Bem jogado

BBC News

Greek Finance Minister Yanis Varoufakis has caused a fresh furore after telling a newspaper he taped a private meeting of his eurozone counterparts.

Se a intenção é minar a credibilidade e a fiabilidade do seu governo e impossibilitar qualquer tipo de acordo, Varoufakis está a fazer um excelente trabalho.

Despesistas Anónimos

Paulo Ferreira no Observador

Uma marca comum dos governos portugueses do passado é o vício em despesa pública. Incapazes de reformar, de fazer opções e de colocar a racionalidade à frente da popularidade, sempre resolveram essa dependência quase patológica sacando quantidades crescentes de dinheiro aos contribuintes.(…)

São uma espécie de “Despesistas Anónimos”, embora saibamos o nome de todos eles.(…) Não podemos continuar a beber eternamente para evitar a ressaca.

Sócrates, o neoliberal

Jornal de Negócios

Uma análise da OCDE às políticas decididas entre 2008 e 2010 em dez países, incluindo Grécia e Irlanda, revela que Portugal se destaca nos cortes de apoios a famílias extremamente pobres. Famílias acima da média também perderam, mas por via dos impostos.

Memória

“Destruição” de Francisco José Viegas

O mundo está justamente chocado com a destruição ordenada pelos bandidos do Estado Islâmico: cidades da Mesopotâmia destruídas, ameaças sobre as pirâmides do Egito, muralhas e estátuas do Médio Oriente reduzidas a pó. Há antecedentes próximos. Durante a Revolução Cultural dos anos 60, o regime de Mao destruiu a quase totalidade dos símbolos da grande cultura chinesa. Dos 2700 templos do Tibete ficaram apenas 78, sem falar dos pagodes de Pequim, das igrejas de Sichuan, das estátuas milenares, das tabuletas de velhas lojas de Xangai, das bibliotecas que os Guardas Vermelhos incendiaram ou dos escritores e músicos presos ou levados ao suicídio. Na altura, Sartre, que já justificara o silenciamento de Pasternak na URSS, achou que a China vivia “a verdadeira revolução” (Chomsky secundava-o) que triunfava sobre o passado e criava um “novo homem”. Isto não mudou muito.

Mensagem de Boris Johnson à ANTRAL lá do sítio

…perante uma plateia de taxistas a propósito da concorrência da Uber.

“You are dealing with a huge economic force which is consumer choice and the taxi trade needs to recognise that. Everywhere I go I see yellow lights and I can see the taxi trade is dying and it grieves me, but it is very, very difficult to fight a huge change in consumer preference.

[Heckler shouts that cabbies are being undercut.]

Yes they are. It’s called the free market… There’s a rail strike on Tuesday, you might get some fares.”

A recuperação de mais um “elefante branco” da era socrática

António Costa recupera aposta nas energias renováveis

LEITURAS RECOMENDADAS: Das energias renováveis; Quanta mais energia eólica se produz, mais pobre fica o país: A insustentabilidade dos incentivos à Produção em Regime Especial;

Uma nova oportunidade para o Novas Oportunidades

António Costa quer ressuscitar fraude da “certificação de competências

Depois das Novas Oportunidades, ainda da governação de José Sócrates, o PS volta a apostar na qualificação de adultos. O objetivo passa por criar “um programa de educação e formação de adultos assente na formação, reconhecimento e certificação de competências”, algo, que defende, deve ser feito tendo em conta as necessidades individuais dos formandos

Portugal paga taxa negativa para se financiar a seis meses

Portugal vendeu esta quarta-feira 300 milhões de euros em dívida a reembolsar em novembro. A taxa foi negativa: -0,002%

Sem prejuízo do potencial destruidor da actuação do BCE, interessa verificar a diferença de spreads entre as dívidas grega e portuguesa. Neste post, o Pedro Romano destrinça bem o “efeito BCE” do efeito produzida pela consolidação orçamental

O Syriza português

No Daily Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard aponta as semelhanças entre os socialistas portugueses e o Syriza. (ver a tradução e comentários do Observador)

Enquanto o PS insiste que é um animal diferente do movimento radical Syriza na Grécia, há uma notável semelhança em algumas das propostas e da linguagem pré-eleitoral. O Syriza também se comprometia em manter as regras da UEM [União Económica e Monetária], enquanto que ao mesmo tempo fazia campanha por medidas que tinham como intenção provocar uma colisão frontal com os credores”

António Costa cede ao “lobby” dos inquilinos

António Costa admite prolongamento do período de transição da lei das rendas

Mais uma excelente forma de impedir o desenvolvimento do mercado de arrendamento e perpetuar a degradação dos centros urbanos. Depois arranjam-se mais uns subsídios para tentar remendar o desastre.

O salário mínimo como instrumento proteccionista

EU Observer

The EU commission opened an infringement procedure against Germany Tuesday because the minimum wage law it introduced on 1 January is illegal. The new rules apply to everyone working on German territory, which includes foreign truckers. This “restricts the freedom to provide services and the free movement of goods”.

É claro que este raciocínio não se restringe ao comércio internacional. Pode e deve ser aplicado internamente. O salário mínimo protege os incumbentes (sejam empresas ou assalariados) da concorrência. O proteccionismo não se faz apenas com tarifas ou com restrições técnicas.

Tyler Cowen no Porto a 12 de Junho

Tyler Cowen, professor na George Mason University e um dos autores do Marginal Revolution, estará no dia 12 de junho na Casa da Música (Porto), para falar sobre “Economia 2.0″ a convite da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS). Será na conferência “Admirável Mundo Novo. O futuro chegou cedo demais?”.

Fechar o círculo

António Costa “Nenhum país cresce se deixar colapsar setor da construção

Por todo o país, são indisfarçáveis as “cicatrizes” de duas décadas de incentivos às empresas do sector da construções. Presumo que António Costa pretenda dar incentivos para reconvertê-las em empresas de demolição.

Um ano de Observador

O Observador comemora hoje o seu primeiro aniversário. Em apenas um ano conseguiu impor-se como a referência nacional em jornais digitais ultrapassando os estafados e monocórdicos paradigmas estabelecidos. Os meus parabéns ao Observador e que conte muito mais anos de vida.

Também quero um monopólio privado

Pedro Pita Barros

A propósito da intenção de cobrar 20 (vinte) euros como bandeirada mínima nos táxi a partir do Aeroporto. O argumento (aqui) é que os motoristas estarão fardados e o carro terá ar condicionado. A reacção de um governante, “Como modelo não me parece mal. Ainda me parece melhor se resultar de um acordo alargado” (Sérgio Monteiro, Secretário de Estado dos Transportes) deixou-me numa primeira leitura espantado, esmagado mesmo. Assim de repente pareceu-me que era obrigar os consumidores (os viajantes que chegam às chegadas do aeroporto da Portela) a consumir um produto que não querem forçosamente (motorista fardado, carro com ar condicionado, tarifa a condizer) a um preço para o qual não lhes dão alternativa.(…) Continuar a ler

O programa de privatizações do PS

No Programa de Estabilidade e Crescimento 2010-13 elaborado durante o governo PS no seguimento da crise iniciada em 2008-09 e do enorme aumento do défice e do endividamento público previa-se “um amplo programa de privatizações” a fim de obter receita extraordinária para ajudar no esforço de consolidação orçamental.

O programa de privatizações, articulado com uma visão moderna do papel do Sector Empresarial do Estado na salvaguarda do interesse público, constituirá um poderoso contributo para a correcção do crescimento da dívida pública e do endividamento da economia, induzindo também, consequentemente, a redução da despesa com juros. O encaixe estimado, ao longo do período, é de 6000 milhões de euros, sendo que o programa inclui empresas do sector financeiro, bem como dos sectores da energia, dos transportes, das comunicações e do papel, entre outros.

privatizações pec2010-13

Perante isto tornam-se ainda mais absurdas as criticas e pruridos actuais dos socialistas quanto a privatizações.

Foi-se a mais recente esperança da esquerda

Nem deu tempo para aprender como se escrevia o nome do novo messias da esquerda. Aguardemos pelo próximo,

Cinco lendas da mitologia económica

Um excelente artigo do Paulo Ferreira no Observador. Recomendo a leitura integral.

A austeridade é apenas uma opção ideológica. A palavra tornou-se maldita ao ponto de muita gente puxar da pistola quando a ouve. Entende-se. Muitas famílias sofreram e sofrem com ela. Perderam-se empregos, rendimentos, casas, nível de vida. A narrativa simplista que foi sendo contruída é que o Governo aplicou a austeridade apenas por convicção ideológica, que podíamos ter passado sem ela e que há alternativas que nos livram desse mal. Continuar a ler

Ainda as eleições britânicas

“Fábulas” de Vital Moreira (Diário Económico)

Há quem ache, como Manuel Alegre entre nós, que o Labour foi derrotado por não ter um discurso suficientemente à esquerda e ter cedido ao “centrismo”. Mas a maioria dos analistas considera, com boas razões, que o Labour perdeu as eleições justamente porque insistiu no discurso trabalhista tradicional (mais despesa pública, mais impostos e mais défice orçamental), alienando o eleitorado centrista, que prefere a segurança e a estabilidade económica e fiscal. Não foram os conservadores que arrastaram o centro político com uma suposta “dinâmica de vitória” (que simplesmente não existia); foram os trabalhistas que o assustaram com a incerteza política e económica que resultaria da sua eventual vitória. Ora, quem aliena o centro perde as eleições.

Como é evidente, o impacto da derrota do Labour não se confina às ilhas britânicas. Engana-se quem pensar que esta história nada tem a ver com a social-democracia europeia (e ibérica…) em geral. Como diziam os clássicos, de te fabula narratur.

Mais uma vez demonstrada a superioridade de uma empresa pública de transportes

Notícias ao Minuto

A greve de 24 horas dos trabalhadores da rodoviária de Lisboa Carris contra a subconcessão da transportadora deve perturbar hoje o serviço a partir das 03:00, apesar de os serviços mínimos obrigarem à circulação de 50% de 11 carreiras

O PS já avisou que, caso vença as eleições pretende anular as subconcessões. Uma medida que pretenderá repor a interpretação sindical de “serviço público”.

É urgente substituir António José Seguro

PS e Governo ’empatados’ a cinco meses das eleições

Segundo os dados divulgados, 37,3% dos inquiridos tem intenção de votar nos socialistas, enquanto 37,2% pretende reeleger o executivo de Passos Coelho e Paulo Portas. A mais recente sondagem mostra uma ligeira subida da renovada coligação, conseguida às custas dos partidos mais pequenos do Parlamento

Venezuela: controlo de preços e motociclistas mortos

The dark side of price controls in Venezuela de Rachel Cunliffe (CapX)

Price controls, be it on rents, train fares, energy prices, or virtually anything else may sound appealing for cash-strapped commuters or households struggling to pay the bills. But they come at a cost, and in Venezuela, that cost is no longer hidden. Next time price fixing appears in a party’s manifesto, the front page of every newspaper should show Venezuela, with its Minister for Electricity Shortages and dead motorcyclists.

Recomendo a leitura integral do artigo.