Sobre Ricardo Campelo de Magalhães

Economista Austríaco. Consultor de Previdência Privada.

Las diez vergüenzas de Grecia

Um excelente apanhado do Libremercado sobre a Culpa da situação Grega. Excerpto:

Y es que, el origen de la tragedia griega, muy al contrario de lo que defienden Syriza o Podemos, no radica en la pretendida austeridad, sino en su desbocado e insostenible sector público. Grecia fue el país de la UE que más aumentó su gasto público real (un 80% entre 1996 y 2008) y su deuda pública (un 400% superior a sus ingresos públicos en 2011) durante los felices años de la burbuja crediticia. Pero estas grandes cifras, siendo relevantes, se tradujeron en hechos muy concretos, cuya realidad ocultan hábilmente partidos como Syriza en Grecia o Podemos en España.

A continuación, se resumen las diez grandes vergüenzas de Grecia que la izquierda europea se niega a reconocer. La ruina helena es una historia llena de mentiras, despilfarros y una enorme hipocresía.

O Futuro da TAP é Azul

O meu artigo de ontem no Diário Económico:

Até 2015, o futuro da TAP era negro. Com o Estado proibido de injectar capital, com uma dúzia de sindicatos fortes que ostensivamente provocava prejuízos, com muitos clientes desiludidos e com uma gestão interessada em satisfazer ‘slogans’ políticos, a empresa definhava.

Com a privatização, o futuro da TAP é azul. Movido pelo retorno do investimento, a conversa mudou completamente: dezenas de novos aviões, dezenas de novas rotas, centenas de milhões de investimento. Para reduzir custos sem despedimentos, avança-se com crescimento e eficiência. A companhia está de cara lavada e representará em breve o país em mais cidades americanas e brasileiras.

Esta é a diferença entre uma liderança cujo património pessoal não paga o preço do erro e uma liderança cujo património beneficia directamente da qualidade da sua gestão e da energia positiva que injecta na companhia. Para os donos da TAP ganharem, os clientes têm de ganhar. No fim, o que vai fazer a diferença é este foco no cliente.

Mises sobre um boom como o da Grécia

Depois de ler este excelente artigo do Carlos Guimarães Pinto, lembrei-me de Mises sobre o boom induzido pelo crédito, naquela que é uma das minhas citações favoritas:

É impossível evitar o desmoronamento da actividade económica causada pela expansão do crédito. A escolha é somente se o colapso virá mais cedo, como resultado do abandono voluntário de políticas de crédito artificial à Economia, ou mais tarde como uma crise catastrófica do sistema financeiro.”, Mises

Podem usar esta citação (em Inglês) no vosso fundo de ecrã (blog) (link para imagem):

Conferência Call for Liberty II

Depois do sucesso de Conferências como “Conferência do Liberalismo Clássico” e “Call for Liberty“, o Instituto Mises Portugal organiza este Sábado a “Call for Liberty II“.

A conferência é no próximo Sábado (27 de Junho) na Nova School of Business and Economics, em Lisboa. Das 14 às 20h, estarão em debate os temas:

  • Croney Capitalism vs Free Market Capitalism – por Helio Beltrão (Pres. Mises-BR)
    (Austrian Scholars Conference, Google+ sobre Mises-BR, 1º Hangout Mises.BR)
  • A Cultura Intervencionista no Brasil – por Bruno Garschagen (Mises-BR) (Vídeos)
  • Portugal 2016: Como Encolher o Estado – por Miguel Botelho Moniz, Mário Amorim Lopes e Ricardo Campelo de Magalhaes (O Insurgente)
  • Bitcoin: As Criptomoedas como Foco de Liberdade – por Carlos Novais (Causa Liberal) e Pedro Cunha (1º Português a transaccionar um imóvel em Bitcoin)

A conferência na Nova é gratuita, bastando para isso inscreverem-se no evento de Fb.

Call for Liberty - Mises Portugal

Há falta de jovens em Portugal?

Em resposta ao meu artigo O Receio de Bagão Félix…, “jo” comentou:

“Se o problema actualmente fosse a demografia teríamos empregos para jovens que não encontravam tomador. É isso que significa falta de jovens. O que temos é um desemprego muito maior entre os jovens do que entre o resto da população. Por tanto (sic) só há falta de jovens se houver falta de desempregados. Se o problema fosse falta de pessoas em idade para trabalhar bastava ir buscar uns barcos ao Mediterrâneo. Se a população está a decrescer e os vossos gurus dizem que o PIB vai crescer pelo menos 2,5% ao ano a partir de agora o problema também não é a falta de recursos. Parece que o único problema com as pensões é que há bancos e seguradoras que já não encontram mais nada que valha a pena pilhar.”

Vamos começar pelo facto: conforme disse no meu artigo, têm nascido menos jovens, desde 1970. Muito menos. Do-tipo-3-para-1,23 menos. Logo, o facto é muito real e qualquer pessoa que ande na rua, vá a escolas, passe em maternidades, e fale com pessoas com atividades infantis pode facilmente confirmar isso.

A questão não é negar o facto, a questão é compreender: se há menos jovens, porque é que estes têm cada vez mais dificuldade em arranjar emprego? Porque há uma coisa que tem diminuído ainda mais que os jovens: os empregos disponíveis para estes.

Vejamos mais uma estatística do PortData, a idade média dos novos pensionistas de velhice subiu de 62,3 para 63,4 entre 2011 [ano da entrada da Troika] e 2013, e eu suspeito que continue a subir. Em apenas 2 anos, aumentou mais de 1 (!). Os pensionistas por escalão etário têm estado a começar a diminuir nos escalões <60 e 60-64, numa altura em que a população nestes segmentos tem aumentado.

Vamos a um exemplo: a enfermagem. O problema não é ter havido uma explosão de enfermeiros em Portugal que, como são em tão em altas quantidades, não encontram emprego. O problema é que os hospitais pararam de contratar, e os enfermeiros que lá estão não se reformam (porque não os deixam). Menos de 10% dos jovens formados em enfermagem nos últimos anos anos encontram emprego na sua área. Metade, vai para fora. Cerca de metade, vai para outros empregos.

Sobre previsões de PIB: a) eu não tenho guris nem sei a quem se refere, b) duvido muito que o PIB cresça a uma média de 2,5%/ano nos próximos 20 ou 40 anos, c) os recursos nunca são ilimitados pelo que haverá sempre uma limitação mais ou menos severa de recursos. Por fim, a pilhagem foi feita por outros, não pela banca e pelas seguradoras – mais uma vez, nem sei com que base alguém afirma isso.

Por fim, haverá outras justificações para esta falta de emprego para os jovens. O crescimento do PIB é recente e tem sido lento por agora. O crescimento do emprego é uma variável desfasada do crescimento da produção (agregada no PIB). Um crescimento sem grande correspondência em termos de emprego (“jobless growth”) devido à rigidez do mercado laboral. A acumulação por parte de alguns de 2 empregos para ajudar a pagar as contas – não só as suas como as de familiares em situação difícil. O facto de algumas posições preferirem pessoas não formadas, para “controlar”custos. O facto de as qualificações mais teóricas de muitos jovens não incluírem conhecimentos técnicos. Enfim, as justificações são inúmeras. Não me digam é que não há uma crise de nascimentos, há muito e em crescendo.

Adenda: esta é uma realidade que é para continuar e acelerar. Senão vejam nas páginas 31/32 deste relatório de Roberto Carneiro:

De acordo com a Estratégia Europeia 2020, adotada em Conselho Europeu de 8 de março de 2010, entre as três prioridades que foram aprovadas, considera-se relevante a do crescimento inclusivo, nomeadamente o objetivo duma taxa global de emprego de 75% para a população dos 20-64 anos e de (50%) para a população idosa com mais de 65 anos.

O receio de Bagão Félix…

… é que lhe cortem a pensão. E isso nota-se.

Na sua mais recente entrevista à Visão, este comodoro da armada dos cabelos brancos consegue dizer o seguinte:

  1. Há 18 anos, escreveu-se um livro sobre a SS. Como nesse livro se previra o “início do colapso do sistema no ano de 2015″ com o PIB a crescer 2% (cresceu menos) e o desemprego a 5% (tem sido maior), esse livro foi exagerado.
    É uma espécie de dizer “Ah, esses catastrofistas, são sempre iguais”.
  2. Tal não aconteceu porque “a idade de reforma, o fator de sustentabilidade (há 30 anos, a esperança média de vida aos 65 anos era de cerca de 14 anos mais, e agora é de cerca de 19 anos mais), a convergência das pensões, a consideração de toda a carreira contributiva para a formação da pensão, a penalização de reformas antecipadas, etc”.
    Como se isso fosse suficiente (evitou-se o colapso, mas ainda vamos nessa direção)
  3. Perante o facto de que recentemente o dinheiro da TSU não tem chegado para pagar as 3.000.000 pensões em Portugal, muito à custa de algumas como a sua, a resposta de Bagão é, e cito: “Os velhos agora são mais caros porque vivem mais tempo? O que é isto? Queremos produzir uma eutanásia social?”
    Lembra Sócrates, sinceramente.
  4. Depois de Bagão ter culpado o desemprego, pergunta o jornalista: “E ainda assim as contas da Segurança Social não lhe mostram que esta é insustentável…”. Responde Bagão: “Não, não me mostram” e “é uma moda falar-se da insustentabilidade”. Bagão está descansado devido ao Fundo de Reserva.
    Sobre o Fundo de Reserva, recomendo este breve artigo.
  5. A culpa é então dos desempregados. Porquê? Segundo Bagão, por 3 motivos: a) Subsídio de Desemprego (2.700 M€), b) Desempregados não pagam TSU (perda de receitas de 4.000 M€, de desempregados subsidiados e não-subsidiados), c) Equivalência Contributiva (1.100 M€ que o Estado atribui de direitos de reforma como se os desempregados estivessem a descontar). Feitas as contas, 7.800 M€. Conclusão: “Este é o principal fator de estrangulamento da Segurança Social, não há outro. Qual demografia?! É o desemprego!”
    Vamos parar para analisar este ponto mais aprofundadamente.

Fecundidade. Em 1960 o Indíce Sintético de Fecundidade era de 3,2 (nº de filhos por mulher). Em 1970 era ainda 3. Em 1991 era já 1,56. Hoje é 1,23. A quebra de receitas pela falta daqueles adultos de hoje, que não nasceram entre 1960 e 1991, é difícil de calcular. Mas suponhamos que nasceram em média menos 50.000 pessoas/ano. Assim, faltam 1.500.000 de adultos a contribuir. Se cada um ganhasse 1000€/mês, contribuía 347,5€/mês ou 4.170€/ano. Ou seja, 6.255 M€/ano. E como este indicador tem evoluído negativamente, este número tende a aumentar (exponencialmente).

Mortalidade. Em 1960, o Índice de Envelhecimento era de 27% (Por cada 100 crianças, havia 27 idosos). Em 1991 era 44,9%. Hoje é 133,5%. Se hoje se pagasse apenas 1/5 das pensões actuais, poupavam-se 17.040 M€/ano (sim, por que ao Bagão só publicita as da Seg. Social, mas há também as da CGA – ver 2013).
PS: O INE na sua pirâmide demográfica para 2060 prevê para este indicador 306%.

Desemprego. Primeiro, isso é fazendo a comparação com uma taxa de desemprego de 0%, o que nunca em nenhuma economia aconteceu – o desemprego natural é considerado 3%, pois tem de haver sempre as pessoas que estejam “entre empregos”.
Depois, a terceira parcela é pura fantasia: eu nunca vou receber pelo que descontei, quanto mais pela equivalência contributiva – isso é para crentes num futuro longínquo e inalcançável.
E por fim, esta é uma perda temporária: com a recuperação económica, o desemprego irá recuar para valores mais normais, como já tem estado a acontecer. Na questão demográfica, a questão é diferente: as minhas colegas de geração que até agora não tenham tido filhos, muitas já não vão ter. Entre as mais novas, muitas irão ter tardiamente, mas nunca em valores de reposição de população. Mais uma vez recomendo este relatório da Seg. Social, de onde tirei esta imagem. Qual a perda de população estimada até 2060? Quase 2.000.000.

Piramide Demográfica Portugal 2060

Todo o resto da entrevista é muito boa. Para não repetir tudo (o link está no início), ficam aqui os highlights:

  • Sobre equívocos: “Em primeiro lugar, do lado das receitas tem de se considerar o IVA social (2 pontos percentuais) porque este surgiu precisamente para financiar prestações do sistema previdencial e contributivo. ” Como podem ver no relatório, eles já são considerados.
  • “as transferências para o Fundo de Estabilização aparecem como despesa, o que não faz sentido nenhum. É como se uma pessoa fizesse um depósito a prazo e considerasse o que punha de parte como despesa e não como investimento para poupança?” – Se estivéssemos num regime de capitalização, este comentário faria sentido. Num sistema “pay as you go”, é um perfeito disparate.
  • “A seguir, as pensões, atualmente, pagam o mesmo IRS que outro tipo de rendimento. Ora, para se perceber se a SS é sustentável ou não, deveria considerar-se apenas a pensão líquida de IRS.” Sim, porque se um pensionista recebe 5.000 brutos, 3.000 líquidos e 2.000 de imposto, os 3.000 (num sistema “pay as you go” como o nosso) saem das contribuições atuais, mas os 2.000 são pagos por… deixa ver… pelos mesmos!
  • “Finalmente, nas pensões do regime previdencial contributivo tem de se retirar a parte não contributiva. Explico: as pensões mínimas têm uma bonificação. Por exemplo, em muitas pensões mínimas de €250, a parte contributiva corresponde apenas a 50 ou 100 euros. Depois, há um complemento social que é dado para se atingir a pensão mínima. Quanto pesa este complemento? Um total de 22,5% das despesas com pensões, ou seja, 3,3 mil milhões de euros. Quando se diz que as pensões do regime contributivo custam €13 mil milhões, tem de se ter em conta que mais de €3 mil milhões correspondem a parte não contributiva, parte essa que é financiada por transferências do Orçamento do Estado e não pela TSU.”
    Vários erros. 1º, como podem ver no relatório, as despesas com o Complemento Solidário de Idosos são de 1,17% do Orçamento da Seg. Social e de 0% da CGA. Assim, o valor total é de cerca de menos de 0,3 mil milhões. Depois, as reformas são de 21,3 mil milhões, 13 da SS e 8,3 da CGA. Depois, aquele número de 22,5% não só é errado (não chega a 2%), como nem sei de ele vem. Para perceberem a minha estranheza, refiro por exemplo um facto bem conhecido nesta área, de que todas as pensões até 1000€ representam apenas 53% do total das pensões de SS e CGA (ver por exemplo no Gremlin Literário) Ora, 22,5% seria uma parte substancial de todas essas pensões (mesmo só contando a SS), o que não é apenas um erro de cálculo, é um erro de avaliação de grandezas.
  • “Visão: Então concluímos que a TSU, afinal, chegar para pagar as pensões…
    Bagão: Pois claro que chega. O sistema previdencial foi sempre superavitário. Só nos últimos dois anos é que tem tido um ligeiro défice por causa do efeito devastador do desemprego, como é óbvio.”
    lol
  • “Visão: E para se fazer face a esse “ligeiro défice”, não se tem recorrido ao Fundo de Estabilização?
    Bagão: Nem um tostão.”
  • “Visão: Concorda com o uso do dinheiro do Fundo de Estabilização para compra de dívida pública?
    Bagão: Assim como discordei da determinação do Ministério das Finanças deste Governo, para que o fundo pudesse adquirir até 90% dos seus ativos em dívida soberana – o que acho uma intromissão inadmissível, que colide com o princípio fundamental em qualquer gestão de ativos, que é o da diversificação do risco -, discordo agora desta coisa disparatada do PS de aproveitar 10% do Fundo, ou seja, 1,4 milhões de euros, para a reabilitação urbana. O Fundo não é do Estado; é dos pensionistas e dos futuros pensionistas. Isto é a política a entrar em domínios onde não deve entrar.”
    Como falei aqui, isto é grave.
  • “Visão: Que reformas vamos ter no futuro?
    Bagão: Temos de dizer aos jovens, com honestidade, que as suas condições de reforma tendem a ser inferiores às que hoje existem, mas que também não devem colocar os ovos todos no mesmo cesto.”
    Ou, de forma mais frontal: “Aguentem isto enquanto eu viver. Agora, como estamos a deixar uma situação explosiva, eu no lugar dos jovens diversificava. Depois não digam que não avisei”
  • “Visão: Está a falar do plafonamento. Ainda o defende?
    Bagão: Sim, sou a favor do plafonamento acima de um determinado nível de rendimento. Não tanto por uma questão de equilíbrio do sistema, mas por uma questão ideológica, filosófica, doutrinária”.
    Eu por mim tinha uma reforma como ele. O tramado é que não há dinheiro.
  • “Não é o momento oportuno para lançar qualquer plafonamento.”
    =)
  • “Visão: Baixar a TSU é descapitalizar a previdência?
    A Segurança Social caminha a passos largos para a insustentabilidade, dizem, e depois vão aproveitar para fazer política com as receitas da TSU. Todos querem aproveitar o sistema, mas querem o quê? Os ossos? ?O esqueleto? Ou o fillet mignon?”
    Se ele quer lançar um plafonamento, este no fundo passa por uma redução de TSU e pensões. Só assim se pode passar de um sistema mono-pilar para um sistema multi-pilar.

Para terminar, aproveitando este artigo do jornal Público, coloco aqui a imagem que relaciona a variável Desemprego com as contribuições para a SS em % do PIB:

SegurancaSocial TEXTO2

PS: Não resisto a mais uma gargalhada. Quando terminarem de rir deste artigo, têm aqui o Relatório #10, sobre a Segurança Social do Observatório sobre Crises e Alternativas, do CES, gerido por Manuel Carvalho da Silva. Sim, esse Carvalho da Silva.

Em Sesimbra, as águas andam agitadas

Sesimbra Cultural: CDU destrói economia local a Sesimbra e culpa site regional.

Há malta em Sesimbra que começa a compreender a diferença entre a retórica “amiga do povo” do PC e a realidade nua e crua de uma gestão decidida em comité central.

 

2ª Tertúlia Instituto Mises Portugal – Porto

Amanhã, às 21h30, na Casa de Cultura de Paranhos (Porto), o Instituto Mises Portugal vai promover a 2ª Tertúlia, desta vez subordinada ao tema “Reflexões sobre a Segurança Social“.

Essencialmente,o evento consistirá numa breve apresentação de 15 minutos em que eu irei lançar o tema, introduzindo os presentes na problemáticas e nas possibilidades de resolução actualmente em cima da mesa.

A base será o documento “Ideias para Portugal”, da CCIP, e no qual eu participei (podem ver um pequeno artigo no meu blog aqui), para além de múltiplos documentos da Segurança Social.

Quem quiser ir, basta colocar “Vou” no evento de Facebook, para termos uma ideia de como formatar a sala antes do evento. Espero lá alguns de vocês.

Como aperitivo, deixo aqui a distribuição de receitas e transf. correntes da Seg. Social.

Financiamento

Resultado das Eleições de 25 de Abril de 1975

Como podem consultar na Wikipedia:

Resumo das Eleições para a Assembleia Constituinte de Portugal de 1975

Partido Votos Votos (%) Assentos Assentos
(%)
Partido Socialista 2 162 972

37,87%

116 46,4%
Partido Popular Democrático 1 507 282

26,39%

81 32,4%
Partido Comunista Português 711 935

12,46%

30 12%
Centro Democrático Social 434 879

7,61%

16 6,4%
Movimento Democrático Português 236 318

4,14%

5 2%
Frente Socialista Popular 66 307

1,16%

0 0%
Movimento de Esquerda Socialista 58 248

1,02%

0 0%
União Democrática Popular 44 877

0,79%

1 0,4%
FEC(m-l) 33 185

0,58%

0 0%
Partido Popular Monárquico 32 526

0,57%

0 0%
Partido de Unidade Popular 13 138

0,23%

0 0%
Liga Comunista Internacionalista 10 835

0,19%

0 0%
Associação para a Defesa dos Interesses de Macau 1 622

0,03%

1 0,4%
Centro Democrático de Macau 1 030

0,02%

0 0%
Totais 5 315 154 250

Sim, o PC nem no auge do romantismo revolucionário conseguiu mais de 1/8 dos votos. Lamento (ok, na verdade não).

Claro que vendo nas televisões e em alguns pasquins as reportagens sobre este dia, até custa a acreditar que na década de 70 mais de 50% não era da ideologia dos cravos (símbolos do Dia da Vitória Russos).

José Rodrigues dos Santos “absolvido”

Provedor dá razão a Rodrigues dos Santos. Porque neste país ai do jornalista que vá contra a narrativa da inteligentsia radical de esquerda.

Podem ver a reportagem “atrevida” aqui.

 

Porque recordar é viver…

Portugal está na bancarrota e não vai cumprir a dívida

José Manuel Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos (Out 2011)

Como a Islândia lida com os banqueiros – um exemplo a seguir

Islândia impõe condenação histórica a ex-banqueiros. Final do artigo:

O encarregado do governo islandês que investigou os bancos locais no seguimento do abalo que atingiu o sistema financeiro mundial após a crise de 2008 afirmou ontem que a decisão do Supremo Tribunal é um sinal para que outros países avancem para casos semelhantes e de que nenhum indivíduo é demasiado importante para ser processado. “Este caso envia uma forte mensagem que irá levantar a discussão”, declarou Olaf Hauksson à Reuters.

Nem todos os processos deste âmbito levados a cabo na Islândia tiveram o mesmo resultado. Contudo, o esforço que a Islândia tem levado a cabo no sentido de atribuir responsabilidades aos banqueiros locais parece diferir da realidade dos EUA e do resto da Europa em particular, onde poucos banqueiros têm sido chamados a assumir responsabilidades pelo colapso financeiro das instituições onde trabalhavam e das implicações sobre os próprios países.

Um exemplo. O Capitalismo é um sistema com regras, e estas foram claramente quebradas por muitos banqueiros. Nada nem ninguém pode estar acima da lei, a bem da manutenção não só da “paz social”, mas também do próprio funcionamento da economia e do mundo financeiro. Aguardam-se as reações internacionais. Mas sentado e sem grande esperança, pois socialistas, intervencionistas e banqueiros costumam andar juntos.

islandia_banco

O futuro da Apple? Um carro (!)

Via 9to5Mac: WSJ: Tim Cook approved Apple electric car project a year ago, hundreds of employees working on it. Lançamento prevê-se para o fim da década.

Professores milionários na Coreia do Sul

In education-crazy South Korea, top teachers become multimillionaires:

In this education-obsessed country, Cha is a top-ranked math teacher. But he doesn’t teach in a school. He runs an online “hagwon” — or cram school — called SevenEdu that focuses entirely on preparing students to take the college entrance exam in mathematics.

Here, teaching pays: Cha said he earned a cool $8 million last year.

Vivendo eu num país com uma visão socialista da Educação, onde este é o pensamento dominante entre a classe, é refrescante saber como em outros pontos do mundo há visões novas e refrescantes sobre uma área tão importante para qualquer país.

Hollande deixa cair a taxa de 75% sobre “rendimentos milionários”

FRANCE DROPS ITS SUPER TAX ON MILLIONAIRES

A realidade tem a mania de se impor…

O que provoca uma subida de inflação? (versão Venezuelana)

Venezuela entra em recessão e regista inflação anual recorde de 63,6%.

A autoridade monetária atribuiu “a subida da inflação” à onda de manifestações antigovernamentais no país.

lolada…

A Solução (para todos os problemas)

Bomba atómica: BCE quer dar dinheiro à borla a toda a gente. Excerto:

Será ter o banco central a criar dinheiro novo e a oferecê-lo às economias: aos governos, aos bancos, às empresas, às famílias. Haverá mais dinheiro a circular, sem que o BCE à posteriori faça esterilização ou secagem da liquidez adicional.

A medida, hoje revelada por Mario Draghi, faz com que o BCE financie no limite e de forma direta empresas, bancos e governos a custo zero uma vez que se trata de impressão pura de moeda.

O problema, Luís Reis Ribeiro, não é a ilegalidade do movimento – isso resolve-se, já que se está a falar de discussões entre governos com o poder de alterar as regras do jogo.

O problema é que a criação pura e simples da moeda equivale a um enorme aumento de impostos sobre todos os aforradores e assalariados de remuneração inelástica. Destrói poupanças (sobretudo em aplicações a longo prazo), redistribui riqueza dos que a produziram para os que a gastam, coloca inúmeros reformados abaixo da linha da pobreza, destrói a classe média e incentiva a ascenção dos “jogadores”. Este tipo de medidas implica mudanças a nível moral e demográfico, alterando preferências sobre as profissões a seguir, as personalidades masculinas mais atraentes para as mulheres que queiram construir família, o preço pela irresponsabilidade e um conjunto de alterações culturais que só se compreenderão de forma satisfatória se ler os relatos da Alemanha da República de Weimar. Se esta linha for levada ao ponto a que foi levada na altura, claro.

Acresce que a impressão é só de moeda, não é de bens. As transferências acima ocorrem, mas não são essas transferências que criam mais cereais, metais e outras matérias-primas. E, claro, os bens e serviços que delas dependem: vai continuar a haver limites na oferta de alimentos, transportes, educação, saúde, … . E como a economia vai sofrer por inúmeras transferências de riqueza de produtivos e aforradores para improdutivos e gastadores, não só os bens à partida vão ser os mesmos, como o modo como eles estão organizados vai sofrer múltiplas rupturas de forma a prejudicar a produção e a oferta de tudo o que a economia europeia produz.

Quem defende taxas de juro baixas (ou mesmo zero) e oferta de dinheiro ilimitada é um CRIMINOSO e deveria ser preso indefinidamente, só com uma cópia de toda a obra de Bastiat.

Mitos mais comuns sobre o Socialismo

Uma lista bastante completa de Mitos, pela Foundation for Economic Education, sobre desigualdade, pobreza, direitos, princípios, voluntarismo, capitalismo, socialismo e muitos outros assuntos. Fundamental.

Clichés of Progressivism

Os 4 colapsos do Comunismo

Um texto pelo Brasileiro Diogo Costa, que recomendo. Deixo aqui 4 excertos:

Sobre o Moral:

Quando um comerciante, dizia Havel, pendurava na vitrine da sua loja uma placa dizendo “trabalhadores do mundo, uni-vos!”, seu ato não era movido por convicção e proselitismo. Era um ato de costume, de obediência, de coerção. Para Havel, seria mais honesto que a placa dissesse, “eu tenho medo e portanto sou inquestionavelmente obediente”.

Sobre o Tecnológico:

Em 1948, o governo Soviético permitiu que os cinemas exibissem As Vinhas da Ira. Baseado no romance homônimo de John Steinbeck, o filme retratava o sofrimento da classe trabalhadora americana durante a Grande Depressão. Não passou muito tempo e o partido decidiu suspender o filme. Os soviéticos saíam do filme impressionados com o fato de que, nos Estados Unidos, até os pobres trabalhadores possuíam automóveis.

Sobre o económico:

Mas em vez de criar riqueza, os soviéticos gastavam em produção conspícua: produziam por produzir, para mover indicadores econômicos em vez de para satisfazer demandas dos consumidores.

Sobre o ambiental:

De 1951 a 1968, o despejo de resíduos nucleares enxugou o lago para um terço do seu tamanho original. Ao ser dispersada pelo vento, poeira radioativa do Lago Karachai contaminou os arredores envenenando cerca de meio milhão de pessoas. Por isso decidiu-se cobrir o lago com 10 mil blocos de concreto oco. Quando Boris Yeltsin permitiu a presença de cientistas ocidentais no local, no início da década de 1990, noticiou-se que o nível radioativo nas margens do lago ainda era de 600 röntgens por hora, o suficiente para matar um turista desavisado em trinta minutos.

Criminoso como ainda há quem defenda o modelo soviético…

Porque privatizar é bom

Um interessante vídeo do Ranking dos Políticos (brasileiro):

Em Portugal a situação é igual, mas um vídeo português deveria focar no sector dos transportes (CP, REFER, TAP, …) e, claro, na RTP/RDP.

O Dogma da Infalibilidade Fiscal

O meu artigo de hoje no Diário Económico.

Ou seja, elevando-se o limite de recurso de 1.250 para 5.000 euros, condenam-se os pequenos contribuintes a derimirem as suas questões com instâncias administrativas – e o Fisco tende a ser parcial. Esta alteração, na prática, levará a que milhares de pequenos contribuintes, de parcos recursos e sem grande voz, fiquem limitados a “cale-se e pague!”.

(…)

O que se está aqui a instalar aos poucos é um dogma: o Dogma da Infalibilidade Fiscal. E este é um precedente perigoso para a democracia portuguesa.

Leitura complementar: Justiça “desconhecia o limite ao recurso aos tribunais”.

Rui Moreira e as expropriações à Estado Novo

“Se porventura pensarem que vão expulsar [cafés e lojas históricas] resistentes da cidade, saibam que a Câmara do Porto utilizará todos os recursos legais ao seu alcance para o impedir. Para sermos claros, no Estado Novo usavam-se expropriações por esta razão”.

(…)
“Não consigo imaginar a cidade sem o [café] Guarany, sem o [café] Majestic, sem a Loja das Sementes”

Salazar inicialmente não se via como de esquerda ou de direita. Era simplesmente um pragmático com uma missão: salvar o seu país.”todos os recursos legais ao seu alcance

Rui Moreira também tem uma missão: salvar os espaços tradicionais da cidade, utilizando “todos os recursos legais ao seu alcance”, não hesitando em evocar o Estado Novo para esclarecer o alcance das suas afirmações.

Cada um escolhe a bitola pela qual quer ser referenciado. Já ouvi muitos ataques aos direitos, liberdades e garantias fundamentais por parte de políticos da III República. Este é um dos mais claros, contundentes e graves ataques ao direito de propriedade. Uma pessoa sem direito à sua propriedade perde o direito ao seu passado e aos respetivos frutos – um forte desincentivo ao esforço fundamental para a recuperação económica.

É também um ataque gravíssimo ao Princípio da Certeza Jurídica, um princípio repetidamente reiterado pelo Tribunal Constitucional como um dos mais relevantes do nosso documento fundamental.

E por fim é um sinal de prepotência. Quero, posso e mando. Demonstrador de um defeito grave de personalidade num dirigente em democracia. Que será recordado em futuras eleições – aquelas coisas chatas que há de 4 em 4 anos e que podem tirar o pequeno ditador do posto que por demérito alheio ocupa.

O Keynesianismo numa breve historieta

Vamos imaginar o Mainardo. Keynesiano convicto, o Mainardo acabou de comprar um carro com computador de bordo com os seus parcos recursos. Logo na 1ª viagem com o novo carro, ao passar pelas funções do “computador de bordo”, reparou que quanto mais devagar conduzir, para mais quilómetros tem combustível. Excitado pela descoberta, o Mainardo deixa de puxar pelo motor e consegue aumentar o alcance do combustível qua actualmente tem no carro. Vai reduzindo a velocidade, vai aumentando o alcance (do combustível cada vez em menor quantidade).
Como não é uma pessoa de pensar muito para além do curtíssimo prazo, qual é a conclusão do Mainardo?

Se for em 1ª, talvez não tenha de reabastecer até enviar o carro para a sucata!!!
Mainardo, 2014

Bordo

O que pode correr mal…


Leitura complementar: Americanos ignorados no novo plano curricular incluem Benjamin Franklin and Martin Luther King, Jr, sugerindo para onde pode ir o conceito de “desinformação”.

Crítica a John Galt chega ao iOS

Bioshock chegou ao iOS! Apresentação iOS aquiTrailer (Xbox)Philosophy in Bioshock.

Para quem não conhece, Bioshock (wiki) é um jogo em que Andrew Ryan – magnata de ideais objectivistas – criou um refúgio chamado Rapture (i. e. “Arrebatamento“, onde se é “preso”) longe dos ideais de Washington, Vaticano ou Moscovo – como é dito na apresentação iOS. Nesta cidade subaquática, a liberdade extrema permitiu um progresso científico extremamente rápido sobretudo a nível genético e a corrupção fez o resto. Quando nós chegamos, Atlas pede-nos ajuda para destruir Ryan e o jogo consiste basicamente em ajudar as “Little Sister”, que precisam de ser “salvas” dos “Big Daddies” que as acompanham. A filosofia infiltra-se em todas as cenas e as referências constante a Rand e (se forem familiarizados com o tema) Nietzsche são constantes, sendo por vezes importantes para o desenrolar do jogo. Análise mais detalhada.

BD - LSTipo: first person shooter
Jogabilidade: aceitável
Gráficos: 60’s
História: excelente

A imagem é de uma convenção cosplay e recria na perfeição um Big Daddy e a respectiva Little Sister

Qual é a estupidez do novo imposto sobre a “cópia privada”?

É que para o Barreto Xavier e a sua trupe de esfomeados por subsídios ganharem “15 a 20 milhões”, a AGEFE alerta para perdas muitíssimo superiores. Façamos uma brevíssima análise em cima do joelho.

Vencedores:

  • Vendedores estrangeiros dos equipamentos (sites)

Perdedores:

  • Consumidores (que agora terão de ter mais trabalho para comprar o mesmo)
  • Distribuidores e Vendedores de tecnologia (perdem clientes)
  • Alguns trabalhadores naquelas empresas, que irão para o desemprego
  • Governo (ganha 1 imposto, perde IRC, IRS, TSU, IVA, imposto sobre combustíveis,… e subsídios de desemprego que agora terá de pagar)
  • Contribuintes, que agora terão de pagar mais impostos para compensar o ponto anterior

Os artistas não sei se perdem ou ganham. Depende de muitas variantes. Por mim perdem ainda mais, que eu cada vez menos dou 1 cêntimo que seja a peças boçais, filmes insultuosos e textos presos ao século XIX.

Este é um imposto ainda mais idiota que o normal. Parabéns à Amazon.

HARRY