Tiago Barbosa Ribeiro merece uma comenda

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Deus e a concelhia distrital do PS do Porto abençoaram-nos pela existência, vivência, visão analítica e obra política do deputado Tiago Barbosa Nogueira consubstanciados num tweet de 2013.

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Outras luzes do Tiago Barbosa Ribeiro: O PS é uma Grécia?; Prémio hot para o deputado socialista da legislaturaO PS, as portagens e a nova geração de socialistasO Casillas que se cuideQuando a vergonha muda de corUma homenagem aos lutadores pela imparcialidade da imprensa e Tiago Barbosa Ribeiro – para compreender o novo PS.

Passos Coelho empurra eleitorado de direita para o CDS

Uma importante ajuda à consolidação da nova liderança do CDS. Resta saber se Assunção Cristas a saberá aproveitar: Passos Coelho: “O PSD não é de direita”

Confrontado com os números das últimas sondagens, Passos Coelho desvalorizou e passou a batata quente para o Governo: o que une o PS, BE e PCP é impedir que “aquilo que eles chamam a direita” chegue ao Governo. Qual direita? “Não considero que o PSD seja de direita”, afirmou.

Resultados do PISA confirmam eficácia das políticas de Nuno Crato

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Reproduzo de seguida um texto enviado por Ramiro Marques:

Resultados do PISA confirmam eficácia das políticas educativas de Nuno Crato

Ramiro Marques

Depois do TIMMS 2015, surge agora o PISA 2015. Mais evidências que mostram a eficácia das políticas educativas postas em prática por Nuno Crato:

“Com 501 pontos a literacia científica, 498 a literacia em leitura e 492 em literacia a matemática, os alunos portugueses não só melhoraram face à última edição (2012), como ultrapassaram, pela primeira vez, a média dos países da OCDE, nas três áreas, de acordo com os resultados divulgados, esta terça-feira, pela organização”. Fonte: DN, 6/12/2016

A melhoria dos resultados deve-se, sobretudo, aos seguintes fatores:

Mais rigor, mais exigência e metas curriculares nacionais claras e bem hierarquizadas.

A marioneta da Fenprof que ocupa a penthouse da 5 de Outubro tem vindo a reverter todas as políticas responsáveis por esta espetacular melhoria dos resultados dos alunos portugueses de 15 anos de idade. As reversões em curso fazem temer o pior. Menos exames, mais facilitismo, objetivos de ensino mal definidos, pouco claros e menos rigorosos podem fazer regredir estes resultados, colocando Portugal, de novo, abaixo da média dos países da OCDE.

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Fidel, o brutal ditador cubano (2)

Castro

Castro and Human Dignity. Por Mary Anastasia O’Grady.

Castro left a once-prosperous and promising land in dire poverty. But his legacy is far worse than the material ruin of a nation. His insatiable appetite for absolute power was manifest in an obsession with hunting down every last nonconformist, stripping away the human dignity of the population.

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Compreender o fracasso do modelo de agências reguladoras em Portugal

Um artigo bem fundamentado, corajoso e escrito por quem conhece como poucos a teoria e prática dos processos de captura institucional em Portugal: O Estado-Regulador portuguese style. Por Nuno Garoupa.

A chegada do modelo de agências reguladoras a Portugal encontrou, pois, uma cultura hostil, uma apetência pela governamentalização, a preponderância da opacidade e da falta de transparência, um sistema judicial ineficiente e incapaz de lidar com os desafios da regulação económica. Foi, portanto, um transplante incómodo destinado a falhar.

(…)

Em Portugal, o Estado-regulador morreu antes de começar. Os sucessivos governos lidaram mal com a independência dos reguladores e, rapidamente, decidiram que são despojos partidários. Invalidaram a possibilidade de contratação internacional de reguladores, fugiram das boas práticas (não há nenhum concurso digno desse nome), integraram os reguladores no grande esquema do aparelho do Estado sujeito às conveniências políticas do momento. A primazia da cultura administrativa portuguesa (deferente e amiga da governamentalização) manteve-se inalterável. Os tribunais não desempenham qualquer papel minimamente relevante. A captura privada dos reguladores merece alguma atenção na comunicação social, mas longe de irritar o poder político.

Num país que cultiva a fidelização pessoal ou partidária dos cargos públicos em detrimento da qualidade técnica, do mérito profissional ou da independência institucional, não há espaço para um modelo de agências reguladoras. Num país onde os tribunais não podem supervisionar a atividade regulatória e a regulação por litigância está absolutamente penalizada, não faz sentido pensar em regulação económica.

Sem prestação de contas efetiva e sem desgovernamentalização, não faz qualquer sentido o modelo de agências reguladoras. É simplesmente anacrónico. Defendo, por isso, dentro do Direito Comunitário, o regresso ao modelo das direções-gerais. Tem mais legitimidade democrática, mantém o capital humano necessário ao Estado-intervencionista, é mais barato orçamentalmente e adere à realidade cultural das elites políticas e económicas portuguesas.

XX Congresso do PCP: entre a ortodoxia e a “geringonça”

Além do meu habitual artigo semanal, tive muito gosto em contribuir para o especial do Observador sobre o XX Congresso do PCP, que inclui também análises de Miguel Pinheiro, José Milhazes, Helena Matos, Alexandre Homem Cristo e Vítor Matos. Aqui fica o meu contributo: PCP: entre a ortodoxia e a “geringonça”.

O PCP procura persuadir o eleitorado mais à esquerda de que o apoio ao governo do PS não é bem um apoio, um pouco como Bill Clinton afirmava há uns anos atrás que “fumou, mas não inalou”. É a esta luz que devem ser entendidas as constantes referências e críticas dirigidas ao PSD e CDS – mais de um ano depois de Passos Coelho ter deixado de ser primeiro-ministro. O papão de um “governo de direita” continua a ser a única forma de o PCP justificar o seu apoio ao governo do PS em contradição com quase tudo o que defendeu durante anos. Mas esta é uma estratégia retórica que pode estar a chegar ao final do prazo de validade.

Pobre país o nosso…

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António Filipe: “É simplista e errado qualificar Fidel como ditador”

Leitura complementar: O legado de Fidel e a duplicidade moral da esquerda.

Adolfo Mesquita Nunes em entrevista ao ECO

Adolfo Mesquita Nunes: “Não me resigno com o baixo crescimento que temos”

Hoje dedica-se à advocacia e é vice-presidente do CDS. Uma das revelações do anterior Governo pela sua política no setor do Turismo Adolfo Mesquita Nunes fala nesta parte da entrevista sobre a atual situação económica do país e identifica as diferenças com a política económica que está a ser seguida pelo Governo de António Costa.

Fidel, o brutal ditador cubano

Castro

O meu artigo desta semana no Observador: O legado de Fidel e a duplicidade moral da esquerda.

(…) o legado negativo de Fidel transcende em muito o sofrimento imposto ao martirizado povo cubano. Ao longo de décadas – e em especial no auge da Guerra Fria – Fidel e o seu regime semearam o terror e a destruição em vários pontos do mundo, desde Angola ao Chile. Este é um aspecto relevante e que importa não esquecer na avaliação histórica do castro-comunismo e das suas consequências globais. (…) Segundo os relatos recebidos, o brutal ditador cubano terá morrido na cama, pacificamente. Importa recordar que, infelizmente, as suas milhares de vítimas não tiveram a mesma sorte.

O criminoso Fidel

Justificar os actos de Fidel Castro é uma falta de respeito para com as suas vítimas. Se elas sofreram o que sofreram o mínimo que nos cabe fazer é não irmos na onda dos que branqueiam as história. O meu artigo de ontem no ‘i’.

O criminoso Fidel

O ditador Fidel Castro morreu e muitos teceram-lhe elogios. Como é  possível que tantos se tenham rendido à imagem falsa de um lutador romântico? Perante o que li e ouvi nos últimos dias sou forçado a perguntar se, caso seja necessário, essas pessoas estarão do lado certo no combate à opressão.

Fidel matou, prendeu, torturou um povo que, apesar de tudo e com muito medo à mistura, o aguentou durante 57 anos. Mais de um milhão de cubanos fugiu, não de Cuba, mas de Fidel. Fugiram em barcaças, preferindo o mar infinito à prepotência, arrogância, autoritarismo e crueldade do ditador.

Muitos morreram na viagem. Mais ainda morreram porque ficaram. De fome, na miséria, perseguidos. E os que viveram, fizeram-no com medo. Em silêncio. O tempo ensina a esconder as lágrimas e 57 anos são tempo de sobra para se aprender a esconder as emoções e a verdade.

A morte de Fidel é uma esperança para os cubanos. Esta conclusão, por muito triste que seja, diz tudo sobre a personagem. Sublinhar quem foi verdadeiramente Fidel não é apenas impedir que este passe incólume, como pretendem tantos que por aí andam a apregoar a justiça mas que admiram ditadores. É o mínimo de respeito que nós, que tivemos a sorte de não sofrer às mãos de um Fidel Castro, devemos ter para com as suas vítimas. Eles sofreram e nós não somos capazes de contar a verdade? Porque se não formos capazes de o fazer agora, quem nos garante que estaremos presentes quando for preciso?

“o seu povo o elegerá como o maior de entre os seus”

As palavras que nunca te direi. Por Michael Seufert.

Já afastado do dia-a-dia da liderança do país que tanto lhe deve, não deixou de estar no coração do seu povo, que tanto chora a sua morte, e que continuava a acreditar na sua liderança e na sua entrega abnegada. A sua morte,após invulgar resistência contra a doença, abre caminhos para novas reformas no regime e a melhoria de relações com o exterior, o que se saúda. O seu povo, enlutado, não o esquecerá e certamente se daqui a 40 anos a televisão quiser fazer a retrospectiva da sua vida o seu povo o elegerá como o maior de entre os seus, muito na frente daqueles que, derrotados pela história, lhe fizeram frente.

Vergonha em tons multiculturais IV

Foi condenada a  rede que abusou de crianças em Rotherham.

Ringleader of Rotherham child sexual abuse gang jailed for 35 years

Judge praises ‘immeasurable courage’ of victims as three brothers are jailed for between 19 and 35 years for leading exploitation of girls

Leitura complementar: Leituras recomendadas, Vergonha em tons multiculturaisVergonha em tons multiculturais IIVergonha em tons multiculturais III e Rotherham, socialismo e multiculturalismo.

Fidel Castro e as ditaduras fofinhas

O meu texto de hoje no Observador.

‘As reações dos políticos foram igualmente repugnantes. Do PCP veio o gozo descarado costumeiro. Jorge Sampaio, essa insignificância política de que não rezaria a história se um dia Cavaco não tivesse perdido umas eleições, deu um testemunho (e porquê, Deus meu, alguém se lembra de pedir um testemunho a Jorge Sampaio?) onde aplaudiu a simpatia do hirsuto Castro, entre outras qualidades adoráveis. Do atual Presidente, que há pouco tempo se fez fotografar sorridente ao lado do tirano, também nada de tragável veio.

Mas o pior chegou na forma dos votos de pesar que o parlamento aprovou pela morte da criatura. E se do PS extremista se espera todos os enlevos com as ditaduras comunistas, já não se perdoa que o PSD tenha escolhido abster-se nesta votação. É por estas e por outras que a suposta direita parlamentar merece todas as geringonças que a atropelem: os eleitores não respeitam quem não se dá ao respeito.

Enfim. Para terminar com uma nota de humor, depois das entranhas revolvidas com as reações portuguesas à morte de um carrasco das Caraíbas, podemos pelo menos reconhecer que ninguém por cá foi tão ridículo como Trudeau – deu azo a uma das hashtags mais divertidas dos últimos tempos –, que produziu um tributo a Fidel Castro que até a canadiana CBC chamou de ‘deliberadamente obtuso’. Parece que Fidel amava de amor profundo o povo cubano (matou e prendeu uns tantos, mas o que interessa isso?) e criou um maravilhoso mundo com boa saúde e educação.

O que é verdade. Quem não aprecia um destino de turismo sexual com oferta de gente muito escolarizada a prostituir-se? Também me lembro do filme Guantanamera, dos idos dos anos 90, onde uma professora universitária e um seu antigo aluno referiam áreas do saber cubanas, utilíssimas em qualquer curso superior, da estirpe de ‘marxismo dialético’ ou ‘socialismo aplicado’. Quem não saliva pela oportunidade de estudar isto?’

O texto com princípio, meio e fim está aqui.

“A história não absolverá Fidel Castro”

Vargas Llosa: “A história não absolverá Fidel Castro”

“Espero que essa morte abra um período de abertura, tolerância, democratização em Cuba. A história fará um balanço destes 55 anos que acabam agora com a morte do ditador cubano. Ele disse que a história o absolverá. E eu tenho certeza que a história não absolverá Fidel”.

Vargas Llosa foi um dos intelectuais latino-americanos que viram na Revolução Cubana uma luz democratizadora. Chegou a fazer parte do grupo de escritores que visitavam Castro, mas logo se decepcionou. A perseguição aos dissidentes o horrorizou. Havia represálias, lembra o Nobel, não apenas pelas ideias políticas, mas também pela orientação sexual: mesmo que fossem partidários do regime, “Castro chamava os homossexuais de enfermitos (doentinhos)”.

Recordar Fidel

Não apaguem a memória. Por Zita Seabra.

Fidel e Raúl criaram os tristemente famosos campos de reabilitação UMAP, de trabalhos forçados e tortura onde eram internados os chamados «aberrantes». Aqui, foram internados milhares de «marginais», entre os quais padres, como o arcebispo de Havana D. Jaime Ortega. Nestes tristemente famosos UMAP, foram internados todos os homossexuais denunciados para sua reeducação até acabar com «os maus vícios» que propagavam. Estes presos foram usados ao longo de décadas como mão de obra em trabalhos forçados, para construir cadeias, universidades e numerosas obras públicas. Em Cuba, como na Rússia estalinista, ou na China da Revolução Cultural.

Todos foram ao longo dos anos da longa ditadura comunista apanhados ou denunciados pela polícia política, conhecida em Havana pela Gestapo Vermelha, ou entregues pelos informadores que no ano 2000 eram cerca de 50.000 pessoas. Desde 1959 mais de 100 mil cubanos conheceram os campos, as prisões ou as frentes abertas. Entre 15000 e 17000 pessoas foram fuziladas («Livro Negro do Comunismo», coord. Stephan Courtois, Quetzal).

Rápido, rumo a Cuba!

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Bolivia, Equador, El Salvador, Guiné Equatorial, Namibia, Nicarágua, Venezuela e Zimbabwe são alguns dos países cujos Chefes de Estado estarão presentes no funeral de Fidel Castro. Farolins da democracia, da liberdade, do desenvolvimento e da prosperidade, a que se juntam outros portentos como a Grécia, representada por outro febeu da política, Tsipras.

Dada a participação deste ramalhete de cânones da democracia e o voto de pesar pela morte de Fidel submetido ontem à Assembleia da República pelo Partido Socialista, deixa-me algo perplexo que o sr Primeiro Ministro, António Costa, e o Cicerone da República, Marcelo de Rebelo de Sousa, não se apressem a entrar no primeiro avião que rume a essa ilha, com escala nos EUA para comprarem um iPad em desconto, prestando assim sentida homenagem a esse grande homem revolucionário — pese embora alguns pequenos erros cometidos, como os milhares de dissidentes políticos que foram executados por sua ordem —, que foi Fidel Castro.

PS apresenta voto de pesar pela morte de ditador

O PS apresentou hoje um voto de pesar pela morte de um ditador, Fidel Castro, que mandou executar dezenas de milhares de pessoas pelos pelotões de fuzilamento, e que submeteu o povo cubano a pobreza e racionamento.

Escrevi bem, o voto de pesar foi do PS e não do PCP. Isto revela muito do que é este novo PS.

O legado económico de Fidel Castro

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Tinha 14 anos, embora jurasse ser dois anos mais novo. Empunhou a caneta e escreveu uma carta ao então Presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Delano Roosevelt, com um pedido insólito: queria uma nota de 10 dólares. Nunca tinha visto uma, e gostaria de a ter. «O seu amigo, Fidel Castro» — rematou. Indelevelmente, este pedido marcaria o legado de Fidel Castro. A Cuba revolucionária e socialista havia de se comportar como um ‘mendincante’, ora suplicando pela ajuda da União Soviética, ora suplicando pelos favores da Venezuela, desta forma suprindo as suas necessidades económicas.

O meu ensaio sobre o legado económico de Fidel Castro no jornal ECO.

Um palhaço é um palhaço

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Justin Trudeau, Primeiro-Ministro do Canadá sobre a morte do facínora Fidel Castro.

“It is with deep sorrow that I learned today of the death of Cuba’s longest serving President.

“Fidel Castro was a larger than life leader who served his people for almost half a century. A legendary revolutionary and orator, Mr. Castro made significant improvements to the education and healthcare of his island nation.

“While a controversial figure, both Mr. Castro’s supporters and detractors recognized his tremendous dedication and love for the Cuban people who had a deep and lasting affection for “el Comandante”.

“I know my father was very proud to call him a friend and I had the opportunity to meet Fidel when my father passed away. It was also a real honour to meet his three sons and his brother President Raúl Castro during my recent visit to Cuba.

“On behalf of all Canadians, Sophie and I offer our deepest condolences to the family, friends and many, many supporters of Mr. Castro. We join the people of Cuba today in mourning the loss of this remarkable leader.”

Em defesa da municipalização da Carris

O meu artigo desta semana no Observador: Em defesa da municipalização dos transportes.

É indiscutível que a manutenção a 100% da dívida no Estado é profundamente injusta mas importa reconhecer que passar empresa com défice significativo e passivo avultado não seria fácil de outra forma. O mais importante — vale a pena realçar novamente — é que a responsabilidade pelas obrigações futuras incorridas pela nova gestão fiquem estritamente circunscrita ao nível da autarquia de Lisboa, sem ajudas estatais ou possibilidade de bailouts.

Fidel e a Comissão Europeia a que temos direito…

Trump e a esquerda

Qual é o problema da esquerda com Trump? Por Rui Ramos.

Qual é, afinal, o problema das esquerdas com Trump? Trump propôs-se rasgar tratados de comércio, reduzir compromissos militares, aumentar o défice. Não é isso, num mesmo patamar de demagogia, que desejam os inimigos do “neoliberalismo” e da “austeridade”? Muitos eleitores da esquerda americana não viram onde estava o problema, e votaram Trump. São racistas, diz-se agora. Mas em 2008, quando elegeram Obama, também foram racistas?

Alguém dê uma garrafa de champanhe a Ana Gomes, please!

«Vai hoje a enterrar um canalha.
Morreu no dia dos Direitos Humanos. E deixou o nome: de ditador assassino e corrupto.
Durante anos viajou, na casa que levei às costas, de país para país, uma garrafa de champanhe. Para abrir no dia em que Pinochet morresse ou fosse preso.
Tive de a abrir, na falta de outra, em 1998, estava eu em Nova Iorque – para celebrar a queda de outro ditador assassino e corrupto: Suharto.
Substitui-a no mesmo dia, o patife chileno não perderia pela demora…»

(aqui)

25 de Novembro de 2016 na Venezuela

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Hungry Venezuelans Flee in Boats to Escape Economic Collapse, por Nicholas Casey (texto) e Meridith Kohut (fotografias).

(…) “I’m leaving with nothing. But I have to do this. Otherwise, we will just die here hungry.” (…)

Espera-se, a todo o momento,  que o governo revolucionário venezuelano coloque em marcha um conjunto de medidas mágicas que resolverá de vez a escassez de bens essenciais e que potenciará os bons resultados do modelo socialista.

 

25 de Novembro, sempre!

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No dia 25 de Novembro de 1975 foi colocado o ponto final ao PREC (Processo Revolucionário em Curso). A esquerda radical que hoje governa o país, recorria então à violência, à ameaça, intolerância e censura que colocavam Portugal no mesmo rumo da Albânia de Enver Hoxha ou da República Democrática Alemã.

À beira de um novo totalitarismo, militares como Jaime Neves e Ramalho Eanes derrotaram a esquerda radical, defenderam a liberdade e colocaram Portugal na rota da democracia Ocidental. Desde então os caminhos tomados são discutíveis mas até por isso, agradeço a quem lutou e consagrou a liberdade para todos. Obrigado Jaime Neves.

A esquerda não socialista

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Foto: Ed Alcock / M.Y.O.P.

Quem é Emmanuel Macron? O meu artigo no Jornal Económico sobre o candidato de esquerda não socialista às presidenciais francesas, que pode pôr um ponto final nos preconceitos da esquerda.

A esquerda não socialista

‘La bataille qui est la notre, c’est de rendre les individus capables’

Emmanuel Macron, L’Obs, 10/11/2016

Emmanuel Macron é, a par com François Fillon, a figura política francesa mais interessante do momento. Conselheiro de Hollande, ex-ministro da Economia, Macron foi responsável pela lei com o seu nome que visava desregulamentar a lei do trabalho, mas que caiu porque Hollande e Valls não aguentaram a pressão dos sindicatos.

Macron tem 38 anos e, como lembra a cantora Françoise Hardy, além de cortês é alguém de esquerda que se define como não socialista. É o primeiro de muitos que estão para chegar. Em França, Espanha e em Portugal. A esquerda não tem de ser socialista e Macron está a mostrar o que isso significa. Os efeitos na política francesa serão imensos, agora que as sondagens colocam o PS na mão de Arnaud Montebourg, que é contra a globalização, é proteccionista e tem uma visão da economia que se situa entre Donald Trump e Marine Le Pen.

A 10 de Novembro, o L’Obs publicou uma entrevista com Macron em que este elencava as suas propostas para a lei laboral e para o ensino. Criticando o modelo actual, regulamentador, injusto e ineficaz, que favorece os que trabalham no Estado ou nas grandes companhias, em detrimento dos que o fazem por conta própria ou nas pequenas empresas, Macron propõe uma lei laboral que, não esquecendo o que considera ser essencial para a esquerda, difira de sector para sector de acordo com as suas especificidades. Para ele, diálogo social passa por nem tudo ter de ser prescrito por lei. Empresas e trabalhadores devem ter espaço de manobra para acordarem as regras de trabalho que mais lhes aprazem.

O mesmo raciocínio tem relativamente ao ensino. Neste domínio, defende um tratamento diferenciado entre as escolas, com o Estado a compensar financeiramente os professores que queiram leccionar nos estabelecimentos situados em zonas sensíveis. Ao mesmo tempo, suprime a carta escolar e o determinismo que o local de residência tem na escola que um aluno deve frequentar. O direito de escolha dos indivíduos é finalmente aceite por alguém de esquerda.

As presidenciais francesas vão ser muito importantes devido à possibilidade de Marine Le Pen vencer. De acordo com as últimas sondagens, esta dificilmente não passará à segunda volta, a não ser que Emmanuel Macron se consiga explicar. Se o fizer, a esquerda, depois de Hollande, Tsipras, Corbyn e Iglésias, verá, finalmente, uma luz ao fundo do túnel.

Christophe Guilluy é um geógrafo francês que alertou há dias na Le Point para a percepção comum de abandono que trabalhadores, agricultores e empregados de escritório, que tanto votam à esquerda como à direita, têm dos problemas. O sentimento de abandono puxa-os para a extrema-direita. E neste desafio de os fazer regressar, Macron à esquerda, tal como François Fillon à direita, pode ter um papel fulcral. Esperemos que consiga.

Uma autêntica anedota

Portugal é uma autêntica anedota, e nós os palhaços que financiam o circo. Não há outra forma possível de comentar o assunto em infra:

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Como maximizar a imigração ilegal do México para os EUA

Um artigo brilhante de Tyler Cowen: What If Trump Wanted More Illegal Immigration? Wait, He’s On It!

Imagine that a new U.S. president, different from the one we just elected, set out to maximize the number of illegal Mexican immigrants. Maybe he or she saw electoral advantage in this, or maybe just thought it was the right thing to do. But how to achieve that end? Imagine also that I was called into the Oval Office to give advice.

I would start by recommending an enormous new program of fiscal stimulus and construction. Let’s rebuild our roads, bridges and power grids, and put up some new infrastructure as well, including perhaps an unfinished border wall. That will require a lot of labor, and Mexican labor, including that of the illegal variety, is common in the construction business. The financial crisis, and the resulting freeze-up in the housing market, was a major reason why Mexican migration to the United States went into reverse, so a new building program might counteract that trend.

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