Uma pequena notícia que corresponde a um enorme avanço

Nicolás Maduro a olhar para as coisas do progresso.

Nicolás Maduro a olhar para as coisas do progresso.

Na Venezuela, o camarada Haiman El Troudi assume a Vice-Presidência do Socialismo Territorial. A  ofensiva progressista é imparável.

El presidente Nicolás Maduro, informó que Elias Jaua deja el ministerio de las Comunas para asumir nuevas responsabilidades con el pueblo.

“Vamos Elias desde la profundidad del Pueblo, como siempre, como nos enseño nuestro Maestro-Padre, construyendo Victorias”, escribió.

En este sentido, anunció que la compañera profesora Rosangela Orozco asume la conducción del Ministerio de Comunas y Mov.Sociales.

Asimismo, en otro tweets también mencionó que la labor que venia ejerciendo Elia Jaua, en la Vicepresidencia del Socialismo Territorial la asumirá Haiman El Troudi “para mantener la Ofensiva”, puntualizó.

Gurbanguly Berdymukhamedov

Foto: Alexander Vershinin/AP

Foto: Alexander Vershinin/AP

Um nome, um líder, uma obra a reter.

Gurbanguly Berdymukhamedov gallops ahead in race to construct a cult of personality bigger than his predecessor’s, the late dictator Saparmurat Niyazov

Turkmenistan’s equestrian-mad leader has been honoured with a huge monument in the capital city, featuring his likeness atop a golden horse.  Cast in bronze and covered in 24-carat gold leaf, the statue of Gurbanguly Berdymukhamedov soars over 20 metres from the ground and is perched on an outcrop of white marble cliff.  Berdymukhamedov, who has run the country since 2006 and is accused of presiding over one of the most pervasive personality cults in the world, is widely known as Arkadag, or the patron.

 

Haja fé no Marinho e Pinto

marinho

O Partido Democrático Republicano  (partido unipessoal do ex-jornalista e ex-bastonário da ordem dos advogados) vive momentos animados. Espero que num futuro próximo surjam vários movimentos antagónicos que defenderão a necessidade da existência e da unidade verdadeiramente diferenciadora do partido de Marinho e Pinto.

Confusão na assembleia de filiados do PDR. Marinho Pinto impugna votações

Leitura dominical

Uma tragédia evitável, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Apesar de lamentar a balbúrdia cometida por adeptos da bola no centro de Lisboa, António Costa lembrou, a título de consolo, que actividades semelhantes também acontecem “noutros locais”. Para mim, que moro a centenas de quilómetros do Marquês de Pombal, chega. Para os lisboetas, sobra. Para todos os portugueses, eis uma amostra da liderança serena que o Dr. Costa se prepara para aplicar ao país em peso, logo que as sondagens comecem a traduzir a real vontade do eleitorado e retirem o PS de fundilhos antes justificáveis pela brandura de António José Seguro: qualquer maçada, problema ou cataclismo devem ser relativizados sob o imbatível argumento de que, algures, já houve igual ou pior.

Se, por exemplo, um dia funesto Condeixa–a-Nova for bombardeada pelo inimigo, o Dr. Costa recordará Dresden e Pearl Harbor. Se três quartos do Alto Minho desaparecerem graças a um vírus maligno, o Dr. Costa não demorará a evocar a sida em África e a gripe espanhola. Se um surto de canibalismo irromper no Barlavento algarvio, o Dr. Costa acalmará as hostes mediante comparações com o Donner Party e a fome soviética de 1932. É para isto que serve um líder.

Quanto a um candidato a líder, serve para apresentar um “projecto de programa eleitoral”. Dividido em quatro capítulos, 21 pontos e incontáveis alíneas, o projecto de programa é um sítio tão bom quanto outro qualquer para o PS semear palavras que acha cativantes (flexibilidade, proximidade, agilidade, qualidade, sustentabilidade, valências, alavancagem, dicotomia, etc.). Ao longo de 134 páginas que se lêem com o prazer com que se arranca um dente, oscila-se sem surpresas entre os grandes conceitos (a liberdade, a democracia, o sol, o vento e a água) e o detalhe maníaco (melhorar a “qualidade das emissões da RTP Internacional”). Ou entre promessas lindas (a “eficiência do Estado”) e a sua contradição imediata (a criação da essencial “Unidade de missão para a valorização do Interior”). Ou entre promessas esquisitas (os direitos de “reserva da intimidade da vida privada e do bom nome”) e a sua contradição imediata (a “conciliação dos mecanismos da vigilância electrónica com os de teleassistência no apoio a vítimas de violência doméstica”). Ou entre o ocultismo (“construção de equipamento e navios de suporte para O&G e Mining Offshore”) e, literalmente, a arte de encher chouriços (há um “programa integrado de certificação e promoção de produtos regionais”). Ou entre a comédia farta (um “Programa subtemático para o setor [sic] do leite”) e a retórica vazia (“Um mundo que nos devolva o lugar da comunidade, valorizando a vida quotidiana”). Ou entre os sintomas de amnésia (a “consolidação das contas públicas”) e o orgulho no currículo (as garantias de apoios a tudo o que mexa – e principalmente não mexa – são infinitas). Por pudor, não desenvolvo “o equilíbrio de género no patamar dos 33% nos cargos de direção para as empresas cotadas em bolsa”. Por estupefacção, não comento a abolição da austeridade através de decreto.

Em suma, pacotes, iniciativas, medidas, apostas, comissões, siglas e delírios, muitos delírios, as coordenadas exactas do embuste. Pura política? Sem dúvida, e sobretudo puro PS. Corre por aí que o Dr. Costa contratou especialistas de marketing para perceber o que vai na cabeça dos portugueses. A vantagem dos portugueses é saberem de antemão o que vai na cabeça do Dr. Costa, um seguidor confesso do interessante Syriza. Se depois elegerem o PS pode sempre dizer-se que, de Mário Soares a José Sócrates, já houve desastres iguais. Duvido que tenham sido piores: a luz ao fundo do túnel é o TGV.

Pela marcha patriótica do aumento da produção socialista

Maduro

O governo bolivariano expande a planificação socialista em todas as empresas do estado. Um sonho tornado realidade, graças ao superior empenho do camarada/presidente Maduro.

Google, Twitter e Facebook em russo

logos

É do interesse universal que parem de violar a censura as leis russas. A santa mãe Rússia deu-se ao trabalho de os avisar, antes do envio dos “homens verdes”.

Adenda: Pavel Durov explica o processo de “nacionalização” da sua empresa.

George Galloway à fartazana

Galloway numa animada actividade da organização de caridade Viva Palestina

Galloway numa animada actividade da organização de caridade Viva Palestina

George Galloway referred to police by MP expenses watchdog after complaint by former PA

George Galloway’s use of parliamentary funds has been referred to the police by an expenses watchdog following a complaint by his former assistant.

The Independent Parliamentary Standards Authority (Ipsa), which oversees MPs’ business costs and their use of public money, has investigated claims made by Aisha Ali-Khan.

She had lodged an official complaint alleging that while she worked for Mr Galloway, she spent a large amount of time on non-parliamentary duties including underwear shopping, making preparations for his wedding and helping the Viva Palestina charity.

Não correu como o esperado

Arrested for reporting on Qatar’s World Cup labourers

O esforço de relações públicas das autoridades do Qatar. Também nesta área, não existem soluções mágicas e se existem, são de desconfiar.

O jornalista da BBC Mark Lobel foi convidado a vistar o país do Médio Oriente que organizará o Campeonato do Mundo de futebol de 2022 e que tem tido alguns problemas de imagem provocados pelas más condições de trabalho dos imigrantes envolvidos na preparação do evento.  Mark Lobel (e o resto da equipa) acabou por ser preso por se ter aventurado em fazer o  trabalho por sua conta e risco, fora do controlo das autoridades.

Outros mares de imigrantes II

38 Cuban migrants intercepted last month as they tried to reach America are STILL stranded on Coast Guard cutter as Cuba refuses their re-entry.

 

Leitura dominical

A banalização da palermice, a crónica de Albero Gonçalves no DN.

(…) Aconteceu durante o jogo de futebol entre o Real Madrid e a Juventus. O “melhor do mundo”, como é constitucionalmente obrigatório dizer, recebeu a bola perto da baliza e, em vez de chutar, fez um passe disparatado para um adversário. Perante isto, o locutor (da TVI, salvo o erro) não se conteve e saltou excitadíssimo da hipotética cadeira: “Que generosidade de Cristiano Ronaldo!”

Em matéria de patriotismo, julgo que não se pode ir mais longe. Mas deve imitar-se o exemplo e estendê-lo ao resto. De agora em diante, a política fiscal do governo será referida enquanto um modelo de altruísmo, concebido para relativizar o baixo poder de compra dos búlgaros. As propostas económicas da oposição são um paradigma do desprendimento, dado que prometem arrasar o que resta do país apenas para que os gregos não se sintam tão isolados. Os esforços sindicais para promover falências constituem um esforço de solidariedade para com os já desempregados. E o nacionalismo amalucado e oco do locutor em causa é, também, a consagração da benevolência, visto impedir que Marinho e Pinto, Sampaio da Nóvoa e Paulo Morais digam asneiras sozinhos. Até na pequenez Portugal é enorme.

Outros mares de imigrantes

Emigrantes de Rohingya. Foto: Christophe Archambault/Agence France-Presse — Getty Images

Emigrantes Rohingya. Foto: Christophe Archambault/Agence France-Presse — Getty Images

A avaliar pelas reportagens a Malásia e a Indonésia estarão a planear uma resposta, um sistema de quotas para acolher os imigrantes.

Sobre o desmancho ortográfico

Nada melhor do que a opinião de Vasco Graça Moura.

O Acordo Ortográfico significa a perversão intolerável da língua portuguesa.(…)

Mas o que ninguém pode é passar em claro que o AO leva ao agravamento da divergência e à desmultiplicação das confusões entre as grafias e faz tábua rasa da própria noção de ortografia, ao admitir o caos das chamadas facultatividades. Sobre tudo isso existe, de há muito, abundante material crítico, com destaque para os estudos essenciais, demolidores e, note-se, não contrariados, de António Emiliano. (…)

Esse vocabulário comum nunca existiu. Não há notícia de que esteja em vias de ser elaborado, nem de encontros de instituições ou órgãos competentes dos oito países de língua portuguesa para tal efeito. (…)

O AO não está nem pode estar em vigor. A vigência de uma convenção internacional na nossa ordem interna depende, antes de mais, da sua entrada em vigor na ordem internacional. Terá o AO começado a vigorar no ordenamento internacional quando há Estados subscritores que ainda não o ratificaram, decorridos mais de 20 anos sobre a sua celebração? E esse mesmo facto não inviabilizará o próprio AO, por impossibilidade manifesta do fim que ele se propunha e que era o de alcançar uma “unidade” ortográfica aplicável a todos aqueles Estados?

Por outro lado, e quanto ao chamado segundo protocolo modificativo, que não foi também ratificado por todos os Estados que o subscreveram, poderá a ratificação por três desses Estados sobrepor-se aos ordenamentos constitucionais dos restantes e vinculá-los a todos, levando-os a acatar, por esse expediente trapalhão, algo que eles como Estados soberanos também não ratificaram? Significará isto uma vigência do protocolo na ordem externa, de modo a que ele possa vigorar em Portugal ou aplicam-se ao caso os mesmos princípios que acima referi?

Uma outra ordem de questões prende-se com um pressuposto essencial. O art.º 2.º do AO exige que, antes da sua entrada em vigor, os Estados signatários tomem, através das instituições e órgãos competentes, as providências necessárias com vista à elaboração “de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa, tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível, no que se refere às terminologias científicas e técnicas”.

Esse vocabulário comum nunca existiu. Não há notícia de que esteja em vias de ser elaborado, nem de encontros de instituições ou órgãos competentes dos oito países de língua portuguesa para tal efeito.

Sendo assim, como é que se pode sustentar a vigência e aplicabilidade do AO?

Por último, está mais do que demonstrado o risco de a língua portuguesa, tal como a falam os mais de 50 milhões de pessoas que não seguem a norma brasileira, vir a ser muito desfigurada, na relação entre grafia e oralidade, em especial no tocante à pronúncia.

 

Podemos de droga em droga

Em Espanha, o Podemos pretende acabar  de vez com a “intoxicação neoliberal“, através  da criação de “escolas de espectadores” com o objectivo de formar bons e “novos públicos”.

A nível externo, segundo reza um relatório militar boliviano, o partido progressista espanhol foi financiado por Hugo Chávez. Para apimentar a relação ibero-americana, a união ideológica estendia-se igualmente ao tráfico de droga, funcionando o Podemos como o braço amigo do tráfico venezuelano.

epa04490774 Leader of Spanish Podemos party, Pablo Iglesias (C), reacts following his election as the party's Secretary General during the closing ceremony of the constituent assembly in Madrid, Spain, 15 November 2014. It was announced during the assembly that Pablo Iglesias would become the left leaning Spanish Podemos party's first Secretary General after he and his team won by a large majority of votes in the online election which took place between 10 to 15 November.  EPA/CHEMA MOYA

Imagem: EPA/CHEMA MOYA

Soares, sempre fixe

soaresfixe

Na mais recente coluna de opinião no DN, o “pai da democracia” passa pelo Nicolau Santos – o homem que trouxe às luzes da ribalta o Professor Baptista -, assinala o Dia da Europa apelando à eterna esperança para que possam ser ultrapassados “os partidos ditos liberais e os mercados usurários que tanto têm desgraçado a Europa”, relembra ao mundo que David Cameron não só é um isolacionista como tem manifestamente poucos amigos e ainda tem espaço para elogiar o Papa Francisco e exigir um pedido de desculpas pela detenção do 44.

José Sócrates continua na prisão, desde há quase seis meses, sem ter sido acusado e julgado.

O juiz Carlos Alexandre foi o principal responsável pela sua prisão no convencimento, julgo eu, de que estava a fazer um grande serviço. A verdade é que, até hoje, não se conseguiu apurar qualquer motivo que justifique essa prisão. Nem sequer foi ouvido.

O juiz Carlos Alexandre e o procurador Rosário Teixeira tentaram encontrar um motivo para que fosse julgado por qualquer ato que tenha praticado. Nunca o conseguiram. Daí que qualquer pessoa lúcida reconheça que deve ser posto em liberdade quanto antes e com os devidos pedidos de desculpa.

Talvez por isso Carlos Alexandre esteja agora tão crítico em relação ao que ele diz que lhe tem vindo a suceder, sem saber porquê. Diz que está a ser maltratado por gente que desconhece. E começa a estar um pouco nervoso na sua vaidade. O melhor para todos seria que libertasse quanto antes José Sócrates e lhe apresentasse as devidas desculpas.

É preciso criar um partido que unifique a Frente Nacional

Imagem: Le Monde/AFP/Boris Horvat

Imagem: Le Monde/AFP/Boris Horvat

Assinala-se com alguma pompa a iniciativa do sénior Le Pen de unificar a diversidade dos nacionais-socialistas franceses.

Jean-Marie Le Pen anuncia que creará su “propia formación” tras ser suspendido del Frente Nacional

Descoberta a mão invisível divina

Fonte: Wikipedia

Fonte: Wikipedia

Saudi Arabia’s oil minister Ali al-Naimi: ‘Only Allah can set the price of oil’

Saudi Arabia’s oil minister has turned to divinity over the issue of slumping prices in oil, claiming that “it’s up to Allah”.

Speaking to CNBC, oil minister Ali al-Naimi said that “no one can set the price of oil – it’s up to Allah”.

Saudi Arabia is the world’s biggest producer of oil and, while oil prices have been staying low on the market, the country has decided to increase its production of the substance rather than cut it.

Sanctions currently placed on Iran could soon be lifted as part of international nuclear negotiations, which would mean the country’s crude oil would come back on to the market and cause prices to plunge further.

 

Descoberto mais um inédito do “pai da democracia”

soares1

Os discursos de Passos Coelho, a ajuizada opinião sénior de Mário Soares.

O mundo está perigoso e extremamente difícil. Como antes talvez nunca tenha acontecido. No plano da natureza, com os tufões, os tremores de terra, os incêndios e a queda violenta das águas, como voltou a acontecer no Chile. Mas não só.

As guerras desenvolvem-se em vários continentes com o fundamento em divergências entre as religiões. No Oriente, os muçulmanos não deixam de fazer estragos, e Israel, sob a direção do ditador insuportável e perigoso, Benjamin Netanyahu, radicaliza posições. (…)

É necessário e urgente que os geólogos e outros cientistas intervenham, impondo-se também o apoio dos políticos e dos governantes que queiram defender a Terra contra os mercados usurários.

É preciso combater os efeitos decorrentes das ações agressivas contra a natureza que favorecem fenómenos como o que ocorreu no Nepal, onde morreram até hoje cerca de sete mil pessoas, afetando mais de oito milhões de pessoas. (…)

Fashion victims no Irão

Graças a Deus, os homens criaram a regulação dos cortes de cabelo.

Jagged haircuts have become fashionable among all strata of Iran’s youthful population in recent years, but have divided opinion and been deemed by the authorities as western and un-Islamic.

“Devil worshipping hairstyles are now forbidden,” said Mostafa Govahi, the head of Iran’s Barbers Union, cited by the ISNA news agency.

“Any shop that cuts hair in the devil worshipping style will be harshly dealt with and their licence revoked,” he said, noting that if a business cut hair in such a style this will “violate the Islamic system’s regulations”.

As well as tattoos being banned, solarium treatments and the plucking of eyebrows – another rising trend among young Iranian males – will not be tolerated, the report said.

Mr Govahi blamed unauthorised barbers for offering the spiky hairstyles and other treatments.

“Usually the barber shops who do this do not have a licence. They have been identified and will be dealt with,” he said.

O Soares continua fixe

Foto de LUÍS PARDAL/GLOBAL IMAGENS

Foto de LUÍS PARDAL/GLOBAL IMAGENS

Mário Soares continua em grande forma. Entre muitas outras preciosidades repetidas semanalmente, o meu destaque vai para a revolta da Natureza provocada pelos mercados usurários. Depois não se queixem dos vulcões cuspirem fogo e dos sismos abanarem a crosta terrestre um pouco por todo o lado, com consequências verdadeiramente desastrosas. Tragédias à parte, as opiniões do pai da democracia.são de leitura obrigatória e deviam constar do plano nacional de leitura.

O mundo está cada vez pior. A natureza está a revoltar-se contra as agressões sobre a Terra que os mercados usurários lhe estão a causar.

O que se passou recentemente no Chile é um exemplo de grande gravidade. Mas não só no Chile, também agora no Nepal, com repercussões na Índia, China e Bangladesh, onde um sismo de grande proporções vitimou milhares de pessoas.

Não podemos ver estes factos como meros fenómenos naturais. Mas atenção, se não se agir contra, a Terra, a nossa Casa Comum, corre grandes riscos…

Compreender o putinismo XXIV

Maus é mau.

Maus é mau.

Putin apoia a cultura.

How Putin Got Russians to Start Censoring Themselves

Anxious to comply with a law against Nazi propaganda, bookstores in Moscowhaving been pulling copies of the comic book Maus. Art Spiegelman’s Pulitzer Prize-winning book, which uses cats and mice to depict the horrors of the Holocaust, is not exactly pro-Nazi, but it does feature a swastika on its cover, and the store owners pulling it say they didn’t want to run afoul of a government directive mandating the removal of fascist symbols from the city ahead of the May 9 Victory Day celebrations, which commemorate the defeat of Nazi Germany.

 

Leitura dominical

Portugal é uma loucura, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

O Dr. Costa lembrou que foi através do “investimento” público que os EUA chegaram à lua. O PS já lá vive há imenso tempo. Descontadas ocasionais incursões pela realidade, o princípio das recentes sugestões para a economia é o de sempre: se o dinheiro é escasso, gasta-se mais. Dito assim, parece absurdo. Na prática, é mesmo absurdo, não só que alguém se lembre de elevar tamanho disparate a um programa político como, sobretudo, que alguém leve o disparate a sério.

Nisto, o PS não está sozinho – embora o pormenor de se autointitular o “partido do rigor” o torne um caso particularmente grave. Os restantes partidos também não. O ar que se respira no país é propício a alucinações, e o nonsense é língua franca. Há dias, vi na televisão um artista de variedades (que não vale a pena nomear: o discurso em voga varia pouco) atacar a Sra. Merkel sob o pretexto de que Portugal tem “uma história de séculos” e o português é falado nos “quatro cantos do mundo”. Aliás, a prova de que as coisas não andam bem é que o filho do tal artista de variedades (“um músico talentosíssimo”, na apreciação do pai) não arranja contratos com as autarquias. Um escândalo, de facto. No dia seguinte, um conhecido académico pedia que seguíssemos o exemplo da Grécia, cuja população sufragou a recusa de cedências à Alemanha e à “Europa”. Pelo meio, PCP e BE arrastaram 17 infelizes para protestar contra um acordo de comércio entre os EUA e a UE.

Em suma, a austeridade é um tique evitável. O progresso e a felicidade exigem que o Estado semeie verbas avultadas em seu redor. O fornecimento das verbas é uma obrigação dos contribuintes alemães. Se os alemães rezingam, damos-lhes com o Viriato e Aljubarrota na cabeça. Se continuam a implicar com ninharias, recorremos a citações de Camões e de Pessoa, repletas de referências à saudade e ao mar salgado. Se, incrivelmente, nem isto resultar, desatamos a apelar aos formalismos: nós, que somos soberanos, exigimos viver à custa de estrangeiros hostis, que têm é de calar-se e patrocinar-nos o orgulho. Negócios, apenas com os estrangeiros amigos e falidos, tipo Venezuela.

Enormidades do género produzem-se a todas horas de todos os dias. E quase ninguém estranha nada, quase ninguém contraria a demência que se instalou por cá. Provavelmente, porque até os que armazenam um vestígio de bom senso percebem que quando se chega a este ponto é escusado esperar melhoras. Na falta de remédio, Portugal resiste graças a paliativos. Os paliativos não eliminam lunáticos.

Compreender o putinismo XXIII

ss

O mais importante papel de Vladimir Putin. No entanto, desconfio que a criatura do Kremlin desconhece o poder que o Steven Seagal tem nos canais televisivos nacionais.

#pensaremgrande II

beja

Não sejamos tímidos. Exijamos um aeroporto de Beja em cada cidade portuguesa. Afinal, há uma mina inesgotável de ouro no Rato.

Leitura dominical

Os nossos homens (e mulheres) em Belém, a opinião de Alberto Gonçalves no DN.

Para início de conversa, tenho a agradecer aos pilotos da TAP a consideração que me dedicaram. Com duas viagens marcadas na companhia, gostei de ver o início da próxima greve aprazado para logo depois da primeira e o fim para o dia anterior à segunda. Muito, muito obrigado.

Egoísmo? Sorte? Não é nada disso. Se fosse, Portugal em peso não estaria comigo na defesa da TAP e dos seus funcionários contra os ventos da privatização. A TAP, já se sabe, é bandeira, caravela nas nuvens, baluarte da soberania, símbolo nacional em suma. A TAP é perfeita, donde não admira que toda a gente goste dela. Toda a gente, excepto, somente, os próprios pilotos, que criticam os maus resultados financeiros da empresa. E a administração, que diz que assim a empresa não vai longe, no sentido contabilístico além do literal. E os agentes turísticos, que prevêem um prejuízo desmesurado em função da “paralisação”. E os 300 mil passageiros que ficarão em terra entre os dias 1 e 10 de Maio. E os milhões de contribuintes, que temem a factura destes e doutros folguedos. E o governo, que se quer livrar daquilo quanto antes. E os investidores, que fogem da TAP como um talibã do deboche.

Tirando estas irrelevâncias, a TAP é querida pela generalidade das pessoas, leia-se o povo, que na sua sabedoria sabe valer mais uma empresa no Estado do que alguns aviões privados a voar.

Um toque de humanidade

Pela borda fora. O motivo não podia estar mais nobremente justificado.

Muslims who were among migrants trying to get from Libya to Italy in a boat this week threw 12 fellow passengers overboard — killing them — because the 12 were Christians, Italian police said Thursday.

Italian authorities have arrested 15 people on suspicion of murdering the Christians at sea, police in Palermo, Sicily, said. The original group of 105 people left Libya on Tuesday in a rubber boat. Sometime during the trip north across the Mediterranean Sea, the alleged assailants — Muslims from the Ivory Coast, Mali and Senegal — threw the 12 overboard, police said.

Other people on the voyage told police that they themselves were spared “because they strongly opposed the drowning attempt and formed a human chain,” Palermo police said. The boat was intercepted by an Italian navy vessel, which transferred the passengers to a Panamanian-flagged ship. That ship docked in Palermo on Wednesday, after which the arrests were made, police said.  The 12 who died were from Nigeria and Ghana, police said.