IL e CDS pedem ao Governo que reconheça Juan Guaidó como Presidente Interino na Venezuela

A Iniciativa Liberal e o CDS-PP já pediram ao Governo através das suas redes oficiais que reconheça em nome de Portugal Juan Guaidó como Presidente Interino na Venezuela. Países como os EUA, Canada, Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colombia, entre outros já o fizeram.  Convém clarificar que isto não equivale a qualquer intervenção militar estrangeira.

 

 

 

Hoje houve manifestações no Funchal, em Lisboa e Porto contra a ditadura socialista de Maduro, da qual já fugiram várias milhões de pessoas (sobretudo para os países vizinhos, não admirando por isso que estes sejam os primeiros a apoiar Juan Guaido). A Iniciativa Liberal foi o único partido que promoveu o evento nos últimos dias e participou oficialmente no mesmo (e nas três cidades). Em baixo, foto de Lisboa, na Praça do Comércio. Quanto às redes oficiais do PSD sobre o assunto nada a dizer.

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O problema do banco público

“O universo de pessoas sujeitas a escrutínio não se resume aos gestores do banco, deve ser alargado aos políticos”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre a lista de grandes devedores da CGD tornada pública esta semana.

Observador & Covingtongate

Fox News: Journalist fired after wishing death on Covington Catholic HS students, parents: report

O tweet referido é este:

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É um (o mais grave?) dos exemplos da tolerância (!) da esquerda em relação aos miúdos que esperavam o autocarro quando um bando de índios foi cantar cânticos índios para o meio deles.

O Observador escreveu um artigo porque alguém não saiu da frente do índio. Participou numa campanha infame contra menores. Este jornalista desejou a morte dos miúdos e dos respectivos pais e foi despedido devido a isso. Vou ficar à espera do artigo do Observador sobre este jornalista. E outros exemplos semelhantes. Mas vou esperar sentado: e pensar que o Observador já foi diferente…

 

 

 

O dilema dos prisioneiros (2)

As dificuldades do Reino Unido neste seu processo de saída da União Europeia podem ser entendidas recorrendo a um enquadramento de teoria de jogos. Como escrevi uns tempos depois do referendo de 2016, a decisão de permanecer ou não na União é uma espécie de Dilema do Prisioneiro (DP). O que parece ter ocorrido é que o Reino Unido optou pela estratégia não dominante (a que resulta sempre pior). Correndo o risco de tentar atribuir racionalidade a uma decisão que provavelmente teve muito pouco de racional, como se milhões de motivações individuais pudessem realmente levar a uma vontade geral coerente, podemos explicar a decisão de duas formas alternativas:

  1. A fleuma britânica resultou numa escolha sub-óptima por uma questão de princípio (mais vale mais pobre mas mais livre para decidir localmente sem restrições pan-continentais); ou
  2. A decisão seria o prólogo numa série de decisões sequenciais que terminaria no cenário de cooperação mútua do DP (aposta numa queda de dominós na União).

O presente bloqueio parlamentar sugere que nem a questão de princípio era tão forte, nem o tecido comunitário tão fraco.

Abaixo deixo uma explicação mais detalhada do DP para os interessados.

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Assim se vê os “preços de mercado” do PCP

O genro do camarada comunista Jerónimo terá recebido da Câmara de Loures 11 mil euros por ter mudado oito lâmpadas e dois casquilhos. Depois, mais 11 mil euros por mudar 10 lâmpadas e substituir 160 cartazes publicitários. Com estes valores por estes trabalhos, ao pé do Jerónimo o camarada socialista César é um menino. É que Carlos César tem uma boa parte da família no Estado (ele, a mulher, o filho, a nora e o irmão, o cão, o gato, etc.), mas penso que estes sempre fazem mais do que simplesmente mudar umas lâmpadas.

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O presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares, justifica dizendo que estes “são os preços do mercado”. Olha para eles que até já falam em preços de mercado! Faz-me lembrar um artigo anterior denominado PCP – Partido Capitalista Português. Como se passa rapidamente de comunista para capitalista, não é? Como escreve um bom liberal meu amigo, quase resumindo – porque ainda há os imóveis de Costa – é isto:

Humor e Política

“A relação do humor com a política complica-se quando, conforme sucede com frequência, os políticos se encarregam de fazer humor e os humoristas de fazer política. Qualquer programa que inclua dirigentes partidários, deputados, “senadores”, comentadores ou “personalidades” similares é potencial fonte de risota. Qualquer programa que, em 2018, inclua comediantes a denunciar a “troika”, os flagelos climáticos e o salazarismo dos anos 1930 diverte tanto quanto uma cólica renal – e entretém menos (…)

Até eu, porém, tenho a vaga ideia de que, além de não ter piada, a nossa comédia política não tem tabus – excepto o de parodiar partidos/tendências/sujeitos/medidas à esquerda do chamado, decerto discutivelmente, “PS moderado”. Gozar com “o Cavaco”? Uma vetusta tradição pátria. Bulir com o senhor doutor Jorge Sampaio ou com o falecido humanista Mário Soares? Está fora dos limites toleráveis. Bater em Pedro Passos Coelho, goste-se ou não uma figura “neutra” e pouco caricaturável? Um dever cívico. Achincalhar o dr. Costa, cuja sofisticação intelectual e cujo domínio da língua poderiam patrocinar em regime de exclusividade longas carreiras no género “stand up”? Não vamos por aí. Onde se traça a linha que separa o aceitável do inaceitável? Aproximadamente pelo meio da Ericeira, onde hoje reside o “eng.” Sócrates, que no espectro ideológico é o alvo extremo dos humoristas caseiros. Daí para lá, o humor resigna-se a um respeitoso silêncio.”

Alberto Gonçalves aqui

Observador mente sobre adolescentes com bonés com slogan de Trump

Que o Observador pertence à união de legacy media que ataca tudo o que seja relacionado, mesmo que da forma mais ténue, com Trump, já eu sabia. Só não sabia que ia ao ponto de mentir descaradamente para o fazer. Mas este caso prova-o.

Escreve o Observador:

Jovens com bonés com o slogan de Trump — Make America Great Again — cercaram e gozaram com ancião da tribo Omaha, que fazia uma marcha em Washington.

Mais abaixo acrescenta:

Vários adolescentes com bonés com a inscrição Make America Great Again — o “grito de guerra” de Donald Trump — cercaram e gozaram com um ancião nativo-americano, da tribo Omaha, que estava a executar um cântico e a tocar um tambor indígena, à margem da Marcha dos Povos Indígenas, perto do Lincoln Memorial, em Washington D.C, noticiou a CNN.

(…)

Phillips [um ancião da tribo Omaha] foi até à multidão de adolescentes e as coisa até se acalmaram, contou Taitano. Pelo menos até Phillips chegar perto do rapaz que aparece a sorrir no vídeo. “Aquele miúdo recusou-se, simplesmente, a sair e pôs-se mesmo cara a cara com o Nathan”, disse a estudante.

Da leitura parece que aconteceram 2 coisas:
1. Os miúdos, sobretudo o focado na reportagem, moveram-se
2.  Os miúdos gozaram com o ancião índio

Na verdade, como se pode ver nos vídeos abaixo, não só foi o índio que foi ter com os miúdos – que na maioria se foram mexendo até que aquele decidiu ficar a olhar para o espectáculo  – como a maioria ficou calada, sobretudo o tal rapaz que mais não fez do que sorrir e achar piada ao que o índio estava a fazer. O miúdo não se mexeu, o miúdo não gozou, o miúdo nem sequer moveu um músculo que não fosse para sorrir. Aparentemente, isso hoje é motivo para ser pedida a sua expulsão da escola, para ser pedido o despedimento do seu pai, e para fazerem bullying internacional ao miúdo. Vergonhoso.

De seguida ficam os vídeos onde esta informação pode ser confirmada, informação que quer o Observador podia facilmente pesquisar e incluir na sua reportagem. Mas dava muito trabalho e estragava a narrativa. Enfim. Espero agora a retração do Observador e, já agora, o pedido de desculpas ao miúdo e respectiva família por terem participado na sua humilhação indevida. Era o mínimo, se forem sérios.

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