Política e economia

 

Em meados deste mês, o Padre Vítor Melícias, repetindo o teor desta entrevista, lamentou na RTP que a economia domine a política. Concluía ainda ser preciso pôr termo à ambição desmedida pelo lucro, objectivo que só seria alcançado quando a política se impusesse à economia. Victor Melícias cai num erro socialista muito comum, que pressupõe a política, enquanto actividade ligada ao Estado, como sendo intrinsecamente bondosa e benéfica, ao contrário da actuação individual que peca por egoísta e sem escrúpulos. É um erro comum que mais me espanta por vir de um católico. Na verdade, a virtude não se encontra na política, mas na ética de cada um. A visão política da sociedade pode ser tão desonesta e ambiciosa quanto a económica, como se viu nas inúmeras aventuras empresariais do Estado que, por má gestão e irresponsabilidade, resultaram em prejuízos avultados para os cidadãos e na insolvência do próprio Estado.

As faltas humanas são, como o nome indica, do homem. Individuais. Só cada ser humano as pode ultrapassar e compensar. E é nisso que a religião, qualquer religião como a católica, tem um papel fundamental: mostrar e fundamentar esse caminho. Tão assim é que nenhuma sociedade consegue ser livre se não for religiosa. Se a maioria dos seus cidadãos não buscar na religião o sentido último de uma ética que o suporte a si e aos outros.

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37 thoughts on “Política e economia

  1. Dervich

    Este artigo coloca algumas questões pertinentes e está razoavelmente bem escrito, com bons argumentos que podem servir como ponto de partida para várias discussões.
    Só foi pena ter estragado tudo com as últimas 2 frases:

    “Tão assim é que nenhuma sociedade consegue ser livre se não for religiosa” – Naturalmente, é precisamente o contrário, podemos pensar, por um lado, na Holanda, na Dinamarca ou na Suécia e, por outro lado, na Arábia Saudita, no Irão ou em Myanmar;

    “Se a maioria dos seus cidadãos não buscar na religião o sentido último de uma ética que o suporte a si e aos outros.”

    Não é forçoso que o sentido último de uma ética apropriada se encontre na religião, isso pode efectivamente suceder mas, em muitos casos, sucede precisamente o contrário!…

  2. Realmente, porque é que a ética tem que ir ser buscada à religião? Na verdade, até se pode argumentar que a ética baseada na religião é uma falsa ética (se eu sigo certos valores, não pela minha consciência me mandar fazer isso, mas com medo do castigo divino – ou de reencarnar numa casta inferior – , não estou a ser ético coisa nenhuma).

  3. «“Tão assim é que nenhuma sociedade consegue ser livre se não for religiosa” – Naturalmente, é precisamente o contrário, podemos pensar, por um lado, na Holanda, na Dinamarca ou na Suécia e, por outro lado, na Arábia Saudita, no Irão ou em Myanmar;»

    Se a => b, o reverso é ~b => ~a, não ~a => ~b. Isto é, o argumento do André, de que nenhuma sociedade consegue ser livre se não for religiosa, não quer dizer que todas as sociedades religiosas são livres. Por outro lado, os exemplos que dá, os países escandinavos, são exemplos de países onde a ética protestante (por definição religiosa) é mais forte. A religiosidade de um povo não se vê pela presença religiosa no estado. Havendo a separação entre estado e igreja, o estado assume a obrigação de ser neutro relativamente à religião (o que não quer dizer que os valores religiosos dos eleitores não acabem por se repercutir nas escolhas públicas).

  4. Jose

    “que mais me espanta por vir de um católico.”

    Não se devia espantar. O cristianismo não tem, em termos de doutrina, boa relação com o lucro. Basta ler os Evangelhos e alguns episódios da vida de Jesus ( os vendilhões do templo, abençoados os pobres, etc), para perceber isso.
    Não é por acaso que os teólogos da libertação levavam o “Manifesto Comunista” debaixo da sotaina.
    E a ética que enforma os nossos conceitos de mal e bem, bebe não só dos conceitos cristãos ( elogio do perdão, etc) e da chamada lei natural mas, sobretudo, dos Dez Mandamentos, do Antigo Testamento, da herança judaica portanto.
    É verdade que as sociedades ocidentais se emanciparam relativamente à interpretação estrita dos imperativos religiosos, mas quem conhece a doutrina não pode abjurá-la. É o caso do Padre Melícias e de alguns clérigos “vermelhos” como, por exemplo, Januário Torgal, etc.

  5. ricardo saramago

    Quando o assunto é dinheiro a sério, aparece sempre esta personagem.Seja nas misericórdias, nos bancos mutualistas, lá vem o nosso amigo para garantir que o dinheiro não se desperdiça.
    Fica sempre bem num conselho de administração.

  6. tric

    “E é nisso que a religião, qualquer religião como a católica, tem um papel fundamental: mostrar e fundamentar esse caminho. Tão assim é que nenhuma sociedade consegue ser livre se não for religiosa. Se a maioria dos seus cidadãos não buscar na religião o sentido último de uma ética que o suporte a si e aos outros.”

    mas tem que existir um modelo economico que se adapte a essa realidade!! e esse modelo éééééééé…um modelo economico inspirado no de Salazar!! ou querem introduzir nessa realidade um modelo economico Judaico!!?? é o mais provavel quando o Rabi Viegas é a inspiração cultural destas “novas” elites politicas…

  7. Jose

    “a ética não tem de ir ser buscada à religião”

    Mas é. Claro que se pode dizer que as religiões se limitaram a dar um “toque” divino à lei natural, mas essa é a história do ovo e da galinha.
    A nossa ética ( nossa, ocidental), aquilo que é “bem” e aquilo que é “mal”, vai direitinha aos 10 Mandamentos, com mais ou menos conversa.

    Já no Islão, por exemplo, o que é “bem” e “mal”, bebe literalmente no que o Corão diz que é bem e mal, e no exemplo do profeta.
    Assim, por exemplo, aquilo que para nós é pedofilia ( sexo com uma criança) e portanto “mal”, ( as leis limitam-se a codificar estes conceitos), para os muçulmanos é “bem”, porque o profeta casou com uma menina de 6 anos e consumou o casamento aos 9. E o que o profeta fez é sempre moralmente “bem”, porque é ele a referência, não estando o seu comportamento sujeito a uma avaliação a partir de um outro código ético-moral.

    De resto , e voltando ao tema, o facto de tanto no Islão como num certo cristianismo, se criticar o juro e a busca de uma vida melhor, resulta do o Profeta ter bebido isso no cristianismo e este ter começado por ser uma religião de escravos, de revolta contra o judaísmo.
    De resto o próprio comunismo é uma espécie de cristianismo original, profanizado. Marx, ele mesmo um judeu que não gostava de o ser, referia que o judeu era o capitalista.
    E trazia tb um céu, na sua profecia: a sociedade sem classes.

  8. Hugo Novais

    Como leitor recente deste blog, com que muito me identifico nas opiniões gerais, de economia, política, e sociedade, anti-colectivismo e pró liberdade individual, não posso deixar de me surpreender por ver já por várias vezes a defesa e a ligação à religião católica, ponto esse que não percebo, já que é uma instituição pela qual tenho particular desprezo, e que é uma sombra saída da era medieval…
    Um grande bem-haja.

  9. lucklucky

    É muito tolerante com o Padre Vitor Melícias. Quando alguém quer colocar a Política à frente da Economia quer simplesmente a possibilidade de manipular a realidade a seu favor, por outras palavras: mentir. Quer o poder da Palavra sobre os Números.

    Nada aterroriza mais esta gente que a conversa sobre défice, dívida acabe por educar o povo para as contas.
    Eles têm medo que o povo aprenda a ter conhecimento sobre economia e lhes corte o seu poder sobre o dinheiro do povo.

  10. Pi-Erre

    “Tão assim é que nenhuma sociedade consegue ser livre se não for religiosa.”

    .
    Que absurdo! Sem ponta por onde se pegue.

  11. Lusitânea

    Um conselho ao Milícias:Na zona de Sesimbra existe uma gruta para onde pode ir rezar e meditar enquanto a sua gorda reforma é distribuída pelos pobres…

  12. Euro2cent

    > “a ética não tem de ir ser buscada à religião”

    Vê-se. Com o caminho aberto pelo trabalho de sapa do Lutero, tivemos jacobinos a justificar os meios com os fins, e palhaços como o Crowley a trombetear que “Do as thou wilt shall be the whole of the law”.

    Sem falar de totós como o Stuart Mill e o seu “greatest good of the greatest number”, que poderia ser usado pelos cartagineses para justificar os sacrifícios humanos.

    Bah. Minem o esteio divino da dignidade humana, e vale tudo.

  13. “Assim, por exemplo, aquilo que para nós é pedofilia ( sexo com uma criança) e portanto “mal”, ( as leis limitam-se a codificar estes conceitos)”

    O que confirma o meu ponto – a nossa oposição à pedofilia não deriva da religião, já que penso não haver nada na Bíblia sobre o assunto.

  14. vasco

    esteio divino? mas qual esteio divino? e quer mesmo falar de coisas más causadas pelos católicos?

  15. Euro2cent

    > quer mesmo falar de coisas más causadas pelos católicos?

    Faça favor de arrotar a propaganda protestante toda que passou a vida a engolir acríticamente.

    Nunca o mundo viu uma corja maléfica com tanta capacidade de mentir descaradamente. Clientes nº1 do “Prince of lies”, como eles sabem.

    Mas esteja à vontade para lhes papaguear as tretas.

  16. vasco

    Conte lá as tretas protestantes. Agora fiquei curioso. Será a Inquisição ou a pedofilia? Ilumine-me por favor.

  17. José António Salcedo

    Apreciei o primeiro parágrafo do post. Quanto ao segundo parágrafo, em particular quanto à afirmação “Nenhuma sociedade consegue ser livre se não for religiosa. Se a maioria dos seus cidadãos não buscar na religião o sentido último de uma ética que o suporte a si e aos outros.”, considero-a incorrecta e totalmente infundada. Quer moralidade quer ética transcendem religião – qualquer religião, e precisamente aí reside a sua importância e beleza. Para uma opinião pessoal e mais detalhada sobre o assunto: http://tinyurl.com/yzt4gep.

  18. Jose

    Miguel Madeira, ignoro se o facto de a pedofilia ser “má”, segundo os nossos (ocidentais) parâmetros éticos, busca raízes nos chamados valores cristãos.
    Há certamente alusões à vida de Cristo ( deixai vir a mim as criancinhas…) que fazem reverter sobre as crianças um manto protector.
    Mas os chamados valores judaico-cristãos estão muito em consonância com a chamada lei natural. E são o “bulk” da nossa civilização, queiramos ou não, com aperfeiçoamentos oriundos da filosofia e do livre pensamento, ele tb só existente nestas sociedades, e não por acaso.
    Outras culturas ( e a elas estão sempre ligadas certas religiões) têm outros valores.
    O Islão, como referi, é onde as coisas são claras como a água: o referencial ético é o Corão e a Sunna. Se o profeta, em determinada situação, degolou um judeu, então degolar judeus é “bom”. E não há maneira de dizer que é “mau” porque isso seria fazê-lo a partir de um referencial exterior e superior ao Islão. O que é impossível.

  19. Jose

    “Quer moralidade quer ética transcendem religião ”

    Nas sociedades ocidentais, sim. Nas islâmicas, claramente não.

    A ver se nos entendemos: a generalidade das noções de bem e de mal não nascem com a pessoa. Algumas são instintivas, é verdade. Proteger os filhos, por exemplo que provavelmente é um apuramento darwinista característico de uma espécie que é pujante e na qual as crias nascem sem qualquer defesa.
    Mas outras são aprendidas.
    Onde? Num determinado meio cultural. Podem resultar de práticas empíricas ditadas pelo pragmatismo da vida em comum. Mas podem também ter nascido de textos religiosos. Os Dez Mandamentos, por exemplo. Se foram outorgados por Deus ( perspectiva religiosa) ou se a sua “outorga” foi apenas um selo religioso aposto em práticas já existentes, é uma questão de opinião. O que é facto é que foi o seu carácter doravante religioso que assegurou a sua disseminaçao e contaminação nas nossa sociedade.
    Mesmo que não se seja crente, a moral cristã impregna-nos e determina o mal e o bem. As leis nascem nessa atmosfera cultural e são, portanto, a mera codificação dos valores predominantes.
    Claro que há outras éticas a despontar, resultantes da filosofia, de ideologias, etc, ( respeito pelo ambiente, etc) mas têm também um carácter religioso. ( uma ideologia é basicamente uma religião profana).

    No Islão, como já disse, a ética e a moral são, clara e absolutamente, referidas aos textos sagrados. E só.

  20. Jose

    “Será a Inquisição ou a pedofilia?”

    Nenhuma destas “coisas” está inscrita na doutrina do catolicismo. Resultam das perversões humanas e do poder.
    Se, por exemplo, um professor do Técnico for um violador, isso não resulta do facto de ser do IST, nem coloca em causa o IST. É uma acção de um indivíduo.

    De resto desafio o comentador a demonstrar que estas duas aberrações que referiu, estão de acordo com os valores cristãos. Em que partes do Novo Testamento ou nos textos canónicos, se fundamentam?

  21. Fernando S

    “[] … nenhuma sociedade consegue ser livre se não for religiosa. Se a maioria dos seus cidadãos não buscar na religião o sentido último de uma ética que o suporte a si e aos outros.”
    .

    Uma coisa é defender que a ética da liberdade deve muito (ou até tudo …) a uma ou mais influencias religiosas. Até posso concordar, em particular no que se refere ao cristianismo.
    Outra é pretender que a adesão a uma religião por arte de uma maioria dos cidadãos é uma condição da liberdade. Não posso concordar, por tantas e variadas razões.
    Ja concordaria se se dissesse algo do género : Nenhuma sociedade é livre se for anti-religiosa (anti-clerical, anti-catolica … anti-judaica, anti-muçulmana, etc).

  22. vasco

    “Nenhuma destas “coisas” está inscrita na doutrina do catolicismo”

    Não estão nem eu disse que estavam. Eu falei em católicos. Os problemas (pelo menos os maiores) não estão nas doutrinas, estão nas práticas.

  23. Jose

    “Eu falei em católicos”

    Argumentação falaciosa e inconsequente. Repare, você é um ser humano. Se tiver uma conduta imoral, segundo um qualquer referencial ético, isso não habilita ninguém a condenar a espécie humana ou até mesmo todos os vascos do planeta.
    Agora se você estiver a agir no quadro de uma doutrina, aí sim, pode-se condenar a doutrina. (Por exemplo, um nazi, ou um muçulmano a agir de acordo com a ideologia nazi ou as prescrições do Corão. Se o nazi mata judeus e o muçulmano mete uma bomba no comboio, estão a agir de acordo com aquilo que a sua crença prescreve.)
    Entende a diferença?

  24. vasco

    Desculpe lá você leu que o meu comentário foi em resposta a outro comentário? Ponha-se no contexto. O comentador a que respondi disse que se não formos buscar a ética à religião, vale tudo. E deu (para ele, maus) exemplos de protestantes. Eu dei de católicos. Entende a diferença?

    Se eu por principio não condeno religião nenhuma, as hierarquias e as suas práticas já são outra história. Não há nada de falacioso nem de inconsequente nisto. Existe muito a apontar.

    A Inquisição teve responsabilidades das hierarquias católicas, assim como os múltiplos de casos de pedofilia.

  25. Jose

    “A Inquisição teve responsabilidades das hierarquias católicas, assim como os múltiplos de casos de pedofilia.”

    As hierarquias são aparelhos de poder. Não são doutrinas. Não pode condenar o catolicismo porque alguns dos seus representantes age fora do quadro doutrinário. Tal como não pode condenar a democracia porque McCarthy abusou do poder. Tal como não pode louvar o nazismo porque houve responsáveis nazis que agiram de forma moralmente correcta.

    Pode e deve criticar o catolicismo por conter certos valores, como por exemplo a aversão ao lucro, não pelo facto de o Padre X gostar de rapazinhos

  26. vasco

    “Não pode condenar o catolicismo porque alguns dos seus representantes age fora do quadro doutrinário”

    Mas leu o q escrevi?

    “Os problemas (pelo menos os maiores) não estão nas doutrinas, estão nas práticas.”

    “Se eu por principio não condeno religião nenhuma(…)”

    Quer que repita?

  27. exemplos da ética judaico/cristã:

    “Agora, pois, matai todos os meninos entre as crianças, e todas as mulheres que conheceram homem, deitando-se com ele. ” (Números 31:17)
    “Mas todas as meninas, que não conheceram homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós.” (Números 31:18)
    (Moisés!!!)

    “porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja” (Coríntios 14:33-35)
    “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido” (Efésios 5:22,24)

    bela doutrina

  28. Jose

    Guna, a Bíblia e os livros de Stephen King contém coisas verdadeiramente pornográficas. Mas têm uma particularidade: não fazem lei em nenhum país, são relativas a contextos específicos, interpretáveis, e só os lê quem quer ou quem gosta.

    Se Guna disser que eu devo ser degolado, estou-me nas tintas, porque não faz leis nem manda.
    Se o Código Penal disser que eu devo ser degolado, aí já me preocupo.

    É aliás esta a diferença entre a Bíblia e, por exemplo, o Corão.
    A Bíblia é um conjunto de histórias datadas, interpretável, etc,etc. Basicamente, literatura.
    O Corão é um livro de leis, não contextualízável, nem interpretável. É a fonte da lei em dezenas de países.
    E quando o Corão manda matar os infiéis, não é uma mera curiosidade do tempo de Maomé. É lei, urbi et orbi.

    Percebeu a diferença?

  29. José, o post fala em ética e valores, etc, o que eu não concordo é com o querer usar a religião como base para uma ética moral para a “sociedade consegue ser livre se não for religiosa. Se a maioria dos seus cidadãos não buscar na religião o sentido último de uma ética que o suporte a si e aos outros.” pois como diz, é baseada em estórias: “verdadeiramente pornográficas”.

    A divisão entre a religião (qualquer uma), as leis da terra e a aplicação destas varia geografica e temporalmente. Um exemplo actual é por ex. o ensino do “criacionismo” como alternativa às teoria da evolução.

  30. Jose

    “o que eu não concordo é com o querer usar a religião como base para uma ética moral para ”

    Pode não concordar, mas é.
    O facto de você achar “bem” certas coisas e “mal” outras, de onde pensa que vem? Nasceu consigo? Ou foi educado num determinado meio cultural onde essas noções lhe foram instiladas?
    E, quer concorde quer não, esse líquido amniótico de valores, na nossa cultura, bebe no cristianismo e no judaísmo.
    O que o impede, por exemplo, de matar um velhote que passa por si e tem a carteira recheada? Não, não é o medo da polícia, é o facto de achar isso “mal”. E acha “mal” porquê”?

    Livro do ÊXODO;
    CAPÍTULO 20:
    (Dt 5:1-21 )
    …Não matarás.

  31. Eu creio que uma tradução mais correcta é “não assassinarás…”, e isso foi coisa que Moisés “nunca” fez ou mandou fazer… mais um bom exemplo da moral judaica/cristã.

    Claro que valores presentes na cultura têm influência no comportamento, mas não acho que seja esse o único factor determinante. A ligação entre religiosidade e criminalidade (sendo a religião um factor que diminui a criminalidade numa sociedade ou grupo) é muito discutivél. Culpa e empatia não são advenientes da religião. E da mesma forma que não se anda a “matar um velhote que passa por si e tem a carteira recheada”, não vê animais (sobretudo sociais) a comerem-se uns aos outros.

  32. Alma Peregrina

    Achei interessante que o vasco (#19) tivesse mencionado a Inquisição como uma das coisas que NÃO seriam “tretas protestantes”…

    … quando não existe maior treta protestante do que o mito da Inquisição (que nunca existiu, existiram várias inquisições, com várias práticas… um delas até sobrevive hoje e não faz mal a ninguém)

    Para mais informações sobre o nascimento da Lenda Negra pela propaganda protestante veja-se este documentário da BBC:

    http://www.gloria.tv/media/177578/embed/true

  33. Alma Peregrina

    Caro Tric (#9):

    Não. O modelo económico católico não ééééééé Salazar! O modelo económico católico sããããããão os papas que escreveram encíclicas de Doutrina Social da Igreja (como João XXIII e Paulo VI, que o salazarismo tantas vezes rejeitou)

    Mas, se não quiser ir aos papas, pode sempre encontrar outros melhores que Salazar para lhe darem um modelo económico católico: G.K. Chesterton, Hillaire Belloc, E.F. Schumaccer, Heinrich Pesch, etc…

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