As virtudes da gestão pública da banca

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Fica aqui uma pequena pista sobre a razão pela qual o Bloco de Esquerda e o PS não querem uma comissão parlamentar de inquérito a um banco que custará mais aos contribuintes que BES e BANIF juntos.

28 de Junho de 2007

Governo aprova dois contratos de investimento no montante total de 535 milhões

O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, as minutas de dois contratos de investimento, num total de 535 milhões de euros. As empresas em causa são a Pescanova e a La Seda. Os dois projectos vão criar 350 postos de trabalho.

13 de Março de 2008

Sines: Sócrates promete investimentos públicos para acompanhar privados
“São obras decisivas não apenas para Sines, mas para o País”
, disse José Sócrates,(…)
O chefe do governo, que falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra na nova fábrica de plásticos — Artenius Sines — da grupo espanhol La Seda referiu ainda como prioridade a ligação ferroviária a Sines, em fase de avaliação de impacte ambiental.

10 de Junho de 2009

Caixa assegura viabilidade financeira de curto prazo da espanhola La Seda
A Caixa Geral de Depósitos injectou 25 milhões de euros na espanhola La Seda(…)

10 de Julho de 2009

La Seda pede 488 milhões de euros à CGD para viabilizar fábrica de Sines

7 de Agosto de 2009

La Seda penhorou acções de nove empresas por 25 milhões da CGD
Em plena crise financeira, já com várias unidades temporariamente encerradas por falha de tesouraria, a La Seda de Barcelona acordou em Junho um empréstimo de 25 milhões de euros do accionista Caixa Geral de Depósitos (CGD)

28 de Outubro de 2009

CGD cede mais 10 milhões à La Seda para continuar Sines

3 de Agosto de 2010

La Seda assegura colocação total do aumento de capital
Período de subscrição preferencial captou 75 milhões de euros, acima dos 50 milhões que eram pretendidos pela empresa espanhola, onde a CGD é o maior accionista.

5 de Agosto de 2010

Fábrica da La Seda em Sines recebe crédito de 226,5 milhões
A fábrica de PTA da Artenius Sines, subsidiária a 100% da La Seda de Barcelona, tem financiamento garantido. É essa a conclusão que a própria petroquímica tirou, ao anunciar que o primeiro desembolso do “projecto finance” contratado com um sindicato bancário liderado pela Caixa Geral de Depósitos está disponível a partir de hoje.

28 de Julho de 2011

A fábrica da Artlant em Sines, a antiga Artenius, entrou na fase de testes, que precede o arranque da operação comercial, previsto ainda para este ano.
A fábrica, cujo investimento foi iniciado pela La Seda de Barcelona e ascende a 500 milhões de euros, arrancou com a realização de testes a todos os equipamentos instalados, o que deverá durar três meses, informou a empresa

29 de Fevreiro de 2012

La Seda quer construir nova fábrica em Sines

18 de Junho de 2013

Caixa perde mais de 120 milhões com investimento na La Seda

3 de Fevereiro de 2014

Justiça decreta liquidação e dissolução da La Seda

21 Fevereiro de 2015

Trabalhadores da Artlant PTA em Sines em regime de `lay-off` nos próximos meses

14 de Junho de 2016

 

2,3 mil milhões de empréstimos estão em risco na Caixa
O maior devedor é o grupo Artlant – com 476 milhões
– que planeava construir em Sines um dos maiores projectos industriais de Portugal.

 

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11 pensamentos sobre “As virtudes da gestão pública da banca

  1. JP-A

    O que me parece extraordinário é que as pessoas que apontam e nomeiam robalos para os cargos ainda andem pelas TVs a tecer comentários sobre a banca, as finanças e o futuro da nação, ao mesmo tempo que uma socialite qualquer vê a sua carreira arruinada porque o marido anda metido nuns esquemas quaisquer de umas centenas de milhar de euros e as marcas lhe cortam as pernas por causa da imagem! 🙂

    Já agora, quem é que esteve à frente do BdP até 2010?

  2. JP-A

    “Uma mulher de 85 anos foi hoje condenada a cinco meses de prisão, pena suspensa na sua execução por um ano, por furtar uma carteira no Porto, crime semelhante a outros que já tem no cadastro criminal.”

    Isto é Portugal, o país dos portugueses!

  3. Isto é muito mais obsceno do que aquela fotografia da senhora escarranchada em cima do marido no picnic . E o pior de tudo , por nos andarem a “fecundar” à descarada , vai mesmo haver muita criança traumatizada a pagar por esta pouca vergonha …

  4. Luís Lavoura

    O que é que o Carlos Guimarães Pinto deduz daqui?
    Eu o que vejo é que a CGD concedeu crédito a uma empresa e essa empresa falhou. Nada me diz que a CGD tenha feito uma má avaliação de risco ao ter concedido este crédito específico.
    Tal como o Carlos sabe, há montes de empresas que falham, e montes de nvestidores que as financiaram e ficam a ver navios.

  5. André Miguel

    Claro que nao Luís, a CGD fez uma análise de risco certíssima! Você vive em que mundo? Fuma o quê? Ou isso é patológico?

  6. Pingback: Quem afundou a Caixa? – O Insurgente

  7. “Tal como o Carlos sabe, há montes de empresas que falham, e montes de nvestidores que as financiaram e ficam a ver navios.”

    Se a CGD fosse privada como devia ser!
    Neste caso, quem perde é o contribuinte que não foi tido nem achado na decisão.
    Por isso é que no sector público não há má gestão uma vez que as empresas nunca vão à falência, o que pior pode acontecer é ir um pouco mais fundo ao bolso do contribuinte.

    Rui SIlva

  8. Pingback: Outras razões para termos de meter mais 4 mil milhões na Caixa Geral de Depósitos – O Insurgente

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