“Geringonça” consolida reconhecimento internacional

Costa

E em tempo recorde: Portuguese yields surge to new 15-month highs

The sell-off in Portuguese government bonds is gathering pace, driving yields up to levels not seen since October 2014.

Leitura complementar: “O enorme aumento de impostos da ‘geringonça’”; As charlatanices orçamentais da “geringonça”.

Adão e Silva, Marques Lopes e o miserável estado a que chegou a TSF

Emburrecer com a TSF. Por Gabriel Mithá Ribeiro.

Gostaria de voltar a desativar o instinto que agora me faz vezes demais desligar a TSF, mesmo e sobretudo para poder ouvir o que discordo quase em absoluto. Isso é sempre possível e sinal da qualidade da democracia. Apenas deixou de o ser porque muita da comunicação social não quer perceber as razões de se ter transformado num falhanço democrático e, com isso, num falhanço civilizacional.

Carta aberta ao Exmo Sr Doutor Mário Centeno

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Exmo Sr Doutor Mário José Gomes de Freitas Centeno, permita-me que o trate por Vossa Exa dado o seu currículo que, neste sítio feito de ignorantes como eu, é algo de absolutamente extraordinário e digno das mais sentidas vénias. Infelizmente nem todos nós , intelectualmente limitados, lhe reconhecemos o génio mas pronto, ter aceite o lugar de Ministro das Finanças sujeita-o à opinião pouco esclarecida de comerciantes, taxistas e cabeleireiras. Escrevo-lhe para lhe contar uma pequena história e pedir-lhe que a tome em atenção, queira Vossa Exa perdoar o atrevimento deste vosso criado. Continuar a ler

Virus-fakis: A pandemia do sec. XXI

A verdade é que o tempo dos astrólogos nas revistas femininas já lá vai. Hoje uma nova forma de astrólogo passou a enxamear as universidades do mundo ocidental, o pseudocientista encartado com doutoramentos e posições de investigadores. Académicos de pleno direito que atingiram um estatuto equivalente aos cientistas sérios. Boaventura Santos, o académico português que lidera o Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra e que tem a duvidosa honra de ter a obra citada na conhecida obra de Alan Sokal “Imposturas intelectuais” e de ser o objeto da obra do saudoso António Manuel Batista “Discurso Pós-Moderno – Obscurantismo e Irresponsabilidade Intelectuais”, reclama-se da construção de uma nova forma de aquisição de conhecimento onde, para ser simpático, enquadra todo o tipo de disparate intelectualoide.

O resto da denúncia à forja intelectual que são algumas das auto-proclamadas «ciências» sociais está neste excelente artigo.

Verdades do outro mundo…

“Não conseguimos inventar impostos pagos por marcianos”

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, lembra que o aumento de impostos se reflete sempre na diminuição de rendimentos ou nos aumentos de preços.

Leitura complementar: “O enorme aumento de impostos da ‘geringonça’”; As charlatanices orçamentais da “geringonça”.

#ConselhosDoCosta

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O enorme aumento dos impostos indirectos

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Combustíveis sofrem maior aumento do imposto em 16 anos. O que mais sobe

Austeridade no Orçamento é sinónimo de aumento de impostos sobre o consumo. Vão render mais 700 milhões de euros. Mais de metade virá dos combustíveis. Governo promete aliviar se petróleo subir.

Leitura complementar: “O enorme aumento de impostos da ‘geringonça’”; As charlatanices orçamentais da “geringonça”.

O orçamento e a justiça Social

the_abyss_of_inequality_3075151Se o leitor for solteiro e ganhar mil euros por mês, com este orçamento de estado receberá mais 5€ por mês. Mas não vá já gastar tudo de uma vez porque se fizer 40kms por dia de automóvel, acabará por pagar esses 5€ no aumento dos impostos sobre o combustível. Se tiver a sorte de trabalhar no sector público ficará na mesma situação, mas trabalhará apenas 35 horas por semana a partir de Julho.

Se tiver o azar de ganhar 650€, fica exactamente igual. Não ganha nada. Mas se conduzir automóvel pagará o imposto adicional como todas as outras pessoas. Ou seja, as medidas do orçamento de estado deixaram-no pior do que estava.

Por outro lado, pode confortá-lo saber que quem tiver uma pensão de 6 mil euros ficou a ganhar cerca de 200€ por mês com este orçamento de estado, quase um terço do seu salário. Ou, melhor ainda, quem tiver uma pensão de 10 mil euros terá um aumento de rendimento de mais de mil euros. Só o aumento dessa minoria de pensionistas corresponde ao dobro do seu salário. Se quiser conhecer os privilegiados, basta ligar a televisão e ver os comentadores grisalhos que festejam o fim da austeridade.

Já se for dos sortudos que é solteiro e ganha 2 mil euros por mês (brutos), então com este orçamento ficou a ganhar 22€ por mês (Se for funcionário público isto sobe para os 40€ e ainda trabalha menos horas pelo que poderá receber mais em horas-extra). A parte do sortudo no princípio deste parágrafo é para o facto de ser solteiro. Porque, se com o mesmo salário ainda tiver mulher/marido e 2 filhos para sustentar, então este orçamento devolve-lhe menos de 2€ por mês, facilmento engolidos pelos impostos adicionais de meio tanque de combustível por mês para dar uns passeios ao Domingo.

Mas a sorte em não ser casado não se esgota nos salários de 2 mil euros. Se for um executivo com salário bruto de 4 mil euros por mês (cerca de 2500€ líquidos), então ficará a ganhar 22€ por mês. Mas não diga mal da sua sorte porque se ganhasse o mesmo mas tivesse que sustentar mulher e dois filhos este orçamento de Estado obrigá-lo-ia a pagar mais IRS. Ninguém o mandou casar-se e ter filhos.

Justiça social é isto, em que um só pensionista milionário vê o seu rendimento aumentar tanto com este orçamento como 500 famílias da classe média. Pense nisso quando vir o PS, o BE e o PCP a levantarem-se alegremente para aprovar este Orçamento de Estado.

Uma reacção interessante

Seria pouco relevante não fora o facto de a vontade de poder de António Costa ter colocado o PS, o governo e o país reféns da extrema-esquerda: TAP: PCP acusa Governo de “salvação da privatização”

O PCP acusou hoje o executivo do socialista António Costa de “salvação da privatização” da transportadora aérea TAP, prometendo insistir nas suas iniciativas legislativas no parlamento, além de apelar à luta dos trabalhadores pelo controlo público da empresa.

“O que o Governo do PS veio agora anunciar foi a salvação da privatização, num negócio de contornos pouco claros, onde o atual Governo do PS assume a manutenção de 50% do capital nas mãos do Estado mas abdica da gestão para o grupo económico em causa. Esta solução não corresponde às necessidades do país nem acautela o futuro da TAP e da soberania nacional”, lê-se em comunicado dos comunistas.

Leitura complementar: As charlatanices orçamentais da “geringonça”.

O poder da ilusão sobre os iludidos

Totos

O primeiro-ministro deve “viver” numa realidade alternativa e espera que todos partilhem dessa ilusão. Observador:

António Costa não gosta de pôr as culpas em Bruxelas, mas afirmou, neste sábado, que “o Orçamento do Estado estava melhor antes da intervenção da Comissão Europeia”.

Pois… não olhem aos detalhes. Os números apresentados são mais importantes que as fórmulas usadas para os atingir. Fechem os olhos e acreditem na capacidade da geringonça tornar realidade o mais fantástico sonho. Existem unicórnios!

Só quem já viu o filme Inception (“A Origem”) percebe o seu significado, mas Costa e seus acólitos estão a precisar de um totem (objecto que que permite distinguir sonho de realidade):

 

A austeridade de esquerda é mesmo diferente

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André Azevedo Alves: “O enorme aumento de impostos da ‘geringonça’”

A austeridade de esquerda é, no entanto, diferente. Em vez de se aplicar às “pessoas”, penaliza essencialmente os combustíveis, os automóveis e o tabaco (quem pagará a conta?). Um aumento de impostos que servirá para pagar a reposição dos salários na função pública para os níveis anteriores ao pedido de resgate externo e também a anulação dos cortes ainda em vigor nas pensões mais elevadas pagas pelo Estado.

As opções orçamentais são, obviamente, opções políticas e a este respeito a opção da “geringonça” é clara: retirar ainda mais recursos à população em geral para os canalizar para grupos com forte poder reivindicativo, nomeadamente os funcionários públicos e os pensionistas com rendimentos mais elevados.

O que António Costa anda a fumar?

Como o Bruno Alves ontem muito bem caracterizou, António Costa teve o seu “momento Marie Antoinette”. Do Económico (meu destaque):

António Costa defendeu ainda que “todos aqueles que trabalham, ganham relativamente ao ano anterior” e, a propósito dos impostos indirectos que sobem, aconselhou os portugueses a usarem “mais transportes públicos”, a deixarem de fumar e a moderarem” o recurso ao crédito.

Ao contrário do que aconselha aos portugueses, podemos tomar como certo que o primeiro-ministro, seus ministros, secretários de Estado, adjuntos e assessores não vão usar transportes públicos. Também, a julgar pela maior preocupação no aumento dos rendimentos dos funcionários públicos do que no valor do défice, não haverá moderação no recurso ao crédito. Sendo assim, só nos resta questionar: o que António Costa anda a fumar?

AntonioCosta

Um Estado em negação para empobrecer Portugal

Qual é a diferença entre a situação fiscal e de rendimentos do ano passado para este ano?

Há uma imensidão de portugueses que receberá  mais dinheiro que o Estado lhe pagará  (salários e pensões) e uma imensidão ainda maior de contribuintes que entregará um valor ainda maior de impostos  (isp, ia, tabaco, álcool, imi, irs) para pagar a esses beneficiários. Por sinal os primeiros receberão  menos do que os segundos pagarão .

Pelo meio há um acréscimo de custos que o Estado terá que suportar de vigilância/fiscalização  e ainda com a implementação das alterações realizadas pelos seus ministros nas diferentes leis fiscais (o exemplo mais óbvio é o do IVA diferenciado entre alimentos e bebidas).

Ou seja, no final de 2016 o nosso país, que são TODOS os Portugueses, novos e velhos,  ricos e pobres, alfacinhas ou tripeiros, homens ou mulheres, gays ou heterossexuais ficará a PERDER. Não vai haver mais riqueza,  não vai haver mais produção nem produto por causa destas leis (talvez até menos), apenas transferência de um lado para o outro de recursos mas com acréscimo de custos.

É desta forma , com mais Estado na intermediação de recursos, que se vai criando pobreza em vez de riqueza após o 25 de Abril. Só há uma coisa que continuará sempre a aumentar: a dívida global de todos nós !

As contas do patriotismo

Imaginemos que podíamos voltar a 2005. Voltar a fazer os orçamentos de 2005-09 e negociá-los com Bruxelas. Quem é que seria mais patriótico: aqueles que tentassem a todo o custo ter um défice maior ou aqueles que defendessem um défice mais baixo ou mesmo um superavite nesses anos. Quem é que estaria a “defender os interesses do seu país”? Seriam aqueles que insistissem em metas flexíveis ou aqueles que fossem rígidos no corte de despesa e equilíbrio das contas públicas?

É incrível que, ainda hoje depois de tudo o que aconteceu, ainda predomine a narrativa de que quem consegue que o país se endivide mais, quem consegue hipotecar mais o futuro, é quem defende o país nas instâncias internacionais. Quantas lições mais precisamos de levar?

TAPPP

E no final a teimosia de António Costa deu como fruto seis administradores e um presidente do Conselho de Administração. Uns “lugarzinhos” para distribuir e uma vitória de Pirro. Tudo para que pudesse dizer que o Estado ficou com 50% da capacidade de votar num órgão que não manda nada. Qualquer decisão estratégica terá de ser aprovada por maioria qualificada, ou seja, todos os acionistas têm de estar de acordo. E claro, a gestão executiva será sempre privada.

Em troca ainda vai ter de ajudar a fazer a reestruturação financeira da empresa e colocar mais 30 milhões se quiser ficar com menos de 20% dos direitos económicos da companhia.(…)
A TAP pode ter sido transformada numa espécie de PPP. Uma gestão privada com o risco, ou pelo menos metade dele, do lado do Estado. Será que o Bloco de Esquerda e o PCP já perceberam isso?

(João Vieira Pereira, no Expresso)

Uns milhões de Euros dos contribuintes a troco de lugarzitos na administração. Os contribuintes até nem ficaram mal. A mando do PS já pagaram bastante mais por muito menos.

As charlatanices orçamentais da “geringonça”

Artigo do André Azevedo Alves no Observador

A vontade de poder a qualquer custo de Costa depois da derrota eleitoral colocou o PS, o governo e o país reféns da extrema-esquerda. Os efeitos desse preocupante arranjo começam a tornar-se evidentes(…)

O resultado final, bem patente no duro parecer da Comissão sobre o esboço orçamental apresentado pelo Governo de António Costa, dificilmente podia ser mais claro: em poucos meses, a “geringonça” destruiu o (frágil) capital de credibilidade lenta e dolorosamente acumulado ao longo dos últimos 4 anos.

O descrédito é evidenciado desde logo na (expectável) rejeição da inacreditável tentativa de classificar como medidas temporárias a reposição de salários na função pública e a anulação dos cortes aplicados às pensões mais altas(…)

A vontade de poder a qualquer custo de António Costa depois de uma pesada derrota eleitoral colocou o PS, o governo e o país reféns da extrema-esquerda. Os efeitos desse preocupante arranjo – afinal a grande inovação da “geringonça” – começam a tornar-se demasiado evidentes. O caminho que leva das charlatanices orçamentais até uma nova bancarrota pode ser muito curto e a “geringonça” arrisca-se a sair muita cara aos portugueses.

quanto nos custa (em aumentos de impostos e de preços) o sonho de Costa?

Parte do meu texto desta semana no Observador.

‘Claro que o argumento (se alargarmos o conceito bastante para lhe dar este epíteto) é ‘aumentamos só os impostos aos «ricos» e aos bancos’. À parte essa entidade mítica que são «os ricos» por cá equivaler à classe média alta, o leitor que comprar este argumento deve ganhar juízo. Como aumentar os impostos sobre o rendimento dos «ricos» não será suficiente – não se está mesmo a ver Centeno ter força dentro do governo para impor contenção orçamental? – os impostos sobre o consumo (chegaremos ao IVA) serão chamados à liça. Já está prometido aumento no imposto de selo sobre o crédito ao consumo, no imposto sobre combustíveis e sobre tabaco.

Agora pense bem: quem vai pagar este acréscimo de imposto de selo? Quem necessita de se endividar para adquirir um certo bem de consumo ou quem consome com o seu dinheiro corrente? E quem acha que gasta em IVA (ou ISP) maior percentagem do seu rendimento? Quem ganha pouco e gasta todo o seu rendimento em consumo (porque não consegue poupar) ou quem usa 40% do seu rendimento em consumo e o resto aplica em produtos financeiros? Pois é: os impostos ao consumo penalizam mais os menores rendimentos. E o aumento do preço de TODOS os produtos (transportes públicos lá no meio) à solta no mercado, induzido pelo aumento do ISP, também afetará só «os ricos»?

Mas não haja agravos: as clientelas partidárias do PS, PCP e BE vão ter os seus rendimentos aumentados, sustentados por estes maiores saques fiscais a quem vive desligado destes partidos e do estado. Nunca vi mais escancarada transferência de rendimentos de um grupo para outro. Orquestrada por um governo. Foi a isto que Friedrich Hayek chamou de ‘caminho para a servidão’. Graças ao PS, seremos escravos das clientelas da geringonça. Saravá, é o ‘tempo novo’.’

O texto todo está aqui.

O Professor Doutor

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Há uns anos, numa crónica, o Vasco Pulido Valente criticava esta “República de Professores”. Eu também estou farto de Professores Doutores. Se a net e as redes sociais vieram demonstrar alguma coisa foi a completa ignorância dos habitantes das torres de marfim acerca do Mundo que existe cá fora. Desde o Professor Doutor que descobriu que o subsídio de desemprego é um subsídio às empresas, ao Professor Doutor que afirma que o nível dos impostos não afasta investimento, ao Professor Doutor (o Beeker das Finanças por exemplo) que renega tudo o que julga saber em nome sabe-se lá de quê. Carregados de fórmulas matemáticas, folhas Excel e modelos econométricos parecem nem sequer saber que do outro lado dessas fórmulas estão pessoas.

É mais que altura de darem lugar a canalizadores ou mecânicos. Pelo menos estes, ao contrário da caterva de Professores Doutores que nos tem pastoreado, não há memória de nos terem arruinado.

O Professor Doutor é um fala barato de um cagão que só arrisca o que é dos outros, que mal sabe gerir o guarda-vestidos, mas que entende que sabe o que é melhor para os outros e lhes quer impor comportamentos. Puta que o pariu.

Força para seguir a mesma linha. A do Syriza.

Irlanda

 

 

 

Quando a Irlanda em 2010 pediu o mesmo resgate que Portugal pediu em Abril de 2011, confrontava-se com uma crise bancária que lhe valeu um défice de 32,4% do PIB nesse ano. Nas negociações com a UE e FMI arriscou tudo em não mexer nos impostos sobre as empresas apesar das pressões europeias. Arriscou mesmo não haver resgate nenhum e recusou a contrapartida aumentar o IRC mesmo sob ameaças da Alemanha e França. Aplicaram uma austeridade mais violenta que a que foi aplicada em Portugal, cortaram a direito com salários e pensões e com redução generalizada da despesa pública. Em 2015, cinco anos depois, o PIB cresceu 6,9% quando já era o sexto país com maior rendimento per capita no Mundo e com um PIB per capita 34% acima da média europeia. Têm um défice abaixo de 2% e continuam a controlar a despesa com o cuidado que entendem necessário e sem sequer reporem os cortes salariais dos funcionários. Por cá temos um Ministro da Economia (só podia ser Professor Doutor cheio de credenciais) que diz que que impostos não espantam investimento estrangeiro. Talvez esteja na hora de ele ir ensinar os irlandeses, esses ignorantes que conseguiram resultados que não se comparam aos gloriosos resultados da governação grega, cujos métodos a geringonça, de que o Excelentíssimo Professor Doutor Caldeira Cabral faz parte e parece ser um excelente executante, decidiu imitar.

(Tou fartinho de Professores)