Estónia – um país digital

Tirado do livro “Democracia Manipulada”

A Estónia digitalizou-se, mas mantendo o cidadão no centro. “Queriam ver o cidadão como sujeito, não como objecto do governo”. Nem sempre é fácil resistir ao poder que o Digital nos dá, basta ver o caso chinês.

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Imaginem se fosse o neoLiberal do Passos Coelho

Dois Motoristas foram detidos pela polícia por se recusarem a trabalhar. Isto seria considerado literalmente fascismo pela esquerda no tempo do neoLiberal do Passos Coelho. Agora nem se ouvem.

Já imaginaram o que seria colocar em causa o direito à greve? Usar meios do Estado para forçar as pessoas a trabalhar? Não precisam de imaginar. Está a acontecer hoje, em Portugal, com um governo socialista apoiado por dois partidos de extrema-esquerda. Parece que a conversa dos direitos é só para quando são os outros no poder. Desta vez não dava jeito.

Preço é o melhor sinal

Em anteriores posts, procurei demonstrar que flutuação do preço dos combustíveis é a melhor (e mais justa) forma de gerir a acrescida escassez, resultante de greves dos motoristas de transportes de matérias perigosas (ver aqui, aqui e aqui). Um aumento do preço sinaliza aos consumidores que devem reavaliar o custo-benefício das suas próximas viagens. Ao mesmo tempo, sinaliza aos produtores/distribuidores que terão disponível valor extra para financiar medidas que permitam aumentar a oferta de combustíveis.

Como poderão comprovar nos comentários aos posts acima referenciados, alguns leitores não aceitam os méritos da mais básica lei económica: desequilíbrios na oferta e/ou procura determinam variações do preço (grau de variação dependendo da “elasticidade” de cada). Destaco o uso do termo anglo-saxónico “price gouging” e afirmações como “quem está mais interessado [em abastecer] chega mais cedo á fila“.

Considerem esta última asserção. Tentei explicar que preço mais alto, em situação de greve, iria reduzir o número de pessoas na fila para abastecer, dado que o “valor” atribuído a 1 litro de combustível não é igual para todos os consumidores. Se, pelo contrário, é definido um limite na quantidade a abastecer (os 15 litros), para alguns leitores a maior ou menor preferência pelo combustível é mensurável pela hora de chegada ao posto de abastecimento. Como se consumidores valorizassem o tempo de espera de forma igual… Mas vejamos o seguinte cenário: e se um condutor no fim da fila, que valoriza mais o combustível que o condutor no início da fila, estiver disposto a pagar-lhe valor extra pelo combustível que vai comprar? Cria-se um “mercado negro”, sendo beneficiado o motorista que prefere vender o seu tempo, ao invés do posto de abastecimento que poderia usar esse valor para pagar prémio pelo fornecimento extraordinário.

Claro que, para estatistas, as virtudes da liberdade económica são difíceis de aceitar… Contudo, até os governantes parecem ser mais sensatos. Veja-se o Decreto-Lei 114/2001 que define/regulamenta situação de crise energética, aprovado por um Governo socialista (primeiro-ministro António Guterres) e promulgado por presidente socialista (Jorge Sampaio) [meus destaques]:

Princípios gerais
3 – A intervenção da Administração Pública será, tanto quanto possível, supletiva, devendo ser aproveitadas, prioritariamente, as potencialidades auto-reguladoras dos mecanismos de mercado para combater os efeitos da crise.

(…)

Medidas para redução da procura de energia
4 – As medidas visando indirectamente a poupança de energia podem consistir, designadamente, em:
c) Agravamento das tarifas e dos preços da energia.

Ou seja, a lei portuguesa reconhece que os preços em mercado livre devem (preferencialmente!) regular desequilíbrios na oferta e procura. A outra opção – não podia deixar de ser – é aumentar impostos.

Fica a seguinte questão: mesmo que a lei prioritize o que alguns incapazmente verbalizam de “price gouging“, será que actual Governo o permitiria? Provavelmente nunca o saberemos, porque gestores de grandes, médias e até pequenas empresas sabem que a maioria dos consumidores seria, nestes casos, mais emotiva que racional. Preferem, portanto, deixar o combustível esgotar e esperar que Governo intervenha. Para aqueles, se aos olhos dos consumidores tem de haver “maus-da-fita”, que sejam os sindicatos e/ou Governo. A quem anseia por uma sociedade mais livre, é lamentável que assim seja 😦

 

 

Limite de 15 litros

Em caso de greve dos motoristas de transportes de matérias perigosas, o Governo vai impor um limite de 15 litros no abastecimento de veículos ligeiros nos postos pertencentes à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA). 25 litros fora da REPA.

Como afirmei em post anterior:

Quando se impõe uma quantidade máxima por consumidor não há forma de saber se 10 litros para determinado condutor são mais valiosos que para outro condutor no fim da fila que, quando chegar a sua vez, poderá não conseguir comprar combustível.

Cada litro de combustível é valorizado de forma diferente por cada consumidor. A alguém que pode adiar uma viagem de carro, o “valor” atribuído a 15 litros será certamente inferior a quem dele necessita para, por exemplo, exercer a sua profissão e, consequentemente, obter o rendimento necessário para pagar as contas.

Em situações normais de abastecimento (sem risco de grande escassez), o “lucro” do segundo motorista será superior ao do primeiro. Também será o segundo motorista que, em caso de uma crise energética, está disposto a ter lucro inferior (i.e. pagar mais pelo combustível). Mas esta decisão do Governo traduz-se numa preferência por quem está na frente da fila do posto de abastecimento, não por quem o combustível é mais valioso.

Volto a afirmar o que anteriormente escrevi: Preço obriga a selecção mais justa.

Polémica com mais um cartaz da Iniciativa Liberal ao lado da sede do PS

Polémica com mais um cartaz da Iniciativa Liberal perto da sede do Partido Socialista em Lisboa.

Os socialistas dizem que incentiva a cometer uma ilegalidade (buzinar sem motivo).

O Código da Estrada permite a utilização de “sinal sonoro” em caso perigo iminente. É isso mesmo que o Socialismo é: perigo! Por isso, tudo legal!

Retirado daqui

Greve faz aumentar preços

Cartaz afixado num posto de abastecimento de combustíveis:

Avisamos os nossos clientes que, durante a greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas, cada litro de gasolina/gasóleo terá um acréscimo de 0,20€. Este valor adicional será usado exclusivamente para financiar os custos acrescidos no fornecimento de combustíveis, de forma a evitar situações de indisponibilidade de abastecimento. Lamentamos o incómodo.

Verdadeiro? Não. Mas pelos motivos elencados em post anterior, devia ser!

GNR identifica Presidente do PS da Junta de Ferrel (Peniche, Leiria) por alegadas agressões a duas jovens

O Partido Socialista da violência de género e do blablabla do novo feminismo vai fazer o quê? Chegaram-me relatos deste incidente há uns dias e, felizmente, o caso já chegou à imprensa. Vale a pena ler a notícia completa.

Terá sido naquele momento que foram abordadas por um rapaz “com cerca de 23 ou 24 anos”. Aproveitando o facto de os vidros estarem abertos, terá começado a perguntar às duas jovens onde é que iam a seguir, convidando-as para o acompanharem. As raparigas terão negado os convites, garante a mesma vítima, que pediu para não ser identificada. “Quando dei por isso, eram três ou quatro à volta do carro e fechei o vidro. Eles começaram a apoiar-se no carro e a abaná-lo. Começam a vir cada vez mais. Eram entre 8 a 10 pessoas“. (…)

“Na altura pensei que, se saísse do carro e mostrasse que não estava a achar piada nenhuma à brincadeira, podia ser que se fossem embora”, justifica. A jovem só conseguiu sair do carro após várias tentativas e correu para ajudar a amiga: “Ela também estava a tentar sair, mas estava outro rapaz na porta dela, a impedir que saísse. Dei a volta ao carro e abordei-o”.

O rapaz a que se refere foi posteriormente identificado pelas vítimas como sendo o presidente da Junta de Freguesia de Ferrel, Pedro Barata. “Nesse momento, deu-me um soco no maxilar. Comecei a tentar defender-me e ele agarrou-me no pescoço e atirou-me para o chão. Quem me levantou foram os amigos dele, que depois ficaram a agarrar-me os braços. Ele [o agressor] ainda me deu uma ou duas chapadas”, conta a vítima.

Naquele momento, a outra jovem que ainda se encontrava dentro do carro terá conseguido sair. “O rapaz deu-lhe um pontapé no peito [da amiga]“, disse a jovem. No auto de notícia da GNR a que o Observador teve acesso, feito com base em declarações da vítima que apresentou a queixa, consta também que a sua amiga foi ainda agredida com um “pontapé na zona lombar e outro na perna”.Terá sido naquele momento que foram abordadas por um rapaz “com cerca de 23 ou 24 anos”. Aproveitando o facto de os vidros estarem abertos, terá começado a perguntar às duas jovens onde é que iam a seguir, convidando-as para o acompanharem. As raparigas terão negado os convites, garante a mesma vítima, que pediu para não ser identificada. “Quando dei por isso, eram três ou quatro à volta do carro e fechei o vidro. Eles começaram a apoiar-se no carro e a abaná-lo. Começam a vir cada vez mais. Eram entre 8 a 10 pessoas“.

“Na altura pensei que, se saísse do carro e mostrasse que não estava a achar piada nenhuma à brincadeira, podia ser que se fossem embora”, justifica. A jovem só conseguiu sair do carro após várias tentativas e correu para ajudar a amiga: “Ela também estava a tentar sair, mas estava outro rapaz na porta dela, a impedir que saísse. Dei a volta ao carro e abordei-o”.

O rapaz a que se refere foi posteriormente identificado pelas vítimas como sendo o presidente da Junta de Freguesia de Ferrel, Pedro Barata. “Nesse momento, deu-me um soco no maxilar. Comecei a tentar defender-me e ele agarrou-me no pescoço e atirou-me para o chão. Quem me levantou foram os amigos dele, que depois ficaram a agarrar-me os braços. Ele [o agressor] ainda me deu uma ou duas chapadas”, conta a vítima. (…)

Várias pessoas que se encontravam dentro do bar começaram a aperceber-se das agressões e vieram ao exterior para tentar ajudar as duas jovens. Uma testemunha, em declarações ao Observador, disse que as viu a serem “empurradas” e “esmurradas”, tendo-se dirigido para o local onde já se tinha juntado uma multidão. Um dos clientes do bar que tentou defender as jovens acabou também por ser agredido e por cair no chão onde foi pontapeado. 

Aguardar pelo desenrolar desta história.

Observador