Por falar em ateus

Um magnífico texto do Pedro Arroja sobre a importância de algumas crenças religiosas para a vida em sociedade:

(…)Suppose we knew the truth about afterlife and that such truth is that there is no afterlife at all. Most people who lived throughout history have done so under extremely difficult conditions of poverty, illness and oppression. What would keep these people alive if they knew beforehand that there was no reward expecting them for enduring such suffering? The truth that there is no afterlife would have led most people who ever lived to rationally put an earlier end to their lives. Obviously, a society where a lot of people, rationally balancing costs and benefits, were led to put an earlier end to their own lives would also be a society where people would feel much more at ease to put an early end to other peoples’ lives.
Suppose now that the truth about afterlife is in accordance with Christian belief: there is indeed an afterlife and people are rewarded there for all good works and suffering of their earthly life. A society based on this truth would be as cruel as the one described above, if not more so. Each man would now try to do his best to meet as fast as possible the conditions that would entitle him to a life on heaven which is better than the one he has on this earth. Once those conditions were met the rational decision for him to take was to kill himself. Sooner or later the conditions for people to be entitled to a better afterlife than their earthly life would be made explicit by law and would apply to all, so that the moment you met those conditions you would be rationally shot and dispatched to heaven.
It is the uncertainty regarding afterlife, not the truth about it – whatever such truth is -, that keeps people moving on doing good works and enduring suffering. The mistery regarding afterlife is a rational, sophisticated creation of religion, not science. In my view, the Christian belief in afterlife, and other such unproven beliefs, have done more – actually, much more – to promote human life and make human societies possible than all the achievements of science put together with their demonstrable laws and unquestionable proven facts.

7 pensamentos sobre “Por falar em ateus

  1. Daniel Azevedo

    “In my view, the Christian belief in afterlife, and other such unproven beliefs, have done more – actually, much more – to promote human life and make human societies possible than all the achievements of science put together with their demonstrable laws and unquestionable proven facts.”

    O senhor que escreve esta barbaridade, quando ficar doente com algum bacilo, em vez de tomar um comprimido de penicilina pode ir mais rápido para o ‘afterlife’ em vez de andar a dizer asneiras como esta.
    Gosto de ver os ‘crentes’ a apregoar que a ciência nada acrescenta ás suas vidas, quando o simples facto de terem ultrapassado a adolescência (coisa que no século XVIII e XIX ainda não era assim tão linear)se deve precisamente a essa mesma ciência.

    Finalmente: ‘demonstrable laws and unquestionable proven facts.’ o que é isto?
    Deve estar a gozar com o pessoal concerteza…
    Se uma lei é demonstrável significa que qualquer um o pode fazer (assumindo que tem o mínimo de inteligência).
    E o que são ‘unquestionable proven facts’? A unica maneira que vejo que algo em ciência seja inquestionável é através de uma série de experiÊncias independentes que conduzem ao mesmo resultado.

    O problema nestas questões reside (a meu ver) na perfeita ignorância que muitos criticos da ciência , têm acerca ddos seus métodos.

    Aliás se a ciÊncia é tão má, para que raio importa a sua opinião?

    Cumprimentos

  2. Carlos Guimarães Pinto

    Caro Daniel Azevedo,

    Num comentário tão grande, conseguiu não acertar uma. Se o ajudar, esclareço 3 questões nas quais parece estar equivocado:

    1. Nem a pessoa que cita o post nem, pelo que sei, a que o escreve são crentes em Deus.
    2. Quando se fala na formação de sociedades, não se está a falar em necessidades específicas dos membros da sociedade. É óbvio que a medicina é muito mais útil quando temos uma gripe do que a religião. Não é isso que está em discussão. O que está em discussão é aquilo que permitiu que a humanidade atingisse um ponto que tornou possível a existência da medicina.
    3. Não há aqui qualquer crítica à ciência. Há um elogio à religião.

    Cumprimentos

  3. “Once those conditions were met the rational decision for him to take was to kill himself.”

    penso que o suicídio inviabiliza o acesso ao paraíso, logo o parágrafo final do autor é infinitamente reforçado…

  4. Daniel Azevedo

    Caro Carlos Guimarães Pinto

    Não sabia que estava num concurso para ‘acertar’ ‘n’ ou ‘n-1’ vezes.

    Se reparar centrei-me, no meu comentário, na última frase do post (cuja letra aparece em ‘bold’ para a destacar) na qual se diz: “In my view, the Christian belief in afterlife, and other such unproven beliefs, have done more – actually, much more – to promote human life and make human societies possible than all the achievements of science put together with their demonstrable laws and unquestionable proven facts”

    Nesta frase é dito explicitamente que a religião, ou antes, a creça na vida para além da morte contribuiu mais para a promoção da vida humana e na criação de sociedades humanas.
    1) discordo em absoluto que a crença numa pós-vida promova a vida pré-morte, na medida em que esta sempre é apresentada como uma recompensa para a vida pré-morte, logo muito melhor. Então se a vida pós-morte é melhor para quÊ chatear-mo-nos com esta vida terrena que até é finita!
    2) as sociedades desenvolvem-se devido a n factores e a vida para aléma da morte conta muito pouco quando pensamos no efeito ‘evolutivo’ que tiveram o desenvolvimento de novas tecnologias.

    “O que está em discussão é aquilo que permitiu que a humanidade atingisse um ponto que tornou possível a existência da medicina.”
    Lamento mas o que permitiu o desenvolvimento da ciência e por consequÊncia da medicina, foi precisamente o afastar da teorias mítica, milhares de anos antes de Cristo no renascimento da Jónia, com Tales de Mileto e afins.

    Agora se continuo a não ‘acertar’ lamento …

    Cumprimentos

  5. André Azevedo Alves

    “Nem a pessoa que cita o post nem, pelo que sei, a que o escreve são crentes em Deus.”

    Cada vez me convenço mais de que a distinção mais relevante não é entre crentes e não crentes mas sim entre pessoas razoáveis e fanáticos.

  6. André Azevedo Alves

    “penso que o suicídio inviabiliza o acesso ao paraíso, logo o parágrafo final do autor é infinitamente reforçado…”

    Pensei o mesmo ao ler o texto.

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