Podia-lhe ter dado para a solidariedade

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Alá falou-lhe ao neurónio e ele foi obrigado a decapitar uma colega de trabalho. Incidente que as autoridades logo se prontificaram a confirmar que não tinha nada a ver com o Islão.

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Leitura dominical

A higiene da casa, a opinião de Alberto Gonçalves no DN.

Pelo menos o Bloco de Esquerda, que voltou a tentar criminalizar o piropo, ainda faz rir. O PS nem isso. Parece que esta semana houve novo debate entre António José Seguro e António Costa. Parece que o debate foi fértil em insultos. Parece que não saiu daquelas cabecinhas a sombra de uma noção acerca do País. Parece que um dos Antónios ganhará o partido. Fascinante.

Como se nota, troquei a contemplação do debate pela leitura da imprensa no dia seguinte, tarefa apesar de tudo mais rápida e suportável. Há limites para os sacrifícios a que um comentador profissional se deve submeter. Em quase todas as profissões existem direitos adquiridos que isentam os trabalhadores de esforços sobre-humanos ou prejudiciais à saúde. Ninguém espera que um técnico laboratorial deguste as mistelas habitualmente testadas em hamsters, ou que um maquinista da CP conduza trinta seguidas (nos tempos que correm, começa a perder-se a esperança de que os maquinistas conduzam trinta minutos). Mas considera-se normalíssimo que um colunista político seja sujeito a repetidas sessões com a parelha de Antónios, independentemente dos malefícios emocionais e até físicos associados a semelhante empreitada. Em quatro décadas de democracia, os colunistas não adquiriram direito nenhum, incluindo o de veto.

O veto é da maior importância. Se um empregado de restaurante pode recusar-se a servir alcoólicos, o colunista deveria poder vetar a emergência de nulidades extremas na política. Para comentar alguém, é preciso que esse alguém mereça comentários. Não é questão de simpatia ideológica: para o bem ou para o mal, Sá Carneiro, Soares e Cunhal eram altamente “comentáveis”. Cavaco, Guterres, Louçã ou Jerónimo sempre providenciavam assunto. Com Sampaio, Santana, Sócrates ou Passos Coelho, a coisa já se tolerava com dificuldade. Os Antónios não se toleram. E nós, colunistas que se prezam, não os toleramos a eles. Falta-nos um sindicato, uma greve, uma manifestação na avenida.

 

Festa é festa

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Na Venezuela a escassez de alimentos, as dificuldades económicas e a perseguição política teimam em persistir. No entanto, nem tudo é péssimo no paraíso terreno: Caracas vai dançar ao som de cinco orquestras cubanas.

Bloco anedótico

Sem dúvida que duas cabeças de vento pensam melhor do que apenas uma.

Um ano depois de ter trazido o piropo para a discussão pública com uma primeira intenção de o criminalizar, o Bloco de Esquerda insiste no assunto. O partido leva esta quarta-feira à discussão no plenário do Parlamento uma proposta que classifica como crime o assédio sexual – onde se inclui o assédio verbal – e outra para perseguição. (…)

O BE cita posições e estudos da APAV, UMAR e CITE para argumentar que a tipificação do crime de assédio sexual é importante para servir como efeito dissuasor. Por assédio sexual entende-se a proposta reiterada de “favores de natureza sexual” ou “comportamento de teor sexual indesejado, verbal [onde se inclui o piropo] ou não verbal, atentando contra a dignidade da pessoa humana”, lê-se no texto bloquista.

Entre os exemplos estão situações de assédio sexual “entre professores e alunos, passando pela agressão a que as jovens e mulheres estão sujeitas nas ruas”, que provocam “custos no desenvolvimento da personalidade de jovens adolescentes, vítimas privilegiadas destes comportamentos”.

O tema foi trazido para a ribalta na rentrée do Bloco, no Fórum Socialismo 2013, com a mesa-redonda “Engole o teu piropo” em que as organizadoras – duas feministas, uma delas militante bloquista – defenderam que o piropo devia ser criminalizado. E estalou a polémica. Depois, vieram justificar que pretendiam apenas “levantar a discussão sobre o assunto” e não protagonizar qualquer iniciativa de proibir o piropo. (…)

 

Leitura complementar: Bloco insiste em punir o Piropo: Portugueses dizem “é boa, seus tesudos”. 

Adenda: Insatisfeito com a falta de alcance proibicionista do “Engole o teu piropo”, uma cabeça bloquista aposta tudo contra o anúncio do Euromilhões, exigindo um pedido público de desculpas. (obrigado à Tucha pela indicação).

 

 

A saga dos Merah

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Depois do turismo, o regresso.

Three Frenchmen, including the brother-in-law of a Toulouse-based al Qaeda-inspired gunman who killed seven people in 2012, were arrested on Tuesday at a Paris airport suspected of having joined Islamic militants in Syria, a French official said.

Around 150 militants who fought with rebel groups in Syria and Iraq have returned to France, requiring “massive” resources for surveillance and other security measures to prevent attacks.(…)

The three men including the husband of Souad Merah, whose brother Mohamed killed seven people including three Jewish children in March 2012, were arrested at Orly airport in Paris. (…)

Leituras complementares: Mohamed Merah e as restantes “vítimas da sociedade”Em nome do quê?; Falta de vergonha;  Rock the casbah.

 

Por favor, não parem

A Casa dos Segredos, versão PS.

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre acusou segunda-feira à noite o secretário-geral socialista, António José Seguro, de recorrer a um “populismo incompatível com o PS” ao propor a redução do número de deputados de 230 para 181.

“Isso não é a cultura democrática do PS. Isso é populismo incompatível com o PS”, disse, sustentando que “falso moralismo nada tem a ver com a transparência ou ética republicana”.

Salvem os artistas-rentistas

Coloquem um ponto final nos 401 livros grátis do Metropolitan Museum of Art. (Via FB da Maria João Nogueira).

A religião da pás chega à paróquia

Está Na Hora!

Está na horas meus irmãos. Está na hora de demonstrar ao mundo a força do islamismo e de combater os infíeis! O plano está traçado e preparado. Iremos tomar conta de portugal e deste povo fraco e levaremos o nosso Islão ao mais elavado patamar do desejo do Senhor!

Espero por uma explicação de David Munir, sobre a notícia dada na página da Comunidade Islâmica de Lisboa.

Adenda: Entretanto, a “notícia” desapareceu do site da CIL. Terá sido obra de intervenção divina? Se assim for, a explicação do líder espiritual dos muçulmanos em Portugal torna-se ainda mais urgente.

Adenda II: De acordo com o DN, o” site da Comunidade Islâmica de Lisboa terá sido alvo de um ataque informático, que levou à divulgação de uma mensagem com conteúdo extremista. Esta foi a explicação dada ao DN por Khalid D. Jamal, membro da direcção da Comunidade, afirmando que o caso já foi encaminhados para as autoridades. (..)

Porém, Khalid D. Jamal garante que tudo não passou “de um ataque informático”. “A direcção já está ao corrente da situação e já demos conta do sucedido às autoridades. A Comunidade Islâmica repudia o discurso extremista”.

Nos próximos dias, a direcção da Comunidade Islâmica de Lisboa deverá prestar mais esclarecimentos públicos sobre o caso.”

Leitura dominical

A arte de roubar, a crónica de Alberto Gonçalves no DM.

Não era necessária, mas a prova definitiva de que o Governo é tudo, tudo, tudo excepto liberal foi transmitida em horário nobre pela RTP, durante as duas horas do último Prós e Contras. O tema era a Lei da Cópia Privada, que taxa, a pretexto dos direitos de autor, as geringonças electrónicas capazes de guardar música, filmes ou livros mesmo que os compradores das geringonças não guardem lá música, filmes ou livros nenhuns.

Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, começou logo por avisar que o assunto “não é de fácil compreensão para o grande público”, por azar o exacto público que vai pagar o imposto que, segundo o professor Xavier, não é um imposto. Ao lado do professor Xavier, um senhor da SPA explicou que os autores é que são os verdadeiros aliados dos consumidores, os tais que pagam o imposto que não é imposto. De facto, isto não se compreende à primeira.

Para complicar, a plateia estava repleta de “artistas” e afins. Entre os afins, o filho de David Mourão-Ferreira, colérico, informou a ralé que o imposto visa punir um “roubo”. Esqueceu-se de dizer que se trata de um roubo presumido. A ideia da lei em causa é justamente a presunção de que o comprador de um iPhone se prepara para piratear obras avulsas. E o apogeu cómico é presumir que as obras são a dos “artistas” presentes no Prós e Contras: Carlos Alberto Moniz, Tozé Brito, Paulo de Carvalho, o rapaz dos Delfins, dois Vitorinos (o alentejano e o maestro da bengala), etc. A certa altura do debate, uma opositora da lei, Maria João Nogueira, perguntou porque é que os autores não taxavam os produtos que vendem. O intérprete de Dai-li, Dai–li-dou não soube responder. Mas toda a gente sabe: porque não vendem nada, ou quase nada.

E aqui reside o problema dos “artistas”, sobretudo musicais, cuja arte é a de extorquir o que ninguém patrocinaria de livre vontade. O processo normal é o do financiamento estatal. Dado que agora as autarquias encomendam menos farras, conforme de resto foi lembrado no programa, a alternativa ao subsídio de redundâncias passa por cair em cima da “indústria”. O bom povo, com fama de ladrão e proveito de roubado, lixa-se sempre.

Quanto aos “artistas” e aos burocratas redundantes que gerem os direitos dos “artistas”, não podem, por motivos que escapam ao mortal comum, lixar-se. Custe o que custar. Graças à lei aprovada pela maioria na sexta-feira custa-nos uns euros em numerário e uma fortuna em vergonha. No final do Prós e Contras, Vitorino cantou a cappella e o secretário da Cultura viu-se assaz aplaudido. Em Portugal, taxar o liberalismo renderia zero.

Compreender o putinismo X

Fazer turismo com maus gps’s na Ucrânia é perigoso e pode ser fatal. A equipa da BBC que trabalha sobre o assunto foi bem recebida na Rússia que, por sinal, tem em vigor uma lei da cópia privada um tanto agressiva.

Ocupar é divertido

É urgente ocupar o Twitter dos ocupas.

Activists who organized the dormant Occupy Wall Street movement are suing another activist for control of the main Twitter account, and one of the plaintiffs says there was no other option but to turn to litigation to solve the dispute.

The conflict centers around @OccupyWallStNYC, one of the main Twitter feeds that distributed information during the movement’s heyday in 2011. The OWS Media Group filed a lawsuit against organizer Justin Wedes on Wednesday, which is also the third anniversary of the beginning of Occupy Wall Street. The group, led by activist Marisa Holmes, is seeking control of the Twitter account as well as $500,000 in damages.

The Twitter account, which used to be shared among several activists, is now under the control of Wedes, who explained his decision to take over the Twitter feed in a blog post in August:

A thread about “self-promotion” became just another shaming session. If we start from a place of assuming bad intentions – i.e. discouraging “self-promotion” over encouraging solid, relevant content – we will end up with rules that shame rather than empower. Group members took on the task of limiting others to “1 to 2 tweets per day” (or week) on a topic, a form of censorship that would never have been allowed in the earlier days of the boat. I had to say enough!

“We can either go and beat him up or we can go to court,” Holmes, a video editor who was part of the core organizing team of Occupy, told BuzzFeed News. “And quite frankly if we go and beat him up then we could end up with countersuits against us, and that puts us in a more damaging position and we don’t really want to do that anyway.”

 

Rand Paul, o novo falcão III

Rand Paul dá mais uma entrevista em que procura explicar algumas das suas ideias sobre a política externa norte-americana, defender-se de acusações e abordar a questão de como agir contra o Estado Islâmico. Os destaques são da minha autoria mas a entrevista deve ser lida na íntegra na The Federalist. A caixa de comentários, servirá para o necessário carpir de mágoas aos viúvos devotos do isolacionismo.

Rand Paul Responds To His Critics On ISIS And Foreign Policy An exclusive interview with the Senator from Kentucky.

(…)The thing that I in some ways laugh at, because nobody seems to get this, is that I spent the past five years in public life telling everyone that “hey, I’m not an isolationist” … and when they find out I’m not, they say I’ve switched positions, because I’m not the position they were saying I was. You know what I mean? So for five years they’ve been accusing me of being something that I say I’m not. And then when they find out I’m really not, they say I’ve changed my position. You can see how it’s a little bit frustrating for me. (…)

At the same time, I’ve also said all along that I’m not for no interventions. I’m not for saying “we never intervene”, and this is what I’ve spent five years trying to tell people is my policy, I don’t want to be branded as someone who believes in no intervention. In the current situation, I do think this is a judgement call, and I still continue to believe that Congress should vote on it. It’s an imperative that Congress declare war, and I’ve never changed my position on that, but I’ve always said that when we vote then there is a debate, and the debate concerns our vital American interests. And that’s something that even good people can sometimes disagree on. With ISIS, they’re beheading American citizens, they’ve actively said that if they can, and when they can, they’ll come to New York. They’re within, I think a day’s march or a day’s drive of Erbil and the consulate there. I think that they probably would be repelled in Baghdad, but they could be a threat to Baghdad. I think ultimately if left to their own devices, they could organize the same way Al-Qaeda organized in Afghanistan, and if given a safe haven that they could be a real threat to us at home.

(…)In general, I do think the war on the ground should be fought by those who live there. It offends me that sixteen of the nineteen hijackers were Saudis, it offends me that they finance radical Islam, and it offends me that they get rich off of our buying their oil and they don’t fight. So I’d like to see the first several thousands in the front lines attacking ISIS be Iraqis, but I’d also like to see the Saudis up there, Kuwaitis, Qataris. I’d like to see them fight. Ultimately, and this is where I in some ways I agree with the president, this is a long war against radical Islam, but the ultimate victory over radical Islam will have to come from civilized Islam. (…)

Leituras complementares: Rand Paul and ISIL; Rand Paul, o novo falcão IIRand Paul, o novo falcão.

Compreender o putinismo IX

Alina Kabayeva

No Kremlin, os recursos humanos continuam a ser geridos a partir da confiança nas capacidades profissionais e humanas das pessoas envolvidas na causa pública.

The former gymnast rumoured to be Vladimir Putin’s girlfriend is giving up her career as an MP to take charge of a pro-Kremlin media holding run by an acquaintance of the Russian president.

Alina Kabayeva, 31, will become chairman of the board of National Media Group, which is controlled by Yury Kovalchuk, a finance and media magnate added to US and EU sanctions lists over the Ukraine crisis earlier this year.

He is allegedly Mr Putin’s “cashier”.

The group owns a 25% stake in the vociferously pro-Kremlin Channel One television station and a majority stake in the government-friendly Izvestiya newspaper.

Miss Kabayeva, who was an Olympic champion in rhythmic gymnastics in 2004, has served for six years as a deputy from the pro-Putin United Russia Party in the State Duma, Russia’s lower house of parliament.

O sonho comanda a jihad e burocracia quer dar cabo dela

O jovem conhecido como Mohammad Daniel, Abu Abdul Rahman ou mesmo Mark John Taylor, foi forçado a emigrar. Rumo a vida mais plena, assentou na Síria. A experiência como “soldado de Alá” não terá corrido de acordo com os sonhos revelados pelo Altíssimo. Como se a vida de terrorista não fosse suficientemente agreste, a má sorte parece perseguir o bom muçulmano: um infeliz incêndio queimou o seu passaporte e as autoridades neo-zelandesas parecem não estar muito receptivas a emitirem um novo documento. Parece impossível não percebem os desejos do viajante aventureiro Mohammad Daniel em sair da Síria. O homem pela bondade da missão praticada, merece regressar a casa e em classe executiva, que a viagem ainda é longa. Alguém lança uma petição?

Compreender o putinismo VIII

Ocidentais, finalmente podemos pedir as devidas desculpas a Vladimir Putin.

El presidente ruso Vladímir Putin cree que Occidente debe pedirle perdón y por ello ha abierto una página web con un manifiesto que cualquier ciudadano occidental puede firmar. Traducida a varios idiomas, se trata de una carta dirigida tanto a Putin como a todo el pueblo de ruso, y cuyas primeras líneas van directas al grano: «Les rogamos acepten nuestras disculpas por el comportamiento de nuestros Gobiernos y medios de comunicación».

 

Leitura complementar: Compreender o putinismo.

Leitura dominical

Dois zeros à esquerda, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Com a sobrancelha vibrante de angústia, o António acusa o António de deslealdade e traição. O António, com o lábio inferior trémulo de mágoa, reage e lamenta que o António recorra a ataques pessoais. O António sente-se. O António choraminga. O António faz queixinhas. O António corre para a mãe. Antes do debate na TVI, José Alberto Carvalho anunciou que iríamos testemunhar uma coisa nunca vista. Estava certíssimo.

Por mim, nunca vi demonstração tão cabal de vazio quanto o primeiro confronto directo entre os Antónios do PS. E esperava não voltar a ver, até que no dia seguinte o confronto se mudou para a SIC e os Antónios mudaram o registo. Depois da pieguice, passaram alegadamente a discutir ideias. Dado que não possuem uma única, além da peculiar noção de que a crise é facultativa e o crescimento decretável, o vazio foi ainda mais evidente.

Não significa isto que o António e o António sejam os maiores embaraços da história da democracia, embora essa hipótese não deva ser desprezada. Significa apenas que não há memória de os embaraços se exporem assim ao olhar do público. Por regra, quando uma organização de poder quer colocar uma nulidade na liderança, convoca um congresso e procede em relativo recato. Por razões que me escapam, o PS decidiu autopsiar as respectivas nulidades em horário nobre. E o resultado é este.

Misteriosamente, a opinião publicada consegue tomar partido na contenda, e quase sempre do lado do António, nascido e criado nas “jotas”, contra o António, nascido e criado nas “jotas”. A mera capacidade de se distinguir entre ambos os Antónios já é notável (no máximo, distinguem-se pelos que os rodeiam: um António é visto na companhia de relíquias socialistas e de vultos do que aqui passa por “cultura”, e o outro António não). Mas verdadeiramente espantosa é a tendência de comentadores, colunistas, cartomantes e “politólogos” para se entusiasmarem com os desabafos dos Antónios, fundamentados em coisa nenhuma excepto na convicção de que um deles acabará a mandar no País.

A acontecer tamanho flagelo, de resto plausível, importa é perceber se o País sobreviverá a qualquer dos Antónios. Sabe Deus e sabem os contribuintes alemães que Portugal tem resistido a muito. A desesperada situação em curso sugere que não resistirá a tanto. Será azar, ou será talvez o justo castigo para quem leva a sério pelo menos um de dois zeros à esquerda. Os Antónios nem a brincar.

 

Olha que coisa mais gira, mais cheia de graça

Campos doou 2,5 milhões um dia depois de morrer

 

O Comité Financeiro do Partido Socialista Brasileiro (PSB) informou o Tribunal Superior Eleitoral que recebeu uma doação de Eduardo Campos, o ex-candidato presidencial pelo partido que morreu num acidente de avião, conta a Carta Capital.

Há dois pontos a causar estranheza à imprensa brasileira. Primeiro, o timing: aconteceu apenas um dia depois do acidente aéreo (14 de agosto). E a quantia — cerca de 850 mil euros —, que será, segundo o jornal brasileiro, quase cinco vezes mais do que o património declarado pelo político.

Mais uma conspiração sionista revelada

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Desta vez a sorte coube ao Krav Maga. É preciso estar atento à Angelina Jolie, ao Brad Pitt, aos ginásios, academias e federações por esse mundo fora.

(…) Mashregh warns that Israel is now undertaking “mysterious activities” involved in spreading Krav Maga worldwide. The news site concludes that it cannot yet give an answer as to what is behind Israel’s plot to spread the martial art, but notes that the dangerous trend should be observed.  Mashregh’s comments come amid reports that Hollywood celebrities, particularly Brad Pitt and Angelina Jolie, are taking lessons in Krav Maga.  Mashregh regularly features articles accusing Israel and Hollywood of various covert plans for world domination. In 2012, the news site wrote that Israel and Hollywood were working together to promote homosexuality as part of a global plot to subjugate humankind in a plot based in Tel Aviv, which Mashregh described as the “gay capital of the world.”

Leitura recomendada

Não, não iremos morrer a Donetsk, de José Manuel Fernandes.

(…) Foi publicada a semana passada em Espanha uma sondagem onde se ficava a saber que só 16% dos espanhóis estavam dispostos a participar voluntariamente na defesa do seu país. Não na defesa da União Europeia, ou do Ocidente, ou da liberdade, ou do direito dos povos à autodeterminação: na defesa do seu país. Não conheço estudos noutros países, mas suspeito que mesmo em Estados unitários, sem o problema das várias nacionalidades que existem em Espanha, os resultados não seriam muito diferentes.

Este é o maior abismo que existe entre a Europa de hoje e aquela que, há cem anos, marchou entusiasticamente para as trincheiras. A hipótese de ter de defender o nosso país não se coloca, a de combater algures no mundo em nome de valores partilhados ainda menos. Sociedades que gastam um quinto da sua riqueza a pagar pensões de velhice – e onde grande parte da população depende desse pagamento para sobreviver – não precisam de gostar muito de McDonalds para não estarem preparadas para defender o tipo de valores que está em causa no conflito ucraniano. Isso não acontece por falta de vontade política dos líderes – isso acontece porque foi assim que preferimos viver – e ainda bem.

Acontece que outros não têm os mesmos valores, não alimentam as mesmas ambições e estão dispostos a utilizar outros métodos. É talvez por isso, por estas nossas sociedades serem tão diferentes, que me parece sempre um pouco vácua a discussão sobre se estamos a repetir os erros dos líderes pré-I Guerra – os “sonâmbulos” que caminharam para o desastre sem ver o que aí vinha – ou os erros dos líderes pré-II Guerra – os “apaziguadores” que cediam em tudo para evitarem um conflito.

O líderes de hoje enfrentam uma realidade bem diferente e difícil de mudar: a convicção generalizada, a vontade enraizada de que não, não iremos morrer por Donetz. (…)

 

Terror: conferência de doadores

O apoio dificilmente podia ser mais evidente. Claro que continua a haver espaço para trazer à discussão as Grandes Guerras, o império norte-americano e a existência de Israel.

Standing at the front of a conference hall in Doha, the visiting sheikh told his audience of wealthy Qataris that to help the battered residents of Syria, they should not bother with donations to humanitarian programs or the Western-backed Free Syrian Army.

“Give your money to the ones who will spend it on jihad, not aid,” implored the sheikh, Hajaj al-Ajmi, recently identified by the United States government as a fund-raiser for Al Qaeda’s Syrian affiliate.

Leitura dominical

As flores do Mal, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Posso ser um bocadinho optimista? Muito obrigado. É verdade que o desfecho do caso Face Oculta se fez tipicamente esperar. É verdade que ainda estará sujeito aos recursos da praxe (e, talvez, aos beneplácitos da praxe). É verdade que a decisão do tribunal não apaga o papel de altos magistrados na sabotagem do processo. É verdade que a figura maior desta história passou entre os pingos da chuva. E é verdade que castigar a trapaça do sucateiro socialista não castiga outras trapaças que envolvem outros partidos ou “personalidades”.

Mesmo assim, o que aconteceu em Aveiro, da sentença aos rostos perplexos dos condenados, é um sinal de que nem tudo é permitido nem a impunidade é inevitável. Por uma vez, se calhar sem exemplo ou repetição, ganhei confiança na justiça. Enquanto não voltar a perdê-la, permitam-me festejar durante uns dias o célebre Estado de direito. E quem diz uns dias diz uns minutos, ou o tempo em que Portugal se assemelhou à civilização.

Rand Paul, o novo falcão II

A opinião de Rand Paul, escrita pela próprio candidato presidencial. Prevê-se o rasgar de vestes na caixa de comentários.

Rand Paul: ‘I Am Not an Isolationist’.

If I had been in President Obama’s shoes, I would have acted more decisively and strongly against ISIS

Some pundits are surprised that I support destroying the Islamic State in Iraq and Greater Syria (ISIS) militarily. They shouldn’t be. I’ve said since I began public life that I am not an isolationist, nor am I an interventionist. I look at the world, and consider war, realistically and constitutionally.  I still see war as the last resort. But I agree with Reagan’s idea that no country should mistake U.S. reluctance for war for a lack of resolve.

As Commander-in-Chief, I would not allow our enemies to kill our citizens or our ambassadors. “Peace through Strength” only works if you have and show strength. (…)

Leitura complementar: Rand Paul, o novo falcão.

Compreender o putinismo VI

Revealed: the Kremlin files which prove that Nato never betrayed Russia

Secret official records contradict the stab-in-the-back myth that justifies Russian expansionism

 

Leitura complementar: Compreender o putinismo III.