O bem e o mal comum

“A promoção da concorrência e a definição do que se não pode fazer parecem abordagens muito mais eficazes que a alternativa da micro gestão dos regulados por parte dos reguladores ou nada fazer.”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre filosofias de regulação económica.

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35 thoughts on “O bem e o mal comum

  1. Pois.

    Em 2007 vimos o que a “auto-regulação” fez ao mundo.

    Eu tinha vergonha de ser economista e prestar-me a estes papéis.

    Enfim, para ter uma carreira brilhante de consultor não se pode ser muito honesto.

  2. André Miguel

    Em 2007 foi especulação e não auto-regulação. Especular com níveis de risco elevados e potenciais perdas gigantescas para terceiros não é liberalismo, basta ler algumas páginas de Adam Smith para saber isso.
    O liberalismo assenta no princípio que o indivíduo deve ser livre de utilizar as suas capacidades e usufruir do fruto do seu trabalho, sem prejuízo de terceiros. Mas esta última parte os marxistas propositadamente ignoram, pois o prejuízo de muitos vale menos que o benefício de poucos (o deles).
    Ainda podia dissertar sobre gestão danosa, ignorância de níveis de risco, incompetência das mais elementares regras de mercado, etc etc etc, sobre algumas das causa da crise de 2007, mas alguém cujo trabalho é trollar e não sabe o que é produzir coisa alguma, jamais irá entender.

  3. É preciso mais regulação, veja-se depois das agressões aos jogadores do Sporting, vai ser lavanda mais um regulador. Autoridade nacional paras agressões desportivas. Que bom que temos dirigentes preocupados com a população

  4. André Miguel

    Francisco, essa é fácil. Quem regula o regulador somos nós, consumidores: quando a coisa regula demasiado deixamos de comprar, o consumo cai e aparece o desregulado-mor a subsidiar.

  5. Caro Miguel.

    Tanta conversa…

    A regulação destina-se precisamente a controlar toda essa longa lista de males que descreveu.

    Acontece que o neoliberalismo tem vindo a enfraquecer a regulação dando origem á orgia de especulação que deu na crise de 2007 que vamos passar o resto da vida a pagar.

    E personagens de circo como este Arroja querem mais do mesmo para nos continuar a afundar.

  6. Talvez em 2008 a coisa se deva a uma legislação que obrigava os bancos a emprestar. Pelo menos é o que dizem os vários economistas que se debruçam sobre esse período. John Stossel fez aliás um bom vídeo sobre o assunto, o qual não é difícil de encontrar.

  7. André Miguel

    Francisco, lá está o meu amigo a estragar o discurso dos neototalitários! Ehehehe

    Isso não interessa para nada.
    Tal como não interessa que sucessivos governos socialistas tenham incentivado fortemente ao consumo com recurso ao crédito e penalizado a poupança via impostos. Afinal, como dizia o padrinho da nossa coisa, “o dinheiro aparece sempre”.

  8. «Francisco, lá está o meu amigo a estragar o discurso dos neototalitários!»

    Discurso ou patacoadas?

    Chamar a todos neoliberal e racista, para depois andar a fazer narrativa baseada em apologia de raça e de género e de sexo e de preferências culinárias não é exactamente algo que tenha um fio condutor que se possa considerar um discurso.

    Logo, sejamos técnicos: são patacoadas emitidas por pataratas.

  9. Caro Colaço ?

    Essa do neo-totalitário é para mim ?

    Desde quando eu chamei racista a “todos”.

    A vossa “raça” e religião é o dinheiro.

    E quem abordou questões de raça e género foi o seu camarada Miguel, eu apenas lhe respondi.

    Parece que ele anda muito preocupado com o “homem branco” – quando não está a apoiar entusiasticamente os tipos que estão a dar cabo do “homem branco”.

    Eu por mim já me estou nas tintas, apenas estava a anotar mais uma das vossas muitas hipocrisias.

  10. Caro Miguel.

    Como é óbvio, o PS é tão socialista como você e que você próprio disse confirma-o.

    Mas que vocês nem o que dizem conseguem compreender já não é culpa minha.

  11. Caro Colaço.

    A crise do subprime não se deveu somente ao emprestar, mas principalmente á especulação suicida que depois se fez com os títulos de dívida, que multiplicou o problema por mil.

    O que só foi possível graças à desregulação.

  12. André Miguel

    “Parece que ele anda muito preocupado com o “homem branco” – quando não está a apoiar entusiasticamente os tipos que estão a dar cabo do “homem branco”.”

    Hein?!?

    Mete mais tabaco nisso… Desafio-te a encontrares uma só linha onde eu tenha defendido vez alguma a politica económica chinesa.

  13. André Miguel

    “Mas que vocês nem o que dizem conseguem compreender já não é culpa minha.”

    Lindo!

    Argumentar, refutar ou debater racionalmente, tá quieto ó bicho!
    Acusar o opositor de ignorância é a única saída de um marxista. Parece que já o grande líder dizia “acuse os adversários do você faz, chame-os aquilo que você é”.

  14. Caro Miguel.

    Mas qual política económica chinesa ?

    Eu estou a falar do movimento neoliberal que deslocalizou a indústria, finanças e tecnologia ocidentais para a China.

    Se não fosse isso a China contava menos que a Holanda na economia internacional.

    Se não fossem vocês a “política económica chinesa” seria um assunto local sem importância nenhuma – foram vocês que criaram a potência económica chinesa de propósito para dar cabo dos países ocidentais.

    E agora choram muito que “não concordam com a política económica chinesa” que vocês próprios criaram.

    Não há pachorra.

  15. Caro Miguel.

    “Argumentar, refutar ou debater racionalmente, tá quieto ó bicho!”

    Não acredito que você me obrigue mesmo a explicar que um verdadeiro partido socialista NÃO privatiza toda economia e NÃO incentiva o endividamento junto dos banqueiros privados.

    Você ao confirmar que o PS fez isso, obviamente está a confirmar que o PS nunca foi um partido socialista.

    Nunca pensei é que tivesse de lho explicar.

  16. André Miguel

    Defender a liberdade dos outros deslocalizarem o que bem entenderem, não significa concordar que o façam. Eu por exemplo, não concordo com uma palavra do que escreves, mas defendo o teu direito à livre expressão.
    Sei que isto é demasiado para a cabeça de um marxista, mas a liberdade é isto.

  17. Andrá Miguel,

    Pois eu acho muito bem que se tenham deslocalizado para a China. Escrevo num computador portátil que me custou EUR 600,00 por ter sido apanhado em promoção e produzido na China. Quem quer português, compra português. E eu compraria, se os houvessem. desde que o preço fosse semelhante — nem precisava de ser tão baixo.

    Ora, se os europeus conseguissem produzir tão barato, teriam produzido barato, e barato teria eu comprado. Como não produzem barato, não produzem, e eu nem barato nem pouco mais caro eu compro. Não é por causa do proverbial custo da mão de obra, que na China é superior à da Roménia ou à da Bielorússia. Em Xangai ganha-se mais em média que em Portugal — confiram, que é verdade. E é precisamente da Região de Xangai que os bens tecnológicos provêm.

    Regulamentação a mais. Basta dizer que o tal Regulamento de Protecção de Dados da UE está a enriquecer servidores Cloud nos Estado Unidos, no Canadá e na Rússia. Brevemente ouviremos falar de tecnológicas a sair da Europa para se reincorporarem esses países.

    O xuxalismo europeu é especialista no famoso desporto do tiro à falange pedonal.

  18. Guna,

    Se os governos não andarem a brincar ao Baywatch às empresas dos amigos, as empresas privadas deixam de ser nossos problemas. O Costa, por muita maquilhagem que use, e mesmo contando com o sorriso de plástico, é muito diferente da Pamela Anderson no seu apogeu. A curva está mais abaixo, por exemplo.

    Baywatch e salvamentos, prefiro os da Pamela Anderson. Se for o Costa a salvar, mais cedo ou mais tarde terá de vir algum estrangeiro salvar o putativo salvador da vítima.

  19. «Você ao confirmar que o PS fez isso, obviamente está a confirmar que o PS nunca foi um partido socialista.»

    Reclamações para:

    Partido Socialista
    Largo do Rato, nº 2, 1269- 143 Lisboa
    Telefone: 21 382 20 00
    Fax: 21 382 20 16
    e-mail: sedenacional@ps.pt

    Desavenha-se com eles. Mas prepare o seu dentista para reforçar o equipamento e consumíveis no seu consultório, caso vá à sede do PeiÉsse dizer o que disse.

  20. Francisco, informe-se primeiro. Em ambos os casos citados houve falhas dos reguladores, avarice e desonestidade dos privados e no fim o contribuinte paga sempre ou os estragos são ainda maiores – ambas as empresas tinham contratos avultados para fornecer serviços criticos ao estado; no caso da segunda, enquanto era gerida pelo estado até dava lucro! Falar é fácil…

  21. «Em ambos os casos citados houve falhas dos reguladores, avarice e desonestidade dos privados e no fim o contribuinte paga sempre ou os estragos são ainda maiores – ambas as empresas tinham contratos avultados para fornecer serviços criticos ao estado [sic]»

    Itálicos meus. Assinalei onde vejo os erros.

    Cómico-capitalismo (grafia intencional!) está para o capitalismo assim como uma mula para um alazão. Percebem-se semelhanças genéticas, mas não se pode dizer que a mula é um cavalo, e nem de longe parecem iguais. A mula, como o capitalismo do compincha, é qualquer coisa de burro também, perdão, de democrata, perdão. de xuxalista.

    Quanto aos maiores estragos, deixe estragar. Só estraga uma vez. O problema das falências dos bancos é que estraga as poupanças, os pés-de-meia e as avenças (subornos, propinas) dos políticos — e eles salvam-nas com o nosso dinheiro. Salvando o Salvado, vai estragando o estragado.

  22. “Quanto aos maiores estragos, deixe estragar. Só estraga uma vez” – sabe que “estragar” pode significar vidas, não sabe???

    ” O problema das falências dos bancos é que estraga as poupanças, os pés-de-meia e as avenças (subornos, propinas) dos políticos” não, estragava as reformas de metade do mundo ocidental que tanto gosta!

  23. Caro Guna.

    Os neolib gostam do mundo ocidental ?

    Isso é só conversa.

    São eles que estão a dar cabo do mundo ocidental.

    Estes gajos só gostam é de $ e idolatram quem o tem.

  24. Guna,

    «estragava as reformas de metade do mundo ocidental que tanto gosta!»

    Não ponham o dinheiro nos bancos. Não faltaram avisos.

    Vamos agora ter salvar burros por persistirem em comer erva envenenada?

  25. Caro Colaço.

    Não ponham o dinheiro nos bancos…

    E é um liberal económico que nos diz esta coisa espantosa.

    Então a banca privada não é de confiança ?

    E pomos o dinheiro onde?

    Debaixo dos colchões ?

    E já agora, também não sabe que se os bancos forem á falência não são só as reformas mas toda a economia que vai á falência ?

    O liberalismo está a ficar cada vez mais surrealista.

  26. Caro Colaço.

    E você acredita em tudo o que o PS lhe diz ?

    A maior parte do tipos do PS são tão socialistas como vocês.

    Só não o admitem porque são tão honestos como vocês.

  27. Caro Miguel.

    Tretas e blá blá blá.

    Tu defendes só o direito dos grandes empresários darem cabo dos países, dos estados e das outras classes.

    Mas se forem os outros a dar cabo dos grandes empresários até choras baba e ranho e dizes que não há direito.

  28. «E é um liberal económico que nos diz esta coisa espantosa.»

    O que é que ser economicamente liberal (eu não sou liberal, sou conservador) tem a ver com bancos?

    Especialmente ESTES bancos, que financiam directamente políticos e depois são salvos pelos mesmos político, porque o Estado tem dimensão exagerada e âmbito pervasivo e invasivo daqueles a quem diz servir?

    Não foi o Sanders que se clou depis de lhe terem dado um enxerto de pancada e lhe terem pago uma casa de seiscentos mil dólares num lago?

  29. «E já agora, também não sabe que se os bancos forem á falência não são só as reformas mas toda a economia que vai á falência ?»

    Quem não sabe história escreve disparates. Antes de 1929, portanto antes do Sistema Brenton Woods, bancos faliam regularmente e a economia dos Estados Unidos não ia abaixo. O Roosevel-tolo andou a brincar ao salvador da Pátria e ao Noddy Construtor, enquanto no Reino Unido e em outros lados deixou-se andar o tempo. Resultado: em três anos o Reino Unido estava fora da recessão — e Portugal pouco depois do fatídico ano de 1933 — e os Estados Unidos continuaram até ao dealbar da Segunda Grande Guerra.

  30. André Miguel

    “Mas se forem os outros a dar cabo dos grandes empresários até choras baba e ranho e dizes que não há direito.”

    Claro que há direito! Portugal mereceu todas as falencias que teve e qualquer mau empresário merece as consequências da sua má gestão.

    Camarada, para troll és muito fraquinho e não justificas nem metade da avença que te pagam… argumentos ZERO. Limitas-te a acusar os outros de ignorantes que escrevem tretas. Não chega.
    Pelo menos o Miguel Abrantes era um gajo culto. O Rato nao arranja melhor que isto???

  31. Caro Colaço.

    A economia dos EUA não foi abaixo em 1929 ???????????

    Fantástico !!!

    Estou a ver que tenho de ler mesmo os seus livros, não sabia que eram tão cómicos.

    E você diz que que os ingleses dominaram a crise em três anos simplesmente não fazendo nada o que não é verdade.

    Começa logo que houve razões para a crise não atingir tão duramente o RU e mesmo assim também abandonou as políticas liberais de “não fazer nada” e tal como os EUA só saiu plenamente da crise pela intervenção massiva do estado através do rearmamento que começou poucos anos depois.

    Mas enfim, façamos de conta que foi. Então os americanos teriam a “obrigação” de alcançar os mesmos resultados simplesmente não fazendo nada e só o Roosevelt teria prejudicado a economia por ter feito alguma coisa (!!!!).

    Tudo bem, mas acontece, precisamente, que os seus brilhantes livros radicais esqueceram-ce de lhe dizer que, precisamente, Roosevelt só chegou à presidência uns três anos depois da crise ter começado – e que apesar da vossa “inteligente receita” de não fazer nada ter sido “inteligentemente” aplicada durante três anos a crise não parava de piorar.

    Ou seja, qualquer que fossem os efeitos das políticas de Roosevelt, só se fariam sentir uns 4 anos depois da crise começar – que foi PRECISAMENTE quando a crise começou a abrandar.

    E sim, a crise só terminou completamente com a II GM.

    Adivinhe o que significou economicamente a II GM nas economias dos estados – intervenção passiva do estado.

    Mas o que lhe interessam os factos !

  32. Caro Miguel.

    – Porque é que os vossos camaradas do Rato me haveriam de pagar ?

    Eles defendem o mesmo tipo de sociedade que vocês.

    Vocês só embirram com eles porque eles decidiram usar uma bandeira vermelha e chamar-se socialistas – que era o que dava votos na altura em que se formaram.

    – O que têm as constantes autofalências dos nossos brilhantes empresários a ver com o que eu disse ?

    Eu disse, quando os empresários são prejudicados por OUTROS, como quando lhes nacionalizam as empresas.

    Você agora deu em defensor das nacionalizações ?

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