A crianças, comunistas e outros progressistas: Why we suck.
Fevereiro 10, 2012
Ana Gomes é mais schulziana que Martin Schulz
Diz a eurodeputada socialista frau Ana Gomes, a culpa é dos alemães.
“Tenho a certeza que Martin Schulz, ao apontar para o risco de enfeudamento português ao investimento angolano, está a ter em mente normas básicas da União Europeia em matéria de direitos humanos, promoção de democracia, combate à corrupção, para fazer o mercado interno e as regras da concorrência, responsabilidade social das empresas”, observou, num comentário em vídeo (ver abaixo) gravado na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas.
“É no entanto necessário dizer a Martin Schulz e a todos os amigos alemães, a senhora Merkel incluída, que esse risco é consequência das desastrosas políticas europeias que têm sido determinadas pelo Governo alemão, que empurra Portugal e outros Estados-membros para recursos exteriores à União Europeia (UE), onde interesses contrários aos da UE podem de facto fazer perigar as possibilidades de progresso desses países e do próprio projecto europeu”, acrescentou Ana Gomes.
“É isso que se passa também em relação à China. É importante chamar à atenção (…) que é no quadro de ajustamento orçamental que nos é imposto pela União Europeia, com particulares responsabilidades da Alemanha, que Portugal está a vender infra-estruturas críticas, essenciais para a própria segurança nacional e europeia, ao Partido Comunista Chinês”, disse a eurodeputada socialista.
“É fundamental que falemos – como Martin Schulz fala – e que digamos à frau Merkel o que temos a dizer nesta matéria. E explicar em particular que é por falta de solidariedade europeia e alemã, em concreto, para resolver a crise, é por causa das receitas desastrosas que só agravam a crise que têm sido determinadas pela frau Merkel, que Portugal se vê obrigado a se sujeitar a investimentos estrangeiros, alheios à União Europeia, e a ceder o controlo de empresas estratégicas”, continuou. “Era bom que Passos Coelho dissesse isso à frau Merkel, em vez de se apresentar sempre obediente e amestrado.”
Fevereiro 9, 2012
Dois exemplos da fome doentia do nanny state
O primeiro é dado por Mike Gibson em: The Horrors of Getting Approval for an Ice Cream Parlour in San Francisco.
The tragedy of the anti-commons is a useful concept for understanding a prevalent type of government failure in both poor and rich countries–excessive permit and licensing requirements. A pervasive multiple licensing system can create an impenetrable conjunctive permission line that even the most energetic cannot overcome. To start a business, to build, to hire, to sell, you need first to convince bureaucrat A and B and C and D and so on. The longer the conjunctive line, the less frequently entrepreneurs enter the market with new products and services. The transaction costs for dealing with each bureaucrat are very high, as is the likelihood that any single one will say no.
O segundo exemplo pode ser sintetizado na ideia de que as praias de LA vão ficar menos divertidas.
When you head down to the beach for a little fun this summer, county officials want you to leave the pigskin at home.
The Board of Supervisors this week agreed to raise fines to up to $1,000 for anyone who throws a football or a Frisbee on any beach in Los Angeles County.
Sobre a liberdade religiosa
Três opiniões, de três autores distintos.
Rand Paul, The President’s War on Religious Freedom.
Ayaan Hirsi Ali, The Global War on Christians in the Muslim World. Aconselho como leitura complementar o artigo Ayaan a grande lutadora, de Patrícia Lança.
Conrad Black , Global Persecution of Christians.
Fevereiro 8, 2012
O modus operandi da agência de comunicação de Assad II
É assim que se organiza, de forma espontânea, humanista e pacífica, o apoio por flotilha à Palestina (clicar na imagem para ampliar).
Vale a pena perceber o papel desempenhado por George Galloway que, perante o chefe, considera a Síria como o último reduto da dignidade árabe.
A forma como os media ocidentais são permeáveis a manipulações de um regime ditatorial fica também igualmente demonstrada.
Leitura complementar: O modus operandi da agência de comunicação de Assad.
Fevereiro 7, 2012
O modus operandi da agência de comunicação de Assad
Em dois passos:
Asma.
Leitura complementar: Síria: back to basics.
Nota: a entrevista que a rosa do deserto concedeu à Vogue foi, entretanto, retirada.
Simpsons, vade-retro
A infiltração da cultura simpsononiana é nociva à milenar cultura persa. Um software coloca em perigo a estrutura do Islão. Jornalistas da BBC (do serviço em língua farsi) são presos postos na ordem. É (quase) ingénuo não acreditar que o actual Irão é o herdeiro da civilização persa.
Leitura complementar: Barbie, vade-retro.
Fevereiro 5, 2012
Ainda os direitos adquiridos
Desta vez, coube a sorte às galinhas a propósito do Super Bowl.
(…) Sleiman also reveals a grim stat about Super Bowl feasting: “600 million, yes million, chickens will lose their wing and their lives for just this one game.”
The human race has only one really effective weapon and that is laughter*
Neste caso, rir não é o melhor remédio.
*Citação atribuída a Mark Twain.
Leitura dominical
A fome da Justiça, por Alberto Gonçalves.
(…) A Secretaria de Estado da Cultura apresentou o seu projecto para o cinema e audiovisual. A intenção passa por promover, apoiar, proteger, estimular, desenvolver, adoptar, atribuir e organizar imensas coisinhas ligadas ao sector. Todas juntas, as coisinhas custam 50 milhões por ano, retirados a empresas privadas e contribuintes em geral.
Indignado, o PS queixa-se. Curiosamente, não se queixa do assalto ao bolso dos cidadãos, mas da cópia que o Governo terá feito de um projecto semelhante que a maioria parlamentar há pouco vetou. O problema dos socialistas é verem-se impedidos de reivindicar a autoria do assalto, angústia que de resto só lhes fica bem. Já o Governo explica o referido veto com a alusão a “ilegalidades e normas inconstitucionais”. Naturalmente, o respeito pelo dinheiro dos outros não configura um crime nem está inscrito na Constituição.
Em 2011, o filme português mais visto, Sangue do Meu Sangue, mal passou dos vinte mil espectadores. O filme estrangeiro mais visto em Portugal, uma fita qualquer de Harry Potter, chegou praticamente ao meio milhão. Mas a maior diferença está nos detalhes: enquanto o trigésimo filme estrangeiro mais visto por cá vendeu 153 mil bilhetes, o quarto filme português ficou-se pelos 3200, o quinto pelos 2600 e o décimo pelos 2000, números decerto inferiores à quantidade de amigos no Facebook dos respectivos realizadores. Dado que no ano passado estrearam vinte e duas “películas” nacionais, é plausível que a “película” de menor sucesso nem sequer tenha sido vista pela própria mãe do realizador.
Estas minudências não desmotivam o sector. Talvez na convicção de que 50 milhões ainda não bastam, o produtor Pedro Borges, ouvido pelo Público, mostra-se “céptico e pessimista” face ao projecto de lei e, a título de ultimato, pergunta: “Que filmes e que cinema devem os fundos públicos financiar e com que critérios?” Eu sei a resposta: nenhuns; nenhum; o critério do bom senso. Se os nossos simulacros de Spielberg são incapazes de perceber sozinhos a brutal irrelevância do que fazem e o ofensivo absurdo do que exigem, conviria que o Estado não os motivasse, incentivasse, apoiasse, estimulasse, etc.. Excepto, no máximo, a procurar emprego. Há muitas artes para lá da sétima.
E agora, Obama?
Depois de um teste negativo ao plano de saúde Democrata (conhecido por ObamaCare), a proposta conseguiu unir católicos, protestantes, judeus e cristãos ortodoxos (numa rara intervenção política). Mérito seja dado ao presidente Barack Obama.
Fevereiro 4, 2012
Não há “feriado” de carnaval mas as palhaçadas continuam
Mentiras de Carnaval, por David Levy no Lisboa-Tel Aviv.
Não admira que Portugal tenha chegado à situação financeira calamitosa a que chegou. Os actuais partidos da oposição acham normal que o Estado pague 650 mil dias de salário aos seus funcionários sem que eles labutem uma única hora. É o que acontece sempre que é decretada uma tolerância de ponto no Carnaval.Este ano, perante a situação de bancarrota e até para manter algum decoro, o Governo decidiu não dar tolerância aos funcionários. Imediatamente caiu o Carmo e a Trindade.O PS, pela voz do seu líder, já veio dizer que está contraporque sim por causa dos dinamismos locais – os socialistas e a eterna mania do palavreado arredondado. O BE também não concorda, porque segundo o seu líder a tolerância de ponto é um dirreito das pessoas, não é um baile, é um direito das pessoas em fazerem o que querem, é um dia em que não são obrigados a trabalhar de graça. A coligação PCP/CGTP segue na mesma linha e acusa o Governo de obrigar os funcionários a trabalharem mais um dia de borla.A argumentação do BE e do PCP, para além de estar impregnada de populismo barato, é pura mentira: o dia de Carnaval foi sempre pago pelo Estado aos seus funcionários, estando incluído no vencimento de Fevereiro (ou Março). Com a existência de tolerâncias de ponto apenas não era trabalhado. Por isso não se entende como é que se permite que estes partidos mintam descaradamente nas televisões sem que ninguém o faça o contraditório de explicar que uma tolerância de ponto é precisamente isso: uma tolerância, não é portanto um direito. E é um dia que custa muito dinheiro, pois o salário é sempre pago.
Solidariedade leonina
Com a derrota caseira e consequente eliminação da Taça da Liga, o Sporting abre caminho à vitória na competição à equipa de Vítor Pereira, um feito nunca conseguido pela equipa do Porto. De resto, será bom lembrar que a época desportiva do Sporting se decide no próximo jogo para a Taça de Portugal, a festa do futebol.
Notícias da eco-religião
How green zealots are destroying the planet: The provocative claim from a writer vilified for denying global warming, um artigo de James Delingpole.
Síria: há guerras menos mortíferas
Num só dia, um conflito territorial provoca 260 mortos.
Sugestões simples e eficazes, comprovadas pelos ensinamentos da História: levar Israel para o Bangladesh e/ou remover o cancro.
Fevereiro 3, 2012
Democrata e sem vergonha
Jim Moran, racist pig, por Michelle Malkin.
Liberal busybodies are an annoyance. Liberal race-card abusers who lambaste patriotic minority conservatives to cover their own dirty deeds make my brown skin crawl.
Coisinhas boas que nos chegam do Irão
Clicar para ver o resto da reportagem fotográfica da agência iraniana. Os imperialistas responderam de imediato, de forma brutal.
Manifestação de doença incurável
Vinte e quatro horas após a tragédia de Port Said, são apresentados os culpados.
Fevereiro 2, 2012
Fevereiro 1, 2012
Um dia negro
A selvajaria não tem uma explicação fácil.
Al menos 74 personas han muerto y otras 248 han resultado heridas este miércoles después de que seguidores de dos equipos de fútbol se enfrentasen al término de un partido en la ciudad egipcia de Port Said, en el noreste del país, según ha informado a Efe el delegado de Sanidad de la ciudad, Helmy Ali al Atny.
El responsable explicó que la mayoría fallecieron por fracturas en el rostro y por hemorragias internas, y también hubo un gran número de ingresados por caídas desde los
O natural upgrade terrorista
Demorou nove anos para que o terrorismo da jihad evoluísse. O primeiro ataque britânico que matou três pessoas e feriu mais de 50 no Mike’s Bar, teve lugar em Jerusalém. Nove anos decorridos, os objectivos evoluíram: passaram do assassinato de civis em Israel para a tentativa de assassinar britânicos.
A criatura da fotografia é Mohammed Chowdhury, o cabecilha do grupo terrorista. A imagem foi captada numa manifestação pacífica em Inglaterra, organizada pela Islam4UK. A lei que Chowdhury defende tem, de facto, resposta para tudo.
Janeiro 31, 2012
América latina
“Rubio has to decide,” said Presente Action co-founder and strategist Roberto Lovato, “if he’s a Latino or a Tea Partino.”
A fotografia do dia
Fonte: Reuters.
No meio de uma guerra civil que terá ceifado a vida a mais de 5 mil pessoas, arranja-se tempo para lembrar Israel.
A raíz verde-nazi
Um curioso artigo de Mark Musser: Green Lebensraum: The Nazi Roots of Sustainable Development.
Janeiro 29, 2012
Tiro no pé na campanha de Ron Paul
Leitura complementar: No Avante não se lembraram.
Espaço para a solidariedade
A derrota de hoje por 3 a 1 contra o Gil Vicente não altera em nada o grande objectivo do FCP para esta temporada: a taça da Liga. Espero que a primeira escolha do senhor Nuno Pinto da Costa consiga chegar ao fim do seu mandato com toda a dignidade.
Leitura dominical
A isenção jornalística como algo de incompatível com a existência do chamado serviço público de informação, a inauguração de mais uma capital europeia da cultura, o desaparecimento dos pequenos contribuintes, o escasso gabarito de Carvalho da Silva e a acção política consubstanciada no discurso confrangedor de Obama sobre estado da união são os temas de A voz dos donos, o artigo de opinião Alberto Gonçalves no DN .
Janeiro 28, 2012
As eleições são em Março
Bloggers condenados à morte por difundirem corrupção, jornalistas presos. A culpa será dividida entre a entidade sionista e o braço armado do império norte-americano
Janeiro 27, 2012
Nos trilhos da paz e da cooperação “desinteressada”
Um modelo de import-export de grande sucesso na luta contra o imperialismo.
Se ele o diz
(…)Partilharam o mesmo tipo de narcisismo político que, por ignorância e sobranceria, só convive bem com um deserto de ideias à sua volta. Convergiram no deslumbramento de uma “modernidade” identificada com o financismo, com a deriva das novas tecnologias e com o circo comunicacional. Revelaram o mesmo tipo de reverência pela ideologia do sucesso, e uma negligência semelhante em relação à generalidade dos imperativos sociais. Demonstraram o mesmo tipo de tentações pelo controlo dos media, na base de uma também análoga relação de fascínio/pavor por eles. (…)
Pelo caminho, as fricções foram muitas e quase sempre do mesmo tipo. Devo dizer que nunca vi em José Sócrates convicções socialistas – no sentido europeu de “social-democrata” – mas antes uma atração pela paródia em que infelizmente o socialismo tantas vezes se tem tornado, deslumbrado com o capitalismo financeiro, as novas tecnologias e os malabarismos da comunicação. Vivendo sempre perto do mundo dos negócios e dos futebóis, e desprezando acintosamente o conhecimento, a cultura ou a educação, com o mais perigoso dos desdéns, que é o que se alimenta do ressentimento e da inveja. (…)
Manuel Maria Carrilho, A Repeteca.
Janeiro 26, 2012
ETA passa a regular o trânsito
Los «verificadores» de Batasuna constatan que ETA sigue activa y armada, pero sin intención de matar
El grupo de extranjeros designados por Currin asegura haber mantenido «contactos directos» con la banda. Esos «expertos» han mantenido encuentros con distintas formaciones políticas como el PSE
Leituras complementares: Eleições em Espanha; Terrorismo: fazer vista grossa e calar.
Do aniversário da revolução de Tahrir
Regista-se uma péssima forma de comemoração, que insiste em repetir-se.
Leituras complementares: Uma questão de poder, doutrinação e cultura e Uma questão de poder, doutrinação e cultura II.
Hope & change
Fonte: The Conservative Manifesto.
Leitura complementar: O auto-plágio do discurso do presidente Obama sobre o Estado da União talvez considerado, por alguns descrentes, como uma novidade afinal não foi total.











