O Insurgente

Maio 10, 2008

One more song

Arquivado como: Diversos, Videos — Miguel @ 12:51 am

THE SMITHS - There is a light that never goes out

Before I go to sleep

Arquivado como: Diversos, Videos — Miguel @ 12:49 am

JOY DIVISION - Transmission/She’s Lost Control (live 15/09/79)

Maio 9, 2008

Gaza pt II

Arquivado como: Internacional, Médio Oriente, Política — Miguel @ 2:42 pm

Não sei se já deram conta mas o Hezbollah colocou Beirute a ferro e fogo. Desta vez não há americanos nem israelitas para culpar.

Para acompanhar a situação:
Beirut Spring
From Beirut to the Beltway
Blacksmiths of Lebanon

O longo braço da UE

Arquivado como: Nanny State Watch, Política, União Europeia — Miguel @ 10:43 am

Agora também no desporto:

MEPs have backed Commission plans for a specific EU sport policy, while urging the EU executive to provide clearer guidelines on how EU law applies in sport and calling for an EU sport budget for 2009.(…)

Noting that the Lisbon Treaty foresees incentive measures in the area of sport, MEPs requested the set-up of a special budget line in the 2009 budget for preparatory actions in the field of sport.

Maio 8, 2008

O multilateralismo como um fim

Arquivado como: Internacional, Política — Miguel @ 11:44 am

Pete Wehner, antigo responsável do Office of Strategic Initiatives da Casa Branca na Commentary:

I came away from the gathering (portions of which I missed) with several broad impressions. One was that multilateralism has become virtually an end in itself. What matters to many Europeans and liberal-leaning Americans is the process rather than the results. What almost never gets discussed is what happens when one’s desire for multilateralism collides with achieving a worthy end (for example, trying to stop genocide in Darfur or prevent Iran from developing a nuclear bomb). The child-like faith in multilateralism as the solution to all that ails the world would be touchingly innocent if it weren’t so terribly dangerous.

(via Passport)

Para começar o dia

Arquivado como: Cultura, Videos — Miguel @ 9:41 am

The Ramones - Blitzkrieg Bop Live in London 1977

Cuidadinho

Arquivado como: Ambiente, Economia, Internacional, Justiça, Media, Política, Portugal — Miguel @ 8:57 am

Jornal de Angola (via Atlântico)

Bob Geldof é verdadeiro, trata-se daquele espertalhaço que fez concertos rock para matar a fome ao mundo, mandou uns bagos de jinguba para África e o resto foi para outros bolsos mais selectos. O BES também é verdadeiro, tem largos interesses económicos em Angola e, pelos vistos, a sua administração gosta de lidar com criminosos.(…)

Pelos vistos o BES tem que ver quem convida para falar de desenvolvimento sustentado. É que lhe pode aparecer alguém a injuriar governantes estrangeiros.

Maio 7, 2008

Stop banging on about the BNP

Arquivado como: Internacional, Política — Miguel @ 3:34 pm

Daniel Hannan acerca da polémica em torno da eleição de um representante do British National Party para a London Assembly.

Here’s your starter for ten: do you know how many Conservatives have just been elected to the London Assembly? How many Lib Dems? Or how many Greens? I’ll bet you know one thing, though: that the BNP won a seat, taking 5.03 per cent of the vote (they needed 5 per cent to get representation).

Why does this titchy party get so much attention? There are around 21,000 council seats in England and Wales. The BNP says that it now holds 103 of them, up ten from last week. Anti-BNP groups give a much lower total. Even if we accept the higher figure, it still represents less than 0.5 per cent of the total. Listen to the way some politicians talk, though, and you’d think Hitler had just been elected.(…) (mais…)

The Coming Recession - Seven observers debate the (sorry) state of the economy

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Miguel @ 2:54 pm

Na edição de Junho da Reason Gerald P. O’Driscoll, Megan McArdle, Ron Paul, Robert Bryce, Robert Higgs, Robert E. Wright e Donald J. Boudreaux comentam as causas, (possíveis) consequências e lições a tirar da actual crise económica. (mais…)

Maio 5, 2008

Reconhecimento

Arquivado como: Economia, Política, União Europeia — Miguel @ 12:46 pm

Diário Económico

Os políticos de vários países europeus que têm vindo a queixar-se de que o Banco Central Europeu (BCE) estava a prestar muito pouca atenção ao crescimento económico, estão agora a começar a apoiar as políticas da instituição liderada por Jean-Claude Trichet, uma vez que os temores sobre o aumento dos preços está a afectar os rendimentos dos eleitores.

Maio 2, 2008

Meanwhile in Britan (2)

Arquivado como: Internacional, Política — Miguel @ 4:46 pm

Teletext

Tory hopes of crowning triumph in the local elections are rising after one bookmaker said it is paying out on a Boris Johnson win for London mayor.

Paddy Power said the “mauling” Labour has received suggests the Tory is on his way to City Hall.

By 3pm, information on first-preference votes showed Mr Johnson ahead in nine out of 14 constituencies, with Mr Livingstone leading in five.

Acerca da regulamentação dos horários do comércio

Arquivado como: Economia, Nanny State Watch, Política, Portugal — Miguel @ 3:36 pm

João Cândido Silva no Jornal de Negócios

Nesta discussão, os argumentos contra a liberalização dos horários padecem de paternalismo e visam subtrair à esfera privada dos cidadãos a decisão sobre onde e quando fazer compras. Ignoram as dificuldades que, nos centros mais populosos, as famílias enfrentam para conseguir compatibilizar o cumprimento dos seus horários laborais e escolares, bem como as solicitações da vida familiar, com a gestão do tempo disponível para adquirirem os bens e serviços de que necessitam.

Chega a sugerir-se que a proibição de abertura das grandes superfícies ao domingo é uma forma de garantir o tradicional dia de lazer, confundido o regime de horários das grandes superfícies com aquilo que as leis laborais devem estatuir a respeito do descanso. De caminho, cai-se no alçapão do controlo do Estado sobre aspectos da vida das famílias em que não deve ser tido, nem achado. Um país em que o Governo ou o Parlamento discutem e decidem em que dia da semana devem as famílias gozar os tempos livres não mostra um cartão de visita recomendável em matéria de liberdade.

Mais à esquerda?!!

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 2:22 pm

Diário de Notícias

Caso Manuela Ferreira Leite vença as eleições para a liderança do PSD, o partido vira à esquerda. “Não somos liberais, somos de centro-esquerda”, afirmou Amândio de Azevedo, ex-ministro do Trabalho no governo do bloco central liderado por Mário Soares, quarta-feira à noite na sede da distrital do Porto, onde a candidata se apresentou aos militantes. Manuela Ferreira Leite anuía com a cabeça enquanto o ex-secretário geral do partido, e seu apoiante, usava da palavra numa sala cheia de velhos e “notáveis” rostos: Albino Aroso, Valente de Oliveira, Paulo Mendo e a ex–sindicalista Manuela Teixeira, entre outros há muito fora da política.

O sucesso das “políticas activas de emprego”

Arquivado como: Economia, Portugal — Miguel @ 12:10 pm

Público

O Estado gastou milhões de euros nos últimos anos da década passada em apoios aos desempregados com efeitos quase nulos, conclui um estudo realizado pelo Banco de Portugal e divulgado na edição de hoje do “Jornal de Negócios”.

Os programas “Inserjovem”, destinado aos jovens desempregados com menos de 25 anos, e o “Reage”, para os restantes desempregados, foram aprovados no primeiro Governo de António Guterres e com Ferro Rodrigues à frente do Ministério do Trabalho. Em 1999, estes dois programas absorveram 90 milhões de euros e geraram um balanço “muito limitado”, que se traduziu numa “pequena redução (12 dias)” da duração média do desemprego, escrevem Luís Centeno, Mário Centeno e Álvaro Novo no referido relatório.

Meanwhile in Britan

Arquivado como: Internacional, Política — Miguel @ 9:14 am

Yorkshire Post:

A BBC projection based on the votes in councils in England and Wales put Labour’s national vote share at just 24%, 20 points behind David Cameron’s Conservatives on 44% and beaten into third place by the Liberal Democrats on 25%.
The margin was similar to the drubbing received by John Major in council elections in 1995, two years before he was ejected from Downing Street by Tony Blair.

The Tories would enjoy a landslide Commons majority of between 138 and 164 seats if the results were repeated in a general election.

BBC:

The last time Labour did this badly in a local election, the Beatles were in the charts and Flower Power was all the rage.

Meanwhile in Ireland

Arquivado como: Política, União Europeia — Miguel @ 9:03 am

(via Arrastão)

If I should fall from grace with god…

Arquivado como: Economia, Portugal — Miguel @ 8:58 am

Vítor Constâncio prevê abrandamento até 2009

A O governador do Banco de Portugal reconheceu ontem que o crescimento da economia portuguesa durante este ano deverá ficar próximo de 1,7 por cento e que, para a Europa, “2009 poderá ser pior do que 2008″, traçando deste modo um cenário de possível abrandamento económico no país durante os próximos dois anos. Apesar disso, Vítor Constâncio mostrou-se contrário à aplicação por parte do Governo de medidas de carácter expansionista.(…)

Constâncio disse aos deputados que “não há margem para medidas orçamentais expansionistas”, uma vez que “a tarefa de consolidação não terminou”.
O responsável máximo da autoridade monetária foi ainda mais longe, lembrando que “terão de acontecer outras coisas” para que o défice continue a descer, assinalando a existência de riscos para o orçamento ao nível do crescimento económico e da concretização das reformas na Administração Pública

Receita fiscal teve pior início de ano desde 2004

O ritmo de crescimento da receita fiscal garantido pelo Estado durante os primeiros três meses do ano foi o mais lento desde 2004, parecendo confirmar a dificuldade do Governo em garantir do lado dos impostos a ajuda que teve para reduzir o défice em 2006 como em 2007, refere o jornal Público esta sexta-feira.

Abril 30, 2008

O novo pacto “MFA-Partidos”

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 5:28 pm

(In)Segurança Pública (7)

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 5:25 pm

Afinal a questão da (in)segurança das esquadras resolve-se com um simples despacho. Já estou mais descansado.

Um apoio de peso

Arquivado como: Blogosfera, Política, Portugal — Miguel @ 4:47 pm

O Rui Albuquerque anuncia o seu apoio à candidatura de Pedro Passos Coelho, passando a colaborar no respectivo blog da candidatura.

Abril 29, 2008

Maravilhas da economia planificada

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Miguel @ 4:55 pm

“Missteps as Venezuela’s Hugo Chavez backs farming” (Reuters)

Deep in Venezuela’s sweltering heartland, a gleaming dairy plant sits idle, a testament to missteps that slow President Hugo Chavez’s drive to make his oil nation self-sufficient in food.

Dozens of workers in yellow rubber boots sluice water to keep metal pipes clean, ready to churn out pasteurized milk and cheese, but the site has barely operated since a team of Iranian technicians built it 10 months ago.

What may seem an obvious obstacle has yet to be overcome — too few dairy cows are raised in the harsh plains where the plant is located to provide enough milk to keeping it running.

Ainda os preços agricolas

Arquivado como: Ambiente, Economia, Internacional, Política, Teoria — Miguel @ 3:51 pm

Abril 28, 2008

Bandidos!

Arquivado como: Comentário, Nanny State Watch, Política, Portugal — Miguel @ 11:37 am

A junta de freguesia da Ericeira foi multada em sete mil euros utilizar óleos reciclados para mover os carros do lixo, em vez de comprar combustíveis fósseis, pelo que o Estado se considera lesado. O presidente da junta, citado pela TSF, já garantiu que não vai pagar a multa

Não tenho mais palavras para descrever esta notícia. Parece que o que não é permitido é proibido. Isto já não é um Estado de Direito.

(In)Segurança Pública

Arquivado como: Comentário, Nanny State Watch, Política, Portugal — Miguel @ 11:11 am

Público

A esquadra da PSP de Moscavide foi ontem invadida, cerca das 17h00, por um grupo de dez a quinze homens, aparentemente brasileiros, que agrediram um jovem de 20 anos. O rapaz encontrava-se a apresentar uma queixa contra aqueles indivíduos, noticia hoje o jornal “24 Horas”.

O queixoso já estava a prestar depoimento perante o único polícia que estava naquele momento da 35ª esquadra de Lisboa, quando o grupo entrou nas instalações e saiu a correr depois de o agredir, segundo testemunhas no local.

A vítima teve de receber assistência médica, pelo que não pode acabar de apresentar a queixa.

Algo de muito errado se passa quando o estado é incapaz de os proteger quem se encontra no interior das esquadras de polícias. Recordo que o mesmo Estado tem a pretensão de assegurar a susistência dos seus cidadãos do “berço ao caixão”. Não cumpre as suas funções nucleares mas pretende ser omnipresente em todas as áreas.

Abril 24, 2008

Também não está mal visto

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 7:58 am

Público

O ex-presidente do PSD Pedro Santana Lopes terminou o seu discurso perante o Conselho Nacional do partido, que decorre esta noite, afirmando-se “mais uma vez disponível para o combate”. Pouco antes destas palavras, Alberto João Jardim, presidente do PSD Madeira, tinha manifestado o seu apoio a uma eventual candidatura do antigo primeiro-ministro à liderança do partido.

Abril 23, 2008

O fantástico mundo dos subsídios ao biodiesel

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Miguel @ 4:01 pm

Johan Norberg

So how does the American biofuel subsidies work? David Freddoso writes about the “blenders´ credit” that the republican Chuck Grassley invented which provides $1 for each gallon of biodiesel that is mixed with regular diesel. According to WTO rules this must be extended to foreign companies, which has given rise to a phenomena called “splash and dash”:

“It works like this: A foreign tanker carrying 9 million gallons of biodiesel from Brazil or Malaysia sails to an American port. While it waits, 9,000 gallons of American diesel is added — that’s right, a .1 percent blend — so as to earn the blender a $9 million tax credit. The tanker heads to Europe, where diesel cars are far more common and biodiesel is further subsidized.

In some cases, tankers have reportedly made round trips from Europe to the U.S. simply to collect the subsidy. Thus we ´import and ´export´ the same fuel from and to the same country.”

Apatia

Arquivado como: Política, Portugal, União Europeia — Miguel @ 3:04 pm

Pacheco Pereira acerca da ratificação do Tratado de Lisboa.

O acontecimento mais importante para a nossa vida pública nas próximas décadas vai passar sem que ninguém dê por nada. Deveria ser um escândalo público, mas nem sequer é um vago interesse ciciado. Em tão poucas coisas mostramos mais a nossa apatia cívica do que na questão do Tratado que terá o nome de Lisboa.

Margaret Thatcher

Arquivado como: Internacional, Política — Miguel @ 11:14 am

Magaret ThatcherThe other day, the London Daily Telegraph commissioned a poll to ask who Britons regard as their greatest post-World War II prime minister. Maggie blew everyone away, even Winston Churchill (with the crucial footnote that Sir Winston of the war years was excluded from consideration). If Maggie in her salad days stood for election today, the poll found, she would sweep in with another landslide. Thirty-four percent of those polled said Lady Thatcher was the best of the post-war gaggle, while Sir Winston trailed with 15 percent, and Tony Blair (11 percent), Harold Wilson (9 percent) and Clement Attlee (7 percent) lagged so far behind as to be irrelevant to the exercise.

Real Clear Politics

Abril 22, 2008

Soma nula

Arquivado como: Comentário, Economia, Política, Portugal — Miguel @ 5:51 pm

Diário Digital

O Governo quer que as empresas paguem uma taxa por cada trabalhador independente que tenham ao seu serviço, segundo a proposta de revisão do Código do Trabalho, hoje apresentada.

Esta medida vai reduzir o custo social dos trabalhadores independentes, tendo em conta que actualmente os custos da protecção social destes trabalhadores são suportados pelo próprio

Os governantes continuam a insistir em duas fantasias:

1. Que uma parte da Segurança Social é paga pela empresa e não pelo trabalhador. É indiferente. Quando calcula o custo de um trabalhador (efectivo ou indepente) a empresa toma em consideração não apenas o salário base mas todos os impostos e taxas que tem de pagar sobre este. Se cabe à empresa ou ao trabalhador a sua liquidação é quase indiferente. Previsívelmente, a medida anunciada hoje anunciada vai ter, a prazo, um efeito nulo. As empresas vão descontar (senão no imediato, pelo menos progressivamente) o montante da taxa ao pagamento dos trabalhadores independentes.

2. Que com políticas deste tipo se combate a “precaridade laboral”. Totalmente errado. As empresas recorrem indevidamente aos “recibos verdes” e às empresas de trabalho temporário porque a excessiva rigidez da legislação laboral tornam muito dificil o ajustamento do seu efectivo às variações de produção e margens.

Estou em pulgas!

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 3:31 pm

State of the Union 2008

Arquivado como: Economia, Política, Portugal, União Europeia — Miguel @ 3:00 pm

O State of the Union é uma publicação da Stockholm Network que analisa a evolução das reformas destatizantes nos países-membros da UE. O relatório referente a 2008 está disponível aqui.

O capítulo referente a Portugal (pp 44-45) foi elaborado pelo André Azevedo Alves (em representação da Causa Liberal).

O problema de Manuela Ferreira Leite

Arquivado como: Comentário, Política, Portugal — Miguel @ 10:30 am

Penso que não chocarei ninguém ao afirmar que, de todos os que (até agora) manifestaram a intenção de se candidatarem à presidência do PSD, Manuela Ferreira Leite é a que goza de maior prestígio dentro e fora do partido. Julgo que será mesmo a única capaz de, num curto espaço de tempo, recuperar a credibilidade perdida.

Porém, de todos, também é a que politicamente estará mais próxima de José Sócrates (o André acertou em cheio). Julgo que para achar “10 pontos do código genético” que separam Ferreira Leite de Sócrates teríamos de recorrer às chamadas “causas fracturantes”, que não poderão nunca passar por “pensamento estratégico”.

A sua eventual liderança poderá beneficiar do “desgaste” de José Sócrates (coisa que nem Marques Mendes nem Menezes souberam aproveitar) mas tenho dúvidas que consiga propor uma linha de acção substancialmente diferente da do actual governo.

PS: Será também divertido ver os socialistas fazerem do controlo do défice o seu principal trunfo eleitoral. Afinal, não eram eles que acusavam Ferreira Leite, enquanto Ministra das Finanças, de estar “obcecada com o défice”?

Abril 21, 2008

Já aqui ao lado

Arquivado como: Economia, União Europeia — Miguel @ 12:56 pm

Libertad Digital

Tras meses negando la evidencia, por fin el vicepresidente Pedro Solbes ha entrado en razón y ha optado por rebajar sus previsiones de crecimiento económico, que se han quedado “algo desfasadas(…)

Actualmente, la previsión de crecimiento del PIB para este año es del 3,1 por ciento y del 3 por ciento en 2009. Sin embargo, tanto el vicepresidente económico, Pedro Solbes, como el propio Vegara han dejado entrever en las últimas semanas que el Gobierno rebajará estas cifras.

Recordo que na recente edição do “World Economic Outlook”, o FMI estima que o crescimento real do PIB espanhol será 1.8% em 2008 e 1.7% em 2009.

Abril 18, 2008

O futuro do PSD

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 12:17 pm

O Adolfo Mesquita Nunes escreve dois comentários acertadíssimos:

PSD

O PSD é, enquanto partido social democrata, um partido com os dias contados. A disputar precisamente o mesmo espaço eleitoral que o PS, e recusando-se a formar um eleitorado não amante do Estado, o PSD tarde ou cedo chegaria a este desnorte.

Incapaz de perceber a trajectória do PS, o PSD foi sempre acreditando que o sistema partidário português era assim porque sim, nunca se perguntando, talvez porque o CDS andou a dormir este tempo todo, por que carga de água teria Portugal de ter dois partidos exactamente iguais?(…)

Daí que tenha vindo a insistir, nestes últimos tempos, no importante papel de Menezes na redefinição da direita. É ele que vem obrigando o PSD a reflectir sobre si próprio e é ele que vai involuntariamente provocar a constatação de que há filosofias e famílias incompatíveis no PSD. É isso que veremos.

PSD (2)

A primeira coisa que um candidato a líder do PSD deveria vir dizer ao país era a lista de aspectos substanciais que separam o PSD do PS. E não se trata de teoria nem de amanhãs que cantam. Coisas concretas, políticas de substância alternativas, caminhos divergentes. Se nenhum dos candidatos consegue fazer uma listinha com mais de 10 aspectos, mais vale que fique em casa. É apenas mais um que acha que o PSD é um PS melhorado. E isto vale sobretudo para Manuela Ferreira Leite ou Aguiar Branco.

Incubadora reloaded

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 9:28 am

Calimero

Depois de elencar os pontos altos [?!!] do seu curto mandato de seis meses, Menezes sublinhou que teve de conviver sempre com “um clima de conspiração permanente”. Segundo o presidente do PSD, esta direcção social-democrata enfrentou “a maior campanha jamais montada”, que chegou a classificar de “violenta e cobarde”, o que o levou a tomar a atitude ontem anunciada: “Reconheço que não consegui vencer estas contrariedades e assumo a inteira responsabilidade. Para mim chega e basta”.

in Diário de Notícias

E agora?

Arquivado como: Comentário, Política, Portugal — Miguel @ 9:05 am

Presumindo que Luís Filipe Menezes não se recandidata (ou caso o faça não vença as directas), será um ano suficiente para o PSD recuperar do estrago causado pela últimas lideranças? O próximo líder arrisca-se a pagar pelos erros das anteriores direcções.

De qualquer forma, espero que a mudança permita finalmente a existência de uma oposição não-socialista em Portugal.

Abril 17, 2008

Ainda o IVA dos ginásios

Arquivado como: Economia, Política, Portugal — Miguel @ 1:24 pm

Acerca dos pedidos para três cadeias justificarem a não redução dos preços praticados, escreve o João Miranda:

um ginásio pode perfeitamente justificar um preço da seguinte forma: o preço resulta da política comercial da empresa cujo objectivo é maximizar o lucro.

Abril 16, 2008

Como é? O fassismo ajuda ou prejudica?

Arquivado como: Internacional, Media, Política — Miguel @ 11:06 am

Ainda as eleições italianas (IV)

Arquivado como: Internacional, Política, Portugal — Miguel @ 8:49 am

Recomendo a leitura de “A Derrota” de Daniel Oliveira. Uma interessante análise, à esquerda, sobre sobre as eleições italianas e (principalmente) sobre os caminhos da “esquerda radical”.

Abril 15, 2008

Ainda as eleições italianas (III)

Arquivado como: Economia, Internacional, Política — Miguel @ 4:30 pm

Um elucidativo artigo de Federico Punzi publicado a 12/04 no Pajamas Media sobre o que se pode esperar de Berlusconi e Veltroni.

Nota: O autor usa “liberals” na acepção americana

Italy is still waiting for a Thatcher, a Reagan, or at least a Blair. The problems, for the most part, are the same as they were in England and America and the solutions are well-known: lower and simplified tax rates, a strong diet for government, less onerous bureaucracy, effective civil jurisdiction, labor-market and public utilities liberalization, welfare and pension system reforms, education based on merit and competition, and research and development funds.

But both Mr. Berlusconi and Mr. Veltroni are unlikely to accomplish the needed reforms to revive Italy’s staggering economy. (mais…)

Ainda as eleições italianas (II)

Arquivado como: Comentário, Internacional, Política — Miguel @ 10:08 am

No programa da coligação vencedora coabitam medidas liberalizantes e proteccionistas, controlo da despesa pública e medidas despesistas. A verdadeira quadratura do círculo.

Ainda as eleições italianas

Arquivado como: Internacional, Política — Miguel @ 8:39 am

Queria realçar a pesadissima derrota que a extrema-esquerda sofreu nas recentes eleições italianas (*). Veltroni fica assim resguardado de eventuais acusações de a derrota se dever à “falta de unidade da esquerda” (**)

(*) Estranhamente, alguns media querer fazer passar a Sinistra L’Arcobaleno e o Partito Socialista como sendo os únicos representantes da esquerda italiana.
(**) Não sei porquê, à esquerda existe uma obsessão com “movimentos unitários” em que partidos democráticos se coligam alegremente com outros anti-democráticos.

Abril 14, 2008

Denationalisation of Money

Arquivado como: Economia, Livros, Teoria — Miguel @ 11:49 am

O IEA informa que está novamente disponível o livro “Denationalisation of Money” de Friedrich Hayek (também disponível para download em pdf)

In this groundbreaking work, first published in 1976, Friedrich von Hayek argues that the government monopoly of money must be abolished to stop recurring bouts of inflation and deflation. Abolition is also the cure for the more deep-seated disease of the recurring waves of depression and unemployment attributed to ‘capitalism’.

LEITURA COMPLEMENTAR: também editado pelo IEA, “Choice in Currency: A Way to Stop Inflation (web edition)” (pdf) de F.A.Hayek

Biocombustíveis (III)

Arquivado como: Ambiente, Diversos, Economia, Internacional, Política — Miguel @ 10:49 am

“Rising Food Prices and Public Policy” de Gary Becker no Becker-Posner Blog

The World Bank’s index of food prices increases by 140 percent from January 2002 to the beginning of 2008, and a full 75 percent just since September 2006.(…)this current food price rise because it has nothing to do with population growth, and is only a little related to the rapid expansion in world incomes in recent years. (mais…)

Abril 11, 2008

Um caso de amor correspondido

Arquivado como: Economia, Política, Portugal — Miguel @ 9:54 pm

Artigo de José Manuel Moreira no Jornal de Negócios

Os políticos querem poder e prestígio e os homens de negócios protecção face à concorrência. Daí o encanto de uma aproximação, feita à custa dos contribuintes e consumidores, que sempre preocupou Adam Smith.(…)

Uma aliança característica de Estados corporativos que dá às grandes empresas o que elas não podem ter no mercado livre: o poder de restringir a concorrência pela força e de obter lucros garantidos pelos contribuintes.

Infelizmente, embora preocupados com o poder das grandes empresas, continuamos sem nos darmos conta de que a raiz do problema está num modelo intervencionista que mina tanto o mercado como o Estado. Quando mais se abusa dos meios coercivos do Estado para intervir na economia, mais o sucesso nos negócios depende da acumulação de capital político.

Que tal se, em vez de incentivar tanta indignação, dedicássemos mais esforço a descortinar a moral que sustenta o neo-mercantilismo e a compreender o papel das medidas intervencionistas e da sobre-regulação nas decisões e critérios de escolha de determinados homens certos para os lugares certos? O prémio seria descobrir as verdadeiras motivações para tanto nó e tanto caso de amor correspondido.

Força, força companheiro Sócrates!

Arquivado como: Diversos — Miguel @ 1:17 pm

O caminho da servidão

Arquivado como: Nanny State Watch, Política, Teoria — Miguel @ 11:31 am

“Little Brother is Watching You - New Paternalism on the Slippery Slopes” de Mario J. Rizzo e Douglas Glen Whitman

ABSTRACT: The “new paternalism” claims that careful policy interventions can help
people make better decisions in terms of their own welfare, with only mild or nonexistent
infringement of personal autonomy and choice. This claim to moderation is not
sustainable. Applying the insights of the modern literature on slippery slopes to new
paternalist policies suggests that such policies are particularly vulnerable to expansion.
This is true even if policymakers are fully rational. More importantly, the slippery-slope
potential is especially great if policymakers are not fully rational, but instead share the
behavioral and cognitive biases attributed to the people their policies are supposed to
help. Accepting the new paternalist approach creates a risk of accepting, in the long run,
greater restrictions on individual autonomy than have been heretofore acknowledged.

Biocombustíveis (II)

Arquivado como: Ambiente, Comentário, Economia, Internacional — Miguel @ 8:59 am

Lula diz que a culpa é dos probrezinhos que, de repente, começaram a comer.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se esforçou hoje na Holanda para romper os preconceitos sobre a produção de biocombustíveis, afirmando que não aumenta a inflação e nem prejudica as plantações agrícolas destinadas à alimentação.

Durante o primeiro dia de sua visita de Estado à Holanda, Lula conversou sobre o assunto com o primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, e declarou à imprensa que o fato de que “os pobres do mundo começaram a comer” pressiona os preços, não os biocombustíveis.

Imagino que anteriomente apenas necessitam de respirar para assegurar a sobrevivência.

Biocombustíveis (I)

Arquivado como: Ambiente, Economia, Internacional — Miguel @ 8:53 am

O presidente do Banco Mundial solicita a intervenção governamental para solucionar um problema originado pela intervenção governamental:

Un estudio adelanta que los elevados precios de los alimentos se prolongarán durante años y relaciona el repunte con factores como la mayor producción de biocombustibles, que está desviando una gran cantidad de la producción de granos como el maíz a generar combustibles de origen vegetal. El presidente del BM, Robert Zoellick, solicita ayuda urgente a la comunidad internacional para paliar la hambruna que está provocando el encarecimiento de los alimentos.

Abril 10, 2008

FMI: já não entende a economia portuguesa?

Arquivado como: Economia, Portugal — Miguel @ 12:03 pm

Post de Tavares Moreira no Quarta República

Como é possível o FMI por em causa uma taxa de crescimento de 2,2%, que sabemos absolutamente garantida - constitucionalmente garantida - e para a obtenção do qual as agências de comunicação tanto têm trabalhado e vão continuar a trabalhar, de forma patriótica, quase sem remuneração como sabemos (recebendo apenas o estritamente necessário para o magro sustento de suas famílias)!

E como é possível o FMI vir questionar a também patriótica previsão/garantia há 2 dias oferecida pelo Gov/BP em memorável declaração na C. C. Luso Britânica, de um crescimento nunca inferior ao da zona Euro e provavelmente superior ao da zona Euro…

Algo de errado se passa no FMI, mas afigura-se ser algo de muito grave.

Parece que esta grande Instituição (não confundir com o SLB) deixou de ter os pés assentes na Terra e provavelmente se encontra a levitar ou terá mudado a residência para outro planeta.

It’s deja vu all over again!

Arquivado como: Economia, Internacional — Miguel @ 10:33 am

Paul Volcker (antecessor de Alan Greenspan no Fed):

On the dollar, Mr. Volcker’s blunt talk of crisis is a welcome tonic to the devaluationist consensus that now dominates Washington. The world has been staging a run on the greenback, with damaging results if it continues. Mr. Volcker noted that when “concerns about recession are rife,” the central bank will be tempted to “subordinate the fundamental need to maintain a reliable currency” to the impulse to shore up a flagging economy. The danger is that you lose both battles, as the U.S. did in the 1970s, and wind up with stagflation.

The present climate, Mr. Volcker told his audience, reminded him of nothing so much as the early 1970s. Then as now, certain commodity prices were rising fast – he cited oil and soybeans as two examples. Then as now too, these were explained away as speculative price run-ups and not as a harbinger of a broader inflationary trend.

We all know how that ended, and Mr. Volcker knows better than anyone. He was the one who, at the end of that decade, had to step in and raise interest rates to punitive levels to break the back of that bout of inflation.(…)

[T]he Fed has a particular duty to defend the integrity of the “fiat currency” in its charge. And exchanging dollars for “mortgage-backed securities of questionable pedigree” both raises the specter of moral hazard and potentially undermines the world’s faith in the integrity of the Fed’s balance sheet. Unless the Fed can shut the door it opened with its guarantee of $29 billion worth of Bear Stearns paper – which “seems highly unlikely,” in Mr. Volcker’s words – it will have to take on oversight of the institutions it is now implicitly back-stopping.

Abril 9, 2008

Going down

Arquivado como: Economia, Portugal, União Europeia — Miguel @ 1:47 pm

Jornal de Negócios

O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou hoje em cinco décimas as estimativas de crescimento para a economia portuguesa, prevendo um ritmo de 1,3% em 2008, contra a previsão de Outono, que apontava para 1,8%.

No relatório “World Economic Outlook”, divulgado hoje, a instituição liderada por Dominique Strauss-Kahn volta a rever em forte baixa as estimativas de crescimento para a economia portuguesa, que voltará a ficar abaixo dos 1,4% para a Zona Euro este ano, caso se concretizem as previsões da instituição internacional. Em Outubro o FMI previa que a economia portuguesa crescesse 1,8% este ano.

Entre as economias da Zona Euro, só a Itália vai crescer menos que Portugal em 2008. O FMI estima que o PIB italiano cresça 0,2% este ano.

Notícias da frente

Arquivado como: Economia, União Europeia — Miguel @ 10:40 am

Bloomberg

U.K. consumer confidence fell to the lowest in almost four years in March as the housing-market downturn worsened, and former Chancellor of the Exchequer Nigel Lawson said the economy is heading for a recession.

Insistir na asneira

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 9:03 am

Diário Económico

líder do CDS-PP, Paulo Portas, voltou hoje a exigir ao primeiro-ministro que ordene uma investigação à formação dos preços de alguns bens essenciais que subiram muito acima da inflação em 2007, para detectar eventuais abusos.

Significativamente, estas declarações foram prestadas no final de uma reunião com a associação de Defesa do Socialismo dos Consumidores - DECO.

Abril 8, 2008

Zimbabwe: foram descobertos os culpados!

Arquivado como: Internacional, Política — Miguel @ 11:13 am

Daily Telegraph

Zimbabwean police have arrested seven election officials for undercounting votes cast for Robert Mugabe in the Presidential election.

(Más) Novas de uma crise anunciada

Arquivado como: Economia, União Europeia — Miguel @ 8:14 am

Daiy Telegraph

International banks are scrambling to sell their holdings of Spanish mortgage debt at a steep discount, fearing that the country may be sliding into the worst economic downturn in its modern history.

A blizzard of grim data has soured the mood, capped yesterday by a plunge in PMI purchasing managers’ index to an all-time low of 40.9. Car sales fell 28pc in March, and even Madrid’s legendary tapas bars seem to have lost their late-night sparkle.

Leituras complementares: I told you so…, E no entanto afunda-se, E agora, o crash europeu

Leituras complementares (2): Spain sees credit surge brought to rude halt, Zapatero llama “antipatriotas” a los que alertan de una crisis económica que ya ve medio mundo

Abril 7, 2008

“É inevitável”

Arquivado como: Economia, Portugal — Miguel @ 11:16 am

Diário Económico

O Banco de Portugal vai agravar o cenário macroeconómico de 2008 para Portugal, tanto no crescimento como na inflação, deixando mais isolado o optimismo das previsões do Governo.

O governador Vítor Constâncio anunciou em Ljubliana que “teremos [na Europa] uma desaceleração que também afectará Portugal”, antecipando, por isso, que “haverá uma revisão em baixa no crescimento [actualmente previsto em 2%]. É inevitável”.

Erro capital

Arquivado como: Internacional, Política — Miguel @ 10:00 am

MyWay

Hillary Rodham Clinton’s chief strategist apologized Friday for meeting with Colombian officials pushing a free trade agreement that the presidential candidate opposes.

Parece que as desculpas não foram aceites. Mark Penn foi forçado a demitir-se.

Abril 4, 2008

Votos de uma curta interrupção

Arquivado como: Media, Portugal — Miguel @ 2:12 pm

A direcção editorial da revista Atlântico decidiu suspender a sua publicação, depois de ter constatado a impossibilidade de garantir os investimentos em publicidade necessários. Apesar disso, devem todos aqueles que participaram neste projecto estar orgulhosos do que conseguimos fazer: uma revista independente, que se manteve durante três anos, saindo regularmente todos os meses, com uma tiragem e uma circulação que nenhuma revista de ideias tinha antes conseguido em Portugal. E se foi assim, tal deve-se em primeiro lugar a uma equipa de colaboradores dedicados e entusiastas, a quem agradecemos um empenho que nunca falhou. Convictos de que um projecto como o da Atlântico faz cada vez mais sentido, propõe-se a actual direcção editorial prosseguir todos os esforços para relançar a revista. Voltaremos.

A direcção editorial
Rui Ramos
João Marques de Almeida
Paulo Pinto Mascarenhas

[comunicado publicado no blogue da Revista Atlântico]

Bye, bye Keynes

Arquivado como: Economia, Política, União Europeia — Miguel @ 10:47 am

No Eurointelligence

French Socialists are to abandon their classical economic policy dogma of demand stimulation, writes Le Monde. Party leader Francois Hollande said that amid the poor state of public finance and German performance France should not to let the deficit go out of hand. Party members agree that they can no longer rely on Keynesianism (that is the French version of it). Instead Socialists opt for cancelling the fiscal package adopted in the summer of 2007 and to use half of the receipts from the €15bn annual savings to pay back the outstanding debt. Today’s deficits are the taxes of tomorrow, is the new credo of Hollande

E no entanto afunda-se

Arquivado como: Economia, Portugal, União Europeia — Miguel @ 10:06 am

Enquanto o propagandista do regime se entretem com irrelevâncias as evidências da recessão aumentam:

The Spanish economy appears to have made a direct transition from boom to bust, just as Spanish economists are on verge of a direct transition from complacency to panic. Spain’s hard landing has now attracting the attention of European newspapers, who are full of stories of Spain’s economic decline. The FT reports on the fall in the March PMI, which dropped 16 points over the last year, the sharpest fall in the nine year history of the survey. The article quotes an analyst who calculated that the data imply a fall in economic growth during the first quarter – so that Spain is probably technically in recession.

Abril 3, 2008

Quebrar o mito

Arquivado como: Comentário, Economia, Política, Portugal — Miguel @ 10:23 am

Mais uma vez (ainda se lembram do caso da ERSE?) o governo ameaça ultrapassar as competências de uma entidade reguladora caso esta não decida conforme a sua vontade.

Por quanto mais tempo é que vai continuar a insistir no mito da autonomia dos reguladores sectoriais?

O Estado a que chegamos

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 9:43 am

Segundo informa o Diário Económico, “metade das grandes empresas tem gestores que já foram políticos”. Vocês estranham? Eu acho uma opção perfeitamente racional. O que não significa que não seja preocupante.

PS: O Tiago Barbosa Ribeiro acha que pretendemos condicionar a liberdade das empresas escolherem os seus gestores e que agimos segundo uma lógica partidária. Certamente. Se calhar também acredita que Jorge Coelho foi escolhido devido aos seus conhecimentos de engenharia.

Abril 2, 2008

Não é este o caminho

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 9:53 pm

Adolfo Mesquita Nunes e Michael Seufert comentam as recentes propostas do CDS no blog da Ala Liberal.

Portas e o grupo parlamentar atiram-se para a esquerda do PS com esta proposta, e ficamos com dúvidas que tal disparate consiga ser corrigido a tempo de convencer o eleitorado liberal para as eleições de 2009. Fica a ideia que com este CDS no governo a economia estaria ainda pior que com o PS. É pena. E não nos apetece ir por aí.

E agora, o crash europeu

Arquivado como: Economia, União Europeia — Miguel @ 2:08 pm

No Jornal de Negócios

Os mercados imobiliários no Reino Unido, Espanha e Irlanda enfrentam quedas “severas e dolorosas”, que ameaçam mergulhar a economia europeia num abrandamento, prevê a Standard & Poor’s.

“O mercado imobiliário está finalmente, e de forma preponderante, a abrandar”, realçou Jean-Michel Six, economista-chefe da casa de notação financeira. “Nesses países onde as bolhas do imobiliário se expandiram por demasiado tempo, as correcções podem ser severas”, adiantou.(…)

A S&P estima que os preços das casas estabilizem este ano no Reino Unido. Em Fevereiro, a aprovação de empréstimos caiu para níveis próximos do mínimo de nove anos e os bancos desaceleraram os créditos à habitação.

Quanto à Espanha, a casa de “rating” considera que a situação é “particularmente preocupante” porque os investimentos no sector imobiliário contribuiram com 10% do produto interno bruto. Os preços das casas deverão cair 8% em 2008, segundo as contas do Cinco Días.

Na Irlanda, o abrandamento na venda de casas deverá prolongar-se até ao próximo ano, com os preços a desvalorizarem 6% este ano e a estabilizarem em 2009. No segundo mês do ano, os empréstimos cresceram ao nível mais lento dos últimos 14 anos, reportou na semana passada o banco central irlandês

O preço do estatismo

Arquivado como: Comentário, Economia, Media, Política, Portugal — Miguel @ 10:59 am

Perante os rumores de que Jorge Coelho se prepara para ser presidente executivo da Mota-Engil queria recordar este post. Penso que está tudo dito.

Bom, mas pelo menos a “Quadratura do Círculo” irá perder o seu elemento mais “chato, monótono, enfadonho [e] fraco”. O substituto não será a melhor escolha mas mão deve ser difícil fazer melhor figura que o seu antecessor.

(via O Cachimbo de Magritte)

Racionalismo e tradição

Arquivado como: Livros, Política, Teoria — Miguel @ 10:01 am

Nevertheless, when he is not arrogant or sanctimonious, the Rationalist can appear a not unsympathetic character. He wants so much to be right. But unfortunately he will never quite succeed. He began too late and on the wrong foot. His knowledge will never be more than half-knowledge, and consequently he will never be more than half-right. Like a foreigner or a man out of his social class, he is bewildered by a tradition and a habit of behaviour of which he knows only the surface; a butler or an observant house-maid has the advantage of him. And he conceives a contempt for what he does not understand; habit and custom appear bad in themselves, a kind of nescience of behaviour. And by some strange self-deception, he attributes to tradition (which, of course, is pre-eminently fluid) the rigidity and fixity of character which in fact belongs to ideological politics. Consequently, the Rationalist is a dangerous and expensive character to have in control of affairs, and he does most damage, not when he fails to master the situation (his politics, of course, are always in terms of mastering situations and surmounting crises), but when he appears to be successful; for the price we pay for each of his apparent successes is a firmer hold of the intellectual fashion of Rationalism upon the whole life of society.

in “Rationalism in Politcs” de Michael Oakeshott (partes 1-3 e 4-5)

Argentina, (novamente) a caminho do caos

Arquivado como: Economia, Internacional, Livros, Política — Miguel @ 9:47 am

“An Argentinean Mess” de Juan Carlos Hidalgo no Cato@Liberty

So we actually have the Argentinean government subsidizing and confiscating agricultural exporters at the same time, while creating inflation (which has led to price controls, bans on exports, and other economic beauties). And now, in response to the protests, the Fernández administration has announced new subsidies to farmers.

Parece que a história não ensina mesmo nada.

Nem mais

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 8:26 am

maradona, sobre a argumentação contra a construção da nova ponte sobre o Tejo

Eu gostava de saber como é que cidades como Madrid, Paris ou Londres vivem com 360 graus de circunferência de vias que lhes entram até ao centro. Lisboa é a única cidade onde existem habitantes que acham que limitar fisicamente o número de entradas na cidade é uma forma inteligente de regular o trânsito, e que vê o limite de um ângulo de 90 graus de entradas sem barreiras naturais como uma benção dos céus. Mais entradas em Lisboa, para estas andorinhas, não é uma diversificação dos eixos de penetração dos carros em Lisboa de forma a que cada veiculo entre na cidade o mais proximo possivel do local onde tenciona parar. Não, isso não, que horror. O que tem piada é entrar em Lisboa pela 25 de Abril e depois fazer toda a puta da cidade durante uma hora para ir estacionar em Braço de Prata.(…)

Aliás, já estou a imaginar uma missão técnica da autoridade máxima da área metropolitana de Sevilha a vir a Lisboa para aprender como é que podem evitar que os carros penetrem na sua cidade pelo local mais próximo do seu destino final, nomeadamente através da construção de barreiras físicas artificiais, como rios largos, valas e a destruição complementar de algumas das pontes ainda existentes.

Que tempos nefandos estamos a viver (II)

Arquivado como: Política, Portugal — Miguel @ 7:46 am

O CDS confirma a intenção de avançar com o pedido de investigação, pela AdC, do aumento dos “bens essênciais” e da criação do portal de preços.

Quando o PSD faz sistematicamente oposição à esquerda do PS e o CDS apresenta propostas dignas no BE (não, não é um elogio) algo de muito errado se passa com a direita portuguesa.

Abril 1, 2008

Irony in Wall Street

Arquivado como: Economia, Internacional — Miguel @ 3:46 pm

Artigo de Thomas Sowell no Townhall

There was a real irony in the recent intervention by the Federal Reserve System to provide the money that enabled the firm of JPMorgan Chase to buy Bear Stearns before it went bankrupt. The point was to try to prevent a domino effect of panic in the financial markets that could lead to a downturn in the economy.

The irony is that it was almost exactly a hundred years ago — 1907, to be exact — that the original J.P. Morgan arranged a bailout of a troubled financial institution for the same purpose of preventing a panic that could end up with the whole economy declining.

The difference is that J.P. Morgan and his fellow bankers used their own money, while the Federal Reserve System used their power to create money. (…) (mais…)

I told you so…

Arquivado como: Economia, Portugal, União Europeia — Miguel @ 9:31 am

Na TSF

A consultora KPMG (…) considera que a crise no sector imobiliário espanhol é mais profunda do que se previa. Estima-se que até 2010, o sector pode perder até um milhão e duzentos mil empregos.

No início deste mês, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Norte tinha dito que a crise que se vive em Espanha pode tirar o emprego a cerca de trinta mil imigrantes portugueses.

Ainda que o estudo não discrimine em concreto a origem dos trabalhadores que vão ser atingidos o certo é que a mão-de-obra portuguesa não escapará à crise anunciada.

O número de cidadãos nacionais que trabalham actualmente na construção civil em Espanha ronda as 100 mil pessoas, distribuídas por empresas do país vizinho ou por firmas portuguesas que funcionam em regime de subcontratação.

The McCain-? ticket (3)

Arquivado como: Internacional, Política — Miguel @ 8:47 am

Bob Krumm

A South Carolina blog claims to have seen the five names on John McCain’s short list for Vice President: Joe Lieberman, Charlie Crist, Tim Pawlenty, Haley Barbour, and Marsha Blackburn.

LEITURAS COMPLEMENTARES: The McCain-? ticket; The McCain-? ticket (2); And the veepee is…

Março 31, 2008

É aproveitar!

Arquivado como: Economia, Teoria — Miguel @ 3:59 pm

O Public Choice Journal encontra-se temporariamente com acesso irrestrito.

A cadeira do poder

Arquivado como: Economia, Internacional, Nanny State Watch — Miguel @ 11:35 am

No NYT

A replica of a chair that was part of an experiment in the early 1970s to use a computer to help manage Chile’s economyWhen military forces loyal to Gen. Augusto Pinochet staged a coup here in September 1973, they made a surprising discovery. Salvador Allende’s Socialist government had quietly embarked on a novel experiment to manage Chile’s economy using a clunky mainframe computer and a network of telex machines.

A replica of a chair that was part of an experiment in the early 1970s to use a computer to help manage Chile’s economy. The project, called Cybersyn, was the brainchild of A. Stafford Beer, a visionary Briton who employed his “cybernetic” concepts to help Mr. Allende find an alternative to th