Rússia em modo vintage

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Crise, qual crise? Está proibida, a crise.

Authorities in the Central Russia’s Kaluga Region have banned the use of the word ‘crisis’ in public and the measure is already helping to attract investors, according to the local governor.

It is possible that the crisis exists, but we forbid the use of this word,” the Russian News Service (RSN) radio quoted Anatoly Artamonov as saying on Tuesday.

The governor added that the Kaluga Region authorities were not planning a policy response to the current “inconvenient moment,” but instead chose to hold a major internal audit of the investment policy and legislation in order to create a better business environment.

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Os cartoons prejudicam a saúde

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Indonesian police accused the top editor of a leading English-language newspaper of blasphemy after the paper published a cartoon depicting the flag of the Islamic State of Iraq and Al-Sham that allegedly insulted Islam.

Por favor não me ajudem, pensará ele

socratesO primeiro autor de um pedido de habeas corpus foi um jurista conhecido por ameaçar imolar-se num sofa regado com gasolina em protesto contra a sua universidade. O segundo apresentou o pedido em fotocópias de jornal. O terceiro é um sucateiro condenado por violência doméstica e envolvido em leilões manhosos com o badalado Manuel Godinho.

Soares continua fixe

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O pior tem sido os oceanos, que se expandiram, tanto no Atlântico como no Pacífico, e no seu furor estão a matar as faunas e a destruir as praias.

 

Perante a indiferença familiar e face ao impedimento do detido 44, proponho um programa de opinião do doutor Mário Soares, na RTP, no intervalo dos jogos da Liga dos Campeões.

BE: à meia dúzia é melhor e mais barato

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De acordo com a sua constituição presumidamente revolucionária, o Bloco de Esquerda (BE) “é um movimento de cidadãs e cidadãos” que assume entre outras coisas fundamentais para a modernidade progressista a “forma legal de partido político” mas que também concebe  ser reconhecido como “movimento” que inspira e é inspirado por “contribuição convergentes de cidadãos, forças e movimentos” que se “comprometem com a defesa intransigente da liberdade e com a busca de alternativas ao capitalismo”. Para além dessa tarefa hercúlea de procura e dissimulação envergonhada do comunismo, o BE “pronuncia-se por um mundo ecologicamente  sustentável ” e sonha com a “transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e a opressão”. Honra seja feita ao BE, será  difícil a todas as forças, grupos e ajuntamentos de esquerda inovar tanto nos mesmos desejos, chamando-lhes outros nomes mais ou menos convergentes e com idênticos objectivos. Para a humanidade permanecer a par das novidades, o Observador trata de dar a conhecer O Bando dos seis: quem é quem na nova direção do Bloco de Esquerda.

Momento filosófico

42Muita tinta corre sobre Sócrates e a sua problemática relação com a verdade. O que a maior parte dos comentadores não entende, contudo, é que estamos perante uma alteração de paradigma epistemológico. Insistindo numa visão pré-socrática do conceito de verdade, os comentadores passam ao lado das inovações teleológicas do Mestre de Filosofia da Sciences-Po. A Verdade é o fim de um processo democrático necessariamente condicionado pela Vontade. Quem não percebe isso acaba inevitavelmente enredado da teia do botabaixismo da cabala negra. É uma pena que no aleatório caos da existência não lhe tenha calhado em Évora o número 42.

O fim do chocolate

cacauEnquanto a malta se distrai com minudências como a prisão preventiva do ex-PM, os pérfidos banqueiros do Espírito Santo ou os vistos manhosos a chineses duvidosos, a sua atenção é desviada de coisas realmente importantes. Nomeadamente o anunciado fim do chocolate, tragédia maior da sociedade moderna, fim dos tempos e trombeta do apocalipse.

Ou talvez não. Se calhar a malta está a ignorar a notícia porque se trata de um enorme disparate de quem não sabe fazer contas e/ou não percebe nada de como funciona a economia. Ou ainda, parafraseando Adam Smith, de pessoas do mesmo negócio a conspirar uma invenção para subir preços. Como se pode ver na figura, a produção de cacau parece tudo menos em declínio. Nem se pode tecer uma teoria do género “peak cocoa”, pois o cacau não é um recurso finito, ao contrário do que os títulos sensacionalistas sugerem. Tem também piada a sugestão de que os preços em Portugal já estão a aumentar por causa disso, na medida em que a matéria-prima paga no produtor representa em média 3 a 5% do preço final. Por fim, é hilariante a ideia de que o vírus ébola e o aquecimento global estão a afectar a produção. Os países do presente surto de ébola representam 0,7% da produção mundial de cacau. Quanto ao aquecimento global, nem vale a pena comentar.

Soltem os prisioneiros

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Sem dúvida, a mesma luta contra a opressão.

O deputado socialista Fernando Serrasqueiro foi o primeiro a fazê-lo, no Facebook, evocando, de forma subliminar, o exemplo de resistência de Nelson Mandela, o mais famoso prisioneiro político do último século.

Serrasqueiro, ex-secretário de Estado e amigo pessoal de Sócrates, manifestou a sua solidariedade através de um poema, intitulado Invictus, famoso por ter servido de apoio ao activista político Mandela, nos anos que passou na prisão-ilha de Robben Island. E reproduziu-o, sem comentários, duas horas depois do despacho do juiz Carlos Alexandre que enviou o ex-primeiro-ministro do PS para uma prisão em Évora.

Haverá pontos de contacto entre Mandela, prisioneiro político do regime racista sul-africano durante 27 anos, e Sócrates, detido por corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal? Há pelo menos um exemplo de resistência na adversidade, que Serrasqueiro quer transmitir ao amigo e camarada de partido.

Mandela disse que lia o poema Invictus (traduzindo: jamais derrotado) para encontrar força e apaziguar o sofrimento, superando momentos de dúvida. “Sob as garras cruéis das circunstâncias / eu não tremo e nem me desespero / Sob os duros golpes do acaso / Minha cabeça sangra, mas continua erguida”, lê-se na segunda estrofe do poema vitoriano.

(Agradeço ao leitor JP a indicação do assunto).

O muro a que temos direito!, um quarto de século depois

A pretexto da passagem de 25 anos sobre a chamada «queda do muro de Berlim» está a ser levada a cabo uma campanha anticomunista de intoxicação da opinião pública.

Bravo, Nico!

queimaNa sequência da polémica sobre Merkel e os “licenciados a mais” em Portugal, o deputado socialista Bravo Nico fechou a questão com chave de ouro: Afirmou o deputado que «Portugal não tem licenciados a mais, mas sim a menos. (…) [O] maior deficit estrutural português é o das qualificações e essa é que é a variável mais crítica para o desenvolvimento do país». Disse ainda que as declarações de Merkel são «no mínimo incompreensíveis», pois a Alemanha é dos países que «mais tem beneficiado com a emigração maciça dos licenciados portugueses».

Pensaria o leitor que a emigração maciça de licenciados seria sinal de que haveria excesso dos mesmos. Que o desenvolvimento do país se faria com os licenciados a trabalhar dentro dele. Puro equívoco caro leitor! Deixe-se de economicismos! Portugal vai desenvolver-se num Novo Paradigma, uma Nova Agenda para a Década, assente num Cluster Estratégico Educativo que visa explorar sinergias europeias, valorizando os nossos recursos da Lusofonia em empregos no estrangeiro, ao mesmo tempo que procuramos a sustentabilidade demográfica. Agora só falta arranjar um modelo de negócio para o país ser remunerado pela exportação de licenciados.

Sobre os piropos

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Olá pequerruchada fofinha, como estão? Isto não é mas poderia ser um texto do Bruno Nogueira para o Tubo de Ensaio, provavelmente escrito por esse fofucho do João Quadros, que acha que o piropo deveria ser crime com base no pressuposto legal de se tratar de agressão verbal. Pois é, aqui é que a porca torce o rabo, ou o quadro vira círculo. É que se o piropo é agressão verbal, o que dizer dos textos dos últimos dois anos do Tubo de Ensaio, que agridem — fazendo uso da prerrogativa do mesmo — verbalmente tudo e todos? Pois, seriam crime também, excepto se a lei não for abstracta mas sim particular, situação que obrigaria a listar todas as expressões enquadradas em agressão verbal, como “papava-te toda”, “és como um helicópetro, gira e boa”, entre outras proezas de criativos que não os que vivem do Orçamento de Estado; ou, melhor ainda, a tentar definir um quadro penal que enquadre e diference a vil ofensa do piropo da arte da comédia. Mas como a gente não quer andar para aqui a proibir miudezas porque tem coisas mais importantes com que se preocupar, desta vez vai passar. Um piropo só para vocês, seus lindos.

Uma piada punk

Isto teve tanta piada quanto a relevância do estudo sociólogo sobre a cultura punk em Portugal, que conclui que estes são subpolíticos e hiperpolíticos, e que por sua vez tem tanto interesse quanto este “ensaio” sociológico para reflectir sobre “a frustração popular contra o grande capital e as políticas de austeridade”

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Russell Brand: mais um canalha da esquerda

Russel Brand

O Che Guevara dos tempos modernos tinha de ser um comediante. Menos terrorista, é certo, penso em  Russell Brand autor de um recente texto sobre desigualdade. O estatuto de “celebridade” frequentemente permite que palavras ocas sejam confundidas com palavras profundíssimas, com verdades espirituais (cfr. Bono); e, no caso de Brand, um comediante que ganhou fama por humilhar sexualmente uma mulher na rádio, que pensa ser normal perseguir todas as mulheres no perímetro da sua vizinhança, parte numa relação on-and-off com Jemima Khan, herdeira e filha de Lady Annabel Goldsmith e de Sir James Goldsmith, hábil manipulador de expressões como “paradigma pré-existente”, é por demais óbvio.  Brand quer ser visto como um herói e um idealista (é a psicologia simples que vincula toda a esquerda: a vítima, o vilão e o herói), nada que deva surpreender vindo de um baby boomer oriundo de uma geração que de vez em quando desenvolve umas voracidades morais.

Lendo o dito texto e vendo uma ou outra entrevista de Brand, percebemos que nada do que diz é novo nem sequer a forma como o diz é novidade. Quanto à forma como diz as tais verdades espirituais, sempre foi trendy querer derrubar “o paradigma existente” pela via revolucionário-despótica ao invés de apará-lo e limá-lo de forma eficaz (com reformas e/ou pelo voto), método mais lento e sem ponta de glamour. Como muitos ricalhaços revolucionários, o apelo derradeiro de Brand é um “não vote” – melhor forma de, portanto, manter o “paradigma” que muito lhe convém. A isto há quem chame cinismo político preguiçoso. Quanto ao conteúdo daquilo que diz, quem não sabe que há grandes desigualdades no mundo e que é do interesse de alguns que o “sistema” permaneça como está? (“sistema” esse que, by the way, nas últimas duas décadas arrastou 20 milhões de pessoas para fora da pobreza). Brand defende a necessidade de uma ordem espontânea, utópica, apelando a uma revolução espiritual para compartilhar toda a riqueza do mundo e salvar o meio ambiente mas, P.S., “eu tenho uma fortuna pessoal de 15 milhões de dólares”. Brand esqueceu-se que a objeção central a esta proposta revolucionária de imposição de um sistema igualitário é simples: como impor uma ordem totalmente igualitária sem recorrer à força? E se é suposto haver um executor deste sistema, como fiscalizar se o Sr. Brand permanece no mesmo estado de igualdade de toda a gente? Pergunto-me se, enquanto escrevo este texto, as massas revolucionárias apoiantes de Brand estão já a misturar os cocktails Molotov e a preparar barricadas nas ruas ou continuam agarrados às Xbox ou a partes menos decentes do corpo.

Um pedófilo ou um viciado em droga pode sentir a necessidade de ganhar alguns pontos morais opondo-se ao “sistema” e defendendo a causa das baleias de modo a continuar a cometer os seus pecados. Sente-se isto sempre que uma celebridade assume uma cruzada moral como a de Brand, do alto da sua mansão de Hollywood Hills avaliada em 2.224 milhões de dólares. Atendendo aos seus “méritos”, Brand não seria digno de qualquer comentário por não passar de um narcisista inteligente o suficiente para perceber que o público se deixa seduzir com o desempenho de um populista radical, mas o problema é que esta personagem faz parte de uma cartilha maior que nos esclarece sobre a forma como funciona a sociedade moderna.

Aqui fica uma passagem de um texto na New Statesman:

“For me the solution has to be primarily spiritual and secondarily political. This, too, is difficult terrain when the natural tribal leaders of the left are atheists, when Marxism is inveterately Godless. When the lumbering monotheistic faiths have given us millennia of grief for a handful of prayers and some sparkly rituals.

By spiritual I mean the acknowledgement that our connection to one another and the planet must be prioritised. Buckminster Fuller outlines what ought be our collective objectives succinctly: ‘to make the world work for 100 per cent of humanity in the shortest possible time through spontaneous co-operation without ecological offence or the disadvantage of anyone.’ This maxim is the very essence of ‘easier said than done’ as it implies the dismantling of our entire socio-economic machinery. By teatime.”

O Insurgente memória 2

A Pulhice avassaladora de Valupi, no Aspirina B

Os deputados do PSD, representados pelo Pacheco Pereira, estão a pôr em causa o bom nome de Paulo Penedos, João Carlos Silva, José Maria Ricciardi, Zeinal Bava, Manuel Polanco, Armando Vara e José Sócrates. (…)
Se eu me chamasse António Costa, saltava fora da quadratura da infâmia. Há mínimos de respeito e dignidade(…)

Por favor, não parem

A Casa dos Segredos, versão PS.

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre acusou segunda-feira à noite o secretário-geral socialista, António José Seguro, de recorrer a um “populismo incompatível com o PS” ao propor a redução do número de deputados de 230 para 181.

“Isso não é a cultura democrática do PS. Isso é populismo incompatível com o PS”, disse, sustentando que “falso moralismo nada tem a ver com a transparência ou ética republicana”.

Os contrabandistas e a lei da cópia privada

Contrabandistas que tentaram contornar lei da cópia privada atiraram milhares de gigabytes ao mar quando viram a polícia

Esta madrugada, ao largo de Olhão, uma lancha de contrabando de cartões de memória e discos rígidos foi perseguida pela polícia e atirou milhares de gigabytes borda fora.

Leitura complementar: A abominável Lei da Cópia Privada ataca de novo; A lei da cópia privada e a gestão das receitas do imposto; Impedir a aprovação da proposta de lei n° 246/XII, da Cópia Privada.

Ocupar é divertido

É urgente ocupar o Twitter dos ocupas.

Activists who organized the dormant Occupy Wall Street movement are suing another activist for control of the main Twitter account, and one of the plaintiffs says there was no other option but to turn to litigation to solve the dispute.

The conflict centers around @OccupyWallStNYC, one of the main Twitter feeds that distributed information during the movement’s heyday in 2011. The OWS Media Group filed a lawsuit against organizer Justin Wedes on Wednesday, which is also the third anniversary of the beginning of Occupy Wall Street. The group, led by activist Marisa Holmes, is seeking control of the Twitter account as well as $500,000 in damages.

The Twitter account, which used to be shared among several activists, is now under the control of Wedes, who explained his decision to take over the Twitter feed in a blog post in August:

A thread about “self-promotion” became just another shaming session. If we start from a place of assuming bad intentions – i.e. discouraging “self-promotion” over encouraging solid, relevant content – we will end up with rules that shame rather than empower. Group members took on the task of limiting others to “1 to 2 tweets per day” (or week) on a topic, a form of censorship that would never have been allowed in the earlier days of the boat. I had to say enough!

“We can either go and beat him up or we can go to court,” Holmes, a video editor who was part of the core organizing team of Occupy, told BuzzFeed News. “And quite frankly if we go and beat him up then we could end up with countersuits against us, and that puts us in a more damaging position and we don’t really want to do that anyway.”

 

Os heróis do governo (reloaded)

Communist_GirlA Ministra Vermelha

Protectora dos animais domésticos e amiga da lavoura, esta heroína é mais famosa pelas taxas e coimas aplicadas a todos os nefastos comerciantes que vendem produtos demasiado baratos e pela eterna vigilância sobre todos aqueles que querem envenenar a nossa comida.

 

brainy

O Estrumpfe da Cultura

Campeão, ao estilo «Braveheart», dos artistas, cobra uma taxa sobre aquilo que já foi pago; bem como a dispositivos usados para outras coisas. Nemesis da “indústria”, não descansará enquanto esses malandros não pagarem por obras que ninguém quer copiar.

 

taxmanO Super Fiscal

O grande defensor do contribuinte, criando sempre novas formas deste contribuir e assim cumprir o seu objectivo de existência. Sabe todas as refeições que fazemos e controla cada vez que uma senhora vai ao cabeleireiro. Não há mercadoria que circule que não seja electronicamente rastreada e dívida fiscal que não vá a tribunal, depois de paga.

 

dreadfulA Judge Dreadful

Genial promotora da justiça, conseguiu o feito notável de resolver de uma penada só 3 milhões e meio de processos fazendo-os desaparecer. Grande lutadora contra o enriquecimento ilícito, não descansará enquanto não obrigar toda a gente a provar a sua inocência.

 

batmanO Ministro das Trevas

Circulando na sua Bat-Lambreta, protege os nossos jovens do trabalho, impedindo que sejam explorados pelos mini-jobs que exploram a juventude em tantos países europeus. Podemos também sempre contar com ele para inventar medidas que aumentam as despesas da segurança social.

 

greenatlasO Atlas Verde

Carrega nos ombros o mundo, apenas com recurso à sua força de titã e a taxas sobre sacos de plástico. Bate-se pelo crescimento sustentável, o que é notável quando nem sequer o insustentável temos. Lembrar-nos-emos dele sempre que virmos um carro do estado parado na berma com as baterias descarregadas.

 

incredibleO Homem Irrevogável

Chefe da família de heróis do governo. Abnegado na função – diz-se mesmo alérgico aos super poderes – vai-se regularmente sacrificando no interesse superior da nação. Num contexto de falta de oposição responsável ao governo, podemos sempre contar com ele para dar voz a um ponto de vista contrário.

 

SuperDocO DocShock

Defensor da saúde pública, quer proibir os cigarros electrónicos, já que os de chocolate já são proibidos. Não baixará as armas da proibição compulsiva até acabar com as máquinas de venda de tabaco e com o flagelo dos chupa-chupas e outras guloseimas nas mãos das nossas incautas crianças.