Sobre Ricardo Campelo de Magalhães

Austrian Economist

Relatório da comissão das PPP arrasa Sócrates, regulador e gestão da Estradas de Portugal

Relatório da comissão das PPP arrasa Sócrates, regulador e gestão da Estradas de Portugal:

Um dos principais problemas identificados pela comissão foi o facto de os estudos encomendados pelo Estado para suportar a celebração destes contratos assentarem “em cenários inflacionados e pouco realistas”. Mas a comissão vai mais longe e afirma que “o recurso excessivo às PPP teve por base a necessidade de os agentes políticos realizarem obra sem formalmente se endividarem”, por via de um “aproveitamento político pernicioso” que resultou do facto de este tipo de encargos não ter impacto na dívida pública, naquela altura.

O céu geralmente é azul e zero a dividir por qualquer número do conjunto real é sempre ainda zero podem ser outras conclusões inesperadas do relatório que vamos ficar a conhecer hoje, dia 18 de Junho. Tão incrível e inesperado como o 40º Capítulo do Acção Humana de Mises (dica: tem 39 capítulos), ao menos terá a vantagem de tornar o comentário Socrático no Domingo mais interessante.

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Como o governo Brasileiro encara o ensino da Física?

Com este livro, esperamos que você possa se apropriar do conhecimento físico, e compreender que ele é e foi historicamente e socialmente construído, bem como, perceber as relações desse conhecimento com as estruturas políticas, econômicas, sociais e culturais da sociedade capitalista. Mas, acima de tudo, que perceba sua beleza filosófica e artística revelada nos grandes princípios e nos conceitos científicos. 

Fonte (parágrafo inteiro na página 11, negritos meus)

A revolução francesa não foi feita ou liderada por um partido ou movimento organizado, no sentido moderno, nem por homens que estivessem tentando levar a cabo um programa estruturado. Nem mes- mo chegou a ter “líderes” do tipo que as revoluções do séc. XX nos tem apresentado, até o surgimen- to da figura pós-revolucionária de Napoleão. Não obstante, um surpreendente consenso de idéias ge- rais entre um grupo social bastante coerente deu ao movimento revolucionário uma unidade efetiva. O Grupo era a “burguesia”; suas idéias eram o liberalismo clássico, conforme formuladas pelos “filósofos” e “economistas” e difundidas pela maçonaria e associações informais.

Mais especificamente, as exigências do burguês foram delineadas na famosa Declaração dos Di- reitos do Homem e Cidadão, de 1789. Este documento é um manifesto contra a sociedade hierár- quica de privilégios nobres, mas não a favor de uma sociedade democrática e igualitária. Os homens eram iguais perante a lei e as profissões estavam igualmente abertas ao talento; mas se a corrida co- meçasse sem handicaps, era igualmente entendido como fato consumado que os corredores não terminariam juntos. (HOBSBAWM, 2005, p.90-91) Continuar a ler

Guerra de Gerações na Greve

Incrível como estes movimentos dão tiros nos pés… Tanta atenção aos que estão bem de vida – ao ponto de falar na aposentação – e nem uma palavra para os contratados. Que estes sejam despedidos aos magotes, tudo bem. Agora, que toquem nas pensões irreais e para as quais eles não descontaram metade…

Independentemente da questão ideológica, estes sindicatos nem para eles são bons.

Devia estragar o equilíbrio do cartaz imagino… Continuar a ler

Pulseira “Estou aqui!” da Polícia de Segurança Pública

Site descritivo do programa “Pulseira Estou Aqui!

Começa sempre pelas crianças…

PS: Não estou a criticar quem quiser usufruir do serviço. Cada um sabe de si e quem sou eu para criticar os pais que se sentem na necessidade deste serviço. Mas é difícil, para mim, não ver o lado Orwelliano da coisa…

 

Inês Gonçalves e o Síndrome de Estocolmo

Ora vamos lá a um pequeno exercício de argumentação, com um pouco de humor para estimular a leitura. Original a negrito.

Estudo no 12º ano, tenho 18 anos. Sou uma entre os 75 mil que têm o seu futuro a ser discutido na praça pública. – Não. O teu futuro vai ser decidido por ti. Dentro de algumas semanas, frente a várias folhas de exame. Isso que estás a tentar fazer chama-se “desresponsabilização” e apesar de provavelmente estares rodeada por uma miríade de pessoas que te incutem esse espírito também é tua responsabilidade aprenderes a assumires que o teu destino está nas tuas mãos. Chama-se a isso “crescimento”. Um dia compreenderás. Espero.

Dizem que sou refém! Dizem que me estão a prejudicar a vida! Todos falam do meu futuro, preocupam-se com ele, dizem que interessa, que mo estão a prejudicar… – Qualquer pessoa que te reduza as tuas opções te está a prejudicar. Mas a questão aqui é que é intencional. Basicamente, tu perdes para eles poderem fazer chantagem com outros num processo em que eles têm muito a ganhar (ou a não perder) e tu és apenas um objecto de arremesso. Vou elaborando mais ao longo do texto.

Ando há 12 anos na escola, na escola pública. – Os processadores de texto modernos permitem apagar repetições. Estou certo que um rapaz que perceba de computadores te pode explicar como o fazer.

Durante estes 12 anos aprendi. – Aprenderias mesmo que não estivesses na escola. Se tiveste filosofia como eu, podes concluir que esta minha chamada de atenção torna o teu argumento logicamente inútil.

Aprendi a ler e a escrever, aprendi as banalidades e necessidades que alguém que não conheci considerou que me seriam úteis no futuro. – Na verdade, teria sido melhor se essas decisões fossem descentralizadas. Para que percebas vou só dar um exemplo: se todos tivessem que ter o mesmo telemóvel ou a mesma roupa não achas que, mesmo que esse alguém fosse o mais sapiente do mundo, nunca acertaria no mais acertado para todos os teus colegas simultaneamente? Decisões centralizadas nunca serão as óptimas para todos.

Já naquela altura se preocupavam com o meu futuro. – Quem te disse isso? As pessoas movem-se por outros motivos. Repara: o que as pessoas querem é ter as suas necessidades satisfeitas. De amor, de sexo, de saúde, de serviços dos mais diversos. Algumas dessas coisas obtém-se por interacção livre e espontânea com outras pessoas. Outras delas exigem dinheiro. As pessoas que se “preocupam” (na verdade, os teus pais é que se preocupam) contigo fazem-no por 2 motivos: brio profissional e salário. Portanto cuidado com esse sentimento de que podes confiar em estranhos: só no dia em que realmente precisares de ajuda vais descobrir quem realmente se preocupa contigo. Espero que nunca venhas a estar nessa situação, pois garanto-te que não é uma sensação agradável. Continuar a ler

Republicanos “responsáveis”

No New York Times descobriram agora que Bob Dole e John Mc Cain são Republicanos “responsáveis” porque eram companheiros porreiros para estourar o orçamento, ou seja, votavam no crescimento do estado que os democratas queriam e só pediam que votassem também nos seus aumentos. Eram os “esforços” bipartisan – ganham as elites, chupa-se o tutano ao povo.
Agora há quem não queira entrar no esquema. Aparentemente os americanos andam a votar em quem prometa não os roubar mais e mais. Esquisito.
Ah, the good old times…

Obama perde a Aureola

Os humoristas da América são ideologicamente de esquerda. Talvez por saberem tanto de como funciona a economia como humoristas portugueses como a Raquel Varela ou o Ricardo dos Gato Fedorento, o que é certo é que acreditam no Pai Natal Estado e na omni-potência do Estado – e portanto de Obama – para fazer tudo e mais alguma coisa. Claro que Obama não cumpriu as expectativas (nem que realmente o quisesse o conseguiria…) e portanto Obama está finalmente a perder o apoio daquele importante grupo de defensores públicos. Para o demonstrar, e para nos rirmos um bocado, aqui vão as 25 melhores sátiras do último mês:

  1. Jon Stewart: “I wouldn’t be surprised if President Obama learned Osama bin Laden had been killed when he saw himself announce it on television.”

  2. Jay Leno: “President Obama says he is renewing his efforts to close Guantanamo Bay. How about closing the IRS? Why don’t we do that? How about shipping the IRS to Guantanamo Bay?”

  3. Jimmy Fallon: “During his trip to Brazil on Friday, Joe Biden said he was having such a good time that he didn’t want to go home. And that was just while he was riding on the baggage carousel at the airport.”

  4. Dennis Miller: “Nobody in the press is going to bear in on this. Let’s face facts: the American media is in an abusive relationship with Obama. They don’t quite know what to do. If you take the New York Times, you could refer to it as ‘Fifty Shades of Grey Lady.’”

  5. Conan O’Brien: “During a Senate hearing yesterday, Senator John McCain said it was too hard to always have to update apps on his iPhone. No one has the heart to tell him the device he was holding was a garage door opener.”

  6. Stephen Colbert: “It seems like lately, President Obama cannot swing a dead cat without hitting some sort of scandal. Which reminds me, what’s he doing with all of these dead cats?”

  7. David Letterman: “People always say this to me: ‘Hey, Letterman,’ they say. ‘Why don’t you make jokes about Obama?’ All right, I’ll tell you why. I don’t make jokes about him because I don’t want the FBI tapping my phone, that’s why.”

  8. Jon Stewart: Stewart slammed the IRS director who not only thought an apology was good enough for an IRS-related matter, but admitted she’s not good at math. Stewart snarkily replied, “That’s a good one, lady who works at the place that calculate people’s taxes!”

  9. Jay Leno: “As for how much tax she’s gonna have to pay on that $590 million, the IRS said it’s too soon to tell, ‘cause they don’t know if she’s a Republican or a Democrat. So, it’s going to take a while to figure that out.”

  10. Conan O’Brien: “A new report just came out. It says someone close to the president knew about the IRS scandal and kept his mouth shut. In other words, we can rule out Joe Biden.”

  11. Dennis Miller: “Never has a guy been more out of the loop who I’m told is the center of it all,” the comedian said of the president.

  12. Conan O’Brien: “President Obama is in a lot of hot water lately. Despite the scandals, 53 percent of Americans say they approve of the job he’s doing. The other 47 percent are being audited.”

  13. David Letterman: “I feel bad for Barack Obama. He’s got the Benghazi scandal, the IRS scandal, and the FBI wiretapping phones. The president is in so much trouble politically, he’s thinking about killing bin Laden again.”

  14. Jay Leno: “President Obama gave the commencement address at Morehouse College over the weekend. Great speech, very inspiring. He told the young graduates their future is bright – unless, of course, they want jobs.”

  15. Bill Maher: “Someone again sent the deadly poison Ricin to President Obama through the mail. These dumbasses, do they really think Obama opens his own mail? He doesn’t’ even know what the IRS and the Justice Departments are doing.”

  16. Dennis Miller: “Holder is shakier than a jackhammer operator playing Jenga on his lunch break. And what about Jay Carney over there? He’s got a worse bluff than Marty Feldman holding pocket aces. That cat blows more smoke than a Rastafarian’s death rattle. Couple more weeks like this and Obama’s gonna be claimin’ he’s Kenyan, claimin’ he’s Kenyan.”

  17. Jimmy Fallon: “It was just revealed that the Department of Justice secretly recorded the phone calls of AP journalists for two months. Obama promised reporters that the incident will be immediately investigated – by the Department of Justice.”

  18. Jay Leno: “White House officials insist that President Obama knew nothing about the IRS scandal until we all heard about it in the news last week. They said because there was an investigation under way, it would have been inappropriate to tell him. And besides, he was too busy not knowing anything about Benghazi.”

  19. Conan O’Brien: “Since President Obama took office, the Democratic Party has lost nine governorships, 56 members of Congress, and two Senate seats. In his defense, Obama said, ‘Well, I did promise change.’”

  20. Seth Myers: “IRS: No one needs to avoid scandals more than you. You’re less popular with Americans than exercise.”

  21. Jimmy Fallon: “Anthony Weiner is running for mayor of New York City and he had to change his campaign website yesterday because it accidentally showed a picture of the Pittsburgh skyline instead of Manhattan. Or as Weiner calls it, ‘an embarrassing photo I can live with.’”

  22. Jay Leno: “It is not looking good for President Obama. Today, his teleprompter took the fifth. In fact, the White House has changed their slogan from, ‘Yes, we can’ to ‘No, I can’t remember.’”

  23. Jon Stewart: Recently, Stewart expressed mock sympathy for the IRS and indulged in a little schadenfraude, asking “Where’s your receipts, ***holes?” Stewart wryly remarked, “Sucks to get audited, doesn’t it?”

  24. Charles Krauthammer: “I think that Issa should not be making personal attacks or hurling epithets. Leave that to me, and to Steve [Hayes]. Mara [Liasson] I’m afraid won’t participate. But Steve and I will take care of it. And I think he’s wrong about saying that Carney’s a paid liar. I’ve argued here for months that Carney is majorly underpaid, and I think that really is the problem.”

  25. Jay Leno: “This week marks the 40th anniversary of the Watergate hearings. For those of you too young to remember, back then the administration had an enemies list. They were spying on reporters, and they used the IRS to harass groups they didn’t like. Thank God those days are gone forever.”

20 Portugueses que mereciam melhor reconhecimento

20 para não dizer 100 ou 200, porque não tenho a noite toda para isto – aceitam-se adições nos comentários.

Querer ir buscar estatistas como Salazar (fascista), Cunhal (social-fascista) ou até Soares (niilista?) é que não.

Lista pessoal:

  1. Pedro Nunes (Matemático)
  2. Fernão Mendes Pinto (Escritor, Explorador no Japão)
  3. João Vaz Corte-Real (Descobridor – Terra Nova)
  4. Garcia Resende (Cancioneiro, confidente de D. João II)
  5. Afonso de Paiva (Diplomata no Oriente)
  6. João Fernandes Lavrador (Explorador – Canadá)
  7. Fernão de Magalhães (Navegador)
  8. Damião de Góis (Humanista)
  9. André de Resende (Humanista, Mestre de D. Duarte)
  10. Tristão da Cunha (Diplomata, Comandante Naval)
  11. Henrique de Menezes (Vice-Rei, após morte de Vasco da Gama)
  12. Salvador Correia de Sá e Benevides (Governador do Rio de Janeiro – Reconquista)
  13. Tomé de Sousa (1º Governador-geral do Brasil, para quem quiser um homem do povo)
  14. Gil Vicente (Pai do Teatro Português, ainda hoje o meu autor de teatro favorito)
  15. D. Pedro Pitões (Bispo do Porto, convenceu cruzados a passar por Lisboa)
  16. Paio Peres Correia (Conquistador)
  17. Álvaro Vaz de Almada (Cavaleiro)
  18. Filipa Moniz (esposa de Colombo, uma das 12 “donas” do Mosteiro de Santos-o-Velho)
  19. Gomes Teixeira (Matemático)
  20. Papa Dâmaso I

Excluí pessoas no Panteão Nacional ou já muito reconhecidas. E pessoas do Século XX claro – sempre achei que sobre essas ainda a história ainda não deu o seu juízo final, pois ainda muitos vivem que se recordam delas e que mais dados nos vão dando de como elas eram. E havia tantos num país com uma história como a nossa…

Bilderberg 2013 – Lista completa

Bilderberg delegates in full

  • Chairman: Henri de Castries, Chairman and CEO, AXA Group
  • Paul M. Achleitner, Chairman of the Supervisory Board, Deutsche Bank AG
  • Josef Ackermann, Chairman of the Board, Zurich Insurance Group Ltd
  • Marcus Agius, Former Chairman, Barclays plc
  • Helen Alexander, Chairman, UBM plc
  • Roger C. Altman, Executive Chairman, Evercore Partners
  • Matti Apunen, Director, Finnish Business and Policy Forum EVA
  • Susan Athey, Professor of Economics, Stanford Graduate School of Business
  • Asli Aydintasbas, Columnist, Milliyet Newspaper
  • Ali Babacan, Turkish Deputy Prime Minister for Economic and Financial Affairs
  • Ed Balls, Shadow Chancellor of the Exchequer
  • Francisco Pinto Balsemão, Chairman and CEO, IMPRESA
  • Nicolas Barré, Managing Editor, Les Echos
  • José Manuel Barroso, President, European Commission
  • Nicolas Baverez, Partner, Gibson, Dunn & Crutcher LLP
  • Olivier de Bavinchove, Commander, Eurocorps
  • John Bell, Regius Professor of Medicine, University of Oxford
  • Franco Bernabè, Chairman and CEO, Telecom Italia S.p.A.
  • Jeff Bezos, Founder and CEO, Amazon.com
  • Carl Bildt, Swedish Minister for Foreign Affairs
  • Anders Borg, Swedish Minister for Finance
  • Jean François van Boxmeer, CEO, Heineken
  • Svein Richard Brandtzæg, President and CEO, Norsk Hydro ASA
  • Oscar Bronner, Publisher, Der Standard Medienwelt
  • Peter Carrington, Former Honorary Chairman, Bilderberg Meetings
  • Juan Luis Cebrián, Executive Chairman, Grupo PRISA
  • Edmund Clark, President and CEO, TD Bank Group
  • Kenneth Clarke, Cabinet Minister
  • Bjarne Corydon, Danish Minister of Finance
  • Sherard Cowper-Coles, Business Development Director, International, BAE Systems plc
  • Enrico Cucchiani, CEO, Intesa Sanpaolo SpA
  • Etienne Davignon, Belgian Minister of State; Former Chairman, Bilderberg Meetings
  • Ian Davis, Senior Partner Emeritus, McKinsey & Company
  • Robbert H. Dijkgraaf, Director and Leon Levy Professor, Institute for Advanced Study
  • Haluk Dinçer, President, Retail and Insurance Group, Sabanci Holding A.S.
  • Robert Dudley, Group Chief Executive, BP plc
  • Nicholas N. Eberstadt, Henry Wendt Chair in Political Economy, American Enterprise Institute
  • Espen Barth Eide, Norwegian Minister of Foreign Affairs
  • Börje Ekholm, President and CEO, Investor AB
  • Thomas Enders, CEO, EADS
  • J. Michael Evans, Vice Chairman, Goldman Sachs & Co.
  • Ulrik Federspiel, Executive Vice President, Haldor Topsøe A/S
  • Martin S.Feldstein, Professor of Economics, Harvard University; President Emeritus, NBER
  • François Fillon, Former French Prime Minister
  • Mark C. Fishman, President, Novartis Institutes for BioMedical Research
  • Douglas J. Flint, Group Chairman, HSBC Holdings plc
  • Paul Gallagher, Senior Counsel
  • Timothy F Geithner, Former Secretary of the Treasury
  • Michael Gfoeller, US Political Consultant
  • Donald E. Graham, Chairman and CEO, The Washington Post Company
  • Ulrich Grillo, CEO, Grillo-Werke AG
  • Lilli Gruber, Journalist – Anchorwoman, La 7 TV
  • Luis de Guindos, Spanish Minister of Economy and Competitiveness
  • Stuart Gulliver, Group Chief Executive, HSBC Holdings plc
  • Felix Gutzwiller, Member of the Swiss Council of States
  • Victor Halberstadt, Professor of Economics, Leiden University; Former Honorary Secretary General of Bilderberg Meetings
  • Olli Heinonen, Senior Fellow, Belfer Center for Science and International Affairs, Harvard Kennedy School of Government
  • Simon Henry, CFO, Royal Dutch Shell plc
  • Paul Hermelin, Chairman and CEO, Capgemini Group
  • Pablo Isla, Chairman and CEO, Inditex Group
  • Kenneth M. Jacobs, Chairman and CEO, Lazard
  • James A. Johnson, Chairman, Johnson Capital Partners
  • Thomas J. Jordan, Chairman of the Governing Board, Swiss National Bank
  • Vernon E. Jordan, Jr., Managing Director, Lazard Freres & Co. LLC
  • Robert D. Kaplan, Chief Geopolitical Analyst, Stratfor
  • Alex Karp, Founder and CEO, Palantir Technologies
  • John Kerr, Independent Member, House of Lords
  • Henry A. Kissinger, Chairman, Kissinger Associates, Inc.
  • Klaus Kleinfeld, Chairman and CEO, Alcoa
  • Klaas H.W. Knot, President, De Nederlandsche Bank
  • Mustafa V Koç,. Chairman, Koç Holding A.S.
  • Roland Koch, CEO, Bilfinger SE
  • Henry R. Kravis, Co-Chairman and Co-CEO, Kohlberg Kravis Roberts & Co.
  • Marie-Josée Kravis, Senior Fellow and Vice Chair, Hudson Institute
  • André Kudelski, Chairman and CEO, Kudelski Group
  • Ulysses Kyriacopoulos, Chairman, S&B Industrial Minerals S.A.
  • Christine Lagarde, Managing Director, International Monetary Fund
  • J. Kurt Lauk, Chairman of the Economic Council to the CDU, Berlin
  • Lawrence Lessig, Roy L. Furman Professor of Law and Leadership, Harvard Law School
  • Thomas Leysen, Chairman of the Board of Directors, KBC Group
  • Christian Lindner, Party Leader, Free Democratic Party (FDP NRW)
  • Stefan Löfven, Party Leader, Social Democratic Party (SAP)
  • Peter Löscher, President and CEO, Siemens AG
  • Peter Mandelson, Chairman, Global Counsel; Chairman, Lazard International
  • Jessica T. Mathews, President, Carnegie Endowment for International Peace
  • Frank McKenna, Chair, Brookfield Asset Management
  • John Micklethwait, Editor-in-Chief, The Economist
  • Thierry de Montbrial, President, French Institute for International Relations
  • Mario Monti, Former Italian Prime Minister
  • Craig J. Mundie, Senior Advisor to the CEO, Microsoft Corporation
  • Alberto Nagel, CEO, Mediobanca
  • H.R.H. Princess Beatrix of The Netherlands
  • Andrew Y.Ng, Co-Founder, Coursera
  • Jorma Ollila, Chairman, Royal Dutch Shell, plc
  • David Omand, Visiting Professor, King’s College London
  • George Osborne, Chancellor of the Exchequer
  • Emanuele Ottolenghi, Senior Fellow, Foundation for Defense of Democracies
  • Soli Özel, Senior Lecturer, Kadir Has University; Columnist, Habertürk Newspaper
  • Alexis Papahelas, Executive Editor, Kathimerini Newspaper
  • Safak Pavey, Turkish MP
  • Valérie Pécresse, French MP
  • Richard N. Perle, Resident Fellow, American Enterprise Institute
  • David H. Petraeus, General, U.S. Army (Retired)
  • Paulo Portas, Portugal Minister of State and Foreign Affairs
  • J. Robert S Prichard, Chair, Torys LLP
  • Viviane Reding, Vice President and Commissioner for Justice, Fundamental Rights and Citizenship, European Commission
  • Heather M. Reisman, CEO, Indigo Books & Music Inc.
  • Hélène Rey, Professor of Economics, London Business School
  • Simon Robertson, Partner, Robertson Robey Associates LLP; Deputy Chairman, HSBC Holdings
  • Gianfelice Rocca, Chairman,Techint Group
  • Jacek Rostowski, Minister of Finance and Deputy Prime Minister
  • Robert E. Rubin, Co-Chairman, Council on Foreign Relations; Former Secretary of the Treasury
  • Mark Rutte, Dutch Prime Minister
  • Andreas Schieder, Austrian State Secretary of Finance
  • Eric E. Schmidt, Executive Chairman, Google Inc.
  • Rudolf Scholten, Member of the Board of Executive Directors, Oesterreichische Kontrollbank AG
  • António José Seguro, Secretary General, Portuguese Socialist Party
  • Jean-Dominique Senard, CEO, Michelin Group
  • Kristin Skogen Lund, Director General, Confederation of Norwegian Enterprise
  • Anne-Marie Slaughter, Bert G. Kerstetter ’66 University Professor of Politics and International Affairs, Princeton University
  • Peter D. Sutherland, Chairman, Goldman Sachs International
  • Martin Taylor, Former Chairman, Syngenta AG
  • Tidjane Thiam, Group CEO, Prudential plc
  • Peter A. Thiel, President, Thiel Capital
  • Craig B. Thompson, President and CEO, Memorial Sloan-Kettering Cancer Center
  • Jakob Haldor Topsøe, Partner, AMBROX Capital A/S
  • Jutta Urpilainen, Finnish Minister of Finance
  • Daniel L. Vasella, Honorary Chairman, Novartis AG
  • Peter R. Voser, CEO, Royal Dutch Shell plc
  • Brad Wall, Premier of Saskatchewan Province, Canada
  • Jacob Wallenberg, Chairman, Investor AB
  • Kevin Warsh, Distinguished Visiting Fellow, The Hoover Institution, Stanford University
  • Galen G.Weston, Executive Chairman, Loblaw Companies Limited
  • Baroness Williams of Crosby, Member, House of Lords
  • Martin H. Wolf, Chief Economics Commentator, The Financial Times
  • James D. Wolfensohn, Chairman and CEO, Wolfensohn and Company
  • David Wright, Vice Chairman, Barclays plc
  • Robert B. Zoellick, Distinguished Visiting Fellow, Peterson Institute for International Economics

Fonte: Site oficial, via Telegraph & Zero Hedge, Portugueses destacados por mim.

Portugal mete 4 – nada mau para o país que é. Se bem que um é por ser já um “house name” e outro vai pela quota  da Comissão Europeia. Assim, da direita vai Paulo Portas – um amigo de longa data de Rumsfeld e outros neocon – e da esquerda vai Seguro – pois pode vir a ser primeiro ministro e este grupo costuma gostar de conhecer quem se segue a priori. Passos Coelho, Sócrates e Constâncio ficaram de fora.

Lista por nome de família. Petraeus surpreende um bocado pela presença e Draghi pela ausência (aliás, todo o ECB), mas não vou comentar os internacionais pois senão não ia dormir hoje dado o volume de comentários a fazer.

A professora de história e o socialismo de Hitler

Socialismo de Hitler

Publicado originalmente aqui. Fica aqui a história:
A corajosa professora de história que desmascarou o socialismo de Hitler é Ana Caroline. A professora nada mais fez que desenterrar os discursos de Adolf Hitler, socialista e pai, óbvio, do Nazismo.

“Eu aprendi muito do marxismo, e eu não sonho esconder isso. (…) O que me interessou e me instruiu nos marxistas foram os seus métodos (…) Todo o Nacional Socialismo está contido lá dentro (…) O nacional socialismo é aquilo que o marxismo poderia ter sido se ele fosse libertado dos entraves estúpidos e artificiais de uma pretensa ordem democratica”
(Adolfo Hitler, apud Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939, pp.211- 212).

Em tempo: “Eu não sou apenas o vencedor do marxismo. Se se despoja essa doutrina de seu dogmatismo judeu-talmúdico, para guardar dela apenas o seu objetivo final, aquilo que ela contém de vistas corretas e justas, eu sou o realizador do marxismo”
(Adolfo Hitler, apud Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939, pp. 211).

 Claro que os socialistas, terroristas de plantão que são, querem por tudo infernizar a vida da jovem professora anti-comunista, anti-feminista e uma digna e bela mulher que apenas ama a verdade. Aplaudimos o seu trabalho, Prof. Ana Caroline! E queremos com esta postagem não somente mostrar um pouco do que os professores de história ocultam, mas também de animar seu trabalho em prol da verdade.
Igualmente indicamos aos leitores a comediante, mas honesta, página do Facebook:
MEU PROFESSOR DE HISTÓRIA MENTIU PARA MIM.
Ao contrário dos Brasileiros, eu tenho a vantagem de viver num país em que o respectivo partido comunista se assume como assumidamente “nacional” e “socialista”, ou seja Nazi.
Aqui as coisas são bem mais claras, como se pode ver neste cartaz, que usa os sinónimos “patriótico” e “de esquerda”:

The End Is Near and It’s Going to Be Awesome (Kevin D. Williamson)

Um ponto de vista interessante para pensarmos.
Gostei particularmente do ponto: “Em 20 anos os políticos vão ter uma multidão enraivecida: ou os reformados ou os credores. Os políticos não gostam de ser obrigados a ter orçamentos equilibrados, portanto…

Blue Wallpapers

Sendo eu um adepto de Macs e de imagens visualmente ricas, sempre tive dificuldade em arranjar bons fundos para o meu portátil. Mais ainda imagens que juntassem ao visual um significado que me agradasse. Para preencher esse espaço – e me facilitar a tarefa de ter sempre wallpapers que me agradem, criei este fim-de-semana um blog específico, que será sempre pequeno mas que será o repositório de imagens de qualidade e sempre com uma citação liberal. O endereço é:

Blue Wallpapers

Darei prioridade a ecrãs 1280 (os de 1024 é só fazer redimensionar, os de ecrãs maiores têm de me pedir versões específicas via o meu mail – campelodemagalhaes@gmail.com – limitados aos tamanhos máximos das imagens de base) pois é a minha resolução no portátil e irei acrescentando mais na medida do possível e da necessidade que eu sinto. Tentei já de início ter vários estilos para agradar a diversos tipos de gostos e coloquei tudo em inglês para facilitar a disseminação das mesmas. Ficam aqui alguns exemplos (clicar para aumentar):

   

100 Pistas de que vivemos num Soviete

Nos meus tempos de faculdade, eu era visita frequente num fórum chamado CivFanatics, para jogadores de Civilization… dedicados. Neste fórum, a uma dada altura fizemos uma lista de 1000 pistas de que andamos a jogar demais, que podem ler aqui (não, não é coincidência no fim lerem que foi compilado pelo “Portuguese” – esse é o meu nick no site).

O desafio que lanço aqui é conseguir juntar 100 pistas de que vivemos num Soviete. 100 pequenos sinais que poderíamos dar a um estrangeiro de que este país é mais vermelho que um de leste ou mesmo um nórdico. Eu começo já com 3:

1. Existe um site para verificar se nos próximos dias há greves nos transportes que vamos usar – Há greve? – com respectiva aplicação para iPhone e Android. [RCM]

2. Há uma votação no parlamento para reduzir a frota automóvel ao dispor do governo e os únicos partidos que votam favoravelmente são… os membros da coligação no governo. [RCM]

3. Um ex-presidente é mandado parar por excesso de velocidade e tem o descaramento de dizer que não vale a pena multar porque quem vai pagar a multa são os contribuintes. [RCM]

4. Um ex-presidente e Senador Vitalício da República tem um escritório cujo aluguer é pago pelo erário público num edifício doado à sua fundação pelo filho, então Presidente da Câmara. [PT]

5. Uma pessoa quer cortar os laços contratuais que o ligam à empresa de distribuição de energia do estado, mas descobre que não pode. Tem de manter esse contrato para mudar só o nome da empresa que lhe cobra ao fim do mês. [Gonçalinho]

6. Uma Constituição com um preâmbulo referenciando a necessidade do “caminho para uma sociedade socialista” – algo único em toda a Europa e em todo o chamado “Primeiro Mundo” [Rúben Lopes]

7. Um comentador ao ler a lista responde com: “Cresçam e pensem um bocado no que se passa à vossa volta. Isto foram tudo políticas de direita (sim, incluindo o partido supostamente de “esquerda” que é o PS)” [Jessica]

8. O governo actual é chamado de “ultra-neo-liberal”. Com convicção. [RCM]

9. “Portugal tem mais generais e almirantes por soldado do que quase todas as outras forças armadas modernas: 1 para cada 260 soldados. (…) os Estados Unidos têm um rácio de 1 para cada 871 soldados”. [Rudolfo]

10. As empresas vão passar a ter que passar a declarar todos os transportes de mercadorias à Autoridade Tributária e Aduaneira ANTES de iniciarem o transporte (só o podendo iniciar após recepção de confirmação enviada pela AT). [BGracio]

11. A Constituição proíbe associações que visem a propaganda de ideologia fascista. Só fascista, porque se o objectivo visar a propaganda comunista, defensora dos direitos, liberdades e garantias como toda a gente sabe, então já não há problema. [Pinto]

12. Ter um Código Penal que pune o ultraje de um ser humano com prisão até três meses (injúria; art. 181.º) e o ultraje, ou mesmo a falta de respeitinho, por um farrapo verde e vermelho ou pelo brasão de Figueiró dos Vinhos, com prisão até dois anos (ultraje dos símbolos nacionais e regionais; art. 332.º) [Pinto]

13. Ter uma brigada das causas fracturantes constantemente nas televisões, com um arzinho de superioridade moral, a explicar os valores mais importantes da grande-nação-mãe e sempre prontas a enxovalhar e insultar quem pensa de forma diferente (v.g. Fernanda Câncio, Isabel Moreira, Miguel Vale de Almeida) [Pinto]

14. Haver arguidos em processos criminais devido à não entrega de IVA, ainda não recebido, por trabalho concluído, enquanto os clientes, impunemente, recorrendo à factura entregue – mas não paga – já recebeu o IVA devolvido. [Gonçalo]

15. Haver tribunais que decidem nestes termos: o fabricante de camisas não tem que pagar o fornecedor de tecido enquanto as camisas, já fabricadas com aquele tecido … não forem vendidas. [Gonçalo]

16. Os liberais apoiam partidos que aumentam a carga fiscal para níveis inéditos. [DavC]

17. Os membros do órgão de soberania Tribunais estão organizados num sindicato controlado pelo partido. [XisPto]

18. O representante da maioria do capital da empresa monopolista na distribuição de energia elétrica é decidida pelo Comité Central de um Partido Comunista [XisPto]

19. Os polícias receberem prémios pelo número de multas pasadas. [Emanuel Lopes]

20. Uma fábrica ter que provar que não tem nenhuma televisão para não pagar a taxa de audiovisual.  [Emanuel Lopes]

21. Querer obrigar as cadeias de supermercados a pagar a pronto aos fornecedores enquanto o estado pagar a mais de 120 dias. [Emanuel Lopes]

22. Os automobilistas pagarem o IVA de tudo o que consomem em relação ao carro à taxa máxima, pagarem portagens em tudo quanto é autoestradas, Imposto Automóvel, ISP, pagar um imposto só porque se tem um carro, seguro obrigatório, inspecção periódica obrigatória, etc. [Emanuel Lopes]

23. Falta de legitimidade politica de todos os Governos de (suposta) Direita, ainda que ganhem eleições e possuam uma maioria estável (ainda que coligados). [Rui Julião]

24. O Estado obrigar as empresas a gastar rios de dinheiro e imenso tempo a desenvolver aplicações informáticas para entregar um relatório mensal ao Banco de Portugal, que até já era entregue anteriormente, mas muito mais complexo. Em acções de formação relacionadas com a nova obrigação, dizer que esta é para benefício da próprias empresas sem esquecer, contudo, de mencionar multa até 50.000 EUR caso não cumpram com este “benefício”. [Nuno]

25. Não há liberdade de escolha de escola ou do hospital. Tal como na União Soviética onde era preciso passaporte interno o Regime Soci@lista define pela geografia o que cada um pode aceder. [luckylucky]

26. Uma Constituição que se diz democrática que proíbe a existência que um referendo que aprove a sua revisão. [O Insurgente da III República]

27. [Influência de figuras como] Boaventura Sousa Santos [Rui Almeida]

28. Uma cultura onde o corte de despesas é “austeridade”. [Rúben Lopes]

29. A liberdade pessoal está subordinada aos superiores interesses da nação. Não convém ser livre para decidirmos se queremos ou não “contribuir” para a SS. Também não somos livres de não pagarmos a RTP. E vale a pena falar do SMN? : ) [Miguel P]

30. Haver um comentador que escolha como avatar “Comunista” [RCM]

31. Os Comunistas dizem que a política socialista que culminou nisto é de direita. [Nuno]

32. Um país onde a maioria das pessoas são educadas (típica propaganda) a pensar que o atraso económico do país se deve ao período onde o crescimento foi maior (sim, o Estado Novo: em 1930 o PIBpc portugues era 30% do PIBpc europeu (Europa a 15) e chegou a 1970 sendo 60%, números redondos, agora é 55% se não me engano… Por acaso isto vem mesmo a calhar tendo em conta o que leio nos comentários…) [David Jorge]

33. Um país onde o tribunal constitucional chumba um corte do rendimento dos funcionários públicos superior ao corte dos funcionários privados usando como justificação o princípio da igualdade, mas ameaça chumbar uma proposta que tem como objectivo igualar o número de horas de trabalho entre funcionários públicos e privados… [David Jorge]

34. Um país onde alguém (neste caso, eu) recebe um mail da Autoridade Tributária a dizer para pagar imediatamente um imposto supostamente em atraso porque “beneficiará da aplicação de uma coima, substancialmente reduzida e a AT não desencadeará os processos de natureza inspetiva, sancionatória e coerciva”, para no dia seguinte enviar outro mail a dizer: “verificámos entretanto que esse pagamento consta do sistema informático da AT- Autoridade Tributária e Aduaneira como regularizado, pelo que solicitamos que considere o referido mail sem efeito.” Ou seja, um país onde as finanças primeiro dizem para tu pagares, só depois é que vêm se já pagaste. (Gosto da parte do “beneficiará da aplicação de uma coima substancialmente reduzida”). [David Jorge]

35. Um país onde o Estado gasta 50% do PIB, recebe 40%, e tem um governo que tenta reduzir a despesa para 47% do PIB e subir a receita para 43% (números redondos mais uma vez) que é considerado ultra-liberal (esta já vi parecida lá em cima). [David Jorge]

36. Um pacote de redução de impostos das empresas é designado por “estímulo fiscal”. É como um ladrão de um banco deixar um saco de notas para trás e chamar-lhe um plano de incentivo à poupança. [Fábio]

Há algumas piadas no meio que não consegui aproveitar. Por tal falta de habilidade minha, peço desculpa.

A blogosfera também dá para rir de vez em quando…

Há coisas que acontecem a quem escreve na blogosfera que realmente são engraçadas. Reparem nesta combinação:

  1. Este blogger começa logo pelo insulto fácil no título: só para mostra logo ao que vem chama-me de “ranhoso”, uma palavra sem qualquer significado concreto que não o associado ao ranho. Conteúdo zero, portanto.
  2. Logo na 1ª frase acusa-me de ser um iliterato, ou seja, de ser uma “pessoa que tem grandes dificuldades na leitura e escrita”. Isto enquanto prova que ele próprio é um iliterato enganando-se no meu nome (que ou não leu ou não soube escrever) chamando-me “Ricardo Guimarães”.
  3. Fala depois do Krugman, acusando-me de eu implicar “causalidade” quando Krugman só fala em “correlação”. Isto quando eu apenas digo que, e cito-me, “Krugman admite que ter acima de 90% de dívida é negativo para o crescimento económico de um país!”. Ou seja, falo em correlação negativa e não em direcção de causalidade – Krugman ao usar a expressão “countries with debt over 90 percent of GDP tend to have slower growth than countries with debt below 90 percent of GDP” até usa uma expressão bem mais associada a causalidade (“tend to have “) do que eu, que só uso a expressão “é negativo”. Semânticas. Seja como for, eu nunca usei a expressão “causa” ou algum dos seus sinónimos, pois sou demasiado experiente para isso.
  4. O blogger que não sabe ler (ou escrever) o meu nome a seguir escreve “um pais com divida de 90% tende a ter um crescimento inferior do que um pais com duvida (sic) de 80%, tal como um pais com divida de 80% tende a ter um crescimento inferior do que um pais com dívida de 70%” o que, para quem leu o artigo, é falso. Mas vindo dele já me deixa feliz que pense assim. Podia era usar acentos para distinguir o verbo (divida, duvida) do substantivo (dívida, dúvida).
  5. Por fim, repete-se e afirma com pompa: É suposto ser coisa trivial, mas a ranhosice do iliterato não conhece limites: “Krugman admite que Dívida acima de 90% prejudica o crescimento!””. É uma frase que me deixa cheio de orgulho. Atingi alguma coisa naquele ser. Provoquei uma reacção. No ponto anterior constatei que abalei a sua fé na correlação entre o estímulo (e a respectiva dívida) no crescimento. Agora constato que isso o irritou e o levou a ser forte sobre o assunto. Ignoro o seu nível de má-educação e se este é já um limite dele ou se ainda é possível ele descer mais baixo. Se este for o limite da má-educação dele, fico satisfeito que se tenha passado e espero que agora a ultrapasse e comece realmente a pensar sobre tudo isto. Se ainda pode descer mais fundo, espero que desça, que deite tudo cá para fora (no blog dele, não aqui) e que me chame do pior que consiga – fazia-lhe bem e podia ser que depois começasse a ler as coisas com atenção e a pensar no que lê e, já agora, no que escreve. A blogosfera e quiçá o país agradeceriam.
  6. Já agora, podia também assumir a sua identidade. Mas o mais provável é ter vergonha do que escreve, o que se compreende.

A blogosfera é de facto um espaço plural e cheio das figuras mais divertidas. Aconselho a todos os comentadores que aproveitem este artigo para deixar nos comentários outros exemplos de trolls estúpidos que tenham lido no passado e que achem que mereçam uma boa risada. De vez em quando faz bem, só para descomprimir.

Krugman admite que Dívida acima de 90% prejudica o crescimento!

Ainda por causa desta polémica, Krugman admite que ter acima de 90% de dívida é negativo para o crescimento económico de um país!

There is, as everyone in this debate has acknowledged, a negative correlation in the data between debt and growth. As a result, draw a line at any point — 80 percent, 90 percent, whatever — and countries with debt above that level will tend to have slower growth than countries with debt below that level.

There is, however, an enormous difference between the statement “countries with debt over 90 percent of GDP tend to have slower growth than countries with debt below 90 percent of GDP” and the statement “growth drops off sharply when debt exceeds 90 percent of GDP”. The former statement is true; the latter isn’t. Yet R&R have repeatedly blurred that distinction, and have continued to do so in recent writings.

 

Já vi os inventores da praça darem as interpretações mais fantásticas a frases de Krugman, mas sempre quero ver como se safam de uma afirmação tão inequívoca como esta.

Raquel Varela pede um bebé para o próximo debate

Raquel Varelas no 5 Dias anda com uma produção acima do habitual. No seu mais recente artigo – “Para a próxima aguardo um adversário à altura, um bebé que desperte em mim o instinto maternal” – Raquel Varela dá-nos um lugar de 1ª fila para saber o que vai na sua mente.

Abandonada por outros elementos de extrema-esquerda – como Daniel Oliveira ou Sérgio Lavos, que um dia também eles receberão o rótulo de neo-neo-liberais – que criticam a sua falta de tacto e de sentido de oportunidade, Raquel Varela e o marido passam ao ataque!

Queixa-se de que não teve interlocutores, de que ninguém (além dela) apresentou qualquer ideia “que tivesse conseguido ser defendida”, que o único argumento da campanha contra ela é “os 16 anos” do Martim. Desgostosa por ser uma incompreendida, pede “um bebé que desperte em mim o instinto maternal”.

Acusa o Governo e a Troika – que na sua mente limitada é quem controla tudo e todos, num modo de pensar que eu estou mais habituado em crianças de 5 anos, que culpam tudo no “papão” ou no “homem do saco” – de quererem desemprego. Para ela, “o desemprego serve justamente para isto. Serve para se legitimar o mal menor, isto é, a miséria. Desemprego é, numa palavra (sic), criação de um exército de desesperados dispostos a trabalhar a qualquer preço – é esse o programa da troika, numa frase.” Nesta frase comete essencialmente 2 erros:

  1. Ela achar que o desemprego deve dar votos ao Governo. Isso e a miséria. Está nas intenções de qualquer governo gerar uma crise para ajudar na reeleição…
  2. Ela achar que o desemprego ajuda a pagar o que devemos à Troika. Isso e a diminuição do PIB. Gerar desemprego não é um efeito lateral, é mesmo o objectivo de qualquer comissão criada para levar um país a pagar o que deve…

Por fim, diabolizou o José Manuel Fernandes, um site do BCP e um site de anúncios que – na sua mente – são os culpados por esta “campanha” contra si (tentando menosprezar O Insurgente e Blasfémias, que provavelmente terão ajudado um bocadinho). Como claramente ela não disse nada senão ideias interessantes, bem contextualizadas e inseridas, revolta-a a reação.

A mulher que só compra produção nacional de marcas que paguem salários “dignos” e que comprem matérias-primas em fornecedores igualmente escrupulosos na sua relação com a mão-de-obra não pára de justificar o salário que eu lhe pago: já que não produz nada de jeito na sua “investigação” ao menos diverte-me :]

Raquel Varela queria que andássemos nus?

Raquel Varela, no seu estilo inconfundível:

Anda um vídeo a circular na Internet de um jovem [adoro o uso que a Esquerda faz da personalização de colectivo ou de objectos para promover a desresponsabilização de tudo e de todos - ela já nem deve perceber o erro] que defende que é melhor o salário mínimo do que o desemprego [ver uma boa resposta aqui], ou seja, a política do Governo de baixar drasticamente todos os salários [claro, o miúdo só pode ser um infiltrado do Passos - ele nem faz sentido sem essa premissa, imagino]. É o vídeo que defende a reprodução biológica [hein?]– trabalhar exclusivamente para acordar no dia seguinte, comer, e ir trabalhar [o Materialismo desta senhora impede-a de ver que as melhores coisas da vida são gratuitas, a não ser que ela pague por amor e outras coisas simples da vida]. O vídeo está-se a tornar viral, entre outras fontes pela página do José Manuel Fernandes, ex director do Jornal Público, e pela página do micro crédito do Millenum BCP [claro, só por causa desses arrivistas - aliás todos os vídeos da página de micro crédito do Millennium BCP são virais no dia seguinte...]. Estou a ver estes empreendedores todos amarrados ao crédito, a vender t-shirts chinesas e a pagar juros à Banca [lol]. Recebi entretanto algumas mensagens direi desagradáveis [Sério? Mas mais ou menos educadas do que a senhora foi no programa ao interromper o rapaz para o tentar humilhar] e algumas, muitas mais [hein?], de pessoas indignadas com o valor do salário mínimo e esta defesa da miséria que é feita em público e aplaudida [mais uma vez, ninguém quer receber 485€... mas há situações em que essa é a melhor das alternativas. E se retirarmos essa alternativa as pessoas ficam pior, não melhor]. Confesso [confessa? pensei que tinha renegado a isso...] que podia não ter recebido nenhuma que diria ao Martim, e a todos os empreendedores exactamente o mesmo [a sua capacidade de resistência ao senso comum é lendária, disso já deu provas] – o salário mínimo é uma vergonha e quem o defende [eu não o defendo], se sabe o que está a fazer, não tem dignidade moral [quem fala em moral...].

O engraçado depois de ler isto é pensar: qual é a alternativa de Raquel Varela?
Já sabemos que a roupa não pode ser importada.
Já sabemos que os operários fabris – e os restantes – não podem receber 485 Eur.
Logo, todo o processo produtivo deve ser baseado em salários muito superiores.

Sistema dinâmico:
  1. Preços vão subir para o Dobro de imediato, para compensar os novos salários
    (1.000 Euros serão dignos? Se calhar ela pretendia mais…)
  2. Consumidores vão comprar menos, pois o poder de compra é baixo e não suporta variações como a pretendida
  3. Preços sobem mais, agora para compensar a descida da procura
  4. Consumidores consomem menos
  5. Sistema vai evoluindo com adaptações cada vez mais pequenas até o ponto de equilíbrio
  6. No processo, muitas empresas fecham (obviamente, uma subida de salários provoca desemprego)
  7. No fim do processo há muito menos roupa vendida e consumida em Portugal

Não, não vamos andar nus. Mas íamos ter muito menos roupa, andar muito pior vestidos e iam voltar “modas” como costureiras, remendos e materiais hoje menos comuns.

Excepto claro no grupo de mimados a que a Raquel Varela pertence: esses continuariam a vestir de marcas caras.
E depois a dizer que não fazem mais nada senão defender os mais humildes. A latosa…

Haters gonna hate, mas às vezes apetece-me fazer posts deste.
Cá está, é um dos divertimentos que tenho na vida e pelos quais não pago nadinha!

Esperam-se as alternativas…

Vamos lá a ver: eu também não gosto de cortar nas minhas despesas.

Eu também gostava de ter rendimentos sem trabalhar. Eu também gostava de ter um trabalho em que quando fingia que trabalhava ganhasse o suficiente para uma vida descansada e sem preocupações. Eu não sou masoquista e certamente aprecio um suave “dolce far niente”, seja ele absoluto ou pelo menos relativo – i.e., finjo que faço e ganho como se fizesse.

Eu também gostava que o Estado tivesse dinheiro infinito vindo de Marte para me proporcionar a continuidade do “modelo social” que gerações anteriores “conquistaram”. Que fechando os olhos o problema desaparecesse. Que palavras doces resolvessem o problema actual e pudéssemos todos regressar aos abusos de 2006, 2007 e 2008. Que os “credores” não esperassem que lhes pagássemos de volta.

Eu também gostava de acreditar em todas as fantasias que por aí se dizem em todas as sedes partidárias. Eu também gostava de ignorar a economia, a história, a matemática e a lógica e acreditar na poesia e nos amanhãs que cantam. Eu também gostava de não ter qualquer pudor em mentir, qualquer moral para poder ser popular e qualquer inteligência para permitir ser feliz sem grandes preocupações.

Mas infelizmente sou realista e sei o que se está a passar. A “pool” de recursos físicos a diminuir, o crédito a aumentar, a pirâmide demográfica a inverter, a taxa de juro a evoluir n direcção contrária à necessária, … Sei demais para acreditar que esta “austeridade” seja passageira – sobre a necessidade de equilíbrio de contas, sobre as estratégias dos demagogos (ex: Galamba e a tentativa de sair do Euro para roubar as poupanças dos cidadãos para o estado via cunhagem), sobre a dificuldade de reversão da demografia, sobre como evoluíram no passado sociedades sobre-endividadas e crescentemente avessas aos conceitos de risco, lucro, brio e liberdade.

É assim com um sorriso triste que leio mais esta notícia: Sondagem mostra vontade de renegociar ou denunciar acordo com a troika. Tantos a querer acreditar que não é preciso esforço para sair da solução actual. Se a política do estado se alterasse – no sentido de mais despesa, sublinhe-se – tudo se resolveria. Faz-me lembrar esta imagem: o povo prefere uma mentira piedosa. E já agora a citação da tecnologia “fascismo” no Civ4.

Mostra porque chegamos ate aqui. E mostra que não há muito que se possa fazer. Ou nos adaptamos ou emigramos.
PS: Isto não quer dizer que eu concorde com tudo o que diz a Troika (por exemplo, não concordo com o aumento do imposto sobre os combustíveis). Mas caso não tenham reparado, se não houver o dinheiro deles, muita coisa teria de ser cortada de emergência. O que se calhar também não era mau de todo…

Gender Equality in shirtlessness

Topless Women in Public Not Breaking the Law, Says NYPD:

Ladies of New York , you are free to walk bare-breasted through the city! New York City’s 34,000 police officers have been instructedthat, should they encounter a woman in public who is shirtless but obeying the law, they should not arrest her. This is a good step towards gender parity in public spaces.

This decision means that breast exposure is not considered public lewdness, indecent exposure, or disorderly conduct. It also notes that, should a crowd form around a topless woman, the officer should instruct the crowd to disperse and then respond appropriately if it does not. Relative coverage is no longer a factor.

This policy shift comes after several years of litigation and protest. In the 1992 case People v.Ramona Santorelli and Mary Lou Schloss, the New York Court of Appeals ruled in favor of two women who were arrested with five others for exposing their breasts in a Rochester park, holding the law void as discriminatory.  The ruling was put to the test in 2005, when Jill Coccaro bared her breasts on Delancey Street in New York, citing the 1992 decision, and was detained for twelve hours. She subsequently successfully sued the city for $29,000.

In 2007, Go Topless, a national organization supporting gender equality in shirtlessness laws, established Go Topless Day. Dozens of women protest – often topless – in thirty cities around the United States, promoting equal rights to be shirtless. Protests usually include chants of “Free your breasts.  Free your minds” and a song “Let ‘em Breathe” to the tune of the Beatles’ “Let it Be.”

While some who have witnessed these events have suggested that “[t]his is extreme liberalism and why America’s in decline” or “[i]t’s degrading to women,” others have been supportive. One man even said he would encourage his wife to join them.

Though bare-breasted women might shock the sensibilities of some in the public, it is encouraging to see the police responding positively to gender bias, even on such a seemingly small scale. After all, no one thinks twice about a man shirtless on a summer day. However, the female nipple or chest is still considered “lewd.” By reminding its officers of this, the NYPD is publicly declaring that it will no longer perpetuate unconstitutional gender discrimination, a standard to which all law enforcement should be held and a decision for which it should be applauded.

Footage of the protesters can be found here (NSFW).

“Se um homem pode andar em NY sem nada no tronco, logo uma mulher também pode”. Faz sentido.
Se pensarmos bem, decorre logicamente de outras regras cada vez mais aceites pela sociedade ocidental.
Dá todo um novo ponto de vista à obcessão de Bloomberg com o que as Nova Iorquinas comem.

Vai ser engraçado ver como reage o Médio Oriente.
E melhor ainda ver a esquerda a tomar o partido de Israel contra os Árabes.
E melhor ainda quando a Califórnia passar esta mesma lei.

Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

Um estudo em Francês sobre a França. Apresentação:

Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.

Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.

• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,
• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,
• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,
• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,
• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.

 

“Os meus filhos são Socialistas”, por Inês Teotónio Pereira

Não sei se são só os meus filhos que são socialistas ou se são todas as crianças que sofrem do mesmo mal. Mas tenho a certeza do que falo em relação aos meus. E nada disto é deformação educacional – eles têm sido insistentemente educados no sentido inverso. Mas a natureza das criaturas resiste à benéfica influência paternal como a aldeia do Astérix resistiu culturalmente aos romanos. Os garotos são estóicos e defendem com resistência a bandeira marxista sem fazerem ideia de quem é o senhor.

Ora o primeiro sintoma desta deformação ideológica tem que ver com os direitos. Os meus filhos só têm direitos. Direitos materiais, emocionais, futuros, ambíguos e todos eles adquiridos. É tudo, absolutamente tudo, adquirido. Ele dão como adquirido o divertimento, as férias, a boleia para a escola, a escola, os ténis novos, o computador, a roupinha lavada, a televisão e até eu. Deveres, não têm nenhum. Quanto muito lavam um prato por dia e puxam o edredão da cama para cima, pouco mais. Vivem literalmente de mão estendida sem qualquer vergonha ou humildade. Na cabecinha socialista deles não existe o conceito de bem comum, só o bem deles. Muito, muito deles.

O segundo sintoma tem que ver com a origem desses direitos. Como aparecem esses direitos. Não sabem. Sabem que basta abrirem a torneira que a água vem quente, que dentro do frigorífico está invariavelmente leite fresquinho, que os livros da escola aparecem forradinhos todos os anos, que o carro tem sempre gasolina e que o dinheiro nasce na parede onde estão as máquinas de multibanco. A única diferença entre eles e os socialistas com cartão de militante é que, justiça seja feita, estes últimos já não acreditam na parede – são os bancos que imprimem dinheiro e pronto, ele nunca falta. 

Outro sintoma alarmante é a visão de futuro. O futuro para os meus filhos é qualquer coisa que se vai passar logo à noite, o mais tardar. Eles não vão mais longe do que isto. Na sua cabecinha não há planeamento, só gastamento, só o imediato. Se há, come-se, gasta-se, esgota-se, e depois logo se vê. Poupar não é com eles. Um saco de gomas ou uma caixa de chocolates deixada no meio da sala da minha casa tem o mesmo destino que um crédito de milhões endereçado ao Largo do Rato: acaba tudo no esgoto. E não foi ninguém…

O quarto tique socialista das minhas crianças é estarem convictas de que nada depende delas. Como são só crianças, acham que nada do que fazem tem importância ou consequências. Ora esta visão do mundo e da vida faz com que os meus filhos achem que podem fazer todo o tipo de asneiras que alguém irá depois apanhar os cacos. Eles ficam de castigo é certo (mais ou menos a mesma coisa que perder eleições), mas quem apanha os cacos sou eu. Os meus filhos nasceram desresponsabilizados. A responsabilidade é sempre de outro qualquer: o outro que paga, o outro que assina, o outro que limpa. No caso dos meus filhos o outro sou eu, no caso dos socialistas encartados o outro é o governo seguinte.

Por fim, o último mas não menos aterrorizador sintoma muito socialista dos meus filhos é a inveja: eles não podem ver nada que já querem. Acham que têm de ter tudo o que o do lado tem quer mereçam quer não. São autênticos novos-ricos sem cheta. Acham que todos temos de ter o mesmo e se não dá para repartir ninguém tem. Ou comem todos ou não come nenhum. Senão vão à luta. Eu não posso dar mais dinheiro a um do que a outro ou tenho o mesmo destino que Nicolau II. Mesmo que um ajude mais que outro e tenha melhores notas, a “cultura democrática” em minha casa não permite essa diferenciação. Os meus filhos chamam a esta inveja disfarçada, justiça, os socialistas deram-lhe o nome de justiça social.

A minha sorte é que os meus filhos crescem. Já os socialistas são crianças a vida inteira.

Não sou eu o autor, mas gostaria. Está muito bom. Ou deprimente, dependendo do ponto de vista.
Editado para acrescentar a autora: Inês Teotónio Pereira.

Outra pergunta sobre a Função Exponencial

E já agora uma mais fácil:

Imaginem que há uns nenúfares de rápida multiplicação que chegam a um lago. De 3 em 3 dias á área ocupada pelos mesmos duplica até que, ao fim de 45 dias, toda a superfície do lago está ocupada pelos ditos nenúfares. Quantos dias foram necessários desde a sua chegada para que os nenúfares cobrissem 50% da superfície do lago (ou seja, a 1ª metade)?

Uma pergunta sobre a Função Exponencial

A função exponencial é a mais importante para quem compreender um pouco a estatística por detrás da maior parte das opções políticas, mas é uma ilustre desconhecida de muitos. Para demonstrar o meu ponto, deixo aqui uma situação:

Imaginem que a população de uma cidade com uma boa economia está a crescer a 7% ao ano. Acham muito?
7% ao ano leva a cidade a crescer rapidamente, muito rapidamente. A pergunta é:
Imaginando que a cidade começou com 10.000 habitantes, quantos terá ao fim de 1 século a crescer sempre àquele ritmo?

Campeão… dos Vices

Palmares Internacional Benfica

Há clubes que colocam no seu palmarés oficial as competições em que foram vice-campeões.
O Benfica tem sorte: hoje pode adicionar mais um item no palmarés.

Gostava que o Benfica tivesse ganho ao fim de 51 anos…
… era Português e valorizava as conquistas do Mourinho para o ano…
… mas há clubes que não sabem jogar até ao fim.

Falta esforço, garra, dedicação à causa, “ganas”!
Falta o conceito de produtividade.
De lutar até ao fim!

Triste, mas esperado.

Alemanha Comunista vendeu saúde dos seus cidadãos a quem pagava melhor

Mais de 50 mil pessoas na ex-RDA foram cobaias para grupos farmacêuticos ocidentais:

Mais de 50 mil pessoas da antiga República Democrática Alemã (RDA) serviram de cobaias para grupos farmacêuticos ocidentais, muitas vezes sem o saberem e algumas perderam a vida. A notícia é avançada pelo semanário alemão Der Spiegel deste domingo.

No total, foram levados a cabo mais de 600 estudos em 50 clínicas, até à queda do muro de Berlim em 1989, especifica a revista, que se baseia em documentos inéditos do Ministério da Saúde da Alemanha de Leste e do instituto alemão dos medicamentos.

Nesses dossiers, aparecem dois mortos em Berlim-Leste na sequência de testes relacionados com o Trental, um produto que melhora a circulação sanguínea, desenvolvido pelo grupo Hoescht (que entretanto se fundiu com a Sanofi), da então República Federal da Alemanha; ou ainda dois mortos perto de Magdebourg durante ensaios de um medicamento para a tensão para o laboratório alemão Sandoz, entretanto comprado pelo grupo suíço Novartis.

(…)

Se o PCP tomasse conta de Portugal (e não digo em coligação, digo se o Jerónimo de Sousa se tornasse o ditador Português), com a sua política de altas despesas e baixos impostos (já agora), o que faria passados 20 anos de crise económica e face a uma fome à norte-coreana (um regime que eles ainda hoje defendem publicamente, apesar das evidências)?

Fica a pergunta e uma ou outra possíveis respostas.

Obrigado pelo Campeonato, Kelvin!

Imagem

Para mim, este é o momento da campeonato, mesmo que o FC Porto acabe por perder no próximo jogo…

Pergunta: Se o Benfica ganhasse o campeonato no Dragão, o Porto apagaria as luzes, como fez o Benfica?
Resposta: Ninguém sabe – Nunca aconteceu!!! :)

Ligações úteis: golo de Kelvin n’O Jogogolo de Kelvin na Benfica TV.

Afinal o milagre Venezuelano não é tão miraculoso quanto isso…

… ao ponto de ele agora ir de joelhos ao Brasil pedir comida e energia (!):

Presidente venezuelano se reúne com Dilma e busca ajuda para enfrentar crise de energia e de abastecimento

Em sua primeira visita ao Brasil turno presidente da Venezuela, Nicolás Maduro pediu ajuda à presidente Dilma Rousseff para abastecer seu país. Com a grave escassez que ameaça a estabilidade do governo venezuelano, Maduro pediu vendas emergenciais de alimentos ao Brasil e ajuda para desenvolver a agricultura no país, além de apoio para enfrentar a crise no setor elétrico que tem provocado constantes apagões.

“Conversamos longamente para apoio nesse sentido. O Brasil, uma vez mais, estará aqui para atingirmos o objetivo de curto prazo de nos abastecer”, disse o presidente venezuelano na declaração à imprensa, após uma reunião de mais de duas horas com Dilma.

Os ministros da Agricultura de Brasil e Venezuela reuniram-se com suas equipes para determinar quais alimentos são mais necessários e qual a possibilidade de o País fazer uma venda emergencial nas próximas semanas.

Açúcar, óleo de cozinha, farinha de milho e leite estão entre os principais produtos que desapareceram das prateleiras na Venezuela já no final do ano passado. O governo acusa empresários oposicionistas de esconder alimentos para prejudicar o governo.

Segundo o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia, o Brasil também deverá ajudar a Venezuela na crise de energia. Há cerca de três semanas, Maduro decretou estado de emergência em razão de constantes apagões. “A Venezuela tem gás, tem petróleo, não tem razão para sofrer problemas de abastecimento de eletricidade.”

Maduro presenteou Dilma com um quadro de seu padrinho político, Hugo Chávez, que morreu em 5 de março.

A completa ausência de qualquer capacidade de gestão, a incapacidade de mudança e de mudança, a falta de humildade e a procura constante de bodes expiatórios para culpar na primeira situação que aparece. Triste, mas expectável.

Documento de Estratégia Orçamental

Tardias

O meu artigo de hoje no Diário Económico:

As desvantagens das medidas do DEO? São tardias e lentas a surtir o efeito desejado. O aumento da idade da reforma irá levar a muitos se reformarem antecipadamente, o atraso no corte das pensões irá fazer os jovens pagar mais tempo por benefícios que não irão ter

e os atrasos em inúmeros cortes irão obrigar o Estado a pedir emprestado e a pagar juros por despesas que não fazem sentido. Alguns comentadores e jornalistas queixam-se que “70% dos cortes vêm de pensionistas e funcionários públicos”. Deveriam vir de onde? Dos criadores de emprego, que já escasseiam? Dos jovens a recibo verde? Sem reservas substanciais, sem possibilidade de aumentar ainda mais a carga fiscal – já no limite em muitos sectores, sem possibilidade de confiscar poupanças via política monetária e sem crédito internacional além do dos nossos parceiros, qual seria a opção dos demagogos?

Fingir que a situação não é grave e que o actual nível de endividamento não só é o maior da nossa história de quase 900 anos, como também é um dos maiores a nível mundial (em percentagem do PIB)? A festa acabou e não há alternativa a sair deste sobre-endividamento que não seja uma via dolorosa. Bruxelas apoiou as medidas de Pedro Passos Coelho por serem uma consolidação através de um “redução permanente de despesa”, ao invés de medidas ‘one-off’ e receitas fiscais”, apoiando os “princípios de eficiência, qualidade e sustentabilidade” e ainda a “convergência entre o público e privado”.

E em Portugal? Em Portugal sofremos de um problema que César das Neves denominou ontem no DN de “Disparates Plausíveis”, ou seja, deveria ser óbvio que não existe outro caminho que não “aperto e reforma”, mas acaba-se por “usar argumentos aparentemente sólidos para dizer grandes asneiras” e hoje “esses disparates plausíveis dominam as discussões”.

Imagino que custe aos privilegiados ter as condições dos privados, mas a aproximação entre público e privado finalmente chegou. E só peca por chegar tarde.

Ricardo Campelo Magalhães, Consultor Financeiro

Ligações adicionais: Marco Capitão Ferreira sobre o temaInfografia com os valores.

Guilherme Marques da Fonseca no Mises Brasil

O Instituto Mises Brasil entrevista no seu 70º podcast Guilherme Marques da Fonseca, organizador da Conferência Liberalismo e Governação na Universidade Católica Portuguesa.

Neste podcast, o organizador do evento Guilherme Marques da Fonseca, estudante de economia e membro do Instituto Mises Portugal, explica os tópicos que serão discutidos e a razão pela qual decidiu realizar o evento. Guilherme também opina sobre o interesse dos portugueses pela Escola Austríaca. “As pessoas estão vendo que as teorias concorrentes do pensamento econômico falharam em suas soluções quando aplicadas na vida prática”.

Guilherme, que organizou em 2012 a primeira Conferência da Escola Austríaca de Portugal, também faz uma avaliação sobre os equívocos políticos do atual governo do primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho, opina sobre de que forma o debate e a difusão da teoria Austríaca pode ajudar Portugal neste momento tão crítico e defende a manutenção do euro, concordando com o argumento do professor Jesús Huerta de Sotto em defesa da moeda única. O membro do Instituto Mises Portugal revela que o ambiente acadêmico no qual está inserido na Universidade Católica portuguesa é bastante amigável em relação à teoria Austríaca.