Stasi: repulsa em todos os sentidos

The banality of evil: Two of the outfits agents of the Stasi would have employed as they went about their repressive work

Não é uma personagem do Benny Hill mas um agente da Stasi, trazido até à luz do dia através do trabalho de pesquisa de Simon Menner nos arquivos da Stasi.

Via Daily Mail.

12 pensamentos sobre “Stasi: repulsa em todos os sentidos

  1. Carlos Pacheco

    Por acaso já tenho reparado que o estilo de propaganda “liberal” se aproxima cada vez mais da propaganda ao antigo regime da antiga RDA. Aproxima-se mesmo, em termos de sofisticação, da que tão sucesso tem feito na coreia do norte. Vide posts recentes neste bem humorado blogue.

  2. Francisco Colaço

    Não resultou muito. Quanto mais avisavam, mais se lixavam.

    As construction on the temple progressed, the residents of Freiberg showed an increasing interest in the project. People were naturally curious about the new building, but they must have especially wondered about how and why a church was receiving so much support from the communist regime.[60] As curiosity turned into respect, individuals began to refer to the beautiful new building as “our temple.”[61]

    Nearly ninety thousand visitors toured the temple during its twelve-day open house—roughly twice the population of Freiberg. This was double the number who visited the Stockholm Sweden Temple during the same time and nearly twenty times the Latter-day Saint membership in the GDR.

    One visitor exclaimed, “You know, around here you’re forced to stand in so many lines, and we’re sick of it. But this is the line I chose to stand in, and I’m not budging until I see in there!”[63] Sometimes fathers waited in line while their wives took care of the children in a more comfortable place; then the mothers would switch places with their husbands in order to save the family’s place in line. Open house hours were normally from 8 A.M. to 8 P.M., but sometimes at closing time there were still crowds waiting to get in. “We simply can’t send them away,” President Burkhardt concluded. “Tonight we are going to stay open until every person that wants to see this temple has seen it.” On that occasion the tours continued until 2 A.M.[64]

    The police, normally feared in a totalitarian state, were surprisingly friendly and helpful as they directed traffic and supervised parking.[65] On the other hand, government agents monitored and even photographed all who came to tour the temple. Some officials at the Technical University in Dresden warned their students that they would be “severely disciplined” if they visited the temple.[66] Visitors attending organ recitals in the downtown “Dome,” or cathedral, were cautioned to stay away from the Mormon open house up on the hill. Interestingly, these repressive measures did not have the desired effect. One visitor to the temple open house admitted, “We didn’t even know you were here until they warned us not to come up here. Aren’t we glad we saw this? We enjoyed this more than the tour in the dome.”[67] Local missionaries received many referrals, as many as five to six thousand visitors each day asking for more information about the Church. President Burkhardt reported that four hundred people even asked for baptism.[68]

    Elder Thomas S. Monson recalled that in his 1975 dedicatory prayer he had petitioned God to “instill within the citizenry a curiosity concerning the Church and a desire to learn more of our teachings.” He regarded the success of the open house as “a direct fulfillment and response” to that prayer.[69]

    Still, communist officials in Berlin wondered why thousands of citizens in the atheist GDR waited in long lines to see the temple. These leaders asked Gunther Behncke, a local government functionary, to report on what was going on there. In response he emphasized the following: first, the Latter-day Saints “work diligently, are honest, and are loyal to the state”; second, they regard the family as important and believe marriage should endure throughout eternity; and third, their faith prohibits partaking of alcohol, nicotine, or other addictive substances. Behncke reflected that these standards were totally inconsistent with the usual norms in his country. “The work ethic had deteriorated; people were getting divorced with increasing frequency, the divorce rate in the GDR being the highest in the world; and ever more people were resorting to alcohol.”

    State Secretary Klaus Gysi reasoned that because Church members’ standards were “completely atypical of normal citizens in the GDR,” the Church had no chance of becoming a mainstream denomination there. Yet if they have such good qualities, promoting “marriage that lasts a lifetime,” he concluded, why shouldn’t they be allowed to build a temple?[70]

    Os negritos são meus. Engraçado é ver o que o funcionário da STASi afirmou acerca da ética de trabalho na RDA — tinha-se deteriorado.

  3. nuno granja

    Recordo-me do postal que um tio comunista enviou ao chegar à RDA a uma tia comunista logo após o 25/4/74.

    Resumindo era mais ao menos assim “mana, estou no paraiso!”

  4. Francisco Colaço

    Nuno Granja,

    O seu tio estava no paraíso (ou escrevia que estava), mas a malta sentia-se no inferno. Em 1989 fugiram pela Checoslováquia, deixando haveres para trás. As árvores, cheias de chaves de carro nelas penduradas, junto à fronteira checa, impressionaram-me.

    Outra foi o que estava escrito nos cartazes dos que protestavam: “Wir sind die Welt”. E sim, nesse momento, eles eram o mundo inteiro.

    Lembra-me uma anedota russa:

    Um comunista americano é convidado a ir à União Soviética. O irmão, que não era comunista, avisou-o repetidamente da falta de liberdade na URSS. O comunista, mesmo avisado, resolveu-se a ir. Deixou no entanto um código ao irmão: quando escrevesse, se sentisse falta de liberdade escreveria com tinta azul. Se afinal os cuidados fossem exagerados, usaria tinta negra.

    Duas semanas depois, havia um postal nos correios, escrito com tinta negra:

    «Na União Soviética existe liberdade, mas há falta de muita coisa. Falta pão, carne, gasolina e, segundo vejo, não há muito que comer nas prateleiras. O restante da vida está normal. O comunismo anda de vento em popa, e as pessoas são felizes, apesar de todas estas faltas.

    Infelizmente, não consegui encontrar tinta azul para te escrever, porque faltava nas prateleiras.»

  5. Francisco Colaço

    Outra, da série de anedotas «Rádio Arménia»:

    — Daqui é a Rádio Arménia. Temos um espectador em linha. Deixe-nos a sua pergunta.

    — Qual é atributo mais permanente do comunismo?

    — Faltas temporárias.

  6. Francisco Colaço

    Outra:

    Um coelho foge pelas ruas de uma vila da União Soviética. Um texugo, seu amigo, pergunta-lhe:

    — Porque é que estás a correr?

    — Estou a fugir da polícia. Estão a capturar todos os camelos para os castrar.

    — Mas tu não és um camelo. Não sei se sabes, mas salta à vista que és um coelho.

    — Parece que não conheces a polícia. Se eles me capturam, primeiro cortam-me os tomates e depois é que me dão oportunidade de provar que não sou um camelo.

  7. Josef Estaline queria celebrar o sucesso do seu primeiro Plano Quinquenal. Para tal, exigiu a produção de um selo de altíssima qualidade, adornado com uma das suas melhores fotografias.
    Produzido em tempo record, o selo foi lançado mas, pouco tempo depois, começaram a surgir reclamações de que não a cola não seria de boa qualidade, dado que o selo não aderia devidamente às cartas.
    Furioso, Estaline convoca os responsáveis e ordena uma investigação.
    Após aturadas diligências, o relatório era claro: “Não há nada de errado com a qualidade dos selos. O problema é que o povo está cuspindo do lado errado”

  8. Francisco Colaço

    Nas Olimpíadas, um atleta soviético bate os recordes de lançamento do martelo por quase dez metros. Um repórter ocidental pergunta-lhe:

    — Como é que conseguiu lançar o martelo tão longe?

    — Olhe que se o martelo estivesse junto com uma foice, ainda o lançava duas vezes mais longe!

  9. Khrushchev faz um discurso de duas horas diante do Politburo. A cerca de meia hora do fim, gera-se um tumulto e uma pessoa é presa: vem-se a verificar que era um agente infiltrado da CIA.
    Khrushchev, animado, pergunta à KGB:
    – Como é que conseguiram detectar a toupeira?
    Resposta:
    – Fácil. O inimigo nunca dorme.

  10. Francisco Colaço

    — Comandante Vasili Ivanovitch, o inimigo está a atacar com tanques.

    — Tira as granadas da prateleira e vai-te.

    Kaboom! Boom! Boom! Kaboom! Ratatatat! Boom!

    — Comandante Vasili Ivanovitch, derrotámos o inimigo!

    — Óptimo. Agora coloca as granadas de volta na prateleira.

  11. JE

    Wake up: “http://www.publico.pt/mundo/noticia/programa-da-nsa-recolhe-quase-tudo-o-que-um-utilizador-comum-faz-na-internet-1601891”

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