Reflictam sobre isto e votem dia 6

«Sendo necessário construir as raízes de uma oposição capaz de formar futuramente uma alternativa à governação socialista que tem sido dominante nos últimos 25 anos, este objectivo implica a eleição de deputados que tragam ideias novas para o debate político. Que defendam uma ruptura com a política do costume que transformou Portugal num país de baixo crescimento, altos impostos e com um governo refém de clientelas cujos interesses são os opostos aos da generalidade do país. Nos partidos a votos, só o Iniciativa Liberal tem propostas que dão corpo coerente a essa ruptura

15 pensamentos sobre “Reflictam sobre isto e votem dia 6

  1. ATAV

    Miguel Botelho Moniz

    Outra vez com aquela trafulhice de começar a contar o tempo de governação a partir de 1995 para dar a entender que o PS é o único responsável pelos problemas de Portugal? Então e os 15 anos anteriores (1980-1995) que o PSD esteve sempre no Governo? Não contam?

    Você não tem emenda e a sua desonestidade intelectual já só serve para o envergonhar. Seja como for ponho em baixo parte de um post meu com a informação dos Governos de Portugal que utilizei da outra vez que tentou esta brincadeira (“Da Constituição à Inconstitucionalidade” postado neste blog a 26 de Setembro).

    NOTA: o lapso das datas do meu post original foi corrigido.

    “Claro se escolhermos uma data que faça mais sentido como por exemplo a adesão europeia (porque os fundos europeus mudaram a nossa economia) então dá 16 anos de governos de direita e 17 de esquerda.
    Ou então pode ser desde a entrada em vigor da nossa constituição em 76. Dá 21 anos de governos de esquerda (que inclui o Bloco Central e o Governo PS/CDS) e 20 anos de Governos de direita (que inclui o Bloco Central).
    Também podia ser após a adopção do Euro em 2001. Aí já dá 11 anos de PS e 7 anos de PSD/CDS.
    Enfim, de apoiantes e membros da Iniciativa Liberal é disto que fico à espera. Demagogia e trafulhice”

  2. ATAV,

    A taxa de crescimento nos anos de Cavaco Silva, que tenho de má memória como primeiro ministro e de excelente em Belém, era ligeiramente superior à das Guterrices e das Socratices e das Costices. Ligeiramente digo a gozar, pois crescimento por volta de 5% metia todos a reclamar de ser pouco.

    A diferença do tratamento da dívida externa líquida é que faz pensar: uorante o consulado Cavaco Silva, a dívida externa líquida DESCEU para 7% do PIB, inferior até à que vinha do Estado Novo nessa métrica. A partir de Guterres foi um ver se te avias para os banqueteiros e os emperreiteiros e os desconstrutores e os emperresários e os despresidentes e os institúpidos e as desfodações. Paguei eu e a minha família. Talvez o ATAV, se não for um disfuncional desfuncionário do mau estado.

    A dívida externa líquida desceu durante Durão Barroso e manteve-se durante Pedro Passos Coelho. O dito aumento durante a anterior legislatura (a de PPC) deve-se à incorporação de dívidas escondidas na dívida principal — bendita Troika.

  3. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    O Cavaco aproveitou a adesão à Europa e os fundos europeus que chegaram para ter esse crescimento. Mesmo assim o crescimento médio da economia portuguesa ( e dos outros países ocidentais) tem vindo a diminuir desde os anos 80, ou seja há 40 anos. A desigualdade também tem vindo a aumentar desde essa altura.

    Isto tem vindo a acontecer desde que os países ocidentais começaram a implementar as reformas liberais da Thatcher e do Reagan. Reformas essas que são muito apreciadas nesta casa. É o famoso “ímpeto reformista” que tem faltado a Portugal como se costuma dizer por aqui e no Observador.

  4. ATAV,

    Quanto foram em percentagem da economia os fundos europeus então? 7%, 4%? Veja lá quanto, e compare com o crescimento de 7%.

    E hoje, o insumo dos fundos é mais ou menos do que nos anos 80 em percentagem do PIB? A resposta pode-lhe surpreender.

    Depois, compare o que entra hoje com o crescimento anémico de hoje e diga «Obrigado Tóino Guterres».

  5. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    1º O crescimento obtido nos Governos Cavaco não foi de 7%. Só em dois anos é que teve esses valores. Na primeira metade dos anos 90, o crescimento foi menos de metade disso.

    2º Outra das razões para o Cavaco ter um bom desempenho económico na primeira metade do seu consulado, foi ter entrado logo após o final da crise de 83-85. O consumo e os investimentos que tinham sido adiados com a crise também ajudaram a levantar a economia ainda mais.

    3º Tem razão, Portugal recebeu um aumento de fundos estruturais nos anos 90. Mas esse aumento também apanhou o ultimo Governo Cavaco e o crescimento foi por ali abaixo na mesma.

    4º Apesar das variações, dá claramente para ver que a tendência do crescimento económico português segue o dos outros países ocidentais: cada vez crescemos menos. Isto verifica-se desde os anos 80 e foi nesta altura que as grandes liberalizações ficaram na moda. Eu não acho que isto seja coincidência…

  6. Francisco Miguel Colaço

    ATAV,

    Veja HOJE contra anos 90. Basta. Hoje recebemos mais em percentagem do PIB que nos anos 80 e 90. E mesmo assim, o crescimento assemelha-se à capacidade de modelação matemática de um líder de juve partidária.

    Nos anos 80 crescemos MAIS que a média europeia. Muito mais. Até ao ponto de se ter falado num par de anos em milagre económico português.

    E isso foi APESAR de Cavaco Silva e também algo POR CAUSA de Cavaco Silva. Mas a pulhítica do béton e da ótostrada, que aliás se incrementou nos anos do Tóino Guterres, acabou por arruinar o país. Temos infraestruturas que poucos usam, que muitos pagam e que pesam perenemente em juros de dívida, juros esses que são quase eternos — presentes até ser paga a totalidade da dívida ou até à morte por exaustão do Sol, o que vier mais próximo.

  7. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    Passei os olhos pelas estatísticas e dá para ver o seguinte: segundo a Pordata o saldo dos fundos europeus em Portugal era positivo (fundos que entravam vs fundos que saiam) em cerca de 2.5 mil milhões de euros por ano nos anos noventa o que dá cerca de 2.5% do PIB. A partir de 2000 entrou mais ou menos o mesmo dinheiro ( um pouco mais até) mas em percentagem do PIB já dava entre 1 a 2%.

    Ou seja, apesar de recebermos mais euros já não recebíamos tanto em % do PIB quanto nos anos noventa.

    Apesar do Francisco não gostar do Guterres, ele não enterrou o pais. Portugal continuou a convergir com a Europa na altura dele.

    Consegue encontrar esses dados aqui: https://fronteirasxxi.pt/portugal-um-pais-de-crise-em-crise/

    Estes dados mostram que Portugal divergiu da Europa a partir de 2000.

    E há nesse link um gráfico que mostra bem que o crescimento de Portugal e da Europa está a diminuir há já bastante tempo.

  8. ATAV,

    O problema não é crescermos menos, é crescermos menos do que a média europeia, e termos diminuído mais do que a média europeia. Aliás, o salário médio em Portugal manteve-se nos últimos vinte anos, enquanto o salário médio em TODAS as outras nações da OCDE subiu. TODAS.

    Lá não tinham o NOSSO PS. O do Com-primos!

  9. «Portugal continuou a convergir com a Europa na altura dele.»

    É fácil ter melhor vida quando se sobe dívida.

    No consulado Silva, a dívida externa líquida diminuiu consideravelmente, até chegar a menos de 7% do PIB. Menos até do que no fim do Estado Novo.

  10. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    “É fácil ter melhor vida quando se sobe dívida.”

    Quando o Guterres entrou a dívida pública era de 61% do PIB. Quando saiu a dívida era de 60%. Não houve endividamento algum do sector público.

    “No consulado Silva, a dívida externa líquida diminuiu consideravelmente, até chegar a menos de 7% do PIB. Menos até do que no fim do Estado Novo.”

    Onde é que arranjou os números do endividamento externo do Estado Novo e dos governos Cavaco? A Pordata só tem a partir de 1996. Em 97 o endividamento externo era de – 2.2% do PIB. A partir daí foi aumentando até um máximo de 104% do PIB em 2014.

    Mais uma vez: como o endividamento externo aumentou sem endividamento público no tempo do Guterres, então a responsabilidade deve ser atribuída aos responsáveis pelo endividamento: Governos posteriores e ao sector privado.

    Nunca fui um fã do Guterres, considero-o um pateta. Mas tenho que admitir que não é ele o responsável pelo estado do país.

    “Finalmente, reveja os seus números. Não são verdadeiros.”

    Todos os dados que utilizei são da Pordata. É uma entidade credível e uma fonte fidedigna

  11. ATAV,

    Dívida Externa líquida. A que conta. Não dívida total.

    No consulado Guterres esta subiu de 7% do PIB para quase 50%. As contrapartes em dívidas de outros países que o Cavaco Silva tinha mandado comprar foram ou vendidas ou perdoadas.

    Veja em https://www.pordata.pt/Portugal/D%C3%ADvida+externa+l%C3%ADquida+em+percentagem+do+PIB-2950

    Já agora, o efeito tapete é responsável pela dívida descer no consulado Centeno Sem Tino. Sabe o que é o efeito tapete? É subir a dívida aos fornecedores, como tem vindo a acontecer, pois essa não paga juros nem é reportada às estatísticas europeidas.

  12. «Onde é que arranjou os números do endividamento externo do Estado Novo e dos governos Cavaco? A Pordata só tem a partir de 1996. Em 97 o endividamento externo era de – 2.2% do PIB. A partir daí foi aumentando até um máximo de 104% do PIB em 2014. »

    A série do Banco de Portugal vinha de 1960. Inexplicavelmente, passou apenas durante o Consulado Sem Tino a aparecer apenas desde 2000.

    Eu vi ainda antes de a tesoura ter sido aplicada.

    https://www.bportugal.pt/Mobile/BPStat/Serie.aspx?IndID=826891&SerID=2027977&View=graph&SW=1354

  13. ATAV

    Francisco Miguel Colaço

    “Dívida Externa líquida. A que conta. Não dívida total.”

    Eu sei. Eu já tinha consultados esses dados antes. E até os citei. Veja lá o ano de 97: -2,2% do PIB. Está a ver?

    “No consulado Guterres esta subiu de 7% do PIB para quase 50%.”

    Sim, e a degradação do saldo externo foi sem endividamento público, ou seja, foi devido ao endividamento dos privados.

    “As contrapartes em dívidas de outros países que o Cavaco Silva tinha mandado comprar foram ou vendidas ou perdoadas.”

    A única divida que eu conheço que o Guterres perdoou foi à Região Autónoma da Madeira. Tanto quanto sei os Madeirenses são portugueses, não estrangeiros.

    “A série do Banco de Portugal vinha de 1960. Inexplicavelmente, passou apenas durante o Consulado Sem Tino a aparecer apenas desde 2000.”

    Entretanto encontrei outra fonte que mostra que na altura de Cavaco Portugal também tinha défice nas contas externas. E vê-se bem que os problemas de Portugal com défices externos começaram a partir do final da década de 90.

    Podem-se encontrar esses dados aqui.
    https://desviocolossal.wordpress.com/2013/10/14/o-defice-comercial-e-um-problema-recente-nao-um-problema-cronico/

    “Já agora, o efeito tapete é responsável pela dívida descer no consulado Centeno Sem Tino. Sabe o que é o efeito tapete? É subir a dívida aos fornecedores, como tem vindo a acontecer, pois essa não paga juros nem é reportada às estatísticas europeidas.”

    Não é assim. O tempo que o estado demora a pagar aos fornecedores tem vindo a diminuir nos últimos anos, apesar de ainda ser o dobro da média europeia. Se o Centeno andasse a esconder dívida desta maneira, estes prazos estariam a aumentar de ano para ano.

    https://www.tsf.pt/portugal/economia/estado-demora-75-dias-a-pagar-a-fornecedores-e-quase-o-dobro-da-media-europeia-11084640.htm

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