Do ponto de vista liberal

Do ponto de vista liberal, uma pessoa ou um grupo de pessoas deve numa situação de situação de defesa do que julgam ser os seus direitos, centrar-se nos seus objectivos e não no bem comum, ou colocar o bem comum acima dos seus objectivos?

27 pensamentos sobre “Do ponto de vista liberal

  1. Deve centrar-se nos seus objetivos. E os restantes também, reagindo em conformidade. Os Professores têm todo o direito a defender os seus direitos em prejuízo dos restantes, e os restantes têm o direito a defender os seus direitos em prejuízo dos Professores, e isso inclui o julgamento das acções dos Professores e a execução da resposta apropriada.

  2. Gaussian blur

    De um ponto de vista liberal, essa decisão deve ser tomada pelo próprio.
    Pessoalmente, eu balançava os dois e via se a defesa dos direitos em questão compensava o incómodo causado a terceiros.

  3. António Aroso Menezes

    Deve centrar-se nos seus objectivos, sempre. Já dizia o outro, quem tem a presunção de achar que sabe o que é o interesse comum é quem está na pior condição para o fazer.

  4. O que e’ “o bem comum”? A nocao de “bem comum” e’ muito vaga e, por isso, e’ utilizada muitas vezes exactamente para statisfazer os interesses de alguns.
    Na minha perspectiva, nao existe tal coisa, o “bem comum”. Cada pessoa valoriza as coisas diferentemente e, consequentemente, quanto maior for o colectivo, mais dificilmente todos concordarao que algo e’ valioso para cada um. Algo so poderia considerar-se como o “bem comum” quando todos concordassem por unanimidade que esse algo e’ um bem para si mesmo. O bem da maioria nao e’ o “bem comum”.

  5. PeSilva

    Sinto-me lisonjeado pelo facto de o primeiro comentário que aqui deixo dar direito a “post”.
    Só uma nota, para acrescentar que por vezes me custa muito a “engolir” coisas por aqui escritas: defende-se teorias objectivamente, mas contradiz-se essas mesmas teorias quando passamos ao campo prático, na maior parte dos casos de uma forma extremamente subjectiva (claramente apenas por simpatias).

  6. Miguel Noronha

    Ou o indivíduo é capaz de vislumbrar isso (e nesse caso não há qualquer problema) ou não é. Neste último caso deveremos forçar a escolha ao indíviduo para o seu bem? E haverá alguém com a capacidade de discernir isso?

  7. Miguel Noronha

    “O que e’ “o bem comum”?”
    Pois. Antigamente (??) que os estadistas eram capazes de interpretar os “desígnios nacionais”. Provavelmente com uma bola de cristal ou nas entranhas de algum bicho.

  8. PeSilva

    A questão coloca-se quando se utiliza os prejuízos para terceiros como argumento para limitar a auto-defesa.

  9. 7anaz

    Aliás, a fase seguinte do debate, relacionada com este post, já deveria estar em discução; Os vinte e sete mil professores excedentários, que terão que abandonar o ensino deverão ser:
    Contratados? (os mais baratos)
    Do quadro de zona?
    Do quadro de escola? (os mais caros)

  10. Joaquim Amado Lopes

    João Luis Pinto,
    Do ponto de vista liberal, os professores devem, acima de tudo, defender os seus direitos no limite do respeito pelos direitos dos outros. E, como escreveu o Gonçalinho, arcar com as consequências pela forma como o escolhem fazer.
    Também do ponto de vista liberal e perante a forma como alguns professores escolheram fazer hoje a “defesa dos seus direitos”, o Ministro só teria que responder “quem está mal muda-se” e assumir o que aconteceu hoje como esses professores a dizerem que se querem mudar.

  11. rui a.

    De um ponto de vista liberal, as pessoas prestam serviços e trabalham com base em contratos livremente firmados entre as partes, a todo o momento rescindíveis, com as penalizações previstas nesses contratos. Logo, numa situação em que alguém trabalha descontente, de duas uma, ou chega a acordo com a outra parte e refaz o contrato, ou parte para outra.

  12. “Do ponto de vista liberal deve, antes de mais nada, equacionar o efeito das suas acções na liberdade e vida de terceiros.”

    Olha-me este objectivista de fim-de-semana… 😀

  13. Luís Lavoura

    Esta não é uma questão política,. é uma questão moral.
    Eu diria, que, numa ética protestante, o indivíduo é suposto defender o bem comum. Numa ética católica o indivíduo é suposto defender o seu próprio direito.
    É por isso que num tribunal protestante se dá ao indivíduo o direito de admitir a própria culpa, e o indivíduo é premiado por esse comportamento. Num tribunal católico, pelo contrário, ninguém é premiado por admitir a culpabilidade, o indivíduo é sempre suposto defender a sua inocência.

  14. Miguel A. Baptista

    Penso que o direito mais importante para os professores é o direito a serem respeitados e valorizados pela comunidade. E também, claro, o direito a não terem vergonha da sua cara quando de manhã se vêm ao espelho.

    E chantagear alunos e demais comunidade, na minha opinião, não abona a favor dos direitos supracitados

    Penso que isto é válido do ponto de vista liberal, democrata-cristão, social-democrata, marxista, trotskista, e por aí fora…

  15. 😀 Não é objectivista de fim de semana, é assim mesmo: sou responsável pelas minhas acções e pelo efeito que elas exercem sobre terceiros. Não posso, de maneira nenhuma, coagi-los. A minha liberdade é intocável mas não é irresponsável. Vê por exemplo como a Ayn Rand encarava o aborto (para ir a uma situação limite)

  16. Rui Sousa

    É uma pergunta que cada um tem de fazer. Nenhuma acção em defesa dos direitos individuais é livre de consequências para o bem comum.

  17. « Do ponto de vista liberal, uma pessoa ou um grupo de pessoas deve numa situação de situação de defesa do que julgam ser os seus direitos, centrar-se nos seus objectivos e não no bem comum, ou colocar o bem comum acima dos seus objectivos? »
    Do ponto de vista liberal, uma pessoa deve saber o que são os seus direitos, e saber que a utilização do Estado e de terceiros sequestrados pelo Estado não é um direito.

  18. Duvmet

    Deve centrar-se no seus interesses. É, aliás, o conceito de “mão invisível”. No caso desta greve, os professores têm toda a legitimidade para lutarem pelos seus interesses mas lutar pelos interesses não é sinónimo de greve. Esta greve, por exemplo, não fez avançar um milimetro os interesses dos professores. Não ficaram a ganhar mais, não levaram a entidade patronal a alterar as leis de que discordam, etc. Bem pelo contrário, perderam um dia de salário, ganharam a animosidade de milhares de prejudicados e perderam capacidade negocial uma vez que esta era a arma mais poderosa que tinham. Se fosse espertos, teriam entendido que só vale a pena lutar quando há uma hipotese de ganhar a luta. Sabendo, como sabiam, que o Ministério não iria ceder, fazer greve aos exames foi uma rematada estupidez. Em resumo, os interesses dos professores, neste caso, teriam sido melhor servidos se guardassem bem guardadinha a arma atómica que usaram. Como se viu, era de pólvora seca, mas isso só se save agora. Ficaram sem ela e estão agora incapazes de ameaçar. A estupidez não deve ser subestimada…

  19. Pedro

    o que eu gosto disto! a mais profunda demonstração da impossibilidade prática do liberalismo nesta enxovia que é portugual é a ridicularia a que se prestam todos aqueles que de forma voluntarista procurar afectar o pensamento e o procedimento “liberais”. leiam o abrupto e aprendam qq coisa. felicidades

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