Não esquecer: PSD ajudou a (re)eleger Ferro Rodrigues. Rui Rio até bateu palmas

Convém não esquecer que o PSD não apresentou candidato à Presidência da Assembleia da República. O PSD não apresentou candidato ao lugar para a segunda figura na hierarquia institucional do Estado.

Convém não esquecer que “As candidaturas para Presidente da Assembleia da República devem ser subscritas por um mínimo de um décimo e um máximo de um quinto do número de Deputados” e, por isso, o PSD era o único partido da oposição em condições para fazer. O que se tira daqui é que o PSD não quer ser oposição forte ao PS.

Convém não esquecer que boa parte da bancada do PSD votou a favor da reeleição de Ferro Rodrigues para Presidente da Assembleia da República. Convém não esquecer que Rui Rio até bateu palmas!

Do meu lado, louvor aos deputados que não votaram a favor.

16 pensamentos sobre “Não esquecer: PSD ajudou a (re)eleger Ferro Rodrigues. Rui Rio até bateu palmas

  1. Filipe Bastos

    Espantoso: alguém ainda não percebeu que PS e PSD são faces da mesma moeda, farinha do mesmo saco, bosta do mesmo curral.

    Em 40 anos de partidocracia, que repartiram quase a meio, jamais teriam mantido o saque e a impunidade sem o apoio um do outro. Como pode alguém pensar que não são cúmplices na bandalheira, e que qualquer arrufo é só perante as câmaras, para inglês ver?

    Ah, é o Sr. Blanco… tem 24 aninhos… continua deslumbrado pela eleição da IL para o paralamento… está explicado.

  2. Rão Arques

    Ponto único
    a-Nenhum partido é obrigado a apresentar candidato
    b-Bater palmas tanto pode significar cortesia como ironia.

  3. ATAV

    “Do meu lado, louvor aos deputados que não votaram a favor.”

    O PSD não apresentou candidato porque sabia que o Ferro ia ganhar. E fazer má cara ao árbitro no inicio do jogo é má táctica.

    Portanto para o PSD a escolha era esta: ou um Ferro Rodrigues conciliatório ou um Ferro Rodrigues antagonizado. Eles fizeram a escolha mais inteligente.

    E aposto que os deputados lembraram-se que o Ferro Rodrigues até tinha feito um bom trabalho naquele cargo.

    O sectarismo e o ódio ao PS do Bernardo Blanco que não passa de um extremista está bem à vista…

    Fico a aguardar todos os louvores que o Blanco irá despejar em cima da extrema-direita parlamentar: CHEGA!, IL e talvez o CDS se esta última deriva continuar.

  4. Filipe Bastos

    “E aposto que os deputados lembraram-se que o Ferro Rodrigues até tinha feito um bom trabalho naquele cargo.”

    ATAV, aqui entre nós: v. por acaso não é pago pelo PS, ou por uma agência de comunicação, para defender o PS? Ou fá-lo de graça?

    Não leve a mal, mas mete confusão como alguém inteligente, a quem já aqui li várias coisas acertadas, está constantemente com o nariz na trampa do Partido da Sucata.

    Presumo que só possa ser pago, pois defender o PS, o maior esgoto a céu aberto do país, como esse trambolho chulo e mafioso que defende neste post, não há-de ser de borla. Seria demasiado absurdo.

  5. ATAV

    Filipe Bastos

    Não sou um avençado. Acho que já expliquei anteriormente a razão pela qual defendo o PS nestas circunstâncias mas posso fazê-lo novamente recorrendo a um post meu anterior.

    “…os membros da Iniciativa Liberal odeiam visceralmente o PS. E odeiam o PS não porque este partido tenha problemas com a corrupção ou porque não saiba governar mas porque o PS é provavelmente o maior representante da democracia portuguesa.
    O PS, tal como o nosso regime, tem inúmeros defeitos que precisam de ser corrigidos mas é democrático no seu ADN. E é isto que encanita o pessoal d’O Insurgente e da IL. Preferiam uma coisa semelhante à Hungria ou ao Pinochet…”

    Resumindo, o ataque ao PS pelo pessoal daqui é um ataque velado à nossa democracia que os outros extremas-direita irão topar. “Dog-whistle politics” no seu melhor…

    E fique registado que considero que o PS tem imensos problemas com a corrupção e o compadrio que precisam de ser corrigidos. E também considero o PSD o outro representante da nossa democracia. E, caso o PSD fosse o alvo preferencial do pessoal daqui também o defenderia da mesma maneira, apesar de estar colonizado de fascistas empedernidos e darwinistas sociais.

    Declaração de interesses: nas últimas legislativas votei PS. Mas já me arrependi. Devia ter votado no PSD.

  6. Filipe Bastos

    “o PS é provavelmente o maior representante da democracia portuguesa.”

    Qual democracia? Refere-se a esta partidocracia podre onde metade da população, ou menos, elege uns mânfios impostos pelo esgoto partidário, que durante quatro anos fazem o que lhes dá na gana?

    O resultado: após décadas de esmolas europeias, somos o país mais atrasado e corrupto a oeste da Albânia, com três bancarrotas e calotes a perder de vista, enquanto esta canalha se cobre de tachos e penachos.

    Após quatro anos de saque e impunidade, dão-nos a subida honra de renovar-lhes o tacho, ou de rodá-lo para a outra metade do centrão… e recomeça o regabofe. Democracia?

    O PS, do Chulares ao Costa, é o maior responsável e o maior beneficiário da javardeira. Não é preciso ser fascista para odiar o PS: basta ter olhos na cara. Nem é ódio, é repulsa. Desprezo. Nojo.

    Se, como diz, pugna por uma sociedade mais justa, devia ser o primeiro a malhar no PS. Como se não bastasse tantas ditaduras comunistas, gangues pulhíticos como o PS reforçam os piores estereótipos sobre a esquerda.

    Pulhas e trafulhas como o Ferro, o Pinto de Sousa, o Vara, o Farfalha, o Lula e tantos outros, só empurram as pessoas para a direita.

  7. ATAV

    Filipe Bastos

    “Se, como diz, pugna por uma sociedade mais justa, devia ser o primeiro a malhar no PS.”

    E malho. Por causa da corrupção e pela incompetência. Não por causa do “socialismo” ou coisa parecida que são apenas desculpas da treta para atacar a nossa democracia.

    Mas também não me esqueço que é graças ao PS ( e ao PSD também) que o nosso pais não atravessou uma guerra civil ou degenerou numa ditadura comunista quando o Estado Novo foi derrubado.

  8. Filipe Bastos

    “Mas também não me esqueço que é graças ao PS ( e ao PSD também) que o nosso pais não atravessou uma guerra civil ou degenerou numa ditadura comunista”

    O Mário Chulares queria mamar à vontade. Ele sabia que Cunhal era um fanático, que colocaria Portugal a ferro e fogo, e lá se ia a mama xuxa. Para os xuxas, travar os comunas era uma questão de sobrevivência.

    Tal como no 25/4, uma mera revolta corporativa de militares, a ‘democracia’ foi um subproduto. Para o PS o essencial era tomar conta disto, sobretudo do ouro acumulado pela outra senhora. Exaurido o ouro, saqueado o país, o Chulares ‘salvou-nos’ outra vez: fomos pedir esmola à CEE. Mas jamais tivemos uma democracia; só a partidocracia desse velho mafioso.

    Este blog terá os seus darwinistas sociais e direitalhas alucinados, sem dúvida, mas a grande maioria ataca a esquerda; não a democracia. Isso parece mais uma justificação sua para defender o gangue sucateiro.

  9. ATAV

    “Este blog terá os seus darwinistas sociais e direitalhas alucinados, sem dúvida, mas a grande maioria ataca a esquerda; não a democracia. ”

    Discordo. Sabe como dá para ver isso? Para além dos ataques constantes ao PS, o pessoal daqui costuma tentar desacreditar o jornalismo com posts uns atrás dos outros. Sempre a insinuar que os jornalistas defendem uma agenda politica obscura (tipo aquilo da Greta e do Clima), que estão todos comprados ou que são incompetentes.

    Ou seja, defendem que nada que sai nos jornais é de fiar. Ora bem, como o jornalismo independente é um dos pilares da democracia já dá para ver que tipo de regime esta gente defende…

    Outra prova. Você diz que o pessoal daqui, que se afirma liberal, ataca a esquerda. Ou seja, que é apenas uma questão ideológica. Mas isso também é treta porque o partido do arco do poder mais liberal em Portugal provavelmente será o PS. O PS defende quase todo o liberalismo social (gays, co-adopção, eutanásia, descriminalização das drogas leves, etc) e fez uma data de reformas económicas liberais:

    O Guterres privatizou imenso, o Sócrates liberalizou o mercado de trabalho, reformou a administração pública de forma a permitir despedimentos, cortou pensões e montou PPPs. Até o Costa que era apoiado pela esquerda manteve o grosso da reforma laboral do Passos Coelho naquela que era uma “reforma contra a precariedade” e cortou os impostos directos aumentando os indirectos que beneficia os mais abastados à custa dos mais pobres (transferir o fardo fiscal dos ricos para os pobres também é outra politica muito apreciada pelos liberais). Até o Soares meteu o socialismo na gaveta e fez austeridade.

    Como o pessoal daqui é liberal, as politicas do PS deviam merecer o respeito deles. Mas não, é tudo “socialismo”…

    Outra coisa que devia merecer o respeito dos liberais foi o papel do PS em afastar os marxistas e os comunas do poder depois do 25 de Abril. A única coisa que vejo neles é um enorme desconforto com o 25 de Abril. É por isso que clamam tanto pelo 25 de Novembro. Estão a tentar apropriar-se da data mas esquecem-se que o PS também esteve envolvido nisso. É transparente que é mais “Dog whistle politics”. Gritam “Viva o 25 de Novembro!” para os outros liberais e fachos ouvirem “No 24 de Abril é que era bom”…

    “Isso parece mais uma justificação sua para defender o gangue sucateiro.”

    Já por várias vezes disse que este partido tem imensos problemas incluindo a corrupção e compadrio. Também já disse que o Sócrates devia estar na cadeia e que o Guterres era um pateta. E nem vou comentar o que penso de Varas e afins… Chama a isso defender o PS? OK.

  10. Filipe Bastos

    “Defendem que nada que sai nos jornais é de fiar.”

    Concordo! Vê como não é preciso ser fascista? No mínimo, devemos tentar verificar sempre. A maioria dos jornais são parciais. Mesmo bons jornais, como o Guardian, impingem-nos certo lado da história.

    A qualidade deixa também a desejar: boa parte parece copy-paste de copy-paste, geralmente do Twitter ou afins; é raro o jornalismo sério de investigação. E com o declínio dos jornais só tende a piorar.

    “Como o pessoal daqui é liberal, as politicas do PS deviam merecer o respeito deles.”

    Aí tem razão, faz parte da ‘dissonância cognitiva’ da malta direitalha. Não é só cá: nos EUA dizem o mesmo da Hilária, no UK do Blair, etc.

    “Chama a isso defender o PS?”

    Chamo. É uma táctica habitual, contenção de danos. Limitar a crítica aos casos sem defesa, que o próprio partido já deixou cair (Trafulha, Vara), ou que não são relevantes (Guterres), para defender os que interessam (Costa, Centeno, etc).

    É inaceitável defender o PS. Seja por que motivo for. É uma associação de criminosos que há 40 anos chula, rouba e enterra o país em total impunidade, e que só reforça maus estereótipos da esquerda.

  11. ATAV

    Filipe Bastos

    Há uma diferença enorme entre achar que os média são parciais (toda a gente é) e que cometem erros (toda a gente faz) e presumir, como os liberais daqui fazem, que os jornais são órgãos de propaganda cujo propósito é enganar os consumidores.

    Apesar de haver excepções, a maioria dos média têm um código deontológico e fazem retratações quando faltam à verdade. Tentam ser intelectualmente honestos e factualmente correctos.

    Quanto ao resto, as diferenças entre nós são notórias. Eu acho que Portugal é uma democracia (o nosso regime é imperfeito mas democrático) e que os dois principais partidos são reabilitáveis. Você não.

    E continuo sem saber qual é o tipo de regime que você defende e qual o pais que mais se aproxima do que você defende. Para mim são as sociais-democracias nórdicas.

    Quanto a criticas ao actual governo, posso dizer que não aprecio nada o à-vontade que essa gente tem com as trafulhices dos seus membros (galpgate, com-primos, o lítio, Tancos, etc…) e o modo de como tentaram lidar com a questão dos incêndios com politiquice barata (o célebre focus-group). Nem sei como o Marcelo tolerou semelhante coisa. Eu teriadissolvido logo a assembleia.

  12. Filipe Bastos

    ATAV, há uma diferença entre estes seus últimos posts, onde admite todas essas trafulhices, e os outros que lhe leio.

    Recordo que isto começou com o ATAV a elogiar o «bom trabalho» do Ferro. Não sei o que se lhe poderá chamar, mas trabalho não é de certeza; muito menos bom.

    O paralamento é um antro de pulhice e chulice; e o Ferro é das excrescências mais grotescas desta partidocracia. O seu elogio provém de um universo paralelo, surreal, onde os peixes cantam, o céu é rosa e os ratos de esgoto dão bons parlamentares.

    Dirá que atira bojardas para provocar os direitalhas da casa. Que seja; também gosto de provocar. Mas jamais defendendo o PS. Defender pulhas nunca é bom.

  13. ATAV

    Filipe Bastos

    Não sou grande apreciador da postura do Ferro Rodrigues na política em geral. Mas presumi que ele tinha feito um trabalho minimamente aceitável. Se não tivesse sido assim a esquerda e o PSD tinham-se juntado e exigiriam que o PS nomeasse outro.

    Comeram da primeira vez e quiseram repetir? É porque não sabia assim tão mal…

  14. ATAV

    Filipe Bastos

    Mas reparo que ainda não me respondeu qual é o tipo de sistema politico que prefere e qual o país que mais se aproxima desse modelo politico.

    Não quer partilhar ou é segredo de estado? Agora fiquei com imensa curiosidade…

  15. Filipe Bastos

    Democracia directa. Não já, pois a carneirada não tem ainda capacidade ou vontade de analisar, de de votar em consciência e com frequência. Uma evolução gradual, cada vez mais directa: decisões locais, regionais, nacionais.

    Há muito que a tecnologia o permite; só a vontade pulhítica não.

    Em vez da falsa e estéril dicotomia capitalismo-socialismo, que já enjoa, uma 3ª via, que a malta cá da casa deve achar mais à esquerda: sim à iniciativa privada, não à acumulação absurda de riqueza. Estado apenas q.b., mas saúde e educação gratuitas.

    Todas as empresas maiores que, digamos, mil milhões deviam ser parcialmente públicas. Sectores essenciais e transversais a toda a economia – energia, água, comunicações – tudo sob controlo público.

    Só os estados, ou uma entidade transnacional fora das patas dos políticos, devia poder criar e emprestar dinheiro. Sem juros.

    Apenas alguns tópicos.

    Referências? Claro que toda a gente diz os países nórdicos: são ricos e funcionam bem. Mas têm também populações pequenas, homogéneas e ajuizadas. Já viu como é a maioria do planeta? Convém recordar que, como espécie, mal saímos das cavernas.

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