Sun Tzu sobre a Síria… ou talvez não.

Sun Tzu on Syria.jpg

Suspeito, no mínimo. Desafia a lógica.

Independentemente de isto ser verdade ou não, que pode bem não ser.
As reações dos líderes europeus como se fossem uma orquestra…
Há algo muito mal contado nesta história. Algo de que nunca se fala...

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O que é o Deep State?

Este vídeo explica muito bem um termo popularizado nos últimos anos, mas existente em todos os países europeus desde as guerras napoleónicas e nos EUA desde a guerra civil, e do qual o exemplo mais publicitado é o “Civil Service” britânico.
Aconselho como introdução a um termo nem sempre bem compreendido:

Como a Esquerda reage quando perde…

Como Ser Pobre (1) – Casa grande na juventude

O meu dia-a-dia é literalmente apoiar as pessoas a pouparem para alguma situação que lhes aconteça. É um emprego interessante, com muito contacto pessoal, muitas histórias de vida, e sobretudo alguns heróis inesperados. Já tive caixas de supermercado exemplares e pessoas que ganham múltiplos do salário médio (salário médio são 833€, SMN era 64% deste) com a corda na garganta. Em 2018 cheguei aos 1.000 casos estudados, e já conheço pessoas de todos os quadrantes. Mesmo.

Esta série é assim uma reflexão sobre o que aprendi sobre como poupar, e porque não considero 250.000€/pessoa como uma quantia impossível para qualquer pessoa ter na reforma, sem ter de comer no restaurante do supermercado todos os dias. Já sei que qualquer um dos leitores do blog vai discordar de vários artigos desta série, e tem todo o direito disso, mas a ideia é dar alguns pequenos conselhos que o podem ajudar a poupar ou, alternativamente, a ter noção de que vive como um príncipe!

No caso de hoje consideremos duas mulheres: a Isabel e a Maria (nomes fictícios, óbvio). Ambas ganham mais um pouco que o salário médio. No entanto as 2 têm uma noção muito diferente da casa em que querem viver. A Isabel gosta de viver em casas pequenas: é menos limpeza, desincentiva à compra de quinquilharia, consome menos recursos. A Maria gosta de uma casa grande: gosta de ser dona de casa, permite ter junto de si as recordações de uma vida, consomem menos paciência quando quer ter alguém a dormir em casa.

Ambas devem actualmente 100.000€ ao banco. A Isabel vive numa casa de 40.000€, com 60m2,  e usou o restante dinheiro para comprar uma casa que um familiar precisou de vender, tendo-a alugado a um casal de desconhecidos que agora pagam uma renda de 400€/mês. A Maria comprou um apartamento para a vida, um T3 com boas áreas (a área metropolitana do Porto permite isso). Comprou ainda em planta e pediu alguns pequenos extras de conforto por um bom preço.

Gosto de ambas (são casos reais) e ambas são pessoas simpáticas e boas donas de casa. Mas a Isabel gastou dinheiro na sua casa “temporária” até ter filhos e investiu uma parte do dinheiro numa casa com retorno. Quando tiver filhos terá de sair dali e provavelmente terá uma casa como a Maria. Mas como esta partiu logo para a casa dos sonhos vai ter anos com quartos vazios e a conta esforçada.

Fazendo umas contas rápidas: 300€/mês (há custos inerentes à 2ª casa) são 3.600€/ano. Em 10 anos são 36.000€. 36.000€ aos 35 são muito mais aos 70: 51.000€ à taxa de 1%, 72.000€ à taxa de 2%.

Tudo porque a Isabel teve uma casa pequena dos 25 aos 35 anos, enquanto a Maria partiu logo para a “casa definitiva” aos 25 quando casou. E isto com ambas a ganhar o mesmo, esquecendo que a Maria gastou muito mais nos consumíveis da casa e nos serviços como água, luz, gás. Só no aquecimento… Agora já sabem como me sinto quando entro numa casa com quartos vazios e depois me dizem que aquele quarto está vazio desde o tempo dos Afonsinhos. (TIP: estes são ricos!)

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Delito de Opinião (artigo sobre a SS)

8568937_ymmblAinda sobre o tema da Segurança Social, escrevi por estes dias um artigo para o blog Delito de Opinião que seria interessante lerem.

O artigo encontra-se aqui.

Excerptos:

Imaginemos que todos os meses, no dia 1, colocamos 100€ num mealheiro.
Imaginemos também que todos os meses, no dia 25, retiramos 100€ do mealheiro e deixamos no seu lugar um papel com a mensagem: “Título de Dívida. Valor: 100€.”
Pergunta: Quanto teríamos no mealheiro ao fim de 30 anos?

(…)

Deixe-me sublinhar isto porque é importante: se o leitor neste momento não tem dívidas – ou tem uma dívida muito pequena à banca por conta da casa e, portanto, acredita estar quase no equilíbrio financeiro – tem na verdade uma grande dívida implícita ao seu alter ego futuro e é importante começar logo que possível a poupar para essa dívida.
Falhar em poupar é cair num tipo especial de invalidez, em que a impossibilidade de sair de casa não é por motivos físicos (como na invalidez física), mas por motivos financeiros: a invalidez financeira. E ao contrário da primeira, esta é evitável.

É possível estar Reformado 30 Anos em Portugal?

Sim, é possível.

Vamos começar por estabelecer que a EMV à nascença em Portugal é de 80,6 anos. Mas esta média é puxada para baixo por crianças que infelizmente morrem cedo (felizmente cada vez menos casos). Assim usemos em vez disso usaremos a EMV aos 65 anos: 19 anos – ou seja, quem chega aos 65 em média viverá mais 19 anos. Idealmente até usaríamos a EMV aos 55, mas teremos de usar a EMV aos 65. A CPAS afirma que no caso dos advogados a EMV aos 65 é superior (mais de 20), mas estamos a falar da Seg. Social portanto 19 é a mais apropriada. A nossa pergunta deve então ser se há em Portugal quem se reforme antes dos 54 anos? Vejamos alguns exemplos que conheço.

1. Imagine um militar do Ultramar. Chega a Portugal e entra na GNR, onde os anos de combate contam, e contam a dobrar. Um homem nestas circunstâncias podia reformar-se aos 49 Anos. Conheço vários casos que o fizeram, enquanto que outros foram generosos e ficaram a trabalhar até aos 50 e tal, pois gostavam do que faziam.

2. Imagine uma professora. Depois do Magistério, começa a trabalhar aos 21. Depois de 32 anos de serviço reforma-se aos 53. Sem penalização alguma. Sem se colocar a hipótese de passar de professora para um papel menos stressante numa outra posição no ministério (que me parece que é para onde vai este debate do envelhecimento activo).

3. Imagine-se uma trabalhadora nos campos no interior. O marido morreu cedo e começou a receber pensão de viuvez ou sobrevivência. Aos 65 a pensão converte-se em reforma. Quantas viúvas conhece que ficaram viúvas antes dos 54, sobretudo nos campos do interior? A mesma conversão acontece nas pensões de invalidez (e note-se que neste ponto 3 não estou a criticar quem recebe um apoio porque necessita).

Se isto é comum? Todas as pessoas com quem cresci, a cumprirem a EMV65, vão receber pensões da Seg. Social mais de 30 anos. Todas. E cada um representa grupos com milhares de casos.

Sublinho que para mim o problema não é as pessoas viverem muito. More power to them. A questão é que ou o sistema passa a ser um sistema tendencialmente individualista, ou se cortam a direito em metade destes direitos, ou o sistema colapsa sobre a o seu peso devido à falta de natalidade. E eu preferia que isso não acontecesse.

Post Scriptum: Quer saber a piada? Os colegas do meu pai que se reformaram aos 49 recebem 100% da reforma e o meu pai que trabalhou por opção bem mais anos foi castigado e só recebe 90%. Sublinho: quem se reformou mais cedo, não apanhou uma reforma do sistema e recebe mais. E ainda lhe lembram do facto nos encontros de antigos colegas. Este país, vá por mim, é uma anedota.

A Generosidade do Estado Social

A geração de Abril, que se reformou no início do século, é a mais beneficiada da história. Vou dar apenas alguns exemplos de grupos que representam no seu total dezenas de biliões de prejuízo em termos actuariais.

  1. Idade da Reforma: Quando a Seg. Social foi criada em 1970, a idade de reforma era de 65, a EMV (Esperança Média de Vida) era de 67,1 anos – um período de reforma de 2,1 anos. Hoje a idade de reforma é de 66,5 anos enquanto a EMV é de 80,6 – um período de reforma de 14,5 anos. Portanto um aumento para quase 7x (!)
  2. Na geração dos meus pais, muitos reformaram-se com 30 anos de serviço, tendo pago 34,75% em cada ano. Por esta contribuição esperam receber 100% ou 90% de reforma durante quase 30 anos (a acreditar na EMV). Quase o triplo!
  3. O triplo não: o sêxtuplo. Sim, pois do valor descontado para a Seg. Social apenas cerca de metade vai para a reforma, indo o restante para todo o tipo de pensões (invalidez e sobrevivência por exemplo), subsídios (doença e desemprego por exemplo), abonos (de família) e rendimentos de coesão.
  4. Esta desproporção é ainda maior em sub-grupos privilegiados, como é o caso de políticos e outros grupos influentes (Banco de Portugal, por exemplo)
  5. No caso de muitos agricultores (e pescadores e domésticas), o desconto foi 0 e portanto todas as reformas pagas saem directamente da dívida. Independentemente da justiça desse apoio, e do baixo valor destas reformas, é mais um grupo a receber, sem qualquer provisão constituída para o efeito.

20911983_kcjr7Estes e outros direitos atribuídos por políticos com horizontes a 4 anos e pouca orientação de longo prazo escavaram desde o 25/Abril um buraco que se calcula actualmente de 70.000 milhões (ou 70 Biliões em numeração americana) no Fundo da Segurança Social.

O que é um enorme roubo às gerações futuras, mostra a tendência para o colapso do sistema, e finalmente que alterações vão ter se ser implementadas para tornar o sistema… “menos generoso”.

E quanto mais cedo, menor será a correção necessária.
É que o sistema não vai terminar…
… mas que vai ter de ser redimensionado, não restem dúvidas.
Por mais laudas se cantem às suas virtudes.

Inferno Demográfico

Relacionado com o post anterior, sobre o peso do Estado Social e a incapacidade de sair de uma situação difícil por parte da juventude que o suporta, vem a questão demográfica.

Disse-me hoje um defensor do Estado Social (“a maior criação do Século XX”…), que não há solução para a Natalidade. Os jovens portugueses têm vontade de ter filhos, mas o número de filhos por casal é de 1,3 – logo bem abaixo dos 2,1 necessários para a substituição geracional. Isto para o defensor do estado social era uma questão irresolúvel para qual não há solução e há qual portanto temos de nos adaptar.

Para mim não é um mistério porque a natalidade é tão baixa. Tendo nascido em 1980, estou na idade perfeita para olhar para as minhas colegas de primária e de faculdade e perceber quais são os problemas. Fruto da minha experiência no terreno, passo a elencar algumas questões que julgo relevantes.

  1. Distribuição inter-geracional – O generosíssimo Estado Social (próximo post) beneficia de sobremaneira a geração dos meus pais, recentemente reformada. Quantos colegas meus (trintões portanto) não têm dificuldade em pagar as contas e recorrem a apoios dos pais – que invariavelmente têm folga financeira para esse apoio. Neste país, nestes tempos, idosos têm orçamento supérfluo e jovens não. Ora como mulheres de 60 não têm filhos porque não têm físico para tal e mulheres de 30 estão em situação financeira instável, não admira que haja poucas crianças. Os impostos altos sobre a juventude e as pensões generosas (em termos relativos) têm destas consequências.
  2. Instabilidade na carreira – Nesta nova economia, a única coisa certa são os impostos. E o pior patrão de todos é o estado. Quantas professoras têm contrato nos primeiros 10 anos de carreira? Quantas enfermeiras têm de fazer n contratos de substituição e uma especialidade antes de serem admitidas? Quantas médicas andam a saltar de terra em terra enquanto fazem os seus estudos superiores? Mesmo que uma mulher tenha estudos superiores e um emprego num dado mês, quantas podem garantir nos anos seguintes i) continuarem a ter trabalho remunerado e ii) no local que escolheram para viver.
  3. Instabilidade familiar – A entrada da mulher na força de trabalho teve um efeito demográfico óbvio. A mesma filosofia que levou ao crescimento do estado social instalou também as mulheres na força de trabalho, aumentando o PIB mas diminuindo a natalidade, pois o tempo não estica e uma mulher com uma carreira afirmada e financeiramente independente certamente que não vai ter o mesmo número de filhos da minha avó (no caso, 10). Se o nexo de causalidade não é claro, pois os dois fenómenos reforçam-se mutuamente, creio que pelo menos a correlação é visível – mas aguardo os vossos comentários sobre este ponto em concreto.
  4. Pensamento Milenial – Num mundo em que tudo é cor-de-rosa e não nos temos de preocupar com nada, a tendência é a desresponsabilização e o aumento dos prazeres (a este propósito, recomendo este vídeo). Assim, o Estado Social é também um sintoma do declínio do ocidente e a queda dos Estoicismo e dos seus valores. Não é difícil assim ver que os jovens privilegiam os prazeres da vida às responsabilidades, e ter filhos é um fardo que muitos não querem suportar.
    O Estado Social é um inimigo do Estoicismo e portanto acentua esta tendência.

Se viram o vídeo, este fala nas 6 épocas de uma civilização: Pioneiros, Conquista, Comércio, Afluência, Intelectuais, Decadência. Concentrando-nos nesta última fase, esta tem sempre os mesmos sinais: exército disperso e indisciplinado, demonstração exacerbada de riqueza, disparidades entre ricos e influentes e os outros, um desejo de viver de um estado gordo, desvalorização da moeda, e uma obsessão com comida e sexo.

6 phases

Uma juventude que cresça nesta época, sem padrões anteriores, tende a exacerbar tudo isto. O Estado Social actual (como no Império Romano, no Império Português do Século XV/XVI e noutros, pois isto é obviamente cíclico) ou é controlado ou levará à ruína.
Eu defendo o estoicismo, a meritocracia e o controle do estado social.
Outros defendem o seu crescimento ad infinitum.
Inferno demográfico, venda de património a estrangeiros, economia de bandeja (cf Marcelo Caetano) e crescimento apenas com base em aumento de dívida será o resultado… evitável, mas expectável.

Instabilidades

Ainda relacionado com o post anterior, hoje ouvi também que “o Estado Social” proporciona estabilidade aos membros mais fracos da sociedade.
A isto eu gostava de responder apenas com 2 questões:

  1. Se o Estado passa o tempo a “Roubar a Pedro para Dar a Paulo”, para resolver os problemas de Paulo… isso não cria instabilidade ao Pedro? Os criadores de riqueza, muitos deles empresários, muitos destes infelizmente recibos verdes… merecem que por idealismos de pessoas de rendimento certinho sentados em gabinetes passem o tempo a sofrer mudanças de CIRS, gerando encargos superiores a 50% dos rendimentos mesmo com rendimentos <1000€/ano, muitas vezes gerando multas pois é preciso passar dezenas ou centenas de hora por ano a acompanhar as alterações das obrigações para com o Fisco e os seus múltiplos confiscos variáveis?
  2. Quando o estado social tiver de encolher, e terá certamente de encolher pois nada cresce infinitamente e o peso do estado na economia já vai em cerca de 50%, como ficarão aqueles cujas expectativas de apoio ficarão goradas? Como ficarão os reformados que tenham assumido obrigações e que nada poderão já fazer para aumentar os seus rendimentos? Como ficarão as pessoas verdadeiramente necessitadas quando o estado tiver de cortar cegamente e abruptamente as transferências sociais devido a uma crise cujo choque a economia privada não consiga absorver? O que dirão os defensores do estado social nessa altura?
    Com o peso que o Estado Social já tem na economia, não há capacidade de absorção do próximo choque no tecido empresarial português: quando este chegar, e vai certamente chegar, terão de ser assumidas responsabilidades.

FinançasA capacidade de empatia é uma grande qualidade – e é algo que faz de nós humanos.
Mas o excesso de empatia é perigoso e se decidimos com base em emoções (na premissa subjacente de que não há escassez) a matemática será implacável.

Eu já fui um recibo verde. São temos que lembro com revolta. Discursos bonitos em salas de mármore levam a ataques constantes a jovens que nem sequer têm condições para se levantar levam logo com IRS, SS, por vezes IVA, e multas, muitas multas.

Há neste país um grupo que precisa de estabilidade, sim.
Os dos escravos que mantêm o edifício do estado social.

Ligação Riqueza – Estado Social

Existe uma diferença enorme entre co-existência, correlação e causalidade.

O facto de o Estado Social ser maior nas economias mais desenvolvidas, por si só, não prova uma correlação entre os 2 factos e, caso esta exija, fica por identificar a direção da causalidade.

Alguns defensores do estado social podem argumentar que o estado social causou a riqueza das sociedades ocidentais. Contudo essa ideia pode ser contrariada facilmente olhando para a evolução dinâmica destas variáveis.

Inicialmente (pré-revolução industrial) todos os países eram pobres e as diferenças de produtividade eram pouco significativas. Depois algumas economias industrializaram-se. Essas mesmas economias entraram então num processo de desenvolvimento acelerado, gerando excedentes. Esses excedentes permitiram então a criação de um estado social nesses mesmos países – criando assim o estado social Europeu. Como as empresas quando fazem asneira desaparecem e o estado social quando faz asneira cresce (a solução para os erros do estado social é sempre mais fundos para o estado social…), o peso deste na economia aumentou. Até que ponto? Até o crescimento estagnar e a economia paralisar com o peso da regulação e dos impostos impostos pelo estado social.

Entretanto outras economias desenvolvem-se. Como usufruem da tecnologia da Europa e do menor peso do estado social, crescem mais depressa – o que é normal dado o atraso económico. A Europa está assim a ser ultrapassada e os tigres asiáticos não só têm uma economia mais avançada (quantas empresas de electrónica há na Europa? quantas televisões são hoje feitas na Europa? quantos smartphones são hoje feitos na Europa?) como os cidadãos têm hoje acesso a saúde com tecnologia mais avançada (mas pronto, Portugal lidera nos cuidados de saúde a nível mundial – lol).
Portugal cresce a 0,5%/ano há 20 anos, tigres asiáticos de PIBpc (per capita) bem superior crescem a mais de 3%.
Há muitos factores, mas a burocracia que o estado impõe, a rigidez do mercado laboral, a excessiva carga tributária e o enorme estado social são obviamente factores limitadores ao nosso país e à Europa em geral.

Europa teve excedentes > montou estado social até ao máximo da sua capacidade e a economia só cresce com aumento de dívida. Muito sustentável, portanto.
Ásia teve excedentes > investiu na economia e conseguiu um nível de vida muito superior.
Solução na Europa: mais estado social.
(para já nem falar da importação de muçulmanos, que vão sobrecarregar os sistemas sem para ele contribuirem)
Vamos acabar com muitos a precisar e poucos a contribuir.

Diminuimos o Estado Social ordeiramente ou… desordenadamente?

Parece que o Politicamente Correcto e as boas intenções que ainda hão-de encher o Inferno preferem a segunda hipótese. So be it.The-Welfare-State

Direito positivo Vs Direito negativo – um desejo

US ConstitutionDesejava que as pessoas que deixassem de confundir direito positivo com direito negativo.

Hoje ouvi que nos EUA “há pessoas que defendem o direito às armas e não o direito à saúde”. Bem, vejamos uma coisa: para comparar estas coisas a palavra direito teria de significar a mesma coisa.

Se os Americanos têm direito ao porte de armas, não deverão ter direito à saúde? Mas ºe claro: qualquer pessoa que se desloque a uma loja para comprar uma arma, também se pode deslocar a uma seguradora, a uma farmácia, a um hospital, a uma clínica ou a qualquer outro local e adquirir serviços de saúde. É um direito de igualdade garantido por qualquer constituição ocidental contemporânea. Quem quiser pode comprar qualquer bem legal – e isso não está em questão.

Agora, os americanos devem ter direito a serviços de saúde ou a armas oferecidos, aí entram em questão princípios como o do direito do estado a me extrair sob pena de prisão a minha propriedade para oferecer bens e serviços a outrem. Aí um libertário deverá opor-se: a minha propriedade é minha e oferecer armas ou saúde a outrem com os meus recursos é uma violação do princípio de não agressão.

Eu sou contra o estado oferecer armas aos cidadãos, sublinhe-se.

Ora, confundir tudo e afirmar algo como “há pessoas que defendem o direito às armas e não o direito à saúde” é ou não perceber nada do assunto ou perceber e ser malicioso.
Independentemente da posição que se tenha sobre o direito à possibilidade de porte de armas por parte dos americanos.

 

Obrigado Pedro Passos Coelho

Retrato_Pedro_Passos_Coelho_XX_Governo

É um tempo novo, mas não queria deixar passar a oportunidade de agradecer todo o serviço de Passos Coelho ao país. Em meu nome e em nome de todos os que apreciam uma certa forma de fazer política: Muito Obrigado!

So You’re Saying… 2 pequenas entrevistas interessantes

Já todos viram a entrevista de Cathy Newman a Jordan Peterson.
Aqui fica uma psicóloga a falar sobre a entrevista de uma forma inovadora:

Outra reação interessante é esta do próprio Jordan Peterson que responde apenas a 2 pontos: como responder com força apropriada e como seria se Cathy fosse um homem:

Tenho literalmente dezenas de memes guardadas no iPhone, mas estou a pensar não os publicar, pois são muito fáceis de encontrar. Se quiserem um artigo com uma seleção, peçam nos comentários.

So You're Saying

A Paixão dos Esquerdas pelos coitadinhos

Este vídeo explica-o muito bem:

A esquerda vê estes como os grupos privilegiados:

  1. Brancos
  2. Homens
  3. Heterossexuais
  4. Ricos
  5. Nativos
  6. Cristãos

Calha o azar de eu pertencer a todos estes grupos, pelo menos em termos relativos (no 4).

Assim, os grupos promovidos são, obviamente:

  1. Minoritários (apenas 93% da população mundial…)
  2. Mulheres (sobretudo FemiNazis ou Femi-Not-Sees)
  3. Não-binários, ou pelo menos homossexuais
  4. “Intelectuais”, na definição do PCP
  5. Imigrantes (desde que de países mais pobres)
  6. Árabes

Se cumprirem vários dos critérios, podem dizer os disparates de Linda Sarsour, e nunca terão problemas. Podem até violar menores. Se pertencerem aos 1os grupos, sejam mais rigorosos que Jordan Peterson ou serão logo… como é… sexistas, racistas e homofóbicos.

Bem, mas há coerência entre estes grupos? Claro que não. Mas são todos vítimas, por isso todos merecem “apoio”. Desde que na interseccionalidade deram prioridade a grupos de vítimas e não de privilegiados, como os judeus. E se a esquerda triunfar? Vamos assistir de bancada a Árabes assassinarem gays e outras “aberrações” para a Sharia. Mas pelo menos não terá sido um grupo de privilegiados a fazê-lo. Tudo menos isso. Ufa!

Relação Esquerda – Narcisismo

Tammy Bruce faz aqui um ponto muito interessante, ainda antes da era Obama:

Em bebé alguns de nós obtém validação dos que os rodeiam. Os restantes  não têm e têm de a criar, sobrevalorizado-se. Para estes, muito do que se passa no mundo passa-se por causa deles. Se não se passar devido a eles, isso é visto por esses narcisistas como um ataque à sua identidade. Isso justifica o velho adágio: “se uma pessoa de direita não concorda com uma prática, não a faz; se um esquerda não concorda com uma prática, procura que o estado a proíba”.

Muita coisa faz agora sentido, no modo infantil como muitos esquerdas esganiçados tentam impor a sua visão. Pobres criaturas.

Partido Democrata enterra-se

The Night the Democratic Party Committed Political Suicide

That’s why I report the Democratic Party committed political suicide on Tuesday night. Their response to Trump’s speech was out of bounds. It wasn’t normal. It was hateful. It was bizarre. Actually, in a word, it was “foreign.” The Democratic Party is now a foreign party in their own country. They no longer have any understanding of what people born in America think or feel.

It’s perfectly fine to be respectfully opposed to the politics of one party or president. That’s acceptable. That’s as American as apple pie. But that’s not what happened on Tuesday night.

Democrats were outed as the party that is rooting for America’s failure. Rooting against a booming economy. Rooting for misery, instead of prosperity. Rooting against job creation. Rooting against a booming stock market. Rooting against employee bonuses. Angry about the lowest black unemployment ever. Angry about the lowest Hispanic unemployment ever. Angry at the lowest female unemployment in 18 years.

nancy-pelosi-SOTU

Partido Democrata prefere um país em ruínas, em que todos dependam do Estado e das suas empresas rentistas – quem fornece muletas gosta de pernas partidas, nem que tenham de as partir eles mesmos. E se falha depois faz esta cara. Tamanho ódio… Triste.

Aconselho também a análise de Anthony Brian Logan, um negro republicano.

 

 

Grid Girls comentam decisão da F1

Furiosas, grid girls se manifestam contra decisão “ridícula” da Fórmula 1

Grid girl

Uma decisão ridícula, a vários níveis.

Não só a roupa não é “escassa”, como não é “provocativa”: se isto é que é provocante, por favor juntem-se aos evangélicos mais radicais da década de 90 que ajudaram a eleger W na década seguinte (2000 e 2004) e que estas feministas tanto criticavam.

Além disso, a Rebecca e as colegas faziam isto de livre vontade. Onde está o Girl Power? Então agora as mulheres são tão incapazes de tomarem as suas decisões que têm de ser outras a tomar as decisões por elas.

E claro, o Wage Gap. Se querem que o grupo de todas as mulheres ganhe mais que o grupo de todos os homens, não ajuda acabar com empregos pagos acima da média, empurrando assim estas mulheres para empregos que paguem menos. Além de claro, retirar um emprego em que as colocava nos media e lhes dava acesso a outras carreiras (por exemplo, pilotar elas mesmas, como o exemplo no artigo).

Congrats women, you have just played yourselves…

He will grow out of it…

Santa

Grande Anna Muzychuk!

 

Grandmaster chess Anna

A partir do Facebook dela:

In a few days I am going to lose two World Champion titles – one by one. Just because I decided not to go to Saudi Arabia. Not to play by someone’s rules, not to wear abaya, not to be accompanied getting outside, and altogether not to feel myself a secondary creature. Exactly one year ago I won these two titles and was about the happiest person in the chess world but this time I feel really bad. I am ready to stand for my principles and skip the event, where in five days I was expected to earn more than I do in a dozen of events combined. All that is annoying, but the most upsetting thing is that almost nobody really cares. That is a really bitter feeling, still not the one to change my opinion and my principles. The same goes for my sister Mariya – and I am really happy that we share this point of view. And yes, for those few who care – we’ll be back!

Ou seja, uma Campeã legítima não só perde o campeonato que não disputa (normal, apesar de isto já de si ser criticável, pois a Arábia Saudita não deveria ter sido feito lá, mas enfim ok), como também perde 2 títulos que tinha ganho anteriormente (!). Ridículo.

No iPhone do Ricardo…(36) Duel of the Fates, John Williams

Star Wars month – Star Wars 1 (1999) – Duel of the Fates:

É Rey uma Mary Sue?

Obviamente que sim.

Para mim Kathleen Kennedy é uma anedota como produtora (não vale a pena, eu li) e está a fazer dos mais recentes Star Wars os filmes mais SJW de sempre naquele universo. Não sinto que preciso de justificar o carácter SJW dos filmes SW na era Disney, mas para os mais distraídos: todos os maus são brancos: Kylo Ren, Snoke, Hux, Kaplan, …; todos os bons são de minorias ou mulheres: Rey (mulher), Poe (latino, da Guatemala), Finn (afro), Leia (mulher), Maz Kanata (mulher, afro) Rose Tico (mulher, chino) e a liderança da resistência é Leia e Holdo (ambas mulheres, óbvio).
Os únicos heróis brancos que restavam morreram no VII (Han Solo) e no VIII (Luke). O único branco apresentado no VII morre de seguida (Lor San Tekka).
O mesmo se passando claro no Rogue One: Jyn Erro (mulher), Cassian Andor (latino – Mexico), Chirrut Imwe (chino), Baze Malbus (chino), Saw Gerrera (afro), Bodhi Rook (indiano). Os maus, adivinharam, são brancos: Tarkin, Orson Krennic, …
A linguagem é do mais PC que há. Uma pessoa que não diz um palavrão como eu enjoa.
As imagens obviamente mostram sempre os heróis em esforço ou a sorrir e os brancos, perdão, os maus com ar mau e distantes, aparentemente prontos para entrar numa escola e começar a disparar sobre todos.
O VII é obviamente uma repetição do IV e o Rogue One é um 3.9 que arruina partes do IV (por exemplo, torna o início do IV ridículo quando a Leia afirma que não tem os planos e o Vader SABE que ela os tem.

Mas o mais ridículo de tudo para mim é o quão Mary Sue a Rey é. Porquê? Bem, vejamos:

  1. O começo de Luke é como um jovem, irascível, desfocado, preocupado mais com o seu amigo Biggs do que com o mundo de fora (vejam as cenas cortadas do IV), e até preguiçoso. Rey, obviamente é uma jovem cheia de qualidade, limitada pelo seu ambiente mas com força de vontade (Cinderela?) e obviamente super altruísta (salvando o BB8 e não o vendendo por uma boa maquia)
  2. A primeira luta de Luke acaba com ele empurrado no chão, salvo da morte certa por Obi-Wan, salvo na Cantina por um velhote – ridículo. A primeira luta de Rey acaba com ela a livrar-se de dois rufias sozinha.
  3. O primeiro force pull de Luke: difícil, concentra-se para se salvar do Wampa em Hoth, a 1 metro de distância.o primeiro de Rey? Saca de 1 sabre na luta com Kylo Ren a metros e metros de distância.
  4. O primeiro uso de um lightsaber de Luke, o filho do escolhido, é indigno de um padawan – incapaz de se defender de um droid de treino acaba gozado por Han Solo. O primeiro uso de um lightsaber por Rey? Acaba com ela a derrotar mais exímio dos lutadores de sabre do lado negro, que tinha treinado durante anos com Luke e tinha recebido treino complementar de Snoke, marcando-o na cara.
  5. Mind control. Luke, só no VI e fraco. Rey, sem treino, sem saber como até, obtém domínio total. Desvaloriza o conceito. Nojo.
  6. Levantar objectos. Luke tem uma prestação miserável em Dagoba. Rey no VIII é só facilidades.
  7. Quem sabe pilotar melhor o Millennium Falcon no episódio VII? Se responderam Han Solo, responderam mal: Rey pilota melhor. Ah, e não só pilota melhor como conhece melhor a nave para identificar o que se passa de mal com esta.
  8. Snoke tinha guardas para quê, quando há uma Rey por aí?
  9. Nadar? No problemo para a menina criada num deserto.
  10. Perigo? Adversidades? Ferimentos? Falhas? lol

Podem ler contra argumentos de 2015 na Vox e na Verge e de 2017 na Forbes. Têm o resto da internet para ver inúmeras versões do que está acima. Esta é só um ex. Este não 🙂

lucas-force-awakens-rey-mary-sue

No iPhone do Ricardo… (35) – Yub Nub

Star Wars month – Star Wars VI (1983) – Yub Nub/Ewok Celebration.
(agora substituído pela infame Victory Celebration)

No iPhone do Ricardo…(34) Cantina Band, John Williams

Star Wars month – Star Wars IV (1977) – Cantina Band:

Como comprar uma notícia?

HOW BRANDS SECRETLY BUY THEIR WAY INTO FORBES, FAST COMPANY, AND HUFFPOST STORIES

An Outline investigation found that contributors to prominent publications have taken payments in exchange for positive coverage.

Mas o melhor não é a história: é a referência a uma agência da área: Article Hub.

Article Hub

Article Hub

Ou seja: 1) a crise levou a sérios problemas financeiros em todos os sites noticiosos, 2) os sites noticiosos despediram dezenas de milhares de jornalistas, contratando simultaneamente colunistas não-pagos, alguns ocasionais, alguns profissionais a 100%, 3) os colunistas não-pagos que se dedicam a 100% a escrever artigos têm contas para pagar, criando uma… oportunidade no mercado, 4) surgiram agências para fazer a ligação entre marcas que preferem ser notícia do que publicitadas, e os tais colunistas não-pagos dedicados a 100% à escrita. E quando me refiro a marcas, refiro-me a empresas, a indivíduos, a campanhas políticas, a causas financiadas, … tudo o que conseguirem imaginar.

Depois disto, apenas 62% é pouco.

Jerusalem deve ser capital de Israel?

Ou ainda este, sobre Chuck Schumer. Entretanto o que vejo hoje no Público?

Trump vai nesta quarta-feira reconhecer Jerusalém como a capital de Israel

Decisão contraria décadas de diplomacia norte-americana para o Médio Oriente. Espera-se onda de protestos e teme-se violência.

Realmente, nunca nenhum Presidente Americano disse o que Trump disse… Enfim.

Se querem criticar Trump, o que é perfeitamente normal em democracia e Trump como todos os políticos até dá muitas oportunidades, pelo menos façam-no de forma honesta.

Quando é que o Fascismo moderno vai começar a queimar livros e obras de arte?

No ponto em que já se vai na América: um quadro deve ser removido de exibição de um museu porque uma petição o considera “inapropriado” nesta época de prevalência do “assalto sexual”. Ora, o “assalto sexual” pode ser um fenómeno horrível, mas daí até dizer que 1) há uma epidemia do mesmo ou 2) que a remoção (ou destruição, já agora) de obras como esta iria ter algum efeito no número de assaltos sexuais – para ser simpático com os “Nova Iorquinos” preocupados que lançaram a petição – é ilógico.

Lembrou-me de um artigo de 2015 no Observer: The Real Reason We Need to Stop Trying to Protect Everyone’s Feelings, que pedia trigger warnings no The Great Gatsby e que tem um comentário curioso sobre o Fahrenheit 451.

Só uma nota final: eu cresci numa época em que era a direita evangélica ultra-religiosa que queria banir a sexualização da mulher, com as feministas e movimentos LGBT a promoverem “slut walks”, “love parades” e obras objectificadoras das mulheres.
Eu ainda não tenho 40. Será que ainda vou assistir a nova inversão, com os movimentos religiosos muçulmanos no ocidente a liderarem os esforços de censura, e os movimentos LGBT, gays e feministas a promoverem “slut walks”, “love parades” e a “livre expressão” do corpo? Se sim, façam-me só um favor: sem a música e a indumentária dos anos 80 😉

New Yorkers call for removal of Met painting that ‘sexualizes’ girl.

New Yorkers launched a petition demanding that the Metropolitan Museum of Art remove a 1938 painting of a young woman with her underwear exposed due to the “current climate around sexual assault” — but the Met refused Sunday.

The piece, “Thérèse Dreaming” by the French artist Balthus, “sexualizes” the girl by depicting her lounging in a skirt with her knee up on a chair, according to the petition, which was posted on the website Care 2.

(tenho que colocar o link abaixo pois o WordPress coloca as imagens atrás da citação)

No iPhone do Ricardo…(33) – Throne Room, John Williams

Star Wars month – Star Wars IV (1977) – Throne Room & Créditos:

Racismo no NYTimes exposto

Coreia do Sul força jovens universitários a sairem juntos

South-Korean-teenagers-881593

South Korea students forced to date as desperate government attempts to lift birth rate.

STUDENTS at two South Korean universities are being offering courses that make it mandatory for them to date their classmates as the country battles to reverse one of the lowest birth rates in the world.

Bem, eu adoro o ar entusiasmado com que o casal cumpre o castigo.
Pelo ar da coisa, não sei é se vai adiantar muito.
Mas, para bem do governo, esperemos que com outros casais esteja a correr melhor.

Recordo que o fenómeno herbívoro (Sōshoku(-kei) danshina Ásia é bem mais forte que o fenómeno MGTOW anglófono e é mais profundo que o simples Hikikomori. Esta é mais uma tentativa de resposta, numa tendência que só vejo a multiplicar-se nos próximos anos.

Women Rights or Islam?

For the record, eu prefiro Direitos Femininos ao modo como os Islamistas tratam as mulheres.

Agora, o modo como estas feministas nesta manifestação negam a realidade… é épica.