“The problem with socialism is that eventually you run out of other people’s money”

Em França, o austeritarismo-neoliberalista-libertarianista parece ter tomado definitivamente conta do Partido Socialista.

Ou isso, ou acabou o dinheiro: França congela pensões e salários e reduz gastos sociais

O novo primeiro-ministro francês avançou algumas das medidas que permitirão poupar 50 mil milhões de euros entre 2015 e 2017. O plano antecipa cortes repartidos pelo Estado, municípios e contribuintes. “Não podemos viver acima das nossas possibilidades”, avisou Valls.

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“pink elephants will fly over Mare Nostrum”

France is the new cauldron of Eurosceptic revolution. Por Ambrose Evans-Pritchard.

Britain is marginal to the great debate on Europe. France is the linchpin, fast becoming a cauldron of Eurosceptic/Poujadist views on the Right, anti-EMU reflationary Keynesian views on the Left, mixed with soul-searching over the wisdom of monetary union across the French establishment.

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Da série “os russos estão a ficar muito americanos” III

Esqueça-se o facto da Rússia ser incapaz de defender todos aqueles que falam russo, caso a Ucrânia decida optar por assinar um acordo comercial com a União Europeia. Aproveite-se a falta de memória selectiva para esquecer os 1300 quilómetros de fronteira com a mesma União Europeia e os menos de 200 que separam São Petersburgo da ameaça europeia…desde 1995. Não esquecer o quão excepcional é o Presidente russo: Putin’s Russia: Censoring anti-invasion sentiment.

Leitura complementar: Da série “os russos estão a ficar muito americanos”, Da série “os russos estão a ficar muito americanos” II,Vale a penaA Rússia não é vítima do Ocidente.

Da série “os russos estão a ficar muito americanos” II

palywoodurss

Pallywood, versão russa.

Pro-Russian protester and Maidan mercenary in one skin: Russian propaganda makes epic blooper (video)

E como cereja em cima do bolo, um tweet esclarecedor de Sergey Lavrov, Ministro russo dos Negócios Estrangeiros.

Lavrov

Da série “os russos estão a ficar muito americanos”

Roman Romanenko has had a swastika daubed on his door.

Roman Romanenko é a melhor prova.

Romanenko’s March 4 letter, which he posted on his Facebook page, has already earned him two interrogations by prosecutors, who are mulling pressing extremism charges against him.  The door of his apartment has been daubed with a swastika and leaflets have been stuffed in his neighbors’ letterboxes branding him a “scum” and a “Ukrainian Jew.”  Now, the medical charity that he runs is under threat.   On April 4, exactly one month after Romanenko penned his ill-fated letter, inspectors launched a spot check on the group, saying they suspected it of embezzlement and money laundering.   “We undergo mandatory audits and we’ve never received any complaints,” he told RFE/RL. “I believe these actions aim to damage the group’s reputation, because people think that if it’s being inspected then there must be grounds for suspicion.”

Leitura complementar: Dear Vladimir, I Speak Russian Too. Please Send Troops!.

Vale a pena

Ler o blog do jornalista José Milhazes, Da Rússia. Destaco o post Metástases do pensamento imperial russo.

(..) Ou seja, volta a vir à tona a mentalidade imperial sob formas agressivas, que nunca trouxe nada de bom à Rússia. Moscovo deveria preocupar-se mais com o seu crescimento intensivo, com a modernização das suas infraestruturas, da sua economia, com o combate à corrupção, mas volta a cometer o erro de gastar forças no alargamento da sua zona de influência, mesmo que com “pretextos dignos”.

As novas prioridades

O meu artigo no Diário Económico de hoje sobre as 59 novas prioridades do governo.

Prioridades

Perante as boas notícias dos últimos meses, o governo elegeu 59 projectos que considera prioritários para o país. Ao todo, estamos a falar de 6067 milhões de euros. Parte será paga por um Estado que não tem dinheiro; outra, através de fundos comunitários vindos de uma Europa que impôs precisamente o contrário do que se pretende fazer agora.

A crença do investimento público como motor da economia existe há muitos anos. Demasiados para nos fazer pensar duas vezes antes de entrarmos numa nova aventura. Até Salazar tinha essa convicção, quando lançou o seu plano de obras públicas para modernizar o país através do Estado, embora não prescindindo, num período inicial, dos excedentes orçamentais. Analisando os dados sem preconceitos, somos forçados a concluir que pouca coisa mudou na estratégia seguida; na própria ideia de investimento estratégico e indispensável para que se dê o salto em frente. Salto, esse, que nunca chegou. Talvez, por não ser esse o caminho.

Claro que é importante que haja estradas, portos, aeroportos e ferrovias. A sua prioridade não teria era de ser escolhida pelo Estado, nem essas obras representam crescimento económico, como já sabemos por experiência própria. Este depende de contas públicas equilibradas, de preferência excedentárias, e de um Estado que, interferindo pouco na economia, não a desvirtue com a intromissão de interesses que se dizem públicos, e estratégicos, mas que não passam de privados.

Estratégico é o apoio aos mais necessitados. Não investimentos que vão custar muito mais do que o inicialmente previsto, com as habituais desorçamentações, e cujo preço obrigará a mais sacrifícios. Seria importante que o país retirasse desta crise três lições essenciais: em primeiro lugar, o endividamento público, originário em grande parte do dito investimento estratégico, atrofia a economia e a vidas das pessoas. Destrói-nos. Em segundo lugar, o investimento público, principalmente em larga escala, retira crédito aos privados que deixam de poder investir. Fá-lo através de impostos, que têm de ser altos; da dívida que gera desconfiança e de um acesso ao crédito bancário que se torna mais difícil.

Por fim, que o investimento escolhido pelo Estado é ditado por motivos políticos. A incerteza que daí advém é razão de sobra para que receemos o que aí vem. Veja-se, a título de exemplo, o que já sucedeu com este plano agora apresentado pelo governo, onde inicialmente se contavam 30 projectos prioritários que rapidamente passaram a 59. Como é que se define prioridade? É económica; é financeira, ou é política? Se não há critérios objectivos, não há confiança económica. As pessoas sofreram demasiado para que tenha sido em vão.

Tubarões sobre o momento actual

Para quem acompanha o Shark Tank na Sic Radical, fica aqui um vídeo com eles num intervalo. Interessante saber o que eles pensam sobre o aumento do Estado (negativo), quão difícil é conseguir crédito nesta economia (muito, mesmo com potencial), o aumento da burocracia (enorme), quem merece apoio a construir o seu negócio (corporativistas vs pequenos empreendedores), quem cria valor (burocratas vs empreendedores), …
Pena o som, mas conteúdo muito interessante.

Direito de resposta

Marisa-Matias

Embora O Insurgente não seja um orgão noticioso oficial e, como tal, não esteja subordinado ao quadro legal que regula o sector, nomeadamente o direito ao contraditório, não deixa de rogar por um estrito sentido de verdade e de rigor. Assim, publico aqui, embora sem qualquer obrigatoriedade de o fazer, a resposta da euro-deputada Marisa Matias ao artigo “Democratização do disparate“.

Mário Amorim Lopes, quando me referi a que “nenhum país cumpre esse critério” era em resposta ao critério do Tratado, neste caso, o Orçamental. Foi apenas do Tratado Orçamental que falei e de nenhum outro. Não tive tempo para vir aqui antes, compreendo que as máquinas de propaganda do governo estejam mais oleadas e tenham mais tempo livre do que eu. Seja como for, não é um artigo que separa as partes do critério do Tratado Orçamental, para poder dizer que tudo vai bem no reino da Babilónia, que lhe permite insultar e chamar mentirosa seja a quem for. Compreendo a necessidade de mascarar os dados actuais usando como recurso – e em separado – os dados de 2012. Pois, quando proferi o que proferi foi com base nos dados publicados pela Comissão Europeia – insuspeita para si, imagino – em Março de 2014. Dados esses que foram publicados na imprensa nacional (tenho comigo, por exemplo, a edição do Expresso que tem um artigo sobre a matéria). Mas se eu sou suspeita, pode sempre consultar-se a entrevista da Dra. Manuela Ferreira Leite a este respeito publicada no Diário Económico a 19 de Março, onde ela própria refere que nenhum país da UE cumpre o Tratado Orçamental. Junte dívida, défice e défice estrutural – com valores de 2014 de preferência – e depois diga quantos países têm ao mesmo tempo menos de 60% de dívida, menos de 3% de défice e um défice estrutural abaixo de 0,5% na UE. Depois disso, podemos conversar. Se duvidar dos dados, acuse a Comissão. E reconheço que é preciso ter um talento muito próprio para “gostar” da página de alguém com o único intuito de poder insultar. Eu não teria essa paciência, mas cada um/a é como é.

Alguns esclarecimentos prévios:

  1. Não tenho qualquer associação ou vínculo directo ou indirecto com o Governo ou com nenhum dos partidos que representa o Governo; embora, note-se, pertencer ao Governo não altera a verdade dos factos;
  2. Ainda bem que tem pouco tempo e esperamos todos que tenha sido despendido a estudar o que diz;
  3. A entrevista de Manuela Ferreira Leite não é relevante ou sequer um instrumento adequado para apurar a exactidão dos factos; aliás, este princípio estende-se a qualquer entrevista e é tacitamente provado pela sua intervenção na SIC Notícias;
  4. Não é necessário “gostar” da sua página no Facebook para comentar na mesma.

Sobre o conteúdo da resposta:

  1. Ainda não existem dados definitivos para 2013 pois as contas nacionais dos anos transactos só são apuradas com exactidão nos anos seguintes; daí ter recorrido aos dados de 2012;
  2. Não é possível juntar valores de défice orçamental e de dívida para 2014 porque ainda só decorreram três meses do ano; o que é possível, isso sim, é discutir sobre as projecções para 2014. A esse respeito, junto em anexo duas infografias concebidas pela revista Economist com base nas projecções de inverno da Comissão Europeia para 2014, que mostram uma extensa lista de países que irão cumprir o limite de 60% de dívida/PIB e o limite de 3% do défice orçamental. Já agora, aproveite para assinar a revista;
  3. Refere na entrevista que nenhum país cumpre o critério da dívida e depois refere, posteriormente, que nenhum país cumpre o critério do défice; agora, em resposta, pede-me para ir buscar países que cumprem os três critérios simultaneamente: dívida, défice orçamental e défice estrutural. Fica registada a artimanha e segue-se a resposta;
  4. Os Estados Membros devem apresentar o seu Objectivo Orçamental a Médio Prazo (MTO), onde é avaliado se o défice orçamental estrutural, isto é, corrigido de variações cíclicas e isento de medidas extraordinárias, converge para o valor máximo de -1%, sendo que para países cuja dívida seja superior a 60%/PIB, então esse valor deverá ser menor (no máximo -0.5%); os seguintes países cumprem em 2013 o MTO que obriga ao limite no saldo estrutural: Alemanha, Dinamarca, Estónia, Hungria, Luxemburgo, Suécia, sendo que com excepção da Alemanha e da Hungria, os países Dinamarca, Estónia, Luxemburgo e Suécia cumprem também os restantes critérios, tanto para 2013 como para os valores projectados para 2014, como poderá comprovar pelos seguintes gráficos:Screen Shot 2014-04-05 at 15.15.09Screen Shot 2014-04-05 at 15.15.02Screen Shot 2014-04-08 at 16.56.03 (2)
  5. Junto uma tabela que contém todos os procedimentos por défice excessivo que foram desencadeados pela Comissão Europeia até à data de 2010; o ponto 4. pode ser comprovado atentando à lista de procedimentos por défice excessivo que caducaram em 2013 e à lista de países nunca sujeitos a procedimento por défices excessivos, Estónia e Suécia. Poderá fazê-lo consultando a página da Comissão Europeia e, já agora, registando como bookmark;Screen Shot 2014-04-08 at 17.28.55 (2)
  6. A euro-deputada Marisa Matias está no Parlamento Europeu há 5 anos. Dado que desconhece a realidade económica europeia, tenho a obrigação e o dever de a questionar o que por lá anda a fazer. Está em causa dinheiro do contribuinte europeu.

Kevin Spacey, o decente

Ao contrário da norma vigente de Hollywood, o actor norte-americano critíca o regime chavista: SOS Venezuela.

I support all of the Venezuelans who peacefully and non-violently claim their right to self-determination and protest. I hope you will join me in asking them not to give up and to not become numb to the violations and abuses committed against them. We who are fortunate enough to live in freedom must stand up to oppression and injustice and remind the Venezuelan people that they are on the right side of history.

Programa da 27ª edição do Fórum da Liberdade

Aqui fica o programa da 27ª edição do Fórum da Liberdade, que se realizará nos próximos dias 7 e 8 de Abril, mais uma vez na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, no Brasil.

Integrarei com muito gosto o painel de encerramento, juntamente com Leandro Narloch e Jeffrey Tucker.

Pessoalmente, estou também bastante curioso para assistir ao painel imediatamente anterior, que reunirá Gustavo Franco, Andrew Schiff e Marcelo Rebelo de Sousa.

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A propósito da Suécia e do “milagre escandinavo”

Diz-se dos países nórdicos que são exemplos civilizacionais, a população é a mais feliz, a mais confiante, exalta-se a excelência da qualidade de vida, invejam-se os níveis de prosperidade e todo um certo bem estar social. Daquele nicho, controlam os prémios Nobel, o Ikea, a  H&M, petróleo suficiente para competir com a Arábia Saudita, o melhor sistema de educação, o melhor sistema de saúde, o melhor isto, o melhor aquilo. Constrói-se um mito, tiram-se lições e profundas conclusões e há sempre alguém disposto a alegar, em qualquer discussão, o modelo social nórdico e a respectiva “qualidade de vida”. Para mim, nascida e criada na melhor cidade para se viver (apesar de algumas desavenças com o bigode de Fernando Ruas, reconheço-lhe algum mérito enquanto autarca), isto é irritante. Até que aparece um inquérito como o da Agência dos Direitos Fundamentais da UE a concluir que a violência sobre as mulheres é elevadíssima nos países Escandinavos, uma notícia sobre o tratamento dos ciganos na Suécia ou um Michael Booth a revelar alguns factos. Entre idas e vindas por terras gélidas Booth, residente na Dinamarca e casado com uma dinamarquesa, desmonta, país por país (Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega e Islândia), a exaltação à volta das maravilhas daqueles hotspots da social democracia. Dos Dinamarqueses, escreve Booth que são os reis do endividamento privado (quatro vezes mais que os italianos – o suficiente para justificar uma advertência do FMI) e os responsáveis pela quarta maior pegada ecológica por habitante, a nível mundial. Quanto à igualdade económica, Booth explica que segundo o maior diário dinamarquês, “o número de pessoas que vivem abaixo do limiar de pobreza duplicou na última década“. Os Noruegueses, entre outras coisas, são comparados a traficantes de droga  por se vangloriarem pela utilização apenas de energias renováveis e, simultaneamente, vendendo combustíveis fósseis ao resto do mundo. A dependência de anti-depressivos também é um traço típico do cidadão Norueguês.  Da Finlândia, são conhecidas as bebedeiras de sexta-feira (o álcool é a principal causa de morte entre os homens) e as cenas de pancadaria, por isso não surpreende que seja o país com a taxa de assassinatos mais elevada da Europa Ocidental (o que talvez explique a invasão de literatura policial originária destas bandas).  Ainda, na última classificação do PISA (Programme for International Student Assessmen), a Finlândia caiu para os últimos lugares. Booth qualifica de “indulgente” o povo sueco e destaca que este país “neutro” é o maior exportador de armas do mundo. O desemprego jovem é mais elevado na Suécia do que no Reino Unido e ultrapassa a média europeia.

Depois de conhecer este trabalho de Booth e de ler o seu livro The Nearly Perfect People (cheio de humor), compreendem-se melhor as declarações de Sócrates quando, em 2005, dizia que o modelo que o inspirava era o da social-democracia nórdica. Por outro lado, oxalá Michael Booth não venha a Viseu, andam por aí uns mitos autárquicos por desvendar…

nórdicos

 

 

Vida difícil para Hollande…

A outrora grande esperança da esquerda europeia passou rapidamente de “bestial” a… “socialista neoliberal”: Après la défaite, la fronde des parlementaires PS

«Le temps du Parlement est venu», poursuit Christian Paul, qui indique que «le vote de confiance au Parlement (sur le pacte, NDLR) n’est pas automatique». «A ce stade, la confiance n’est pas acquise», explique lui aussi le député PS Laurent Baumel (Gauche populaire), qui appelle à un changement de ligne. Pour ce député PS, les classes moyennes et populaires doivent de nouveau être prises en compte par le gouvernement qui les a délaissées. «Sur le terrain, nos électeurs nous ont expliqué clairement qu’ils avaient pris prétexte de ces municipales pour envoyer un message à François Hollande».

Um curso é sempre algo positivo, certo?

Nope. Há cursos que mais valia a pena não terem sido estudados. Nos EUA agora fizeram um estudo sobre quais os cursos que fazem perder mais dinheiro aos estudantes respectivos:

These U.S. Colleges and Majors Are the Biggest Waste of Money

Cheios de pessoas que acham que merecem mais do que na verdade merecem, estes cursos estão. Um dia talvez até tentem arranjar uma entidade que force os restantes cidadãos a pagarem-lhes aquilo que eles pensam merecer. Uma pessoa pode até sentar-se a imaginar se isso terá consequências políticas…

Derrota esmagadora da esquerda nas eleições municipais em França

Os resultados da segunda volta das eleições municipais francesas confirmam e acentuam a derrota esmagadora do Partido Socialista: Municipales : la déroute se confirme pour le PS

Une abstention toujours forte, de nouvelles mairies Front national, de grandes villes perdues par les socialistes : le second tour des municipales accentue les tendances du premier.

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A Suécia e os ciganos

Durante 100 anos, a Suécia perseguiu e esterilizou ciganos

A Suécia admitiu que nos últimos 100 anos tratou a população cigana como “incapacitados sociais” e, por isso, esterilizou-os e perseguiu os que estavam no seu território, impedindo a entrada de outros.

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Laughing out very loud: crise diplomática porque se chamou fáceis às polacas

Ainda não parei de rir desde que dei há minutos com esta reação ao texto do Henrique Raposo (via Paulo Pinto Mascarenhas e, nos inícios dos inícios, o João Villalobos). Vamos lá por partes. Também não gostei do texto do Henrique. Não por causa da facilidade comparativa mas por se dizer que as portuguesas se arranjam pouco. O Henrique correu o risco de levar com um e-mail a chamar-lhe nomes ou de uma conversa com a sua mulher a encomendar-lhe uma descompustura, se não mesmo a aconselhá-la a uma greve de sexo, até que o Henrique escrevesse que as mulheres portuguesas são perfeitas, conseguem sem esforço o equlíbrio entre o elegante e o sexy e por aí adiante. Vamos por partes, e resumidamente, que tenho pouco tempo.

Alínea a. Obrigada, embaixada da Polónia. Fizeram o meu dia.

Alínea b. As mulheres são objetos sexuais. (Os homens também.) O problema não está em serem objetos sexuais. Está em serem apenas vistas e tratadas como objetos sexuais. (Tal como há problema em serem vistas e tratadas como seres assexuados existentes para darem filhos ao seu marido, à sua religião ou ao seu país.)

Alínea c. Estaremos muito mal quando os homens deixarem de ver as mulheres como objectos sexuais. (E o mesmo com os géneros ao contrário.) (Link via Ana Margarida Craveiro.)

Alínea d. É mesmo hilariante que alguém acuse o Henrique – que, refira-se, não fez qualquer juízo negativo sobre as polacas – de sexismo ao mesmo tempo que se empenha em defender a virtude sexual das mulheres do seu país. Bye bye revolução sexual.

Alínea e. Se a diplomacia portuguesa alguma vez se deparar com acusações de facilidade às mulheres portuguesas, façam-me o favor de não gastarem o dinheiro dos contribuintes com reações a isso.

Acrescento ali para a alínea d: estão mesmo a ver que, se alguma cronista de um jornal de referência escrevesse que os polacos são uns garanhões sempre prontos a satisfazer o mulherio, a embaixada da Polónia também reagiria do mesmo modo, não estão?

Revelação e choque

Vladimir Putin

Em discurso na Duma no qual Vladimir Putin assinalou o momento histórico da anexação da Crimeia, não explicou a presença daquelas pessoas vestidas de verde que da Crimeia nos entravam televisão dentro e que não aparentavam serem adeptos de uma qualquer claque armada do Sporting, Celtic ou Moreirense. O Presidente russo, na altura, explicou que “as forças militares não entraram na Crimeia, já lá estavam ali em consequência de um tratado internacional. Falamos de 25 mil soldados.”  Hoje, o mesmo Putin realça o corajoso comportamento dos militares russos. O homem é excepcional.