O Insurgente

Setembro 25, 2008

“Fiquei com uma boa relação com o seu accionista e vamos ver se isso não se altera.”

Filed under: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 09:39

As minhas desculpas pela ignorância, mas alguém me sabe dizer se o primeiro-ministro português já explicou esta frase? E o Senhor Presidente da República já indagou sobre o assunto? E a oposição à esquerda e à direita, já cumpriu o seu papel de fiscalizar a acção do governo?

10 Comentários »

  1. Está na altura de se passar da ignorância para a indignação. Isto é absolutamente ilegítimo.

    Comentário por LA-C — Setembro 25, 2008 @ 11:06

  2. Censura é um leitor anónimo dizer que não gosta do colunista do jornal que paga, e lamentar-se num blogue ao accionista. O PM pode falar com o accionista, que isso é perfeitamente normal.

    Comentário por RAF — Setembro 25, 2008 @ 11:20

  3. Bem, tal como o RAF tem o direito de se queixar ao patrão da SONAE de que não gosta do jornal Público, o primeiro-ministro tem exatissimamente o mesmo direito, não tem?

    Tal como o RAF tem o direito de cortar relações com o patrão da SONAE no caso de este se recusar a alterar a linha editorial do jornal Público, o primeiro-ministro também tem esse mesmíssimo direito, não tem?

    Será que o primeio-ministro não é uma pessoa com os seus direitos, tal como o RAF ou eu ou seja quem fôr, e não tem o direito, também ele, de se queixar da linha editorial de um jornal ao(s) seu(s) acionista(s)?

    Será que o primeiro-ministro não tem o direito, como qualquer um de nós, de ter boas ou más relações com uma pessoa qualquer?

    Censura seria o primeiro-ministro utilizar o poder do Estado para suprimir uma opinião. Mas Sócrates não fez tal ameaça. O facto de o primeiro-ministro ter más relações com uma pessoa não implica que ele vá utilizar o poder de Estado contra essa pessoa.

    Comentário por Luís Lavoura — Setembro 25, 2008 @ 11:40

  4. Sim, LA-C. Não compreendo como é possível que isto passe quase despercebido, que não se discuta, que não haja um político neste país que fale deste assunto. Fosse isto com o Puttin, o Berlusconi ou o Bush, e era uma gritaria.

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Setembro 25, 2008 @ 11:41

  5. …ainda há quem pense que em Portugal existam probos políticos?
    Quando não sobrar mais nada… talvez o presidente considere que o País mereça ser visto com respeito e dignidade…
    Faltam homens com a verticalidade do Sr. Eanes, homens que vejam o todo sem valorar o eu…
    Portugal tem os políticos mais rasca do mundo! A politica em Portugal é abjecta!

    Comentário por alice goes — Setembro 25, 2008 @ 12:01

  6. “o primeiro-ministro também tem esse mesmíssimo direito, não tem?”

    O José Socrates Pinto de Sousa terá esse direito; mas o primeiro-ministroa acho que não

    Comentário por Miguel Madeira — Setembro 25, 2008 @ 12:23

  7. RAF, os teus comentários sobre o Rui Tavares foram infelizes. Não há bolta a dar-lhe, parece-me. Tentei chamar-te a atenção, com delicadeza e subtilmente, quando falaste a respeito do Baptista Bastos. Mas a respeito do Rui Tavares exageraste e foste ainda mais longe.
    Já agora, imagino que a surpresa que tu tens de ler uma crónica como a de Rui Tavares num jornal de grande circulação seja parecida à minha surpresa a ler este tipo de colunas de opinião: http://dn.sapo.pt/2008/09/22/opiniao/deve_horrivel_deus.html , mas não me passa pela cabeça pedir que corram com o César das Neves e sugerir que os escritos dele só têm cabimento em revistas e publicações religiosas.
    Luís Lavoura, a resposta às suas perguntas são simples. Não, José Sócrates não tem esses direitos. Pelo menos se quiser ser primeiro-ministro. Fazer ameaças veladas para impedir a publicação de notícias desfavoráveis é demasiado grave para se andar para aqui com jogos de palavras.

    Comentário por LA-C — Setembro 25, 2008 @ 13:07

  8. Miguel Madeira – exactamente.

    LA-C – exactamente.

    Comentário por Pedro Santos — Setembro 25, 2008 @ 13:18

  9. Da importância de não se chamar Santana.

    Comentário por Bargeld — Setembro 25, 2008 @ 16:00

  10. Caro LA-C,

    Não conheço a linha editorial do DN, não posso comentar. Sei o que é o Público, e o que eu gostaria que fosse. Sei também o que gostaria que fossem os jornais económicos. E o que são noutros países. E dei a minha opinião.

    Também sei o que eu gostaria que fosse a elevação na abordagem dos temas nos jornais. E nessa minha noção não encaixam crónicas como as duas últimas do RT.

    Finalmente, e ao contrário do que é a lógica dominante, acho que o dono do capital tem obrigações e direitos sobre os seus jornais, e sobre o rumo que seguem.

    Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Setembro 25, 2008 @ 16:22


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