Para memória futura, aqui fica o texto integral do meu artigo publicado ontem no Diário Económico: Liberdade condicional. (mais…)
Maio 11, 2013
Maio 10, 2013
Maio 7, 2013
Maio 6, 2013
A defesa possível do euro
É uma defesa intelectualmente consistente e inequivocamente atractiva para quem está sujeito a governos do Sul da Europa, mas a meu ver é também pouco robusta já que resolve um problema arriscando a criação de um problema mais grave a uma escala maior: Em defesa do euro. Por Fernando Ulrich (o economista brasileiro e não o gestor de banco português).
Muito se fala sobre a moeda única europeia e como ela acaba atuando como uma espécie de camisa de força aos governos periféricos. Incapazes de imprimir a sua própria moeda, Espanha, Portugal, Itália e Grécia encontram-se na difícil situação política de encarar seus cidadãos e dizer-lhes a verdade: não há almoço grátis. Não se pode gastar mais do que se ganha. Não se pode consumir mais do que se produz. Não se pode incorrer déficits indefinidamente. Alguma hora a conta chega. Seja na forma de inflação de preços, seja na forma de calote aberto.
Infografia sobre os cortes previstos no DEO
Ver esta infografia aqui. Ver mais infografias do Dinheiro Vivo aqui.
Amanhã sairá o meu comentário sobre estas medidas no Diário Económico. Chama-se “Tarde“.
Abril 28, 2013
Abril 24, 2013
O que aconteceu ao Preço do Ouro?
Dados os meus artigos do passado, várias pessoas me têm perguntado – via mail ou via blog – como é que eu explico a mais recente variação no Preço do Ouro e da Prata e o que eu concluo a partir desta variação negativa.
Para além de colocar ao lado o gráfico dos últimos 2 meses (a partir do site Gold Price) e de deixar no fim do artigo o vídeo do Schiff sobre o tema, gostava apenas de colocar aqui algumas notas:
- A perspectiva de Longo Prazo continua óptima. Até me convencerem que a União Europeia e os EUA voltaram a ser os produtores mundiais ou que pelo menos os respectivos Estados têm superávites orçamentais e não precisam mais de imprimir para pagar as suas contas, continuo interessado nos metais. Podem já ter subido bem, mas têm espaço para subir mais.
- O facto de o Chipre ter prometido vender os seus metais (Guardian Apr12th, Forbes Apr15th), e de muitos negociantes (“traders”) terem reflectido isso imediatamente no preço e terem atirado o preço para baixo (ZeroHedge Apr12th, MoneyControl Apr16th) não me faz rever a minha posição.
- E se os Bancos Centrais dos PIIGS forem “convencidos” a vender Ouro, como Portugal já o foi? Bem, naturalmente nessas semanas o preço cairá. Quem precisar do dinheiro nos próximos meses, talvez fique melhor a perder pouco dinheiro em Depósitos a Prazo, que pouco pagam a menos que a inflação real. Mas quem quiser proteger o seu património para daqui a 5, 10 ou mais anos,… já sabem.
- A manter a recomendação de compra… Quando o fazer? Como já fui dizendo a que me mandou mails ou comentários sobre o assunto, o melhor é não comprar tudo de uma vez, mas em tranches periódicas – por exemplo mensais. Assim, serão irrelevantes ou até positivas estas variações, pois os mesmos 100 Euros comprarão mais metal. Sempre no pressuposto claro de que quando o dinheiro fizer falta o preço de venda do metal será superior ao preço de quando compraram, aplicando uma taxa de rentabilidade mínima de actualização claro.
A questão é sempre o longo prazo. Quem achar que o Ouro não vai subir no longo prazo, esteja à vontade para ficar com o seu dinheiro no que quiser. Desde que seja com o seu dinheiro e não com o dinheiro do estado, estão à vontade.
Abril 19, 2013
O meu texto no DE de hoje: Erro a Manter
«Vários estudaram áreas monetárias ótimas e o atual grupo de países que adotou o euro como moeda por nenhum seria assim qualificado: há demasiadas disparidades entre os países da união monetária europeia.
O euro foi desde o início um projeto político e não um passo necessário na integração económica da UE. Como todos os projetos políticos não alicerçados na realidade, com o tempo criou em vários países distorções com grandes custos. Até se tornar o atual erro ‘too big to fail’. Isto não evitou que Portugal tivesse evidentes ganhos com a adesão ao euro. Tempos de estabilidade cambial com os nossos maiores compradores, diminuição dos juros da dívida pública (também uma armadilha irresistível para os governos), descida das taxas de juro para empresas e famílias (outra armadilha), etc..
Se devemos continuar nesta união monetária é discutível.»
O resto está aqui.
Abril 16, 2013
Abril 15, 2013
Como funciona o Bitcoin
Muito interessante: Bitcoin From an Austro-Libertarian Perspective, Part I. Por Robert P. Murphy e Silas Barta.
The first thing we want to stress is that—contrary to the impression one might have gotten—all of Bitcoin’s “bookkeeping” is done in full public view. Far from being encrypted, every Bitcoin transaction is out in the open, subject to independent auditing by anyone who downloads the software. In fact, that’s the very strength of Bitcoin, and why its proponents say that it relies on no central authority: Precisely because no single organization is “in charge” of Bitcoin, it will be extremely difficult to stamp it out of existence if Bitcoin should ever become a commonly accepted currency. Friedrich Hayek talked of privately-issued fiat currencies, but his vision still involved management of each (competing) currency by a particular issuer. In contrast, no single group manages Bitcoin; this is the sense in which it is “decentralized.” (However, it’s true that a commodity money like gold is also decentralized in the same sense.)
Causas da inflação no Brasil
Sobre a atual inflação de preços no Brasil e o problema da SELIC. Por Leandro Roque.
Como atualmente só se fala em tomate, era inevitável tratarmos da crônica inflação de preços por que passa o Brasil. Qual a sua causa? Como resolvê-la?
Abril 14, 2013
Abril 13, 2013
Abril 11, 2013
Abril 9, 2013
Março 31, 2013
Peter Schiff Update – the Lance Amstrong Economy & Cyprus honesty
N’O Insurgente há pessoas mais académicas – como o AAAlves ou o Filipe por exemplo – e se vocês os conhecerem creio que se tornará óbvio o que eu quero dizer. Falar com eles é mais como falar com uma versão moderna de Hayek – excepto quando o André usa camisola em V, pois aí é igual!
Bem, eu sou mais do género do Schiff ou do Rogers. Financeiro, gosto de ter uma linguagem acessível, sacrifico estudar a ontologia e a epistemologia (que hei-de estudar melhor – um dia) para estudar movimentos de tipos de activos (para saber para onde vamos) ou como argumentar com pessoas inteligentes mas sem conhecimento profundo de economia teórica (como os meus clientes) e por vezes flirto com a política. Por isso fica aqui mais um update dele.
Lance Amstrong Economy (link)
Já agora, sobre o Chipre (link):
Março 27, 2013
Março 25, 2013
Março 24, 2013
Chipre, Rússia e União Europeia
Russian Ties Put Cyprus Banking Crisis on East-West Fault Line
With just 860,000 people and a gross domestic product of only $23 billion, the Republic of Cyprus makes an unlikely strategic prize. But it sits atop a web of overlapping and potentially volatile fault lines — between East and West, the European Union and Russia, and Greece and Turkey, whose troops occupy the northern part of the island. It also has natural gas in the waters off its coast toward Israel. Nobody knows for sure yet how much — that may become clearer later this year when Houston-based Noble Energy carries out a new round of exploratory drilling.

