Testemunho Especialista

Segundo o JN, «Costa acusa Governo e Carlos Costa de criarem ilusão de ausência de custos com Novo Banco». A observação é pertinente, não fosse Costa um perito na criação de ilusões de ausência de custos.

A culpa é do hambúrguer

Costahamburguer

Da página oficial de Facebook António Costa consta a imagem que antecede este texto. Como se a imagem não valesse só por si, a legenda que compõe o resto do post rebenta com a escala de confiança. E reza assim a legenda:

“António Costa e Fernanda Tadeu casaram há 28 anos. Não houve festa mas sim um hambúrguer rápido no Abracadabra na Rua do Ouro com os padrinhos Diogo e Teresa Machado, antes de seguirem viagem para Veneza em lua-de-mel. António sempre soube gerir a sua vida pessoal e profissional e Fernanda tem sido o seu maior apoio.”

Infelizmente para a confiança ganha com este monumento de comunicação, o post do hambúrguer no dia de casamento de António Costa desapareceu por questões técnicas.

Como a confiança merece ser apoiada, nacionalizei a imagem ao Telmo Azevedo Fernandes. Que faz justiça aos protagonistas.

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Uma nova causa para a esquerda fracturante

Estamos em campanha eleitoral, tempo em que brotam platitudes ainda mais surpreendentes que as já incríveis boçalidades aliteradas pelos do costume. Boçalidades que nos recordam, por justaposição, da nossa sanidade. Do criminalizar o piropo à eutanásia dos caracóis, tudo serve para entreter os fidalgos da causa.

Surpreendentemente, tirando o fenómeno dos cartazes do PS e as epístolas aos indecisos que se pretendem fiéis, ainda não tivemos nenhum episódio particularmente grutesco, ou pelo menos mais do que a política já se presta. Cumpre, então, prestar serviço público, e fornecer à esquerda fracturante uma causa que os possa mover, já que demovê-los é pouco provável.

Urge, com a premência característica das causas de esquerda, regular os formulários que perguntam o género. A forma binária e biológica de interpretar o género é uma imposição reaccionária, quiçá ultraliberal, neste mundo pós-moderno. Note-se a opressão implícita nesta pergunta:

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Brutos. Como se o mundo se esgotasse aqui, como se a dualidade fosse finita, como se fosse, ou 1, ou 0. Como é por demais evidente a qualquer fiel signatário das causas da extrema-esquerda, exige-se uma rectificação imediata desta situação. No mínimo, permitir que a checkbox suceda ao radio button, garantindo assim uma escolha plural:

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Melhor, mas insuficiente. O género não se exaure aqui. Começa aqui. Assim, o progressista 2.0 deverá almejar a mais, incluindo também outras hipóteses, consentâneas com a criatividade de cada um. E permitir ainda que cada um se expresse livremente sobre o assunto.

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Por fim, para quem está num estágio avançado do marxismo cultural ciêntifico, que culmina no comunismo, e percebe a conotação reaccionária que a biologia impõe, a derradeira alternativa:

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Nota: isto é brincadeira. Já isto é verdade, e não tem piada nenhuma.

Respeito!

Apesar dos esforços dos cartazes e cartas do António Costa. Grande Líder só há um. O Kim e mais nenhum.

“‏@DPRK_News
Davos World Economic Forum proclaims 14 traits shared by great leaders. All such traits are possessed by Supreme Leader Kim Jong-Un!”

‘he go crazy’

Já por várias vezes pensei em escrever sobre Sampaio da Nóvoa, mas tenho descoberto que o candidato presidencial é um tema difícil. Rio-me imenso a ler a pomposidade e auto-encantamento do senhor e ainda não estou convencida que a sua candidatura não seja um plano de alguém maquiavélico (e com um tremendo sentido de humor) com algum objetivo que eu ainda não vislumbrei (além de enredar o PS nesta ridicularia). As únicas palavras que me ocorrem para escrever são ‘a criatura é lunática’. Poderia eventualmente referir os sapatos de padre que o senhor usa, mas essa essa informação tem copyright da Margarida Bentes Penedo e ficar-me-ia mal roubar as observações alheias. Na verdade, quando penso em Sampaio da Nóvoa recordo-me sempre deste pequeno interlúdio do Fawlty Towers:

Pelo que o melhor é lerem este maravilhoso texto de Paulo Tunhas sobre Sampaio da Nóvoa, quase tão hilariante como a personagem que descreve.

Não aconteceu mas podia ter acontecido…

Para provar o Princípio da demanda efetiva, Paul Krugman pula do segundo andar (via LA-C)

No mundo acadêmico, existe um acirrado debate entre keynesianos e economistas reacionários que acreditam ser impossível consumir mais do que se produz. Segundo a linha keynesiana, o meio mais eficaz de se aumentar a poupança de um país é gastando dinheiro, visto que o investimento gera poupança. A ideia, que seria análoga a um moto perpétuo na física, foi batizada pelos keynesianos de ” princípio da demanda efetiva “.

Reacionários, por outro lado, acreditam ser necessário cortar gastos caso se deseje aumentar a poupança de um país.

Para encerrar o debate, e provar definitivamente o ” princípio da demanda efetiva “, o economista Paul Krugman pulou do segundo andar de sua casa e tentou voar puxando o próprio cabelo para cima.

Cancelem as eleições !

Sampaio da Nóvoa

Sampaio da Nóvoa, agradado com candidatura de Maria de Belém, garante: “Vou ganhar”

Posso garantir até uma outra coisa, posso garantir que vou ganhar, que esta candidatura tem uma dinâmica de vitória muito forte, tem uma dinâmica de vitória que sinto nas pessoas, no que me têm dito e na maneira como têm estado com esta candidatura, e eu estou absolutamente convicto de que os portugueses querem a partir de 2016 um presidente de um tipo novo e estou convencido de que essa decisão vai recair na escolha da minha candidatura e da minha pessoa como presidente da República”, respondeu. [destaque meu]

Benfica e Jorge Jesus: de bestial a besta

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Jesus impedido de entrar no Seixal (4 de Junho de 2015)

O técnico de 60 anos foi proibido, esta quinta-feira, de entrar no centro de estágios do Seixal, onde a equipa do Benfica treina.

“Chico-espertismos” de “um deslumbrado”. Benfica processa Jesus em €7,5 milhões

“Seria estranho o Benfica pagar um mês em que um seu funcionário não apenas não trabalhou mas, pior, trabalhou para outra entidade”, declara João Gabriel.

Comer sabão e deserto no CCB

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Comer sabão e deserto. por Rita Carreira.

No terceiro piso do CCB, há um café que tem um terraço. Pensei em ir lá, mas não consegui. Quando li o menu deles ri-me tanto, tanto, que até chorei. O meu amigo F., que me telefonava a dizer que já tinha chegado, apanhou-me a meio do meu ataque de riso e pensou que eu tinha enlouquecido. Não fui eu que enlouqueci, foi alguém que na versão inglesa do menu meteu sabão e deserto em vez de sopa e sobremesa. É pena que não haja água no deserto. Assim não dá para fazer muitas bolhas com o sabão. Ou será que usamos cuspo?..

Partido Socialista sobre o seu próprio legado

Depois do cartaz reciclado às testemunhas de Jeová, está aí o novo cartaz do Partido Socialista.

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Este cartaz fala do drama de uma senhora que perdeu o emprego em 2010, ano em que o governo do Partido Socialista bateu o record histórico de despesa pública e défice. Não, este cartaz não é satírico. Foi mesmo o Partido Socialista que o fez e o está a espalhar pelas ruas.

Saí um Nobel para Blatter

putinblatter

 

Relações que fazem sentido e que dão frutos.

Russian president Vladimir Putin believes FIFA president Sepp Blatter is worthy of the Nobel Prize.

“I think people like Mr. Blatter or the heads of big international sporting federations, or the Olympic Games, deserve a special recognition.” Putin said on a Swiss television station, according to Reuters. “If there is anyone who deserves the Nobel prize, it’s those people.”

Putin also said he doesn’t believe Blatter is personally guilty of corruption despite a widespread corruption scandal engulfing FIFA.

Em Loures também há festa rija

North Korea Elections Achieve 99.97% Turnout

Voters in North Korea’s local elections “dance and sing” their way to the polls, where they have one candidate to choose from. (…)

The elections were Mr Kim’s first at a local level since he inherited the position in 2011, with voters reportedly  “singing and dancing” as they cast their vote at polling stations “clad in a festive atmosphere”.

Pyongyang’s official Korean Central News Agency said: “All participants took part in the elections with extraordinary enthusiasm to cement the revolutionary power through the elections of deputies to the local people’s assemblies”. (…)

Mas afinal… onde é que é o túmulo da Nossa Senhora de Fátima?

Geronimo Jeronimo

Geronimo, ou Jeronimo. Tem um mosteiro em sua honra em Lisboa, parece

Perguntas dos turistas que nos visitam. Eles querem e não conseguem saber:

  • Onde é o túmulo da Nossa Senhora de Fátima?
  • Mosteiro dos Jerónimos foi feito em honra do Índio Jerónimo?
  • Cristo está sepultado nos Jerónimos?
  • D. Pedro IV é D. Pedro I no Brasil por causa do fuso horário?
  • Que mouro ou romano construiu a Torre dos Clérigos?
  • Como é que Salazar matou D. Carlos (em 1908)?
  • Qual é o autocarro que faz Lisboa – Madeira?
  • Quando foi a Revolução dos Escravos? Em 1974?

Mais um dos inúmeros problemas de termos turistas a mais =)

Insultos aos salvadores do governo grego

Greek politics 2015

Pequeno carro da oposição ajuda governo a passar medidas anti-populares do governo do Syriza. Enquanto isso, o Syriza continua a insultar a oposição com insultos como colaboracionistas ou nazis.

Em Portugal também acontece este nível de insultos a quem, mal ou bem, está a salvar o país da bancarrota. Mas na Grécia neste momento ainda é mais evidente: a direita grega apoia o governo do Syriza, sem o qual aquele nem andava, e ainda é “nazi”.

PS: Nazi quer dizer, literalmente, nacional socialista. O que ainda consegue adicionar mais um nível de ironia neste episódio.

 

Foram Charlie

A rendição de Charlie Hebdo ao terror islâmico

No more Muhammad comics, says Charlie Hebdo editor Sourisseau

“Charlie Hebdo” editor Laurent Sourisseau has told “Stern” magazine he will no longer draw cartoons of the Muslim prophet Muhammad. Souriseau’s statement comes six months after a deadly attack on the magazine’s offices.

O Tsipras já não é fixe

À atenção dos votantes e restantes reforços portugueses do Siryza, antigamente reconhecido como o partido da felicidade e do amor cidadão. Colunista do Publico (espanhol) aconselha acções curiosas ao Primeiro Ministro grego.

Normalmente los políticos que eligen sucidarse ante el público optan por el revólver. En 1987, en mitad de una rueda de prensa, Budd Dwyer sacó una Magnum de una bolsa de papel, advirtió a los presentes que lo que venía a continuación podía resultar desagradable y acto seguido se pegó un tiro en el paladar. Alexis Tsipras ha preferido su arma favorita: la democracia. Varios miembros de su gobierno ya habían dimitido y la plaza Syntagma ardía como en los viejos tiempos. Antes de la furibunda votación en el parlamento griego, más de la mitad de los dirigentes de Syriza renegaron del humillante acuerdo con el Eurogrupo. En ese NO, tan rotundo como el del pueblo griego en el ya célebre y desvaído referéndum dominical, se oían los ecos de la célebre admonición de Churchill a Chamberlain después de que volviera de firmar su lamentable pacto con Hitler. Entre la ruina y el deshonor, habéis elegido el deshonor. Y tendréis la ruina. (…)

Al final de la partida de póker, en el envite decisivo, Tsipras se quedó sin voz, sin hígado y sin agallas. Como si lo que hubiera regresado a Atenas, más que un presidente, fuese un Caballo de Troika. Como si Leónidas se hubiera transformado de repente en Efialtes. En la estrategia de faroles suicidas que había planteado Syriza no había otra salida que el precipicio: abandonar el euro y dejar a los deudores con un palmo de narices. Era la última bala, la única, una puerta que daba al corralito y a la ruina, sí, pero también a la libertad y a esa luminosa sentencia de Tácito: “Es poco atractivo lo seguro, en el riesgo hay esperanza”. Ahora, con la claudicación, no quedan más opciones que la miseria, el vasallaje, la izquierda europea desmantelada, el IV Reich triunfante y un Amanecer Dorado en el horizonte. Tsipras dijo a sus diputados horas antes de la votación decisiva: “Si no votáis a favor de las medidas hoy, me será muy difícil seguir como Primer Ministro”. En efecto, será mucho más fácil seguir como títere de Bruselas. Al menos Dwyer, después de hablar, tuvo la decencia de volarse la boca.

 

O caminho de Tsipras…

 

… pode ser magistralmente resumido nesta frase de Dogbert:

O Comunismo é o caminho mais doloroso entre o Capitalismo e o Capitalismo

Ou, adaptando ao caso em questão:

A renegociação grega é o caminha mais doloroso entre a Austeridade e a Austeridade.

The Dogbert Cartoon dt891212dhc0Original do cartoon aqui.

 

O humor alemão é tramado

Pessoal, vamos lá esclarecer uma coisa: nos dois últimos dias algumas pessoas tentaram chamar-me a atenção para o que acreditam ser uma imagem falsificada:

varoufakis_finger

A imagem é verdadeira e foi retirada de uma conferência em que Yanis Varoufakis participou a 15 de Maio de 2013, em Zagreb, mais de ano e meio antes de ser nomeado ministro das Finanças da Grécia. No video, o dedo aparece ao minuto 40:31 e, à sua maneira, faz todo o sentido. Relembro que ele ainda não exercia qualquer cargo político.

A polémica sobre o gesto só surgiu no final do mês de Fevereiro deste ano, em que um programa de humor alemão emitiu o video intitulado “V for Varoufakis” e onde aquele excerto da conferência foi incluído.

Quando confrontado por jornalistas alemães numa entrevista televisiva, Varoufakis negou o gesto e disse que se tratava de uma montagem. Um mês depois o mesmo programa de humor fez novo video (tem legendas em inglês). Desta vez, a brincadeira foi pegar no video original da conferência, apagar o dedo, depois dizerem que fizeram montagem e lamentando o caso. Mas a falsidade era, afinal, o pedido de desculpas. Inúmeros órgãos da comunicação social de todo mundo não perceberam a piada e reportaram o video como uma admissão de culpa. Para cúmulo do ridículo, até Varoufakis partilhou o video na sua conta do Twitter.

Incoerente, eu?

15/05/2014: “A minha cor favorita é o vermelho”
12/08/2014: “A minha cor favorita é o azul”
23/12/2014: “A minha cor favorita é o vermelho”
05/01/2015: “A minha cor favorita é o vermelho”
24/05/2015: “A minha cor favorita é o azul”
29/05/2015: “A minha cor favorita é o vermelho e o azul”
10/06/2015: “A minha cor favorita é o azul”

Incoerente, eu? Nada podia ser mais errado. Nas minhas intervenções tenho tido uma linha clara e coerente sobre a minha preferência de cores:
12/08/2014: “A minha cor favorita é o azul”
24/05/2015: “A minha cor favorita é o azul”
29/05/2015: “A minha cor favorita é (…) o azul”
10/06/2015: “A minha cor favorita é o azul”

Texto parvo? Talvez. Mas não tanto como este.

O que anda AC a beber?

877x658Para trocar “com” e “sem”?
Situação na Grécia é a «dramática ilustração» do que aconteceria em Portugal sem o PS, diz Costa.
Vídeo na TVI24.
Parece mais uma brincadeira do FuturoPMCosta.

Ontem, uma hora antes de Tsipras lançar o povo grego numa corrida desenfreada às caixas multibanco

Está de parabéns o Dinheiro Vivo pelo excelente timing na publicação desta entrevista. Screen Shot 2015-06-27 at 2.20.09 PM
(Ricardo Paes Mamede é professor no ISCTE e foi Director de Serviços de Análise Económica e Previsão do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e da Inovação em 2007 e 2008)

Respeitinho superior

O líder a conferir as perguntas. Imagem Wikipedia.

O líder a conferir as perguntas. Imagem Wikipedia.

Por decreto divino a junta militar que governa a Tailândia vai formar jornalistas. O objectivo da formação é dotar os escribas de capacidade para colocarem questões inofensivas ao deus na terra, o general Prayuth Chan Ocha. A entidade formadora, tem demasiado tempo livre.

La junta militar de Tailandia ‘enseñará’ a los periodistas a no hacer preguntas ofensivas  La junta militar que gobierna Tailandia desde el golpe de estado de mayo de 2014 se reunirá con un grupo de 200 periodistas para enseñarles cómo hacer preguntas que no ofendan al general Prayuth Chan Ocha, la máxima autoridad del país.

Winthai Suvaree, portavoz del autoproclamado Consejo Nacional para la Paz y el Orden, ha afirmado que la reunión tendrá lugar la próxima semana con un grupo de 200 periodistas locales y extranjeros para generar “entendimiento” con ellos y enseñarles cómo hacer preguntas que no incomoden al general, que hace varios meses llegó a amenazar con “ejecutar” a los reporteros que no digan la verdad.

O deus na terra Prayuth Chan-ocha, protagonizou a 22 de Maio de 2014 um golpe de estado que congelou os protestos anti-governamentais. Prometeu reformar o sistema político antes da celebração de novas eleições. A Tailândia vivia desde 2006 uma grave crise política causada pelo antigo Primeiro-Ministro Thaksin Shinawatra, que vive no exílio por forma a evitar cumpir a pena de prisão de dois anos a que foi condenado por crimes de corrupção. Os seus opositores acusaram-no também de dirigir o governo (chefiado pela sua irmã). Naquele período, os sucessivos governos eleitos apostaram na divisão profunda do país e apesar de terem vencido as eleições, sempre contaram com a oposição de parte da população, da elite monárquica e militar.
Pouco depois de tomar o poder político, numa operação de relações públicas, a Junta Militar explicou os motivos do golpe de estado. O destinatário da explicação foi a União Europeia (UE). O Conselho Nacional para a Paz e a Ordem – o nome oficial da Junta Militar – aproveitou uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, na qual foi abordada a situação tailandesa, para justificar a necessidade da sua acção como a única forma de colocar um fim na espiral de violência e de reformar o sistema político da Tailândia e de caminho as perguntas dos jornalistas.

 

Canhotos e canhotas unidos

É tempo de união no grande bloco das esquerdas

É tempo de avançar na verdadeira união no grande bloco das esquerdas

Jamais serão vencid@s. O João Teixeira Lopes, escreve um notável artigo de opinião em que apela à união na convergência e livre diversidade só possível na esquerda. Sempre contra a demogogia de quem pretende minar o combate das esquerdas. E vice-versa.

O BE, recorde-se, “é um movimento de cidadãs e cidadãos” que assume entre outras coisas fundamentais para a modernidade progressista a “forma legal de partido político” mas que também concebe ser reconhecido como “movimento” que inspira e é inspirado por “contribuição convergentes de cidadãos, forças e movimentos” que se comprometem com a defesa intransigente da liberdade e com a busca de alternativas ao capitalismo”. Para além dessa tarefa hercúlea de procura e dissimulação envergonhada do comunismo, o BE “pronuncia-se por um mundo ecologicamente sustentável ” e sonha com a “transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e a opressão”. Honra seja feita ao BE, será difícil às outras forças de esquerda inovar tanto nos mesmos sonhos húmidos, chamando-lhes outros nomes.

Já o movimento Livre é personificado por Rui Tavares, eleito em 2009 deputado para o Parlamento Europeu como independente integrado na lista do Bloco de Esquerda. Em 2011, só Marx saberá as razões, abandona a delegação do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, acusando o companheiro Francisco Louçã (na altura, coordenador único do BE) de promover uma “caça ao independente” e de ser incapaz de lidar com opiniões contrárias. Talvez por esse motivo, Rui Tavares e associados diversos lançam com sucesso aquilo que será o partido Livre, pois afigura-se urgente a criação de um novo partido, completamente diferente dos outros partidos e movimentos de esquerda. Para os mais desatentos, o Livre transborda novidade, pluralismo e originalidade. Só com o Livre o Povo será livre. Só com o Livre será possível ao Povo ter representantes poderosos que se batem por criar as verdadeiras oportunidades de desenvolvimento económico sustentável e em harmonia com a tragédia grega que dura há meia década só em capas de revistas fascizantes. Para o efeito serão criados infinitos e  abrangentes fóruns de discussão crítica de todos os temas – sem quaisquer medos – e que conduzam a uma nova sociedade que seja realmente diferente e igual de modo a provocar um abanão. Espermos pois  pela resposta unificadora do Partido Livre ao artigo do dirigente bloquista. Só assim é permitido sonhar, convergir e rir de tamanha diversidade unificadora.