O Insurgente

Maio 11, 2013

Liberdade condicional

Para memória futura, aqui fica o texto integral do meu artigo publicado ontem no Diário Económico: Liberdade condicional. (mais…)

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Maio 10, 2013

O regressos aos mercados e o segundo resgate

Hoje, no Diário Económico, um artigo meu sobre o regresso do Estado português ao mercado da dívida a 10 anos e a possibilidade de um segundo resgate: Liberdade condicional.

Os depósitos à ordem estão em risco ?

A verdade é irresponsável? Os depósitos à ordem estão mesmo em risco, sempre estiveram. Por CN.

Depois das eleições alemãs é que vai ser…

O Outono alemão. Por José Carlos Alexandre.

Maio 7, 2013

Graças a Vítor Gaspar (e ao BCE)

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 12:59

Um sucesso de Vítor Gaspar, Pedro Passos Coelho e, claro, do BCE. Infelizmente, quanto mais facilidades de acumulação da dívida, menos provável será concretização de qualquer reforma estrutural no país: Portugal emite dívida a dez anos e procura já superou os 4000 milhões.

Maio 6, 2013

A defesa possível do euro

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,União Europeia — André Azevedo Alves @ 22:36

É uma defesa intelectualmente consistente e inequivocamente atractiva para quem está sujeito a governos do Sul da Europa, mas a meu ver é também pouco robusta já que resolve um problema arriscando a criação de um problema mais grave a uma escala maior: Em defesa do euro. Por Fernando Ulrich (o economista brasileiro e não o gestor de banco português).

Muito se fala sobre a moeda única europeia e como ela acaba atuando como uma espécie de camisa de força aos governos periféricos. Incapazes de imprimir a sua própria moeda, Espanha, Portugal, Itália e Grécia encontram-se na difícil situação política de encarar seus cidadãos e dizer-lhes a verdade: não há almoço grátis. Não se pode gastar mais do que se ganha. Não se pode consumir mais do que se produz. Não se pode incorrer déficits indefinidamente. Alguma hora a conta chega. Seja na forma de inflação de preços, seja na forma de calote aberto.

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Infografia sobre os cortes previstos no DEO

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,Portugal — Ricardo Campelo de Magalhães @ 13:56
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Ver esta infografia aqui. Ver mais infografias do Dinheiro Vivo aqui.

Amanhã sairá o meu comentário sobre estas medidas no Diário Económico. Chama-se “Tarde“.

 

Abril 28, 2013

Os islandeses passaram de bestiais a bestas…

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Monetária,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 12:48

Na Islândia, confirma-se a estrondosa derrota da esquerda e a vitória do centro-direita com a oposição à adesão à UE a constituir um das principais compromissos dos partidos vencedores. Como de qualquer forma praticamente ninguém em Portugal tinha realmente percebido o que se passou na Islândia, esta interpretação acaba por não surpreender: Islandeses devolvem o poder ao centro-direita

Partidos responsabilizados pelo desastre económico e social do país voltam ao poder em Reiquejavique.

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Abril 24, 2013

O que aconteceu ao Preço do Ouro?

Filed under: Economia,Internacional,Política Monetária,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 09:09
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Gold April 2013

Dados os meus artigos do passado, várias pessoas me têm perguntado – via mail ou via blog – como é que eu explico a mais recente variação no Preço do Ouro e da Prata e o que eu concluo a partir desta variação negativa.

Para além de colocar ao lado o gráfico dos últimos 2 meses (a partir do site Gold Price) e de deixar no fim do artigo o vídeo do Schiff sobre o tema, gostava apenas de colocar aqui algumas notas:

  1. A perspectiva de Longo Prazo continua óptima. Até me convencerem que a União Europeia e os EUA voltaram a ser os produtores mundiais ou que pelo menos os respectivos Estados têm superávites orçamentais e não precisam mais de imprimir para pagar as suas contas, continuo interessado nos metais. Podem já ter subido bem, mas têm espaço para subir mais.
  2. O facto de o Chipre ter prometido vender os seus metais (Guardian Apr12thForbes Apr15th), e de muitos negociantes (“traders”) terem reflectido isso imediatamente no preço e terem atirado o preço para baixo (ZeroHedge Apr12thMoneyControl Apr16th) não me faz rever a minha posição.
  3. E se os Bancos Centrais dos PIIGS forem “convencidos” a vender Ouro, como Portugal já o foi? Bem, naturalmente nessas semanas o preço cairá. Quem precisar do dinheiro nos próximos meses, talvez fique melhor a perder pouco dinheiro em Depósitos a Prazo, que pouco pagam a menos que a inflação real. Mas quem quiser proteger o seu património para daqui a 5, 10 ou mais anos,… já sabem.
  4. A manter a recomendação de compra… Quando o fazer? Como já fui dizendo a que me mandou mails ou comentários sobre o assunto, o melhor é não comprar tudo de uma vez, mas em tranches periódicas – por exemplo mensais. Assim, serão irrelevantes ou até positivas estas variações, pois os mesmos 100 Euros comprarão mais metal. Sempre no pressuposto claro de que quando o dinheiro fizer falta o preço de venda do metal será superior ao preço de quando compraram, aplicando uma taxa de rentabilidade mínima de actualização claro.

A questão é sempre o longo prazo. Quem achar que o Ouro não vai subir no longo prazo, esteja à vontade para ficar com o seu dinheiro no que quiser. Desde que seja com o seu dinheiro e não com o dinheiro do estado, estão à vontade.

Abril 19, 2013

O meu texto no DE de hoje: Erro a Manter

«Vários estudaram áreas monetárias ótimas e o atual grupo de países que adotou o euro como moeda por nenhum seria assim qualificado: há demasiadas disparidades entre os países da união monetária europeia.

 

O euro foi desde o início um projeto político e não um passo necessário na integração económica da UE. Como todos os projetos políticos não alicerçados na realidade, com o tempo criou em vários países distorções com grandes custos. Até se tornar o atual erro ‘too big to fail’. Isto não evitou que Portugal tivesse evidentes ganhos com a adesão ao euro. Tempos de estabilidade cambial com os nossos maiores compradores, diminuição dos juros da dívida pública (também uma armadilha irresistível para os governos), descida das taxas de juro para empresas e famílias (outra armadilha), etc..

 

Se devemos continuar nesta união monetária é discutível.»

O resto está aqui.

 

Abril 16, 2013

Inflação no Brasil e na Argentina

Filed under: Brasil,Economia,Internacional,Política,Política Monetária,socialismo — André Azevedo Alves @ 16:10

Uma corrida de táxi em Buenos Aires, e uma semana de arrepiar no Brasil. Por Fernando Ulrich (o economista brasileiro e não o gestor de banco português).

Nesta semana estive em Buenos Aires e pude comprovar como a Argentina está, infelizmente, em uma situação muito preocupante. Tomei um táxi no aeroporto de Ezeiza e rumei ao hotel, no centro da cidade. É sempre proveitoso conversar com taxistas. Muitas vezes uma breve conversa de táxi lhe ensinará mais sobre a economia do país do que pilhas de relatórios e artigos de jornais.

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Abril 15, 2013

Como funciona o Bitcoin

Filed under: Economia,Política Monetária,Teoria — André Azevedo Alves @ 20:00
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Muito interessante: Bitcoin From an Austro-Libertarian Perspective, Part I. Por Robert P. Murphy e Silas Barta.

The first thing we want to stress is that—contrary to the impression one might have gotten—all of Bitcoin’s “bookkeeping” is done in full public view. Far from being encrypted, every Bitcoin transaction is out in the open, subject to independent auditing by anyone who downloads the software. In fact, that’s the very strength of Bitcoin, and why its proponents say that it relies on no central authority: Precisely because no single organization is “in charge” of Bitcoin, it will be extremely difficult to stamp it out of existence if Bitcoin should ever become a commonly accepted currency. Friedrich Hayek talked of privately-issued fiat currencies, but his vision still involved management of each (competing) currency by a particular issuer. In contrast, no single group manages Bitcoin; this is the sense in which it is “decentralized.” (However, it’s true that a commodity money like gold is also decentralized in the same sense.)

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Causas da inflação no Brasil

Filed under: Brasil,Política,Política Monetária,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:16

Sobre a atual inflação de preços no Brasil e o problema da SELIC. Por Leandro Roque.

Como atualmente só se fala em tomate, era inevitável tratarmos da crônica inflação de preços por que passa o Brasil. Qual a sua causa? Como resolvê-la?

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Abril 14, 2013

Goldman Sachs recommends shorting gold

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Monetária,socialismo — André Azevedo Alves @ 17:54
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Não partilho a análise da Goldman Sachs, mas é uma análise interessante: Gold is the worst investment of 2013, and Goldman thinks you should short it

Now Goldman Sachs commodities analysts suggest the selloff in the yellow metal could be about to gain momentum. In a research note Wednesday they write not even the stress over Cyprus could generate much of a rally in gold prices.

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Abril 13, 2013

A Argentina de Soares

“Quando não há dinheiro não se paga. Foi o que se passou com a Argentina, entre outros países, e nem por isso o povo ficou pior.”Mário Soares

Olhando o gráfico abaixo podemos denotar três períodos de relevo. O primeiro, de 91 a 95, demonstra o resultado do Governo Menem que, mesmo tendo entrado numa espiral de corrupção, conseguiu equilibrar o défice argentino e controlar a inflação, introduzindo também o peso que, através de um Currency Board, passou a utilizar o dólar como uma âncora cambial. Enquanto este arranjo se manteve, a Argentina cumpriu os compromissos com os credores e, como se pode verificar, não só cresceu como esse crescimento beneficiou as classes mais baixas. Na sequência da crise do México e da crisa asiática, a situação da Argentina deteriorou-se e os sucessivos governos foram incapazes – uns por falta de vontade, outros por falta de apoios – de conter os gastos públicos. O FMI, que raramente ajuda nesta situações, só agravou o problema. Não vou roubar-vos tempo a explicar o saque e a violência estatal que se seguiram, pois esta efeméride é do conhecimento geral. A verdade é que a Argentina entrou em default  no final de 2001 e são notáveis os efeitos deste nas classes mais pobres. O choque quase duplicou o número de pessoas abaixo da linha da pobreza.

pic3 (1)

De facto, após uns anos de sofrimento e agonia, a Argentina voltou a crescer. Com os Kirchner, a típica combinação populista de substituíção de importações com amplos programas sociais alcançou o seu auge, o que explica – juntamente com a conjuntura internacional favorável – em certa medida, os dados do gráfico para esse período, mas que também explica os valores que alguns economistas apontam para a real inflacção da Argentina: entre 20 e 30 % – impulsionada, principalmente, pela impressora do Banco Central. O abrandamento económico do Brasil, pelos mesmos motivos que no país vizinho, já se faz sentir. Uma economia asfixiada por impostos e tarifas, amarrada por regulações, estrangulada pela mão bem visível de um estado que parece empenhado em homenagear o General Perón – inspiração para o Partido Justicialista – a cada decreto redigido. E daqui a uns anos, quando o FMI voltar a bater à porta, serão novamente culpados os liberais, os capitalistas, o Papa e sabe-se lá quem mais.

Dr. Soares, por menos que isto foi morto o Presidente Allende. Por menos que isto Getúlio Vargas acabou com um tiro no peito. Por bem menos que isto o Jango acabou no Uruguai – e crescem as teorias de envenenamento. Tenha portanto tento na língua e juízo na cabeça que, não fosse a direita portuguesa democratizada e tivesse ela os tiques dos seus confrades republicanos, já o senhor estaria a confraternizar com o seu amado Mitterrand ou auxiliando o capeta nas boas vindas ao monstro que condenou a Venezuela. Felizmente, outros não partilham a sua aversão à liberdade, podendo o senhor brindar-nos semanalmente com a sua iliteracia económica, com o seu português brejeiro e com o que o seu afilhado político, José Sócrates, apelidaria de “falta de cultura democrática”.

Voltando a citar o próprio: “As situações são diferentes, mas é um facto que o exemplo da Argentina nos pode ajudar a ter coragem“. Certamente que o caso argentino nos pode ajudar a ter coragem para implementar medidas que, apesar de duras, reconduzam o país aos mercados e ao crescimento. Como foi o caso de Ricardo López Murphy que, tendo chegado à pasta da economia com um programa sério de ajustamento que evitaria o default, foi afastado duas semanas depois, não só pela esquerda, mas pelo mesmo tipo de vozes que, à direita, pedem a demissão de Gaspar:

The Germans and the euro

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 12:23

Don’t make us Führer: Germans are losing patience with being cast as the euro zone’s scapegoats

The Germans are not yet openly angry. That would be out of character in a people who have, since the second world war, been eager to atone for the past and be good European partners. In one recent poll, 34% of Germans even said they empathised with the wrath of the southern Europeans. But the mood is shifting. The southerners may see Germany as forcing excessive austerity on them and showing insufficient solidarity, but Germans have a different view.

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Abril 11, 2013

Remodelem o Bloco Central

As cartomantes do regime pediram férias dos surtos de astrologia que as vem caracterizando e decidirem, a pro bono, prestar serviços de acessoria ao primeiro-ministro. Esta insistência em tom autoritário numa remodelação do governo, mesmo com Relvas fora de jogo, está longe de ser um bom presságio. Os dinossauros do bloco central nunca conviveram bem com revoluções, apostando no reformismo sereno, aquele que se perde nos corredores dos ministérios e nos gabinetes das comissões parlamentares. Neste contexto, o Ministro da Economia é um alvo a abater, sendo que o tiro ao Álvaro se tornou património cultural de um eixo que vai de socratistas a cavaquistas, passando por uns quantos sem-abrigo partidários que sobrevivem às custas da caridade da comunicação social. As vozes que hoje exigem uma remodelação ou que evocam sebastianismos antigos lançando nomes como o de Silva Peneda ou o de Rui Rio para cima da mesa, não o fazem por nobres utopias quanto aos destinos da pátria mas pelo senso comum que dita que quando as vacas sagradas do regime correm risco de extinção é saudável acautelar a questão chamando figuras consensuais que apelem à moderação. E por moderação leia-se  a comunhão com os interesses instalados. O problema é que os nossos Montis vêm discursando como Berlusconis. Especialmente aqueles a quem o povo apelidou de barões, não por serem portadores de qualquer tipo de nobreza, mas por fazerem do país o seu feudo e da pilhagem o seu hábito.

Abril 9, 2013

Peter Schiff sobre Japão, Canadá, China…

Filed under: Economia,Internacional,Política Fiscal,Política Monetária,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 23:48
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Link. Boa noite.

Sobre os tais cortes na Educação

Concordando com o Relatório do FMI no que toca à Educação, devo acrescentar que não admito que o Governo mexa nas propinas sem antes tratar dos professores, seja na quantidade, seja na remuneração A raison d’être do sistema de ensino é, em primeiro lugar, a formação, não o emprego dos formados.

O custo médio de um aluno nos ensinos básico e secundário, que ronda os 4415 euros, deve servir de base para uma reforma estrutural, que reduza custos, aumente a concorrência e, sobretudo, a autonomia e a competência das escolas. O mesmo vale para o ensino superior onde, a serem aumentadas as propinas, não poderão deixar de ser criados/reforçados mecanismos – envolvendo ou não a banca privada – que possibilitem a todos o acesso. Se é verdade que uma visão estritamente social condenou a geração presente, uma visão estritamente tecnocrata nesta área poderá vir a condenar a geração futura.

Março 31, 2013

Qual a melhor formação ideal para trabalhar nos mercados financeiros ?

Filed under: Economia,Educação,Política,Política Fiscal,Política Monetária,socialismo,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:04

Uma conclusão algo triste para quem, como eu, se licenciou em Economia, mas também uma conclusão da qual não consigo discordar: Qual a formação ideal para quem quer ingressar no mercado financeiro? Por Fernando Ulrich.

4 — Economia: dado o currículo do curso de Economia no Brasil (e em grande parte do mundo), tenho que relegar a faculdade de Economia à última opção. Ressalvo que, fosse o currículo do curso baseado na Escola Austríaca de economia ou menos Marxista e Keynesiana, esse curso poderia ser mais proveitoso. Embora você possa aprender conceitos válidos, e nem todas as faculdades do Brasil serão completamente Marxistas e Keynesianas, certamente você passará alguns meses estudando teorias descabidas que desperdiçarão o seu precioso tempo. Pior ainda, precisará aprender por conta própria os conceitos corretos de economia. Não tenho dúvida que muitas corretoras, bancos, assessores financeiros, etc., divergirão da minha opinião quanto ao curso de economia. Muitos deles certamente passaram por essas faculdades.

Decidido o curso de graduação, onde aprender sobre economia de verdade e como o mundo dos investimentos funciona? Enquanto não temos uma faculdade dedicada ao tema, com certeza a melhor fonte de informação é o Instituto Mises Brasil (www.mises.org.br) e o Ludwig Von Mises Institute (www.mises.org). Não há necessidade de devorar todos os livros de Mises. Afinal de contas, você não quer se tornar um acadêmico, mas sim um investidor de sucesso. Para isso, você deve focar principalmente nos materiais sobre ciclos econômicos, teoria monetária e bancária, e similares. Acredite ou não, mas apenas o domínio do funcionamento dos bancos centrais e como a política monetária afeta os mercados já farão de você um investidor diferenciado. Dicas específicas de leitura? Veja o artigo do Helio Beltrão.

Peter Schiff Update – the Lance Amstrong Economy & Cyprus honesty

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Monetária,Videos — Ricardo Campelo de Magalhães @ 10:17
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N’O Insurgente há pessoas mais académicas – como o AAAlves ou o Filipe por exemplo – e se vocês os conhecerem creio que se tornará óbvio o que eu quero dizer. Falar com eles é mais como falar com uma versão moderna de Hayek – excepto quando o André usa camisola em V, pois aí é igual!

Bem, eu sou mais do género do Schiff ou do Rogers. Financeiro, gosto de ter uma linguagem acessível, sacrifico estudar a ontologia e a epistemologia (que hei-de estudar melhor – um dia) para estudar movimentos de tipos de activos (para saber para onde vamos) ou como argumentar com pessoas inteligentes mas sem conhecimento profundo de economia teórica (como os meus clientes) e por vezes flirto com a política. Por isso fica aqui mais um update dele.

Lance Amstrong Economy (link)

Já agora, sobre o Chipre (link):

Março 27, 2013

Consequência da saída do euro

De acordo: Saída do euro. Por João Miranda.

Dos que não se derem ao trabalho de explicar, concluo que ou não estão a sério quando defendem a saída do euro, ou estão a sério mas não fazem a mínima ideia de quais são as consequências.

Março 25, 2013

O Chipre como vacina para a zona euro ? (2)

Chipre, uma cobaia de Merkel para impor bail-ins aos PIIGS? Por Hélio Beltrão.

Leitura complementar: O Chipre como vacina para a zona euro ?

Março 24, 2013

Chipre, Rússia e União Europeia (2)

With Russia “Demanding Cyprus Out Of The Eurozone” Here Is A List Of Possible Russian Punitive Reprisals

As has been made abundantly clear on these pages since the breakout of the latest Cyprus crisis, the Russian policy vis-a-vis its now former Mediterranean offshore deposit haven-cum-soon to be naval base, has been a simple one: let the country implode on the heels of the Eurozone’s latest humiliating policy faux pas, so that Putin can swoop in, pick up assets (including those of a gaseous nature, much to Turkey’s chagrin) for free, while being welcome like the victorious Russian red army saving Cyprus from its slavedriving European overlords (a strategy whose culmination Merkel has very generously assisted with).

Chipre, Rússia e União Europeia

Filed under: Economia,Internacional,Política,Política Monetária,União Europeia — André Azevedo Alves @ 19:33
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Russian Ties Put Cyprus Banking Crisis on East-West Fault Line

With just 860,000 people and a gross domestic product of only $23 billion, the Republic of Cyprus makes an unlikely strategic prize. But it sits atop a web of overlapping and potentially volatile fault lines — between East and West, the European Union and Russia, and Greece and Turkey, whose troops occupy the northern part of the island. It also has natural gas in the waters off its coast toward Israel. Nobody knows for sure yet how much — that may become clearer later this year when Houston-based Noble Energy carries out a new round of exploratory drilling.

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O Chipre e o balanço do BCE

Why Cyprus Matters (And The ECB Knows It)

I have been asked, with some frequency, why the bondholders have not been tagged in the Cyprus fiasco. That answer is simple. Most of Cyprus’s bonds are pledged as collateral at the ECB or in the Target2 financing program.

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Bitcoin: the fastest growing currency in the world

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,socialismo,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:22
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Bitcoin: the fastest growing currency in the world – video

Bitcoin: An open source P2P digital currency

Bitcoin uses peer to peer technology to operate with no central authority; managing transactions and issuing Bitcoins are carried out collectively by the network. Through many of its unique properties, Bitcoin allows exciting uses that could not be covered by any previous payment systems.

Infelizmente, é provável que não demore muito até ser destruída pelos Estados e bancos receosos da concorrência monetária.

Março 23, 2013

O Chipre e os bancos falidos

Um bom artigo de Ricardo Reis: Chipre ou o cúmulo da confusão.

O que está em causa não é se os bancos devem ser sempre resgatados. Não devem, e uma das causas do problema europeu é este trauma pós-Lehman que paralisa os governantes sempre que se fala em fechar um banco falido. No Chipre, dois bancos estão falidos, depois de investirem muito na Grécia, e devem fechar as portas. Devem ser fechados, quer porque o buraco nas contas é demasiado grande para ser absorvido pela economia cipriota quer porque quem faz más apostas tem de perder numa economia de mercado justa e eficiente.

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Março 22, 2013

O Euro como projecto político

Filed under: Economia,Política,Política Monetária,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:59

Era uma vez uma moeda, o Euro. Por Samuel de Paiva Pires.

Com bases económicas frágeis, que o próprio Chanceler Helmut Kohl conhecia, o Euro é essencialmente um projecto político e constituiu-se como o principal preço que a França acabou por conseguir cobrar à Alemanha pela sua reunificação. Na perspectiva de François Miterrand o Euro deveria servir o propósito de refrear o poder da Alemanha unificada – em conjunto com a redução das suas forças armadas e a renúncia à posse de armamento biológico, nuclear e químico – que Margaret Thatcher também temia. Mas enquanto a Dama de Ferro se opunha à moeda única e alertava para os perigos desta, prevendo que tornaria a Europa menos democrática e seria o princípio de uma Europa federal pela porta dos fundos, a França viu na moeda única a oportunidade de voltar a assumir uma posição de liderança política do Velho Continente.

A História tem uma forma peculiar de revelar, com contornos tragicómicos, as ironias que nos reserva. Não só o Euro serviu precisamente para reforçar o poder alemão como permitiu finalmente à potência germânica dominar a Europa – desta feita sem disparar um único tiro.

Eu também não

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,Portugal,socialismo — André Azevedo Alves @ 13:30

Quem pensa que basta sair do euro para melhorar a situação do país está enganado. Tragicamente enganado: Lamento, mas não confio nas nossas elites. Por Carlos Novais.

Portugal com moeda própria não promete muito melhor. Um país pequeno com moeda própria acaba sempre a ter problemas nas reservas em divisas. O que vai dar ao mesmo, mais tarde ou mais cedo, a ajuda internacional torna-se inevitável por falta de divisas para pagar empréstimos externos. Faço parte dessa minoria em crescimento (não sei se já repararam) de ortodoxia na moeda. Sim, o euro ajudou a prolongar a bolha. Mas países com moeda própria também conseguiram prolongar essa mesma bolha. Para outra moeda, só se for em liberdade monetária de circulação da moeda-mercadoria tradicional, ou seja, maior ortodoxia.

Para alimentar ilusões que salários não têm de descer, que despesa é necessária ao estímulo do crescimento, passo.

Março 21, 2013

O Chipre como vacina para a zona euro ?

A conjunção destas notícias com estas sugere que há quem esteja a pensar utilizar o caso do Chipre como uma espécie de vacina para os restantes países da zona euro.

Não nego que uma vacina possa ser útil mas ao ser induzida desta forma torna-se uma jogada de muito alto risco. Como escrevi em Maio de 2012 numa breve análise sobre a situação grega para o Institute of Economic Affairs, o melhor (ou menos mau) que podia ter acontecido para a zona euro nas eleições gregas teria sido uma vitória do Syriza seguida de uma saída tão ordeira quanto possível da Grécia da moeda única.

Entretanto, o impasse manteve-se e a situação política, económica e social na zona euro agravou-se. Seja qual for o caminho agora, será mais complicado e perigoso.

Março 20, 2013

Capital controls in Cyprus ?

Filed under: Economia,Política,Política Fiscal,Política Monetária,socialismo,União Europeia — André Azevedo Alves @ 23:38
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Cyprus, ECB Officials Working on Capital-Control Plans

Cypriot authorities are working with officials from the European Central Bank to develop contingency plans, including capital control measures, to stem potential capital outflows when banks on the island reopen, three officials with knowledge of the situation said Tuesday.

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The ECB and Cyprus: the plot thickens…

Analysis: ECB prepared to let Cyprus go, protect others

The European Central Bank is prepared to cut off funding to Cyprus and let the Mediterranean island succumb to financial meltdown if it has to, confident it has unlimited firepower to protect the rest of the euro zone.

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Março 19, 2013

Ao intervalo, no Chipre: Putin 1 – Merkel 0

Parlamento cipriota recusa taxa sobre depósitos

O Parlamento de Chipre recusou nesta terça-feira a taxa extraordinária sobre depósitos, com 36 votos contra e 19 abstenções. Nenhum deputado votou a favor e um esteve ausente, adianta a Reuters.

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Os depósitos bancários estão seguros ? (2)

Uma análise discutível mas interessante: Sobre o assalto cipriota. Por Gary North.

Minha opinião: creio que tudo isso é deliberado. Eles sabiam que toda essa reação, com ameaça de corrida bancária e tudo mais, iria ocorrer. Os eurocratas estão enviando um recado para todos os outros políticos dos PIIGS: “Salvem vocês os seus próprios bancos. Caso contrário, preparem-se para uma corrida bancária igual à do Chipre”. O objetivo deles é justamente gerar uma corrida bancária no Chipre. Eles querem enviar uma mensagem para todos os outros governos da zona do euro que estão acomodados e tranquilos, operando sob a pressuposição de que a zona do euro irá sempre socorrer suas dívidas ou socorrer seus bancos. Não irá. Não tem como. Ela não tem o dinheiro. Os eleitores dos países mais solventes não permitirão que seus respectivos governos transfiram seu dinheiro para o governo dos países mais pródigos.

Os eurocratas escolheram o Chipre para servir de exemplo porque se trata de uma ínfima nação insular, responsável por apenas 0,2% do PIB europeu. Se os bancos do Chipre quebrarem, e daí? Se seus políticos resolverem sair da zona do euro, e daí? Uma crise bancária no Chipre é exatamente o que os banqueiros do norte precisam para enviar um recado: “Não haverá mais tolerância. Coloquem suas contas em ordem. Cuidem de seus bancos”.

Leitura complementar: Os depósitos bancários estão seguros ?

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