Quando Costa era Charlie

Somos Charlie, tá?!

Somos Charlie, tá?!

Recebido via sms do leitor Fernando Rui.

Promoção 1º de Maio (2012)

Três anos atrás foi assim:

Boas leituras :)

1.000.000

O Insurgente continua a bater recordes de audiência e, apenas nos primeiros quatro meses deste ano, já superou a bela marca de um milhão de visitas, estando 2015 em excelente posição para ser o melhor ano de sempre.

A título de comparação, em todo o ano de 2011 o blogue registou pouco mais de 1.200.000 visitas, sendo que só em 2013 o total de visitas anual ultrapassou pela primeira vez os dois milhões.

No que diz respeito a outros canais de divulgação, para além das muitas pessoas que seguem O Insurgente através de readers e por email, a página d’O Insurgente no Facebook está a escassas dezenas de atingir as 6.000 pessoas e o blogue conta também com mais de 1.700 seguidores via Twitter.

Obrigado a todos pela preferência.

Paulo Guinote em entrevista ao i

Uma entrevista que vale a pena ler, independentemente da concordância que possam ou não merecer cada uma das opiniões expressas: Paulo Guinote. “Em alguns momentos, achei que estava a correr riscos muito altos para o meu próprio bem”

Obrigado, Rui Moreira

Quero acreditar que a peça do NYT sobre Lisboa só se tornou realidade porque o mayor da Invicta fartou-se de desbravar caminho pela imprensa internacional.

Portugal’s Syriza

No The Portuguese Insurgent, estará Portugal a caminho de ter um governo Syriza?

(Certamente por coincidência os links para site estiveram bloqueados logo após pblicar este artigo há 2 dias. Estão a funcionar normalmente agora)

O Insurgente goes international

Está já a funcionar a versão em inglês do Insurgente. O blog “The Portuguese Insurgent” pode ser visitado aqui. Também pode seguir o novo blog no Facebook e no Twitter.

No post inaugural tentei fazer um breve resumo da história política e económica de Portugal para por a par leitores menos conhecedores da realidade portuguesa:

(…)After achieving independence from Spain in 1640, Portugal started its most prosperous period in history. This prosperity was then interrupted when Napoleon decided to attack in early XIX century. The royal family moved to Brazil, a move that started the economic and political decline that lasts until today. The royal family liked Brazil so much that some decided to stay, even after Napoleon was gone. Soon after, they declared Brazil an independent kingdom.

The departure of the royal family to Brazil and subsequent independence led to a century long political and economic crisis. The kingdom was so fragile that no one really noticed when Portugal became a Republic in 1910. Instability continued. The cost of achieving political and financial stability was a heavy-handed conservative dictatorship led by a finance university professor who led the country for 36 years. For some years, the economic and financial decline halted, but at the expense of heavy political repression.

The fight against the right wing dictatorship was led by communists supported by the Soviet Union, and by socialist freelancers.(…)

Ler o resto aqui

Ainda há margem para piorar

O copy/paste a que temos direito.

“(…) O jornal israelita Haaretz aponta as grandes surpresas das eleições em Israel. A primeira é (…)
Como segunda surpresa apontada pelo diário Haaretz (…)
Outra das surpresas apontadas pelo diário israelita foi (…)
De acordo com o diário Haaretz (…)
O fracasso total das sondagens é a outra das surpresas apontadas pelo diário Haaretz (…)”

My take

picture_kafka_drawing“A young lady has felt that my treatment of women in my lyrics and social comments has not been particularly positive. And there’s no reason why it should be. You should take your lumps along with everybody else because women do stupid fucking things, just like the guys do. And if I say guys are stupid and a woman does something stupid, don’t be a whimp about it, just because you got that thing between your legs is no problem.” – Frank Zappa

 

My turn. Maria João, para o peditório das gajas já dei. Não me sobra uma centelha de respeito por seja quem for queira discriminação positiva ou ter prerrogativas especiais porque tem aquela coisa entre as pernas, porque tem uma cor de pele mais escura, porque tem preferências sexuais diferentes, porque tem um dedo a mais ou um fetiche por cavalos. Uma pessoa é uma pessoa, e nos conselhos de administração, o que há, são pessoas. Quero lá saber se são gajas ou não. E quanto a boicotes, devo começar a boicotar empresas em cujos conselhos de administração a média de alturas seja superior a 1,70m ou tenha menos de 50% de canhotos ou mais de 30% sejam gordos ou não fumadores?

Nas sociedades desenvolvidas as mulheres não são discriminadas em coisa nenhuma e, quanto a mim, mal. Sabes o que diz a minha sogra? Filhos são nossos, do pai, serão ou não. Portanto, para mim, o Dia da Mulher, (pelo menos da minha) é todos os dias, quanto a hoje, podem fazer um rolinho.

Já o Nelson Évora, sim é ridículo. Qual empatia? Empatia é ser eu a dar banho à cria todos os dias e a dar os biberons da madrugada. Empatia é ser eu quem passa a ferro e faz o jantar. Empatia é ouvir-vos quando a única coisa que vocês precisam é um saco de pancada para descarregar. Empatia é perceber que hoje, amanhã, depois de amanhã, no dia seguinte e no outro ainda vos dói a cabeça e não vos apetece. E vocês porem-se nos nossos sapatos? Fazem a mínima ideia do que é ser homem, pai, marido, branco e heterossexual? Não, não fazem, nem vos passa pela cabeça a carga que temos que suportar nem as bestas que socialmente somos. Somos nós os únicos culpados e responsáveis pelos males do Mundo. Se alguma coisa corre mal, garanto, a culpa é dos gajos como eu e a gente carrega-a. Pro peditório do gajedo, não dou. Aguentem-se, o que têm no meio das pernas não vos dá direito a serem pessoas especiais, são iguais a mim e aos outros homens todos.

António Costa descoberto II

Existem actualizações no post de António Balbino Caldeira no Portugal Profundo sobre a cobertura descoberta.

Por uma questão de orientação e facilidade de leitura, as novidades encontram-se no Pós-Texto 1 (18:46 de 7-3-2015): A penthouse duplex de Costa e no Pós-Texto 2 (21:38 de 7-3-2015): As explicações de Costa ao CM.

Leitura complementar: António Costa descoberto.

Ai Lello, recordar é viver

lello

José Lello não declarou conta de 658 mil euros Deputado do PS esteve 14 anos sem declarar este valor ao Tribunal Constitucional

Leitura complementar: Pode um homem que tenha falhado o pagamento de impostos no passado ser primeiro-ministro de Portugal?

Compreender o putinismo XVIII

 

Foto: Wikipedia

Foto: Wikipedia

O político russo Boris Nemtsov suicidou-se foi assassinado no centro de Moscovo com quatro tiros no peito. Opositor político de Putin, era um dos organizadores da marcha anti-guerra prevista para 1 de Março. Parece claro que estava ao serviço e foi morto pela CIA.

Boris Nemtsov: Yes, I’m afraid that Putin will kill me (entrevista de 10 de Fevereiro)

Adenda: Entretanto, Putin auto-nomeou-se chefe da investigação. O homem não tem descanso na defesa da sua honra.

Vladimir Putin has already proposed a theory about Boris Nemtsov’s assassination — that his killing was a provocation presumably (according to this theory) to make the Kremlin look guilty. The Russian state-operated TASS reports (translated by The Interpreter):

“Putin noted that this cruel murder had all the hallmarks of a contract job and bears an exclusively provocational character,” said Peskov [Putin’s press secretary – The Interpreter].

According to him, “the head of state has instructed the leaders of the Investigative Committee of the Russian Federation, Interior Ministry and FSB to create an investigative group and to keep the course of the investigation of this crime under his personal control.”

James Miller, Pierre Vaux

BorisNemtsov

Imagem de arquivo que capta Boris Nemtsov com a bandeira ucraniana na mão, ladeado pela ex-PM ucraniana Yulia Tymoshenko e ao fundo, o actual Presidente Petro Poroshenko.

Entretanto na Argentina

Cientos de miles de personas marchan en todo el país en homenaje al fiscal Nisman

La marcha del 18F. Bajo una lluvia torrencial, se movilizan desde el Congreso a Plaza de Mayo unas 260.000 personas, según cálculos de la Policía Metropolitana. La multitud es encabezada por fiscales y familiares de Nisman. Además, hay multitudinarias concentraciones en ciudades del Interior como Rosario, Córdoba, Santa Fe y Mar del Plata.

 

Leituras complementares: Calote Argentino, Calote Argentino IIAcima de qualquer suspeita (edição argentina) e Uma estranha epidemia na Argentina.

Compreender o putinismo XVI

Foto de Andrey Borodulin-AFP

Foto de Andrey Borodulin-AFP

Mineiros independentistas lançam mísseis Grad em Horlivka (Ucrânia), comprados em mercado local, dentro do espírito dos acordos de Minsk I e Minsk II, dando continuidade às populares campanhas dos referendos que, espera-se, tenham continuidade na cidade-natal de.Ludwig von Mises. Quando  o princípio da secessão, um dos mais queridos valores liberais, chegar a Lviv por forma a implantar uma república popular, boa parte do caminho destes mineiros estará feito.

CrimeiaEscocia

Compreender o putinismo XV

Há que prestar a devida homenagem aos soldados russos que caíram na defesa da Ucrânia Hungria em 1956.

Nova oportunidade para os críticos de cartoons IX

12cartoons

O evento intitulado “Arte, Blasfémia e Liberdade de Expressão” que visava discutir aqueles temas foi interrompido pelo participante Omar Abdel Hamid El-Hussein, nascido e criado no Reino da Dinamarca, que dentro da sua liberdade decidiu responder aos tiros, assassinando o realizador dinamarquês Finn Norgaard. Guiado pela natural insatisfação humana, o crítico expôs os seus pontos de vista à porta de uma sinagoga, assassinado Dan Uzan, membro daquela comunidade judaica. Pelo caminho, dentro da sua liberdade feriu mais cinco pessoas. O crítico de arte – variante cartoons – foi abatido pelas forças repressivas dinamarquesas.

Uma vez mais e ao contrário das vítimas,  os afamados críticos dos cartoons têm a oportunidade para se exprimirem em liberdade. De preferência através da caixa de comentários.

Calote argentino II

CristinaKirchner

Argentine President and Foreign Minister Charged Over Cover-Up of Iran’s Role in AMIA Atrocity

The Argentine Federal Prosecutor appointed to examine the accusation that the Argentine government attempted to cover up Iran’s role in the 1994 bombing of the AMIA Jewish center in Buenos Aires has announced that he will be pursuing the country’s top leadership over the charge, in a major endorsement of the claims advanced by Special Prosecutor Alberto Nisman on the eve of his death last month in suspicious circumstances.

President Cristina Fernández de Kirchner and Foreign Minister Héctor Timerman are the most prominent names in Gerardo Pollicita’s complaint, described by the Buenos Aires Herald as giving “a green light” to the charges originally made by Nisman before he died. As The Algemeiner reported earlier today, there is a growing conviction in both Argentina and Israel that Iran was also behind Nisman’s death, which the Argentine government is officially treating as a suicide.

In addition to Fernández de Kirchner and Timerman, Pollicita also charged several of their main political allies, including Luis D’Elia, a former member of the cabinet of Néstor Kirchner (Fernández de Kirchner’s late husband and predecessor in office) Andrés Larroque, a parliamentarian, former prosecutor Héctor Yrimia and Allan Bogado, a suspected member of Argentina’s state intelligence service.

 

Leitura complementar: Calote argentino.

Vergonha em tons multiculturais III

A number of the men appeared in court today and will appear again in two weeks. The investiagation, which began when two women came forwards to police with complaints about their mistreatment has now charged a total of 31 men. The force is now investigating the cases of 12 women, some of whom are only 13 years old.

Vale a pena ler o artigo de James Delingpole, Rotherham where some cultures are more equal than others.

(…)Problem is, as all those poor young girls with their hideously blighted lives have discovered, if you belong to a victim group that doesn’t fit into the left’s fashionable narrative then you don’t count as a victim at all.

This is why, as both the Casey report and Communities Secretary Eric Pickles noted in evident disgust, Rotherham Council has been so continually reluctant to admit that it has done anything wrong. It’s also why South Yorkshire Police have failed to show any real contrition. It’s why the left-liberal media remains so determined to play the issue down. And it’s why what ought to be a national scandal yet remains so ill-understood that when, a few months ago I raised it on a BBC youth debate programme called Free Speech, my fellow panelists and almost the entire audience shouted me down as a liar.

Our politically correct culture made this problem. Our politically correct culture is too well indoctrinated to be capable of fixing it. (…)

Leituras complementares: Vergonha em tons multiculturaisVergonha em tons multiculturais IIRotherham, socialismo e multiculturalismo.

“socialismo é liberdade e abundância” II

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Os verdadeiros socialistas detestam algumas formas de controlo de natalidade e determinadas formas de protecção.

The $755 Condom Pack Is the Latest Indignity in Venezuela

Venezuelans who already must line up for hours to buy chicken, sugar, medicines and other basic products in short supply now face a new indignity: Condoms are hard to find and nearly impossible to afford.

“The country is so messed up that now we have to wait in line even to have sex,” lamented Jonatan Montilla, a 31-year-old advertising company art director. “This is a new low.”

A collapse in oil prices has deepened shortages of consumer products from diapers to deodorant in the OPEC country that imports most of what it consumes, with crude exports accounting for about 95 percent of its foreign currency earnings. As the price the country receives for its oil exports fell 60 percent in the past seven months, the economy is being pushed to the brink with a three-in-four chance of default in the next 12 months if oil prices don’t recover.

The impact of reduced access to contraceptives is far graver than frustration over failed hookups. Venezuela has one of South America’s highest rates of HIV infection and teenage pregnancy. Abortion is illegal.

“Without condoms we can’t do anything,” Jhonatan Rodriguez, general director at the not-for-profit health group StopVIH, said by phone Jan. 28 from Venezuela’s Margarita Island. “This shortage threatens all the prevention programs we have been working on across the country.” (…)

 

Em Abril do ano passado, nas farmácias estatais cubanas não se encontravam preservativos. Era possível encontrar o popular método anti-concepcional em lojas cubanas vocacionadas para os turistas que os vendiam à unidade, pelo simpático preço de um dia de trabalho de um cubano: cerca de um dólar e trinta cêntimos.
Na altura, na esperança de diluir a falta de profilácticos no mercado, as autoridades sanitárias cubanas aprovaram a venda de mais de um milhão de preservativos com o prazo de validade expirado. No entanto, as mesmas autoridades garantiam que o material estava em perfeitas condições e que as embalagens apresentam um erro nas datas de validade.
Leitura complementar: “socialismo é liberdade e abundância

Somos todos Syrisa & Co II

Russia might bailout Greece. Quem o diz é o ministro das finanças russo, Anton Siluanov.

Well, we can imagine any situation, so if such [a] petition is submitted to the Russian government, we will definitely consider it, but we will take into account all the factors of our bilateral relationships between Russia and Greece, so that is all I can say. If it is submitted we will consider it, (…).

A minha dúvida é se a hipotética ajuda russa será dada em rublos, notas de monopólio ou em caviar.

Entretanto, as históricas tensões entre a Grécia e a Turquia conheceram um novo impulso.

Leitura compelmentar: Somos todos Syrisa & Co.

As complicações de Tarik Kafala

Terrorismo é demasiado ofensivo.

The Islamists who committed the Charlie Hebdo massacre in Paris should be not be described as “terrorists” by the BBC, a senior executive at the corporation has said.

Tarik Kafala, the head of BBC Arabic, the largest of the BBC’s non-English language news services, said the term “terrorist” was too “loaded” to describe the actions of the men who killed 12 people in the attack on the French satirical magazine.

Mr Kafala, whose BBC Arabic television, radio and online news services reach a weekly audience of 36 million people, told The Independent: “We try to avoid describing anyone as a terrorist or an act as being terrorist. What we try to do is to say that ‘two men killed 12 people in an attack on the office of a satirical magazine’. That’s enough, we know what that means and what it is.”

Mr Kafala said: “Terrorism is such a loaded word. The UN has been struggling for more than a decade to define the word and they can’t. It is very difficult to. We know what political violence is, we know what murder, bombings and shootings are and we describe them. That’s much more revealing, we believe, than using a word like terrorist which people will see as value-laden.” (…)

Leituras complementares: Pequeno mas cuidadoso exercício de limpezaNão são separatistas, são assassinos IV.

De regresso à normalidade lunática II

Foto: Maan Images

Foto: Maan Images

Hamas e Fatah de costas voltadas. E ontem estavam tão bem. Em Julho do ano passado, uma vez mais, os dois principais movimentos palestinianos apesar de terem acordadado na construção de um governo de unidade nacional palestiniano regressam aos confrontos políticos. Na altura, um dos principais líderes do Hamas em Gaza, acusou o governo de unidade palestiniano de ignorar a Faixa de Gaza e reafirmou o que era esperado – é possível que o Hamas volte a retomar o controlo político e militar da área. O autor das ameaças foi Abu Marzouk, dirigente político do Hamas que negociou o acordo de reconciliação nacional com a Fatah. Abu Marzouk responsabilizou também o Presidente Mahmoud Abbas pelo agudizar do conflito.
Sete anos após a última guerra civil palestiniana, a 23 de Abril último, o movimento islamista Hamas e a Autoridade Palestiniana assinaram o acordo de reconciliação nacional que instituíu a 2 de Junho um governo de unidade nacional transitório formado por seis meses, composto por tecnocratas cujos obejectivos maiores passam por incrementar a economia local e preparar as eleições, prevista para… Janeiro de 2015.
De regresso ao mundo real, o que desplotou na altura as critícas do Hamas foram os incumprimentos financeiros aos mais de 50 mil funcionários públicos afectos ao Hamas na Faixa de Gaza que deixaram de receber os seus salários, anteriormente pagos pelos islamistas. O Hamas pediu ainda a demissão dos quatro ministros do governo de unidade nacional que se encontram colocados no território da Faxa de Gaza  em protesto pela falta de pagamentos e pelo facto de Mahmoud Abbas nunca ter visitado Gaza após o acordo de constituição do governo de unidade nacional.
A História tem todas as condições para voltar a repetir-se. Hoje um carro explodiu. já tinha acontecido este espisódio, Terça-feira.

O longo braço da Mossad implica com a estética na China

Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

The capital of China’s most Muslim region has banned residents from wearing the burqa in “an effort to curb growing extremism”.

Leituras dominicais

O desrespeito é muito lindo, a crónica de Alberto Gonçalves no DN.

Para início de conversa, e por incrível que pareça, convém esclarecer que os acontecimentos de quarta-feira em Paris não decorrem da austeridade, do desemprego, do desenraizamento, da pobreza, da globalização, do individualismo, da falta de “valores”, do mau gosto, da NATO, da FIFA, da guerra no Iraque, do conflito israelo-árabe, das Cruzadas ou do fanatismo religioso em geral.

O massacre na redacção do Charlie Hebdo decorre apenas de sede de sangue que alguns revelam em nome de uma religião particular, o islão, hoje bastante fadada a congregar tarados do género. Quem, por estratégia partidária, convicção ideológica, conivência dissimulada com os assassinos ou pura estupidez, procura causas avulsas para “explicar” o assassínio de 12 pessoas, fora os inocentes que tombaram nos dias seguintes, está pouco consternado com a chacina. Não sei se, no Twitter dela, a Dra. Ana Gomes “legitimou” a chacina com a crise económica por oportunismo ou imbecilidade crónica. Sei que é vergonhoso

a senhora representar Portugal no Parlamento Europeu, tão vergonhoso quanto o PCP, que responsabilizou a “exclusão social” e os EUA pelo atentado, ainda existir.

Liberdades, por João Pereira Coutinho

Foram horas de comentários inanes. Mas a melhor análise aos dias de terror em França só veio no fim: aconteceu na TVI, pela boca de um sacerdote católico. António Rego, com erudição e serenidade, explicou o que separa o Ocidente (de raiz cristã) do islamismo radical: duas concepções de liberdade. No Ocidente, depois de guerras sangrentas entre os vários poderes espirituais (e entre estes e o poder temporal), a liberdade não é apenas um valor secular relevante. Ela é entendida também como uma condição teológica fundamental: sem liberdade, as criaturas seriam escravas da vontade do Criador. No Islão extremista, ainda não houve essa ‘Reforma’ (nem esse ‘Iluminismo’): a blasfémia é uma heresia – e o lugar dos hereges sempre foi no suplício das chamas. Sim, podemos defender-nos e vigiar-nos, como pediu François Hollande. Mas tudo dependerá da capacidade do Islão em ‘reformar-se’ para sair da sua Idade Média.

Freedom of speech cannot be killed, por  Joe Randazzo (antigo director do The Onion).

(…)Satire must always accompany any free society. It is an absolute necessity. Even in the most repressive medieval kingdoms, they understood the need for the court jester, the one soul allowed to tell the truth through laughter. It is, in many ways, the most powerful form of free speech because it is aimed at those in power, or those whose ideas would spread hate. It is the canary in the coalmine, a cultural thermometer, and it always has to push, push, push the boundaries of society to see how much it’s grown.

Our society is possibly the freest that humankind has yet produced and that freedom is predicated on one central idea: the right to speech. That right is understood as a natural extension of our very existence. In America, free speech is so important that the men who wrote our Bill of Rights put it first, but followed it up with our right to bear arms. To me, that’s always been a pretty strong message: Say what you want and, here, take some guns to make sure no one tries to stop you. But in this state of widespread social change – probably the most profound in centuries – we need to make sure that the ideal of the second. amendment never, ever trumps the power of the first. That brute force never negates ideas. (…)

Antonio Costa, director do Diário Económico na sua página do Facebook.

“Vai uma grande confusão por algumas cabeças mediáticas, ou um grande cinismo e hipocrisia, o que é ainda pior. Ser Charlie não é concordar com os cartoons do Charlie Hebdo, é discordar, é detestar, é estar do outro lado, e mesmo assim defender a sua existência. E pôr de lado as nossas opções políticas e sociais para estar ao lado de quem foi alvo de um crime,. Confundir este princípio absolutamente estruturante da liberdade de expressão com a ideia de que ser Charlie obriga a estar contra a austeridade, ou contra a Alemanha, ou concordar com todos os disparates que se dizem, ou ter a obrigação de dar espaço, por exemplo editorial, a todos os disparates, a todos os humoristas, cartoonistas e afins é outra coisa. É ser anti-Charlie. Não há donos da moralidade, embora pareça que esses querem impor essa moralidade aos outros, e não autorizar que todos sejamos Charlie. Diz muito do que pensam.”

Jeff Jarvis, no El Español, um novo projecto de comunicação a seguir com atenção.

(…) Defender la libertad de expresión no es americano. Es lógico. Si se permitiera a un gobierno controlar -censurar- discursos ofensivos, sólo escucharíamos los que aprobara el gobierno ya que cualquier expresión podría ofender a alguien y todas estarían controladas.

La idea de que la libertad de expresión debe estar controlada para limitar la ofensa es en sí misma ofensiva para los principios de una sociedad libre, abierta y moderna. Esto es lo que nos han enseñado los asesinatos de Charlie Hebdo. (…)

Das religiões que são superiores aquilo da liberdade

35-Raif-Badawi-2
Por “insultar o Islão” e “criar um forum liberal na internet”,  um tribunal saudita condenou em Agosto o blogger Raif Badawi, que já se encontrava preso, a uma pena de 10 anos de prisão e a ser chicoteado mil vezes. Para complementar a  pena, Raif Badawi pagará uma multa que ultrapassa os 190 mil euros. A sentença foi produzida após Raif Badawi, ter contestado a primeira condenação, de sete anos de prisão e a servir de poiso ao chicote por 600 vezes. Apelar da sentença nem sempre se revela ser  uma boa solução.
A iberdade de expressão é um conceito mais largo que o Oceano Pacífico e Badawi, está a pagar a ousadia a coragem e a afronta

Nova oportunidade para os críticos de cartoons V

Imagem de Pat McGrath / Ottawa Citizen

Imagem de Pat McGrath / Ottawa Citizen

Imtiaz Ahmed, o imã da mesquita de Ottawa precisa de ouvir o que o imã de Lisboa tem para dizer e deixar-se de purezas legais.. Até porque a criminalização e punição por blasfémia no Corão não existe. Ou melhor, esta legislação divina foi produzida centenas de anos depois da morte de Maomé, em tempos de guerra e durante a época Medieval. Passa a aplicar-se quando dá jeito. Agora é o momento para os extremistas.

Em relação à onda de terror que acontece em França é para mim seguro, de uma forma bastante clara, que assassinar (mesmo por delito de opinião) não é permitido e juntar-lhe a questão do gosto é, no minímo, de mau gosto.  Deus nos livre  que o insulto à religião passe a ser considerado como uma ameaça global à paz e à segurança como pretendem boa parte dos estados muçulmanos desde 1999.