Ensaio sobre a cegueira

Marx-is-blind

Quando o Grande Passo em Frente de Mao causou cerca 45 milhões de mortos entre 1958 e 61, eles culparam os reacionários, os direitistas e os mercados.

Quando a fome que se seguiu à colectivização dos meios de produção e dos terrenos agrícolas promovida por Mao conduziu ao canibalismo e à transação de carne humana no mercado negro, eles culparam os mercados.

Quando a União Soviética sucumbiu, quando os pequenos agricultores, os kulaks, transacionavam por comida os poucos pertences que ainda lhes restavam, eles culparam os mercados.

Quando Portugal se aproximou da insolvência em 2010 e se viu incapaz de emitir dívida, eles culparam, imagine-se, os mercados. E alguns, que brincam aos mercados, culparam quem? Os mercados!

Quando Detroit, após 50 anos de governação do Partido Democrata, uma dívida acumulada de $20bi e uma Constituição estatal que impede o pedido de insolvência por reduzir os benefícios dos pensionistas públicos, solicita proteção contra credores, eles voltam a culpar os mercados.

Quando, não se sabe bem onde ou porquê, surgir uma III Guerra Mundial, Mário Soares antevê que a culpa será dos mercados.

Eles culpam os mercados por convicção, por dogma. Uns, porque crentes na economia política, normativa, preterem o que é em função do que deve ser. Mas na dicotomia “é-deve ser”, ainda ninguém resolveu o problema colocado por Hume. O que deve ser não é uma dedução lógica. A conclusão não deriva das premissas. Daí que essa tal economia normativa só possa ser, com efeito, metafísica. O materialismo dialético que sustenta o marxismo é uma evolução histórica, de constante atrito interno, que avança do que foi para o que deve ser. Para um qualquer ideal. Mas não é o que é. O que é, pode ser observado e testado, falsificado se necessário. Já o que deve ser, não. Uma pretende ser ciência económica, a outra, ficção, mas sem a escrita envolvente de Tolkien. É o que, eventualmente, de tese em antítese, terá de ser. Consta que não foi.

Já os keynesianos fazem-no por suspeição. Não que Keynes duvidasse do equilíbrio Walrasiano, mas duvida de um mercado que esteja em equilíbrio. Vê rigidez nos salários e nos preços no curto-prazo, vicissitudes que o impedem de convergir para o seu equilíbrio de longo prazo. Ora, falhou!, clama ele. Admitamos tal como verdade. Ainda assim, a sua prescrição não cura a doença. Não é o Estado, o investimento público, que torna o mercado eficiente ou que reanima a economia. São os mercados, Keynes. Bastava recomendar que os mercados fossem reformados no sentido de serem mais flexíveis, menos rígidos. Reformas que o permitissem convergir para o tal longo prazo, em que o desemprego é próximo da sua taxa natural. Ao invés, sugere precisamente o contrário. Mais intervenção, mais burocracia, mais rigidez.

O curioso é que, ao contrário do que se possa assumir, a defesa do mercado por parte dos liberais não é um dogma, um juízo moral do que pode ser, uma concepção metafísica ou mística do que deve ser, porque tem de ser, porque a história o conduzirá lá. Os mercados são o mecanismo económico mais eficiente de troca de bens e serviços e alocação eficiente de recursos, e é nisso em que os liberais acreditam. Seja por concepção apriorística e praxeológica, seja por concepção Marshalliana da lei da oferta e da procura, seja por individualismo metodológico ou seja pelo positivismo, a filosofia que norteia o liberalismo não depende dos mercados, mas sim da liberdade alicerçada na eficiência económica que, até à data, é melhor alcançada através da livre troca de bens e serviços — nos mercados. Mas que poderia ser em roulottes. De vestido cor de rosa. Ocorre que o mercado livre é, não por dogma ou por convicção, o mais eficiente dos mecanismos. É o que é.

Quando surgir uma outra estrutura que respeite a liberdade individual e que promova mais eficiência económica, os liberais adoptá-la-ão. E veremos os marxistas ainda agarrados ao que deve ser, os keynesianos preocupados com o que gastar, e ambos em uníssono a criticarem o que entretanto surgir que suplante os mercados. E se nada entretanto surgir, a culpar, claro está, os mercados.

70 pensamentos sobre “Ensaio sobre a cegueira

  1. Epic Fail

    Bom, o “estado social” também não é mais do que uma concepção do estado e de formas de governação que visem maximizar o bem estar de todos providenciando uma social safety net e assegurando que factores importantes para o desenvolvimento humano, Educação e Saúde por exemplo, sejam acessíveis por todos. No entanto, sobretudo neste blog, o “estado social” é frequentemente confundido por capitalismo crony como se, por exempo, garantir rendas lucrativas mantendo autoestradas sem utilidade alguma tivesse algo a ver com uma rede de segurança social.

    As palavras são importantes, mas convinha ter bem explicito o que muitos querem dizer por “mercados” ao dizer que são contra estes.

  2. O Estado Social é uma concepção metafísica, moral, que não resulta de uma ineficiência económica, mas de um juízo de valor: o Estado paternalista é melhor a cuidar dos interesses individuais do que o próprio indivíduo. O Estado Social seria uma concepção económica se ajudasse somente os que realmente precisam, devolvendo-lhes assim a capacidade produtiva.

    Existem casos de trágedia dos comuns, mas que pressupõem informação perfeita e agregada centralmente para tomar a decisão que optimiza o bem estar social, o tal first-best. Pressupõem ou um caso ridiculamente simples, para o qual o Estado não seria necessário, ou uma situação em que é possível obter todos os dados necessários. Como o mundo é complexo, moldado pela ação humana, e a informação está desagregada, o Estado não sabe mais do que os indivíduos, que se coordenam através de um sistema de preços e… do mercado. Quando retiramos os preços e o mercado, o desfecho é a fome e a destruição económica.

  3. tina

    O que estamos a observar são as reações da esquerda ao falhanço do socialismo. Pouco importam, na verdade, porque as pessoas não são estúpidas e da mesma maneira que não votam nos comunistas, também cada vez menos votarão nos socialismo. É uma fase histórica, de que nós fomos vítimas, mas de que as gerações futuras se safarm. O homem vai sempre evoluindo, por caminhos inimagináveis.

  4. mors

    “Existem casos de tragédia dos comuns, mas que pressupõem informação perfeita e agregada centralmente para tomar a decisão”
    Mário, as crises de comuns não acontecem apenas porque há má distribuição de informação. Pode ser um factor com certeza. Mas acontecem porque os mercados e a actividade económica, tal como a política, funcionam por incentivos. Quem explora um recurso natural, tal como quem produz sapatos, quer maximizar o seu lucro: mais produção, mais receita, menos custos. O que pode claramente levar a situações de dumping ambiental ou social. Esse “incentivo”, de maximizar o lucro dum sector da economia, não existe para as forças políticas que controlam o estado. Isto é, idealmente não deveria existir (sabemos que há sempre promiscuidade publico-privado), daí que se a sociedade civil, pela via do activismo ou da intervenção política decida intervir para mitigar esse tipo de problemas. Claro, o último tem o monopólio da coerção. E exemplos pelo mundo fora não faltam: quem é que anda a destruir a floresta da Amazónia e quem a anda a tentar proteger ? Quando te faltar ar para respirar (reductio ad absurdum, mas puramente retórico), qual é o mercado que to vai vender ?

  5. Mário, já agora, sobre o grande salto em frente, recomendo o livro de Frank Dikotter Mao´s Great Famine (https://oinsurgente.org/2012/08/23/verao-chines/). E devo estar a receber por estes dias o Tombstone, de Yang Jisheng.
    E só mais uma achega: uma das causas oficiais para o colapso das colheitas e da fome (a verdade oficial sobre as mortes – nas cidades, que no campo não dava para disfarçar – rezava que, apesar das fracas colheitas, o partido não tinha deixado ninguém morrer de fome) foram os famosos ‘três anos de desastres naturais’ que supostamente se abateram sobre a China. E o que tem piada com esta verdade oficial é que os académicos ocidentais simpatizantes do maoísmo alegremente propagandearam isto mesmo.

  6. PeSilva

    “De vestido cor de rosa. Ocorre que o mercado livre é, não por dogma ou por convicção, o mais eficiente dos mecanismos. É o que é.”

    1 – Se não é por dogma ou convicção é então porquê? Há dados, evidências? Venham de lá os exemplos que possam ser observados.

    2 – Se diz que é eficiente, por certo, têm formas de comparação. Mesmo deixando de lado que os objectivos possam ser diferentes, pode indicar quais as métricas que utiliza para fazer as comparações?

  7. Luís Lavoura

    os pequenos agricultores, os kulaks

    Os kulaks eram (em princípio) grandes ou médios agricultores, não pequenos.

  8. Jónatas

    Olhar para o mundo assim deve ser confortável. Saber que estamos do lado dos bons, que nunca mataram ninguém nem causaram fome nem sofrimento a ninguém. No entanto, ambos sabemos, Mário, que só um ingénuo pensa que o capitalismo é inocente nisto. Não é.

    Ficam alguns números.

    Second Boer War 75,000
    US Bombing of Yugoslavia 300,000
    US Bombing Iraq Water Supply ’91 500,000
    US Civil War 700,000
    US sanctions on Iraq 1,000,000
    US Backed Suharto 1,200,000
    Irish Potato Famine 1,500,000
    Bengal Famine of 1943 10,000,000
    Famine in British India 30,000,000
    US Intervention in the Congo 5,000,000
    Indonesian Anti-Communist Purge 1,000,000
    Industrial Revolution USA 100,000
    1898 US War vs Philippine 3,000,000
    Palestinians Killed by Israel 826,626
    Guatemala 300,000
    Nanking Massacre 300,000
    Iraq (Selling Gas to Saddam) 400,000
    Iraq (Desert Storm) 500,000
    Invasion of the Philippines 650,000
    Afghanistan 1,200,000
    Iraq 1,300,000
    South African Apartheid 3,500,000
    US Aggression on Latin America 6,000,000
    Vietnam War – including Cambodia & Laos 10,000,000
    Korean War 10,000,000
    British Occupation of India 20,000,000
    Great Depression (America alone) 12,000,000
    Native American Genocide 95,000,000
    Capitalist Policy in India 1947 – 1990 120,000,000
    African Slave Trade 150,000,000
    US Backed murder of Tamils 30,000
    Spanish Civil War 400,000
    Union Carbide Bophal Disaster 15,000
    Massacre of Paris Commune 20,000
    First Indochina 1946-1954 1,500,000
    Belgian Congo Colonization 1,000,000
    French Madagascar 80,000
    US Made Famine Bangladesh 100,000
    Children Died from Hunger ’09 5,256,000
    Children Killed by Hunger Since 9/11 235,000,000
    Children Killed by Hunger during the 1990s 100,000,000

  9. Maria João Marques

    Os números redondos do comentário acima fazem lembrar os 500.000 que estiveram no Terreiro do Paço não sei quando. Mas mesmo que fossem verdadeiros, é preciso imaginação rebuscada para os ligar ao capitalismo. (Até a conquista de Nanjing em 37 lá está; obrigada pela gargalhada!)

  10. Jónatas

    Não tem de quê, não faço outra coisa quando a leio, também. É bom saber que retribui o favor.

    Em relação aos números, foram ataques a países comunistas. Está à vontade para tirar os que entender que o número continuará a ser suficientemente grande para a incomodar. Ou para a fazer gargalhar, deixo isso agora ao seu critério.

  11. Miguel Noronha

    O Jonatas é um brincalhão.Atribuir os mortos resultantes da guerra da Coreia (foi o Norte que invadiu o Sul) ao colonialismo monopolista (empreendimentos estatais), à guerra civil de Espanha (guerra entre comunistas e nazi-fascistas, ambos anti-capitalistas) só para nomear alguns exemplos sáo reveladores de um enorme défice de conhecimento ou honestidades.

    Os mortos da revolução industrial não sei o que são. Provavelmente os que resultaram da pobreza generalizada nas regiões a que esta tardou a chegar.

  12. Jónatas

    Repito-lhe o repto que deixei à Maria João, retire os que entenderem e refaça a lista com aqueles números que você acha que são culpa do capitalismo. E chegue você a um número e meta-o aqui. E depois, ria-se à vontade dele.

    É que você só pode estar a brincar se acha que o capitalismo nunca matou ninguém. Ninguém é assim tão ingénuo.

  13. Miguel Noronha

    No comentário anterior tinha deixado escapar a parte dos “palestinaos mortos mortos por Israel”. Náo sei qual das guerras são atribuíveis ao captitalismo e porquê mas o Jonatas saberá por certo informar-me em detalhe.

  14. Maria João, o Mao’s Great Famine foi o livro que li e que, a somar aos acontecimentos recentes, inspirou este post. É desse livro também que sai a estimativa mais recente do número de mortos, os tais 45 millhões.

    Jónatas, interessante que considere “Palestinians Killed by Israel 826,626” como baixas do capitalismo. Eu ia jurar que era em defesa própria, e ia jurar até que existem bastantes judeus comunistas e socialistas. Ia também jurar que Israel era dos países do mundo mais comunas, as Kibbutzs.

    PeSilva, há dados e evidências. De um ponto de vista teórico, fundamento quer com base no individualismo metodológico, numa análise positivista ou na praxeologia da escola austríaca, é contundente que os mercados são a forma mais eficiente de alocar recursos. Até o próprio Marx o reconhecia e, como tal, considerava o capitalismo um sistema fundamental para industrializar e preparar um país para o comunismo. Do ponto de vista empírico, basta olhar para o crescimento económico, índices de pobreza e de desenvolvimento humano e verá que após a revolução industrial e o surgimento do capitalismo, o mundo nunca viu tanta abundância e crescimento. E tem também uma análise empírica ad hoc: basta olhar para os países que por instantes largaram o capitalismo e que depois o retomaram. A China é um excelente case study, e Cuba será, eventualmente, outro, assim que o Fidel morrer e eles adoptarem uma economia de mercado.

  15. Jónatas

    Nenhuma, Miguel. Não há absolutamente interesse económico nenhum em qualquer das guerras que têm sido feitas no mundo. Nem é por factores económicos que o Mundo actua numas situações e noutras deixa crianças morrer à fome. Nem sequer é por factores económicos e de mercado que se fazem golpes de Estado ou não se permite que um povo decida, por si só, aquilo que quer para si.

    Nem são factores económicos que tornam o mercado das armas num dos mais lucrativos do Mundo. E onde é que eu tenho a cabeça para achar que a exploração que é feita de países menos desenvolvidos por parte de países industrializados para obter baixos custos nos produtos é motivada por factores económicos?

    Você tem toda a razão, o capitalismo e os mercados não são culpados por nem um morto. Nem por nenhuma vida destruída. O capitalismo e os mercados são o Pai Natal.

  16. Jónatas

    Mário, já lhe passou pela cabeça, você que é tão apologista da propriedade privada, que um palestiniano tenha adquirido um pedaço de terra em 1942. Que nela tenha feito a sua vida toda. E que, de repente, venha um soldado e lhe tire a terra e a dê a outra pessoa? Como é que você se sentia? Lutava? Ou deixava a coisa andar porque “o outro é que se estava a defender”?

    Há uma razão histórica para todo o conflito e ambos sabemos qual é. E ambos sabemos que não é assim tão simples. No entanto, explique isso ao palestiniano que ficou sem casa.

  17. André

    Desafio os bloggers aqui do Insurgente a encontrarem meia dúzia de candidatos às autárquicas que falem em diminuir a acção das respectivas câmaras municipais. Só vejo é “investir nisto”, “melhorar aquilo”, “resolver o problema x”, etc… Ainda não vi foi ninguém dizer como é que arranja o dinheiro para isso e melhor como é que resolve os graves problemas financeiros dos municipios…

  18. Jónatas, eu não tomo posição no conflito israelo-palestino, até porque ambos têm culpas no cartório. Israel está rodeado por doidos varridos cujo único objectivo é obliterá-la do mapa, mas sim, Israel expandiu em muito o território demarcado pela NATO, aquele que conquistou após a Guerra dos Seis Dias. Não obstante, isso nada tem a ver com mercados livres e com o tópico que aqui trago a debate. Polarizar a conversa para conflitos bélicos é bonito e até interessante, mas desvia a atenção do que é importante.

  19. Surprese

    Breve resumo da natureza humana:
    1 – Todos gostamos de mercados, desde que seja para ganhar dinheiro.
    2 – Quando começamos a perder, é preciso intervenção do Estado (Social ou de Compadrio, dependendo da nossa profissão) para corrigir as falhas do mercado, que causaram a injustiça social ou ineficiência económica que nos fez perder dinheiro.
    3 – A culpa de termos perdido dinheiro nunca é nossa – foi dos mercados, ou numa versão mais vazia ideologicamente, de quem nos aconselhou (banco ou outros vigaristas tipo agências de rating), ou mais prosaicamente, do patrão que nos despediu.
    4 – Se existe um Estado com poder coercivo para “corrigir” esta injustiça de que fui vítima, a melhor solução é eleger alguém que me prometa utilizar essa força coerciva em meu proveito.

    Conclusão: quem gosta de um Estado forte, é uma Pessoa fraca (um falhado).

  20. “E onde é que eu tenho a cabeça para achar que a exploração que é feita de países menos desenvolvidos por parte de países industrializados para obter baixos custos nos produtos é motivada por factores económicos?”

    A busca por baixos custos foi a melhor coisa que aconteceu à China, às Filipinas, ao Bangladesh. Se eles são hoje bem menos pobres do que eram (veja fotos de Manila de há 10 anos atrás e compare com agora), é graças ao capitalismo. Alguns começaram a receber $2.5/dia, verdade, mas é preciso contar que antes recebem $1/dia ou mesmo nada.

  21. Francisco Colaço

    Jónatas,

    «Capitalist Policy in India 1947 – 1990»

    O nome República Socialista da Índia devia estar errado.

  22. PeSilva

    “PeSilva, há dados e evidências.”

    Contudo não os apresenta.

    Mais objectivo: onde observou que o mercado livre foi mais eficiente, e já agora, que métricas usou para chegar á conclusão que é mais eficiente.

    Estou-me a marimbar para a escola x ou y, para os ismos todos e mais alguns. Fez uma afirmação que eu gostava de ver comprovada sem ser com “dogmas ou convicções”.

  23. «Não há absolutamente interesse económico nenhum em qualquer das guerras que têm sido feitas no mundo. Nem é por factores económicos que o Mundo actua numas situações e noutras deixa crianças morrer à fome. Nem sequer é por factores económicos e de mercado que se fazem golpes de Estado ou não se permite que um povo decida, por si só, aquilo que quer para si. »

    E o que é que isso tem a ver com capitalismo? Se você equipara “capitalismo” a “interesse económico” então o termo não tem qualquer significado. Ou os comunistas não têm interesses económicos? O “povo” não tem interesses económicos? Vai para aí uma grande confusão na sua cabeça…

  24. Francisco Colaço

    Jónatas,

    Grande parte dos colonatos foram feitos sobre títulos comprados no virar do Século XIX para o XX por judeus messiânicos ao Império Otomano, a autoridade na época. De acordo com o direito internacional, esses títulos são válidos. No Islão não existe o usocapião, nem o havia no Império Otomano.

    Repare que não defendo a construção de colonatos. Apenas lhe estou a dar o lado da história que os nossos pasquineiros não sabem, não querem ou não podem dar.

    Ainda lhe dou outra: verifique quem ficou muito contente pela instituição do Estado de Israel contra a barbárie árabe. Nem mais nem menos que a União Soviética, a grande patrocinadora do Estado de Israel. Verifique bem, e verá que lhe falo verdade.

    No comunismo, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. E mudando-se o ser, não tenho nenhuma confiança. Sendo certo que todo o mundo é composto de mudança, a consistência sempre uma qualidade.

  25. Francisco Colaço

    Jónatas,

    Finalmente, lembro-lhe que a URSS acabou de joelhos a pedir dinheiro ao Kohl. A Alemanha Democrática (que não o era) passou a vender refugiados políticos a 50.000 marcos federais (que os democráticos não valiam a ponta de um chavelho) a cabeça.

    A primeira fez figura de URSA. Quem a quer de volta não tem cabeça.

    A segunda fez tráfico humano, assim como hoje o faz Cuba (USD 30.000 por prisioneiro libertado). É isso que defende?

  26. Miguel Noronha

    “Você tem toda a razão, o capitalismo e os mercados não são culpados por nem um morto. Nem por nenhuma vida destruída. O capitalismo e os mercados são o Pai Natal”
    Já tinha percebido que não conseguia detalhar o que nestas guerras era atribuível ao capitalismo. Não era necessário repetir-se.

  27. Surprese

    “Anyone who doesn’t regret the passing of the Soviet Union has no heart. Anyone who wants it restored has no brains.” Vladimir Putin.

  28. EMS

    Temos que concordar que há guerra porreiras. As guerras do opio, por exemplo, são do mais liberal possível.
    Os chineses não queriam abrir as alfandegas ás importações de opio. Os britânicos, ao contrario desses proto-comunas chineses, eram extremamente liberais. Vai então, impõem a tiros de canhão o livre mercado dessa droga.

  29. jsp

    Vê-se, com agrado, optimismo e profunda crença no ser humano, que a ridente espécie do “idiota útil” prospera e continua a prestar os seus iúteis serviços.
    E aplica, escrupulosamente, o mandamento único da voz do (seu,dele…) dono : ” Quando os factos põem em causa a “realidade”, nega-se a realidade aos factos”.

  30. Jónatas

    Francisco Colaço, conheço relativamente bem o processo histórico da criação do Estado de Israel. E, apesar de ter tido um impulso religioso, foi substanciado pelo dinheiro de Edmond de Rotschild. A ligação com a União Soviética advém mais do poderio dos judeus russos do que propriamente de algum interesse de Estaline. É discutível o que estou a dizer, sei disso, que há quem veja mais na relação Estaline-Israel. Mas é o que acho.

    Miguel, até o estou a ver a dizer “Agora é que vais ver!” e a carregar em Publicar o Comentário. E tinha razão! Apanhou-me! Não há nenhuma guerra, seja ela qual for, que se possa ligar ao capitalismo! É que nem sei o que responder ao que você escreve, de tão brilhante que é a sua resposta. E acho que é desta que aprendo a não me meter a discutir com alguém com uma capacidade de retórica e de resposta tão elevada como a sua.

  31. fernandojmferreira

    Tanta gente a tentar encontrar culpados para as guerras e ainda ninguem mencionou os verdadeirosculpados: os estados. Sem politicos, sem impostos, sem servico militar obrigatorio, sem obediencia ao colectivo (personificado pelos politicos que estejam no poder), nao ha guerras possiveis. Os ditos “mercados”, na sia forma mais simples, sao dois individuos que voluntariamente aceitam trocar os bens e servicos que tenham produzido, sem que ninguem meta o bedelho no assunto.

  32. Jónatas

    Mário, sem dúvida que os países subdesenvolvidos melhoraram as suas condições de vida com a chegada do capitalismo. A ausência de sindicatos e de uma política laboral como existe no Ocidente permitiu que os seus salários fossem ajustados pelo mercado. E que, por isso, com o aumento de pedidos por parte das empresas ocidentais, fez com que os salários subissem.

    Como resultado disso, os trabalhadores do Bangladesh, por exemplo, conseguiram finalmente passar à classe média. Começaram a ter dinheiro para viajar e para conhecer o mundo. Têm todos agora casa, salário fixo e boas e seguras condições de trabalho. E conseguem, com o novo salário que ganham, dar uma melhor vida aos seus filhos, que vêem no final de uma semana de 45 horas de trabalho à Ocidente.

  33. Miguel Noronha

    Olhe que agora estava a pensar na sua “listinha” e recordei-me da primeira guerra do golfo. Aquela que começou com a invasão iraquiana do Kuwait. Uma guerra “capitalista” sem sombra de dúvida. Mas continuo a apreciar a forma como tem detalhado minuciosamente a razão porque incluiu cada uma delas

  34. Jónatas

    Sim, não foi nada capitalista essa guerra. O Saddam nem queria vender mais petróleo nem nada. Ele gostava era da vista para o mar.

  35. Miguel Noronha

    Mas o rapaz até era protegido dos sovieticos. Afinal “capitalista” é tudo o que o Jonatas quiser. Assim é fácil.

  36. lucklucky

    “Mário, já lhe passou pela cabeça, você que é tão apologista da propriedade privada, que um palestiniano tenha adquirido um pedaço de terra em 1942. Que nela tenha feito a sua vida toda. E que, de repente, venha um soldado e lhe tire a terra e a dê a outra pessoa? ”

    Finge que não houve uma guerra declarada pelos Árabes e como em todas as guerras perde-se e/ou ganha-se território.

    Que tal falar das propriedades dos portugueses que foram roubadas em África em 1974 e 1975?

    Porque é que se lembrou dos Judeus e não dos Portugueses?

    anti diferença?
    anti semitismo?
    anti América, reflexos da Guerra Fria?
    anti capitalismo
    ódio ao sucesso?
    ódio a quem não se entregou nas mãos da esquerda?
    ódio à Civilização Ocidental?

    Que tal você começar a protestar pelas propriedades perdidas pelos sérvios, croatas, bósnios? Foi nos anos 90…

    Ou se quiser pode ainda ir às dos Judeus no Irão, Iraque,Marrocos, Líbia, Egipto, etc…
    Ou ás fronteiras da Segunda Guerra Mundial.

    As ilhas Curilhas devem ser Japonesas?
    E o Monte Chaberton deve voltar a ser Italiano?

    Cuba
    Vietnam
    Coreia

    ?

  37. Jónatas

    Portanto, segundo Miguel Noronha, uma guerra que é causada para conseguir novas fontes de um produto para aumentar a venda desse produto para o resto do Mundo deixa de ter móbil capitalista porque se é protegido da União Soviética.

    Vou pensar no assunto e já lhe digo alguma coisa que esta é das difíceis.

  38. lucklucky

    “O curioso é que, ao contrário do que se possa assumir, a defesa do mercado por parte dos liberais não é um dogma, um juízo moral do que pode ser”

    Não entendo o texto. Da liberdade da pessoa faz parte naturalmente participar no mercado se duas ou mais quiserem. Por isso o mercado é parte integral da liberdade.

  39. Miguel Noronha

    E pemsar que a nossa esquerda revolucionária até apoiou o Saddam e a invasão iraquiana. Pensa que o Jonatas não estivesse lá para ps esclarecer. Portanto todas as guerras feitas para expansão territorial será capitalista mesmo que efectuada por estados anti-capitalistas. É mesmo muito fácil.

    E explique lá porque é que a guerra civil americana também está na lista? Afinal é favor ou contra os secessionistas?

  40. EMS

    “os estados. Sem politicos, sem impostos, sem servico militar obrigatorio, sem obediencia ao colectivo (personificado pelos politicos que estejam no poder)”

    Miguel Noronha, lembro-lhe a liga Hanseática, e as companhias das indias.
    Estas ultimas, tanto a companhia holandesa, como a inglesa embora fossem apenas sociedades anónimas, tinham um um exercito próprio. Poderiam guerrear uma com a outra, ou contra estados propriamente ditos. Como o reino de Portugal. Só para dar um exemplo

  41. Jónatas

    Refinemos a definição Miguel Noronha: Uma guerra que é causada para conseguir novas fontes de um produto para aumentar a venda desse produto para o resto do Mundo deixa de ter móbil capitalista porque se é protegido da União Soviética e se obtém o apoio da esquerda portuguesa.

    Uma guerra que resulta da venda ou não de um produto, os escravos, tem lá alguma coisa a ver com isto? E não é difícil de perceber de que lado estou. E pelo que posso retirar do post do Mário em relação aos trabalhadores do Bangladesh e em como a sua vida “melhorou”, também é fácil de perceber em que lado você está.

  42. Miguel Noronha

    “E não é difícil de perceber de que lado estou”
    Mas então os mortos nao foram provocados pela recusa em aceitar a secessão dos estados do Sul? Está a justificar aquelas mortes? Pensei que se opusesse a todas aquelas guerras. Estava enganado pelos vistos.

  43. Carlos

    O ‘mercado’ é por definição não-coercivo. Não entendo como guerras podem estar associadas a este. Quanto ao ‘capitalismo’, que foi uma designação dada por comunistas para o que viam no Ocidente, é outra coisa. Capitalismo não é o mesmo de livre-mercado. E normalmente os defensores de livre-mercado associam-no a ‘capitalismo’, o que não deve ser feito. Eu por exemplo, defendo o livre-mercado, o que também implica defender que se as pessoas se quiserem associar numa comunidade socialista-comunista, sejam livres para o fazer, e isso é contra o capitalismo (não existe assalariados).

    Acho que quando defensores de livre-mercado discutem com socialistas-comunistas, devem fornecer a sua definição de capitalismo. Pois ambos estão a defender coisas diferentes.

  44. lucklucky

    “E pelo que posso retirar do post do Mário em relação aos trabalhadores do Bangladesh e em como a sua vida “melhorou”, também é fácil de perceber em que lado você está.”

    Sei bem porque usa “melhorou”entre aspas, é a mesma razão porque você se está nas tintas para o interior pobre do Bangladesh ou Chinês, sem as fábricas capitalistas.
    No interior é onde existe muito mais pobreza, mas o que o chateia não é a pobreza – essa é uma mentira à Pravda – é a desigualdade, a diferença, aquilo que sentem fora de controlo.
    Porque a esquerda não é mais que tribalismo com máscara intelectual. O desejo de controlo dos outros é necessariamente Intolerante.

    Tal como “problemas sociais” na narrativa de esquerda só existem em países “capitalistas” , nunca se ouve a esquerda a falar de problemas sociais em Cuba, na Coreia do Norte, China(antes da chegada do capitalismo). Os chineses estariam muito bem para a esquerda europeia a comer só malgas de arroz ainda hoje.
    Como começaram a enriquecer de repente os “problemas sociais” apareceram.

  45. A. R

    Excelente! Mas há sempre mercado para os comunas e esquerdalhos: uma plebe burra, inculta e incapaz de pensar pela própria cabeça.

  46. A. R

    Ah, ah, Ah

    Uma série de pérolas mas esta é apenas uma de rebolara a rir:

    “Palestinians Killed by Israel: 826,626”

  47. Francisco Colaço

    fernandojmferreira,

    O seu argumento sobre a obediência cai numa verificação simples: os ciganos não obedecem a ninguém e andam sempre em guerras internas. O tiroteio perto de Castelo Branco foi um exemplo.

    Gostaria de partilhar do seu optimismo. Verifico no entanto que a guerra predata o Estado. Caim e Abel eram dois e mesmo assim andaram à bulha por um par de cebolas. 😉

  48. Diógenes

    Uma economia mais forte não faz necessariamente um povo mais feliz. Uma economia mais justa sim.
    (É incrível como neste blog se reduzem as pessoas à economia, como se fosse mais importante que a ética. Como se as guerras não partissem de vontades individuais pelo lucro, recursos. Como se uma lei simplista, de oferta e procura, pudesse avalizar o pagamento de uma códea de pão por uma jornada de trabalho. Há certamente limites para a ganância, mas não para as falhas humanas; e já agora para as do mercado, que também foram mencionadas pelos mentores destes jovens. E não, não sou socialista nem coisa que se pareça)

  49. Francisco Colaço

    Jónatas,

    Se está contra a exploração capitalista na China e no Bangladesh, não compre nem use os seus produtos. É a atitude coerente e produtiva. Palavras há-as aos magotes. Quem muito fala pouco acerta e o Jónatas, sendo um homem coerente e aprumado, votará com a carteira.

    Pode por conseguinte desligar o computador e o telemóvel, que são feitos na China, e nunca mais voltar a usar essas excrescências capitalistas. Ou é como a Raquel varela e fala mal dos chineses e dos capitalistas de cima do seu iPad, cujo nunca veio de países comunistas nem foi feito senão pelos danados neo-liberais?

  50. Francisco Colaço

    «Como se uma lei simplista, de oferta e procura, pudesse avalizar o pagamento de uma códea de pão por uma jornada de trabalho.»

    Num assunto completamente desinformado:

    Fontes mal informadas do Tribunal Constitucional asserveram que os juízes estão preocupados com a existência de leis que nunca foram votadas em sede de parlamento nem publicadas no Diário da República. Essas leis, correntemente nas bocas de muitos, não foram submetidas ao processo democrático, e por isso, devem ser repelidas de imediato.

    A lei da gravidade, a lei da oferta e da procura, as leis do electromagnetismo e outras leis da física, da medicina, da biologia e da economia serão revogadas pelo TC a partir da meia noite de hoje, 31 de Julho. Os cidadãos são aconselhados a se ancorarem à terra com uma corrente e mosquetão ou manilha. Não deverão prender o mosquetão a rochas soltas, visto que estas estão também sujeitas à mesma força gravítica, e deixarão de o ser, sendo que assim calhau rochoso e calhau humano voariam solidariamente.

    O consumo de parafusos está a aumentar, visto que os cidadãos sentem necessidade de aparafusar os móveis, como camas e estantes, ao chão. A venda de resinas epoxídicas está também em alta. A maior parte dos portugueses opta também por substituir a carpete e a sola dos sapatos por velcro.

    Aos juízes foi perguntado se por acaso a idiotice do TC não teria chegado ao ridículo. A resposta foi cabal: «Todas as leis reconhecidas em Portugal se devem reger pela Constituição, e ser aprovadas em sede parlamentar. Não temos actas de aprovação das leis que iremos revogar. Serão portanto revogadas.»

    Os motores e os transformadores elétricos dependem das leis de Faraday para trabalhar. A revogação destas leis impedirá o seu normal funcionamento, o que se saldará na abdicação de muitos dos nossos confortos presentes.

    Aconselhamos os leitores a emigrar para um país menos politizado.

  51. Ricardo Monteiro

    Querem ver que o comunismo apareceu por geração espontânea? As pessoas estavam “bem de mais”? Não aprendemos nada com a história?

  52. Francisco Colaço

    «Querem ver que o comunismo apareceu por geração espontânea? As pessoas estavam “bem de mais”? Não aprendemos nada com a história?»

    Querem ver que o comunismo desapareceu por geração espontânea? As pessoas estavam bem de mais? Não aprendemos nada com a história?

    Dá para os dois lados. E pelo que parece na antiga URSA poucos ou nenhuns querem o comunismo de volta.

  53. Ricardo Monteiro

    Dois lados? Mas que lados? Limitei-me a dizer que houve condições sociais e económicas que levaram a uma massificação do comunismo. Não foi por capricho que as pessoas aderiram ao comunismo.

  54. Ricardo Monteiro, não estou a perceber onde quer chegar. Se a pobreza fosse o problema, o comunismo teria surgido algures entre a Pré-História e a Idade Antiga, em que a fome, a morte, a doença e a pobreza eram de facto um enorme problema, e não com o surgimento do capitalismo, o sistema económico que mais gente tirou da pobreza e que criou, finalmente, uma classe média que vive até lá dos 70 anos.

    Tendo surgido numa altura em que desigualdade aumentava, por bons motivos, pois agora alguns já não eram pobres, só me pode levar a concluir que o comunismo é fruto do mais primitivo e obscuro sentimento animalesco: o da inveja.

  55. Ricardo Monteiro

    Em primeiro lugar, a inveja é dos sentimentos mais humanos que existe. Em segundo lugar,não quero chegar a lado nenhum e por isso vou repetir: “Limitei-me a dizer que houve condições sociais e económicas que levaram a uma massificação do comunismo. Não foi por capricho que as pessoas aderiram ao comunismo.” Mas se acha que o comunismo apareceu porque sim, e se houver mais pessoas a pensar assim, ele vai voltar, com outra roupagem.

  56. Ricardo Monteiro, insinua que o comunismo surgiu devido a um conjunto de circunstâncias, mas não explicita que circunstâncias. Afinal, o capitalismo deu lugar ao maior crescimento económico alguma vez registado. Poderá ter sido disso?

    Quanto a surgir com outra roupagem, sim surgiu. Chama-se The Venus Project ou Zeitgeist e é mais do mesmo. É o paleomarxismo disfarçado de modernidade.

  57. Epic Fail

    “Afinal, o capitalismo deu lugar ao maior crescimento económico alguma vez registado.”

    O desenvolvimento tecnológico foi o que deu origem ao maior crescimento económico alguma vez registado. E poderá ser um pouco abusivo atribuir motivações de lucro e ganho pessoal aos milhões de seres humanos que, ao longo da história humana, contribuiram para a evolução tecnológica.

  58. Epic Fail

    Correcção: E poderá ser um pouco abusivo atribuir apenas motivações de lucro e ganho pessoal

  59. Francisco Colaço

    «O desenvolvimento tecnológico»

    Falemos de desenvolvimento tecnológico, já que insiste em dissociá-lo do capitalismo e do livre mercado. Que objectos usa o Epic Fail no dia a dia que tenham sido inventados na Rússia Comunista?

    E que objectos usavam os soviéticos inventados na capitalíssima (em tempos foi!) América? Quer apostar comigo que não o Epic Fail consegue dizer dez objectos de uso comum e ubíquo que tenham sido inventados na Rússia ou na China entre 1917 e 1991?

  60. Francisco Colaço

    Esqueça a métrica da frase anterior, a da pergunta. Acredite ou não, estava a pensar em russo, pois essa pergunta já calou muitos neo-comunistas daqueles lados. Eu chamava-lhe o Jogo do Kim Jong Il (se foi escoteiro lembrar-se-á do Jogo do Kim).

    Veja o PIB da Rússia após o último ano do Ieltsin (o ano da inversão). Cresce muito mais do que alguma vez os próprios soviéticos, mesmo aldrabando as contas, pretendiam que ele crescia. Tiveram azar. Acabou-se-lhes o dinheiro e tiveram que de joelhos andar a mendigar ao Helmut Kohl para pagar aos funcionários.

  61. Francisco Colaço

    Ricardo Monteiro,

    O mesmo que fez aderir ao comunismo fez aderir ao nazismo, ao corporativismo, ao fascismo, ao norueguismo, aos castrismo e ao chavismo. A injustiça dos OLIGOPÓLIOS PROTEGIDOS PELOS ESTADOS e a falta de liberdade.

    Os resultados, no entanto, foram sempre o mesmo: pessoas a lembrarem-se com saudade dos tempos do Czar, do Reviralho da I Repíblica, do Rei Vítor Emanuel, de Fulgêncio Batista. Sintomático é que os comunistas não elegem naqueles países onde se encarregaram da botica, mesmo se se fingirem revirados e democráticos nas suas opiniões.

    Leia a anedota que deixei do coelho no artigo da STASI. Aplica-se.

  62. Epic Fail

    Francisco Colaço.

    O redcutio ab comunismum já cansa. Não consegue defender o capitalismo sem recorrer ao espantalho do comunismo? E, já agora, acha que havia algum mercado livre ou capitalismo quando a maquina a vapor foi usada para fazer mover um tear? E já agora, quando milhares de anos antes Hero de Alexandria criou a primeira máquina a vapor, acha que foi porque queria ter mais lucro?

    Haja pachorra.

  63. Pingback: Mário Amorim Lopes sobre a Evolução da Dívida Americana | Ricardo Campelo de Magalhães

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