Norte quis ser convenientemente vago. Apenas afirmou que o projecto do PCP para Portugal é diferente mas que respeita as opções dos outros povos. “Apenas”? “Apenas” não: ao dizer que aquele regime resulta de uma “opção” do povo coreano, mais elucidativo não poderia ser quanto ao entendimento que tem da coisa.
Agosto 25, 2010
Manipulação jornalistica
“Manipulação, ignorância… oh não, outra vez o Jornal de Negócios!!” de Jorge Costa (Cachimbo de Magritte)
Esta notícia do Jornal de Negócios é uma meia verdade e, na verdade, acaba por ser uma mentira completa. Vejamos: é um facto que a rendibilidade das Obrigações do Tesouro (OT) portuguesas (o Tesouro foi hoje ao mercado pagar de novo prémios de risco proibitivos, mas isso não tem já nada de novo) está a subir fortemente. É verdade que o risco e o juro da dívida soberana também na Irlanda estão em forte alta. E que a Grécia que está sob elevada pressão, como sempre que a aversão ao risco aumenta (a Grécia já está dispensada de ir ao mercado, embora, por razões misteriosas, já tenha ido desde que ficou debaixo do pacote UE/FMI).
Porém, este não é um padrão comum aos «países periféricos», como o jornalista quer fazer crer, não sei se por ignorância do metier, se por má-fé, se por uma mistura conveniente dos dois ingredientes. Os títulos espanhóis e italianos estão mesmo em ligeira correcção, com as rendibilidades em baixa face ao fecho do mercado londrino de ontem.
Claramente, o foco de risco está com uma espécie de cordão sanitário à volta da Grécia, de Portugal e da Irlanda, cujo rating foi revisto em baixa.
LEITURAS COMPLEMENTARES: “Propaganda – o caso do Jornal de Negócios” de Jorge Costa (Cachimbo de Magritte); O mistério dos critérios jornalisticos
Agosto 24, 2010
Não há outro caminho
Augusto Santos Silva deve ser imediatamente demitido.
ADENDA: Parece que afinal de contas o CEMGFA não disse bem aquilo que os “abrantes” lhe querem atribuir.
O Big Brother ecologico
Chips embedded in recycling carts will keep track of how often residents take the carts to the curb for recycling. If a bin hasn’t been taken to the curb in a long time, city workers will go rummaging through the trash to find recyclables. And if workers find that over 10% of the trash is made up of recyclable materials, residents could face a $100 fine.
Dinheiro bem empregue
Quase 855 milhões de euros foram injectados pelo Estado, durante oito anos, em 10.753 empresas do ramo manufatureiro. O objectivo claro era promover a competitividade do sector. Mas quais foram os efeitos práticos destes apoios públicos, provenientes de fundos estruturais da União Europeia ou de subsídios estatais, no início da actividade exportadora das empresas domésticas, e que reflexos tiveram na eficiência e facturação das mesmas?
Segundo o estudo feito pelo investigador Armando Silva, professor do Instituto Politécnico do Porto, intitulado “O papel dos subsídios nas exportações: o caso das empresas manufactureiras portuguesas”, a resposta é aparentemente surpreendente: “Nenhuns”.
Agosto 23, 2010
Agosto 20, 2010
Não devem ser assessores do Ministro das Finanças
Duvido que o Teixeira dos Santos adjective como “bons” os indicadores do consumo privado (*). Mas também já percebemos que a coisa lá para os lados do governo anda muitissimo descoordenada e que os “abrantes” foram ceritificados em matérias económicas pelo Novas Oportunidades.
(*) embora o aumento da poupança seja de facto uma excelente notícia e extremamente necessária o seu impacto no crescimento será negativo no curto prazo.
Agosto 19, 2010
O mistério dos critérios jornalisticos
Título da notícia: “Inscritos nos centros de emprego baixaram 0,7% em Julho“
No corpo da notícia “O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal caiu 0,7% em Julho, face a Junho, e aumentou 10,3% face ao mesmo mês do ano passado.“
Resta-nos saber porque razão o jornalista de uma publicação especializada em temas económicos achou mais significativa a variação em cadeia duma serie com uma forte componente sazonal destacando-a no título. Ignorância ou influências “abrantinas”?
LEITURA COMPLEMENTAR: “Propaganda – o caso do Jornal de Negócios” de Jorge Costa (Cachimbo de Magritte)
Agosto 18, 2010
Ainda o desemprego
Vale a pena ver a análise de Cristina Casalinho neste video do Jornal de Negócios
A economista-chefe do BPI considera que os números do desemprego não são positivos, e que para o resto do ano não se podem esperar progressos significativos.
Agosto 17, 2010
Uma curiosa justificação “abrantina”
Sobre a mesquita no “ground zero” (2)
“Obama vs Obama” de Nuno Gouveia no 31 da Armada
Um Presidente não deve opinar sobre todos os assuntos em debate. Há até muitos que devem escapar ao seu radar. Este até deveria ser um deles. Mas se quer opinar, então que seja claro e que assuma as consequências dessa atitude. Assim passa a imagem de um líder fraco, sem princípios e que está na luta politico-partidária como outro politico qualquer. Será que Obama tem receio de enfrentar os quase 70 por cento de americanos que estão contra a construção da mesquita no Ground Zero? Obama não dizia que era um político diferente?
Mundos paralelos
No mundo real: Desemprego manteve-se no máximo histórico de 10,6 por cento
Num universo alternativo: Governo considera taxa de desemprego “resultado positivo”
O destino de todos os bens
Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)
Bill Gates e Warren Buffett decidiram doar metade das respectivas fortunas à beneficência e já convenceram umas dezenas de milionários a imitá-los. Só na América, estão garantidos largos milhares de milhões. Por cá, nos sítios do costume, a esquerda resmunga contra a “caridadezinha”. Não porque a “caridadezinha” seja quantitativamente inferior à redistribuição por via fiscal (no caso, pelo contrário). Mas porque, além de perturbar a imagem dos ricos (e dos ricos americanos, meu Deus!) enquanto raiz de todos os males, estraga o gozo de saquear o próximo e enfraquece o papel do Estado, que nas cabeças da esquerda deve ser o destino de todos os bens.
Sobre a mesquita no “ground zero”
Leiam o Nuno Gouveia no Cachimbo de Magritte e o Ross Douthat no i
Agosto 16, 2010
OMS e o lobo
Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)
Há poucas semanas, a Organização Mundial de Saúde avisava oficialmente, pela enésima vez, que a gripe A não terminara. Oficiosamente, a guarda avançada da OMS fundamentava o parecer. Para o especialista britânico John Oxford, por exemplo, a “segunda vaga” da gripe vinha a caminho e com redobrado vigor. A vacinação, referiu o dr. Oxford, é essencial. Para o português Francisco George, o H1N1 iria “com certeza” regressar e “ser responsável por nova actividade epidémica”. As pessoas, referiu o dr. George, devem continuar a vacinar-se. A despropósito, note-se que o dr. Oxford é o responsável científico de um importante laboratório de investigação de vacinas e que o dr. George é um dos rostos do sistema de saúde que gastou, perdão, investiu dezenas de milhões nas ditas, ainda assim uma pequenina parcela dos 5 mil milhões gastos, perdão, investidos globalmente.
Agora, pela voz da sua directora, a OMS admite que a gripe, afinal, acabou, com um saldo de vítimas algumas vezes inferior ao da gripe comum e muitas vezes inferior ao previsto. Ao decreto do fim, a dra. Margaret Chan acrescentou uma curiosa constatação: “O mundo teve sorte.”
Não digo que não, mas sorte de facto teve a OMS, que andou um ano e tal a incitar ao pânico e, após se provar o absurdo do incitamento, mantém inexplicáveis pretensões à credibilidade. E quem diz a OMS diz a imprensa, os investigadores com e sem aspas, os governantes e restantes elementos da brigada do medo, que no mínimo há um par de décadas assustam a humanidade com epidemias e cataclismos que, contas feitas, dão em nada ou em quase nada. Das vacas malucas às aves engripadas, passando, fora do zoológico, pelo “bug” do milénio ou pelo aquecimento global, os tempos recentes têm sido uma sucessão de desgraças anunciadas e nunca verificadas.
Felizmente. Excepto pelo receio de que as massas, as exactas massas que têm entrado em histeria a cada alarme falso, um dia ignorem um alarme verdadeiro. Eis, parece-me, mais um pavor injustificado. A julgar pelas evidências, Pedro pode gritar “Lobo!” tanto quanto quiser que surgiremos sempre a acudir ao rebanho. Isto na presunção de que o rebanho são os outros.
Obama, o contorcionista
13/08
“As a citizen, and as president, I believe that Muslims have the same right to practice their religion as everyone else in this country,” he said. “And that includes the right to build a place of worship and a community centre on private property in Lower Manhattan, in accordance with local laws and ordinances.”
14/08
“I was not commenting and I will not comment on the wisdom of making the decision to put a mosque there,” he said. “I was commenting very specifically on the right people have that dates back to our founding.”
fonte: Daily Telegraph



