D. António Marto vai ser cardeal

Uma excelente notícia tanto para a Igreja como a Portugal: Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, vai ser cardeal.

O bispo de Leiria-Fátima vai ser criado cardeal no dia 29 de junho. A nomeação foi publicada este domingo. Vigário de Leiria-Fátima diz que a nomeação reforça ligação entre o Vaticano e Fátima.

Sete coisas que não sabe sobre D. António Marto, o bispo de Fátima

Os truques para convencer o Papa a vir a Fátima, o ceticismo relativamente às procissões e às peregrinações e a amizade com Ratzinger. 7 coisas que não conhece sobre D. António Marto, bispo de Fátima.

D. António, Bispo de Fátima – Entrevista de Vida
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Conferência: RBI – Rendimento Básico Incondicional – Univ. Lusófona, 24 de Maio

Na próxima Quinta-feira, dia 24 de Maio, a partir das 17 horas estarei no primeiro painel desta conferência sobre RBI na Universidade Lusófona, em Lisboa. Mais informações aqui.

Pode haver argumentos a favor da eutanásia, mas o da liberdade não é um deles

Eutanásia (II). Por Adolfo Mesquita Nunes.

Pode haver argumentos a favor da eutanásia, mas o da liberdade não é um deles, precisamente porque mesmo os mais fervorosos adeptos públicos da eutanásia consideram que ela tem de ser limitada, que nem todos podem aceder a ela em todas as circunstâncias.

Mas não há, não devia haver, essa liberdade de decidir pôr termo à nossa vida? Como pode um liberal não aceitar essa derradeira liberdade, sem limitações, radical?

Essa é uma questão dilemática, complicadíssima, a que a sociedade ocidental, inspirada em princípios liberais, tem respondido com a descriminalização do suicídio de forma tentada, defendendo ativamente que ninguém pode ser penalizado por se tentar matar, respeitando essa vontade e impedindo a estigmatização de quem tenta, ou dos herdeiros de quem o logra. Trata-se de um respeito, que em nada se confunde com incentivo, que se inspira precisamente nessa liberdade derradeira que não podemos eliminar.

O que distingue a eutanásia do suicídio, então?

A eutanásia não pressupõe apenas que alguém peça para ser morto, pressupõe que alguém, ou um sistema, tenha a obrigação, o dever, de dar seguimento a esse pedido, de matar. Ao contrário do suicídio, a eutanásia não é uma liberdade individual apenas, é uma imposição perante terceiros, perante o Estado, cria um dever de matar se reunidos determinados requisitos.

Castigar quem tem 50 mil euros no banco…

Uma Europa francesa: balanço de um ano de Macron

Ensaio no Jornal Económico sobre o plano de Macron para a Europa.

Uma Europa francesa: balanço de um ano de Macron

Macron é presidente da França há um ano. E, como é normal, os franceses fizeram o balanço destes 12 meses de mandato com sondagens e alguns textos sobre o que já se fez e o que ainda se pretende levar a cabo. A maioria considera-o agora mais de direita que de esquerda e já não tanto ao centro como alegava quando se candidatou. A luta contra os sindicatos dos ferroviários é considerada a sua grande oportunidade para mostrar ser capaz de pôr em prática a mudança que a França votou em 2017.

Por cá, o presidente francês é visto, como em tudo o que foge da normalidade – Macron trucidou os partidos tradicionais –, com um misto de assombro e desconfiança. E, como também é frequente em Portugal, não se lhe dá a relevância que o assunto merece de forma a que, dessa maneira, seja como se não existisse. Lê-se um ou outro texto, não mais que um ou outro pequeno artigo num jornal, e o mais resume-se a frases de circunstância e às imagens na televisão, que o homem é telegénico.

Mas Macron tem algo que em Portugal devíamos dar muita atenção. E essa particularidade não tem que ver com a sua personalidade, não se trata de nenhuma qualidade sua especial, mas com o programa, a visão que o Eliseu tem para a Europa e que, se concretizado, vai alterar, e muito, a União Europeia. Uma mudança que já se fez sentir no novo orçamento plurianual da União Europeia, que tanto desagradou aos partidos portugueses e deixou Marcelo apreensivo. Porque Macron visa dar um novo impulso à UE e, por arrasto, devolver à França a glória e influência do passado.

O discurso na Sorbonne

Foi a 26 de Setembro último que Emmanuel Macron apresentou, no Grande Anfiteatro da Sorbonne, o seu projecto para a Europa. Lá fora os protestos do costume, enquanto lá dentro o espaço era pequeno para os que o queriam ouvir. E o que disse Macron foi repetir o que já escrevera no livro “Révolution”, um verdadeiro programa para o seu mandato enquanto presidente. E no que consiste o seu projecto? Antes de mais, uma defesa comum para a Europa. Macron não pretende apenas dotar a UE de mais meios financeiros para a defesa (como é o caso com o novo orçamento comunitário), mas também que se preparem forças armadas comuns. Nesse sentido, naquele dia na Sorbonne propôs abrir as forças armadas francesas a militares de outros países da União para que participem na obtenção de informações, planificação e apoio às operações militares francesas. Macron, e este ponto é fulcral, quer uma União Europeia dotada de uma força militar comum e que a França seja o seu principal sustentáculo.

Outro ponto foi a defesa de uma taxa comum sobre as transacções financeiras de forma a financiar uma política única de asilo político, o policiamento das fronteiras europeias, um programa de apoio à formação dos refugiados, bem como uma política europeia de desenvolvimento direccionada à África, onde a França lidera com as suas forças militares o combate ao terrorismo islâmico. No seu entender, a UE deve passar a ser um instrumento por via do qual os países europeus terão acesso a África e que Portugal, em virtude dos laços que tem com alguns países africanos, não deve deixar escapar.

O presidente francês defendeu ainda a taxação das receitas dos conhecidos GAFA (Google, Apple, Facebook e Amazon) em vez dos lucros. O objectivo é que a UE adopte leis que obriguem estas empresas a pagarem mais impostos e não que se refugiem em países como a Irlanda e o Luxemburgo.

Uma Europa a várias velocidades

Mas a grande proposta de Macron para a Europa é na área financeira. Um orçamento comum para a zona euro, direccionado ao investimento público estratégico, que também de apoio aos países cujas contas públicas coloquem em risco a estabilidade da zona euro. A par deste orçamento pretende-se também que a zona euro tenha um verdadeiro ministro das Finanças com mais poder sobre os seus colegas dos respectivos países, que o agora líder do Eurogrupo. A acontecer, estaremos perante uma verdadeira união fiscal que se acentuará com a libertação dos fundos desse orçamento a depender da implementação de reformas estruturais, no Estado e na economia, ditadas por Bruxelas.

A partir daqui é inevitável falar-se de uma Europa, não a duas, mas a várias velocidades. Tão-só porque, a partir do momento em que os fundos desse novo orçamento forem libertados sob condição da implementação de certas reformas, o conceito de igualdade como o conhecemos hoje deixará de ser a pedra de toque da União. Os países não implementarão as referidas reformas ao mesmo ritmo, com a mesma amplitude e, naturalmente, o acesso a certas ajudas comunitárias não será igual nem atribuído ao mesmo tempo.

Mas a UE será ainda a várias velocidades porque Macron tenciona que França e Alemanha assinem um novo Tratado do Eliseu, renovando o de 28 de Janeiro de 1963. Nesse dia, Charles De Gaulle e Konrad Adenauer assinaram um tratado que fixava os termos da cooperação entre os dois países nas relações internacionais, na defesa e na educação, e que muitos consideram como um dos motores da integração europeia. Com esse acordo conseguido há 55 anos, De Gaulle conseguiu retirar a República Federal da Alemanha (RFA) da esfera dos EUA permitindo, desse modo, pensar-se uma Europa não submissa aos interesses norte-americanos. O objectivo de Macron com a renovação deste tratado é precisamente o mesmo.

Será à volta deste novo tratado franco-alemão que Macron tenciona reconstruir, dentro da UE, uma união mais coesa e próxima. Uma nova parceria porque, como disse o próprio, “L’Europe est déjà à plusieurs vitesses, alors, n’ayons pas peur de le dire et de le vouloir!”. Portugal foi mencionado no referido discurso como fazendo parte do pelotão da frente, pelo que caberá ao nosso Governo decidir o que fazer com esta proposta.

Uma soberania reinventada

Terça-feira, 17 de Abril de 2018. O novo presidente francês estreia-se no Parlamento Europeu, onde apela ao que chama de “soberania europeia”, uma soberania reinventada para fazer face ao autoritarismo que ameaça o projecto europeu. No seu entender, os desafios de hoje são globais, não podem ser tratados a um nível meramente nacional, e a UE só em conjunto conseguirá fazer-lhes frente. O terrorismo, os fluxos migratórios, a defesa dos interesses comerciais, a luta contra a fraude fiscal e as próprias relações internacionais (como temos visto no que diz respeito ao Irão) devem ser tratados pela UE como um todo, de forma a que os países europeus sejam bem-sucedidos. Bem-sucedidos no que diz respeito a esses desafios, mas também no combate aos extremismos políticos (quer à esquerda quer à direita) que nos últimos acto eleitorais têm alcançado bons resultados.

Mas o mais interessante não foi o discurso de Macron (que só durou vinte minutos, ao contrário do da Sorbonne com uma duração de mais de hora e meia) mas o debate que se seguiu. Um debate que juntou Florian Philippot, o até há pouco tempo estratega da Frente Nacional, a Manuel Bompard, do La France Insoumise, em oposição a Emmanuel Macron. Os dois primeiros foram veementes na afirmação de que não há soberania europeia e na acusação de que o presidente francês visa apenas substituir a soberania da França por uma de burocratas. Talvez seja por se sentarem em lados opostos no hemiciclo que os extremismos se acabem por tocar.

Há quem considere que o plano de Macron foi derrotado ainda antes de ter sido colocado em prática, devido ao fraco resultado de Angela Merkel nas eleições alemãs de Setembro passado. Na verdade, foi no referido discurso na Sorbonne que Macron desafiou a chanceler alemã a renegociar o dito Tratado do Eliseu e, a partir daí, refundarem juntos a Europa. No entanto, não só Angela Merkel se mantém como líder do governo alemão, como o enfraquecimento político da chanceler é encarado por Macron mais como uma oportunidade que uma perturbação.

Com a saída do Reino Unido da União Europeia e o enfraquecimento político (mas não económico) da Alemanha, Macron considera que a França tem o caminho livre para refundar a Europa à sua maneira. Por isso a proposta do novo Tratado do Eliseu, inicialmente assinado quando a Alemanha não liderava; por essa razão a proposta de uma Europa a várias velocidades, em que os países por ele mencionados são mais próximos da França que da Alemanha; por esse motivo o seu discurso no Congresso norte-americano, no passado dia 25 de Abril, precisamente 58 anos depois do proferido por Charles De Gaulle naquele mesmo dia, naquele mesmo lugar. Um novo tratado como o De Gaulle para renovar a Europa; um novo discurso como o de De Gaulle para cimentar as relações franco-americanas. Macron já não vê a França como o pilar de um exército europeu (como tencionava Manuel Valls), mas o suporte à volta do qual gira a Europa e em torno do qual esta se relaciona com o outro lado do Atlântico.

A França e os Estados Unidos

Como Macron é um homem da globalização, o seu discurso em Washington foi em inglês. Recordou o papel da França na luta da independência dos EUA contra o Império Britânico; a visita de Benjamin Franklin a Paris, em 1776, para obter os apoios internacionais (o que conseguiu devido à extrema simpatia que os EUA tinham não só entre elite francesa mas também entre as suas classes mais desfavorecidas); a chegada aos EUA do jovem Lafayette para combater contra os Britânicos, ou a de Alan Seeger a França: o poeta norte-americano que, com 28 anos e um amor por aquele país europeu, morreu no dia 4 de Julho de 1916 a combater pelos franceses. Um verdadeiro rendez-vous com a morte, mas também com o destino. Porque é o destino, como salientou Macron, que une estes dois países e se nada o pode pôr em causa, a saída do Reino Unido da UE é um excelente motivo para o reafirmar.

A mensagem a passar é que a França se tornou no parceiro privilegiado dos EUA na Europa. Aquele com quem os norte-americanos podem falar (a posição um tanto dúbia de Macron quanto à saída dos EUA do acordo nuclear com o Irão é prova disso mesmo). Um país aberto à globalização, mas disposto a combater as distorções criadas do livre comércio por regimes totalitários e que prejudicam as economias liberais.

Concordando-se ou não com o pensamento de Emmanuel Macron, não deixamos de estar perante um estadista com um pensamento muito completo, uma visão muito ampla do que pretende para a França, de como encara o papel da França no mundo e dos passos a dar para que Paris se torne novamente num peão indispensável, e não negligenciável, das relações entre as grandes potências mundiais. É neste sentido que se compreendem as reformas que pretende levar cabo em França, a urgência que tem para vencer o embate com os sindicatos ferroviários, a necessidade de refundar a UE e a relação de cumplicidade que quer estabelecer com os EUA.

Há muitos anos que não víamos a França ser governada com tamanha ambição. Podemos mesmo arriscar que ainda mais que a de De Gaulle, quanto mais não seja porque este viu os seus sonhos de grandeza comprimidos pelo choque entre os EUA e a URSS, que caracterizou a Guerra Fria. Nessa altura, o espaço deixado à França era muito pequeno e o alcance de qualquer das suas acções, curto.

Agora, com a China a criar problemas comerciais aos EUA, a que se juntam as suspeitas quanto às suas ambições militares, com uma Rússia sem a força da URSS, sem, no fundo, a existência de um mundo bipolar, mas com vários actores internacionais, com uma UE fragilizada com o alargamento que favoreceu a Alemanha, a França de Macron talvez possa finalmente chegar a bom porto na concretização dos seus sonhos de grandeza. Talvez os olhares de Robert de Sorbon e de Richelieu, debaixo dos quais proferiu o dito discurso na Sorbonne, no meio de Paris, no novo centro da Europa, o tenham inspirado.

Baratas no parlamento…

Baratas no parlamento levam à suspensão da Comissão do Trabalho

A audição da inspetora-geral da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), Luísa Guimarães, foi interrompida porque apareceram baratas e os deputados consideram que não havia condições.

 

O João Miranda sabe sempre primeiro…

Um mundo espiritual sem Deus

Hoje no i.

Um mundo espiritual sem Deus

Em “Silêncio na Era do Ruído” (Quetzal), o norueguês Erling Kagge conta como, no dia seguinte ao da sua chegada e do explorador Borge Ousland ao Polo Norte, apareceu no céu um avião-espião norte-americano. Talvez por terem ficado surpreendidos com a presença de dois exploradores, o avião atirou-lhes uma caixa de alimentos antes de seguir viagem. Quando a abriram, viram que continha um almoço de sanduíches, sumo e arenque. Como estavam há 58 dias com temperaturas de -58 oC, Kagge diz que se preparava para devorar a sua parte quando Borge lhe sugeriu que, antes de comer, fizesse uma pausa. Contaram até dez e depois comeram. Mataram a fome e usufruíram da refeição.

Numa entrevista há dias ao “Público”, um engenheiro de nome Mo Gawdat, que trabalhava para a Google e de onde saiu para escrever sobre a felicidade, afirmava que a tecnologia e o dinheiro não fazem as pessoas felizes. No seu entender, são muitos os que procuram o bem-estar nas suas grandes casas, belíssimos carros e telemóveis que os ligam a toda a gente, a toda a hora. Para este engenheiro, a felicidade não está nesses objetos mas dentro de cada um de nós, sendo “preciso parar de acreditar nas promessas vazias do mundo moderno. Parar de acreditar que o sucesso, o ego, a imagem, os gadgets ou o dinheiro são mais importantes do que a felicidade”.

Há muita gente com um ego enorme e que depende de o alimentar. Uma alimentação constante que os torna permanentemente insatisfeitos, numa contínua comparação com terceiros que até podem ter outras prioridades ou desvalorizar tudo o que eles consideram como sucesso. Uma insatisfação permanente que acentua invejas, incompreensões, rancores, e um mal-estar indefinível e incompreendido por quem acha que tem tudo para ser feliz, mas não se sente bem.

Mas um dos aspetos mais interessantes de Kagge e Mo Gawdat é o que dizem, ou não dizem, sobre Deus. O segundo (e na mesma entrevista), à pergunta se podemos ser felizes sem religião, responde: “O nosso verdadeiro eu não é físico. As pessoas confundem espiritualidade com religião. A religião tem muitas regras.” Já Kagge não menciona Deus no seu livro, mas conta como, quando “a caminho do Polo Norte, imaginava o homem da Lua a olhar lá para baixo, para a Terra”. Lá de cima, esse homem conseguiria ver todo o nosso planeta e, no extremo norte, um rapaz, Kagge, de “anoraque azul, que seguia sempre na mesma direção”. Kagge usou esta imagem para se questionar quem seria mais maluco, se ele a caminho do Polo Norte ou se todos os restantes milhões de pessoas que, mais abaixo na Terra, o homem da Lua via levantarem–se de manhã e seguirem a suas vidas rotineiras até morrerem. Pensar nisso ajudou Kagge a continuar.

O que estes dois homens dizem é interessante porque, depois de um período materialista, vivemos uma época espiritual, mas sem Deus. A contagem até dez antes de comer era (é) a oração antes da refeição. O homem na Lua é Deus, que nos recorda que o mundo é um todo uno e que não estamos sós. O que Kagge e Gawdat dizem é o que a religião, qualquer delas, refere há milénios: que a vida somos nós, não as nossas coisas.

Vasco Pulido Valente e Adolfo Mesquita Nunes – 25 de Maio, 19.30 – Grémio Literário

Depois de impedir a bancarrota do Estado, a seguir a uma vitória eleitoral, a direita foi para a oposição e vê a esquerda beneficiar das políticas que criticou. Como é que a direita pode dar a volta por cima?

Dia 25 de Maio, às 19.30, Vasco Pulido Valente e Adolfo Mesquita Nunes. No Grémio Literário, em Lisboa.

A não perder.

O bem e o mal comum

“A promoção da concorrência e a definição do que se não pode fazer parecem abordagens muito mais eficazes que a alternativa da micro gestão dos regulados por parte dos reguladores ou nada fazer.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre filosofias de regulação económica.

REN, EDP e a China

Não tenho uma posição definida sobre a matéria mas acho intrigante (e porventura também revelador) que outras operações e tentativas de operações (como a compra da PT pela Altice ou a anterior tentativa de compra da PT pela Sonae, só para dar dois exemplos mediáticos relativos a grandes empresas portuguesas) tenham sido alvo de tanto debate, preocupações e intervenções políticas enquanto o controlo simultâneo da REN e EDP por empresas estatais chinesas se processa em quase absoluto silêncio: EDP: um intrigante silêncio. Por João Carlos Espada.

O assunto tem sido noticiado na imprensa, mas o silêncio político tem sido de chumbo — para além da curiosa declaração do nosso primeiro-ministro sobre a inexistência de qualquer obstáculo político à operação. Refiro-me, como o leitor já terá calculado, à proposta de compra da EDP, a maior empresa portuguesa, pela empresa chinesa denominada “China Three Gorges” (que já detém 23,2% da EDP). Recorde-se que uma empresa estatal chinesa “State Grid” é também accionista maioritária da REN, a empresa distribuidora de energia em Portugal.

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Bruno e Jesus…

“Se o Bruno suspendeu o Jesus, esperem pelo Bruno porque o Presidente não suspendeu ninguém”
Bruno e Jesus em rutura total. O resumo de um dia quente em Alvalade
Jorge Jesus foi informado que não conta para o futuro do Sporting
Bruno de Carvalho nega suspensão de Jorge Jesus mas treinador está de saída do Sporting

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Estratégias de combate à fraude no desporto em Portugal…

Sporting paga a árbitros para conquistar campeonato de andebol

André Geraldes seria o líder do esquema. Atual diretor de futebol do Sporting, é suspeito de ter coordenado a compra de árbitros por valores que chegavam aos dois mil euros por jogo. “Sabes como é que o c… [do árbitro] se despediu de mim? Grande abraço. Rumo ao 37! Filho da p…”, cita o diário, que teve acesso às mensagens trocadas no sistema de comunicação WhatsApp entre elementos envolvidos no esquema. Nesse caso, num jogo entre Benfica e Porto, o árbitro acreditava ter sido pago pelo clube da Luz.

Era Paulo Silva quem alegadamente pagava aos árbitros, servindo de intermediário de André Geraldes (que no ano passado coordenava as modalidades). Foi o empresário de futebol que se dedicava a recrutar novos valores, quem acabou por revelar as comunicações entre os envolvidos, depois de se ter arrependido de colaborar nos pagamentos. Disse ao Correio da Manhã ter agido por “sportinguismo”, apesar de receber 350 euros por cada árbitro corrompido. “Só fiz isto para combater a fraude que já existia nas modalidades”, justifica.

Católica Lisbon melhor escola portuguesa no ranking do “Financial Times”

Está mais uma vez de parabéns toda a equipa da Católica Lisbon School of Business and Economics: Há 4 escolas portuguesas no ranking do Financial Times. Católica é a melhor

A Universidade Católica é a grande vencedora portuguesa nos rankings globais do Financial Times, publicados esta segunda-feira, sobre formação executiva. Em relação ao ano anterior, a Católica Lisbon School of Business & Economics sobe 3 posições, tendo sido considerada a 40.ª melhor do mundo.

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O saco de plástico é o melhor para o ambiente

Ciência: Afinal o saco de plástico é o melhor para o ambiente

Os resultados indicam que o vulgar saco de plástico tem, de longe, menor impacto no ambiente. De referir que o estudo se focou na identificação do número de vezes que outro tipos de saco têm de ser reutilizados com base no desempenho ambiental do vulgar saco de plástico.

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Sporting próximo de novo recorde…

Sporting soma 16.ª época de seca na Liga e está a uma do recorde

Adeptos tentaram agredir Rui Patrício e William Carvalho na garagem do Estádio de Alvalade
Jogadores do Sporting insultados por adeptos. PSP teve que intervir
Bruno de Carvalho e o post do pai: «De certeza que Jesus também não gosta das alarvidades dos seus amigos»
O plano de Bruno para afastar Jesus
Bruno de Carvalho convoca Jorge Jesus para reunião

Seminários IES 2018

Caríssimos,

O IES está a organizar 2 seminários semanais para explorar as ideias de Liberdade, num ambiente informal e de confraternização. Já participei há uns anos e posso garantir que foi uma semana espectacular: quer em termos de relações que ficaram, quer em termos dos debates com pessoas que entendem a nossa matriz ideológica.
PS: o prazo de inscrição é curto e acaba amanhã, dia 15/Maio.

Podem ver a descrição do instituto AQUI.

The aim of The Institute for Economic Studies Europe is to stand at the center of a worldwide network of students, scholars and other intellectuals. Since 1989, the Institute, a non profit organization registered in the state of Virginia, has aimed at discovering, developing and supporting the most outstanding people it could find among students, scholars and other intellectuals who share an interest in exploring and applying the principles of classical liberalism. For that purpose, IES uses or supports three different tools of teaching or of research. Every year we organize summer seminars somewhere in Europe, a summer university in Aix-en-Provence, France, and sponsors researchers or translations of major books.

Each of these activities aims at the spreading of classical liberalism which includes among its principles:

– the recognition of inalienable individual rights and the dignity and worth of each individual
– the protection of those rights through the institution of private property, contracts and the rule of law.
– the support of the ideal of voluntarism in human relations, including support of the free market mechanism in economic affairs and free movement of goods, ideas and people.

Podem ver a página dos seminários AQUI.

Interested in exploring the ideas of Liberty? Spending a week of great experiences, intercultural exchanges, discussing and thinking about freedom, learning from top professors and making new friends from all over the world?

In 2018, IES Europe will offer you just that. So, come back in the following weeks to find out about this year’s seminars and their deadlines and grab those unique opportunities.

Participation is free! The best applications will be selected.

Caso tenham alguma dúvida, pretendam informações, ou queiram que vos escreva uma carta de recomendação, enviem mail para campelodemagalhaes@gmail.com
(esta última implica uma conversa telefónica)

Seria interessante ter um ou dois representantes portugueses nestes fóruns europeus.

The ‘Intellectual Dark Web’

I Was Liberated by the ‘Intellectual Dark Web’. Por Max Diamond.

Some, like Weiss, worry that we are now living in a culture “where there are no gatekeepers at all”—where there are no longer people who are clearly beyond the pale and who ought not to be given a platform. Weiss criticizes the intellectual dark web for not acting as gatekeepers and drawing such boundaries. But hoping that other people take the burden of drawing intellectual boundaries takes that responsibility off of the individual. The point of becoming educated is to become intellectually free: capable oneself of judging a Jordan Peterson from a Milo Yiannopoulos from a Jared Taylor, and more simply, of distinguishing a well-evidenced and well-reasoned idea from a bad one. The intellectual dark web influenced me less in regard to specific propositions and far more in my ability to reflect upon my own assumptions. That is, these thinkers have helped me become educated so that I can decide for myself what is reasonable without the aid of “guardians”—whether professors, mainstream journalists, college students, or Paul Krugman. When college protesters silence speakers, the concern is not they have the drawn boundary of reasonable speech too thin, but rather that they are undermining individuals’ ability to become educated: to learn, and to decide for themselves what are reasonable and unreasonable ideas.

A corrupção e a responsabilidade política

A corrupção e a responsabilidade política. Por Miguel Morgado, Margarida Balseiro Lopes, Hugo Soares, Duarte Marques e António Leitão Amaro.

É nosso dever indeclinável não calar, nem evitar a discussão do maior escândalo da história da nossa democracia, independentemente dos equilíbrios político-partidários que isso possa pôr em causa.

O retrato de Pedro Arroja

Validado pelo próprio: o retrato. Por Pedro Arroja.

O futebol no casino financeiro

“Em Portugal, o futebol ocupa um espaço que o torna praticamente intocável. Parece ser “too big to fail”. Mas esta sensação dura até ao dia em que deixar de durar.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre futebol e finanças empresariais.

#VEDay

O malandro do Cavaco…

Um caso de abuso da boa-fé… (2)

Sócrates “mentiu, mentiu e tornou a mentir”

Num artigo de opinião, Fernanda Câncio, jornalista e antiga namorada do ex-primeiro-ministro, diz que Sócrates “instrumentalizou os melhores sentimentos dos seus próximos”.

“Que nojo”, diz João Soares sobre artigo de Câncio

A Operação Marquês vista por Fernanda Câncio ao longo dos anos

“Tu avanças sempre e não recuas”

Incrivelmente, à luz dos acontecimentos e revelações recentes, esta iniciativa é provavelmente das mais decentes dos últimos dias: “Tu avanças sempre e não recuas”. Apoiantes de Sócrates organizam almoço

O encontro vai decorrer no próximo dia 20 de Maio, no restaurante Lisboa Marina, em Lisboa, e está a ser organizado pelo movimento cívico “José Sócrates Sempre”. Em declarações à revista Visão, uma das promotoras, Ana Lúcia Vasques, referiu que José Sócrates já foi convidado para o almoço de confraternização, embora ainda não tenha confirmado a presença.

Na mesma entrevista, a militante de Vila do Conde refere que este almoço “não se reporta aos últimos acontecimentos”, embora se considere “pessoalmente desagradada” com a saída de Sócrates do partido.

O PS e a corrupção

A corrupção e suas variedades. Por António Barreto.

O mais provável é que o PS esteja a caminho do fim. Não por causa da adesão ao mercado nem pelo seu entusiasmo com a frente de esquerda. Mas sim por causa da corrupção, que o PS nunca condenou claramente, sobretudo a sua e a dos seus amigos. O caso Sócrates, a que se acrescentaram tantos outros, está agora a mostrar contornos difíceis de apagar da memória. O caso PT, bem anterior, já tinha deixado feridas e cicatrizes profundas. Os casos Pinho e EDP, que ainda agora vão no adro, revelaram-se de tal maneira letais que será difícil convencer quem quer que seja que membros deste governo não tiveram nada que ver com o governo Sócrates, nesta que é talvez a maior derrota da democracia desde há mais de 40 anos.

O PS não está a tratar da “espuma dos dias” nem de pequenas circunstâncias, como sejam o pagamento a dobrar de ajudas de custo e outras “bagatelas”. O PS está a ocupar-se de uma questão muito séria: a do seu envolvimento em processos de corrupção política de grande escala e a do seu silêncio diante da actuação dos seus dirigentes. Com a corrupção, o PS está a tratar da sua natureza contemporânea, não apenas de uma circunstância excepcional.

“Using Voter-choice Modeling to Plan Final Campaigns in Runoff Elections” – 10 de Maio em Lisboa

Na próxima, Quinta-feira, dia 10 de Maio, mais um seminário da Arrow Workshop Series, uma iniciativa conjunta do CIEP e do CUBE da Universidade Católica Portuguesa.

Mais uma oportunidade perdida para a economia portuguesa…

Outro caso de abuso da boa-fé…

O anti-Sócrates. Por Rui Tavares.

A nossa única esperança é procurarmos ser melhores do que o exemplo que nos é dado pelo nosso ex-primeiro-ministro. Ele parece não ter lições a tirar do seu caso; nós devemos tirar lições e aplicá-las.

(ilustração via Rui A.: literatura para os dias que correm)

Um caso de abuso da boa-fé…

A tragédia de Sócrates. Por Fernanda Câncio.

Mentiu ao país, ao seu partido, aos correligionários, aos camaradas, aos amigos. E mentiu tanto e tão bem que conseguiu que muita gente séria não só acreditasse nele como o defendesse, em privado e em público, como alguém que consideravam perseguido e alvo de campanhas de notícias falsas, boatos e assassinato de caráter (que, de resto, para ajudar a mentira a ser segura e atingir profundidade, existiram mesmo). Ao fazê-lo, não podia ignorar que estava não só a abusar da boa-fé dessas pessoas como a expô-las ao perigo de, se um dia se descobrisse a verdade, serem consideradas suas cúmplices e alvo do odioso expectável.

(ilustração via Rui A.: literatura para os dias que correm)