Basta!

Estamos praticamente reféns de um governo incompetente e à deriva desde Dezembro. Reféns de uma alegada pseudo-estabilidade política que aparentemente nos concederia juros mais aceitáveis, o que não ocorreu. Reféns de um primeiro-ministro que para manter-se em funções sacrifica um país e uma geração. É preciso dizer basta!

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Mais achas para a fogueira

Paul Krugman está muito preocupado com a possibilidade de Alex Weber, presidente do Bundesbank, tornar-se o próximo presidente do Banco Central Europeu. Para Krugman, à frente do BCE não pode estar um falcão da política monetária, os países da UE devem contrair mais dívida, ter uma política fiscal comum e que a economia mundial necessita de um segundo pacote de estímulo económico. Alguém ainda leva Krugman a sério?

Mahmoud Abbas e o bloqueio israelita à Faixa de Gaza

No Haaretz:

Palestinian Authority President Mahmoud Abbas is opposed to lifting the naval blockade of the Gaza Strip because this would bolster Hamas, according to what he told United States President Barack Obama during their meeting at the White House Wednesday. Egypt also supports this position.

Nick Clegg

Nick Clegg to win the General Election? Has someone put something in the water supply? Por Boris Johnson.

What has happened to us all, when serious papers can start raving about “Prime Minister Clegg”? Has someone put something in the water supply? Has some sulphur yellow cloud descended imperceptibly from Iceland and addled our brains? These are Lib Dems we are talking about! They say anything to anyone. They are not so much two-faced as positively polycephalous. They go around every university campus promising to abolish “Labour’s unfair tuition fees” – while dear Cleggie tells his party conference that this policy, this cardinal Lib Dem policy, would cost £12 billion and that the country can’t afford it. In the north of England you will find plenty of Lib Dem literature extolling their “mansion tax”, a proposal on which they remain deafeningly silent in places like Richmond and Kingston, where it would mean a vast new tax on people who happen to live in overvalued houses.

Everybody treats Vince Cable as a semi-holy Mahatma Gandhi of British politics, because he is supposed in some way to have anticipated the financial crisis. Actually his most notable recommendation before the crisis was that Britain should join the euro – a move that would gravely have worsened our current position by leaving us in a Greek-style straitjacket.

What crouton of substance did Clegg offer last Thursday, in the opaque minestrone of waffle? He wants to get rid of Trident. Great! So Lib Dem foreign policy means voluntarily resigning from the UN Security Council, abandoning all pretensions to world influence, and sub-contracting our nuclear deterrent to France! They are a bunch of euro-loving road-hump fetishists who are attempting like some defective vacuum cleaner to suck and blow at the same time; and the worst of it is that if you do vote Lib Dem in the demented belief that there could ever be such a thing as a Lib Dem government, you won’t get Prime Minister Clegg. You’ll get Prime Minister Gordon Brown, for five more holepunch-hurling years, because the Lib Dems almost always vote with Labour, and in my years in Parliament I can’t remember a single moment when they opposed a Labour measure to expand state spending or state control.

Da série socialistas em pele de cordeiro

Confesso que já não há paciência para continuar a ler a palavra “liberal” invariavelmente associada à equipa de Pedro Passos Coelho no PSD. É que há certas figuras que transpiram tanto socialismo que é quase impossível conceder o benefício da dúvida.

The U.S. vs. Honduran Democracy

A ler: The U.S. vs. Honduran Democracy, por Mary O’ Grady no WSJ.

The image of House Speaker Nancy Pelosi wielding what resembled an oversized mallet while leading a mob of congressmen across Capitol Hill on the day of the health-care vote is the stuff of nightmares. It is also instructive. As a metaphor for how the Democrats view their power, the Pelosi hammer-pose could not be more perfect.

Just ask Honduras.

Show

Não conseguir descolar nas sondagens e assistir a uma cada vez maior bipolarização numa corrida eleitoral é sempre desagradável, mas o lamentável espectáculo que José Pedro Aguiar-Branco proporcionou hoje no debate da RTP 1 não é digno de alguém que se assume como candidato a Primeiro-Ministro. Durante todo o debate, a falta de civismo, o recurso à interrupção e ao ataque pessoal por parte de Aguiar-Branco mostraram que apenas um lado da mesa estava disposto a discutir ideias e a debatê-las. A tentativa de associação ao problema das assinaturas (levantado pelo Conselho de Jurisdição) a Paulo Rangel foi absolutamente lamentável. Sereno e assertivo esteve Paulo Rangel, quando seria altura para dar um murro na mesa e dizer um “basta”, tendo denunciado, e bem, um número de alguém que necessita de visibilidade e de falsas intrigas para descolar nas sondagens, em detrimento de um programa e de um debate de ideias.

Não concordo a 100% com todas as ideias de Paulo Rangel, bem menos com as de Pedro Passos Coelho, mas este debate revelou que apenas nestes dois encontro um candidato forte, coerente e responsável para disputar umas legislativas com o partido socialista. Reconheço em Paulo Rangel a serenidade e a combatividade política necessárias para enfrentar a máquina socialista, sem cair em falsas demagogias como infelizmente ocorreu neste debate. É por este motivo que considero que foi o vencedor do debate, embora Pedro Passos Coelho tenha tido uma boa prestação e tenha somado pontos à custa da disputa Rangel e Aguiar-Branco.

Uma pequena nota

Embora seja um estudo relativo apenas à Maternidade Alfredo da Costa, e ignorando as picardias entre blogs, o que este estudo revela é algo que deveria constituir matéria de refexão para todos: uma grande maioria de mulheres recorre à IVG como método contraceptivo. Independentemente de como votaram no referendo, a questão impõe-se: Foi para este fim que se aprovou a lei?

Dogma e Tradição

Embora não seja hábito escrever sobre o tema religião, abro aqui uma excepção para responder de forma breve ao texto do André e da Maria João Marques.

Não vou aqui falar dos erros e da confusão de doutrina católica que Pedro Arroja apresentou, mas importa compreender que tanto o Dogma como a Tradição na Igreja representam dois pilares na doutrina católica, embora apenas um deles tenha um valor absoluto e imutável. É por esta razão que os dogmas não são muito abundantes e apenas podem ser pronunciados pelo papa, invocando para tal o seu poder Ex Cathedra. A infalibilidade papal apenas existe no exercício deste poder, e como tal, apenas no momento em que se pronuncia um novo Dogma para a Igreja Católica.

Assim sendo, compreende-se que apesar da importância que a Tradição da Igreja possui, várias mudanças tenham ocorrido ao longo dos séculos, até em sentidos divergentes, dando lugar por exemplo a dois ritos na Igreja Católica – o Rito Ocidental e o Rito Oriental. Tal não afecta a doutrina na Igreja, muito menos, a discussão que obviamente muitos dos rituais dessa Tradição coloca no contexto dos dias de hoje.

A Maria João Marques fala em defender uma “heresia” no que respeita à alteração da Tradição da Igreja, de modo a possibilitar o acesso ao sacerdócio das mulheres. Eu discordo da conotação de heresia, dado que não considero que uma discordância da Tradição, ou mesmo de um texto doutrinário como uma Encíclica, constitua uma heresia. Uma interpretação da doutrina católica com base no Evangelho contrária a um documento oficial do Vaticano não perfaz uma heresia per se. Basta lembrar a evolução que muitas das ideias contidas em Encíclicas tiveram ao longo dos tempos. Deste modo, a discussão e reflexão em matéria de Tradição e de interpretação de doutrina merecem incentivo. Um dos argumentos que reveste a interdição das mulheres ao sacerdócio é o facto da Igreja ter dúvidas se possui a autoridade para tal, dado que Cristo nunca a realizou, apesar de ter tido essa possibilidade. Parece uma coisa menor. Não é. É nesta linha que o argumento é mais de Tradição que propriamente teológico, mas longe, na minha opinião, de ser matéria de Dogma.

Embora faça esta distinção, julgo importante realçar que estes dois pilares são ambos estruturantes na organização da Igreja Católica. O ponto onde não concordo com a Maria João é a forma como secundariza a Tradição, esvaziando-a de toda a sua essência e importância no seio da Igreja. Não é apenas pelo facto que nos dias de hoje o papel da mulher na Igreja pareça ser inferior ao do homem que se deva aprovar automaticamente uma alteração ao direito canónico. É necessário compreender que a Tradição não conserva apenas ritos por conservar, mas que mantém os limites daquilo que pode ou não ser realizado dentro da Igreja.

Sócrates, os “crimes” e a verdade

Sócrates, os “crimes” e a verdade. Por Henrique Monteiro.

(…) Interferências políticas. Se a situação já era suficientemente má sem existirem interferências políticas, imaginem como fica quando elas são sentidas de modo claro. O gabinete do primeiro-ministro teve sempre por estratégia secar completamente a informação aos grupos e jornais que não domina, privilegiando descaradamente os jornais ‘amigos’. Recordo, para aqueles que acham isto ‘normal’ que a informação disponível do Estado deve ser prestada em condições de igualdade e que o direito a ser informado é um imperativo constitucional.

Aqui no Expresso qualquer passo para saber algo sobre iniciativas do Governo foi, em muitos momentos, penoso. Depois do caso da licenciatura do primeiro-ministro, assistimos a um boicote claro na informação a este jornal e, em particular, a uma hostilidade total do primeiro-ministro. Mais: José Sócrates chegou a mentir sobre títulos que teriam sido feitos neste jornal, dando-os publicamente como exemplo de mau jornalismo. Mas, quando lhe foi demonstrado que esses títulos que ele publicamente citara eram mentira, jamais se dispôs a corrigir. À má vontade, juntou-se a má fé. (…)

Estado de Direito, segundo José Sócrates

José Sócrates critica hoje “o abuso por parte de jornalistas” pelas notícias que foram divulgadas na semana passada. As suas próprias explicações enquanto Primeiro-Ministro, perante um caso gravíssimo de tentativa de condicionamento da liberdade de imprensa, tal é secundário. Para o PM, o estado de direito está apenas em causa pela divulgação de um despacho de um juíz onde são referidos indícios criminais que envolvem o chefe de governo. Que o próprio José Sócrates se recuse a esclarecer o caso, que possua indícios desta gravidade contra ele (que caso não fossem tornados públicos seriam meramente arquivados), tudo isto parece ser irrelevante para o nosso estado de direito na opinião do PM.