Sobre Ricardo Campelo de Magalhães

Economista Austríaco. Consultor de Previdência Privada.

Tubarões sobre o momento actual

Para quem acompanha o Shark Tank na Sic Radical, fica aqui um vídeo com eles num intervalo. Interessante saber o que eles pensam sobre o aumento do Estado (negativo), quão difícil é conseguir crédito nesta economia (muito, mesmo com potencial), o aumento da burocracia (enorme), quem merece apoio a construir o seu negócio (corporativistas vs pequenos empreendedores), quem cria valor (burocratas vs empreendedores), …
Pena o som, mas conteúdo muito interessante.

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Um curso é sempre algo positivo, certo?

Nope. Há cursos que mais valia a pena não terem sido estudados. Nos EUA agora fizeram um estudo sobre quais os cursos que fazem perder mais dinheiro aos estudantes respectivos:

These U.S. Colleges and Majors Are the Biggest Waste of Money

Cheios de pessoas que acham que merecem mais do que na verdade merecem, estes cursos estão. Um dia talvez até tentem arranjar uma entidade que force os restantes cidadãos a pagarem-lhes aquilo que eles pensam merecer. Uma pessoa pode até sentar-se a imaginar se isso terá consequências políticas…

Exemplo de como fazer a diferença com o IRS

No anexo H existe um espaço, como podem ver na imagem abaixo, para deixar para a vossa ONG IPSS preferida. Ao preencher o IRS, usem o campo da Consignação de 0,5% do IRS. Não vos custa nada e é dinheiro que certamente será melhor gasto do que se não o preencherem.

Um dos ex que sugiro para preencher é a Helpo, uma IPSS como o número 507 136 845.
Fiquem com um exemplo recente de construção de uma estruturas escolar:

Fica aqui a sugestão, nesta fase em que se aproxima a entrega obrigatória do IRS.

PS para Europeias

O PS decidiu limpar a lista de candidatos às Europeias, retirando quem agora assume (!) que não tinha perfil. Muito bem: admitir um erro pode ser o primeiro passo para a cura.
E então, como é a nova lista?

Pois bem, Seguro selou a lista e ela está cheia de nomes… interessantes. Para começar, diversos desses nomes estiveram no processo de estouranço de dinheiro que levou Portugal a ficar de joelhos perante a Troika – um bom presságio certamente. Mas para mim o mais curioso é que no lugar que está verdadeiramente em causa (dou por garantido que os primeiros entram) e que o próprio PS no 1º link dá como objectivo – o 10º lugar – encontro alguém que mostra bem o modo de estar do PS na política.

Maria Amélia Antunes foi condenada por Peculato em 2005. Podem ler mais aqui e a satisfação do PCP aqui. Leiam por exemplo a pérola:

O PCP entendeu que houve abuso de meios camarários na publicação de uma revista distribuída com um jornal local em vésperas de eleições autárquicas com propaganda do Partido Socialista.

O PCP acha que houve abuso de meios. O tribunal concordou e condenou. E esta é a pessoa que vai no lugar em disputa, considerado pelo PS como o de fronteira.

Maria Amelia AntunesPor isso, caro eleitor, quando for votar nas Europeias, se considerar e estiver indeciso entre votar PS ou não, pense: “O Assis está eleito… Este voto é para eleger – ou não – a Maria Amélia… A tal do peculato… Hmmmmmmmm…”
Bem, e que tal… Não!

Vivemos em Socialismo, ou não?

Há uma certa limitação em alguns cérebros de esquerda, ora dá para achar que José Sócrates deu “baile” no seu mais recente comentário dominical, ora dá para escrever disparates destes.

Vamos primeiro clarificar conceitos: um governo economicamente Liberal reduziria o peso do estado na Economia, a carga fiscal e a dívida pública. Por oposição, um governo economicamente Socialista faria o contrário: mais estado na Economia, mais carga fiscal, e mais dívida pública. E João José Cardoso deveria ter noção desta separação.
E que, claro, Bruno Maçães se referia a esta classificação e não a uma dominância do PS (que não, não esteve 35 anos no poder, pois é preciso que alguém vá lá de vez em quando para pagar as contas e tirar o país do controlo do FMI) e dos seus aliados de “esquerda” (i.e., extrema esquerda, pois se ouvirmos os discursos de Portas e do Conselho Nacional do PSD rapidamente concluímos que, mesmo aí, o Estado é a solução para quase tudo).

Em termos económicos portanto, todos os governos do pós-25 de Abril foram de esquerda. Bem podem Cavaco ou PPC prestar “lip service” ao Liberalismo (aliás, até Sócrates o fez por vezes), a verdade é que todos – todos – aumentaram o peso do estado no PIB, a carga fiscal e a dívida estatal.

Mas mais do que isso, o preocupante é a forma como se argumenta em Portugal. Defender que o Estado pura e simplesmente não se meta em mais um assunto – seja o horário do comércio, seja a utilização de frequências 4G, seja a utilização de sal no pão – é sinónimo de extremismo ou, no mínimo, de falta de consideração e de compaixão pelos concidadãos. Se há crise, não deverá o estado tomar medidas energéticas para a resolver? Se há pessoas apoiadas pela Caritas ou pelo Banco Alimentar, não deverá o Estado tentar substituir-se a estas, pois nunca é de confiar em organizações privadas? A sério, a mentalidade deste país é tal, que o que eu discuto com liberais europeus neste país por vezes nem consigo explicar a uma pessoa comum (para já não falar de ideológicos empedernidos).

Sobre Hitler, creio que Daniel Hannan já bateu bastante no ceguinho.

Sobre o que provocou a crise: numa economia 50/50 como a nossa – ou seja, em que metade da economia é estado (socialista), metade é privada (capitalista) – pode-se fazer confusão se uma pessoa não acompanha as notícias e não presta atenção ao que se passa. O que provocou esta crise na Europa em geral e em Portugal em particular foi:

  1. O Estado fez vida de rico, gastando o que não tinha em PPPs de luxo (estradas novinhas que nunca tiveram muito uso, por exemplo), em aeroportos no meio do nada (em termos de população para alimentar um aeroporto, em Beja não moram 10% do mínimo dos mínimos), e em obras do parque escolar que eram verdadeiramente surreais e luxuosas. Podem ver mais detalhes nesta minha recolha.
  2. Para pagar tais devaneios, Sócrates não só fez crescer a dívida, como promoveu uma desorçamentação épica – com inúmeras contas que o Estado era responsável por pagar fora do número oficial – ao ponto de perder toda e qualquer credibilidade junto de quem lhe emprestava dinheiro (os “mercados”… que não passam de financeiros internacionais que até demoraram a reagir).
    Detalhe: Sócrates agarra-se sempre nos seus comentários ao facto de ter saído ainda com uma dívida oficial relativamente baixa e só PPC a ter aumentado. Canalha. Então e ter saído sem dinheiro nas contas correntes? Então e as PPP que ele deixou cujos pagamentos eram baixas nos anos dele e altas logo a seguir? Então e o salvamento aos bancos em que ele nos meteu – ao contrário do que aconselhavam os liberais? Então e as dívidas deixadas a fornecedores?
    Sobre este tema, por favor releiam o artigo do Carlos Guimarães Pinto.
  3. Após a perda de credibilidade, algumas torneiras começaram-se a fechar, Sócrates virou-se para Kadafi e afins, até chegar ao ponto que poucos emprestavam, os juros da dívida começaram a subir, o juro tornou-se insuportável, ele teve que se ajoelhar diante da Troika para ter dinheiro a juros razoáveis, e em desespero teve que começar a austeridade ele próprio – algo que ele negara mais de 3 vezes anteriormente.

Se Portugal, França e Itália não são países socialistas - com níveis de gastos públicos semelhantes aos nórdicos e ainda com a agravante de termos menos liberdades do que naqueles (Flexissegurança na Dinamarca e liberdades no ensino um pouco pelos diversos países, por exemplo) – eu na verdade não sei o que são países socialistas. Aparentemente, só a Coreia do Norte e Cuba cabem nos critérios apertados do João José.

Bem prega Frei Tomás… (Juízes e seus amores pela Igualdade)

Juízes exigem blindagem dos seus vencimentos:

Magistrados propõem à ministra autonomizar o seu estatuto remuneratório face à Função Pública. Admitem cortes, mas apenas transitórios, nunca por mais que um ano e nunca superiores a 3%.

Os juízes pediram à ministra da Justiça que blinde o seu estatuto remuneratório para que possam receber um salário correspondente às suas funções e livre de mudanças por lei orçamental. Numa proposta enviada a Paula Teixeira da Cruz esta semana, a que o Económico teve acesso, a Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) exige que o Estatuto dos Magistrados Judiciais seja revisto no sentido de o separar de qualquer remissão para o regime da Função Pública e dos titulares de cargos político, de forma a ter um regime autónomo. “A Constituição ou o estatuto devem blindar o regime remuneratório dos juízes”, disse ao Económico o presidente da ASJP, Mouraz Lopes.

Uma atitude inqualificável. Mostra  bem a (falta de) qualidade da justiça em Portugal, o corporativismo reinante no sector e a atitude face ao princípio da igualdade.

São uns vendidos, peseteiros e um bom exemplo de como chegamos aqui. Tenho dito.

Thought Police – um pequeno passo, por Obama

Via Fox News: Thought Police: Firms must swear ObamaCare not a factor in firings:

Firms will be required to certify to the IRS – under penalty of perjury – that ObamaCare was not a motivating factor in their staffing decisions. To avoid ObamaCare costs you must swear that you are not trying to avoid ObamaCare costs. You can duck the law, but only if you promise not to say so.

Claro, a Fox News é a Fox News. Mas ainda assim, acho que para a administração americana é um novo ponto baixo. Nunca tanta incompetência foi mascarada com tanto afinco e determinação.

Capucho expulsa Capucho

Carlos Sá Carneiro relembra no Facebook:

Para quem gosta mais de História do que de histórias:

A sanção disciplinar que prevê a “cessação de inscrição no Partido [PSD] do militante que se apresente em qualquer acto eleitoral (…) em candidatura adversária da candidatura apresentada ou apoiada pelo PPD/PSD” foi aprovada no XIX Congresso Nacional do PSD, realizado em 1996.

A Comissão Política Nacional que propôs esta alteração aos estatutos era composta, entre outros, por Marcelo Rebelo de Sousa (Presidente), José Pacheco Pereira, Manuela Ferreira Leite, António d´Orey Capucho (Vice-Presidentes) e Rui Rio (Secretário-Geral).

Quem tenha ouvido as notícias sobre as expulsões mais recentes no PSD nem imaginaria.
Devia pensar que a lei era só para aplicar aos outros…

José Saramago, o Censor Vermelho

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Como o Rui Carmo ontem aqui publicitou ontem, Pedro Marques Gomes escreveu um livro que recomendo sobre o que o “democrata” Saramago.

Nele se descreve como Saramago, durante 1975, exerceu censura ao ponto de exigir a já conhecida “violência revolucionária”, mas também identifica o censor como o “iniciador” do processo de afastamento de jornalistas, no “Verão Quente”.

Queriam ler mais sobre o assunto, não queriam?
Gostavam de ler o livro que descreve todo o processo em detalhe, com múltiplos relatos de jovens jornalistas da época que hoje se sentem à-vontade para falar do ambiente “tenso” e persecutório da época, certo?

Pois bem, a Global Notícias não. Num atentado claro à liberdade de imprensa e de expressão, a Global Notícias. Segundo a Lusa - aqui replicada pelo Sol - a Aletheia afirmou que “A carta que nós recebemos, obriga-nos a retirar o livro do mercado sob pena de a Global Notícias recorrer a todos os meios judicias e extrajudiciais disponíveis”, disse à Lusa fonte da editora.

Lápis vermelhoNum estado democrático, onde uma das Conquistas de Abril – tão badaladas pelo próprio partido em que Saramago tantos anos votou e publicamente apoiou – é a Liberdade de Expressão, é no mínimo vergonhosa esta atitude, que qualquer democrata deve repudiar. Fazer censura a um livro sobre o lápis vermelho é o pináculo de toda um modo de ver o mundo que interessa ao máximo expor e derrotar. Por uma questão de princípio e de valores.

Espero a reacção pública da Global Notícias (de recuo) e, em breve, poder ler o livro.

Mais uma facada de realidade no Socialismo Europeu

Depois da França sucumbir ao “ultra-neo-liberalismo” (a.k.a. realidade), e da UGT ter vindo com uma conversa estranha, também a esquerda Italiana anda com práticas “fascistas”:
Itália lança a maior vaga de privatizações desde os anos 90

PS: claro que a posição fascista seria controlar tudo e não privatizar, mas estou aqui a usar o outro significado, usado por quem é demasiado preguiçoso intelectualmente para perceber a diferença colossal entre fascismo e liberalismo… ou até mesmo ultra-liberalismo/anarco-capitalismo.

Marinho Pinto Vs Paulo Rangel

Estava eu a ler o artigo “Pela elevação da política” sobre o Marinho Pinto ser o cabeça de lista do MPT e pensei: “espera, o do PSD não vai ser o Rangel?…”, “Ah, Ricardo, como era aquele vídeo…”. Depois fui ao YouTube e hesitei: procuro por “Marinho Pinto Paulo Rangel” ou por “Marinho Pinto acaba quase à estalada”? E depois vou: “Oh, é a mesma coisa”! Fiquem com o vídeo e divirtam-se:

Vai ser uma campanha curta, mas animada.

Igualdade para casos iguais? (Limiano sobre a Co-adopção)

Eu discordo do Alexandre HC - e uso o artigo dele como base e não o de outros porque a esquerda, como de costume, nem organizar argumentos consegue.

1. Institucionalmente: Claro que a JSD apresentou esta proposta tarde. Fê-lo porque sabe contar, sabia que iria perder a votação no parlamento, e acredita que a votação no país será diferente da que ocorreria em Lisboa. Foi certamente a única hipótese de ver os seus valores vencerem – sendo portanto uma posição por primado de valores.
Irresponsável… não me parece que seja – e claramente há inúmeras decisões mais irresponsáveis que esta. Porque é que “não há memória de uma proposta de referendo tão irresponsável quanto esta”? Porque a AR ouviu “diversas entidades” certamente carregadas de “especialistas”? Porque foi usada como bloqueio a uma alteração legislativa que se pensava imparável? Porque o Paulo Portas não foi ouvido? Porque se convocou um referendo? Numa casa carregada de truques e tiques formais, estranho a celeuma.

2. Ilegalidade: Se a proposta fosse ilegal, porque vai em frente. Obviamente, não é ilegal. Precisa de ser trabalhada, é certo, mas depois de ver um Orçamento Rectificativo em Janeiro, um cidadão comum nem deve pestanejar com a falta de preparação das “elites” que “dirigem” as economias ocidentais. Quanto ao objectivo da JSD não é certamente “lançar a confusão” e muito menos  a “incompetência”, mas isso deixo aos comentadores.

3. Princípio: Quando eu estudei Direito, dizia-se que Igualdade era “tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que eles se desigualam“. Se os “casais” não são iguais (como o próprio Alexandre HC afirma no início do parágrafo), não têm de ser tratados de forma igual, por definição.

4. Preconceito: As candidaturas à co-adopção são julgadas também por rendimentos e por equilíbrio psicológico. Em si, estas distinções também são preconceitos. Uma criança pode viver pobre mas feliz e preferir essa opção. Outras podem ter tido experiências em instituições de tal modo que prefeririam ser adoptadas mesmo que por pessoas desequilibradas (para já não falar das que até sejam masoquistas). Não permitir essas opções também são preconceitos. Acontece que esses preconceitos têm justificação. E o papel de quem legisla é (ou deveria ser…) avaliar quais são os preconceitos naturais e os injustificados. Rejeitar todo o conceito de avaliação de preconceitos à partida, a mim, parece-me exagerado e, a prazo, perigoso.

5. Casos: Certamente gerará casos insólitos. E faz parte da argumentação socialista sempre que se pretende alargar o estado e não se encontrem argumentos a favor suficientes explorar meia dúzia de casos ao mais Dantesco detalhe. Charles Murray já avisou os liberais sobre isso e seguindo o seu exemplo, eu gostaria apenas de perguntar: Resolverá a lei completamente esses casos insólitos? E não gerará a aprovação da lei também casos insólitos? Quem estará depois lá para reportar esses casos insólitos?

6. “E há casais que reúnem esse perfil [adequado para dar às crianças as condições de vida que elas merecem, num seio familiar], independentemente da sua composição e orientação sexual.” Respeitosamente discordo. Não na minha concepção de família.
É uma opinião. Como a do Alexandre HC e como a de muitos outros. Mas na minha opinião essa união não é uma família. E se eles se quiserem unir, escusam de obrigar uma criança sem noção desses conceitos a ser exposta a esse tipo de situações.

7. Tudo isto significa que o que vai a referendo não é a igualdade, a democracia “liberal” ou outro princípio basilar qualquer. Vai a concepção de família que queremos passar a algumas crianças. E eu como Limiano já sei como vou votar.

PS: E sobre o facto de “Ah, e tal, e diz-se ele liberal”

  1. Liberal significa que tenho o direito de escolher o meu conjunto de valores.
  2. De todos os valores existentes, eu sigo os que me foram ensinados e não tenho de ouvir (ou ler) insultos por isso. Isto não é o Blasfémias e portanto comentários vazios de conteúdo serão eliminados.
  3. E o custo? Sim, é uma tragédia que se gaste dinheiro num referendo, numa época destas, e logo num assunto destes. Mas na AR deu-lhes uma de Rahm Emanuel e foi este tema como poderia ser outro. Ainda espero pelo aborto pós-Natal
  4. O que está aqui em causa nem é usar o Estado para impedir as crianças de viver com as pessoas com quem estão, nem é prender quem seja contrário aos meus valores. É simplesmente evitar a glorificação de um estilo de vida que eu, de todo, não acho de acordo com a lei natural.

Familia

“Portugal é o país que mais defende a ‘troika’ entre os resgatados”

Ronaldo Vs Mourinho

Hollande em 2014 compreendeu que apostar no social implica ter políticas que tornem o modelo sustentável. E em Portugal?

Há uns meses atrás, em Agosto, Mourinho desprezou Ronaldo. Questionado sobre a sua reação, Ronaldo respondeu com o velho adágio “Não cuspo no prato em que como“. Pessoalmente, sempre acreditei nessa máxima. Acredito que uma empresa que critique os seus clientes, um funcionário que critique o seu gestor ou um governo que critique os seus credores na praça pública não só demonstra uma falha de carácter como, a prazo, compromete o pão sobre a sua mesa.

(Ler o meu artigo de hoje no Diário Económico completo)

John McCain censurado por Rep-AZ

Seeing Red AZ: John McCain subject of censure vote by GOP leadership & Update.

Maricopa County Republican Briefs. And County Map.

Free Republic: Sen. John McCain Faces Censure from Arizona for “Terrible Record”.

BE IT HEREBY RESOLVED that the Maricopa County Republican leadership censures Senator McCain for his continued disservice to our State and Nation, and

BE IT FURTHER RESOLVED that until he consistently champions our Party’s Platform and values, we, the Republican leadership in Arizona will no longer support, campaign for or endorse John McCain as our U.S. Senator.

Finalmente. Já era tempo de perseguir este NeoCon.

The Fall of France

Newsweek, sobre a República que é a inspiração de Tó Zé Seguro. Excerpto:

From a senior United Nations official who is now based in Africa: “The best thinkers in France have left the country. What is now left is mediocrity.”

From a chief legal counsel at a major French company: “France is dying a slow death. Socialism is killing it. It’s like a rich old family being unable to give up the servants. Think Downton Abbey.”

Taxe de luxe

O Diabo está nos detalhes (post final sobre Sócrates e Eusébio)

Carlos Sá Carneiro sobre Jorge Patrão e a sua “defesa” de Sócrates:

E finalmente apareceu o Colega que faltava: Jorge Patrão, irmão de Luís Patrão, vem dizer que quando chegou à escola “Sócrates estava lá a comemorar”. E diz mais: “Nós morávamos no centro histórico da Covilhã e a escola ficava a muito poucas centenas de metros das nossas casas. Por isso, fosse em que dia fosse, houvesse aulas ou não, estivéssemos de férias ou não, fazíamos de um dos pátios da esc…ola o nosso lugar de encontro habitual”. Depoimento detalhado q.b. Mas Sócrates, no seu relato do “momento”, igualmente detalhado q.b., veio dizer que, quando saiu de casa, Portugal estava a perder 3-0 (ou seja, saiu entre o minuto 23 e o minuto 27). Foi ouvindo os gritos dos golos de Portugal no caminho para a escola e, quando lá chegou, Portugal já estava a ganhar (sendo que, o quarto golo de Portugal, foi marcado ao minuto 60). Ao que se soma 15 minutos de intervalo. Mesmo com 9 anos, demorar mais de 45 minutos para percorrer “muito poucas centenas de metros” é obra. A menos que se tenha perdido no caminho para a escola…. O diabo está sempre nos detalhes.
sol-capa-socrates

Muito bom. Melhor, nem que eu pagasse. Bem pode Paulo Pinto (Jugular) desvalorizar (em 6 longos parágrafos) ou Miguel Abrantes (Corporativo) atacar a pessoa do João Figueira, o que é facto é que esta foi a frase mais ouvida de um Sócrates em queda de audiências há já algum tempo.

Artigos anteriores:

Se non è vero, è ben trovato (Sócrates e aquele jogo com o Eusébio)

O meu artigo de ontem sobre Sócrates e o histórico jogo de Eusébio gerou alguma polémica na blogosfera e nas redes sociais. Ocorrem-me o blog de Domingos Amaral e o facebook da Otília Gradim por um lado e Vitor Cunha e João Miranda no Blasfémias e os nossos Bruno Alves e Maria João por outro.

A questão aqui levantada é a veracidade das memórias de Sócrates. Devo eu deixar passar incólume o incidente por não poder confirmá-lo a 100%, ou arriscar a reputação dos media alternativos, confirmando os “perigos da internet”, nas palavras do Domingos?

O meu artigo está no link e não foi alterado. Está publico e foi visto mais de 10.000 vezes desde que foi publicado. Nele, assinalei a categoria “humor” e em nenhum momento afirmei estar 100% certo do seu conteúdo.  Não sou jornalista de investigação e o meu trabalho é outro. Apenas levantei uma hipótese que era não só engraçada – e eu escrevo primariamente porque gosto de o fazer – mas também verosímil. E 2.800 pessoas acharam interessante o suficiente para partilhar no Facebook. Coincidência?

Conhecendo a personagem… ao sábado… à tarde… em Julho… em dia de jogo de mundial com o Eusébio… no tempo do Fátima, Futebol e Fado…

Claro que seria sempre possível que o professor de 66 detestasse futebol e marcasse actividades precisamente para aquele sábado. Ou que a Mocidade Portuguesa tivesse marcado uma actividade e que Sócrates antes de chegar ao PS tivesse começado a sua vida ideológica não na JSD (da qual foi um dos fundadores - podem comprovar aqui) mas numa presença assídua e empenhada na Mocidade Portuguesa! Ou até que, como afirma a Inês Meneses, andasse no liceu aos 8. Tudo hipóteses que não neguei à primeira.

Mas João Figueira, ex-jornalista e colega de Sócrates na escola, afirmou ao CM (citado na Caras!) (confirmado via Facebook) que se lembra bem do jogo (afinal, quantos houve assim?) e que nesse dia estava de férias, como seria de esperar. Sócrates, contacto pelo CM, desligou no telemóvel e não respondeu às mensagens (CM, edição papel). Pois. “Se non è vero, è ben trovato”, mas afinal diz quem sabe que era mesmo “vero”.

E qual a relevância deste episódio? É uma questão de personalidade. É que este homem nem sobre memórias de infância é fiável! Filósofo? Presidenciável? Nem jardineiro!

Socrates - o animal feroz