A (fraca) ética de trabalho parlamentar

Ao que parece há uns dias a bancada do PS.D ia debater a moção de censura, mas não houve quórum e por isso Negrão, líder da bancada, desconvocou a reunião.

Uma das “desculpas” para a falta de quórum era que havia jornadas parlamentares do PCP em Braga, segunda e terça-feira. Sim, do PCP. Ao que parece quando há jornadas parlamentares de um partido todos os trabalhos no Parlamento param (não há reuniões, comissões, etc.) ! E, por isso, os deputados do PSD não contavam estar em Lisboa no dia para que Negrão marcou a reunião. Negrão não sabia ou enganou-se, ok. Todos erramos.

Agora vamos lá ver se percebi bem o resto, que é mais relevante. Se eu bem entendo não pode haver trabalhos parlamentares de um partido (neste caso PSD), porque está a haver jornadas parlamentares de outro (neste caso PCP)? É isto? Que raio de regra é esta. Que exemplar cultura de trabalho implementada no parlamento não haja dúvida.

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Bem Que Podem Começar a Fazer Fact-Check Às Declarações Do Governo

Duas notícias não relacionadas, separadas por três dias.

As imagens acima foram retiradas daqui e daqui.

Taxes, Taxes, Taxes… I See Taxes Everywhere

Socialista que é socialista, procura sempre uma nova taxa para adicionar à lista.

A imagem acima foi retirada daqui.

Costauridade: Arco-Íris, Borboletas, Passarinhos, Esquilos e Unicórnios…

Genial, o Ricardo Araújo Pereira, a capturar na perfeição o que tem sido o discurso de António Costa desde o início da legislatura da geringonça.

Costa e os amigos

Isto numa semana marcada por uma óptima notícia e por uma péssima notícia. A óptima notícia foi o afastamento de vários ministros do Governo de António Costa. A péssima notícia foi que Costa os substituiu imediatamente por novos ministros, ainda mais seus amigos que os anteriores. O primeiro-ministro afirmou que a remodelação governamental foi uma “separação de águas necessária”. Ora aí está António Costa, qual Moisés do Largo do Rato, a separar as águas, guiando o povo socialista rumo à vitória eleitoral prometida. Aliás, a olho nu estes dois líderes históricos são praticamente indistinguíveis: Moisés viu as águas do Mar Vermelho separarem-se para escapar ao Faraó do Egipto, e António Costa vê os vermelhos a separarem as águas para escaparem ao ónus da participação na geringonça.

Tiago Dores, aqui

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Quem quer ser euromilionário?

Todos gostávamos de ganhar o Euromilhões. Eu incluído. Especialmente o jackpot de hoje: 176 milhões de euros.
Fiz duas apostas e, se vencer primeiro prémio, decidi partilhar 10 milhões (forreta, dirão alguns! Pois, mas Estado já leva 20% em imposto de selo… além do que vai para Santa Casa da Misericórdia).
Só têm de ir à página do blog no Facebook e votar na vossa chave preferida: A ou B (vejam sondagem publicada ontem e cliquem no respectivo botão).

Neste momento a chave B tem mais votos que chave A (58% vs 42%), ou seja, mais pessoas para partilhar o potencial “bolo” da chave B.

Quantas relações familiares do PS há no Estado?

Quantos são? Este governo já tinha começado com dois ministros casados: Eduardo Cabrita e Ana Paula Vitorino. Agora acaba com o pai e uma filha: José António Vieira da Silva, é ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e a sua filha acaba de ser nomeada para ministra da Presidência e da Modernização Administrativa.

Menos Nepotismo. Mais meritocracia.

Mas agora imaginemos que a rapariga até tem mérito (e simplesmente teve mais oportunidades e subiu mais depressa por ser filha de quem é no PS)… mesmo assim não se arranjava alguém que também tivesse mérito e fosse competente que não fosse filha de um ministro? Para evitar conflitos de interesse, para dar uma ideia de transparência e até respeito, que isto o Estado já mais parece ser “Líderes do PS, família e amigos”.

Vejam só a confusão que é o esquema de relações do PS na função pública, entre irmãos, pais e cônjuges. Vale tudo. Isto sem falar de autarquias (tirando Lisboa), onde então devem ser centenas. Devem ter todos muito mérito certamente. Todinhos.

Retirado daqui

Nota final que “nada” tem que ver com o artigo: