Resgatar os portugueses do Estado

Francisco Proença de Carvalho no Diário Económico

Perante o sucesso da saída limpa, podem-nos pintar o cenário como entenderem, mas a realidade é que esse sucesso se deve, em larga medida, ao enorme esforço de uma vasta maioria de portugueses que trabalha arduamente todos os dias para entregar uma dose, a cada ano mais irrazoável do seu rendimento, ao Estado.

Esses portugueses que assistiram calados e coesos a estes três anos, mereciam mais respeito pelo seu trabalho e mereciam que os partidos políticos com responsabilidades não abdicassem de reformar o Estado e não lhes retirassem a ilusão (e é a ilusão que alimenta as democracias) de um dia poderem ser libertados desta autêntica nacionalização do rendimento privado. Infelizmente, o famoso DEO é a prova de que não há Governo, por mais liberal que o tentem adjectivar, que mude o paradigma do Estado em Portugal. Para não falar da desgraça que é para a democracia ter protagonistas políticos a garantirem uma coisa num dia e duas semanas depois a fazerem o oposto ou ministros a aprovarem medidas, afirmando depois publicamente que não concordam com elas. O Estado pode ter sido resgatado pela ‘troika’, mas nós ainda não fomos resgatados do Estado.

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