O momento político português visto de fora (8)

Observador

Os juros da dívida de Portugal estão a subir em todos os prazos esta segunda-feira, com agências financeiras como a Bloomberg a noticiarem que o país enfrenta o risco de “reversão no corte da despesa pública” após os acordos anunciados no fim de semana pelo líder do Partido Socialista. A taxa a 10 anos está no nível mais elevado desde julho, por alturas do referendo grego, e regista o maior agravamento dos juros entre os países da chamada periferia da zona euro.(…)

Houve, portanto, um agravamento de cerca de 30 pontos base no prémio de risco de Portugal no espaço de pouco mais de um mês. Por comparação, o que em Espanha é conhecido como a prima de riesgo mantém-se na casa dos 120 pontos base, exatamente onde estava no início de outubro.

Em Itália este spread até está mais baixo do que estava no início do mês, apesar de ter subido nos últimos dias perante a probabilidade de a Fed subir as taxas de juro, cujas implicações procurámos explicar-lhe neste texto.

Subidas maiores nos juros de Portugal têm, contudo, sido travadas pela perspetiva de que o Banco Central Europeu (BCE) estará prestes a reforçar os estímulos monetários através da compra de ativos no mercado, incluindo dívida pública.

8 pensamentos sobre “O momento político português visto de fora (8)

  1. JP-A

    «Estou marimbando-me para os bancos alemães que nos emprestaram dinheiro nas condições em que nos emprestaram. Estou marimbando-me que nos chamem irresponsáveis. Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e dos franceses. Ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos a dívida” e se o fizermos “as pernas dos banqueiros alemães até tremem”.»

    Isto são palavras de um um senhor do PS ontem anunciado como ministeriável por Marques Mendes. Como já aqui escrevi há muito, o Costa Concórdia ou afunda o PS ou afunda Portugal.
    É tudo uma questão das oportunidades que lhe quiserem dar. Primeiro está Costa, depois o PS e depois Portugal.

    Convém lidar com esta gente como se eles fossem seres bi-celulares.

  2. Miguel Alves

    Não entendo.. o défice vai continuar abaixo de 3%.. ou será que os credores não acreditam no excel martelado da troika PS/BE/PCP ?

  3. Miguel Alves,

    O Excel estava martelado!? Mas eles não tinham uma autoridade centenária (de «centeio», cabeça de espiga, portanto; não de cem anos) a trabalhar para encontrar a saída da crise através da aplicação dos mais recentes conhecimentos científicos da nobre ciencia da alvitrologia?

  4. queima beatas

    Uma falácia que deve impedir o PR de o chamar e dar posse. Costa só se lembrou desta mistificação carimbada de altruista e democrática porque perdeu as eleições. Isso é motivo bastante para dos pontos de vista ético, juridico e politico não se embarcar nesta escandalosa inversão de valores. Se tivesse ganho tinha mandado ás urtigas o estendal altruísta que de forma oportunista agora lhe enche a boca. No limite o PR deve recorrer ao TC ou mesmo renunciar ao mandato.

  5. JP-A,

    O tal mentisteriável do PS tinha razão. As pernas dos alemães já estão a tremer, e estão-no desde que ele disse o que disse. É impossível manter as pernas direitas numa saudável, honesta e incisiva barrigada de riso.

  6. Queima Beatas,

    Se as eleições fossem repetidas hoje o PS era reduzido à expressão mínima e o BE e o PC desapareciam. É por isso que há acordo.

    Consigo concordo numa coisa: o PR pode renunciar e podemos eleger quem prometa devolver a voz ao povo, convocando, tão cedo quanto possível, novas eleições. No entretato, que se dê posse ao Costa. Em três semanas, apenas, deixam isto na bancarrota e a vacina consequente durará por mais quarenta anos.

  7. Catarina

    Miguel Alves, uma coisa é o que o excel diz, outra é o que o camarada Jerónimo vai dizendo… “Tem mesmo de ser 3%? Mas porquê? Ninguém me explica, por mim pode bem ser 4%! Ou 5! 6 é capaz de também marchar, não?”

  8. Catarina,

    Até pode ser 1000%, se houver quem empreste dinheiro.

    O problema está em manter estes défices no tempo. Quem empresta dinheiro assume que o vai receber de volta, acrescido dos respetivos juros, jurados por quem tomou emprestado quando o tomou. Se num ano Portugal pode manter défices altos, não os pode manter para sempre. Tempo haverá em que quem empresta dinheiro desconfiará que não o vai receber de volta (como na Grécia), e quem ainda vai emprestando vai pedir mais juros.

    Se alguém quiser explicar isto ao PCP, terá a paciência que eu já não tenho. Lembro apenas que a URSS caiu de joelhos, a pedir à Alemanha e aos Estados Unidos quatro mil milhões de dólares de uma semana para a outra para pagar salários e pensões.

    OI registo histórico dos comunistas a governar nações é misérrimo.

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