La estocada final a Keynes. Por Ángel Martín Oro.
Fevereiro 25, 2012
Fevereiro 20, 2012
Keynesian arguments: from naivety to sophistry
Sobre alguns dos principais argumentos keynesianos que têm estado na ordem do dia: From naivety to sophistry – Keynesian arguments on both sides of the Atlantic. Por Philip Booth.
Fevereiro 13, 2012
The Fed’s war on savings
The Fed’s Immiseration of People Who Live on Interest Earnings. Por Robert Higgs.
The link between the Fed’s policies and this undeniable effect is too direct and too obvious for anyone, including the Fed’s managers, to overlook or misunderstand. We may only conclude, then, that the Fed’s managers either (1) want to wipe out the retirees and others who rely heavily on interest earnings or (2) consider these people’s immiseration an acceptable price to pay in order to achieve other objectives. Can any decent person approve such policy making?
Fevereiro 11, 2012
Fevereiro 4, 2012
Fevereiro 3, 2012
Carlos Costa é o Presidente do Clube, o Euro o Treinador
Carlos Costa pede à UE para assegurar que o euro não está a prazo.
Se a intenção era tranquilizar-nos, o melhor era mesmo estar caladinho e fingir que nada se passa…
Janeiro 31, 2012
Galamba mais Krugmanita que Krugman
Cela ne risque-t-il pas de faire déraper les prix ?
L’inflation n’est pas le problème, c’est la solution.
Que voulez-vous dire ?
Pour restaurer la compétitivité en Europe, il faudrait que, disons d’ici les cinq prochaines années, les salaires baissent, dans les pays européens moins compétitifs, de 20 % par rapport à l’Allemagne. Avec un peu d’inflation, cet ajustement est plus facile à réaliser (en laissant filer les prix sans faire grimper les salaires en conséquence).
Tradução Livre:
Le Monde: É isso [a expansão monetária] não fará descarrilar os preços?
Krugman: A inflação não é o problema é a solução.
Le Monde: O que quer dizer?
Krugman: Para restaurar a competitividade a Europa teria, digamos, nos próximos cinco anos, de baixar os salários nos países europeus menos competitivos, em 20% face à Alemanha. Com um pouco de inflação, o ajuste é mais fácil de realizar (deixar subir os preços sem aumentar os salários em conformidade).

Notícia do Negócios, por Eva Gaspar:
Paul Krugman insiste hoje numa entrevista ao “Le Monde” que a principal solução para os desequilíbrios que ameaçam a sobrevivência da Zona Euro passa por uma descida dos salários nos países periféricos, onde se tem concentrado a perda de competitividade face ao centro – e, em particular, face à Alemanha.
“Para restaurar a competitividade na Europa ter-se-ia de fazer com que, daqui a cinco anos, os salários baixassem nos países menos competitivos 20% em relação à Alemanha”.
(mais…)
Janeiro 24, 2012
O que vai acontecer quando acabar o euro
Um eventual desmentelamento do euro vai ser mais problemático do que muita gente – mesmo que bem intencionada – pensa: Euro break-up – not so simple. Por Philip Booth.
The euro was deliberately designed so that break-up was next-to-impossible. The politicians wanted this so that the relentless march to ever-closer union would continue at speed. The economists wanted it to maximise credibility and therefore reduce borrowing costs.
To break up the euro requires a change to the treaties. This will require a constitutional process. Even if this is not a long process, it will be sufficiently open to prevent the element of surprise that is necessary when breaking up a monetary union. To by-pass the constitutional process may create huge legal uncertainty.
Janeiro 17, 2012
As agências de rating e a conspiração americana para destruir o euro
Somos lixo. Por José Carlos Alexandre.
Há, claro, uma teoria da conspiração para o que se está a passar. Ao que consta, existem razões políticas por detrás desta despromoção “sistémica” e uma guerra entre o dólar e o euro. Infelizmente, não nos são fornecidos muitos detalhes sobre o assunto. Presumo, no entanto, que haverá uma mão de Obama nesta tramóia. Curiosamente, os partidários destas “teorias” também
nunca explicam bem o que é que os EUA ganhariam com a desintegração do euro e a consequente hecatombe da União Europeia. Sim, repito, que vantagens económicas teriam os EUA com uma Europa de rastos? Não se percebe.Ou melhor, até se percebe. É mais reconfortante acreditar que foram os americanos que malevolamente nos atiraram para o caixote do lixo do que admitir que fomos lá parar por culpa nossa.
“Forget austerity, sovereign debt and the euro. Europe has a much deeper problem”
Artigo do New York Times sobre a crise nos países europeus:
Janeiro 9, 2012
Prioridades da despesa pública na Grécia
Greece Spends Bailout Cash On European Military Purchases
As Greek standards of living nose-dive, loans to households and businesses shrink still further, and Troika-imposed PSI discussions continue, there is one segment of the country’s infrastructure that is holding up well. In a story on Zeit Online, the details of the multi-billion Euro new arms contracts are exposed as the European reach-around would be complete with IMF (US) and Europe-provided Greek bailout cash doing a full-circle into American Apache helicopters, French frigates, and German U-Boats. As the unnamed source in the article notes: “If Greece gets paid in March the next tranche of funding (€ 80 billion is expected), there is a real opportunity to conclude new arms contracts.” With the country’s doctors only treating emergencies, bus drivers on strike, and a dire lack of school textbooks and the country teetering on the brink of Drachmatization, perhaps our previous concerns over military coups was not so far-fetched as after the Portuguese (another obviously stressed nation), the Greeks are the largest buyers of German war weapons. It seems debt crisis talks perhaps had more quid pro quo than many expected as Euro Fighter commitments were also discussed and Greek foreign minister Droutsas points out:”Whether we like it or not, Greece is obliged to have a strong military”.
Janeiro 4, 2012
O Mercado do Ouro – Algumas referências
Quem quer conhecer o Mercado do Ouro, deve começar por aqueles que têm todo o interesse em explicar o processo, dar todos os dados e vender a ideia de que o Ouro é um bom investimento. Neste caso, o World Gold Council (Gold.org). Este agrupa todos os interessados em vender ouro e tem toda a informação disponível. Todo o sítio é interessante, mas eu recomendo particularmente os vídeos em geral, e este em particular (eu tenho os ficheiros das 6 apresentações).
Segundo eles, há 5 motivos para ter Ouro:
- Protecção contra Inflação (ou uma Política Monetária Expansionista)
- Protecção conta Moeda Fraca (também uma Política Monetária Expansionista, mas do ponto de vista externo)
- Protecção contra a fraqueza do Sistema Bancário
- Volatilidade baixa face a outros investimentos como Acções ou outros metais
- Bom diversificador, pois não está correlacionado com a maioria dos restantes activos disponíveis para um investidor
É a lista deles. Claro que não fala em fraquezas. Como por exemplo:
- Volatilidade ainda assim elevada
- Perda de valor em caso de Política Monetária Contraccionista
- Ausência de Dividendo, Cupão ou Juro
Aconselho também outras secções do sítio, como os Dados World Gold Council ou o Marketing World Gold Council ou ainda o “What We Do“.
Sobre a evolução do Preço do Ouro, há 2 perspectivas. A de um trader:
Sobre Peter Schiff e a sua capacidade preditiva no passado:
- Peter Schiff at Google
- Peter Schiff at Mises Institute
E a de um teórico (Mitos sobre o Padrão-Ouro):
Um pormenor importante sobre este mercado é a sua Sazonalidade: o preço supostamente é mais alto no Período das Monções Indianas (Outubro/Novembro), nos feriados Cristãos (Dezembro) e no Ano Novo Chinês (Janeiro Fevereiro), atingindo mínimos no Verão. A realidade é mais complexa, mas há de facto estatísticas que merecem ser consideradas. Referências:
- Média de 1974-1999.
- Porque existe, segundo buy high sell higher
- CXO sobre a sazonalidade
- Prag Cap sobre 2011
- A nova sazonalidade!
Depois há também canais de YouTube a acompanhar:
- Kitco News (a melhor fonte de notícias!)
- GoldMoneyNews (boa fonte de notícias)
- Jim Rogers Channel (Investidor Lendário) (=() (lol)
- Schiff Report (filho do memorável Irwin Schiff)
- The Gold Show (programa rádio)
- Long Wave (4 vídeos apenas)
Referências (Inglês): Wiki, Long Wave, Capital Gold, GATA, Gold Price, World Gold Council & Kitco
Por vossa conta e risco: Ouro a 15.000$, Dow/Onça = 1 (a 5.000$) e a 10.000$, Soros e a bolha.
E finalmente, por Alan Greenspan antes de se ter juntado ao lado negro da Força:
“An almost hysterical antagonism toward the gold standard is one issue which unites statists of all persuasions. They seem to sense… that gold and economic freedom are inseparable.”
“Um antagonismo quase histérico contra o Padrão-Ouro é um dos tópicos que une todo o tipo de estatistas. Eles parecem sentir no seu interior… que o Ouro e a liberdade económica são inseparáveis.”
Janeiro 1, 2012
Invistam no Dólar Zimbabueano, diz este senhor
Se acreditam neste verdadeiro senhor que fez este vídeo!
Aceitam-se sugestões sobre o que realmente pretende este rapaz com o vídeo aqui apresentado.
Dezembro 31, 2011
Das Frases Marcantes do Ano…
Nas frases mais marcantes de 2011 consta a seguinte frase:
“Sem euro a Europa deixa de existir no panorama internacional.” - Teixeira dos Santos
Eu quero aqui deixar a minha contribuição para as frases mais marcantes do ano:
“Sem o Teixeira dos Santos e demais elites de poder nacionais dos últimos anos Portugal poderia passar a existir no panorama internacional.” - Filipe Faria
Bom ano novo a todos.
Dezembro 29, 2011
Nova lei das rendas
Não sendo ainda ideal, a nova lei das rendas é um passo em frente na correcção de um erro centenário cujas consequências na economia do país vão muito para além do mercado imobiliário.
Revelador do tamanho desse erro são as declarações do Presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses que veio dizer que o montante de indemnização, 5 (cinco!) anos de renda, é demasiado baixo para o proprietário reaver aquilo que sempre foi seu. É precisamente nos casos em que 5 anos de renda sejam um valor baixo que a lei deve ser aplicada o mais rapidamente possível.
Do ouro (8)
A variação do preço do ouro desde o princípio do ano foi semelhante à variação do índice americano Dow Jones. Nada mais normal, portanto.
Da mesma série: Do Ouro, Do Ouro (2), Do Ouro (3), Do Ouro (4), Do Ouro (5), Do Ouro (6), Do Ouro (7)
Isn’t the ECB less prone to debt monetization than the other central banks? NO
Detlev Schlichter, autor do muito recomendável livro “Paper Money Colapse”, responde neste artigo aos que alegam (erroneamente) que o euro, apesar de todas tragédias que trouxe, deve ser conservado porque o Banco Central Europeu é um banco central mais “responsável” na impressão monetária do que outros.
“Isn’t the ECB more conservative, more Bundesbank-like, and thus less prone to debt monetization than the other central banks? Is there not some real effort being made in Europe to sort out the fiscal problems? – No. Most of it is simply theatre that has no or little implication for the final outcome. Let me explain.
Like the other major central banks around the world, the ECB played its role in setting the world up for the credit bust by providing the cheap credit for the preceding credit boom. The ECB’s balance sheet – or rather the consolidated statement of the Eurosystem as it is correctly termed – started out at less than €690 billion in 1999. On the eve of the present credit crunch, in the summer of 2007, the balance sheet had reached a size of €1.2 trillion. In fact, over this period the ECB’s balance sheet had grown faster than that of the Fed. Like all other central banks, the ECB has, since the crisis began, become the lender-of-last resort to ever more banks and also to state institutions. At the end of 2011, the ECB’s balance sheet will be more than €2.4 trillion – its largest size ever, and also more than 20% larger than at the start of the year!”
Dezembro 28, 2011
A perigosa ilusão inflacionista
De salientar também no discurso de João Ferreira do Amaral a defesa (ainda que envergonhada) do proteccionismo e a espantosa afirmação (que ajuda a compreender as restantes posições) “Não me parece, com toda a franqueza, que tenha havido erros monstruosos de política económica”: A culpa é do euro!… Por LR.
O que mais impressiona nestas reiteradas declarações de Ferreira do Amaral, é constatar que persistem economistas do 1º Mundo a defender para os seus países o modelo das desvalorizações competitivas.
(…)
É ainda curioso que Ferreira do Amaral nunca “repare” no crescimento e diversificação por produtos e por mercados que vêm apresentando as nossas exportações. E, que me recorde, ainda não apareceu nenhum jornalista que o tenha alertado para esta “manifesta impossibilidade” de estarmos a exportar em moeda forte. Será virtude do euro?…
A visão inflacionista da história. Por Ludwig von Mises.
Uma teoria muito difundida sustenta que a progressiva diminuição do poder aquisitivo da unidade monetária teria tido um papel decisivo na evolução histórica. A humanidade não teria podido atingir o seu atual estado de bem estar se a oferta de moeda não tivesse crescido mais rapidamente que a demanda. A consequente queda no poder aquisitivo, afirma essa teoria, teria sido uma condição necessária para o progresso econômico; a intensificação da divisão do trabalho e o contínuo crescimento da acumulação de capital, que centuplicou a produtividade do trabalho, só teriam podido ocorrer num mundo em que houvesse uma progressiva alta de preços.
A inflação daria origem à prosperidade e à riqueza; a deflação, à desgraça e à decadência econômica. Um exame da literatura política e das ideias que por séculos têm orientado as políticas monetária e creditícia das nações revela que essa opinião é aceita por quase todo mundo. Apesar das advertências de alguns economistas, ainda hoje é o núcleo da filosofia econômica leiga. É, também, a essência dos ensinamentos de Lord Keynes e de seus discípulos nos dois hemisférios.
A popularidade do inflacionismo se deve, em grande parte, ao arraigado ódio contra os credores. A inflação é considerada justa porque favorece os devedores em detrimento dos credores. Não obstante, a visão inflacionista da história tem pouca relação com esse argumento anticredor. Sua afirmativa de que o “expansionismo” é a força motriz do progresso econômico, e de que o “restricionismo” é o pior de todos os males, baseia-se sobretudo em outros argumentos.
Dezembro 21, 2011
Dezembro 20, 2011
UE precisa de “desregulamentação radical”
O Telegraph publica uma carta aberta com 16 signatários, cada um representando o seu respectivo país, sobre a crise e a necessidade de reformas urgentes na UE. A carta é também citada neste artigo sobre Cameron, onde se inclui uma referência ao IEA. Um dos signatários da carta é André Azevedo Alves, PhD pela London Schoool of Economics e professor da Universidade de Aveiro e da Universidade Católica Portuguesa, a quem me cabe a distinta tarefa de dar os Parabéns pela honra que lhe foi atribuída.
O texto da carta é o que se segue:
As economists from 16 EU states, we don’t all hold the same view on whether the euro was a good idea, nor any particular view on David Cameron’s veto of a possible EU treaty. However, we are staunch believers in the free movement of goods, services, people and capital as enshrined in the Treaty of Rome.
Though only one person from each country has signed this letter, our views are not far out of line with those of many fellow economists. The EU should not focus on Mr Cameron’s actions. It should, instead, look at the underlying arguments about the future of the EU and the euro.
Unless there is radical deregulation of the labour and product markets and lower taxation, the euro can never work and the EU can never be a thriving economic area again.
These are the challenges, but the EU and its member governments are moving in the wrong direction. We see no sign that those discussing how to deal with the euro crisis understand the actions that need to be taken.
Whether or not the euro survives, this attitude will lead to gradual decline and increased social conflict within the EU. It may ultimately lead to the disintegration of both the single currency and the EU.
Prof Pascal Salin
University Paris-Dauphine, France
Prof Pedro Schwartz
Universidad San Pablo CEU, Spain
Prof Philip Booth
Institute of Economic Affairs, UK
Prof Roland Vaubel
University of Mannheim, GermanyProf Sean Barrett
Trinity College, Dublin, Ireland
Dr Christian Bjørnskov
University of Aarhus, Denmark
Dr Fredrik Erixon
European Centre for International Political Economy, Sweden
Prof Barbara Kolm
University of Dona Goriza and Friedrich von Hayek Institute, Austria
Dr Piotr Zientara
University of Gdansk, Poland
Dr André Azevedo Alves
Universidade de Aveiro, Portugal
Dr Alberto Mingardi
Istituto Bruno Leoni, Italy
Rūta Vainienė
Lithuanian Free Market Institute, Lithuania
Prof Gabriel Mursa
University of Iasi and Friedrich von Hayek Institute, Romania
Dr Žiga Andoljšek
Katoliški Inštitut, Slovenia
Petri Kajander
Libera, Finland
Svetla Kostadinova
Institute for Market Economics, Bulgaria
Dezembro 15, 2011
Crise do Crédito Visualizada
Já vi este vídeo há 3 anos, mas ontem ao acrescentar ligações no meu blog tropecei nele outra vez e creio que continua a ser a melhor explicação da crise do crédito que vi até hoje.
Quem ainda não viu, tem de ver:
Dezembro 11, 2011
Dezembro 5, 2011
1ª Conferência do Liberalismo
Tive a honra da participar como orador no fim de semana passado, no dia 26 de Novembro, na 1ª Conferência do Liberalismo em Portugal.
Para todos os interessados, publiquei ontem no meu blog 3 entradas sobre o tema:

2 – Tese de Mestrado “Como Lucrar por Ser Liberal”

3 – Porque deve um Liberal entrar no PSD?


Boas leituras (e investimentos)!
Dezembro 4, 2011
Referendo sobre o novo tratado europeu
Uma aviso oportuno: AVISO A TEMPO POR CAUSA DO TEMPO: MAIS DO QUE NUNCA CONVÉM COMEÇAR A PREPARAR UM REFERENDO SOBRE O NOVO TRATADO EUROPEU. Por José Pacheco Pereira.
O que se está a passar na União Europeia, a caminho de terminar com a soberania dos países endividados e de reforçar a soberania sobre eles dos que o não estão, consolidado tal processo num novo tratado cuja natureza é substancialmente diferente de todos feitos até agora e do projecto original dos fundadores da Europa, exige-se que haja referendo em Portugal e noutros países europeus.
As modificações em vista, sugeridas por alemães e franceses, mesmo que não inteiramente coincidentes, são as mais importantes de sempre no carácter da UE, que passa a institucionalizar uma “soberania” europeia sobre a política financeira (logo sobre a política económica) dos estados, retirando aos parlamentos nacionais o seu direito fundamental de decidir e controlar as receitas e as despesas do estado, o núcleo duro da ideia de que “sem representação, não há impostos” sem a qual os parlamentos perdem sentido.
Politicamente, um tratado assente no pressuposto da perda total da soberania, em nome de um “governo económico” da Europa, decidido, como aconteceu com o inútil Tratado de Lisboa, fugindo ao compromisso referendário com truques e sofismas, será uma receita ideal para movimentos populistas que, em conjunto com a crise económica e social, se voltarão contra quem apareça como sendo os novos “senhores” da Europa, também agora “senhores” directos e sem disfarces de Portugal. É só uma questão de tempo. O terreno para uma conflitualidade nacional na Europa será cada vez maior e a alienação já grande entre os “povos” e Bruxelas e o seu directório tornar-se-á agressiva e violenta.
EU propaganda video celebrating the euro
Dada a actual conjuntura, parece um video de paródia, mas aparentemente trata-se de propaganda oficial da União Europeia e a ironia é não intencional…
EU celebrates 10th anniversary of the euro – official EU video
A inflação como suposta “solução” para a crise europeia
Temos que ter superavits. Por João Miranda.
2. A política orçamental expansionista não gera crescimento de longo prazo. Quando o nível de endividamento é da ordem dos 110% do PIB nem sequer no curto prazo gera crescimento. Para o ano teremos um défice de 4,5%, muito acima do que é sustentável, e teremos uma queda do PIB de 3%. Este ano tivemos défice real de 8% e crescimento negativo de 2%. Nos últimos 10 anos tivemos défice sempre acima de 3% com 3 anos em que foi 10% em média. Crescimento foi em média inferior a 1%.
3. O limite de 3% de défice do pacto de estabilidade pressupõe um défice médio muito mais baixo. Para um défice de 3% e inflação de 2%, o crescimento tem que ser de 3% para a dívida pública estabilizar nos 60% do PIB. Portugal não cresce a 3% há mais de 10 anos. Nos anos mais recentes nenhum país europeu teve crescimento suficiente para contrabalançar o défice. Os 3% de défice são um limite estúpido apenas por ser demasiado alto.
4. Dado que os recursos são escassos, o endividamento público tende a retirar recursos ao sector privado (trabalhadores, bens de capital). Ora, como o sector privado é que é o motor do crescimento sustentável, eventual subida do PIB por estímulo público é insustentável e de curto prazo. Se o buraco em que estamos ainda não permitiram perceber isso …
Leitura complementar: Carlos Costa e João Galamba.
Dezembro 3, 2011
Basta arranjar uma fonte de financiamento alternativa…
Uma desafio que poderia ser interessante se fosse acompanhado da indicação de uma fonte de financiamento alternativa para atender à situação de bancarrota a que, graças às políticas das últimas décadas, infelizmente chegou o Estado português: Líder do PS desafia Passos Coelho a não ficar refém de Merkel
Dezembro 2, 2011
European Union planners rearranging the deck chairs on the Titanic
De plano quinquenal em plano quinquenal até ao desastre final: E a orquestra continuou a tocar… Por Miguel Noronha.
Dezembro 1, 2011
Portugal e o euro: cenários possíveis
Portugal e o euro, entre a austeridade e o desastre: Opções para Portugal (vários cenários). Por João Miranda.
Intervenção do BCE para salvar o euro emitindo moeda: Inflação. Perda colossal do poder de compra. Portugal entra em austeridade por via inflacionista (salários reais da função pública caem mais 10% ou 20%).
(…)
Portugal sai da zona euro: Queda abrupta do PIB português. Financiamento congela. Política de austeridade. Portugal tem que cortar na despesa para atingir défice zero de imediato.
Zona euro implode: Queda abrupta do PIB da zona euro. Financiamento congela. Política de austeridade. Portugal tem que cortar na despesa para atingir défice zero de imediato.
Novembro 27, 2011
FMI vai emprestar 600 000 Milhões à Italia!
Como podem ler aqui, o FMI está a “preparar” um pacote de Garantias à Italia no valor de 600 000 Milhões de Euros, a uma taxa de amigo, inferior a 5%.
Não sendo inteiramente uma situação inesperada – afinal, os juros pagos pela dívida estatal Italiana já cruzaram os 7% há umas semanas – é sem dúvida uma notícia forte e que levanta várias questões:
1 – Como surge este dinheiro. Estamos a falar de 600 000 Milhões…
2 – E se falhar? A Itália sai do Euro?
3 – E se a Itália sair do Euro… este ficará em causa, como disse Merkel?
4 – E como vão reagir os “mercados” à notícia amanhã de manhã?
5 - E no Longo Prazo como se vão organizar os países monetariamente depois? Liderará a Itália um “Euro do Sul”/”Atlante”? Ou será “cada um por si”?
Ainda é muito cedo para respostas, mas as próximas semanas serão decisivas.
A telenovela segue dentro de momentos.
Novembro 17, 2011
A queda da poupança em Portugal sob efeito da anestesia do euro
A Poupança em Portugal. Por Fernando Alexandre, Luís Aguiar-Conraria, Pedro Bação e Miguel Portela.
A forte e contínua redução da taxa de poupança da economia portuguesa nas últimas décadas foi, até à crise financeira internacional, um facto largamente ignorado por especialistas e decisores de política. Esta diminuição acentuada da taxa de poupança teve como reflexo o aumento exponencial do défice e da dívida externas, o que deveria ter feito soar os sinais de alarme. No entanto, apesar de estarem ainda bem presentes as duas intervenções do Fundo Monetário Internacional nas décadas de 1970 e 1980, em resultado de crises de pagamentos, instalou-se na sociedade portuguesa, depois da adesão ao euro, o sentimento de que desta vez seria diferente.
A queda da taxa de poupança contribuiu para os desequilíbrios económicos que se avolumaram nos últimos anos e que resultaram na crise da dívida soberana. De facto, em geral, os países com crises da dívida soberana partilharam tendências decrescentes da taxa de poupança. A saída da crise da dívida soberana, que limitou as possibilidades de financiamento externo da economia portuguesa, ameaçando estrangulá-la, terá de passar pela recuperação da importância da poupança no discurso e na prática dos portugueses.
Os Bancos Centrais Nacionais e o Banco Central Europeu
The ECB cannot hold back the tide of euro credit and banknotes. Por G. R. Steele.
Full eurosystem claims combine clearing balances and the net flow of euro banknotes between NCBs. In June 2011, those aggregated totals saw Germany (€174bn) and France (€56bn) as the biggest providers, with Ireland (€144bn), Greece (€112bn) Spain (€25bn) and Portugal (€38bn) the largest debtors.
As a proportion of GDP, the value of banknotes issued in the eurozone (9.0%) exceeds that of the USA (6.7%) and the UK (3.7%); and the high proportion of high values – 57% are €100, €200 and €500 notes – suggests uses beyond that of an ordinary medium of exchange. Also surprising is that Luxembourg’s banknote issue (98% in high denominations) was 8% of the eurozone total.
(…)
The tight financial integration of the eurozone, together with the essentially political decision to cement all domestic claims into a foreign currency (the euro) was deliberate: thereafter no sovereign could expect to regain independence. A razor-wire fence was erected to prevent members from leaving the enclosure. Now that some inmates are proving excessively troublesome, that same razor wire is a formidable barrier to getting them out.
Novembro 14, 2011
Novembro 10, 2011
Áreas Monetárias Óptimas: Euro e Atlante
Para quem estudou Áreas Monetárias Óptimas*, estes são tempos históricos.
Só hoje, o Negócios fala no Euro só para os ricos, nas discussões Franco-Alemãs para uma Zona Euro mais pequena, num Comissário Europeu a prometer “problemas” para Portugal se não cumprir as metas acordadas com Bruxelas e no desejo de Bruxelas de “inspeccionar as contas da CP, Parque Expo e ANAM.
Se querem perceber o assunto, Mundell explica. Leiam as condições para as OCAs:
The four often cited criteria for a successful currency union are:[5]
- Labor mobility across the region. This includes physical ability to travel (visas, workers’ rights, etc.), lack of cultural barriers to free movement (such as different languages) and institutional arrangements (such as the ability to have superannuation transferred throughout the region) (Robert A. Mundell). In the case of the Eurozone, while capital is quite mobile, labour mobility is relatively low, especially when compared to the U.S. and Japan.
- Openness with capital mobility and price and wage flexibility across the region. This is so that the market forces of supply and demandautomatically distribute money and goods to where they are needed. In practice this does not work perfectly as there is no true wage flexibility. (Ronald McKinnon). The Eurozone members trade heavily with each other (intra-European trade is greater than international trade), and most recent empirical analyses of the ‘euro effect’ suggest that the single currency has increased trade by 5 to 15 percent in the euro-zone when compared to trade between non-euro countries.[6]
- A risk sharing system such as an automatic fiscal transfer mechanism to redistribute money to areas/sectors which have been adversely affected by the first two characteristics. This usually takes the form of taxation redistribution to less developed areas of a country/region. This policy, though theoretically accepted, is politically difficult to implement as the better-off regions rarely give up their revenue easily. Theoretically, Europe has a no-bailout clause in the Stability and Growth Pact, meaning that fiscal transfers are not allowed, but it is impossible to know what will happen in practice. Of course, during the 2010 European sovereign debt crisis, the no-bailout clause was de facto abandoned in April 2010.[7]
- Participant countries have similar business cycles. When one country experiences a boom or recession, other countries in the union are likely to follow. This allows the shared central bank to promote growth in downturns and to contain inflation in booms. Should countries in a currency union have idiosyncratic business cycles, then optimal monetary policy may diverge and union participants may be made worse off under a joint central bank.
Novembro 3, 2011
Incendiários de todo o mundo, uni-vos
Evidentemente que os gregos devem poder decidir o seu próprio destino e, no caso, decidir se a austeridade será feita de uma forma apesar de tudo mais suave ao longo de muitos anos (e aceitam as imposições da UE) ou se preferem uma quebra abrupta seguida de um período de crescimento que proporcionará, também durante muitos anos, um nível de vida muito abaixo do actual e até do que trará a austeridade patrocinada pela UE (saem do Euro, portanto). Os gregos decidem o que querem sobre o seu destino; se assim o entenderem, podem até tentar abolir de todo a moeda e basear a sua economia na troca directa. E eu até entendo que os gregos se queiram livrar de um primeiro-ministro como Papandreus, sentimento que eu, de resto, partilhava há bem poucos meses quando tínhamos também um incendiário a liderar o nosso governo (lembram-se da quantidade de vezes que Sócrates ameaçou demitir-se?).
No entanto, tal como de um indivíduo que deliberadamente falha a sua parte num contrato onde livremente entrou não se pode dizer que esteja a exercer a sua liberdade, mas sim que tem falta de carácter e de respeito pela palavra dada, também de um país (ou de um pm) que numa semana assina livremente um acordo com os seus aliados (políticos, económicos,…) e na semana seguinte anuncia que afinal não sabe se o acordo é para cumprir, que logo se vê como calha o referendo, não se pode dizer que seja um exercício de soberania, antes sim um ‘acto de deslealdade’, um acto de má-fé, um acto de um jogador desesperado e sem escrúpulos que não teme ameaçar fazer colapsar os restantes membros da UE – sobre os quais os gregos já não têm nada que decidir – para evitar perecer politicamente (às mãos dos militares, da oposição, do PASOK, tanto se me dá). Sendo que, provavelmente e porque o jogo não vingou e a UE marcou bem que não seria refém da chantagem grega, de facto perecerá.
A falta de vergonha de Papandreus (acompanhado por uma percentagem indefinida de ministros) deveria dar uma lição àqueles que durante meses clamaram pela culpa dos mercados e dos especuladores nestas crises das dívidas soberanas. Talvez (mas duvido) consigam perceber que as dívidas públicas pagam (ou prometem pagar) juros insustentáveis porque o pagamento dos juros e dos títulos da dívida está nas mãos de gente irresponsável e leviana e pouco confiável como Papandreus.
Uma nota final. Por cá, tal como na Grécia, há quem tudo faça para gerar contestação nas ruas e lançar a confusão política: PCP, BE e franjas do PS. Convém não esquecermos que, fora países conquistados, o comunismo impôs-se apenas em épocas de caos. E se pensam que as ambições de poder (totalitário) do PCP e do BE são idiossincrasias destes partidos que não há necessidade de levar a sério, aconselham-se umas leituras ao Avante e ao site do BE para se avaliar o grau de alienação que ainda persiste por aqueles lados. Assim, eu não sou propensa a dar conselhos, mas estamos no fio da navalha e recomendo a quem seja mais moderado que não se entusiasme com o fim do euro, pelo menos agora, mesmo que venha guerra e pestilência, só porque o euro foi, de facto, uma construção anti-democrática de iluminados que se deveriam ter dedicado, para bem dos europeus, a cultivar abóboras (e para consumo restrito das suas famílias).
Novembro 2, 2011
4 Razões pelas quais os “Estímulos” não funcionam
Se todos os leitores d’O Insurgente tivessem lido isto antes…
Outubro 16, 2011
Eles é que são o 1%
Apesar do generoso empurrãozinho dado por São Pedro (o do clima e o outro que falou dois dias antes), a manifestação de indignados portugueses foi um rotundo falhanço, com uma afluência comparável ao eleitorado do Partido dos Animais nas últimas legislativas. Claro que sem sandes de torresmo, autocarros à borla e reformados dispostos a dar um passeio a Lisboa é mais complicado, mas mesmo assim a capacidade de mobilização do Bloco de Esquerda é muito fraca. Depois da afluência às manifestações de ontem, o lema dos indignados deveria passar a ser “Nós é que somos o 1%”
