The End

Tolerante como poucos, o português aceita ser iludido, ludibriado e governado por incompetentes, razão pela qual em Portugal os governos não chegam ao fim por terem iludido, mentido ou governado mal. Mas se há coisa que o português não suporta é sentir-se injustiçado pelo governo. O crescente sentimento de injustiça, e não qualquer outra coisa, é a sentença de morte do Governo Sócrates.

3 pensamentos sobre “The End

  1. Jose Domingos

    Pode ser. Acho que o que o portugês, não tolera, é , irem-lhe ao bolso. Os tostões, é que fazem o português, sentir-se alguém.
    É um ser, mesquinho, vaidoso, invejoso, hipócrita, enfim, um nove rico, fala do que o outro tem, mas não fala do que o outro trabalhou. pode vender a mãe, sirvir de tapete, desde que paguem. agora, mexerem-lhe no dinheirinho, isso n~so.
    Daí, toda agente, aderir á gteve geral. Os sindicatos, tratam da vidinha deles, convencidos que ainda são alguém, os zé ninguém, não fizeram nada, com os aumentos de impostos, as portagens,o aumento dos combustiveis, da censura em Portugal, da vilanagem dos partidos politicos, da delapidação do ambiente, isso, que se lixe.
    Agora o dinheirinho.

  2. JB

    «Os sindicatos»
    As corporações (incluindo a minha), ainda agora com a cimeira da NATO, a da Segurança, sub-corporação PSP.
    Sobretudo a novíssima corporação do regime: a das elites partidárias.
    “O quinto império”
    … nós somos púnicos, parecemo-nos com os mercenários de Amílcar e todos esses matreiros do mediterrâneo. Nós somos girinos… (49)
    Em português, as palavras são um simples meio de simpatia, ou o seu contrário. As pessoas perdem assim horas em conversas inúteis, só com o fim de garantir a sua estima recíproca (95)
    Como bom português, sentia-se fascinado pelo desastre e caminhava para o abismo (118)
    As revoluções, quem quer que sejam os seus autores, não mudaram nada. Conduzem aos mesmos abismos. A dificuldade é mudar o homem (192)
    Uma das particularidades portuguesas: o gosto da pequena polícia, a que mantém relações sentimentais como povo. A sua arte de bisbilhotar, de procurar por trás, de inventar razões e causas, a um tempo teima de funcionário e regressão à inteligência infantil. Ou bem que os portugueses não fazem nada, ou bem que vão até ao último pormenor e, chegados aí, largam tudo como de costume (196)
    Cada cinquenta anos, o país sonha ser a primeira sociedade liberal avançada do mundo. Cada cinquenta anos, o libertário volta à superfície. Procura-se então um banqueiro ou um professor de economia capaz de casar meio século de bordel com O Espírito das Leis (223)
    Os portugueses nunca descobriram nada, senão a Índia no século XVI.
    Sem endereços e todos com o mesmo nome, obedecendo a dois ou três pequenos princípios, entre os quais o de inventarem títulos… (302)
    Dominique de Roux (1977, Paris)

  3. lucklucky

    “Pode ser. Acho que o que o portugês, não tolera, é , irem-lhe ao bolso.”

    Falso, os Portugueses têm sempre votado em quem lhes vai ao bolso. Aliás nem geram outros.

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