Diversão à esquerda

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O cartaz que respeita a tradição de design a que o PCTP/MRPP nos habituou foi colocado na Venda Nova (Amadora), onde habitualmente o partido coloca a propaganda.

As mentiras do Arnaldo.

A título meramente exemplificativo, destaco o post Povo Exige Internamento de Arnaldo Matos, datado de 23 de Setembro e que reza assim:

Durante esta noite, numa grande acção de repudio pelo assalto do ditador Arnaldo ao PCTP/MRPP, foram afixados por todo o País incluindo regiões autónomas, uma série de cartazes.

Recordamos que pela primeira vez na sua história, o PCTP/MRPP não celebrou a sua data de fundação. O povo não deixou passar em claro o golpe do Arnaldo e sua seita.

Portugal, um país socialista

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Sai uma notícia a informar que as reservas no Airbnb para a cidade de Lisboa aumentaram 76% neste Verão, tornando Lisboa a 4ª cidade europeia mais procurada na plataforma de alojamento local.

Em qualquer outro local do mundo, com excepção, talvez, da Venezuela, de Portugal e de mais um ou dois portentos económicos, isto seria motivo de regozijo. Afinal, o turismo cresce, através do turismo os centros das cidades estão a ser dinamizados, e esta é uma fonte de receita importante. Recordo, aliás, o que escrevi a propósito do turismo para o Observador.

E como reagimos em Portugal? A secretária de Estado do Turismo desdobra-se em explicações, como se de uma calamidade se tratasse. Antecipa regulamentações para o sector — i.e., estragar —, incluindo seguros de responsabilidade civil, não vá um hóspede derrubar o muro da casa ao lado à cabeçada. O fórum TSF, pois claro, reserva o seu programa diário para falar das enfermidades do turismo. O tom de Manuel Acácio é de pânico — iremos sobreviver ao aumento do turismo?

Enfim, tudo isto revela a nossa postura para com qualquer actividade económica que seja que ainda não esteja pelas ruas da amargura. Quando o turismo perder a pujança, então dedicaremos Prós e Contras e demais colunas de opinião a relatar como o poderemos resgatar. Não aprendemos.

José António Saraiva e São José Almeida: descubra as diferenças

Os homosexuais fassistas não têm direito à privacidade do túmulo…

Guterres e Durão Barroso

Se Guterres vier a ser SG da ONU, vai ser engraçado assistir às explicações sobre a relevância de ter um português nesse cargo de prestígio por parte daqueles que, durante anos, insistiram na irrelevância de ter um português na presidência da Comissão Europeia.

– Alexandre Homem-Cristo, via Facebook.

Do Comunismo, do Nazismo e das inspirações de António Costa

Enquanto que é muito claro que a frase

“De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades”

foi popularizada por Karl Marx (curiosamente no Kritik des Gothaer Programms em que criticava o pragmatismo do recém-formado partido trabalhista alemão que mais tarde se transformou no Partido Social-Democrata e sempre combateu e foi combatido pelo Partido Comunista Alemão até à proibição deste nos anos 50 por ser totalitarista) a verdade é que a frase

“Quem não deve não teme”

não se consegue atribuir inequivocamente a Joseph Goebbels apesar de muita gente (na Internet) o fazer (fica para trabalho de casa pensar porque seria tão plausível).

As boas notícias para António Costa, que proferiu as duas frases num espaço de 48 horas, é que enquanto pesquisei isto acumulei uma série de frases igualmente sinistras de cada um destes dois, ideologicamente tão próximos, pensadores (Goebbels foi um dos grandes artífices da aliança Nazi-Comunista em Berlim que culminou com uma bem-sucedida greve de transportes em 1932 apoiada pelos sindicatos vermelhos e pelos castanhos num dos momentos-chave da desestabilização da República de Weimar). Se precisar de mais alguma inspiração é mandar pedir.

Mariana Mortágua e a bloquização do PS

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O meu artigo desta semana no Observador: A bloquização do PS. Por André Azevedo Alves.

O ataque de Mariana Mortágua contra a poupança esconde por isso um outro julgamento: o de que a generalidade da actividade económica no contexto dum sistema capitalista é intrinsecamente ilegítima. Só isso justifica a condenação generalizada da acumulação da riqueza. Juntem-se as declarações de Mortágua à afirmação por parte de Catarina Martins de que comprar casa não é investimento e aos planos para dar acesso ao fisco aos dados de quem tenha contas bancárias que superem os 50 mil euros e ficamos com uma ideia mais clara das intenções e objectivos da “geringonça” neste domínio.

Adenda: Só depois de publicar o post me apercebi que o Miguel Noronha muito gentilmente já o havia aqui linkado. Manterei ainda assim este post por causa da imagem que o ilustra.

As razões pelas quais o socialismo fracassa

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Una guía para principiantes sobre la economía socialista, de Marian L. Tupy.

Do amadorismo

O Primeiro-Ministro mostrou hoje vários gráficos, todos dignos de nota. No fundo é um compêndio do livro “How to Lie with Statistics”.

No primeiro, pega na variação absoluta do PIB, a preços constantes, e trunca o eixo dos yy para parecer que a coisa está fantástica. Crescemos tanto.

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Julgo que foram bastante humildes. Se aproximarem as colunas a coisa parece ainda mais favorável. Algo assim:

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E, caso não chegue, afinem um pouco mais:

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Uma tendência explosiva.

O segundo gráfico também é maravilhoso. Sugiro que coloquem no eixo dos YY uma precisão decimal de 5 casas, para reforçar ainda mais o efeito.

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Enfim, a única nota positiva é que o PS coloca tanto rigor nos gráficos quanto coloca nas contas do Estado e nas finanças públicas. É coerente.

A justiça fiscal segundo Mariana Mortágua

Faz vida de rico e serás taxado como pobre; faz vida de pobre e serás taxado como rico.

Poupar é ser livre

Poupar tornou-se um acto de resistência. O meu artigo no ‘i’.

Poupar é ser livre

Mariana Mortágua acha que “temos de perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular”. Refere-se às poupanças dos portugueses. A deputada do BE acrescentou que uma sociedade estável não pode aceitar que se acumule dinheiro. A esquerda não gosta que se poupe. Ou porque vê no consumismo a salvação do Estado, o que não deixa de ter piada, ou porque quem poupa planeia a sua vida, e isso é inaceitável para quem o pretende fazer por via governamental.

Quem poupa pode escolher; quem poupa depende menos do poder político, dos altos e baixos da economia. É mais livre, menos sujeito ao poder discricionário de quem governa e de pessoas como Mariana Mortágua.

Se uma sociedade estável é aquela que não aceita que se acumule dinheiro, então a União Soviética era estável. Tão estável que não evoluía. Tão estável que ninguém decidia o seu futuro, planeado que estava pelos decisores políticos. Porque a estabilidade é uma faca de dois gumes afiada quando se limita a liberdade das pessoas.

A extrema-esquerda, e este PS que lhe dá palco, não gosta de quem poupa porque quem o faz não precisa dela. É independente, livre de escolher outro caminho. A sociedade ideal, a sociedade estável, é aquela em que se trabalha no Estado ou em empresas que estejam debaixo do olho do governo. Se somarmos a isso o não termos qualquer poupança que nos valha nos tempos de aflição, não passamos de ovelhas de costas viradas para os lobos. Poupar tornou-se um acto de resistência.

João Galamba dixit

Para o Bloco, a solução para a pobreza e para as desigualdades é muito simples: estamos perante um problema de redistribuição da riqueza. É o estafado: existem pobres porque existem ricos. Há quem ache que se deve ir por aqui. Eu discordo. Ou melhor: a redistribuição e necessária, mas não chega. É uma fantasia achar que se resolve o problma da pobreza e das desigualdades criando um escalão de 45% de IRS e um imposto sobre as grandes fortunas. Os nossos problemas também não se resolvem nacionalizando a banca, os seguros e o sector energético — e muitos menos se resolvem introduzindo mecanismos de controlo administrativo e burocratico dos juros.

Em tudo o que cheire a economia a solução do BE é sempre a mesma: estatismo e penalização da iniciativa privada. Estamos perante, se me permitem, um liberalismo invertido: onde estes acham que o privado resolve tudo, o BE acha que o estatismo é a panaceia para todos os atrasos do nosso país. Um e outro, acreditam na solução varinha mágica e reduzem as razões do nosso atraso reside à estafada questão da propriedade dos recursos — e não na utilização dos recursos. Se o PSD tem um preconceito em relação ao Estado, o BE tem um preconceito em relação aos privados. Nenhum destes partidos entende que a relação entre Estado e privados não é um jogo de soma nula.

O PS mostra ser mais inteligente e vai buscar ensinamentos tanto à direita liberal como à esquerda estatista. Daí o PS propor uma solução intermédia que reconhece a complementariedade entre público e privado, isto é, o PS é o único partido que mostra ter aprendido com a crise actual e com a falência do socialismo real. Enquanto o PSD fala como se esta crise não tivesse existido, o BE fala como se só tivesse existido essa crise, como se o socialismo tivesse sido inventado em 2009.

Um dos maiores problemas do BE consiste na ausência de uma política que assegure um crescimento económico que garanta o a sustentabilidade do estado social. Para o Bloco, solidariedade não requer competitividade e crescimento económico. Por outras palavras: a solução para todos os nossos problemas não tem de ser construída, isto é, não depende da criação de um contexto que económico que ainda não existe. Os nossos problemas resolvem-se a partir dos recursos actualmente existentes, redistribuindo-os. Mas alguém acredita que as medidas propostas pelo Bloco garantam os crescimento económico que financie as políticas sociais que a esquerda bloquista deseja? Qual a tx de crescimento necessária para pagar o estado social defendido pelo bloco sem que o défice se torne insustentável? O BE, infelizmente, ignorou estas contas.

Esquerda tradicional vs Esquerda moderna, numa realidade pré-geringonça.

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Cleptomaníacos unidos, coligação de governo ao seu dispor

O meu texto de hoje no Observador.

‘Como se não fosse tudo muito claro, o tuit a seguir clarificou. Mariana Mortágua não quer que o número de milionários aumente. Percebem? O bloco e o PS não querem cá ricos neste país. Xô. Era o que faltava. Há governos que têm como objetivo não deixar que o número de pobres aumente, preferencialmente que o número de pobres diminua. O BE e o PS têm como finalidade da governação algo muito mais à frente: impedir que as pessoas enriqueçam.

Portanto, querido concidadão, gosta daquele conceito que é a ascensão social? Pois emigre, que por cá não queremos gente com desejos imorais de subir na vida. Nasceu pobre? Fique lá, e agradeça as esmolas que BE e PS querem dar para lhe comprar o voto. É remediado? Pois dê-se por satisfeito e fique quieto, nada de estudar nem de mandar os filhos para a universidade a ver se conseguem empregos mais bem pagos que os dos seus pais.

Não é uma maravilha de desígnio para um país? Sugiro que nas próximas eleições os cartazes do PS apregoem ‘não queremos gente rica’ e ‘imobilidade social sempre’.

Mas atenção: isto melhora. Entrou em cena Catarina Martins. E se no BE uma doutoranda em Economia tem este nível teórico indigente, imagine a atriz e encenadora. Catarina não desiludiu: ‘Comprar casa não é investimento. Investimento é quando se cria valor. Investimento é quando se criam postos de trabalho’.

Uau. Pela mesma ordem de ideias, uma empresa que compre um escritório mais espaçoso, mais bem situado e mais confortável – em vez de deixar os trabalhadores num pardieiro – também não está a investir, já que não construiu nada. E, gente que trabalha em imobiliárias, estão ver? O vosso trabalho não cria valor nem serve para nada. Embrulhem. É óbvio: comprar uma casa com melhores condições onde a nossa família viva bem, perto de escolas boas onde os nossos filhos possam ter sucesso académico, que não implique perder excessivo tempo no transporte para o trabalho, vê-se logo que não é um ‘investimento’. Não estamos a investir na qualidade de vida familiar. Nem na melhoria de perspetivas dos nossos filhos. Nem a adquirir um valor que os nossos descendentes um dia herdarão. Nada disso. Parabéns, Catarina.’

O texto completo está aqui.

Não esquecer: são todos socialistas

Começou ontem a circular pelas redes sociais video que revela o PSD (e seu líder!) pelo que realmente é: um partido de base socialista. Tal revelação não devia ser surpresa. E a banda sonora daquele está muito bem escolhida (o discurso não destoaria se fosse feito por Assunção Cristas, António Costa, Catarina Martins ou Jerónimo de Sousa).

O que difere PSD do partido da Ministra das Finanças deputada Mariana Mortágua (Bloco de Esquerda; BE) é apenas o grau de socialismo. Uma importante diferença.  PSD deseja a criação de riqueza a fim de confiscar uma parte, via Estado, para as suas clientelas (que dependem deste ser, eventualmente, Governo). BE, um partido declaradamente anti-capitalista, pretende que todos sejam iguais via eliminação dos ricos. Todos iguais na pobreza, como se pode comprovar em várias “experiências” semelhantes ao longo da história (a última, na Venezuela).

E o Partido Socialista? Ideologicamente está mais próximo do PSD. Mas a necessidade de manutenção do poder (as suas clientelas assim o exigem) “obrigam” Governo de António Costa a ir cedendo às políticas do BE e PCP, que vão acabar por matar a “galinha” (que ainda vai pondo uns ovos, apesar de não serem de ouro).

Que incentivo há para a criação de riqueza se, depois, um empreendedor não pode dela beneficiar? PSD e PS(?) sabem que há limites ao confisco, apesar de os irem testando. BE e PCP têm uma visão/modelo diferente. Pensam que conseguem gerir a economia para benefício exclusivo dos trabalhadores. Cerca de 15% dos votantes concorda com eles. Não seria assim tão preocupante se PS não tivesse na liderança um (politicamente) invertebrado.

Rumores maliciosos sobre Passos Coelho (2)

Passos desobrigou-se de ir apresentar o livro de José António Saraiva depois de o ler. Até o autor, num momento escasso de lucidez, admitiu que é a atitude mais sensata. No final, como previsto, Passos não irá apresentar aquele esgoto literário. Teremos agora a oportunidade de perceber quem é que estava genuinamente preocupado com aquele esgoto literário, e quem se estava nas tintas para o conteúdo do livro tendo apenas visto ali uma oportunidade para fazer política partidária.

Agora só fica a faltar que outro rumor malicioso posto a circular nos jornais seja também desmentido.

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Mentiras, mentiras malditas e estatísticas

Foi feito um estudo pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, com o apoio do Expresso e da SIC, entitulado “Desigualdade do Rendimento e Pobreza em Portugal”. Aceitando o uso algo banalizado que se dá à palavra “estudo” e ignorando o oxímoro de alguma vez um estudo poder ser apoiado pelo Expresso e pela SIC, o resultado em si tem bastante a apontar. Quanto mais não seja pela forma como o dito estudo é usado por Pedro Santos Guerreiro para pintar um quadro onde o empobrecimento do país em consequência da crise passa a ser da responsabilidade da política de austeridade. Afinal, diz PSG, os pobres perderam mais rendimento que os ricos e a classe média. A desigualdade aumentou, como consequência da austeridade que falsamente se disse poupar os mais pobres.

De imediato surgem dois pontos a apontar: A escolha de 2009 como ano base inicial e a escolha do rendimento no final como base para medição da quebra de rendimento no período. A primeira escolha é importante porque 2009 foi o ano em que se registou a menor desigualdade de rendimento de sempre desde que há dados. O menor índice de gini. O menor rácio S80/S20. Etc. Se fosse um ano antes ou depois, o quadro seria bastante diferente. A desigualdade é bastante menor hoje do que há dez ou vinte ou trinta anos, mas o que interessa é comparar com 2009, o ano em que Sócrates aumentou salários e transferências e baixou impostos para ganhar as eleições. A segunda é importante porque se por um lado espelha uma realidade que é triste, fá-lo escondendo a verdadeira tristeza. Para alguém que perdeu o emprego entre 2009 e 2014, não conseguindo outro e perdendo entretanto o direito ao subsídio de desemprego, a quebra de rendimento é perto de 100%. Face ao aumento de desemprego enorme que ocorreu no período (apesar do pico ter sido em 2013), houve um conjunto de pessoas cujo rendimento teve essa terrível queda. É preciso ainda considerar que algumas dessas pessoas poderão estar nesse escalão mais pobre pela realidade do seu rendimento no instante temporal em que acaba o estudo, mas na realidade não são aquilo a que alguém chamaria “mais pobre”. Uma pessoa da classe média alta que perca o emprego cai nesse escalão por estar desempregada, mas muitas vezes até poderá manter um nível de vida bastante acima de alguém que seja realmente pobre (a não ser que a sua situação de desemprego subsista crónicamente por mais anos).

Sem acesso aos dados crús do dito estudo, arrisco-me a dizer ao PSG que se comparássemos o rendimento dos 2,5% mais ricos versus os 2,5% mais pobres, de acordo com as definições usadas, os primeiros teriam uma queda relativamente pequena e os últimos uma queda de quase 100%. Acrescentaria que dos 2,5% mais pobres, nenhum teria sido funcionário público ou quadro de uma empresa pública. Seriam trabalhadores por conta de outrém de empresas privadas que ou fecharam ou tiveram despedimentos colectivos por não conseguir financiamento. Isto apesar das garantias dadas há uns anos pelo deputado João Galamba que o “crowding out” do sector privado pela dívida do sector público aos bancos eram uma “narrativa” da direita. Tudo indica que Carlos Costa tinha razão. Mas enfim, à falta do Bush a culpa é da austeridade.

O bloquismo e a geringonça (9)

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Mariana “Mouch” Mortágua. Por João Campos.

O que não deixa de ser um tanto ou quanto perturbador: qualquer pessoa que tenha lido Rand com um mínimo de atenção repara na inverosimilhança dos seus heróis, mas pelos vistos os vilões do Objectivismo não só não são implausíveis como ocupam posições de poder entre nós. Estamos bem arranjados.

A farsa e a bravata jacobina

A farsa no virar da página. Por Manuel Carvalho.

Como não pode ter um discurso ancorado na verdade do problema, o Governo entra na bravata jacobina e transforma a austeridade numa banal factura só para alguns.

O bloquismo e a geringonça (8)

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Declarações de Mortágua dividem socialistas

No Facebook, João Galamba e Porfírio Silva defendem a deputada do BE; Sérgio Sousa Pinto (num post com muitos likes de outros socialistas) diz que as declarações da deputada vão sair caras ao PS

O bloquismo e a geringonça (7)

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Poupança, riqueza e a política do Bloco de Esquerda. Pedro Pita Barros.

Agora que o Bloco de Esquerda é parte da solução governativa, é importante dar atenção ao que são os seus instintos profundos, os que constituem na realidade o seu programa político, pois será assim que serão insistentes para com a governação socialista. E as recentes declarações de Mariana Mortágua (aqui), “do ponto de vista prático, a primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro” traduzem esse instinto profundo, e uma visão de sociedade.

O bloquismo e a geringonça (6)

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Helena Roseta: alterações ao IMI não estão nos acordos com a esquerda e anúncios são “erro crasso”

A deputada eleita pelo PS critica fortemente a forma como as alterações ao imposto têm sido conhecidas na praça pública sem a “ponderação” necessária, ameaçando a confiança dos contribuintes e o investimento e apela directamente a António Costa para que evite “anúncios enviesados”.

O bloquismo e a geringonça (5)

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Não percas a vergonha… Por Rita Carreira.

Vou dar-te um conselho: guarda a tua vergonha, Mariana. É a única coisa que te resta, pois o juízo já saiu porta fora há muito tempo. Se tu achas que num país que faz parte de uma união de países com fronteiras abertas e livre circulação de pessoas tu consegues seguir políticas de perseguição de poupanças, estás enganada. A única coisa que vais conseguir é fazer com que quem tenha opção de sair de Portugal saia mais depressa e, antes disso, até envia as poupanças que tem para fora. A propósito, tens acompanhado as estatísticas de emigração ou será que o teu governo decidiu não as recolher e publicar?

Pensava eu que ia regressar a Portugal qualquer dia; mas neste momento, já tenho dificuldades em pensar ir a Portugal de férias, quanto mais ir para aí na minha velhice gastar o que acumulei.

O bloquismo e a geringonça (4)

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“Temos um Governo que executa o programa de 15% dos portugueses que votaram no BE e PCP”

O bloquismo e a geringonça (3)

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Sobretaxa do IMI. “Polémica tira margem de manobra” para aplicar medida, diz Medina

O presidente da Câmara de Lisboa não poupou críticas à maioria parlamentar liderada pelo seu partido pela “fuga de informação” sobre o novo imposto sobre o património imobiliário. Fernando Medina falou sobretudo da forma do anúncio, “pela forma pouco preparada como o debate surge”, mas também deixa algumas preocupações, nomeadamente sobre o impacto de uma medida desta natureza para o investimento estrangeiro.

O bloquismo e a geringonça (2)

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Muito bem Rui Moreira: “O Porto não precisa de sobretaxas sobre o IMI mas deve ser a cidade a decidir”

Rui Moreira apresentou hoje uma declaração política em reunião de executivo, defendendo que sejam os municípios a decidir a taxação do IMI e do património imobiliário. O presidente da Câmara diz que a autarquia do Porto não precisa e não quer a receita de uma taxa extraordinária sobre património imobiliário, mas defende que, em qualquer caso, devem sempre ser as Câmaras Municipais a decidir sobre a sua aplicação, já que o IMI é um imposto municipal.

O bloquismo e a geringonça

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O bloquismo, doença infantil da geringonça. Por Rui Ramos.

Os bloquistas, segundo as crónicas, tiveram de correr atrás do PCP e de António Costa na fundação da geringonça. Desde então, insistem em ir à frente. Aparecem em todo o lado, opinam sobre tudo, reivindicam todas as ideias, sempre com aquela dicção martelada que Francisco Louçã lhes deixou em herança. Onde Costa e o PCP dizem mata, têm eles de dizer esfola.

Não está mal visto…

Mariana Mortágua quer ‘ir buscar dinheiro a quem está a acumular’, contribuintes recomendam que vá buscar ao Fisco

Quando o PCP é a voz mais moderada…

Mãos ao ar!

metralhaDe acordo com Mariana Mortágua, para conseguir taxar os bens escondidos de Ricardo Salgado é preciso taxar toda a gente que tem alguma poupança…

A traição do PS

Há aquela anedota fraquinha da mulher que descobre a traição do marido com a vizinha de cima. Confrontado pela mulher, o homem atrapalhado limita-se a tentar negar tudo e responde-lhe: “Tudo mentira! Nem eu te traí, nem foi com a vizinha de cima”.

Lembrei-me desta quando li as declarações do deputado João Galamba sobre o incentivo ao confisco das poupanças dos portugueses feita por Mariana Mortágua num encontro do PS, seguido de um enorme aplauso na sala:

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Reparem na última frase. Segundo João Galamba, nem a Mariana Mortágua disse aquilo que os vídeos mostram, nem a assistência do PS aplaudiu (aquilo que ela não disse).

Por muito que tentem esconder, este PS há muito traiu o eleitorado moderado que lhe deu vitórias em eleições no passado. Aquele eleitorado que acredita que alguém que trabalha, que ganhou o seu dinheiro de forma legítima pagando os respectivos impostos, não deve recear ver as suas poupanças levadas por uma deriva ideológica. Um eleitorado que acredita que poupar e, cruzes credo, enriquecer de forma legítima não é pecado merecedor de punição. Alguns continuaram a votar PS por lealdade clubística, mas não tardará perceberão aquilo em que o PS se tornou.