The Fountainhead​ – versão castelhana

País sem governo tem crescimento económico que supera as melhores expectativas (via Público):

Espanha cresceu 3,2% e superou todas as expectativas – PIB da maior economia ibérica cresceu em 2016 mais do que era antecipado por toda a gente, incluindo o Governo.

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Por terras dos Ayatollahs

Imagem: Atta Kenare/AFP/Getty
Imagem: Atta Kenare/AFP/Getty

Depois de chafurdar no jornalismo de referência reverência português, nada como um banho de realidade em que a liberdade de expressão lhes sai do corpo.

Récit de la répression contre la liberté de l’information en Iran depuis le 1er janvier 2017

Execução da Derrama no Porto no periodo 2010-2015 – correção de erro

Pedido de desculpas aos leitores d’O Insurgente: Não gosto de não corrigir aquilo que sejam as minhas assunções erradas. Não me refugio no “INE”, nem em supostas “faltas de informação”, nem em argumentos redondos para esconder a fragilidade dos meus argumentos – deixo isso para o MPCEnganei-me ao assumir os mapas de orçamento para os valores da Derrama, em vez de procurar os valores da execução, fragilizando com isso a minha argumentação. Se a memória não me falha, foi a primeira vez que isso me aconteceu, em 15 anos de blogosfera, o que me deixa particularmente chateado. Mais irritado fico porque, o que é que se esperava que MPC fizesse como contraponto? Que demonstrasse, com base nos valores da execução orçamental, que as minhas conclusões estavam erradas, e as suas, certas. É para isso que servem os números, para sustentar conclusões. Este blogue existe para debater, e esclarecer as pessoas. Mas não foi isso que aconteceu. Tomando apenas por base os valores de 2013, e sem os comparar com aquilo que são os valores nacionais, MPC extrapolou uma conclusão que lhe fosse benéfica, sem fazer uma demonstração sustentada. Isso causou perturbação, criou uma nebulosa que não me agrada. Não gosto que um erro meu seja motivo para especulação e manipulação da realidade. Não vos vou maçar mais com este debate, mas não posso deixar de retificar o meu erro, para não ficar, por minha culpa, uma ideia errada no ar. Junto assim os dados corretos. Cada um que tire as suas conclusões.

Abaixo divulgo os dados da execução da Derrama no Porto no período 2010-2015, com base naquilo que são os valores apurados pela entidade oficial competente, a DGAL, comparando-os, como se exige, com os valores da receita nacional neste tipo de imposto:

comportameno-da-derrama

O que estes dados nos dizem – e penso não estar errado nesta leitura – é que a receita com a Derrama, no Porto, nos anos 2014-2015, está em linha com aquilo que foi a receita com a Derrama nos anos 2010-2012, apesar de, em 2014-2015, a Autarquia ter desagravado a taxa reduzida, para 1%. Nota-se que esta taxa de 1% em 2014-2015 compara, em 2010 e 2011, com uma taxa de 1,40%. Em termos absolutos, o ano de 2015 nesta amostra é o segundo pior, em termos de receita, mas se comparado com o que é o comportamento da receita em termos nacionais, e se assumirmos que houve um desagravamento de taxa, é razoável assumir que o ano de 2015 está em linha com os anos de 2010 e 2011, e bastante acima do ano horribilis de 2012.

Nota 1: Por uma questão de simplicidade, não vos apresento os valores da derrama desde 2003, mas o que esses números mostram é que a receita do Município do Porto em sede de Derrama sofreu uma queda gradual, entre 2003 e 2012, mas que em termos percentuais, face ao total nacional, foi tendo um comportamento estável. Na verdade, entre 2003 e 2009, o ponto máximo de receita da Derrama do Porto face ao valor nacional, foi atingido em 2004 (6,03%), sendo o pior registo o de 2006 (4,99%). Em todos os restantes anos, a receita cifrou-se entre os 5 e o 6%. Importa agora perceber se desde 2013 há um ponto de inflexão, ou não. Para isso teremos de esperar pelos resultados de 2016 e 2017, para ter mais elementos para assumir uma tendência.

Os dados relativos a 2016 (que, nos termos legais, deverão ser aprovados, diria, até finais de Abril de 2017), ajudarão a perceber se o crescimento da Derrama no Porto, verificado em 2013 e 2014, é consistente, ou se, pelo contrário, estes dois anos foram extraordinários no universo da amostra 2003-2015.

Nota 2: Convém notar que a Lei n.º 2/2007, de 15 de Janeiro, alterou significativamente o modo de apuramento da Derrama, que passou a incidir sobre o lucro tributável, e  não sobre a colecta, o que nos deve levar a usar de prudência nas comparações entre os exercício anteriores e posteriores à aprovação desta Lei.

Fui igualmente tentar perceber se o desvio entre os valores orçamentados e executados, em sede de Derrama, verificados em 2015, resultariam de um eventual “optimismo” da atual edilidade (o que poderia dar suporte à ideia de que se pratica uma política de “anúncios”), ou se seriam um padrão próprio daquilo que são as dificuldades de previsão deste tipo específico de receita, e o resultado é o seguinte:

orcamentado-vs-executado

Nota 3: A razão pela qual só comparo a partir de 2011, resulta do facto de não estarem disponíveis online os mapas de orçamento anteriores a esse exercício. Penso, em qualquer caso, que a amostra poderá ser considerada razoavelmente consistente.

Cada um retire agora as suas conclusões, sobre se faz sentido ou não acenar com um declínio do Porto com base nestes números, ou dissertar sobre uma suposta falta de rigor da atual liderança da Câmara face às anteriores.

Nota final: Apesar de ser amigo do Rui Moreira desde longa data, não o apoiei na última eleição, tendo aliás manifestado inúmeras críticas e reservas à sua candidatura, exclusivamente por causa de alguns dos seus compagnons de route. Deixei isso bem claro num texto que publiquei aqui, no Insurgente, “Pela derrota política de Torquemadas, calimeros, e das suas vizinhas do bairro”. As razões que me levaram a não apoiar Rui Moreira em 2013 são exactamente as mesmas que me levam a não apoiar Álvaro Almeida, em 2017. Como em 2013, nada me move contra o candidato, neste caso, AA (que, aliás, nem sequer conheço). Eu é que continuo no mesmo sítio de sempre – não idolatro ninguém, mas sei bem quais são os meus limites: não contem comigo nem para campanhas negras, nem para mistificações da realidade para agradar a cliques partidárias e outros grupos de índole gastronómica e lúdica. É uma pena, poderia ter tido uma grande carreira, mas nunca fui uma boa sopeira partidária.

É tirar o carro e o motorista a Fernando Medina, sff

Apanhei este vídeo no facebook da Sofia Vala Rocha e, depois de quase engasgar, venho aqui dizer que acho Fernando Medina pouco ambicioso. É muito pouco querer tornar um eixo de Lisboa, que percorre a cidade quase na totalidade de sul a norte, numa avenida de passeios largos (a Av. da Liberdade é a mais çarga da Europa, julgo já ter lido por aí), com esplanadas, lojas fabulosas, hotéis e por aí – e, claro, com tremendas restrições ao trânsito automóvel. Afinal há que tornar Lisboa numa cidade com trânsito ainda mais infernal. Como está ainda se chateia pouco os munícipes.

Que se queira impedir que a Av. da Liberdade seja só um sítio de atravessamento automóvel está muito bem. Que se queixa dividir Lisboa em duas partes inatravessáveis, com o eixo Fontes Pereira de Melo e Av. da República, tipo muro clintonista-trumpista, no meio, já me parece um tanto excessivo. Ou não. Se calhar o melhor mesmo é tornar Lisboa uma cidade pedonal (exceto para os carros dos membros do governo e da CML, claro). Acho que seria um grande sucesso. Sobretudo para reduzir população. Tornar-se-ia uma cidade muito mais fácil de governar e de ganhar eleições, especialmente se se desse umas casas que entretanto vagassem às clientelas socialistas – e a atribuição de casas pela CML, com finalidade de ganhar votantes PS, já é uma política perseguida por todos os socialistas municipais de Lisboa.

Só peço que, enquanto eu continuar a viver em Lisboa, o imaginativo Medina construa uns pequenos cais ao longo da margem do Tejo. Assim, quando eu quiser ir jantar à Bica, é só descer um bocadinho até ao rio e depois apanhar o barco para a secção oriental da cidade. Tipo como se lê de Londres nos livros de Dickens. Tudo pela modernidade.

Mas já não sobra nada entre o politicamente correto histérico e a boçalidade?

O meu texto desta semana no Observador.

‘A culpa primeira pertence à esquerda progressista histérica, que canonizou o politicamente correto como a bitola para se aferir a decência de uma pessoa. Aos que, perante cada dúvida mínima sobre os dogmas esquerdistas, rasgavam as vestes, eriçavam-se-lhes os cabelos e, sobretudo, insultavam. Aos que ficaram roucos de tanto gritar xenofobia, racismo, homofobia, islamofobia, fascismo sempre que encontravam alguém que, estando a milhas do extremismo de direita, cometia o gravíssimo pecado de não coincidir inteiramente no credo progressista.

Um atrevido quer discutir a permissibilidade de os gays darem sangue (mesmo se por desconhecimento técnico)? Bom, há cabelos arrancados, caixas inteiras de ansiolíticos tomadas de uma vez e, acima de tudo, insultos abundantes.

Um pobre infeliz (evidentemente afirmando que a maioria dos muçulmanos são gente pacífica que não sonha com explodir as entranhas dos crentes de outras religiões) constata ligação entre terrorismo e islão, convencido por minudências como muitos clérigos islâmicos usarem os seus púlpitos religiosos para radicalizarem e apoiarem o terrorismo? Ou pelo facto de os terroristas muitas vezes seguirem literalmente o corão, incluindo a parte das escravas sexuais ou a de garantirem que nem todas as cabeças de infiéis estejam ligadas aos corpos em que nasceram? Ultraje. Há choro e ranger de dentes com a indignação. Evidentemente que o islão é uma religião de paz e os terroristas uns apóstatas. Se se quer insultar uma religião, façam o favor de se dirigirem para os facínoras da Igreja católica.

Ah, ainda o islão. É carregar nos insultos aos machistas conservadores, essa escória abjeta que a evolução das espécies não solucionou devidamente (com o extermínio). E, a seguir, defender a burka e o burkini como símbolos da libertação feminina. E fingir que os abusos sexuais na passagem de ano em Colónia não ocorreram e os autores não eram islâmicos. Quem é que liga a uns apalpões valentes a umas louras alemãs? Os imigrantes podem apalpar, só Trump é que não.’

O resto do texto está aqui.

Se eu ganhasse o Euromilhões

Sobre a discrepância de valores nas estatísticas de transferências de capitais transfronteiriças, Catarina Martins – líder do Bloco de Esquerda – disse ontem no Parlamento o seguinte (meu destaque):

“O Governo anterior DEIXOU sair pela porta do cavalo 10 mil milhões de euros, é um número que não é nada pequeno (…) é bem mais do tudo o que gastamos com o Serviço Nacional de Saúde.”

1. Deixar??? Era dinheiro do Estado? Claro que não! Mas para estatistas, o conceito de propriedade privada é-lhes ideologicamente repulsivo.

2. Queremos (ou não!) viver num país livre? Se a resposta é sim, a liberdade de movimento de capitais, ou seja, da propriedade de cada indivíduo, devia ser incontestável. E, por enquanto, em Portugal ainda se pode enviar dinheiro para o estrangeiro sem a necessidade de autorização do Estado.

3. Pagar o Serviço Nacional de Saúde (SNS)? Mesmo que confiscassem a totalidade do valor em causa (estatistas nem querem deixar-lhes um tostão!), onde iriam no ano seguinte encontrar o dinheiro para financiar o SNS? Pois claro, começam com os “ricos” mas desses há poucos.

4. Com bancos em sérias dificuldades financeiras, garantia de depósitos bancários abaixo de €100.000 e crescente carga fiscal, só não tira capital do país quem não pode!

5. Estado português trata, em termos fiscais, entidades estrangeiras (empresas e indivíduos) melhor que as nacionais. Depois, quando portugueses procuram melhores investimentos além fronteiras, chamam-lhe “fuga de capitais”…

6. Também eu gostaria de fazer o mesmo com a minha propriedade e retirá-la deste país cada vez mais socialista/ditatorial. Infelizmente não é suficiente. Supondo o muito improvável cenário de ganhar o Euromilhões (1 em 139.838.160), a minha primeira acção seria enviar tudo para fora do país. É que a estatistas portugueses já não lhes é suficiente os impostos cobrados à cabeça (ex: já em 2013 Passos Coelho, insatisfeito com fiscalidade dos jogos de azar, decidiu adicionar 20% de imposto selo aos prémios acima de €5.000). Para eles, só temos direito ao que nos “deixarem”. Felizmente, para alguns afortunados, há países em que o que é vosso… é vosso! Chamam-lhe “paraísos fiscais”. 😉

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O retorno de Deus

Será que a Europa vai reagir ao islamismo retornando a Deus? O meu artigo no ‘i’.

O retorno de Deus

“Le retour du religieux (…) je le savais pour ma part inéluctable dès l’âge de quinze ans.” “Soumission”, Michel Houellebecq, p. 267.

Esta frase é proferida pelo director da Universidade de Sorbonne, um belga convertido ao islamismo numa França, em 2022, com um presidente muçulmano. Em “Soumission”, Michel Houellebecq retrata a escolha que uma França adormecida se vê forçada a fazer entre uma Frente Nacional radicalizada e um partido islâmico moderado.

Como todas as histórias futuristas, esta parece fantasticamente implausível para ser possível. Mas, se Houellebecq não quis descrever avanços tecnológicos que não antevê – a forma de comunicar é hoje mais evoluída que a do livro –, acerta num ponto que deixa qualquer um de sobreaviso: os partidos tradicionais estão em crise e, na vida real, já em 2017, podem não ir à segunda volta das presidenciais.

Quem nos conta o que se passa é François, um académico estudioso de Joris-Karl Huysmans, escritor francês do século XIX, expoente maior do decadentismo e que se converteu ao catolicismo. François é um francês deste século, sem ligações nem ao país nem a ninguém, que se interroga perante a submissão inevitável que os homens terão de aceitar para se elevarem acima do que são.

“Soumission” não é apenas o adivinhar da falência política de um regime, mas a indicação de um caminho: a crença em algo mais forte que nós para que sejamos mais que uma decadência adormecida. Assim, ou Houellebecq, que disse já não ser ateu, se engana, ou a reação europeia será religiosa.

Voltar ao manifesto dos 74

“O presidente da CIP recuperou a ideia da reestruturação da dívida pública. A ideia de reestruturar a dívida é tentadora. Mas muito cuidado com o efeito de ricochete.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre a necessidade de perceber quem detém a dívida pública antes de discutir a sua reestruturação.

Notícias Sobre Transferências Para Offshores: Descubra as Diferenças

Jornal Público28 de Abril de 2016, há cerca de quase um ano atrás.

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Jornal Público, 20 de Fevereiro de 2017, há três dias atrás.

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Quanto ao timing desta notícia e as proporções que a mesma tem tomado, deixo as razões à imaginação dos caros leitores.

Alternative Facts

No dia 1 de Setembro de 2015, Antóno Costa afirmava que era uma ilusão que a resolução do BES não acarretaria custos para os contribuintes (fonte).

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Já o mesmo António Costa, no dia 22 de Fevereiro de 2017 (ontem) contradizia o António Costa de Setembro de 2015 (fonte), afirmando com a mesma cara de pau expressão que o estado em caso algum perderá qualquer parcela dos 3900 milhões de euros.

costa_fevereiro_2017

Tudo normal, portanto.

Quando o erro de percepção se agudiza…

Caro RAF, os dados económicos que usei do INE são a prova do erro das tuas afirmações no teu post inicial sobre a entrevista do candidato do PSD à Câmara do Porto . 

Admito que até possam não  ser os únicos, mas nesse caso era bom que nos desses outros valores e indicadores para sustentar a tua ideia . 

Não vi nenhuma refutação quantificada, nem nenhuma contra-prova factual nos teus dois últimos posts dos dados que aqui apresentei. O declínio dos dois dados apresentados pelo INE é um facto. Em nenhum momento explicas como queres suportar a tese de que o candidato do PSD à CM Porto estivesse “fora da realidade” quando falou do declínio económico da cidade no mandato de Rui Moreira. Esse era o ponto de partida, ou a tua pós-verdade sobre o candidato do PSD, do teu post inicial que convinha recordar e esclarecer.  

Passando um pano sobre o tema das insinuações, que não existem no meu post, pois faço uma pergunta directa sobre as fontes, respondes então que, e passo a citar-te:

” Quantos aos dados da Derrama, recorri à informação disponível no site da CMP relativa mapas dos orçamentos: 2013 – 2014 – 2015 – 2016Informação pública e disponível.”

Esta era a tua prova factual e numérica, que tinhas trazido para a discussão no teu segundo post incluindo um gráfico. Mas destróis o teu próprio único argumento factual com dados que estão errados, como te demonstrei pela consulta do relatório de Gestão da Câmara do Porto no meu post anterior que não contestas (na prática houve declínio e não subida da Derrama no municipio do Porto). E a razão do erro é porque confundes mapas de orçamentos com  relatórios de gestão e essa forma de baralhaqr os eleitores e leitores deste blog já a vi ser praticada pelo Ministro das Finanças da Geringonça. 

Escuso de explicar a diferença entre os dois tipos de documentos, acredito que a conheças, mas que por qualquer lapso não tenhas reparado.

Para além dos eventuais dados úteis da Pordata ou da DGO , aproveita para consultar também os dados da evolução do emprego no Porto vs a Região Norte ou vs o País no site do IEFP nestes últimos 3 anos. Eu já o fiz mas não te quero maçar com mais números . Eventualmente ficarás surpreendido como o Porto fica mal na fotografia relativamente à Região Norte e ao País.  Não ficarias tão suprendido se acreditasses mais em mim e no Álvaro Almeida em vez de acreditares na Politica dos Anúncios do Rui Moreira que segue a cartilha da Geringonça.

Por mim, partilho da tua convicção sobre este ser um assunto encerrado com estes 3 posts, à la RAF e à la MPC. Quando jantamos?

Guia básico para procurar informação na net

Meu caro amigo, fico surpreendido que alegues que os critérios que escolheste – que, pela tua resposta, concluo que até tu já os abandonaste, uma vez que não refutaste nenhum dos argumentos que sustentei – resultam de falta de informação, refugiando-te no INE.

Dizes que recorreste ao INE, e cito, “(…) porque são os únicos números que nos permitem ter uma análise relativa do Porto no contexto nacional e da Região Norte (…)”. Os números do INE são “os únicos números?”. Por amor da Santa!

Ora então, nunca ouviste falar no PORDATA? Até têm uma secção específica para dados relativos aos Municípios portugueses. Se quiseres ainda mais dados, no site da DGO estão publicados todos os fluxos financeiros da administração central para as autarquias, o que inclui a cobrança das receitas fiscais que lhe são devidas. Mas a melhor fonte de todas, é  o Portal Autárquico, com informação exaustiva sobre as contas de gerência dos Municípios todos. O que não falta é informação. O próprio site da CMP é rico em informação. Toda a que necessitas, e mais alguma. Sem necessidade de insinuares teorias da conspiração, e falta de dados, para justificares as tuas escolhas.

Quantos aos dados da Derrama, recorri à informação disponível no site da CMP relativa mapas dos orçamentos: 2013201420152016. Informação pública e disponível.

Não vislumbro assim motivos para que te refugies em “teorias da conspiração”,  no argumento da “falta de fontes e de informação”, ou no discurso da insinuação. Isso, não. Da minha parte, a la Marcelo, dou este capítulo por encerrado por aqui, pois está já a ficar desinteressante para os leitores. O que não significa que não o continuemos, os dois, à volta de uma mesa, sem maçarmos quem por aqui passa.

Fontes credíveis s.f.f., ou falta de Rigor com Rigor se paga

Meu caro amigo Rodrigo Adão da Fonseca (RAF) como reparaste e destacaste no teu último post eu usei os números do INE. O Instituto Nacional de Estatística. Usei uma fonte credível. 
Fi-lo porque são os únicos números que nos permitem ter uma análise relativa do Porto no contexto nacional e da Região Norte. E fi-lo também porque são os únicos possíveis ter para o Município do Porto apresentando o disclaimer, como pessoa intelectualmente honesta que me considero ser, de que eram dos poucos valores que havia disponíveis para fazer o contraponto da tua acusação de falta de rigor do candidato à Câmara do PSD. Se outros dados existissem te-los-ia usado, para relativizar o declínio (ou não) da minha cidade natal.

Mas se as exportações e o número de edifícios construídos/licenciados não satisfazem a realidade alternativa a este declínio “factual” que pretendes construir, não faças posts com o erro de não citar a fonte dos números da Derrama Municipal no gráfico usado (que enferma dos meus pseudo-defeitos de formatação).  

Poderias partilhar connosco, ávidos leitores d’O Insurgente, de onde retiraste estes números da Derrama que aparecem no teu post? Qual é a fonte? Não deve ser o INE …

É que eu fui à net e consultando o Relatório de Gestão da CM Porto de 2014 e de 2015,  que já são mandatos do Rui Moreira, descobri na página 68 do primeiro destes relatórios, que a Derrama Muncipal cobrada no ano de 2013 , último mandato de Rui Rio, tinha sido de 16.654 milhares de Euros.

Mas, ooops , “surprise”, o valor de 2016 afinal é um valor … abaixo do cobrado em 2013 ! 

E fica cerca de 10% abaixo do orçamentado para 2016 (coincidente com o último ponto do teu gráfico), ao contrário do crescimento que afirmas no teu post.

Ou seja em vez de crescer 41,86% acumulados no período, afinal a verdade (sem truques e com uma fonte credível como deve ser um relatório de Gestão Anual da Câmara) é que a Derrama que nas tuas palavras dizem “…alguma coisa de relevante” e que “…não discrimina o tipo de actividade económica…” mostra uma descida de 10% após 3 anos de gestão de RM. 

Talvez também seja interessante entender se no contexto nacional e da Região Norte tal evolução negativa da Derrama no Porto tem algum paralelo para contextualizar esta queda.

Recuso-me a aceitar que tenhas cometido, como pessoa competente que és, este lapso. Esta minha forma de pensar acerca das tuas capacidades, está nas antípodas da tua forma algo deselegante de argumentar . 

Mas cá estou eu para encaixar o “fogo amigo”, como bom cristão e teu amigo, dou-te a outra face. 

Quando a ansiedade conduz à falta de rigor, e a amizade a trocar os pés

O texto que publiquei aqui teve o condão de levar o Manuel Puerta da Costa (“MPC”) a tirar as mãozinhas da beira da lareira para vir dedilhar um pouco ao Insurgente. É de saudar o primeiro post do ano (palavras do próprio no FB). Infelizmente, não sei se por falta de prática, ansiedade de vir defender o amigo Álvaro Almeida (palavras do próprio no FB), ou adesão aos maus hábitos da pós-verdade, o que é certo é que o resultado produzido é penoso, apesar de tentar esconder a falta de acerto num suposto “rigor estatístico”. Esclareço.

Seguindo a ordem do texto, caro MPC, os investimentos que enunciei não são, nem “anúncios”, nem “futuros”. A Critical Software já funciona com normalidade no antigo edifício dos CTT, o mesmo ocorrendo com a Euronext, cujo processo de instalação termina até Junho de 2017. O próprio Natixis, cujo projeto de instalação se estende por três anos, está já em execução, tendo arrancado em 2016. Não são “anúncios”, são projetos reais, em funcionamento, tendo a CMP, por razões diversas, tido intervenção na sua atração.

Bola para bingo, leio um MPC muito agarrado aos números, tendo para o efeito – pasme-se a sofisticação! – recorrido ao INE – fascinante! E que “dados” selecionou para mostrar que “as coisas estão muito mal?”: o das “exportações de bens por localização geográfica”, e os dos “edifícios licenciados para obras de edificação”.

O primeito aspecto que me cumpre destacar é que, para quem está TÃO preocupado com o rigor, o intervalo temporal selecionado seja o de “2012-2016”. Ora, sabido, como se sabe, que Rui Moreira foi apenas eleito em Outubro de 2013, tendo tomado posse já próximo do final do ano, diria que o intervalo a selecionar seria “2014-2016” ou pelo menos, “2013-2016”, o que torna desde logo a posição de MPC muito confusa – e pouco amiga do rigor com que se unge. Mas adiante. Infere-se pelas escolhas dos indicadores, que MPC defende que um centro urbano como o Porto mede a sua pujança económica pelo nível de atividade industrial concentrada no concelho (já que a atividade industrial é o que verdadeiramente define o volume de exportações). Ora então, devemos ignorar que o concelho do Porto é um centro urbano com uma área muito limitada, integrado numa área metropolitana que tende a crescer a sua zona de influência para as regiões limítrofes? Devemos ignorar que por questões legais e ambientais o Porto, enquanto concelho, está condenado a esvaziar-se de indústria? Que a sua vocação enquanto centro habitacional e de serviços, convida a que se planifique em integração com os concelhos que lhe são adjacentes, com outras condições para a atividade industrial e logística? MPC facilmente poderia ter percebido que este indicador não faz sentido nenhum na avaliação daquilo que é o Porto, hoje, se tivesse resistido às tentações, bastava ter olhado para as ditas estatísticas do INE, e constatado que na rubrica “exportações de bens por localização geográfica”, os concelhos pujantes são, imagine-se, concelhos como Azeitão e Famalicão, e não Porto, Lisboa, Coimbra, ou cidades de características semelhantes. A menos que MPC defenda uma fábrica de automóveis em Campanhã, ou chaminés de fábricas de pneus no meio do Parque da Cidade, ou indústria têxtil a debitar resíduos para o Douro, ou panificadoras no meio do Marquês, com entradas e saídas de matérias-primas e mercadorias para uma cidade de morfologia complexa, necessidade de tratamento de resíduos, armazenamento de stocks, entre outras operações próprias da atividade industrial. A sério, não se compreende, que não para enganar pavalvos, a escolha de semelhante indicador. Para concluir, neste contexto, não vejo nenhum problema que a Philips (com a manufatura que pratica) se mude para Gaia, onde faz muito mais sentido que funcione, e que o Porto se vocacione para outro tipo de atividades, como a que desenvolve a Critical Software. Feitas as contas, é toda a região que beneficia, sendo para mim, e para a generalidade dos cidadãos, indiferente que cor política governa o Porto ou Gaia.

Não satisfeito com a vontade de esgotar o espaço urbano com fábricas, e não vendo nisso uma contradição insanável, MPC considera que o declínio na rúbrica “edifícios licenciados para obras de edificação” é também sinónimo de crise. Pois tenho opinião diversa. Longe vão os tempos em que o Porto se fazia da edificação. O que importa hoje fazer é recuperar património e as áreas degradadas da cidade. Ora, não é preciso ir ao INE, nem alongar-me em palavras, para sustentar que a tendência marcada na cidade, hoje, é a recuperação do património, e aí sim, a CMP tem cumprido o seu papel: basta dar um curto passeio na cidade, e observar a realidade que entra pelos olhos dentro, mesmo para quem tenha umas certas dioptrias de origem política.

Mas que não me acusem de não gostar de números. No meu caso, porém, prefiro outros números, que digam alguma coisa de relevante. Por isso, se o objetivo é medir o valor da atividade económica no concelho (se é que faz algum sentido avaliar as coisas assim, dadas as limitações das autarquias), meu caro MPC, há um indicador bastante mais completo, rigoroso e objetivo que as estatísticas do INE que escolheste, de seu nome, “Derrama”. A avaliação com base na Derrama tem inúmeras vantagens: não discrimina o tipo de atividade económica, e é além do mais resultado da geração de lucros – todos eles conceitos bastante simpáticos para malta liberal como nós. Na análise da Derrama, o teste que interessa, o do algodão, não engana – é o chamado dinheirinho em caixa. Ora então, o que nos diz a Derrama, o dinheirinho em caixa? Entre 2013 e 2016 a receita do Município com a Derrama cresceu, em termos acumulados, 41,86%:

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Por fim, e sintetizando – que desconstruir pós-verdades ansiosas dá trabalho -, tenho de dizer que não sou fã de parquímetros, mas que aceito a contragosto que sejam necessários para a regulação do trânsito nas cidades. Ora, MPC poderia ter referido que nada neste mandato foi feito neste âmbito que não em continuação da política definida por Rui Rio, e que todas as medidas entretanto tomadas tiveram votação favorável do PSD na Assembleia Municipal. Poderia, também, referir que a única rectificação à política de Rui Rio que foi assumida por Rui Moreira visou desonerar os residentes de zona, que passaram a pagar taxas desagravadas, de apenas 25 euros por ano, introduzindo equilíbrio numa medida que asfixiava os moradores, a quem não se destinam os parquímetros.

MPC puxou dos galões de “economista” e de uma suposta paixão por números para sustentar a sua tese. Depois de analisar o que escreveu, fiquei com vontade de recordar uma famosa anedota, que reza:

Um matemático, um engenheiro e um economista candidataram-se ao mesmo emprego. O entrevistador chamou o matemático e perguntou-lhe, “Quanto é 2+2?”. O matemático respondeu. “4”. “Mas 4 exatamente?”, indagou o entrevistador. O matemático olhou surpreso para o entrevistador e disse “Sim, 4 exatamente”. Chamou o engenheiro e perguntou-lhe a mesma questão: “Quanto é 2+2?”. O engenheiro disse-lhe: “Em média, 4, acrescente ou tire 10%, mas em termos médios, é 4”. Por último chamou o economista e perguntou-lhe, com mais reverência, “Senhor Economista, quanto é 2+2?”. O economista levantou-se, trancou a porta, fechou a cortina, sentou-se ao pé do entrevistador e perguntou-lhe baixinho: “Diga-me uma coisa, amigo … o que é que você quer igualar?”.

Pois é, MPC, o resultado não é famoso, quando arranjamos uns números à pressa só para  ajudar os amigos. Para a próxima, vê se te esforças: até porque como teu amigo, também mereço mais como contraditório, do que umas pós-verdades amanhadas num post sem links nem formatação adequada.

Kenneth Arrow (1921-2017)

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Kenneth J. Arrow, one of the most brilliant economic minds of the 20th century and, at 51, the youngest economist ever to win a Nobel, died on Tuesday at his home in Palo Alto, Calif. He was 95.(…)
What Professor Arrow proved in his book “Social Choice and Individual Values” (1951) was far more sweeping. Not only would majority-voting rules prove unsatisfactory; so, too, would nonvoting systems of making social choices if, as was fundamental to his way of thinking, those choices were based on the preferences of the individuals making up the society. (Professor Arrow’s rules did not allow for dictators.)

The Arrow “impossibility theorem” ricocheted around the social sciences, noteworthy for its use of abstract mathematical concepts to generate a conclusion of sweeping applicability.

Professor Arrow’s research opened the academic field of social choice — a literature that ranges from a countries picking presidents to corporate boards picking business strategies. Having learned from him that no system works entirely well, academics turned to challenging follow-up questions, like whether some voting systems were better than others.(…)

(Fonte: NYT)

“Anónimos” apoiantes de Sócrates

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Um bom resumo de Vítor Matos e Miguel Santos, no Observador.

O modus operandi do blogger que defendia Sócrates

Escreveu sob anonimato e atacou todos os que se opunham a Sócrates. Entrou nos radares da Operação Marquês por causa das alegadas avenças pagas pelo ex-PM. Quem era e o que escrevia “Miguel Abrantes”?

A política dos anúncios

Hoje neste mesmo blog Rodrigo Adão da Fonseca defende  que Álvaro Almeida está afastado da realidade quando afirma que, fora o turismo, o Porto está em declínio económico, “argumentando” com
um conjunto de anúncios sobre investimentos futuros.

Como a realidade que me interessa é a dos números, e não a do marketing de Rui Moreira, ou dos seus apoiantes , vejamos o que dizem os dados do INE sobre a atividade económica
na cidade do Porto.

Dados do INE sobre atividade económica a nível municipal, atualizados pelo menos a 2015, não existem muitos, mas conseguem encontrar-se pelo menos
dois tipos de dados.

Os dados sobre “Exportações de bens por localização geográfica”, que já estão atualizados a Dezembro de 2016, e que mostram a seguinte informação (valores
em milhões de euros):

 

Portugal

Norte

Porto

2016

50290

20508

1044

2012

45213

16792

1385

2016/2012

11%

22%

-25%

 

Ou seja o Porto retrocede nas exportacoes quando o país e a Regiao Norte contribuiram para a recuperação das  contas externas portuguesas. Muito mal para um cidade de sucesso que estivesse para além do turismo.

Os dados sobre construção (recordando que a maior parte do investimento passa pela construção) que existem atualizados são sobre “Edifícios licenciados
para obras de edificação”, e são os seguintes (em número de edifícios licenciados):

 

Portugal

Norte

Porto

2015

13766

5518

42

2012

19627

7192

277

2015/2012

-30%

-23%

-85%

 

Nesta dimensão as variações percentuais neste mandato autárquico portuense falam por si mesmas.

Conclusão, os dados objetivos do INE mostram inequivocamente o declínio da atividade económica no Porto, quer em termos absolutos, quer em termos
relativos face ao país e à região Norte nesta duas importantes variáveis. 

Que Rodrigo Adão da Fonseca, como “laranja” assumido no próprio blog, queira apoiar Rui Moreira, que por sua vez é apoiado pelo partido da Rosa é um assunto que só a ele diz respeito. 

Provavelmente acreditará numa realidade ausente de números objectivos como os do INE, tal como muitos socialistas nacionais acreditam nos números do Centeno.  

Eu no que me diz respeito , como economista, acredito mais na realidade dos números do INE que mostram que a cidade está em declinio fora do surto turístico. Seguindo a senda dos exemplos dados e a par da anunciada entrada da Critical Software no Porto há o exemplo contrário com a saída da Phillips da cidade com a perda de 150 postos de trabalho para Gaia, governada, por sinal por socialistas. Talvez quando medirmos o número de parquímetros espalhados pela cidade consigamos encontrar taxas de variação bem mais elevadas, daquelas que gostaríamos de de ver nas outras duas variáveis medidas pelo INE.

Com amigos laranjas destes, o PSD não precisa de inimigos cor de rosa. 

Perca peso agora, pergunte-nos como!

Maduro Chavez

É certo que a dieta é rigorosa, (ma)dura mesmo, mas permite perder mais de 8kg num ano!

Compreender o putinismo LXIV

putin

Coisas  que acontecem de forma inexplicável na santa mãe Rússia de Vladimir Putin.

Nada a reportar em Paris…

Paris protesters set police car on fire with 2 officers inside

Police car smashed & set on fire during Paris protest

Nada a reportar na Suécia…

sweden

SWEDEN RIOT: Police forced to shoot at protesters as violence erupts – yet PM is in denial

SWEDEN’S capital was plunged into chaos on Monday as police were forced to fire at rioters after a violence erupted in an area described as high risk.

Processo de matosinhização do PSD Porto em curso

É com alguma tristeza que constato que o PSD, no Porto, insiste em apresentar ao seu eleitorado um candidato que alinha naquilo que têm sido as teorias da mistificação de uma certa clique da cidade que não aceita que o seu tempo passou. Em vez de romper com o passado, o candidato aceita ser correia de transmissão das dores de cotovelo alheias, exibindo um discurso capturado e pouco realista. Dou um exemplo. Numa recente entrevista, Álvaro Almeida realça que, e cito, “(…) (t)odos os indicadores apontam para a regressão económica da cidade. E os positivos são só ligados ao turismo. Estamos a desenvolver um Porto que vive à custa do turismo. É um elemento-chave, mas não pode ser a única base de crescimento porque o Porto deve ser diversificado economicamente (…)”. Pelo caminho, elogia a obra de Rui Rio, como que se posicionando como seu herdeiro natural.

Ora então, a suprema ironia é que, no dia em que Álvaro Almeida sentencia a crise na cidade, repetindo ad nauseam o cliché que se vive só do Turismo, o banco Natixis dá nota pública que irá instalar, num edifício que esteve devoluto durante todo o mandato de Rio, o Central Shopping, um centro de competências na área informática que irá criar 600 postos de trabalho qualificados na cidade. Do outro lado da rua, a semana passada foi inaugurado um pólo de competências da Critical Software, no antigo edifício dos Correios. E recordo, também a título de exemplo, a decisão da Euronext de instalar no Porto, igualmente, um centro de competências, num edifício que, em tempos, chegou a ser o de instalações da Bolsa de Lisboa e Porto (entretanto desmantelada, durante o mandato de Rui Rio, sem que a cidade e o seus empresários, alguns deles diretamente implicados na decisão de integração na Euronext, tenham conseguido travar a saída e concentração em Lisboa). Estas três iniciativas que refiro – poderia indicar outras – têm o condão de mostrar quão afastado está o discurso de Álvaro Almeida da realidade, com a curiosidade adicional de marcarem uma viragem de página em edifícios que durante os mandatos de Rui Rio estiveram votados ao abandono e à decadência, que passaram a ter utilidade e a dinamizar emprego direto e indireto na cidade, acolhendo negócios com forte pendor tecnológico, orientados para o exterior. Pergunto-me como pode o PSD ter sucesso se, até eu, que não me lembro de votar num partido que não seja o laranja, sinto vergonha alheia ao ler o tipo de discurso protagonizado pelo candidato escolhido.

Entretanto Numa República Das Bananas…

Não só o governo concordou que os advogados de António Domingues criassem uma lei à medida do próprio (algo que por si só é um atentado à democracia e que tem merecido muito pouca atenção mediática), como quem pagou a conta a estes advogados foi o próprio banco do estado, a Caixa Geral do Contribuinte de Depósitos (fonte).

caixadomingues

Dever ser por isto que é tão estratégico para o interesse nacional manter um banco público.

The Trump impeachment trap

Democrats seek to quell Trump impeachment talk: Party leaders caution against rushing into a political trap.

Democratic officials in Republican-dominated Washington view the entire subject as a trap, a premature discussion that could backfire in spectacular fashion by making the party appear too overzealous in its opposition to Trump. Worse, they fear, it could harden Republican support for the president by handing his party significant fundraising and political ammunition when the chances of success for an early impeachment push are remote, at best.

The Democrats who are helping Trump

trump-triumphant

Are Liberals Helping Trump?

Mrs. O’Connell is a registered Democrat. She voted for Bill Clinton twice. But she has drifted away from the party over what she said was a move from its middle-class economic roots toward identity politics. She remembers Mr. Clinton giving a speech about the dangers of illegal immigration. Mr. Trump was lambasted for offering some of the same ideas, she said.

“The Democratic Party has changed so much that I don’t even recognize it anymore,” she said. “These people are destroying our democracy. They are scarier to me than these Islamic terrorists. I feel absolutely disgusted with them and their antics. It strengthens people’s resolve in wanting to support President Trump. It really does.”

Polling data suggest many center-right voters feel the same way. The first poll by the Pew Research Center on presidential job performance since Mr. Trump took office showed last week that while he has almost no support from Democrats, he has high marks among moderates who lean Republican: 70 percent approve, while 20 percent disapprove.

% of all votes in the 14 European countries with continuous democracy since 1949

Voting and non-voting in the 14 European countries with continuous democracy since 1949

100 years of European politics in one figure