Chamar o Putin pelo nome

E com eles no sítio.

Lithuania’s President Dalia Grybauskaite has called Russia a ‘terrorist state’ and warns that the current conflict in Ukraine could spread further if not stopped.

“Lithuania is one of the countries that recently walked a difficult road towards the restoration of independence. We know that today Ukraine is fighting for peace in Europe, for all of us,” Grybauskaite told national radio.

“If a terrorist state that is engaged in open aggression against its neighbor is not stopped, then that aggression might spread further into Europe.”

The head of state emphasized that every country has a right to choose its own destiny. Lithuania and the Baltics have played key roles in the Ukraine crisis after sending tens of thousands of euros in aid to Kiev and agreeing to treating wounded Ukrainian soldiers.

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Resultados do putinismo

Putincoala

A diplomacia energética russa continua a dar os seus frutos.

Estonian Prime Minister Taavi Rõivas and his Finnish counterpart, Alexander Stubb, reached an agreement on Monday to build two liquefied natural gas (LNG) terminals, connected by a pipeline, in both countries by 2019.

The project is called ‘Balticconnector’, and if it succeeds, it would increase the energy diversification of the two nations, in light of the unpredictable behavior by Russia, currently the main gas provider for both countries. The project is likely to get financial support from the European Union.

 

Leitura complementar: O ar da Rússia cura a homossexualidade, de Rui Ramos.

Praticar e louvar o terror

Faz parte da natureza do Hamas.

Do lado da União Europeia, será a altura para deixar de apoiar o terrorismo. Esse papel continuará a ser desempenhado pelo Qatar e por eméritos doadores públicos e privados. Em Maio último, o Qatar ofereceu cinco milhões de dólares ao governo islamista do Hamas. A solidariedade pretendeu apoiar os esforços de reconciliação com a Fatah (com os brilhantes resultados que se conhecem), partido que lidera a Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. De acordo com Ismail Raduan, Ministro das Doações e Assuntos Religiosos do Hamas, a oferta do governo do país do Golfo Pérsico pretendeu apoiar a “reconciliação comunitária” e está destinada a apoiar as famílias que perderam os seus entes queridos nas quase eternas lutas armadas que opõem a Fatah e o  Hamas.

Em Março deste ano,  no seguimento da ilegalização da Irmandade Muçulmana, um tribunal egípcio baniu toda e qualquer actividade do Hamas no país e confiscou todos os seus bens. O Hamas  é acusado de interferir nos assuntos internos egípcios e, na altura, alguns dos seus líderes tinham Cairo como base. As autoridades egípcias acreditam que a organização terrorista do Hamas que governa a Faixa de Gaza, desempenha um papel importante no aumento da violência vivida na Península do Sinai.

Desde Julho que o exército do Egipto destruíu mais de 100 túneis que ligam Gaza ao Egipto e que servem para contrabandear alimentos, materiais de construção mas também armas e terroristas. A lua-de-mel entre o Hamas e o Egiptou acabou de forma abrupta quando os militares removeram o Presidente Morsi e acabaram com o governo da Irmandade Muçulmana. Hoje o Hamas que é visto como é um apoiante dos atentados terroristas, um risco acrescido para as forças de segurança e civis, procura defender-se das acusações como um ataque à causa palestiniana e um favor a Israel.

Costa e Hollande

O meu artigo de hoje no Observador: O Hollande de Lisboa?

Na sequência da vitória de António Costa nas primárias do PS, o jornal indiano Hindustan Times dedicou ao edil de Lisboa uma entusiástica peça congratulando-se com a perspectiva de um político de ascendência indiana se poder tornar a curto-prazo primeiro-ministro de Portugal e louvando as suas muitas qualidades. Para ilustrar a sua popularidade e o seu carácter, o dito jornal informou até os seus leitores de que António Costa é conhecido como o “Gandhi de Lisboa”, devido ao seu “estilo de vida espartano”. Fora da comunidade jornalística portuguesa, a comparação poderá ser sentida como algo hiperbólica, mas se Costa poderá não ser um novo Gandhi, arrisca-se a ser uma versão lusitana de Hollande.

O resto do texto pode ser lido aqui.

Che Economics aplicado na Venezuela

MaduroChavez

Está cada vez mais eficiente a gestão do governo e do processo socialista, garantindo ao povo o seu bem-estar e  desenvolvimento espiritual. Nesse sentido, o combate à opulência chegou à Zara.

(…)La nueva mercancía de Inditex en Venezuela fue adquirida con las denominadas divisas nacionales del Gobierno de Maduro, a una tasa de cambio que ronda los 12 bolívares por dólar, cuando el precio real en el mercado negro supera los 100 bolívares por dólar.

Por esta razón, el precio de los artículos es artificialmente bajo, ya que está subvencionado, lo que contribuye a engordar las ingentes colas que se forman en los establecimientos, generando una enorme escasez y el consiguiente racionamiento.

Según explican numerosos compradores por medio de las redes sociales,las colas de clientes comienzan ya a las seis de la mañana. “Dado nuestro interés por garantizar el acceso a estos bienes a la mayor cantidad de usuarios posible, hemos establecido las siguientes pautas para la comercialización: máximo cinco prendas por persona, sólo tres prendas superiores y dos inferiores. No se hacen apartados”, reza un cartel en una de las tiendas de Zara en Caracas.

Los pasos para poder comprar en las tiendas de Inditex en Venezuela son los siguientes:

1.- Es requisito indispensable presentar la cédula de identidad para poder comprar en estas tiendas. Una vez tomados los datos, te anotan en una lista y te asignan un número para entrar.

2.- Solo puedes comprar cinco prendas de vestir de la marca. Y de querer volver a comprar, deberás volver a esperar un mes más para adquirir alguna otra de cualquiera de las tiendas de la cadena, pues quedas registrado con tu número de cédula en el sistema de los establecimientos.

3.- Del máximo de cinco piezas por persona, solo tres pueden ser prendas superiores: camisas, franelas, chaquetas; y dos inferiores: pantalones o bermudas.

Mentira, a génese do comunismo

End of communism and the victory of truth over lies, de Daniel Johnson.

Of the three categories of relativism moral, cultural and epistemological — it is the last that is most subversive of humanity. Once truth and lies are indistinguishable, it is child’s play to excuse the inexcusable. Defeating communism meant defeating lies

o perigo amarelo-dourado

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Nós, como se sabe, somos pobres mas esquisitos. Além de levarmos a mal que os turistas venham cá gastar o seu dinheiro, dando cabo da calma lisboeta (e, em alguns locais de Lisboa, invertendo caminhos de decadência económica e imobilizada – e nós sabemos o quanto gostamos da decadência para nos comiserarmos dela) agora também querem investir por cá. Não há meio de nos deixarem sossegados. Algumas pessoas são obrigadas a vender as suas casas a chineses mais caras do que venderiam a portugueses, outras pessoas são obrigadas a trabalhar para empresas de estrangeiros que cá residem devido ao visto gold – e por aí fora de atrocidades horríveis a que vimos sendo obrigados.

Antes que comece a paranóia provinciana portuguesa do costume contra os vistos gold, é bom lembrar que medidas semelhantes existem em vários países por esse mundo fora. São formas eficazes de atrair investidores estrangeiros. E – além disso – são muito usados por portugueses que investem noutros países, concretamente aqueles da lusofonia cujos laços e entendimentos económicos e negócios lá costumam encher a boca dos nossos políticos e também de alguns comentadores. Portanto ao atacar os vistos gold é bom que se tenha noção de que se ataca um meio que muitos portugueses usam para ganhar dinheiro noutros países.

Quanto à corrupção (e às consequências políticas que aparentemente Passos Coelho mais uma vez não deixou que um seu ministro tirasse), investigue-se, julgue-se, puna-se. E sempre deu para a nossa investigação judicial mostrar que, afinal, existe.

The kindness of

não necessariamente de estranhos. Uma das cenas do cinema que melhor retrata a generoridade foi por mim avistada em Platform, de Jia Zhangke. Numa das cidades por onde a trupe de artistas que o filme segue passa, um deles encontra um primo cuja irmã, estudante, vive em casa dos seus pais. O primo não estudou, ocupa-se de tarefas meniais mal pagas e desprestigiadas e tem como única opção para o seu risonho futuro trabalhar numa mina. Local onde – e este é um momento delicioso de tão acre (e num país comunista) – antes de assinar o contrato lhe explicam que nele consta que os acidentes não são responsabilidade da empresa (pública) que lhe dá trabalho, mas sim do acaso, que aceita que a responsabilidade pela sua segurança é dele e não da empresa (pública) e por aí fora. Resumindo: que era uma criatura descartável cuja única valia era retirar o minério que fizesse a empresa ter as suas receitas. A irmã, pelo contrário, havia estudado, iria licenciar-se e escaparia à pobreza degradante do irmão. Outro momento delicioso do filme – agora mais temperado de acre e de doce – ocorre quando, antes da trupe sair cidade e de assinar o contrato com a mina, dá ao primo cinco yuan (fortuna que na verdade não pode dispensar) para entregar à irmã. O primo, regressado a casa, acrescenta 5 yuan seus e dá à prima 10 yuan dizendo-lhe que vêm do irmão.

O primo – e quase todos os outros membros da trupe – não estão na situação impossível do futuro mineiro mas têm perspetivas muito difusas para si próprios. A expressão da individualidade (com o uso de umas calças à boca de sino, por exemplo) é mal vista na pouco individualista China que, por acréscimo, está (no filme) a sair da paranóia igualitária da Revolução Cultural; ainda não se entendeu bem como funciona isso do capitalismo; notam-se os primeiros vislumbres de que os capitalistas iriam rivalizar em importância e poder com os funcionários do partido comunista. Esta crítica do filme que encontrei dá bem o tom do filme e das vidas do grupo de jovens artistas. Que estão num limbo entre o socialismo e o capitalismo, a pobreza e o desenvolvimento económico, o igualitarismo radical e o individualismo. E se perguntam ‘what happens now?‘.

Os 4 colapsos do Comunismo

Um texto pelo Brasileiro Diogo Costa, que recomendo. Deixo aqui 4 excertos:

Sobre o Moral:

Quando um comerciante, dizia Havel, pendurava na vitrine da sua loja uma placa dizendo “trabalhadores do mundo, uni-vos!”, seu ato não era movido por convicção e proselitismo. Era um ato de costume, de obediência, de coerção. Para Havel, seria mais honesto que a placa dissesse, “eu tenho medo e portanto sou inquestionavelmente obediente”.

Sobre o Tecnológico:

Em 1948, o governo Soviético permitiu que os cinemas exibissem As Vinhas da Ira. Baseado no romance homônimo de John Steinbeck, o filme retratava o sofrimento da classe trabalhadora americana durante a Grande Depressão. Não passou muito tempo e o partido decidiu suspender o filme. Os soviéticos saíam do filme impressionados com o fato de que, nos Estados Unidos, até os pobres trabalhadores possuíam automóveis.

Sobre o económico:

Mas em vez de criar riqueza, os soviéticos gastavam em produção conspícua: produziam por produzir, para mover indicadores econômicos em vez de para satisfazer demandas dos consumidores.

Sobre o ambiental:

De 1951 a 1968, o despejo de resíduos nucleares enxugou o lago para um terço do seu tamanho original. Ao ser dispersada pelo vento, poeira radioativa do Lago Karachai contaminou os arredores envenenando cerca de meio milhão de pessoas. Por isso decidiu-se cobrir o lago com 10 mil blocos de concreto oco. Quando Boris Yeltsin permitiu a presença de cientistas ocidentais no local, no início da década de 1990, noticiou-se que o nível radioativo nas margens do lago ainda era de 600 röntgens por hora, o suficiente para matar um turista desavisado em trinta minutos.

Criminoso como ainda há quem defenda o modelo soviético…

Na busca espiritual da saúde grátis

O terroristaAhmed Kabir; Fotografia: Newsweek-RUI VIERA/PA

O terroristaAhmed Kabir; Fotografia: Newsweek-RUI VIERA/PA

Inside the Mind of a British Suicide Bomber, uma reportagem de James Harkin na Newsweek

He insisted that ISIS was providing much-needed services to the people under its control. “There is free medical and dental and eye care, the doctors are all absolutely free,” he said. “And patients are given a stamp from ISIS which they take to the pharmacy to get free prescriptions. There is even free housing benefit: the poor are given an allowance of 10,000 lira a month towards housing costs: so if you pay 15,000, then you only have to pay 5000 from your own pocket. For orphans, widows and fighters it is completely free. These allowances are irrespective of whether you are a Muslim or a. Christian. It is justice for everyone.”

Do partido com telhados de vidro

O PCP e o sentido da história, de Paulo Tunhas.

(…)Esta reabilitação actual, a propósito do acontecimento simbólico da queda do muro, de uma doutrina que não se alterou quase um milímetro desde a sua primeira formulação, conta, é verdade, com a excitação empírica motivada pela recente política de Putin. A situação presente do mundo lembra ao PCP a de há 25 anos atrás. A União Europeia professa políticas “neoliberais, federalistas e militaristas”, notórias sobretudo nos actuais confrontos com a Rússia de Putin. “A situação que hoje se vive na Ucrânia, nomeadamente com a ascensão ao poder de forças fascistas, a perseguição anticomunista e a escalada de confrontação com a Rússia é o desenvolvimento lógico da «cavalgada» do imperialismo para Leste que se seguiu às derrotas do socialismo na RDA e noutros países socialistas.”

Esta motivação empírica é potente, e reata com o velho amor do “Sol da terra” (expressão de Álvaro Cunhal), a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (“quatro palavras, quatro mentiras”, dizia o filósofo Cornelius Castoriadis). Putin não pode deixar de fazer sonhar no capítulo. Apesar de tudo, o antigo funcionário do KGB também sofre de nostalgia da URSS, e se, que eu saiba, ainda não se serve do vocabulário “científico” do marxismo-leninismo, nada o impede, se tal ajudar ao nacionalismo da Grande Rússia, de futuramente o utilizar.

Resumindo. Na RDA não havia a Stasi, não havia uma terrível miséria no plano da sociabilidade, não havia gente disposta a arriscar a morte para fugir de lá. A linguagem utilizada para o dizer é intemporal, situa-se fora do tempo, como nos grandes mitos. É uma história sem história e, por isso, sem atenção ao sofrimento humano. Ou melhor: o sofrimento humano encontra-se antecipadamente justificado pela necessidade férrea das míticas leis da história. (…)

Turismo médico progressista

Médicos cubanos com passagem pela Venezuela assentam arraiais nos EUA.

Cada semana una media de quince médicos cubanos intentan fugarse de Venezuela y huir al «mundo capitalista», habitualmente Estados Unidos. La salida de médicos se acelera de mes en mes, y en el último año han salido del país 700 facultativos. «A veces tenemos semanas en las que recibimos más de cien solicitudes de ayuda para escapar», aseguró Julio César Alfonso, presidente de Solidaridad Sin Fronteras, una ONG con sede en Miami que ofrece asistencia a los cooperantes de la isla que desean abandonar las misiones médicas cubanas en el exterior.

Esta misma ONG señala que, en total, han desertado de Venezuela y otros países unos 3.000 profesionales encuadrados en losprogramas sociales auspiciados por La Habana en el exterior. Eldeterioro de la situación económica en Venezuela, la inseguridad, los bajos sueldos y la incertidumbre política contribuyen a acelerar la fuga de facultativos y profesionales. La devaluación del bolívar, un sueldo medio de 100 dólares mensuales al cambio oficial y las escasas perspectivas de desarrollo profesional, son otros tantos motivos para la huida.

 

No Fio da Navalha

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O meu artigo de hoje no ‘i’ é sobre a memória.

Memória

Celebra-se hoje o Remembrance Day. Às 11 horas do dia 11 do mês 11 daquele ano de 1918, a Primeira Guerra Mundial terminava e as pessoas passavam a lembrá-la. Lembrar a guerra mais estúpida que todas as outras, porque imprudente, emocional e ilógica, tanto na sua origem como no seu prosseguimento até à exaustão das nações europeias. Estúpida porque destruiu a Europa; estúpida porque matou gente que nada tinha que ver com aquilo.

O Remembrance Day, que começou a ser celebrado na Commonwealth desde o fim da Primeira Guerra Mundial, estende-se hoje a diversos países, entre os quais Portugal não se inclui. O nosso país, que na Primeira República enviou milhares de homens para o desastre certo, prefere esquecer.

No Reino Unido este evento serve de alerta para que a estupidez não se repita. Todos os anos a reflexão é feita e a lição devidamente sentida. Talvez porque em Portugal o que estava em causa fosse o regime e o esforço inglório, como se confirmaria mais tarde, de manter o ultramar, nada se faz.

Hoje aquele confronto está longe e o regime é outro. A memória não é apenas um dever. É um acto de respeito. É a garantia de que também nós seremos lembrados. Respeitados. Acolhidos no futuro. Queridos.

“If we break faith with us who die, we shall not sleep, though poppies grow

In Flanders fields”. (“In Flanders Fields”, John McCrae, 1915).

Lembrar é manter a fé nos que morreram e reafirmá-la nos que hão-de vir. Não o esqueçamos.

Por ocasião do 25º aniversário da queda do Muro de Berlim

MuroBerlim

O triunfalismo ocidental em relação ao acontecimento histórico significa que os países que saíram do defunto bloco de Leste podem escolher o caminho que entendem por melhor e que está nas suas mãos decidirem qual o rumo que pretendem seguir. Neste capítulo está incluída a livre associação a todas as organizações internacionais.

Vladimir Putin ao considerar que tudo o que o rodeia não passa de mais uma humilhação para a Rússia, tem feito um bom trabalho em recordar ao Ocidente o quão importante foi o seu lado ter pedido a Guerra Fria. 

Vladimir Putin says there was nothing wrong with Soviet Union’s pact with Adolf Hitler’s Nazi Germany

Russian president says he sees nothing wrong with treaty with Nazi Germany that led to the carve-up of Poland – and blames Britain for destroying any chance of an anti-fascist front

De regresso à normalidade lunática

FatahHamasparty

Hamas e a Fatah que fazem parte de um governo de unidade nacional continuam a percorrer o caminho da História da Palestina, atacando-se. É suposto que seja com estas partes esquizofrénicas que Israel deve fazer a paz.

Em Junho, Fatah e Hamas, pela enésima vez, esqueceram as inimizades que os unem e acordam em formar um novo governo de unidade nacional, num prazo de cinco semanas. O anúncio não foi conjunto e esteve a cargo do responável pelo grupo terrorista do Hamas, Halil al Haya, segundo o qual, ambas as partes decidiram formar um governo palestiniano unificado. O encontro das cúpulas dirigentes, teve lugar na residência do Primeiro-Ministro do Hamas, Ismail Haniyeh que qualificou como positivo o acordo que coloca em prática os acordos de reconciliação alcançados na cidade do Cairo em 2011 e no Qatar, um ano depois. O novo executivo teve a duração de seis semanas e ficou encarregado de preparar as eleições gerais, previstas para Janeiro de 2015. Recorde-se que a maior fractura entre Fatah e Hamas, aconteceu quando o Hamas assumiu o controlo da Faixa de Gaza, após três meses de guerra com as forças leais ao Presidente palestiniano Mahmoud Abbas.
Parece evidente que para alcançarem a paz vitoriosa, as partes não terão apenas que aperfeiçoar a política de acção comum e de comunicação. Em inglês e destinada ao mundo ocidental sempre foi um – mais politico, quase apaziguador -, para os palestinianos e a rua árabe em geral, a mensagem será aquela que sempre foi: o que interessa é destruir Israel, através das armas e do terrorismo suicida, que não conhece limites que não seja o alcance do paraíso.

Como se sabe a justiça quer-se cega, rápida e eficaz. Em Agosto, o grupo terrorista do Hamas tornou eficaz a sua aplicação no território que domina. A organização que governa Gaza afirma ter executado 18 pessoas, suspeitas de colaborarem com Israel. As execuções aconteceram 48 horas após um ataque aéreo israelita ter resultado na morte de três líderes operacionais do Hamas. Os três homens eram altos dirigentes das brigadas Azedim al Kasam, o braço armado do movimento islamista Hamas. Sabe-se que algumas ds execuções foram públicas e que pelo menos 11 das vitimas foram baleadas numa esquadra no centro de Gaza, após terem sido julgadas em tribunais revolucionários. Os outros supostos colaborocionistas foram mortos em público por homens encapuçados e que envergavam o uniforme das brigadas Azedim al Kasam, em frente da mesquita de  Al Omari, também localizada em Gaza. A “resistência” reforçou uma vez mais a luta no terreno contra quem colabora com Israel.

O delito está contemplado na lei palestiniana com a pena de morte. No entanto, a aprovação final da sentença pertence ao Presidente Mahmud Abas, cuja autoridade política e instituicional não é reconhecida pelos terroristas do Hamas. O episódio de hoje é apenas mais um capítulo e uma amostra do que será a salutar disputa das eleições  palestinianas.

O ISIS e a escravatura

English translation of clip showing ISIS fighters discussing “buying and selling Yezidi slaves

(via Helena Matos: Aos adeptos do multiculturalismo e da teoria da igualdade entre culturas)

Isis fighters barter over Yazidi girls on ‘slave market day’ – the shocking video
Shocking video shows ISIS fighters bartering for young women at ‘slave girl market’
Isis justify capture and sexual enslavement of thousands of Yazidi women and girls

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Sondagem dá liderança ao Podemos em Espanha

Podemos à frente do PSOE pela primeira vez

“O Podemos provocou um sismo sem precedentes na política espanhola”. É assim que o El País noticia este domingo uma sondagem que coloca este partido, pela primeira vez, à frente de todos os outros nas intenções de voto dos espanhóis.

O Podemos alcança 27,7% dos votos, ultrapassando por pouco o PSOE com 26,2%. O PP, partido no Governo em Espanha, cai para 20,7%. Os votos em branco atingem um elevado valor de 18,2%.

Leitura complementar: A Europa face à ameaça centralista e construtivista.

Porque privatizar é bom

Um interessante vídeo do Ranking dos Políticos (brasileiro):

Em Portugal a situação é igual, mas um vídeo português deveria focar no sector dos transportes (CP, REFER, TAP, …) e, claro, na RTP/RDP.

Liberdade e as encruzilhadas da Europa

O meu artigo quinzenal no Diário Económico. Este é inspirado em Václav Klaus, o ex-presidente e ex-primeiro-ministro da República Checa.

Liberdade

Em Setembro deste ano, a revista “The Spectator” publicou uma pequena entrevista a Václav Klaus. Ex-presidente e ex-primeiro-ministro da República Checa, Klaus é um liberal clássico que, por diversas vezes, reconheceu a influência intelectual que Friedrich Hayek teve na sua vida política e na sua resistência ao comunismo.

Klaus foi também um dos principais opositores à adesão da República Checa à moeda única. Devido a ele, o debate sobre o euro centrou-se, não no saudosismo da moeda nacional, como sucedeu em Portugal, mas nos riscos económicos que uma moeda forte, e abrangendo economias tão diversas, acarreteria para os checos. Václav Klaus chamou a atenção que uma moeda única implicaria uma mesma política monetária, as mesmas taxas de juros e uma só taxa de câmbio para os países aderentes. Referiu ainda que, pelo contrário, no mercado de dívida, as taxas de juro não podiam ser únicas, mas variariam de acordo com os países emissores.

É sabido que Portugal se encontra numa encruzilhada, para a qual há poucas soluções: ou saímos ou continuamos no euro; continuando na moeda única, ou se reestrutura o estado, com um forte corte na despesa, ou se mantém a política de austeridade com impostos altos e cortes continuados nos salários e nas pensões, além de cortes graduais nas prestações sociais. Nenhuma é fácil e todas são dolorosas.

A entrevista referida em cima é importante, não só porque Klaus acertou onde outros falharam, ou não quiseram saber, mas também porque nos dá pistas para o futuro. E a ideia-chave de Klaus é que a Europa está em guerra com a liberdade. Uma União Europeia, burocrática, politicamente centralizada, não escrutinada democraticamente e que procura evitar a todo o custo que o mercado se exprima sobre as decisões políticas. O mercado, que mais não são que as escolhas dos consumidores; das pessoas. As nossas decisões.

É nessa medida que sugere para a Europa o modelo de uma organização de comércio livre sem que tenha em vista uma integração política. É a tal separação entre a política e a economia, para que não haja confusões entre as duas e as correcções do mercado sejam imediatas e não esmagadoras.

O modelo apresentado, não só abre portas para o crescimento económico que tantos políticos querem forçar, e precisamente por isso não acontece, como, e aqui está uma parte muito interessante do seu raciocínio, pressupõe o fortalecimento do próprio estado. Klaus opõe-se à ideia de um governo global ou transnacional, porque não democrático. Vê no estado, principalmente no estado-nação, o garante último da democracia liberal, a partir do qual se faz a integração económica que o projecto europeu inicialmente visava. A revista Britânica conclui que a Europa precisa de políticos assim, claros e que apresentem alternativas. Portugal também.

Tanto rasgar de vestes

GB

Não se aguenta.

A Syrian army helicopter dropped two barrel bombs on a displaced persons camp in the northern province of Idlib, camp residents said on Wednesday, and video footage appeared to show charred and dismembered bodies.

Footage posted on YouTube showed corpses of women, children and burning tents while people scrambled to save the wounded. “It’s a massacre of refugees,” a voice off camera said.

“Let the whole world see this, they are displaced people. Look at them, they are civilians, displaced civilians. They fled the bombardment,” the man’s voice said.

A man in another video of the Abedin camp, which houses people who had escaped fighting in neighboring Hama province, said as many as 75 people had died.

 

Mesmo.

Egyptian authorities on Tuesday ordered residents living along the country’s eastern border with the Gaza Strip to evacuate so they can demolish their homes and set up a buffer zone to stop weapons and militant trafficking between Egypt and the Palestinian territory, officials said.

The measure comes four days after Islamist fighters attacked an army post, killing at least 31 soldiers in the restive area in the northeastern corner of the Sinai Peninsula. After the attack, Egypt declared a state of emergency and dawn-to-dusk curfew there. Authorities also indefinitely closed the Gaza crossing, the only non-Israeli passage for the crowded strip with the world.

The buffer zone, which will include water-filled trenches to thwart tunnel diggers, will be 500 meters (yards) wide and extended along the 13 kilometer (9 mile) border.

 

 

 

Aí está uma boa oportunidade…

… para o Bloco de Esquerda trazer de volta a discussão sobre a saída da NATO

Aviões russos intercetados na costa portuguesa
A Força Aérea Portuguesa intercetou esta quarta-feira dois bombardeiros russos Tupolev-95 a oeste da costa portuguesa que sobrevoavam águas internacionais e não chegaram a entrar no espaço aéreo português, apurou o Observador.

A informação foi divulgada, em comunicado, pela NATO que denunciou ter detetado “manobras aéreas incomuns” e de “grande escala” da Rússia no espaço aéreo sobre o Oceano Atlântico e os mares Báltico, do Norte e Negro, nos últimos dois dias.

Não se pode fazer um programa europeu de troca de socialistas?

O Rui Carmo ontem já postou sobre o assunto, eu ontem também já disse umas coisas no facebook, mas apetece-me vir aqui também frisar o azar que temos com os socialistas que nos calharam. Houve umas criaturas tontas que saíram de Portugal para se juntar aos malucos que andam lá pelo Crescente Fértil, e desconfio que não o terão feito pela curiosidade com as paisagens do berço da civilização e por aí. Enquanto na Síria e no Iraque, terão feito o que os outros jihadistas fazem (ou já teriam provado em si próprios os mimos dos jihadistas mais convictos): matam gente, torturam, violam e escravizam mulheres não muçulmanas, aterrorizam as populações, degolam jornalistas e inocentes que foram para aquelas bandas para ajudar as pessoas.

Perante jihadistas que querem regressar, na Grã-Bretanha discute-se se se deve usar legislação da Idade Média para os julgar como traidores. Por toda a Europa se discute o que fazer com estes malucos que regressam e como lidar com o perigo que representam face à possibilidade de implementarem aqui as boas ideias terroristas que aprenderam no Levante.

Por toda a Europa? Não, há um pequeno recanto que resiste ainda e sempre ao bom senso e à sanidade. Situa-se no Largo do Rato, em Lisboa, na sede do Partido Socialista, onde aparentemente a preocupação não é com a população portuguesa que pode apanhar com as maluquices desta gente regressada, não é punir pessoas que se associaram a um bando criminoso inimigo da República Portuguesa. Não, no PS preocupam-se com a segurança das pessoas que prezam tanto a sua segurança que não se importam de matar e morrer em nome de Allah. As prioridades do PS, como de costume, estão em plena sintonia com os interesses dos portugueses.

Jean-Baptiste Colbert está vivo!

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Colbert está vivo e encarnou os proponentes do movimento “Plataforma Não ao TIPP“. O argumentário contra o Tratado Transatlântico não tem nada de novo, ou pelo menos nada de novo em relação às práticas económicas mercantilistas que vão do século XV ao século XVIII. É a mesma iliteracia económica que levou Adam Smith a escrever um livro em 1776, mas que, quase três séculos volvidos, ainda não foi bem entendida. É o medo da “desregulação dos mercados”, como se os mercados financeiros já não fossem globais, as commodities compradas a anónimos, o capital apátrida e os fluxos de capitais livres; é a mentira sobre o aumento do preço dos medicamentos, ignorando o efeito de um aumento da quantidade produzida e vendida, que faz com que o preço decresça (economias de escala por diminuição dos custos fixos médios); é o proteccionismo às empresas ineficientes locais, em tudo semelhante à lei do condicionamento industrial que protegia indústrias consideradas estratégicas, como por exemplo a indústria dos fósforos; é a fobia ao fracking, técnica de extracção de gás natural que aliviou a pressão sobre o preço do petróleo e a dependência do mesmo de países da OPEP. É isto e muito mais, e com mais ou menos condimento, é mercantilismo revisitado.