A Europa asfixiada pelo estatismo

Los eurócratas, a la desesperada. Por Juan Ramón Rallo.

El problema de Europa no es su insuficiente gasto público. En el año 2013, tras varios ejercicios de una supuesta austeridad insoportable y asfixiante, los Estados que componen la eurozona gastaron 4,8 billones de euros: un 15% más que en 2007 y una suma equivalente al 49,8% de su PIB (frente al 46% que pesaba en 2007). Contrasten esas cifras con las de EEUU, el presunto paradigma del crecimiento impulsado por la activa participación del sector público en la economía: en 2013, EEUU gastó 6,14 billones de dólares (aproximadamente otros 4,8 billones de euros) que equivalían al 36,6% de su PIB, esto es, 13 puntos menos que la eurozona.

Continuar a ler

About these ads

O socialismo está de parabéns

maduro

Pelos melhores motivos, a Venezuela que possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, alcançou a proeza de ter de importar o ouro negro.

Existem planos para “fazer uma revolução dentro da revolução”. Há 15 anos que o chavismo reina na Venezuela. Com o sistema económico a colapsar, o Presidente Nicolás Maduro, reconheceu no programa de propaganda semanal “Em Contacto com Maduro” que “há problemas económicos.” De frente para a realidade, o governo venezuelano colocou em marcha um conjunto de medidas que visam atacar os problemas: a inflacção a 60 por cento ao ano, a falta de produtividade, a escassez de bens essenciais e de divisas. A forma encontrada não poderia ser mais mágica: apostar no aprofundamento do modelo socialista que tão bons resultados tem originado.
Na vertigem socialista, o executivo de Nicolás Maduro nomeou Orlando Borrego, antigo colaborador de Che Guevara, como mentor da reestruturação da administração venezuelana. A nomeação política aprofunda ainda mais a ligação entre Cuba e a Venezuela e dá poderes a funcionários do estado para intervir nas decisões de produção e de investimento das empresas e por intervir com base em verdadeiras leis anti-terroristas contra quem seja indiciado por participar naquilo que se considera como um “atentado à ordem económica.”  Dificilmente se poderia esperar mais e melhor.

 

Russell Brand: mais um canalha da esquerda

Russel Brand

O Che Guevara dos tempos modernos tinha de ser um comediante. Menos terrorista, é certo, penso em  Russell Brand autor de um recente texto sobre desigualdade. O estatuto de “celebridade” frequentemente permite que palavras ocas sejam confundidas com palavras profundíssimas, com verdades espirituais (cfr. Bono); e, no caso de Brand, um comediante que ganhou fama por humilhar sexualmente uma mulher na rádio, que pensa ser normal perseguir todas as mulheres no perímetro da sua vizinhança, parte numa relação on-and-off com Jemima Khan, herdeira e filha de Lady Annabel Goldsmith e de Sir James Goldsmith, hábil manipulador de expressões como “paradigma pré-existente”, é por demais óbvio.  Brand quer ser visto como um herói e um idealista (é a psicologia simples que vincula toda a esquerda: a vítima, o vilão e o herói), nada que deva surpreender vindo de um baby boomer oriundo de uma geração que de vez em quando desenvolve umas voracidades morais.

Lendo o dito texto e vendo uma ou outra entrevista de Brand, percebemos que nada do que diz é novo nem sequer a forma como o diz é novidade. Quanto à forma como diz as tais verdades espirituais, sempre foi trendy querer derrubar “o paradigma existente” pela via revolucionário-despótica ao invés de apará-lo e limá-lo de forma eficaz (com reformas e/ou pelo voto), método mais lento e sem ponta de glamour. Como muitos ricalhaços revolucionários, o apelo derradeiro de Brand é um “não vote” – melhor forma de, portanto, manter o “paradigma” que muito lhe convém. A isto há quem chame cinismo político preguiçoso. Quanto ao conteúdo daquilo que diz, quem não sabe que há grandes desigualdades no mundo e que é do interesse de alguns que o “sistema” permaneça como está? (“sistema” esse que, by the way, nas últimas duas décadas arrastou 20 milhões de pessoas para fora da pobreza). Brand defende a necessidade de uma ordem espontânea, utópica, apelando a uma revolução espiritual para compartilhar toda a riqueza do mundo e salvar o meio ambiente mas, P.S., “eu tenho uma fortuna pessoal de 15 milhões de dólares”. Brand esqueceu-se que a objeção central a esta proposta revolucionária de imposição de um sistema igualitário é simples: como impor uma ordem totalmente igualitária sem recorrer à força? E se é suposto haver um executor deste sistema, como fiscalizar se o Sr. Brand permanece no mesmo estado de igualdade de toda a gente? Pergunto-me se, enquanto escrevo este texto, as massas revolucionárias apoiantes de Brand estão já a misturar os cocktails Molotov e a preparar barricadas nas ruas ou continuam agarrados às Xbox ou a partes menos decentes do corpo.

Um pedófilo ou um viciado em droga pode sentir a necessidade de ganhar alguns pontos morais opondo-se ao “sistema” e defendendo a causa das baleias de modo a continuar a cometer os seus pecados. Sente-se isto sempre que uma celebridade assume uma cruzada moral como a de Brand, do alto da sua mansão de Hollywood Hills avaliada em 2.224 milhões de dólares. Atendendo aos seus “méritos”, Brand não seria digno de qualquer comentário por não passar de um narcisista inteligente o suficiente para perceber que o público se deixa seduzir com o desempenho de um populista radical, mas o problema é que esta personagem faz parte de uma cartilha maior que nos esclarece sobre a forma como funciona a sociedade moderna.

Aqui fica uma passagem de um texto na New Statesman:

“For me the solution has to be primarily spiritual and secondarily political. This, too, is difficult terrain when the natural tribal leaders of the left are atheists, when Marxism is inveterately Godless. When the lumbering monotheistic faiths have given us millennia of grief for a handful of prayers and some sparkly rituals.

By spiritual I mean the acknowledgement that our connection to one another and the planet must be prioritised. Buckminster Fuller outlines what ought be our collective objectives succinctly: ‘to make the world work for 100 per cent of humanity in the shortest possible time through spontaneous co-operation without ecological offence or the disadvantage of anyone.’ This maxim is the very essence of ‘easier said than done’ as it implies the dismantling of our entire socio-economic machinery. By teatime.”

Carlos Moedas, o país e a Europa

O meu artigo de hoje no Observador: O Comissário Moedas, Portugal e a Europa.

O que se pode criticar na escolha de Moedas é o desperdício para o país de “direccionar” alguém com o seu valor – que daria um excelente ministro das Finanças – para o coração da burocracia europeia

Da Bielorrússia, com amor

putin

Putin is a dickhead!

A Bielorrúsia confronta-se com uma questão fundamental para o seu futuro de  curto e médio prazo: o país é incapaz de reformar o seu sistema político e económico. Resta-lhe entregar a soberania à sua maior aliada e vizinha: a Rússia. A dívida da Bielorrúsia é enorme face à riqueza que é (in)capaz de produzir e um quadro de bancarrota afigura-se, cada vez mais, como uma ameaça real. O Fundo Monetário Internacional há muito que decidiu não abrir os cordões à bolsa enquanto não forem aprovadas as necessárias reformas estruturais do sistema económico e político do país. Da parte da União Europeia (UE) as portas da cooperação internacional encontram-se seladas e encontram-se em vigor sanções  económicas e políticas enquanto o regime unipessoal de Alexander Lukashenko – no poder desde 1994 – não decidir abrir caminho para uma abertura do sistema político que continua a manter literalmente toda a oposição fora do parlamento local.
A 29 de Maio, a Rússia, a Bielorrússia e o Casaquistão firmaram em Astana um acordo no qual os três estados dão forma à União Económica Euroasiática que entrerá em vigor no primeiro dia de 2015. O acordo que integra as três ex-repúblicas soviéticas foi assinado pelos presidentes dos três países Vladímir Putin, Nursultan Nazarbayev e Alexander Lukashenko e pretende abrir uma nova etapa de união económica através da criação de um mercado comum que reúne mais de 170 milhões de pessoas. Está prevista a livre circulação de bens, serviços, capitais e pessoas. A cooperação será feita nos sectores da energia, transportes, indústria e agricultura.
Moscovo tem “espaço” para exigir algumas mudanças:para não aumentar o preço pelos produtos energéticos exportados para a Bielorrússia. De acordo com o caminho da Rússia percorrido até aqui, Putin poderá exigir contrapartidas “reformistas” e que passam na prática pela privatização das principais empresar estatatais que interessam às corporações russas.
As opções do ditador da Bielorrússia não são fáceis para ele próprio: uma aliança “contra-natura” ao Ocidente que implicaria o desmoronamento da ditatura ou a consolidação da ligação ao gigante russo, mantendo em troca o lugar honorífico à frente do país. Alexander Lukashenko pouco mais aspirará do que continuar a ser o que sempre foi: o ditador de mais um quintal do Kremlin. Não há ditaduras eternas mas Vladimir Putin ainda não se apercebeu. E a malta dos futebóis é tramada.

 

Aprendizagem crítica comunista

RitaBernardino

Afinal existem gulags na Coreia do Norte. Está criada a oportunidade para que a Rita Rato, com o inestimável apoio do camarada Bernardino possa estudar e ler algo sobre a matéria, de acordo com a cartilha oficial do PCP.

Leituras complementares: É melhor consultar primeiro o camarada BernardinoPor cá a Rita Rato disse o mesmo sobre o Gulag.

No Fio da Navalha

O meu artigo de hoje no ‘i’.

Diferentes tipos de solidariedade

A Noruega tem um fundo de 800 mil milhões de dólares criado com as receitas do petróleo. A sua dimensão é de tal ordem que, caso fosse utilizado no momento presente, tornaria milionários todos os noruegueses. No entanto, e apesar disso, foi decidido guardá-lo e aumentá-lo todos os anos.

A Noruega é caso único entre os países produtores do ouro negro, também porque o custo da extracção é elevado, obrigando a um forte investimento tecnológico. No entanto, apesar do elevado investimento, apenas uma pequena parcela da poupança é nele utilizada. Na verdade, a maior parte está a ser guardada para o futuro, de forma a precaver imprevistos.

A ideia subjacente é não onerar as gerações futuras com os encargos presentes. Dessa forma, não há gastos supérfluos. Os noruegueses não se permitem esse luxo, vivendo de forma contida. É interessante como o igualitarismo social na Noruega levou à poupança enquanto o socialismo em Portugal (e restante Europa e EUA) conduziu à despesa, pondo em risco a sustentabilidade do próprio Estado.

Não sendo eu socialista, sirvo-me do caso da Noruega para ver confirmada a suspeita de que os defensores do aumento da despesa não são necessariamente os defensores da solidariedade social. É que esta acarreta responsabilidade, exigência e boa governação. Acima de tudo, contenção. E também respeito. É que quem não respeita não pode exigir.

O puzzle francês: una os pontos

França e Itália pressionam para que regras do défice sejam flexibilizadas
Bruxelas prepara-se para vetar Orçamento do Estado francês para 2015
Vários ataques planeados foram travados em França
Frente Nacional chega ao Senado francês com a eleição de dois senadores

Leitura complementar: A democracia portuguesa e o Maná da Europa; A Europa face à ameaça centralista e construtivista.

“Estimular” até quebrar…

Alemães não se conformam com novas medidas do BCE

Está sob fogo cerrado na Alemanha o plano de estímulos anunciado pelo Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira, 2 de outubro, que inclui a compra de pacotes de dívida privada no mercado. O presidente do banco central alemão, o antigo economista-chefe do BCE e aliados políticos de Angela Merkel intensificaram este fim de semana as críticas ao programa de estímulos.

Leitura complementar: A democracia portuguesa e o Maná da Europa; A Europa face à ameaça centralista e construtivista.

Abutres islâmicos

Em 2008 lembro-me de ter lido – salvo erro no USA Today (hei-de ter o recorte do texto algures, mas ao fim de vários anos e de uma mudança de casa não faço ideia onde) – uma reportagem sobre os adolescentes e jovens adultos no Iraque durante a guerra. A surge já se fazia sentir, mas a situação estava longe de estável – como se viu, ainda não estava estável quando Obama (naquela que deve estar no top 10 da decisões mais estúpidas de um líder político na idade contemporânea) decidiu retirar as tropas americanas do Iraque. Dizia a reportagem que os pais inicialmente se preocupavam com as filhas, não fossem elas envolverem-se com intenções românticas e/ou sexuais com os militares americanos. E que das filhas passaram depois a preocupar-se sobretudo com os filhos, temendo que estes se radicalizassem e juntassem aos rebeldes sunitas que combatiam os americanos. (Sim, aquelas coisas abjetas de mães exibindo felicidade porque um filho seu se matou num ato terrorista que de vez em quando apanhamos nas notícias são resultado de personalidades doentias que, felizmente, não são partilhadas por todos as mães e pai muçulmanos).

Agora, numa curiosa revolução sexual islâmica (se calhar lá estão à procura da sua Joana D’Arc islâmica), também já as raparigas correm o risco de se radicalizarem, ainda que a sua grande utilidade para os radicais islâmicos continue a ser a de ‘noivas’ dos jihadistas e de produtoras de herdeiros da sua nobilíssima atividade. Este texto do Observador é, por isso, sintomático e preocupante. Como se a internet e as redes sociais não tivessem já perigos suficientes para os adolescentes (e preocupações e cuidados para os pais), agora há ainda estes abutres islâmicos espreitando quando os adolescentes estão frágeis e vulneráveis para os recrutarem – e explorarem.

O paraíso precisa de mais oração

maduro3

No início de Setembro, os participantes de um encontro do Partido Socialista Unido da Venezuela lançaram a “Oração”, uma versão chavista do “Pai Nosso”. Reza assim a letra:  “Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós (delegados e delegadas), santificado seja o teu nome, venha a nós o teu legado para o levarmos aos povos. Dá-nos hoje a tua luz para que nos gue todos os dias, não nos deixes cair em tentação do capitalismo e livrai-nos da maldade da oligarquía, do crime do contrabando porque nossa é a pátria, a paz e a vida. Amén. Viva Chávez.”

Para além da prece lida pela delegada Maria Uribe, do evento político  fizeram parte cantores e poetas que dedicaram as suas obras ao Presidente Hugo Chávez e à revolução bolivariana. Presente no encontro, Nicolás Maduro afirmou que a “revolução se encontra numa fase que exige cada vez mais formação nos valores de Chávez no combate diário nas ruas, criando, construindo e fazendo a revolução.” Como é do conhecimento geral, o progresso revolucionário alcança sempre novas e fundamentais etapas no desenvolvimento dos povos. Nesse sentido, o jornal ABC revela as consequências do sucesso socialista.

Nada como a clareza: as pessoas humanas, incluindo Nicolás Maduro, têm o direito à dignidade, na fé depositada no deus Chávez.

Hong Kong e os aliens imperialistas

ovni

Moscovo revela ao mundo que os EUA estão na base dos protestos que acontecem em Hong-Kong. No entanto, pouco tempo depois o serviço de propaganda ao serviço de Vladimir Putin, faz um update informativo para a audiência de 120 milhões de pessoas no qual dá conta que uma força extra-terrestre é a culpada pelo levantamento popular no antigo território sob administração britânica. A dúvida que permanece por esclarecer é se os protestos de Hong-Kong não resultam de uma acção concertada entre os habituais imperialistas e os et’s.

No início de Julho a polícia de Hong Kong deu ordem de prisão a mais de meio milhar de pessoas que participavam num protesto nocturno pacífico que exigia a aplicação de reformas democráticas. As autoridades chinesas afirmaram em comunicado que os manifestantes foram detidos por reunião ilegal. Dezenas de milhares de manifestantes marcharam pelas ruas de Hong Kong para exigir uma maior participação na eleição do próximo líder da cidade. Tal como agora, os manifestantes ameaçaram ocupar edifícios e o coração financeiro da cidade se os seus protestos não forem escutados.
Há muito que os cidadãos de Hong Kong reclamam por maiores liberdades no território chinês e ex-colónia britânica. Este tipo de marchas têm lugar todos os anos mas a deste ano foi especialmente concorrida em função do referendo não oficial que teve lugar e no qual 97 por cento dos 800 mil votantes manifestaram o desejo de poder decidir quem se candidatará ao cargo de chefe executivo da cidade cuja eleição está prevista para 2017. A China indicara em 1997 que iria permitir que as autoridades do território posssam ser eleitas por sufráugio universal mas reserva-se no direito de escolher os candidatos.
Pelas comemorações do 17º aniversário do regresso da ex-colónia britânica à soberania chinesa, cerca de 500 mil pessoas segundo dados da organização manifestaram-se em Hong Kong para exigir a total liberdade democrática para o território e a redução da intervenção do governo da China nos assuntos locais.  Para já, este conjunto de iniciativas que exigem uma melhor democracia, teve como condão centrar os olhos do mundo no pequeno território chinês que goza de alguma autonomia, causando controvérsia entre os sectores políticos, financeiros e comerciais pelos receios das consequências imprevisíveis que podem acontecer num dos principais centros financeiros e económicos da Ásia.
Também Macau organizou a sua própria consulta popular. A iniciativa que teve lugar entre os dias 24 e 30 de Agosto, pode ser vista como um raro protesto em Macau na qual os promotores, sem o suicesso de Hong Kong, esperaram que milhares de pessoas participassem na consulta. As críticas do governo de Pequim não se fizeram esperar à iniciativa que pretendia através da realização de um referendo não oficial decidir sobre a eleição directa dos seus futuros líderes em 2019. À semelhança do que aconteceu em Hong Kong, a consulta procurava auscultar a opinião dos macaenses sobre se querem eleger o chefe executivo local através de sufráugio directo e universal. De igual modo, as autoridades chinesas no território que fora administrado por Portugal fizeram saber que os responsáveis pela campanha não têm o direito de convocar um referendo.

Os activistas macaenses para fazerem vingar o seu objectivo apontam o caso do actual governo autónomo chefiado por Fernando Chui Sai-on que foi eleito, tal como os seus sucessores, por um comité eleitoral composto por 400 pessoas e que é controlado por grupos de pressão dos sectores económico e político macaenses. Uma iniciativa semelhante realizada em 2012 defraudou as expectativas dos promotores pela participação de apenas 2600 pessoas. Independentemente da aceitação e adesão popular da consulta popular parece claro que China, Macau e Hong Kong, apesar de formarem um único um país e em teoria existirem dois sistemas, em nenhum deles cabe o sentido mais anoréctico e estrito da democracia liberal.

Podia-lhe ter dado para a solidariedade

nolen-facebook-two

Alá falou-lhe ao neurónio e ele foi obrigado a decapitar uma colega de trabalho. Incidente que as autoridades logo se prontificaram a confirmar que não tinha nada a ver com o Islão.

Festa é festa

Maduroaolhar

Na Venezuela a escassez de alimentos, as dificuldades económicas e a perseguição política teimam em persistir. No entanto, nem tudo é péssimo no paraíso terreno: Caracas vai dançar ao som de cinco orquestras cubanas.

A saga dos Merah

merah

Depois do turismo, o regresso.

Three Frenchmen, including the brother-in-law of a Toulouse-based al Qaeda-inspired gunman who killed seven people in 2012, were arrested on Tuesday at a Paris airport suspected of having joined Islamic militants in Syria, a French official said.

Around 150 militants who fought with rebel groups in Syria and Iraq have returned to France, requiring “massive” resources for surveillance and other security measures to prevent attacks.(…)

The three men including the husband of Souad Merah, whose brother Mohamed killed seven people including three Jewish children in March 2012, were arrested at Orly airport in Paris. (…)

Leituras complementares: Mohamed Merah e as restantes “vítimas da sociedade”Em nome do quê?; Falta de vergonha;  Rock the casbah.

 

No Fio da Navalha

O meu artigo no ‘i’ de hoje.

O jornalismo na nova guerra fria

No início de 2008, Edward Lucas, jornalista da “Economist”, lançou um livro intitulado “The New Cold War”. Nele, Lucas alertava o Ocidente para os planos de Putin, que não era o santo que tantos desejavam estar finalmente a governar a Rússia.

O livro deu que falar, pois no Verão desse mesmo ano deu-se a crise na Geórgia, um dos sinais das verdadeiras intenções de Putin. Regressado de férias, encomendei o livro e li-o desejando que aquele jornalista que contava o que ninguém queria ouvir não tivesse razão. Infelizmente não tivemos essa sorte.

Nesta obra, Lucas explica-nos como na Rússia de Vladimir Putin não há ideologia, mas apenas poder. A luta do poder pelo poder. Pela supremacia regional e, por via disso, de um maior peso no novo equilíbrio mundial. Com base nesta estratégia, compreende-se melhor o que o Kremlin tem preparado há muito para cada uma das ex-repúblicas soviéticas.

Mas o que pretendo realçar aqui, mais que a visão estratégica do líder russo, é o trabalho de Lucas. Quando tanto se fala da crise do jornalismo, foi um jornalista que, fazendo a devida pesquisa, acertou e fez o aviso. Deu a notícia. O seu exemplo é a prova de que o jornalismo está sempre a tempo de se reinventar e de, com trabalho e investigação, surpreender-nos, antevendo os acontecimentos. Algo raro num tempo em que tudo muda tão depressa.

A independência é hoje em dia um privilégio bastante caro…

O preço da independência. Por João Miranda.

Os factores que mais pesaram a favor do NÃO foram o risco de não conseguirem pagar por eles próprios o estado social e o risco de terem que sair da união monetária com Inglaterra, e consequente fuga de capitais. O principal argumento do SIM para memorizar estes riscos foi o petróleo no Mar do Norte. E apesar do petróleo, os partidários do SIM defendiam uma independência mas mantendo a Escócia na libra. O seja, prevaleceu a realidadezinha. E note-se que a realidade é o que é. Não é imposta pela Europa.

Ou seja, a independência é hoje em dia um privilégio bastante caro, pouco compatível com malta que não tem petróleo e está sempre a dizer que não aguenta.

O modelo irlandês

2009: Irlanda corta salários dos funcionários públicos para reduzir o défice

Professores, enfermeiros, polícias e até mesmo o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, irão sofrer cortes salariais já no próximo ano, de acordo com as medidas anunciadas pelo ministro das Finanças irlandês, Brian Lenihan. Ao todo, a Irlanda espera reduzir a despesa em seis mil milhões de euros nos próximos dois anos. (…) Os irlandeses estão deste modo a seguir as recomendações das agências de ‘rating’ que aconselham uma redução do défice pelo lado da despesa. “Ao tomarmos as medidas difíceis mas necessárias agora vamos reconstruir a auto-confiança da nossa Nação e a nossa reputação no exterior”, explicou o ministro, citado pela Associated Press.

2010: Irlanda despede 25 mil, corta salário mínimo e aumenta IVA

Dublin, que pretende emagrecer o desequilíbrio das contas públicas num total de 15 mil milhões de euros até 2014 (ano em que o défice estará nos 3%), propôs ontem a redução do salário mínimo (de 8,65 para 7,65 euros à hora), um corte de quase 25 mil empregos públicos, um aumento do IVA dos actuais 21% para 22% em 2013 e 23% no ano seguinte, cortes no investimento público e um desbaste de quase três mil milhões de euros em apoios sociais até 2014, entre muitas outras medidas de grande dureza. Apesar das muitas pressões dos outros países da Zona Euro, o Governo de Brian Cowen não aumentou o IRC, uma das bandeiras do antigo milagre irlandês. Assim, o IRC ficou nos 12,5%, uma das mais reduzidas da Europa.

2014: Economia da Irlanda regista maior crescimento dos últimos sete anos

O PIB da Irlanda cresceu 7,7% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento da economia em 2014 deverá superar largamente as estimativas, enquanto o défice deverá ficar muito abaixo da meta.

Os movimentos separatistas, a Europa e Portugal

Independencite. Por Michael Seufert.

Num mapa que a Business Insider publicou, sobre os movimentos independentistas, só um país com dimensão geográfica escapa. Somos nós e parece-me bem. Mas se nos derem a perspectiva de ficarmos com a Galiza eu apoio o Reino dos Suevos, do Cantábrico ao Mondego, com capital em Braga – nós no Porto não nos queremos chatear com burocratas da capital.

Muhammad Shakil Auj assassinado no Paquistão

A Pakistani Scholar Accused of Blasphemy Is Shot Dead

A liberal Muslim scholar who had been accused of blasphemy for a speech he gave during a visit to the United States was shot and killed in Karachi on Thursday, the city police said.

The scholar, , was the dean of Islamic studies at the state-run University of Karachi.

Continuar a ler

Cheerio, Mr Salmond !

Independentemente da posição que se possa ter relativamente à independência da Escócia, Alex Salmond não deixará saudades: “Não” faz primeira vítima. Primeiro-ministro escocês demite-se

Não passaram 24 horas até que a vitória do não no referendo à independência da Escócia fizesse a primeira vítima política. Alex Salmond, primeiro-ministro escocês, apresentou a demissão esta sexta-feira à tarde. Além da demissão do cargo, demite-se também do partido, SNP.

Daniel Hannan sobre o referendo na Escócia

Tensões a Leste

Putin ameaça invadir Polónia, Roménia e países bálticos, diz jornal alemão

Além de ameaçar com a invasão de mais países, Putin alertou o presidente ucraniano para que não tenha “muita fé” na União Europeia, porque a Rússia poderia exercer a sua influência e lançar uma “minoria de bloqueio” entre os Estados membros.

Os países bálticos estão particularmente nervosos com as intenções da Rússia, mas o presidente norte-americano Barck Obama tentou tranquilizá-los com o discurso que fez em Tallinn no início do mês, dizendo que a NATO “está com a Estónia, com a Letónia e com a Lituânia”.

Compreender o putinismo X

Fazer turismo com maus gps’s na Ucrânia é perigoso e pode ser fatal. A equipa da BBC que trabalha sobre o assunto foi bem recebida na Rússia que, por sinal, tem em vigor uma lei da cópia privada um tanto agressiva.