O Insurgente

Maio 24, 2013

Operárias e operários unidos a Maduro

A revolução é imparável.

El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, ha decidido crear un cuerpo armado de Milicias Obreras. El líder chavista hizo el anuncio durante un acto de graduación en la Universidad Bolivariana de Trabajadores Jesús Rivero. Estos grupos paramilitares de «millones de obreras y obreros armados» estarían bajo las órdenes del ejército del país, la Fuerza Armada Nacional Bolivariana (FANB).

Ahora que se han desvelado los planes de golpe interno dentro del chavismo, en el marco del enfrentamiento entre el presidente de la República y el de la Asamblea NacionalDiosdado Cabello, Maduro ha optado por apretar las filas en el régimen y crear una milicia que llegado el momento podría actuar como guardia de corps que asegure su supervivencia al mando del país. En nuevo cuerpo, dotado de «disciplina, armamento y uniforme» tendría como objetivos «fortalecer la unión cívico-militar» y «defender la Revolución bolivariana». Dirigida por él, claro.

Maduro ha ordenado al Estado mayor de la FANB la organización de las Milicias Obreras, como parte de la Milicia Nacional Bolivariana. «Es clave que la clase obrera del país esté entrenada para defender la patria […] en un mundo donde todavía hay imperios que se baten para conquistar», ha afirmado el presidente venezolano. «Aún seremos más respetados si las milicias obreras tienen 300.000, 500.000, ¡un millón, dos millones de obreros y obreras uniformados, armados, preparados para la defensa de la soberanía, de la patria, de la estabilidad de la Revolución Bolivariana!», dijo Maduro en el acto de graduación.

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Les beaux esprits se rencontrent…

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Uma conferência que promete: Mário Soares dinamiza conferência para frente anti-austeridade

A conferência contra a austeridade será presidida pelo reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa, que será um de seis oradores juntamente com Mário Soares e a líder da Associação de Pensionistas e Reformados (APRE), Maria do Rosário Gama.

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Maio 23, 2013

Aznar critica Rajoy e defende descida imediata dos impostos

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Fiscal,socialismo — André Azevedo Alves @ 22:00
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Aznar quer descida de impostos imediata e “fim do castigo da classe média”

José Maria Aznar, que liderou o governo em Espanha durante os anos de 1996 e 2004, criticou duramente o executivo de Mariano Rajoy, que considera uma subida de impostos como inevitável.

O antigo governante, eleito pelo Partido Popular, aponta no sentido contrário e exigiu, em entrevista à cadeia televisiva Antena 3, uma “descida de impostos imediata”.

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Venezuela de calças na mão (3)

Ao comerem três a quatro vezes por dia – acto prejudicial aos avanços civilizacionais do socialismo - os venezuelanos estão claramente a comer em excesso.

“Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado” – Amanhã, na Católica.Porto

Filed under: Agenda,Economia,Educação,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 14:30

É já amanhã, na Católica.Porto: “Estado de Bem-estar versus Bem-estar do Estado”.

De particular interesse para os leitores d’O Insurgente poderá ser a conferência de abertura, a cargo do Secretário de Estado do Turismo Adolfo Mesquita Nunes.

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Mais informações aqui.

Martim Neves, inimigo do povo

Filed under: Economia,Educação,Justiça,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 13:59
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Uma sentença com a marca 5 Dias:

A ideologia capitalista, e as práticas materiais que estão na sua base, precisam de ser desafiadas e destruídas, não importa a forma em que se apresentem. Elas precisam particularmente de ser desafiadas e destruídas, contudo, quando assumem essa aparência pequeno-burguesa, mesmo sob a roupagem de um jovem de 16 anos que não quer mais do que fazer roupas fixes. O discurso de Martim é prova de que ele interiorizou completamente o discurso neo-liberal do empreendedorismo e individualismo. Ele está longe de ser inocente e não merece qualquer simpatia, mesmo que não soubesse quais as realidades ou condições sob as quais que a sua marca era produzida. Por detrás deste jovem empreendedor capitalista de dezasseis anos, porreiro, moderno e criativo, encontra-se a verdade e a realidade brutal do capitalismo contemporâneo, a contínua terceirização e subcontratação da produção, que só agrava a exploração brutal dos trabalhadores que auferem, no pior dos casos, próximo de nada (Bangladesh, China), e noutros (sul da Europa), apenas o suficiente para permitir que regressem ao trabalho no dia seguinte, enquanto os proprietários e detentores das patentes e os Martims deste mundo lucram com essa exploração.

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Leitura complementar: Quem é Raquel Varela ?; Martim Neves e Raquel Varela no Prós & Contras; Em Portugal, o que rende é o “empreendedorismo” em rent-seeking….

As greves, as centrais sindicais e etc.

Filed under: Insurgentes nos media,Política,Portugal,socialismo — Maria João Marques @ 12:57

O meu artigo hoje no Diário Económico:

A Frente Comum de Sindicatos da Função Pública, afeta à CGTP, antes do fim da negociação com o Governo anunciou uma greve para Junho. Passemos ao lado da evidente falta de vontade sindical de chegar a acordo, para nos concentrarmos na reação do comum português, que vive e sobrevive sem ordenado pago pelo Estado, a esta notícia: um enorme bocejo.

Já teremos uma greve dos CTT a 7 de Junho, em “defesa de um serviço público de qualidade” e contra a privatização (só motivos altruístas, claro). Teremos ainda a greve dos professores anunciada pela Fenprof (CGTP) para o primeiro dia de exames do 12º ano, que mostra como a Fenprof não rejeita prejudicar deliberadamente alunos num momento decisivo para o seu futuro.

Os sindicatos afetos à UGT ponderam associar-se às greves decididas pela CGTP, mas o potencial aumento dos grevistas não conseguirá contrariar a perda de eficácia ocorrida com a banalização do instrumento “greve”.

Outros fatores levarão ao efeito nulo da greve anunciada pela CGTP. Um desempregado ou um trabalhador de uma empresa com futuro incerto não se comove porque os funcionários públicos recusam dar o seu quinhão para os sacrifícios para que todos os do setor privado foram já chamados a contribuir, nem sequer aceitando o horário de 40h usual para a maioria das empresas (é inconstitucional, dizem).

O facto de os sindicatos não representarem “os trabalhadores” também ajuda a que o País não dê grande relevância às greves, por muito eco que tenham na comunicação social ou que causem transtornos. Em 2012, um estudo do ICS-UL concluía que 82% dos trabalhadores portugueses nunca tinha feito greve e apenas 9% o havia feito nos últimos cinco anos.

Por fim, a realidade, inflexível, não se alterará. Recusada a manutenção dos postos de trabalho na Função Pública com diminuição temporária de remunerações, resta o imperativo de reduzir o número de funcionários públicos, através da mobilidade especial ou sob outra figura. Percebe-se que as centrais sindicais se oponham: estão a lutar por manter aqueles que ainda não lhes viraram as costas.

Expo 98, quinze anos depois

Filed under: Economia,Religião,socialismo — BZ @ 00:45

Pavilhao_PortugalQuinze anos depois do Estado português ter organizado, na zona oriental de Lisboa, a Exposição Mundial, uma grande maioria está satisfeita com o resultado final. Excluindo, claro, “alguns erros urbanísticos”. Como o do abrigo da chuva (um dos maiores do mundo), retratado na foto ao lado.

Isso é o que se vê!!! Poucos ousam olhar para o custo total desta obra faraónica, realizada por um país pobre que se quis fazer rico.

Valeu os milhares de milhões gastos pelo Estado? Considerem o seguinte: o mesmo resultado poderia ter sido alcançado com a alteração do Plano Director Municipal (PDM) para as áreas intervencionadas, passando a classificação da zona de industrial para residencial e comercial. Face às perspectivas de elevado lucro, investidores imobiliários privados teriam feito o resto. Sem o dinheiro dos contribuintes. Isto é o que não se vê.

Infelizmente em Portugal continua a haver graves casos de “cegueira”.

Maio 22, 2013

Raquel Varela pede um bebé para o próximo debate

Filed under: Blogosfera,Economia,Portugal,socialismo — Ricardo Campelo de Magalhães @ 21:50
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Raquel Varelas no 5 Dias anda com uma produção acima do habitual. No seu mais recente artigo – “Para a próxima aguardo um adversário à altura, um bebé que desperte em mim o instinto maternal” – Raquel Varela dá-nos um lugar de 1ª fila para saber o que vai na sua mente.

Abandonada por outros elementos de extrema-esquerda – como Daniel Oliveira ou Sérgio Lavos, que um dia também eles receberão o rótulo de neo-neo-liberais – que criticam a sua falta de tacto e de sentido de oportunidade, Raquel Varela e o marido passam ao ataque!

Queixa-se de que não teve interlocutores, de que ninguém (além dela) apresentou qualquer ideia “que tivesse conseguido ser defendida”, que o único argumento da campanha contra ela é “os 16 anos” do Martim. Desgostosa por ser uma incompreendida, pede “um bebé que desperte em mim o instinto maternal”.

Acusa o Governo e a Troika – que na sua mente limitada é quem controla tudo e todos, num modo de pensar que eu estou mais habituado em crianças de 5 anos, que culpam tudo no “papão” ou no “homem do saco” – de quererem desemprego. Para ela, “o desemprego serve justamente para isto. Serve para se legitimar o mal menor, isto é, a miséria. Desemprego é, numa palavra (sic), criação de um exército de desesperados dispostos a trabalhar a qualquer preço – é esse o programa da troika, numa frase.” Nesta frase comete essencialmente 2 erros:

  1. Ela achar que o desemprego deve dar votos ao Governo. Isso e a miséria. Está nas intenções de qualquer governo gerar uma crise para ajudar na reeleição…
  2. Ela achar que o desemprego ajuda a pagar o que devemos à Troika. Isso e a diminuição do PIB. Gerar desemprego não é um efeito lateral, é mesmo o objectivo de qualquer comissão criada para levar um país a pagar o que deve…

Por fim, diabolizou o José Manuel Fernandes, um site do BCP e um site de anúncios que – na sua mente – são os culpados por esta “campanha” contra si (tentando menosprezar O Insurgente e Blasfémias, que provavelmente terão ajudado um bocadinho). Como claramente ela não disse nada senão ideias interessantes, bem contextualizadas e inseridas, revolta-a a reação.

A mulher que só compra produção nacional de marcas que paguem salários “dignos” e que comprem matérias-primas em fornecedores igualmente escrupulosos na sua relação com a mão-de-obra não pára de justificar o salário que eu lhe pago: já que não produz nada de jeito na sua “investigação” ao menos diverte-me :]

Em Portugal, o que rende é o “empreendedorismo” em rent-seeking…

Filed under: Double standards,Economia,Educação,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 15:21
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Sad, but probably true: Martim fizeste mal. Por Helena Matos.

Se queres mesmo ter um futuro assegurado, ter artigos simpáticos nos jornais, passar logo ao estatuto de criador… deixa-te de empresas Martim e dedica-te ao protesto. Diz coisas contra o sistema. Faz uma banda e canta Boaventura Sousa Santos. Acabas logo em tournée por vários festivais no Brasil e na Venezuela. E claro Martim mal entras na faculdade integras um daqueles grupos de estudo e observatórios dirigidos pelos tais doutores muito esquerdistas e onde abundam as bolsas para isto e para aquilo. Propões-te estudar qualquer coisa como a orgânica dos movimentos sociais numa perspectiva de género e ficas logo doutorado e professor. Se continuares a apostar na empresa Martim nunca serás intelectual, nunca haverá espaço para ti nos ‘isctes’ e ainda vais ter de os aturar toda a santa vida porque exploras os trabalhadores, porque não pagaste todos os impostos, porque tens uma empresa de vão de escada ou porque pelo contrário tens uma empresa com alta tecnologia e pouca mão-de-obra.

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Sent from my iPad

Filed under: Double standards,Economia,Humor,Media,Política,Portugal,socialismo,Teoria — André Azevedo Alves @ 15:14
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Raquel escreve a Martim. Por JCD.

Penso que compreendes a ideia. Muitas roupas que se vendem por aí têm na sua origem matérias-primas que vêm de ditaduras como a Birmânia ou Israel e deves evitar sempre que os teus produtos estejam manchados do sangue cruel da violência dos despotismos autocratas de direita.

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António Costa dá 40 mil a Mário Soares

É louvável esta generosidade e gestão solidária do dinheiro de António Costa.

A exploração colectivista é uma vergonha

Filed under: Comentário,Portugal,socialismo — André Abrantes Amaral @ 09:58

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Raquel Varela acusa de indignidade moral pessoas que não têm a mesma opinião que ela sobre o salário mínimo. Seguindo o mesmo critério, devo concluir que Raquel Varela não tem dignidade moral, por as políticas colectivistas que defende em público serem a causa do desemprego que grassa pelo país.

Raquel Varela queria que andássemos nus?

Filed under: Economia,Portugal,socialismo — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:46
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Raquel Varela, no seu estilo inconfundível:

Anda um vídeo a circular na Internet de um jovem [adoro o uso que a Esquerda faz da personalização de colectivo ou de objectos para promover a desresponsabilização de tudo e de todos - ela já nem deve perceber o erro] que defende que é melhor o salário mínimo do que o desemprego [ver uma boa resposta aqui], ou seja, a política do Governo de baixar drasticamente todos os salários [claro, o miúdo só pode ser um infiltrado do Passos - ele nem faz sentido sem essa premissa, imagino]. É o vídeo que defende a reprodução biológica [hein?]– trabalhar exclusivamente para acordar no dia seguinte, comer, e ir trabalhar [o Materialismo desta senhora impede-a de ver que as melhores coisas da vida são gratuitas, a não ser que ela pague por amor e outras coisas simples da vida]. O vídeo está-se a tornar viral, entre outras fontes pela página do José Manuel Fernandes, ex director do Jornal Público, e pela página do micro crédito do Millenum BCP [claro, só por causa desses arrivistas - aliás todos os vídeos da página de micro crédito do Millennium BCP são virais no dia seguinte...]. Estou a ver estes empreendedores todos amarrados ao crédito, a vender t-shirts chinesas e a pagar juros à Banca [lol]. Recebi entretanto algumas mensagens direi desagradáveis [Sério? Mas mais ou menos educadas do que a senhora foi no programa ao interromper o rapaz para o tentar humilhar] e algumas, muitas mais [hein?], de pessoas indignadas com o valor do salário mínimo e esta defesa da miséria que é feita em público e aplaudida [mais uma vez, ninguém quer receber 485€... mas há situações em que essa é a melhor das alternativas. E se retirarmos essa alternativa as pessoas ficam pior, não melhor]. Confesso [confessa? pensei que tinha renegado a isso...] que podia não ter recebido nenhuma que diria ao Martim, e a todos os empreendedores exactamente o mesmo [a sua capacidade de resistência ao senso comum é lendária, disso já deu provas] – o salário mínimo é uma vergonha e quem o defende [eu não o defendo], se sabe o que está a fazer, não tem dignidade moral [quem fala em moral...].

O engraçado depois de ler isto é pensar: qual é a alternativa de Raquel Varela?
Já sabemos que a roupa não pode ser importada.
Já sabemos que os operários fabris – e os restantes – não podem receber 485 Eur.
Logo, todo o processo produtivo deve ser baseado em salários muito superiores.

Sistema dinâmico:
  1. Preços vão subir para o Dobro de imediato, para compensar os novos salários
    (1.000 Euros serão dignos? Se calhar ela pretendia mais…)
  2. Consumidores vão comprar menos, pois o poder de compra é baixo e não suporta variações como a pretendida
  3. Preços sobem mais, agora para compensar a descida da procura
  4. Consumidores consomem menos
  5. Sistema vai evoluindo com adaptações cada vez mais pequenas até o ponto de equilíbrio
  6. No processo, muitas empresas fecham (obviamente, uma subida de salários provoca desemprego)
  7. No fim do processo há muito menos roupa vendida e consumida em Portugal

Não, não vamos andar nus. Mas íamos ter muito menos roupa, andar muito pior vestidos e iam voltar “modas” como costureiras, remendos e materiais hoje menos comuns.

Excepto claro no grupo de mimados a que a Raquel Varela pertence: esses continuariam a vestir de marcas caras.
E depois a dizer que não fazem mais nada senão defender os mais humildes. A latosa…

Haters gonna hate, mas às vezes apetece-me fazer posts deste.
Cá está, é um dos divertimentos que tenho na vida e pelos quais não pago nadinha!

Quem é Raquel Varela ?

raquel_varela

Perfil de Raquel Varela enquanto investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o “Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais”
Página / blogue pessoal de Raquel Varela
Posts de Raquel Varela no 5 Dias

Raquel Varela Business School
Quem não deve, não deve (mas se calhar até teme)
Como funciona o mercado de dívida
Martim Neves e Raquel Varela no Prós & Contras

A pergunta que dá título ao post é mais relevante do que possa parecer à primeira vista, porque Raquel Varela está longe de ser, como interpretações de vários quadrantes têm sugerido, um caso raro. Antes pelo contrário: Raquel Varela é bem representativa de um modo de pensar e agir profundamente enraizado – e ainda mais institucionalizado – em Portugal.

Se alguma coisa a distingue, não será o ser mais radical, mas antes o ter um discurso mais articulado e publicamente apresentável do que muitos dos seus pares que, pensando basicamente o mesmo, são ainda assim incapazes de o transmitir de uma forma minimamente compreensível e persuasiva.

Nesse sentido, compreender quem é Raquel Varela é também um importante contributo para compreender o país que temos e o estado a que chegamos.

Maio 21, 2013

Martim Neves e Raquel Varela no Prós & Contras


(via José Maria Barcia: Prós e contras)

Maio 20, 2013

Os governos e a liberdade de imprensa

Um passeio não romântico que incluí retratos da Venezuela, Equador e Argentina.

O pensamento mágico do Tó-Zero

Evidenciado no (Im)pertinências.

Uma das propostas mirabolantes de António José Seguro apresentada no congresso de Santa Maria de Feira para salvar empresas viáveis «sem que o Estado meta lá um cêntimo» consiste em transformar em capital as dívidas fiscais, à Segurança Social e aos bancos.

E como se faria essa milagrosa transformação de vários passivos em capital sem gastar um cêntimo? Perceberá AJS que isso equivaleria a um perdão de dívidas que, sendo passivos de uma empresa, são activos do Estado ou dos bancos que se perderiam com a «transformação»? E que diferença faria isso no que respeita à liquidez das empresas, cujo aumento é um dos propósitos da proposta mirabolante, se não entrasse «um cêntimo» na empresa? AJS não explica (…)

(…) Tudo por junto, salvar empresas viáveis «sem que o Estado gaste um cêntimo» custaria possivelmente umas dezenas de milhares de milhões e, talvez pior do que tudo isso, colocaria essas empresas sob a tutela do acionista mais incompetente que o sector empresarial português algum dia viu: o Estado Socialista.

 

Maio 19, 2013

Esperam-se as alternativas…

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo,Sondagens — Ricardo Campelo de Magalhães @ 23:38
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Vamos lá a ver: eu também não gosto de cortar nas minhas despesas.

Eu também gostava de ter rendimentos sem trabalhar. Eu também gostava de ter um trabalho em que quando fingia que trabalhava ganhasse o suficiente para uma vida descansada e sem preocupações. Eu não sou masoquista e certamente aprecio um suave “dolce far niente”, seja ele absoluto ou pelo menos relativo – i.e., finjo que faço e ganho como se fizesse.

Eu também gostava que o Estado tivesse dinheiro infinito vindo de Marte para me proporcionar a continuidade do “modelo social” que gerações anteriores “conquistaram”. Que fechando os olhos o problema desaparecesse. Que palavras doces resolvessem o problema actual e pudéssemos todos regressar aos abusos de 2006, 2007 e 2008. Que os “credores” não esperassem que lhes pagássemos de volta.

Eu também gostava de acreditar em todas as fantasias que por aí se dizem em todas as sedes partidárias. Eu também gostava de ignorar a economia, a história, a matemática e a lógica e acreditar na poesia e nos amanhãs que cantam. Eu também gostava de não ter qualquer pudor em mentir, qualquer moral para poder ser popular e qualquer inteligência para permitir ser feliz sem grandes preocupações.

Mas infelizmente sou realista e sei o que se está a passar. A “pool” de recursos físicos a diminuir, o crédito a aumentar, a pirâmide demográfica a inverter, a taxa de juro a evoluir n direcção contrária à necessária, … Sei demais para acreditar que esta “austeridade” seja passageira – sobre a necessidade de equilíbrio de contas, sobre as estratégias dos demagogos (ex: Galamba e a tentativa de sair do Euro para roubar as poupanças dos cidadãos para o estado via cunhagem), sobre a dificuldade de reversão da demografia, sobre como evoluíram no passado sociedades sobre-endividadas e crescentemente avessas aos conceitos de risco, lucro, brio e liberdade.

É assim com um sorriso triste que leio mais esta notícia: Sondagem mostra vontade de renegociar ou denunciar acordo com a troika. Tantos a querer acreditar que não é preciso esforço para sair da solução actual. Se a política do estado se alterasse – no sentido de mais despesa, sublinhe-se – tudo se resolveria. Faz-me lembrar esta imagem: o povo prefere uma mentira piedosa. E já agora a citação da tecnologia “fascismo” no Civ4.

Mostra porque chegamos ate aqui. E mostra que não há muito que se possa fazer. Ou nos adaptamos ou emigramos.
PS: Isto não quer dizer que eu concorde com tudo o que diz a Troika (por exemplo, não concordo com o aumento do imposto sobre os combustíveis). Mas caso não tenham reparado, se não houver o dinheiro deles, muita coisa teria de ser cortada de emergência. O que se calhar também não era mau de todo…

Maio 18, 2013

Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Fiscal,socialismo,União Europeia — Ricardo Campelo de Magalhães @ 03:00
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Um estudo em Francês sobre a França. Apresentação:

Etude réalisée par l’IREF en collaboration avec l’association Contribuables Associés
Un an après : la « Boîte à outils » de François Hollande détruit l’emploi

En 2012, l’Etat ponctionnait aux Français près de 44,9 % de la richesse nationale. Les nouvelles taxes créées par le gouvernement devraient accroître ces prélèvements de plus de 50 Milliards d’euros selon le dernier rapport des prélèvements obligatoires. Ces nouveaux prélèvements, loin d’accompagner une éventuelle reprise de la croissance, vont au contraire pénaliser les entreprises, donc la croissance économique et l’emploi.

Ainsi, les 12,2 Milliards d’euros de prélèvements supplémentaires sur les entreprises auront un effet très négatif sur l’emploi. En effet, ces hausses d’impôts, ciblées sur les grandes entreprises, vont avoir un effet négatif mesurable sur leurs investissements directs, mais également sur leurs sous-traitants et leurs fournisseurs que sont les PME. Au total l’étude de l’IREF calcule que ces hausses d’impôts vont, directement et indirectement, détruire 70.000 emplois supplémentaires en France.

• 12,2 Milliards € de nouveaux impôts sur les entreprises,
• Un fardeau fiscal responsable de 0,5 % de croissance en moins,
• 99.500 emplois détruits en 2012 dans le secteur marchand, plus de 160.000 destructions prévues pour 2013,
• 70.000 emplois seront perdus en 2013 à cause de la hausse de la fiscalité,
• 21,5 % dans les grandes entreprises, 78,5 % dans les PME.

 

Maio 17, 2013

“Os meus filhos são Socialistas”, por Inês Teotónio Pereira

Filed under: Cultura,Política,Portugal,socialismo — Ricardo Campelo de Magalhães @ 19:25
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Não sei se são só os meus filhos que são socialistas ou se são todas as crianças que sofrem do mesmo mal. Mas tenho a certeza do que falo em relação aos meus. E nada disto é deformação educacional – eles têm sido insistentemente educados no sentido inverso. Mas a natureza das criaturas resiste à benéfica influência paternal como a aldeia do Astérix resistiu culturalmente aos romanos. Os garotos são estóicos e defendem com resistência a bandeira marxista sem fazerem ideia de quem é o senhor.

Ora o primeiro sintoma desta deformação ideológica tem que ver com os direitos. Os meus filhos só têm direitos. Direitos materiais, emocionais, futuros, ambíguos e todos eles adquiridos. É tudo, absolutamente tudo, adquirido. Ele dão como adquirido o divertimento, as férias, a boleia para a escola, a escola, os ténis novos, o computador, a roupinha lavada, a televisão e até eu. Deveres, não têm nenhum. Quanto muito lavam um prato por dia e puxam o edredão da cama para cima, pouco mais. Vivem literalmente de mão estendida sem qualquer vergonha ou humildade. Na cabecinha socialista deles não existe o conceito de bem comum, só o bem deles. Muito, muito deles.

O segundo sintoma tem que ver com a origem desses direitos. Como aparecem esses direitos. Não sabem. Sabem que basta abrirem a torneira que a água vem quente, que dentro do frigorífico está invariavelmente leite fresquinho, que os livros da escola aparecem forradinhos todos os anos, que o carro tem sempre gasolina e que o dinheiro nasce na parede onde estão as máquinas de multibanco. A única diferença entre eles e os socialistas com cartão de militante é que, justiça seja feita, estes últimos já não acreditam na parede – são os bancos que imprimem dinheiro e pronto, ele nunca falta. 

Outro sintoma alarmante é a visão de futuro. O futuro para os meus filhos é qualquer coisa que se vai passar logo à noite, o mais tardar. Eles não vão mais longe do que isto. Na sua cabecinha não há planeamento, só gastamento, só o imediato. Se há, come-se, gasta-se, esgota-se, e depois logo se vê. Poupar não é com eles. Um saco de gomas ou uma caixa de chocolates deixada no meio da sala da minha casa tem o mesmo destino que um crédito de milhões endereçado ao Largo do Rato: acaba tudo no esgoto. E não foi ninguém…

O quarto tique socialista das minhas crianças é estarem convictas de que nada depende delas. Como são só crianças, acham que nada do que fazem tem importância ou consequências. Ora esta visão do mundo e da vida faz com que os meus filhos achem que podem fazer todo o tipo de asneiras que alguém irá depois apanhar os cacos. Eles ficam de castigo é certo (mais ou menos a mesma coisa que perder eleições), mas quem apanha os cacos sou eu. Os meus filhos nasceram desresponsabilizados. A responsabilidade é sempre de outro qualquer: o outro que paga, o outro que assina, o outro que limpa. No caso dos meus filhos o outro sou eu, no caso dos socialistas encartados o outro é o governo seguinte.

Por fim, o último mas não menos aterrorizador sintoma muito socialista dos meus filhos é a inveja: eles não podem ver nada que já querem. Acham que têm de ter tudo o que o do lado tem quer mereçam quer não. São autênticos novos-ricos sem cheta. Acham que todos temos de ter o mesmo e se não dá para repartir ninguém tem. Ou comem todos ou não come nenhum. Senão vão à luta. Eu não posso dar mais dinheiro a um do que a outro ou tenho o mesmo destino que Nicolau II. Mesmo que um ajude mais que outro e tenha melhores notas, a “cultura democrática” em minha casa não permite essa diferenciação. Os meus filhos chamam a esta inveja disfarçada, justiça, os socialistas deram-lhe o nome de justiça social.

A minha sorte é que os meus filhos crescem. Já os socialistas são crianças a vida inteira.

Não sou eu o autor, mas gostaria. Está muito bom. Ou deprimente, dependendo do ponto de vista.
Editado para acrescentar a autora: Inês Teotónio Pereira.

Maio 16, 2013

Venezuela de calças na mão

As forças da oposição – sector privado incluído – são os responsáveis por mais este sucesso da economia soviética do socialismo bolivariano.

A woman who just bought toilet paper at a grocery store reads her receipt as she leaves the private store in Caracas, Venezuela, Wednesday, May 15, 2013. First milk, butter, coffee and cornmeal ran short. Now Venezuela is running out of the most basic of necessities _ toilet paper. Economists say Venezuela’s shortages stem from price controls meant to make basic goods available to the poorest parts of society and the government’s controls on foreign currency.

 

Maio 14, 2013

Um desastre à espera de acontecer… (3)

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 10:30

Infelizmente, é basicamente isto que está mesmo a acontecer: “A troika sabe que está a ser enganada e aceita este jogo político”

Leitura complementar: Um desastre à espera de acontecer… (2); Cortes estruturais na despesa: depois do próximo aumento de impostos é que é ?; A responsabilidade de Vítor Gaspar e a sua falta de peso político no Governo; razões liberais para se dar prioridade à consolidação orçamental pelo lado da despesa.

No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje no jornal i. Há 10 anos, um governo alemão de esquerda encetou reformas similares às que devemos fazer hoje em Portugal e que o PS considera deploráveis. É caso para dizer que cada país tem os políticos que merece.

A esquerda na Alemanha

Há dez anos a Alemanha era o doente da Europa, em parte devido aos custos de integração da RDA. Isso mudou. Como? Devido às reformas nas leis laborais, aos cortes nos subsídios de desemprego, nos excessos vários do Estado social e no aumento da idade da reforma. Até os impostos baixaram. Estas reformas foram feitas por Gerhard Schröder, líder do SPD e chefe do governo que o seu partido formou com os Verdes. Um governo socialista que fez as reformas que a nossa esquerda considera atentatórias da dignidade humana.

Hoje a Alemanha domina a Europa, não por ter sido mal–intencionada, mas por ter feito o que os outros não quiseram: resolver os problemas que lhe hipotecavam o futuro. Para o conseguir, o governo alemão contou com sindicatos que aceitaram congelar salários para evitar despedimentos. Passada a tormenta, os ordenados dos alemães, função pública incluída, vão aumentar mais de 4%. Foi isto que o nosso Tribunal Constitucional chumbou com os aplausos de muitos.
Saber que um governo de esquerda fez na Alemanha as reformas que devemos levar a cabo é importante. Faz-nos ver que aquilo que o governo alemão nos exige não é nada por aí além. Por cá, como nos restantes países do Sul, compara-se a exigência alemã com os seus erros no passado. Nada mais injusto e perigoso. Na verdade, o que objectivamente podemos ver, e os alemães vêem de certeza, é que para muitos a solidariedade europeia parece não ter passado de um conceito para os forçar ao pagamento de pecados passados.

Um desastre à espera de acontecer… (2)

Enquanto se discutem – de forma absurda e irresponsável – medidas “facultativas” e supostas “folgas” com protagonistas políticos a sugerirem de forma quase explícita que assumem compromissos com reserva mental e sem a mínima intenção de os respeitar, a verdade é que os cortes previstos são drasticamente insuficientes.

Com o grosso dos cortes na despesa pública empurrados com a barriga para 2014 e os políticos portugueses de todos os quadrantes a apostarem cegamente num milagre de chuva de euros a seguir às eleições alemãs, estamos perante um desastre à espera de acontecer.

Leitura complementar: Cortes estruturais na despesa: depois do próximo aumento de impostos é que é ?; A responsabilidade de Vítor Gaspar e a sua falta de peso político no Governo; razões liberais para se dar prioridade à consolidação orçamental pelo lado da despesa.

Não está mal visto

Filed under: Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:28

Marques Guedes chama CDS “principal partido da oposição”

Maio 13, 2013

Um desastre à espera de acontecer…

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Portugal,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:52

Daqui por uns meses logo se vê: Eurogrupo fecha sétima avaliação do programa de ajustamento e liberta ajuda

Estas medidas incluem nomeadamente uma taxa de sustentabilidade sobre as pensões de reforma embora com a ressalva de que só será accionada em último recurso, como exigido pelo CDS.

A medida “apenas será tomada em caso de absoluta necessidade, sendo que o Governo está colectivamente empenhado na identificação atempada de alternativas”, afirmou Gaspar. Isto porque, lembrou, todas as medidas acordadas com a troika são susceptíveis de ser substituídas por outras de qualidade e impacto orçamental equivalentes. [destaque meu]

Partido Os Verdes diversifica mercados

O meu alemão encontra-se muito para lá do enferrujado mas parece que o partido verde alemão, para além de tolerar, também financia um grupo de pressão pedófilo.

Adenda: Shadows from the Past: Pedophile Links Haunt Green Party, versão inglesa do artigo da Spiegel indicada por Miguel P.

Chesterton explica…

Filed under: Media,Política,Portugal,socialismo,Teoria — André Azevedo Alves @ 14:00

A propósito do recuo que afinal não é um recuo mas uma vitória do CDS, mesmo que se faça aquilo que se disse que não se poderia deixar fazer. Por Samuel de Paiva Pires.

Alemanha Comunista vendeu saúde dos seus cidadãos a quem pagava melhor (2)

Filed under: Comentário,Economia,Justiça,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 13:30

Mesmo sem conhecer o caso em pormenor, concordo com o Ricardo que ele provavelmente constitui uma boa ilustração de como os regimes comunistas tratam os respectivos cidadãos e do profundo desrespeito pelas pessoas e pela dignidade humana que acarreta qualquer experiência prática de “socialismo real”.

Ainda assim, há uma dimensão adicional a considerar: a conduta eticamente inaceitável que as empresas farmacêuticas em causa terão tido. E aí a responsabilidade não pode ser toda atribuída ao comunismo. Aliás, o caso serve para relembrar algo que por vezes (demasiadas vezes) é esquecido pelos defensores da economia de mercado: a defesa da liberdade económica não deve ser confundida com a defesa incondicional da conduta de capitalistas ou gestores de empresas a qual, como em qualquer outra área da actividade humana, pode e deve ser avaliada eticamente. Até porque, infelizmente, não faltam exemplos de crony capitalism, com capitalistas e gestores a promoverem activamente políticas intervencionistas em seu próprio benefício.

Igualdade de tratamento

Filed under: Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:57
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As promessas do CDS aos pensionistas valem o mesmo que as feitas aos contribuintes.

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CDS devia arranjar um líder com experiência na comunicação social…

Filed under: Humor,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:48
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monty_python

CDS reclama vitória e rejeita recuo na taxa sobre as pensões

Democratas-cristãos não gostaram da forma como chegou à comunicação social o compromisso assumido em conselho de ministros.

Great minds think alike ?

Filed under: Insurgentologia,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 00:38
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Pode ter sido apenas por ser a interpretação mais lógica dos eventos, mas constato que José Sócrates fez exactamente a mesma interpretação que eu aqui havia feito: Sócrates: “A credibilidade de Portas ficou arrasada”

“A credibilidade do doutor Paulo Portas ficou arrasada”, disse Sócrates, no seu habitual comentário na RTP. Para o ex-líder socialista, o Conselho de Ministros deste domingo serviu para “assinalar com pompa e circunstância que a fronteira de consciência do doutor Paulo Portas durou uma semana”.

Resta-me ficar a aguardar, com alguma preocupação, o convite para escrever no Jugular ou n@ câmara corporativa.

Maio 12, 2013

O credibilidade da “fronteira” de Portas e o regular funcionamento da coligação

Filed under: Double standards,Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 20:05
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Parece que sim. Ou seja, há uma semana Paulo Portas comunica solenemente ao país que esta taxa é “a fronteira” que não pode “deixar passar”. Hoje, afinal, a tal “fronteira” já pode ser passada, desde que “excepcionalmente”.

Não desejo uma crise política – em particular porque não consigo de momento perspectivar alternativas mais animadoras no horizonte – mas o panorama actual é cada vez mais preocupante…

Crise política à vista ?

Filed under: Media,Política,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 17:12

Alerta vermelho no Governo
CDS admite crise política se taxa sobre pensionistas não cair

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