O nacional-socialismo é porreiro e passa na RTP

Um programa 100% reles, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) Além de um espectáculo pelintra, e veículo promocional de um Estado muito desonesto e pouco democrático, “100% Português” é um manifesto reaccionário, com cheirinho à superioridade da “raça”, aos prazeres da xenofobia e a feiras de fumeiro. Numa palavra, é reles. Em meia dúzia de palavras, é um sintoma da miséria a que descemos ver a “economia de substituição” – ou o atraso de vida – louvada no horário “nobre” do Inverno de 2018. Na campa, Salazar deve contorcer-se de gozo. Como Jerónimo de Sousa no museu.

Em abono do rigor, esclareço que, no momento em que o moço pegou no Borges da boina, a electricidade dele foi abaixo. E a minha paciência também. Enquanto o moço presumivelmente pesquisava turbinas criadas em Gondomar num telemóvel criado em Portimão, considerei-me satisfeito (salvo seja) e desliguei o televisor (projectado na Buraca). Suportei perto de vinte minutos, a duração média que o corpo humano resiste à fogueira, o único suplício comparável. Se o nacionalismo é de facto o último refúgio dos canalhas, consola não ser uma invenção portuguesa. Já a lobotomia é. E nota-se.

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Em vez de cortar árvores…

…talvez não fosse má ideia castrar os que escrevem as leis.

Bem sei que há as minhas pessoas e os meus animais (os meus Ozzy, Mimi e Angie por exemplo) mas há duas coisas que me obrigam sempre a parar, quase em contemplação, como que numa espécie de ascese. O granito gasto pelos passos das pessoas, como os degraus na entrada da Igreja da terra da minha mãe que há mais de 400 anos são caminhados e estão longe da forma original, só e apenas à custa dos passos dos fiéis. As pedras dos muros e pontes romanas em Trás-Os-Montes, que gosto de tocar e imaginar os legionários que por ali marcharam há dois mil anos. E as árvores, as árvores que resistem há gerações, que resistiram aos fogos, às tempestades, ao vento e à chuva, ao abate indiscriminado para criar pasto e vinha. As pedras e as árvores são as testemunhas silenciosas do que sou e de quem sou. Gosto dos imponentes carvalhos, castanheiros e salgueiros transmontanos, dos pinheiros mansos e amendoeiras algarvios, dos cedros e camélias do Minho, das oliveiras e sobreiros alentejanos, gosto de árvores. Gosto do embondeiro angolano, do matapalo costa-ricense, das sequóias californianas. Gosto de estar no 17 de Vidago e ver à esquerda do green aquele velho cedro que me convida. Cada árvore abatida, cada pedra arrancada, cada fraga partida é um bocadinho de mim que desaparece. É uma coisa tolkieniana muito minha. Quem dera houvera Ents. Puta que pariu os Orcs que nos pastoreiam, legislam, arquitectam e engenham.

Got2Globe: botem o voto

Carrinho-de-mão ao longo da Avenue des Baobás, Madagáscar. Todas as fotografias da Got2Globe.com são da autoria de Marco C. Pereira e Sara Wong.

A campanha está ao rubro e este é um apelo descarado ao voto electrónico no Melhor Blog de Fotografia de Viagens do Universo e arredores, o Got2Globe. A competição decorre no BTL Blogger Travel Awards 2018 . Todos os votos são preciosos e a Sara Wong merece manter o título.

Para exercem o vosso dever cívico de bom gosto, cliquem neste link:

http://btl.fil.pt/blogger-travel-awards/

E, claro, votem no Got2Globe e insiram o nome e email para validar o voto.  É fácil, só demora uns segundos e tem a vantagem de poderem votar acompanhados por todos os vossos amigos e família.

A ilusão fiscal

“Os três impostos europeus de que agora se fala, e que não têm nada de novo, são a expressão da chamada “ilusão fiscal”.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre os três “novos” impostos do Governo.

Liberalismo e os Partidos em Portugal – 22 de Fev. em Lisboa

Na próxima Quinta, dia 22 de Fev., falarei sobre Liberalismo e Partidos em Portugal numa sessão organizada pelo Instituto Mises Portugal e que terá lugar no IEP-UCP. Mais informações e inscrições aqui.

Bem visto…

FC Porto quer árbitro João Capela no Estoril para dar 45 minutos de compensação

Palestra Anual Tocqueville do IEP-UCP – Cavaco Silva, 8 de Março

Palestra Anual Alexis de Tocqueville e Cerimónia de Entrega de Prémios e Diplomas 2018
8 Março 2018 – 18h00

“Portugal e o Aprofundamento da União Europeia”
– Professor Aníbal Cavaco Silva

AfD ultrapassa SPD

Extrema-direita ultrapassa SPD na Alemanha, torna-se segundo partido com mais intenções de voto

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) surge, pela primeira vez, numa sondagem, como segundo partido mais votado, logo a seguir à CDU de Angela Merkel. A sondagem, divulgada pela empresa INSA, coloca a CDU com 32% de intenções de voto (caso houvesse eleições amanhã), a AfD com 16% e o SPD — que está a coligar-se com Merkel para formar uma grande coligação de centro — com 15,5%.

Leitura complementar: O desastroso legado de Martin Schulz.

O que se ensina pelas nossas escolas

O Gabriel Mithá Ribeiro dedicou a sua última crónica do Observador a relatar um revisionismo histórico surreal que podemos encontrar não no manual de história da China, como seria de esperar, mas num manual de história de Portugal, escrito por portugueses e leccionado por portugueses a pobres criaturas portuguesas.

Em causa está a forma assertiva com que os autores do manual de história abordam o Holocausto e todo o período do nazismo e a forma soft e descontraída com que se referem à China de Mao e aos mais de 60 milhões de mortos que esta causou — e que os autores estranhamente omitem.

Antes que uns tontos me venham acusar de nazi, deixo bem claro que a crítica é, obviamente, à forma eufemizada com que os autores do manual se referem ao maoísmo, e não à forma factual e detalhada com que se referem ao nazismo. Em particular, atente-se a estas duas passagens:

Sobre o nazismo alemão ensina-se que «O fascismo era uma doutrina antiliberal e antidemocrática. (…) Os movimentos fascistas perpetuaram-se no poder graças à organização de um sistema fortemente violento e repressivo (…). (…) Os judeus foram deportados para campos de extermínio nos quais ocorreu o genocídio de 11 milhões de pessoas, mortas nas câmaras de gás (polacos, eslavos, homossexuais, ciganos, opositores políticos, prisioneiros de guerra, deficientes). Seis milhões eram judeus» (pp.136, 142 e 147 – I Parte) [sublinhados meus para facilitar a comparação].

O mais relevante está aqui: um regime fascista, antidemocrático, facínora, que cometeu crimes contra a humanidade e em particular contra os judeus, tendo exterminado mais de 6 milhões nas câmaras de gás. Bastante fica por dizer, mas os detalhes mais relevantes, e mais sangrentos, não são omitidos.

Compare-se com a descrição do que foi a China de Mao, o Grande Passo em Frente e a Revolução Cultural, tal como relatado pelo Gabriel:

«A nação chinesa foi [ter sido]  mobilizada para um programa de desenvolvimento económico (…)» (p.72 – II Parte). Depois, vem a referência ao período das «Cem Flores» (1957) em que a violência do regime atingiu os que caíram no engodo do convite à crítica aberta, sendo referido que «(…) a contestação cresceu e o governo respondeu com repressão e purgas, em grande escala» (p.72 – II Parte). Sem mais. Não se referem ou mostram cadáveres ou os «laogai», os campos de reeducação e trabalho forçado da República Popular da China.

Como se não bastasse, refere-se ao período pós maoismo, encabeçado por Deng Xiaoping, como

Aos sucessores de Mao coube o desafio de modernizar a China e de integrá-la nos circuitos da economia mundial» (p.75 – II Parte).

Tudo está bem quando acaba bem. Perante um regime que condenou à fome milhões de Chineses, que matou dezenas de milhões de civis (não apenas em contexto de guerra), diz-se ao estudante que o governo respondeu com «repressão e purgas». «Repressão e purgas».

O resto está na crónica do Gabriel. Não obstante estes esforços para denunciar esta óbvia doutrinação, Che Guevara continuará a ser beatificado e descrito como um líder que inspira milhões de pessoas por todo o mundo, e o marxismo cultural travestido de «história» continuará. É o fado da civilização Ocidental, tão sequioso por se redimir de ser a civilização Ocidental.

What can’t be debated on campus

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Como sempre, e para o bem e para o mal, estamos 20 anos atrasados em relação ao resto do mundo, pelo que isto ainda é marginal em Portugal — mas já aconteceu. Recordemos a ejecção de Jaime Nogueira Pinto, por um grupo de alunos da FCSH-UNL, que conseguiu efectivamente que este não fosse discursar à conferência para a qual tinha sido convidado.

Já nos EUA, Canadá ou Reino Unido (nos países nórdicos já nem são precisas estas plataformas, já existe auto-censura), os movimentos de «No Platform» criam verdadeiras barricadas à liberdade de expressão, evitando assim que tudo o que saia da concepção de um certo grupo, vulgo do politicamente correcto, possa ser abertamente discutido. Fosse isto na Alemanha e falássemos alemão, eu arriscaria dizer que estávamos em 1937 ou 38, e que a queima de livros está na calha. Estamos em 2018, pelo que banem-se as pessoas de quem discordamos e proibem-se os livros com os quais não concordamos.

Enfim, a coisa é grave, mas como é óbvio ninguém em Portugal lhe vai ligar patavina, até que, um dia, esse alguém dê a sua opinião — nada mais do que a sua opinião — e seja objecto de um processo colocado pela Faculdade ou pela empresa porque foi «racista», apelou ao «discurso de ódio», foi «heteropatriarcal», entre outros epítetos.

Para quem ligar, que leia isto:

https://www.wsj.com/…/what-cant-be-debated-on-campus-151879…

Obrigado Pedro Passos Coelho

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É um tempo novo, mas não queria deixar passar a oportunidade de agradecer todo o serviço de Passos Coelho ao país. Em meu nome e em nome de todos os que apreciam uma certa forma de fazer política: Muito Obrigado!

São os partidos donos do Parlamento?

Em 2015, o PSD apresentou-se ao eleitorado em listas conjuntas formadas a meias com o CDS-PP. Foi num determinado núcleo de deputados que votei, agregados na PaF, e são eles os depositários do meu voto. O meu voto foi para uma legislatura, e não para que a quase dois anos das próximas eleições o PSD ignore que, até lá, tem de respeitar o mandato dos eleitores. Não escolhi Rui Rio, nem Elina Fraga, nem Isabel Meirelles, para gerirem o meu voto. Nem o meu voto está ao serviço do PSD e daquilo que são as suas aspirações eleitorais, em 2019.

O PSD tem todo o direito de se reorganizar e, no quadro do que são as decisões dos seus militantes, pensar na forma como se vai apresentar aos eleitores nas próximas eleições.

Agora, não compreendo porque razão o Grupo Parlamentar deve agora lançar uma passadeira política para o novo líder de um partido que não é o depositário do meu voto, e do voto de muitos portugueses. A saída de Luis Montenegro do Parlamento, e a subordinação à força de muitos outros, da cena política, é assim uma traição ao voto de quem assiste à forma majestática como os partidos políticos ignoram o compromisso que assumem com os seus cidadãos, instrumentalizando-o em função daquilo que são os seus meros interesses eleitorais. Os deputados estão ao serviço dos eleitores que os elegeram, e não dos partidos que os integram. A obrigação do novo líder do PSD passa assim por ser capaz de respeitar a autonomia do Grupo Parlamentar. O mesmo Rui Rio que alegou no passado que não abandonava a Câmara Municipal do Porto, para se candidatar à liderança do PSD, porque tinha um compromisso com a cidade, é o mesmo que exige, agora, que o Grupo Parlamentar se conforme, ao serviço dos interesses de uma nova direção, que os cidadãos não escolheram. É esta a nova ética que vamos ter na política?

Levar e calar

Não havia sapos à porta do São João, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.

(…) Também não aprecio discriminações e, por princípio, não vejo grande utilidade em mencionar a “raça” dos causadores de uma baderna. A questão é que, excepto se se aceitar um conceito discutível, não interessa definir os ciganos enquanto “raça”, e sim enquanto cultura. Uma cultura coesa e ancestral, com valores tradicionais e uma série de comportamentos relativamente padronizados e reconhecíveis. Um comportamento típico, que 99% dos profissionais de saúde poderão certificar, consiste em invadir hospitais ao berro e abandoná-los ao pontapé.

Os ciganos possuem inúmeros comportamentos típicos, muitos deles com o curioso recurso ao berro e ao pontapé. Tudo decorre da peculiar maneira com que essa comunidade olha o mundo “exterior”: um território de privilégios infinitos e zero deveres. Em teoria, eu deveria achar certa graça à fúria com que os ciganos investem contra o Estado (por razões que não vêm ao caso, apetecia-me invadir a Direcção Geral de Energia com uma bazuca). Na prática, a graça perde-se no zelo com que reclamam os respectivos benefícios. Outras características fascinantes passam pela amabilidade que dispensam às mulheres, o empenho que devotam à educação e, descontados os carros, os televisores e demais pechisbeques, a abertura a qualquer avanço civilizacional posterior ao século VII.  (…)

Admita-se que a culpa é um bocadinho nossa (embora não seja minha). Permitir, sob determinados e absurdos critérios, que um conjunto de cidadãos saltite por aí à revelia da lei e dos hábitos não é exibir tolerância: é conceder impunidade. E – estrebuche-se à vontade – notar este desagradável facto não é “racismo”, “xenofobia”, “preconceito” ou “discriminação”. Discriminação é tratar alguém de modo diferente. E, através do cínico “respeito” pela “diferença”, condenar milhares de criaturas a uma existência quase primitiva, além de condenar as suas vítimas a tratamento médico. (…)

O poderoso desejo de submeter a Igreja à ditadura igualitária

Um excelente artigo de José Manuel Fernandes: Um dia vai ser proibido ser católico.

As reacções à nota do Patriarca de Lisboa revelaram a incapacidade de ler e compreender o que lá estava escrito e, sobretudo, o desejo de submeter a Igreja à ditadura igualitária dos tempos que correm

O comovedor zelo dos indiferentes e dos ateus pela Igreja Católica

A Igreja dos caminhos que se bifurcam. Por Rui Ramos.

Uma das coisas mais comovedoras em Portugal é o zelo dos indiferentes e dos ateus pela Igreja Católica. Não vão à missa, “não acreditam em nada daquilo”, mas ei-los sempre cheios de opiniões sobre o que devia ser o catolicismo. Cento e dezassete anos depois da separação, a Igreja continua a ser discutida como se fosse o equivalente religioso do Serviço Nacional de Saúde.

Não faltou por isso quem, não sendo católico nem recasado nem pretendendo ter acesso aos sacramentos, se sentisse “importunado” pelo que o Cardeal Patriarca de Lisboa terá recomendado aos católicos divorciados que, casados outra vez, queiram ter acesso aos sacramentos. Acontece que a doutrina da Igreja corresponde a uma tradição dogmática que ao clero é dado interpretar, mas não actualizar conforme os likes das redes sociais. A única questão, portanto, seria saber se o que o Patriarca disse está de acordo com essa doutrina. Os críticos, porém, alegam que a Igreja precisa de se “modernizar”, se quiser “sobreviver”.

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Autoridade

Quem estiver está, que não estiver, estivesse.

Rand Paul: I Took a Stand

Sen. Paul: Congress Is Full of Hypocrites. I Took a Stand

Right now in the Senate, nothing seems to matter except the will of a small circle of Big Government, free-spending leaders who demand silence and “take it or leave it” votes.

I chose to leave it.

I wasn’t elected to be anyone’s rubber stamp. I wasn’t elected to allow business as usual —whether it’s out-of-control spending or out-of-control rules that stifle debate and votes.

O desastroso legado de Martin Schulz

Martin Schulz anuncia abandono imediato da liderança do SPD

Eleito há apenas um ano para a liderança do SPD com o estatuto de salvador, e considerado um possível rival de Angela Merkel, o antigo presidente do Parlamento Europeu conhece um fim abrupto e humilhante, assinala a agência noticiosa France-Presse (AFP).

Após o SPD ter registado nas legislativas de setembro o pior resultado eleitoral (20,5%) desde 1945, Martin Schulz assiste hoje à fratura do seu partido sobre a oportunidade de voltar a aliar-se uma vez mais à direita para governar, e a uma contínua descida nas intenções de voto.

Faz todo o sentido…

Esquerda quer Educação Física a contar para acesso à universidade

Bloquistas e comunistas concordam: nota de Educação Física deve contar para a média de acesso ao ensino superior. Os dois partidos pressionam assim o Governo a reverter uma das reformas de Nuno Crato.

The Oxfam sex scandal and the EU

Oxfam warned it could lose European funding over scandal

The warning on Monday evening came as the UK’s Charity Commission launched a statutory inquiry into Oxfam amid concerns it might not have “fully and frankly disclosed” all details about the Haiti allegations. The charity’s deputy chief executive, Penny Lawrence, has resigned, saying was “desperately sorry”.

A former senior official at the charity also said she had repeatedly warned senior management of a culture of sexual abuse in some offices around the world, and asked for more resources to tackle the issue. Helen Evans, the head of global safeguarding at Oxfam from 2012 to 2015, told Channel 4 News that in a single day she received allegations about a woman being coerced to have sex in a humanitarian response by an aid worker, a woman being coerced in exchange for aid and another case where a staff member had been struck off for sexual abuse and hadn’t disclosed that.

She also claimed that volunteers as young as 14 in Oxfam shops in the UK had alleged abuse. In at least one case an adult volunteer had allegedly assaulted a child volunteer. In 2012-14 there were 12 allegations, she said.

The European commission, which provided almost as much funding as the UK government last year, said: “We are ready to review and if needed cease funding any partner who is not living up to the required high ethical standards.”

Oxfam sex scandal deepens (2)

Abuse rife in BRITISH Oxfam shops: 123 cases of alleged sexual harassment and NO criminal record checks for 23,000 volunteers. Shocking statistics are revealed as whistleblower says she was ‘IGNORED’

The Oxfam sex scandal and the UK government

The Oxfam scandal will unearth some difficult facts for ministers

The UK government gave Oxfam £31.7 million in 2016 which isn’t a huge amount in government terms but is considerable in charity terms.

This means that the scandal engulfing the aid world, which started with the revelations about the behaviour of certain Oxfam employees in Haiti, also involves the use of public money. As a result, various Commons committees are going to get involved looking at how these organisations handled these allegations, and what the government knew and when. This process will, I suspect, unearth various difficult facts. I would be very surprised if Oxfam’s deputy director Penny Lawrence is the only senior figure who ends up having to resign over how this whole issue has been handled.

When it comes to the aid budget, the debate nearly always concentrates on how much is spent. But this episode is another reminder that how it is spent is actually more important.

Oxfam sex scandal deepens

Oxfam scandal deepens with allegations of ‘sex for aid’ and abuse in charity shops

The sexual misconduct scandal at Oxfam deepened on Monday night as the charity’s former head of safeguarding revealed teenage volunteers at UK shops had been abused and overseas staff had traded aid for sex.

In some of the most explosive allegations yet against the charity, Helen Evans accused her bosses of ignoring her evidence and her pleas for more resources, forcing her to quit in despair.

Ms Evans said that staff had been accused of rape and that sexual abuse by shop managers in UK stores against young volunteers was covered up.

Os riscos da automação para o emprego

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Oxfam Haiti sex scandal (3)

President of Haiti condemns Oxfam scandal as a ‘serious violation of human dignity’

The President of Haiti has condemned Oxfam’s handling of a sex scandal in his country, describing the controversy as a “serious violation of human dignity”.

President Jovenel Moise last night described the aid workers who are alleged to have exchanged “aid for sex” as “sexual predators”, amid reports that the country is preparing to launch a criminal investigation.

Taking to social media, Mr Moïse said: “There is nothing more undignified and dishonest than a sexual predator who uses his position as part of the humanitarian response to a natural disaster to exploit the needy people in their moments of great vulnerability.

Sobre o futuro da “geringonça”

Artigo com comentários meus e de António Costa Pinto: Politólogos antevêem mais tensão na “geringonça” sem “cimento” de Passos.

Oxfam Haiti sex scandal (2)

Senior Oxfam aid workers ‘paid for sex with underage prostitutes’ in earthquake-ravaged Haiti

In one incident, a “full-on Caligula orgy” with girls wearing Oxfam T-shirts was filmed in the Caribbean island’s capital Port-au-Prince in 2010, sources claimed.

An internal 2011 report said: “It cannot be ruled out that any of the prostitutes were under-aged.”

But police were not called and no one has been arrested.

A major relief effort was launched following the quake that killed 220,000 people, injured 300,000 and left 1.5million homeless.

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Tertúlia Liberal

Notas soltas do meu amigo Pedro Quadros sobre a tertúlia de 26 de Janeiro no Gémio Literário em Lisboa, com a Maria de Fátima Bonifácio e o Rui Ramos.

Meus apontamentos e ideias sobre a Tertúlia “A Dádiva da Dívida” realizada a 26.01.2018 no Grêmio Literário, Lisboa. Conferencistas : Maria de Fátima Bonifácio e Rui Ramos. Já no Século XIX registávamos a propensão para o endividamento excessivo do Estado. Défice crónico das contas do Estado. Contas públicas sem rigor nem credibilidade. 1874 – Bancarrota parcial, assumindo-se que parte da dívida não poderia ser amortizada. Essa “folga fiscal” permitiu o “Fontismo” com os investimento em caminhos de ferro e estradas.

1892/3 – Bancarrota total do Estado. Tinha sido antecedida por um período de prosperidade, graças ás exportações e remessas de emigrantes. Mas sem convergência com a Europa – esta, mais industrializada, crescia mais rapidamente. Balança comercial deficitária. A adesão ao Padrão-Ouro facilitava o crédito externo. A 2ª dívida pública per capita mais alta da Europa, a seguir à Grécia.

A revolução republicana no Brasil interrompe as remessas de emigrantes. Simultaneamente, a Argentina entra em bancarrota. Descrédito afeta Portugal. Corrida aos bancos. As grandes empresas portuguesas entram em falência e são compradas por estrangeiros. Rotura com os credores para alimentar chauvinismo populista. Orientação para o mercado interno, fortemente regulado. Os aforradores nacionais aplicam as suas poupanças no estrangeiro, comprando dívida pública britânica. A economia nacional mantem-se como uma das mais isoladas e pobres da Europa.

Que fazer ? Só a introdução da economia nacional na economia global permite o desenvolvimento. Mas esta exige flexibilidade e recursos que Portugal não tem. Consegue-se sobreviver mas não crescer.

Intervenções do público : Em 2011 só não repetimos os erros de 1892 porque as instituições europeias não nos deixaram. Não aprendemos nada. Com a bancarrota de 1892, Portugal ficou sem acesso a capitais estrangeiros até aos anos 1960. Custou-nos 70 anos de desenvolvimento. As elites políticas não aceitavam perdas de soberania : “Vamos crescer com o mercado interno. Vamos bater o pé aos credores externos”. Porque é que nos endividamos tanto e isso não tem repercussões nas nossas capacidades produtivas internas ? Houve investimentos mas não houve retorno económico. Como é possível ter-se gasto tanto dinheiro com tão pouco retorno ?

Oxfam Haiti sex scandal

Oxfam has admitted it ‘got it wrong’ and should have made its Haiti sex scandal public

Oxfam has admitted it ‘got it wrong’ and should have made its Haiti sex scandal public as the Government reviews the charity’s multi-million pound funding.

It comes as staff involved in the investigation were given references by former employees and went on to work for other aid agencies who were unaware of their conduct.

Oxfam had allowed three men to resign and sacked four others for gross misconduct after they were found to have hosted “Caligula” style sex parties involving Haitian prostitutes in the aftermath of 2010 earthquake.

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A Church that will move the world

“We do not want, as the newspapers say, a Church that will move with the world. We want a Church that will move the world.”
– G. K. Chesterton