Fake News – Coreia do Norte Vs Estados Americanos, Quais são mais Democratas?

Um excelente exemplo de Fake News: um relatório coloca a Coreia do Norte a meio da tabela quando comparado com os Estados Americanos, os media tradicionais publicam a história como verdadeira. Divirtam-se:

O que importa é a amizade entre as pessoas

amizade

O verdadeiro significado da amizade, está na TAP.

Amizade é a relação afetiva entre os indivíduos. É o relacionamento que as pessoas têm de afeto e carinho por outra, que possuem um sentimento de lealdade, proteção etc.

A amizade pode existir entre homens e mulheres, irmãos, namorados, maridos, parentes, pessoas com diferentes vínculos. É um relacionamento social voluntário de intimidade. Algumas bases do sentimento de amizade são a reciprocidade do afeto, ajuda mútua, compreensão e confiança.

A amizade pode ter diversas origens, como o meio em que as pessoas convivem, por exemplo, o trabalho, o colégio, a faculdade, amigos em comum, mas também pode surgir por acaso. Alguns amigos, inclusive, se chamam de melhores amigos, pois se consideram mais que amigos, um irmão de coração.

A amizade não precisa acontecer com pessoas exatamente iguais, com os mesmos gostos e vontades, e em certos casos é exatamente esse o fato que os une. A amizade tem a função de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações, ou é apenas ter alguém para dividir momentos e sentimentos.

Alguns valores, atitudes e comportamentos relacionados com a amizade podem variar de acordo com a sociedade ou com o momento específico da história.

in Significados.

Make us poorer, again II

trump

“We will follow two simple rules: Buy American and hire American”.

Donald Trump, o nacional-socialista no discurso de abertura do fim do mundo.

Leitura complementar: Make us poorer, again.

Um país sem memória não se governa

Lembram-se da inflação? Não? É porque a vida tem sido boa com o euro. O meu artigo hoje no Jornal Económico.

Um país sem memória não se governa

Na minha infância era a inflação, 20,9%, em 1978. Com a AD, em 1980, 16,1%. E, em 1984, a meio da intervenção do FMI, em pleno Bloco Central, quando Soares era primeiro-ministro, foi de 28,5%. Apenas em 1987 desceu abaixo dos 10%. Foi um feito. Ainda me lembro das primeiras páginas dos jornais: a inflação estava abaixo dos dois dígitos. O país tinha futuro. Já não era sem tempo.

E o tempo passou e o país esqueceu-se. Já não se sabe o que é o salário não chegar ao fim do mês porque os preços aumentaram. Como é que o que se recebe em Dezembro não chega para as mesmas compras feitas em Janeiro? As empresas desconhecem como se gerem stocks, como se vende a crédito, quando há inflação. Imagine o leitor vender um produto pago 90 dias depois. Quanto dinheiro perdeu? Pois, não foi fácil. É muito difícil.

E tem sido fácil, tem sido possível às famílias anteverem os gastos do ano, às empresas planearem como serão os próximos meses, anteciparem investimentos, compras, vendas, salários, gastos, ganhos, porque sabem quanto vale o dinheiro hoje, daqui a duas semanas, dois meses e até mesmo dois anos. Este paraíso económico devemo-lo ao euro.

Infelizmente não aproveitámos todas as potencialidades. É que durante a minha infância ouvi vezes sem conta que o problema do país eram os salários baixos. E como é que se resolvia o problema dos salários baixos? Com uma moeda forte. É claro que tivemos azar: a moeda forte caiu-nos do céu. Conseguiu-se sem produtividade e sem capital. Que se obtém com poupança, sem défices, e com bom investimento. Como não tínhamos nada disso, como não fizemos nada por isso, a moeda forte passou por nós sem os proveitos que podia gerar. Tal como nada se fez para se aproveitar o euro e subir os salários, nada se fez nos últimos meses para tirar proveito das ajudas do BCE, do baixo preço do petróleo e das matérias-primas. Em vez de reformas que preparem o país para quando as condições mudarem, o Governo distribui benesses entre aqueles que o apoiam, sequestrando o Estado a esses interesses.

Imagino o leitor a sorrir neste momento: a inflação é um perigo? Onde? Mas talvez saiba que Trump pretende gastar em infra-estruturas e implementar políticas proteccionistas; que o dólar se está a valorizar contra o euro e o que tudo isto junto traduz.  Em 2017 vai-se travar uma dura batalha entre dois campos: os que dão valor ao dinheiro e os que o querem desvalorizar. E este último objectivo consegue-se com inflação.

Até agora a Alemanha é quem mais se opõe à política monetária do BCE. Para os alemães, a subida de preços é inaceitável. Tal como deveria ser para nós. Infelizmente, este Governo, e a maioria que o sustenta, não se importa. Até o prefere. Porque com inflação é muito mais fácil iludir as pessoas. Às vezes olhamos para os problemas e não nos apercebemos que esquecemos como era. O quanto custou e o que jurámos nunca querer repetir.

Yes You Did (2)

Aproveitemos este último dia da presidência Obama para relembrar as vítimas (que incluem civis e crianças) dos ataques de drones ordenados pelo presidente laureado com o prémio Nobel da paz.

graphs-of-death-us-drone-strkes-visualized-serle

Leitura complementarObama’s covert drone war in numbers: ten times more strikes than BushGet the data: Drone wars

Yes You Did

Sendo hoje o último dia da administração Obama, recordemos a evolução da dívida pública americana desde o dia da sua posse (20 de Janeiro de 2009). Como se pode observar no gráfico abaixo (criado a partir de dados daqui) verificamos que entre Janeiro de 2009 e Janeiro de 2017 a dívida pública americana aumentou de 10,6 de triliões de dólares (triliões americanos – 10^12) para 20 trilões de dólares. Um aumento em termos de relativos de 88% e em valores absolutos de cerca de 9,4 triliões dólares.

us_debt

Em termos do rácio dívida / PIB, a dívida pública americana encontra-se também num valor recorde para tempos de paz, num valor próximo de 105%.

gdp_to_federal_debt_of_the_united_states

Make us poorer, again

Trump, o proteccionista.

Therefore, despite the naive proclamations from Trump about “making America great again” with protectionism and tariffs, the economic analysis above demonstrates that protective tariffs make the country imposing them worse off,on net, and that proposition is supported by 200 years of economic theory and hundreds of empirical studies. That is why economists almost universally support free trade and oppose tariffs and trade protection – because economic analysis and empirical evidence clearly show that there are always net economic losses from protectionism.

If Trump is successful with his mercantilist and protectionist trade policies, it will be average Americans who will be punished by punitive tariffs, not the Mexicans or Chinese. And while Trump’s protectionism might save some U.S. jobs in the short run, his tariffs and other protectionist measures will unavoidably lead to even greater job losses in the long run, and less prosperity and a lower standard of living for the average American. That’s not a formula for greatness, it’s a guaranteed formula for economic impoverishment.

Sobre os jornais

O meu artigo hoje no ‘i’.

Sobre os jornais

Perdoem-me os jornalistas, mas vou falar de jornalismo. Da minha perspectiva, enquanto leitor de jornais e revistas, sobre a transformação do modo como lemos notícias e somos informados, ou desinformados.

O meu avô lia o “Jornal do Fundão” para se manter a par do que acontecia na região de onde vinha. Todos os dias comprava um vespertino que lia com cuidado. E todos os dias aguardava pelo noticiário das oito e via o que acontecia no mundo. Para ser informado, ele passava pela papelaria e comprava o jornal quando regressava a casa ao fim do dia. Tinha de se sentar, de o abrir e de o ler. Tinha de ter iniciativa.

A internet e os tablets mudaram isso. Com acesso directo à notícia a toda a hora, a maioria fica-se pelos títulos dos artigos, cuja leitura adia para mais tarde, para um momento em que outros títulos lhe tiram o tempo que tinha para ler o que o tempo já deixou para trás. Pior que isso, a notícia vem ter connosco, sem esforço. Esta passividade matou o interesse.

E sem interesse não vejo grande futuro nos jornais diários em formato de papel. A época do meu avô já não existe. Uma publicação precisa de ter conteúdos para nos fazer sair da redoma em que vivemos e sermos ativos. E para termos algo que tenhamos tempo de ler, a imprensa escrita talvez deva ser menos generalista e menos periódica. Noticiar não é ir atrás da notícia. Deixem os títulos com o telemóvel e examinem o que se passa. Precisamos disso. Porque se pensar é perigoso, não pensar é muito pior.

Candidaturas IEP-UCP – Até 20 de Janeiro

Encerram a 20 de Janeiro de 2017 as candidaturas para os programas de MA in Governance, Leadership and Democracy Studies e de Mestrado e Doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

iep_2016_12

The Obama legacy

On the Worst President. Por James V. Schall, S.J.

Much will be written of the Obama legacy. He will no doubt quickly sign a lucrative contract to produce a book explaining the glory of these past eight years, awful as they were. While most folks have understood that things were falling apart at the most basic levels, Mr. Obama, in his own mind, saw them progressing from one success to another. He flew over it but he never really saw America. His basic character was pretty accurately described by Plato and Aristotle. Like Mr. Clinton, he probably would have been elected for a third and fourth term were it not for the reaction to, yes, Franklin Roosevelt and the two-term limitation.

I will pass over his religious views. His is a popular leftism that identifies religion as politics. Catholics were slow to recognize the efforts Mr. Obama made to identify religion and positive law. No leeway was left. Religion could not stand in the way of social “progress.” Who could have imagined even a decade ago that the freedom of speech and the freedom of religion traditions would be under fire for holding back the social engineering that Mr. Obama and his friends foisted on the country’s embassies, laws, military, healthcare, medicine, schools, environment, and even in the food we can’t eat.

Rebenta a bolha

rebenta-a-bolha Ao que parece, Portugal emitiu títulos de dívida pública – ou seja, pediu dinheiro emprestado – por um prazo de seis e doze meses a juros negativos. Tendo em conta que isto sucede poucas semanas depois de ter sido obrigado a aceitar juros de 4% por empréstimos com o prazo de dez anos, só se pode chegar a uma conclusão: a política do BCE está a criar uma bolha no mercado dos títulos de dívida, mas toda a gente espera que, a médio ou longo prazo, ela acabe por rebentar, e ninguém confia na capacidade do Estado português saldar as suas dívidas quando tal acontecer.

A TSU e a habilidade política

“o cidadão comum está em geral convencido de que as contribuições que hoje vai fazendo estão a ser creditadas numa espécie de conta individual e de depósito a prazo (um “montinho”), que um dia lhe será devolvido sob a forma de uma pensão. Trata-se, infelizmente, de um logro. O “montinho” não existe; a conta individual, na prática, também não. Na realidade, as contribuições que os cidadãos activos hoje fazem são para pagar, de forma agregada, as pensões de quem já está reformado. Esta solidariedade intergeracional seria justa se funcionasse nos dois sentidos. Mas não é o caso em Portugal”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre a polémica TSU e sobre como falar do acessório, mas não do principal.

Costa quebra acordo com o Bloco

António Costa ao colocar na Concertação Social a redução da TSU dos empregadores quebra o exposto no acordo de governo com o Bloco de Esquerda. Extraordinariamente o próprio Bloco não quis lembrar a questão.

Na “Posição conjunta” assinada entre PS e Bloco sobre a “solução política” da XIII Legislatura, lê-se:

BlocoPS.png

(número 3 do anexo)

De António Costa, claro, espera-se tudo. Parece que o estou a ver com o seu sorriso cínico a afirmar “como acordado não constou do Programa de Governo”- estranho é a sempre reinvindicadora Catarina Martins ficar calada.

Palavra dada, palavra honrada.

Ler também: Costa quebra acordo com Os Verdes

verdesps

Costa quebra acordo com Os Verdes

António Costa ao colocar na Concertação Social a redução da TSU dos empregadores quebra o exposto no acordo de governo com Os Verdes. Extraordinariamente os próprios Verdes não quiseram lembrar a questão.

Na “Posição conjunta” assinada entre PS e PEV sobre a “solução política” da XIII Legislatura, lê-se:

verdesps

(artigo VI, número 2)

De António Costa, claro, espera-se tudo. Parece que o estou a ver com o seu sorriso cínico a afirmar “como acordado não constou do Programa de Governo”- estranho é a sempre reinvindicadora Heloísa Apolónia ficar calada.

Palavra dada, palavra honrada.

 

Geringonça no eucaliptal

A assinatura do acordo de constituição da geringonça foi feita num produto nefasto, oriundo da exploração do eucalipto pelo grande capital
A assinatura do acordo de constituição da geringonça entre Heloísa Apolónia e António Costa foi feita num produto nefasto, oriundo da exploração do eucalipto pelo grande capital

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) tem a arte de existir, possuir um grupo parlamentar sem nunca se conhecer a quantidade de votos expressos em qualquer urna de votos, desde que existe, decorria o mês de  Dezembro do ano de 1982.

Este partido claramente democrático e de votações expressas muito constantes, criado pelo PCP durante a Guerra Fria por forma a acudir aos desejos ambientalistas de Moscovo e a enganar algum ecologista militante mais distraído, comtempla a “ecologia como concepção  política”. No fundo, como “portadora de uma nova forma de pensar o mundo e a organização das  sociedades. A ecologia política toma a espécie humana como uma componente da Natureza, tal  como outras espécies, constatando a sua dependência em relação a elementos naturais  imprescindíveis à sua sobrevivência – como o ar, a água, o solo, a fauna e a flora.” O PEV descobre mesmo o  demónio no planeta Terra (pois deconhece-se a sua acção noutros planetas):“os modelos liberais e  neo-liberais, que têm imperado no mundo, têm resultado no esgotamento e na delapidação dos  recursos naturais, corporizando formas de organização económica que fomentam a produção  intensiva e descontrolada e o consumismo desregulado, concentrando e intensificando sempre mais  a riqueza nas mãos de uma pequena minoria, sem pudor na negação de direitos a largas faixas da  população e na generalização da pobreza a biliões da seres humanos.” A solução apontado é o “eco- desenvolvimento”.

Quero acreditar que a convergência política na geringonaça é possível com o investimento de milhões na indústria de papel e a exploração económica do eucaliptal. As palavras do Primeiro-Ministro, António Costa são, como é costume, claras como o petróleo verde:

(…) Assinados os contratos de investimento, que vão permitir criar a maior unidade de descasque e destroçamento de madeira da Europa, o primeiro ministro plantou a ideia de reconstruir o setor florestal e explicou como fazê-lo: “valorizando os nossos recursos autóctones, que são decisivos para a riqueza do país, mas também necessariamente a plantação do eucalipto”.

Portugal precisa de melhorar a produtividade da Floresta e com isso melhorar a produtividade do eucalipto. É “o grande desafio que temos pela frente”, assume António Costa, que acrescenta que “a produtividade média por hectare é baixíssima. Não são só os matos que estão ao abandono, há muita área de eucalipto que também o está”.

Uma melhor produção de eucalipto permite responder à procura das indústrias e aumentar a produção de pasta de papel, setor onde Portugal dá cartas e que ajuda a equilibrar a balança comercial. Tal como está previsto desde 2015, na estratégia florestal nacional, a área prevista para a plantação de eucaliptos permitirá responder àquilo que é a procura crescente por parte da indústria, permitindo aumentar a produção de pasta e de papel”, afirma.

Eu, André, me confesso

Os meus pais escolheram o meu nome porque, além de gostarem, não havia muitos. E durante anos fui o único André: na escola, na universidade e entre os meus amigos. Não havia outro. Ao pé dos Carlos, Nunos, Joões, Paulos, Pedros, eu era o André. Sabia bem.

Só poucos anos depois de iniciar a minha vida profissional comecei a conhecer outros Andrés. Primeiro, um, e achei piada. Mas depois outro, e estranhei; e outro e outro, e aos poucos fiquei rodeado deles. Como eram todos mais novos, dei–me conta que, anos depois de eu ter nascido, o nome se tornara popular. Atrás de mim havia uma catadupa de Andrés. Não eram milhares, mas dezenas de milhares. A singularidade do nome desapareceu.

Quando nasceu o meu filho, escolhemos um nome do nosso agrado e que, ao mesmo tempo, não fosse muito comum. Todos os anos volto à lista dos nomes mais escolhidos no ano anterior e temo o pior. Ainda não foi desta e o miúdo vai-se safando. Caso o nome se banalize, a probabilidade de pertencer a outra geração ajudá-lo-á.

As modas massificam, matam. E não há muito a fazer a não ser aceitar. O problema é que o nome, pelo menos esse é o meu entendimento, é o mais pessoal que podemos ter e, ainda por cima, dado pelos nossos pais. Não há presente maior. E o que me impressiona, não posso deixar de dizê-lo, é a forma como se escolhe algo tão importante sem que se o eleve acima da moda. Nestes dias admiro mais quem tenha a coragem de escolher Vanessa ou Guiomar porque gosta do que os que vão para Martim ou Matilde porque sim.

CDS escolhe Mesquita Nunes para a Câmara da Covilhã

Diário de Notícias

“A Comissão Política Concelhia do CDS-PP da Covilhã torna público, após aprovação por unanimidade no plenário concelhio realizado na última sexta-feira, que formalizará nesta data convite ao covilhanense Adolfo Mesquita Nunes para encabeçar a candidatura”, refere o comunicado hoje enviado à agência Lusa.

Na nota de imprensa, o CDS mostra-se convicto de que a candidatura de Adolfo Mesquita Nunes será “verdadeiramente credível, agregadora e mobilizadora para Covilhã” e que permitirá iniciar “definitivamente a afirmação” da cidade no contexto regional e nacional.

A experiência política profissional e também a ligação de Adolfo Mesquita Nunes à Covilhã são características apontadas pelos centristas para fundamentarem esta escolha, cujo desafio a Comissão Política acredita que terá resposta positiva.

Mário Soares da discórdia

Um texto meu na Folha de São Paulo, sobre as opiniões que se formaram sobre Soares pela minha geração e querubins ainda mais novos. Um amuse-bouche:

‘Algumas pessoas em Portugal estão por estes dias espantadas pela ausência – gritante e ostensiva – do povo comum português nas cerimónias fúnebres de Mário Soares. Houve funeral de estado cuidadosamente preparado e executado – e bonito. Os políticos louvaram em abundância Soares. Os jornalistas lamentaram-se como se tivesse morrido o gatinho preferido. As televisões e jornais esqueceram que existia resto do mundo. A população? Não quis saber.’-

Aqui.

Manifesto Anti-Keynes – Apresentação, dia 18 às 19.00 no Grémio Literário, Lisboa

Um livro corajoso de Carlos Novais que será apresentado esta quarta-feira no Grémio Literário. Nas palavras dos autor, o livro pretende refutar o Keynesianismo em que o consumo cria a própria produção, o investimento cria a própria poupança e a despesa cria o seu próprio rendimento. A apresentação será feita pelo Adolfo Mesquita Nunes e por mim, que também tive o prazer de escrever o prefácio. Apareçam.
manifesto

a limpeza que não se quer fazer

“(…) a regeneração da banca será claramente ineficiente se não for acompanhada por uma regeneração do tecido empresarial, expurgando aquelas que manifestamente só se mantêm à tona à custa de um tratamento preferencial e de uma teia de interesses de natureza diversificada. A nacionalização do Novo Banco servirá para esconder este problema estrutural, da mesma forma que a injecção de capital na Caixa – sem a realização da auditoria forense – irá perpetuar o “status quo” de desresponsabilização dos grandes devedores, colocando o ónus no Estado e nos contribuintes.”, Celso Filipe, editorial de hoje 16/01 no Negócios.

O texto em cima reproduzido sobre o NB é muito acertado. Na minha opinião, seria também um poderoso argumento a favor da sua liquidação. Quanto à Caixa, a ver vamos se teremos mesmo auditoria…

Obama By Nassim Taleb

Nassim Taleb, autor dos muito recomendados livros: The Black Swan, Fooled By Randomness e Antifragile faz esta descrição muito crítica de Obama na sua conta do twitter:

Banca para totós

​Porque é os contribuintes portugueses querem comprar um banco (diz uma sondagem do Expresso) que os “privados” domésticos ou estrangeiros não quiseram comprar ao longo dos últimos anos pelos valores pretendidos, tendo à medida que o tempo passou, diminuido o valor que alguns foram apresentando para o adquirir ?

Será que os contribuintes portugueses, ou os seus governantes, avaliarão melhor ou pior do que os privados os riscos, as rentabilidades e as contingências da actividade bancária?

Será que mais um banco nas mãos do Estado garante mais um cordel na “marionetagem” da economia portuguesa de que os decisores políticos tanto gostam, como é abundantemente demonstrado nas suas declarações públicas?

Será que gostamos de ajudar os amigos nas empresas de sectores estratégicos e inovadores com projectos financiados que um dia serão imparidades dos balanços do Banco?

Um euro que não se receba hoje dos privados nesta venda vai ser uma euro que todos vamos pagar amanhã em mais impostos. Já conhecemos o filme com a CGD e o BPN nas mãos públicas e parece que não aprendemos.

O problema já existe nas mãos de quem manda, a nacionalização apenas o adia, o prolonga e o torna pior, ganhando uma dimensão  maior para todos os contribuintes. Os empréstimos de dificil cobrança já existem,  os activos desnecessários já la estão, os passivos errados já oneram os resultados e querem mesmo os portugueses tudo isto por mais uns anos para pagarem do seu bolso, com IVAs, ISP, IMI, etc? 

Ou acharão mesmo que os privados se enganaram nas Contas quando oferecem um valor baixo ou nulo ?

Comparar esta nacionalização com o que se fez no Reino Unido é desonestidade intelectual pois, para além das condições económicas do eclodir da crise financeira face ao momento actual  serem distintas, esquecem-se do caso RBS (ainda detido a 73% pelo tesouro)  quando citam o Lloyds (detido a 9% pela Estado). Ninguem se lembrou de dizer que depois de nacionalizados estes dois bancos continuaram cotados em bolsa.

Ideologicamente sou contra as nacionalizações já o disse aqui no passado, mas para além disso,  o pior que podem fazer ao nosso sistema financeiro é criar processos de sobrevivência artificiais (com dinheiro público) de bancos limpando-os do passado e passando a mensagem que não interessa a dimensão da asneira que se tenha cometido, pois o nosso dinheiro estará sempre disponível para o resolver.

Assim aparecerão no horizonte do Portugalistão novos Salgados e novos Oliveiras, mas com nomes mais modernos como Galambas e Mortáguas (deixasse , claro está, o BCE).

Carrega, Medina

medina

EMEL estuda alargamento da fiscalização e das multas até às 23h e ao fim-de-semana.

Acho pouco, a fiscalização devia estender-se às 24 horas do dia, todos os dias do ano. E em jeito de bónus, carregar mais nos preços durante o período de Verão, feriados e época natalícia.

Gente de bem e de pás

anjemchoudary

Recordar os benefícios da diversidade.

Members of Anjem Choudary’s terror cell are facing jail today after drumming up support for ISIS in hate speeches calling for ’40 trucks driving down Oxford Street full of explosives’.

A covert officer infiltrated the Luton chapter of the banned group Al-Muhajiroun (ALM) and secretly recorded speeches over 20 months before police swooped to arrest two extremists.

At the meetings, attended by up to 80 people including young children, the group praised ISIS and urged others to support the terror group and travel to Syria to fight.

Guião de thriller financeiro “O Lobo do Intendente”

  1. Afirma-se que esta coisa do Novo Banco é para vender com urgência. Se não for vendido, o melhor é fechar, resolver, liquidar, etc.
  2. Surpreendentemente (Not), ao ser confrontados com esta informação os potenciais compradores fazem ofertas baixas.
  3. Algumas vozes queixam-se que as ofertas são demasiado baixas. Dizem que se é para pagar então mais vale nacionalizar.
  4. Depois daquele negócio espectacular do Banif, isto de o contribuinte pagar para uns estrangeiros ficarem com o banco é uma coisa mal vista. O povo agita-se.
  5. Inúmeros idiotas aparecem a dizer que, se calhar, o é melhor nacionalizar. Com a memória que caracteriza os protozoários, já ninguém se lembra do BPN.
  6. Técnicos do FMI compram bilhetes para Lisboa.

O Novo Banco não será nacionalizado

Fica aqui a minha aposta pessoal. Por vezes, os comentadores parecem subestimar a capacidade negocial e manipulativa de António Costa. Tornar a nacionalização num cenário credível (e nisto, o BE e o PCP têm tido uma intervenção bastante útil) dá poder negocial nas discussões com os compradores. Se eu tiver razão, António Costa está a fazer um favor ao país, e a si próprio, ao deixar este cenário pairar no ar. E está também a usar a ingenuidade dos parceiros de coligação da melhor forma possível.

A fantochada dos “Movimentos Cívicos” em Portugal

6396575_rmim0 Cada vez que há uma qualquer polémica em torno de uma decisão política, os jornalistas correm a ouvir os representantes de movimentos cívicos com alguma ligação à decisão. Compreende-se: é uma forma de poupar tempo e dar a aparência de se ouvir os representantes dos afectados. A esquerda percebeu isso há algum tempo e foi criando movimentos cívicos um pouco por todo o lado, principalmente durante o último governo. Se tivessemos jornalismo crítico, esses movimentos só seriam ouvidos se cumprissem dois critérios:

1) Os movimentos serem independentes de partidos que beneficiem das suas posições

2) Os movimentos terem de facto alguma representatividade no grupo em questão (medido, por exemplo, pelo número de membros)

Na maioria dos casos, isto não acontece. Tomemos o exemplo da APRE, que se diz representante dos reformados. A APRE foi criada há 4 anos e, de acordo com o único plano anual publicado, tem cerca de 6000 membros (menos de 0,2% do total de reformados). A presidente é militante do Partido Socialista e, coincidência ou não, quando este governo tomou posse, o seu filho foi nomeado motorista do Ministério da Agricultura. O filho, claro, pode ser um excelente condutor e merecer o cargo por mérito, mas se a APRE representasse efectivamente os reformados, estes já estariam a questionar a possibilidade de conflito de interesses. E os jornalistas que tomam a APRE como representantes credíveis talvez começassem a pensar duas vezes.

Argumentos contra a nacionalização do Novo Banco

Screen Shot 2017-01-12 at 10.01.39.png

Usando como base os excelentes artigos do Ricardo Arroja e do António Costa, ambos publicados no ECO, resumo os principais argumentos contra a nacionalização do Novo Banco, que me parecem certeiros:

  • Recordemo-nos que a nacionalização do BPN não iria ter custos para os contribuintes; logo depois, afinal os custos existiam, mas eram baixos, cerca de 3 mil milhões; hoje, e ainda com o processo por fechar (existem litigâncias ainda a decorrer em tribunal), os custos ascendem aos 6 mil milhões de Euros. O BPN tinha menos de 4% de quota de mercado, enquanto que o Novo Banco tem cerca de 15%. É fácil perceber que a nacionalização do NB poderia ser um poço sem fundo para o contribuinte — um ónus que o Estado não deve nem pode assumir;
  • O dinheiro emprestado pelo Estado ao Fundo de Resolução para onerar os custos com o processo de resolução, os tais 3.9 mil milhões de Euros, seria efectivamente  assumido pelo Estado. Note-se que este montante, embora celebrado em direito público e com o aval do Estado, é da responsabilidade dos bancos que compõem o sistema financeiro, não tendo ainda representado qualquer custo para o contribuinte;
  • O Reino Unido e a Irlanda efectivamente usaram um modelo de nacionalizações temporárias, com posterior privatização. Este modelo é interessante, mas não o podemos aplicar a Portugal esquecendo-nos de um factor de contexto relevante: estamos em Portugal. Em Portugal, como a Caixa aliás ilustra, o banco serviria para atender a interesses e caprichos políticos, e é questionável se a gestão sob batuta pública seria mais eficaz. Olhando para a Caixa, a conclusão seria um rotundo não;

Acrescento também um outro argumento político, que me parece encetar a questão:

Extremistas a ensinarem crianças

O meu texto de hoje no Observador.

‘No ano letivo passado, a criança mais velha, então no quarto ano, teve pela primeira vez História de Portugal. Eu fiquei muito feliz (História sempre foi das minhas disciplinas preferidas e finalmente lá teria alguém em casa mais desperto para as secas que de vez em quando dou sobre este ou aquele pormenor do passado). O petiz saiu da aprendizagem interessado por História (o que diz muito bem da professora), mas de lá do meio do programa algo fez o rapaz ficar baralhado com as misérias do Portugal monárquico e as maravilhas do Portugal republicano.

Por razões misteriosas, ficou convencido que monarquia era sinónimo de ditadura e pobreza. E que a república, em Portugal, havia trazido o melhor dos mundos. Lá tive eu – que sou republicana, mesmo que não diabolize a monarquia (ok, assumo, é impossível resistir a gozar com certos membros de certas famílias reais) – que repor, naquela impressionável e adorável cabeça, a verdade.

Que a pobreza dos tempos monárquicos se devia mais às características secularmente estruturais de Portugal (e que muitas delas persistem hoje, iguais ou ligeiramente travestidas) que ao singelo facto de termos monarcas. Que a Primeira República foi uma rebaldaria indecorosa, com atropelos graves aos direitos e liberdades dos portugueses e de um anticlericalismo radical e dispensável. Que chegou à infâmia de proibir explicitamente o voto feminino, anteriormente possível em circunstâncias estreitas. Que nada faz equivaler ditaduras a monarquias. Que o ditatorial Estado Novo (de resto convidado pela rebaldaria) era um regime republicano. Que vários países europeus ricos e democráticos são monarquias e que a coisa socialista proto-totalitária venezuelana é uma república, bem como todos os totalitarismos comunistas (sendo que estes costumam descambar em monarquias das más, de facto). Etc., etc., etc..’

O resto do texto está aqui.