Leituras Recomendadas (Economia)

O Instituto Mises continua a publicar clássicos liberais e trouxe agora a público mais um título Indispensável para refutar o disparate Keynesiano: Theory of Idle Resources, escrito em 1939 por William H. Hutt.

W.H. Hutt’s Theory of Idle Resources was first published in 1939, surely one of the earliest responses to Keynes’s General Theory.

Hutt goes for the heart of Keynes’s prescription for recovery, which was to get idle resources moving, whether that is money, capital, or labor. If something isn’t being employed right now, it is being wasted.

Hutt responded at length that there is nothing uneconomic or necessarily inefficient about an idle resource. It is the decision of the owner to hold back when faced with a long-term plan, a judgment call concerning risk, a high reservation wage, or a demand for larger cash balances.

In addition, there might be legal restrictions that are causing workers to withhold labor and capitalists to curb production. It makes for fascinating reading. Both the Keynesian proposition and the response are still very much in play today.

Hunter Lewis writes the new introduction.

The economic environment is plagued with enormous unemployment – the ultimate idle resource. What is the problem? Is it a macroeconomic problem of aggregate demand? Or is it is a simple labor pricing problem alongside legal restrictions? Hutt takes the latter position, and utterly crushes the Keynesian view.

Keynes was refuted in 1939! The re-discovery of this fact is bracing indeed.

Keynes diz: os recursos são infinitos, estimulem-se as necessidades. Hutt contrapõe: os recursos são finitos, controlem-se as necessidades e usem-se bem os recursos existentes.

Leiam e fortaleçam os vossos argumentários com um mestre intemporal.

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11 pensamentos sobre “Leituras Recomendadas (Economia)

  1. Paulo Pereira

    Continuam os disparatados “austriacos” a atacarem Keynes só porque é giro e “liberal”.
    .
    É tão dificil entender que o liberalismo politico só é possivel numa sociedade rica, saudável e culta ?
    .
    Quando é que percebem que o dinheiro usado como forma de acumulação de riqueza invalida as crenças equilibristas ?.
    .

  2. Paulo Pereira

    Quando é que a malta dos austriacos percebe que Keynes era um liberal politico e económico ?
    .
    Ser liberal não implica ser tonto e ignorante em como funciona a economia.
    .
    O desemprego e a pobreza não têm nada a ver com o liberalismo.

  3. Fernando S

    “Keynes diz: os recursos são infinitos,… ”

    Humm !…
    Não creio que Keynes tenha dito isso …Nem estou a ver quem pode sustentar uma contra-evidencia do género …

    Keynes preocupou-se com a não utilização dos recursos disponiveis num determinado momento. Para a teoria a quantidade e a qualidade (tecnologia) dos recursos num determinado momento são dados. O que significa naturalmente que são quantitativamente limitados (ou “finitos”, se se preferir).
    Acontece que podem não ser completamente utilizados. Esta era a preocupação de Keynes.

    Para os classicos e neo-classicos a não utilização de recursos disponiveis num determinado momento explica-se apenas pela falta de liberdade no funcionamento dos mercado. Inclusivé no mercado de trabalho devido a uma legislação laboral intervencionista.Tudo se passa no plano micro-economico com repercussões a nivel macro. Se os mercados forem suficientemente livres os recursos serão plenamente e optimamente utilizados. Em termos globais ou macro, a oferta cria a sua propria procura (lei de Say). Hutt inscreve-se nesta linha de pensamento.

    Para Keynes esta sub-utilização de recursos tem a ver com uma insuficiencia na procura efectiva global. Mesmo que os mercados sejam livres. Porque existem factores exteriores aos mercados que podem fazer com que os rendimentos distribuidos não sejam utilizados na procura de bens e serviços produzidos ou susceptiveis de serem produzidos pela totalidade dos recursos disponiveis. Ou seja, em termos globais a oferta não cria necessariamente a sua procura. Estes factores identificados por Keynes são varios. Os mais relevantes são os que incidem sobre a propenção ao consumo das familias. Pode ser o caso de uma distribuição do rendimento inadequada. Isto porque os mais ricos tendem a consumir uma percentagem do rendimento menos importante do que os mais pobres. Assim sendo, o Estado pode remediar a esta situação através de politicas publicas que redistribuam os rendimentos de modo adequado.

    Os criticos de Keynes, e Hutt foi um dos primeiros, consideram que estas politicas podem ter um impacto sobre a utilização dos recursos disponiveis a curto prazo mas que a maior prazo são ilusorias e ineficazes e tendem mesmo a agravar a situação que se quer remediar. Inclusivé prejudicando os factores de crescimento da quantidade e qualidade dos recursos produtivos.
    Em contrapartida, os “keynesianos”, mais do que Keynes, generalizaram a tese da procura efectiva (que para Keynes se aplicava no curto prazo) à teoria do crescimento e pretendem que as politicas de sustento da procura efectiva também favorecem o crescimento dos recursos a longo prazo.

    Ou seja, para uns e outros os recursos apenas são “finitos” num determinado momento. Mas podem e devem crescer ao longo do tempo (o que obviamente não significa que sejam “infinitos”, mesmo em termos potenciais).

  4. Ricardo Campelo de Magalhães

    Para quem não sabia que Keynes defendia o “millennianism” e de que como os recursos são ilimitados, as necessidades é que têm de ser estimuladas, por favor leiam: http://mises.org/journals/rae/pdf/R61_1.pdf

    E qualquer leitura adicional sobre a “Lei de Say” de acordo com Keynes (a oferta cria a sua própria procura) e a “Lei de Keynes” (a procura cria a sua própria oferta) e as implicações desta última são também úteis para saberem mais sobre o tema.

  5. Fernando S

    Ricardo Campelo de Magalhães 6. : “… para saberem mais sobre o tema.”

    Presunção e agua benta !!…
    Remeter para um artigo de referencia (de 62 paginas !…) com uma interpretação sobre a visão de Keynes sobre o “millennianism”, isto é, a ideia de que um dia num futuro longinquo a sociedade conseguiria acumular recursos suficientes para satisfazer as necessidades humanas (que por sinal para Keynes seriam “disciplinadas” e não infinitas) …
    Recomendar ainda “qualquer leitura adicional ” (?!!…) sobre a “Lei de Say” e a “Lei de Keynes” ….
    Quanto a esclarecimentos (sempre bem vindos) e argumentos (inclusivé inspirados na literatura adicional recomendada) … nada !

    A leitura recomendada no post diz respeito a um autor e a uma obra que foi, como é dito no post, “uma das primeiras respostas à Teoria Geral de Keynes.”
    Recordemos então o que diz Keynes logo na Introdução da Teoria Geral, no ponto 3. entitulado “O Principio da Procura Efectiva” :
    “Talvez seja util neste ponto dar um breve resumo da teoria do emprego que será apresentada nos capitulos seguintes,… nas seguintes proposições :
    1° Para um DADO ESTADO [destaque meu] da técnica, dos RECURSOS [destaque meu] e dos custos, o rendimento (tanto nominal como real) depende do volume de emprego N.
    2° [Etc…]”

    Keynes desenvolveu uma teoria sobre a resolução do problema economico no seu tempo que, como ele proprio refere repetidamente, não era apenas a escassez de recursos (que sabemos ele ter admitido noutros escritos poder ser ultrapassado num futuro a longo prazo …. mas, como ele proprio disse, “a longo prazo estamos todos mortos”) mas sim e sobretudo o facto de a curto prazo esses recursos limitados não serem plenamente utilizados.

    Dito isto, claro que Keynes também tinha ideias sobre o crescimento economico a longo prazo (antes mesmo da chegada do “millénnio”, entenda-se) e até é verdade que neste plano era fundamentalmente optimsta na medida em que, ao contrario dos “classicos”, que ele criticava, achava que o crescimento dos recursos dependia menos da poupança do que do investimento e acreditava que a intervenção do Estado na economia permitiria ultrapassar os impasses a que o capitalismo do “laisser faire” conduziria (fazendo baixar as propensões ao consumo e ao investimento).
    Talvez se possa considerar que Keynes acreditava que um dia o principio da escassez e do necessario calculo economico deixaria de ser valido. E disse uma série de coisas sobre a “transição” do estado de necessidade do capitalismo para um “estado da abundancia”.
    Mas não se pode dizer que na sua teoria sobre a economia do seu tempo e nas suas propostas de politica economica para a resolução do problema do emprego dos recursos, Keynes partia da hipotese de que estes recursos eram “infinitos”.

    Ah … não tem importancia … mas para o caso do autor do post não ter percebido … eu também sou um critico de Keynes e do keynesianismo !

  6. Paulo Pereira

    Dia lá em que é que é critico de Keynes e do Keynesianismo. ?
    .
    Concordo com a sua exposição completamente.

  7. Fernando S

    Paulo Pereira 8. : “Diga lá em que é que é critico de Keynes e do Keynesianismo. ?”

    O meu comentario destinava-se apenas a precisar uma das premissas da teoria geral de Keynes e não a criticar esta teoria e os seus desenvolvimentos neo-keynesianos.

    Mas concordo com os criticos que, como William H. Hutt, cuja leitura é recomendada no post (e que eu reconheço nunca ter lido no original), consideram que, muito embora as politicas publicas de tipo keynesiano possam ter um impacto estabilizador a curto prazo sobre a utilização dos recursos disponiveis, a maior prazo são ilusorias e ineficazes e tendem mesmo a agravar a situação que se quer remediar. Inclusivé prejudicando os factores de crescimento real e sustentavel da economia.

    De qualquer modo, acho que a critica não exige a caricatura das ideias dos interlocutores, que ninguém tem o monopolio do saber, que tudo merece discussão.

  8. Paulo Pereira

    A critica vaga de que a longo prazo as politicas keynesianas são ilusórias e ineficazes têm zero de validade experimental, são ideias vagas sem significado concreto.

  9. Fernando S

    Paulo Pereira : 10. : “A critica vaga de que a longo prazo as politicas keynesianas são ilusórias e ineficazes têm zero de validade experimental, são ideias vagas sem significado concreto.”

    Aqui está uma afirmação que é tudo menos “vaga e sem significado concreto”,… não é verdade ?!….

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