José Alberto Carvalho e a apologia do terrorismo progressista na TVI (2)

TV Buíça: Apologia do regicídio em prime time. Por João Vacas.

Leitura complementar: Observador: um ano de serviço público.

O FMI e o triste fado português

Lacunas nacionais. Por Pedro Braz Teixeira.

É lamentável que tenham de ser instituições externas, como o FMI, a apontar o caminho das reformas para a nossa saúde económica.

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Os tabus no nosso reformismo

“The economy, stupid”. Por Mário Pinto.

Dentro da famigerada «reforma do Estado», que quase toda a gente defende, a reforma do «Estado social» é contudo muito mais urgente do que a reforma do «Estado Democrático» (o «Estado de Direito» não tem estado felizmente em causa) — porque a reforma do Estado social é mais «económica» (reforma da sua economicidade) e a reforma do Estado Democrático é mais «política». Mas toda a gente prefere falar da reforma institucional-política, e não da reforma social-económica. Há portanto tabus no nosso reformismo.

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António Costa aprendeu com tontices do Syriza?

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António Costa. “Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha” (Janeiro de 2015)

“Temos de travar um combate na UE de forma inteligente, não de forma tonta como o Syriza” (Maio de 2015)

Leitura complementar: O socialismo europeu e o Syriza; O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

Pela marcha patriótica do aumento da produção socialista

Maduro

O governo bolivariano expande a planificação socialista em todas as empresas do estado. Um sonho tornado realidade, graças ao superior empenho do camarada/presidente Maduro.

Paul Krugman, pop star e economista criativo

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BUSTED: Paul Krugman removed 20 years of data from a chart to show a correlation that wasn’t really there

See what was done there? The period in the early 1960’s was removed, and so was the period from 2000 on. In other words, out of a 55-year time period, Dr. Krugman decided to remove 20 years’ worth of data. For those keeping track, that’s removing almost 40% of an entire data set just because the data didn’t fit the narrative.

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Alberto João Jardim na RTP

Caro Rui, ressentir é sentir duas vezes e o bom entretenimento faz-se com muito sentimento: a brigada do ressentimento.

A quase todos une um passado comum de desilusões político-partidárias, que eles tomaram como desconsiderações pessoais, e com as quais quase sempre fazem pautar a «isenção» dos seus comentários. É, por isso, com naturalidade e sem surpresa, que vemos o Dr. Jardim a engrossar este já muito vasto pelotão do ressentimento. Seja, pois então, muito bem-vindo à brigada.

Estranho é que ninguém convide António José Seguro para um espaço de comentário próprio e regular. Por que será?

Uma segunda moeda para a Grécia?

Alemanha não defendeu, mas falou de moeda paralela para a Grécia

Wolfgang Schäuble admitiu que a Grécia poderá necessitar de uma moeda paralela se não houver progressos nas negociações com os credores. Quem o diz são fontes próximas do ministro alemão.

Leitura complementar: O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

José Alberto Carvalho e a apologia do terrorismo progressista na TVI

De televisão da igreja católica a televisão da carbonária. Por Helena Matos.

Via Corta fitas cheguei a este video do telejornal da TVI apresentado do Museu dos Coches. A finalizar o dito bloco informativo José Alberto Carvalho mostrou o landau onde viajava D. Carlos no dia do regícidio. Aí começa uma singular peça jornalística de apologia do assassínio em nome da República.

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A Constituição de 1976 não é inócua

uma estranha visão da democracia. Por Rui A.

Vital Moreira, um dos progenitores da Constituição de 1976, escreveu ontem um notável artigo em defesa da sua cria, no qual argumenta, em favor da sobrevivência da mesma, que ela já pouco, ou nada, tem a ver com o que foi parido nesse ano longínquo em que viu a luz do dia. (…) Na verdade, a Constituição de 76 não é tão inócua como ele parece fazer crer. Descontando o artefacto histórico do preâmbulo que mantém o destino histórico «socialista» de Portugal, o que a todos (inclusivamente, ou principalmente, aos socialistas) deveria envergonhar, os constituintes de 76 impuseram um conjunto de limites às futuras revisões da Constituição muito pouco, ou nada, democráticos. Um deles, «a forma republicana do governo» (do «estado», talvez?); um outro, tão ambíguo e equívoco que dá para todos os chumbos do Tribunal Constitucional, «os direitos dos trabalhadores»; um terceiro, a «existência de planos económicos no âmbito de uma economia mista», sendo a dita «economia mista» um modelo económico onde predomina a estatização. Para além destes expressos limites materiais às revisões da Constituição, o texto é abundante em princípios e normas equívocas que permitem declarar inconstitucionais todas as reformas profundas do estado, mormente aquelas que mexem nos interesses instalados da administração pública.

Leitura complementar: Portugal precisa de uma Constituição não socialista.

Google, Twitter e Facebook em russo

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É do interesse universal que parem de violar a censura as leis russas. A santa mãe Rússia deu-se ao trabalho de os avisar, antes do envio dos “homens verdes”.

Adenda: Pavel Durov explica o processo de “nacionalização” da sua empresa.

E se o fantasma da troika não for suficiente?

Porque é que só Cavaco Silva e Evans-Pritchard estão preocupados? Por Rui Ramos.

O regime não está incomodado. Já ninguém lê os relatórios do FMI. Por enquanto, há dinheiro barato. E para o futuro, os sábios esperam que as perspectivas difíceis descritas por Evans-Pritchard, só por si, imponham responsabilidade e disciplina aos partidos do chamado “arco da governação”. No fundo, confia-se no fantasma da troika, isto é, na pressão externa sobre uma pequena economia aberta. A oligarquia não imagina outra base de governo em Portugal. A questão é esta: para aquilo que é preciso fazer, bastarão o medo e o cinismo? Não serão precisos também alguma visão, alguma esperança?

Leitura complementar: O guião do regresso ao passado.

Pré-aviso acerca da privatização da distribuição de água

Já sei que vos ireis queixar que o preço da água sobe. Por agora, cá na empresa consumimos 1,82€ de água em Abril. O valor total da factura são 18,75€, ou seja, 90,3% da dita são taxas e impostos (as que chama tarifas não passam de taxas disfarçadas).

factura

Um oportunista

Márinho No site Coffee House, da revista britânica The Spectator, um artigo escrito por Molly Guinness dedica-se a demonstrar que a “política da inveja” é algo que desagrada ao eleitorado e garante a derrota nas urnas a quem a promover. Guinness olha para a história britânica e argumenta que, embora os “tories” tenham de ter cuidado para não serem vistos como um partido cruel e desinteressado do bem-estar das pessoas comuns, sempre que um partido (particularmente o Labour) achou por bem encavalitar-se numa retórica promotora do ressentimento contra “os ricos” e que se esquecesse de que “a riqueza precisa de ser criada antes de ser distribuída”, essas mesmas pessoas comuns não depositariam a sua confiança nele. Embora sedutora, a ideia de Guinness não corresponde totalmente à verdade. Primeiro, porque apesar de nas várias ocasiões em que algo semelhante ocorreu não ter de facto havido gente a confiar no Labour em número suficiente para alçar o seu líder ao Nº10 da Downing Street, não deixa de ser também verdade que em todas essas ocasiões houve um número bastante grande de pessoas que confiou no Labour e nos seus candidatos a deputado nos respectivos círculos. E em segundo lugar, porque se a tal “política da inveja” talvez não seja suficiente para satisfazer as ambições de quem quer chegar a Primeiro-Ministro ou Presidente de um país minimamente desenvolvido e civilizado, é certamente o bastante para quem, num partido mais pequeno, almeja apenas um lugarzinho de deputado ou numa qualquer secretaria de Estado, e que para isso depende da promoção da sua pessoa através da comunicação social.

Vem isto a propósito da recente entrevista do dr. “Márinho e Pinto”, que terá dito ao Observador que o partido que fundou após explorar os pobres ingénuos que o aceitaram nas suas listas ao Parlamento Europeu estava a “estudar a possibilidade” de “instituir um salário máximo nacional”. Segundo nos garante o dr. “Márinho”, ele e os seus correligionários ficam muito chocados com “as desigualdades em Portugal” (“eliminar” as ditas, assegura, é “um dos objectivos fundamentais de um partido republicano”), e “o que é escandaloso”, explica o advogado coimbrão, “nem é tanto os baixos salários que se praticam”, mas, “em alguns casos”, os “altos salários com que as elites se remuneram a si próprias.”

Convém começar por recordar que o dr. “Márinho” se trata do homem que, quando foi eleito Bastonário da associação corporativa que tem como função controlar a entrada de novos profissionais da advocacia no mercado (e dessa forma tornar mais proveitosos os rendimentos dos que nele já operam) conhecida como “Ordem dos Advogados”, tratou logo de se atribuir a si próprio um belo salário, algo que os seus antecessores (alguns deles gente pouco recomendável) tinham dispensado. Ou seja, quando “Márinho e Pinto” fala dos “altos salários com que as elites se remuneram a si próprias”, sabe bem do que fala, e com conhecimento de causa.

Mas isso é apenas um detalhe. Aqui no Insurgente, o Luís Tribuna criticou “Márinho” por este não estar aparentemente preocupado com a pobreza que afecta boa parte dos portugueses, e em procurar que as condições de vida de quem se encontra nessa infeliz situação possam melhorar, mas em (como escreveu o Luís) “nivelar por baixo”, criando esse tal “salário máximo” que nada faria para melhorar a vida de quem recebe pouco, mas que garantiria que quem é rico o seria um pouco menos. Percebo a indignação do Luís, mas não me parece que se deva criticar o actual eurodeputado por este parecer pensar que o grande problema de Portugal é o facto de existirem ricos em vez de haver gente muito pobre. Porque isso seria atribuir a “Márinho e Pinto” uma ideia e um pensamento coerentes e inteligíveis acerca da pobreza e da “justiça distributiva”, coisa que ele manifestamente não tem.

As declarações do mentor do Partido Democrático Republicano (uma alusão nada abonatória ao agrupamento mais ou menos terrorista de um senhor que ficou conhecido como “racha sindicalistas” e que foi governando Portugal durante uns anos sem grande benefício que não o de alguns seus amigos) e a brilhante ideia do “salário máximo nacional” não são fruto de uma concepção ideológica estatista que queira controlar a vida de todos ao mais ínfimo pormenor. Poderia resultar numa acção política com essas características se chegasse ao poder, mas não parte de uma concepção pensada e coerente. Nasce, isso sim, da compreensão por parte do dr. “Márinho” de que há uma parte da sociedade portuguesa a quem a tal “política da inveja” aparece como sedutora, e da sua ambição pessoal de garantir para si um lugarzinho entre as tais “elites” que diz desprezar, mas às quais nunca perde uma oportunidade de se juntar, especialmente se com isso vem uma oportunidade de “se remunerar a si próprio”. Tratar “Márinho e Pinto” como um perigoso ideólogo radical é atribuir-lhe uma credibilidade e dignidade que ele não merece, pois pura e simplesmente não passa de um oportunista espertalhão que sabe bem a quem se dirigir e o que dizer para se promover. Claro que isso não o torna menos perigoso. Apenas (ainda) mais indigno.

A câmara de Lisboa associou-se de vez ao crime organizado?

homer x rayNão tenho nada contra uma realidade que se encontra em inúmeros desses países bárbaros que compõem a União Europeia, a saber uma tarifa fixa nos táxis desde o aeroporto até à cidade mais importante que o aeroporto serve (desde que, evidentemente, se possa optar pela tarifa normal dependente dos quilómetros do percurso). Geralmente garante que não somos (muito) enganados por taxistas que se põem a dar voltas desnecessárias antes de chegar ao destino para conseguir percursos mais caros. Faz tanto mais sentido optar-se por uma tarifa fixa quanto os aeroportos são geralmente longe da cidade, com percurso de estrada e de autoestrada, que incluem portagens. E também não tenho nada a obstar a que se cobre pela entrada dos carros no aeroporto – táxis e outras variantes – ou pela permanência de mais de 10 minutos.

Mas claro que a associação da ANTRAL, da ANA e da inevitável Câmara Municipal de Lisboa (agora presidida pelo delfim de António Costa) só podia magicar ‘soluções’ que não são mais formas de saque legalizadas, com esta proposta de pagamento de 20€ desde o aeroporto da Portela até, no máximo, 14 km de distância – que, depois, pagam-se os 20€ e os quilómetros que acrescem.

Eu moro ao pé do rio, no lado oposto, em Lisboa, ao do aeroporto, e não me lembro de pagar mais de 15€ para ir para o (ou vir do) aeroporto, incluindo a marcação ou o pedido telefónico do táxi e as malas. Se vou do aeroporto da Portela para casa dos meus pais (em Alvalade, e onde às vezes deixo o meu carro), o mais provável é o taxista encontrar forma de me insultar, ou vai a arfar durante todo o percurso, porque é um percurso pequeno e barato (não pago sequer 10€).

À parte a parvoíce da taxa de 1€ para a ANA, e a bacoquice do motorista fardado, agradeço que a Câmara Municipal de Lisboa – que, ao contrário da ANTRAL que defende os interesses dos seus associados, supostamente, alegadamente, teoricamente defende os interesses dos lisboetas – me explique, como se eu tivesse 5 anos, de que forma é que pagar quase o dobro (para minha casa; ou mais do dobro no caso dos meus pais) por viagem de táxi do aeroporto está a defender os meus interesses? Onde é que isto é diferente de sancionar um saque aos clientes de táxis? Será que o vírus que causa estupidez tem concentrações anormalmente elevadas nos edifícios da CML?

O disparate de canalizar recursos públicos para novos centros de congressos

Subscrevo a preocupação e também espero que prevaleça o bom senso e não se avance para a construção de mais elefantes brancos: Europarque é do Norte. Por Emídio Sousa.

É com base nessa moderação e bom senso que me preocupam as notícias sobre novos centros de congressos. Aconselho os decisores políticos a refletirem. Manter e recuperar o que já está construído parece-me bem. Sem bairrismos bacocos, construir novos centros de congressos parece-me um perfeito disparate e espero que em momento algum o Estado ou os fundos comunitários financiem esse tipo de despesa.

Vice-presidente do PSD investigado por tráfico de influências

Marco António Costa está a ser investigado na sequência da denúncia de alegados crimes de tráfico de influências durante os mandatos na Câmara de Gaia. Não se trata de uma acusação formada e o próprio já retaliou com um processo de difamação.

Mas todos os gestores públicos têm de estar cientes que existem, a priori, indícios de tráfico de influência cada vez que tomam uma decisão de gasto do dinheiro dos contribuintes, quer seja em ajuste directo ou concurso público. As escolhas que fazem podem facilmente ser enviesadas por pressões/troca de favores. Veja-se o exemplo de alguns concursos públicos de contratação de pessoal em que os requisitos estão claramente afinados a perfil de candidato muito muito (muito!) restrito.

Acções prejudiciais aos “donos” do dinheiro pelas pessoas que o gerem não é um fenómeno desconhecido. Em Economia é habitualmente designado por Teoria da Agência. A distante separação entre contribuinte e gestor público é, aliás, uma importante razão para, como o Hélder explicou, a gestão pública ser menos eficiente que a privada (a principal justificação é a falta do incentivo lucro).

Mecanismos burocráticos como os concursos públicos são uma tentativa para eliminar a arbitrariedade das decisões do gestor público. Dão uma aparente imagem de transparência mas o processo pode, com maior ou menor dificuldade, ser manipulado.

Sendo assim, Marco António Costa, como gestor público, tem de perceber que o sentimento de suspeita começou no dia que aceitou o cargo. Não estou a afirmar que é culpado. O apuramento de responsabilidades é competência das autoridades. Só que, não tendo eu a exigência de imparcialidade dos agentes judiciais, para mim ele é culpado até prova em contrário. Tal como qualquer outro dirigente estatal.

Outros mares de imigrantes II

38 Cuban migrants intercepted last month as they tried to reach America are STILL stranded on Coast Guard cutter as Cuba refuses their re-entry.

 

António Costa sobre a privatização da TAP em 2012 e 2015

Fevereiro de 2012: António Costa defende integração da TAP numa grande companhia latino-americana

“Tenho dito e repito que a privatização da TAP é a mais crítica que está em cima da mesa, assim como a privatização da ANA, e acho que era útil para o país do ponto de vista estratégico uma estratégia de fusão por integração entre a TAP e uma grande empresa e a integração da ANA com os aeroportos brasileiros”, acrescentou.

Uma tal opção permitiria, considerou, “captar investimento e consolidar” essa centralidade atlântica”.

Maio de 2015: Privatização. António Costa espera que nada de irremediável aconteça na TAP

Questionado pelos jornalistas sobre a entrega de três ofertas vinculativas para a compra da companhia aérea, António Costa sublinhou que a TAP “é uma condição essencial da nossa soberania” e pediu cautela.

O PS, repetiu, “fará tido para que o Estado não perca o controlo da empresa”, manifestando a esperança que de alguns candidatos tenham feito ofertas para menos de 50% do capital. Mas tal não terá acontecido, porque isso levaria à exclusão do candidato, tendo em conta as exigências do caderno de encargos.

(via João Miranda: António Costa indeciso entre Avianca e Azul)

Leitura complementar: O guião do regresso ao passado; TAP: privatização ou falência?

Regresso ao passado em Portugal

O meu artigo de hoje no Observador: O guião do regresso ao passado.

Se a tendência dos últimos tempos se mantiver, o filme que se perspectiva para depois das legislativas é uma sequela em tons cinzentos do que conduziu ao pedido de resgate em 2011. Tal como acontece na maioria das sequelas, o filme arrisca-se a ser de ainda pior qualidade do que o original, mas num aspecto não devem restar dúvidas: o final será muito semelhante. Caso venha a ser colocado em prática, o guião do regresso ao passado será uma receita para o desastre depois das próximas legislativas.

O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

A quadratura do círculo na Grécia

Bruxelas. Atenas deve entregar uma “lista de reformas completa e credível”
Tsipras promete aos gregos não ultrapassar linhas vermelhas nas pensões e salários

Leitura complementar: O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

A fúria iconoclasta do fanatismo laicista e do fanatismo religioso

Bye bye Cristo-Rei! Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada.

Esta fúria iconoclasta não é nova, nem exclusiva do laicismo francês. É velha como o fanatismo, religioso ou ateu, de todos os tempos e eras. Também os talibãs e os guerrilheiros do dito Estado Islâmico pensam e agem do mesmo modo: por este motivo já destruíram inúmeros monumentos históricos e tesouros religiosos de incalculável valor. Pelo contrário, a Igreja católica, embora também tenha tido, mais por excepção do que por regra, atitudes desta natureza, colocou no centro da emblemática praça de São Pedro, em Roma, um obelisco egípcio, como pedestal da cruz de Cristo. Também muitos papas, autênticos mecenas da cultura, coleccionaram obras de arte pagã, que ainda hoje se podem contemplar nos museus vaticanos.

O laicismo está para a laicidade como o fundamentalismo está para as religiões: em ambos os casos mais não são do que perversões autoritárias e tirânicas, sob a aparência, respectivamente, do respeito pela liberdade e, até, de Deus.

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O Fórum de Políticas Públicas do ISCTE

Infelizmente, regra geral o Governo não tem estado à altura das acusações dos seus críticos mais radicais: Um escândalo: o governo de “direita aplicou políticas de direita”. Por João Marques de Almeida.

O Fórum de Políticas Públicas, realizado esta semana no ISCTE, acusou o governo de “aplicar políticas de direita”. Segundo as notícias, discutiu-se sobretudo a execução do “memorando”. É sem qualquer dúvida um ponto importante, mas não é o que me interessa aqui. O ponto relevante tem a ver com a cultura democrática de muitos dos participantes no Fórum, e o modo como avaliam a legitimidade da “direita” em Portugal.

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Syriza: chegou a vez das embaixadas…

Governo grego obriga embaixadas a entregar fundos

Ordem foi emitida com data desta quinta-feira com o número da conta do Banco da Grécia. Se não puder ser feita transferência bancária, o dinheiro pode ser enviado por mala diplomática.

Leitura complementar: O cenário do PS: entre Centeno e Varoufakis; Da espiral recessiva aos cantos do Syriza; Razões para ter esperança no Syriza; O socialismo europeu e o Syriza; A Grécia e o erro de Merkel.

Sobre a situação na TAP

Mais logo, estarei no Jornal das 20h do Porto Canal, com Júlio Magalhães, a comentar a situação da TAP.

Leitura complementar: TAP: privatização ou falência?