Ligação Riqueza – Estado Social

Existe uma diferença enorme entre co-existência, correlação e causalidade.

O facto de o Estado Social ser maior nas economias mais desenvolvidas, por si só, não prova uma correlação entre os 2 factos e, caso esta exija, fica por identificar a direção da causalidade.

Alguns defensores do estado social podem argumentar que o estado social causou a riqueza das sociedades ocidentais. Contudo essa ideia pode ser contrariada facilmente olhando para a evolução dinâmica destas variáveis.

Inicialmente (pré-revolução industrial) todos os países eram pobres e as diferenças de produtividade eram pouco significativas. Depois algumas economias industrializaram-se. Essas mesmas economias entraram então num processo de desenvolvimento acelerado, gerando excedentes. Esses excedentes permitiram então a criação de um estado social nesses mesmos países – criando assim o estado social Europeu. Como as empresas quando fazem asneira desaparecem e o estado social quando faz asneira cresce (a solução para os erros do estado social é sempre mais fundos para o estado social…), o peso deste na economia aumentou. Até que ponto? Até o crescimento estagnar e a economia paralisar com o peso da regulação e dos impostos impostos pelo estado social.

Entretanto outras economias desenvolvem-se. Como usufruem da tecnologia da Europa e do menor peso do estado social, crescem mais depressa – o que é normal dado o atraso económico. A Europa está assim a ser ultrapassada e os tigres asiáticos não só têm uma economia mais avançada (quantas empresas de electrónica há na Europa? quantas televisões são hoje feitas na Europa? quantos smartphones são hoje feitos na Europa?) como os cidadãos têm hoje acesso a saúde com tecnologia mais avançada (mas pronto, Portugal lidera nos cuidados de saúde a nível mundial – lol).
Portugal cresce a 0,5%/ano há 20 anos, tigres asiáticos de PIBpc (per capita) bem superior crescem a mais de 3%.
Há muitos factores, mas a burocracia que o estado impõe, a rigidez do mercado laboral, a excessiva carga tributária e o enorme estado social são obviamente factores limitadores ao nosso país e à Europa em geral.

Europa teve excedentes > montou estado social até ao máximo da sua capacidade e a economia só cresce com aumento de dívida. Muito sustentável, portanto.
Ásia teve excedentes > investiu na economia e conseguiu um nível de vida muito superior.
Solução na Europa: mais estado social.
(para já nem falar da importação de muçulmanos, que vão sobrecarregar os sistemas sem para ele contribuirem)
Vamos acabar com muitos a precisar e poucos a contribuir.

Diminuimos o Estado Social ordeiramente ou… desordenadamente?

Parece que o Politicamente Correcto e as boas intenções que ainda hão-de encher o Inferno preferem a segunda hipótese. So be it.The-Welfare-State

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