Uma análise à descida do preço do petróleo

À semelhança de tantas outras boas intenções, aquilo que pretendia ser um estímulo ao consumo e ao investimento das famílias mais pobres acabou por ser uma injecção massiva de liquidez naqueles que já a tinham de sobra. Era suposto que baixas taxas de juro incentivassem investimento, e que os aumentos dos preços das acções incentivassem a confiança, que por sua vez aumentaria o consumo, o rendimento, num círculo virtuoso que deixaria Keynes orgulhoso.

Bancos, empresas e fundos trocaram então os seus activos de menor liquidez por dinheiro, perfazendo uma troca que se aproxima dos $4 triliões de dólares. O Quantitative Easing é, neste aspecto, neutro. Não consiste na impressão de fresh money, mas simplesmente na cedência de liquidez, aceitando (quase) qualquer activo como colateral. Ou seja, não entra dinheiro novo na economia. Dinheiro que parado não faz sentido, pelo que foi investido no mercado de acções, no mercado de obrigações e no mercado de commodities, com isso fazendo o S&P500 disparar, assim como a cotação do petróleo, que subiu de $49.64 em 2009 para $81.57 em 2010, um aumento de 64%. E assim foi aumentando, numa correlação quase perfeita com o anúncio de novos estímulos.

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Com a redução dos estímulos monetários, medida por diversas vezes anunciada pela recém-eleita chairman Yellen, a liquidez começou a secar. Isso implica devolver o dinheiro ao Fed, o que requer retirá-lo dos mercados de capitais, incluindo o mercado de commodities, onde está cotado o petróleo. A somar a isto, o fracking, uma técnica relativamente recente que permite extrair petróleo com água e areia de bacias horizontais, e que causou o aumento de produção nos EUA. O aumento é tão grande quanto a soma de todo o petróleo produzido pelos países da OPEP, exceptuando a Arábia Saudita. Adicionalmente, a procura por petróleo na China abrandou significativamente, acentuando as pressões já grandes no lado da oferta para um descida de preço.

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E isto explicará, em traços gerais, a grande queda no preço do petróleo. E porque não reagem os países da OPEP, cortando a produção, e, com isso, fazendo aumentar novamente o preço do petróleo? Porque cada um dos países tem de individualmente produzir e vender mais por forma a compensar a perda de receita gerada pela queda do preço. No entanto, quando todos o fazem ao mesmo tempo, o preço acaba por baixar. Para os países da OPEP a situação assemelha-se ao Dilema do Prisioneiro: embora o melhor cenário para os jogadores (cada país) fosse reduzir a produção, existem fortes incentivos a que os jogadores se desviem, produzindo mais para resolver os seus problemas internos, que aliás são notórios, conduzindo para um equilíbrio de Nash que não maximiza a situação dos países. Como consequência, os países não conseguem baixar a produção.

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E com isto ganham os importadores de petróleo, ainda que apenas de forma temporária. A redução do preço do petróleo reduz a rentabilidade de muitos projectos de prospecção de petróleo em offshore, suspendendo-os ou mesmo cancelando-os. Tal acção terá um efeito negativo no médio-prazo, pressionando o preço por efeito da redução da produção. Mas o mais importante disto tudo é notar o quão disruptiva pode ser uma intervenção de um banco central no funcionamento do mercado, distorcendo o sinalizador de escassez, o preço, e gerando uma volatilidade que dificilmente poderá ser acomodada sem um enorme impacto económico, como aliás a Rússia é prova disso, que em poucos dias viu o Rublo desvalorizar 50%.

Cuba e os Estados Unidos

Agora que os Estados Unidos reataram as suas relações diplomáticas com a ditadura cubana, vale a pena ler o excelente artigo que o grande ensaísta americano John Jeremiah Sullivan publicou em 2012, sobre uma viagem à ilha com a sua mulher, para lá visitar a família dela:

The cook at the omelet station, when he asked where I was from and I told him, put up his fists like a boxer, as if we were about to have it out, then started laughing. He told me that he had family in the United States, in Florida. That’s what everyone says. You can’t understand the transnationally dysfunctional, mutually implicated relationship between Cuba and Miami, that defies all embargoes and policies of “definitive abandonment,” until you realize that the line often cuts through families, almost always, in fact. People make all sorts of inner adjustments. I told the man I hated the embargo (the blockade, as they call it) and thought it was stupid, which was both true and what he wanted to hear. He gave me a manly clap-grasp. I didn’t go on and say, of course, that I disliked the embargo most because it, more than anything, has kept the Castros in power for half a century, given them a ready-made Goliath for their David. Thanks to the embargo, when the Castros rail against us as an imperialist enemy, they aren’t really lying. We have in effect declared ourselves the enemy of the Cuban people and done it under the banner of their freedom, hitting Cuba in a way that, after all, makes only the people suffer, and far from punishing those in power, rewards them and buttresses their story. As for the argument that to deal with tyrants would render our foreign policy incoherent, we deal with worse every day — we’ve armed worse — and in countries that don’t have a deeply intimate history with ours, going back centuries. All this because a relatively small but highly mobilized exile community holds sway in a state that has the power to elect presidents. There was no way to gauge how much of this the man would agree with. We left it at mutually thinking the embargo sucked.

(…)On the way back to the hotel, Manuel asked what I did. When I told him I was a reporter, he said: “You’d hate it here. There is no freedom of expression here.”

He launched into a tirade against the regime. “It is basically a prison,” he said. “Everyone is afraid.”

The things he said, which I had heard many times before — that you can go to prison for nothing, that there’s no opportunity, that people are terrified to speak out — are the reason I can never quite get with my leftie-most friends on Cuba, when they want to make excuses for the regime. It’s simply a fact that nearly every Cuban I’ve ever come to know beyond a passing acquaintance, everyone not involved with the party, will turn to you at some point and say something along the lines of, “It is a prison here.” I just heard it from one of the men who worked for Erik, back in the hometown. I remarked to him that storefronts on the streets looked a little bit better, more freshly painted. It was a shallow, small-talky observation.

“No,” he said, turning his head and exhaling smoke.

“You mean things haven’t improved?” I said.

“There is no future,” he said. “We are lost.”

(…)There was a time Mariana took me to Cuba, and we went to a town called Remedios, in the central part of the island. (…)At a certain moment, a woman appeared in the passageway that led from the front room into the main part of the house, a woman with rolls of fat on her limbs, like a baby, and skin covered in moles. She walked on crutches with braces on her knees. She had a beautiful natural Afro with a scarf tied around it. She was simply a visually magnificent human being. She told us the prices of her works, and we bought a little chicken carving. She said almost nothing otherwise — she had difficulty speaking — but when we stood up to leave, she lifted a hand and spoke, or rather delivered, this sentence. It was evidently the message among all others that she deemed most essential for U.S. visitors. “I know that at present there are great differences between our peoples,” she said, “but in the future all will be well, because we are all the sons and daughters of Abraham Lincoln.”

Rússia em modo vintage

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Crise, qual crise? Está proibida, a crise.

Authorities in the Central Russia’s Kaluga Region have banned the use of the word ‘crisis’ in public and the measure is already helping to attract investors, according to the local governor.

It is possible that the crisis exists, but we forbid the use of this word,” the Russian News Service (RSN) radio quoted Anatoly Artamonov as saying on Tuesday.

The governor added that the Kaluga Region authorities were not planning a policy response to the current “inconvenient moment,” but instead chose to hold a major internal audit of the investment policy and legislation in order to create a better business environment.

Da bestialidade e irracionalidade do terror

Foto de Mohammad Sajjad/AP

Foto de Mohammad Sajjad/AP

Taliban Attack on School in Pakistan Kills More Than 100.

Leitura complementar: O Público continua a chamar aos assassinos, “combatentes dos taliban paquistaneses “. Os tais bravos combatentes queimaram vivo um professor e decapitaram várias crianças.  Não são separatistas, são assassinos III.

Radicalismo ideológico

Das companhias aéreas “de bandeira” na chamada Europa ocidental temos:

  • Totalmente públicas: Portugal
  • Maioria de capital público: Finlândia (56%)
  • Minoria de capital público: Dinamarca* (14%), Espanha (5%), França (20%), Holanda (6%), Irlanda (25%), Itália (19%), Luxemburgo (49%), Noruega* (14%), Suécia* (21%)
  • Totalmente privadas: Alemanha, Áustria, Bélgica, Reino Unido, Suiça

* A SAS é a companhia “de bandeira” nos três países escandinavos, tendo os respectivos três governos 50% do capital entre eles

A crise política na Suécia

Sweden in Crisis. Por Carl Bildt.

After decades of adherence to more or less stable rules and predictable patterns, Swedish politics has entered uncharted territory in recent weeks. Many are shocked that the government collapsed and had to call a new election only two months after taking office. After all, Sweden had been a rare beacon of success in Europe in the years since the 2008 global financial crisis. So what happened?

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Está de parabéns o pequeno Napoleão do Kremlin

Google Pulls Out Of Russia

Google is going to close its engineering office in Russia, the Financial Times says.

Russian authorities have been cracking down on internet activity throughout 2014.

In Russia, a new law forces tech companies to keep all data about Russians inside the country’s borders.

 

Os cartoons prejudicam a saúde

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Indonesian police accused the top editor of a leading English-language newspaper of blasphemy after the paper published a cartoon depicting the flag of the Islamic State of Iraq and Al-Sham that allegedly insulted Islam.

Portugal com terceira maior subida do emprego da UE

Mais uma boa notícia relativamente à evolução recente do emprego em Portugal: Emprego em Portugal com terceira maior subida da UE ao crescer 1,4% no 3.º trimestre

Portugal registou, no terceiro trimestre do ano, a terceira maior subida da taxa de emprego na União Europeia, com um crescimento de 1,4% face ao trimestre anterior, segundo dados do Eurostat. (…) Já face ao mesmo trimestre do ano passado, o emprego aumentou 0,6% entre os países que partilham a moeda única e 0,9% no conjunto da UE, no terceiro trimestre. Neste caso, o crescimento do emprego em Portugal foi de 1,9%.

No Fio da Navalha

O meu artigo no ‘i’ que, a partir desta semana, sai à quinta-feira.

O confronto que se segue

Milhares de pequenos empresários franceses manifestaram-se, no dia 1 de Dezembro, nas ruas de Paris e Toulouse, contra as políticas do governo que estão a estagnar a economia francesa. Há um mês, Karine Charbonnier-Beck, uma pequena empresária francesa, dona de um negócio familiar, confrontou em directo na TF1 o presidente Hollande. Em causa, a elevada carga fiscal e a excessiva burocracia que tiram competitividade às empresas e são responsáveis pelo desemprego, que se mantém acima dos 10.

A ânsia socialista de fiscalizar todo o movimento empresarial através, entre outras, da lei Hamon para o desenvolvimento da economia social e solidária (quanto maior o nome, maior a atrocidade), está a entravar as empresas com requerimentos, formulários e pedidos de autorizações que atrofiam, não só a economia, mas a própria capacidade de funcionamento de uma empresa e a motivação de quem trabalha.

Como referiu a sra. Charbonnier-Beck, a divisão já não se faz entre patrões e trabalhadores, mas entre quem trabalha, sejam empresários ou assalariados, e o Estado. É que, perante a estagnação económica, a classe política apostou em sobrecarregar o trabalho, como se um castigo fosse, em troco de popularidade eleitoral.

A doença continua, mas os anos passam e as carreiras políticas vão-se desenrolando pacificamente. E quando, por uma ou outra vez, os problemas vêm ao de cima, nada mais fácil que apertar o cerco em prol, é tão fácil dizê-lo, do bem comum, que mais não é que uma mão-cheia de nada.

The Land Of The Free And The Home Of The Brave

Vale a pena ler o relatório do senado sobre as estratégias de detenção e de interrogatórios da CIA. Também é recomendada a leitura das oito maiores mentiras da CIA sobre tortura, a saber:

  1. Não existem locais de detenção.
  2. Menos de 100 pessoas se encontram detidas pela CIA
  3. A CIA não grava os interrogatórios em vídeo
  4. O programa foi aprovado pelos líderes do congresso
  5. Apenas os melhores especialistas são utilizados nos interrogatórios
  6. Não é utilizada a fome como técnica de interrogatório
  7. A privação do sono é suspensa antes de provocar danos físicos
  8. Os interrogatórios serviram para travar conspirações em curso

Num assunto relacionado, convém recordar que se estimam que tenham morrido cerca de 3200 pessoas em ataques de drones entre e 2013, tendo a grande maior parte dos ataques ocorrido durante a presidência do prémio nobel da paz, Barack Obama. Estas vítimas incluem crianças e civis; e apenas uma parte muito pequena (cerca de 1,6%) são consideradas alvos “high-profile”.

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Hoje na Grécia, amanhã em Portugal ?

Parlamento grego aprovou orçamento do Estado para 2015

Parlamento grego aprovou neste domingo o orçamento do Estado para 2015, um documento que não tem aprovação junto dos credores gregos e gerou uma ampla rejeição social.

Leitura complementar: O Tribunal Constitucional, o BES, o Orçamento 2016.

Rumo a uma tempestade perfeita em 2016 ?

Eurogrupo subscreve cepticismo de Bruxelas sobre o cumprimento da meta do défice público

Governo persiste no objetivo de baixar o défice público para 2,7% em 2015, mas o Eurogrupo subscreve os receios de Bruxelas de que haja uma derrapagem para 3,3%.

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Espanha: PSOE 27%; Podemos 25%; PP 20%

Apesar de o Podemos ter deixado de liderar as intenções de voto, continuam a ser dados francamente preocupantes: Podemos pierde impulso tras la exposición de sus líderes y planes

Según el sondeo de Metroscopia para EL PAÍS, Podemos tendría una estimación de voto del 25%, superado por el 27% del PSOE y por encima del 20% que logra el PP. Hace un mes era el partido de Pablo Iglesias el que superaba a los dos que han gobernado en España en 26 años de democracia constitucional.

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Podemos: o chavismo em Espanha e na Europa

À atenção de Joana Amaral Dias e restantes entusiastas do Podemos: Venezuela cree que España puede ser la plataforma de difusión del chavismo

El ascenso de la izquierda representada por Podemos puede convertir a España en la “plataforma de difusión” del chavismo en Europa. Así lo sostiene el embajador venezolano en Madrid, Mario Isea, en un informe que se entregó el pasado 24 de noviembre, durante una reunión privada, a los diputados del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).

Entretanto, na Rússia

Grozny

A imagem não é uma recordação de nenhuma das duas guerras da Chechénia, retata o ataque de hoje à “Casa da Imprensa”, local onde se encontravam os media locais.

Chechen gunmen under siege in school after several killed in clashes with police.

 

 

 

Mais Trilião, Menos Trilião

A divida pública americana ultrapassou no final do mês de Novembro o valor de 18 triliões de dólares ($18,000,000,000,000). Só durante a presidência de Barack Obama, a dívida pública americana já aumentou em cerca 8 triliões de dólares.

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Chernobyl e Pripyat

Chernobyl deixou de ser segredo (imagens de drone)

Um vídeo de Danny Cooke, que esteve na região para filmar uma reportagem para o “60 Minutos”, permite conhecer a cidade fantasma de Pripyat, perto de onde se deu o desastre nuclear em 1986.

Podemos, claro

Tania Sánchez, novia de Pablo Iglesias, ganó 50.000 euros especulando con su piso protegido

Además, el piso con cuya venta Tania Sánchez ganó 50.000 euros forma parte de una cooperativa en la que participaron al menos una veintena de cargos y familiares de miembros de Izquierda Unida de Rivas, entre los que se encuentran el actual alcalde, Pedro del Cura, su padre, dos hermanas, la hija del exalcalde, José Masa, la exconcejala Luz Matas y un hijo de la excargo de IU y ahora miembro de Equo Inés Sabanés.

Compreender o putinismo XI

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Algo completamente inesperado e que ultrapassa o desinteressado apoio aos apoiantes.

In campaign against truth, Mr. Putin wields fear and economic force

(…)The autocrat’s success in walling off Russians from alternative sources of news and information, culminating now in his campaign against the country’s last independent television channel, provides a case in point. The channel TV Dozhd (meaning “rain”) was founded five years ago, when state television had become so soporifically subservient that “most people we knew had stopped watching,” as Mikhail Zygar, Dozhd’s 33-year-old editor in chief, recalled during a recent visit to The Post. Dozhd offered real news and balanced commentary. “Give TV one more chance” was its pitch. It soon built an audience of 20 million (in a nation of 142 million). (…)

Meanwhile, Mr. Zygar said, official propaganda has become less soporific and more engaging — moving from “North Korea-style” to “Fox Media-style,” he said. “Flames of hatred toward ‘Ukrainian fascists’ and ‘American aggressors’ can be seen in the eyes of every presenter, and it’s very effective. And there is no alternative, except for us.”

Mr. Putin keeps at the ready the possibility of methods harsher than advertising bans. Parliament extended the “anti-extremism” law this year in a way that allows prosecutors to charge pretty much any critic with a crime. “Hypothetically, if some news show guest says that Crimea should be returned to Ukraine, I could be thrown in jail for five years,” Mr. Zygar said. But, he noted, “It’s much easier to get rid of us with economic pressure.

 

UKIP e SNP

Are all bets off after fresh UKIP by-election victory?
Mapping UKIP’s polling strength

Labour faces massive losses to SNP at UK general election, poll shows

Breakfast in America

A liderança política de Obama continua de vento em popa. Depois de ter apanhado uma sova dos republicanos, despede Chuck Hagel, provavelmente o mais republicano dos seus Secretários.

Entretanto, o neo-falcão candidato presidencial Rand Paul pretende que seja formalmente declarada guerra ao Estado Islâmico.

A ver navios

Quando um navio naufraga, é importante afastar-se rapidamente, para não ser puxado para baixo. O navio chinês já começou a adernar. O que acontecerá com o bote brasileiro, que insiste em não sair de perto? Aguardemos…

Chamar o Putin pelo nome

E com eles no sítio.

Lithuania’s President Dalia Grybauskaite has called Russia a ‘terrorist state’ and warns that the current conflict in Ukraine could spread further if not stopped.

“Lithuania is one of the countries that recently walked a difficult road towards the restoration of independence. We know that today Ukraine is fighting for peace in Europe, for all of us,” Grybauskaite told national radio.

“If a terrorist state that is engaged in open aggression against its neighbor is not stopped, then that aggression might spread further into Europe.”

The head of state emphasized that every country has a right to choose its own destiny. Lithuania and the Baltics have played key roles in the Ukraine crisis after sending tens of thousands of euros in aid to Kiev and agreeing to treating wounded Ukrainian soldiers.

Resultados do putinismo

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A diplomacia energética russa continua a dar os seus frutos.

Estonian Prime Minister Taavi Rõivas and his Finnish counterpart, Alexander Stubb, reached an agreement on Monday to build two liquefied natural gas (LNG) terminals, connected by a pipeline, in both countries by 2019.

The project is called ‘Balticconnector’, and if it succeeds, it would increase the energy diversification of the two nations, in light of the unpredictable behavior by Russia, currently the main gas provider for both countries. The project is likely to get financial support from the European Union.

 

Leitura complementar: O ar da Rússia cura a homossexualidade, de Rui Ramos.

Praticar e louvar o terror

Faz parte da natureza do Hamas.

Do lado da União Europeia, será a altura para deixar de apoiar o terrorismo. Esse papel continuará a ser desempenhado pelo Qatar e por eméritos doadores públicos e privados. Em Maio último, o Qatar ofereceu cinco milhões de dólares ao governo islamista do Hamas. A solidariedade pretendeu apoiar os esforços de reconciliação com a Fatah (com os brilhantes resultados que se conhecem), partido que lidera a Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. De acordo com Ismail Raduan, Ministro das Doações e Assuntos Religiosos do Hamas, a oferta do governo do país do Golfo Pérsico pretendeu apoiar a “reconciliação comunitária” e está destinada a apoiar as famílias que perderam os seus entes queridos nas quase eternas lutas armadas que opõem a Fatah e o  Hamas.

Em Março deste ano,  no seguimento da ilegalização da Irmandade Muçulmana, um tribunal egípcio baniu toda e qualquer actividade do Hamas no país e confiscou todos os seus bens. O Hamas  é acusado de interferir nos assuntos internos egípcios e, na altura, alguns dos seus líderes tinham Cairo como base. As autoridades egípcias acreditam que a organização terrorista do Hamas que governa a Faixa de Gaza, desempenha um papel importante no aumento da violência vivida na Península do Sinai.

Desde Julho que o exército do Egipto destruíu mais de 100 túneis que ligam Gaza ao Egipto e que servem para contrabandear alimentos, materiais de construção mas também armas e terroristas. A lua-de-mel entre o Hamas e o Egiptou acabou de forma abrupta quando os militares removeram o Presidente Morsi e acabaram com o governo da Irmandade Muçulmana. Hoje o Hamas que é visto como é um apoiante dos atentados terroristas, um risco acrescido para as forças de segurança e civis, procura defender-se das acusações como um ataque à causa palestiniana e um favor a Israel.

Costa e Hollande

O meu artigo de hoje no Observador: O Hollande de Lisboa?

Na sequência da vitória de António Costa nas primárias do PS, o jornal indiano Hindustan Times dedicou ao edil de Lisboa uma entusiástica peça congratulando-se com a perspectiva de um político de ascendência indiana se poder tornar a curto-prazo primeiro-ministro de Portugal e louvando as suas muitas qualidades. Para ilustrar a sua popularidade e o seu carácter, o dito jornal informou até os seus leitores de que António Costa é conhecido como o “Gandhi de Lisboa”, devido ao seu “estilo de vida espartano”. Fora da comunidade jornalística portuguesa, a comparação poderá ser sentida como algo hiperbólica, mas se Costa poderá não ser um novo Gandhi, arrisca-se a ser uma versão lusitana de Hollande.

O resto do texto pode ser lido aqui.