Os mandatários do partido unipessessoal de Rui Tavares

Segundo o Público

São dois nomes bem conhecidos dos portugueses. O psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz e o sociólogo e professor catedrático jubilado Boaventura de Sousa Santos, são os mandatários do Livre Tempo de Avançar para a campanha às eleições legislativas de Outubro. No primeiro caso, é o mandatário pelo Porto; no segundo, por Coimbra.

Manuel Luís Goucha, Cristina Ferreira e Jorge Jesus também são outros nomes bem conhecidos dos portugueses.

Medina ajuda os carenciados

medina

Câmara de Lisboa dá a mão à Fundação Ricardo Espírito Santo.

Para nos lembrarmos que  a função do estado – poder central e local – é  ajudar as fundações.

Compreender o putinismo XXVII

Putin

Geórgia, a renovada linha da frente da guerra na Ucrânia.

Last week, Russia completed its latest land-grab in Georgia. Having interfered in, and, ultimately, illegally occupied, the province of South Ossetia since the early 1990s, Russia has gradually consolidated its position, erecting barbed-wire fencing and expensive CCTV equipment to supervise its area of control.

The most recent operation has pushed the so-called “Republic of South Ossetia” a further 300 metres (980 feet) into Georgia, splitting farms in half and bringing a kilometre-long portion of BP’s Baku-Supsa pipeline, which carries oil from Azerbaijan to the Black Sea, under Russia’s control.

Georgia’s main east-west highway is now only 950 metres from an area now securitised by the Russian army.

The strategic value to Russia of the country having such a strong hold on energy flows from the Caspian to the Black Sea, as well as holding a key vantage point over Georgia’s east to west traffic flows and troop movements, is clear for all to see.

What’s less clear, however, is why the European Union and the United States have been so muted in recent months.

Russia has not been shy in signposting its intentions. Indeed, their latest territorial incursion follows an agreement signed in March between Vladimir Putin and the breakaway region’s President Leonid Tibilov aimed at further assimilating South Ossetia into the Russian Federation and harmonising defence and economic policy between the two.

With Russia on the verge of orchestrating a Crimea-style annexation of South Ossetia, the expansion of territory makes a lot of sense to Moscow.

Leitura complementar, If Europe is from Venus, then Russia is from Mars.

 

Saí um Nobel para Blatter

putinblatter

 

Relações que fazem sentido e que dão frutos.

Russian president Vladimir Putin believes FIFA president Sepp Blatter is worthy of the Nobel Prize.

“I think people like Mr. Blatter or the heads of big international sporting federations, or the Olympic Games, deserve a special recognition.” Putin said on a Swiss television station, according to Reuters. “If there is anyone who deserves the Nobel prize, it’s those people.”

Putin also said he doesn’t believe Blatter is personally guilty of corruption despite a widespread corruption scandal engulfing FIFA.

Estão avisados

kim

América, o Inverno está a chegar.

North Korea would “leave no Americans alive” should the two countries again meet on the battlefield, the hermit country’s leader, Kim Jong-un, threatened on Monday.

The country is in the midst of celebrating the 62nd anniversary of the armistice agreement that put a decades-long freeze on the Korean War. A peace treaty was never signed and Pyongyang has continued to celebrate the agreement as a victory in the war.

On Monday, after a weekend of pompous speeches by the reclusive country’s leaders, the streets in its capital city were decked with flags and banners as crowds cheered its “victory over U.S. imperialism.”

 

 

Toma, embrulha e aprende

As pessoas – principalmente as mulheres ocidentais, com óbvias manias de superioridade  – têm que respetar a diversidade, as especificidades culturais e legais de países como o Irão ou a Arábia Saudita.

Leitura Dominical

Costa e castigo, a opinião de Alberto Gonçalves no DN.

Não era difícil prever o desastre que é António Costa. Os primeiros indícios chegaram com o culto da “inteligência” caseira, que se destaca pela portentosa falta da dita e atabalhoadamente tentou converter um amorfo funcionário do PS no D. Sebastião de 2014. Os sinais acentuaram-se durante o combate contra Seguro, raro momento em que, por comparação, este se assemelhou a um estadista promissor ou, vá lá, a um ser vivo. Chegado à liderança do partido, o dr. Costa continuou a provar com espantosa frequência que a inabilidade na gestão de uma autarquia não basta para governar um país. Não era difícil prever o desastre: difícil era adivinhar a respectiva dimensão.

Comentadores magnânimos atribuem o fiasco a factores externos, da prisão de Sócrates ao advento do Syriza. Na sua generosidade, esquecem-se de acrescentar que, sozinha, a brutal inépcia do dr. Costa, que possui a firmeza da esparguete cozida, transformou cada eventual obstáculo numa cordilheira inultrapassável.

Sobre Sócrates, o dr. Costa começou tipicamente por avaliar mal o “sentimento” popular e defender com tremeliques de orgulho as proezas do preso 44 enquanto primeiro-ministro. Uma bela manhã até desceu a Évora. Meses depois, numa exibição de objectividade sem precedentes, o dr. Costa criticou um governo de que ele próprio fez parte e jurou, sem jurar, não repetir a excursão alentejana.

Sobre o Syriza, o dr. Costa já disse tudo e o seu oposto, de acordo com o que tomou pelo clima do momento. Qualquer hipotético avanço dos maluquinhos que fingem mandar na Grécia tinha o dr. Costa, dez minutos decorridos, a erguê-los ao estatuto de farol da Europa. Em vinte minutos, os avanços recuavam estrategicamente e a apreciação do dr. Costa também: uma ocasião, apelidou o Syriza de “tonto”. Mas isso foi antes do referendo, em que o Syriza voltou a ser sublime. E o referendo foi antes do acordo, em que o glamour do Syriza regressou a níveis da peste bubónica.

Nos intervalos dos Grandes Temas, o dr. Costa desdobrou-se a opinar acerca de temas minúsculos, naquele português de causar inveja a Jorge Jesus e sempre no lado errado do discernimento: o “investimento” público (promete muito), a austeridade (é uma péssima opção), a autonomia dos autarcas (quer reforçá-la), a “lusofonia” (acha-a linda). Nos intervalos dos intervalos, passeou o currículo democrático e arranjou uma guerra interna com as “bases” do PS, que consultaram as sondagens e desataram a questionar a infalibilidade do chefe. As cambalhotas em volta dos (inacreditáveis) candidatos presidenciais não ajudaram. Nem os abraços aos socialistas franceses que, afinal, conspiram para varrer Portugal do euro. Nem nada.

Resta apurar se a tendência para a calamidade é involuntária ou propositada. A verdade é que o dr. Costa conseguiu, em pouco tempo, renovar as esperanças eleitorais da coligação no poder. Um tiro no pé do Governo é invariavelmente seguido por uma explosão auto-infligida no porta-aviões do PS. Se o PS perder as eleições, o mérito será inteirinho do dr. Costa. Se ganhar, é Portugal que não merece melhor. E pior parece impossível

No paraíso socialista

O Querido continua a tradição de olhar para as coisas na mais bem conseguida democracia popular de que há memória

O Querido continua a tradição de olhar para as coisas na mais bem conseguida democracia popular de que há memória

A idolatria ao serviço do Querido Irmão.

Ending months of speculation, Daily NK has learned that Kim Yo Jong, Kim Jong Un’s younger sister, has been put in charge of idolization projects for the leadership within the Propaganda and Agitation Department [PAD], while the head of the group, Kim Ki Nam, has been relegated to a supportive role therein.

A source close to North Korea in Japan told Daily NK on the 20th, “Kim Yo Jong is assisting in consolidating Kim Jong Un’s power, which is what her aunt, Kim Kyong Hui, once did. As vice director of the Propaganda and Agitation Department, Kim Yo Jong is actually in power and leading idolization projects related to Kim Jong Un.”

This news was corroborated by an additional source within North Korea, but for her safety Daily NK cannot release her region.

The source added that Kim Jong Un, currently in his fourth year at the helm of North Korea, directly assigned his sister to the project in order to fortify idolization projects perpetuating the regime’s cult of personality, a cornerstone of the system.

“It is said that Kim Jong Un has the utmost trust and confidence in his sister,” he asserted, speculating that Kim Jong Un saw his sister as the most apt person to undertake the task of promulgating the “Greatest Dignity,” given that she herself shares the legitimating bloodline [Baekdu bloodline] of the North Korean leadership widely and frequently proclaimed by official propaganda outlets.

Her status as his biological sister places her on a pedestal of trust amid the leader’s cycle of purges, which the source described as “indicative of Kim Jong Un’s overall lack of trust among the Party cadres surrounding him.”

Em Loures também há festa rija

North Korea Elections Achieve 99.97% Turnout

Voters in North Korea’s local elections “dance and sing” their way to the polls, where they have one candidate to choose from. (…)

The elections were Mr Kim’s first at a local level since he inherited the position in 2011, with voters reportedly  “singing and dancing” as they cast their vote at polling stations “clad in a festive atmosphere”.

Pyongyang’s official Korean Central News Agency said: “All participants took part in the elections with extraordinary enthusiasm to cement the revolutionary power through the elections of deputies to the local people’s assemblies”. (…)

Leitura dominical

Uma péssima ideia, a opinião de Alberto Gonçalves no DN.

“Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, é o novo comentador da TVI24.” Num país menos exótico, isto seria uma gravíssima acusação de estações rivais, que a TVI tentaria esconder ou levar para tribunal. Em Portugal, é o rodapé orgulhoso da própria TVI, que cumpre uma tradição muito nossa e, por troca com Augusto Santos Silva (que cumprindo outra tradição local anda para aí a berrar “censura!”), põe na televisão mais um político a aliviar-se de palpites sobre política.

Em nenhum lugar civilizado da Terra se vê semelhante aberração: funcionários e avençados dos partidos (os segundos são apresentados, decerto com sarcasmo, como “independentes”) pagos para emitir uma opinião regular sobre a sua actividade. Nem os futebolistas que falam na união da equipa e na cabeça levantada promovem espectáculo tão redundante (de resto, os funcionários e avençados dos partidos também não se esquecem de comentar futebol).

Para cúmulo, isto acontece ao mesmo tempo em que, por falta de audiências, os canais fogem dos tempos de antena convencionais, que sempre incluem Carmelinda Pereira, Garcia Pereira e o ocasional excêntrico chamado ou não chamado Pereira. Que esperança existirá para um eleitorado sem paciência para a divertida Carmelinda mas pelos vistos apático o suficiente para ouvir, ao longo de 40 minutos semanais, as convicções de um autarca ou as apostas de um secretário de Estado, invariavelmente coincidentes com as dos partidos que servem ou que tencionam vir a servir? Pouca, a não ser que os espectadores em causa sigam um rigoroso tratamento médico com vista à substituição de sedativos. Já a substituição do Dr. Santos Silva pelo tal Medina não faz qualquer diferença: no fundo, essa gente não merece comentários.

Foram Charlie

A rendição de Charlie Hebdo ao terror islâmico

No more Muhammad comics, says Charlie Hebdo editor Sourisseau

“Charlie Hebdo” editor Laurent Sourisseau has told “Stern” magazine he will no longer draw cartoons of the Muslim prophet Muhammad. Souriseau’s statement comes six months after a deadly attack on the magazine’s offices.

Grécia e Venezuela com um toque de Atlas Shrugged

Greece, Germany, and a real-world version of Atlas Shrugged, por Daniel J. Mitchell na The Commentator.

Who knew the Germans were Randians? The Europe crisis in general. and the acrimonious debate in Greece and Germany now sounds like it was pulled from Atlas Shrugged.

Recordar avisos passados

Margaret Thatcher Predicted The Failure Of The Euro In Forbes, October, 1992.

Margaret Thatcher was indomitably outspoken against submerging all the European nationalities into a single superstate some 21 years ago when I interviewed her for a Forbes magazine article entitled “It just won’t do. It’s not big enough minded.” The Iron Lady had a grander scheme in mind; a free trade area between and among North America and the European Community. What did we just elect our own Parliament for, she insisted sardonically; “ Just to be a talking show?”

O Tsipras já não é fixe

À atenção dos votantes e restantes reforços portugueses do Siryza, antigamente reconhecido como o partido da felicidade e do amor cidadão. Colunista do Publico (espanhol) aconselha acções curiosas ao Primeiro Ministro grego.

Normalmente los políticos que eligen sucidarse ante el público optan por el revólver. En 1987, en mitad de una rueda de prensa, Budd Dwyer sacó una Magnum de una bolsa de papel, advirtió a los presentes que lo que venía a continuación podía resultar desagradable y acto seguido se pegó un tiro en el paladar. Alexis Tsipras ha preferido su arma favorita: la democracia. Varios miembros de su gobierno ya habían dimitido y la plaza Syntagma ardía como en los viejos tiempos. Antes de la furibunda votación en el parlamento griego, más de la mitad de los dirigentes de Syriza renegaron del humillante acuerdo con el Eurogrupo. En ese NO, tan rotundo como el del pueblo griego en el ya célebre y desvaído referéndum dominical, se oían los ecos de la célebre admonición de Churchill a Chamberlain después de que volviera de firmar su lamentable pacto con Hitler. Entre la ruina y el deshonor, habéis elegido el deshonor. Y tendréis la ruina. (…)

Al final de la partida de póker, en el envite decisivo, Tsipras se quedó sin voz, sin hígado y sin agallas. Como si lo que hubiera regresado a Atenas, más que un presidente, fuese un Caballo de Troika. Como si Leónidas se hubiera transformado de repente en Efialtes. En la estrategia de faroles suicidas que había planteado Syriza no había otra salida que el precipicio: abandonar el euro y dejar a los deudores con un palmo de narices. Era la última bala, la única, una puerta que daba al corralito y a la ruina, sí, pero también a la libertad y a esa luminosa sentencia de Tácito: “Es poco atractivo lo seguro, en el riesgo hay esperanza”. Ahora, con la claudicación, no quedan más opciones que la miseria, el vasallaje, la izquierda europea desmantelada, el IV Reich triunfante y un Amanecer Dorado en el horizonte. Tsipras dijo a sus diputados horas antes de la votación decisiva: “Si no votáis a favor de las medidas hoy, me será muy difícil seguir como Primer Ministro”. En efecto, será mucho más fácil seguir como títere de Bruselas. Al menos Dwyer, después de hablar, tuvo la decencia de volarse la boca.

 

Quem formou os Tsripas desta vida, quem foi?

Já em 1985, o Fidel Castro indicava o caminho.

En 1985 Fidel Castro advirtió que la deuda externa era un mecanismo de extorsión impagable

(…)

Para Castro la solución a este mal no estaría sólo en manos de la abolición o anulación de la deuda, sino que requería de la unión de los pueblos en desarrollo, para poder  hacer frente al imperialismo y sus intereses de dominación y explotación.

“Volveremos a estar igual, porque los factores que determinaron esta situación están ahí presentes. Y nosotros hemos planteado esas dos cosas muy asociadas: la abolición de la deuda y el establecimiento del Nuevo Orden Económico Internacional”, manifestó en aquel entonces.

“Es muy importante que estemos conscientes de que esta no es una lucha solo de América Latina, debe ser una lucha de todo el Tercer Mundo, porque es lo que nos da la fuerza. Tienen los mismos problemas y algunos los tienen peores que nosotros, solo que América Latina es la que puede liderar esta lucha, es la que tiene más desarrollo social, incluso, más desarrollo político; una mejor estructura social, millones de intelectuales, de profesionales, decenas de millones de obreros, de campesinos, un nivel de preparación política, habla un mismo idioma”, aseguró en aquella intervención. (…)

Leitura dominical

Da democracia na Grécia, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

No referendo do passado domingo, os gregos mostraram que não cedem aos credores, que desafiam a ditadura do grande capital, que resistem às técnicas do medo e da chantagem, que não se vergam à prepotência alemã, que representam o último bastião da democracia na Europa e que são um povo orgulhoso, inspirador, digno e corajoso. Na segunda-feira, correram a suplicar mais uns milhares de milhões, nem que para isso tenham de aceitar, ou fingir aceitar, condições piores do que as sufragadas no referendo.

Podemos criticar os gregos? Por acaso até devemos, mas não é essa a questão. A questão é que mesmo os bons sentimentos valem pouco na hora de cobrir despesas correntes e importar bens essenciais. Uma coisa é a dignidade grega merecer o apoio moral de vultos do anti-imperialismo como Fidel Castro, Vladimir Putin, o Sr. Maduro de Caracas e o Prof. Freitas da Póvoa de Varzim. Outra é usar esse apoio para comprar sabonetes ou financiar reformas antecipadas. Há dias, uma escritora chamada Hélia Correia recebeu o Prémio Camões e dedicou-o à Grécia, “sem a qual”, cito com curiosidade, “não teríamos nada”. Infelizmente, a Grécia também tem pouco e, com amigos destes, arrisca-se a ficar com menos: que percentagem dos cem mil euros do dito prémio a dona Hélia doou aos necessitados do Pireu? Que se saiba, exactamente a percentagem em que estamos a pensar.

Não chega. Enquanto os gregos adoptivos daqui querem ser solidários sem avançar um cêntimo do bolso deles, os gregos registados de lá preferem a solidariedade em forma de cheque. Todos os gregos? Julgo que não. Com as melhores intenções, o Expresso entrevistou uma cidadã local que desafia: “Por cada história de um grego que foge aos impostos eu conto uma de um que trabalha muito.” Ou seja, por cada história de um grego que trabalha muito há uma de um que foge aos impostos. E decerto vota no Syriza. Se atendermos à abstenção no referendo, é razoável estimar os parasitas, perdão, os patriotas em cerca de metade da população, que desfila valentia antes de rebentar contra a parede. A metade restante, que inexplicavelmente vê nos senhores do governo uma quadrilha perigosa, desgraça-se por arrastamento.

Entretanto, até se desgraçar de vez, é chamada a justificar a falta de fé. Diversos jornalistas que não exaltam suficientemente o estimável Sr. Tsipras encontram-se sob investigação do Ministério Público, do regulador estatal da imprensa e do sindicato do ramo. O crime? Defenderem o “sim” no referendo. É assim que começa, e o calibre dos simpatizantes internacionais do orgulho grego nunca deixou dúvidas sobre a essência daquilo. Esqueçam a “austeridade”, a “tragédia humanitária”, o euro e a Europa. O Syriza não se move pelo seu país, nem sequer pelo dinheiro indispensável ao patrocínio da anedota em que o país se tornou: o que corre no revolucionário sangue do Syriza é naturalmente um projecto de ditadura, aliás o regime em que o berço da democracia tem vivido quase sempre. De facto, metade dos gregos é digna. De pena.

Dicas de verdadeira poupança

Foto: AFP/Pauline Froissart. É tempo de acabar com a obsessão burguesa pelo dinheiro.

Foto: AFP/Pauline Froissart. É tempo de acabar com a obsessão burguesa pelo dinheiro.

O Povo é quem mais ordena. Na Grécia, onde  o Povo grego não presta vassalagem aos escravos hipnotizados pelo vil metal de cariz neo-liberal e tudo o que com ele é capaz de comprar corromper, nomeadamente açúcar, farinha e arroz.

Leituras recomendadas

Foto de Julian Andrews/Telgraph

Foto de Julian Andrews/Telegraph

Politicamente correcto ao serviço do abuso de crianças.  Aconselho vivamente a leitura no Telegraph do depoimento de Sarah Wilson. A tragédia vivida por Sarah Wilson não foi caso único. Repetiu-se. No período compreendido entre 1997 e 2013, pelo menos, 1400 crianças foram violadas e exploradas por gangs de origem paquistanesa em Rotherham.

Artigos complementares: Crimes políticos; Vergonha em tons multiculturais;  Vergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais III e Rotherham, socialismo e multiculturalismo

Diálogos explicados

Mais de 50 mortos no Sinai, Egipto.

Islamic militants on Wednesday unleashed a wave of simultaneous attacks, including suicide car bombings, on Egyptian army checkpoints in the restive northern Sinai Peninsula, killing at least 50 soldiers, security and military officials said.

Fifty killed in North Sinai attacks claimed by Islamic State Reuters The coordinated morning assaults in Sinai came a day after Egypt’s president pledged to step up the battle against Islamic militants and two days after the country’s state prosecutor was assassinated in the capital, Cairo.

No Reino Unido as universidades oferecem inovadores estágios curriculares em terrorismo com vista à integração na morte vida activa. Duvido que haja lugar a algum tipo de surpresa pelo ecletismo da Academia, quer pelo destaque merecidamente ganho pela instituição Queen Mary, em East London.

 

 

 

Leitura dominical

O dinheiro e os palhaços, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

 

(…) Já é azar. Cheiinho de boas intenções, o camarada X criou um partido, perdão, uma “candidatura cidadã” cujo chefe seria eleito por escolha directa do povo e para o povo. Em teoria, o Sr. Lopes, barbeiro de Moscavide, ou a dona Adélia, assalariada fabril do Ave, poderiam ser líderes. Não foram: decerto por ignorância, o povo escolheu justamente o camarada X para o pastorear.

Depois o partido, desculpem, a “candidatura cidadã” abriu as listas das eleições ao Parlamento Europeu a toda a gente, significando isto que tanto o Sr. Teixeira, desempregado de Gondomar, como a dona Inês, cabeleireira do Cacém, se habilitavam a um lugar elegível. Não aconteceu: decerto por boçalidade, o povo reservou o lugar ao camarada X.

Agora, no momento de preparar as “legislativas”, o sujeito X encetou uma última e desesperada tentativa de escancarar as portas do partido, perdão, da “candidatura cidadã” ao povo. Era desta que o Sr. Fábio, vulgo “O Couves”, biscateiro de Cortegaça, subiria a deputado? Nada feito: decerto por estupidez congénita, o povo pendurou o camarada X do costume no topo da lista por Lisboa, para cúmulo acima da camarada Z – que as más-línguas garantem ter sido mais votada. Mas isso é uma tentativa patética de emendar o povo. O povo não tem emenda. E quem diz povo diz as duas mil alminhas que, por ócio ou vício, se envolveram no assunto.

Câmara Municipal de Lisboa a inovar

mulher

Na forma como gastar o inesgotável dinheiro dos contribuíntes.

A Câmara de Lisboa apresentou queixa à Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género contra uma barbearia lisboeta que proíbe a entrada a mulheres, apesar de o responsável do estabelecimento negar fazer essa restrição.

O vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, disse à Lusa que a apresentação da queixa surgiu na sequência do “descontentamento de muitas pessoas” em relação ao anúncio de impedimento à entrada das mulheres na barbearia lisboeta e foi manifestado durante a 16ª Marcha do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero).

“No exercício diário da sua atividade o referido estabelecimento, conhecido como Figaro’s Barbershop, proíbe exclusivamente a entrada de pessoas do sexo feminino”, lê-se na queixa apresentada na terça-feira pela Câmara de Lisboa à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, a que a Lusa teve acesso.

“Existe à porta, segundo tivemos conhecimento, um sinal que anuncia que é permitida a entrada a homens e a cães, mas não a mulheres, equiparando estas últimas a animais”, acrescenta.

O responsável pela Figaro’s Barbershop, Fábio Marquês, garantiu à Lusa que “a barbearia não proíbe a entrada a mulheres”, explicando que “o que acontece é que não existem serviços para senhoras”.

Diálogos

Pelo menos 27 pessoas foram assassinadas num resort tunisino situado em Sousse.

Um terrorista fez-se explodir, causando a morte de 16 pessoas que estavam a orar na mesquita xiita de  Al-Imam Al-Sadiq, no Kuwait.

Em França, um decapitado e dois feridos é o resultado de outro ataque terrorista a uma fábrica de gás, perto da cidade de Lyon.

 

 

Respeitinho superior

O líder a conferir as perguntas. Imagem Wikipedia.

O líder a conferir as perguntas. Imagem Wikipedia.

Por decreto divino a junta militar que governa a Tailândia vai formar jornalistas. O objectivo da formação é dotar os escribas de capacidade para colocarem questões inofensivas ao deus na terra, o general Prayuth Chan Ocha. A entidade formadora, tem demasiado tempo livre.

La junta militar de Tailandia ‘enseñará’ a los periodistas a no hacer preguntas ofensivas  La junta militar que gobierna Tailandia desde el golpe de estado de mayo de 2014 se reunirá con un grupo de 200 periodistas para enseñarles cómo hacer preguntas que no ofendan al general Prayuth Chan Ocha, la máxima autoridad del país.

Winthai Suvaree, portavoz del autoproclamado Consejo Nacional para la Paz y el Orden, ha afirmado que la reunión tendrá lugar la próxima semana con un grupo de 200 periodistas locales y extranjeros para generar “entendimiento” con ellos y enseñarles cómo hacer preguntas que no incomoden al general, que hace varios meses llegó a amenazar con “ejecutar” a los reporteros que no digan la verdad.

O deus na terra Prayuth Chan-ocha, protagonizou a 22 de Maio de 2014 um golpe de estado que congelou os protestos anti-governamentais. Prometeu reformar o sistema político antes da celebração de novas eleições. A Tailândia vivia desde 2006 uma grave crise política causada pelo antigo Primeiro-Ministro Thaksin Shinawatra, que vive no exílio por forma a evitar cumpir a pena de prisão de dois anos a que foi condenado por crimes de corrupção. Os seus opositores acusaram-no também de dirigir o governo (chefiado pela sua irmã). Naquele período, os sucessivos governos eleitos apostaram na divisão profunda do país e apesar de terem vencido as eleições, sempre contaram com a oposição de parte da população, da elite monárquica e militar.
Pouco depois de tomar o poder político, numa operação de relações públicas, a Junta Militar explicou os motivos do golpe de estado. O destinatário da explicação foi a União Europeia (UE). O Conselho Nacional para a Paz e a Ordem – o nome oficial da Junta Militar – aproveitou uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, na qual foi abordada a situação tailandesa, para justificar a necessidade da sua acção como a única forma de colocar um fim na espiral de violência e de reformar o sistema político da Tailândia e de caminho as perguntas dos jornalistas.

 

Canhotos e canhotas unidos

É tempo de união no grande bloco das esquerdas

É tempo de avançar na verdadeira união no grande bloco das esquerdas

Jamais serão vencid@s. O João Teixeira Lopes, escreve um notável artigo de opinião em que apela à união na convergência e livre diversidade só possível na esquerda. Sempre contra a demogogia de quem pretende minar o combate das esquerdas. E vice-versa.

O BE, recorde-se, “é um movimento de cidadãs e cidadãos” que assume entre outras coisas fundamentais para a modernidade progressista a “forma legal de partido político” mas que também concebe ser reconhecido como “movimento” que inspira e é inspirado por “contribuição convergentes de cidadãos, forças e movimentos” que se comprometem com a defesa intransigente da liberdade e com a busca de alternativas ao capitalismo”. Para além dessa tarefa hercúlea de procura e dissimulação envergonhada do comunismo, o BE “pronuncia-se por um mundo ecologicamente sustentável ” e sonha com a “transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e a opressão”. Honra seja feita ao BE, será difícil às outras forças de esquerda inovar tanto nos mesmos sonhos húmidos, chamando-lhes outros nomes.

Já o movimento Livre é personificado por Rui Tavares, eleito em 2009 deputado para o Parlamento Europeu como independente integrado na lista do Bloco de Esquerda. Em 2011, só Marx saberá as razões, abandona a delegação do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, acusando o companheiro Francisco Louçã (na altura, coordenador único do BE) de promover uma “caça ao independente” e de ser incapaz de lidar com opiniões contrárias. Talvez por esse motivo, Rui Tavares e associados diversos lançam com sucesso aquilo que será o partido Livre, pois afigura-se urgente a criação de um novo partido, completamente diferente dos outros partidos e movimentos de esquerda. Para os mais desatentos, o Livre transborda novidade, pluralismo e originalidade. Só com o Livre o Povo será livre. Só com o Livre será possível ao Povo ter representantes poderosos que se batem por criar as verdadeiras oportunidades de desenvolvimento económico sustentável e em harmonia com a tragédia grega que dura há meia década só em capas de revistas fascizantes. Para o efeito serão criados infinitos e  abrangentes fóruns de discussão crítica de todos os temas – sem quaisquer medos – e que conduzam a uma nova sociedade que seja realmente diferente e igual de modo a provocar um abanão. Espermos pois  pela resposta unificadora do Partido Livre ao artigo do dirigente bloquista. Só assim é permitido sonhar, convergir e rir de tamanha diversidade unificadora.

O tempo passa num instante II

Devidamente explicado no site da UNESCO. E que o NYT não terá ligado.

Inhabited for more than 2,500 years, the city was given official status in the second century BC when it was an outpost of the Yemenite kingdoms. By the first century AD it emerged as a centre of the inland trade route. The site of the cathedral and the martyrium constructed during the period of Abyssinian domination (525-75) bear witness to Christian influence whose apogee coincided with the reign of Justinian. The remains of the pre-Islamic period were largely destroyed as a result of profound changes in the city from the 7th century onwards when Sana’a became a major centre for the spread of the Islamic faith as demonstrated by the archaeological remains within the Great Mosque, said to have been constructed while the Prophet was still living. Successive reconstructions of Sana’a under Ottoman domination beginning in the 16th century respected the organization of space characteristic of the early centuries of Islam while changing the appearance of the city and expanding it with a second city to the west. The houses in the old city are of relatively recent construction and have a traditional structure.

Leitura complementar: O tempo passa num instante.

Das sagradas escrituras

Soares continua mesmo fixe.

Soares continua mesmo fixe.

Do papa Soares, chega esta encíclica. A criatura continua a não ter quem olhe por ele.

Como desde a primeira hora percebi, a prisão do ex-primeiro-ministro José Sócrates, decretada pelo juiz Carlos Alexandre e pelo procurador Rosário Teixeira, foi uma prisão absolutamente inadmissível e totalmente desadequada sob o ponto de vista jurídico.

E assim ficou preso, nos últimos sete meses, de uma maneira absurda e ilegal.

Nada podia justificar a prisão preventiva, por isso, quer o juiz quer o procurador tudo fizeram para justificar o injustificável, a prisão. Julgavam que tudo correria mal para o ex-primeiro-ministro José Sócrates, mas está a ser o contrário… Não conseguiram provar nada que justifique qualquer julgamento. Por isso não foi julgado e sucedeu que os portugueses, de uma maneira geral, ficaram furiosos com a situação criada a José Sócrates e com o desejo de lhe ser útil, que não tinham realmente no passado. Hoje, juízes e procuradores consideram que a prisão que tem sofrido José Sócrates não tem qualquer justificação. E realmente não tem. Mas continua preso.

A declaração de voto do juiz desembargador José Reis vem confirmar que o que lhe é imputado é um imenso vazio, de há sete meses para cá.

Quer isto dizer que a continuação da prisão preventiva não tem qualquer justificação visto que não há nenhum indício que jogue contra ele. O que representa uma pouca-vergonha que o povo português em geral já percebeu e sente.

É para mim um grande prazer poder ler no Expresso os textos que Nicolau Santos costuma escrever, de uma lucidez e acerto invulgares. Tenho por ele uma profunda admiração e amizade. Por isso o leio sempre com imensa atenção e não quero terminar este artigo sem citar o seu último texto. Escreveu ele sobre Portugal, cito “É para vender. Quem dá mais? (…) Não há nada estratégico. Está tudo à venda.” E mais adiante sobre a Grécia: “O problema é o Syriza, não a Grécia.” Que deve ser lido com muita atenção e refletido. Porque ao contrário do que se julga, volto a citar “O mundo dos poderosos uniu-se contra o governo do Syriza. Porque o Syriza ousou desafiar o statu quo, e isso é perigoso.”

O tempo passa num instante

NYT revela dois milénios e meio da cultura islâmica.

A protected 2,500-year-old cultural heritage site in Yemen’s capital, Sana, was obliterated in an explosion early Friday, and witnesses and news reports said the cause was a missile or bomb from a Saudi warplane. The Saudi military denied responsibility.

Jornalista, activista, de espírito polvilhado com pózinhos de pescadora e caçadora

Em Paris, o preço do viagem de Metro em Lisboa é 2,80. Em Lisboa continua a ser 1,40 euros.

Em Paris, o preço do viagem de Metro em Lisboa é 2,80. Em Lisboa, continua a ser 1,40 euros.

Um caso exemplar. A jornalista Ana Navarro Pedro, correspondente da revista Visão em Paris, retrata Portugal,de forma emocionada no canal televisivo France 24. Segundo a narrativa de Ana Navarro Pedro, o Metro e os caminhos de ferro foram privatizados, razão pela qual os preços dispararam para o dobro, custando um bilhete de Metro 2,80 euros.

Agradecimento pela indicação do activismo militante da verdade a que os franceses têm direito ao leitor Fernando Gomes da Costa.