RadioTaxis obrigada a pagar salário mínimo

Dias atrás foi notícia que tribunal britânico condenou Uber a pagar salário mínimo e férias aos motoristas que usam esta plataforma. Considerou que aqueles não eram entidades independentes. Já se fala de acções judiciais em vários outros países…

Espera-se, portanto, que proprietários que usam o Airbnb para angariar hóspedes recebam daquela uma renda mínima. Hotéis listados no Booking.com passarão a ter direito a lotação garantida de 69%(?). Quem usa BlaBlaCar para partilhar custo da viagem terá automaticamente direito a cheque mensal de abastecimento combustível. E, mais importante, em Portugal a RadioTaxis vai, à semelhança da decisão britânica, assegurar um salário mínimo a todos os taxistas. Urra!!! :/

6 pensamentos sobre “RadioTaxis obrigada a pagar salário mínimo

  1. mariofig

    Sempre achei que a grande inovação da Uber e aquele que poderia ser o seu maior contributo para a sociedade, não foi a plataforma tecnológica, mas sim a sua componente laboral.

    Confesso que me mantive distraído durante os primeiros dois anos da Uber, sem perceber que essa componente seria contrária aos interesses dos governos (em especial da Europa) tão habituados à coleta salarial para financiarem a suas políticas de esquerda e que aqui na Europa se estendem bem adentro do que gostamos de chamar erradamente de partidos de direita.

    Mas o triste mesmo é ver que a solução que os governos europeus encontram para o seu (e de mais ninguém) problema, não é o abraçar legislativo a um novo modelo laboral que fortemente beneficia as populações, muito em particular o sector desempregado da sociedade e que indiretamente contribui para a redução do desemprego, resultando num aumento do consumo e poupança e consequentemente contribui de forma positiva para o crescimento económico agindo diretamente num sector da população em dificuldades. O sonho de qualquer economista e a garantia de um prémio Nobel da Economia.

    Em vez desse abraço legislativo, o que se verifica é exatamente o oposto. Vemos com os nossos próprios olhos como a governação de esquerda europeia (e que relembro se estende a muitos partidos que falsamente chamamos de direita na Europa) prefere agir pela via contrária de destruir o modelo laboral proposto pela Uber. Vemos com os nossos próprios olhos como a governação europeia prefere sacrificar as suas populações através da destruição completa de um novo acesso ao emprego e de uma oportunidade de crescimento económico, quando verifica que essa solução não se apresenta rentável pela via fiscal.

    Foda-se!

  2. mariofig

    E outra coisa, diz o Sindicato britânico que foi este modelo que permitiu à Uber se transformar numa empresa que vale milhões. Tem razão, foi mesmo. Mas isso aconteceu porque a Uber nasceu num país de 230 milhões de habitantes que não impõe sobrepõe a ideologia fiscal à ideologia económica. E a população Americana agradece. Já a Uber não teria feito um tostão, se tivesse nascido aqui na Europa de 700 milhões de habitantes. A Europa que fez nascer Karl Marx.

  3. A AirBn, a RádioTaxis, o BookingCom, etc. etc. têm as seguintes características?

    [Na passagem seguinte, “utilizador” significa os utilizadores que usam essas plataformas para fornecer um bem ou serviço, pelo qual recebem dinheiro em troca; não me refiro aos utilizadores que usam as referidas plataformas para adquirir bens ou serviços]

    – Fixam o preço que os seus utilizadores cobram?
    – Fazem entrevistas para aceitar (ou não) utilizadores?
    – Determinam as condições em que os seus utilizadores vão fornecer o serviço (da mesma maneira que a Uber determina o trajeto que os seus utilizadores vão seguir e que carros podem usar)?
    – Os pagamentos dos clientes aos utilizadores são feitos através da plataforma, sem contacto financeiro direto entre o cliente e o utilizador?

    [No caso do Radio Taxis, é verdade que alguns desses pontos já estão fixados por lei]

  4. Mariofig: “sem perceber que essa componente seria contrária aos interesses dos governos (em especial da Europa) tão habituados à coleta salarial para financiarem a suas políticas de esquerda”

    Em termos fiscais fará alguma diferença as pessoas receberem salários ou honorários? Imagino que faça diferença para as contribuições para a segurança social, mas se for assim também reduz o que a segurança social tem que pagar em benefícios, logo duvido que isso prejudique os governos por aí além.

  5. Luís Lavoura

    Miguel Madeira, você tem uma boa dose de razão. É verdade que o motorista da Uber trabalha segundo o seu próprio horário, livre e flexível. Mas também é verdade que o preço que cobra, as condições em que presta o serviço, e as condições em que é pago, são fixados pela Uber.
    Trata-se portanto de um indivíduo que nem é bem um assalariado nem muito menos é um trabalhador independente. Podemos chamar-lhe um “trabalhador franchisado”.

  6. Luís Lavoura

    A Airbnb não tem nada a ver com a Uber. A Airbnb não fixa o preço que é cobrado nem o tipo de serviço prestado. Uma pessoa com a Airbnb tanto pode arrendar uma cama, como um quarto, como um apartamento, como uma moradia, e pode cobrar aquilo que quiser por todas essas coisas. A Uber é totalmente diferente, fixa o tipo de serviço prestado (trajeto, qualidade do automóvel) e o seu preço. Não é legítimo comparar a Airbnb à Uber nestes aspetos.

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