“Com uma moeda única, um ajustamento a choques requer ajustamento nos salários relativos – e como os países da periferia europeia passaram do crescimento à crise, o seu ajustamento tem de ser feito em baixa”, diz Paul Krugman no seu blogue do Wall Street Times, de que é colunista. “Neste altura, os salários na Grécia/Espanha/Portugal/Lituânia/Estónia, etc., precisam de cair qualquer coisa como 20 a 30% face aos salários relativos na Alemanha.”
Maio 18, 2010
19 Comentários »
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“Dado que Grécia, Espanha e Portugal não podem desvalorizar a moeda, a solução passa por cortar nos salários, diz o professor de Princeton.”
Penso que o Krugman diz não é bem isso – é mais “Dado que Grécia, Espanha e Portugal não podem desvalorizar a moeda, a solução passaria por cortar nos salários, mas na prática é impossivel um corte tão grande nos salários nominais logo esses paises caminham para uma crise brutal (ou para o fim do euro)”
Comentário por Miguel Madeira — Maio 18, 2010 @ 13:35
Diga-se que a solução krugmaniana também poderia ser conseguida se os salários e preços na Alemanha subissem 30% em relação à Grécia/Espanha/Portugal/etc.
Comentário por Miguel Madeira — Maio 18, 2010 @ 13:37
importem o krugman
ainda não explicaram a esse velho que os salários aqui são menos de metade?
desde que vi o saramago nobel da economia e o al gore ou o arafat nobel da paz que deixei de acreditar nesses prémios
são mais credíveis os razzie awards
Comentário por burns — Maio 18, 2010 @ 13:50
È um génio este Krugman.
Apesar de haver dois Krugman (o politicamente correcto activista de esquerda e o académico prémio Nobel), para nos dizer evidências destas, qualquer economista recém formado (de uma universidade a sério) servia.
Comentário por ricardo saramago — Maio 18, 2010 @ 14:07
Lê bem o que ele escreve: “ajustamentos a corte…” Depreende-se que Krugman é contra “estes ajustamentos a corte” que foi a solução adoptada pelos tecnocratas da Europa.
Krugman critica a forma como a UE combate a crise. Ou seja, à base de “ajustamentos a corte”, para me reportar à vossa tradução, não há outra solução a não ser baixar drasticamente os salários.
Melhor seria leres o artigo, em vez de andares a papaguear citações avulsas (isto está quase ao nível daqueles apócrifos que falsamente eram atribuídos ao Miguel Sousa Tavares).
Comentário por Luís Marvão — Maio 18, 2010 @ 14:37
“Ajustamentos a choques” queria eu dizer
Comentário por Luís Marvão — Maio 18, 2010 @ 14:38
“Diga-se que a solução krugmaniana também poderia ser conseguida se os salários e preços na Alemanha subissem 30% em relação à Grécia/Espanha/Portugal/etc”
Isso podia resolver o problema entre os PIGS e a Alemanha mas colocava outros problemas à Alemanhas vs resto do mundo e não resolvia o problema dos PIGS vs resto do mundo
Comentário por Miguel — Maio 18, 2010 @ 14:54
O ajustamento só se pode fazer a choque. Não há mais margem. Too late.
Comentário por lucklucky — Maio 18, 2010 @ 15:01
“Melhor seria leres o artigo, em vez de andares a papaguear citações avulsas”
Deixo-te três conselhos:
1. Lê o post original do Krugman;
2. Aprende Economia;
3. Tomam um ansiolitico antes de leres a última frase.
Comentário por Miguel — Maio 18, 2010 @ 15:06
Acho que não sou eu (além disso, não sou nenhuma entidade plural) quem precisa de ansiolíticos, sim talvez quem se leva demasiado a sério
E acho que tu não leste o artigo do Krugman… Precisas de outros dotes de representação, meu caro.
Comentário por Luís Marvão — Maio 18, 2010 @ 15:45
“Isso podia resolver o problema entre os PIGS e a Alemanha mas colocava outros problemas à Alemanhas vs resto do mundo e não resolvia o problema dos PIGS vs resto do mundo”
Ou então o euro desvalorizaria 30%.
Comentário por Miguel Madeira — Maio 18, 2010 @ 15:47
Mas isso mantinha tudo na mesma entre os PIGS e a Alemanha.
Comentário por Miguel — Maio 18, 2010 @ 15:51
“E acho que tu não leste o artigo do Krugman”
Acho que também precisas de aprender inglês.
Comentário por Miguel — Maio 18, 2010 @ 15:51
O Krugman acha que nos Países do sul da Europa os salários deveriam ser até 30% mais baixos que na Alemanha.
Só que os salários médios e baixos em Portugal já têm essa diferença em relação aos da Alemanha.
Portanto, adivinhem lá quais seriam os salários que teriam que ser cortados…
Comentário por A. Trigueiro — Maio 18, 2010 @ 15:51
“O Krugman acha que nos Países do sul da Europa os salários deveriam ser até 30% mais baixos que na Alemanha.”
Não. O Krugman acha que têm que DESCER 30% em relação aos salários alemães. Que, em números redondos, é o valor da nossa perda de competitividade em relação à Alemanha na última década (há um gráfico na Economist desta semana, e imensos na net). Com tempo, haveria outras coisas a fazer (aliás, aconteça o que acontecer, convém que as façamos) mas, como escreveu lucklucky, é demasiado tarde.
Comentário por jaa — Maio 18, 2010 @ 16:05
Para os que agora descobriram o Krugman (e gostam de falar em “aprender economia”), mesmo que num post em que o que ele pretende dizer não é totalmente claro, ofereço isto:
My view is that the fatal flaw in Austrian economics is that it can’t explain unemployment — or, worse, that it thinks that it can explain unemployment, but is deluding itself.
http://krugman.blogs.nytimes.com/2010/04/07/martin-and-the-austrians/
So Austrians are basically Keynesians in denial — self-hating Keynesians? — pretending to themselves that they’re not using ideas that are in fact essential to their story.
http://krugman.blogs.nytimes.com/2010/04/07/austrian-followup/
Comentário por Sérgio Pinto — Maio 18, 2010 @ 16:51
Incrivel como nalguns posts ele consegue ser bem mais claro que noutros.
Comentário por Miguel — Maio 18, 2010 @ 16:56
“Mas isso mantinha tudo na mesma entre os PIGS e a Alemanha.”
Expliquei-me mal – a desvalorização de 30% do euro não seria a alternativa à reduçaõ dos salários PIGS ou ao aumento alemão. Seria (assumindo o tal aumento de 30% dos salários alemães) a alternativa aos problemas da alemanha vs. resto do mundo.
Comentário por Miguel Madeira — Maio 18, 2010 @ 16:58
Claro que isto não adiantará nada – porque a moeda única põe-nos em ciclos viciosos: como a taxa de juro nominal na zona euro é mais ou menos a mesma, se um país tiver uma inflação maior que a média vai ter um juro real menor (talvez até negativo, se a inflação for muito alta), logo mais endividamento e consumo e ainda mais inflação, até à subida de preços e salários se tornar insustentável. Ou seja, esse género de “bolhas” regionais seguidas de crises vão acontecer muitas vezes na zona euro.
Comentário por Miguel Madeira — Maio 18, 2010 @ 17:13