Os activistas LGBT venceram, mas ainda não se convenceram disso

A dinâmica das redes sociais e da opinião pública em geral é, por vezes, hilariante. Uma secretária de estado diz numa entrevista que é homossexual. A maioria dos portugueses veria a entrevista, encolheria os ombros e seguiria em frente. Mas nas redes sociais no Verão tudo se pode tornar assunto, até saber se um assunto é assunto ou não. Os activistas LGBT decidiram que devia ser assunto. Outros achavam que não e vieram falar do assunto de aquilo não ser assunto. Logo os activistas LGBT responderam dizendo que se o não-assunto não fosse assunto, então os que achavam que o não-assunto era um não-assunto não fariam daquilo um assunto. E, de repente, o assunto já era se o não-assunto se tinha tornado assunto por se ter tornado assunto o não-assunto ser assunto.

Mas este assunto não assunto que se tornou assunto devido à discussão sobre se era assunto, teve piada por outras coisas. Por um lado, por se inverterem os papéis na discussão: os conservadores a defenderem que ser homossexual é normal e plenamente aceite pelo que a declaração não tinha nada de especial e os progressistas a defenderem o oposto. Por outro lado, revelou que os defensores de causas LGBT estão com uma espécie de stress pós-guerra. Já conseguiram quase tudo o que era possível conseguir, incluindo a mudança cultural nas gerações mais novas (a única possível). Portugal é dos países do Mundo mais amigo dos grupos LGBT, de acordo com todos os rankings. Existe sempre resistência cultural nas geraçoes mais velhas, mas essa só desaparecerá com o desaparecimento dessas gerações. No entanto, os activistas LGBT querem, e desejam, sentir que a guerra continua. Depois de conseguirem quase tudo o que havia para conseguir, sentem falta da luta. A fazer lembrar aqueles comunistas que em 2017 ainda acham que estão a lutar contra o fascismo.

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17 thoughts on “Os activistas LGBT venceram, mas ainda não se convenceram disso

  1. A guerra não acabou. Não acaba.
    Falta a poligamia, os grupos familiares, a eutanásia, a pedofilia, os novos sexos, zoofilia a exclusão dos géneros da linguagem, a criminilização das religiões, a reeducação como pena judicial e mais 100 outras situações das quais todos os dias há notícias.
    Parece que o autor do post pensa que se pode dizer:
    – Prontos, já está, parem.
    Não está nem vai estar. Estamos a assistir ao declínio de uma civilização e ao fim de um sistema de valores (cristianismo). Não se pára. O que vem em substituição não sei o que é (não devo chegar a saber) mas o exemplo da História não augoira tempos felizes.

  2. A razão porque as pessoas se “assumem” é oportunista. Há vantagens em ser homossexual assumido – quem despede um homossexual incompetente, sabendo que rápidamente o caso vai resvalar para acusações de preconceito? A do PS já garantiu o lugar. E a do PSD quer garantir o dela.
    Não há muito tempo a luta dos homossexuais passava pelo direito à privacidade da sua vida privada. Agora é o quê, a vida sexual tem de ser pública? Porquê?

  3. agora as crianças de 4 ou 5 anos podem ser transexuais

    Q: What would you say to a parent who comes to you with a 4 or 5 year old kid who they think might be transgender?

    I always recommend that the family do a weekend where the child tries out the other gender and see what happens. If you’re nervous about it, go somewhere for a weekend where your kid is able to live in that gender they’re asserting, and see what happens for your kid. See what happens when they’re in the clothing they choose. It can be really illuminating.

    fonte: http://www.hrc.org/resources/transgender-children-youth-ask-the-expert-is-my-child-transgender

  4. lucklucky

    Depois deste texto chega-se a conclusão que o autor não percebe nada do que se passa.
    Não são activistas LGBT, não os ve a protestar contra o Islamismo.
    São Marxistas.

  5. Anti-esquerdalhada

    Essa escória não ganhou nem há-de ganhar. Mas para isso é imperativo que impeçamos a esquerdalhada e a comunalha de finalizarem o seu projecto totalitário de tomada do sector educativo.

    Há que obliterar de vez o domínio marxista na mentalidade colectiva e regressar ao ensino do Direito Natural. Se a escola estatal não o faz (até porque aquele papel higiénico que dá pelo nome de “constituição” não permite àquela ministrar o ensino confessional) então terá de caber integralmente a cada família a responsabilidade de educar os seus filhos na verdade, rejeitando de forma categórica a irracionalidade e a ditadura do “pensamento” (pós-)modernaços.

  6. Luís Lavoura

    os conservadores a defenderem que ser homossexual é normal e plenamente aceite pelo que a declaração não tinha nada de especial e os progressistas a defenderem o oposto

    Os progressistas (nos quais me incluo) nunca defenderam, que eu saiba, que ser homossexual seja normal e plenamente aceite. Defenderam, outrossim, que ser homossexual não é patológico nem merece crítica, e que é pena que não seja plenamente aceite.

  7. Luís Lavoura

    Depois de conseguirem quase tudo o que havia para conseguir

    Exatamente: quase tudo. Mas não tudo.

    Ainda não tinham conseguido que bastantes pessoas, em particular em posições de relevo, declarassem a sua homossexualidade.

    Ainda não conseguiram que líderes políticos o façam, porque eles aparentemente continuam com medo de que tal afirmação os faça perder votos.

  8. Gabriel Orfao Goncalves

    «Os progressistas (nos quais me incluo) nunca defenderam, que eu saiba, que ser homossexual seja normal e plenamente aceite. Defenderam, outrossim, que ser homossexual não é patológico nem merece crítica, e que é pena que não seja plenamente aceite.»

    Primeiro: ou muito me engano ou “outrossim” não quer dizer “isso sim”, por muito que a palavra em causa pareça ter nascido para querer dizer isso mesmo, por causa da fonética.

    Segundo:

    Quanto ao “é pena que não seja plenamente aceite”.
    Luís Lavoura, eu não aceito plenamente

    – a heterossexualidade das “mulheres fatais” (isto é, a das que acham que qualquer homem tem que se lhes render aos encantos, ou a outros dotes de que é preferível não falar publicamente, e pelos quais muitas vezes elas se fazem valer e sobre os quais acham mesmo que valem muito e que têm de valer para todos, isto é, ser reconhecidos por todos como coisa apreciável, v.g., “ser boa/boazona”, “ser/pretender ser boa na cama” e outras infantilidades que eu julgava que só ocupavam a cabeça dos seres humanos durante o felizmente curto espaço da adolescência);

    – nem a dos “machos latinos”, de cuja maneira de realizar a sexualidade, infelizmente, os agora chamados “machos alfa” estão cada vez mais próximos, de tal maneira que o que há hoje, na minha talvez errada opinião, é não um erradicar do macho latino abrutalhado, mas a sua substituição por um outro tipo de homem só à superfície “sofisticado” (adjectivo que cada vez mais mulheres, infeliz e infantilmente, utilizam para classificar o “lifestyle” (outra barbaridade linguística também na moda) de certos machos), porque sem ser à superfície o conteúdo é o mesmo dos antigos machos latinos – e elas parecem gostar.

    Posto isto, por que haveria eu de aceitar a homossexualidade das “bichonas”, que é o que por aí mais se vê, com enorme destaque nos órgãos de comunicação social?

    Já aqui o escrevi:

    https://oinsurgente.org/2017/07/16/aceitar-os-nossos-e-facil/

    «Não tenho a homossexualidade ou a bissexualidade por doença ou anomalia.
    Sou heterossexual, exclusivamente heterossexual, e dou-me com toda a gente, seja qual for a orientação sexual. Mas poupem-me a bichonas, a machos latinos, a mulheres fatais (notem que os dois últimos exemplos são de heterossexuais), e a outras pessoas cujas trombas, maneira de estar ou de falar tem forçosamente de evidenciar em permanência que a grande pulsão das suas vidas, mais do que a sexualidade, é a exibição da sua sexualidade, seja ela qual for.»

  9. Não tomar a árvore (ocidental) pela floresta.
    Sugiram à paneleiragem uma volta de turismo, e de proselitismo, pelos países cristãos ortodoxos do Leste europeu…

  10. Ilo Stabet

    “os conservadores a defenderem que ser homossexual é normal e plenamente aceite”

    O estado da Direita é lamentável: são liderados maioritariamente por mulheres ou homens efeminados. São os conservadores que não conseguem conservar nada a não ser o Esquerdismo da última década e os liberais que só querem saber se a economia se aguenta. entretanto o país mergulha na depravação e disfunção que destrói civilizações sem um pio da Direita.

    Triste.

  11. Gabriel Orfao Goncalves

    Bem verdade o que ILO STABET escreveu! Bem verdade!

    Veja-se a vergonhosa desistência de lutar pela manutenção das escolas com contratos de associação!

    Nem mais um pio praticamente se ouviu.

    A direita começou por situar mal o problema: começaram por dizer que o fim dos contratos era ilegal. Veio a Secretária de Estado, num Prós e Contras (vejam no RTP Play: está lá), ler a partir de uma fotocópia do DR uma lei qualquer em que justificava (a mim pareceu-me que bem, devo dizer, e digo-o sem complexos) a legalidade do fim dos contratos de associação.

    A partir daqui, os que defendem, como eu, a manutenção desses contratos, não tinham mais que insistir na tecla de que era ilegal pôr termo a tais contratos. Essa é uma discussão para levar para os Tribunais Administrativos – para quem a quiser levar, evidentemente.

    O que deveria ter sido dito logo de início era o seguinte: a questão de ser legal ou ilegal é secundária. (Não estou a menorizar o problema de poder ser ilegal, evidentemente.) A questão mais importante é que é uma má política para crianças e jovens, para pais, para as famílias, para o Estado Português! Pelo que a lei teria de ser alterada.

    Isto é que tinha de ser dito! O problema tinha de ser visto na perspectiva do enquadramento legal A FAZER, isto é, a mudar, e não na perspectiva do enquadramento legal que ESTÁ FEITO – e que não presta! Porque em regiões onde existe excesso de oferta – como ficou demonstrado!, e que ninguém tenha complexos com isso! (é que parecia, para os socialistas, que haver excesso de oferta era uma atentado ao Estado de Direito!; como se verá em baixo, isto tinha solução: fechar as escolas menos procuradas) -, muitíssimas famílias escolhiam… as escolas com contrato de associação! Porque achavam que elas eram melhores do que as outras, evidentemente! (O que não quer dizer – não temos dados para isso – que achassem as escolas públicas más. Simplesmente, achavam-nas menos boas do que as que escolhiam.) Será que tanto pai e tanta mãe estavam completamente enganados quanto ao que escolhiam para os seus filhos?

    As escolas que deveriam ter fechado deveriam ter sido as outras: as que não tinham procura (fossem quais fossem: públicas ou privadas). No caso de serem públicas, não me venham com o problema dos funcionáios públicos: é um falso problema! Que tragédia há em despedir funcionários públicos, se a Administração Pública não tiver necessidade de tantos, e passarem estas pessoas a trabalharem como professores no privado? Nenhuma. O sistema “larga” de uma lado e “pega” do outro. Ser trabalhador no privado é ter sarna, por acaso? Ser professor no privado é diferente de ser professor no público? Não se é professor da mesmíssima maneira? É ser-se menos cidadão ou menos pessoa?

    (continua)

  12. Gabriel Orfao Goncalves

    (cont. e fim)

    Uma reportagem da Repórter Ana Leal, pessoa que tenho na mais alta consideração, indicava que poderia haver indícios de ilegalidade no licenciamento das escolas com contratos de associação. Investigue-se, então, e puna-se quem tiver cometido ilegalidades administrativas e/ou criminais, sejam agentes da AP sejam particulares. É trabalho para o Ministério Público e para as polícias de investigação criminal. Mas isso não é razão suficiente para fechar uma escola, porque há interesses e direitos dos particulares que não podem ser sacrificados de qualquer forma por causa de ilegalidades cometidas por agentes da Administração Pública ou de quem administra as escolas, no casos de uns ou/e outros terem cometido ilícitos. Os administradores das escolas até poderiam ir presos, se tivessem cometido crimes. Mas as escolas não tinham de fechar. Uma coisa não tem nada que implicar a outra!

    Outra questão era o da quantia que as escolas com contratos de associação recebiam. Mais uma vez o PSD e o CDS não foram ao fundo da questão, como era sua obrigação terem ido (e mais o PS e todos os que dizem lutar pelo interesse das famílias; mas já sabemos que para o PS e restante esquerda o interesse é o das famílias… que tenham funcionários públicos). Argumentavam com um estudo que dizia que as escolas com contratos de associação recebiam uma quantia equivalente ou até ligeiramente menor, para o mesmo número de alunos e para o mesmo número de turmas, que as escolas públicas, apresentando resultados académicos às vezes melhores, às vezes iguais, às vezes piores (como é naturalíssimo!). O Ministério contrapôs, dizendo que recebiam mais dinheiro do que as escolas públicas.

    Nunca ouvi ninguém dizer: “Mas então isso não é razão para se fechar uma escola. O Ministério que diga até quanto está disposto a pagar para manter em funcionamento escolas em cujas regiões, existindo pluralidade de escolha, merecem a PREFERÊNCIA de tantos pais de crianças e jovens.”

    Isto é que tinha de ser dito! E não ouvi ninguém dizer. Situar a questão no combate pela liberdade de escolha e forçar o Ministério a discutir até quanto está disposto a financiar – isso era o que tinha de ter sido feito! E ainda pode ser feito, pelo que deve ser feito! Obrigar o Ministro a falar em quantias!

    Assim, permitiram ao Ministério dizer (e sem sequer forçar o Ministro a dizê-lo explicitamente!, vejam só a inabilidade política!): “Não não estamos dispostos a dar um cêntimo para projectos educativos de particulares em substituição do mesmo serviço prestado pela AP”.

    O Ministro disse isto (isto é, transmitiu esta mensagem)… sem precisar de o dizer! Como não o disse por palavras, mas através do silêncio, não levou troco!

    Isto é o comunismo em acção. E a direita deixou.

    É um VERGONHA!

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