Pequenos génios Maoistas

Países que gastam mais do que têm não podem cortar na despesa – Durão Barroso

Resta roubar mais para equilibrar as contas. Portugal tem sido muito bom aluno nesse capítulo.

35 pensamentos sobre “Pequenos génios Maoistas

  1. JP Ribeiro

    O Barroso com a frase sobre o emprego faz lembrar o Lula com a fome zero: “decreta-se fome zero, e acaba a fome”.

  2. Paulo Pereira

    paises que gastaram mais do que têm, têm de produzir mais para pagar a divida.

    Cortar na despesa por si spo não funciona, por causa do efeito pro-ciclico do consumo e do investimento e anti-ciclico da despesa pubica e receita fiscal !

    Keynes 101.

  3. FilipeBS

    De facto é de génio! Isto prova que ninguém quer resolver nada. Os países são para continuar endividados. País endividado, país controlado. É isso que esses senhores querem, afinal de contas.
    .
    Barroso dixit: “A Comissão discorda desta análise, precisamente porque sabemos, e podemos vê-lo na prática, que alguns dos países mais competitivos na Europa e do mundo são precisamente aqueles que são mais activos em termos da Europa social que queremos construir”
    .
    Esse senhor usa de tanta má-fé que chega ao ponto de inverter deliberadamente tudo! Tal como coloca as coisas, quer fazer crer que um país ‘activo em termos sociais’ se torna num país competitivo. Quando é exactamente ao contrário. Um país por ser competitivo permitiu-se alargar as prestações sociais.

  4. M. Almeida

    Durão Barroso quer lá saber do futuro da Segurança Social. Ele e a geração dele fizeram o que fizeram com os dinheiros públicos, como dizia a cara Lurdes Rodrigues, uma festa! Depois logo se via quem ia pagar a festa. E agora fala em não desmantelar o estado social quando sabe bem que daqui uns anos, a continuar como estamos não vamos ter nem 20% de reforma. Ah, mas a dele está garantida, por isso ele pode dizer estes disparates. Esquece-se é de dizer porque é que os países estão sob assistência financeira e porque é que se fala em cortar na despesa. Caso ele não se recorde: Observatórios, Institutos, Fundações, Empresas Públicas, etc. são mais de 12.000. Quer que lhe avive mais a memória Dr. Barroso? Ah, e só mais um pormenor Dr. Barroso, acha por um acaso que com os dados demográficos de que vamos dispondo será possível manter as coisas como estão?

  5. APC

    Em Portugal era um Cherne, tanto ano depois e com a Presidência da Comissão Europeia, continua a ser um Cherne.

  6. Paulo Pereira

    Pronto, vamos fingir como o Passos e o Gaspar que a macroeconomia se altera com o poder da mente e que resolvemos o problema economico português reduzindo o deficit.

    Fingimos e assim a realidade ajusta-se ao nosso fingimento !

  7. tina

    “Tal como coloca as coisas, quer fazer crer que um país ‘activo em termos sociais’ se torna num país competitivo. Quando é exactamente ao contrário. Um país por ser competitivo permitiu-se alargar as prestações sociais.”

    Bem observado Filipe. Incrível como um político a esse nível tenta enganar as pessoas.

    No fundo a UE é muito culpada pela situação de sobreendividamento dos países membros, porque foram eles que incentivaram ao investimento através de subsídios para transportes (TGV), energias renováveis, etc.

  8. tina

    “Cortar na despesa por si spo não funciona, por causa do efeito pro-ciclico do consumo e do investimento e anti-ciclico da despesa pubica e receita fiscal”

    Esse Keynes é mesmo burro. Então, se não houver dinheiro para a despesa, o que é uma pessoa faz? Vai pedir emprestado a 10% de juros e trabalhar o resto da vida só para pagar juros?

  9. Paulo Pereira

    Tina,

    Se cortar na despesa e não aumentar a produção interna e exportação, as receitas fiscais descem, tal como está a acontecer .

    O pais vai à falência!

    Não existe alternativa ao crescimento económico, é só isso.

    O sistema capitalista funciona assim, não é como o comunismo !

  10. Silva

    Desde quando é que o Estado é fundamental para um sistema capitalista?

    É cada estupidez que vomitam os keynesianos, não ero o Paulo Pereira que ainda há uns meses dizia que o problema dos Estates estava resolvido?

    O Estado como o conhecemos não é necessário para uma economia capitalista de mercado livre, agora para o capitalismo do interesse isso sim , fundamental, sem ele não há maneira de controlar e de “roubar” à má fila.

    O keynesianismo vai levar a uma ditadura, o Estado irá mais ano menos ano controlar tudo, vai degenerar no comunismo que tanto critica, já o vemos nos USA e UK, a limitação da liberdade já começou, e antes do fim deste sistema vai-se agravar

  11. fernandojmferreira

    Concordo com o Silva… Dem uma olhada neste artigo publicado no Mises Brasil… E’ um bom artigo para fezer pensar muitas das cabecorras que ainda andam endrominadas que o estado existe para resolver as suas vidas, manter a ordem e a paz e trazer prosperidade. E’ exactamente o contrario!
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1402

  12. tina

    “Não existe alternativa ao crescimento económico, é só isso.”

    Mas é ridículo pedir dinheiro emprestado a 10% para conseguir um crescimento económico de 2 ou 3%! Será que Keynes não considerou os juros nas suas teorias?

  13. Só um esclarecimento: qual é o país capitalista que não tenha dívida? Mais um: a dívida não é um elemento essencial para o modelo económico-financeiro do capitalismo actual, pois se há dívida há lucro?

  14. fernandojmferreira

    Ze, Nao ha paises capitalistas, pelo menos no sentido verdadeiro do capitalismo (mercados livres, nao intervencionismo). Dizer que este ou aquele pais e’ capitalista e’ o mesmo que dizer que a China e’ comunista… Os estados (os politicos) pedem dinheiro emprestado para poderem gastar sem aumentarem (directamente) os impostos, ja que aumentar impostos cai muito mal a quem vota e eles precisam dos votos e precisam de satisfazer os imensos pedidos de coisas GRATIS. Tambem usam esse dinheiro para beneficios das hordas de grupos de interesse que gravitam a volta da teta.
    Isto nao tem NADA a ver com capitalismo. Cumprimentos!

  15. Oi? não há países capitalistas? Que regime económico que domina no mundo, inclusive a China, que não o capitalismo?

    Mais perguntas:qual é o país capitalista que não tenha dívida? A dívida não é um elemento essencial para o modelo económico-financeiro do capitalismo actual, pois se há dívida há lucro?

  16. fernandojmferreira

    Amigo Ze.

    Chamar capitalismo a este sistema que voce ve a sua volta e’ o mesmo que o amigo Ze dizer a toda a gente que e’ “catolico nao praticante”, ou seja, nao e’ catolico.

    O amigo Ze nao vai a missa (so se for um casorio, um baptizado ou um funeral… Uma primeira comunhao tambem), nao le a Biblia (so sabe que a Biblia e’ um livro grosso muito chato) e, mais importante, nao segue os ensinamentos e as orientacoes morais do Cristianismo. Apesar disso, o amigo Ze (e tantos outros) ainda e’ capaz de se afirmar como catolico.

    O mesmo acontece com este “capitalismo”. Aos politicos convem que a populaca continua a julgar que se trata de capitalismo, pois assim podem culpar o dito quando as interferencias e intervencoes dos politicos acabam sempre por dar porcaria da grossa. Culpa-se o “capitalismo desregulado”, dizem que precisam de ainda mais poder e impostos para “controlar os mercados” e a populaca engole que nem uns patinhos.

    Tal como o “catolico nao praticamente”, este “capitalismo” que governa o meu amigo e todos nos e’ um “capitalismo nao praticante”. Os politicos fazem tudo o que a “biblia” do verdadeiro capitalismo diz para nao fazerem. Os politicos nao se importam, porque no fim podem sempre por as culpas no dito.

    Cumprimentos!

  17. Amigo Fernando, discordo de si. O regime económico em que vivemos, e domina a totalidade dos hemisférios deste singelo e bonito planeta, é um regime capitalista. Formal, empírica e até religiosamente o capitalismo é o todo-poderoso regime vigente. Não chamo para aqui os dogmas (a possibilidade de haver propriedade e meios de produção privada, a acumulação de capital, etc.), basta ser empírico o suficiente para o justificar: a existência de bancos, empresários, indústrias, dinheiro, trabalho assalariado, juros, são a prova material que o regime económico é o capitalismo. Agora se é “puro”, “misto”, “não praticante”, isto não interessa, porque são apenas tons que existem na palete capitalista.
    Acredito que queira passar a ideia que vivemos num “falso” capitalismo e, até mesmo, como é decorrente, por exemplo, neste espaço aqui, de adjectivar o capitalismo atual como “socialista”. Mas isto são espasmos intelectuais de má-fé e de desprezo pelos conceitos, que tem como único propósito “atirar pedregulhos” para os olhos dos incautos, de forma a disfarçar os erros e as falhas da religião económica que professam. Não relativizemos em demasia a realidade. Vivemos num regime capitalista, sem “mas” nem purísmos ideológicos.

  18. fernandojmferreira

    Amigo Ze, esta no seu direito de acreditar no que quiser… Eu nao advogo idealismos, apenas tento ler e aprender e pensar por mim proprio. Se digo que nao e’ capitalismo e’ porque analisei por mim mesmo, pensei nos assuntos e cheguei a essa conclusao. Se o Ingles do meu amigo Ze for razoavelmente bom, permita-me que lhe aponte para uma pagina do Wikipedia que ilustra, exactamente, o tipo de “capitalismo” que paira pelo mundo. Os ingleses chamam-lhe “crony capitalism”. Esta “ideologia” caracteriza-se pela relacao muitissimo proxima entre o poder politicos e o poder financeiro. O sucesso (e o fracasso) duma empresa nao depende da sua capacidade de produzir bens e servicos que agradam aos consumidores e que estes, voluntariamente, compram, mas sim depende da proximidade da empresa com o poder politico. Isto nao tem nada a ver com capitalismo. Ha mais coisas: por exemplo, num sistema capitalista, as taxas de juro sao estabelecidas no mercado livre e nao num banco central. Alias, o banco central nao e’ preciso para nada. Num sistema capitalista ideal, o dinheiro nao e’ controlado pelos politicos nem eles tem possibilidade de faze-lo a partir do nada.
    De uma olhada na pagina do Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Crony_capitalism
    Cumprimentos!

  19. Aladin

    Se o amigo Zé quiser de facto aprofundar os seus conhecimentos, um livro fundamental para evitar os erros de palmatória que aqui escreveu, é “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, de Max Weber.

    E se o fizer terá uma epifania. Verá que a aura sacra fames, a ganância, existe desde sempre em todas as latitudes, mas que isso não é capitalismo. O capitalismo surgiu numa determinada zona, num determinado momento.

    O problema dos Zés, que leem a realidade através de slogans, é que preferem pontificar antes de entender,porque se entendessem, entenderiam tb que as coisas são muito mais complexas do que os slogans e então ficariam mais humildes, menos aptos a largar postas de pescada.

  20. “Verá que a aura sacra fames, a ganância, existe desde sempre em todas as latitudes, mas que isso não é capitalismo.”

    Amigo Aladin, não me viu a questionar isso com certeza. Apenas afirmei, e reafirmo, que o regime económico em que vivemos é o capitalismo, por mais que questionem a sua autenticidade, virtude ou mesmo legitimidade. Não concorda? Apresente a sua opinião, justifique-a e, aproveitando o momento, contribua para o debate dando-nos a sua classificação do regime vigente.

  21. Aladin

    “Apenas afirmei, e reafirmo, que o regime económico em que vivemos é o capitalismo”

    O que equivale, a avaliar pela profundidade dos conhecimentos que aqui demonstrou a fazer uma profissão de fé, do tipo, “Creio em Deus, Todo Poderoso” ou “Não há outro Deus senão Alá”, etc

    A partir de uma certa idade, as crianças aprendem a distinguir o “eu”, do resto do que as rodeia.
    E o Zé devia aprender a distinguir aquilo em que acredita, daquilo que efectivamente é.

    Como quer que discuta consigo se o amigo Zé não tem sequer a basesinha, se não entende sequer os conceitos básicos?
    Já tentou explicar cálculo diferencial a quem não conhece sequer o sinal de dividir?

  22. Paulo Pereira

    A malta que não percebe o que é o capitalismo actual deveria começar por ler Adam Smith, é sempre um bom começo.

    O capitalismo actual inclui o sector privado que produz a maioria dos bens e serviços consumidos e bens de investimento, inclui bancos que fornecem crédito às empresas e aos consumidores e inclui o estado que fornece a moeda através da despesa pública e dos impostos cobrados, e fornece uma quantidade de serviços e sistemas publicos.

    No sistema capitalista actual é impossivel reduzir a divida agregada, logo para manter a viabilidade do sistema só com crescimento económico continuado.

  23. @Aladin, desconversa, portanto. Diga lá o que entende por “capitalismo” e se é aquilo que se vivencia por estes lados. Com toda prosápia demonstrada, penso que não deve ter qualquer tipo de dificuldade em responder a tais inocentes perguntas. Vá lá, “derive”. Aguardo.

  24. Aladin

    Zé, vamos pelo método socrático.
    Você diz que afirma e reafirma que o sistema em vigor, por exemplo, em Portugal, é o capitalismo.
    Prove a sua afirmação, isto é, diga porque razão assim acha. Só então eu estarei em condições de argumentar consigo.
    Como compreende, o ónus da prova é de quem afirma.
    Se você me disser que Portugal é um pais capitalista pela razão A e pela razão B, então sim, eu estarei em condições de, ou aceitar o seu argumento, ou contestá-lo.
    Agora profissões de fé é quer não…

  25. Aladin

    Eu , por mim, vou ao velho Max Weber:
    ” No mundo sempre houve comerciantes: por grosso e a retalho, locais e internacionais. Tal como sempre existiram emprśtimos, bancos com as mais diversas funções…Os empréstimos, as consignações, os negócios, as associações em comandita, etc, na China, na Rússia, na India, em Roma.”

    Mas isso não era capitalismo. O capitalismo tem um ethos que surge num determinado contexto cultural, numa certa Europa, numa certa época.
    Que ethos é esse?
    Bem, terá de ler Max Weber, já que não é possível resumir o conteúdo de um ensaio tão profundo numa frase épica, que o Zé consiga digerir duma assentada.
    Não há milagres, é preciso estudar as coisas para as perceber.

  26. Paulo Pereira

    Sr. Aladin,

    capitalismo é um sistema económico em que a grande maioria dos bens e serviços são produzidos por empresas/entidades privadas e os preços de venda são fixados no mercado e não existem restrições significativas à instalação de novas empresas de oferta de bens e serviços.

    esta é a premissa fundamental.

  27. O capitalismo nao e’ mais do que um sistema economico e politico baseado na proteccao dos direitos naturais da vida, liberdade e propriedade privada, que e’ o mesmo que dizer, o cumprimento estrito de contratos e a eliminacao da fraude. Num tal sistema, o uso de capital surge naturalmente (dai o nome capitalismo), ja que as pessoas, VOLUNTARIAMENTE, trocam bens e servicos que produzem por outros que nao produzem e o dinheiro, como meio de troca, facilita grandemente essa interaccao.

    Todos nos nascemos nus e desprotegidos e as nossas vidas seriam muito dificeis, senao mesmo impossiveis, se nao disposessemos de bens e servicos. Podemos pensar em alimentos, habitacao, vesturario, calcado, etc. Ora, num sistema capitalista so’ existem duas maneiras de um individuo obter todos esses bens e servicos que precisa e deseja: Ou esse individuo E’ CAPAZ DE OS PRODUZIR (usando o seu trabalho, inteligencia, creatividade, transformando, assim, os recursos naturais que tem ao seu dispor – os bens resultantes sao a sua propriedade privada), ou entao PAGA A OUTROS INDIVIDUOS pelos bens e servicos que estes produzem.

    So ha duas maneiras, portanto: OU FAZ OU COMPRA FEITO. Nao ha outra maneira. Para comprar feito vai ao mercado (loja, escola, hospital, etc.) e analisa os servicos disponiveis, estuda os precos e faz o julgamento do que mais lhe convem. O julgamento e’ SUBJECTIVO, ja que so o individuo e’ que sabe o que e’ mais valioso para si e, portanto, so ele e’ capaz de determinar qual e’ o preco justo PARA SI.

    O capitalismo, na sua essencia, e’ apenas isto. Tem apenas a ver com PRODUCAO de bens e servicos e TROCA VOLUNTARIA dos mesmos, no mercado livre. Ha que salientar que sem producao nao ha troca. Eu tenho sempre de produzir alguma coisa que outros estejam dispostos a comprar. Outra coisa importante no capitalismo e’ a inovacao, eficiencia e criatividade, ja que uma empresa so sobrevive e tem lucro quando e’ capaz de produzir bens e servicos que agradam aos consumidores. Quando deixa de ser capaz de o fazer, vai a falencia.

    O problema surgido ja ha muitos anos, desde que a gente e’ gente, foi que houve um individuo ou um grupo de individuos que nao ficaram contentes com estes dois unicos modos de vivencia: produzir e trocar. E’ que para produzir e’ preciso trabalhar e trabalhar cansa… Da’ trabalho… Eles perceberam que podiam criar um terceiro modo de vivencia: TIRAR AOS OUTROS O QUE ESTES PRODUZEM e viver desse “rendimento”. So que quem rouba tem de usar a forca e quem e’ roubado pode defender-se. O uso da forca tem RISCOS, CUSTOS e CONSEQUENCIAS. Quem rouba pode ficar ferido e ate morrer.

    Foi entao que estes sujeitos tiveram uma ideia mais “brilhante”: Pensaram em criar uma coisa a que chamaram “governo”. Aproveitaram a tendencia dos seres humanos de desejarem ser “governados”, “dirigidos”, de desejarem um “lider” e viram que, assim, poderiam viver dos bens e servicos produzidos pela maioria, mas sem o risco associado ao uso da forca. O “governo” usa a forca para expropriar os individuos (o governo chamou a isso impostos) beneficiando, assim, este grupo que, em prejuizo dos outros, consegue viver confortavelmente, SEM PRODUZIR.

    Rapidamente, outros grupos perceberam o esquema e comecaram a reclamar uma “fatia do bolo”. Passaram a dizer que, usufruir de bens e servicos com outros a pagar, e’ um “direito” que eles tem. Nao importa que outros paguem, o que importa e’ que eles tenham o que desejam.

    Alguns destes grupos, que produzem alguma coisa, perceberam, tambem, que podiam usar a forca do governo para forcar os outros a comprar o que eles produzem, mesmo que nao sendo os bens e servicos com melhor qualidade e preco do mercado e a eliminar concorrencia que possam ter. Foi assim que apareceram os monopolios. So existem monopolios porque o governo os cria, no capitalismo de mercado livre a vontade dos consumidores e’ soberana. Os politicos que controlam o governo tambem saem benificiados, ja que precisam de dinheiro para financiar as suas campanhas e serem reeleitos. Estes grupos que beneficiam da forca do governo retribuem o “favor” com dinheiro.

    Os politicos do governo tambem se aperceberam de outra “dificuldade” para eles. E’ que o dinheiro usado pelos produtores esta “agarrado” ao ouro. O ouro e’ um metal com relativa escassez e nao e’ facil de minerar. Foi entao que os politicos se lembraram de criar outro tipo de dinheiro, sem o “impecilho” do ouro, um dinheiro que pudessem criar quantidades ilimitadas dele sem trabalho nenhum e rapidamente. So tiveram de convencer as pessoas que isso e’ “fundamental” para as suas vidas e prosperidade e a populaca engolui, sem se aperceber que estavam a concordar que um bando de ladroes passasse a controlar a maquina de fazer dinheiro.

    Talvez algumas destas ideias facam despertar a curiosidade de alguns dos leitores. Concordo com o amigo Aladin. Tentem ler livros e pensar pelas vossas cabecas. Nao acreditem em nada que lhes digam… Inclusive nao acreditem em nada do que eu escrevi so porque eu o escrevi. Tentem ler livros, alguns escritos ha muitos anos, por gente MUITISSIMO inteligente, avaliem os seus argumentos e cheguem as proprias conclusoes. Hoje em dia, com a internet, ha tantos recursos disponiveis e gratis. Basta ter um Kindle e aceder a pagina do mises.org, por exemplo. (Nao admira que os governos do mundo queiram, cada vez mais, “controlar” e “regular” o acesso a internet, com a desculpa que e’ “para nosso proprio bem”.

    A Civilizacao Ocidental, como a conhecemos, esta em declinio. E esta em declinio porque muitos esqueceram a verdadeira fundacao da nossa civilizacao: o liberalismo classico e a crenca de que o individuo deve ser deixado livre para criar e inovar. Precisamos de um novo “Renascimento” no mundo ocidental. Precisamos sair desta “idade das trevas” em que vivemos. So’ vai acontecer com uma mudanca de mentalidades e a mudanca de mentalidades so vem com conhecimento.

    Cumprimentos!

  28. Aladin

    Disse o Zé:

    “capitalismo é um sistema económico em que a grande maioria dos bens e serviços são produzidos por empresas/entidades privadas e os preços de venda são fixados no mercado e não existem restrições significativas à instalação de novas empresas de oferta de bens e serviços.”

    1- Essa definição aplica-se, por exemplo, à Somália. Tudo o que diz se verifica na Somália. Verifica-se e verificou-se, na verdade, em países do chamado terceiro mundo. Não me consta, por exemplo, que na China dos mandarins, o estado produzisse bens e serviços, ou fixasse preços, ou colocasse restrições significativas à produção de arroz, por exemplo. E contudo o que havia na China e o que há na Somália, não é capitalismo. O capitalismo, recorde, nasceu numa certa parte da Europa, num determinado tempo bem recente.
    O que significa, ò Zé, que o capitalismo não é só isso que diz. O que acha que falta na sua ingénua definição?

    2- Mas vamos imaginar que a sua definição era verdadeira. Acha que em Portugal, por exemplo, os transportes, um serviço de grabde impacto, é produzido na sua maioria por privados? E a saúde? E a educação? E a segurança? E o tem a certeza que é o mercado que fixa preços? Da energia, por exemplo? Ou do trabalho?E tem a certeza que não há “restrições significativas” à instalação de empresas de oferta de bens e serviços? Ora tente lá instalar uma refinaria…ou uma central nuclear…ou uma empresa de transporte de doentes…ou uma farmácia…etc, etc. Já olhou para a nossa Constituição? Aquela coisa de “a caminho do socialismo”?

    Já viu que, nem pela sua naive definição, temos aqui o capitalismo? Então em que ficamos?

  29. Paulo Pereira

    Aladin,

    1- Presume-se que o capitalismo funciona num estado de direito e não num sistema anarquico, como é o caso da Somália e presume-se que existe industria. Os sistemas pré-industriais não geram excedentes suficientes para o capitalismo proliferar.

    2- Em Portugal a esmagadora dos bens e serviços que os consumidores compram é produzida ou comercializada por empresas / entidades privadas num sistema de mercado.

    3- A segurança, os transportes públicos, saude e educação são fornecidos por entidades publicas e privadas, porque têm características que não se coadunam completamente com uma produção totalmente capitalista.

    4 – Erradamente a produção de energia é ainda fortemente restringida , de forma a proteger os oligopolios recem privatizados.

    5 – Já Adam Smith dizia que não existe capitalismo puro. A pureza não existe na economia nem em lado nenhum

  30. fernandojmferreira

    Para o Paulo Pereira:

    O meu caro amigo vai perdoar-me mas o problema da Somalia nao e’ anarquia, o problema da Somalia e’ falta de Liberdade (ha um uso exagerado de forca da parte dum individuo ‘A’ sobre um individuo ‘B’). Claramente o meu amigo tem uma nocao errada de anarquia. Anarquia nao significa ausencia de ordem e lei (como e’ o caso da Somalia), significa ausencia de lideres (o que nao e’ o caso na Somalia, os “warlords” sao lideres).

    A Wikipedia tem uma definicao correcta, a meu ver, de anarquia, a qual transcrevo aqui:

    Anarquismo (do grego ἀναρχος, transl. anarkhos, que significa “sem governantes”, a partir do prefixo ἀν-, an-, “sem” + ἄρχή, arkhê, “soberania, reino, magistratura” + o sufixo -ισμός, -ismós, da raiz verbal -ιζειν, -izein) é uma filosofia política que engloba teorias, métodos e ações que objetivam a eliminação total de todas as formas de governo compulsório. De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceite e, assim, preconizam os tipos de organizações libertárias baseadas na livre associação.

    Anarquia significa ausência de coerção e não a ausência de ordem. A noção equivocada de que anarquia é sinônimo de caos se popularizou entre o fim do século XIX e o início do século XX, através dos meios de comunicação e de propaganda patronais, mantidos por instituições políticas e religiosas. Nesse período, em razão do grau elevado de organização dos segmentos operários, de fundo libertário, surgiram inúmeras campanhas antianarquistas.

    Outro equívoco banal é se considerar anarquia como sendo a ausência de laços de solidariedade (indiferença) entre os homens, quando, em realidade, um dos laços mais valorizados pelos anarquistas é o auxílio mútuo.

    Cumprimentos!

  31. “Mas isso não era capitalismo. O capitalismo tem um ethos que surge num determinado contexto cultural, numa certa Europa, numa certa época.
    Que ethos é esse?
    Bem, terá de ler Max Weber, já que não é possível resumir o conteúdo de um ensaio tão profundo numa frase épica, que o Zé consiga digerir duma assentada.
    Não há milagres, é preciso estudar as coisas para as perceber”.

    @Aladin, mais uma vez estás a desconversar. A pergunta foi simples, a resposta “redonda”. Não respondeu ao que lhe perguntei, preferiu mistificar e embeber-se em presunção. Eu dei a minha opinião sobre o assunto no comentário #18, e continuo à espera da sua. Não respondo às perguntas lançadas no comentário #30 porque obviamente se enganou no destinatário.

  32. Paulo Pereira

    Fernando JMF,

    O capitalismo precisa de um sistema de leis e regulações complexo, quer para proteger a propriedade privada que para proteger os consumidores dos abusos das empresas.

    O capitalismo moderno é um sistema de alta produtividade e inovação que necessita assim de um aumento continuado da procura, porque senão colapsa pelo seu proprio sucesso.

    O capitalismo moderno precisa de uma população saudável, livre, educada e consumista, e precisa de redes e sistemas de transportes e energia e comunicações eficaz.

    O capitalismo moderno e o estado social são portanto faces da mesma moeda, não subsistem um sem o outro ou não atingem a sua máxima eficácia um sem o outro.

  33. fernandojmferreira

    Caro Paulo Pereira,
    Nao querendo convence-lo de nada, so gostaria de lhe chamar a atencao para alguns pontos.

    o meu amigo acha que e’ preciso um “sistema de leis e regulacoes complexo” para “proteger a propriedade privada e os consumidores dos abusos das empresas”. Nao concordo. Para proteger a propriedade privada so e’ preciso uma lei muito simples: “Eu nao tiro a ninguem o que lhes pertence e ninguem me tira o que me pertence”. E isso inclui os frutos do meu trabalho (o meu salario). Quer lei mais simples do que esta? Esta lei deve ser universal, aplicando-se, tambem, ao governo, o suposto “defensor” da propriedade privada.

    Nao sao precisas leis nenhumas para proteger os consumidores dos “abusos das empresas”. Num sistema capitalista, os consumidores sao soberanos. Eles so consomem o que desejam e fazem-no voluntariamente. Isto significa que, se uma empresa “abusar” dos consumidores e se estes se sentem abusados, deixam de ser consumidores desses proprios produtos. Lembro-lhe que, numa sociedade livre, so ha uma maneira das empresas sobreviverem, isto e’, terem lucro: produzir bens e servicos que os consumidores, voluntariamente, estejam dispostos a comprar. As empresas tem todo o incentivo de agradar aos clientes. Numa sociedade livre, nao existe governo para forcar determinado produto.

    Quer o meu amigo crer que, se nao houvesse governo, a Nestle fazia papas Cerelac envenenadas so para ter mais lucro e e’ so’ porque o estado “fiscal e benfeitor” la esta para regular que a Nestle nao o faz? Nada disso. Envenenar os consumidores iria exactamente contra a unica maneira da Nestle sobreviver e ter lucro, que e’, agradar aos consumidores. Caso a Nestle falhasse, haveriam outras Nestles para tomar o lugar dela.

    A melhor proteccao que os consumidores tem e’ a sua decisao de comprar. So compram se lhes agradar. Nao agradando, nao compram. Se a empresa nao vender, vai a falencia. Nao ha melhor incentivo a qualidade e inovacao do que este.

    O meu amigo diz que o capitalismo precisa de uma populacao consumista. Se o meu amigo leu alguns dos meus posts anteriores ficaria a perceber que o capitalismo depende da producao. Riqueza e’ criada e beneficia toda a sociedade quando mais produtos sao criados mais eficientemente e a custos mais baixos. Para haver consumo tem de haver producao. Consumo e’ outra face da producao. Mas, o ponto mais importante para mim, para se consumir E’ PRECISO PRODUZIR. Eu so posso consumir o que nao produzo trocando, no mercado, o que eu produzo.

    O problema que enfrentamos hoje em dia e’ que muitos consideram aceitavel que se consuma SEM PRODUZIR. Os economistas keynesianos mainstream defendem que os bancos centrais facam dinheiro a partir do nada porque querem “incentivar o consumo” e, indirectamente, incentivar a producao. Esta e’ uma visao errada, ja que muitas das coisas consumidas na Europa e nos EUA sao produzidas na China. Os produtores chineses e’ que ficam a ganhar.

    A coisa tinha de ser vista por outro angulo. Ha e’ que incentivar a producao. So se pode consumir se houverem produtos para consumir. A unica forma de incentivar a producao e’ o respeito pela propriedade privada, ou seja, o direito de ficar com os frutos do meu trabalho ou da minha empresa. A garantia deste direito e’ o incentivo necessario para eu produzir, inovar e criar. Acabar com regulacoes, burocracias, leis idiotas, monopolios e’ o unico caminho para a prosperidade.

    Ora os estados fazem exactamente o contrario. Como os politicos vivem da extorsao, querem extorquir mais. Querem criar cada vez mais dificuldades a quem produz, ficando com cada vez mais quantidade dos frutos do seu trabalho. Da mesma maneira, ha cada vez mais gente a passar do lado do produtor para o lado do consumidor, exigindo que o estado tire a quem produz para entregar a quem nao produz. Se isto continua assim, os poucos que produzem vao deixar de o fazer e vao so haver consumidores e vai acontecer o colapso. Ja nao estamos longe desta fase.

    Cumprimentos!

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