“Fui vítima de Salazar, mas as ditaduras comunistas eram muito piores”

Edmundo Pedro. “Fui vítima de Salazar, mas as ditaduras comunistas eram muito piores”, no jornal i

Toda a entrevista é de uma pureza que recomendo. Toda. Por isso até custa destacar apenas umas frases. Mas destaco as duas de extremos:

Eu bati o recorde da frigideira [cela especial no Tarrafal] porque tentei fugir. O castigo era 70 dias. Eu e o meu pai estivemos 70 dias. Não se pode imaginar o que era aquilo. A temperatura lá dentro chegava a atingir quase 50 graus. À noite havia uma condensação e a humidade escorria pelas paredes e nós lambíamos aquilo. Tiraram-nos a água. Não se faz ideia do que era aquele sofrimento.

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Fui vítima do Salazar, mas as ditaduras comunistas eram muito piores. Não há comparação. A repressão do Salazar nem de longe se aproximou à repressão que existia nos países comunistas.

Fascismo e Comunismo: o mesmo respeito pelo indivíduo. Triste.

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Mais Uma Página Da Austeridade Virada Com Sucesso

Sem qualquer tipo de ironia, queria deixar aqui o meu aplauso ao Sr. Dr. Mário Centeno  – esse malandro “neoliberal” – pela cativação de despesa recorde (em percentagem do total de despesa) prevista no orçamento de estado para 2018 (fonte e fonte).

O Sr. Dr. Mário Centeno, com todo o mérito, merece ser conhecido a partir de agora como “o Ronaldo das cativações“.

Depois da polémica das cativações durante o verão, Centeno volta a cativar quase 1800 milhões de euros em despesa. 590 milhões já são contados para a redução do défice de 2018.

Em 2018, o nível de cativações (despesa congelada por ordem do ministro das Finanças) em proporção da despesa total efetiva será dos mais pesados de que há registo.

Enquanto isso na República Checa…

Mais um partido socialista tradicional colapsa perante a ascensão de partidos cépticos face à UE: Million dollar Babiš

The result is something of a slap in the face for Brussels. Not only has Babiš opposed EU-mandated immigrant quotas and repeatedly accused Brussels of “meddling,” but the ODS has also been firmly anti-EU since the days of its founder, the famously Euroskeptic former Prime Minister and President Václav Klaus.

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Área Ardida, em Mapas

Evolução do Orçamentado actualmente para Prot Civil e combate a incêndios:

Mapas via site do ICNF (no lado direito de cada imagem tem o ano respectivo)

2011

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Bloco Vs Realidade – Porque Arde Portugal?

Bloco: Erros nos incêndios foram causados por “preceitos neoliberais”.

A coordenadora do Bloco não deixa, porém, de apontar o dedo aos anteriores Executivos. Para a líder bloquista, a política da floresta e da Proteção Civil têm seguido “todos os preceitos neoliberais”. Até com a autoridade nacional que nós tínhamos para as florestas se acabou nos tempos da ‘troika’. O Bloco até aprovou recomendações empenhadas sobre ser preciso sapadores florestais e vigilância e nunca nada foi posto em prática porque ‘ai o défice, ai a austeridade’”, criticou Catarina Martins.

(Então a austeridade não acabou? Porque reduziu o orçamento para a defesa das florestas em 9% este governo? Quem é neoliberal? O PS?)

Realidade: ¿Por qué los incendios en Portugal son tan letales?

Sí se sabe que hay una parte del bosque que nunca se incendia, el de la industria. Las papeleras gestionan el 6,5% de los terrenos privados, algo más de 200.000 hectáreas. Sus eucaliptos no arden, y cuando lo hacen es por contagio del vecino. El sector invierte cuatro millones de euros anuales en labores de prevención y silvicultura. Su brigada de intervención rápida se mantiene en alerta todo el año. Casi todos los fuegos que apagan (el 85%) están en propiedades vecinas.

Sim: a floresta na mão das grandes papeleiras não é consumida por grandes incêndios.

E são da espécie maldita: Indústria Papeleira diz que problema dos incêndios não se deve ao eucalipto.

“Se formos ver as estatísticas, em média arde menos de 1% anualmente do património gerido por estas empresas. Isto é um valor que só por si já diz tudo”, destacou, recordando que cerca de 200 mil hectares de floresta, a maioria de eucalipto, são geridos pelas empresas associadas da CELPA.

A diferença é ter uma gestão privada. Não o facto de ter uma ou outra espécie de árvores.

Extra: “O maior atentado à floresta portuguesa”. Indústria papeleira arrasa reforma florestal.

Catarina MartinsConclusão: Catarina Martins… pense antes de dizer baboseiras dessas.
Olhe que lhe fica mal, pois apesar do controlo que tem da imprensa em Portugal há sempre modo de a informação circular.
Sobre a Comunicação Social: Não há 1 jornalista que questione a senhora no final da intervenção sobre os dislates da senhora, por exemplo sobre este tema? Estão assim tão atados?

President Trump at The Heritage Foundation

President Trump at The Heritage Foundation’s Annual President’s Club Meeting

Game of Thrones- Libertarian Edition

Para aliviar um pouco neste Domingo

A esquerda contra a liberdade de expressão

Millennials don’t fear censorship because they plan on doing all the censoring

Matt Ridley’s fine recent Times column was hardly the first to raise the alarm about the pseudo-Soviet intolerance of the left emerging from university campuses. Yet he began with arresting statistics: ‘38 per cent of Britons and 70 per cent of Germans think the government should be able to prevent speech that is offensive to minorities.’ Given that any populace can be subdivided into a veritably infinite number of minorities, with equally infinite sensitivities, the perceived bruising of which we only encourage, pretty soon none of us may be allowed to say an ever-loving thing.

(…)

Accordingly, the young casually assume not only that they’re the cutting-edge, trend-setting arbiters of the acceptable now, but that they always will be. The students running campuses like re-education camps aren’t afraid of being muzzled, because they imagine they will always be the ones doing the muzzling — the ones dictating what words we can use (cis, not heterosexual), what books we can read (Tom Sawyer is out), what practices we can embrace (white people may not wear dreadlocks). These millennials don’t fear censorship because they plan on doing all the censoring.

Eu Sei O Que Tu Disseste Há Uns Verões Passados

Doze anos separam as duas notícias abaixo – as frases originais podem ser encontradas aqui (2005, quando António Costa era ministro da Administração Interna) e aqui (há alguns dias atrás com António Costa como primeiro ministro).

As imagens acima foram gentilmente providenciadas pela Internet.

BE e PCP dirigidos diretamente via Largo do Rato

joao-gomes-almeida

Um crónica interessante de João Gomes de Almeida:
O BE, o PCP e o Oportunismo.

Alguém que, como eu, acompanha de perto a vida política nacional pensava já ter visto tudo. Mas realmente nunca pensei ver o PCP e o BE serem dirigidos diretamente via Largo do Rato, tudo em prol de um ódio à coligação de direita que nos salvou da bancarrota. Como diria Churchill, “o orgulhoso prefere perder-se a perguntar o caminho”. Será que ainda há algum caminho para a extrema-esquerda nacional?

E sim, de facto há uma certa satisfação em ver BE e PC de joelhos frente ao partido fundado pela CIA. Pode ser que assim os seus eleitores diminuam o seu pretencionismo.

Tudo está bem quando acaba bem!

A chuva fez o que o governo não fez e apagou os fogos (e ainda bem!).
A ministra Constança já foi libertada e pôde regressar à vida universitária.
António Costa já pediu desculpas pela frieza calculista desta semana.
O Público, a RTP e outros Legacy media já demonizaram a manif em Lisboa.
(“centenas” em vez de milhares, foco num provocador, foto de um canto,…)
Em Coimbra nem sequer foi aceite a proposta de manif pela Câmara local.
Ainda assim, acontecem e juntam milhares por todo o país (inc Coimbra).
Rui Rio e Santana Lopes já provaram que são bons… meninos do coro.
Marcelo já perdoou tudo a todos, sigam os Pactos de Regime.

Self Control

Depois de mais uma semana neste Oásis cor-de-rosa em que, após época de incêndios mais mortífera, armamento não desaparecido que apareceuambulâncias de emergência paradas (quantos morreram?), e mentiras nas listas de espera que fariam oscilar qualquer governo de direita, produzir apenas um hmpf só há uma atitude possível.

Não é um almoço grátis mas é muito útil

The Encyclopedia of Libertarianism.

Retrato de um político grotesco

O dr. Costa é mau demais para ser mentira, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) O dr. Costa, em suma, é mau demais para ser mentira. Infelizmente, como estamos em Portugal, é péssimo o suficiente para ser verdade. E a crítica da especialidade, que alucinadamente começou por atribuir ao homem inconcebíveis virtudes, ainda não terminou de venerá-lo – apenas conteve a veneração durante a semana, já que, parecendo que não, cento e tal mortos sempre impõem algum recato.

(…) A título de contexto, há o passado do dr. Costa na Administração Interna, onde cometeu a proeza de agravar trapalhadas herdadas do dr. Santana e, com típica leveza (para dizer o mínimo), consagrou o SIRESP às três pancadas e, por influência de um amigo e da impunidade, adquiriu os portentosos Kamov. E há o radioso momento em que, semanas antes do último Verão, o dr. Costa trocou as chefias da Protecção Civil por amigos (ele tem muitos) de reconhecida competência. E há Pedrógão Grande. E há a resposta do dr. Costa às vítimas de Pedrógão Grande, abandonadas a protectores que não protegem, um sistema de segurança que não funciona e helicópteros que não voam enquanto Sua Excelência desfilava calções e compaixão numa praia espanhola. E há a conversa fiada e as promessas reles que o dr. Costa despejou sobre os escombros de uma das maiores calamidades registadas do género. E há, quatro meses depois, uma calamidade quase idêntica em dimensão e incúria. E há a criminosa arrogância do dr. Costa, que, inchado pela vitória nas “autárquicas”, redobrou o desdém face aos que o maçam com ninharias (“Ó minha senhora, não me faça rir a esta hora”). E há a pedagógica “comunicação” ao país, na qual exibiu um cinismo que, em cérebro superior ao de um laparoto, talvez sugerisse indícios de psicopatia. E há a demissão, em último recurso, da ministra da Administração Interna, uma inultilidadezinha versada em disparates, e o tapete de que o dr. Costa se serviu para esconder o lixo. E há a substituição da ministra em prol de um amigo do dr. Costa (não disse que são imensos?), garanhão celebrizado por chamar “frígida” a uma adversária. E há, sobretudo, a reacção apressada ao ralhete do prof. Marcelo, encenada numa sessão parlamentar em que o dr. Costa tentou fingir que chorava e conseguiu demonstrar aos distraídos o indivíduo extraordinariamente lamentável que de facto é. (…)

No iPhone do Ricardo…(27) Fantaisie Impromptu in C sharp minor, Frederic Chopin, por Anastasia Huppmann


(Aconselho também Hungarian Rhapsody No 2 Liszt)

Sobre o Maior Crescimento Da Década, Do Século, Do Milénio, Etc.

Abril de 2015. Os sábios economistas do PS apresentavam ao país o seu plano macro-económico. Este plano foi revisto em Agosto do mesmo ano, tendo nessa actualização os sábios economistas do PS aumentado as previsões de crescimento do PIB para 2018 (de 2,6% para 2,8%) e para 2019 (de 2,3% para 2,4%). Este plano serviu de base para toda a campanha eleitoral de António Costa e do PS.

O mesmo modelo altamente sofisticado do modelo macro-económico que previa que se criassem 466 empregos em 2019 como resultado das políticas de promoção do papel da lusofonia (ver pág. 24), previa num eventual governo PaF que o crescimento do PIB em 2016, 2017, 2018 e 2019 tivesse o valor de 1,7%. Em Excel, esta fórmula altamente sofisticada que é independente de qualquer conjuntura ou medida tem o nome de constante. Desde já, presto a minha homenagem a economistas tão ilustres capazes de realizar um modelo tão sofisticado: Mário Centeno (coordenador), Fernando Rocha Andrade, Sérgio Ávila, Manuel Caldeira Cabral, Vítor Escária, Elisa Ferreira, João Galamba, João Leão, João Nuno Mendes, Francisca Guedes de Oliveira, Paulo Trigo Pereira e José António Vieira da Silva.

É importante salientar que, a juntar a uma tendência da recuperação económica que já era claramente observada em 2015 (depois de um difícil período de ajustamento), o governo do PS e da Geringonça beneficiou ainda de uma conjuntura historicamente favorável, a saber:

  1. o crescimento generalizado das economias europeias, americanas e asiáticas (algo que por si só favorece as exportações e o investimento estrangeiro).
  2. taxas de juro extraordinariamente baixas, devido essencialmente ao programa de quantiative easing do Banco Central Europeu.
  3. crescimento do turismo, não só pelo aumento da quantidade e qualidade da oferta (para que muito contribuiram as companhias aéreas low cost), mas também pelo aumento da procura resultante do facto de outros destinos tradicionais se terem tornado muito pouco atractivos por motivos de segurança.
  4. queda do preço do barril de petróleo que reduz o défice da balança comercial e liberta recursos financeiros para serem aplicados em outras actividades económicas.

Assim, dada esta conjuntura extremamente favorável, seria de esperar que as previsões de crescimento do fabuloso plano macro-económico fosse não só cumprido, mas até excedido. Analisemos então, a credibilidade e o desempenho dos ilustres sábios economistas do PS, muitos deles que anunciam alto e bom som, o “maior crescimento da década/do século/do milénio“.

Da análise do gráfico (sendo que nos valores reais de crescimento para 2017 e 2018 são utilizados os valores que constam da proposta de orçamento de estado para 2018), constatamos os seguinte:

  • Em 2016, não só o crescimento do PIB ficou bem aquém das expectativas (1,4% real vs. 2,4% previsto no plano macro-económico do PS), como ficou abaixo do crescimento registado em 2015 (1,6%) pelo governo PSD-CDS e até do crescimento previsto pelo próprio PS para um governo PSD-CDS caso esta coligação estivesse à frente do governo em 2016 (1,7%).
  • Dos +0,7% em 2016 e + 1,4% em 2017 de crescimento do PIB prometidos em relação ao cenário base, registam-se -0,3% em 2016 e apenas +0,9% em 2017. No conjunto, dos +2,1% previstos nestes dois anos, registaram-se na realidade uns estonteantes +0,6% de crescimento face ao cenário base (esse mesmo que tem por base aquela fórmula sofisticada da constante).
  • Em nenhum dos anos considerados, se irá atingir o crescimento do PIB previsto no plano macro-económico. O valor mais próximo será atingido em 2017, que ainda assim, fica 0,5% abaixo do valor previsto em termos absolutos e cerca de 20% abaixo em termos relativos. De salientar ainda, que o Sr. Dr. Centeno na proposta de orçamento de estado para 2017 (efectuado na longínqua data de Outubro de 2016) previa um crescimento do PIB para 2017 de apenas 1,8% – de facto, o Sr. Dr. Centeno merece ser considerado o Ronaldo das Finanças.

Quando os caros leitores voltarem a ouvir sobre o maior crescimento da década/dp século/do milénionão deixem de aplaudir efusivamente o Sr. Dr. Mário Centeno e os sábios economistas do PS que foram capazes de realizar tal proeza.

Completamente sozinhas

O que mais me impressionou estes dias com a divulgação do desenrolar dos vários incêndios do fim-de-semana (e ao recordar os de Junho) não foi nem a área ardida nem aliás o número de mortos.

Ambos por si só impressionam, é certo (maior área ardida de sempre e «desde que há registos, nada se compara ao que se passou em Pedrógão Grande»), mas duvido muito que seja sério tirar grandes ilações da área ardida, p.ex. Há variações muito grandes de ano para ano e é até provável que muitas vezes deixar arder uma área – sem bens nem pessoas a proteger (“fires that are sparked in remote wilderness, where they aren’t hurting anyone, should be allowed to burn“) – dum determinado incêndio seja o melhor combate possível, pelo que parece que a área ardida pode depender muito mais de factores incontroláveis do que de factores controláveis.

O que me choca e salta à vista é que entre o enorme número de mortos haja tão poucos bombeiros (um apenas, salvo erro, este ano) e tantos mortos na estrada. Não estou, evidentemente, a colocar em causa o trabalho dos bombeiros ou a insinuar qualquer tipo de problemas com a sua competência ou dedicação. Nem duvido que sempre que presentes os bombeiros estão na primeira linha de fogo apenas com uma mangueira entre si e o fogo.

Mas é uma evidência: consultadas as notícias (não sei se há estatísticas consolidadas) salta à vista que – e isto é expectável – tipicamente as mortes ocorrem muito mais do lado de quem combate e está envolvido directamente com os incêndios do que do lado dos civis. Ora este ano a situação inverte-se de forma brutal: Em mais de 100 mortos só um é bombeiro.

Este facto é central na análise que se tem de fazer da tragédia dos incêndios deste ano. E ensaiando alguns cenários possíveis para qu neste ano tenha havido tantos mortos na esmagadora maioria civis – e tantos na estrada – há um que me parece mais evidente ainda que possa estar errado. E deixa-me transtornado e assustado.

É que não me parece que tão grande discrepância face a incêndios em anos passados possa ser culpa da meteorologia, dos eucaliptos ou de factores aleatórios. A impressão que tiro desta enorme diferença face a anos passados é que este ano (aquel)as populações foram abandonadas à sua sorte –  apanhadas pelo fogo, a tentar combater o fogo ou a fugir do fogo. Aquelas mais de cem pessoas morreram porque não tiveram nenhum apoio e estavam completamente sozinhas.

Perfil Do Novo Ministro Da Administração Interna

Muito promissor o perfil do novo Ministro da Administração Interna. Eduardo Cabrita é casado com Ana Paula Vitorino, actual Ministra do Mar. Eduardo Cabrita é amigo de longa data de António Costa (fonte), o que por si só o torna extremamente qualificado para o cargo. Para demonstrar que a amizade com António Costa é a melhor qualificação possível para fazer parte do governo da geringonça, a posição que Eduardo Cabrita ocupava anteriormente (Ministro Adjunto) foi ocupada por mais um amigo de António Costa, o advogado Pedro Siza Vieira (fonte).

Uma pequena nota sobre Pedro Siza Vieira: Pedro Siza Vieira é amigo de António Costa há décadas (fonte), é advogado na Linklaters, sociedade de advogados que assessorou o contrato inicial do SIRESP em 2006, altura em que António Costa era Ministro da Administração Interna (fonte); e que foi escolhida em Julho deste ano pela ex-ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, para fazer uma análise jurídica ao mesmo SIRESP (fonte).

Sobre a amizade entre Eduardo Cabrita e António Costa, recorda o Observador:

Tudo Começou em Direito

Foram colegas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa , ambos foram alunos de Marcelo Rebelo de Sousa que deu “15 ou 16 a Cabrita” em Direito Constitucional. Acabou por não ir à oral para melhoria de nota, apesar da insistência do professor. Desse tempo lembra, como uma das principais aventuras vividas com aquele que havia de ser o líder do PS, “o desafio associativo. Foi apaixonante retomar aquilo que foi uma ótica participada e que de algum modo antecipou a ‘geringonça’“, disse numa entrevista ao Observador em novembro de 2016. Antecipar a solução governativa porquê? É que naquela altura chegaram a estar “com as forças independentes à esquerda. Tivemos no nosso quadro associativo pessoas como António Filipe”, do PCP, recordou então Cabrita.

O mesmo Eduardo Cabrita chamou em 2013 “frígida” a Maria Luís Albuquerque, então Ministra das Finanças (fonte).

Já em Agosto deste ano, Eduardo Cabrita, depois das mortes de Pedrógão Grande e do roubo de Tancos, reagiu da seguinte forma em Agosto deste ano (fonte):

O ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, diz que os portugueses penalizaram o PSD pela forma como reagiu à tragédia de Pedrógão Grande.

Em entrevista ao jornal Público, Eduardo Cabrita aponta o dedo ao PSD para identificar o partido que saiu mais prejudicado depois do assalto a Tancos e dos incêndios em Pedrógão Grande.

Eduardo Cabrita diz ainda que “os portugueses sentem quase desprezo pela forma como o PSD usou Pedrógão Grande com intuitos políticos de curtíssimo prazo”.

Também em Agosto deste ano, Eduardo Cabrita ficou famoso por recomendar a retirada dos livros para meninos e para meninas da Porto Editora (fonte):

Face ao exposto, a CIG, por orientação do ministro Adjunto [Eduardo Cabrita], recomendou à Porto Editora — tendo em conta o seu relevante papel educativo — que retire estas duas publicações dos pontos de venda.

Finalmente, no vídeo abaixo, os caros leitores podem encontrar mais um exemplo da demonstração de classe e elevação do novo promissor Ministro da Administração Interna.

É caso para dizer, os amigos servem para as ocasiões.

(des)Consolo

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Fiquei um bom bocado a olhar para esta imagem. É um retrato que encerra muito do que passou nos últimos dias. (ou serão meses?) E, muito do que se passou, passou completamente ao lado de Lisboa.

É um retrato de um Presidente desconsolado que se esforça por consolar uma mulher inconsolável. Vidas de trabalho. Vidas que se tecem numa entre-ajuda permanente. E que se desfizeram em menos de nada, tantas vezes a ajudar o outro: um filho, um pai, um irmão, um vizinho, um desconhecido. Ou até um animal. Em Lisboa todos os cães têm nome, mas aqui até as vacas têm nome. Há gente que morreu a tentar salvar os seus animais, caramba! E não, não os levavam ao restaurante. Se calhar muita desta gente também nem terá entrado num, senão eventualmente por ocasiões festivas.

O muito que este fogo queimou pôs a nu um país que muitos desconheciam. E expôs, vergonhosamente, o fosso que separa a cidade e as serras. Antes de olharmos para a frente, é tempo de nos olharmos de frente. É tempo de percebermos que Portugal é demasiado pequeno para vivermos divididos entre litoral e interior ou Norte e Sul. Estes fogos não podem voltar a acontecer, mas este abandono a que as pessoas se viram votadas muito menos. É intolerável.  Não pode mesmo repetir-se.

150 mil é um número bonito: 150 mil empregos, 150 mil cabras

Cabrita para aqui, cabrita para acolá. “Vamo lá ver”, alguém sabe das cabras do Sócrates? E os mil telemóveis para os pastores?

Nacionalizado ao Rui Rocha.

Para quando então os “calendários Pingo Doce”?

Um dos principais problemas de alguma academia portuguesa é o auto-deslumbramento e a sensação que têm que só alguns illuminati dominam a vanguarda de um suposto conhecimento, que partilham entre si em ambiente obscuro e reservado. O italiano Nuccio Ordine despertou a minha atenção há uns anos atrás quando ouvi a sua intervenção em Madrid, numa sessão apresentada pelo escritor Fernando Savater. Quem me conhece, sabe que tenho especial interesse pelas questões relacionadas com o ensino clássico, enraizado nas humanidades e na valorização das artes, e que sou crítico daquilo que considero ser uma excessiva focalização num ensino mais técnico, altamente especializado, que limita e muito a mundividência individual e a capacidade crítica.

Tenho de dizer que a sua apresentação e a leitura posterior da obra que a suportava se revelaram uma desilusão. Não porque o livro não seja apelativo, recorrendo a inúmeros exemplos e citações, mas porque os fundamentos me pareceram muito confusos, encaminhando-se para uma série de fórmulas simplistas que, reconheço, são perfeitas para agradar aos que se satisfazem com argumentos maniqueístas assentes na lógica dos contrários, ou raciocínios do tipo dialético ou binário. Por exemplo, apresentam-se os fenómenos de troca como se eles próprios não acrescentassem valor, para depois dar nota que o conhecimento e o ensino são o único investimento onde a transmissão de saber não se faz à custa do esvaziamento do outro – argumento em si próprio completamente utilitarista, que é a base da sua crítica ao famigerado “lucro”. Critica-se o utilitarismo, para depois se defender a utilidade de outras fórmulas de saber, espartilhando de forma selectiva o pensamento de vários autores, como forma de legitimar, name dropping, uma suposta tese.

Como tive oportunidade de escrever, algures num mural perdido no Facebook, a minha desilusão resulta da discordância em relação ao modo como Ordine apresenta a ideia de “lucro”, associado-a apenas a uma visão utilitarista, e negando a sua dimensão moral. Do mesmo modo que vejo com simpatia a apologia de certas fórmulas do conhecimento – que eu cultivo e considero valiosas para a formação da pessoa – discordo da forma antitética como se divide conhecimento “útil” ou “inútil”, sendo o “lucro” a medida da utilidade. Na minha forma de ver as coisas, o simplismo como alguns autores continuam a posicionar o debate em fórmulas do tipo dialético, para alimentarem uma ideia de “bem” e “mal” sanável apenas por via do conflito, há muito deveria ter desaparecido do debate intelectual, pois não têm aderência à realidade: nem o lucro tem uma dimensão meramente utilitária, nem há a priori nenhuma fórmula de conhecimento que não tenha em si um potencial lucrativo e, em simultâneo, usando a escatologia do autor, um intuito lúdico. Tão pouco se compreende porque raio é necessário fazer a apologia da inutilidade para apontar para a utilidade dos saberes clássicos, denegrindo fórmulas válidas e legítimas de conhecimento técnico que são o suporte do estado de bem-estar em que vivemos.

Sou crítico da escolha feita pela FFMS, que considero infeliz. Mas fundamento a minha crítica. Preferiria ver na Fundação debates que apontassem para a dimensão ética do lucro, e para as fórmulas que o desvirtuam; que alertassem para o potencial de criação que existe na cooperação humana e no conhecimento não tecnocrático. Preferia que a visão de sociedades sempre em conflito, em que a Academia é apresentada como uma vanguarda intelectual líder na resistência contra a “barbárie do mercado”, defendida por Ordine, ficasse claramente associada às correntes de extrema-esquerda, não sendo promovida por Fundações que têm um posicionamento de valorização do mercado e da vontade de criar. Gostava, finalmente, de não viver num país onde algumas pessoas se sentem deslumbradas por apresentar, quase em 2018, aquilo que esteve em voga em 2013, despeitando quem já teve oportunidade para se desapontar no tempo certo com fórmulas recicladas de dialéticas intelectuais enterradas no século XX. 

Há um aspeto lateral que constantemente me desilude: o preconceito intelectual. Quando hoje apresentei as minhas reservas ao convite feito pela FFMS a Nuccio Ordine, as respostas que tive do director científico da Fundação, Pedro Magalhães, demonstram um fechamento e um nível de preconceito que são incompatíveis com a função.

Para Pedro Magalhães, o CV de Ordine funciona como argumento de autoridade para refutar as discordâncias de fundo apresentadas, tendo tido a deselegância muito própria de menorizar sem argumentar aquilo que eu possa ou não conhecer do autor – agindo em completo preconceito e sobranceria, de quem se julga num pedestal. A riqueza argumentiva é reforçada com a convicção que tem de que o simples facto de Ordine ter sido convidado pela Fundação Pirelli o defende na sua opção, ao ponto de isso ser usado como argumento. O que me leva a pensar que, lá para o final do ano, talvez venhamos a ser brindados – aí sim, com o meu aplauso – com um “Calendário Pingo Doce”.

Para que nos serve o Estado?

Indo um pouco além da espuma dos dias da (legítima) discussão partidária, uma reflexão pertinente de Rui Moreira.

Um governo desumano

Porque além da incompetência, além das culpas no cartório, o que nos chocou foi a desumanidade de quem governa. A minha crónica no i.

Um governo desumano

Em resposta aos incêndios de 15 de outubro, o outro dia fatídico do ano de 2017, António Costa afirmou que o governo não tem “solução mágica” para evitar que mais pessoas morram nos incêndios. Ao mesmo tempo, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, afirmou que as pessoas têm de ser “pró-activas e resilientes”, não podendo ficar à espera dos bombeiros, como se fossem mágicos que tocam no fogo e não se queimam.

Depois foram chegando as notícias. Primeiro dois mortos, depois três, de repente 12, 20, 27, 31, até serem 41, esperemos que não mais, pelo amor de Deus. A seguir os relatos dos que sobreviveram, dos que salvaram vidas, dos que souberam como morreram alguns para salvarem vidas de outros, bens seus, casas, negócios, as suas próprias vidas. A coragem de Eduardo Donas Botto, o motorista do IP3 que salvou 51 pessoas.

O choque entre as histórias dos que sofreram, morreram, sobreviveram, e as afirmações dos responsáveis do governo é atroz. São desumanas e cruéis as exigências ao povo para serem o que os governantes não tiveram a dignidade de ter: coragem, resiliência, brio, compaixão. Amor. Humanidade.

Já não estão em causa os cortes orçamentais que a protecção civil sofreu em 2016, depois da austeridade. Já não estão em causa os boys colocados na Autoridade Nacional de Protecção Civil e que percebem tanto daquilo como eu de medicina. Já não interessa que Costa até tenha sido ministro da Administração Interna. Já nem sequer falo de o Estado não proteger os cidadãos – a principal das suas funções – e se reduzir a pagar salários à custa de cativações, esquecendo a generalidade dos portugueses. O que mais chocou nisto tudo foi a frieza das palavras, a desumanidade dos governantes, a amoralidade dos seus atos; a falta de respeito de quem quis ser governo, mas não quer ser responsável.

Nunca o país teve um governo tão sectário, tão displicente em relação ao que não lhe convém, tão centrado em manter-se intocável. Tudo vale desde que saia ileso, impune, o que à partida consegue através de provisões orçamentais eleitoralmente direcionadas. Com metade do país saciado, mais a boca cheia de frases feitas e as palavras solidariedade e justiça social lá pelo meio, Costa acha que o país se cala.

O país arde, pessoas morrem, as que sobrevivem perdem tudo, mas os governantes ficam. Ficam porque para se sobreviver se perdeu a vergonha. Fica o governo, mas também a desconfiança, o medo, a suspeição. Um sentimento de revolta. Este é um governo doente, que nasceu doente e cairá dessa forma.

Uma voz para os Trabalhadores Independentes

Com toda esta tragédia dos incêndios, outras situações têm, naturalmente, passado para 2º plano. Uma dessas, é a nova subida de impostos e contribuições sobre os trabalhadores independentes – um grupo já bastante fustigado no regime fiscal português e sem voz na auto-proclamada “Concertação Social”. A APF (Associação Portuguesa de Formadores) pretende agora tentar minorar esse problema apresentando-se como uma possível porta-voz destes trabalhadores, uma vez que a grande maioria dos seus membros são trabalhadores independentes.

Fica a seguir o apelo – ao PR, ao governo e aos grupos parlamentares – que reconsiderem mais este ataque em 2018:

Fazendo algumas projeções, nos contribuintes que ganhem mais de 1380€ (e que na realidade recebem efetivamente pouco mais de metade desse valor) os impostos poderão aumentar em algumas centenas de Euros por mês. E do lado da Segurança Social, ao aumentar a base sujeita à coleta e ao deixar cair a possibilidade de redução de escalões, os aumentos das contribuições poderão ser da ordem dos 50 a 100%, mesmo em valores de retribuição muito baixos.

Ou seja, quem ganha cerca de 700€ líquidos, vai em diversos casos passar a ganhar MENOS que o Salário Mínimo Nacional!

Abaixo têm a carta completa da Associação:

Continue reading “Uma voz para os Trabalhadores Independentes”

3rd Annual Winston Churchill Memorial Lecture and Dinner – 9 de Novembro

Definição Técnica De Cara De Pau

Apenas dois dias separam as duas notícias abaixo.

16 de Outubro de 2017 (fonte) –  Já depois dos incêndios trágicos do fim-de-semana passado que vitimaram mortalmente 42 pessoas

18 de Outubro de 2017 (fonte) – Já depois da demissão da ministra da administração interna

Se isto não configura a definição técnica de Cara-de-Pau, recordemos a declaração do mesmo Bloco de Esquerda na longínqua data de Agosto de 2015, numa altura em que o governo era constituído por uma coligação PSD-CDS.

12 de Agosto de 2015 (fonte) – Por comparação, no total do ano de 2015 arderam 64.444 hectares (fonte) contra mais de 520.000 hectares em 2017 – quatro vezes mais do que a àrea total que ardeu em Espanha no mesmo período (fonte); e que em 2015 se registaram sete mortos em consequência dos incêndios (fonte) enquanto que em 2017 o número de vítimas mortais de incêndios ascende a um número inacreditável de 113, a que se juntam mais de uma centena de feridos.

Este é o mesmo partido que qualifica a moção de censura apresentada pelo CDS como “um truque grotesco” e a moção de confiança pedida pelo PSD como “ridícula” – tendo ambas as moções sido propostas em sequência das mais de cem vidas perdidas nos incêndios deste ano (fonte).

Enfim, quando não se tem espinha dorsal nem falta de vergonha, existem parasitas políticos e partidos como este.

Incendiários

Sugiro que a reforma da floresta comece por reformar os incendiário através de uma prisão efectiva, sem comutação de pena, redução de pena ou substituição de pena de qualquer tipo. Ou com qualquer atenuante que permita a prisão domiciliária. Simplesmente os mais de 400 incendiários conhecidos e catalogados na Justiça pirtuguesa iriam passar férias de Maio a Outubro com trabalho comunitário FORA das matas portuguesas. 

E como o Estado está envolto numa neo-austeridade socialista proponho que se concessionem prisões especiais ao Grupo Barraqueiro que tenham sido construídas por agentes privados do Regime. 

Miserável

Numa conferência a propósito do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, organizada esta terça-feira em Lisboa pelo Montepio, o presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, disse que, dos 2,6 milhões de euros angariados pelo banco público para as vítimas do incêndio que deflagrou em junho em Pedrógão Grande, alastrando a outros concelhos e deixando mais de 60 mortos e que estão a ser geridos pela Fundação Calouste Gulbenkian, “uma parte já foi para projetos concretos e cerca de 500 mil euros vão ser aplicados junto de instituições de saúde para equipar as que tem ajudado as populações, quer nas unidades de queimados quer noutras, na zona de Coimbra”.

 

A ver se consigo fazer perceber ao Dr Paulo Macedo uma coisa muito simples: o dinheiro doado pelos portugueses em Junho deste ano para ajudar quem sofreu com os incêndios de Pedrógão, não foi doado para ajudar o Orçamento de Estado. Foi para ajudar pessoas concretas, que perderam família, casas, meios de sustento, etc. Equipar os Hospitais é responsabilidade do Estado por via dos impostos e orçamento do Ministério da Saúde. Usar o dinheiro da solidariedade dos portugueses com as vítimas de Pedrógão para cobrir buracos do OE ou incapacidade do Ministério, que ainda há dois anos dirigia, é abaixo de cão (embora qualquer cão mereça mais respeito que o CEO da CGD depois disto), é miserável, é inqualificável. A lata, a tremenda lata de mais de que pensar ou executar uma enormidade destas é ser capaz de o referir como um acto razoável (sequer). Nem eu tenho vernáculo suficiente para isto. Isso, continuem a doar para contas geridas por gente desta estirpe. E nem quero imaginar, nem muito menos saber, o que são os tais “outros projectos”.

O que é necessário para deixar de ser ministro de António Costa?

Constança Urbano de SousaConstança Urbano de Sousa já há muito tempo que tinha a expressão facial de um refém. Soubemos hoje que isso tinha um bom motivo: Ela foi uma Refém!

Atentem à Carta de Demissão:
“Logo a seguir à tragédia de Pedrógão pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções (…)”.

Uma pessoa que não estava preparada, sem peso político (GNR concorda), sem competências de liderança, e que há muito se refugiava nas salas da Proteção Civil.
Constança: até Sempre Camarada!

A pergunta que fica: O que diz a escolha desta personagem sobre as capacidades de António Costa para formar um governo, senão legitimado pelo voto, pelo menos competente para gerir a função pública portuguesa?

Encontrado o que, “no limite”, nunca foi furtado

Azeredo Lopes: “No limite, pode não ter havido furto nenhum”

10/Set/2017

Material de guerra roubado em Tancos apareceu na Chamusca

18/Out/2017

Este governo é uma anedota: depois da queda da Ministra das Polícias e dos Bombeiros, o Ministro das Forças Armadas é ridicularizado pela realidade: o armamento que, “no limite”, descobrimos em setembro que “pode” não ter sido furtado… apareceu agora, fruto de uma denúncia anónima.

Azeredo LopesÓ Sr. ministro, diga lá quanto vale a qualidade da generalidade dos ministros do seu governo?

Por muito menos que esta série de trapalhadas, foram dedicadas estas palavras a um governo em 2004. Mas é claro: falsear números oficiais da saúde, não é grave; provocar mais de 100 mortos com uma série de erros grosseiros, não é grave; gerir como uma criança a questão do desaparecimento do equipamento militar, não é grave. Agora ser de direita, isso é inaceitável. Certo, certo…

2ª edição d’ “A Economia e o Futuro”

Arranca amanhã a 2ª edição d’ “A Economia e o Futuro”, uma iniciativa conjunta da Faculdade de Economia (FEP) da Universidade do Porto e da Ordem dos Economistas. A iniciativa inclui três seminários sub-temáticos, nos quais intervirão sempre um “académico” e um “practitioner”, bem como um concurso de ensaios junto dos estudantes dos estudantes de licenciatura e mestrado da FEP. Este ano o ciclo é dedicado ao tema “Investimento Transformacional”.

Amanhã, arrancamos com “Investimento Transformacional e Política Industrial”. Os oradores serão Mário Rui Silva e Hélder Vasconcelos. A moderação da sessão estará a meu cargo.