A propósito da publicação de umas caricaturas, desta vez em Espanha, comenta o CN em dois momentos
enfim…a espicaçar a islamofobia na mais pura técnica usada com os judeus (misturando verdades com meias-verdades e não-verdades e generalizações) que culminou onde culminou – e a sua reação. E que já resultou num terrorista de pior índole porque nem sequer problemas territoriais estavam em causa, era o perigo “cultural” e dos “muitos filhos” (agora era só ver a reacção a um movimento messiânico do Islão coordenar um movimento migratório para um ponto qualquer na Europa e depois declarar-se um Estado….). Um certo nihilismo e incentivo ao caos começa a ser um padrão nesta coisa toda, e usando o anti-politicamente -correcto como capa. Isto por parte da civilização que uma parte fez o holocausto e a outra usou 2 bombas atómicas contra mulheres, velhos e crianças
sim vamos celebrar o direito infinito á blasfémia, aborto,pornografia. fazer chacota com a religiosidade dos outros, e esquecer os conflitos territoriais, invasão,ocupação, intervenção nos regimes, drones, e confusão generalizada, em clima de antagonismo crescente… só faltam mesmo as estrelas…vou recordar aqui que uma acusação sempre feita ao judaísmo ao longo dos séculos foi a falta de integração, uso de leis civis e penais próprias, hábitos e maneiras de ser próprias vindas do antigo testamento, etc e tal…
Ponto 1- Perante o exposto, cito a Helena Matos que escreveu:” A blasfémia, o vício, a pornografia e a criminalidade são indissociáveis da liberdade. Que os deuses e os homens nos livrem da tentação da pureza.”
Ponto 2-Será seguro inferir que para alcançar a paz e sossegar de vez os críticos dos cartoons, das músicas, dos filmes, livros , o que se quiser e defender as reacções violentas que roçam a perfeição e que apelam à verdadeira morte dos artistas não faz sentido responsabilizar quem as pratica. Para estas almas o Islão passou a ser uma pessoa singular, com direitos adquiridos especiais colectivos.
Ponto 3-Há muito tempo, e algumas mortes depois, que são lançados avisos sobre as graves consequências destas provocações blasfemas. A condenação à morte por delito de opinião, ameaça a todos que pensam, escrevem e criam livremente. E é independente da qualidade e gosto do que é produzido.
Ponto 4-Sugerido por Estados vários e pela Liga Árabe está o passo seguinte: criminalizar as tais blasfémias, por forma a colocar um ponto final na blasfémia global. E de caminho,impor tudo o mais que se entender. Talvez aplicar a toda a Terra a jurispridência. Em nome da paz, respeito e concórdia.
Ponto 5- Para os defensores do fim das blasfémias, não há impossíveis. O conceito de blasfémia passa a ter uma definição única e global, num único contexto. E ai dos idealistas blasfemos que pensem ou ajam segundo a ultrapassada teoria de que o que para uma pessoa é blasfemo, para outra não passa de uma liberdade.
Ponto 6- A lei da blasfémia vai ter uma aplicação correcta. Com base na fé, deixa de estar sujeita a abusos, nomeadamente de governos com tendências repressivas e com apetites desmedidos em colocar na ordem, as minorias religiosas, apesar dos ensinamentos do Corão pressuporem a fé como algo baseado na livre vontade e liberdade de escolha.
Ponto 7- A criminalização e punição por blasfémia no Corão não existe. Esta legislação divina foi produzida centenas de anos depois da morte de Maomé, em tempos de guerra e durante a época Medieval. Passa a aplicar-se quando dá jeito. Agora é o momento.
Ponto 8 - Recomendo a leitura de Respeitemos os outros, por JCD.
Ponto 9- Recomendo a leitura de Vasco Pulido Valente:
Hitler costumava arranjar “incidentes” para “justificar” a política de armamento e agressão. Ou era um adido assassinado em Paris por um judeu (que serviu para “explicar” a “Noite de Cristal do Reich”) ou as sevícias que a Checoslováquia ou a Polónia alegadamente infligiam a meia dúzia de “arianos”, coitadinhos, longe dele e da Pátria (que “justificaram” a guerra). Mas não se aprendeu nada com este velho truque e poucos até agora perguntaram o óbvio: por que raio este alarido, tipicamente goebbeliano, em nome de umas caricaturas, publicadas num obscuro jornal da Dinamarca (na Dinamarca?), há quase quatro meses? Que mal, na prática, essas caricaturas fizeram ao Islão? Como é que, por todo o Islão, “a rua” se indigna com uma blasfémia que não conhece? “Quem manda e comanda essa “espontaneidade”? Quando a “Europa” e a América deixarem de coçar a sua interessante consciência (mea culpa), talvez se perceba o fim do exercício.
Ponto 10. Também neste caso, tudo se resolvia se Israel desaparecesse do mapa. Israel existe e não serve de justificação para comentários patetas.