A revolução e o terrorismo

morte

Os Marxistas-Leninistas-Maoistas da França e da Bélgica  E os Ataques dos Jiadistas Franceses e Belgas a Paris, pelo Camarada e Educador da Pátria Arnaldo Matos.

(…)É o que acontece, segundo me dizem, com o camarada Lúcio, emigrante operário de Guimarães, um dos mais antigos militantes do Partido, que voltou agora, depois de uma viagem a França, para condenar o terrorismo islamista de 13 de Novembro em Paris. Se a informação é verdadeira, Lúcio abandonou o marxismo-leninismo e o internacionalismo proletário e assentou praça nas fileiras ideológicas reaccionárias do imperialismo francês, ao lado de François Hollande, de Manuel Valls, de Sarkozy, de Marine Le Pen… e de Alain Badiou.

Se ainda se acha comunista e revolucionário, Lúcio tem a estrita obrigação de saber que a violência é a parteira da história e que, enquanto marxista-leninista, tem o dever de repudiar, de todo em todo, o ponto de vista ideológico contra-revolucionário da pequena burguesia relativamente à violência, como qualquer coisa que seria essencialmente e sempre má e imoral.

No plano dos princípios, nós, comunistas, nunca rejeitámos nem podemos rejeitar o terror. O terror é um dos aspectos da guerra, que pode convir perfeitamente e pode mesmo ser indispensável em determinados momentos do combate. Os ideólogos hipócritas do imperialismo e da reacção é que condenam o terror como estratégia de combate das forças anti-imperialistas, do mesmo passo que ocultam o terror quotidiano dos imperialistas contra os povos explorados e oprimidos do mundo.

É certo que os comunistas rejeitam o emprego do terror fora do quadro de operações de um exército revolucionário combatente, articulado a todo um sistema de luta, isto é, rejeitam-no como meio de ataque isolado, independente de uma força armada e em si mesmo auto-suficiente – cfr. Lenine, Por Onde Começar? Obras Completas, Vol. V das Edições Sociais, Paris, 1976, pág. 15.

Mas os jiadistas franceses, nascidos em França, não praticaram os seus actos de guerra como actos isolados; os jiadistas franceses, muito embora nascidos e agindo militarmente em França, executaram os seus actos de guerra no quadro da estratégia de um dos exércitos dos povos árabes e muçulmanos – o exército do Estado Islâmico –, quotidianamente vítimas dos bombardeamentos de guerra do imperialismo americano, europeu e francês, bombardeamentos sistemáticos de terror sobre populações indefesas. (…)

Bocas revolucionárias, uni-vos

maduroboca

No seguimento da revolução perpétua venezuelana, a camarada Ministra da Saúde educa o Povo a não se vergar aos pérfidos desejos dos profissionais que estão ao serviço do capitalismo selvagem e do consumismo em estado puro. A curto prazo, sorrir pode vir a não ser o melhor remédio para os venezuelanos mas os revolucionários devem permanecer unidos no combate à crise económica. A receita é tão simples: basta não usar escova e pasta de dentes mais do que uma única vez por dia. Já a revolução é feita 365 dias por ano.

La ministra de Salud, Luisana Melo, aseguró que la escasez de crema dental en el país se debe a que la gente se cepilla los dientes tres veces al día, cuando según ella “con una vez es más que suficiente”.

 

Adenda: O texto é humorístico. A Ministra da Saúde referiu-se ao excesso de consumo.de medicamentos,  para justificar a sua escassez no mercado. Torna-se cada vez mais difícil distinguir ficção da triste realidade na Venezuela.

Colónia e o mulherio perfumado e descascado

Sami Abu-Yusuf, o imã da mesquita Al Tawheed, situada nos arredores da cidade alemã de Colónia.

Sami Abu-Yusuf, o imã da mesquita Al Tawheed, situada nos arredores da cidade alemã de Colónia.

Estão avisadas, mulheres. Para não serem violadas. só têm de cumprir os preceitos do senhor Sami Abu-Yusuf.

Warning women against “adding fuel to the fire”, the Imam of a Salafist Cologne mosque has said the victims of the New Year’s Eve attacks in that city were themselves responsible for their sex assault, by dressing inappropriately and wearing perfume.

Speaking to major Russian channel REN TV, Imam Sami Abu-Yusuf’s remarks came during a 12 minute segment bringing Russians up to date with the latest developments in the migrant invasion of Europe. Sandwiched between eyewitness-footage of migrantrampages in Cologne, women being sexually assaulted by apparently Arab gangs, and a segment on a surge of interest in self defence courses in Germany the Imam told the interviewer: “we need to react properly, and not to add fuel to the fire”.

Explaining in the view of Salafist Islam why hundreds of women found themselves groped, sexually assaulted and in some cases raped by gangs of migrant men in cities across Germany the Imam said: “the events of New Year’s Eve were the girls own fault, because they were half naked and wearing perfume. It is not surprising the men wanted to attack them. [Dressing like that] is like adding fuel to the fire”.

$30/barril. E agora?

Oil Derrick

Escrito há poucos dias atrás, o artigo já está desactualizado — chegamos aos $25/barril. Porque é que a OPEC, que actua em conluio, foi incapaz de manipular o mercado e subir o preço? Qual é a estratégia da Arábia Saudita? E o fracking? E qual o impacto para Portugal? Procuro responder a tudo isto num artigo no Observador.

O chavismo é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha

Maduroinfo

A revolução encontra-se numa fase que exige cada vez mais formação nos valores de Chávez, no combate diário nas ruas, criando, construindo e fazendo a revolução. Depois aparecem os resultados.

Maduro decreta el «estado de emergencia económica» durante sesenta días en Venezuela

El nuevo ministro de Economía, Luis Salas, ha anunciado que el Ejecutivo podrá dictar «las medidas económicas que considere convenientes», saltándose el poder otorgado a la mayoría opositora de la Asamblea

El Gobierno de Nicolás Maduro ha declarado este viernes el «estado de emergencia económica» en Venezuela para enfrentar la «guerra económica» que supuestamente sufre el país caribeño orquestada desde sectores de la derecha nacional e internacional. La Asamblea Nacional tendrá ocho días a partir del lunes para analizar el decreto.

«El Ejecutivo nacional podrá dictar las medidas que considere convenientes. Podrá asignar recursos extraordinarios a proyectos presentes o no en el presupuesto», ha asegurado el ministro de Economía, Luis Salas, en rueda de prensa.

La Gaceta Oficial ha publicado el decreto 2.184 por el cual el Palacio de Miraflores declara el «estado de emergencia económica» en todo el territorio venezolano durante 60 días para contrarrestar «una verdadera guerra económica».

Maduro ha denunciado desde su llegada al poder, en 2013, la existencia de un plan internacional para asfixiar económicamente a Venezuela y provocar así la caída de su Gobierno.

Venezuela sufre desde hace años una crisis económica, agravada por la caída del precio del petróleo en el mercado internacional, que ha desabastecido de productos básicos los comercios y ha disparado la inflación.

Gregos descobrem como acabar de vez com a austeridade

TspirasMarisa

E revelam ao mundo um caminho nunca trilhado.

Eurogroup chief Jeroen Dijsselbloem on Thursday said Greece had “fully accepted” that the International Monetary Fund take a role in its third bailout programme despite Athens earlier saying the fund is no longer needed.

“(Finance Minister Euclid) Tsakalotos confirmed to me that the Greek government accepts that the IMF needs to be part of the process,” said Dijsselbloem, who is also Dutch finance minister, as he arrived for talks with his eurozone counterparts.

“It was absolutely clear to him, it was part of the agreement this summer,” he said, referring to Greece’s 86 billion euro ($92 billion) rescue programme.

António Costa declarou que a “Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha”

Os bandidos do Podemos

Los diputados «estrella» de Podemos

Un asesor del régimen de Chávez, un ex miembro de ETA y un encausado por agredir a un policía son algunos de los perfiles de los cargos públicos del partido de Iglesias.

Leitura complementar: De Estaline, Hitler, Hugo Chávez,  Kim-jong-un a Pabo Iglésias: o uso dos petizes na propaganda política.

pablo

Sócrates em digressão

. Considerem-se convidados*.

socras

 

* Todos a Vila Real de Santo António. Não sejam indiferentes e levem fotocópias de elevada gramagem.

Compreender o putinismo XXXIV

putinismo

A economia russa vai de vento em popa, em mais um episódio de tudo em família.

The son-in-law of Vladimir Putin stands to benefit from $1.75 billion in cheap finance from the Russian state, a Reuters examination of public documents shows. The money will help fund a petrochemical project at a company in which Kirill Shamalov, husband of Katerina Tikhonova, the Russian president’s younger daughter, has a significant interest.

Shamalov is a major shareholder in Sibur, Russia’s largest processor of petrochemicals. This month Sibur obtained $1.75 billion from Russia’s National Wealth Fund to help build a huge new plant in Tobolsk, Siberia.

According to corporate documents, Sibur was able to borrow the money at a current interest rate of 2 percent. That is a bargain, according to financial analysts. Artyom Usmanov, an analyst at investment firm BCS, said borrowers on the Russian bond market would expect to pay over 7 percent interest for such a loan. Irina Alizarovskaya, an analyst with Raiffeisenbank called the financing “quite cheap.”

Noutro capítulo do putinismo, blogar não é de todo aconselhável a quem preza a sua liberdade. Principalmente quando se critíca a intervenção russa na Ucrânia.

A Russian court on Wednesday sentenced a blogger to five years in jail for what it said was his extremist activity on the Internet after he urged people to attend a protest against high transport fares and criticized Russian intervention in Ukraine.

Vadim Tyumenstev, 35, from the Siberian region of Tomsk, was also banned from using the Internet for three years in a case which Russian human rights activists said violated his rights to a proper defense.

Tyumentsev irked local authorities in Tomsk with a series of blogs in which he accused them of corruption and incompetence. He had also sharply criticized pro-Kremlin separatists in eastern Ukraine, saying he did not see why ordinary Russians should go and fight with them.

 

Mensagem de Natal ao Banif

Espero que todos nós saibamos estar à altura das nossas responsabilidades, contribuindo para um país mais justo, humano e solidário.

António Costa.

Nova oportunidade para os críticos televisivos

Zuhair Kutb foi condenado a quatro anos de prisão (dois serão efectivos). Está impedido de escrever durante década e meia e de sair da Arábia Saudita por um período de cinco anos. Foi ainda multado em mais de 26 mil dólares. O crime do escritor saudita? Ter defendido na televisão a transformação da Arábia Saudita numa monarquia constitucional.

 

António Costa e a ala podemos socialista

Em Espanha, o PP ganhou as eleições. Por cá, o António Costa já deu os parabéns ao Podemos e reafirmou que esta vitória lhe dá ainda mais força força para seguir na mesma linha?

Compreender o putinismo XXXIII

TOPSHOTS Russian President Vladimir Putin takes part in a joint press conference with EU Council president and European Commission President on January 28, 2014 following an EU-Russia summit at the EU Headquarters in Brussels. "The EU needs +to clear the air+ with Russia at this summit as sharp differences over the Ukraine crisis and eastern Europe test relations", a senior EU official said. AFP PHOTO / GEORGES GOBETGEORGES GOBET/AFP/Getty Images

 AFP PHOTO / GEORGES GOBETGEORGES GOBET/AFP/Getty Images

O essencial da conferência de imprensa do Presidente da Santa Mãe Rússia, Vladimir Putin.

Sepp Blatter deserves Nobel peace prize

O novo herói espanhol

heroi

Los tuits del agresor de Rajoy: “Voy a hacer un atentado en sede del PP”
El menor de edad que ha sido detenido este miércoles después de pegarle un puñetazo al presidente del Gobierno, Mariano Rajoy, contaba con una cuenta en Twitter en la que publicaba mensajes de alto contenido violento, entre ellos uno del 13 de diciembre del año pasado en el que aseguraba que iba a atentar contra la sede del PP.    “Voi (sic) a hacer un atentado en sede del PP” es uno de los comentarios de este joven recogidos por Europa Press de su cuenta personal de Twitter.  (…)

 

A telenovela do PCTP-MRPP merece o Emmy

Garcia Pereira

Os Liquidadores Alistaram-se como Lacaios da Cofina, pelo Camarada Arnaldo Matos.

A família Garcia Pereira, as duas sandrinhas, Domingos Bulhão e o Alberto da Damaia alistaram-se como lacaios ao serviço da Cofina. A de Odivelas já se tinha alistado há muito tempo, arrastando o pateta do marido para as páginas das revistas cor-de-rosa do Grupo, com a ideia de o transformar num socialite de calças do tipo Lili Caneças. Para quem não conhece o grupo mediático onde esta canalha acaba de assentar praça, cumprir-me-á esclarecer que a Cofina é a maior sociedade de gestão de participações sociais (holding) de títulos de imprensa da direita fascista em Portugal, proprietária de cinco jornais (Correio da Manhã, Record, Jornal de Negócios, Destak e Metro), de cinco revistas (Flash!, TVGuia, Máxima, Vogue e Sábado) e de um canal de televisão, o CMTV, além de participações menores dispersas por outros órgãos ditos de comunicação social, como o Expresso e a TVI.

Desde que resolvi denunciar os patifes que encabeçam a corrente pequeno-burguesa reaccionária dos liquidadores, já recebi – e recusei liminarmente – onze convites de diferentes órgãos da dita comunicação social para entrevistas, incluindo cinco convites do Grupo Cofina, três da Sábado.

Ora, precisamente a Sábado da semana passada concedeu à família Garcia Pereira, Domingos Bulhão, à sobrinha Sandra Raimundo e ao desgraçado Alberto da Damaia a capa da revista e sete folhas profusamente ilustradas, onde a canalha pôde vomitar com avonde o seu ódio aos comunistas, à classe operária, ao PCTP/MRPP e à revolução portuguesa.

Quanto aos familiares de Garcia Pereira, que não são nem nunca foram militantes do PCTP/MRPP e nada têm a ver com o comunismo e com o movimento operário, cabe-me unicamente agradecer-lhes os insultos e calúnias que acharam dever bolçar sobre a minha pessoa, usando para local do vómito as páginas de uma revista fascista, controlada pelos Serviços de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) – a nova Pide, nem menos – e um conhecido informador dessa polícia, encapotado de jornalista, o bufo Fernando Esteves, que também me pretendeu entrevistar e a quem mandei à merda, mandando também explicar–lhe que não falo com bufos da Pide.

Centro-me apenas em dois comentários, com relação às declarações do Domingos Bulhão e do triste Alberto da Damaia.

Domingos Bulhão era membro do comité permanente do comité central do Partido, responsável pelas contas, e desapareceu levando o dinheiro e os documentos do Partido, criando uma situação extremamente perigosa para a existência legal do PCTP/MRPP.

O Partido seguiu Bulhão até ao sítio onde ele se encontrou com o pide Fernando Esteves, no Centro Comercial Colombo, em Benfica. Domingos Bulhão saberá muito bem porque deveu encontrar-se com o pide clandestinamente. Em devido tempo, falaremos do caso, porque estamos a averiguar se Garcia Pereira, amigo íntimo de Bulhão, conhecia ou não estes encontros que já vêm de antes da sua suspensão do comité permanente do comité central.

No Centro Colombo, em encontro clandestino, Bulhão disse ao bufo Fernando Esteves que eu humilhara e enxovalhara Garcia Pereira, com uma carta que lhe enviei quando Garcia Pereira se preparava para abandonar as tarefas do Partido, fugindo para férias.

No meu modo de ver, não há nada de humilhante nem de enxovalhante na minha carta de 28.07.2015 a Garcia Pereira. Não passa de uma carta a um camarada sobre algumas divergências na preparação da campanha eleitoral, que estava realmente em perigo. E foi assim que ele, Garcia Pereira, a entendeu. Publico de seguida a minha carta a Garcia Pereira e a resposta de Garcia Pereira à minha carta, já que o pide Fernando Esteves, que com certeza terá as duas em seu poder, fornecidas por Bulhão, procurou manipular o caso.

Leitura complementar: Direito de resposta de Sandra Raimundo.

Nada III

Escreve, animado, o assessor de imprensa do ex-44, Nuno Fraga Coelho no Twitter.

 

Leitura complementar: Nada e Nada II.

 

 

Nada II

Escreve o assessor de imprensa do ex-44, Nuno Fraga Coelho no Twitter

Etapas para alcançar a pás no mundo

stopwar

Momentos antes de acabar com a guerra universal, a colectividade desportiva e cultural Stop the War Coalition tem tempo e espaço para concretizar alguns dos seus sonhos mais húmidos: culpar os governos ocidentais pelo ataque terrorista que ceifou a vida a 130 pessoas em Paris, glorificar o espírito solidário e internacional do Estado Islâmico e apelar a uma última guerra santa perfeitamente pacíficadora e legítima – a destruição de Israel.

Síria: back to basics XXVI

assadandfriend

Vale a pena ler o artigo The West’s Dilemma: Why Assad Is Uninterested in Defeating Islamic State, de Christoph Reuter.

In the fight against Islamic State, the West is considering cooperating with the Syrian army. There’s a hitch though: Assad’s troops aren’t just too weak to defeat IS — they also have no interest in doing so.

(…) Elsewhere, attacks by Assad supporters and by Islamic State have likewise taken place with astonishing temporal and geographic proximity to each other. Near the northern Syrian city of Tal Rifaat in early November, for example, an IS suicide attacker detonated his car bomb at an FSA base, though without causing much damage. Just half an hour later, two witnesses say, Russian jets attacked the same base for the first time.

Unsurprising Cooperation

Was it a coincidence? Likely not. There have been dozens of cases since 2014 in which Assad’s troops and IS have apparently been coordinating attacks on rebel groups, with the air force bombing them from above and IS firing at them from the ground. In early June, the US State Department announced that the regime wasn’t just avoiding IS positions, but was actively reinforcing them.

Such cooperation isn’t surprising. The rebels — in all their variety, from nationalists to radical Islamists — represent the greatest danger to both Assad and IS. And if the two sides want to survive in the long term, the Syrian dictator and the jihadists are useful to each other. From Assad’s perspective, if the rebels were to be vanquished, the world would no longer see an alternative to the Syrian dictator. But the rebels are also primarily Sunni, as are two-thirds of the Syrian populace — meaning that, from the IS perspective, once the rebels were defeated, the populace would be faced either with submission and exile, or they would join IS. (…)

A pobreza do profeta Thomas Piketty

profeta

De uma vez por todas, os terroristas não são activistas. Os terroristas não se enganaram quando planearam e decidiram assassinar. Os terroristas não foram enganados por quem matam. Os terroristas não são profetas que pela internet, com umas roupas e gestos relativamente cool procuram acabar com as desigualdades que atormentam Thomas Piketty . Os terroristas islâmicos matam inocentes e quando alcançam o poder, provocam pobreza e espalham a crueldade. A este propósito Vale a pena ler o artigo de Benjamin Weingarten, intitulado  Did Inequality Cause ISIS? Thomas Piketty thinks so.

More fundamentally, Piketty succumbs to the widely held belief that the global jihad can be understood through a Western prism rather than on the jihadists’ own terms. This Western prism is obscured by a materialist screen, which assumes that all peoples are ultimately driven by the same motives, desires, and ambitions—namely economic ones. We in the West believe that a love of freedom is sown into the hearts of all men, and that we all seek a good job, a nice house, and a fine education. But liberty is not a universal ideal; upper-middle-class values aren’t shared by everyone. For the pious Muslim, according to the jihadists, the great overarching goal is to bring the whole world into Dar al-Islam, the House of Islam, ruled by Sharia under Allah. Subscribers to theopolitical Islamic-supremacist ideology are expansionistic because it is their religious duty to be so.

To understand the jihadis’ goals better, Piketty and his ilk might put down their economics texts and consult a core Islamic-supremacist text such as Sayyid Qutb’s Milestones or an essential work on Sharia law like Reliance of the Traveller. They could pick up a briefing or book on jihadis’ beliefs from Stephen Coughlin, a military intelligence officer with expertise in Sharia and the global jihad. They could watch any ISIS propaganda video. Or they could simply note that in practically every jihadist attack, the perpetrators are reported to yell Allahu Akbar, not “workers of the world unite!”

Jihadists are willing to subordinate earthly concerns in the name of Allah. Turning back the jihadist tide will require the West to remove its blinders and examine the jihadists’ worldview honestly. The United Nations Climate Change Conference, held in Paris just days after ISIS murdered 129 people, surely did nothing to shake the jihadis’ belief that they are on the winning side of a battle with an unserious enemy. Nor are they likely concerned with the force of history, despite progressive proclamations that jihadis are “on the wrong side” of it.

That Piketty would come to such an ill-conceived conclusion that jihadism is attributable to “inequality” may be a mere reflection of his myopia—indeed anyone heavily invested in a particular area of study may imagine linkages in other areas. Maybe we shouldn’t be surprised that a socialist interprets the jihad according to first materialist principles. But it should disturb us that many in the Western elite—including President Obama—either share such sentiments or are willing to mislead us for political purposes.

Como escreveu Alberto Gonçalves no Correio da Manhã, a propósito dos atentados de Londres, “A angústia dos terroristas não provém da fome ou da injustiça, mas da insuportável inadequação do mundo deles ao nosso mundo. Com variantes, o Ocidente conquistou nos últimos séculos a laicização do Estado e da vida corrente. Semelhante processo valeu-nos perplexidades, “erosão moral” e, sem dúvida, um imenso avanço tecnológico. Em certo sentido, a modernidade entregou-nos a nós próprios, o que é, à falta de melhor, uma definição possível de liberdade. Inúmeros muçulmanos não a percebem. Alguns não a toleram. O Corão não prega o respeito pelos infiéis. Pior: o Corão exige estrita observância, e a ausência de uma hierarquia religiosa deixa os critérios dessa observância ao cuidado de pregadores avulsos, o que convida ao zelo e ao fanatismo.”

Compreender o putinismo XXXII

A Embaixada russa em Londres possui uma conta na rede social Twitter e por aquilo que lá vai postando, pode muito bem ser a responsável pelo argumento original do próximo filme de Steven Seagal.

Almas gémeas

Putin e Erdoğan quando estavam disponíveis para o amor e a paz.

Putin e Erdoğan quando estavam disponíveis para o amor e a paz.

As relações entre a Rússia e a Turquia após o abate de avião de guerra russo vivem um momento teen. A Santa Mãe Rússia protesta e bloqueia as importações de vegetais, galinhas e, imagina-se, de perús de origem turca. Um dos elos queixa-se que ele não devolveu a minha chamada. O outro continua à espera do pedido de desculpas. O primeiro faz birra e magoado avisa que o amor não pode brincar com o fogo. Longe vai o paraíso.

Leitura complementar: As voltas que o mundo dá.

“De maneira que isto, por aqui fora, era tudo putas”

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Memorável forma de estar e ser de S. Exa. o Ministro da Cultura, por Margarida Bentes Penedo.

(…)

Foram os últimos a chegar, e vinham do lado de cima. Ouviam com atenção a aula de história que o presidente desenvolvia, gesticulando, parando para apontar, provocando gargalhadas espontâneas e acenos de cabeça. Pareciam um grupo de crianças, as gravatas a esvoaçar, os casacos desapertados como os bibes no recreio. “De maneira que isto, por aqui fora, era tudo putas”, foi a parte que ouvi quando já estavam a poucos metros.

De seguida, deram-se as apresentações. Trocaram-se apertos de mão e os vereadores trocaram olhares cúmplices e divertidos. De pé, todos dispostos em bateria, semicerraram os olhos e fizeram silêncio por uns segundos, contemplando os rectângulos de tinta colorida, concentrados a apreciar. Da boca socialista do presidente que, apesar de calado, nunca tinha chegado a fechá-la, saiu uma decisão: “Vermelho está fora de questão. Epá, para vermelho já me basta as gajas uma vez por mês”.

Aturdida com a sensibilidade do poeta, com o coração enaltecido por sentir os destinos da cidade entregues a este homem enorme, distraí-me das razões que levaram à exclusão da outra cor. Mas foi assim que em Lisboa, ao fundo do Parque Eduardo VII, para servir a Feira do Livro e os aflitos do ano inteiro, nasceu um edifício de casas de banho da cor das flores dos jacarandás.”

As voltas que o mundo dá

Russia

A Ucrânia deixou de ser o inimigo número 1 da santa mãe Rússia. Em menos de 24 horas, a Ucrânia foi substituída em todas as notícias que vêm da Rússia. Deputados, governantes, especialistas e trolls vários quase que desprezam a Ucrânia. Aparentemente a ladaínha dos nazis mais o golpe fascista da Ucrânia apoiado pelos EUA entrou em hibernação.

Passado e futuro daquele que não chegou a ser Secretário de Estado do Desporto*

José Vieira e os sócios do Benfica apostaram no futuro.

José Vieira e os sócios do Benfica apostaram no futuro.  Os menos progressistas podem ser levados a substituir Benfica por Portugal e Vale e Azevedo por António Costa.

José Eduardo Fanha Vieira: Futuro e passado

SÓCIO, ADVOGADO E ESPECIALISTA EM DIREITO DESPORTIVO

SOB a égide da presidência do dr. João Vale e Azevedo, os sócios do Sport Lisboa e Benfica tomaram uma das decisões mais importantes na história do clube: a constituição de sociedade desportiva anónima para o futebol profissional.

Quando a actual Direcção assumiu a presidência do Sport Lisboa e Benfica, encontrou o clube numa situação económico-financeira muito difícil. O passivo do clube, sobretudo a dimensão do passivo a curto prazo, a inexistência de recursos económicos, a completa ausência de uma estrutura organizacional competitiva e, não menos importante, a falta de competitividade da equipa de futebol, constituíram motivo suficiente para adiar a transformação do Sport Lisboa e Benfica numa sociedade anónima desportiva.

O trabalho entretanto desenvolvido permitiu não só reduzir o passivo do clube, como reorganizar a sua estrutura funcional e de serviços, além de proporcionar à equipa de futebol as condições para lutar pelo título em pé de igualdade com os nossos adversários. Por outro lado, também a aposta feita (e ganha) no lançamento da marca “Benfica” constituiu motivo que, hoje, nos permitem dizer que temos um Sport Lisboa e Benfica mais forte e capaz de fazer jus aos seus pergaminhos. (…)

O Sport Lisboa e Benfica reassumiu a sua dignidade e a sua posição no quadro do desporto em Portugal, um clube dos benfiquistas e livre dos espartilhos impostos por grupos económicos.

A transformação do Benfica em sociedade anónima desportiva foi o passo que completou a modernização do clube e que lhe permitirá criar as estruturas para competir com qualquer clube europeu. (…)

O dr. Vale e Azevedo percebeu, em devido tempo, que as sociedades desportivas em Portugal, para desenvolverem a sua actividade, necessitavam de quatro coisas: de um plano, de comercializar os seus serviços, de pessoas e de dinheiro. (…)

É, pois, perante estas opções que cabe aos sócios do Sport Lisboa e Benfica escolher entre a continuidade rumo ao futuro e… o regresso ao passado.

*O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto é João Wengorovius Meneses. Pelo erro, as minhas desculpas.