A revolução não tem fronteiras

A culpa é do imperialismo ianque e dos sionistas.

A culpa é do imperialismo ianque e dos sionistas.

Navio boliviano foi flagrado com carregamento de armas para o Estado Islâmico

Guarda Costeira da Grécia encontrou 5.000 fuzis e cerca de meio milhão de munições que seriam entregues aos terroristas. As autoridades investigam se além de armas, o cargueiro também era usado para o tráfico de refugiados do Egito para Turquia (…)

O navio Haddad 1, partiu da cidade egípcia de Alexandria e, entre 17 e 29 de agosto, passou pelas cidades de Famagusta, no Chipre, e Iskenderun, na Turquia. As autoridades turcas suspeitam que, antes de ser carregado com armas no porto turco, o cargueiro boliviano tenha sido usado para transportarrefugiados do Egito para Turquia.

Registrado sob a responsabilidade do Ministério da Defesa da Bolívia, o navio Haddad 1 tem seus movimentos e registros de carga sob responsabilidade do governo de Evo Morales. Por lei, os armadores precisam reportar as rotas e os despachos de carga às autoridades de La Paz. Como a embarcação está envolvida em uma violação dos embargos da ONU, o governo de Evo Morales será obrigado a prestar contas sobre o uso de um navio com a bandeira de seu país em um caso de tráfico de armas e em outro possível crime: o de tráfico de pessoas.

Entretanto, a Bolívia prepara-se para ter um Presidente eterno.

É bonita a festa, pá

Acabou-se o sacrifício do nosso José SocratesAgora,a fase seguinte,a inocência!

Foto de José Lello.
José Lello, Isabel Santos, Augusto Santos Silva reagem à prisão domiciliária. “Para ser justo, devia ser libertado integralmente”.

A culpa é do hambúrguer

Costahamburguer

Da página oficial de Facebook António Costa consta a imagem que antecede este texto. Como se a imagem não valesse só por si, a legenda que compõe o resto do post rebenta com a escala de confiança. E reza assim a legenda:

“António Costa e Fernanda Tadeu casaram há 28 anos. Não houve festa mas sim um hambúrguer rápido no Abracadabra na Rua do Ouro com os padrinhos Diogo e Teresa Machado, antes de seguirem viagem para Veneza em lua-de-mel. António sempre soube gerir a sua vida pessoal e profissional e Fernanda tem sido o seu maior apoio.”

Infelizmente para a confiança ganha com este monumento de comunicação, o post do hambúrguer no dia de casamento de António Costa desapareceu por questões técnicas.

Como a confiança merece ser apoiada, nacionalizei a imagem ao Telmo Azevedo Fernandes. Que faz justiça aos protagonistas.

calcoes

Leitura dominical

Europa é de fugir a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Quando um branco mata um negro, como às vezes acontece com alguns polícias excessivamente nervosos nos EUA, a sentença popular é imediata: trata-se, obviamente, de racismo. Quando, como aconteceu na quarta–feira, um negro mata dois brancos, filma os homicídios e despeja tudo no Twitter para efeitos de consagração, a coisa complica-se: o homem, para cúmulo, gay, era capaz de ser vítima de discriminação, o que legitima parcialmente o crime. O resto legitima-se com o direito de posse de armas, pelo que há que julgar a Constituição e prender o revólver.

 

Em matéria de malabarismo mental, não faltam casos parecidos. O terrorista do comboio francês, por exemplo, apenas queria roubar para comer. Pelo menos é o que jura a advogada dele, que descreve um homem miserável e subnutrido. Esqueceu-se de descrever de que maneira é que tamanha penúria económica e física permite adquirir e transportar uma Kalashnikov de 600 euros e três quilos. Mas o principal é que a culpa é da exclusão social, ou seja, da sociedade, ou seja, sua e minha. Por mim, estou disposto a confessar tudo e a acatar o merecido castigo.

 

Entretanto, lembro a curiosa retórica com que se recebe os refugiados que dia após dia chegam pelo Mediterrâneo e por onde calha. Segundo a voz corrente nos media, a responsabilidade pela tragédia (humanitária, é de bom-tom acrescentar) cabe inteirinha à Europa, a Europa que não recebe devidamente, a Europa que não integra adequadamente, a Europa que, em suma, não corresponde impecavelmente aos sonhos daqueles desgraçados, disponibilizando-lhes em cinco minutos casa decente, emprego digno, subsídio de assimilação e banda filarmónica. Os telejornais fervilham de repórteres a apontar o dedo indignado.

 

Quase ninguém explica que as dificuldades de resposta da Europa são inevitáveis perante a brutal, e desde há décadas incomparável, migração de centenas de milhares de pessoas (350 mil em 2015). Quase ninguém recorda que as dúvidas europeias são as próprias de gente civilizada, que tende a ponderar as consequências dos seus actos. Quase ninguém nota que a Alemanha, logo a Alemanha, tem liderado com a generosidade possível o processo de acolhimento. Quase ninguém refere a veneração que inúmeros sírios passaram a dedicar à senhora Merkel, logo à senhora Merkel. Sobretudo quase ninguém informa que os refugiados, na imensa maioria muçulmanos, escapam precisamente da selvajaria hoje recorrente nos países de origem e na religião que professam. Apesar do folclore jornalístico em contrário, que atribui ao bombeiro o fogo posto pelo pirómano, a verdade é que o drama dos refugiados começa no Islão, não na Europa.

 

A benefício da subtileza, também poderíamos falar dos refugiados que são de facto “infiltrados” do ISIS e agremiações similares. E dos refugiados que matam refugiados sob acusações de cristianismo. E dos perigos de abordar estas matérias com mais lirismo adolescente do que sensatez. Porém, dado que andamos ocupadíssimos a odiarmo-nos, não há tempo para detalhes. O importante é estabelecer que a culpa é nossa. Culpa de quê? Vê-se depois, ou nem isso. Certo é que a Europa é de fugir, embora os outros misteriosamente fujam para a Europa.

 

Respeito!

Apesar dos esforços dos cartazes e cartas do António Costa. Grande Líder só há um. O Kim e mais nenhum.

“‏@DPRK_News
Davos World Economic Forum proclaims 14 traits shared by great leaders. All such traits are possessed by Supreme Leader Kim Jong-Un!”

Compreender o putinismo XXVIII

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Oleg Sentsov é um cineasta ucraniano. Foi condenado a passar duas décadas na prisão por um tribunal militar russo que deu como provadas as acusações de dirigir uma célula terrorista na Crimeia em 2014. Dentro das actividades subversivas dadas como provadas, está o plano de Oleg Sentsov fazer explodir uma estátua de Lenine.

Se descontar as honradas tradições que fazem do Putinismo aquilo que é, achar curioso que um tribunal militar russo profira sentenças sobre uma guerra inexistente, no sentido em que não participou com um único militar e passar uma esponja sobre a natural oposição à anexação russa da Crimeia, ser levado a acreditar que durante o tempo que esteve preso Oleg Sentsov não foi tocado por ninguém das forças de segurança russas e que as queixas de tortura que apresenta são resultado de práticas sadomasoquistas, diria que Oleg Sentsov merecia um louvor.

Corbynomics apoiada

JC

De acordo com a última tendência a Corbynomics é moderada e humana. O fanatismo está na austeridade. Quem o diz é a Academia.

Leituras recomendadas: Retratos de mais um messias canhotoJeremy Corbyn: o messias na graça dos deuses do proletariadoJeremy Corbyn and Daniel Hannan on Socialism

Leitura dominical

Precário é o Dr. Costa. A crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Dada a quantidade de ar morno que lhe atravessa a cabeça, extraordinária até pelos padrões da classe política, é difícil prestar atenção às opiniões de António Costa, e dificílimo destacar alguma. Quando num dia promete 207 mil empregos e no seguinte explica que a promessa é afinal uma estimativa, as pessoas, entretanto habituadas ao estilo, não ligam. Mesmo assim, foi com pasmo que vi o homem lamentar a “precariedade” dos novos contratos laborais, tragédia que “não oferece segurança” e é “altamente prejudicial”. Não é só um argumento típico de quem anda longe do universo do trabalho: é a fezada de quem nunca trabalhou.

Pela parte que directamente me toca, em vinte anos nunca tive qualquer vínculo à entidade empregadora e nunca me ocorreu reivindicar (é o verbo, não é?) alternativa. Com uma remota excepção: seis meses de suplício num “projecto” ligado ao Ministério da Saúde, de onde saí por despedimento “ilícito” e abençoado. Descontada a legitimidade legal, a que pretexto iria forçar-me a continuar num lugar onde não me queriam e que, de resto, eu abominava? Desde então, aprendi que receber por cada serviço que presto é, além de genericamente decente, racional. Por muito que isto indigne o Dr. Costa, não percebo que um sujeito suporte ser remunerado por imposição do tribunal e não pelo reconhecimento daquilo que faz. A garantia do emprego para a vida é má para o emprego e péssima para a vida.

Pela parte que me toca indirectamente, a brutal distância entre o Dr. Costa e o mundo ainda é mais ofensiva. Nos últimos meses, tenho acompanhado de perto o microscópico drama de um “patrão” que tenta em vão despedir o “trabalhador”. O primeiro paga o dobro do praticado no sector, a que acresce horas extras, 14 meses e, claro, segurança social. O segundo organiza manifestações sindicais diárias, esforça-se com irregularidade e exibe maus modos. A solução, de acordo com diversos advogados? Manter tudo como está, já que o despedimento com justa causa exige pelos vistos que o assalariado cometa um ou dois crimes de sangue durante o expediente. E o malévolo capitalista não aguenta os custos de um despedimento sem prova da causa “justa”.

Quando o Dr. Costa, com três décadas de carreira partidária em cima, diz que “o combate à precariedade é tão ou mais importante do que o combate ao desemprego”, não compreende que aquele torna este inútil: no cenário actual, e que o PS sonha agravar, apenas um maluco empregará alguém.

Mudando de assunto, há que louvar o novíssimo critério do Dr. Costa para a emergência de um “bloco central”: uma “invasão marciana” (sic). Enfim, o chefe do PS comenta temas que domina. Infelizmente, arrisca-se a não ir a tempo: precário é ele.

Imperialismo ianque e prudência gaulesa

Franca

Um marroquino armado com uma espingarda Kalashnikov, munições e várias facas provocou três feridos num comboio de alta velocidade que fazia a ligação entre Amesterdão e Paris. Foi impedido de massacrar a seu belo prazer causar mais estragos por dois passageiros, militares norte-americanos desarmados.

Seguir as notícias sobre mais um atentado terrorista não deixa de ser um exercício peculiar. Apesar de uma fonte de uma força anti-terrorista europeia ter anunciado que se tratava de um militante islâmico, a polícia francesa recusou especular sobre as verdadeiras motivações do terrorista. Imagino eu, que a criatura podesse ser um militante mórmon ou outra coisa parecida apesar de ter sido identificado como militante islâmico. É caso para dizer, mesmo em França, a culpa é da América.

Corações ao alto

Da exclusiva responsabilidade dos EUA, Israel e restantes mal-intencionados.

The Iranian-Saudi Proxy Wars Come to Mali

In schools, mosques, and cultural centers, Shiites and Sunnis are battling for African hearts and minds.

(…)

Neither Iran nor Saudi Arabia has explicitly promoted violence in Mali. Diabaté, along with his Sunni counterparts, makes it clear that “Shiites, like everyone else, know that extremist groups in the north show no mercy.” Yet the creation of previously nonexistent sectarian identities for political ends leads to divisions that become associated with political agendas.

Imam Baba Diallo, another member of the High Islamic Council of Mali, said he wants to organize interfaith dialogue between the different sects but has yet to find funding. He looks grave as he talks about the potential consequences of inaction.

“If we fail [to heal the divide], the next war will be between Sunni and Shiite,” he said.

Do imperialismo chega o golfinho

golfinho

O mamífero marinho foi apanhado pelo Hamas em plena actividade subversiva. Terá sido presente a juíz e aguarda a presença de um tradutor.

Leitura complementar: Do imperialismo chega o cisne.

 

 

Retratos de mais um messias canhoto

Corbyn

Corbynomics: A path to penury, de Adam Memon.

(…) As John Maynard Keynes once said, this is ‘an extraordinary example of how, starting with a mistake, a remorseless logician can end up in bedlam’. Of course many markets are not functioning as we would like them too. More often than not the fault rests with poorly targeted and excessive state intervention, and anti-competitive corporatism. Many markets need to be reformed but increasing state power, control and ownership is the antithesis of the reforms that are needed. In areas from tax policy to monetary policy, Corbynomics can only lead to chaos and calamity.  (…)

 

E Jeremy Corbyn’s Magical Mystery Tour, por Charles Crawford.

(…)  If the Labour Party chooses Corbyn as leader, it will be a power-play by the worst collectivists in our society to poison the well of intelligent public thought in favour of witchcraft.

Corbyn’s success will shift public debate towards anti-semitic populist collectivism, with an implied menace of fascist street violence and trades union bullying.

What in fact stands between one of the world’s leading economies and a brisk slump to Venezuelaisation? Maybe not much.

 

Leitura dominical

Pricura-se, a opinião de Alberto Gonçalves no DN.

Nas últimas eleições britânicas alguma imprensa discutiu os prós e os contras dos outdoors políticos. Concluiu-se que os primeiros são escassos (que espécie de tontinho decide o voto fundamentado num cartaz?) e que os segundos são imensos (na época das “redes sociais”, os cartazes são um convite à detecção do erro e à chacota). Evidentemente, os nossos partidos não estiveram atentos.

Sobretudo o PS, que em poucos dias condensou toda a incompetência, mau gosto e desconsideração pelo eleitorado que os outdoors conseguem traduzir. De imagens grotescas a mensagens auto-incriminatórias, culminando nas afirmações imaginárias de pessoas reais e, ao que parece, desconhecedoras da trapaça, os socialistas monopolizaram a atenção e o riso deste início de campanha. Quanto à coligação PSD/CDS, que ainda ria, viu-se logo a seguir metida numa trapalhada comparável, e comparável no sentido literal: a inépcia demonstrada pelo PS foi superior. Por muito que se tentasse dizer o contrário, a (ridícula) utilização de rostos indistintos e profissionais na tentativa de vender o peixe não é o mesmo que atribuir histórias a cidadãos portugueses que não as viveram. Também por isto, as rábulas dos cartazes constituíram uma razoável súmula do que se joga nas próximas “legislativas”.

Onde a coligação foge à verdade, o PS mente por vocação. Onde a coligação se orgulha de pouco, o PS não se envergonha de nada. Onde a coligação se esquece do que não fez, o PS quer que nos esqueçamos do que fez. Onde a coligação é um remendo sem esperança, o PS é a calamidade garantida. Em Outubro, os portugueses que ainda ligam a estas coisas e não acreditam nos delírios do PCP, das diversas agremiações “trotskistas” ou do “movimento” do sr. Martinho e Pinto rumarão às urnas decididos a escolher o mal menor. É triste? Não: é a pura democracia, que no seu melhor não é lugar de convicções ou entusiasmos, mas de resignação. A realidade é sempre mais melancólica do que o sonho. E, no fim de contas, menos perigosa.

De qualquer modo, o regime já terá amadurecido o suficiente para que, no fundo, as pessoas suspeitem que o único cartaz adequado a quase todos os políticos é aquele com a palavra “Procura-se” em baixo. E que só a recompensa varia.

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Não consigo “arranjar” um título

Muere ahogada en Dubái al no permitir su padre que los socorristas la tocaran

El padre dejó que su hija se ahogara antes que ser tocada por los miembros de un equipo de rescate que acudió en su ayuda

(…)

«El padre llevó a su mujer e hijos a un picnic a la playa. Los niños estuvieron nadando, cuando de repente la chica de 20 años comenzó a pedir ayuda. Dos hombres acudieron al rescate, sin embargo se encontraron con un obstáculo que les impedía llegar hasta ella. Este obstáculo eran las creencias de su padre que no permitían que un hombre la tocase porque la deshonrarían», contó el policía al mando.

«El padre era un hombre alto y fuerte. Empezó a empujar a los hombres y se puso violento con ellos. Dijo que prefería que muriese antes que ser tocada por unos extraños». (…)

Leitura dominical

Cenas de um casamento, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Se a história tem dias, o contexto tem literalmente barbas. Um futebolista português, Nuno Silva, apresentou-se na equipa espanhola que o contratou envergando uma T-shirt com o rosto do general Franco. Obviamente, o episódio foi notícia e as notícias falaram em “gafe” ou “péssimo gosto”, maçadas que nunca acontecem, por exemplo, aos portadores de T-shirts de “Che” Guevara, outro sociopata de renome.

O Sr. Silva desculpou-se e alegou ignorância sobre o ditador daqui do lado. Nunca vi alguém fazer o mesmo após passear a carranca do argentino. Percebe-se porquê: salvo naturais excepções, quem exibe a imagem do indivíduo conhece, ainda que superficialmente, o respectivo currículo. E gosta. Os campos de “reeducação”, as matanças, o racismo, a bestialidade do gesto e do discurso definem o carácter dos que legitimam a figura e compõem um “estilo” sem risco de polémica. Certas retóricas, não importa se assassinas, vestem melhor.

É constrangedor voltar a isto, mas constrange mais que, em 2015, os crimes do comunismo mereçam a indiferença, ou até a simpatia, que os crimes do fascismo felizmente nunca suscitaram. As vítimas deste foram mártires, as daquele obstáculos, baixas necessárias à construção do homem novo. Era assim em 1930 e assim continuamos, com as avaliações do Bem e do Mal hipotecadas a ideologias e com os representantes da iniquidade à solta por aí, a homenagear o “Che” nas T-shirts ou no olhar. Nos comentários da imprensa, nos programas de debate e nas notícias andam imensos, embora não sejam notícia pelas razões adequadas.

Blogar faz mal à saúde

Blogger Hacked to Death in Bangladesh, Fourth This Year

Attackers armed with machetes killed a blogger in Bangladesh on Friday, the fourth killing of an online critic of religious extremism in less than six months.

Niloy Chatterjee, 40, who advocated secularism, was killed in his flat in the capital Dhaka, said police official Mustafizur Rahman.

“We are speechless. He was demanding justice for the killing of other bloggers,” said Imran Sarker, head of a network of activists and bloggers.

“Who will be next for demanding justice for Niloy?”

Chatterjee, who used the pen-name Niloy Neel, was a critic of religious extremism that led to bombings in mosques and the killing of civilians, Sarker said.

Chatterjee was also one of hundreds of bloggers driving a movement demanding the death penalty for Islamist leaders accused of atrocities in Bangladesh’s 1971 war of independence.

O socialismo a funcionar

NM

Camaradas, a aparente crise venezuelana  não é mais do que a sacudidela sem a qual não existiria a transição para o Socialismo que tem como meta extinguir todos os vícios do ultrapassado capitalismo gerador do caos, no qual navega a burguesia parasitária. Com o Socialismo patriótico o Povo será feliz, livre e auto-suficiente.

 

Saquean camiones con comida y queman un ayuntamiento en Venezuela

Los atacantes justificaron el saqueo por la escasez de víveres que viven en la región.

O efeito Syrisa está a extinguir-se no PS?

PS “não vai pôr em causa as regras” nem tentar reestruturar a dívida

Afinal o Partido socialista já não alinha por medidas anti-austeridade como o popular “não pagamos” ou a galâmbica “reestruturação da dívida”. Será para durar?

 

Notícias frescas da revolução

nm

“Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu legado para o levarmos aos povos. Dá-nos hoje a tua luz para que nos guie todos os dias, não nos deixes cair em tentação do capitalismo e livrai-nos da maldade da oligarquía, do crime do contrabando porque nossa é a pátria, a paz e a vida.”

A revolução venezuelana encontra-se numa fase de velocidade de cruzeiro que exige cada vez mais formação nos valores do Messias Chávez no combate diário nas ruas, lojas, mercados, criando, construindo e fazendo a revolução.

Sin alimentos, ni medicinas

Caracas: once horas para comprar carne

Para el cierre de 2015 la inflación en el país latinoamericano podría llegar a 200%

El sueldo mínimo en la patria de Nicolás Maduro ronda los 7.200 bolívares (1.072 euros)

La mayoría de la comida la importa el Gobierno, pues casi no hay producción nacional

Los productos que escasean en Venezuela solo pueden comprarse una vez a la semana

Las colas para comprar comida y las peleas entre los clientes afectan a los comerciantes

 

Leitura recomendada

O ataque terrorista que vitimou uma família palestiniana deve ser condenado. A começar por todos aqueles que simpatizam com a ideia da existência do Estado de Israel. Por esse motivo, aconselho a leitura do texto de Jonathan S. Tobin, na Commentary.

Israel was shaken today by the news that last night what is believed to be a group of Jewish terrorists conducted an arson attack in the West Bank village of Duma that left an 18-month-old child dead and his four-year-old brother gravely injured. This atrocity has been roundly condemned by the Israeli government and authorities have promised that those responsible will be caught and punished to the full extent of the law. Yet the likely fate of these terrorists is not the most important issue at the moment. For many the crime calls into question what is believed to be a lenient attitude on the part of Israeli authorities to violent extremists living in West Bank settlements thought to be behind the attack. While the situation in the settlements is far more complex than that conclusion, Palestinians are already branding the Israeli government as being somehow responsible for the murder, a stance that will no doubt be echoed by Israel-haters around the world. But while such charges are rooted more in prejudice against Israel than the facts, the Jewish state must seize this moment to engage in more than just the routine soul searching that occurs anytime an Israeli does something awful. (…)

 

But the events of the last week show that it isn’t good enough for Jews to merely condemn an Arab and Muslim political culture that will not allow peace to happen. It is also incumbent on Israelis and their friends to acknowledge that horrors such as those that occurred at Duma only serve to justify Arab hatred and serve the cause of the Islamist haters that are gaining ground throughout the Middle East. Just as we are right to ask Muslims to police their extremists, so, too, must Jews also act against their haters.

There should be zero tolerance for hate and terror among both Arabs and Jews. Unfortunately, there seems little chance that Palestinians will isolate and reject Fatah-linked terrorists, Hamas and Islamic Jihad the way Israelis are condemning the Duma killers. Indeed, the calls for more terror attacks on Jews in response to Duma from the government of the independent Palestinian state in all but name in Gaza have already begun. But the answer begins with appropriate action against the terrorists and those who support them by the Israeli government.

 

Os mandatários do partido unipessessoal de Rui Tavares

Segundo o Público

São dois nomes bem conhecidos dos portugueses. O psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz e o sociólogo e professor catedrático jubilado Boaventura de Sousa Santos, são os mandatários do Livre Tempo de Avançar para a campanha às eleições legislativas de Outubro. No primeiro caso, é o mandatário pelo Porto; no segundo, por Coimbra.

Manuel Luís Goucha, Cristina Ferreira e Jorge Jesus também são outros nomes bem conhecidos dos portugueses.

Medina ajuda os carenciados

medina

Câmara de Lisboa dá a mão à Fundação Ricardo Espírito Santo.

Para nos lembrarmos que  a função do estado – poder central e local – é  ajudar as fundações.

Compreender o putinismo XXVII

Putin

Geórgia, a renovada linha da frente da guerra na Ucrânia.

Last week, Russia completed its latest land-grab in Georgia. Having interfered in, and, ultimately, illegally occupied, the province of South Ossetia since the early 1990s, Russia has gradually consolidated its position, erecting barbed-wire fencing and expensive CCTV equipment to supervise its area of control.

The most recent operation has pushed the so-called “Republic of South Ossetia” a further 300 metres (980 feet) into Georgia, splitting farms in half and bringing a kilometre-long portion of BP’s Baku-Supsa pipeline, which carries oil from Azerbaijan to the Black Sea, under Russia’s control.

Georgia’s main east-west highway is now only 950 metres from an area now securitised by the Russian army.

The strategic value to Russia of the country having such a strong hold on energy flows from the Caspian to the Black Sea, as well as holding a key vantage point over Georgia’s east to west traffic flows and troop movements, is clear for all to see.

What’s less clear, however, is why the European Union and the United States have been so muted in recent months.

Russia has not been shy in signposting its intentions. Indeed, their latest territorial incursion follows an agreement signed in March between Vladimir Putin and the breakaway region’s President Leonid Tibilov aimed at further assimilating South Ossetia into the Russian Federation and harmonising defence and economic policy between the two.

With Russia on the verge of orchestrating a Crimea-style annexation of South Ossetia, the expansion of territory makes a lot of sense to Moscow.

Leitura complementar, If Europe is from Venus, then Russia is from Mars.

 

Saí um Nobel para Blatter

putinblatter

 

Relações que fazem sentido e que dão frutos.

Russian president Vladimir Putin believes FIFA president Sepp Blatter is worthy of the Nobel Prize.

“I think people like Mr. Blatter or the heads of big international sporting federations, or the Olympic Games, deserve a special recognition.” Putin said on a Swiss television station, according to Reuters. “If there is anyone who deserves the Nobel prize, it’s those people.”

Putin also said he doesn’t believe Blatter is personally guilty of corruption despite a widespread corruption scandal engulfing FIFA.

Estão avisados

kim

América, o Inverno está a chegar.

North Korea would “leave no Americans alive” should the two countries again meet on the battlefield, the hermit country’s leader, Kim Jong-un, threatened on Monday.

The country is in the midst of celebrating the 62nd anniversary of the armistice agreement that put a decades-long freeze on the Korean War. A peace treaty was never signed and Pyongyang has continued to celebrate the agreement as a victory in the war.

On Monday, after a weekend of pompous speeches by the reclusive country’s leaders, the streets in its capital city were decked with flags and banners as crowds cheered its “victory over U.S. imperialism.”

 

 

Toma, embrulha e aprende

As pessoas – principalmente as mulheres ocidentais, com óbvias manias de superioridade  – têm que respetar a diversidade, as especificidades culturais e legais de países como o Irão ou a Arábia Saudita.

Leitura Dominical

Costa e castigo, a opinião de Alberto Gonçalves no DN.

Não era difícil prever o desastre que é António Costa. Os primeiros indícios chegaram com o culto da “inteligência” caseira, que se destaca pela portentosa falta da dita e atabalhoadamente tentou converter um amorfo funcionário do PS no D. Sebastião de 2014. Os sinais acentuaram-se durante o combate contra Seguro, raro momento em que, por comparação, este se assemelhou a um estadista promissor ou, vá lá, a um ser vivo. Chegado à liderança do partido, o dr. Costa continuou a provar com espantosa frequência que a inabilidade na gestão de uma autarquia não basta para governar um país. Não era difícil prever o desastre: difícil era adivinhar a respectiva dimensão.

Comentadores magnânimos atribuem o fiasco a factores externos, da prisão de Sócrates ao advento do Syriza. Na sua generosidade, esquecem-se de acrescentar que, sozinha, a brutal inépcia do dr. Costa, que possui a firmeza da esparguete cozida, transformou cada eventual obstáculo numa cordilheira inultrapassável.

Sobre Sócrates, o dr. Costa começou tipicamente por avaliar mal o “sentimento” popular e defender com tremeliques de orgulho as proezas do preso 44 enquanto primeiro-ministro. Uma bela manhã até desceu a Évora. Meses depois, numa exibição de objectividade sem precedentes, o dr. Costa criticou um governo de que ele próprio fez parte e jurou, sem jurar, não repetir a excursão alentejana.

Sobre o Syriza, o dr. Costa já disse tudo e o seu oposto, de acordo com o que tomou pelo clima do momento. Qualquer hipotético avanço dos maluquinhos que fingem mandar na Grécia tinha o dr. Costa, dez minutos decorridos, a erguê-los ao estatuto de farol da Europa. Em vinte minutos, os avanços recuavam estrategicamente e a apreciação do dr. Costa também: uma ocasião, apelidou o Syriza de “tonto”. Mas isso foi antes do referendo, em que o Syriza voltou a ser sublime. E o referendo foi antes do acordo, em que o glamour do Syriza regressou a níveis da peste bubónica.

Nos intervalos dos Grandes Temas, o dr. Costa desdobrou-se a opinar acerca de temas minúsculos, naquele português de causar inveja a Jorge Jesus e sempre no lado errado do discernimento: o “investimento” público (promete muito), a austeridade (é uma péssima opção), a autonomia dos autarcas (quer reforçá-la), a “lusofonia” (acha-a linda). Nos intervalos dos intervalos, passeou o currículo democrático e arranjou uma guerra interna com as “bases” do PS, que consultaram as sondagens e desataram a questionar a infalibilidade do chefe. As cambalhotas em volta dos (inacreditáveis) candidatos presidenciais não ajudaram. Nem os abraços aos socialistas franceses que, afinal, conspiram para varrer Portugal do euro. Nem nada.

Resta apurar se a tendência para a calamidade é involuntária ou propositada. A verdade é que o dr. Costa conseguiu, em pouco tempo, renovar as esperanças eleitorais da coligação no poder. Um tiro no pé do Governo é invariavelmente seguido por uma explosão auto-infligida no porta-aviões do PS. Se o PS perder as eleições, o mérito será inteirinho do dr. Costa. Se ganhar, é Portugal que não merece melhor. E pior parece impossível