De quanto mais tempo precisam?

Despesa, receita e carga fiscal

Pelos vistos, quarenta anos não terá sido suficiente para pensarem onde se pode cortar de forme permanente na despesa pública. E enquanto pensavam profundamente foram aumentando a despesa despreocupadamente. Provavelmente, pensando que de uma forma ou de outra alguém haveria de pagar a conta.

E concordo que é errado “ter o valor de quatro mil milhões como ponto de partida“. Devia ser no mínimo 8000 ou 16000.

5 pensamentos sobre “De quanto mais tempo precisam?

  1. Jose

    Com o sistema eleitoral democrático existente não vejo como se possa alterar o rumo, ninguém vai votar a quem lhe promete menos regalias sociais e saúde e educação pagas. Aliás, qualquer dia ninguém vai votar e ponto. Há que mudar o proprio sistema em si, já disse noutro sítio, é difícil tratar a doença com a mesma praga que a criou.

  2. Luís

    Para colocar a despesa nos níveis de 2000 teriam de cortar mais de 30 000 milhões. É possivel com novas tabelas salariais para a função pública, revisão dos valores de todas as reformas, despedimentos, fim de algumas prestações sociais, privatização de escolas de parte do SNS, privatização da RTP, TAP, parte ou totalidade da CP. Depois.

    1) Baixar o IRC para 10%.
    2) Baixar o IVA na restauração golfe, ginásios ou saúde para um valor inferior a 10%.
    3) Taxa de IVA máxima não superior a 15%.
    4) Taxa de IVA mínima de novo nos 5%.
    5) Rever a questão dos IMI’s e acabar com a treta dos impostos sobre os ricos.

    Portugal é um país periférico que só poderá crescer com impostos muito, muito baixos. Uma fiscalidade atractiva iria beneficiar muito o turismo e a compra de segunda habitação em Portugal.

    O Algarve está cheio de urbanizações fantasma com casas que ninguém compra. O euro prejudicou muito a compra de segunda habitação, os alemães, ingleses ou holandeses têm optado por comprar em países com custo de vida mais baixo como a Croácia, Turquia ou Marrocos. Impostos baixos poderiam ser o factor compensatório que o país precisa.

    Mas para isso o Estado tem de levar a cabo um corte brutal na despesa. Mais de 30 000 milhões, pelo menos.

    E nunca vão reduzir a dívida em percentagem do PIB com recessão e défice.

  3. Luís

    Caro José, gosto muito da democracia e com todos os seus defeitos não a trocaria por um novo Estado Novo, com os seus proteccionismos e o seu paternalismo.

    Se houver redução dos impostos o sector privado votará em peso no partido que levar a cabo essa reforma. Se andar pelo país e falar com as pessoas perceberá que estão fartas desta carga fiscal, e os trabalhadores percebem que perdem o emprego porque os patrões não conseguem fazer face às despesas. É necessário explicar bem esta opção às pessoas e ter em conta que o partido do Estado não poderá dar votos com uma reforma desta dimensão.

  4. Luís

    Tenho ouvido muita gente da dita classe média que se queixa por pagar a saúde duas vezes, uma com impostos e outra sempre que se deslocam ao sector privado. Em Portugal só uma minoria recorre ao SNS para consultas de especialidade. E também oiço quem se queixa de pagar a educação duas vezes, como o ensino público é medíocre as famílias têm de recorrer a explicadores. Portanto pagam a saúde e a educação duas vezes.

    Nada justifique que o SNS não seja parcialmente privatizado. E a educação também. Cheque ensino apenas para os que são muito carenciados.

  5. Jose

    “Caro José, gosto muito da democracia e com todos os seus defeitos não a trocaria por um novo Estado Novo, com os seus proteccionismos e o seu paternalismo. ”

    Luis, a alternativa à democracia não pode ser unicamente o estado novo. Não podemos dizer ‘se não queres isto tens que levar com o anterior’. Ambos tinham limitações e a meu ver estão caducos. A alternativa é uma evolução do sistema atual.

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