Abril em França

No EU Oberver

The French Council of Ministers adopted a stability programme for 2014-2017 on April 23. The main objective of the vast budgetary and economic plan is to respect the European treaty requirements on public deficit. This is a significant turnaround for the new French government, which earlier this month indicated that it might try to renegotiate with the EU.

Reducing public deficit to under 3% of GDP by 2015 is not “fetishism or submission”, insisted the French Minister for Finance, Michel Sapin.

Claro que para alguns o relevente é a “revolta” de um deputado francês que “ama o fado, a gastronomia portuguesa” e até é do Benfica (respect!)

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Avisos do Banco de Portugal

Diário Económico

A economia portuguesa deverá crescer 1,2% este ano e 1,4% no próximo, mas este perfil de recuperação está sujeito a riscos e não dispensa a redução do endividamento, nem a continuação das reformas estruturais, alerta o Banco de Portugal.

“A recuperação da economia portuguesa apresenta fragilidades”, aponta a instituição liderada por Carlos Costa no boletim económico da Primavera, hoje publicado. “É imprescindível continuar a redução do nível de endividamento e aprofundar o programa de reformas estruturais, em particular para permitir a redução do desemprego”, acrescenta

LEITURA COMPLEMENTAR: “Emissão de dívida a 10 anos, com taxa de juro em 3,575%…magnífico, mas cuidado…” de Tavares Moreira (Quarta República)

Prioridades

EU Observer

Greek leftist Syriza party on Monday announced it has removed Roma activist from its list of candidates for the European Parliament following intense internal criticism. An NGO set up by Suleiman encourages local Roma children to attend Greek-speaking schools instead of the minority schools for Turkish speaking Muslims

Parece que mais que a representação das minorias interessava captar o voto “turco”

Socialistas de todos os partidos, uni-vos!

FrenteUnidadeRevolucionaria

Freitas foi especialmente crítico com a sua família política e defendeu que os actuais PSD e o CDS-PP esqueceram a social-democracia e a democracia-cristã da sua génese. “É preciso construir uma solução alternativa a esta governação, com pessoas de direita, do centro, da esquerda, mas com uma mentalidade de democracia e de justiça social que desapareceu do discurso e dos objectivos deste Governo. A política deste governo é desumana, vê as pessoas como descartáveis.”

Alternativas à austeridade

“A saída mais fácil” de Ricardo Reis (Dinheiro Vivo)

A poucas semanas do seu fim, é justo dizer que o programa de ajustamento português funcionou. O desequilíbrio externo desapareceu, a economia está em expansão e o Estado pode de novo financiar-se a taxas baixas. A pergunta mais difícil é se tudo isto podia ter sido alcançado mais depressa e com menos sofrimento. É comum afirmar-se que, se tivéssemos escudos, uma saída mais fácil seria mandar o Banco de Portugal imprimi-los, aumentar a inflação e desvalorizar a moeda. Teria sido assim?

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A poeira

Vasco Pulido Valente no Público

Quando se vê o dr. Mário Soares, com a sua energia do costume, oferecer o seu apoio aos “capitães de Abril” e à gente inominável que os segue, negando um a um os princípios que defendeu no PREC e recolhendo à sua volta os pequenos ditadores que ele nessa altura detestava, o mundo parece virado do avesso. O dr. Soares não percebe talvez que este tributo que ele presta à irracionalidade e à raiva oferece um exemplo e uma justificação a uma extrema-esquerda que provavelmente não saberá parar a tempo. Continuar a ler

Legitimidades

Vasco Pulido Valente no Público

O coronel Vasco Lourenço e os seus consócios querem agora falar na Assembleia da República, presumivelmente para defender aquilo a que chamam “ideais” de Abril, que, na sua douta opinião, o Governo anda por aí a trair. Sucede que o Governo foi eleito e que nenhum título assiste aos militares, que se consideram depositários de uma herança hoje desacreditada e morta, para expender no Parlamento as suas frustrações

André Azevedo Alves na RR

Pode ler aqui o texto integral das declarações do André Azevedo Alves à Radio Renascença.

Se fosse ministro das Finanças, como seria o seu DEO?
Neste momento a posição de ministro das Finanças não é muito invejável e é sempre mais fácil falar quando não se tem a responsabilidade de exercer as funções. Eu creio que, neste momento, o país, a economia, ainda mais quando há alguns sinais de retoma depois de uma situação muito difícil, não pode acarretar, não deveria acarretar, novos aumentos de impostos. Eu excluiria, à partida, a possibilidade de aumentar impostos. Sobra a possibilidade de reduções da despesa e parece-me difícil que essas reduções, para além de tornarem permanentes as medidas temporárias mais significativas, necessariamente teriam que passar, ainda que sob uma forma diferente, por alterações em termos do financiamento da Educação, da Saúde e da Segurança Social. A prazo, creio que qualquer solução que não implique alterações nessas áreas não será uma alteração verdadeiramente sustentável.

Subir o salário mínimo?

Artigo de Pedro Bráz Teixeira no i

Ao contrário do que muitíssimas pessoas desejavam que fosse verdade, os governos não podem determinar os salários na economia, que dependem sobretudo da produtividade.

No caso do salário mínimo, é preciso reconhecer que este tem um impacto assimétrico no emprego. Se for definido muito abaixo da produtividade dos trabalhadores com menor produtividade (os mais jovens, sem experiência, e aqueles que têm menores qualificações), torna-se irrelevante porque as empresas pagariam sempre salários acima do mínimo legal. Se for legislado acima daquela produtividade, proíbe a contratação dos trabalhadores em situação mais frágil, agravando o desemprego neste segmento.

Como os governos desprezam geralmente as leis económicas e procuram a maior popularidade, o risco de decidirem salários mínimos demasiado abaixo daquele limiar de produtividade é insignificante. Mas persiste o risco de tomarem decisões fantasiosas sobre o salário mínimo.

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Demolidor

“Onde está o povo?” de António Araújo (Malomil). A versão alargada da rencensão de “História do Povo na Revolução Portuguesa, 1974-75″ de Raquel Varela.

A conclusão mais óbvia a retirar desta obra é-nos dada pela própria autora que, num momento de rara sageza, observa: «a fronteira entre a política militante e o senso comum é lata e difícil de medir» (p. 68). Este livro é um infeliz exemplo de como a política militante nos pode afastar do senso comum.

A via fiscal para o totalitarismo

O Governo pretende aplicar o pagamento de uma taxa adicional sobre produtos que tenham impacto nocivo na saúde, abrangendo assim os que contêm altos teores de açúcar, de sal, e alimentos vulgarmente considerados como “comida de plástico”, que podem provocar aumentos excessivos de peso.

LEITURA COMPLEMENTAR: Acerca da legalização e taxação da droga

Sucesso a mais?

Ricardo Reis no Dinheiro Vivo

Chego ao fim desta coluna sem resposta convincente para a pergunta inicial. Embora a confiança dos mercados em Portugal, Espanha e Irlanda seja muito bem vinda, continuamos a dever uma enorme quantia de dinheiro. Com a definição imposta pelo Tribunal Constitucional de quais são os cortes da despesa que são legais, está longe de ser garantido que vamos poder pagar tudo. Menos importante, mas curioso, é que não se ouve ou lê uma palavra dos comentadores que, quando as crises rebentam, são tão lestos a denunciar especuladores e culpar a euforia dos mercados, e para quem as bolhas são sempre tão óbvias para quem quiser ver

Universidade e pluralismo

Artigo de João Carlos Espada (Público) sobre o Fórum da Liberade que decorreu a semana passada em Porto Alegre e que contou com a participação do André Azevedo Alves.

O tema da liberdade voltou a estar presente no colóquio mais restrito que se seguiu ao fórum, dedicado à ideia de universidade na América Latina. Durante três dias, universitários brasileiros, latino-americanos e portugueses debateram o tema num ambiente de grande abertura intelectual. No centro dos debates estavam três interrogações centrais: (1) como deve ser entendida a ideia clássica de universidade?; (2) como é que essa ideia foi entendida e/ou ignorada na América Latina?; (3) qual é a viabilidade da ideia clássica de universidade nos tempos actuais?

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Extinga-se

A acreditar na sua veracidade (e não tenho razao para dele duvidar). o relato da da “conversa” entre Jorge Barreto Xavier e Alexandra Lucas Coelho apenas confirma as suspeitas. O papel primordial da subsidição estatal de Cultura é o adestramento e a criação de uma rede clientelar de “agentes culturais” com fins propagandisticos. Começou com o PSD, dizem vocês. Pois, pois.

Registo com satisfação que ALC tenha conhecimento que os “[patrocínios] públicos resultam do dinheiro dos contribuintes“. Ora, na minha qualidade de contribuinte declaro que não tenho qualquer interesse em contribuir para este peditório. Sei que outros discordarão de mim. Estão no seu direito mas, por favor, não se coibem de o continuar a fazer a título voluntário e individual.

Sobre a Hungria

Dois posts do Luís Naves.

Não queria escrever sobre a Hungria, por achar que não vale a pena tentar combater mitos tantas vezes repetidos, mas fiquei perplexo ao ler no Público uma notícia sobre as eleições legislativas húngaras, ainda por cima sendo o texto escrito por uma boa jornalista. O que se passa com o jornalismo português? A que se deve esta superficialidade militante? (…) O que me espanta não é apenas a repetição de banalidades que podemos encontrar em maus textos de opinião, mas erros factuais numa notícia.(…) Quando os mitos são mais fortes, publique-se o mito.

O disparate é LIVRE

divbelg

Jorge Costa no Facebook

Há uns tempos, dois anos ou coisa assim, o Rui Tavares, ex-bloco de esquerda, atual já não sei o quê, acusava com uma paranoia já muito nossa cohecida esse bando de malfeitores chamados mercados pelo estado calamitoso em que estavam as nossas taxas de juro, pois a Bélgica, dizia o preclaro deputado europeu em artigo de opinião abundantemente circulado, a Bélgica tinha uma dívida muito maior do que a nossa, e não estava a sofrer conspirações. A Bélgica. Nos 14 anos que antecederam a crise, isto é, entre 1993 e 2007, reduziu a sua dívida pública em mais de 50 pontos de PIB. O saldo primário médio ao longo desse período foi de 4,8% do PIB, uma impossibilidade ontológica, segundo os defensores do calote. A propósito, a Bélgica não tinha já, nessa altura, mais dívida do que Portugal, embora tenha chegado a ter bem mais, e já tem de novo um excedente primário, pelo que a trajetória da dívida no pós-crise já foi estancada. Isto é capaz de ter alguma coisa a ver com as taxas de juro belgas, as tais que deixavam banzado o pobre Tavares.