Mais Uma Página Da Austeridade Virada

Muito bem o governo da Geringonça a virar mais uma página da austeridade, arrecadando um nível recorde de impostos per capita em 2016: 3751 euros por cidadão.

Junto também um gráfico da PORDATA com dados desde 1972.

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9 thoughts on “Mais Uma Página Da Austeridade Virada

  1. c3lia

    Quem me dera pagar só 3751 euros/ano… Mas para a autoridade tributária, eu sou super-hiper-mega trilionária, só porq não tenho filhos nem despesas de educação/saúde.

  2. André Miguel

    Para a obter receita completa para o desastre que se adivinha, acrescentemos que 23% dos trabalhadores lusos auferem o salário mínimo, temos cerca de um milhão de funcionários públicos, 10% de desemprego, divida pública de 130% do PIB e duas décadas consecutivas de crescimento económico anémico. Só os geringonços é que ainda não viram o diabo à espreita…

  3. Os apoiantes de ocasião não foram enganados. Saliências á vista sacodem-se em todo o palco mas vão continuar no papel de chocas de companhia.

  4. André Miguel

    E há uma coisa que me incomoda há algum tempo… Então cativamos e endividamos ao mesmo tempo? Se cativamos é porque não precisamos gastar, mas endividamos é porque não temos como pagar. Ou então cativamos o que não temos e endividamos porque precisamos, mas só pagamos amanhã. Será isso? Tenho cá para mim que o ronaldo das finanças está farto de marcar golos com a mão e o árbitro ainda não viu nada…

  5. Gabriel Orfao Goncalves

    Eu não ficaria bastante preocupado com este nível de carga fiscal se tivesse a certeza, mas a certeza, de que no final do ano a dívida pública tinha diminuído uns quantos pontos percentuais. Isso traria imediatamente a diminuição, se não das taxas de juro, pelo menos do juro propriamente dito (visto incidir agora sobre menor valor de capital em dívida), juro esse que ronda actualmente os 8 mil milhões de euros – o equivalente a 16 submarinos – por ano! (Cada submarino custou 500 milhões de euros.)

    Aliás, se por um lado sou favorável a uma carga fiscal baixa, como creio que toda a gente (à excepção dos fanáticos da extrema esquerda que sabem que é a uma carga fiscal elevada que vão buscar o dinheiro que prometem à função pública e a empresas privadas que vivem da mama do Estado, que pelos vistos também já são clientela partidária dessa extrema esquerda), por outro nunca deixei de defender que enquanto a dívida pública não diminuir é necessária uma carga fiscal relativamente elevada.

    Uma carga fiscal relativamente elevada… e uma utilização eficiente do dinheiro dos contribuintes! Tudo para diminuir a dívida pública e o seu juro.

    Mas em vez de a carga fiscal servir para diminuir o mais possível a dívida, o provável é que no fim do ano a diminuição da dívida pública seja a de umas míseras décimas percentuais (ou um vírgula poucochinho…), e o resto da carga fiscal serviu sim para aumentar a função pública. (E vamos a caminho de uma futura redução dos salários da FP. Entretanto os danos à economia são imensos, a começar pela criação de uma bolha no imobiliário – é que estamos outra vez a viver de sonhos e não da riqueza que o país efectivamente cria – com o inerente endividamento, bastante para além dos limites dessa economia real, de quem adquire uma casa para viver.)

    Desde que este governo entrou em funções alguma vez mais ouviram os sindicatos berrar contra as PPPs?
    Contra os ajustes directos?
    Contra as empresas privadas que vivem escandalosamente não graças ao mérito do seu trabalho mas por causa de amiguismos dentro do aparelho partidário?
    Não.
    As consciências desta gente compram-se.
    Com dinheiro, naturalmente.

    Funcionários públicos e pensionistas milionários, este é o vosso futuro (e se digo isto não é porque desejo o mal a ninguém; é ser realista, como disse sempre Medina Carreira):

    Depois não venham dizer que tudo isto era impensável.

  6. André Miguel

    Gabriel, elevada carga fiscal até a dívida diminuir sim, mas apenas se tal fosse acompanhado de desregulação e liberalização da economia. O que temos hoje não! Impostos altos e a economia hiper-regulada nunca trarão crescimento.

  7. Gabriel Orfao Goncalves

    André, concordo.

    Parece que no arrendamento o senhorio já não vai poder opor-se a que o locatário tenha cães ou gatos ou outros animais, perdão, “pessoas não humanas”, dentro do habitat. O arrendamento assim vai ser um sucesso. Senhorios que estavam na disposição de arrendar não estarão mais. Depois queixam-se de que há falta de casas e de que muitas estão devolutas…

    Depois temos a ASAE, com tantos e tais poderes por via de múltiplos actos normativos que não deve haver um único estabelecimento de restauração que esta entidade, se quiser ser zelosa, não consiga encerrar. Há sempre uma norma que o restaurante não cumpre e que pode levar ao encerramento. Isto presta-se, obviamente, à corrupção a torto e a direito. Safam-se os grandes, com dinheiro para impugnar em tribunal qualquer decisão da ASAE. Alguns pequenos morrem e outros nem se atrevem a abrir negócio.

    O salário mínimo é hoje o que é: não é possível a um pequeno empresário pagá-lo sem estar sempre a pensar que pode falir. Dizem que o salário mínimo é pouco. Não é o SM que é pouco. São os salários dos militantes do “partido do Estado”, como lhe chamava Medina Carreira, que são altos – e que por isso fazem subir os preços. Tão altos que temos de pedir dinheiro emprestado para os conseguir pagar. Há países em que o SM é mais baixo e onde as pessoas que o recebem vivem melhor do que nós. São países em que se vive da riqueza que a sua economia produz, e não da riqueza que os agiotas emprestam.

    Só três exemplos, mas há mais.

  8. A função pública foi uma das formas de reduzir o desemprego em 2016. O turismo, por sorte e não mérito deste governo, tem ajudado muito. Sobre a função pública, bastou ouvir um ministro actual , acerca de pedrógão, dizer que contrariamente ao governo anterior que tinha reduzido a protecção civil em 11% eles já a tinham aumentado em 6% ou 7% em 2016. Fugiu-lhe a boca para a verdade, andaram a contratar à socapa. Infelizmente a oposição é pouco expedita. Com isso, o ministro também podia ser atacado, ao mostrar que o problema podia não estar na quantidade de pessoas mas na competência do “seu” sistema.

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