Tom Woods sobre a eleição de Trump e as reações à esquerda

Muito, muito bom. Recomendo o artigo completo:

Trying to Reason With the Left? Have Fun

The longer these leftist antics go on, whether on the streets or the campuses, the more the public will be educated on the precise nature of the totalitarian impulse behind leftism.

So do your worst, snowflakes.

Staff da Casa Branca em êxtase com Trump…

… ou não.

entusiasmo

Continue reading “Staff da Casa Branca em êxtase com Trump…”

O Grande Erro das sondagens

Na política americana, as sondagens nacionais são pouco relevantes.  A esse nível, elas davam 3,2% de vantagem a Hillary e o resultado final foi uma vantagem de 0,2% para Hillary. Um erro razoável e dificilmente enquadrável na margem de erro. Mas este não foi o principal erro.

O principal erro foi ao nível dos estados.

Continue reading “O Grande Erro das sondagens”

Como Clinton ganhou o Nevada?

Se forem entusiastas da política americana e acompanharam todo o processo, as sondagens e a eleição ao detalhe, uma questão ficou no ar:

Como é que Clinton ganhou o Nevada?

Bem, se esta foi a maior surpresa da noite, antes de mais, Parabéns!
Nesse caso, talvez queiram ler este artigo:

How the Harry Reid Machine …

Continue reading “Como Clinton ganhou o Nevada?”

A Globalização nunca esteve melhor

Existe uma teoria, defendida por quem nunca percebeu o fenómeno Trump, que diz:

Trump ganhou essencialmente com os votos a uma classe trabalhadora branca e analfabeta que perdeu emprego ou rendimento com a globalização

1. Quem votou em Clinton e Trump

Hillary ganhou o voto dos pobres (a tradicional compra de votos democrata com programas sociais) e das elites (em que local Hillary teve mais votos? Washington DC).

Trump ganhou o voto da classe média e dos que deixaram de ser classe média – a este propósito recomendo o vídeo do Michael Moore abaixo. Além de 90% dos Republicanos que no dia 8 pensaram no Supremo e foram votar no mal menor.

washingtin-dc

Continue reading “A Globalização nunca esteve melhor”

Carta Aberta de Hannah Bleau, uma fervorosa apoiante de Trump

Uma fervorosa apoiante de Trump explica a mentalidade que levou à sua eleição:

The first half of last night was stressful. I could barely eat. Stupid Florida, always keeping us on the edge of our seats. I switched my networks around last night. I mostly relied on Fox News and Twitter. CNN wasn’t calling states as fast, and MSNBC is a last resort kind of thing. I vowed to stay away from that channel, UNLESS things started shaping up for Donald Trump.

Then the results started coming in. Flyover nation. North Carolina. Ohio. Florida? Wisconsin?!!! That’s when the wheels started falling off their wagon. That’s when I started thinking about Hillary Clinton’s defeat. I never really allowed myself to go there before. I didn’t want to get my hopes up, but my country came through. We the People are not stupid.

We the People defeated MSM. We the People defeated the establishment. We the People saved the Supreme Court. We the People rejected the power-hungry, seahag criminal in a pantsuit.

Continue reading “Carta Aberta de Hannah Bleau, uma fervorosa apoiante de Trump”

NY Times’ exit polls

Clinton deixou-se associar aos resultados económicos de Obama, portanto perdeu.
Há 8 anos teria ganho, mas 2016 era uma “change election”.

Podem ver aqui toda a sondagem à boca das urnas.

ny-times

O discurso de aceitação de Trump

Versão esquerda regressiva, para quem sabe as notícias por programas humorísticos.

Versão real.

Acaba por ser engraçado o vídeo da 1ª ligação, de tão ridículo e preconceituoso que é…

Como vai o mapa base às 4:20?

mapa-base2

Em relação ao base…

Clinton:

  1. New Mexico
  2. Colorado
  3. Virginia

Trump:

  1. Florida
  2. North Carolina
  3. Ohio

mapa-base

Resumo das últimas semanas de campanha

lisa_benson_current_cartoon_2016-11-04_5_

Mesmo em caso de vitória, ou sobretudo em caso de vitória, como o mais-que-provável impeachment, o escândalo dos e-mails afundou de maneira irrecuperável a influência dos Clinton na política Americana. Assim, os verdadeiros heróis desta campanha não é Trump, Clinton, ou sobretudo os media; são Snowden, Assange e Manning, a quem Berlim dedicou a seguinte estátua em 2015.

assange-snowden-manning-statue

Trump vs Establishment

Os seres humanos podiam ser mais racionais. Se fossem, na “change election” de 2008 podiam ter escolhido Ron Paul. Ou nas primárias de 2016 podiam ter escolhido o Rand Paul – de longe os melhores dos 17 candidatos republicanos. Mas não, reage-se mais ao escândalo, ao choque e ao que gera visualizações. Assim acabamos com Trump a ser o candidato anti-establishment. E algo me diz que se nesta eleição não existir mudança, o “change candidate” de 2024 vai ser verdadeiramente assustador: mais polido por fora, mas muito mais fora de controlo do que Trump.

Fica o vídeo que creio que fala por si.

Edição: Secular Talk acaba de fazer um bom comentário ao vídeo. A ver.

Mapas para acompanhar a noite eleitoral

Para acompanhar as eleições, deixo aqui 2 mapas:

  1. Mapa com estados seguros e mapas que as campanhas consideram em disputa.
  2. Mapa Real Clear Politics com base em todas as sondagens.

Vamos seguindo por aqui como os cinzentos se vão dividindo.

mapa-base

polls_no_toss_ups_2016-08-11

Porque eu não consigo ver televisão há 10 anos?

midialatuffAntónio Barreto sumarizou bem o meu pensamento sobre a televisão contemporânea neste artigo no DN:

 

É simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão é pena capital. A banalidade reina. O lugar-comum impera. A linguagem é automática. A preguiça é virtude. O tosco é arte. A brutalidade passa por emoção. A vulgaridade é sinal de verdade. A boçalidade é prova do que é genuíno. A submissão ao poder e aos partidos é democracia. A falta de cultura e de inteligência é isenção profissional.

Os serviços de notícias de uma hora ou hora e meia, às vezes duas, quase únicos no mundo, são assim porque não se pode gastar dinheiro, não se quer ou não sabe trabalhar na redacção, porque não há quem estude nem quem pense. Os alinhamentos são idênticos de canal para canal. Quem marca a agenda dos noticiários são os partidos, os ministros e os treinadores de futebol. Quem estabelece os horários são as conferências de imprensa, as inaugurações, as visitas de ministros e os jogadores de futebol.

Os directos excitantes, sem matéria de excitação, são a jóia de qualquer serviço. Por tudo e nada, sai um directo. Figurão no aeroporto, comboio atrasado, treinador de futebol maldisposto, incêndio numa floresta, assassinato de criança e acidente com camião: sai um directo, com jornalista aprendiz a falar como se estivesse no meio da guerra civil, a fim de dar emoção e fazer humano.

Jornalistas em directo gaguejam palavreado sobre qualquer assunto: importante e humano é o directo, não editado, não pensado, não trabalhado, inculto, mal dito, mal soletrado, mal organizado, inútil, vago e vazio, mas sempre dito de um só fôlego para dar emoção! Repetem-se quilómetros de filme e horas de conversa tosca sobre incêndios de florestas e futebol. É o reino da preguiça e da estupidez.

Pessoalmente, lembro-me sempre da frase “prefiro ver tinta a secar”. Ou formigas a desenvolverem-se (e para não pensarem que estou a brincar: Formigas Pretas Vs Formigas Vermelhas, Formigas apreciam Açúcar, Barata dá à luz ao ser morta por formigas)

 

… e porque é que em Agosto colapsou?

O mesmo especialista analisa agora o mês de Agosto:

O modo como o povo escolhe os seus líderes/opressores é deveras curioso.

Até onde pode ir a interferência do intervencionismo na vida pessoal?

Porque hoje é fim-de-semana, riam com um exemplo de intervencionismo que só agora me foi chamada a atenção: é ilegal ser gordo no Japão!

Um dia, para “baixar os custos de saúde”, que é afinal um “custo para todos”, ainda chegará a moda cá. Por agora, ainda podem rir😉

 

Governo quer criar veículo para Crédito mal parado, para “aliviar pressão sobre sistema financeiro”

O meu artigo de ontem no Diário Económico:

Moral Hazard

Ricardo_campelo_Magalhaes

Em Economia, o ‘Moral Hazard’ – Risco Moral – acontece quando uma entidade toma mais riscos porque outra entidade arca com o custo desses riscos. Numa sociedade em que ser devedor é apoiado pelo Estado (exemplo: bonificação de IRS pelos juros), pelo Banco Central  (taxas Euribor historicamente baixas), e em que quem paga é “criança”, o pior que se pode fazer é retirar o risco de a banca emprestar. Será um pequeno passo para garantir que dentro de alguns anos haverá nova crise de crédito, ainda maior que as do passado.

Mas a banca não é um sector fundamental da economia, que importa salvar a todo o custo? A acreditar nos banqueiros e no Governo socialista, sim. Mas a acreditar na história, não. Basta estudar grandes eventos especulativos para perceber o padrão: o Estado cria uma bolha creditícia, para se resolver o rebentar da bolha cria bolhas maiores, até que o sistema sucumbe e todo o crédito (de valor recorde) é liquidado.

A solução não passa por desresponsabilizar a banca – como os banqueiros e o Governo socialista pretendem –, mas sim por criar um sistema de responsabilização do sector do crédito pelos erros de sobreexposição ao malparado. Como? Deixando bancos falir, garantindo depósitos até cem mil euros, prendendo banqueiros que cometeram erros grosseiros de gestão, e permitindo à economia assente no crédito colapsar rapidamente. O que mais afecta a economia é a incerteza que torna impossível os investimentos. Nesta solução, o desemprego disparava, mas passado alguns meses regressaria ao normal, não gerando um elevado desemprego de longa duração.

Garantindo os erros e impossibilitando os bancos de fazer a actividade A, B e C via regulação, simplesmente garante que eles vão incorrer em grandes riscos nas actividades D e E. Quem não o fizer, apresentará resultados inferiores à concorrência e, ironicamente, não terá as taxas para seduzir os investidores mais conservadores para os seus “excelentes” depósitos a prazo (exemplo: BPN). Sem garantias, garanto-vos que a imaginação para desenhar esquemas de enriquecimento rápido seria menor.

Para lerem os meus artigos anteriores: Autor Ricardo Campelo de Magalhães.

Se quiserem ler o artigo concorrente, de um jovem que ainda acredita na intervenção de ex-bancários que regulam os bancos a partir do estado: Chega de “laissez-faire”.

4ª Tertúlia do Instituto Mises no Porto

Seguindo o compromisso de uma tertúlia por mês, a direção do Instituto Mises está a organizar mais uma tertúlia no Porto, que aconselhamos a todos os nortenhos que possam assistir.

A apresentação é sobre o Liberalismo Clássico e o Liberalismo em Portugal, com o Professor Doutor Rui Albuquerque (autor no Blasfémias e n’O Insurgente), seguido de uma discussão do tema com os participantes. Quinta-feira, às 21:30, em Paranhos – Porto.

Com um tema “provocante” como este, esperamos ver diversos de vocês lá. Eu, Ricardo CM, de certeza que vou. Se quiserem ir também  favor confirmem no evento de Facebook.

4ª tertúlia

Rescaldo da noite eleitoral

Algumas notas finais:

  1. Marcelo ganhou. Ganhou a Rui Rio o jogo de bastidores. Ganhou a Passos e a Portas ao impor-se como candidato. Ganhou à Esquerda ao ter maioria à 1ª. Ganhou em todos os distritos. Ganhou em ter votos da Direita, do Centro e necessariamente da Esquerda.
  2. António Costa perdeu. Pela 3ª vez! Perdeu as Regionais da Madeira, perdeu as Legislativas, perdeu as Presidenciais. Inigualável!
  3. Se há um cartoon que pode ser identificado com António Costa melhor que o de andar com uma cadeira colada atrás dele, é o de António Costa apunhalar os que lhe são supostamente próximos. Apunhalou António José Seguro para ser líder do PS, apunhalou o líder do PS Madeira, apunhalou Maria de Belém e apunhalou Sampaio da Nóvoa. Memorável.
  4. O único Socialista que pode comemorar é Vitorino Silva/Tino de Rans. Ficou a apenas 0,6% do PCP e a 0,95% da candidata de António José Seguro. O resto podem colocar a viola no saco e terminar os seus tristes fados longe do palco.
  5. O PCP caiu. Aliás, não caiu, espalhou-se por completo. O PCP apoiar o governo está a ter custos. E eu irei estar atento ao comportamento do PCP em 2016. Pode ser que o apunhalador-mor seja apunhalado…

Fadista

Parabéns São João da Madeira

A história conta-se rápido: tal como nas Legislativas de 2015,o PSD ganhou as Autárquicas de São João da Madeira, sem maioria. A oposição não deitou abaixo o executivo mas bloqueou sucessivamente o funcionamento da câmara. Cansado, o presidente convocou novas eleições, aproveitando as presidenciais para não forçar a população a ir às urnas outro Domingo.

Foi a jogo, arriscou tudo, e ganhou! Com Maioria!

O povo de São João da Madeira rejeitou a maioria negativa nestas eleições. Uma eleição promissora.

São João da Madeira

Marcelo ultrapassou a PAF. Só aos 97% de votos contabilizados

A PAF teve mais de 2 087 000 votos.Asterix PAF

Marcelo só ultrapassou esse número de votos com 97% de votos contabilizados.

Curiosamente ainda ninguém focou isso em nenhum dos canais. É daquelas curiosidades…