mudou a táctica

“O governo prometeu por o investimento [público] a crescer 4,9% e está a cair…5,2%. Não nos vamos deter nos méritos e deméritos do investimento público. Mas há uma interrogação que fica: como é que três partidos, fervorosos defensores do investimento público, se calam perante uma queda de 11,5% se incluirmos despesas de capital?”, Camilo Lourenço, no Negócios de hoje 29/08/2016.

Analisados os últimos números da execução orçamental, reitero o que aqui tenho vindo a afirmar nos últimos meses: as receitas estão francamente abaixo do esperado (e a sinalizar um crescimento de 0,8% a 1,0% para o conjunto de 2016) e é, sobretudo, a redução observada no investimento público (e de uma forma mais abrangente na despesa de capital) que está a produzir a redução do défice público. Na realidade, a despesa corrente das administrações públicas, em particular a da administração central (e dentro desta a do subsector Estado), vai exibindo um grau de execução compatível para esta altura, se bem que exibindo já desvios orçamentais relevantes, em particular na despesa com pessoal (+3,4% versus previsão de +2,3%) e, acima de tudo, nos gastos com juros (+7,6% versus +4,5%). Pela positiva, sublinha-se na Segurança Social a redução das prestações de desemprego (-14,8% versus -7,0%), facto corroborado pelo menor número de inscritos nos centros de emprego. (Mas, abro um parêntesis neste ponto, há que questionar um aspecto crucial: quantas pessoas deixam de estar inscritas, ou simplesmente não se inscrevem, quando não têm direito a subsídio de desemprego?)

Ora, no presente exercício orçamental, afigura-se evidente que o investimento público faz parte – certamente tem feito parte – da estratégia de consolidação das contas públicas o que, dados os partidos que suportam o Governo em 2016, não deixa de constituir o maior cinismo político e uma terrível ironia do destino. Mas face ao demais só assim se sairá do procedimento por défice excessivo este ano, o que será feito à tangente e com o inconveniente de não reduzir o défice estrutural conforme exigido por Bruxelas, apenas adiando despesa que, mais cedo ou mais tarde, acabará por surgir nos livros do Estado (e criando condições para novo PDE logo depois). Resta saber se a contracção do investimento público este ano, e com ela os resultados até agora obtidos, é deliberada (para obter os números estabelecidos em Bruxelas) ou se é acidental (porque não há ainda fundos do PT2020 a chegar ao terreno). E qual o impacto final no crescimento da economia e na estratégia macro do executivo. A propósito deste enigma, não deixa de ser curioso que nas últimas semanas o sempre tão palavroso ministro do Planeamento (adoro esta designação!) e das Infra-Estruturas, responsável pelos fundos comunitários e apontado nos bastidores como o sucessor do actual ministro da Economia, tenha andado tão arredado da lide pública…Sabe-se que a taxa de compromisso dos fundos do PT2020 está a avançar a bom ritmo. Mas como estão as taxas de execução, de realização e de pagamento??

Regressando ao exercício orçamental, o mais interessante é analisar a forma como a táctica se vai adaptando às críticas dos observadores, bem como as consequências que vai produzindo no próprio exercício. Durante o primeiro semestre acumularam-se atrasos nos pagamentos aos fornecedores do Estado, quebrando uma tendência plurianual que só ficava bem ao País. O Governo foi fortemente criticado por isso e ainda bem. Agora que toda a gente já viu isso – e o condena –, a táctica passou a ser outra: vai-se acumulando dívida, pagando com dívida. E, de facto, de todos os dados que saíram em Agosto em matérias de finanças públicas o mais relevante foi o agravamento da dívida pública. Segundo o IGCP, o endividamento da República Portuguesa (quer a bruta quer a líquida de depósitos…depósitos feitos de dívida!) aumentou para um novo máximo histórico, situando-se agora em 131,6% do PIB. Mais: o custo de financiamento associado à emissão de dívida pública está a aumentar face a 2015 e, mais ainda, o peso de investidores residentes no seu financiamento também tem vindo a aumentar. Coincidência ou não, entre Maio e Junho deste ano o endividamento da administração central aumentou em mais de 2500 milhões de euros. Sem surpresa, o País está novamente no radar pelos maus motivos. E a avaliar pelos sinais que BE e PCP vão dando em relação ao OE2017, ainda que porventura tétricos, a situação não está para melhorar.

Porque é que os senhorios preferem alugar apartamentos a turistas em vez do rendimento certo de alugar a residentes permanentes?

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Os turistas ficam pouco tempo, não votam, ninguém tem pena deles nem tentam fazer política social com as poupanças dos senhorios. E não, a notícia não é de 1960. É mesmo de hoje.

recomendações de leitura

Regressado das minhas habituais férias na ilha da Madeira (mas longe da cidade do Funchal) e nesse paraíso (ainda meio escondido) chamado Porto Santo, aproveito para sugerir os livros que tive a felicidade de levar comigo (e, mais importante ainda, de conseguir ler!). Livros não muito recentes (excepto o primeiro), mas que já andava para ler há algum tempo, todos de estilos diferentes e todos muito bem escritos. Aqui vai:

“A Peregrina” do meu amigo Joaquim Sá Couto. Para maiores de 18 anos!

“Flash Boys: a Wall Street Revolt” de Michael Lewis. Sobre assimetria de informação nos mercados financeiros. Para melhor perceber o “front-running” versão século XXI.

“Jogos Africanos” de Jaime Nogueira Pinto. Uma magnífica prosa sobre a descolonização portuguesa e os jogos de interesses em África nas últimas décadas.

Ps: A silly season não poderia ter um final mais silly do que este que o CGP aqui assinalou…!

O PCP tem orgulho na sua propriedade privada (mas só na sua)

19740811_ataque_ct_braga_pcpO PCP é o partido português com mais propriedade privada. No total, 15 milhões de euros ao serviço, entre outras coisas, de festivais de Verão e utilizado para gerar rendimentos para o partido sem que seja sujeita a impostos (a começar pelo IMI). Jerónimo de Sousa disse ontem que o património do PCP não se deve a “favores do Estado, nem de nenhum grupo económico-financeiro. Foi a contribuição de militantes e amigos do partido, de muitos democratas e amigos da festa”. Resta saber que tipo de contribuições é que estamos a falar. Foram contribuições em dinheiro ou sob outra forma? Quanta da actual propriedade do PCP foi “adquirida” antes de 1980? Quantos contratos legais de compra e venda tem o PCP referentes à sua propriedade privada antes de 1980? Quanta resultou de ocupações ilegais que o regime tratou de esquecer e nem coragem tem para taxar?

O nacionalismo e a contabilidade das medalhas

O meu artigo desta semana no Observador: O fracasso olímpico português e o culto das medalhas.

Da justiça fiscal e decisões em causa própria

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Da próxima vez que ouvirmos o PCP falar nas grandes fortunas que fogem aos impostos, saberemos que falam com conhecimento de causa.

O que é feito dos Panamá Papers?

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Abafaram a lista de avenças do GES a políticos e jornalistas? Por António Galamba.

Em breve decorrerão quatro meses (quatro!) desde que um semanário do consórcio de órgãos de comunicação social associados às revelações dos Papéis do Panamá – a maior investigação jornalística de sempre! – anunciou urbi et orbi que havia políticos e jornalistas avençados pagos pelo saco azul do Grupo Espírito Santo, a ES Enterprises. E quatro meses depois (quatro!), a higiénica divulgação da lista de políticos, funcionários públicos, gestores, empresários e jornalistas constantes da folha de pagamentos através de um paraíso fiscal não aconteceu.

O que terá feito esboroar toda a gigantesca encenação mediática montada em torno das revelações bombásticas dos Papéis do Panamá que tanto prometiam? A falta de zelo e de amor à profissão dos jornalistas envolvidos na investigação? O poder dos interesses em presença perante a possibilidade da divulgação dos nomes de quem estava condicionado pelo Grupo Espírito Santo? O embuste entre a documentação prometida e a que foi disponibilizada? A verdade é que quatro meses depois (quatro!), o assunto morreu, nada acontece e quase ninguém se indigna.

O erro da proibição do burqini

3984240-thumb-300xauto-3475730No século VII, com o Islão a expandir-se em zonas maioriatiramente judaicas, cristãs e pagãs, o poeta cristão árabe Al-Akhtal fez questão de reagir recusando comer carne Halal e apelando a que outros fizessem o mesmo. O próprio Islão proibiu o álcool para se proteger dos hábitos pagãos. Nos EUA durante a segunda guerra, restaurantes japoneses eram fechados por representarem culturalmente o inimigo. A coca-cola e outras referências capitalistas eram fortemente restringidas na URSS. A história está cheia de civilizações que tentam proibir ou afastar do público símbolos do inimigo cultural e religioso.

É assim que deve ser interpretado a proibição do burqini. Por isso fazem pouco sentido os paralelos com fatos de surfistas ou com a forma como as freiras se banham na praia.Não se conhece na história recente nenhum grupo de surfistas que tenha chacinado pessoas num concerto ou nenhum grupo de freiras que tenha conduzido um camião na direcção de esplanadas cheias tentando matar e decepar o maior número de pessoas. Mas alguém já o fez em nome do Islão radical. E a associação do Burqini a esses eventos, ao inimigo, é inevitável. O burqini e o fato de surfista podem ser semelhantes no que tapam mas não no que representam. E é no que representam e na forma como os outros o vêem e sentem que está o problema. Com as devidas distâncias ir de burqini a uma praia de Nice causará o mesmo impacto nos presentes (tendo em conta as devidas proporções) que entrar numa sinagoga com uma suástica tatuada. É apenas por aqui que deveremos entender esta proibição.

Entendendo-a mesmo assim é um erro fazê-lo. A proibição faz muito pouco para combater o terrorismo islâmico e até será contra-produtiva, servindo para alimentar a ideia de que a Europa iniciou uma guerra cultural contra todo o Islão. Mesmo os mais radicais que defendem que essa guerra deveria existir, dificilmente defenderão que se deveria iniciar despindo mulheres na praia. Em segundo lugar, porque viola os mesmos princípios ocidentais que deveríamos estar a defender e coloca o Ocidente mais próximo daquilo que dizemos combater. A própria imagética de ter agentes da autoridade a despir mulheres na praia é um enxovalho à cultura ocidental e os paralelos com o que se faz noutros países com culturas diametralmente opostas à nossa é inevitável.

A proibição do Burkini é um erro porque demonstra a incapacidade do Ocidente lidar com o Islão radical de uma forma mais efectiva
. É um erro porque dá uma mais uma excelente arma de propaganda para o recrutamento de terroristas. É um erro porque, inadvertidamente e sem efeitos prácticos, se deu um ascendente moral (relativo, temporário e ligeiro, convém sublinhar) ao Islão radical.

Over Half Who Met With Clinton as Secretary Gave Money to Foundation

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Many Donors to Clinton Foundation Met with Her at State

More than half the people outside the government who met with Hillary Clinton while she was secretary of state gave money — either personally or through companies or groups — to the Clinton Foundation. It’s an extraordinary proportion indicating her possible ethics challenges if elected president.

At least 85 of 154 people from private interests who met or had phone conversations scheduled with Clinton while she led the State Department donated to her family charity or pledged commitments to its international programs, according to a review of State Department calendars released so far to The Associated Press. Combined, the 85 donors contributed as much as $156 million. At least 40 donated more than $100,000 each, and 20 gave more than $1 million.

Como quem não se importa

É a banca, com a Caixa qual cereja em cima do bolo; o IMI e a vista mais o sol que bate nas janelas; a dívida pública que bate recordes; os incêndios e a indignação sem sentido nem consequência; a imunidade diplomática para distracção de fim de Agosto O país volta de férias como quem não se importa a usufruir do momento com conversas e risos. O meu artigo hoje no ‘i’.

Como quem não se importa

“Deviam estar mais de cem pessoas no salão. Muitas eram portuguesas e duvido que alguma pensasse no mesmo que eu. Aquele mundo estava a acabar para eles, em África; penso que ninguém ali poria isso em causa não obstante todos os discursos e todo aquele cerimonial; mas estavam todos à vontade, a usufruir do momento, enchendo o velho salão com conversas e risos como quem não se importa, como quem sabe viver com a história. Nunca admirei tanto os portugueses como naquela altura.”
V. S. Naipaul, “Uma Vida Pela Metade” (Dom Quixote)

Foi assim em África e agora em Portugal. Perante um mundo que acaba, desaba, rimos, festejamos, estamos contentes. Mais de 40 anos depois, apoderou-se novamente do país uma inconsciência colectiva que nos bloqueia. Quando Portugal venceu o Euro 2016, muitos disseram que aquela atitude era a de um novo país. Mas não há nada de novo.

A vitória no Europeu foi um episódio pontual e igual ao dos muitos portugueses bem sucedidos, em Portugal ou no estrangeiro. Com esforço, sacrifício e muito realismo. Precisamente o contrário do que colectivamente vemos agora e do que se viu em África no início dos anos 70.

Willy, a personagem que Naipaul criou naquele maravilhoso livro, admira os portugueses por não se importarem e saberem viver com a História. Mas Willy tinha problemas e não conseguia aceitá-los. Já Portugal aceita-os, mas não os resolve. Vamos queimando os últimos cartuchos; estamos todos como quem não se importa a usufruir do momento com conversas e risos.

Um velho truque da imprensa

A partir do automóvel, um condutor palestiniano ataca soldados israelitas. Decide  sair da viatura e, supõe-se que por mero acaso, esfaqueia um militar e é abatido a tiro. A agência de notícias Reuters notícia o incidente assim: “Israeli soldier shoots dead Palestinian driver in West Bank: army.

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Permanece um mistério as razões pelas quais as armas rudimentares continuam a ser usadas para matar pessoas e a mesma agência de notícias ter alterado o título inicial da notícia para “Palestinian who stabbed Israeli soldier shot dead: army“, de modo a clarificar o incidente.

Das “Novas Oportunidades” ao “Qualifica”

Qualifica: um Novas Oportunidades esclerosado? Por Eugénia Gambôa.

Num avanço digno de nota, a narrativa mudou e agora reconhecem que mais do que certificar importa sobretudo qualificar. De facto, os estudos desenvolvidos em 2012, que estiveram na base da reforma de 2013, vieram mostrar que são os cursos EFA (cursos de Educação e Formação de Adultos) e Formações Modelares Certificadas – cursos que desde 2012 têm vindo a ganhar peso relativo no panorama de educação e formação de adultos – aqueles que estão positivamente associados a melhorias na empregabilidade e na remuneração dos formandos. Mas o progresso narrativo logo ficou toldado pelo retrocesso empírico, pois os números que apresentaram foram os relativos aos processos de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências (RVCC), esquecendo-se de esclarecer que da taxa de certificação do Programa Novas Oportunidades pouco mais de 1% correspondeu a certificações escolares e profissionais, as únicas com algum impacto na vida profissional dos envolvidos.

É fácil ser bloquista em Portugal

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A insustentável leveza de Catarina. Por José Manuel Fernandes.

É fácil ser Catarina Martins, e não é por causa dos arrependimentos. É fácil porque não é preciso ter um discurso coerente, apenas seguir os ventos que sopram e repetir os lugares comuns mais na moda.

(…) Neste seu país de conto de fadas não custa a Catarina despejar frases sonantes mas sem grande sentido – tudo porque no país real que somos ninguém lhe faz a pergunta que era importante fazer: mas quem é que cria a riqueza para pagar mais Estado e mais consumo? Nós ou os alemães? E quererão eles pagar – democraticamente – os nossos défices?

Por isso ainda bem que há entrevistas “fofinhas” para percebermos a insustentável leveza de alguns dos nossos heróis políticos.

Paulo Trigo Pereira e o Cenário Macroeconómico do PS

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Uma boa análise crítica de uma posição muito difícil de sustentar: A dialética socialista do Incumprimento. Por Vasco Mina.

Ontem, o economista e deputado do PS, Paulo Trigo Pereira, também ele um dos subscritores do citado Cenário Macroeconómico, apresenta a sua abordagem da situação económica e financeira do País. Começa humildemente por reconhecer o seguinte: “O crescimento económico é fraco há década e meia, não sendo por isso imputável nem a este nem ao anterior governo”. Assim sendo, por que subscreveu a tese de um crescimento de 2,4%? Ou seja, quando se é oposição (era o caso em 2015) então crescer é fácil e demonstrável num documento; quando se passa à governação, então o problema é do passado e resulta de uma observação estatística.

Leitura complementar: O plano macroeconómico do PS e a realidade.

José Vítor Malheiros, 2016: um caso de estudo (2)

A conspiração neoliberal na imprensa portuguesa e o Público. por Sebastião Bugalho.

Ao contrário do que hoje publicou, o medo de Vítor Malheiros não é a “hegemonia do pensamento conservador”. O seu medo, na realidade, é a existência do pensamento conservador em democracia. É verdade. Ele existe, está cá e chateia. Especialmente aqueles que lidam mal com diversidade.

José Vítor Malheiros, 2016: um caso de estudo

O jornalista vazado. Por CCC.

Não há ali sombra de argumentos. Não há, por ali, uma molécula que seja do tipo de decência intelectual de que nos falava Karl Popper. Nem sequer uma partícula subatómica de lógica ou de racionalidade. É um simples caso de vacuidade que o sr. Malheiros «jornalista» entendeu preencher com uma estrondosa bagunçada de absurdidades, num tom ora paranóico, ora persecutório. A visão estreita do que é a liberdade jornalística, o gosto pela distopia e a ampla assunção da sua ignorância em matéria de concepções políticas, são a prova de que a parlapatice não preenche vazios: amplifica-os.

Mais 5 mil milhões para a CGD…

Reforço de capitais da Caixa chega a 5.160 milhões. Estado mete capital, privados investem em dívida

Processo da Caixa é “espécie de manual do que não se deve fazer num Estado democrático”

O efeito “geringonça” no mercado de trabalho

A história de uma rosa do deserto

Foto: WAEL HMEDAN / REUTERS
Foto: WAEL HMEDAN / REUTERS

Sabe Deus as razões pelas quais o exercício de relações públicas a entrevista  à Primeira Dama síria, Asma al-Assad que saíu na Vogue desapareceu mas vale a pena ler o artigo de Joan Juliet Buck, My notorious interview with Mrs. Assad, the first lady of hell que revela detalhes preciosos.

Progress

Why can’t we see that we’re living in a golden age? Por Johan Norberg.

Karl Marx thought that capitalism inevitably made the rich richer and the poor poorer. By the time Marx died, however, the average Englishman was three times richer than at the time of his birth 65 years earlier — never before had the population experienced anything like it.

Fast forward to 1981. Then, almost nine in ten Chinese lived in extreme poverty; now just one in ten do. Then, just half of the world’s population had access to safe water. Now, 91 per cent do. On average, that means that 285,000 more people have gained access to safe water every day for the past 25 years.

Global trade has led to an expansion of wealth on a magnitude which is hard to comprehend. During the 25 years since the end of the Cold War, global economic wealth — or GDP per capita — has increased almost as much as it did during the preceding 25,000 years.

António Costa comenta governação de António Costa

Costa Parvo

Dívida pública volta a aumentar e já está perto dos 132% do PIB

A dívida pública portuguesa voltou a crescer entre Abril e Junho deste ano, fixando-se, na Óptica de Maastricht, nos 131,6% do produto interno bruto (PIB). Um valor que está acima da meta anual do Governo e das instituições internacionais.

Valores da dívida pública são “más notícias”, diz António Costa

António Costa criticou as “más notícias” sobre a evolução financeira do país, apontando o dedo às políticas de “austeridade” do Governo, que afirmou terem “fracassado”.

O líder do PS disse que “só com uma economia sã, teremos finanças públicas sãs”, comentando os números divulgados pelo Banco de Portugal que indica que a dívida das administrações públicas na óptica de Maastricht fixou-se em 128,7% do PIB em 2014, acima do verificado em 2013 e da meta fixada pelo Governo para o ano passado.

Parabéns Wikileaks

FREE ASSANGE

A Wikileaks decidiu revelar ao mundo informações pessoais e financeiras de centenas de bandidos. De entre os expostos contam-se algumas vítimas de abusos sexuais, relatórios médicos  de crianças e adultos e gays.

O caso já seria muito grave e revelador do encanto da organização de Julian Assange mas o detalhe da exposição ter como palco a Arábia Saudita – esse oásis – da democracila liberal e dos direitos humanos -, apimenta a coisa.

A organização informativa está, uma vez mais, de parabéns. Nem imagino o que o jornalismo-cidadão e a polícia religiosa local serão capazes de fazer com tamanha quantidade e qualidade de informação. O mundo respirará melhor quando a liberdade da verdade completar o seu caminho.

Private lives are exposed as WikiLeaks spills its secrets.

WikiLeaks’ global crusade to expose government secrets is causing collateral damage to the privacy of hundreds of innocent people, including survivors of sexual abuse, sick children and the mentally ill, The Associated Press has found.

In the past year alone, the radical transparency group has published medical files belonging to scores of ordinary citizens while many hundreds more have had sensitive family, financial or identity records posted to the web. In two particularly egregious cases, WikiLeaks named teenage rape victims. In a third case, the site published the name of a Saudi citizen arrested for being gay, an extraordinary move given that homosexuality is punishable by death in the ultraconservative Muslim kingdom.

“They published everything: my phone, address, name, details,” said a Saudi man who told AP he was bewildered that WikiLeaks had revealed the details of a paternity dispute with a former partner. “If the family of my wife saw this … Publishing personal stuff like that could destroy people.” (…)

Da série: “Se fossem coerentes, não seriam socialistas”

Notícia de hoje:

Governo quer quotas por sexo no sector público e nas empresas da Bolsa
Dez anos depois da introdução das quotas mínimas nas listas eleitorais, o ministro Adjunto defende o alargamento do princípio ao sector público e à Bolsa. No futuro quer abraçar a paridade pura.

Escolhas do mesmo governo que quer impor quotas a empresas privadas:

Ministros no governo:
13 homens
4 mulheres

Administradores da Caixa Geral de Depósitos (escolhidos pelo governo)
18 homens
1 mulher

Desconstruindo a Agenda Revolucionária Global

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É o título da recensão que escrevi conjuntamente com o meu colega Hugo Chelo, relativa ao livro A Globalização da Revolução Cultural Ocidental: Conceitos-Chave e Mecanismos Operacionais (Principia, 2015) de Marguerite A. Peeters, em boa hora publicado em Portugal pela Principia em parceria com a Fundação A Junção do Bem.

A recensão foi publicada no mais recente número da Gaudium Sciendi, a revista da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa. Aqui ficam os links para os conteúdos do Nº10 da Revista Gaudium Sciendi e para a recensão.

O FBI e os emails de Hillary

FBI descobre mais 15 mil emails que Hillary Clinton não divulgou

O FBI encontrou mais cerca de 15 mil emails que Hillary Clinton alojou num servidor privado quando era Secretária de Estado. Em 2014, já tinha entregue 30 mil emails e disse que não havia mais.

Continue reading “O FBI e os emails de Hillary”

10 Erros sobre o turismo em Lisboa

Corre por aí a teoria de que o turismo em Lisboa, por muitos efeitos positivos que tenha, está a dar cabo do melhor da cidade. Sim, o turismo é bom e tal, mas os coitados dos lisboetas estão a ser expulsos, a cidade está a ficar dominada por habitantes de curta duração e se não fizermos nada ainda acordamos com uma Lisboa sem lisboetas. Desengane-se quem pensa que esta teoria é apenas defendida por quem manda umas bocas em caixas de comentários ou nas redes sociais. Há quem, do alto de uma cátedra, e procurando credibilizá-la, ande a espalhar a tese.

É o caso de João Seixas (PhD), geógrafo, professor auxiliar da Universidade Nova de Lisboa, coordenador da equipa para a Reforma Administrativa da Cidade de Lisboa, painelista, etc. que escreveu um extenso artigo de opinião no Público intitulado “Dez teses sobre Lisboa“. A tese subjacente a essas dez teses é qualquer coisa como: a cidade de Lisboa estava a recuperar população e vitalidade até que em 2013 chegou o boom do turismo e do investimento estrangeiro e lá se foi essa recuperação e lá se foi a população e lá se foi a vitalidade. É a quinta “tese” desse artigo, sobre o “Acesso à Habitação”, que melhor resume o ponto de João Seixas:

“Desde 2008 que o centro histórico de Lisboa estava finalmente a recuperar da absurda doença a que havia sido sujeito durante décadas. Em população e em empresas. Registava-se mesmo uma recuperação do número de crianças e de jovens em idade escolar – confirmando que muitas famílias (das mais variadas classes sociais) se encontravam a ocupar, de novo, o centro urbano. Era uma recuperação lenta mas cada vez mais segura; e onde as expectativas detinham um papel essencial.

Mas instala-se, entretanto, uma mudança de forças que está a tornar a habitação muito mais cara e pressionada, e muito rapidamente. Desde 2013 que a cidade estará de novo a perder população estável e densidade residencial; a uma média de mais de 3500 eleitores/ano. A população escolar, após subir de 2008 a 2012, tem estado a diminuir de novo, sobretudo no pré-escolar e no primeiro ciclo.”

Uma pessoa lê isto, com números e tudo, e assusta-se. Até porque, como diz João Seixas no texto, “o que se passa é demasiado sério para superficialidades” e “as políticas de cidade devem ser construídas com base em conhecimento”. Querem ver que o turismo tem mesmo este efeito destruidor? Querem ver que havia uma tendência de povoamento de Lisboa desde 2008, no centro/centro histórico/centro urbano, e o turismo deu cabo da coisa?

Uma pessoa assusta-se e adere à tese e vai para as redes sociais bramir contra o turismo e os estrangeiros ricos. Ou então, vai tentar confirmar os números. É aí que se apercebe que nenhum dos factos e certezas e números apresentados por João Seixas é verdadeiro.

Acham que estou a exagerar? Venham comigo, olhar para os números de João Seixas um a um. Demora algum tempo mas ficamos com uma ideia bem precisa sobre a “seriedade” de quem constrói políticas de cidade com base no “conhecimento”.   

Comecemos a nossa aventura pela evolução geral da população de Lisboa (dados do INE):

População LX
Como se pode ver pelo gráfico, desde 1991 que Lisboa perde população todos os anos, sem excepção. Ou seja, ao contrário do que João Seixas diz, não é verdade que Lisboa tivesse recuperado população entre 2008 e 2012. Primeiro tiro na água.

E o “número de crianças e jovens em idade escolar”, assumindo que são representados pela população com idades entre os 0 e os 19 anos, o tal que estaria a crescer entre 2008 e 2013? Cresceu (linha cor de laranja no gráfico) mas, vejam só, desde 2012/2013, precisamente os anos em que João Seixas diz que começou o actual descalabro. Segundo tiro na água.

Mas talvez se olharmos para os alunos matriculados nas escolas do concelho (fonte), para a “população escolar” que João Seixas refere e não para a população residente, cheguemos onde João Seixas nos quer levar.

Alunos Matriculados
Não, ainda não foi desta. Pelos vistos, pelo menos desde 2005 que o número de alunos crescia e foi precisamente em 2008 que esse crescimento parou, contrariando por completo João Seixas. Terceiro tiro na água.

E o aumento expressivo em 2008, perguntam vocês? Vejamos com mais detalhe o que aconteceu entre 2004 e 2014.

Alunos Matriculados Por Ciclo
Como é bem visível, tanto o 3º ciclo como o ensino secundário têm comportamentos algo erráticos, com uma subida abrupta em 2008 seguida de uma queda desde essa altura, em linha com o comportamento do número total de alunos.

Porquê? Porque foi em 2008 que começaram em força as inscrições (de adultos) nos processos de RVCC – Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências e nos cursos CFA – Cursos de Educação e Formação para Adultos, as Novas Oportunidades dos governos José Sócrates. Ou seja, até esta subida abrupta de 2008, ao contrário do que diz João Seixas, não tem origem numa “recuperação do número de crianças e jovens em idade escolar” (que não existiu) mas sim nos mais de 19.000 adultos que se matricularam no 3º ciclo e ensino secundário das escolas de Lisboa. Quarto tiro na água.

E o que aconteceu à densidade populacional que, segundo João Seixas, também teria começado a descer desde 2013? Imaginem: também não se confirma (fonte: INE).

Densidade
Como seria normal, Lisboa perdeu densidade populacional todos os anos desde 2000. Entre 2012 e 2013 a queda foi particularmente acentuada devido ao aumento de área do concelho de Lisboa (de 85 km2 para 100 km2) decorrente da reforma administrativa de 2012 (ver os dados da Carta Administrativa Oficial de Portugal de 2013). Quinto tiro na água.

Terá João Seixas acertado na evolução do número de empresas? Pois, também não.

Empresas
O número de empresas em Lisboa (fonte: INE) crescia até 2008, caiu entre 2008 e 2013, e (até ver) começou a subir desde 2013. O pessoal ao serviço teve evolução idêntica. Mais uma vez João Seixas viu tudo ao contrário. Sexto tiro na água.

Então e se olharmos para o número de eleitores, como nos recomenda João Seixas? A evolução do número de eleitores em Lisboa, segundo os dados do recenseamento eleitoral (fonte) foi esta:

Eleitores
É óbvio que, entre 2001 e 2016, a única tendência existente é uma tendência de queda. Mais um “facto” de João Seixas que não se confirma. Sétimo tiro na água.

Mas há realmente uma subida em 2008. Talvez seja a esta subida anual que João Seixas se refere quando fala num centro histórico/centro urbano que recuperava população “desde 2008”. Mas é espantoso, para não variar, que face a esta evolução, em vez de falar em inversões de tendência inexistentes, João Seixas não se dê ao trabalho de investigar (ou, pelo menos, de explicar aos seus leitores) o que se terá passado em 2008 de tão atípico.

Se o tivesse feito teria descoberto que em 2008 houve um crescimento do número de eleitores em 51 das 53 freguesias de Lisboa enquanto nos anos anteriores isso tinha acontecido, em média, em apenas 3 das 53 freguesias.

Freguesias
Se tivesse continuado a sua investigação teria descoberto que a Lei do Recenseamento Eleitoral foi alterada precisamente em 2008, tendo sido introduzidas “diversas medidas de simplificação, com destaque para a inscrição automática de eleitores no recenseamento”.

Ou seja, entre 2007 e 2008 Lisboa ganhou 18.000 eleitores graças ao recenseamento automático. Em 2011, em pleno período de “repovoamento”, Lisboa já tinha perdido perdido 19.000. Oitavo tiro na água.

Mas bolas, será que ao menos os dados do recenseamento eleitoral mostram que houve um aumento do população nas freguesias do “centro histórico”/centro urbano a partir de 2008? Querem saber que mais? Isso. Adivinharam. Também não.

As freguesias do centro histórico, que ganharam 2.200 eleitores em 2008, perderam 3.500 logo em 2009, anulando o efeito do recenseamento automático. As freguesias que deram o maior contributo para o aumento (automático) do número de eleitores em 2008, simultaneamente em percentagem e em valor absoluto, foram Charneca, Lumiar, Ameixoeira, Marvila, Carnide, Alto do Pina, São Domingos de Benfica. Desde essa altura, apesar da tendência geral de queda do número de eleitores (que se tem vindo a atenuar), são precisamente as freguesias da zona Norte e Oriental de Lisboa que contrariaram minimamente essa tendência. Estão todas fora do centro histórico. Nono tiro na água.

Ainda em relação ao centro histórico, usando estes mesmos dados do recenseamento eleitoral, podemos ver o que se passou com a evolução do número de eleitores tentando comparar o que é comparável (entre 2001 e 2007, sem o recenseamento automático, entre 2008 e 2012, com “repovoamento”, e 2013-2016, com vistos gold e residentes não habituais e nova lei do arrendamento e alojamento local e a morte dos primogénitos dos lisboetas).

Freguesias CH

Aparentemente estes dados dizem-nos que o ritmo médio de perda de eleitores no centro histórico foi sensivelmente idêntico entre 2001-2007 e 2008-2012 e que, a partir de 2013, esse ritmo reduziu-se para metade. Ou seja, não só não houve qualquer melhoria entre 2008 e 2012, como pelos vistos há de facto uma melhoria quando o centro histórico, aos olhos de alguns, começa a ser “destruído”. Mais uma vez, o contrário do que afirma João Seixas. Décimo tiro na água? Pois, parece que sim.

Recapitulando:

  • A tendência de despovoamento de Lisboa nunca foi interrompida.
  • Não havendo uma interrupção da tendência de despovoamento, o turismo (e o investimento) não é uma explicação para esse despovoamento. As suas causas são muito mais profundas e longínquas e, pelos vistos, pouco ou nada foi feito para as anular.
  • Quanto muito, a confirmar-se uma inversão de tendência, esta dá-se a partir de 2012/2013 (ver, por exemplo, esta reportagem da Fernanda Câncio), altura em que a revitalização do centro urbano começa a ser evidente e a atrair residentes e investidores, tanto estrangeiros como portugueses.

Voltando ao texto de João Seixas, podíamos reescrevê-lo da seguinte forma:

“Desde 2008 que o centro histórico de Lisboa estava finalmente a recuperar da absurda doença a que havia sido sujeito durante décadas. Em população e em empresas. Registava-se mesmo uma recuperação do número de crianças e de jovens em idade escolar – confirmando que muitas famílias (das mais variadas classes sociais) se encontravam a ocupar, de novo, o centro urbano. Era uma recuperação lenta mas cada vez mais segura; e onde as expectativas detinham um papel essencial.

Mas instala-se, entretanto, uma mudança de forças que está a tornar a habitação muito mais cara e pressionada, e muito rapidamente. Desde 2013 que a cidade estará de novo a perder população estável e densidade residencial; a uma média de mais de 3500 eleitores/ano. A população escolar, após subir de 2008 a 2012, tem estado a diminuir de novo, sobretudo no pré-escolar e no primeiro ciclo já passaram oito anos.”

Mais uma vez chegamos à conclusão que quem quer encontrar no turismo e no investimento estrangeiro um bode expiatório para os males da cidade apenas tem uma solução à procura de um problema. Seria bom que se começasse a ser mais exigente com quem se propõe, com grande humildade e abnegação, dar-nos “uma ideia de futuro”, especialmente uma “ideia de futuro” que fede a um passado que Lisboa anda a tentar corrigir há décadas.

Leitura complementar: Como conciliar turismo e habitação

 

Leopoldo Lopez ameaçado de morte na prisão

Na Venezuela – à semelhança do que habitualmente acontece nos países onde o socialismo se aproxima da sua concretização totalitária – ser oposição implica arriscar a própria visa: Líder de oposição venezuelana foi ameaçado de morte na prisão

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Uma questão de publicidade

Esqueçamos a tirada "não existe má publicidade: apenas publicidade. " Reuters Tv/Reuters.
Esqueçamos a tirada “não existe má publicidade, apenas publicidade. ” Reuters Tv/Reuters.

Iran ends Russian use of air base because of unwanted publicity.

Sei o plano que apresentaste no Verão passado… (2)

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São mais as pessoas que preferem mentiras. Por Alexandre Homem Cristo.

O “Cenário Macroeconómico” do PS surgiu, em Abril de 2015, para satisfazer uma necessidade política concreta: legitimar o discurso de António Costa quanto a alternativas às políticas de austeridade de PSD-CDS e, servindo de apoio ao programa eleitoral socialista, credibilizar medidas como a acelerada reposição de salários da função pública – que, na opinião pública, seria recebida com desconfiança enquanto medida despesista e irresponsável caso não estivesse enquadrada pelo “Cenário Macroeconómico”. Ou seja, o documento teve uma finalidade política, mediática e eleitoral, e não uma utilização prática do ponto de vista económico. Assim, o rigor das contas foi sempre o aspecto secundário da questão – de resto, substituindo-se a transparência das mesmas (o PS nunca divulgou a base de dados com que trabalhou) pela exibição do currículo de Mário Centeno, que deu a cara e a reputação pela fiabilidade das previsões. O objectivo era, portanto, simples: acertar-se na mensagem para levar o PS ao poder, mesmo que, para tal, se tivesse de errar nas contas.

Sim, o PS perdeu as eleições – e, assim, poder-se-ia considerar que também dessa perspectiva o “Cenário Macroeconómico” fracassou. Mas essa leitura seria uma precipitação. Em boa verdade, o “Cenário Macroeconómico” foi um sucesso. É que nele consta a mensagem política – uma alternativa à austeridade sustentada no crescimento económico por via do aumento do consumo – que está na base do entendimento político entre PS e partidos à sua esquerda. Não importa se o documento ficou condenado à prateleira da ficção, nem aflige a “geringonça” que essa estratégia económica esteja a derrocar. O que importa é que foi essa ficção, partilhada por PCP e BE, que permitiu o conciliar da mensagem política do PS com a dos partidos à sua esquerda. No final, o “Cenário Macroeconómico” foi uma peça determinante na estratégia socialista para chegar ao poder – e, portanto, cumpriu o seu papel.

Leitura complementar: O plano macroeconómico do PS e a realidade.

The economic consequences of Brexit

Why economists are hopeless when it comes to Brexit. Por Allister Heath.

So why have economists been so surprised in recent days? Ideology – in the sense of a dislike of Brexit, and a particular interpretation of what it will end up meaning – is probably clouding their judgement. I say that as an ideologue on this matter myself, of course, albeit one who backs Brexit.

The difference is that I readily accept that there will be short-term costs to Brexit – first caused by uncertainty, and then by any measures that reduce economic integration with the EU – though I believe that the long-term benefits will be greater.

My view is that with the right free-market policies, our departure from the EU will eventually be remembered as a great triumph on every front, including economic.

Smaller political units are better managed than larger ones; and competition between these smaller units tends to make countries pursue more fiscally conservative and sensible, pro-growth policies. We’ll eventually find out who’s right.