A revolução não tem fronteiras

A culpa é do imperialismo ianque e dos sionistas.

A culpa é do imperialismo ianque e dos sionistas.

Navio boliviano foi flagrado com carregamento de armas para o Estado Islâmico

Guarda Costeira da Grécia encontrou 5.000 fuzis e cerca de meio milhão de munições que seriam entregues aos terroristas. As autoridades investigam se além de armas, o cargueiro também era usado para o tráfico de refugiados do Egito para Turquia (…)

O navio Haddad 1, partiu da cidade egípcia de Alexandria e, entre 17 e 29 de agosto, passou pelas cidades de Famagusta, no Chipre, e Iskenderun, na Turquia. As autoridades turcas suspeitam que, antes de ser carregado com armas no porto turco, o cargueiro boliviano tenha sido usado para transportarrefugiados do Egito para Turquia.

Registrado sob a responsabilidade do Ministério da Defesa da Bolívia, o navio Haddad 1 tem seus movimentos e registros de carga sob responsabilidade do governo de Evo Morales. Por lei, os armadores precisam reportar as rotas e os despachos de carga às autoridades de La Paz. Como a embarcação está envolvida em uma violação dos embargos da ONU, o governo de Evo Morales será obrigado a prestar contas sobre o uso de um navio com a bandeira de seu país em um caso de tráfico de armas e em outro possível crime: o de tráfico de pessoas.

Entretanto, a Bolívia prepara-se para ter um Presidente eterno.

O Dilema dos Refugiados

As pessoas são costumam ser muito racionais. As pessoas são sentimentais. Pensam com o coração, sentem com o coração e o cérebro faz mais vezes greve que os maquinistas da CP.

Eu recordo-me perfeitamente do Kony 2012. Um vídeo chocante, umas quantas fotos e do nada vi gente que poderia jurar a pés juntos que o Nelson Mandela era o Presidente de Timor e a única causa política pela qual desperdiçou mais de três letras foi a legalização da canábis desfazer-se em posts de facebooks, conversas de café, apelos desesperados. Fui, na altura, aqui no Insurgente, das primeiras pessoas em Portugal a desmascarar a farsa do movimento Kony, semanas antes da comunicação social e as redes sociais o começarem a fazer. Estávamos a falar de um conflicto em que Kony era apenas um dos senhores da guerra envolvidos e em que os organizadores da campanha era parceiros de um dos seus adversários. Acho que isto diz tudo. Porquê ? Porque quando as pessoas vêm uma imagem chocante, um vídeo que impressiona, uma mensagem que fica, o cérebro desliga e o raciocínio vai de férias, dispensando-se a reflexão e a pesquisa necessárias a tomar uma posição E dão-se à causa, sem se aperceberam que estão a ser usadas como peões. A crise humanitária que vivemos não é linear, está longe de ser simples. E lançar-se de braços abertos a uma causa sem conhecimento da mesma numa altura em que esse conhecimento está à distância de um clique é uma imbecilidade. Esta questão não é simples porque de facto a Europa tem culpas no cartório. No entanto acho curioso ver gente que acha que os cidadãos não devem estar a pagar as dívidas derivadas das políticas económicas desastrosas dos seus governantes a clamarem para que se paguem as dívidas das políticas militares desastrosas dos mesmos.

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Jeremy Corbyn: What a mess Labour is in

Jeremy Corbyn is an ill-informed activist, not a leader

In the last few weeks Corbyn has looked shaky. During his appearances on television he has wittered on like a confused sociology lecturer at a bar meeting non-Marxists for the first time. This man is – for all the support he has attracted from starry-eyed lefties looking for the next Fidel Castro – pretty ropy when pressed.

O baluarte da Europa

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Foi implacável com Varoufakis e Tsipras; é humana com quem o merece.

Confronted by forces that would overwhelm British leaders, the woman the Greek left (and many on the British left who should know better) mistakenly accuse of being the leading advocate of conservative neoliberalism has stood up to be counted. Being the country to which so many want to migrate should be a source of pride, she says. She wants to keep Germany and Europe open, to welcome legitimate asylum seekers in common humanity, while doing her very best to stop abuse and keep the movement to manageable proportions. Which demands a European-wide response. So far, her electorate and her press back her.

Uma tragédia e uma farsa

O meu texto de ontem no Observador.

‘Começo com a farsa. Eu percebo que os eleitores já tenham adquirido imunidade à campanha eleitoral do PS. É verdade que já tivemos os cartazes que prometiam combater a precariedade ao mesmo tempo que não pagavam às pessoas que exibiam. Também sei que depois das cartas que querem descobrir as Índias e Brasis que há em mim, pessoa irrepetível e que não sou nenhuma fração (adicionalmente não sou, esclareço, um integral ou um número imaginário), despedindo-se António Costa de mim com um ‘afetuoso abraço’ aparentemente não havia (cogitava eu ingenuamente) margem para maiores sustos. Esperava, no máximo, que na semana antes das eleições Costa se despedisse com um beijinho repenicado.

Estava enganada. Na segunda feira viu o PS por bem informar-me que, e cito, ‘António Costa e Fernanda Tadeu casaram há 28 anos. Não houve festa mas sim um hambúrguer rápido no Abracadabra na Rua do Ouro com os padrinhos Diogo e Teresa Machado, antes de seguirem para Veneza em lua-de-mel. António sempre soube gerir a sua vida pessoal e profissional e Fernanda tem sido o seu maior apoio.’ Na imagem, Costa confessa-se utilizador de bolsas de cintura. Não contentes, o jornal de campanha do PS entrevistou Fernanda Tadeu, onde a senhora avisou que tinha identidade (não pensássemos nós que era uma raiz quadrada) e deu informações políticas relevantes sobre o marido como o gosto por terrines.

Bom, cada um dará a importância que entender ao hambúrguer de Costa, mas eu trago o assunto para aqui por uma razão que me provoca menos risos. Vamos lá ver: Fernanda Tadeu não tem qualquer interesse para o eleitorado senão por estar casada com um candidato a primeiro-ministro. Então, como conciliar estas aparições da senhora com os ataques vis que pessoas ligadas ao PS têm feito às fotografias de Laura Ferreira na comunicação social desde que está doente com cancro (e exibe corajosamente a sua cabeça sem cabelo)?

De cada vez que há uma fotografia de Laura, logo socialistas têm corrido a acusar Passos Coelho de usar a doença da mulher para fins eleitorais. O conselheiro preferido de Costa, Porfírio Silva (candidato a deputado e membro do secretariado nacional do PS), escreveu mesmo no twitter ‘Usar a doença de uma Pessoa para dourar a pílula eleitoral de alguém… é do domínio do abjeto’ (a 9/7/2015, às 14h56).’

O resto está aqui.

Depois trata-se do resto

Um texto do Henrique Burnay, publicado no Facebook

Um Homem é um Homem. Um Homem a morrer afogado é um Homem. Mesmo que não seja refugiado a sério, mesmo que até tenha acabado de matar outro Homem. Um Homem a morrer afogado é um Homem, e primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
Há oportunistas, haverá potenciais terroristas, há fanáticos religiosos. Haverá. Mas primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto. Quando um Homem está a morrer afogado não há tempo para lhe perguntar se aceita a nossa liberdade religiosa, a nossa igualdade, a nossa Democracia.
A nossa religião, para os que a temos, ensina isso, mesmo a quem não comunga. A nossa Democracia, que é mais do que votar, depende isso.
Primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
E o resto não é pouco. Claro que não podem todos ficar. Claro que ter missões de salvamento junto à costa é promover maiores fluxos. Claro que por cada asilo concedido se promove maior tráfico de Homens. Mas agora há Homens a morrer. Primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto.
Não, não há lugar para todos. Não, não é possível abrir as portas e deixar entrar e ficar quem quiser. A emigração tem de ser controlada. Claro que tem. Mas um Homem a morrer afogado é um Homem.
Claro que há mais sofrimento no Mundo. Provavelmente gente mais justa, gente melhor, gente mais pobre e miserável. Pois há. E não os vamos salvar todos. Pois não. Nem quero. Ou melhor, sei que não é por querer que se resolve, nem é por se querer que é possível. E desejar o impossível pode ficar bem, nas não serve para quase nada.
Mas um Homem a morrer afogado é um Homem.
E, se um dia, uma destas vidas salvas se explodir no meio de nós, se um deles se radicalizar e matar outros Homens, ainda assim teremos feito o correcto, o que é justo.
Eu prefiro morrer um dia num metro em Londres, morto por uma bomba, a deixar morrer um Homem porque tenho medo de um dia ter medo dele.
E, sim, pago a minha quota-parte extra. Digam-me onde a entrego.

Aqui está um bom princípio de discussão, sem histerias. Primeiro salvem-se as vidas, nem que depois de as salvar o seu destino seja o regresso ao ponto de partida.

Flanagan’s suicide notes

After Shooting, Alleged Gunman Details Grievances in ‘Suicide Notes’

In Flanagan’s often rambling letter to authorities, family and friends, he writes of a long list of grievances. In one part of the document, Flanagan calls it a “Suicide Note for Friends and Family.”

He says he has been attacked by black men and white females
He talks about how he was attacked for being a gay, black man
He says has suffered racial discrimination, sexual harassment and bullying at work

A source with direct knowledge of his complaints against the station said a pair of tweets sent today and attributed to him accurately reflect previous complaints he lodged against the two people he killed today. These are the two Tweets: “Alison made racist comments,” and, “Adam went to hr on me after working with me one time!!!”

No Fio da Navalha

O meu artigo para o Jornal ‘i’ de hoje.

A pólvora chinesa

As bolsas caíram a pique com as notícias vindas da China. Melhor: com a confirmação de que a economia chinesa se encontra com sérios problemas. O que está a acontecer na China é extremamente importante, não só porque este país é hoje um gigante económico, mas também, e como Miguel Monjardino já teve oportunidade de referir no “Expresso”, ditará os termos de um debate ideológico que terá lugar nos próximos anos.

É que o modelo chinês finalmente falhou. Finalmente, porque era de esperar. Não obstante as experiências históricas passadas, muitos foram os que acreditaram ter a China descoberto uma nova fórmula de desenvolvimento controlada pelo Estado, capaz de sobreviver à crise das economias ocidentais. O desejo da ordem a qualquer preço é a única explicação que conheço para um erro tantas vezes repetido.

A economia chinesa é uma enorme bolha que o poder político planeou a partir de Pequim, subsidiando-a através de estímulos keynesianos por via do banco central e demais bancos politicamente dependentes. Imagine-se a política monetária defendida por Obama nos EUA, e que certa esquerda pretende seja adoptada na Europa, mas para subsidiar empresas com objectivos delineados a régua e esquadro por um comité central sediado em Pequim.

Interessante será também ver o impacto que a quebra na produção chinesa terá nos preços no Ocidente. É que a baixa inflação de que temos beneficiado deve-se em muito aos produtos baratos vindos do Oriente. A inflação tão sonhada pelo BCE e pelo Fed pode tornar-se um pesadelo.

A Venezuela não interessa a ninguém (2)

Being the ex-President’s daughter pays off: Hugo Chavez’s ambassador daughter is Venezuela’s richest woman

Venezuela’s Food Shortages Trigger Long Lines, Hunger and Looting

In a national survey, the pollster Consultores 21 found 30% of Venezuelans eating two or fewer meals a day during the second quarter of this year, up from 20% in the first quarter. Around 70% of people in the study also said they had stopped buying some basic food item because it had become unavailable or too expensive.

Food-supply problems in Venezuela underscore the increasingly precarious situation for Mr. Maduro’s socialist government, which according to the latest poll by Datanálisis is preferred by less than 20% of voters ahead of Dec. 6 parliamentary elections. The critical situation threatens to plunge South America’s largest oil exporter into a wave of civil unrest reminiscent of last year’s nationwide demonstrations seeking Mr. Maduro’s ouster.

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Respeito!

Apesar dos esforços dos cartazes e cartas do António Costa. Grande Líder só há um. O Kim e mais nenhum.

“‏@DPRK_News
Davos World Economic Forum proclaims 14 traits shared by great leaders. All such traits are possessed by Supreme Leader Kim Jong-Un!”

A Venezuela não interessa a ninguém

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A Venezuela não interessa a ninguém. A Venezuela não interessa a ninguém. Porque haveria de interessar, se não interessa a ninguém? Na Venezuela não há um leão chamado Cecil caçado por um dentista. Logo, não interessa a ninguém. Na Venezuela não há caracóis que são cozidos vivos. Você gostaria de ser cozido vivo? Na Venezuela também não. Na Venezuela cidadãos são executados à luz do dia. Triste fado. Fossem um felino ou um molusco e interessariam a alguém. A Venezuela não interessa a ninguém. A revolução bolivariana é boa, é bem intencionada, é bonita e é de esquerda, é contra o capitalismo, é pelo socialismo. E isso já interessa. O que não interessa a ninguém é o que vem depois. Isso não interessa a ninguém. Em particular, as filas para o supermercado, o limite de levantamento de 13€. Ou, como diz o outro, por sinal candidato a deputado pelo PS, quem não consegue viver com levantamentos de 60€/dia? Se os gregos conseguem, os venezuelanos, estóicos latinos, também. É a revolução bolivariana. Essa interessa, essa é digna, essa é noticiável. Essa merece capas do Público e do DN. É tão comovente que jornais brasileiros fazem noticia das capas que Portugal dedicou a Chavez e à Venezuela. A criança que chora com a morte de Chavez, anunciando ao mundo a era pós-Chavez. Essa interessa. Pelo menos a alguns. Interessa aos mesmos a quem não interessa o que deveria interessar agora. A Venezuela não interessa a ninguém. Nem a Venezuela, nem eles.

Compreender o putinismo XXVIII

stesov

Oleg Sentsov é um cineasta ucraniano. Foi condenado a passar duas décadas na prisão por um tribunal militar russo que deu como provadas as acusações de dirigir uma célula terrorista na Crimeia em 2014. Dentro das actividades subversivas dadas como provadas, está o plano de Oleg Sentsov fazer explodir uma estátua de Lenine.

Se descontar as honradas tradições que fazem do Putinismo aquilo que é, achar curioso que um tribunal militar russo profira sentenças sobre uma guerra inexistente, no sentido em que não participou com um único militar e passar uma esponja sobre a natural oposição à anexação russa da Crimeia, ser levado a acreditar que durante o tempo que esteve preso Oleg Sentsov não foi tocado por ninguém das forças de segurança russas e que as queixas de tortura que apresenta são resultado de práticas sadomasoquistas, diria que Oleg Sentsov merecia um louvor.

O colapso chinês

collapse

Como tive oportunidade de referir há 5 anos, este livro de Gordon Chang é indispensável para perceber o que se está, e se vai passar na China. A bolha especulativa, os bancos estatais cheios de capital inventado na secretaria e por aí fora. Há anos que se fala do que agora se prepara para acontecer. No fundo, até os chineses sabiam. Ou achávamos nós que a procura do golden visa se devia apenas às casas, ao clima e ao acesso à Europa? A fuga dos mais sabidos começou há muito.

Corbynomics apoiada

JC

De acordo com a última tendência a Corbynomics é moderada e humana. O fanatismo está na austeridade. Quem o diz é a Academia.

Leituras recomendadas: Retratos de mais um messias canhotoJeremy Corbyn: o messias na graça dos deuses do proletariadoJeremy Corbyn and Daniel Hannan on Socialism

Imperialismo ianque e prudência gaulesa

Franca

Um marroquino armado com uma espingarda Kalashnikov, munições e várias facas provocou três feridos num comboio de alta velocidade que fazia a ligação entre Amesterdão e Paris. Foi impedido de massacrar a seu belo prazer causar mais estragos por dois passageiros, militares norte-americanos desarmados.

Seguir as notícias sobre mais um atentado terrorista não deixa de ser um exercício peculiar. Apesar de uma fonte de uma força anti-terrorista europeia ter anunciado que se tratava de um militante islâmico, a polícia francesa recusou especular sobre as verdadeiras motivações do terrorista. Imagino eu, que a criatura podesse ser um militante mórmon ou outra coisa parecida apesar de ter sido identificado como militante islâmico. É caso para dizer, mesmo em França, a culpa é da América.

Eleições antecipadas na Grécia

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Tsipras vai convocar eleições antecipadas na Grécia

A decisão terá sido tomada durante o encontro de hoje entre o primeiro-ministro grego e os seus colaboradores mais próximos e não é completamente inesperada. Depois de meses de intensa disputa com os credores internacionais e de apoiar o “não” no referendo à proposta da troika (o “não” venceu), Tsipras acabou por ceder aos credores e aceitar condições ainda mais duras, em troca de um terceiro resgate.

O resultado no Parlamento grego foi a rebelião dentro do seu partido. Para aprovar as medidas necessárias para vir a beneficiar do terceiro resgate, Tsipras ficou a depender de partidos na oposição, já que perdeu o apoio de cerca de um terço dos seus próprios deputados.

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Corações ao alto

Da exclusiva responsabilidade dos EUA, Israel e restantes mal-intencionados.

The Iranian-Saudi Proxy Wars Come to Mali

In schools, mosques, and cultural centers, Shiites and Sunnis are battling for African hearts and minds.

(…)

Neither Iran nor Saudi Arabia has explicitly promoted violence in Mali. Diabaté, along with his Sunni counterparts, makes it clear that “Shiites, like everyone else, know that extremist groups in the north show no mercy.” Yet the creation of previously nonexistent sectarian identities for political ends leads to divisions that become associated with political agendas.

Imam Baba Diallo, another member of the High Islamic Council of Mali, said he wants to organize interfaith dialogue between the different sects but has yet to find funding. He looks grave as he talks about the potential consequences of inaction.

“If we fail [to heal the divide], the next war will be between Sunni and Shiite,” he said.

Do imperialismo chega o golfinho

golfinho

O mamífero marinho foi apanhado pelo Hamas em plena actividade subversiva. Terá sido presente a juíz e aguarda a presença de um tradutor.

Leitura complementar: Do imperialismo chega o cisne.

 

 

Retratos de mais um messias canhoto

Corbyn

Corbynomics: A path to penury, de Adam Memon.

(…) As John Maynard Keynes once said, this is ‘an extraordinary example of how, starting with a mistake, a remorseless logician can end up in bedlam’. Of course many markets are not functioning as we would like them too. More often than not the fault rests with poorly targeted and excessive state intervention, and anti-competitive corporatism. Many markets need to be reformed but increasing state power, control and ownership is the antithesis of the reforms that are needed. In areas from tax policy to monetary policy, Corbynomics can only lead to chaos and calamity.  (…)

 

E Jeremy Corbyn’s Magical Mystery Tour, por Charles Crawford.

(…)  If the Labour Party chooses Corbyn as leader, it will be a power-play by the worst collectivists in our society to poison the well of intelligent public thought in favour of witchcraft.

Corbyn’s success will shift public debate towards anti-semitic populist collectivism, with an implied menace of fascist street violence and trades union bullying.

What in fact stands between one of the world’s leading economies and a brisk slump to Venezuelaisation? Maybe not much.

 

verão chinês 2.0: sem a Revolução Cultural não se entende a China destes dias

shanghai redemption

É um cliché chinês dizer que sem Revolução Cultural não teria havido as reformas capitalistas de Deng Xiaoping da década de 80 (porque por um lado a RC escaqueirou a burocracia chinesa, que precisou de ser reconstruida e, por outro, horrorizou tanto a quase totalidade da população que ficaram todos mais que predispostos a aceitarem as soluções opostas às de Mao; da política até à literatura, os anos 80 chineses foram uma rejeição do coletivo e uma ode ao indivíduo). Mas não é só o capitalismo chinês que precisa da RC para ser entendido. Xi Jinping é também ele um rebento da RC, e o caído em desgraça Bo Xilai likewise (e a ‘nova esquerda’ que Bo liderava, então, era maoismo até à medula). Pormenor que eu adoro, porque ando por estes dias a escrever furiosamente sobre esta geração de jovens adolescentes que tiveram a sua vida revirada pela RC (os chineses de 3ª geração). É uma geração complexa, que, por ter levado com as maluquices maoistas, foi privada de educação formal. Primeiro as aulas das escolas foram suspensas para que os adolescentes se pudessem dedicar a espancar, torturar e até matar professores, secretários partidários e colegas das classes contrarrevolucionárias. E depois – porque o sucesso do socialismo é sempre inevitável e não havia empregos para tanta gente nas cidades, nem lugares nas escolas ou, sequer, livros escolares – foram enviados para ‘subir à montanha e descer à aldeia’ para se tornarem camponeses para o resto da vida nas zonas rurais chinesas. A consequência desta falta de educação formal foi o desemprego massivo desta geração nos anos 90 (porque não tinham qualificações para concorrer no mercado de trabalho da China capitalista). Depois de sacrificados pela RC, foram sacrificados pelas reformas capitalistas. Tough luck. Tirando uns poucos que escaparam a esta sorte e que tiveram destino oposto, tornando-se empresários multimilionários, artistas internacionalmente reconhecidos, autores de sucesso. Muitos expatriaram-se e vingaram nos países de acolhimento. Agora, são os senhores da política chinesa. E nota-se. Se Bo foi extirpado do PCC, na verdade Xi Jinping também tem muitos tiques maoistas.

Isto tudo a propósito do mais recente livro de Qiu Xiaolong, Shanghai Redemption, sobre a queda do neo-maoista Bo Xilai. Qiu escreve romances policiais. Eu sou fã do género, mas não é a qualidade do enredo que me faz ler Qiu Xiaolong desde aquele momento que comprei o Death of a Red Heroine na Waterstones de Guildford (sim, eu preservo estas memórias relacionadas com os meus livros). O que me vicia em Qiu é a forma como conta os meandros da vida de Shanghai, os pântanos políticos em que o Inspetor Chen se move para resolver os mistérios que lhe são muitas vezes impostos pelas autoridades partidárias, a descrição dos petty city dwellers das cidades chinesas, todos aqueles pormenores muito chineses que dificilmente um ocidental conseguiria descrever com a mesma autenticidade.

Um tema que perpassa por todos os livros de Qiu (sobretudo em Death of a Red Heroine) é o da classe social e da aristocracia partidária que o comunismo (oh, surpresa) criou. Que não é nada de novo da era da reforma, porque a classe social e os benefícios que advinham de se fazer parte de uma família da elite partidária comunista são assunto que também atravessou esse movimento de suposta igualitarização radical da sociedade que foi a Revolução Cultural. Em suma, os romances policiais de Qiu Xiaolong são uma muito boa introdução à estrutura social que o Partido Comunista Chinês criou.

Um bocadinho de uma entrevista de Qiu Xiaolong sobre Shanghai Redemption: ‘What really alarmed me was his grab for more power through the “Chongqing model,” which was informed with Maoist discourse and practice, including governmental directives for people to sing “red songs” in praise of Mao and the party in the pre-reform years. I shuddered at the memory of me standing helpless beside my father, who was ruthlessly beaten by Red Guards as those songs were originally sung. But my feelings had to do with much more than personal remembrance.’

Tony Blair apela à responsabilidade dos trabalhistas

Tony Blair: Even if you hate me, please don’t take Labour over the cliff edge

The Labour party is in danger more mortal today than at any point in the over 100 years of its existence. I say this as someone who led the party for 13 years and has been a member for more than 40. The leadership election has turned into something far more significant than who is the next leader. It is now about whether Labour remains a party of government.

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Movimento Brasil Livre visto dos EUA

Brazil’s economic freedom fighters are an example for Americans

To harvest the anti-Rousseff energy into free market advocacy, FBR makes the case that big government is more vulnerable to corruption. That’s why FBR isn’t a supporter of the opposition Brazilian party either. Kataguiri and Ostermann say that party’s not very ideologically different than Rousseff’s Workers’ Party.

(…)

Ostermann blames the high level of indoctrination in Brazilian universities for the dominance of big government ideas. Having briefly studied at Georgetown University, he knows leftist ideas dominate American universities as well. “If people here don’t take care of what they’re doing in the battle of ideas, I think the U.S. might end up going in the same direction,” Ostermann said.

Não consigo “arranjar” um título

Muere ahogada en Dubái al no permitir su padre que los socorristas la tocaran

El padre dejó que su hija se ahogara antes que ser tocada por los miembros de un equipo de rescate que acudió en su ayuda

(…)

«El padre llevó a su mujer e hijos a un picnic a la playa. Los niños estuvieron nadando, cuando de repente la chica de 20 años comenzó a pedir ayuda. Dos hombres acudieron al rescate, sin embargo se encontraron con un obstáculo que les impedía llegar hasta ella. Este obstáculo eran las creencias de su padre que no permitían que un hombre la tocase porque la deshonrarían», contó el policía al mando.

«El padre era un hombre alto y fuerte. Empezó a empujar a los hombres y se puso violento con ellos. Dijo que prefería que muriese antes que ser tocada por unos extraños». (…)

Blogar faz mal à saúde

Blogger Hacked to Death in Bangladesh, Fourth This Year

Attackers armed with machetes killed a blogger in Bangladesh on Friday, the fourth killing of an online critic of religious extremism in less than six months.

Niloy Chatterjee, 40, who advocated secularism, was killed in his flat in the capital Dhaka, said police official Mustafizur Rahman.

“We are speechless. He was demanding justice for the killing of other bloggers,” said Imran Sarker, head of a network of activists and bloggers.

“Who will be next for demanding justice for Niloy?”

Chatterjee, who used the pen-name Niloy Neel, was a critic of religious extremism that led to bombings in mosques and the killing of civilians, Sarker said.

Chatterjee was also one of hundreds of bloggers driving a movement demanding the death penalty for Islamist leaders accused of atrocities in Bangladesh’s 1971 war of independence.

Coincidências extraordinárias

lula_sócrates

Tudo bons rapazes. Por João Miguel Tavares.

José Guilherme, o homem que ofereceu 14 milhões a Ricardo Salgado, está a ser investigado num processo relacionado com o Montepio Geral, que lhe terá emprestado 17 milhões de euros há cerca de um ano com base em garantias do Finibanco Angola, que é maioritariamente detido pelo próprio Montepio.

Ao mesmo tempo, o seu filho possui uma participação indirecta no Montepio, que foi financiada no final de 2013 pelo Finibanco Angola – mais uma família que é ao mesmo tempo devedora e accionista de um banco. José Guilherme e Ricardo Salgado foram alvo de investigações por branqueamento de capitais no decorrer da Operação Monte Branco, e terão sido escutas relacionadas com esse processo que acabaram por dar origem à Operação Marquês, pela qual José Sócrates está detido.

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