O Insurgente

Maio 28, 2012

Solidariedade voluntária

Filed under: Política,Portugal,socialismo — Miguel Noronha @ 10:06

Banco Alimentar recolheu mais de duas mil toneladas de alimentos(…) As 2640 toneladas de alimentos recolhidas pelos 37.500 voluntários em todo o país foram “um sinal de coesão e o melhor sinal de mobilização da sociedade portuguesa” perante as dificuldades colocadas pela crise. No sábado, primeiro dia da campanha, às 18h, as doações ao Banco Alimentar registavam um aumento de 18% relativamente à recolha em Maio do ano passado, segundo Isabel Jonet.

O “voluntário” no título do post estará a mais mas foi colocado prepositadamente para diferenciar este acto genuinamente solidário daquela “solidariedade” que coercivamente é nos é exigida via impostos.

Contrariamente ao que alguns alegam mesmo numa altura de crise económica, com brutais aumentos de impostos, os individuos sabem ser solidários sem necessidade de mediação da Autoridade Tributária ou de políticos que só sabem ser solidários com o dinheiro alheio.

A socialização dos prejuízos da má gestão bancária

Resgate do Bankia vai ser feito com recurso a dívida pública espanhola

O depauperado sistema das cajas de ahorro espanholas é uma explosiva mistura de interferência públicas com má gestão privada. No concubinato entre políticos e banqueiros são invariavelmente os contribuintes que pagam a conta. Mas nem pensar em modificar o actual sistema. É demasidao perigoso, especialmente para os interesses instalados.

Maio 26, 2012

Idem para a sua manutenção no executivo

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:27

A insistência na inocência de Miguel Relvas parece-me tão ridícula como os artigos de Mários Soares.

Maio 25, 2012

Acerca do “caso Relvas”

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:23

No Diário de Notícias

Segundo o esclarecimento aos leitores do jornal, a “notícia que não saiu” e que levou a jornalista Maria José Oliveira a enviar questões ao ministro dos Assuntos Parlamentares — e pedir-lhe para responder em 32 minutos — tinha como base a primeira notícia da resenha diária de imprensa que o ministro terá recebido do ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).

Em causa estava o facto de Miguel Relvas ter dito inicialmente não “ter ideia” de ter recebido ‘sms’ e ‘clippings’ de Jorge Silva Carvalho e, depois, na audição parlamentar de 15 de maio, ter afirmado lembrar-se que a primeira notícia que recebeu do ex-diretor do SIED era sobre uma viagem de George W. Bush ao México.

Por outro lado, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares afirmou ter conhecido Jorge Silva de Carvalho apenas em 2010, quando era secretário-geral do PSD (entre março de 2010 e junho de 2011), mas a referida notícia sobre a viagem do ex-Presidente norte-americano aconteceu em 2007, refere o jornal

No Jornal de Negócios

O “Público” traz na edição de hoje um esclarecimento sobre o caso da alegada pressão de Miguel Relvas a uma jornalista e a uma editora do jornal. De acordo com o jornal, o ministro ameaçou divulgar na Internet qual o partido do companheiro da jornalista Maria José Oliveira.

Aquando das declarações de Miguel Relvas, recordo-me de ter comentando com os restantes insurgentes que eram notórias incongruências nas suas declarações. O que se torna também notório é burrice do ministro que arriscou a carreira política para tentar ocultar uma notícia que apenas realçava factos que já estavam à disposição de todos.

E se, relamente, a ameaça foi a de divulgar o partido do “companheiro” da jornalista então estamos perante alguém que parece nunca ter saído do recreio da escola primária e não tem maturidade para ocupar um cargo ministrial.

Relativamente à direcção do Público, não compreendo a decisão de não publicar a notícia e optar por divulgar a pressão à jornalista. Não faz qualquer sentido.

A DECO é uma filial do Bloco de Esquerda?

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:07

A DECO propôs hoje a definição de tectos máximos das taxas de juro no crédito à habitação e a proibição do agravamento do “spread”, devido a prolongamento da duração do contrato, modificação do estado civil ou desemprego.

Parece que sim. A DECO parece querer provocar um racionamento de crédito ainda maior que o actual e dar mais razões para que os bancos impeçam a desvinculação de um dos titulares em caso de separação. Vai acabar por prejudicar exactamente aqueles que a DECO diz querer ajudar. No entendimento dos mecanismos economicos não difere muito do Bloco de Esquerda.

Maio 24, 2012

Leituras (igualmente) interessantes

Filed under: Media,Política,Portugal,Videos — Miguel Noronha @ 15:06

- “Relvas nega ameaças a jornalista e diz na ERC que se sentiu pressionado” no Publico

- “Eu podia defender o Rodrigo e o Afonso” de Jacinto Bettencourt no 31 da Armada

- “Cão toca buzina de carro para chamar dono (COM VÍDEO)” no Correio da Manhã

Nada é definitivo

Filed under: Internacional,Sondagens — Miguel Noronha @ 12:36

No rescaldo do referendo que autorizou o aborto “a pedido” a esquerda, rejubilante, falava de um “avanço civilizacional” que Pacheco Pereira garantia ser “irreversível”. A propósito da evolução das posições a favor e contra o aborto nos EUA (gráfico supra) leiam a análise do Nuno Gouveia.

O país não é a Mota-Engil

Filed under: Economia,Política,Portugal,socialismo — Miguel Noronha @ 10:30

“”Se temos mais trabalhadores, mais equipamento, mais instalações, pagamos mais impostos, teríamos de ter mais obras do que tivemos”, diz Jorge Coelho, CEO da Mota-Engil.”

É esta a fantástica lógica do boy socialista.  Como assinala o CCz no Balanced Scorecard, parece seguir a lógica sindicalista segundo a qual deve ser  a procura a ajustar-se à oferta. Se existe capacidade não utilizadas nas empresas de obras públicas, façam-se obras públicas. Lógico. Questões como saber para quê e com que recursos são completamente desinteressantes.

Menos Europa. melhor Europa

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 09:26

“Oportunidade” de Luciano Amaral (Diário Económico)

“Como notou o editor da Reuters, Paul Taylor, para a Europa parece que a solução para tudo é sempre “mais Europa”, quando na realidade seria muitas vezes “menos Europa”. O euro é um óptimo exemplo: em nome de “mais Europa”, destruiu o exemplar entendimento anterior, baseado na livre circulação de mercadorias, pessoas e capitais. Não vale a pena gritar que o fim do euro é o fim da Europa. Temos a oportunidade (!!) de fazer para que não seja, preservando a Europa no que ela realmente importa. Quanto ao euro, não é indispensável.”

Maio 23, 2012

Era só isto que nos faltava

Filed under: Economia,Política,socialismo — Miguel Noronha @ 14:51

Agora que já tem força de lei ninguém vai conseguir impedir o crescimento da economia portuguesa.

Excelente ideia

Filed under: Economia,Humor,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 09:23

Eis uma forma expedita de Monsieur Hollande passar das palavras aos actos e demonstrar a solidariedade francesa com a Grécia e os restantes “perifétricos”

Maio 22, 2012

Assim se desvanece mais uma herança do socialismo socrático

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 21:27

Contrariando a abertura multicultural da última campanha eleitoral o Partido Socialista pós-Sócrates mostra muito pouca tolerância com a diversidade etnica.

Foi preciso mudar o governo mas (finalmente) chegaram lá

Filed under: Double standards,Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:28

Provavelmente para compensaros que fizeram o caminho inverso, parece que os afilhados do “engº” Pinto de Sousa finalmente acordaram para a problemática das interferência governamentais na comunicação social.  Folgo que futuras mudanças de governo não os façam perder o amor pela liberdade de imprensa.

Nota: Curioso, será que repararam quando o mui louvado António Arnaut disse exactamente o mesmo relativamente ao caso Lopes da Mota? E ainda acusou os magistrados de  ”delação”.

Maio 21, 2012

A (misteriosa) utilidade da televisão pública

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:01

Rui Albuquerque no Blasfémias

Os governos (…) locais frequentáveis por espíritos que prezem a liberdade, a sua e a dos outros. Assim, só por excesso de ingenuidade, repita-se, se podem agora espantar com o ministro Relvas aqueles críticos da instrumentalização governamental da comunicação social que, há uns meses, não estranharam – ou mesmo até apoiaram – a decisão do mesmo senhor ministro de não empandeirar a putrefacta RTP, dinossauro vivo do nosso sovietismo doméstico. Já perceberam, agora, por quê?

Quem vende a alma ao diabo não deve ficar espantando quando ele aparece para a reclamar.

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Portugal — Miguel Noronha @ 12:37

[Jardim Gonçalves] deu esta entrevista ao “i” “com o objectivo de alertar” porque “estou assustado e não foi para isto que aconteceu nem o 25 de Abril, nem, depois, a lei de 84, que permitia a abertura ao sector privado de determinadas actividades económicas. Não foi para isto. E ninguém tem a coragem de dizer que estão a nacionalizar”

Espanta-me a candura de Jardim Gonçalves. Quer-nos convencer que anos a fio a financiar a dívida do estado e dos privados os banqueiros só agora despertaram paera os crescentes níveis de endividamento e risco associados? Quer-nos convencer que aceitaram as protecções (explícitas e implícitas) e a benesse da reserva fracionária nos depósitos para expandirem exoponencialmente os seu balanços com um mínimo de capital próprio e arriscando o dinheiro dos depositantes sem pensar nas consequências? Quer-nos convencer acreditavam que a regulação no sistema bancário era para garantir a segurança das instituições e não para impedir a concorrência no sector? Vão vender essa a outro.

Num sistema bancário verdadeiramente competitivo esta “barões” já tinham sido todos varridos por falta de clientes.

Substituir astronomia por astrologia

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 12:00

“Felicidade” de João Pereira Coutinho (Correio da Manhã)

‘Dinheiro não traz felicidade; mas paga tudo o que ela gasta.’ Assim falava Millôr Fernandes. Há quem discorde. O rei do Butão, por exemplo. Há uns anos, Sua Majestade resolveu ‘quantificar’ a felicidade do seu povo. Ideia simpática: a criação de riqueza não esgota a conversa sobre o desenvolvimento. É preciso medir coisas menos tangíveis, como a ocupação dos tempos livres, a saúde psíquica da população, etc. etc. (mais…)

Já os vi com mais pressa e com menos deferência pela ERC

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:27

Público

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro quer esperar pelo parecer da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) antes de decidir se o Parlamento deve ou não ouvir ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, acusado de ter feito pressões ilegítimas sobre o jornal PÚBLICO e a jornalista Maria José Oliveira

Maio 18, 2012

E que tal um bilhete de ida para Paris?

Filed under: Cultura,Nanny State Watch,Política,Portugal,socialismo — Miguel Noronha @ 16:04

No Público

A deputada socialista Inês de Medeiros acusou esta sexta-feira o Governo de “intencionalmente” se ter “demitido de responsabilidades” perante um sector cultural em “estado calamitoso”, e acusou os privados de não investirem além do “lucro fácil e imediato”.(…)

“Não se pode deixar todo um sector, que é muito variado, sem saber de que forma vai ser reestruturado. Há que clarificar e há que avançar. O que não se pode é deixar esta inexistência de política, de estratégia e de acção, isso é que consideramos o mais desastroso de tudo”, concluiu.

Gosto particularmente do último parágrafo. Pode traduzir-se como “somos tão independentes que não conseguimos mexer uma palha sem um subsídio do estado“. Quanto à aversão ao risco dos privados, esperamos que Inês de Medeiros ponha os seus rendimentos integralmente ao serviço da cultura e pare de tratar o dinheiro dos outros como sobre ele tivesse algum tipo de direito.

Any given friday

Filed under: Economia,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:08

Há quem comece a preparar as impressoras para uma encomenda urgente.

Inconsciência (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:16

Ontem à noite na RTP-I, Teresa Anjinho (CDS) discursava sobre a bondade do projecto da moeda única. Dizia ela que o Euro não tinha apenas importância económica mas que tinha sido também um ambicioso projecto político para unir ainda mais os países-membros. À sua frente, Vitalino Canas (PS) acenava aprovadoramente.

O espantoso é que no meio de uma enorme crise provocada pelo tal “projecto político” ainda haja quem debite discursos sobre a bondade do euro. Não se apercebem que o problema começa quando os políticos decidem “brincar” com a economia em nome das suas grandiosas utopias? Pura inconsciência.

Inconsciência

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:15

Líder do Syriza ameaça não pagar dívida à Europa se financiamento à Grécia for cortado

Defintitivamente, a extrema-esquerda grega ainda não se apercebeu até que ponto o seu país está dependente da ajuda externa (não difere das sua congénere portuguesa, diga-se de passagem). Se acha que a austeridade forçada pela “troika” é dura será talvez terapeutico exprimentar a austeridade forçada pela bancarrota.

É provável que os credores e a “troika” tenham decidido aguardar pela repetição das eleições mas julgo que a realidade irá mais uma vez ultrapassar os planos dos políticos e numa qualquer 6ª feira o inevitável será anunciando. Nesse dia Alexis Tsipras terá tudo o que sempre desejou. Excepto dinheiro.

Maio 17, 2012

Rentistas amuados

Filed under: Cultura,Economia,Energia,Nanny State Watch,Portugal — Miguel Noronha @ 15:12

A gente também gostava de receber uns subsídios

Filed under: Economia,Nanny State Watch — Miguel Noronha @ 13:07

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, afirmou hoje que cabe à União Europeia “dinamizar novas formas de investimento” para que se possa ultrapassar o problema do desemprego e do crescimento do país

Triste país.

Ocorreu-me

Filed under: Economia,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:57

Corrida aos depósitos na Grécia alarma outras capitais europeias

Ao ler a supracitada notícia ocorreu-me que amanhã é 6º feira. O dia é que normalmente este tipo de “revoluções” são anunciadas.

Autonomia (6)

Filed under: Cultura,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 10:37

A propósito da suposta “liberdade de criação” permitida pelo patrocínio público, o caso de Jean-Baptiste Lully

“Patronage in the period of glory for Baroque music greatly influences the portfolio of compositions. This happens, at least in part, depending on the composer and the role he is playing within the patron-composer relationship. In the case of Lully, for example, the influence was total, in the sense that Lully’s works existed only within the framework defined for him by the absolute monarchy. Ranging from the ampleness of his operas, to the fact that he is one of the first to promote the idea of a French opera and to the machineries that are used to make grandiose spectacles – everything points out that the role of the composer is strictly determined by the patron.”

in “Patronage and Musician Repertoire”

Escândalo (2)

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Noronha @ 09:17

Minipreço responde a Pingo Doce e faz desconto de 50% na carne

Esta guerra de preços tem de acabar. Numa altura de crise económicas e em que o desemprego aumenta é um insulto baixar os preços dos produtos alimentares.

Maio 16, 2012

As diferenças ideologicas não justificam as indecências

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 17:35

O grupo parlamentar do CDS/M apresentou um voto de pesar pela morte de Miguel Portas. A maioria dos deputados do PSD Madeira abandonou o hemiciclo, incluindo o líder parlamentar Jaime Ramos.

Subsídios, eu?!

Filed under: Nanny State Watch,Portugal,socialismo — Miguel Noronha @ 14:49

Ainda a propósito da polémica acerca da subsidiação da produção cinematografica, o realizador João Salavisa responde ao artigo de João Pereira Coutinho no Correio da Manhã. No meio de outras considerações menores, João Salavisa insurge-se (cof, cof) contra a acusação que a produção nacional depende de subsídios públicos:

o cinema português nunca recebeu dinheiro do orçamento de Estado, apenas de uma taxa de 4% sobre a publicidade, portanto se existe sector em Portugal que não beneficia de subsídios e apoios estatais esse sector é exatamente o do Cinema

Ora vamos lá ver. A maior fonte de financiamente do ICA é uma taxa coercivamente cobrada a terceiros. A percentagem e o universo contribuinte é determinada por pura arbitrariedade estatal. E o montante apurado não corresponde a qualquer tipo de prestação de serviço ou fornecimento por parte do seu maior beneficário. E continuam a insistir que o cinema português não vive à conta de subsídios? Bravo.

Eu sei que não passo de um alarve ignorante mas, seria pedir muito se para além da riqueza “emocional e intelectual” os cineastas portugueses tratassem de gerar aquela riqueza que permite pagar as suas próprias contas?

O socialismo afecta a memória?

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 10:24

Alfredo Pérez Rubalcaba, líder socialista, criticou Rajoy pelo facto das suas medidas não estarem a conseguir controlar o risco da dívida.

Escândalo!

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Portugal — Miguel Noronha @ 08:48

A Ordem dos Médicos (OM) denunciou à ASAE a existência de «dumping» no preço dos genéricos, afirmando que há laboratórios a vender medicamentos a preço inferior ao preço de custo, disse hoje o bastonário

Exige-se que o governo intervenha (ainda mais) no sector para obrigar os laboratórios a aumentar os preços. É inconcebível. Queremos pagar mais.

Maio 15, 2012

E eu gostava de ainda ter saúde e reforma

Filed under: Ambiente,Portugal — Miguel Noronha @ 16:37

Quercus pede um país com electricidade 100% renovável dentro de 40 anos

(e que o Benfica fosse campeão)

Mais um

Filed under: Política,Portugal,socialismo — Miguel Noronha @ 15:17

Mais um manifesto da esquerda “bem pensante”, promovido pelo pessoal do costume. Já lhes perdi a conta. A orginalidade deste consiste em propor uma “estratégia de desenvolvimento económico e social”. Boa. Ainda ninguém se tinha lembrado disto.

A ilusão federalista

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 09:39

Pasmo que ainda haja quem, nesta altura, ainda haja quem defenda uma solução federalista para a UE.  Parece-me evidente que, de modo geral, se há algo que une a população dos vários estados-membros não é qualquer vontade de união ou mesmo de solidariedade transnacional mas o desejo de conservar (ou mesmo, recuperar) a soberania política e económica do seu país. O sonho das elites esclarecidas e dos “grandes lideres europeus” do passado revelou-se um pesadelo de dimensões continentais. Os sonhos construtivistas normalmente dão nisto.

Nota: O Paulo Marcelo deverá saber mais do tema que eu mas, segundo julgo saber a Constituição de Filadélfia não consagrou a união dos povos mas a união das colónias e concedia-lhes um grau autonomia bastante superior ao actualmente existente na UE .O governo federal tinha poucos poderes e era bem mais exíguo as actuais instituições da UE. Como bastante gente já notou, foi preciso um século e uma guerra civil para transformar os EUA numa unidade política.  E as sequelas da união forçada permaneceram durante mais de um século.

Contributos para uma compilação do léxico esquerdista

Filed under: Insurgentologia,socialismo,Teoria — Miguel Noronha @ 08:59

Alarvidade ignorante: Caracteristica de quem não deseja subsidiar coercivamente a produção cinematrografica nacional.
Urbanidade esclarecida: Caracterisca de quem preza a qualidade e a necessidade da produção cinematrografica nacional. Tanto que deseja obrigar terceiros a financiá-la.

Maio 11, 2012

Filhos e enteados

Filed under: Economia,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:35

A recente intevenção no Bankia levou a comissão europeia a soliciar que o governo espanhol retirasse a supervisão bancária ao Banco de Espanha entregando-a a auditores independentes. Solicitação essa que foi prontamente atendida.

Por cá, o antigo responsável do Banco de Portugal que assistiu impávido e sereno ao desenrolar dos casos do BCP, BPP e BPN foi recompensado com a vice-presidência do BCE. Ainda para mais com o pelouro da supervisão.

A “bolha” do betão

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 12:44

Dinheiro Vivo

O investimento nacional em construção, que durante anos foi feito a crédito bancário, vai ter a maior contração da União Europeia, este ano. A queda será de 12%, maior do que em Espanha. Resultado: Portugal terá também a maior contração do investimento total no grupo dos 27

Como é por demais sabido, a economia portuguesa teve um crescimento anémico na última década. E grande parte deste foi alimentado pelo “betão”. Agora que acabou a era do crédito fácil e do despesismo ficamos com uma enorme quantidade de casas desabitadas e infra-estruturas redundantes e/ou inúteis. Só agora começamos a pagar a conta.

Talvez algum génio se lembre de propro um “plano de fomento” que passe por realizar mais algumas obras inúteis.

Três anos perdidos

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:22

Segindo Wolfgang Schäuble a “Zona Euro está em condições de suportar saída da Grécia”. Eu não sei é como foi possível pensar que seria viável a sua manutenção. Como explicou Marc Faber “Teria sido desejável se tivessem empurrado a Grécia para fora do euro há três anos”. Já perdemos demasiados tempo.

A Herança de Gaspar

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Noronha @ 09:11

Pedro Bráz Teixeira analisa sinteticamente o legado dos antecessores de Vítor Gaspar e deixa-lhe uma importante recomendação:

O grosso da despesa pública está nos salários da função pública e pensões. Se nada for feito neste domínio, Gaspar sairá do ministério deixando atrás de si uma fraca herança, como têm feito os seus bons antecessores, o que seria lamentável, dadas as excelentes competências técnicas do ministro.

Maio 10, 2012

Quid juris?

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 09:23

A propósito do artigo que o Luciano Amaral hoje publica no Diário Económico, da proposta de António José Seguro para que se passe a eleger um “presidente da Europa” e recordando que em Novembro há eleições presidências nos EUA, o que tráz sempre à discussão o método eleitoral utilizado, aproveito para vos colocar uma questão. 

Caso elegessemos um presidente da UE com efectivos poderes executivos e que limite ainda mais a soberania dos estados-membros (o que espero nunca venha a acontecer) estariam dispostos que o voto fosse proporcional ao peso de cada estado ou preferiam que fosse usado o método do colégio eleitoral (como nos EUA) em que a proporcionalidade é distorcida em favor dos estados mais pequenos?

Uma pequena achega. Usando a população de cada estado membro com estimador para o peso eleitoral (proporcional) de cada estado teriamos para os 6 maiores países da UE o seguinte cenário:

Total UE 502520 % no total % cumulativa
Alemanha 81.752 16% 16%
França 65.075 13% 29%
Reino Unido 62.435 12% 42%
Itália 60.626 12% 54%
Espanha 47.190 9% 63%
Polónia 38.200 8% 71%

nota: população em milhares

Uma questão adicional. Acham que os maiores países (particularmente os seus eleitores) estariam dispostos a aceitar este método?

Maio 9, 2012

Cui bono?

Filed under: Justiça,Portugal — Miguel Noronha @ 21:29

Eu sei que o assunto é delicado e aconselha a dicrição nas por una vez concordo com o PCP. Julgo que deveria ser dado conhecidos integral, a todos os portugueses, do caso Silva Carvalho/Ongoing.

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