Rua e lenços revolucionários

Maduro

Enquanto o povo se prepara para defender a revolução nas ruas, a política económica revolucionária de Maduro continua a frutificar.

Exercícios intelectuais nas fronteiras do conhecimento e da paz

Rússia anuncia manobras militares na fronteira com Estónia e Letónia,

Polónia não aprecia comemorações.

 Suécia e a Finlândia assinaram um pacto militar entre si como resposta à crescente ameaça da Nato.

I Have Never Left Russia“.

Os oito erros que levaram a Ucrânia a invadir várias regiões da Rússia.

Showbiz (arquivo cultural-caridoso do então PM russo).

Os apoios de António Costa

O próprio messias no Casino da Póvoa.

O Terceiro excluído, por João Cardoso Rosas.

(…) Os partidos da social-democracia, que sempre constituíram a primeira ou segunda força política europeia, estão em crise profunda. Não se trata de pensar agora no caso português e na ambiguidade da liderança do PS – António Costa pode andar por aí a repetir as vacuidades que quiser porque na Europa não sabem sequer que ele existe. O que deve fazer pensar são os casos da Alemanha ou da Holanda, onde os social-democratas alinham inteiramente pela política de austeridade. Nos Governos de França ou da Itália, eles pareciam ter uma visão diferente, mas acabaram por não ser consequentes.

O actual debate na Europa é muito importante e dele depende não só o futuro da Grécia, ou de Portugal, mas também o destino do projecto europeu. Neste debate o aspecto político mais surpreendente é, sem dúvida, a auto-exclusão do centro-esquerda.

Entretanto no PCTP/MRPP

Já não s@m@s Syris@.

Adenda: Por um qualquer motivo revolucionário que me escapa, os camaradas do site do PCTP/MRPP removeram o link para o vídeo. No entanto, a revolução do Garcia Pereira continua por aqui. Divirtam-se.

O combate ao terrorismo

Também se faz através da justiça.

The Palestine Liberation Organization and the Palestinian Authority backed a series of terrorist attacks in the early 2000s in Israel that killed or wounded Americans, a U.S. jury found Monday in awarding hundreds of millions of dollars in damages at a high-stakes civil trial.

The case has been viewed as one of the most notable attempts by American victims of the Palestinian-Israeli conflict to use U.S. courts to seek damages, and the verdict is a setback for the Palestinians’ image as they seek to rally international support for their independence and to push for war crime charges against Israel.

The damages could be a financial blow to the cash-squeezed Palestinian Authority, though the Palestinian authorities plan to appeal and the plaintiffs may face challenges in trying to collect.

In finding the Palestinian entities liable in the attacks, a Manhattan federal jury awarded the victims $218.5 million in damages for the bloodshed in attacks that killed 33 people and wounded hundreds more — damages their lawyers said would automatically be tripled under the U.S. Anti-Terrorism Act.

Palestinian Authority Deputy Minister of Information Dr. Mahmoud Khalifa called the verdict “a tragic disservice” to Palestinians and to the international community in working toward a solution to the Israeli-Palestinian conflict.

 

Nova oportunidade para os críticos de cartoons X

A survivor of the Copenhagen attack speaks: ‘If we should stop drawing cartoons, should we also stop having synagogues?’

Compreender o putinismo XVII

Foto: SERGEI KARPUKHIN/REUTERS

Foto: SERGEI KARPUKHIN/REUTERS

E agora algo completamente inesperado.

A Moscow court late on Thursday jailed prominent Russian opposition leader Alexei Navalny for 15 days for breaching a law that restricts demonstrations, barring him from a planned rally on March 1.

Two days earlier another court had ended house arrest terms for Navalny and upheld a suspended three-and-a-half-year prison term for the protest leader over a theft case he says is politically motivated.

Navalny left the courthouse on Thursday evening handcuffed and was whisked away in a police car. He appealed nonetheless to his followers to turn up for the rally against President Vladimir Putin’s policies.

Entretanto na Argentina

Cientos de miles de personas marchan en todo el país en homenaje al fiscal Nisman

La marcha del 18F. Bajo una lluvia torrencial, se movilizan desde el Congreso a Plaza de Mayo unas 260.000 personas, según cálculos de la Policía Metropolitana. La multitud es encabezada por fiscales y familiares de Nisman. Además, hay multitudinarias concentraciones en ciudades del Interior como Rosario, Córdoba, Santa Fe y Mar del Plata.

 

Leituras complementares: Calote Argentino, Calote Argentino IIAcima de qualquer suspeita (edição argentina) e Uma estranha epidemia na Argentina.

Compreender o putinismo XVI

Foto de Andrey Borodulin-AFP

Foto de Andrey Borodulin-AFP

Mineiros independentistas lançam mísseis Grad em Horlivka (Ucrânia), comprados em mercado local, dentro do espírito dos acordos de Minsk I e Minsk II, dando continuidade às populares campanhas dos referendos que, espera-se, tenham continuidade na cidade-natal de.Ludwig von Mises. Quando  o princípio da secessão, um dos mais queridos valores liberais, chegar a Lviv por forma a implantar uma república popular, boa parte do caminho destes mineiros estará feito.

CrimeiaEscocia

Compreender o putinismo XV

Há que prestar a devida homenagem aos soldados russos que caíram na defesa da Ucrânia Hungria em 1956.

Maduro: a última vítima da “direita pelo direito à blasfemia”

 

CartoonSemana

O Presidente da Venezuela é a mais recente aquisição da glamourosa equipa dos críticos de cartoons.

Fonte: Semana.

Leitura recomendada

O haraquíri por Mario Vargas Llosa, no DN.

(…) O haraquíri não é uma especialidade terceiro-mundista, também a civilizada Europa o pratica de vez em quando. Hitler e Mussolini chegaram ao poder por vias legais e um bom número de países centro–europeus atiraram-se nos braços de Estaline sem escrúpulos de maior. O caso mais recente parece ser o da Grécia, que, em eleições livres, acaba de levar ao poder – com 36% dos votos – o Syriza, um partido demagógico e populista de extrema-esquerda que se aliou para governar a uma pequena organização de direita ultranacionalista e antieuropeísta. O Syriza prometeu aos gregos uma revolução e o paraíso. No estado catastrófico em que se encontra o país que foi o berço da democracia e da cultura ocidental, talvez seja compreensível esta catarse sombria do eleitorado grego. Mas, em vez de superar as desgraças que os assolam, estas poderão recrudescer agora se o novo governo se empenhar em pôr em prática o que prometeu aos seus eleitores.

As desgraças são uma dívida pública vertiginosa de 317 mil milhões de euros para com a União Europeia e o sistema financeiro internacional que resgataram a Grécia da falência e que equivale a 175% do produto interno bruto. Desde o início da crise, o PIB da Grécia caiu cerca de 25% e a taxa de desemprego chegou quase aos 26%. Isto significa o colapso dos serviços públicos, uma queda atroz dos níveis de vida e um crescimento canceroso da pobreza. Se ouvirmos os dirigentes do Syriza e o seu inspirado líder – o novo primeiro–ministro, Alexis Tsipras – esta situação não se deve à inépcia e à corrupção desenfreada dos governos gregos ao longo de várias décadas, que, com uma irresponsabilidade delirante, chegaram a apresentar balanços e relatórios económicos forjados à União Europeia para dissimular os seus prejuízos, mas sim às medidas de austeridade impostas pelos organismos internacionais e a Europa à Grécia para a resgatar da impotência a que as más políticas a haviam conduzido.

O Syriza propunha acabar com a austeridade e com as privatizações, renegociar o pagamento da dívida na condição de que houvesse um “perdão” (ou cancelamento) importante da mesma e reativar a economia, o emprego e os serviços com investimentos públicos sustentados. Um milagre equivalente ao de curar um doente terminal fazendo-o correr maratonas. Deste modo, o povo grego recuperaria uma “soberania” que, ao que parece, a Europa em geral, a troika e o governo da senhora Merkel em particular, lhe teriam arrebatado.

O melhor que poderia acontecer era que estas bravatas da campanha eleitoral fossem arquivadas agora que o Syriza já tem responsabilidades de governação e, como fez François Hollande em França, reconheça que prometeu coisas enganosas e impossíveis e retifique o seu programa com espírito pragmático, o que, sem dúvida, provocará uma deceção terrível entre os seus ingénuos eleitores. Se não o fizer, a Grécia enfrenta a bancarrota, a saída da União Europeia e o afogamento no subdesenvolvimento. Há sinais contraditórios e ainda não é claro se o novo governo grego fará marcha atrás. Acaba de propor, em vez do cancelamento da dívida, uma fórmula picaresca e enganadora que consiste em converter aquela em dois tipos de títulos, uns reais, que se iriam pagando à medida do crescimento da sua economia, e outros fantasmas, que se iriam renovando por toda a eternidade. França e Itália, vítimas também de grandes problemas económicos, manifestaram não ver com maus olhos semelhante proposta. Sem dúvida que ela não vingará porque ainda nem todos os países europeus perderam o sentido da realidade.

Em primeiro lugar, e com muita razão, vários membros da União Europeia, além da Alemanha, recordaram à Grécia que não aceitam “perdões”, nem explícitos nem dissimulados, e que os países devem cumprir os seus compromissos. Os que foram mais severos a esse respeito foram Portugal, Espanha e Irlanda, que depois de grandes sacrifícios estão a sair da crise após cumprirem escrupulosamente as suas obrigações. A Grécia deve à Espanha 26 mil milhões de euros. A recuperação espanhola custou sangue, suor e lágrimas. Porque teriam os espanhóis de pagar dos seus bolsos as más políticas dos governos gregos, além de já estarem a pagar pelas dos seus?

A Alemanha não é a culpada de que um bom número de países da Europa comunitária tenham a sua economia em escombros. A Alemanha teve governos prudentes e competentes, austeros e honrados e, por isso, enquanto outros países se destruíam, ela crescia e fortalecia-se. E não podemos esquecer que a Alemanha teve de absorver e ressuscitar um cadáver – a Alemanha comunista – a custo, também, de formidáveis esforços, sem se queixar nem pedir ajuda a ninguém, apenas mediante o empenho e o estoicismo dos seus cidadãos. Por outro lado, o governo alemão da senhora Merkel é um europeísta decidido e a melhor prova disso é a maneira generosa e constante como apoia, com os seus recursos e iniciativas, a construção europeia. Apenas a proliferação dos estereótipos e mitos ideológicos explica esse fenómeno de transferência freudiana que leva a Grécia (não é a única) a culpar o mais eficiente país da União Europeia pelos desastres que foram provocados pelos políticos que, durante tantos anos, o povo grego mandou para o governo com os seus votos e que o deixaram nas condições pavorosas em que se encontra.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons IX

12cartoons

O evento intitulado “Arte, Blasfémia e Liberdade de Expressão” que visava discutir aqueles temas foi interrompido pelo participante Omar Abdel Hamid El-Hussein, nascido e criado no Reino da Dinamarca, que dentro da sua liberdade decidiu responder aos tiros, assassinando o realizador dinamarquês Finn Norgaard. Guiado pela natural insatisfação humana, o crítico expôs os seus pontos de vista à porta de uma sinagoga, assassinado Dan Uzan, membro daquela comunidade judaica. Pelo caminho, dentro da sua liberdade feriu mais cinco pessoas. O crítico de arte – variante cartoons – foi abatido pelas forças repressivas dinamarquesas.

Uma vez mais e ao contrário das vítimas,  os afamados críticos dos cartoons têm a oportunidade para se exprimirem em liberdade. De preferência através da caixa de comentários.

Leitura dominical

Os portugueses que nos querem ver gregos, a opinião de Albertto Gonçalves no DN.

Nada detém o sucesso da revolução bolivariana. Na Venezuela já escasseavam os preservativos, as lâminas de barbear, o champô, os absorventes íntimos e o papel higiénico, entre outros símbolos do consumismo desenfreado. Agora faltam também as fraldas, produto cuja compra passa a depender da apresentação da certidão de nascimento dos bebés. Mais uma vez, o capitalismo é derrotado.

Anos após Chávez ter decretado o duche de meio minuto, e ao contrário do que sucede nas sociedades subjugadas à selvajaria dos mercados, os venezuelanos, adultos e crianças, libertaram-se enfim das grilhetas burguesas do banho e do asseio em geral. Hoje, um indígena levanta-se da cama onde acabou de encomendar o oitavo filho e, a julgar pelo aspecto e pela fragrância, encontra-se prontíssimo para participar numa manifestação de apoio ao Sr. Maduro. E os que criticam a ausência de leite para empurrar o pão com manteiga do pequeno-almoço referem-se a um falso problema, visto ser dificílimo conseguir pão, manteiga ou, de resto, qualquer refeição decente. Se o capitalismo julgava alienar as massas pelo estômago, enganou-se de novo.

Em larga medida, a Venezuela já desbravou o caminho que na Europa a Grécia (onde o Syriza assume a influência de Caracas) se limita a apontar. O socialismo grego ainda tenta sobreviver com o dinheiro alheio; o socialismo venezuelano mostra o que é viver sem dinheiro nenhum. Nem sequer os 11 mil milhões desviados pelos sobas locais para o HSBC da Suíça. O capitalismo está de rastos.

Calote argentino II

CristinaKirchner

Argentine President and Foreign Minister Charged Over Cover-Up of Iran’s Role in AMIA Atrocity

The Argentine Federal Prosecutor appointed to examine the accusation that the Argentine government attempted to cover up Iran’s role in the 1994 bombing of the AMIA Jewish center in Buenos Aires has announced that he will be pursuing the country’s top leadership over the charge, in a major endorsement of the claims advanced by Special Prosecutor Alberto Nisman on the eve of his death last month in suspicious circumstances.

President Cristina Fernández de Kirchner and Foreign Minister Héctor Timerman are the most prominent names in Gerardo Pollicita’s complaint, described by the Buenos Aires Herald as giving “a green light” to the charges originally made by Nisman before he died. As The Algemeiner reported earlier today, there is a growing conviction in both Argentina and Israel that Iran was also behind Nisman’s death, which the Argentine government is officially treating as a suicide.

In addition to Fernández de Kirchner and Timerman, Pollicita also charged several of their main political allies, including Luis D’Elia, a former member of the cabinet of Néstor Kirchner (Fernández de Kirchner’s late husband and predecessor in office) Andrés Larroque, a parliamentarian, former prosecutor Héctor Yrimia and Allan Bogado, a suspected member of Argentina’s state intelligence service.

 

Leitura complementar: Calote argentino.

S@m@s Tsipiras

A expedição à Sicília, de Paulo Tunhas no Observador.

Mas esqueçamos o inesquecível Zizek, e procuremos o pensamento de Tsipras para além das declarações, com bravata e sem gravata, a que os jornais nos habituaram. Tsipras não é um intelectual-bufão como Zizek. Em geral, limita-se a propor, como se diz, uma narrativa segundo a qual “os mercados”, com propósito explícito e consciente, afinco e determinação, visam a destruição da democracia. A coisa releva, ele di-lo naturalmente, do “espírito perverso do neoliberalismo global”. A Grécia é apenas a “primeira etapa” do vasto projecto concebido pelos “espíritos neoliberais mais iníquos”.

Contra isto, a Grécia deverá denunciar o Memorando. E, bem entendido, definir bem o inimigo. Com absoluta originalidade, o verdadeiro conflito é determinado: “O conflito na Europa não é entre países. É entre o capital e os mercados, por um lado, e os trabalhadores, por outro.” Ele lá o sabe. Mas os jornais não dizem exactamente isso. “Aquilo que precisamos é de uma Primavera Mediterrânica – como a Primavera Árabe”. Bom…

Exemplos a seguir? Para além, é claro, da Síria, onde a Primavera anda particularmente vibrante. Tsipras refere de passagem Mário Soares, o que infelizmente deve dar prazer a este, e, é claro, Hugo Chávez. Vindo do funeral de Chávez: “A Venezuela de Chávez é o brilhante exemplo de um país que combina o crescimento económico com uma redução das desigualdades sociais”. Tal sociedade “continua a ser um modelo para nós, como para a esquerda de todo o mundo”.

Teremos uma Venezuela dos Balcãs? O Oráculo de Delfos será substituído pelo Passarinho de Maduro? Ou uma Argentina, cujo exemplo Tsipras também aprecia? Ninguém sabe. Uma coisa, no entanto, se sabe. Tsipras não fará o mesmo que Alcibíades, que, depois de ter conduzido Atenas ao desastre, se passou para o lado de Esparta. Em 2013, prometeu que, no caso de aceder ao poder, o poder não o modificaria nem o “assimilaria”. Nada de “concessões e compromissos contra os nossos princípios”.

É claro que os gregos têm muitas razões de queixa contra o mundo. A União Europeia seguiu um caminho, com o euro, em que a soberania possível se foi estiolando. E, por razões que a construção europeia perfeitamente obliterou, as comunidades políticas vivem mal sem a soberania. O progresso da extrema-esquerda e da extrema-direita tem muito a ver com isso. Bem como o aumento das tentações nacionalistas e outras coisas muito feias.

Mas têm, desculpe-se, muito mais razões de queixa contra si mesmos. E isto não é moralismo nenhum, nem absurda Schadenfreude. Viveram alegremente em regime de elevada corrupção durante décadas, e acabaram com uma cereja em cima do bolo: elegeram um partido populista de extrema-esquerda, que se associou, para formar governo, com um muito pouco recomendável partido de direita. O Syriza jura com toda a força que vai dar uma surra na corrupção e pôr tudo na ordem. Não parece assim lá muito verosímil. O que se arrisca a fazer é conduzir a população a uma desgraça ainda maior. Neste caso, a Sicília está dentro de Atenas.

Hot

Arrogant statism of global warming fanatics, por por Daniel J. Mitchell

Global warming may well be real. But climate alarmists, and especially those who follow their agenda, are filled with arrogance and hubris and they have immense power to cause damage  (…)

But here’s the catch. I don’t trust radical environmentalists. Simply stated, too many of these people are nuts.

Then there’s the super-nutty category.

But you know what’s even worse than a nutty environmentalist?

What terrifies me far more are the very serious, very connected, and very powerful non-nutty environmentalists who hold positions of real power. These folks are filled with arrogance and hubris and they have immense power to cause damage.

If you think I’m exaggerating, here’s some of what was contained in a release from the United Nations Regional Information Centre for Western Europe. (…)

Rússia: soluções para todos os gostos

Igor Sechin, que é o presidente da companhia estatal russa de energia Rosneft, vem justamente queixar-se da OPEC, acusando-a de desestabilizar o mercado de petróleo e de estar ao serviço dos interesses de um pequeno grupo de países do Médio Oriente. Tem solução este problema da Rússia: voltar aos gloriosos tempos da economia soviética, tornar-se ainda mais independente da OPEC, formar uma organização concorrente – a concorrência dá sempre bons frutos – ou simplesmente deixar de apoiar o projecto nuclear iraniano.

Leitura dominical

Luzes da Ribalta, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Há eleições na Grécia e, de acordo com a sua incompreensível natureza, o PS divide-se. Certa ala hoje “marginal”, de Jaime Gama a Vital Moreira, discorda dos delírios do Syriza, enquanto as escolas de pensamento dominantes acham, sabe-se lá porquê, que o futuro de Portugal, da Europa e da humanidade dependem do sucesso do Syriza.

A questão é: qual Syriza? Os valentes que sonham demolir a hegemonia alemã ou os pelintras que imploram à Alemanha que não os deserde? Os revolucionários que desprezam as obrigações acordadas ou os desgraçadinhos que não conseguem uma reunião com a sra. Merkel? Os pantomineiros que ameaçam sair da UE ou os pobres diabos temerosos que a UE corra com eles?

Entre as altíssimas figuras socialistas, a única que mostrou perceber em absoluto a contraditória complexidade dos novos senhores gregos foi, sem grande surpresa, o líder António Costa. Em dois ou três dias, esse vibrante indivíduo celebrou a firmeza do Syriza e a “involução” do Syriza, condenou a austeridade e a renegociação da dívida, defendeu o rigor e a irresponsabilidade, admitiu todas as soluções e comprometeu-se com nenhuma, desmontando de uma assentada as más línguas que o davam como o sucessor natural dos monumentos ao vazio que costumam mandar em nós. Nada disso: o génio do dr. Costa é um vazio de outra dimensão e gabarito, talvez só comparável a um buraco negro, uma metáfora e, se não tivermos juízo, um destino.

Matar, crucificar e desmembrar

Sim, desde que de acordo as altas autoridades religiosas.

Egypt’s al Azhar University, Sunni Islam’s foremost religious authority, called for the “Killing, crucifixion and chopping of the limbs” of Islamic State (IS) terrorists who burnt alive Jordanian pilot Moaz al Kasabeh, probably in Syria.

Já sabemos que a verdadeira culpa deve ser repartida, desde o desaparecimento dos dinaussaros, entre Israel, os EUA, a UE e a NATO.

Vergonha em tons multiculturais III

A number of the men appeared in court today and will appear again in two weeks. The investiagation, which began when two women came forwards to police with complaints about their mistreatment has now charged a total of 31 men. The force is now investigating the cases of 12 women, some of whom are only 13 years old.

Vale a pena ler o artigo de James Delingpole, Rotherham where some cultures are more equal than others.

(…)Problem is, as all those poor young girls with their hideously blighted lives have discovered, if you belong to a victim group that doesn’t fit into the left’s fashionable narrative then you don’t count as a victim at all.

This is why, as both the Casey report and Communities Secretary Eric Pickles noted in evident disgust, Rotherham Council has been so continually reluctant to admit that it has done anything wrong. It’s also why South Yorkshire Police have failed to show any real contrition. It’s why the left-liberal media remains so determined to play the issue down. And it’s why what ought to be a national scandal yet remains so ill-understood that when, a few months ago I raised it on a BBC youth debate programme called Free Speech, my fellow panelists and almost the entire audience shouted me down as a liar.

Our politically correct culture made this problem. Our politically correct culture is too well indoctrinated to be capable of fixing it. (…)

Leituras complementares: Vergonha em tons multiculturaisVergonha em tons multiculturais IIRotherham, socialismo e multiculturalismo.

“socialismo é liberdade e abundância” II

NM1

Os verdadeiros socialistas detestam algumas formas de controlo de natalidade e determinadas formas de protecção.

The $755 Condom Pack Is the Latest Indignity in Venezuela

Venezuelans who already must line up for hours to buy chicken, sugar, medicines and other basic products in short supply now face a new indignity: Condoms are hard to find and nearly impossible to afford.

“The country is so messed up that now we have to wait in line even to have sex,” lamented Jonatan Montilla, a 31-year-old advertising company art director. “This is a new low.”

A collapse in oil prices has deepened shortages of consumer products from diapers to deodorant in the OPEC country that imports most of what it consumes, with crude exports accounting for about 95 percent of its foreign currency earnings. As the price the country receives for its oil exports fell 60 percent in the past seven months, the economy is being pushed to the brink with a three-in-four chance of default in the next 12 months if oil prices don’t recover.

The impact of reduced access to contraceptives is far graver than frustration over failed hookups. Venezuela has one of South America’s highest rates of HIV infection and teenage pregnancy. Abortion is illegal.

“Without condoms we can’t do anything,” Jhonatan Rodriguez, general director at the not-for-profit health group StopVIH, said by phone Jan. 28 from Venezuela’s Margarita Island. “This shortage threatens all the prevention programs we have been working on across the country.” (…)

 

Em Abril do ano passado, nas farmácias estatais cubanas não se encontravam preservativos. Era possível encontrar o popular método anti-concepcional em lojas cubanas vocacionadas para os turistas que os vendiam à unidade, pelo simpático preço de um dia de trabalho de um cubano: cerca de um dólar e trinta cêntimos.
Na altura, na esperança de diluir a falta de profilácticos no mercado, as autoridades sanitárias cubanas aprovaram a venda de mais de um milhão de preservativos com o prazo de validade expirado. No entanto, as mesmas autoridades garantiam que o material estava em perfeitas condições e que as embalagens apresentam um erro nas datas de validade.
Leitura complementar: “socialismo é liberdade e abundância

Mahmoud Charlie Abbas, o novo crítico dos cartoons

abbas

As forças blasfemas atacam onde menos se espera.

Palestinian president Mahmud Abbas has ordered an investigation into a drawing of the Muslim Prophet Mohammed which appeared in a West Bank newspaper, local media reported Tuesday.

The cartoon, which appeared Sunday in Al-Hayat al-Jadida, depicted what appeared to be a giant Mohammed standing on top of the world, sprinkling grains of love and acceptance from a heart-shaped satchel.

Palestinian news agency Wafa quoted Abbas as deeming it “necessary to take deterrent measures against those responsible for this terrible mistake.” (…)

Abbas joined world dignitaries including Israeli President Benjamin Netanyahu on a symbolic march through the streets of Paris days after the attack. (…)

Leitura dominical

Eurofestival, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Há longos anos que a UE treme ante a perspectiva de um partido de extrema-direita chegar ao poder de um dos seus Estados membros. Se tal acontecesse, garantiam-nos que seria o Apocalipse – e isto nas visões mais optimistas.

Ora o suposto Apocalipse acabou de acontecer e, à semelhança de outras calamidades como a gripe suína e as vacas loucas, as profecias eram manifestamente exageradas. A julgar pela satisfação maldisfarçada da maioria dos noticiários e da generalidade da imprensa, o advento na Grécia de umas criaturas com inclinações “fascizantes” é até motivo de júbilo. Não falo apenas do Syriza, acrónimo para Coligação da Esquerda Radical. Falo também da coligação com a direita radical com a qual o Syriza formou governo.

Os Gregos Independentes, ou Anel, partilham com o Syriza o patriotismo, a repulsa pelo “neoliberalismo” e o orgulho no parasitismo local. De brinde, acrescentam-lhe saudáveis doses de xenofobia e ódio racial. Parece que Panos Kammenos, o senhor do Anel, é dado a teorias da conspiração, aliás um sucesso garantido entre trapaceiros ou ignorantes. Em Dezembro passado, acusou os judeus, especialmente os judeus, de fuga fiscal. Não tarda, introduzirá “Os Protocolos dos Sábios do Sião” nos currículos escolares. Para já, o objectivo é submeter os currículos à doutrina Ortodoxa Cristã.

A coisa promete. Segundo inúmeros especialistas, promete mesmo “abalar” a Europa e orientá-la rumo ao fim da austeridade. Por algum motivo que os especialistas não alcançam, os malvados líderes do “sistema” meteram na cabeça que teríamos de empobrecer. Os populistas do Syriza e do Anel preparam-se para demonstrar que é preferível ser rico, principalmente quando o conseguimos à custa do trabalho alheio. Por agora, fica demonstrado que, afinal, os maluquinhos da extrema-direita não representam perigo nenhum – desde que devidamente acompanhados por maluquinhos da extrema-esquerda.

Talvez um dia, em Portugal, a rapaziada do PNR veja abolido o preconceito que injustamente lhe dedicamos. É questão de esperar que um dos sessenta e sete movimentos da esquerda radical precise da direita homónima para formar governo. Tenciono esperar sentado, a contemplar os ventos que sopram de Atenas para ensinar a solidariedade à Europa. A exacta Europa que os nacionalistas do Syriza e do Anel querem acima de tudo destruir: a geopolítica é assim complicada.

Somos todos Syrisa & Co II

Russia might bailout Greece. Quem o diz é o ministro das finanças russo, Anton Siluanov.

Well, we can imagine any situation, so if such [a] petition is submitted to the Russian government, we will definitely consider it, but we will take into account all the factors of our bilateral relationships between Russia and Greece, so that is all I can say. If it is submitted we will consider it, (…).

A minha dúvida é se a hipotética ajuda russa será dada em rublos, notas de monopólio ou em caviar.

Entretanto, as históricas tensões entre a Grécia e a Turquia conheceram um novo impulso.

Leitura compelmentar: Somos todos Syrisa & Co.

Farmville terrorista

bokoharam

‘Suicide bomber’ camels, goats, cows and donkeys are being prepared to carry out attacks for Boko Haram, says Nigerian government.

Em Agosto, o líder do grupo terrorista nigeriano Boko Haram, Abubakar Shekau, proclama o califado na localidade de Gwoza, no Nordeste da Nigéria, no estado de Borno. “Graças a Alá, os nossos irmãos alcançaram a vitória em Gwoza, que a partir deste momento faz parte do califado islâmico.” A declaração com a duração de mais de uma hora, foi transmitida em vídeo e constituíu o primeiro passo na concretização do objectivo de implantar a lei e o estado islâmico na Nigéria. Na altura, cerca de 100 pessoas, entre os quais 35 polícias, desapareceram. Em jeito de aviso às autoridades nigerianas, Abubabar Shekau, informou que os islamitas resistirão a qualquer tentativa que seja feita no sentido de os desalojar das zonas ocupadas.
O grupo terrorista Boko Haram tem intensificado durante o último ano as suas acções na zona Norte do país, de maioria muçulmana. Para atingirem os seus objectivos, assassinam não só quem representa alguma forma de ameaça e matam para servir de exemplo, queimando pessoas, casas e igrejas.