Novidades da acção governamental do PCP

O representante do PCP no governo acabou de admitir 7306 funcionários com contrato precário. A questão que fica é: se é tão fácil contratar sem termo (como normalmente defende a esquerda quando se fala de empresas privadas) porque é que um ministério oficiosamente gerido pelo PCP não contrata estes professores directamente para os quadros? O que os impede de o fazer?

… e porque é que em Agosto colapsou?

O mesmo especialista analisa agora o mês de Agosto:

O modo como o povo escolhe os seus líderes/opressores é deveras curioso.

Manifesto: Pela elevação do estatuto legal do embrião humano ao de animal de estimação

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Nos últimos dois anos o país progrediu imenso na defesa dos direitos dos animais de estimação. Seres indefesos e totalmente dependentes da vontade humana para sobreviverem, muitos destes animais são maltratados, violentados e até mortos quando os donos decidem que não desejam mais submeter-se ao esforço de os manter. O combate a esta imoralidade ganhou contornos legais nos últimos anos, passando a existir legislação que protege estes seres indefesos, apesar de não terem o mesmo estatuto legal dos seres humanos. Não mais o dono de um animal doméstico poderá argumentar que o animal é seu e a casa é sua e que, portanto, pode fazer o que quiser com ele. Não mais se poderá desculpar com o argumento de que não lhe dá jeito agora ter um animal ou de que não tem condições para cuidar dele. O direito ao bem-estar e à vida de seres indefesos passou a ser defendido pela nossa legislação.

Fora desta protecção legal ficou uma outra categoria de seres vivos indefesos: os embriões humanos. Um em cada seis embriões humanos com menos de 10 semanas é abandonado à sua morte nos hospitais portugueses. Muitos argumentarão que os embriões humanos são seres vivos inferiores a, por exemplo, uma tartaruga ou um gato, e por isso merecedores de uma menor protecção legal. Mas outros aceitarão que é uma injustiça que estes seres vivos não sejam protegidos tão bem como um periquito.

É em nome da igualdade de tratamento legal entre animais domésticos e embriões humanos que surge este manifesto. Se acredita que os embriões humanos são tão importantes e merecedores da mesma protecção legal que o seu hamster de estimação, pode assinar este manifesto na caixa de comentários. Junte-se a mais esta causa progressista, na defesa dos direitos dos mais fracos.

com ou sem espinhas?

“António Domingues, futuro presidente da Caixa Geral de Depósitos já renunciou ao lugar de administrador não executivo da Nos, condição indispensável para assumir a liderança do banco do Estado. A renúncia foi comunicada pela operadora de telecomunicações esta segunda-feira, 29 de Agosto.” no Negócios online.

Muito bem. E os restantes executivos que transitam do BPI para a nova administração da CGD: já se desvincularam em definitivo do BPI?? Depois da informação e contra-informação das últimas semanas não pode haver dúvidas nem hesitações neste ponto em particular. (porque ir para a administração de um banco com licenças sem vencimento de um outro banco concorrente seria um ultraje)

 

mudou a táctica

“O governo prometeu por o investimento [público] a crescer 4,9% e está a cair…5,2%. Não nos vamos deter nos méritos e deméritos do investimento público. Mas há uma interrogação que fica: como é que três partidos, fervorosos defensores do investimento público, se calam perante uma queda de 11,5% se incluirmos despesas de capital?”, Camilo Lourenço, no Negócios de hoje 29/08/2016.

Analisados os últimos números da execução orçamental, reitero o que aqui tenho vindo a afirmar nos últimos meses: as receitas estão francamente abaixo do esperado (e a sinalizar um crescimento de 0,8% a 1,0% para o conjunto de 2016) e é, sobretudo, a redução observada no investimento público (e de uma forma mais abrangente na despesa de capital) que está a produzir a redução do défice público. Na realidade, a despesa corrente das administrações públicas, em particular a da administração central (e dentro desta a do subsector Estado), vai exibindo um grau de execução compatível para esta altura, se bem que exibindo já desvios orçamentais relevantes, em particular na despesa com pessoal (+3,4% versus previsão de +2,3%) e, acima de tudo, nos gastos com juros (+7,6% versus +4,5%). Pela positiva, sublinha-se na Segurança Social a redução das prestações de desemprego (-14,8% versus -7,0%), facto corroborado pelo menor número de inscritos nos centros de emprego. (Mas, abro um parêntesis neste ponto, há que questionar um aspecto crucial: quantas pessoas deixam de estar inscritas, ou simplesmente não se inscrevem, quando não têm direito a subsídio de desemprego?)

Ora, no presente exercício orçamental, afigura-se evidente que o investimento público faz parte – certamente tem feito parte – da estratégia de consolidação das contas públicas o que, dados os partidos que suportam o Governo em 2016, não deixa de constituir o maior cinismo político e uma terrível ironia do destino. Mas face ao demais só assim se sairá do procedimento por défice excessivo este ano, o que será feito à tangente e com o inconveniente de não reduzir o défice estrutural conforme exigido por Bruxelas, apenas adiando despesa que, mais cedo ou mais tarde, acabará por surgir nos livros do Estado (e criando condições para novo PDE logo depois). Resta saber se a contracção do investimento público este ano, e com ela os resultados até agora obtidos, é deliberada (para obter os números estabelecidos em Bruxelas) ou se é acidental (porque não há ainda fundos do PT2020 a chegar ao terreno). E qual o impacto final no crescimento da economia e na estratégia macro do executivo. A propósito deste enigma, não deixa de ser curioso que nas últimas semanas o sempre tão palavroso ministro do Planeamento (adoro esta designação!) e das Infra-Estruturas, responsável pelos fundos comunitários e apontado nos bastidores como o sucessor do actual ministro da Economia, tenha andado tão arredado da lide pública…Sabe-se que a taxa de compromisso dos fundos do PT2020 está a avançar a bom ritmo. Mas como estão as taxas de execução, de realização e de pagamento??

Regressando ao exercício orçamental, o mais interessante é analisar a forma como a táctica se vai adaptando às críticas dos observadores, bem como as consequências que vai produzindo no próprio exercício. Durante o primeiro semestre acumularam-se atrasos nos pagamentos aos fornecedores do Estado, quebrando uma tendência plurianual que só ficava bem ao País. O Governo foi fortemente criticado por isso e ainda bem. Agora que toda a gente já viu isso – e o condena –, a táctica passou a ser outra: vai-se acumulando dívida, pagando com dívida. E, de facto, de todos os dados que saíram em Agosto em matérias de finanças públicas o mais relevante foi o agravamento da dívida pública. Segundo o IGCP, o endividamento da República Portuguesa (quer a bruta quer a líquida de depósitos…depósitos feitos de dívida!) aumentou para um novo máximo histórico, situando-se agora em 131,6% do PIB. Mais: o custo de financiamento associado à emissão de dívida pública está a aumentar face a 2015 e, mais ainda, o peso de investidores residentes no seu financiamento também tem vindo a aumentar. Coincidência ou não, entre Maio e Junho deste ano o endividamento da administração central aumentou em mais de 2500 milhões de euros. Sem surpresa, o País está novamente no radar pelos maus motivos. E a avaliar pelos sinais que BE e PCP vão dando em relação ao OE2017, ainda que porventura tétricos, a situação não está para melhorar.

Porque é que os senhorios preferem alugar apartamentos a turistas em vez do rendimento certo de alugar a residentes permanentes?

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Os turistas ficam pouco tempo, não votam, ninguém tem pena deles nem tentam fazer política social com as poupanças dos senhorios. E não, a notícia não é de 1960. É mesmo de hoje.

recomendações de leitura

Regressado das minhas habituais férias na ilha da Madeira (mas longe da cidade do Funchal) e nesse paraíso (ainda meio escondido) chamado Porto Santo, aproveito para sugerir os livros que tive a felicidade de levar comigo (e, mais importante ainda, de conseguir ler!). Livros não muito recentes (excepto o primeiro), mas que já andava para ler há algum tempo, todos de estilos diferentes e todos muito bem escritos. Aqui vai:

“A Peregrina” do meu amigo Joaquim Sá Couto. Para maiores de 18 anos!

“Flash Boys: a Wall Street Revolt” de Michael Lewis. Sobre assimetria de informação nos mercados financeiros. Para melhor perceber o “front-running” versão século XXI.

“Jogos Africanos” de Jaime Nogueira Pinto. Uma magnífica prosa sobre a descolonização portuguesa e os jogos de interesses em África nas últimas décadas.

Ps: A silly season não poderia ter um final mais silly do que este que o CGP aqui assinalou…!

O PCP tem orgulho na sua propriedade privada (mas só na sua)

19740811_ataque_ct_braga_pcpO PCP é o partido português com mais propriedade privada. No total, 15 milhões de euros ao serviço, entre outras coisas, de festivais de Verão e utilizado para gerar rendimentos para o partido sem que seja sujeita a impostos (a começar pelo IMI). Jerónimo de Sousa disse ontem que o património do PCP não se deve a “favores do Estado, nem de nenhum grupo económico-financeiro. Foi a contribuição de militantes e amigos do partido, de muitos democratas e amigos da festa”. Resta saber que tipo de contribuições é que estamos a falar. Foram contribuições em dinheiro ou sob outra forma? Quanta da actual propriedade do PCP foi “adquirida” antes de 1980? Quantos contratos legais de compra e venda tem o PCP referentes à sua propriedade privada antes de 1980? Quanta resultou de ocupações ilegais que o regime tratou de esquecer e nem coragem tem para taxar?

O nacionalismo e a contabilidade das medalhas

O meu artigo desta semana no Observador: O fracasso olímpico português e o culto das medalhas.

Da justiça fiscal e decisões em causa própria

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Da próxima vez que ouvirmos o PCP falar nas grandes fortunas que fogem aos impostos, saberemos que falam com conhecimento de causa.

O que é feito dos Panamá Papers?

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Abafaram a lista de avenças do GES a políticos e jornalistas? Por António Galamba.

Em breve decorrerão quatro meses (quatro!) desde que um semanário do consórcio de órgãos de comunicação social associados às revelações dos Papéis do Panamá – a maior investigação jornalística de sempre! – anunciou urbi et orbi que havia políticos e jornalistas avençados pagos pelo saco azul do Grupo Espírito Santo, a ES Enterprises. E quatro meses depois (quatro!), a higiénica divulgação da lista de políticos, funcionários públicos, gestores, empresários e jornalistas constantes da folha de pagamentos através de um paraíso fiscal não aconteceu.

O que terá feito esboroar toda a gigantesca encenação mediática montada em torno das revelações bombásticas dos Papéis do Panamá que tanto prometiam? A falta de zelo e de amor à profissão dos jornalistas envolvidos na investigação? O poder dos interesses em presença perante a possibilidade da divulgação dos nomes de quem estava condicionado pelo Grupo Espírito Santo? O embuste entre a documentação prometida e a que foi disponibilizada? A verdade é que quatro meses depois (quatro!), o assunto morreu, nada acontece e quase ninguém se indigna.

O erro da proibição do burqini

3984240-thumb-300xauto-3475730No século VII, com o Islão a expandir-se em zonas maioriatiramente judaicas, cristãs e pagãs, o poeta cristão árabe Al-Akhtal fez questão de reagir recusando comer carne Halal e apelando a que outros fizessem o mesmo. O próprio Islão proibiu o álcool para se proteger dos hábitos pagãos. Nos EUA durante a segunda guerra, restaurantes japoneses eram fechados por representarem culturalmente o inimigo. A coca-cola e outras referências capitalistas eram fortemente restringidas na URSS. A história está cheia de civilizações que tentam proibir ou afastar do público símbolos do inimigo cultural e religioso.

É assim que deve ser interpretado a proibição do burqini. Por isso fazem pouco sentido os paralelos com fatos de surfistas ou com a forma como as freiras se banham na praia.Não se conhece na história recente nenhum grupo de surfistas que tenha chacinado pessoas num concerto ou nenhum grupo de freiras que tenha conduzido um camião na direcção de esplanadas cheias tentando matar e decepar o maior número de pessoas. Mas alguém já o fez em nome do Islão radical. E a associação do Burqini a esses eventos, ao inimigo, é inevitável. O burqini e o fato de surfista podem ser semelhantes no que tapam mas não no que representam. E é no que representam e na forma como os outros o vêem e sentem que está o problema. Com as devidas distâncias ir de burqini a uma praia de Nice causará o mesmo impacto nos presentes (tendo em conta as devidas proporções) que entrar numa sinagoga com uma suástica tatuada. É apenas por aqui que deveremos entender esta proibição.

Entendendo-a mesmo assim é um erro fazê-lo. A proibição faz muito pouco para combater o terrorismo islâmico e até será contra-produtiva, servindo para alimentar a ideia de que a Europa iniciou uma guerra cultural contra todo o Islão. Mesmo os mais radicais que defendem que essa guerra deveria existir, dificilmente defenderão que se deveria iniciar despindo mulheres na praia. Em segundo lugar, porque viola os mesmos princípios ocidentais que deveríamos estar a defender e coloca o Ocidente mais próximo daquilo que dizemos combater. A própria imagética de ter agentes da autoridade a despir mulheres na praia é um enxovalho à cultura ocidental e os paralelos com o que se faz noutros países com culturas diametralmente opostas à nossa é inevitável.

A proibição do Burkini é um erro porque demonstra a incapacidade do Ocidente lidar com o Islão radical de uma forma mais efectiva
. É um erro porque dá uma mais uma excelente arma de propaganda para o recrutamento de terroristas. É um erro porque, inadvertidamente e sem efeitos prácticos, se deu um ascendente moral (relativo, temporário e ligeiro, convém sublinhar) ao Islão radical.

Over Half Who Met With Clinton as Secretary Gave Money to Foundation

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Many Donors to Clinton Foundation Met with Her at State

More than half the people outside the government who met with Hillary Clinton while she was secretary of state gave money — either personally or through companies or groups — to the Clinton Foundation. It’s an extraordinary proportion indicating her possible ethics challenges if elected president.

At least 85 of 154 people from private interests who met or had phone conversations scheduled with Clinton while she led the State Department donated to her family charity or pledged commitments to its international programs, according to a review of State Department calendars released so far to The Associated Press. Combined, the 85 donors contributed as much as $156 million. At least 40 donated more than $100,000 each, and 20 gave more than $1 million.

Como quem não se importa

É a banca, com a Caixa qual cereja em cima do bolo; o IMI e a vista mais o sol que bate nas janelas; a dívida pública que bate recordes; os incêndios e a indignação sem sentido nem consequência; a imunidade diplomática para distracção de fim de Agosto O país volta de férias como quem não se importa a usufruir do momento com conversas e risos. O meu artigo hoje no ‘i’.

Como quem não se importa

“Deviam estar mais de cem pessoas no salão. Muitas eram portuguesas e duvido que alguma pensasse no mesmo que eu. Aquele mundo estava a acabar para eles, em África; penso que ninguém ali poria isso em causa não obstante todos os discursos e todo aquele cerimonial; mas estavam todos à vontade, a usufruir do momento, enchendo o velho salão com conversas e risos como quem não se importa, como quem sabe viver com a história. Nunca admirei tanto os portugueses como naquela altura.”
V. S. Naipaul, “Uma Vida Pela Metade” (Dom Quixote)

Foi assim em África e agora em Portugal. Perante um mundo que acaba, desaba, rimos, festejamos, estamos contentes. Mais de 40 anos depois, apoderou-se novamente do país uma inconsciência colectiva que nos bloqueia. Quando Portugal venceu o Euro 2016, muitos disseram que aquela atitude era a de um novo país. Mas não há nada de novo.

A vitória no Europeu foi um episódio pontual e igual ao dos muitos portugueses bem sucedidos, em Portugal ou no estrangeiro. Com esforço, sacrifício e muito realismo. Precisamente o contrário do que colectivamente vemos agora e do que se viu em África no início dos anos 70.

Willy, a personagem que Naipaul criou naquele maravilhoso livro, admira os portugueses por não se importarem e saberem viver com a História. Mas Willy tinha problemas e não conseguia aceitá-los. Já Portugal aceita-os, mas não os resolve. Vamos queimando os últimos cartuchos; estamos todos como quem não se importa a usufruir do momento com conversas e risos.

Um velho truque da imprensa

A partir do automóvel, um condutor palestiniano ataca soldados israelitas. Decide  sair da viatura e, supõe-se que por mero acaso, esfaqueia um militar e é abatido a tiro. A agência de notícias Reuters notícia o incidente assim: “Israeli soldier shoots dead Palestinian driver in West Bank: army.

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Permanece um mistério as razões pelas quais as armas rudimentares continuam a ser usadas para matar pessoas e a mesma agência de notícias ter alterado o título inicial da notícia para “Palestinian who stabbed Israeli soldier shot dead: army“, de modo a clarificar o incidente.

Das “Novas Oportunidades” ao “Qualifica”

Qualifica: um Novas Oportunidades esclerosado? Por Eugénia Gambôa.

Num avanço digno de nota, a narrativa mudou e agora reconhecem que mais do que certificar importa sobretudo qualificar. De facto, os estudos desenvolvidos em 2012, que estiveram na base da reforma de 2013, vieram mostrar que são os cursos EFA (cursos de Educação e Formação de Adultos) e Formações Modelares Certificadas – cursos que desde 2012 têm vindo a ganhar peso relativo no panorama de educação e formação de adultos – aqueles que estão positivamente associados a melhorias na empregabilidade e na remuneração dos formandos. Mas o progresso narrativo logo ficou toldado pelo retrocesso empírico, pois os números que apresentaram foram os relativos aos processos de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências (RVCC), esquecendo-se de esclarecer que da taxa de certificação do Programa Novas Oportunidades pouco mais de 1% correspondeu a certificações escolares e profissionais, as únicas com algum impacto na vida profissional dos envolvidos.

É fácil ser bloquista em Portugal

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A insustentável leveza de Catarina. Por José Manuel Fernandes.

É fácil ser Catarina Martins, e não é por causa dos arrependimentos. É fácil porque não é preciso ter um discurso coerente, apenas seguir os ventos que sopram e repetir os lugares comuns mais na moda.

(…) Neste seu país de conto de fadas não custa a Catarina despejar frases sonantes mas sem grande sentido – tudo porque no país real que somos ninguém lhe faz a pergunta que era importante fazer: mas quem é que cria a riqueza para pagar mais Estado e mais consumo? Nós ou os alemães? E quererão eles pagar – democraticamente – os nossos défices?

Por isso ainda bem que há entrevistas “fofinhas” para percebermos a insustentável leveza de alguns dos nossos heróis políticos.

Paulo Trigo Pereira e o Cenário Macroeconómico do PS

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Uma boa análise crítica de uma posição muito difícil de sustentar: A dialética socialista do Incumprimento. Por Vasco Mina.

Ontem, o economista e deputado do PS, Paulo Trigo Pereira, também ele um dos subscritores do citado Cenário Macroeconómico, apresenta a sua abordagem da situação económica e financeira do País. Começa humildemente por reconhecer o seguinte: “O crescimento económico é fraco há década e meia, não sendo por isso imputável nem a este nem ao anterior governo”. Assim sendo, por que subscreveu a tese de um crescimento de 2,4%? Ou seja, quando se é oposição (era o caso em 2015) então crescer é fácil e demonstrável num documento; quando se passa à governação, então o problema é do passado e resulta de uma observação estatística.

Leitura complementar: O plano macroeconómico do PS e a realidade.

José Vítor Malheiros, 2016: um caso de estudo (2)

A conspiração neoliberal na imprensa portuguesa e o Público. por Sebastião Bugalho.

Ao contrário do que hoje publicou, o medo de Vítor Malheiros não é a “hegemonia do pensamento conservador”. O seu medo, na realidade, é a existência do pensamento conservador em democracia. É verdade. Ele existe, está cá e chateia. Especialmente aqueles que lidam mal com diversidade.

José Vítor Malheiros, 2016: um caso de estudo

O jornalista vazado. Por CCC.

Não há ali sombra de argumentos. Não há, por ali, uma molécula que seja do tipo de decência intelectual de que nos falava Karl Popper. Nem sequer uma partícula subatómica de lógica ou de racionalidade. É um simples caso de vacuidade que o sr. Malheiros «jornalista» entendeu preencher com uma estrondosa bagunçada de absurdidades, num tom ora paranóico, ora persecutório. A visão estreita do que é a liberdade jornalística, o gosto pela distopia e a ampla assunção da sua ignorância em matéria de concepções políticas, são a prova de que a parlapatice não preenche vazios: amplifica-os.

Mais 5 mil milhões para a CGD…

Reforço de capitais da Caixa chega a 5.160 milhões. Estado mete capital, privados investem em dívida

Processo da Caixa é “espécie de manual do que não se deve fazer num Estado democrático”

O efeito “geringonça” no mercado de trabalho

A história de uma rosa do deserto

Foto: WAEL HMEDAN / REUTERS
Foto: WAEL HMEDAN / REUTERS

Sabe Deus as razões pelas quais o exercício de relações públicas a entrevista  à Primeira Dama síria, Asma al-Assad que saíu na Vogue desapareceu mas vale a pena ler o artigo de Joan Juliet Buck, My notorious interview with Mrs. Assad, the first lady of hell que revela detalhes preciosos.

Progress

Why can’t we see that we’re living in a golden age? Por Johan Norberg.

Karl Marx thought that capitalism inevitably made the rich richer and the poor poorer. By the time Marx died, however, the average Englishman was three times richer than at the time of his birth 65 years earlier — never before had the population experienced anything like it.

Fast forward to 1981. Then, almost nine in ten Chinese lived in extreme poverty; now just one in ten do. Then, just half of the world’s population had access to safe water. Now, 91 per cent do. On average, that means that 285,000 more people have gained access to safe water every day for the past 25 years.

Global trade has led to an expansion of wealth on a magnitude which is hard to comprehend. During the 25 years since the end of the Cold War, global economic wealth — or GDP per capita — has increased almost as much as it did during the preceding 25,000 years.

António Costa comenta governação de António Costa

Costa Parvo

Dívida pública volta a aumentar e já está perto dos 132% do PIB

A dívida pública portuguesa voltou a crescer entre Abril e Junho deste ano, fixando-se, na Óptica de Maastricht, nos 131,6% do produto interno bruto (PIB). Um valor que está acima da meta anual do Governo e das instituições internacionais.

Valores da dívida pública são “más notícias”, diz António Costa

António Costa criticou as “más notícias” sobre a evolução financeira do país, apontando o dedo às políticas de “austeridade” do Governo, que afirmou terem “fracassado”.

O líder do PS disse que “só com uma economia sã, teremos finanças públicas sãs”, comentando os números divulgados pelo Banco de Portugal que indica que a dívida das administrações públicas na óptica de Maastricht fixou-se em 128,7% do PIB em 2014, acima do verificado em 2013 e da meta fixada pelo Governo para o ano passado.

Parabéns Wikileaks

FREE ASSANGE

A Wikileaks decidiu revelar ao mundo informações pessoais e financeiras de centenas de bandidos. De entre os expostos contam-se algumas vítimas de abusos sexuais, relatórios médicos  de crianças e adultos e gays.

O caso já seria muito grave e revelador do encanto da organização de Julian Assange mas o detalhe da exposição ter como palco a Arábia Saudita – esse oásis – da democracila liberal e dos direitos humanos -, apimenta a coisa.

A organização informativa está, uma vez mais, de parabéns. Nem imagino o que o jornalismo-cidadão e a polícia religiosa local serão capazes de fazer com tamanha quantidade e qualidade de informação. O mundo respirará melhor quando a liberdade da verdade completar o seu caminho.

Private lives are exposed as WikiLeaks spills its secrets.

WikiLeaks’ global crusade to expose government secrets is causing collateral damage to the privacy of hundreds of innocent people, including survivors of sexual abuse, sick children and the mentally ill, The Associated Press has found.

In the past year alone, the radical transparency group has published medical files belonging to scores of ordinary citizens while many hundreds more have had sensitive family, financial or identity records posted to the web. In two particularly egregious cases, WikiLeaks named teenage rape victims. In a third case, the site published the name of a Saudi citizen arrested for being gay, an extraordinary move given that homosexuality is punishable by death in the ultraconservative Muslim kingdom.

“They published everything: my phone, address, name, details,” said a Saudi man who told AP he was bewildered that WikiLeaks had revealed the details of a paternity dispute with a former partner. “If the family of my wife saw this … Publishing personal stuff like that could destroy people.” (…)

Da série: “Se fossem coerentes, não seriam socialistas”

Notícia de hoje:

Governo quer quotas por sexo no sector público e nas empresas da Bolsa
Dez anos depois da introdução das quotas mínimas nas listas eleitorais, o ministro Adjunto defende o alargamento do princípio ao sector público e à Bolsa. No futuro quer abraçar a paridade pura.

Escolhas do mesmo governo que quer impor quotas a empresas privadas:

Ministros no governo:
13 homens
4 mulheres

Administradores da Caixa Geral de Depósitos (escolhidos pelo governo)
18 homens
1 mulher

Desconstruindo a Agenda Revolucionária Global

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É o título da recensão que escrevi conjuntamente com o meu colega Hugo Chelo, relativa ao livro A Globalização da Revolução Cultural Ocidental: Conceitos-Chave e Mecanismos Operacionais (Principia, 2015) de Marguerite A. Peeters, em boa hora publicado em Portugal pela Principia em parceria com a Fundação A Junção do Bem.

A recensão foi publicada no mais recente número da Gaudium Sciendi, a revista da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa. Aqui ficam os links para os conteúdos do Nº10 da Revista Gaudium Sciendi e para a recensão.

O FBI e os emails de Hillary

FBI descobre mais 15 mil emails que Hillary Clinton não divulgou

O FBI encontrou mais cerca de 15 mil emails que Hillary Clinton alojou num servidor privado quando era Secretária de Estado. Em 2014, já tinha entregue 30 mil emails e disse que não havia mais.

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