O Sol da jihad

Enfadado destas férias de Verão chuvoso? Uma sugestão do Vítor Cunha.

(…) Se te juntares hoje à causa receberás grátis o teu cinto de explosivos (valor normal: 24,99 USD) e ainda a oportunidade de seres eleito (divinamente) o mujahideen do ano, com distribuição multimédia de discurso em milhares de pens USB nos califados de Londres, Paris, Bruxelas e Marselha. Se odeias o secularismo e a tua t-shirt do Che Guevara está gasta; se preferes ser amputado a teres um amigo homossexual; se achas que o “Mein Kampf” devia ser de leitura obrigatória no 9º ano para fomentar nos jovens a criação de uma Nova Ordem; se preferias privar com um bode na tua sala a conhecer um judeu na tua escola; se achas que todas as gajas ocidentais são umas porcas que andam nuas na rua a implorarem a violação; se és moderno e repudias a frouxidão desses crucifixo-lovers dos xoninhas católicos e repudias o deboche anti-progressista da decadente monarquia; se te sentes um escravo do capitalismo, com os vales do McDonalds e as pizzas gordurentas das grandes corporações norte-americanas que pretendem engordar toda uma geração, junta-te a nós. Juntos rebentaremos com essa fantochada. A verdadeira liberdade está na honra de pertencer a algo que transcende a tua mera condição de reles indivíduo.

Visionamento recomendado

Apesar dos especiais cuidados que os meios de comunicação social devem ter na abordagem ao tema do terrorismo, aconselho o visionamento do trabalho da Vice, o primeiro orgão de comunicação “embedded” com o grupo terrorista Estado Islâmico.

The Islamic State (Part 3)- O passeio com a polícia da virtude e dos bons costumes islâmicos.

The Islamic State (Part 2)- A doutrinação de crianças na moral do grupo terrorista.

The Islamic State (Part 1)- O jornalista Medyan Dairieh inicia a reportagem na cidade de Raqqa (Síria), onde o grupo jihadista procura dominar a resistência oferecida pelo exército do ditador Assad.

 

A primazia moral da pulverização

I have wanted to give Iraq a lesson in democracy — because we’re experienced with it, you know. And, in democracy, after a hundred years, you have to let your slaves go. And, after a hundred and fifty years, you have to let your women vote. And, at the beginning of democracy, is that quite a bit of genocide and ethnic cleansing is quite okay. And that’s what’s going on now.

Kurt Vonnegut

É talvez profunda e negramente irónico que, alguns dias depois de se assinalarem os sessenta e nove anos volvidos sobre os bombardeamentos nucleares em Hiroshima e Nagasaki, esteja em cima da mesa em discussão a indignação moral e o discurso do Horror, alicerçados na difusão de imagens que exibem cabeças decapitadas, como se de troféus se tratassem, por jihadistas. Uma discussão que procura utilizar esse facto para sustentar a posição dos guerreiros morais que nos separam da negra barbárie do extremismo islâmico.

Naturalmente que não são imagens simpáticas ou fáceis de digerir, pelo menos pelos cidadãos de um ocidente já em grande medida esquecido do convívio na primeira pessoa e in loco com os horrores da guerra. Mas essa reacção é afinal um sintoma que permite concluir do distanciamento e alheamento que essas pessoas têm em relação àquilo que é feito em seu nome, sustentado nas “democracias evoluídas” e nos “valores ocidentais” com que os que governam o Ocidente enchem os ouvidos dos governados.

À exibição de algumas cabeças cortadas em fotos preparadas para circular pelos blogs e pelas redes sociais dos indignados, contrapõem-se os milhares de vítimas da acção militar dos exércitos regulares das potências que supostamente partilham dos valores mais altos. As fotografias dos últimos não povoam esses fora tão somente porque não existem fotografias de vítimas pulverizadas de forma grossista por artilharia ou por higiénicos mísseis guiados por laser. Ou não são suficientemente palatáveis e convenientes para abrirem os noticiários do dia.

Enquanto uns apontam o dedo em jeito de ameaça com cinco cabeças aos seus pés, outros apontam outro dedo em jeito de outra ameaça, na elevação impoluta do palanque da Casa Branca, depois dos drones debaixo do seu comando terem pulverizado com mais uns mísseis Hellfire mais umas dezenas de participantes num casamento algures num arrabalde no distante Iémen.
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Leitura recomendada

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Kokito, por António Araújo.

E para aqueles que, por cegueira político-ideológica, conspurcam as paredes de Lisboa com grafitos que gritam Free Palestine!, importaria parar por momentos e pensar um pouco. Em Portugal e em Israel, pode dizer-se o que se pensa. Com Kokito, quem se arrisca a pensar pela própria cabeça, perde-a. Perde-a decapitada, no sentido mais literal do termo. Conviria pensar nisso. Se possível, pela própria cabeça. Sem dogmas nem preconceitos.

Compreender o putinismo III

Em boa verdade, o fenómemo não assenta em grandes novidades.

Putin’s ‘Russian Spring’ Idea was Invented by Russian Fascists in 1920s.

Leituras complementares: Compreender o putinismoCompreender o putinismo IIA anexação de Putin e o estado da russofoniaAbaixo a Guerra Fria.

1ª Lei de Migas

A probabilidade de um artigo de opinião ser disparatado é diretamente proporcional à utilização de maiúscula na palavra “mercado”.

Corolário (1): O disparate será certo a partir do momento em que o autor assignar intenção e personalidade ao dito “mercado”.

Corolário (2): Mais que disparate, a referência a adoradores ou a sugestão de atribuição de características de divindade ao dito “mercado” é prova inequívoca de que o autor é um idiota chapado.

Da um caso em que se merece uma cobertura de alcatrão e penas

Também venho aqui opinar sobre a gente maravilhosa e, sobretudo, liberal, a propósito das medidas verdes que o ministério do ambiente quer implementar. Em boa verdade nem vale a pena gozar com isto do ‘liberal’, porque Moreira da Silva era aquele senhor que nos congressos do PSD reagia indignado face às maldosas acusações ao PSD de que este seria um ‘partido liberal’ e, além disso, Moreira da Silva tem escrito na testa ‘sou um socialista retinto’ e só ainda não tinha reparado quem esteve muito distraído.

Não vale a pena gozar mais com esta gente, porque o José Meireles Graça já a cobriu do que merece: de ridículo (em dois takes). E os Andrés também já disseram coisas pertinentes.

Venho, por isso, apenas aludir aqui à dimensão da loucura desta gente que nos governa. E pego nos sacos de plástico e na taxa proposta de 0,10€ para cada saco.

Na minha empresa durante muito tempo comprámos sacos iguais àqueles usados nos supermercados à razão de centenas de milhar por ano. O custo dos sacos andava à volta de 1$00 – meio cêntimo de euro. Isto era o preço de venda das empresas que produzem estes produtos. O custo com cada saco era, evidentemente, inferior. Os supermercados – pequenos ou grandes – comprarão uma quantidade bastante maior em cada ano e este é o tipo de produto que o aumento da quantidade embaratece o custo individual. Assim, mesmo aceitando que preço destes sacos de supermercado aumentou consideravelmente (não faço ideia se foi assim), por cada saco as empresas de distribuição não pagarão mais de 1 cêntimo por saco. Again: o custo dos sacos para as empresas produtoras – e este custo evidentemente incorpora a quantidade de matérias primas usada na produção – será ainda inferior.

As empresas que cobram aos clientes cada saco costumam vendê-los por 5 cêntimos – o que é uma roubalheira mas só compra quem quer – e as outras que não cobram diretamente pelos sacos evidentemente incorporam esse custo no preço daquilo que vendem.

Como o estado – que de facto tem em Moreira da Silva um digno representante – nunca tem vergonha de ir além daquilo que é uma roubalheira nas empresas privadas, propõe uma taxa de 10 cêntimos para cada saco de plástico. Sim: temos um governo que propõe uma taxa sobre um produto que é mais de dez vezes o custo desse produto. Custo esse que, repito, inclui a porção de recursos usados na sua produção.

Além de só gente doida varrida propor uma taxa que é várias vezes o preço do produto taxado, há que ter em consideração que os sacos de supermercado são geralmente reutilizados como sacos para o caixote do lixo. (Eu, durante anos, usei-os também para vedar cheiros das fraldas das minhas crianças.) Pelo que se os consumidores deixassem de trazer sacos do supermercado, iriam comprar o mesmo número de sacos para colocar nos caixotes do lixo ou para fraldas ou para outra coisa qualquer, gastando-se assim o mesmo número de sacos e de matérias primas usadas para produzir sacos. A diferença é que os consumidores teriam de gastar mais dinheiro em sacos.

Por isso o estatista Moreira da Silva que não pretenda com esta medida qualquer benesse ambiental. Quer, como sempre, desviar custos dos consumidores para o estado. Resta-nos a esperança de que o CDS honre o voto de muitos, inviabilize estas maluquices ambientais e faça Moreira da Silva perceber que o melhor outlet para as suas ambições de justiceiro ambiental é criar num canto de sua casa um altar para rezar a Al Gore.

 

E mais champanhe

Ainda a propósito das burkas, ide ler o José Meireles Graça – que tem quase, quase sempre razão em tudo (e o quase, quase sempre passa a invariavelmente quando me cita, como é evidente) – que faz um bom ponto da situação e termina com um parágrafo que devia ser evidente para toda a gente, mas não é. E nesta questão dos muçulmanos na UE há muita gente que gosta de desconversar, como se a liberdade fosse algo teórico e não algo que se vivencia. Como se as nossas leis não estivessem cheias de infrações e crimes que o são independentemente da vontade/liberdade dos visados. Como se nas nossas sociedades a própria liberdade não fosse imposta devido a considerações sobre a dignidade do ser humano, através da proibição da escravatura, por exemplo (porque alguém até pode gostar de ser escravo de outra pessoa – e há livros sobre os tempos da escravaura nos Estados Unidos, é ir-se ler o Gone With the Wind, para falar só de um, onde os escravos até estão muito satisfeitos com a sua condição).

Sobre os trapos – que o José Meireles Graça referiu e também é uma conversa muito interessante para estas considerações sobre os direitos das mulheres – falo noutra altura.

Do sistema local de unidades de medida

Segundo famíliar de um dos adolescentes israelitas raptado e assassinado.

(…) “If the Arab youth was murdered because of nationalistic motives then this is a horrible and horrendous act. There is no difference between (Arab) blood and (Jewish) blood. Murder is murder. There is no forgiveness or justification for any murder,” said Yisahi Frenkel, Naftali’s uncle.

 

Leituras complementares:It’s not occupation, it’s Islam, por Daniel Greenfield; Sobre o assassinato e decapitação da família Fogel em 2011: Um crime inqualificável por Nuno Guerreiro Josué; A doença crónica por Melanie Phillips; Sobre a resistência islâmica.

O génio evaporou-se

Ó génios da finança, Garay não foi nada mal vendido!, por Domingos Amaral.

Comunicado do Benfica SAD.

A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248º do Código dos Valores  Mobiliários, e em conformidade com o solicitado pela CMVM relativamente à alienação da totalidade dos direitos
desportivos e económicos do atleta Ezequiel Marcelo Garay Gonzalez ao FC Zenit pelo montante de € 6.000.000
(seis milhões de euros), vem prestar a seguinte informação complementar ao comunicado de 25 de junho de 2014:
A parcela atribuível à Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, representando 40% dos direitos económicos do atleta
Ezequiel Marcelo Garay Gonzalez, ascende a € 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil euros).

Na mouche II

Concerto dos Moonspell na Roménia

Fotografia do concerto dos Moonspell na Roménia

One hit wonder, por Fernando Ribeiro dos Moonspell.

(…) A minha decisão de deixar de escrever, antecipada pelo longo interregno desde a publicação do meu último post é simples: não há massa crítica em Portugal. Nem nos
blogs, nem na Televisão e muito menos na esmagadora maioria de quem comenta, perdão, de quem calunia quem se atreve a ter uma visão diferente sobre um problema ou um acontecimento. O meu post sobre o Fernando Tordo levou o meu nome a todo o lado, e na maior parte das vezes para o encharcarem de lama. Até na Televisão,tive imerecido destaque: a Clara Ferreira Alves e o Daniel Oliveira, disseram que não sabiam quem eu era: passo a explicar, sou um músico com opiniões e experiência de vida na vida modesta mas gloriosa que levo. Amanhã estarei a tocar na Arrepele Romene em Bucareste para 5000 pessoas. Admito que algumas até me possam conhecer.

O que eu não sou mesmo, é um parasita do próprio aparelho que o sustenta, pago para criticar e pago para se achar melhor do que a mão/estrutura que o alimenta. Não fora tanta inépcia do sistema a apontar, estas pessoas ficariam sem trabalho e sem sustento, pelo que, talvez, aderissem à moda e levassem a sua corte também para o Brasil. Boa viagem. Também não lhes reconheço nenhuma capacidade, nenhuma ideia que se tenha aproveitado de e para a mudança. Andam por aí, tal como eu, tal como os outros, mas conseguem ver tudo melhor que os comuns. Ficarão para a história? Terão um nome de rua? Alguém pode atestar da sequência prática do que despejam nos programas? Alguém já se sentiu inspirado a agir por esta duvidosa elite?

Falar é sempre fácil, comentar ainda mais. Mudar vidas…nem por isso. De resto: velha história, para lá de Badajoz ou se calhar ainda mesmo no nosso Alentejo o seu anonimato será porventura mais preocupante que o meu.

Mas, lá está, exemplos e histórias passadas. O que retiro daqui é que a esmagadora parte dos comentários foram ofensas, má-criações, calúnias. E essas, para mim, definem a arte de bem discutir em Portugal: disparar primeiro, conversar depois. Não tenho feitio para comer e calar, para trolls, para haters, para merdas. Muita gente veio ter comigo na rua a dizer “deste-lhe bem”. Errado. Não dei bem a ninguém. Disse a minha opinião. Para que não se pense que há só uma maneira de viver e ver a música em Portugal.

As pessoas que vem ter comigo na rua e não conhecem muito bem o que os Moonspell fazem, nunca sabem muito bem o que dizer também. Talvez seja a altura de assumir o nosso caracter alienígena. Não há massa crítica, ninguém reflecte sobre as coisas e a vontade de mudar na nossa cena musical é nula. Quando se fala de um artista grande, seja da boca do Pop, do jornalista armado em bad boy, do metaleiro…dizem-me sempre o Tony…tens de respeitar que ele é um profissional…e nós somos o quê? Uma brincadeira? Enfim o tamanho interessa. De resto é um ir e vir de vaidade e um medo terrível de que as coisas mudem e que de repente não se fale (ainda) mais do Tony, ou não se cante Abril, em bom e acordado português.

Adiante, o futuro é negro. Portugal está nas mãos do seu próprio povo que, à primeira oportunidade, o destrói, distribuindo desculpas e acusações como rajadas de G3. Generalizando, tal como eu.

Estou no meu direito quando não quero ser parte disso. Estou no meu direito quando digo que continuo a amar o meu país, independentemente do Tordo ter emigrado, de eu ter trabalhado para o Estado oito vezes nos últimos dois anos e de ser um perfeito desconhecido para a esquerda caviar.Amo Portugal. Esse amor, que não se explica, irá inspirar-me sempre para fazer algo que quer o burguês, quer o remediado, se tem esquecido de fazer e que antigamente nos destacava enquanto povo: conquistar.

E é dos palcos de Bucareste que vos saúdo, agradecendo a todos quanto leram este blog, pelas propostas e convites sérios que espontaneamente aqui surgiram. Aos que me ofenderam, o meu ditado romano preferido: Às aguias não importam as moscas. (…)

Leituras complementares: Na moucheUnder the Moonspell.

‘António’ aprisionado

Em primeiro lugar, cabe vir aqui dizer publicamente que o Rui Carmo deu cabo de um negócio que poderia ter tornado milionários os insurgentes (ou, pelo menos, a mim, graças à comissão que eu pretendia cobrar) e mais os blasfemos (via Vítor Cunha) e os do Estado Sentido, ao pôr assim no espaço público o post de Seguro mais o seu amigo III Reich. Eu vinha aqui publicitar os ficheiros que ficaram guardados por, pelo menos, dois bloggers e informar que lhes faria chegar qualquer oferta de socialistas dos dois lados para comprar os ditos ficheiros. Mas, lá está, o Rui deu cabo do negócio. As nacionalizações têm sempre este poder destrutivo. Enfim, carpidos os ganhos que se foram, vamos ao que interessa.

E o que interessa é notar quão valentes os militantes do PS que agora apoiam António Costa foram antes das eleições europeias. Como bem estamos recordados, todos eles nos deram a saber o desprezo que nutriam por Seguro e quão agravados estavam com as suas posições políticas. Podiam todos ter ficado confortavelmente calados, até participado nos eventos partidários dando a ilusão de unanimidade, aqui e ali engraxando mesmo o líder. Mas não, que isso teria sido, além de uma hipocrisia, uma cobardia. Como estamos bem recordados, houve revoltas no grupo parlamentar, insultos ditos abertamente, discordâncias assumidas com as consequências bem vincadas (oh, quantos se demitiram por discórdia com o atual líder). Mas não, foram uns corajosos que disseram em tempo útil o que lhes ia na alma (em algumas, que Seguro era próprio do III Reich). De modo nenhum esperaram que todos estivessem a bater em Seguro para irem lá dar também umas sapatadas.

É mesmo de gente assim que o país precisa. Vamos ficar bem entregues.

Da superioridade do debate político no Partido Socialista

ps

O blog António representa a facção nacional-socialista socrática-costista do Partido Socialista. Não se percebe a decisão de o tornar privado. O próprio António Costa que também é co-autor precisa de ser libertado. Não podemos permitir que o aprisionem tal como fizeram no caso de Mumia Abu-Jamal. Os militantes socialistas e os apoiantes de António Costa merecem estar informados pelo António.

José Borges escreveu, num texto intitulado “Seguro e o fim do III Reich”, que “se Hitler ameaçava levar o mundo todo com ele para o abismo caso a Alemanha tombasse, assim parece agir António José Seguro do seu ninho de águia, lugar supremo da abstração e da desrazão”. E acrescentou que o PS “encontra-se hoje nas garras de um homem perdido”.

O post só tem uma data, dia 2 de junho. Mais tarde surgiu um “esclarecimento” em que o autor se retrata. “Num momento infeliz publiquei um post pouco correcto e que retirei por esse mesmo motivo. Pelo facto peço desculpa a quem se possa ter sentido pela comparação. A respondsabilidade atinge-me exclusivamente”, escreveu José Borges.

O blogue tem como autores, entre outros, o próprio António Costa, e deputados socialistas, como João Galamba, Isabel Moreira e Pedro Delgado Alves. (DN)

A imagem foi nacionalizada ao Vítor Cunha.

Adenda: Quem é o José Borges?

Uma grande vitória eleitoral II

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Partido Socialista discute com grande alegria e motivação o programa de governo apresentado pelo Tó-Zé ao país e aos europeus.

Os críticos de Seguro estão à espera que Costa dê o primeiro passo para o apoiarem como candidato à liderança. Outra vez. Entre os socialistas é evidente o desconsolo com a fraca vantagem sobre a coligação. Sábado há Comissão Nacional.

Compreender o putinismo II

putinismo

Esta é uma espécie de viagem ao capitalismo à moda de Putin. O trabalho da Reuters demonstra que o capitalismo do camarada é o modo de financiamento da criatura. Como Garry Kasparov. escreveu no Twitter, “USSR said all was public but had corrupt elite. Putin’s Russia says it’s a market economy but all business depends entirely on Kremlin.”

Leitura complementar: Compreender o putinismo.

 

Eles (ainda) levam o festival muito a sério (3)

Miguel, há muito que a União Europeia, a Nato e evidentes forças de cariz fascizante ameaçam o Império Russo através de um festival de cantigas.No Eurofestival do ano passado, o excelso Sergei Lavrov não apreciou que a cançonetista do seu país fosse roubada e aproveitou o balanço para jurar que  o ultraje não ficaria sem resposta. O Presidente do Azerbeijão, cuja votação telefónica está na base da tragédia russa, ordenou um inquérito. Desconheço o resultado do apuramento da verdade mas deve ter impedido que se multiplicassem homens-verdes e referendos, Azerbeijão fora. O ditador Alexander Lukashenko também levantou justas suspeitas sobre a falsificação dos resultados.

“O Economista Insurgente, 101 perguntas incómodas sobre Portugal”, lançamento a 16 de Maio

O Economista Insurgente (1)Na próxima sexta-feira será lançado pela Editora Esfera dos Livros o livro “O Economista insurgente, 101 perguntas incómodas sobre Portugal”, que tive o prazer de escrever com o Miguel Botelho Moniz e o Ricardo Gonçalves Francisco. O livro já está disponível em pré-lançamento na Wook e Fnac. A data e hora da sessão de apresentação será comunicada em breve.

Antes de definir o que o livro é, convém esclarecer o que não é. Não é um panfleto ideológico, salvo para aqueles que achem que a simples menção de argumentos económicos é, por si, uma demonstração de ideologia. Não é um tratado académico, nem aspira a ter o nível de detalhe de um documento académico, caso contrário teríamos que reduzir o número de perguntas de 101 para 5 ou lançar uma colecção em fascículos em vez de um livro de 200 páginas. Não é também um freakonomics à portuguesa. Embora parta do mesmo princípio de analisar questões políticas e sociais do dia a dia sob a perspectiva de alocação de recursos e incentivos, ou seja seguindo uma análise económica, o tipo de assuntos tratados são um pouco diferentes, mais sérios e recorrentes. É um livro que pode ser lido por economistas mas é acima de tudo destinado a não-economistas. Tentamos responder de forma simples, directa e sem contemplações politicamente correctas a questões importantes e recorrentes que se mantêm mal esclarecidas. “Porque é que ganhamos menos que os alemães?”, “ Porque é que os transportes públicos estão sempre em greve?” ou “O que aconteceria se saíssemos do Euro?”, são questões tão importantes e tão frequentes como mal esclarecidas. Pretendemos também dentro do possível esclarecer falácias que de tão repetidas se tornam senso comum, moldam a opinião de eleitores e a actuação política. O efeito da ignorância de alguns conceitos económicos básicos é em si uma ameaça ao sistema democrático. A ignorância do eleitorado cria um sistema de selecção adversa em que mesmo que existam políticos honestos, que digam a verdade e conheçam as consequências daquilo que prometem, eles tenderão a ser derrotados por políticos desonestos e/ou ignorantes que alimentem e se alimentem da ignorância dos eleitores.

O livro está dividido em 10 capítulos. O primeiro capítulo é dedicado à produtividade e mercado laboral. O segundo é dedicado ao empreendorismo e aos empresários. O terceiro capítulo fala de corrupção. O quarto capítulo fala do sistema de saúde. O quinto capítulo trata de questõs sobre o sistema de ensino. O sexto capítulo fala sobre os diferentes agentes económicos e o funcionamento do Estado. O sétimos capítulo fala sobre a banca. O oitavo capítulo fala sobre a classe política. O nono capítulo sobre a dívida pública e o décimo capítulo sobre o Euro.

O livro sai esta sexta-feira. Ficaremos à espera das primeiras impressões, sempre disponíveis, como sempre, para receber feedback e discutir.

Bloggar faz mal à saúde

Por “insultar o Islão” e “criar um forum liberal na internet”, um tribunal saudita condenou o blogger Raif Badawi, que já se encontrava preso, a uma pena de 10 anos de prisão e a ser chicoteado mil vezes. A pena prevê ainda o pagamento de uma multa de mais de 191 mil euros. A sentença produzida foi formulada após Raif Badawi, ter contestado a primeira condenação, de sete anos de prisão e a servir de poiso ao chicote por 600 vezes. No caso em concreto, apelar da sentença nem sempre se revela ser a melhor opção. 

Corpo ao manifesto, n’A Batalha.

A barbárie continua

Um ataque do grupo terrorista Boko Haram em Gamboru Ngala, na fronteira entre a Nigéria e os Camarões provocou cerca de três centenas de vítimas. Antes, oito meninas foram raptadas na Nigéria. Homens armados pertencentes ao gurpo terrorista islâmico Boko Haram levaram à força oito estudantes, com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos, de uma aldeia localizada no Noroeste do país. De acordo com testemunhas, os raptos aconteceram à noite e os raptores foram de porta em porta, à procura das raparigas. Os terroristas que usaram veículos e envergavam uniformes militares roubaram também alimentos e gado. Este acto terrorista acontece pouco depois do líder do grupo Boko Haram afirmar, num vídeo difundido pela internet, que as meninas raptadas em Abril, serão vendidas. Os islamitas de Boko Haram raptaram mais de 200 meninas de uma escola, no passado dia 14 de Abril. No mesmo dia, o grupo islamita atacou uma estação de autocarros, provocando 19 mortos e mais de 60 feridos.  Em Fevereiro, os terroristas mataram 59 estudantes, lançando fogo aos dormitórios.
São dramáticos os testemunhos de algumas das raparigas que conseguiram escapar aos raptores e o medo e ansiedade demonstrada pelos pais das crianças que permancem em cativeiro.

O que se pode fazer II

Estamos sempre a aprender com o The Guardian. O rapto das raparigas da Nigéria, pela organização humanista Boko Haram é culpa o imperialismo ocidental.

Leituras complementares: O que se pode fazerÉ no que dá não ser louro e ter olhos azuis

Putin o excepcional V

Web

Também online, Vladimir Putin demonstra o quão extraordinário é. Em síntese: o controlo da internet acompanha o que de repressivo é feito pelo governo chinês e  a assinatura presidencial na lei que obriga ao registo dos bloggers e armazenamento de dados em solo russo, apertam um pouco mais o cerco à liberdade e aos bloggers

Adenda: Putin’s Human Rights Council Accidentally Posts Real Crimean Election Results; Only 15% Voted For Annexation. Será isto verdade?