Dilma e a sua humilhação

Dilma humilhada nas urnas após dizer que o golpe seria derrotada no voto. A falsa tese não foi comprada pela população, no Reaccionário.

O El País destaca a derrota de Dilma Rousseff para o Senado sob um prisma interessante: é a segunda derrota da petista na política. E também a segunda derrota para o mesmo fenômeno: a onda conservadora que parece ter tomado conta do país.
Isso é de fato muito complicado para alguém com a biografia da ex-presidente. Uma mulher tão insistente em suas posições (todas elas erradas), resolveu adotar a tese estapafúrdia do golpe. Um golpe apoiado nas ruas por milhões de brasileiros – incluindo ex-eleitores que se sentiram traídos ou insatisfeitos com os rumos que Dilma deu ao país.
Durante dois anos a extrema-esquerda defendeu a tese do golpe, dizendo que governo se substitui nas urnas. Durante dois anos forçaram a tese de que Dilma foi derrubada por ser mulher, honesta e acima dos interesses políticos mais mesquinhos. No final acabaram refutados pelos fatos, visto que Dilma se provou uma mulher corrupta, mesquinha e dada a diversos conchavos.
Adoro as narrativas que o PT inventa para se tentar manter no poder: a tese do golpe, a tese do patriarcado contra uma mulher, ainda por cima “honesta e e acima dos interesses políticos mais mesquinhos”. Pelo amor da Santa!
Não. Dilma caiu porque o povo estava cansado. Cansado das mentiras, das estratégias de marketing variáveis (exemplo ridículo), da corrupção, do roubo e da prepotência. Finalmente!
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Gira vs Lime

Bicicletas Gira e trotinetes Lime. Disponíveis em Lisboa. Não são dois meios de transporte substitutos mas são concorrentes. Além das óbvias diferenças de design, há um importante factor que os distingue: a forma de financiamento. As Gira são financiadas pelos nossos impostos, as Lime por privados.

Porque a Câmara Municipal de Lisboa não tem de se preocupar com a eficácia económica do projecto, não só pode gastar cerca de 3 milhões euros/ano (23 milhões em 8 anos) como também cobrar irrisórios preços pelo uso das bicicletas.

Já a Lime tem de cobrar valor superior pelas trotinetes. A inovação desta empresa está na forma como evitou a necessidade de investir na instalação de postos de carregamento destes veículos eléctricos: colaboração de pequenos empreendedores.

Ainda outra vantagem das Lime é poder deixar a trotinete em qualquer lugar.

Se ideia da Lime falhar quem fica a perder são os seus investidores. Com as Gira já estamos a perder.

Chavez “é uma esperança para a América Latina”

A frase é de Bolsonaro, o profeta-farol do liberalismo pós Donald Trump.

Rir continua a ser o melhor remédio. Divirtam-se.

Estado- O que representa Chávez?

Jair Bolsonaro- É uma esperança para a América Latina e gostaria muito que esta filosofia chegasse ao Brasil. Acho ele ímpar. Pretendo. Pretendo ir à Venezuela e tentar conhecê-lo. Quero passar uma semana por lá e ver se consigo uma audiência. (…)

Estado- Porque ele é admirável?

Bolsonaro-Acho que ele vai fazer o que os militares fizeram no Brasil em 1964 com muito mais força. Só espero que a oposição não descambe para a guerrilha, como fez aqui.

Estado- O que acha dos comunistas apoiarem Chávez?

Bolsonaro-Ele não é anti-comunista e eu também não sou. Na verdade, não tem nada mais próximo do comunismo do que o meio militar. Nem sei quem é comunista hoje em dia.

Fonte desta fake news: O Estado de S.Paulo, edição de 4 de Setembro de 1999.

Más escolhas dos brasileiros

Amanhã, na primeira volta/turno das eleições presidenciais, brasileiros estarão preocupados com o país se tornar (outra vez) numa ditadura. E com razão. O poder político terá sempre tendências para tentar controlar pessoas livres.

Mas Bolsonaro só tem grandes hipóteses de ganhar pelas acções da esquerda de Lula da Silva. Claro que para alguns ainda há ditaduras-chic…

A Esquerda e o Ódio, no WSJ

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 Why the Left Is Consumed With Hate – WSJ
Why the Left Is Consumed With Hate – Outline (ultrapassa PayWall)

The genius of the left in the ’60s was simply to perceive the new moral imperative, and then to identify itself with it. Thus the labor of redeeming the nation from its immoral past would fall on the left. This is how the left put itself in charge of America’s moral legitimacy. The left, not the right—not conservatism—would set the terms of this legitimacy and deliver America from shame to decency.

This bestowed enormous political and cultural power on the American left, and led to the greatest array of government-sponsored social programs in history—at an expense, by some estimates, of more than $22 trillion. But for the left to wield this power, there had to be a great menace to fight against—a tenacious menace that kept America uncertain of its legitimacy, afraid for its good name.

This amounted to a formula for power: The greater the menace to the nation’s moral legitimacy, the more power redounded to the left. And the ’60s handed the left a laundry list of menaces to be defeated. If racism was necessarily at the top of the list, it was quickly followed by a litany of bigotries ending in “ism” and “phobia.”

The left had important achievements. It did rescue America from an unsustainable moral illegitimacy. It also established the great menace of racism as America’s most intolerable disgrace. But the left’s success has plunged it into its greatest crisis since the ’60s. The Achilles’ heel of the left has been its dependence on menace for power. Think of all the things it can ask for in the name of fighting menaces like “systemic racism” and “structural inequality.” But what happens when the evils that menace us begin to fade, and then keep fading?

O artigo é longo e continua. Mesmo aqui em Portugal, os partidos de esquerda mesmo cheios de casos de corrupção, favorecimento, e enriquecimento ilícito súbito clamam ser os representantes da moral e da justiça – não só mais do que os partidos de direita mas mesmo face à sociedade em geral (a lata!). Não se olharão ao espelho?

Porque é que não se ensina política na escola?

O Agrupamento de Escolas Henrique Sommer ilustra bem porque é que a política, e por essa via a doutrinação, deve ser mantida fora da escola.

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Calado, não asneirava

Perante a identificação de Rui Rio com a proposta bloquista em tornar mais socialista o sector imobiliário, sugiro ao líder social-democrata a leitura do artigo de Adolfo Mesquita Nunes: Taxa Robles (disponível para assinantes).