A essência do socialismo (2)

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Continuando a realocação de recursos conforme os interesses dos grupos que têm o seu ouvido, a geringonça prepara-se para repôr as comparativas vantagens do estrato “função pública” à custa de um diluído aumento fiscal sobre toda a população.

12 pensamentos sobre “A essência do socialismo (2)

  1. Baptista da Silva

    Isso de 2% no IVA corresponde mais ou menos a 1.4 mil milhões de receita… onde já li eu este número?

  2. JP-A

    – Segurança Social paga investimento na construção
    – Investimento na construção sustenta rendas baixas
    – Cofres esvaziam
    – IVA sobe e a “culpa” é da Europa (a famosa e essencial exteriorização da culpa – Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, Rússia, …)
    – O governo não queria, mas faz para salvar da derrapagem
    – O povo vota
    – O país rebenta
    – O governo salva

    O único problema é que vai falhar qualquer coisa 🙂

  3. lucklucky

    É a essência do Jornalismo.

    “Austeridade” transforma-se em “Salvar pensões e salários” quando o Governo é do PS.

  4. Sinopse de um Programa Governativo…(Repost)

    Mês Um.

    DIA 01: O imposto de renda de pessoa singular é abolido e o dia 30 de abril (data limite para entrega do actual IRS é declarado feriado nacional). A redução nas receitas do governo é compensada por um corte igual nos gastos do próprio. O orçamento é ainda assim demasiado elevado, e ainda permite que se possa roubar os legítimos proprietários. O povo.

    DIA 02: Todos os outros impostos governamentais são abolidos, incluindo o IRC , o imposto sobre ganhos de capital, o imposto sobre combustíveis, os impostos sobre cigarros e bebidas, o imposto sobre valor acrescentado, de selo, derrama, CAV, IMI, etc. Como consequência, os negócios aumentam estrondosamente, e as poucas funções governamentais legítimas são financiadas por dois módicos impostos. Um por cabeça, de tabela única de 5% sobre o rendimento (IS: imposto singular), e o outro, de tabela única também de 5% para as empresas e comércio sobre as vendas efectuadas (IC: imposto colectivo). Dedução única no IS: a integralidade das despesas de saúde.

    DIA 03: O governo vende todas as suas terras, libertando milhares de hectares para moradias, agropecuária, florestamento, parques particulares, etc. O governo usa as receitas para pagar a dívida interna e outros passivos.

    DIA 04: O salário mínimo é reduzido a zero, criando empregos para ex-burocratas governamentais aos seus valores de mercado. Todas as leis e regulamentações sindicais, sociais e trabalhistas vão para o lixo. A taxa de desemprego cai drasticamente.

    DIA 05: O INE, assim como todo o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, é mandado a uma grande agência de empregos, controlada pelos sindicatos, lá no espaço. Sem estatísticas econômicas detalhadas, os futuros planeamentos econômicos estarão cegos e surdos.

    DIA 06: O Ministério da Economia é abolido. As empresas agora precisam de se virar no mundo, sem receber subsídios e privilégios às custas de seus competidores e clientes.

    DIA 07: Fecha-se a torneira do Ministério do Mar.

    DIA 08: Todas as agências reguladoras e afins, que defendem e protegem as empresas dos consumidores são extintas. A concorrência é legalizada, e a liberdade dos consumidores é reposta.

    DIA 09: O Ministério do planeamento e infraestruturas é aniquilado.

    DIA 10: As rodovias reabrem como um negócio privado. Os empreendedores donos das estradas estabelecem os preços pelo uso das mesmas de acordo com a demanda. Usando de tecnologia moderna, os motoristas recebem as faturas uma vez por mês. Devedores contumazes – assim como motoristas bêbados e imprudentes – não são permitidos nas estradas. Aqueles que não conduzem não mais têm que subsidiar os que possuem carros.

    DIA 11: Todas as formas de assistencialismos governamentais são extintos. Vagabundos ou trabalham ou passam fome. Os pobres que merecem acham uma abundância de serviços privados criados para torná-los independentes. A caridade privada explode, uma vez que o povo portugues, já o mais generoso do mundo, percebe que o seu rendimento quase que dobrou, graças aos cortes de impostos.

    DIA 12: O Banco Central extingue suas operações de mercado aberto (open-market) e deixa de proteger a indústria bancária contra qualquer competição. Mas os bancos agora podem se aventurar em todas as atividades financeiras não-bancárias que anteriormente lhes eram proibidas. Os ciclos econômicos, que são causados pela expansão monetária através do mercado de créditos, são liquidados.

    DIA 13: Todos os depósitos são reavidos através da venda de ativos governamentais, os quais incluem os ativos pessoais de funcionários do alto escalão governamental. A ameaça de uma corrida aos bancos força-os a manterem 100% de reservas para os depósitos em conta-corrente, e um nível prudente de reservas para outros tipos de depósitos. Bancos à beira da falência não mais serão salvos pelo governo, às custas do contribuinte. Qualquer outro tipo de ajuda governamental aos bancos se torna impossível.

    DIA 14: O euro – um simples e débil papel fiduciário – é definido em termos de ouro, com a razão entre ambos determinada pela divisão da existencia de ouro do governo por todos os euros existentes nesse dia.

    DIA 15: O governo vende todas as empresas estatais, semi-estatais, quase-estatais, municipalizadas e afins, para quem der mais.

    DIA 16: Todas as regulamentações governamentais que criam e sustentam cartéis são abolidas, incluindo aquelas para os Correios, telefones, televisão, transportes, rádio, TV a cabo, etc. Os preços caem no precipicio e uma variedade de serviços novos e inesperados se tornam disponíveis.

    DIA 17: A agricultura planeada, é repelida: não há mais subsídios, pagamentos em gêneros, empréstimos a juros baixos, etc. Os preços dos produtos agrícolas caem. Fazendeiros empreendedores ficam ricos. Fazendeiros acostumados a subsídios têm que procurar outra linha de trabalho. Os pobres comem como reis.

    DIA 18: Empresas, grandes ou pequenas, estão livres para se fundir – verticalmente ou horizontalmente. Acionistas podem comprar qualquer outra empresa, ou vender suas ações para quem quiserem. Produtores marginais não mais podem lutar contra seus concorrentes com armas burocráticas.

    DIA 19: O Ministério da Educação é reprovado e jubilado. Entidades privadas de caridade montam programas remediadores para ensinar os ex-burocratas a ler e escrever. Programas que recebem subsídios governamentais, saem de cena. Distritos escolares locais passam a prestar contas aos pais – ou fecham as portas, pressionados por um crescente sector de escolas privadas (as quais muitos pais agora podem pagar).

    DIA 20: Todos os edificios e monumentos governamentais são vendidos.

    DIA 21: Todas as ordens profissionais são abolidas. Reposto o acesso e liberdade no trabalho.

    DIA 22: Direitos iguais são garantidos a todos os portugueses, até mesmo aos membros de grupos que não são vítimas. Não há ação afirmativa, não há cotas, não há leis de acomodação pública. Propriedade privada e liberdade de associação são totalmente restabelecidas.

    DIA 23: O Ministério do Ambiente sofre uma faxina, com todas as suas leis típicas, como “ar limpo” e outras similares, repelidas. Propriedade privada é estabelecida para o ar e para a água. Portugueses prejudicados pela poluição estão livres para processar os poluidores, que já não estão mais protegidos pelo governo.

    DIA 24: Aos Portugueses é dada completa liberdade de contrato, restaurando a racionalidade em relação a negligências e em relação às leis de responsabilidade pelos produtos.

    DIA 25: O governo esforça-se para achar mais bens para vender (por exemplo, o Zoológico Nacional, também conhecido como parlamento de S. Bento) para poder pagar as obrigações da agora privatizada Previdência Social.

    DIA 26: Artistas têm agora que ganhar a vida por conta própria, já que o Ministério da cultura tenta angariar o seu próprio orçamento pintando graffiti nas calçadas.

    DIA 27: Ajuda a outros países é proibida como sendo inconstitucional, injusta e anti-econômica. Políticos estrangeiros agora têm que roubar o seu próprio dinheiro do seu própio povo.

    DIA 28: Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino superior é sujeito a uma experiência de extinçáo.

    DIA 29: Todas as tarifas, cotas, e acordos comerciais vão para a retalhadora. Os portugueses agora podem comercializar com qualquer um no mundo, sem barreiras ou subsídios.

    DIA 30: Dia de descanso do Governo!

    Em apenas 30 estimulantes dias, estabelecemos as linhas gerais para um quotidiano diferente. Radical? Não. Eu mal posso esperar pelo Mês Dois.

  5. Luís Lavoura

    Isto do IVA a 25% é um anúncio governamental ou uma mera especulação do Correio da Manhã?

  6. TINA
    “Seria interessante seguir a evolução da economia paralela com o aumento do IVA.”
    .
    Economia paralela, ilegal e imoral é a do Estado.

  7. JP-A

    Baptista da Silva,

    Outra coincidência extraordinária é a CML promover o programa de requalificação ao mesmo tempo que o governo lança um plano para o mesmo efeito, com o pseudo-chefe disto tudo a dizer que também se destina a espaços públicos que aguardam requalificação. E quase ninguém repara no elefante! Como costuma dizer um amigo, ainda virá o dia em que o PS transforma o Sá Carneiro num seu mártir e inventa o feriado.

  8. Chamuca agradecea edp por esta empresa suportar os encargos do aumento da despesa com a tarifa social. A edp agradece aos restantes consumidores que não usufruem da tarifa social e continuam a pagar regularmente as suas contas.estou mesmo a começar a ficar saturado ddestes jagunços. Por quem nos tomam?

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