Sobre Ricardo Campelo de Magalhães

Economista Austríaco. Consultor de Previdência Privada.

Mitos mais comuns sobre o Socialismo

Uma lista bastante completa de Mitos, pela Foundation for Economic Education, sobre desigualdade, pobreza, direitos, princípios, voluntarismo, capitalismo, socialismo e muitos outros assuntos. Fundamental.

Clichés of Progressivism

About these ads

Os 4 colapsos do Comunismo

Um texto pelo Brasileiro Diogo Costa, que recomendo. Deixo aqui 4 excertos:

Sobre o Moral:

Quando um comerciante, dizia Havel, pendurava na vitrine da sua loja uma placa dizendo “trabalhadores do mundo, uni-vos!”, seu ato não era movido por convicção e proselitismo. Era um ato de costume, de obediência, de coerção. Para Havel, seria mais honesto que a placa dissesse, “eu tenho medo e portanto sou inquestionavelmente obediente”.

Sobre o Tecnológico:

Em 1948, o governo Soviético permitiu que os cinemas exibissem As Vinhas da Ira. Baseado no romance homônimo de John Steinbeck, o filme retratava o sofrimento da classe trabalhadora americana durante a Grande Depressão. Não passou muito tempo e o partido decidiu suspender o filme. Os soviéticos saíam do filme impressionados com o fato de que, nos Estados Unidos, até os pobres trabalhadores possuíam automóveis.

Sobre o económico:

Mas em vez de criar riqueza, os soviéticos gastavam em produção conspícua: produziam por produzir, para mover indicadores econômicos em vez de para satisfazer demandas dos consumidores.

Sobre o ambiental:

De 1951 a 1968, o despejo de resíduos nucleares enxugou o lago para um terço do seu tamanho original. Ao ser dispersada pelo vento, poeira radioativa do Lago Karachai contaminou os arredores envenenando cerca de meio milhão de pessoas. Por isso decidiu-se cobrir o lago com 10 mil blocos de concreto oco. Quando Boris Yeltsin permitiu a presença de cientistas ocidentais no local, no início da década de 1990, noticiou-se que o nível radioativo nas margens do lago ainda era de 600 röntgens por hora, o suficiente para matar um turista desavisado em trinta minutos.

Criminoso como ainda há quem defenda o modelo soviético…

Porque privatizar é bom

Um interessante vídeo do Ranking dos Políticos (brasileiro):

Em Portugal a situação é igual, mas um vídeo português deveria focar no sector dos transportes (CP, REFER, TAP, …) e, claro, na RTP/RDP.

O Dogma da Infalibilidade Fiscal

O meu artigo de hoje no Diário Económico.

Ou seja, elevando-se o limite de recurso de 1.250 para 5.000 euros, condenam-se os pequenos contribuintes a derimirem as suas questões com instâncias administrativas – e o Fisco tende a ser parcial. Esta alteração, na prática, levará a que milhares de pequenos contribuintes, de parcos recursos e sem grande voz, fiquem limitados a “cale-se e pague!”.

(…)

O que se está aqui a instalar aos poucos é um dogma: o Dogma da Infalibilidade Fiscal. E este é um precedente perigoso para a democracia portuguesa.

Leitura complementar: Justiça “desconhecia o limite ao recurso aos tribunais”.

Rui Moreira e as expropriações à Estado Novo

“Se porventura pensarem que vão expulsar [cafés e lojas históricas] resistentes da cidade, saibam que a Câmara do Porto utilizará todos os recursos legais ao seu alcance para o impedir. Para sermos claros, no Estado Novo usavam-se expropriações por esta razão”.

(…)
“Não consigo imaginar a cidade sem o [café] Guarany, sem o [café] Majestic, sem a Loja das Sementes”

Salazar inicialmente não se via como de esquerda ou de direita. Era simplesmente um pragmático com uma missão: salvar o seu país.”todos os recursos legais ao seu alcance

Rui Moreira também tem uma missão: salvar os espaços tradicionais da cidade, utilizando “todos os recursos legais ao seu alcance”, não hesitando em evocar o Estado Novo para esclarecer o alcance das suas afirmações.

Cada um escolhe a bitola pela qual quer ser referenciado. Já ouvi muitos ataques aos direitos, liberdades e garantias fundamentais por parte de políticos da III República. Este é um dos mais claros, contundentes e graves ataques ao direito de propriedade. Uma pessoa sem direito à sua propriedade perde o direito ao seu passado e aos respetivos frutos – um forte desincentivo ao esforço fundamental para a recuperação económica.

É também um ataque gravíssimo ao Princípio da Certeza Jurídica, um princípio repetidamente reiterado pelo Tribunal Constitucional como um dos mais relevantes do nosso documento fundamental.

E por fim é um sinal de prepotência. Quero, posso e mando. Demonstrador de um defeito grave de personalidade num dirigente em democracia. Que será recordado em futuras eleições – aquelas coisas chatas que há de 4 em 4 anos e que podem tirar o pequeno ditador do posto que por demérito alheio ocupa.

O Keynesianismo numa breve historieta

Vamos imaginar o Mainardo. Keynesiano convicto, o Mainardo acabou de comprar um carro com computador de bordo com os seus parcos recursos. Logo na 1ª viagem com o novo carro, ao passar pelas funções do “computador de bordo”, reparou que quanto mais devagar conduzir, para mais quilómetros tem combustível. Excitado pela descoberta, o Mainardo deixa de puxar pelo motor e consegue aumentar o alcance do combustível qua actualmente tem no carro. Vai reduzindo a velocidade, vai aumentando o alcance (do combustível cada vez em menor quantidade).
Como não é uma pessoa de pensar muito para além do curtíssimo prazo, qual é a conclusão do Mainardo?

Se for em 1ª, talvez não tenha de reabastecer até enviar o carro para a sucata!!!
Mainardo, 2014

Bordo

O que pode correr mal…


Leitura complementar: Americanos ignorados no novo plano curricular incluem Benjamin Franklin and Martin Luther King, Jr, sugerindo para onde pode ir o conceito de “desinformação”.

Crítica a John Galt chega ao iOS

Bioshock chegou ao iOS! Apresentação iOS aquiTrailer (Xbox)Philosophy in Bioshock.

Para quem não conhece, Bioshock (wiki) é um jogo em que Andrew Ryan – magnata de ideais objectivistas – criou um refúgio chamado Rapture (i. e. “Arrebatamento“, onde se é “preso”) longe dos ideais de Washington, Vaticano ou Moscovo – como é dito na apresentação iOS. Nesta cidade subaquática, a liberdade extrema permitiu um progresso científico extremamente rápido sobretudo a nível genético e a corrupção fez o resto. Quando nós chegamos, Atlas pede-nos ajuda para destruir Ryan e o jogo consiste basicamente em ajudar as “Little Sister”, que precisam de ser “salvas” dos “Big Daddies” que as acompanham. A filosofia infiltra-se em todas as cenas e as referências constante a Rand e (se forem familiarizados com o tema) Nietzsche são constantes, sendo por vezes importantes para o desenrolar do jogo. Análise mais detalhada.

BD - LSTipo: first person shooter
Jogabilidade: aceitável
Gráficos: 60’s
História: excelente

A imagem é de uma convenção cosplay e recria na perfeição um Big Daddy e a respectiva Little Sister

Qual é a estupidez do novo imposto sobre a “cópia privada”?

É que para o Barreto Xavier e a sua trupe de esfomeados por subsídios ganharem “15 a 20 milhões”, a AGEFE alerta para perdas muitíssimo superiores. Façamos uma brevíssima análise em cima do joelho.

Vencedores:

  • Vendedores estrangeiros dos equipamentos (sites)

Perdedores:

  • Consumidores (que agora terão de ter mais trabalho para comprar o mesmo)
  • Distribuidores e Vendedores de tecnologia (perdem clientes)
  • Alguns trabalhadores naquelas empresas, que irão para o desemprego
  • Governo (ganha 1 imposto, perde IRC, IRS, TSU, IVA, imposto sobre combustíveis,… e subsídios de desemprego que agora terá de pagar)
  • Contribuintes, que agora terão de pagar mais impostos para compensar o ponto anterior

Os artistas não sei se perdem ou ganham. Depende de muitas variantes. Por mim perdem ainda mais, que eu cada vez menos dou 1 cêntimo que seja a peças boçais, filmes insultuosos e textos presos ao século XIX.

Este é um imposto ainda mais idiota que o normal. Parabéns à Amazon.

HARRY

Quer viver sem a Segurança Social? Lembre-se que vive em Portugal

No meu último artigo aqui n’O Insurgente, alguns dos comentadores sugeriram que eu, por ser consultor de previdência, gostaria que ” a Segurança Social não existisse”.
Tal afirmação é errada e desmentida pelo próprio texto – mas em resumo direi apenas que nunca quero o fim de nada, só quero que tudo seja opcional.

Na altura, num dos comentários eu afirmei que “O colapso [da Seg. Social] teria inúmeras desvantagens para as 2 esferas [- pessoal e profissional]”. Sempre no intuito de vos esclarecer melhor, vou agora precisar o que queria dizer na altura.

Pode parecer um sonho libertário não descontar para a Seg. Social (por exemplo, passando actos únicos) e fazer um plano completo com uma seguradora privada para proteger face a situações de perdas de rendimento – baixa, pequena invalidez, invalidez profissional, invalidez absoluta, morte (para a família) e reforma.

Contudo, como vivemos num país socialista, essa atitude é desaconselhável. Na verdade, as próprias companhias que beneficiariam com esse comportamento dificultam-no e, se o leitor não desconta para a Seg. Social, ou pensa em não o fazer, deixo aqui uma palavra de aviso. É que pode correr mal e as companhias podem não pagar os valores a que o leitor pensava ter direito.

Se quer saber se a sua companhia o exclui de algum dos direitos neste caso, não vale a pena ler as “Exclusões”, pois aí não se excluem os que não descontam. Procure antes no capítulo “Garantias” quais as coberturas que exigem essa condição “ser reconhecida previamente pela instituição de Segurança Social pela qual a Pessoa Segura se encontra abrangida“. Geralmente, as coberturas de baixa e de invalidez profissional exigem esse reconhecimento… e esse reconhecimento implica que a pessoa desconte para a SS.

Assim, para viver seguro da forma o mais libertária possível, crie uma empresa, pague a si mesmo um salário mínimo, e desconte para a SS sobre esse salário mínimo. A partir daí, não vale a pena. Até aí vale. Pelo menos enquanto vivermos num país de mentalidade socialista.

imgppal_invalidez

Segurança Social Vs Esquemas Ponzi

Nos últimos dias tenho ouvido diversas pessoas a chamar a Segurança Social de Esquema Ponzi. Pessoalmente, acho isso ofensivo. Por isso escrevo aqui este artigo a defender os esquemas ponzi!

Definição de Ponzi. Afinal, o que é um esquema ponzi? De acordo com a Wikipedia: “envolve o pagamento de rendimentos anormalmente altos aos investidores, à custa do dinheiro pago pelos investidores que chegarem posteriormente, em vez da receita gerada por qualquer negócio real”. Assim, contra a Segurança Social temos:

1. A entrada é forçada. Num esquema ponzi, eu posso ser seduzido por rentabilidades fantásticas a ser ganancioso e colocar as minhas poupanças nas mãos do sedutor. Eu tenho a hipótese de dizer não. No caso da Seg. Social, eu sou obrigado a contribuir.

2. Não tem activos. Fernando Teixeira dos Santos subiu a dívida estatal detida pelo fundo da Seg. Social de 10 para 50%. Vitor Gaspar de 50% para 90%. Para exemplificar as implicações vou dar um exemplo simples. Imagine que todos os dias 1, coloca 100€ num mealheiro. E todos os dias 20 tira os 100€ e coloca um papel em que garante pagar esse dinheiro a si próprio. Todos os dias 1 coloca, todos os dias 20 tira. Ao fim de 2 anos quanto dinheiro lá tem? Zero, claro. Eu posso dever a mim próprio 1 milhão e ser milionário, se assim pudesse ser. Mas um passivo e activo da mesma entidade não vale nada. Pois bem, a Segurança Social é isso que tem: dívidas do Estado a si próprios. Um esquema ponzi tem activos de outras entidades, a Seg. Social já deixou de ter.

3. Quem financia? Num esquema ponzi, os seduzidos contribuem com as suas poupanças e, se não saírem a tempo, perdem o que investiram. Na Seg. Social, os seduzidos colocam as gerações seguintes a pagar, essencialmente condenando as gerações seguintes a uma servidão que não tiveram hipótese de recusar.

4. Duração. Num esquema ponzi usam-se poupanças. Na Seg. Social criam-se dívidas. No esquema ponzi prometem-se grandes rentabilidades (como é opcional, tem que se prometer algo…). Na Seg. Social tem-se por certo que se vai receber menos do que lá se colocou, mas aceita-se esse facto. Junte-se a obrigatoriedade estatal e o instinto de sobrevivência dos políticos, e será fácil compreender a durabilidade da Seg. Social.

Comparação. O que eu queria era que alguém elevasse a Seg. Social a um esquema ponzi. O que seria necessário para essa elevação? Bem, na minha óptica dividir em 3: Pensões Sociais (poupança – reforma), Proteções Sociais (risco – invalidez, sobrevivência, viuvez) e Coesão Social (proteção dos de menos posses). Depois tornar as 2 primeiras pagas pelo indivíduo e a última paga pela taxa sobre as empresas. Depois tornas as 2 primeiras voluntárias: só paga mais um mês quem quiser. E por fim permitir a quem quisesse levantar o dinheiro que tivesse na componente poupança – faseadamente, para não rebentar. Nessa altura, quando fosse voluntária, a Seg. Social seria um esquema ponzi. Até lá, não se pode arrogar a esse título.

Adendas: Stefan Molineux (6min)Napolitano (5min), Stossel (7min), Friedman (3min).

Países Europeus em que não são necessárias auditorias…

São 2. Quem arrisca?

Bem, como podem confirmar aqui e ler neste artigo:

Juntamente com a Suécia, este é o único país europeu onde não são necessárias auditorias regulares de Bruxelas“, referiu o comissário europeu Johannes Hahn, durante a apresentação do acordo de parceria entre Portugal e a Comissão Europeia respeitante aos fundos comunitários para o período 2014-2020.
O comissário, que falava durante uma cerimónia na residência oficial do Primeiro-Ministro, em Lisboa, sublinhou que isso se relaciona com o facto de os sistemas de auditoria em Portugal serem considerados credíveis pelas instituições europeias e lembrou que a Alemanha, que anteriormente tinha também um contrato de confiança, não o conseguiu revalidar desta última vez.

Dinamarca e Finlândia são de desconfiar. Já Portugal…

“há pessoas que deviam ser diabéticos”

Tomas Vasques, no seu Facebook, sobre Diabetes:

O Ministério da Saúde está muito preocupado porque, em 2013, se gastaram 575 mil euros por dia em medicamentos para diabéticos. Sabendo que existem cerca de 1 milhão de diabéticos, em Portugal, significa que cada doente, em média, consumiu em medicamentos 60 cêntimos por dia. Repito 60 cêntimos. Se se preocupassem com os milhões consumidos pelas PPPs, swaps e outras benesses dadas aos bancos, os diabéticos deste país agradeciam.

Comecemos pelos números: Tomas Vasques aponta para este artigo do Público (não riam, vá) para justificar o seu “1 milhão de diabéticos”. Se ele visse o relatório “Diabetes: Factos e Números – 2013″, aqui disponível na página da DGS, ele saberia 2 coisas:

  1. Dos supostos “1 milhão”, como é visível na página 10 do relatório e vem mencionado no artigo do Público, 44% são “não diagnosticados”. Gostava de saber quanto dinheiro é gasto com esses 44% não diagnosticados.
  2. Sobre os 575 mil Euros por dia (ou 210 Milhões por ano): como é visível na página 63 do relatório, esse é apenas um dos custos que o Estado tem com a diabetes, que é estimado ser entre 1250 a 1500 Milhões por ano – 8 a 9% dos gastos com saúde em Portugal.
  3. Se vai usar o argumento do rácio “gasto por cidadão”, porque usar um numerador menor e um denominador maior? Dá mais “pontos” por os números não serem já antes relevantes?

Gostando de ter os números corretos, chamei a atenção. A resposta? Podem ler aqui.

Vou-me ditar, mas antes digo: há pessoas que deviam ser diabéticos.

Superioridade moral? Certo, certo…

E eu, o que desejo para este Jurista, “liberal à moda antiga”? Desejo apenas tempo. Tempo para pensar. Para ser coerente. E porque a questão de fundo aqui é muito mais preocupante que a dos números, ficam algumas questões para ajudar o Tomás a pensar:

  1. Eu também não concordo com os “milhões consumidos pelas PPPs, swaps e outras benesses dadas aos bancos”. Mas o que tem isso a ver com o caso aqui? Então “se se gasta mal em A, tem que se compensar gastando mal em B”?
    Isso é argumento, mesmo para um jurista?
  2. Assumindo que ele não tinha puxado pela e-nésima vez do argumento falacioso anterior, qual é a perspectiva do Tomás sobre a despesa estatal com a saúde? Uma vez criada a rubrica da despesa, é sacrossanta e indiscutível? Nunca se pode descer um cêntimo ou sequer se mostrar preocupação com os valores gastos?
  3. Assumindo que os cortes são impossíveis, a subida da despesa é inevitável. O que acontece quando ela atingir 20% do PIB? E 30%? E 50%? Qual é o limite?
  4. Há alguma preocupação com o modo como o dinheiro é gasto, ou apenas com o atirar mais dinheiro para a rubrica? É discutível em que são gastos os fundos para a saúde em Portugal, ou dá-se sempre preferência ao uso anterior dos fundos?
  5. Assumindo que a preocupação é honesta e não apenas uma jogada para se posicionar, se se preocupa tanto com o tema, o que é que alguma vez fez para ajudar a debelar o problema? Ou o seu apoio é apenas o apelo à “caridade forçada”?

Eu sou da opinião que numa sociedade democrática tudo deve ser discutido.
Eu sou da opinião que numa sociedade de recursos limitados tudo deve ser pesado, e que muitas vezes é possível oferecer mais com menos gastos.
Eu sou da opinião que numa sociedade inclusiva todos devem ser apoiados – e não apenas os diabéticos, e não apenas com o subsidiozinho.
Eu sou da opinião que numa sociedade eficiente, em que o Estado deixasse a sociedade resolver os problemas, mais cuidados de saúde seriam oferecidos a mais pacientes.

O Tomás é da opinião que eu deveria ser diabético.

Wallmart Vs New York Times

Muito curiosa, esta resposta no blog da Wallmart:

90Vamos ver quanto mais tempo contribui o New York Times para o “Tesouro” americano, com os seus valores sem dimensão, apesar de ter inúmeros estagiários a quem paga abaixo do salário mínimo, quando paga.

Políticas de esquerda aumentam desigualdade

The Blue-State Path to Inequality (The Independent Institute, Wall Street Journal):

For those in Washington obsessed with reducing income inequality, the standard prescription involves raising taxes on the well-to-do, increasing the minimum wage, and generally expanding government benefits—the policies characterizing liberal, blue-state governance. If only America took a more “progressive” approach, the thinking goes, leaving behind conservative, red-state priorities like keeping taxes low and encouraging business, fairness would sprout across the land.

Among the problems with that view, one is particularly surprising: The income gap between rich and poor tends to be wider in blue states than in red states. Our state-by-state analysis finds that the more liberal states whose policies are supposed to promote fairness have a bigger gap between higher and lower incomes than do states that have more conservative, pro-growth policies.

Claro que o mito de que o Salário Mínimo, os Impostos altos, e a expansão dos Benefícios Estatais já foi abordada muitas vezes neste blog – não só em termos teóricos (outro, outro), mas também com exemplos concretos como Detroit (e depois…) – mas é sempre bom haver estudos econométricos sobre o coeficiente de Gini.

Ajuda a mostrar o verdadeiro efeito das políticas de esquerda: um empobrecimento geral da sociedade e um enriquecimento apenas dos rentistas que rodeiam o sistema – estatais, sindicais, bancários e construtores, só para citar alguns.

Mário Soares Vs Mário Soares

Mário Soares 2010 (Maio):

“Conheço Pedro Passos Coelho e considero-o um homem muito sensato, lúcido e com um grande sentido de Estado. E o que os políticos precisam de ter nesta altura é um grande sentido de Estado, defendendo sempre o interesse nacional, porque nesta altura é Portugal e a Europa que estão em causa”

As duas caras de Mário Soares e a benção de Passos Coelho, por João Lemos Esteves.

Sic Notícias 2011 (Abril):

Mário Soares admite simpatizar com o líder do PSD e diz que não compreende como é que José Sócrates e Pedro Passos Coelho não se entendem.

Mário Soares 2014 (Junho) – para apoiar António Costa contra Seguro:

“Seguro nunca se identificou com a esquerda e sempre dialogou com o PSD”

Leitura complementar: Como pensa Mário Soares, por Paulo Tunhas.
Alguém tem de ler Mário Soares de vez em quando para depois escrever resumos destes.
O meu obrigado ao Paulo Tunhas por este verdadeiro serviço público.

Uma breve apresentação da lista do PS. Para que haja memória.

Lista PS Europeias

Recolha retirada do Facebook de João Rodrigues.
Para que saibam a gentalha que vai a votos na lista rosa, para complementar este artigo sobre a condenada do Montijo.

E depois do Adeus à Troika?

Até já, o meu artigo para o Diário Económico no 25 de Abril:

Vamos começar com factos, com base no OE2014. As prestações sociais pesam 48% do Orçamento, as despesas com pessoal 22%, os juros sobre a dívida estatal 9%. Em 2013, em plena crise, a massa salarial cresceu 6,3%. Neste século, a mesma massa salarial estatal cresceu cerca de 50%, enquanto que a economia, esmagada pelo peso do Estado, não cresceu.

Mais problemática ainda é a situação demográfica. As prestações sociais estão numa trajectória insustentável de acordo com todos os estudos conhecidos. A causa pode ser vista no OE2014, nas projeções do rácio de dependência dos idosos (população 65+ anos/população 15-64 anos): os 28% de 2014 vão mais que duplicar em 2050. Os “direitos adquiridos” dos que não têm de ser competitivos obrigam a geração mais nova a trabalhar para pagar impostos, não deixando margem para poder financiar a renovação geracional. De acordo com o INE, mais de 40% dos jovens (25-34) portugueses moram em casa dos pais. O número de filhos por casal reduziu-se de 2,25 (1980), para 1,55 (2000) e é agora de 1,28 (2014). A idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho aumentou de 24,7 (1990) para 29,5 (2012).

Esgotada a capacidade de endividamento, esmagado o crescimento económico e exaurida ou expulsa a geração “mais bem preparada de sempre”… quem acha que vamos poder voltar ao festim de quando tínhamos 15% de dívida, reservas auríferas no Top10 mundial, remessas de emigrantes volumosas e uma natalidade saudável… desengane-se e acorde.

Se o País souber cortar em quem não produz riqueza (público e também privado que vive à custa daquele – “rentistas”, na literatura), instituir uma cultura de transparência e meritocracia, liberdade de ação com responsabilidade pelas consequências, e aceitação do risco, tem futuro. Senão, E depois do adeus à Troika?
Até já!

 

Tubarões sobre o momento actual

Para quem acompanha o Shark Tank na Sic Radical, fica aqui um vídeo com eles num intervalo. Interessante saber o que eles pensam sobre o aumento do Estado (negativo), quão difícil é conseguir crédito nesta economia (muito, mesmo com potencial), o aumento da burocracia (enorme), quem merece apoio a construir o seu negócio (corporativistas vs pequenos empreendedores), quem cria valor (burocratas vs empreendedores), …
Pena o som, mas conteúdo muito interessante.

Um curso é sempre algo positivo, certo?

Nope. Há cursos que mais valia a pena não terem sido estudados. Nos EUA agora fizeram um estudo sobre quais os cursos que fazem perder mais dinheiro aos estudantes respectivos:

These U.S. Colleges and Majors Are the Biggest Waste of Money

Cheios de pessoas que acham que merecem mais do que na verdade merecem, estes cursos estão. Um dia talvez até tentem arranjar uma entidade que force os restantes cidadãos a pagarem-lhes aquilo que eles pensam merecer. Uma pessoa pode até sentar-se a imaginar se isso terá consequências políticas…

Exemplo de como fazer a diferença com o IRS

No anexo H existe um espaço, como podem ver na imagem abaixo, para deixar para a vossa ONG IPSS preferida. Ao preencher o IRS, usem o campo da Consignação de 0,5% do IRS. Não vos custa nada e é dinheiro que certamente será melhor gasto do que se não o preencherem.

Um dos ex que sugiro para preencher é a Helpo, uma IPSS como o número 507 136 845.
Fiquem com um exemplo recente de construção de uma estruturas escolar:

Fica aqui a sugestão, nesta fase em que se aproxima a entrega obrigatória do IRS.

PS para Europeias

O PS decidiu limpar a lista de candidatos às Europeias, retirando quem agora assume (!) que não tinha perfil. Muito bem: admitir um erro pode ser o primeiro passo para a cura.
E então, como é a nova lista?

Pois bem, Seguro selou a lista e ela está cheia de nomes… interessantes. Para começar, diversos desses nomes estiveram no processo de estouranço de dinheiro que levou Portugal a ficar de joelhos perante a Troika – um bom presságio certamente. Mas para mim o mais curioso é que no lugar que está verdadeiramente em causa (dou por garantido que os primeiros entram) e que o próprio PS no 1º link dá como objectivo – o 10º lugar – encontro alguém que mostra bem o modo de estar do PS na política.

Maria Amélia Antunes foi condenada por Peculato em 2005. Podem ler mais aqui e a satisfação do PCP aqui. Leiam por exemplo a pérola:

O PCP entendeu que houve abuso de meios camarários na publicação de uma revista distribuída com um jornal local em vésperas de eleições autárquicas com propaganda do Partido Socialista.

O PCP acha que houve abuso de meios. O tribunal concordou e condenou. E esta é a pessoa que vai no lugar em disputa, considerado pelo PS como o de fronteira.

Maria Amelia AntunesPor isso, caro eleitor, quando for votar nas Europeias, se considerar e estiver indeciso entre votar PS ou não, pense: “O Assis está eleito… Este voto é para eleger – ou não – a Maria Amélia… A tal do peculato… Hmmmmmmmm…”
Bem, e que tal… Não!

Vivemos em Socialismo, ou não?

Há uma certa limitação em alguns cérebros de esquerda, ora dá para achar que José Sócrates deu “baile” no seu mais recente comentário dominical, ora dá para escrever disparates destes.

Vamos primeiro clarificar conceitos: um governo economicamente Liberal reduziria o peso do estado na Economia, a carga fiscal e a dívida pública. Por oposição, um governo economicamente Socialista faria o contrário: mais estado na Economia, mais carga fiscal, e mais dívida pública. E João José Cardoso deveria ter noção desta separação.
E que, claro, Bruno Maçães se referia a esta classificação e não a uma dominância do PS (que não, não esteve 35 anos no poder, pois é preciso que alguém vá lá de vez em quando para pagar as contas e tirar o país do controlo do FMI) e dos seus aliados de “esquerda” (i.e., extrema esquerda, pois se ouvirmos os discursos de Portas e do Conselho Nacional do PSD rapidamente concluímos que, mesmo aí, o Estado é a solução para quase tudo).

Em termos económicos portanto, todos os governos do pós-25 de Abril foram de esquerda. Bem podem Cavaco ou PPC prestar “lip service” ao Liberalismo (aliás, até Sócrates o fez por vezes), a verdade é que todos – todos – aumentaram o peso do estado no PIB, a carga fiscal e a dívida estatal.

Mas mais do que isso, o preocupante é a forma como se argumenta em Portugal. Defender que o Estado pura e simplesmente não se meta em mais um assunto – seja o horário do comércio, seja a utilização de frequências 4G, seja a utilização de sal no pão – é sinónimo de extremismo ou, no mínimo, de falta de consideração e de compaixão pelos concidadãos. Se há crise, não deverá o estado tomar medidas energéticas para a resolver? Se há pessoas apoiadas pela Caritas ou pelo Banco Alimentar, não deverá o Estado tentar substituir-se a estas, pois nunca é de confiar em organizações privadas? A sério, a mentalidade deste país é tal, que o que eu discuto com liberais europeus neste país por vezes nem consigo explicar a uma pessoa comum (para já não falar de ideológicos empedernidos).

Sobre Hitler, creio que Daniel Hannan já bateu bastante no ceguinho.

Sobre o que provocou a crise: numa economia 50/50 como a nossa – ou seja, em que metade da economia é estado (socialista), metade é privada (capitalista) – pode-se fazer confusão se uma pessoa não acompanha as notícias e não presta atenção ao que se passa. O que provocou esta crise na Europa em geral e em Portugal em particular foi:

  1. O Estado fez vida de rico, gastando o que não tinha em PPPs de luxo (estradas novinhas que nunca tiveram muito uso, por exemplo), em aeroportos no meio do nada (em termos de população para alimentar um aeroporto, em Beja não moram 10% do mínimo dos mínimos), e em obras do parque escolar que eram verdadeiramente surreais e luxuosas. Podem ver mais detalhes nesta minha recolha.
  2. Para pagar tais devaneios, Sócrates não só fez crescer a dívida, como promoveu uma desorçamentação épica – com inúmeras contas que o Estado era responsável por pagar fora do número oficial – ao ponto de perder toda e qualquer credibilidade junto de quem lhe emprestava dinheiro (os “mercados”… que não passam de financeiros internacionais que até demoraram a reagir).
    Detalhe: Sócrates agarra-se sempre nos seus comentários ao facto de ter saído ainda com uma dívida oficial relativamente baixa e só PPC a ter aumentado. Canalha. Então e ter saído sem dinheiro nas contas correntes? Então e as PPP que ele deixou cujos pagamentos eram baixas nos anos dele e altas logo a seguir? Então e o salvamento aos bancos em que ele nos meteu – ao contrário do que aconselhavam os liberais? Então e as dívidas deixadas a fornecedores?
    Sobre este tema, por favor releiam o artigo do Carlos Guimarães Pinto.
  3. Após a perda de credibilidade, algumas torneiras começaram-se a fechar, Sócrates virou-se para Kadafi e afins, até chegar ao ponto que poucos emprestavam, os juros da dívida começaram a subir, o juro tornou-se insuportável, ele teve que se ajoelhar diante da Troika para ter dinheiro a juros razoáveis, e em desespero teve que começar a austeridade ele próprio – algo que ele negara mais de 3 vezes anteriormente.

Se Portugal, França e Itália não são países socialistas – com níveis de gastos públicos semelhantes aos nórdicos e ainda com a agravante de termos menos liberdades do que naqueles (Flexissegurança na Dinamarca e liberdades no ensino um pouco pelos diversos países, por exemplo) – eu na verdade não sei o que são países socialistas. Aparentemente, só a Coreia do Norte e Cuba cabem nos critérios apertados do João José.

Bem prega Frei Tomás… (Juízes e seus amores pela Igualdade)

Juízes exigem blindagem dos seus vencimentos:

Magistrados propõem à ministra autonomizar o seu estatuto remuneratório face à Função Pública. Admitem cortes, mas apenas transitórios, nunca por mais que um ano e nunca superiores a 3%.

Os juízes pediram à ministra da Justiça que blinde o seu estatuto remuneratório para que possam receber um salário correspondente às suas funções e livre de mudanças por lei orçamental. Numa proposta enviada a Paula Teixeira da Cruz esta semana, a que o Económico teve acesso, a Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) exige que o Estatuto dos Magistrados Judiciais seja revisto no sentido de o separar de qualquer remissão para o regime da Função Pública e dos titulares de cargos político, de forma a ter um regime autónomo. “A Constituição ou o estatuto devem blindar o regime remuneratório dos juízes”, disse ao Económico o presidente da ASJP, Mouraz Lopes.

Uma atitude inqualificável. Mostra  bem a (falta de) qualidade da justiça em Portugal, o corporativismo reinante no sector e a atitude face ao princípio da igualdade.

São uns vendidos, peseteiros e um bom exemplo de como chegamos aqui. Tenho dito.