A austeridade que mata

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Acabou a austeridade. Bom, quase. Acabou a austeridade má. Agora temos austeridade boa. Devolvemos os rendimentos a quem recebe mais de 1500€ e aumentamos os impostos indirectos a todos, incluindo pobres, classe média e quem ganha mais de 1500€. Eu diria que tirar a quem ganha 700€ para dar a quem ganha mais de 1500€ é uma política redistributiva pouco equitativa, mas que ninguém ouse importunar esta nova era de franca expansão económica e felicidade, ainda que o PIB cresça metade do que crescia, o investimento tenha colapsado, as exportações caído e os juros da dívida pública disparado. Mas estamos melhor do que com a austeridade que mata e a redacção do Público está feliz, e isso é que é importante. E por isso agora vem mais um novo imposto, que a austeridade acabou e há que virar a página. É um imposto só sobre os muito ricos, com muito património, o que pode ser facilmente comprovado pelo facto de José Sócrates estar isento desse imposto (já o BFF, Carlos Santos Silva, não). É um imposto só sobre os muito ricos, que Portugal é um país pouco progressivo. Basta pensar que os 9% mais ricos pagam 70% do rendimento colectado em sede de IRS. 70%, quando poderia ser 100%? Ou 150%? Pensamos poucochinho, já dizia o ex-alcaide de Lisboa, e, como tal, só nos saem na rifa políticos poucochinho, que fazem de Portugal um país poucochinho. E assim definhamos até à hora da nossa morte, Troika.

6 pensamentos sobre “A austeridade que mata

  1. JP-A

    Só num país mentalmente miserável é possível assistir a uma coisa destas, com a extrema-esquerda a explicar e a justificar na televisão uma coisa destas. E se já se começa a notar que alguns jornalistas e tudólogos do sistema já estão a começar a levantar o véu, é porque sentem que lhes pode tocar no bolso. Nada que não se explique à luz da putedologia.

  2. O cronista certamente que se esqueceu de mencionar o colossal aumento havido nas pensões mais baixas. Sei de muitos casos em que as pessoas deixaram de fumar mata-ratos e no próximo ano já estão previstos novos mas maiores aumentos, Quem tiver uma pensão de 600 euros vai ganhar mais vinte e cinco tostões…..

  3. Anticapitalista

    …e neste país também ainda vai resistindo um poucochinho de pafistas mas muito pafiosos, que se alimentam intelectualmente com os muitos “gosto” que obtêm por aqui e alimentam o estômago – aliás, o seu ABATAR – com os “não poucochinhos” (digo eu, claro) euros que lhes pagam (quem serão os patrões nunca se sabe bem) para evacuarem textos tão doutos quanto iluminados como este. Só que, eleições lusas, teremos as autárquicas em 2017 e depois, lá para final de 2019, as legislativas, mas, a fazer fé nas sondagens e nos comportamentos pafistas, a Maria Luís e a Cristas JAMAIS vão conseguir refazer a famigerada paf quanto mais voltar em ao pote!…

  4. Anicomunas e chuchas

    Cetamente, quando o “PAF” voltar ao poder, não haverá nada para dividir pois os comunas e chuchas já terão destruido e roubado tudo.. .

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