Between a rock and a hard place

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O Reino Unido está proverbialmente perante uma escolha impossível. No seu parlamento não existe maioria disposta a apoiar o acordo de saída negociado com a União Europeia. Não existe uma maioria favorável à saída sem acordo, nem maioria favorável à permanência à revelia do referendo de 2016. Estas divergências são insanáveis. A divisão dos britânicos é total e qualquer dos cenários não reúne maioria parlamentar.

Este é o problema de decisões constitucionais tomadas por maioria simples em vez de maioria qualificada. A maioria formada circunstancialmente no referendo de 2016 tinha presumivelmente vontades contraditórias: Uns queriam sair totalmente da UE, outros queriam sair mantendo acesso ao mercado único; Uns queriam restringir a imigração, outros queriam esticar o dedo do meio à Comissão Europeia; Uns pretendiam obter independência regulatória para poder liberalizar e abrir a economia, outros pretendiam essa independência para ser mais intervencionistas; Uns achavam que o Brexit traria um paraíso conservador, outros um paraíso socialista.

O referendo é um instrumento que pode ser útil para ratificar determinadas decisões. Ou para decidir sobre matérias simples em que uma resposta sim/não é fácil de implementar. Mas é um instrumento perigoso pelo potencial de decisões contraditórias. Por exemplo, no estado da Califórnia foram aprovados em tempos duas propostas: Uma que tornava aumentos de gastos automáticos na educação e outra que limitava os impostos a cobrar pelas autoridades locais (responsáveis pelo sistema educativo). É também perigoso quando a pergunta feita não é respondida de forma capaz pela alternativa sim/não. Dificilmente se pode esperar uma resposta inteligente a uma pergunta estúpida.

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Que sacana, Tó

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– Ouve esta, ó Mário, tu ouve-me só esta.

– Conta, Tó, conta!

– Vou à Ana Paula Vitorino e digo: já viste que o Bernardino contratou o genro do Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois vou ao marido da Ana Paula Vitorino… ai como é que se chama o gajo?

– O Eduardo Cabrita?

– Isso. O Cabrita. Vou ao Cabrita e digo: já viste esta coisa do genro de Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois vou ao Vieira da Silva e digo: já viste esta história do genro do Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois vou à filha do Vieira da Silva… ai como é que se chama a filha do Vieira da Silva?

– A Mariana, a Secretária de Estado?

– Isso. A Mariana. Vou à Mariana e digo: já viste aquilo do genro do Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois vou à Sónia Fertuzinhos, e digo: o genro do Jerónimo…

– Ahahahah!

– Depois vou à Ana Catarina Mendes e digo: já viste isto do genro do Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois vou ao irmão da Ana Catarina Mendes…

– O que é Secretário de Estado?

– Esse! E digo: e esta coisa do genro do Jerónimo, hã?

– Ahahahah!

– Depois vou ao Eduardo Paz Ferreira…

– O Eduardo Paz Ferreira… Quem é o Eduardo Paz Ferreira, Tó?

– É o marido da Van Dunem, Mário, aquele que pusemos na negociação de Sines, pá.

– Ahahahah!

– Depois vou ao Zorrinho…

– E quê, Tó, e quê?

– E digo: e aquilo do genro do Jerónimo?

– Ahahahah!

– Depois, ligo à Rosa Matos Zorrinho e digo: e aquela coisa do genro do Jerónimo?

– Ahahahah! Que sacana. E depois, Tó, e depois?

– Depois fui ao Carlos César.

– Ahahahah!

Irlanda cresce quase 10 vezes mais que Portugal desde 2000

Entre 1960 e 2000, Portugal cresceu mais ou menos a uma taxa média anual de 4% / 4,5% (mesmo com toda a dificuldade pós-Revolução e com pequenas crises pontuais). O ano de 2000 é o ano de mudança (negativa) que leva a uma enorme estagnação. Primeiro, tivemos um período de baixíssimo crescimento económico entre 2000 e 2007. Depois, tivemos a somar a isso o impacto da crise mundial (e das dívidas europeias) até ao início da nossa recuperação económica em 2013/2014. Em 2014 estávamos no mesmo patamar de 2000/2001 para se ter uma noção. Cerca de 15 anos desperdiçados. A última vez que a economia tinha tido um desempenho tão mau foi nas duas primeiras décadas do século XX com toda a instabilidade da transição da Monarquia para a República.

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 Crescimento do PIB real. Fonte OCDE

Portugal é um dos países do Mundo com menor crescimento económico nos últimos 20 anos. Neste período foi ultrapassado por vários países da Europa, incluindo alguns que pouco tempo antes eram bastante mais pobres. Nos últimos 4 anos poderíamos ter aproveitado a excelente conjuntura internacional para fazer reformas importantes e crescer muito mais. No entanto, o grande consenso socialista/social-democrata que impera em Portugal, sobretudo no PS e PSD com pequenas variações, continuou.

Continuamos, apesar de importantes reformas feitas (destaco a laboral e a do turismo durante o governo de Passos Coelho, ambas com efeitos notórios), a ter impostos altos e despesa pública alta, a ter um Estado que pesa muitíssimo na economia, a ter níveis de corrupção e burocracia altos, a asfixiar fiscalmente os indivíduos e as empresas, a ser um dos países mais centralizadores da UE, etc.. Totalmente o contrário do que fazem países como a Irlanda e a Estónia, os quais fizeram importantes reformas liberais e não as reverteram. Nós insistimos na mesma fórmula que não nos tem permitido crescer. Cada vez mais vamos ficando na cauda da Europa, vendo os países de leste a ultrapassarem-nos.

Agora vivemos numa permanente austeridade, com a carga fiscal em máximos (mas com serviços públicos mínimos), com a poupança em mínimos históricos, com recursos escassos e um crescimento pobre, apesar do bom momento da economia internacional, para sustentar uma despesa pública elevada. Continuamos a insistir como já referi na mesma fórmula. E enquanto assim for, nunca iremos crescer muito e de forma sustentada.

Cigarra & Formiga – Versão Tuga

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A CIGARRA E A FORMIGA

Versão Alemã

A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas cervejolas, faz sexo, vai ao “Rock in Rio” e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada. A cigarra está cheia de frio, não tem casa nem comida e morre de fome.
FIM

Versão Portuguesa

A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, faz sexo, vai ao “Rock in Rio” e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada.

A cigarra, cheia de frio, organiza uma conferência de imprensa e pergunta porque é que a formiga tem o direito de estar quentinha e bem alimentada enquanto as pobres cigarras, que não tiveram sorte na vida, têm fome e frio.

A televisão organiza emissões em directo que mostram a cigarra a tremer de frio e esfomeada ao mesmo tempo que exibem vídeos da formiga em casa, toda quentinha, a comer o seu jantar com uma mesa cheia de coisas boas à sua frente.

A opinião pública tuga escandaliza-se porque não é justo que uns passem fome enquanto outros vivem no bem bom. As associações anti pobreza manifestam-se diante da casa da formiga.

Os jornalistas organizam entrevistas e mesas redondas com montes de comentadores que comentam a forma injusta como a formiga enriqueceu à custa da cigarra e exigem ao Governo que aumente os impostos da formiga para contribuir para a solidariedade social.

A CGTP, o PCP, o BE, os Verdes, a Geração à Rasca, os Indignados e a ala esquerda do PS com a Helena Roseta e a Ana Gomes à frente organizam manifestações diante da casa da formiga.

Os funcionários públicos e os transportes decidem fazer uma greve de solidariedade de uma hora por dia (transportes à hora de ponta) de duração ilimitada.

Fernando Rosas escreve um livro que demonstra as ligações da formiga com os nazis de Auschwitz.

Para responder às sondagens o Governo faz passar uma lei sobre a igualdade económica e outra de anti discriminação (esta com efeitos retroactivos ao princípio do Verão).

Os impostos da formiga são aumentados sete vezes e simultaneamente é multada por não ter dado emprego à cigarra. A casa da formiga é confiscada pelas Finanças porque a formiga não tem dinheiro que chegue para pagar os impostos e a multa.

A formiga abandona Portugal e vai-se instalar na Suíça onde, passado pouco tempo, começa a contribuir para o desenvolvimento da economia local.

A televisão faz uma reportagem sobre a cigarra, agora instalada na casa da formiga e a comer os bens que aquela teve de deixar para trás.

Embora a Primavera ainda venha longe já conseguiu dar cabo das provisões todas organizando umas “parties” com os amigos e umas “raves” com os artistas e escritores progressistas que duram até de madrugada.

Sérgio Godinho compõe a canção de protesto “Formiga fascista, inimiga do artista…”.

A antiga casa da formiga deteriora-se rapidamente porque a cigarra está-se cagando para a sua conservação. Em vez disso queixa-se que o Governo não faz nada para manter a casa como deve de ser. É nomeada uma comissão de inquérito para averiguar as causas da decrepitude da casa da formiga. O custo da comissão (interpartidária mais parceiros sociais) vai para o Orçamento de Estado: são 3 milhões de euros por ano. Enquanto a comissão prepara a primeira reunião para daí a três meses, a cigarra morre de overdose.

Rui Tavares comenta no Público a incapacidade do Governo para corrigir o problema da desigualdade social e para evitar as causas que levaram a cigarra à depressão e ao suicídio.

A casa da formiga, ao abandono, é ocupada por um bando de baratas, imigrantes ilegais, que há já dois anos que foram intimadas a sair do País mas que decidiram cá ficar, dedicando-se ao tráfico da droga e a aterrorizar a vizinhança.

Ana Gomes um pouco a despropósito afirma que as carências da integração social se devem à compra dos submarinos, faz uma relação que só ela entende entre as baratas ilegais e os voos da CIA e aproveita para insultar Paulo Portas.

Entretanto o Governo felicita-se pela diversidade cultural do País e pela sua aptidão para integrar harmoniosamente as diferenças sociais e as contribuições das diversas comunidades que nele encontraram uma vida melhor.

A formiga, entretanto, refez a vida na Suíça e está quase milionária.

Autor desconhecido. Recebido por Messenger de Fb.

Estado fiscal de devassa

“Não está em causa o combate à evasão fiscal, mas sim o equilíbrio entre a esfera individual e privada dos cidadãos e a acção pública e colectiva exercida através do Estado.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre o acesso do Estado português às contas bancárias de residentes nacionais.

Bússola Política para as Eleições em 2019

Este ano haverá três eleições (26 de Maio – Eleições Europeias, 22 de Setembro – Eleições Madeira e 6 de Outubro – Eleição Legislativas), pelo que será um ano muito interessante para quem se interessa por política, sobretudo com a crise que o PSD atravessa e com o surgimento de novos partidos como a Iniciativa Liberal e Aliança (e em princípio o movimento Chega).

Das três imagens de bússolas políticas deste ano que já vi nas redes sociais, penso que a que coloco abaixo é a que me parece mais realista. Apesar de discordar com algumas posições, compreendo que isto não é uma ciência exacta, até porque tentar traduzir política em dois eixos é muito difícil.

bussola politica

Tenho dúvidas na posição do PSD, mas parece-me que faz algum sentido face à liderança actual e tendo em conta que foi o próprio Rio que assumiu que queria deslocar o partido mais para a “esquerda” e ainda recentemente disse que “…quem discorda estruturalmente do partido, obviamente que deve sair. Há atualmente e na sociedade portuguesa notoriamente e um pouco em crescendo um espaço à direita do PSD com uma visão muito liberal, não social-democrata. Quando é assim, já estamos num patamar ideológico”.

Tenho dúvidas na posição do PAN, mas talvez por desconhecimento meu. Não sei o suficiente sobre o programa do PAN para o situar exactamente. Tenho dúvidas sobre a Aliança, dado que ainda não há grandes ideias defendidas. Mas como considero a Aliança um projecto de poder pessoal de Santana Lopes, sem grande diferença face ao que o mesmo já defendia, penso que ali entre PSD e CDS está bem colocada. O PNR, depois de ter no outro dia passado os olhos pelo site/programa, parece-me estar muito bem colocado (aliás, convém não esquecer que o líder do PNR realizou o teste da bússola política e economicamente deu-lhe um resultado mais à esquerda ainda).

À esquerda, concordo na posição do PS no centro-esquerda (sobretudo com este governo que mantém a carga fiscal, reduz a dívida em % do PIB, cativa, enquanto promete uns investimentos públicos que não acontecem; não me parece muito diferente do que Rio faria). Quanto ao PCP, penso que deveria estar mais para cima, sobretudo devido aos seus apoios recentes a regimes totalitários como a Venezuela e a Coreia do Norte. O próprio BE, penso que deveria estar mais para cima (como dizia um amigo meu o “BE é um liberalismo em costumes falso, ancorado pelo estado”). Mas também calculo que os membros e simpatizantes do BE e do Livre digam que a Iniciativa Liberal deveria estar mais para cima (no Twitter reinam as acusações de Fascistassss aos membros da IL) e quem sabe até diriam que deveria estar mais para a direita. O Daniel Oliveira provavelmente diria que sim.

captura de ecrã 2019-01-15, às 13.35.14

Uma Defesa da Humildade

George Washington morreu, em 1799, rodeado pelos médicos mais consagrados da época. Deparados com uma infeção na epiglote, receitaram ao “Pai da Nação” cinco doses de sangria que, em suma, removeram metade do seu sangue. Na esperança de cura, o tratamento apenas agendou a morte do ex-presidente. A idiotice daqueles médicos parece-nos, nos dias de hoje, óbvia. O corpo humano é demasiado complexo e compreendê-lo viria a exigir mecanismos inexistentes na época. Sem essa compreensão, quase toda a intervenção se revela prejudicial.

No seu ensaio Da Estupidez, Robert Musil esboça um novo ponto de vista sobre uma velha reflexão: se os filósofos e intelectuais sempre procuraram definir a sabedoria, Musil pretende antes entender a estupidez. A estupidez não é simplesmente o antónimo da sabedoria — é, na verdade, cheia de subtilezas. O escritor distingue a estupidez honesta — aquela do “pobre em representações e em vocabulário, daquele que quando assimila qualquer coisa, não tem muita predisposição para consentir que lha retirem logo em seguida, nem para permitir que a analisem”, a estupidez incapacitante, talvez honrada, associada a limitações intrínsecas de um indivíduo — e a estupidez inteligente — uma estupidez superior, elevada, funcional, errática, pretensiosa e, mais, resultado da esforço voluntário de abdicação do pensamento crítico.

O maior problema do estúpido inteligente é que a sua deficiência é sobretudo moral, a sua estupidez advém de um esforço contínuo, reiterado em expressões como “eu não sou mais estúpido do que os outros” ou na sua necessidade de se ver mergulhado “em títulos e formas de tratamento como majestade, eminência, excelência, magnificência, prelado e afins”. Este não entende que, na tentativa de esconder a sua estupidez honesta, apenas pratica a velha arte do auto-elogio, da vaidade.

Nassim Taleb analisa a estupidez inteligente sob a forma do IYI-Intellectual Yet Idiot (Intelectual, Porém Idiota). O IYI é aquele que “patologiza outros por fazerem coisas que ele não entende sem perceber que o seu entendimento talvez seja limitado. Ele acha que as pessoas devem agir de acordo com os seus melhores interesses e ele acha que sabe os seus interesses, particularmente se estes forem “red necks” ou da classe inglesa que votou pelo Brexit. Quando a plebe faz algo com sentido para ela mesma, mas sem sentido para ele, o IYI usa o termo «ignorante»”.

A incapacidade dos médicos de George Washington em curar o presidente foi fruto de uma ignorância que estes se negavam a admitir, era um “experimento contra a realidade”. Se 220 anos depois ultrapassamos as sangrias e o humoralismo, não ultrapassamos algo mais grave e, surpreendemente, ainda mais comum nos nossos dias: a arrogância fatal que consome os “especialistas”, a estupidez que requer esforço para ser atingida.

Da mesma forma que aqueles médicos apoiavam teorias pré-cientificas e absurdas, a maior parte de produção em ciências humanas ainda crê que encontrou a estrutura basilar da sociedade, o motor da história, a causa e solução dos problemas sociais. O único problema é que, muito mais do que o corpo humano, a sociedade é complexa e a sua compreensão está aquém de uma teoria de gabinete.

A manutenção da civilização depende de um tecido infinitamente emaranhado e delicado de relações e atividades, das mais modestas às mais grandiosas. Destas, poucas são calculáveis. Como nos lembra Friedrich Hayek, a “incapacidade dos economistas em sugerir políticas mais bem-sucedidas está intimamente ligada à propensão a imitar, o mais rigorosamente possível, os procedimentos das mais brilhantemente exitosas ciências físicas”. Enquanto as ciências físicas trabalham com dados concretos e objetivos, a maior parte das ações humanas são inteiramente subjetivas, imensuráveis e impossíveis de ser isoladas. As teorias económicas dominantes, por exemplo, têm-se limitado a “encontrar” relações entre dados numéricos (a relação entre o nível de emprego e o tamanho da procura agregada por bens e serviços, no caso Keynesiano), ignorando por completo todas os outros fatores imprevisíveis e aleatórios da atuação humana.

Certa vez, Karl Marx disse que “os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de diversas maneiras; o ponto, contudo, é mudá-lo”. Porém, o maior feito de Marx foi ter demonstrado que não se muda o que não se entende. Dada a impossibilidade da matematização do tecido social, a ação politica (seja ela social ou económica) é, no mínimo, irracional. Reconhecer que a “pretensão do conhecimento” se baseia em premissas dúbias é um exercício de humildade e sensatez. A incapacidade de teóricos para aperfeiçoar a sociedade deveria ser tão pouco surpreendente quanto a incapacidade dos médicos de George Washington para curar a sua infeção por meio de sangrias.

Mas a estupidez inteligente está viva e com boa saúde. Veja-se a queda de 20% nas casas para arrendar. O pacote de medidas aprovado no Parlamento teve dois resultados: rendas mais caras e menor oferta. A humildade de entender que sabemos muito pouco e a responsabilidade para assumir as consequências dos nossos atos são os dois pilares de sabedoria. Infelizmente, dos que aprovaram o pacote de medidas, nenhum vai sentir na pele as consequências dos seus atos. Enquanto a situação piora, os estúpido inteligentes regozijam-se no seu gabinete uma vez que nunca “arriscam a pele”, nunca sofrem as consequências das suas teorias.

No seu discurso de receção do Prémio Nobel de economia, Hayek proferiu: “o esforço fatal do homem no sentido de controlar a sociedade – esforço que não apenas faz do homem um tirano de seus concidadãos, mas também pode levá-lo a destruir uma civilização que não foi engendrada por cérebro algum: uma civilização que tem prosperado como resultado dos esforços livres de milhões de indivíduos.” Ámen.